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ago e set/ 2012 - Manaus/Novo Airão/Belém/Marajó + Rota das Emoções – São Luís/Lençóis/Delta do Parnaíba/Jeri/Fortaleza


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Pessoal,

 

em 2012 eu fiz a minha melhor viagem de férias, e contei muito com a generosidade dos mochileiros que partilham suas experiências aqui. Voltei da viagem, iniciei meu relato, e a vida virou de cabeça pra baixo - tanto que só estou viajando de férias novamente agora, em 2015. No meio das confusões, não consegui concluir o texto (falta Jeri!!!), e acabei não publicando na época (também não tenho ideia de onde esteja a dita-cuja da caderneta, com todas as anotações).

Como dica é dica, independente da época, compartilho aqui o relato incompleto. Espero poder retribuir um pouquinho. E prometo que o relato da mochila deste ano vem fresquinha, jajá.

 

 

 

Definindo o roteiro:

Eu tinha algumas milhas vencendo antes do final do ano, e vi a promoção da Gol das férias planejadas - 3 mil milhas para vários destinos dentro do Brasil, com 60 dias de antecedência. Pensei em aproveitar para conhecer lugares mais distantes, cujas passagens são sempre muito caras, como os estados da região norte. Numa madrugada de insônia, Guia 4 Rodas aberto no chão da sala, site do Mochileiros de um lado, página da Gol de outro, às 4h30 da manhã eu concluí a compra das passagens. Ficou assim:

19 de agosto – Guarulhos x Manaus (milhas + $)

24 de agosto – Manaus x Belém (milhas)

29 de agosto – Belém x São Luís (milhas)

11 de setembro – Fortaleza x Guarulhos (milhas)

 

Depois das passagens compradas, comecei a ler os vários relatos aqui no Fórum, para cada um destes destinos, as dicas, as furadas, as indicações de hospedagem, e anotei algumas referências que me ajudaram ao longo destes 24 dias. Vamos lá:

 

Amazonas (5 noites)

https://flic.kr/s/aHsjC7c9Ed

 

Acabei conhecendo menos lugares do que pretendia em Manaus, por conta de uma gripe, que me pegou de jeito: dor de garganta, de ouvido, febre... como era só o início das férias, preferi me preservar um pouco, para não comprometer a viagem toda. Dormi muito... rsrsrs.

 

1º dia

Cheguei em Manaus às 13h, com uma baita gripe, e vi meus óculos embaçarem logo no aeroporto. Calor! Já estava com reserva no Hostel Manaus, e me informei no aeroporto sobre o ônibus para chegar lá. Esperei mais de uma hora pelo ônibus (domingo), que seguiu para o centro e me deixou na Praça São Sebastião. Caminhei algumas quadras até o hostel e fui recebida pelo Willian. Eu havia confirmado a reserva por telefone, porque não me responderam por email. A reserva estava lá, mas ao chegar no quarto vi que não era exatamente o que eu pedi: o quarto coletivo com ar-condicionado é misto, e o feminino é com ventilador – tinha que escolher entre uma coisa ou outra. Considerando a gripe que me pegou na véspera, preferi o feminino com ventilador.

Dormi algumas horas, saí para jantar e procurar uma farmácia, e voltei para dormir. A cidade estava bem deserta.

 

2º dia

Fui ao Centro de Atendimento ao Turista que fica na Praça São Sebastião. Fui muito bem recebida, e recebi da atendente várias dicas de passeios, além de ganhar um guia do estado do Amazonas bem legal; eles estavam sem mapas da cidade, por conta de atrasos burocráticos na impressão destes. Como era segunda-feira, apenas o Teatro Amazonas estava aberto ao público. Realmente é uma construção que impressiona, principalmente para quem é do Sudeste e sabe muito pouco sobre a região Norte, o ciclo da borracha e outros detalhes da história de uma região com tantas riquezas. A visita guiada é bem legal, e ainda assistimos a um pedaço do ensaio da Sinfônica. Fui até à Rodoviária me informar sobre os horários de ônibus para Novo Airão e Presidente Figueiredo, e de lá fui até o Ceasa, para ir ao encontro das águas.

No Ceasa, depois de conversar com alguns barqueiros, fechei com o Romualdo, que me levou até o encontro das águas por R$40,00; outros dois me pediram R$80,00. Na volta, como ele iria guardar seu barco no centro, acabou me levando até lá e me deixando no Porto. Lancha nova, bem cuidada, equipamentos em ordem, e o Romualdo é gente boa. Recomendo.

Curiosidade: fui parada por várias pessoas na rua, para fazer algum comentário sobre o meu cabelo (black), que não é nada comum por lá. Algumas pessoas, inclusive operadores de turismo, achavam que eu era norte-americana, e me abordavam em inglês. Isso rendeu algumas situações engraçadas.

7984279654_329c57cc41_n.jpgEncontro das Águas by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

3º dia

Fui cedo para o INPA, com um ônibus que passa na Avenida Getúlio Vargas, próximo ao hostel. Gostei do passeio, o lugar é bem agradável, e tem muitos bichos. Cheguei logo depois dos filhotes de peixe-boi terem mamado... um rapaz que estava lá fotografou e me mostrou. No calor de Manaus, ali é um lugar bem gostoso, fresquinho.

No hostel, me informaram que era possível seguir do INPA para o Cigs com um ônibus, mas confirmando a informação, descobri que não era bem assim; tinha que ir até um terminal, e de lá pegar outro ônibus. Seria simples, se eu não tivesse pegado o ônibus no sentido contrário!... Fui para um terminal mais distante, e lá fiquei esperando o ônibus que me deixaria na porta do Cigs. Algumas horas e quilômetros depois (rsrsrsrs), fazendo um city-tour forçado, cheguei ao Cigs. Achei um pouco deprimente. O lugar está meio abandonado, os bichos são tristes, jaulas pequenas, falta sinalização, informações... Valeu por ter conhecido um casal de holandeses, muito gente boa, com os quais me encontrei depois.

Do Cigs aproveitei para conhecer a Praia da Ponta Negra, tão pertinho. Uma praia urbana, com uma estrutura impressionante. Encontrei-me com uma amiga de uma amiga, tomamos uma cerveja e fomos jantar um escondidinho de pirarucu, num restaurante que eu não anotei o nome =(.

 

4º dia

Resolvi ir para Novo Airão, já que ninguém no hostel iria a Figueiredo antes do final de semana, e sozinha seria um pouco complicado por conta do transporte – eu não dirijo, e para contratar tudo ficaria muito caro. Fui pra rodoviária e peguei o ônibus. São 4h de viagem, cruzando o Rio Negro pela ponte nova, e passando pelo município de Manacapuru.

Fui para a Pousada Bela Vista, que eu havia reservado por telefone. Bem arrumadinha, quarto bacana, o rio no fundo. No cair da tarde, a cantoria dos pássaros e dos outros bichos chega a ser ensurdecedora durante um certo tempo, e depois só se ouve o silêncio. Como cheguei à cidade no meio da tarde, não encontrei lugar para almoçar e tive de me contentar com os quitutes da padaria, animada pela concorrida propaganda eleitoral da cidade. Aff!

Fui ver o pôr do sol no cais, e conversar com alguns barqueiros que fazem os passeios para Anavilhanas e Grutas de Madadá. Os valores são meio tabelados, e, para quem está sozinha, não tem muita opção pra baratear. Acabei fechando pela pousada mesmo, por R$350,00 para as Grutas, passando por Anavilhanas na ida e na volta.

 

7984333358_127cec632a_n.jpgRio Negro by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

5º dia

Acordei às 6h, tomei café e às 7h já estava pronta para a saída; seu Sebastião já estava me esperando. O barco fica atracado nos fundos da Pousada, descendo uma escada se chega a um flutuante. Não me arrependo da extravagância. Apesar de o Rio Negro estar muito cheio e não ser possível ver as praias, a paisagem é inacreditável! Eu tinha que fazer isso. A trilha para as grutas é muito tranquila, e as grutas são incríveis. O chão parece um xaxim gigante, muito diferente de outros lugares que conheço. Adorei. Na volta, vimos muitos botos pelo caminho, brincando à nossa frente.

Depois do almoço, passei a tarde na casa da “encantadora dos botos”, conversando com ela e ouvindo as histórias dos turistas e pessoas do local que estavam ali. Até que os botos apareceram, brincaram, posaram para as fotos, foram alimentados, e depois foram embora. Lindos! Fofurice!

 

7984472600_54ba6e9b59_n.jpgBotos! by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

Voltei pra Manaus no ônibus das 16h, cheguei à noite, voltei pro hostel, e fui me encontrar com os holandeses na praça, que estava bem movimentada. No dia seguinte, fui para o aeroporto perto da hora do almoço e segui para Belém.

 

Contatos e valores

Manaus

• Hostel Manaus

http://www.hostelmanaus.com / (92) 3233-4545

Diárias: R$23,00, quarto coletivo com ventilador. Banheiro coletivo. Fazem reserva sem depósito, mas não avisam que estão te colocando em um quarto misto. Café da manhã básico, mas bem servido. Muita gente circulando o tempo todo, chegando e saindo durante a madrugada, por conta dos passeios para a floresta.

• Encontro das Águas – R$40,00

Lancha Visão de Águia – Romoaldo (92) 9156-6989

• Teatro Amazonas – R$5,00

• INPA – R$5,00

• Cigs – R$4,00

• Ônibus aeroporto x centro – R$4,20

• Ônibus urbano – R$2,75

 

Novo Airão

• Pousada Bela Vista

http://www.pousada-belavista.com/ (92) 3365-1023

Diária: R$90,00 quarto single. Café da manhã muito bem servido, com tapioquinha quentinha, muitos sucos e bolo quente, olhando para o Rio Negro. Fiz a reserva por telefone, sem depósito, serviço atencioso.

• Passeio Anavilhanas + Grutas de Madadá – R$350,00 (valor do barco, para até 6 pessoas)

Operadora: Pousada Bela Vista, com o guia Seu Sebastião – gente boníssima!. Duração: 6h (saída às 8h).

• Flutuante dos botos (encantadora de botos) – contribuição de R$10,00

Fica na mesma rua da Pousada Bela Vista, depois do porto.

• Ônibus Manaus x Novo Airão – R$34,50

• Restaurante Sabor do Sul – PF a R$18,00, com suco

Av. Tiradentes, 5. (92) 3365-1621.

Atendimento atencioso, PF gostoso e honesto, com Surubim assado, além de outras opções.

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Pará (5 noites)

https://flic.kr/s/aHsjC7ttBV

 

O Pará foi amor à primeira vista. Cheiros, sabores, texturas. Poderia ter ficado mais dias, e pretendo voltar o mais breve possível. Fiquei com vontade de morar em Belém!

 

6º dia

Cheguei a Belém no comecinho da noite, um calorão, e rapidinho peguei o ônibus do lado de fora do aeroporto. Do aeroporto ao centro é uma viagem, que o trânsito intenso faz se alongar. Já no caminho achei a cidade bem simpática, as pessoas muito agradáveis, as ruas bem arborizadas. Gostei.

Minha reserva era no Hostel Amazonas, que fica bem no centro, perto dos principais pontos turísticos. A cidade estava recebendo um congresso de contabilistas, bem movimentada.

Fui procurar por supermercado, lugar para jantar e caixa eletrônico.

 

7º dia

Conheci uma moça carioca no café da manhã, que ia ao Ver-o-Peso, e me convidou para ir com ela. É maravilhoso. Passeei pelas Docas, conheci a Sorveteria Cairu =D <3<3<3, visitei o Complexo Feliz Luzitânia, o Mangal das Garças. À noite, fui a uma festa de Carimbó, no bairro da Pedreira, cujo convite eu havia recebido por email antes de viajar; 3 meninas do hostel me acompanharam. Aqui a paixão foi fulminante: uma festa de rua, com vários grupos de carimbo da cidade e do interior, vizinhos confraternizando, e muitas pessoas nos dando as boas vindas. Amei.

 

7985553186_00d319b8c7_n.jpgVer-o-Peso by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

8º dia

Feira da Praça da República, sorvete, Theatro da Paz, mais sorvete, Igreja de Nazaré, tacacá, e sorvete pra esfriar... As uruguaias que estavam no hostel foram para a Praia do Mosqueiro, e eu fui atrás da passagem para a Ilha do Marajó (andei pra caramba na beira-rio... haja sol na cabeça!). À noite a cidade teve um apagão, e o funcionário do hostel queria nos convencer a não sair à rua, que seria perigoso. Como estávamos em 5 pessoas – 3 mulheres e 2 homens – saímos assim mesmo, e percebemos que a energia estava voltando aos poucos. Fomos ao festival de danças folclóricas que estava rolando em outra praça no centro da cidade.

 

9º dia

Peguei o barco para a Ilha do Marajó às 6h30. Já tinha feito minha reserva no Canto do Francês, em Soure, e por isso tinha também a reserva no carro do seu Edgar, saindo de Porto Camará. Cheguei à pousada, e logo fui dar uma volta na cidade e procurar onde comer. Procurei também por uma bike para alugar, mas não encontrei =(. Tudo tão plano, deu uma vontade de pedalar... Tentei visitar uns espaços de artesanato, mas fui descobrindo que o final de semana havia sido intenso, e, por isso, muita gente não abriu na segunda-feira. Andar sob aquele sol também não é bolinho! Voltei para a pousada no final da tarde, tomei um banho, tirei um soninho, e saí para ver a noite de Soure.

Consegui a proeza de me perder em meio às ruas e travessas simétricas de Soure – as ruas somem e se transformam em pasto... fui salva por um rapaz que passava de bicicleta e foi até sua casa buscar a moto para me levar à beira-rio (!!!). Chegando lá, encontrei meus companheiros do hostel, que resolveram ir para a ilha no barco das 14h30. Jantamos um belo filé de búfalo com cerveja Cerpa.

 

7987428093_a5e667ff13_n.jpgNovos amigos by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

10º dia

Fomos à praia do Pesqueiro pela manhã – um pequeno pedaço do paraíso. A maré estava alta, e não conseguimos atravessar a barra do rio para chegar ao mar, mas isto não diminuiu o nosso encantamento. A praia era só nossa, e do dono da única barraca que estava aberta. Almoçamos uma delícia de camarões e caranguejos, além das cervejas, sem gastar mais do que R$20, 00 cada um.

À tarde fomos fazer um passeio à Fazenda Bom Jesus, de d.Eva Abufaiad. Seria uma fria completa, não fosse pelo pôr-do-sol, um dos mais maravilhosos que eu vi durante a viagem, com toda aquela revoada de pássaros. Basicamente, pagamos para sermos ouvintes das histórias particulares de d.Eva e de sua família – as quais, diga-se de passagem, não são lá tão interessantes assim... Pudemos montar um búfalo para tirar fotos, e apreciar a revoada dos muitos pássaros que fazem da fazenda seu dormitório ao cair da tarde.

 

7988341815_379937cc0f_n.jpgPôr-do-sol by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

11º dia

O barco para Belém sai às 6h30 de Porto Camará; seu Edgar passa na pousada por volta das 4h30 para o transfer. O sono e a preguiça vão embora quando, ao chegar à recepção da pousada, você encontra uma bela mesa de café da manhã posta, com pão quentinho, ovo mexido e café fresquinho. Grata surpresa para esta hora da madrugada!

Chegamos a Belém por volta das 9h30; deixei minha bagagem no Hostel, e fui ao Ver-o-Peso comprar os cheirinhos, vidrinhos, CDs de guitarrada, etc. Almocei por lá, peguei minha mochila e fui para o aeroporto. As compras, juntamente com outras que já vinham do Amazonas, seguiram para São Paulo pelo bom e velho Correio – tem uma agência no aeroporto.

 

7988354620_78ed0a5da1_n.jpgFofo! by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

Contatos e valores

Belém

• Amazônia Hostel

http://www.amazoniahostel.com.br / (91) 3347-2539

Diárias: R$38,00, quarto coletivo com ventilador durante o dia, ar-condicionado durante a noite, depois das 20h. Banheiro coletivo. Um casarão bem cuidado, quartos arrumadinhos, bem localizado, perto dos principais pontos turísticos. Fazem reserva mediante depósito, enviam a confirmação, tudo direitinho. Café da manhã bem servido, mas começa tarde (8h). Funcionários muito atenciosos. Tem um taxista que fica de plantão, na garagem de um dos casarões, durante toda a noite e madrugada.

• Ônibus urbano – R$2,20

• Mangal das Garças – R$9,00 passaporte para todos os espaços

O Mangal é um parque, com entrada franca. Lá dentro, existem algumas atrações que cobram ingresso, e é possível comprar o passaporte para todos os espaços, com desconto. O passaporte dá acesso ao Mirante, Borboletário, Viveiro de aves e Museu. Vale a pena.

• Sorveteria Cairu

É parada obrigatória, tem picolé e sorvete de massa. Fica na Estação das Docas. A lista de sabores é daquelas que a gente fica querendo completar, sabe como? Preciso urgentemente encontrar bacuri em São Paulo, não sei mais como viver sem este sabor.

 

Soure, Ilha do Marajó

• Barco para a ilha – R$16,00

Saída do porto, ao lado das Docas (ponta oposta da avenida onde está o Mercado Ver-o-Peso. Vá de ônibus, não é tão perto assim).

• Transfer do Edgar – R$12,00

[email protected] / (91) 3741-1441 / (91) 9634-0722

Ele é o cara. Faz o transporte diariamente, em micro-ônibus climatizados, deixa e busca nas pousadas.

• Pousada Canto do Francês

http://ocantodofrances.blogspot.com

Diárias: R$90,00 quarto single, desconto para pagamento em dinheiro. Quartos bem arejados, pousada muito charmosa. Café da manhã muito gostoso, com pão quentinho, queijo e manteiga de búfala, sucos e frutas variadas – inclusive às 4h da manhã! Um dos rapazes ficou em uma pousada por R$40,00, mas ficou reclamando da limpeza do quarto e invejando o nosso café da manhã.

• Restaurante Ilha Bela

http://ilhabelamarajo.blogspot.com.br/

Fica na 1ª rua com a travessa 13, de frente para o Rio Paracauary. Serve almoço e jantar, PF bem servido por R$13,00. Cerveja Cerpa bem gelada, e está sempre bem movimentado.

• Restaurante Paraíso Verde

10ª rua com travessa 17. É um bonito quintal com árvores frutíferas carregadas – tivemos que nos esconder dos jambos. A caipirinha é ótima, e a comida muito bem servida. Gastamos R$35,00 cada um, incluindo as caipirinhas e cervejas.

• Fazendo Bom Jesus – R$75,00 o passeio de 4h

[email protected] / (91) 3741-1243

A d.Eva busca no hotel, e leva de volta. O resto do tempo ela nos leva para ver a casa da sua família, a capela da fazenda, e as histórias as quais julga fantásticas. A demonstração da doma do búfalo depende do humor do bichinho – e não da habilidade da veterinária. Os lagos da fazenda são belíssimos, e a revoada dos pássaros é uma experiência maravilhosa; os guarás fazem um show à parte. Por R$40,00 estaria muito bem pago.

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Maranhão – Piauí – Ceará

É a Rota das Emoções. A paisagem da Amazônia vai mudando, e outras cores começam a dar o tom das cenas. Surpresa, alegria, liberdade, desafio, satisfação: muitos sentimentos tomaram conta de mim ao longo destes dias. Gratidão por poder tomar contato com esta imensidão. E a certeza de que o mundo é muito, muito maior do que a gente pode imaginar.

 

 

12º dia

Cheguei a São Luís à noite. Estava em dúvida sobre onde me hospedar, depois de tantos relatos desencorajadores no fórum. Conversando com os estrangeiros que encontrei em Belém, vindos do Maranhão, descobri que todos haviam se hospedado no centro histórico, no Hostel Solar das Pedras. Como eu iria seguir para os Lençóis, achei que as chances de conhecer mais viajantes seriam maiores no hostel do que no Soft Inn ou no Ibis.

Cheguei sem reserva e não tive problemas. Desci até o Reviver para comer alguma coisa, e fiquei vendo o movimento: pagode de um lado, MPB do outro, bares cheios de turistas e de gente local. Voltei para o hostel para dormir (eu havia acordado às 3h30!!!), e quando me deitei ouvi as batidas do Tambor de Crioula ao longe, mas não consegui me levantar da cama.

 

13º dia

Andar pelo centro histórico de São Luís provoca um misto de admiração e tristeza. O conjunto arquitetônico é belíssimo, mas está terrivelmente abandonado. Chega a doer. Fui ao Centro de Atendimento ao Turista – o pior atendimento que encontrei em toda a viagem. Comprei um mapa em uma loja, pois no CAT não havia mais, e não havia um roteiro para me orientar. Palácio dos Leões, Palácio de La Raverdiére, Igreja da Sé, Museu de Artes Visuais, Casa de Nhozinho, Centro de Cultura Popular, Ponto de Cultura Mandigueiros do Amanhã, Casa das Tulhas. Depois do almoço, fui até o Terminal Hidroviário para conferir os horários para Alcântara. De lá segui para a Casa das Minas.

Na Casa das Minas, eu cheguei junto com um grupo de escolares que estava fazendo uma pesquisa, por conta dos 400 anos de São Luís. Foi muito legal, porque o administrador conversou bastante com eles, contou várias histórias sobre a Casa, e eu pude ouvi-las, além de ver os olhinhos brilhando da garotada. Depois que os meninos saíram, ele me contou uma parte muito triste desta história: a Casa tem ficado com os portões trancados nos últimos tempos, porque tem sofrido ataques de intolerantes religiosos. A Casa de Nagô também fica trancada, nem consegui visitá-la.

 

8016952481_19f91ece1c_n.jpgSão Luís by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

 

14º dia

Fui cedinho para o Terminal Hidroviário, pegar o barco para Alcântara. Conheci um rapaz viajando sozinho, e seguimos juntos. A travessia para Alcântara é por si só uma aventura – o barquinho sacode mais do que montaria em boi bravo. Pegamos chuva no caminho, e muita gente passou mal.

Chegando a Alcântara, contratamos o guia Seu José “Cabelinho”; foi a melhor coisa que fizemos. Ele nos contou várias histórias de todos os lugares por onde passamos, além de dar suas impressões sobre as novas ocupações da cidade. Fomos às construções históricas, às ruínas, aos museus, às igrejas. Em Alcântara a gente experimenta uma sensação de entre-tempos: o passado e o futuro, as ruínas e a base da aeronáutica, isso faz da ilha um lugar muito especial.

 

8010925066_fb29ec60d1_n.jpgAlcantara by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

Almoçamos no Restaurante e Pousada Bela Vista, que fica depois da igreja de São Benedito. Comemos um prato que é patrimônio imaterial, o Gurijuba Alcantarense – delicioso!!! Enquanto o prato é preparado, além de apreciar a visão que se tem da praia lá embaixo, é possível dar um mergulho na piscina ou se deitar em uma das redes e relaxar.

O último barco retornava para São Luís às 15h30; este horário pode variar em razão da maré. Travessia com MUITA emoção. Para quem não gosta de barco, talvez o ferry boat seja uma opção mais tranquila.

Pedi para o Salomão, dono do hostel, fechar para mim um transfer para Barreirinhas. Enquanto conversávamos sobre os Lençóis e meu roteiro para os próximos dias, me dei conta que deveria chegar em Jeri no meio do feriado da Independência, sem reserva em lugar nenhum... O Salomão resolveu para mim: entrou em contato com o hostel Jeri Brasil e reservou o pacote do feriado (última cama disponível) e também a última noite em Fortaleza. Eu paguei para ele um depósito de R$5,00 para cada reserva, e ele me deu um voucher que foi descontado nas hospedagens – eu nunca havia utilizado este recurso, e achei muito bom.

A noite no centro histórico foi bem divertida: além da música ao vivo nos bares, teve roda de tambor de crioula no mercado, roda de samba também no mercado, e capoeira em uma das escadarias.

 

Contatos e valores

São Luís

• Hostel Solar das Pedras

http://www.ajsolardaspedras.com.br

Diárias: R$25,00, quarto coletivo, com ventilador (quarto com apenas 4 camas). Banheiro coletivo. Café da manhã básico, e “regulado”. O pessoal que trabalha lá é muito legal; a maioria é estudante de turismo, e apaixonada pela cidade. O Salomão foi super atencioso comigo, me ajudando com dicas e informações recentes – como as condições das lagoas com a seca – para definir o roteiro dos próximos dias. Quanto ao centro histórico, talvez não seja legal estar lá num domingo ou segunda-feira, que fica mais deserto. Nos demais dias, não achei tão perigoso como falaram – é o centro de uma grande cidade, com os problemas que infelizmente já conhecemos. Tem que ficar esperto, mas não é para descartar a possibilidade.

 

Alcântara

• Terminal Hidroviário

Tem viagens para Alcântara diariamente; os horários podem variar em razão da maré, é sempre bom confirmar. Os preços variam entre R$10,00 e R$12,00, de acordo com o tamanho do barco). O mar é bravo, e a segurança da travessia não é daquelas que deixa a gente super tranquila...

• Restaurante e Pousada Bela Vista

http://www.belavistapousada.com/

Comida boa, vista realmente privilegiada. Dei uma olhada nos quartos, que são charmosos e aconchegantes. Vale a pena, apesar do preço ser um pouco mais alto do que os restaurantes do centrinho. Pagamos R$80,00 pelo prato para 2, mas 4 pessoas comeriam tranquilamente.

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15º dia

O transfer para Barreirinhas me pegou às 4h30. Infelizmente não anotei a empresa, mas sei que os horários e valores são meio tabelados. Um micro-ônibus com ar-condicionado, viagem tranquila, com uma parada na estrada para café da manhã em um restaurante grande, R$10,00 por pessoa. Como eu não tinha pousada reservada, o motorista me deixou na agência Vale dos Lençóis, onde um grupo que ia fazer bate-volta para São Luís ia ficar primeiro.

O Alex, dono da agência, me perguntou se eu estava viajando sozinha e disse: os mochileiros gostam de ficar lá na Deusa, vou te levar lá. Nem precisei dizer que era essa a minha ideia.

D. Deusa é uma querida, e me acomodou em um quarto com ventilador. Contei para ela que minha intenção era seguir a partir de Caburé, passando uma noite lá, e ela me disse o mesmo que o Alex: por conta da seca, pouca gente estava cruzando o parque e eu corria o risco de não encontrar nenhum frete. Sugeriu que eu passasse a noite em Atins, e retornasse para Barreirinhas de 4x4, seguindo de lá, pois havia carro de linha.

Fui sacar dinheiro, almocei um pf, e fechei com o Alex o passeio da tarde. Reforço as impressões que outros mochileiros já haviam relatado aqui: o esquema Barreirinhas é padrão CVC. Senti falta de tempo para contemplar, ficar quieta, sentir aquela imensidão. Muita gente aglomerada, os meninos que são guias locais são acelerados, tive que me lembrar que estava de férias e não iria me irritar. Tem que abstrair e ficar para trás, deixar as pessoas irem correndo na frente – sei lá para onde correm tanto, credo.

Já não chove há dois anos, e a maior parte das Lagoas secou. A primeira que avistamos com água é a Lagoa do Peixe, se não me engano; deve estar com 1,5m de água. Bem pertinho tem mais uma, ainda com água, e com menos gente, onde dá para ficar um pouco mais tranquila.

Fui jantar com outros viajantes solitários, e, apesar da vontade de procurar um forró, depois da 2ª cerveja estávamos os 3 dormindo em pé. O dia foi longo, bora dormir!

 

8016280612_0ec90eddbf_n.jpgLençóis Maranhenses by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

16º dia

Negociei com o Alex o passeio do Rio Preguiças, seguindo até Atins. O passeio pelo Rio é mesmo muito bonito, com a parada em Vassouras, Mandacaru e Caburé. Caburé!!! Meu Deus, que lugar é aquele? Se me deixassem, ficava lá, sentadinha, vendo o tempo passar.

O barqueiro veio me buscar depois do almoço, e me levou para Atins. Chegando na praia, o Del, dono da Pousada do Cajueiro, estava me esperando de quadriciclo. Fomos até a ponta da praia, e depois fomos para a pousada.

O Del ligou para o Rancho do Buna e conseguiu me encaixar em um grupo que ia para o parque às 15h30. No caminho, passamos no rancho Antonio – irmão da Luzia – para encomendar o jantar com os famosos camarões.

O passeio foi perfeito. Chegamos às dunas já no cair do sol. No grupo, éramos 6 pessoas ao todo. Cada qual no seu tempo. No alto, o mar está de um lado, a lagoa do outro. Ficamos lá até o sol se pôr, e resolvemos que queríamos ver a lua nascer, já que estávamos na lua cheia. O guia avisou que ia demorar, mas que poderíamos ficar. Com aquele vento forte, ficamos lá, contando as estrelas à medida que iam aparecendo, vendo as dunas mudarem de cor, até a lua chegar. Sem palavras para descrever.

Jantamos no Antonio. Caraca, eu não imaginava que o camarão tinha aquele tamanho! Um prato com 10 camarões – pode levar embora o arroz e o feijão, meu amigo!

Voltei pra pousada, e o Del estava com alguns pescadores preparando uns quitutes para mais tarde. Tomei uns aperitivos com eles – ele tem várias cachaças curtidas com frutas diferentes – e fui tomar banho, prometendo voltar. Apaguei, rsrsrs...

 

8016573928_d17aaf3fdd_n.jpgLençóis Maranhenses by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

17º dia

Estava sozinha na pousada, e tive um banquete de café da manhã. Tapioquinha e cuscuz, frutas, suco, bolo de macaxeira. O Del me deu uma carona até a vila, e depois me deixou na praia. Fiquei impressionada com o que me relatou sobre as mudanças na paisagem, e o risco de Atins desaparecer sob a areia. A praia foi só minha por umas duas horas, até que as meninas que conheci no passeio apareceram. Voltei para a pousada perto da hora do almoço, brinquei com os filhos do Del que apareceram por lá, e peguei o carro para Barreirinhas.

A viagem foi divertida, com direito a atolar no meio das dunas. Eu era a única turista no meio dos moradores – fiquei pensando como a vida é dura nessas localidades.

Cheguei em Barreirinhas por volta das 16h; havia deixado minha mochila na pousada da D. Deusa e levado apenas uma mochila pequena. Fui ao correio despachar mais uma caixinha de presentinhos e livros comprados em São Luís, e aproveitei para lavar roupa.

 

Contatos e valores

Barreirinhas

• Transfer São Luís x Barreirinhas – R$40,00

Saídas às 5h e às 7h.

• Agência Vale dos Lençóis – Alex

http://www.valedoslencois.com / (98) 3349-1420

Passeio para as dunas – R$50,00

Passeio no Rio Preguiças – R$80,00

O Alex é super atencioso, e acabou aceitando me levar para Atins sem cobrar adicional, já que eu não retornaria para Barreirinhas. Quanto ao esquema CVC dos passeios, acho que é mal de todas as operadoras da cidade – quando eu voltar, na cheia, não incluirei Barreirinhas no roteiro novamente.

• Pousada D. Deusa

(98) 3349-1133

Diárias: R$30,00, quarto simples com ventilador e café da manhã. Eu tinha os contatos de D. Deusa por conta das indicações aqui do Fórum. Assino embaixo e recomendo!

• Restaurantes

Há várias opções na beira-rio, para todos os bolsos.

 

Atins

• Pousada do Cajueiro

(98) 8784-9633 / 8165-2255

Diária: R$100,00

A pousada é do Del, que já foi dono de um bar na vila. Foi inaugurada há pouco mais de 3 meses, e está bem arrumadinha; os quartos são grandes, com varanda, e a cama tem mosquiteiro. O dono e a família moram na casa em frente. Como eu estava sozinha, e era a única hóspede, ganhei o passeio de quadriciclo como cortesia – o aluguel do brinquedinho custa R$100,00 / hora.

• Camarão do Antônio – R$30,00, com bebida

O irmão da Luzia também tem uma pousada, e redes para aluguel. Os carros que vão para o parque se dividem entre os dois irmãos.

• Passeios - Rancho do Buna – R$40,00

http://www.ranchodobuna.com.br / (98) 3349-5005

Mesmo não se hospedando lá, é possível conversar com a Mônica e se encaixar nos grupos para os passeios. Tudo com tempo, sem correria, sem falação. Perfeito.

• Toyota Atins – Barreirinhas – R$15,00

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18º dia

Dia de deslocamentos para seguir viagem. O carro para Paulino Neves deveria sair às 7h, mas saiu quase às 8h, porque haviam poucas pessoas. A Toyota do Seu Edilson é bem ajeitadinha, bancos com almofadas, cortinas nas laterais para barrar o sol.

 

8018314353_df31eef3c3_n.jpgTransporte de primeira by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

Chegando em Paulino Neves, tivemos que esperar pelo irmão de seu Edilson, que faz o trecho para Tutóia. O carro sai às 12h.

Pedi a ele para me deixar na rodoviária, e chegamos 10 minutos antes da saída do ônibus para Parnaíba, às 13h30.

De Tutóia a Parnaíba vamos pela rodovia asfaltada, viagem tranquila, ônibus confortável com ar-condicionado e seleção musical do motorista.

Chegando à Parnaíba, dei uma espiada nos hotéis em frente à rodoviária e não me animei. Continuei no ônibus e fui até o centro histórico. Uma quermesse enorme começava a se organizar na praça, vários estudantes faziam o ensaio para o desfile do sete de setembro. Confesso que me senti perdida no meio de tanta gente e fui direto ao Hotel Delta, sem pensar se haveria outras opções (há, pousadas bem simpáticas).

Na agência ao lado do hotel, comprei minha passagem para Camocim para 2 dias depois, e dali fui jantar na Beira-rio. Ao voltar para o hotel, contratei o passeio para o Delta diretamente com a recepcionista. Fui dormir quando a quermesse acabou.

 

19º dia

O hotel estava bem cheio, com excursões de grupos de terceira idade. Depois do café da manhã, a guia do passeio já me esperava, e descobri que iria junto com os idosos, no ônibus deles.

Fiquei muito bem impressionada com o passeio organizado pela Ecoadventure. A Chiquinha, guia do grupo, nos deu muitas informações, sem ser maçante. O iate tem lugar para 75 pessoas, e a tripulação cuida o tempo todo para saber se as pessoas estão bem acomodadas, e se o barco está equilibrado.

Conheci duas paraenses queridas, que me resgataram no meio dos idosos, rsrsrs... passamos o dia juntas, em todo o passeio. Foi dos passeios mais incríveis que fiz: R$50,00, com almoço (caranguejada), encontro do Delta, entrada no mangue e ainda passagem por uma igreja de peregrinação, que os idosos da excursão queria visitar. Eu estava no ônibus deles, já viu...

 

8017495416_016a43a637_n.jpgCaranguejo!! by Fernanda Gonçalves, on Flickr

 

Voltei para o hotel no final do dia, e dormi feito uma pedra.

 

20º dia

Transfer para Camocim. Ao chegar na rodoviária, dois rapazes argentinos também desceram, e logo compraram a passagem para Jijoca, que só sairia no final da tarde. Eu disse que não compraria, e eles não se conformaram comigo; seguiram para ver a lagoa.

Fiquei por ali, assuntei com os fretes (todos muito caros), até que uma moça que também havia descido do ônibus me ofereceu carona: os parentes estavam vindo buscá-la de Jijoca! Aceitei a carona, e na hora do almoço já estava na sede. O tio dela era candidato a sei lá o quê (o carro estava todo plotado), e me levou até um frete, recomendando ao motorista que me deixasse na porta do hostel. Fui entregue direitinho ;).

 

8018011203_8d377bf8f7_n.jpgJericoacoara by Fernanda Gonçalves, on Flickr

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Os outros 4 dias foram em Jeri. Conheci uma mochileira muito querida, Fabíola, e reencontrei Sandra, que havia conhecido em BH no ano anterior.

Fizemos todos os passeios, dançamos, caminhamos, tomamos muito sorvete, e seguimos para Fortaleza no penúltimo dia.

Sandra ficaria mais uns dias em Fortaleza, pois estava iniciando as férias. Fabiola voltou para Maceió logo depois do almoço; eu segui para São Paulo no comecinho da noite.

 

E voltei ao trabalho dois dias depois, onde uma transferência de unidade e uma coordenação de área colocariam a mochila em modo standby por 3 anos ;)

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  • 11 meses depois...

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