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Mochilão de 25 dias: Toledo, Barcelona, Amsterdam, Berlim, Dresden, Praga, Viena, Bratislava, Budapeste e Madri -05/2015


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Parabéns, seu relato tem muita informação bacana.

 

Mesmo com alguns imprevistos, a vida continua, hehe. Depois que passa e tudo fica bem, os imprevistos acabam se tornando boas histórias para uma mesa de bar, eles escondem muito aprendizado.

 

Abraços, boa viagem.

 

Obrigada! Imprevisto faz parte, é o que aumenta a emoção da viagem...hehe :D

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Dia 19 – 18/05: O Beijo

 

Aproveitei e acordei um pouco mais tarde. Quando levantei, Becky tava pronta para ir embora. Me despedi dela (como é ruim essa parte) e fui ao mercado comprar o café da manhã dos próximos dois dias. Na volta, encontrei Chippie e Harry tomando café. Me juntei a eles. Eles também iriam embora, mas só na parte da tarde. Então resolvemos dar uma volta juntos na cidade antes deles irem. Passamos pela Rathaus, Volksgarten, Museum Quartier e o Hofsburg. Eles tinham um interesse bizarro de procurar o saco das estátuas de cavalo.

 

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Chegou a hora do trem deles e voltamos para o hostel. Nos despedimos e combinamos de nos encontrar em dois dias, em Budapeste. Mais uma vez, como é chato dizer tchau para as pessoas, apesar de nesse caso ser um até logo.

 

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Peguei o meu roteiro e segui em frente. Primeira coisa, almoço. Desci na Stephenplatz e achei um restaurante com preço razoável. Pedi um schnitzel de peru, acompanhado de uma taça de vinho branco. Dei uma volta por ali, passando pelas ruas Graben e Kartner. Na rua Graben se encontra o monumento à Peste Negra, o Pestsäule (coluna peste). Então, fui buscar Naschmarkt, una feira ao ar livre onde se vende frutas, doces, lanches, que fica bem ao lado do Secession. Mas naquele dia, não havia feira. Fui em direção a Karlskirche ou Igreja de São Carlos Bartolomeu, mas precisava pagar para entrar. Conheci só o lado de fora e segui o meu rumo para o Belvedere.

 

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O Belvedere é um palácio que concentra obras de arte de várias épocas. Seus jardins são lindos, além do prédio em si. Pedi o ticket para conhecer apenas uma parte do museu, que tinha a obra The Kiss, ou o Beijo, de Gustav Klimt. Essa obra é icônica, sendo o centro das atenções na sala que é exposta. Obviamente, não se pode fotografar, mas vc pode comprar vários itens com a sua temática na lojinha do museu. Andando por ali, encontrei o Eli. Trocamos cumprimentos e seguimos os nossos caminhos.

 

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Peguei o tram em direção ao Stadtpark, que é maior que eu pensava. Ali, existem barraquinhas, cafés, as pessoas sentam na grama, fazem piquenique e o íman dos turistas, a estátua de Johann Strauss. Pra variar, voltei a Stephenplatz e passei na Peterplatz, onde está localizada a Igreja de São Pedro, que é bem bonita por dentro, e de graça!

 

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Voltei para o hostel e curti o meu último happy hour. Tinha uma galera nova, que estava animada. Pessoas tocando piano, pandeiro, violão e cantando. Acabei conhecendo um canadense e um colombiano, que por sinal parecia muito com o meu ex. Acabamos indo pra rua juntos, o canadense atrás de um applestruddel e eu da janta. Surgiu tb um sul-africano, que estava no meu quarto e se juntou a nós. Não conseguimos achar o struddel no canadense; eu comi um kebab. Acabamos a noite no travel schack, que não foi tão divertida como a primeira noite. Foram muitas despedidas e o humor não tava 100%. Voltei cedo para a minha cama; dia seguinte seria longo.

 

Custos:

Mercado EUR3,53

Almoço: EUR13,60

Entrada Beveldere: EUR14

Noite: EUR11,20

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  • 2 semanas depois...
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Dia 20 – 19/05: What the fuck is Bratislava?

 

Bratislava é a capital da Eslováquia. Lembram da Tchecoslováquia? Então, é o outro lado do rio Danúbio, sendo mais perto de Viena do que de Praga. Lá é bem bonitinha, com o centro histórico bem preservado. O castelo foi reconstruído algumas vezes. Os jovens falam inglês tranquilamente. Comida e cerveja boa e barata!

 

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Madrugo esse dia, pois meu ônibus ia sair 7:50. Tive que pedir para abrirem a cozinha do hostel e pegar o meu café da manhã. Cheguei com antecedência e fique na barraquinha esperando. O tempo foi passando, quase na hora do ônibus sair e nada dele aparecer. Faltando cinco minutos, resolvi ir nos caixas e perguntar. Descobri que o ônibus para Bratislava sai no ponto do LADO da rodoviária. Saio correndo para pega o busão, e sou a última a entrar. Ufa! Quase perdi de bobeira.

 

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A viagem foi tranquila, dormi mais do que qualquer outra coisa. A rodoviária é meio sinistra, debaixo de um viaduto. Mas é só a aparência, me senti bem segura lá. Tinha um quiosque de atendimento ao turista. Perguntei onde ficava um locker. DICA: Existe um guarda-bagagem no porto, que fica há uns 15 minutos a pé dessa rodoviária. Também perguntei quais os ônibus eu poderia pegar para ir ao Castelo de Devín, motivo definitivo da minha ida a Bratislava.

 

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Depois de deixar a mochila no porto, fui pra rodoviária pegar o busão. Em teoria, sairia a cada meia hora. Mas no final esperei quase uma! Encontrei um casal inglês no ponto, tinham uns 50 anos e me ‘adotaram’. Chegou uma hora que fui perguntar de novo à menina do quiosque. Ela olhou a hora e me apontou o ponto que fica na rua principal, que passaria dali uns 10 minutos. E ela acertou! Esse ônibus não deixa em frente ao castelo, e sim na estrada, mas só foi uns 15 minutos de trilha.

 

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O castelo possui uns 800 anos de existência. Tem um trabalho de arqueologia, com peças bem antigas que são expostas num museu ali tb. As ruínas são bem legais, e a vista melhor ainda. Fica na interseção entre o rio Morava e o Danúbio, o que o fazia bem estratégico militarmente. Na entrada, tem umas barraquinhas com pessoas vestidas com roupas medievais, que te ensinam algumas coisas daquela época, como atirar de arco e flecha! Para lembrancinha, achei mais barato na pracinha do centro histórico.

 

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Voltei para o ponto na estrada e esperei uns 30 minutos. De volta à cidade, peguei o meu mapinha do centro histórico. Comecei pelo castelo de Bratislava, mas não entrei; fiquei ali no entorno, onde tem uma bela vista do restaurante que apelidei de disco voador. Dali desci, e procurei um restaurante para o almoço. Peguei um prato típico de lá, um tipo de nhoque com queijo de cabra e bacon (bryndzove halusky), mais uma cerveja eslovaca para não perder o costume.

 

 

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Me perdi pelas ruelas, procurei as estátuas famosas espalhadas por ali. Andei pra fora da parte história em direção ao palácio do governo, que é bem pequeno. Mais distante um pouco, tem o monumento que se encontram os soldados soviéticos enterrados, o Slavin. O casal inglês foi lá e se emocionou. Eu acabei ‘esquecendo’ de ir.

 

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Por fim, o último ponto que queria conhecer era a Igreja Azul. Vá! É muito fofinha e a primeira igreja azul que vi na vida. Depois fiquei de bobeira pela cidade. Curti um tempo na beira do rio, depois uma musiquinha na praça. A minha passagem por lá foi bem agradável, e bom para desacelerar do ritmo frenético de turistar. Se tiver tempo sobrando, vale a pena passar o dia lá. Como estava mais devagar, fui devagarinho pra rodoviária. Faltavam uns 15 minutos pro busao partir. Quando cheguei lá, não achei meu ônibus, o que era estranho. Fui no quiosque de informação turística, mas já tava fechado. Comecei a me preocupar. Parei um rapaz e mostrei o meu ticket do ônibus. Ele me falou que era na OUTRA rodoviária e qual ônibus passava lá. Ele disse que uns 10 minutos eu chegava...

 

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Fui pro ponto de ônibus. Pelos horários que ficam expostos, ele deveria chegar em 1 minuto; o outro só dali a 10. Não podia perder o que tava chegando, por sinal foi pontual. Tentei comprar o ticket do busão, na máquina ali fora. Só são vendidos os tickets nas máquinas dos pontos; não dentro do ônibus. Mas Murphy tava do meu lado, e tinha uma FAMÍLIA tentando comprar o ticket! E óbvio que eles não sabiam como...Meu ônibus chegou e subi sem ticket mesmo. Fui rezando pra não entrar fiscal até a rodoviária, afinal Deus protege os perdidos. Rsrs. Consegui chegar faltando 2 minutos para o ônibus sair! Hehehe. Mas ele acabou se atrasando...

 

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Lá encontrei o canadense de Viena, que acabou decidindo na hora passar em Bratislava e seguir para Budapeste. Ele conseguiu comprar o ticket na hora, então fica a dica. Vi o pôr-do-sol na estrada e depois dormi. Cheguei em Budapeste uma hora antes do previsto, às 22:30. Como o Eli tinha me dado uns tickets de metrô, dei um pro canadense e fomos juntos pra cidade. DICA: Budapeste tem fiscalização sinistra dos tickets de metrô (não sei o ônibus, já que não peguei); fui fiscalizada tanto na entrada como na saída, então comprem e validem os tickets!

 

Eu saí na estação do metrô que é da estação de trem! Ela é bem antiga e os arredores não muito amigáveis. Eu segui as orientações da reserva do hostel. Depois de caminhas uns 10 minutos, chego ao meu destino. Um prédio da época soviética, nada reformado e sem luz e elevador! Toquei o interfone e a menina não achou a minha reserva! Ela pediu pra eu subir. Uns corredores sinistros, a galera do hostel mais sinistra ainda, tudo bêbado. Aí ela falou que eu tava no outro hostel da rede, a uns 10 minutos dali caminhando. Me deu um mapa e continuei a minha jornada.

 

Cheguei no Carpe Noctem Vitae; interfonei e mandaram eu subir. De novo, sem elevador, mas pelo menos havia uma iluminação. Tive que subir até o último andar! Um cara sem camisa me recebe, dizendo que era do staff. Tudo meio velho, meio sujo. Mostrou o meu quarto e já queria o pagamento. Falei que ainda não tinha feito câmbio. Ele me pediu o passaporte e guardou até o dia seguinte. Usei o wifi e tinha uma mensagem do Harry. Falei que tinha acabado de chegar e iria dormir; no dia seguinte a gente tentava se encontrar. Fui de banho e cama, porque atravessar três países em um dia só é cansativo...

 

Custos:

Bus para Bratislava (Eurolines) EUR7,50

Locker EUR1,50

Ônibus para Castelo de Devin EUR0,90

Entrada Castelo de Devin EUR4

Almoço com cerveja EUR9

Bus para Budapeste (Eurolines) EUR5

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  • 2 semanas depois...
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Dia 21 – 20/05: Um lindo dia húngaro

Acordei e um belo sol estava me esperando lá fora. Desci da minha cama e tinha uma menina jogada na de baixo, pintada com um bigode! Bom, abstraí e fui ao mercado providenciar o café da manhã. Antes passei no câmbio e troquei 100 euros. Voltei ao hostel, paguei a hospedagem e deixei o depósito de 5000 HUF pela chave, peguei meu passaporte e parti pro parlamento. O Harry me respondeu dizendo que tinha marcado um walking tour pelo castelo. Avisei que ia ao parlamento e ficamos de nos encontrar depois.

 

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O parlamento era um pouco mais longe que eu pensei e cheguei lá em cima da hora. A minha sorte era que tava uma confusão para as pessoas passarem no detector de metais. Aí o meu grupo tava sendo chamado e ‘furei’ a fila. DICA: Compre o ingresso online; na hora só fica a disposição os que sobram. Eu achei muito interessante o interior, ricamente decorado. Também fica em exposição a coroa do império húngaro, já que ela pertence ao governo, e não ao rei. Na sala legislativa, tem várias pinturas da Sissi e seu marido (lembram do império austro-húngaro?). Recomendo muitíssimo esse passeio!

 

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Saí dali e fui caminhando por trás do parlamento, na margem do Danúbio e em direção a Chain Bridge. Estava quente, e eu queria muito estar usando um short. Passei pelo monumento dos sapatos, onde judeus foram fuzilados sem sapatos naquele local. Dizem que o Danúbio ficou vermelho naquele dia. Atravessei a Chain Bridge e segui para o Castelo. Peguei um funicular porque não queria subir tantas escadas. Assim que saio, estava tendo a troca da guarda (aparentemente ela acontece a cada hora). Muito mais interessante que a troca de Praga.

 

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Caminhei ali no entorno do castelo e optei por não entrar. A vista dali de cima é bem bonita. To andando distraída quando vejo um gringo de calça, camiseta e uma blusa de flanela por cima. Eu penso, caraca tinha que ser gringo sair todo coberto num calor desses. Me aproximo mais um pouco e era o Harry! Ele me diz que o Chippy tava no banheiro. Decido seguir conhecer a cidade com eles. Continuamos pelo lado de Buda, passando pelo Bastião dos Pescadores e Igreja de São Marcos. Ali tinha uma feirinha com uns artesanatos bem bonitinhos. Achei interessantes os canivetes tb. Comprei uma cerveja pra amenizar o calor rsrs.

 

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Já tinha passado a hora do almoço e fomos procurar algo pra comer. Descemos de Buda para uma região quase Peste rsrs. Achamos um restaurante bem legal. Pedi um porco apimentado que tava divino. Para acompanhar, cerveja! Hahaha. Dali, passamos no mercadinho para comprar mais cerveja. Andamos, nos perdemos. Achamos uma linda vista para o parlamento. Decidimos ir para o meu hostel e continuar bebendo lá. Chippie acaba falando que eles vão embora naquela noite para Zagreb e precisavam ir no hostel pegar as coisas deles. Bom, fiquei ali bebendo sozinha, fazer o que.

 

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Muito mais tarde, eles reaparecem. Harry tinha passado na pizzaria e eu pedi para ele trazer uma pra mim, o que ele fez rsrs. Decidimos ir ao Szimpla, um bar ruína bem famoso. Tomei vinho a menos de um euro! Deu a hora deles pegarem o trem. Nos despedimos, o que foi difícil pra mim. Segui em direção ao hostel, sem olhar para trás. Decidi que já estava encerrada aquela noite.

 

Custos:

Carpe Noctem Vitae Hostel HUF10500

Café da manhã (mercado) HUF310

Visita Parlamento HUF5200

Funicular HUF1200

Cerveja HUF550

Almoço com cerveja HUF2250

Noite no Szimpla HUF250

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Dia 22 – 21/05: I’m on a boat, it’s going fast

 

Sobre as minhas impressões do hostel. Ele é bagunçado, tem mais staff do que hóspede. A galera que vai pra lá vai pra curtir as festas. Acordam bebendo e vão até cair. No início achei o banheiro sujo, mas depois ele tava sempre limpo. Não encontrei afinidades ali, mas ao menos consegui ir a festas qdo eu quis.

 

Acordo e o tempo está bem chuvoso e frio, refletindo o meu humor. Passo no mercado de novo para comprar um complemento do café e parto pra rua com chuva msm. Comecei pela Grande Sinagoga. Peguei o ingresso apenas para a sinagoga, mas há opção de visitar também o museu judeu e o tour guiado. Ela é bem grande e bonita. A mim passou um misto de tristeza e consolação, não sei explicar ao certo o sentimento. No jardim, tem mais de 20 covas coletivas, dos judeus assassinados durante o cerco ao gueto. Isso começou a despertar em mim a realidade das coisas naquela parte do globo. No final, passei por uma exposição de fotos daquela época.

 

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Fui caminhando, debaixo de chuva mesmo, para a Basílica de São Estevão. Não há entrada, mas eles pedem uma doação para a igreja. O interior é bem luxuoso, com destaque para a estátua de São Estevão. Numa salinha mais ao fundo, é exposta a mão do santo, que se manteve ‘mumificada’ por todos esses anos! Creepy! Quando estou saindo, a chuva aperta mais um pouco. Aí sigo na peregrinação de entrar de loja em loja para me aquecer. Fiquei muito tempo na C&A passando tempo. Depois segui a rua em direção ao mercado central. De repente sou abordada por um vendedor, dizendo que ganhei o sabonete feito com lama do mar morto! Hahaha. E ficou insistindo para eu comprar um kit de polimento de unha, que custava 60 euros! O pior é que quase me convenceu.... Saí dali quase fugida rsrs

 

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Você vai encontrar todas as especiarias possíveis no mercado central. Aproveitei e comprei açafrão, páprica doce e picante. Também tem artesanato, mas achei caro. Eu ia almoçar por ali, comer ‘autêntica’ comida de rua húngara, mas tb achei caro para comer em pé ainda. Decidi tentar a sorte num restaurante. Não me arrependi! Achei um menu típico num restaurante pomposo. Ainda me dei ao luxo de pedir vinho!

 

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Voltei para o hostel e fiquei sabendo que a noite teria festa no barco pelo Danúbio. Topei e paguei a versão mais barata. Achei que não valia a pena pagar 2500 HUFs por uma garrafa de espumante. Resolvi ir aos banhos termais Szechenyi, que é a mais antiga e tem uma parte coberta e outra descoberta. Ali perto também tem o Castelo de Vajdahunyad, que o Harry havia me dito que era coisa pra turista ver. Então só fiquei lá nas piscinas quentinhas; parecia uma sopa de velhinhos hahaha. Existem armários para guardar a sua roupa e pertences. Levei só a minha toalha para as piscinas. Fiquei relaxando por quase duas horas, até quase fechar. Foi ótima a sensação daquela água quentinha depois de ter tomado chuva o dia todo.

 

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Na volta para o hostel, saquei 8000HUFs no caixa eletrônico e passei no mercado para comprar vinho. Foi apenas 1 euro! Fiz hora até a festa no barco, tomando o meu vinho e vendo a galera num jogo de biritas. Na hora de sair, o staff faz uma ‘cerimônia’. Inclusive um cara indiano tava usando calça de lycra dourada! Nesse momento conheci dois brasileiros que tinham acabado de chegar em Budapeste. Paramos num bar para continuar o esquenta. Conheci uns alemães, que ofereceram cervejas para mim hihi. Como ainda não tinha comido, aproveitei o kebab em frente ao bar e já garanti o sustento. No caminho para o porto, uma vontade gigante de fazer xixi (de novo!). Fui entrando em vários bares, mas nenhum deixou usar o banheiro, nem pagando (e dessa vez eu tinha dinheiro! Rsrs). Chegamos ao porto, mas tinha que esperar na fila. Avistei um restaurante, e um dos brasileiros se ofereceu para ir comigo. Entrei na cara dura, como se estivesse jantando ali; procurei o banheiro e continuei como se nada estranho estivesse acontecendo! Hahaha. O segundo melhor xixi da minha vida!!! Saí de boa, como se tudo estivesse normal...

 

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Assistir a cidade à noite é uma experiência à parte. Se tiver a oportunidade, contrate um passeio de barco à noite. É lindo ver as pontes iluminadas, o parlamento e o castelo de Buda. Mas, se tiver a oportunidade da fasta no barco, vá! Oportunidade única :D. Para incentivar a garotada, os guias falavam para toda vez que o barco passasse embaixo de uma ponte, todos tinham que se beijar. Nada como uma festa de barco no Danúbio para melhorar o humor...rs

 

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Custos:

Grande Sinagoga HUF3700

Basílica de São Estevão HUF200

Banheiro HUF150

Mercado HUF400

Almoço HUF3885

Boat party HUF5000

Banhos Termais Szechenyi

Vinho HUF365

Kebab HUF690

Auxílio no transporte HUF200

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Dia 23 – 22/05: Caindo a ficha

 

O dia continua chuvoso. Coloquei a minha capa e parti para a praça dos heróis. Ali do lado tem um prédio bonito, que não lembro o nome, mas só admirei por fora. Voltando para o hostel, passei na casa do Terror, que vale muito à pena. Aqui você conhece a história da Hungria durante as ocupações nazistas e socialistas, tendo inclusive um tanque dentro do prédio. Aliás, o prédio serviu de base para o governo nazista e socialista, onde ocorreram torturas, prisões, mortes. É chocante, mas nos esclarece o quão aquele povo sofreu com os dois governos autoritários. Ao menos eu não tinha essa noção quando fui pra lá.

 

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Para falar a verdade, a minha ideia de Budapeste era ser um país barato, já que é do leste europeu, com festas históricas. Tem isso tb, e parece que a galera jovem vai lá só para isso. Mas é uma cidade muito rica historicamente, que sofreu bastante no século passado. E isso ainda me fascina, marcando a minha alma.

 

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Voltei para o hostel na hora do almoço. Combinei um shuttle para o aeroporto que sairia de madrugada. Nas sugestões do mural, acabei achando um restaurante tailandês. Nem pensei duas vezes e fui pra lá. O bom é que fui para uma área que ainda não havia caminhado. Comi um curry de porco com broto de feijão e cogumelos muito bom. Pra variar, cerveja. Rsrs. Depois voltei para arrumar a minha mochila.

 

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Entro no quarto e houve mudanças da galera. Antes eram apenas meninas. Agora tinha praticamente homens. Conheço um chileno e seu amigo americano. Trocamos uma ideia e combinamos de ir no pubcrawl à noite. Fiz o checkout e peguei o valor do depósito, pois iria usar os florins a noite.

 

Eu tinha meu ingresso já comprado para a ópera. Assisti ao Fausto. DICA: Escolha ir a ópera em Budapeste; é bem mais barato que Viena. Em particular, achei essa ópera mais interessante tb (ao menos tinham legendas em inglês). O prédio tb é mais bonito. E aqui dei sorte. Comprei o meu ingresso de 1 euro e o lugar era até maneiro. Mas tinha uma senhora que tava no lugar da bancada; a sua amiga acabou não indo e me chamou pra ocupar o lugar! Muito amor <3

 

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A ópera acabou durando uma hora a mais que o previsto. Àquela hora, a galera do hostel já tinha saído pro pubcrawl. Eu sabia quais bares eles iriam, mas refleti; já tinha bebido a viagem toda; acho que vou é comer bem. E foi o que eu fiz. Fui num restaurante italiano que já estava namorando desde cedo. Pedi uma massa muito boa, acompanhada de um belo vinho tinto húngaro! Foi um ótimo fechamento daquele lugar. Voltei para o hostel, já que ia levantar dali a algumas horas.

 

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Custos:

Café da manhã HUF115

Casa do terror HUF2000

Shuttle para o aeroporto HUF2500

Almoço Parazs Presszo HUF2500

Ópera Fausto HUF300

Jantar no Madalena Merlo HUF2550

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Dia 24 – 23/05: Uma pincelada madrilena

 

Acordo de madrugada e encontro com o chileno voltando do pubcrawl. Ele me pergunta pq eu não fui e disse que ia acordar cedo pra ir a Madri. Nos despedimos e eu desci para esperar a van. Junto comigo, tem uma mexicana que pegaria o mesmo transporte. Quando chegamos no aeroporto, o checkin da Ryannair não está aberto. Vc é obrigado a passar lá para eles carimbarem o seu ticket, mesmo tendo feito o checkin online. Teve uma confusãozinha na fila; os espanhóis não conheciam o significado de fila e queriam passar a frente. Carimbado o meu ticket, fui para o embarque. Aproveitei e gastei os meus últimos florins tomando café da manhã no Burger king.

 

Cheguei em Madri umas três horas depois. Já tava craque no metrô e segui o meu rumo para o Way Hostel, que já tinha reservado por email. O problema é que eu só estava com endereço dele; tinha esquecido de imprimir as direções. A bateria do celular estava morrendo e fiquei que nem uma doida procurando um wi-fi free (se fosse em Barcelona, não teria esse problema...rsrs). Como eu tava com uma estação de metrô na cabeça, segui os meus instintos e desci nela. Nesse ponto eu acertei. Perguntei a uma florista e ela me indicou que dali a 4 ruas eu chegaria ao meu destino. Andei, andei, andei e nada. Parei e perguntei de novo. Falaram para eu voltar algumas ruas. Finalmente achei o lugar!

 

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Como sempre, só podia ir para o quarto depois das 14:00. Deixei a mochila no locker e fui tomar banho. De volta no locker para deixar as coisas, encontrei a Helen, menina da Namíbia que estudava em Barcelona e estava de férias. Teve seu dinheiro roubado em outro hostel e teve que terminar mais cedo a sua viagem. Decidimos dar uma volta juntas.

 

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Fomos ao Palácio Real, mas não entramos. Fila gigante e caro. Ao lado fica a Catedral de Almudena. Pagamos 1 euro e entramos. Para mim, foi mais uma igreja, mas já que estava ali, valeu a pena. Depois fomos caminhando em direção ao Templo de Debot, a única coisa que realmente eu queria ver em Madri, Esse é um templo egípcio, que os próprios deram ao governo da Espanha em sinal de gratitude. Tipo, desmontaram, transportaram e montaram um TEMPLO inteiro. Curti demais, e ainda por cima, grátis.

 

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Seguimos para a plaza España para almoçar. No meio do caminho tava ocorrendo a gravação de algum programa, com um apresentador interagindo com a galera. Parei para ver o que era, mas não entendi muita coisa e seguimos o rumo. Paramos num restaurante e pedi um menu completo. Fim de viagem tava ostentando! rsrs. A Helen pediu uma pizza. Para o prato principal, pedi um peixe frito e de bebida, tinto de verano (é uma mistura de vinho com frutas). Para a minha surpresa, o peixe foi frito com a cabeça mordendo o rabo! HAHAHAHA. Sinistro! ::lol4::

 

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Depois da comida, Helen disse que ia ver umas paradas. Eu voltei para o hostel. Aproveitei para comprar lembrancinhas e uma mochila nova (que já tinha procurado o endereço de uma loja ali perto). Quando entrei no quarto, tinha uns 4 garotos, falando 'obrigado'. Perguntei se eram brasileiros, em português. Me olharam com uma cara estranha. Aí falaram em inglês comigo. Eram americanos e tinha acabado de visitar Portugal. Falei que ia para o Museu do Prado, que é de graça após às 18 hs. Um dos meninos foi comigo. O museu fica perto do Parque Buen Retiro, fazendo o caminho para lá bem agradável, com bastante árvores.

 

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Como já não estava muito afim de turistar, bati ponto em algumas pinturas que eu tinha anotado e decidi dar uma volta no parque. O museu é muito grande! Tem pinturas de todos os séculos, ao menos desde quando começaram a se importar com isso...rsrs. Em relação ao parque, também é gigante. Eu entrei pela Calle de Alfonso, que fica perto da fonte de Angel Caído. Visitei o embarcadero, que é um lago com vários barquinhos. Passei pelo rosedal também. Já tava cansada e decidi voltar. Andei muito! rsrs. Saí por um lugar que não reconhecia. Vi um mercadinho e parei para comprar uma cerveja. Agora, abastecida, continuei andando e vi uma estação de metrô; aí foi fácil voltar.

 

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No hostel era noite de paella por 2 euros. Pedi uma e forrei o estômago. Fui ao mercado para comprar o café da manha seguinte, já que iria para o aeroporto de madrugada. Ia aproveitar para comprar uma birita, mas não é vendido depois das 22:00. Quando voltei para o hostel, encontrei com o americano e mais duas meninas. Eles me convenceram a ir no pubcrawl, que iria visitar três bares naquela noite e teríamos direito a uma dose de tequila em cada um. No grupo, conheci uma brasileira que tinha acabado de iniciar a trip e tava sozinha. Foi o pior pubcrawl que fiz! A tequila não tinha álcool! rsrs. O bar/boate tava vazio. As pessoas só ficavam encostadas nos cantos... Tinha uma 'promoção' de drinks (2 por 12 euros), que eles tentavam empurrar e que recusei solenemente. Como sou brasileira e não desisto nunca, fui para o segundo. Uma fila gigantesca para entrar! Esperamos muito tempo no lado de fora. Depois de ameaçar ir embora umas três vezes, entramos. Tomei a tequila falsificada. Agora o lugar tava socado, mas a vibe não tava legal. Na hora de ir embora, esbarrei com outro brasileiro. Troquei umas palavras e decidi abortar a missão; voltar para o hostel e tirar uma sonequinha.

 

No caminho fui abordada por bêbados me cantando. Foi a primeira vez na trip toda que me senti insegura, como se tivesse no Brasil... Mas consegui voltar sã e salva. No hostel tava tendo aulas de tango, mas a cama me chamava...

 

Custos:

Café da manhã no aeroporto HUF780

Metrô aeroporto - Madri EUR5

Metrô Madri EUR1,50

Catedral de Almudena EUR1

Mercado EUR2,15

Almoço EUR14

Jantar no hostel 2 euros

Pubcrawl EUR13

Shuttle para o aeroporto EUR12

Way Hostel EUR14,99

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