Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Posts Recomendados

pontecarlos.jpg.59c751e758fb7d2c0df40e38d6efed6e.jpg

 

Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-que-fazer-em-praga/

 

Visitamos Praga em um fim de semana ensolarado de setembro, ficamos hospedados na casa da amiga de uma prima, que nos levou para conhecer a cidade junto com seu lindo cãozinho yorkshire. A capital da Republica Tcheca é encantadora, fácil de se locomover, de se comunicar (em inglês) e o melhor, barata! A moeda é a coroa tcheca e a cotação aproximada é: 1EUR = 27,11CZK / 1BRL = 6,19CZK. O metrô funciona bem, o bilhete é adquirido por tempo, as maquinas para comprá-los são um pouco complicadas, mas nada impossível, e pelo que me lembro só aceitam moedas.

 

Aqui estão alguns pontos interessantes pra conhecer por lá:

 

Castelo de Praga

 

O lugar é na verdade um enorme complexo de prédios, jardins, ruas e igrejas que dão ao conjunto o título de maior castelo do mundo! É um dos pontos mais importantes de Praga, sendo que o destaque é com certeza a imponente Catedral de São Vito, em estilo gótico! Nós não compramos o ticket, por isso não visitamos os atrativos lá dentro, mas é possível subir e circular por alguns lugares sem nenhum custo, e como o conjunto fica em uma colina, a vista da cidade é privilegiada! Uma das vantagens é que o lugar fica aberto até bem tarde, sendo possível programar a visita de forma bem flexível. Super indico uma passadinha noturna pra ver tudo aquilo iluminado!

 

Para saber mais sobre valores e horários acesse o site oficial: https://www.hrad.cz/en/prague-castle/prague-castle-tourist-information/visit-of-prague-castle.shtml

 

 

Relógio Astronômico (Orloj)

 

Na movimentada Praça da Cidade Velha, entre outras maravilhosas construções, fica a torre da antiga prefeitura, onde está o relógio mais incrível do mundo! A coisa toda é bem complexa, mas o importante é saber que ele não marca apenas as horas mas também a posição do sol, da lua e das estrelas, o calendário zodíaco, a hora babilônica, entre outras coisas (!!!). Como se não bastasse, diariamente a cada hora cheia entre 09h e 21h há um showzinho super disputado pelos turistas, mostrando bonecos de madeira dos 12 apóstolos. Muitas noivas aproveitam o cenário para uma sessão de fotos (muitas mesmos, acho que em pouco tempo que ficamos por lá vimos umas 3).

 

Aqui no site oficial é mostrado de uma forma bem didática como ele funciona, vale a pena conferir: http://www.staromestskaradnicepraha.cz/en/astronomical-clock/

 

 

Torre de observação Petrin

 

Ela é uma irmã mais nova da Torre Eiffel em Paris, bem menor e menos conhecida, é claro! Mas é um ótimo ponto para ter uma vista panorâmica da cidade. Ela fica no topo de uma colina, portanto é necessário força nas pernas se quiser passar pelo meio de um agradável parque ou simplesmente pegar o funicular pra subir. Na Torre não tem jeito, a subida é pelas escadas mesmo, é um pouco cansativo, mas vale a pena.

 

 

Ponte Carlos

 

A principal e mais antiga ligação entre a Cidade Velha e a região de Malá Strana sobre o Rio Moldava é a Ponte Carlos, uma fantástica construção do século XIV que reúne uma galeria de esculturas em toda sua extensão. Torres de diferentes estilos arquitetônicos guardam as entradas de ambos os lados.

 

Por ser um dos pontos mais famosos de Praga, a ponte fica lotada de turistas, músicos de rua e vendedores de souvenirs. Atravessá-la no momento do pôr-do-sol torna a experiência ainda mais interessante!

 

 

Malá Strana (Lesser Town)

 

Esse bairro localizado abaixo do Castelo guarda alguns segredinhos! Entre eles o John Lennon Wall, um muro todo grafitado com homenagens ao integrante dos Beatles. Quando fomos um músico de rua fazia a trilha sonora adequada para a visita dos fãs.

 

Também por ali fica a pequena (pra não dizer minúscula… e um pouco sem graça) ponte do Canal Certovka onde casais colocam cadeados e jogam a chave fora para eternizar o amor. Ali atrás há uma roda de moinho com a escultura de um duende, meio enigmático.

 

Próximo ao rio há uma série bastante inusitada de esculturas do artista David Černý que são mostras do que pode ser visto no Kampa Museum, focado em arte moderna. Ali também fica o Before i die Wall, assim como em outros países, é um muro coberto com tinta de lousa para que as pessoas completem com giz a frase Before i die i want to… (provavelmente minha frase foi …travel all the world ;)

 

 

 

Jardins de cerveja

 

Passamos uma noite agradável em um desses lugares maravilhosos onde a cerveja é incrível e barata! Eles são meio parecidos e agora não tenho muita certeza em qual deles fomos, mas se não me engano foi no Riegrovy Sady, ele fica dentro de um parque homônimo, de onde se tem uma vista perfeita da cidade, incluindo o Castelo de Praga. Se você gosta de cerveja, pre-ci-sa ir num desses!

 

 

 

Bairro Judeu (Josefov)

 

Por conta das perseguições religiosas, os judeus de Praga se viram obrigados a viver intramuros na cidade por séculos, tendo apenas este bairro destinado a eles. Por esse motivo o lugar concentra diversas sinagogas e um cemitério, que é considerado o cemitério judeu mais antigo do mundo. Segundo contam, as pessoas eram enterradas ali em camadas, pois o espaço ia acabando com o passar dos anos, por isso as lápides são todas sobrepostas umas sobre as outras. Para ter acesso a ele é necessário comprar um ingresso (bem salgado!) que dá acesso também a algumas sinagogas. É proibido fotografar a não ser que você pague uma taxa adicional, mas essa é baratinha. A sensação é de estar dentro do cenário de um filme de terror!

 

 

 

Marionetes

 

Praga é muito conhecida pela tradição dos teatros de marionetes, hoje um dos mais famosos é a ópera Don Giovanni de Mozart, no Teatro Nacional de Marionetes. Não tivemos a oportunidade de assistir mas quando voltar certamente o farei! Por conta dessa fama, a cidade tem muitas lojas de marionetes e é simplesmente irresistível entrar em uma delas e se encantar com os bonecos perfeitos, cheios de detalhes.

 

 

Dica imperdível!

 

No último dia em Praga a amiga tcheca da minha prima nos levou a um restaurante incrível, dentro de um barco ancorado no Rio Moldava e com vista para o Castelo de Praga. Quando chegamos ao Marina Grosseto Ristorante logo pensei “não devia entrar aqui, não condiz com meu orçamento”, mas já estávamos lá, entramos… e foi uma surpresa quando vimos os preços, é MUITO BARATO! Na verdade Praga, como em todo o leste europeu, é uma cidade barata, é claro que você vai encontrar outros restaurantes mais em conta, mas 9 euros por uma pizza e 4 por uma taça de vinho por exemplo são valores super acessíveis! Não tenho fotos do lugar então vou usar as do próprio site: http://www.grosseto.cz/en/marina/gallery

 

Ps. apesar de ter um aspecto super refinado não é um daqueles lugares onde pessoas “normais” se sentem ETs por estarem de tênis ;) Ah, e não, não balança!

 

 

Vou parar por aqui, mas claro que ainda há muito mais o que fazer em Praga! Nunca deixe de observar a arquitetura dos prédios, independente do estilo são sempre surpreendentes! Repare também em algumas estátuas inusitadas como uma de Freud pendurado pelo braço no topo de um prédio (Rua Husova x Praça Betlémské). Experimente as cervejas locais, extremamente baratas e a culinária, claro (e os doces, hummm!)… Viva Praga o máximo que puder, não vai se arrepender de conhecer uma cidade tão encantadora!

 

Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-que-fazer-em-praga/

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Oi Mari,

 

que excelente relato! Parabéns pelo texto, que ficou excelente!

 

Estou programando passar 4 dias em Praga em julho deste ano, e seu tópico me aguçou ainda mais a vontade de conhecer essa cidade. Inclusive já estou salvando o link do Marina Grosseto Ristorante para colocar no meu roteiro! ::cool:::'>

 

E obrigado por compartilhar a referência do relógio astronômico, que de fato parece ser beeeem complexo.

 

Abraço!

 

p.s.: sou novo no fórum, mas notei que as pessoas aqui não são muito de dar feedbacks nos relatos. Esse ficou 5 meses "no vácuo". ::hein:

 

Eu sempre acho legal dar um retorno aos autores de relatos (ainda mais um bem escrito como esse), já que fazem questão de dispor de um tempo para organizar e compartilhar suas experiências que, com certeza, vão ajudar de alguma forma um ou outro, cedo ou tarde.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Super obrigada lourencobj!!! Fico muito feliz quando consigo inspirar as pessoas dessa forma, esse é o objetivo! =)

 

Praga é linda demais, com certeza você vai gostar! Se precisar de algum help é só falar!

 

Abraços!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Estou procurando informações sobre Praga e gostei muito do seu relato! Agradeço por compartilhar com tantos detalhes! Abraços!

  • Obrigad@! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites



Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por Marco_AV
      Salve mochileiros!
      Depois de muito tempo, voltando a escrever por aqui.
      Estava prestes a tirar a cidadania italiana em Fevereiro deste ano. Passagens compradas, documentos em mãos, férias agendadas e... nada certo. Está ficando cada vez mais difícil conseguir a cidadania italiana pelo meio comum (de ficar no país até a conclusão do processo). Devo migrar para o meio jurídico, que leva em torno de 1 ano e meio, mas sem necessidade de permanência na Itália. Contudo, com passagens compradas, o jeito é aproveitar e desbravar tudo o que o país tem à oferecer.
      Como vou em Fevereiro e volto em Março, por ser um período de inverno por lá, minha ideia inicial de ir para outros países (especialmente a Croácia) já ficou para trás. Uma possibilidade é incluir a Grécia, mas ainda sem definição.
      Enfim, como fiquei sabendo ontem que o processo não daria certo, tenho que correr contra o tempo pra fazer um roteiro para essa viagem. Vou postando aqui os preparativos e, posteriormente, farei um relato de toda a viagem. 
      Abraços!
    • Por Carola_RJ
      Eu adoro escrever e contar um pouco sobre a minha impressão dos lugares. Não gosto de me ater às informações, história dos pontos turísticos, pois isso é fácil de encontrar. Venho aqui escrever minha humilde opinião e percepção dos lugares.
      Quem deseja viajar no verão para o leste europeu, leia essas dicas
      Considerações gerais sobre a viagem
      Ir no verão no leste europeu: tem o lado super positivo dos dias serem beeeem longos. Só fica escuro depois das 21h, então dá para aproveitar mais a cidade. Entretanto, é altíssima temporada, férias escolares no hemisfério norte todo (o que inclui a China, rs). Inclusive, os próprios europeus da parte Central, curtem muito passar férias no Leste por ser mais barato, indo para países fora da zona do Euro. Então, amores: vai estar cheio! Não espere ter uma cidade todinha para você, tirar fotos sem nenhum papagaio de pirata atrás. Mas o pior são as filas para as atrações, preço de hotéis mais salgado e passagens aéreas mais caras, sobretudo se você for viajar no recesso escolar do Brasil (duas últimas semanas de julho).
      Temperatura: eu dei o azar de pegar um calor insuportável. Sério, muito quente mesmo e olha que eu sou acostumada ao verão carioca. Mas isso é realmente aleatório, têm períodos do verão que fica mais frio. Eu fiquei acompanhando a temperatura antes de viajar para pensar na mala e uma semana antes da viagem estava relativamente frio, com temperatura mínima de uns 9° e máxima de uns 25°. Comparei com a temperatura do Rio de Janeiro que estava parecida (não com essa mínima tão baixa) e julguei que estava frio. Aí, enfiei vários casacos na mala. Mas o tempo virou total e não teve nenhum sinal de frio. Ah! A maior parte dos países do Leste estão sob efeito da continentalidade (olha a professora de Geografia :), ou seja, tem grande amplitude térmica, grande variação de temperatura entre os dias e as noites ( isso também se aplicando anualmente, no binômio verão X inverno extremos). Tipo assim, de dia, era tão quente quanto o Rio, mas a noite a temperatura cai drasticamente, quase 20° de queda. Então, as noites são gostosinhas.
      Por que decidimos viajar para o Leste Europeu: Visitar países que foram ex união soviética é muito interessante, né? . Mas esses países não se resumem a isso, eles possuem uma história riquíssima. Ia dizer que possuem "histórias únicas" mas não é bem isso, devido aos fortes laços históricos. Até 1993, existia a Tchecoslováquia, composta pela República Tcheca e Eslováquia, e que se tornaram independentes após a Revolução de Veludo. A Hungria fazia parte do Império Austro Húngaro de até 1918. Cada país, Hungria, Eslováquia e República Tcheca tem a sua própria língua mas que são parecidíssimas, eles nos disseram que mesmo sem estudar outra língua, eles conseguem se entender muito bem, acho que é até bem mais parecido que o português e espanhol. Mas, apesar de toda essa relação territorial, política, linguística, cada país tem fortes singularidades. Não é a toa que conquistaram suas independências. Explorar essas nuances foi muito interessante.
      Voos para o Leste Europeu: Eu acho que não tem voo direto do Brasil para nenhum país do Leste Europeu. Por isso, comecei a fazer pesquisas de voos para qualquer país da Europa e partir desse país, eu pegaria um voo de uma empresa low cost. Mas, como sou professora, tenho uma restrição fortíssima de datas para viajar e estava tudo MUITO caro. Muito mesmo! Um belo dia, surgiu um voo bem barato para Praga, não era direto, ok. Mas quando eu vi o tempo total de viagem eram de umas 25h para ir e 28h para voltar. Já fui descartando. Mas, pera, era um voo da Emirates com escala em Dubai. Lembrei que a Emirates permite parada gratuita em Dubai. Opa!!! Nunca visitei Dubai, por que não visitar agora? Dei uma olhada em hotéis, porque achei que aí que fosse pesar, e achei hotel 5 estrelas por 350 reais a diária e hotéis 3 estrelas por 150 reais. Hotéis bem localizados e tal... (sim, isso era tudo verdade, hotéis super bem localizados e maravilhosos). Fiquei toda feliz e comprei a passagem Rio X Dubai X Praga X Rio com uma parada na ida de 5 noites em Dubai. Estou escrevendo outro post sob a "furada" de ir para Dubai no verão com sensação térmica de 60°C (INSUPORTÁVEL, por isso estava tudo barato) mas isso é outra história…
      A duração dos voos foram:
      Rio X Dubai - 14 horas Dubai X Praga - 6 horas Bom, a Emirates foi eleita melhor companhia aérea por diversos anos e não foi a toa. O serviço é maravilhoso mesmo.
      Como se deslocar dentro desses países
      Você tem três opções: avião, trem, ônibus e alugando um carro. Vou falar de cada uma.
      Avião - As companhias low cost da Europa são uma mão na roda. As maiores são a Easy Jet e a Ryan Air. Vira e mexe tem promoção de passagem por 1, 5 ou 10 euros. Muito barato mesmo. Mas tem que ficar de olho e tentar comprar com antecedência. Mas fique atento porque você paga absolutamente tudo por fora, despachar bagagem, levar bagagem de mão, marcar assento, comida. Eu acho que se o ônibus ou trem demorar mais que 4 horas, vá de avião. Você vai economizar seu tempo, e lembre-se que na Europa o tempo é em Euro.
      Trem - a opção mais glamourosa, né? Os trens são lindos, chiques, paisagens maravilhosas e conta com o conveniente das estações estarem pertinho do Centro da cidade. Mas os trens andam muito caros! Nossa, um absurdo! Não viajamos nenhuma vezinha de trem. Os trens estavam mais caros que o avião também, sem chances… mas, assim, olhando com antecedência, às vezes surgem umas promoções bem boas de trem também.
      Ônibus - menos glamouroso, mas muito mais barato que o trem. Quando eu digo mais barato, eu não tô exagerando em nada. Um trecho que era 80 euros no trem, eu paguei 20 no ônibus. E é muito fácil comprar a passagem, acompanhar tudo. Os ônibus são muito confortáveis também. A empresa mais conhecida, na verdade, era a única que eu conhecia, é a Flix Bus. Ela tem um aplicativo em português, bonitinho e super prático. Alguns trechos você precisa pagar para reservar assento (1,50 euro) e se tiver mais de uma mala de porão (4 euros). No meio da viagem conhecemos a Regio Jet. Conhecemos quando fomos passar o dia em Bratislava. Compramos a passagem só de ida porque não fazíamos ideia de quanto tempo gastaríamos na cidade. Quando fomos tentar comprar a passagem de volta na Flixbus estava tudo esgotado. Daí, vimos essa empresa. Cara, a Regio Jet é bem melhor que a Flix Bus. O ônibus tem televisões interativas (iguais as de avião) individuais, café, snacks. Olha, maravilhosa a empresa, e pasmem, mais barata que a flix bus. Super recomendo baixar o aplicativo dela.
      Carro -  Uma opção bacana mas muito cara, né? Fora que ficar de carro dentro das cidades é loucura. Principalmente em cidade grande que o estacionamento é caríssimo e que o legal é conhecer tudo a pé, entre um drink e outro. Mas carro é maneiro para quem tem tempo de parar e conhecer vilas pelo caminho.
       
      Como fizemos nosso roteiro.
      Antes de marcar as datas de ida e volta, hotéis, é importante dar uma estudada sobre cada cidade para avaliar o quão interessante ela é, fazer uma lista dos pontos turísticos que quer visitar, colocar tudo no mapa para verificar se estão situados próximos uns dos outros e etc. Feito isso, decidimos o número de dias. Decidimos também começar a jornada por Budapeste e ir subindo de ônibus para as outras cidades. Como chegaríamos em Praga pelo aeroporto, seria muito mais prático pegar um voo logo para Budapeste. Foi mais barato e rápido. Imagina ter que sair do aeroporto com mala e ir até a rodoviária ou terminal de trem? 
      Nosso roteiro ficou assim:
      11
      Voo de ida
      12
      Dubai
      13
      Dubai
      14
      Dubai
      15
      Abu Dhabi / Dubai
      16
      VOO / Praga / Voo / Bud
      17
      Budapeste
      18
      Budapeste
      19
      Budapeste
      20
      Budapeste / ônibus / Viena
      21
      Vienna
      22
      Bratislava
      23
      Vienna / ônibus/ Praga
      24
      Praga
      25
      Praga
      26
      Praga
      27
      Praga / Voo de volta
       
      BUDAPESTE
      Chegada em Budapeste: chegamos em Budapeste vindo de um voo Dubai X Praga (pela Emirates) e outro voo Praga X Budapeste (pela Ryan Air).
      Golpe do cartão de crédito: Nessa parada em Praga levamos um susto imenso. Vou contar aqui porque pode acontecer com outras pessoas. Quando estávamos em Dubai, não conseguimos comprar nada com o travel money. Mas como eles falam árabes, nem sempre a gente se entendia, logo achamos que poderia ser um erro nas opções digitadas por eles na maquininha. Assim que chegamos em Praga, fomos tentar o usar o travel money e ele continuou não funcionando. Ligamos para o cartão e informaram que o saldo era de 7 dólares e que haviam sido feitos diversos saques nos dias anteriores. Ficamos apavorados! Pensamos mil coisas! Clonaram o cartão em Dubai? Agora, vocês imaginem a gente dentro do aeroporto prestes a pegar um novo voo e acabando de saber que tinham roubado todo nosso dinheiro? Vou resumir a história. Mas soubemos que os saques foram feitos nos Estados Unidos. Em muitos países, para sacar dinheiro não precisa colocar senha, é só inserir o cartão na máquina. A gerente do banco disse que foram saques sem uso de senha mesmo. Um dia antes de viajar, no Rio de Janeiro, o Fabio foi em uma agência do Banco do Brasil, no caixa eletrônico consultar o saldo do travel money. Eu acho que foi nesse momento que algum golpista copiou as informações do cartão e vendeu para alguém dos Estados Unidos. O dinheiro foi devolvido pelo banco. Mas o susto foi imenso.
      Viajando pela Ryan Air - gente, é um ônibus que voa. Ônibus urbano, porque ônibus de viagem é bem melhor, é claro. Mas, fora isso, foi tudo bem. Viagem de 50 minutos de Praga até Budapeste. Eu e o Fabio viajamos separados porque nos negamos a pagar reserva de assento. Mas estávamos pertos um do outro no avião.
      Aeroporto de Budapeste - na moral, podiam fazer uma obrinha, né? Que aeroporto feio, gente! Uma cidade tão turística poderia investir nisso. Fora que é muito pequeno, deve ter uma restrição imensa para receber novos voos por falta de espaço mesmo.
      Traslado Aeroporto X Centro - tem várias opções: taxi, Uber, shuttle de Van e ônibus. Não tem metrô, infelizmente. O ônibus é a opção mais barata. Tem um ônibus expresso o 100E que vai direto para o Centro, ele não faz nenhuma parada pelo caminho, só no Centro. Ou seja, demora o mesmo tempo que o Shuttle ou táxi ou qualquer transporte rodoviário. O inconveniente é que ele não vai te deixar na porta do hotel. Mas, a maioria dos hotéis estão num centrinho e ele vai te deixar pertinho. Ah! Lembrei de outro probleminha. Ele é um ônibus normal, então não tem lugar para colocar mala. A gente pagou um mico absurdo. A gente sentou, mas o espacinho entre os bancos mal cabia a nossa perna. Tivemos a ideia brilhante de apoiar a mala na porta do ônibus. Estava tudo lindo. Pensamos: só vai parar no Centro e quando chegar lá, se levantar alguém para descer, a gente levanta junto e segura a mala. Só que a porta abre tendo ou não gente para descer ou subir. Resultado: a mala voou na rua. A gente saiu gritando para pegar a mala da rua… que vergonha, gente!
      Custo do ônibus: 900 HUF
      Site da empresa de ônibus: https://bkk.hu/en/airport-shuttle/
      Estações que ele para (é só verificar no mapa se está perto do seu hotel): Kálvin tér / Astoria M / Deak Ferenk ter
      O que achei - eu amei Budapeste! Que cidade linda! Qualquer lugar, qualquer rua, tem um prédio encantador. Mas, mais do que a estética da cidade, eu gostei da vibração. Achei o lugar acolhedor, gostoso de fazer coisas simples: sentar e ver o movimento da rua, andar por ruas aleatórias, tomar uma cerveja, ver o pôr do sol. É uma cidade com menos turistas que outras europeias. E também com menos imigrantes. Calma, eu sou a favor da migração, abertura de fronteiras, um mundo sem muros, miscigenação e tudo mais. Mas, é interessante ver uma capital de um país europeu tão "raiz", menos "explorada" ainda. É claro que, sei lá, pode ser que seja assim por serem  xenófobos, não quererem estrangeiros. O porquê não sei, mas é legal ver essas nuances. De qualquer forma, eu achei o povo bem educado, muitos até bem simpáticos. Não é um povo expansivo, que te dê abertura para muita intimidade, mas são cordiais. Senti-me bem tratada o tempo todo. Depois eu li que só 2% da população é de imigrantes, número bem menor comparado com outros países europeus.
      Quanto tempo ficar - É possível fazer uma boa visita na cidade com 3 dias inteiros. Eu não fui a nenhum museu, então, se você tiver alguns museus para visitar, acho que pode acrescentar um tempo a mais.
      Preço da passagens - metrô, ônibus e bonde têm o mesmo preço: 350 HUF. Precisa comprar o bilhete na maquininha antes de entrar no transporte e validar assim que entrar. Só usamos o metrô uma única vez, quando voltamos da termas. A cidade é compacta, com disposição, dá para fazer tudo a pé.
      Mapa dos pontos turísticos: https://drive.google.com/open?id=1vA0plIHXYXs1bfszm8xQN5fmpMX0TJZC&usp=sharing
      Eu separei por cor. É uma sugestão de como dividir as atividades.
      No mapa acima estão todas as atividades turísticas. Vou colocar aqui abaixo o meu TOP 10, e alguns comentários sobre a minha experiência. Obs: Não está em ordem de preferência.
      Ruin Pubs - Nada mais é do que bares instalados em prédios em ruínas. A ideia deu muito certo. É tudo muito criativo, muito original. Adorei o ambiente, para cada cantinho que você olha tem alguma coisa interessante. O Szimpla foi o primeiro ruin bar e é o mais famoso. Pelo o que eu entendi, dentro do Szimpla são vários bares independentes (eu não entendi se todos pertencem ao mesmo dono ou coisa do tipo). O lugar LOTA! A gente foi lá diversas vezes, em horários diferentes, e sempre bem cheio. O único bar com cadeira disponível era em um que apenas servia vinho. Logo, bebemos vinho! Muita gente pega a sua cerveja e bebe em pé, mas no cansaço da viagem, eu queria degustar minha bebida confortavelmente. Foi ótimo!
      Praça Elizabeth a noite - Durante o dia, você não dá nada por ela. Parece só mais uma praça. A noite, a coisa muda. A praça fica lotada! Ela tem um espelho d’água, uma piscina grande, que fica bonita de noite e também tem uma roda gigante (que eu não andei). Geral  fica sentado na grama bebendo, conversando, rindo. Um dia, tinha um grupo de brasileiro tocando pagode. Isso mesmo, um grupo de jovens com repique, tantan e cavaquinho. Foi bem engraçado porque eles tocavam e cantavam bem mal, e eles mesmos sabiam disso, mas era tudo na zoeira. Achei esse lugar bem democrático, só comprar suas bebidas no supermercado e se divertir. E eu gosto dessa coisa de atividades ao ar livre.
      Ponte das correntes à noite - Ah! Que ponte linda! Ela é linda qualquer hora do dia. Mas no entardecer, de noite, ela fica maravilhosa.
      Parlamento a noite - De noite, depois de ver a ponte das correntes, vá até o parlamento. Nossa, é impressionante. Ele fica muito lindo iluminado. Não deixe de ir de dia também, mas de noite é um show. Tem a opção de fazer um passeio de barco noturno pelo Rio Danúbio, de onde você terá uma bela vista do parlamento. Não fiz o passeio de barco, me dá muito sono : -P.
      Troca da guarda no parlamento - Quando você for ao parlamento de dia, tente ir na hora da troca de guardas que acontece de hora em hora. Exceto domingo, que eu acho que é às 10h e é mais elaborada. Eu achei legal poder tirar foto com os guardas, eles dão até um sorrisinho.
      Termas - falar em termas no Brasil pode remeter a coisas não muito familiares, rs. Mas tem uma cultura forte na Hungria com os banhos termais. Na verdade, isso é comum em muitos países frios. Então, eu acho que ir em uma casa de banhos termais é parada obrigatória em Budapeste. A mais famosa é a Széchenyi, inaugurada em 1913, que mesmo se não for para tomar banho, vale a pena visitar. Pelo o que entendi, rola uns tours guiados. O lugar é lindo, lindo, lindo. Impressionante como um banho de piscina pode ser tão glamouroso. Mas, além da beleza arquitetônica do lugar, o tomar banho de piscina em si é super divertido. E é uma atração tão boa no verão quanto no inverno, já que possui piscinas com águas bem quentinhas tanto na parte externa quanto interna. Na parte interna, eu percebi que possuem vários aquecedores, então ninguém morre de frio na hora que sai da piscina. Existem dezenas de piscinas, cada uma com uma temperatura diferente. As piscinas mais quentes, com 35°, eles sugerem ficar no máximo 20 minutos. Eu fiquei mais de 2 horas, rs! Essa água quentinha desidrata, então tem que beber água toda a hora. Existem piscinas para nadar mesmo, com temperaturas mais frias. E também tem uma parte da cerveja. Eu esqueci de ir na parte do bar, então nem sei explicar bem como funciona.
      Custa 5500 por pessoa, e 500 pela cabine. É assim, você ganha uma pulseira de plástico que serve para entrar e também para abrir a cabine. Cuidado para não perder a pulseira, pois a multa é altíssima. As cabines podem ser compartilhadas. Tipo, você e seu marido pode se trocar e tal na mesma cabine, que tem um espaço bem ok para guardar as coisas e se vestir. O local também tem secador de cabelo. É importante levar toalha!!!! Eu peguei a toalha do hotel e levei. Alugar uma toalha lá é bem cara.
      Mais uma dica. Se você quiser ferver na night, lá rola umas pool parties direto. Só checar nesse site a programação: http://szechenyispabaths.com/sparties/ Para chegar e sair, tem uma estação de metrô bem na porta. Na ida, fomos andando, e na volta pegamos o metrô.
      Pimentão recheado - Você já deve estar sabendo que a Hungria tem uma forte relação com pimentões. Os pimentões não são apenas um tempero, é o prato principal. Eles possuem uma grande variedade de pimentões e eles são bem diferentes e gostosos. Experimente pratos com pimentões! Eu adorei um pimentão recheado com queijo e azeite, uma delícia!
      Sinagoga - Nunca tinha ido em uma Sinagoga.  A “Grande Sinagoga” (Dohány utcai zsinagóga) é a maior da Europa, com tours guiados excelentes. Vá com roupa apropriada, se for de roupa curta, tem que comprar um "roupão" gigante e colocar. Todos os homens são obrigados a usar um quipá. Existem outras sinagogas, mas só fomos nessa. Achei muito bacana, valeu muito a visita. Preço: 3000 HUF
      Igreja na Pedra (Sziklatemplom) - É uma igreja muito pitoresca construída na pedra. Ela fica no Monte Gellert, mas não precisa subir no monte para vê-la, ela fica na parte baixa. A entrada é paga.
      Basílica de Santo Estêvão (Szent István Bazilika ou St. Stephen's Basilica) - É a principal igreja católica da Hungria. Eu fiquei apaixonada por essa igreja, linda demais. Preste atenção nos detalhes, olhe para o alto, olhe o teto, olhe a cúpula, é tudo sensacional. Não deixe de fazer a visita da cúpula, você sobe de elevador. Depois que sair da igreja, tome um sorvete em forma de flor na Gelarto Rosa enquanto admira a fachada da igreja.
       
      VIENA
      O que achei da cidade: Linda e chata! rs  A cidade é linda! Tudo muito bem preservado, um prédio mais lindo que o outro, arquitetura maravilhosa. Os palácios são encantadores (entretanto, depois de conhecer Versalhes, é involuntária a comparação, daí, você fica pensando “Mas, Versalhes é melhor…” rs). Tudo na cidade funciona bem: transporte público, limpeza, segurança. Possui uma história riquíssima. E por que achei chata? Achei tudo muito parado, sem vibração. E olha que fui em pleno verão, um calor muito forte, ótima oportunidade para as pessoas saírem de casa, se movimentar, mas não. Havia um festival de verão, estava até movimentadinho, fomos lá duas noites seguidas porque foi a única coisa mais legalzinha que achamos. Foi bom para beber e petiscar, mas muito sem graça. Achei Viena um destino muito sexagenário.
      Onde ficar: O centro, ali perto da Stephansplatz, é a melhor localização, na minha opinião. Mas, prepare o bolso, é muito caro. Ficamos em um Airbnb, e foi mais caro que todos os hotéis da viagem. O Airbnb ficava na Rua Bauernmarkt, localização boa. Mas não recomendo esse apartamento porque passamos muito calor,  não tinha ar condicionado e era muuuuito quente. O prédio é muito feio e acho que só tinha a gente lá, porque parecia um prédio comercial meio abandonado.
      Trocar euros - se possível, troque em Bratislava, o valor era absurdamente mais barato que em Viena.
      Passagem do metrô: você compra na maquininha, tudo bem intuitivo, e tem essas opções de 24h, 48h e 72h. Pode valer a pena se você for utilizar o metrô muitas vezes. Como é possível fazer muita coisa a pé, quase não usamos o metrô.
      Bilhete único - 2,50€ 24h - 8€ 48h - 14€ 72h - 18€ Não pode deixar de fazer:
      Café Central: Ir no Café Central para almoçar ou tomar café. Os doces são maravilhosos. O café existe desde 1876 e é lindo!!! Não achei tão caro comparado ao custo da comida em geral na cidade. Nesse site vocês podem ver mais informações, assim como olhar o cardápio e os preços.
      https://www.cafecentral.wien/en/
      Schnitzel - experimentar o Wiener Schnitzel, que é um prato super típico, que consiste em um empanado de porco. Isso tem em tooooodos os lugares! Vai ser difícil não comer algumas vezes.
      “Gespritzt” - Tomar algum “Gespritzt”, eu digo algum porque há várias combinações, mas a maioria é com vinho tinto (Rotwein Gespritzter) ou branco (Weisswein Gespritzter). Eles misturam uma água com gás, ou tipo um refrigerante, com uma bebida alcoólica. Não sei em outras épocas do ano, mas no verão é a sensação.
      Kasekrainer - Comer um pão com linguiça e queijo nas barraquinhas de rua. Nós comemos em frente ao museu Albertina, na Augustinerstrasse, e foi ótimo.
      Der Wiener Deewan - Esse é o nome de um restaurante paquistanês onde você paga o quanto quiser! Mas, além disso, a comida é uma delícia! E a sobremesa também é muito boa. Eu fiquei com vergonha de repetir, porque já tinha feito um prato de peão, mas pode repetir sim. Pagamos 10 euros por pessoa, mas o garoto da minha frente pagou apenas 5. A gente realmente achou a comida gostosa e achamos que valia a pena, e quisemos dar uma moral para eles. Esse é o site: http://deewan.at/
      Film Festival on Rathausplatz: é um festival de filmes e gastronomia. Ficam dezenas de barraquinhas em uma área bem grande. Como eu já contei, foi o lugar mais animadinho da cidade. Esse festival ocorre sempre no verão. Eles montam uma tela gigante e uma arquibancada em frente a Prefeitura. Mais informações: https://www.wien.gv.at/english/culture-history/film-festival-rathausplatz.html
      (OBS1: só falei de comida até aqui)
      Palácios: Não tem como ir à Viena e não visitar os palácios. Dedique um tempo para se perder nos jardins dos palácios também. Os palácios são: Palácio de Schönbrunn, Hofburg e Belvedere.
      Naschmarkt: É a maior e mais antiga feira da cidade, e tem muita opção para comer. Não sei se escolhemos mal, mas não curtimos o restaurante. A comida foi cara e bem mais ou menos. Ainda assim, é um lugar legal para conhecer.
      Graben Street: É uma rua de pedestre que gostei muito , sobretudo pelos vários monumentos famosos, como o Leopoldsbrunnen e a Wiener Pestsäule. Provavelmente, você vai andar por toda essa região a pé, mas dê uma atenção especial à essa rua. Tente conhecer de dia e de noite, a iluminação noturna é linda também. 
      Fazer um Bate e Volta em Bratislava: Bratislava fica pertinho, só 1h de ônibus ou trem. Vale a pena, se tiver tempo.
      (Obs2: tem outros pontos turísticos, museus, mas estou contando das coisas que mais gostei apenas)
      BRATISLAVA
      Como chegar: Optamos pelo ônibus porque custava 5 euros enquanto o trem custava 20 euros. Uma semana antes, o ônibus estava na promoção por 1 euro!! A gente não sabia bem o dia e hora que íamos e acabamos perdendo. O ônibus é o mesmo que vai para o aeroporto. O aeroporto fica entre Viena e Bratislava, ele dá uma paradinha rápida no aeroporto tanto na ida quanto na volta. Já contei logo no início, mas quando voltávamos de Bratislava, não tinha mais ônibus da FlixBus. Foi aí que conhecemos a RegioJet, uma empresa de ônibus melhor que a FlixBus e com preços bons também.
      O que achei: A cidade é um ovo, ou pelo menos a parte turística é bem pequena. Tem uma coisa ou outra bacana, mas nada de muito extraordinário, indispensável. Nós chegamos beeem cedo para aproveitar o dia todinho lá. Tinha poucos lugares para tomar café da manhã. Logo na entrada, tinha uns restaurantes bem pega-turista, com preços absurdos. Na hora do almoço tivemos uma feliz surpresa, comemos um inhoque com queijo de cabra divino! Eu nunca vi inhoque desse jeito, ele é menorzinho e mais seco. Só de lembrar me dá água na boca. Foi realmente algo muito diferente e delicioso, super recomendo. Olha a foto:

      O que vale a pena: a parte boa de Bratislava são os preços! Achamos muitas coisas com preços ótimos. Depois que saímos da Igreja Azul, andamos, andamos e por acaso saímos em um shopping chamado Eurovea. Lá, achamos uma casa de câmbio com preços maravilhosos e um monte de loja com coisas bem em conta. Lembro que compramos óculos da Quechua na Decathlon por uns 4 euros. Outra alegria foi a Pandora. A Pandora de Viena era mais que o dobro do preço da de Bratislava. Mesmo as peças em promoção (que é sempre o meu foco), em Viena era muito caro. Comprei anel, brinco por uns 15 euros cada. Também passamos no mercado e compramos bebidas, chocolates, porque era mais barato que Viena.
       
      PRAGA
      O que achei: Praga é uma cidade absurdamente linda! Muita história, tudo muito bem preservado. Entretanto, é tudo tão perfeitinho, que parece que é de mentira. Acho que essa minha visão foi baseado na multidão de turistas na cidade. Deixa eu explicar melhor. A cidade estava muuuuuuuito cheia! Esse foi um ponto bem negativo, tudo tinha fila e empurra empurra. Sabe quando você não vê os nativos, o povo mesmo da cidade? Eu só via turistas por todos os lados, senti falta de conhecer o povo deste país. Mesmo quando não era turista, tinha muito imigrante trabalhando por lá. Aliado à isso, eu me senti em um parque da Disney. Cada dia acordava e tinha os brinquedos, as atrações, para conhecer. Todas as atrações são feitas para turista. Assim, é claro que isso é bom, significa que a cidade é bem cuidada, e está se esforçando para oferecer os melhores serviços, mas meio que perde um pouco a alma do lugar. Eu tive um pouco essa sensação quando fui à Bruges (Bélgica), que é outra cidade que parece que deram uma mão de tinta, reconstruíram, mas ficou um pouco artificial (Praga não é tão artificial quanto Bruges). Eu criei uma outra Praga na minha cabeça. Achei que ia beber uma cerveja em um botequim, ia fazer coisas corriqueiras, mas não foi assim. Mas isso não significa que não tenha gostado. Eu gostei bastante. Só não recomendo ir no verão: muuuuuito calor, muuuuuito cheio e mais caro. 
      E os tchecos? Como já disse acima, era raro ver um nativo. Mas a maioria dos que conheci foram bem arrogantes. Não dei sorte mesmo! A pior experiência foi no aeroporto, onde queríamos uma informação do tax free, e levamos sucessivos foras. Mas pode ter sido mero azar nosso.
      Como se locomover pela cidade: a gente fez tudo a pé. Só pegamos o bonde uma única vez para ir até Saint Peter. Mesmo assim, voltamos de lá a pé.
      City Pass - esse cartão dá direito à diversas atividades com descontos. A gente não comprou porque tinha muita coisa que não nos interessava, mas acho que vale a pena fazer uma lista das atrações que estão inclusas no city pass e avaliar se vale a pena comprá-lo: https://app.box.com/s/gmwmgis06twyc1s3al3x4v0azo49wwts
      Recomendações:
      comer um trdelnik na the good food, ou em qualquer lugar, esse doce é muito bom Letná Park:  ir no entardecer, beber cerveja Ir no Cafe louvre, achei os preços normais e o lugar é bem bonito Ir na Absintherie, achei meio caro, mas o lugar é interessante de conhecer Tomar cerveja de cereja, para quem gosta de cerveja meio doce Ver o pôr do sol na Ponte São Carlos e em outra ponte chamada Štefanik Bridge, foi onde eu tirei a foto mais linda de pôr do sol em Praga. Foi por essa ponte que eu cheguei no Letna Park, para tomar uma cerveja. Mas há outros caminhos.
      Esse foi o pôr do sol:

       
      Mapa dos lugares que visitei. Está separado por cor. Cada cor eu visitei em um dia: https://drive.google.com/open?id=1HVn3sYd1gsW1jLqK7qPgBpTep3xvzBQ8&usp=sharing
       
    • Por Igor Nascimento
      Boas Viajantes!
      Segue minha ultima atualização de roteiro para o Leste Europeu entre Maio e Junho de 2020. 
      Diante de infinitas possibilidades, este roteiro me agradou, tanto pela economia quanto pelos lugares.
      Prefiro mil vezes passar a noite dormindo (durmo muito bem aliás) em um ônibus do que perder meio dia indo e voltando de aeroportos, optei por viajar principalmente à noite e por via terrestre. 
      Alguém já fez essas rotas, poderia acrescentar alguma observação?
       
      06.05.2020 - São Paulo - Roma - Varsóvia.
      07 a 09.05 - Varsóvia - Polônia - 2,5 DIAS
      09.05 - Noite - Ônibus (Lux Express) para Vilnius
      10.05 - Vilnius - Lituania - 1 DIA
      11.05 - Manhã - ônibus (Lux Express) para Riga
      11 e 12.05 - Riga - Letônia 1 DIA
      12.05 - Tarde - ônibus (Lux Express) para Tallinn
      12 a 14.05 - Tallinn - Estônia - 2 DIAS
      14.05 - Noite - ônibus (Lux Express) para São Petersburgo
      15 a 18.05 - São Petersburgo - Russia - 4 DIAS
      18.05 - noite - Trem para Moscow
      19 a 23.05 - Moscow - 5 DIAS
      23.05 - noite - Onibus para Kiev (Ainda a definir empresa) 
      24 a 26.05 - Kiev  - 3 DIAS
      26.05 - noite - Onibus para Krakow ( Ainda a definir a empresa)
      27 a 30.05 - Krakow - Polônia - 4 DIAS
      30.05 - noite - Onibus (Flixbus) para Budapeste
      31.05 a 02.06 - Budapeste - 3 DIAS
      02.06 - noite - Onibus (ainda a definir empresa) para Praga
      03 a 05.06 - Praga - 3 DIAS
      05.06 - Noite - Onibus (FlixBus) para Verona 
      06 e 07.06 - Verona - 2 DIAS
      07.06 - Noite - Trem para Mestre (Veneza) 
      08 a 10.06 - Veneza - 2 DIAS E MEIO 
      10.06 - 18h00 - Aeroporto Marcopolo Veneza - Roma - São Paulo

      Valew a todos!
       
       
       
       
    • Por Schumacher
      Fala, galera! Esse é o resumo de um mochilão de 50 dias pelos Bálcãs e Império Austro-Húngaro entre outubro e dezembro de 2019. Quem quiser saber mais sobre cada um desses lugares ou sobre os mais de 100 países que já conheci, acessa meu blog de viagem: Rediscovering the World 
       
      Dia 1
       
      Aproveitando mais uma baita promoção do site Melhores Destinos, paguei milão (980 reais, pra ser mais preciso) em uma passagem de ida e volta com a TAP de Guarulhos para Milão, comprando com 9 meses de antecedência.
       
      Em 16 de outubro de 2019, peguei minha mochila média e parti de Floripa com a Azul. Consegui aproveitar um pouco a sala VIP da Smiles antes de seguir para o embarque internacional na cia portuguesa.
       

       
      Dia 2
       
      Dormi pouco, pois o assento quase não reclinava. Após brevíssima conexão com imigração em Lisboa, continuei até Milão-Malpensa.
       
      Primeiro comprei um rango no Carrefour do terminal 1, pegando em seguida o ônibus gratuito para o terminal 2.
       
      Lá, passei um tempo (ao menos o wi-fi é liberado) e tentei dormir num dos bancos, mas não deu muito certo.
       
      Dia 3
       
      Às 6 da madrugada, pesquei durante todo o voo de EasyJet até a ilha grega de Míconos, por 42 euros.
       
      Ao desembarcar, segui a pé até a cidade de Chora, a principal. Passei por diversas locadoras de veículos até chegar ao moinho de vento que fica em um mirante, de onde se vê a bela cidade toda de branco no litoral abaixo.
       

       
      Caminhei em suas agradáveis vielas decoradas até atingir o albergue MyCocoon. Fiquei hospedado em um quarto modular de 32 camas (!), por 90 reais a diária.
       
      Como logo percebi, Míconos é uma ilha bem cara. Sem sucesso em achar um almoço, parei no Sakis, uma lanchonete de "gyros", que é o lanche típico grego (pão pita, carne de porco desfiada, batata-frita, tomate, cebola, molho "tzatziki"). Comi um grande com 4 euros.
       
      À tarde, peguei um ônibus do terminal de Old Port até a praia de Elia (2,3 euros) e à vizinha Agrari. Mar bonito, além de serem praias de nudismo.
       
      No final da tarde, aguardei o pôr do sol entre a cópia de Veneza (Little Venice) e o conjunto de moinhos em frente ao mar. Jantei o mesmo do almoço e passeei mais um pouco nas ruas movimentadas.
       

       
      Enquanto relaxava em minha cama, ocorreu uma cena inusitada: um cara vomitou continuamente quase ao meu lado. Passada a nojeira, a ocasião serviu para que eu conhecesse o pessoal do albergue, muitos deles latino-americanos, e até uma brazuca.
       
      Dia 4
       
      Se não bastasse o episódio do vômito, ainda rolou um show sonoro de sexo no quarto.
       
      Peguei o barco das 10h até a ilha de Delos (20 euros ida e volta). Meia hora depois, desembarcamos. A entrada do enorme sítio arqueológico, Patrimônio da Humanidade, custa mais 12 euros, mas vale o investimento. 
       
      Passei 3 horas explorando ruínas preservadas de templos religiosos, moradias e prédios públicos, na ilha que atualmente é quase desabitada, embora tenha sido um importante centro comercial e religioso no último milênio antes de Cristo. Também há um museu que guarda as peças aqui encontradas.
       

       
      Ranguei e depois peguei no terminal de Fabrika um ônibus para a praia de Paragas (1,8 euros). Essa praia também não me chamou a atenção, já que o tempo estava nublado, mas como encontrei a brasileira Carol, fomos caminhando pelo costão até a praia Paradise.
       
      O som rolava solto nos dois clubes de praia que estavam abertos, mas não havia tanta gente naquele final de tarde em fim de temporada. Escolhemos o Tropicana para tomarmos uns drinques (2 por 16 euros no happy hour) e curtirmos os sons, em maioria latinos.
       

       
      Ao deixar a praia à noite, compramos no minimercado uma garrafa de 2 litros de vinho por 10 euros, para tomarmos logo mais. Antes disso, jantamos no restaurante vazio Salt&Sugar, onde fiquei com uma pizza por 10 euros.
       
      Nos juntamos ao pessoal do albergue e ficamos até umas 4 da madrugada conversando e bebendo coisas estranhas, como "ouzo", a bebida grega ruim à base de anis.
       
      Dia 5
       
      Acordei meio zonzo a tempo de fazer o check-out, comi qualquer porcaria e peguei o "ônibus aquático" do porto velho ao porto novo, onde às 13:45 h eu embarquei na gigantesca e confortável balsa da GoldenStar com destino ao porto de Rafina, próximo a Atenas. O translado custou 29 euros.
       

       
      Cinco horas depois foi a chegada. Imediatamente, peguei um ônibus para a capital grega, por 2,6 euros. Em cerca de meia hora, desci na estação de metrô Nomismatokopio, onde peguei as conduções até a parada Akropoli. Um bilhete custa 1,4 euros, mas se você comprar em maior quantidade, esse valor diminui.
       
      Cansado de comer "gyros", pedi uma salada de 4,5 euros na lanchonete Everest. Depois, fui até o albergue da vez: Athens Backpackers. Paguei 19 euros por diária num quarto de 6 camas com banheiro privativo e café, mas a qualidade do conjunto deixou um pouco a desejar.
       
      Dia 6
       
      Um fato tragicômico aconteceu nessa madrugada. Como havia uma cama livre quando fui dormir, roubei o travesseiro porque um só não era suficiente pra mim. Só que alguém chegou no meio da noite, e ficou sem o travesseiro. Quando acordei, vi que era o Léo, brasileiro que conheci em Míconos. Que coincidência!
       
      O café da manhã até que foi decente. Depois me despedi do Léo e segui ao primeiro cemitério da Atenas moderna, onde vi uns mausoléus.
       
      Em seguida, entrei num dos muitos sítios arqueológicos de Atenas, que fazem ela rivalizar com Roma. O ingresso múltiplo para várias dessas atrações é de 30 euros.
       
      Olympieio é um desses sítios. Apresenta algumas colunas gregas inteiras e banhos romanos, mas não mais que isso.
       
      O que visitei em seguida teve um gosto especial para um amante dos esportes como eu. Por 5 euros (incluso audioguia), ingressei no estádio Panatenaico. É um estádio antigo erguido todo em mármore, berço das Olimpíadas modernas. Também conta com as tochas dos jogos em seu pequeno museu.
       

       
      Comi um salgado e tomei um bagulho numa lanchonete, seguindo por dentro dos jardins nacionais, não muito interessantes, até o Lykeion. Uma pena que aqui seja pobre em artefatos, pois é nada menos que a escola de Aristóteles, um dos maiores pensadores da humanidade.
       
      Passei em frente às construções imponentes do palácio presidencial, parlamento e catedral metropolitana. Fiz uma boquinha num supermercado e subi o morrinho até o Areopagus, de onde admirei o pôr do sol, entre a Acrópole, a Ágora e as construções menos antigas de Atenas.
       
      Peguei uma salada e segui pro terraço panorâmico do albergue.
       
      Dia 7
       
      Tomado o café, segui norte aos demais sítios arqueológicos: ágora romana, biblioteca de Adriano, ágora ateniense e Kerameikos. O primeiro é uma área de comércio baseada num fórum romano, a segunda continha os pergaminhos, mas atualmente só restaram paredes e algo a mais. Já a ágora ateniense é uma área maior e com mais detalhes. Destaque para o conservado templo de Hefestos e para a estoa de Átalo. Em Kerameikos fica a entrada principal da Atenas antiga, um cemitério da época e muitos jabutis.
       

       
      Entre essas visitas, passei por várias lojas em Monastiraki e almocei uma saborosa mussaca (prato típico que é uma lasanha com berinjela, carne e batata) no restaurante Kyklamino, por 6 euros.
       
      Cheguei na entrada da Acrópole às 15:45 e lá fiquei até fechar às 18 horas. Em suas encostas há algumas estruturas interessantes, como o Odeão de Herodes, mas o que restou no topo da cidadela religiosa dedicada à deusa Atena me deixou um pouco decepcionado. Há basicamente o grande Parthenon, em obras, e mais duas estruturas em pé - o resto foi destruído nas invasões.
       
      A vista lá de cima é excelente; dá para ver praticamente todos os pontos de interesse da capital. Para uma vista da própria Acrópole, subi rapidamente a colina Filopapo, antes que o sol baixasse no horizonte.
       

       
      Desci e parei para jantar outro "gyros", dessa vez no Ath Souvlaki, por 4,3 euros na versão grande. Aqui a adição de salsinha e páprica deram um gosto a mais.
       
      O albergue tava morto nessa noite, então fui dormir relativamente cedo.
       
      Dia 8
       
      Acordei cansado. Visitei 3 museus nesse dia, começando pelo museu da Acrópole (10 euros). É onde ficam todos os achados arqueológicos do tal lugar; interessante.
       
      Na rua que passa em frente à entrada da Acrópole, há diversas barracas que vendem ímãs por um bom preço, a partir de 30 centavos de euro! Garanti o meu.
       
      De última hora, mudei de ideia. Entrei no museu Herakleidon (Eureka). Custa 7 euros, e sua temática é a tecnologia desenvolvida pelos gregos.
       
      Peguei o metrô até uma região mais ao norte, onde já foi possível ver o contraste com a área mais turística. Pelo avançar da hora, peguei uns salgados e um suco no caminho e caminhei até o museu nacional arqueológico (10 euros no verão e 5 no inverno). Ali fiquei até a noite, vendo seus inúmeros e variados artefatos, com ricas descrições históricas.
       

       
      Comprei mais um rango num supermercado e voltei ao Athens Backpackers.
       
      Dia 9
       
      Na praça Syntagma, peguei o ônibus direto ao aeroporto (6 euros). Cinquenta minutos depois, entrei nele e fui para o embarque no rápido voo de 39 euros com a Volotea até Heraclião, capital da enorme ilha de Creta.
       
      Ao desembarcar, retirei o Punto reservado na AbbyCar. Foram 214 reais para 4 diárias.
       
      Guiei até o palácio de Knossos. Custa 15 euros o acesso a só esse sítio arqueológico, ou com 1 euro a mais, ao museu que fica em Heraclião. Aqui funcionava o maior palácio da civilização minoica, anterior à grega. Também é onde se acredita que fique o mítico labirinto do Minotauro. 
       

       
      Esse sítio turístico é mais interessante por causa da restauração exagerada feita quando foi escavado, há quase um século. Assim, há bastante cor.
       
      Parei num supermercado pra comprar uns mantimentos, antes de pegar a rodovia até Malia, onde há outro sítio arqueológico. Esse, sem turistas, custa 6 euros e tem atributos diferentes do anterior.
       
      Com o céu já escurecendo, cheguei a Agios Nikolaos. Dei uma olhada ao redor da cênica Laguna e depois comi um "gyros" de falafel no Pizza Uno Gyros, por 4 euros.
       
      Fiquei hospedado no decente apart hotel Ammoudara Beach Hotel, na mesma cidade, por 26,5 euros.
       

       
      Dia 10
       
      Dia longo, tanto que eu não fiz refeição alguma, só comi no caminho o que eu já tinha comprado.
       
      Tirei uma foto na praia Voulisma, conhecida como praia dourada. Tem um mar bonito, mas estava quase sem faixa de areia.
       
      Logo mais, embora não pretendesse adentrar outro sítio minoico, acabei visitando Gournia (2 euros), pois a "arquitetura" era diferente.
       
      Prossegui entre o litoral e a serra, parando algumas vezes rapidamente. Só nesse caminho que descobri que toda porção leste de Creta faz parte de um geoparque, então há uma infinidade de atrações geológicas.
       
      Já era quase meio-dia quando cheguei ao vilarejo da garganta Richtis. Como decidi percorrer a trilha pela parte de baixo, tive que descer uma via estreita e sem proteção que serpenteia o desfiladeiro. A trilha em si é agradável, sempre ao redor de um curso d'água, vegetado até mesmo com plátanos. Parei na fascinante cachoeira de 20 metros.
       

       
      Regressei, dei carona pra uns alemães morro acima, e continuei pro leste. Passei pela cidade de Sitia, por uma ou outra praia, até chegar ao monastério de Toplou. É gratuita a visita da construção de pedra, que conta com um acervo de obras.
       
      O sol já estava quase se pondo quando cheguei ao fim da terra a leste, na praia Vai, famosa pela floresta de palmeiras. Não havia uma alma viva lá.
       

       
      Assim que o dia terminou, eu ainda precisei dirigir por 3 horas e meia até chegar ao hotel que eu havia pago, no lado sul da ilha! E olha que estava cheio de radares no trajeto.
       
      O hotel foi o também completo Dimitris Villa, no qual paguei 26 euros pela suíte com café da manhã incluído. Ao chegar, devorei o resto de um pote de Nutella que deixaram numa mesa exterior, tomei um banho e capotei.
       
      Dia 11
       
      Café da manhã agradável na beira da piscina. Fiz o check-out e fui à praia da Matala. Do lado direito ficam tocas escavadas no morro de calcário - antigas tumbas romanas. Já do esquerdo, sobe-se um caminho que leva à Red Beach. Não é fácil chegar, mas a cor da areia dourada e do mar azul-esverdeado compensam demais. O visual de cima é irado. Até encontrei um sítio fossilífero aqui.
       

       
      Peguei a estrada, em seguida, até Agios Pavlos. Em frente à praia Finikidia, paguei 5 euros pra comer um tal de "dakos", um tipo de brusqueta grega. Subi a escadaria até a divisão entre essa e a praia de Cape Melissa. Além de dunas cinzentas, há formações rochosas impressionantes ali. Passei um bom tempo as fotografando.
       
      De volta à estrada, tive que abastecer o carro num dos caros postos que cobram acima de 1,6 euros por litro.
       
      Passei por uma ou outra igreja velha e atravessei a ravina de Kourtaliotiko, onde uma ventania sem fim começou. Como a praia de Preveli, onde há palmeiras e um rio, já estava na sombra, prossegui até Plakias, para admirar o sol se pôr no mar.
       
      Jantei um prato de sardinhas grelhadas e acompanhamentos por 8,5 euros + uma cerveja Mythos 0,5 l por 3 euros, isso no restaurante Το Ξεχωριοτό, em frente ao mar.
       

       
      Ainda parei num supermercado, antes de me retirar na hospedagem do dia, o Elena Rooms (25 euros). Assim como os anteriores, também é um quarto completo. A outra coisa em comum é o sinal de wi-fi: sempre fraco onde estou.
       
      Dia 12
       
      Se eu morasse aqui botaria uma turbina eólica na casa - o vento não deu trégua a noite toda. Ao menos dormi bem, e ganhei uma hora a mais por causa do fim do horário de verão.
       
      Esse dia teve as estradas mais cênicas, pelo alto dos morros contornando o litoral, bem como pela garganta de Imbros.
       
      Visitei ainda o forte do século 14 de Frangokastello, da época em que os venezianos dominavam Creta. Paga-se 2 euros para acessar seu interior quase vazio.
       
      No começo da tarde, passei um tempo na bela praia de Falassarna. Já o final da tarde, foi na Elafonisi, famosa por ter areia rosada (quase não dá pra perceber). Fica em uma península calma que contém uma restinga preservada com espécies endêmicas.
       

       
      Antes de ver o pôr nessa última praia, adentrei o monastério de Chrysoskalitissa. A construção é interessante e há um museu dentro, mas é cobrado uma entrada de 2 euros.
       
      Já escuro, retornei o caminho até o vilarejo de Kefali, onde fiquei com um flat reservado pelo AirBnb. Jantei na única taverna disponível, pagando 6 contos num prato de comida e 3 na cerva. O difícil é apreciar a refeição, já que os gregos não vêem problema algum em fumar em ambientes fechados - fato que se repetiria nos países seguintes - onde inclusive os funcionários fumam enquanto preparam a comida ou atendem os clientes.
       
      Dia 13
       
      Peguei o caminho de volta ao aeroporto de Heraclião, parando em alguns pontos interessantes ao longo do trajeto. Subi a sagrada caverna de Agia Sophia. Felizmente, não se cobra entrada e você pode caminhar à vontade dentro dela, sem guia. Há um monte de pombos e espeleotemas.
       

       
      Almocei com vista pro bonito Lago Kournas, o único de Creta. Uma mussaca saiu por 6,5 euros.
       
      Muitos quilômetros adiante, entrei na capital Heraclião, apenas para visitar seu museu arqueológico. Graças ao feriado do Dia do Não (quando a Grécia recusou ajudar a Itália na Segunda Guerra Mundial; por consequência, esta entrou em guerra com a outra), a entrada estava liberada. É um baita museu, repleto de antiguidades de Creta, com destaque para o período minoico.
       
      Devolvi o carro no aeroporto, em seguida. Em frente, peguei um ônibus até a capital (1,2 euros). Lá, comprei o bilhete para a viagem de 2 horas e 45 minutos até Chania (15,1 euros).
       
      Pena que não deu tempo de conhecer o litoral de Heraclião, cheio de fortificações venezianas, pois o ônibus só sai uma vez por hora, e o sol já estava se pondo.
       
      Ao chegar em Chania, fui caminhando até o Cocoon City Hostel. Me hospedei lá por 16 euros num quarto coletivo de 3 beliches.
       
      Dia 14
       
      No café da manhã (5 euros), conheci uma brasileira e um brasileiro. Fiquei conversando um pouco com eles, antes de sair a explorar Chania a pé.
       
      A agradável orla fortificada foi erguida pelos venezianos no século 16, quando ocupavam Creta. Nota-se a arquitetura típica das casas.
       

       
      Além de ser fotogênico, há um monte de restaurantes caros, lojas de lembranças e alguns museus. Entrei no marítimo (3 euros). É bem interessante, pois conta através de maquetes de barcos e outros artefatos, toda a história militar naval de Creta.
       
      Passei pelo mercado da ágora, e comi um crepe de queijo feta e cogumelos (3,3 euros). Ainda passei no supermercado, antes de pegar o ônibus do terminal central para o aeroporto (2,5 euros) - tão pequeno que em 5 minutos fui do ponto de ônibus até o portão de embarque.
       
      Pouco depois, o avião da OlympicAir decolou rumo a Tessalônica, a segunda maior cidade grega, situada na região da Macedônia. Ao chegar, tomei o ônibus X1 (2 euros) até próximo do albergue Stay Hybrid Hostel, onde passaria duas noites por 10 euros cada.
       
      Antes disso, dei uma volta nos arredores e jantei num tal de Boom um prato de falafel com arroz (depois de 2 semanas comendo batata, finalmente achei arroz) e salada por 5,8 euros.
       
      Dia 15
       
      Esse dia foi cansativo, pois tive que ver o centro histórico inteiro de uma das principais cidades antigas de uma vez só. Tomei meu café da manhã, quase sempre com iogurte grego e frutas, e parti.
       
      Na primeira das atrações, comprei o ingresso combinado, que permite ver uns quantos lugares por 15 euros. Um deles é a ágora romana. O quarteirão de ruínas, com banhos e teatro, é completo por um museu subterrâneo. O problema é que uma infinidade de turmas escolares resolveram visitar ao mesmo tempo que eu.
       

       
      Tessalônica foi a segunda cidade mais importante do império bizantino. Com isso, o número de igrejas medievais é enorme. O ruído infinito dos sinos me levou à primeira delas, a Agios Dimitrios. Posteriormente, ainda veria outras, como Panteleimon, Acheiropoietos e Agia Sophia; todas essas bem preservadas e gratuitas.
       
      Subindo o morro, cheguei ao mosteiro Vlatadon. É o mais antigo ainda em funcionamento.
       

       
      Através das muralhas bizantinas, ainda parcialmente erguidas, cheguei à torre Trigonou. Também não se paga para entrar nesse mirante.
       
      No topo de tudo, jaz o Eptapyrgio, forte bizantino/otomano, que depois virou prisão. Grátis.
       
      O único instante em que sentei foi para o almoço. Escolhi o restaurante Fat Mamma's Brunch 'n Lunch, cheio de estudantes, já que se situa junto a uma universidade. Optei por um espaguete à carbonara (5 euros) que me deixou satisfeito até a janta.
       
      Em seguida, paguei 2 euros pelo ingresso da Rotunda. É um monumento arredondado que apresenta afrescos e mosaicos originais.
       
      Uma via leva ao arco de Galério e ao sítio arqueológico desse mesmo imperador. Está incluído no ingresso combinado.
       
      A torre Branca também. Fica em frente ao mar, e seu interior é um museu sobre a cidade, além do mirante no topo da torre.
       
      Pelo agradável calçadão à beira-mar, fui até o museu da cultura bizantina, outro do combo. Com salas amplas, apresenta artefatos sobre a religião e a vida no período bizantino.
       
      Correndo, consegui ainda visitar o último museu, o arqueológico, antes que fechasse às 8 horas. Esse é mais completo que o anterior, mas como eu já tinha visto bastante arqueologia grega nessa viagem, ficou um pouquinho repetitivo.
       
      No caminho de volta, comprei uma salada por 3,2 euros. Doze horas depois de deixar o albergue, finalmente descansei.
       
      Dia 16
       
      Cedo, peguei um ônibus até o terminal internacional, por 1 euro. Lá, às 9 horas embarquei no busão da AlbaTrans até Korçë (20 euros), já em território albanês. A viagem teve duração de 5 horas e meia, por causa da longa imigração. Eu era o único turista entre um bando de albaneses de meia idade que não falavam inglês.
       
      Conforme ascendia em altitude e latitude, às florestas temperadas com coloração outonal surgiam, embelezando a paisagem.
       

       
      Ao chegar, fui recebido por uma macarronada na casa/hospedagem Xharshe. Ninguém mais estava hospedado. Os donos são bem simpáticos, as instalações são decentes, mas fica afastado do centro.
       
      Paguei 18 euros por 2 noites, troquei dinheiro na cotação de 121,9 lek por euro e subi na bicicleta emprestada para explorar o centro da pequena cidade, que tem até ciclovia.
       
      Acontece que eu acabei perdendo a chave do cadeado, então passei um tempão indo e vindo pela mesma rota, só que não a achei. E enquanto isso caiu um toró que encharcou minhas meias.
       
      Visitei dois museus, que funcionam em horários estranhos. Um foi o arqueológico (200 lek) e o outro de arte (cristã) medieval (700 lek). Achei ambos simples demais, principalmente o primeiro.
       

       
      Ainda conheci a bonita catedral ortodoxa de Korçë - a proporção de cristãos é quase a mesma de muçulmanos na Albânia.
       
      Ao escurecer às 4 e meia da tarde, me dirigi ao centro histórico, mais precisamente ao bazar da era otomana. Há diversos bares e restaurantes ao redor de uma praça. No Shënd e Verë, comi pimentões recheados com queijo (300 lek), espaguete à bolonhesa (400 lek) e tomei a cerveja local, que foi a primeira do país (200 lek por 500 ml). Foi a única vez em que consegui pagar algo com cartão de crédito na Albânia.
       
      Voltei com frio pra hospedaria.
       
      Dia 17
       
      Acordei com o quarto balançando. Pela primeira vez na vida, encarei um terremoto. Ainda bem que foi fraco. Infelizmente, poucas semanas depois de eu deixar a Albânia, houve outro terremoto, só que dessa vez com resultado catastrófico...
       
      Café da manhã meio fora do padrão saudável, mas deu pro gasto. Suplementado com "rakia", a bebida típica dos Bálcãs que chega a ter 50% de álcool. Um gole pra mim e outro pro dono, muçulmano (na Albânia eles são liberais).
       
      Comecei então o dia de caminhada e trilha. Desde o começo na estrada que leva à trilha, a subida já foi intensa, então fiquei meio suado, pois levava roupa pro frio. 
       

       
      Ao entrar no Parque Nacional dos Abetos de Drenovë, atravessei um vale, já com vista pra esses pinheiros sempre-verdes que dão nome ao parque. À continuação, subi uma encosta com rochas expostas, para chegar na floresta temperada. A coloração de outono é fantástica.
       
      Continuei a elevação, em terreno úmido, com o tempo todo nublado. Eis que do nada eu cruzo com uma salamandra, pela primeira vez na vida. Fiquei encantado em encontrar esse anfíbio rabudo e lento, logo ali. Ainda vi mais 3 ao descer a montanha úmida.
       

       
      No topo, a 1800 m, fazia frio e a névoa estava intensa. Sentei uns minutos pra tomar meu lanche, antes de prosseguir. 
       
      Como eu estava avançando mais lentamente que o previsto, precisei acelerar na descida cênica para não estar no meio da trilha ao escurecer. Passei por uma mina abandonada, onde vi o único humano no trajeto dentro da unidade de conservação.
       
      Com o sol se pondo, atingi a saída através do vilarejo de Drenova. Finalmente, cheguei no centro de Korçë, num total de 31 km de caminhada! Meu par de tênis velho praticamente se desintegrou depois dessa aventura, então foi o primeiro de alguns trajes que descartei nessa viagem.
       
      Na Taverna Pazari i Vjeter, tomei uma cerveja (150 lek) e comi filé de frango (600 lek).
       
      Retornei cansadão à hospedaria, mas ainda conversei com o proprietário, que me deu mais "rakia" (mesmo contra a vontade), e com um recém-chegado senhor motoqueiro espanhol.
       
      Dia 18
       
      Café mais saudável nesta manhã. Me despedi e fui até a estação de vans. Assim que cheguei, estava saindo uma para Tirana, então pulei nela. A viagem levou 3 horas, ao custo de 500 lek.
       
      Ao saltar na capital albanesa, o único lugar onde não pude tomar água da pia, entrei no restaurante Coco para comer um rango. Devorei um sanduíche grande com tudo no recheio (200 lek), além de um milk-shake (200 lek) que não estava grandes coisa. Por isso, peguei ainda um sorvete na doceria ao lado (80 lek).
       
      Fiz o check-in no English Hostel (14 euros para 2 noites com café). Apesar do preço barato, é um lugar bacana e amigável.
       
      Antes que escurecesse, dei uma volta no centro. Fiquei impressionado com a beleza arquitetônica mista da época comunista com a contemporânea, além do monte de intervenções artísticas.
       
      Entrei no museu BunkArt (500 lek), que fica em um bunker construído pelos comunistas para aguentar um ataque químico ou nuclear. Suas salas contam a história das forças de segurança do passado, especialmente a trágica ocupação comunista.
       
      Comi um "burek", salgado folhado recheado típico (80 lek). Depois passei num mercado para comprar líquido; por sorte, encontrei chocolate Milka com o preço mais barato que já vi na vida: 160 lek pela barra de 270 gramas (quase vencida)!
       

       
      Voltei ao albergue, onde fui convidado por um tcheco e dois franceses para sair. Primeiro fomos no bar Kaon, que tem como característica uma árvore no seu interior, além de ser barato: cerveja (150 lek), espetinho de carne (120 lek).
       
      Em seguida, ficamos na praça principal (Skanderbeg), onde rolava um festival retrô bacana, com exposição de veículos antigos e show de rock, tudo gratuito.
       

       
      Dia 19
       
      O café da manhã tava joia. Ao terminar, fui ao museu nacional de história (200 lek). Mesmo sendo barato, é um baita museu. Conta a história desde os povos ilírios, passando pelas ocupações romanas, bizantinas, otomanas e comunistas. Pena que uma parte expressiva não estava traduzida.
       
      Almocei um crepe salgado (260 lek) e um doce (120 lek) na Happy, uma das muitas creperias da cidade. Sorveterias também há de monte. Enquanto perambulava pelo Blloku, ex-quarteirão exclusivo da elite comunista, tomei um por 50 lek. Cheguei a encontrar um lugar onde cada bola custava apenas 40 lek!
       

       
      Também atravessei o grande parque de Tirana, onde fica um lago, pistas e instalações esportivas.
       
      Ao contrário de todas as outras capitais, achar lojas de souvenir foi difícil. Caminhei o centro inteiro e vi apenas 3 delas. Comprei apenas um prato por 500 lek.
       
      No Segafredo, jantei um prato de risoto, por 300 lek. Até que estava bom, mas a porção era pequena.
       
      Passei a noite no albergue com a galera. Calvin, o proprietário, nos serviu "rakia" de graça, até não ser possível tomar mais dessa bebida forte.
       
      Dia 20
       
      Com a chuva que fazia, fiquei de bobeira com o pessoal no albergue. Na hora do almoço, me despedi. Comi um prato feito grego por 480 lek no Sufllaqe Pita Gyros. A sobremesa foi sorvete.
       

       
      Depois, caminhei até a estação internacional de ônibus, que é basicamente um estacionamento de ônibus. Às 15 h, segui rumo a Prizren, em Kosovo, pagando 10 euros na passagem. O ônibus velho da Metropol estava vazio: 54 lugares para 7 passageiros.
       
      A duração estava prevista em 3 horas, mas levou mais de meia hora somente pra sair do trânsito da cidade, então o total foi de 4 horas. Só que o motorista não me disse que eu tinha que saltar antes e pegar uma van até o centro. Quando eu percebi, ele já estava a caminho de Pristina, e me deixou no meio do nada. Precisei caminhar 5 km até chegar à cidade...
       
      Ao menos fui bem recebido com umas castanhas portuguesas pelo proprietário e por macarrão por uma colega de quarto de Hong Kong. Dei então entrada no albergue M99. Cada noite no estiloso e espaçoso dormitório de 6 camas com café da manhã me custou 10 euros e meio.
       

       
      Dia 21
       
      Comecei o dia com um café da manhã típico com o pão do Kosovo, queijo de cabra, "ajvar" (patê de pimentão vermelho e óleo) e geleia.
       
      O museu arqueológico foi a primeira parada. Por apenas 1 euro, você ganha uma explicação e pode ver alguns artefatos antigos achados na construção, que por si só já vale a visita. É uma ex-casa de banho turco, onde foi instalada uma torre de onde se vê a cidade quase toda.
       
      O museu da liga albanesa de Prizren é grátis, mas não tem muita informação. Aqui ficava a sede desse movimento pela independência de Kosovo do império otomano.
       
      Almocei no restaurante Palermo o que deveria ser um goulash, mas estava aguado demais, então não curti muito a sopa de carne (2,5 euros). De sobremesa, sorvete (0,5 euro cada bola) na doceria Shëndeti.
       

       
      Vi uma porção de mesquitas e igrejas. Apesar de aqui haver uma proporção maior de muçulmanos, eles também são liberais. Quase não se vê mulheres de véu nas ruas.
       
      Como estava quente, troquei para roupas curtas, para subir o calçamento até o castelo de Prizren, acima da cidade. Essa fortaleza em ruínas foi parte do império sérvio na Idade Média. Não se paga nada para entrar. Além do mirante nas muralhas, há uma sala com os objetos arqueológicos.
       

       
      Enquanto o sol baixava, desci pela trilha Marash, que contorna o morro vegetado pelo lado oposto. No fim, há um plátano gigante de cerca de 5 séculos de vida.
       
      Uma pena que o rio que corta a trilha e, posteriormente, a cidade, esteja entupido de lixo, principalmente plástico. Um programa governamental de reciclagem seria muito bem-vindo aqui...
       
      Jantei um prato com carne e complementos por 7 euros no restaurante Te Syla. A cerveja (1,5 euros por 0,3 l) que pedi (Peja) é produzida no próprio Kosovo.
       
      Meu segundo par de tênis faleceu, então tive que ir atrás de algum substituto no shopping center. Achei um que fosse suficiente pro resto da viagem por 30 euros.
       
      Dia 22
       
      O café da manhã foi com "burek" e "ayran", iogurte aguado turco. Depois, peguei a condução de 4 euros para Pristina. Precisei apenas esperar na frente do albergue, por um dos muitos ônibus que partem até a capital do Kosovo.
       
      Pouco mais de 2 horas depois, cheguei na cidade grande. Almocei a caminho do albergue, no Friends Coffee and Food: risoto (2,5 euros) + salada grega (2 euros) + limonada (0,5 euros).
       
      Deixei a mochila na hospedagem, que estava vazia, e fui até o terminal de ônibus próximo, onde peguei o ônibus para Gjilan. Por apenas 50 centavos, desci em Gračanica, para conhecer o monastério que é Patrimônio da Humanidade.
       

       
      A entrada é grátis, mas além de uma igreja do século 14 bem ornamentada e com afrescos no interior, não há muito mais a ver. Por isso, decidi seguir a pé os 2 km até o sítio arqueológico de Ulpiana.
       
      Também gratuito, eu acho, pois não havia ninguém no local. Apesar disso, está muito bem cuidado. São ruínas do período romano e começo do bizantino.
       
      Retornei, e de ônibus fui até o shopping Albi, onde peguei um cinema (3,9 euros). Ainda, antes tomei um milk-shake (2,7 euros) e, posteriormente, um macarrão com frango e salada (4,9 euros).
       
      Mais 2 km a pé, e ingressei no Bus Station Hostel. Foram 8 euros por noite no dormitório. Nele, conheci o egípcio Reda e a búlgara Ioana, que estavam viajando pelos Bálcãs.
       
      Dia 23
       
      Acordei resfriado. Sob chuva, saí para conhecer a cidade com eles. Vimos primeiro a homenagem a Bill Clinton, que ajudou Kosovo na guerra de independência. Em seguida, a catedral em referência à Madre Teresa, que era de etnia albanesa.
       
      Continuando, uma igreja ortodoxa sérvia que foi interrompida pela guerra. E em frente a ela, uma construção bizarríssima que abriga a biblioteca nacional. Chegamos a conhecer o interior, que também guardava uma exposição de mal gosto sobre a Coreia do Norte.
       

       
      O brunch foi "iskender", uma baita porção de várias comidas por somente 3,5 euros. Pedimos isso no Ben Tatlises Doner.
       
      Após o monumento Newborn, atravessamos o bulevar Madre Teresa e entramos em uma mesquita e dois museus, ambos gratuitos: Kosovo Museum e Ethnographic Museum.
       

       
      No velho bazar, nos deram algumas frutas que eu nunca havia provado.
       
      Me despedi da dupla e fui pro cinema de novo. Jantei no mesmo quiosque da noite anterior, o Green Salad. E depois voltei caminhando também.
       
      Dia 24
       
      Parti numa van velha pra Escópia, por apenas 5,5 euros. Ainda bem que minha mochila é pequena o suficiente para caber nos pés, pois todas as vans que peguei não tinham bagageiro.
       
      A imigração foi rápida, então 2 horas e meia depois, cheguei no terminal da capital da Macedônia do Norte. De volta a um alfabeto não-latino, no caso, o cirílico.
       
      Caminhei diretamente à hospedagem, Get Inn Skopje Hostel. Cada noite no dormitório me custou 7 euros, já incluso café da manhã.
       
      No shopping GTC, fiz o câmbio: 61,4 dinares da Macedônia por euro. Em seguida, fui diretamente à praça central, onde fica uma estátua gigante de Alexandre (aquele grande). Só que a estátua não pode ser nomeada porque a Grécia detém os direitos autorais do nome. Esse mesmo rolo fez com que o país precisasse incorporar "do Norte" ao seu nome. 
       

       
      Há outro monumentos e os próprios edifícios simulam o período clássico da Macedônia, mas tudo foi feito há menos de um século, após um grande terremoto.
       
      Na mesma praça, almocei no bar e restaurante Kolektiv. Optei por uma tradicional caçarola de carne (390 dinares) + uma cerva IPA 0,5 l (190 dinar). Paguei caro na comida, conforme eu descobriria posteriormente.
       
      Enquanto seguia para o antigo bazar turco, tomei um sorvete baratíssimo e cremoso na sorveteria Piccolo Mondo (20 dinares por bola).
       
      Passei por alguns caravançarais, antigas hospedagens. Depois, a mesquita principal.
       
      Em sequência, ingressei na fortaleza acima da cidade velha. É grátis. Subi em suas muralhas para ver o dia terminar.
       

       
      Jantei hambúrguer a 150 dinares no restaurante Teteks. Por fim, fiquei pela hospedaria.
       
      Enquanto dormia, ocorreu um fato bastante inesperado: do nada, uma moça potencialmente alcoolizada surgiu na minha cama! O desenrolar dessa história é segredo...
       
      Dia 25
       
      Acordei cedo, tomei o café e fui até o terminal de ônibus, onde às 8:45 peguei o número 60 para Matka - lá fica um cânion. Me venderam um cartão de ida e volta por 150 dinares, mas achei meio suspeito esse preço.
       
      Aos trancos e barrancos, o busão velho nos deixou na entrada do cânion, onde fica a represa. Na entrada, você pode optar entre passeio de barco, aluguel de caiaque ou trilha. Escolhi a última opção.
       
      O caminho mais básico é ao longo do cânion pelas paredes rochosas, atravessando algumas matas, durante 3,5 km (mais isso pra voltar). A paisagem é sensacional, especialmente nessa época.
       

       
      Pra escapar dos preços abusivos do único restaurante do cânion, caminhei até fora dele para almoçar no restaurante Macedonian Cave Matka: carne grelhada mista (300 dinares) + salada à Macedônia (130 dinares).
       
      O ônibus pouco frequente que deveria vir não apareceu, então depois de um tempão à espera, eu e mais 3 rachamos um táxi de 700 dinares até o centro. Assim que saímos, o ônibus chegou…
       
      Passei no bazar pra comprar um souvenir e tomar sorvete, antes de ir ao albergue tomar banho. Depois saí pra jantar no próximo La Tana (cerva Skopsko 0,5 l por 80 dinares e frango com arroz e vegetais por 200 dinares). Tava apetitoso.
       
      Por fim, tomei o vinho nacional que estava sendo distribuído gratuitamente no albergue.
       
      Dia 26
       
      Como os museus estavam fechados antes das 10, acabei entrando no memorial judeu para a Macedônia (100 dinares). Triste, mas bem interessante.
       
      Em seguida, fui a mais um museu arqueológico (150 dinares). Quem vê o edifício suntuoso neoclássico pensa que esse museu é enorme, mas não é bem isso por dentro.
       

       
      Almocei no terraço de um restaurante estiloso chamado Austrian Palace. Comi uma barca de vitela por 180 dinares. Só que tentaram me passar a perna na hora de pagar a conta. 
       
      De sobremesa, o sorvete de sempre. Peguei minha mochila e segui à estação de ônibus, rumo a Ócrida, Patrimônio da Humanidade. Alguns minutos antes da partida, por 750 dinares eu comprei ida e volta pela empresa Galeb.
       
      Três horas depois, já noite, desembarquei. Me hospedei na Villa Ohrid Anastasia. Dezesseis euros para 2 noites no dormitório coletivo.
       
      Saí a caminhar em direção ao centro da cidade. Achei ela meio escura e vazia, embora ainda fosse 6 horas. Na praça em frente ao porto, parei onde tinha um agito, no Instinct Bar. Tomei meio litro de cerva por 140, e uma pizza com frutos do mar por 290.
       
      Assisti uma celebração que ocorria na beira do lago, mas com o frio tive que retornar. Passei ainda num supermercado pra comprar o café da manhã.
       
      No albergue, fiquei conversando com um companheiro de quarto americano.
       
      Dia 27
       
      Estava caminhando pela cidade velha, quando decidi de última hora pegar o passeio de barco das 10 h até o mosteiro do religioso mais negativo de todos, o Santo Naum (piada boa). O custo do transporte foi de 600 dinares.
       
      Caminho cênico, rendeu boas fotos. Uma das cenas foi a baía dos Ossos, onde ficava um assentamento em palafitas bastante antigo, hoje um museu.
       

       
      Ao desembarcar, visitei brevemente o monastério. Depois, segui pela trilha que cerca as nascentes que deixam a água numa cor e transparência ótimas, parecendo com a da região de Bonito.
       
      O barco chegou pelas 3 h em Ócrida, então foi possível ainda passar pelo promontório onde ficam diversas igrejas medievais, a fortaleza do czar Samuel, o sítio arqueológico de Plaoshnic, o teatro romano. Vi o sol se pôr acima da igreja de São João Teólogo.
       

       
      Vnuska foi o restaurante onde jantei. Como não havia almoçado, resolvi esbanjar um pouco escolhendo o gostoso prato de peixe (500 dinares).
       
      Dia 28
       
      Voltei ao centro de manhã. Fiquei perambulando aleatoriamente para passar o tempo, mas o vendaval não ajudou.
       
      Bati um rango em frente ao terminal de ônibus, antes de começar a jornada até Sófia, na Bulgária, onde cheguei apenas à noite, após conexão em Escópia. Tive que pagar uma taxa em cada terminal que eu não estava ciente (30 em Ócrida e 50 em Escópia). O segundo trecho custou 17,5 euros, comprando pela internet.
       
      Assim que o busão chegou, troquei rapidamente um pouco de dinheiro na própria estação (cotação desfavorável) e corri pro metrô, pois estava quase fechando à meia noite. Paga-se 1,6 lev no bilhete único, não importando a distância.
       

       
      Logo mais, cheguei no 10 Coins Bed+Tours, a hospedagem da vez. Fica afastado do centro, mas me custou 12 lev por noite, ou seja, 6,1 euros. Só que a qualidade deixou bastante a desejar.
       
      Dia 29
       
      Dia de conhecer o centro histórico. E haja história, pois há uma infinidade de construções de arquitetura de séculos anteriores, além do sítio arqueológico da cidade romana de Serdica. Outro destaque são os diversos templos religiosos, principalmente cristãos ortodoxos, imponentes.
       

       
      Depois de perambular um bocado, achei algumas casas de câmbio com a cotação bem melhor (1,95 lev por euro). Com a grana em mãos, fui atrás de um restaurante para almoçar. Foi difícil achar, pois a maioria dos lugares de comer são de fast food. Enfim, achei um tal de Brunch, onde escolhi alguns pratos na bancada, totalizando 8,80 lev para uma refeição bem substancial.
       
      Caminhei um pouco pelos vários parques, em seguida. Num deles, tomei um milk-shake (3,2 lev). Uma coisa que tenho percebido é que a população desses países dos Bálcãs não pratica exercícios físicos.
       
      Ainda consegui visitar o museu mineralógico (Earth and Man National Museum). Entrada de 6 lev. Tem uma rica coleção que abrange cerca de 40% de todos minerais da Terra, além de cristais gigantes subtraídos do Brasil!
       
      Jantar no restaurante Bkуснaта Kухня. Acabei me dando mal nessa de apontar pratos sem saber o que são, pois um deles continha fígado. Total de 6,10 lev.
       
      Por fim, adentrei o grande Palácio Nacional de Cultura, para assistir o show do pianista húngaro Peter Bence (40 lev). O cara é tão bom que nem usa partitura.
       

       
      Dia 30
       
      Tinha planos de caminhar nas montanhas ao redor, mas o tempo chuvoso e a diminuição de transportes com o fim da temporada fez com que eu tivesse que ir para um plano alternativo. Peguei o metrô até a estação final Vitosha, e lá o ônibus #64 até a igreja Boyana, patrimônio UNESCO.
       
      Me decepcionei. A igreja é bem pequena, não se pode tirar fotos e custa 10 lev para entrar.
       

       
      Ao deixar o lugar, fui caminhando até o museu nacional de história. Só ao chegar, descobri que existe um ingresso combinado com a igreja anterior, num total de 12 lev. Como eu não tinha o comprado, acabei tendo que pagar mais 10 lev no museu… 
       
      Pelo menos este é suficientemente grande e interessante. Conta desde os povos antigos da Trácia, até a liberação otomana pelos russos.
       
      Até que enfim uma coisa boa aconteceu; quando eu estava prestes a pagar pelo ônibus seguinte, uma boa alma me deu um bilhete grátis. Assim, cheguei no jardim botânico.
       
      Há uma estufa cheia de espécies, para a qual se paga 4 lev. Já a parte externa, gratuita, estava abandonada.
       
      Peguei mais uma condução com wi-fi, até a estação de metrô Vitosha. Como ainda chovia e eu estava verde de fome, entrei no shopping Paradise para o almoço/janta. Paguei 7 lev num prato feito búlgaro.
       
      Aproveitei pra dar uma olhada, já que o shopping é grandão. Depois, comprei minha janta e café da manhã no supermercado Villa, por 11 e pouco. Ainda bem que meu cartão de crédito reserva funcionou, pois o principal já não estava mais operando (foi clonado).
       
      De volta ao albergue. Se não bastasse o clima estranho nele, instalações precárias; tanto que precisaram dedetizar o quarto em que eu estava sozinho. Talvez esse seja o motivo de umas perebas que apareceram nos meus tornozelos... 
       
      Dia 31
       
      Saltei do metrô na estação do Palácio Nacional da Cultura, pois queria vir caminhando pela principal rua pedestre de Sófia, a Vitosha Boulevard. Só que de manhã, não havia muito movimento.
       

       
      Continuei a passeada até o terminal de ônibus, onde tomei um ônibus da Eurolines/Karat-S até Plovdiv (9,5 lev). Duas horas e pouco depois, chegada na eleita capital europeia da cultura em 2019.
       
      Almocei num shopping no meio do caminho até o albergue, que fica dentro da cidade velha. A própria casa onde fica o Hostel Old Plovdiv é do século 19. Quarenta e três lev para 2 diárias com café.
       

       
      Saí a caminhar pelas ruas de pedra. Só parei ao chegar ao topo do monte Bunardzhik, onde fica uma estátua. Lá eu admirei o pôr do sol, bem como a vista de toda a cidade ao redor. Só que na pressa, acabei perdendo meu óculos de sol. Ele estava todo riscado, mas eu ainda iria usá-lo até o fim dessa viagem…
       
      Passei a noite conversando com as pessoas na hospedagem, incluso um brasileiro.
       
      Dia 32
       
      A fim de conhecer um pouco mais sobre os 8 mil anos de Plovdiv, chamada Filipópolis no período romano, comprei um ingresso combinado de 5 atrações por 15 lev. A primeira atração foi a basílica em ruínas, cujo destaque são os mosaicos. A segunda parada foi o antigo teatro, bem preservado e usado ainda hoje. As outras 3 eu só conheceria na manhã seguinte.
       

       
      Comprei um salgado por 1,6 lev no Marti's Fast Food, para abocanhar enquanto andava ao redor das ruínas do fórum romano e do parque dos chafarizes dançantes.
       
      Na principal via pedestre, comi dois crepes de chocolate de sobremesa, a apenas 1 lev cada.
       
      Um pouco depois, encontrei meus colegas de quarto. Fomos aproveitar o festival de vinhos que ocorria nesse final de semana, para degustarmos vários tipos de diversas vinícolas da região. Paguei 4,5 lev para ter acesso a 6 estandes. Ficamos lá até à noite.
       

       
      Depois, peguei um "kebab" (4,5 lev) e retornei ao hostel, onde continuamos o papo.
       
      Dia 33
       
      Tomei o café da manhã e me despedi. Ainda visitei 3 casarões do século 19 (Balabanov, Hindliyan e Boyadzhyev). Seus interiores são repletos de móveis antigos e obras de arte.
       

       
      Quando passava em frente à praça principal, em direção ao terminal de ônibus central, vi que ocorria uma apresentação de música e dança japonesa. Fiquei apreciando até a hora em que o ônibus estava prestes a partir.
       
      Retornei a Sófia, só para tomar o ônibus das 16 h rumo a Niš, na Sérvia, terra natal do imperador Constantino. Paguei 24 lev na Niš Ekspres.
       
      Quase 3 horas e meia depois, chegada. Se o cirílico russo já é meio complicado, na Sérvia eles adicionaram mais algumas letras ao alfabeto pra deixar pior. Ao menos, tanto o búlgaro quanto o sérvio ainda tem alguma similaridade com o idioma russo, o qual eu consigo ler alguma coisa.
       
      Na frente da rodoviária, troquei euros na cotação de 117 dinares pra cada. Depois, fui caminhando até o Sweet Apartments, onde peguei um quarto privado com banheiro compartilhado por mil dinares.
       
      Saí para jantar. No calçadão, encontrei um tal de Night & Day Caffe Pizzeria. Por 310 dinares, pedi uma boa macarronada de frutos do mar de meio quilo.
       

       
      Continuei perambulando ao redor do centro, vendo algumas igrejas e monumentos. Por fim, comprei meu café da manhã no supermercado e me retirei.
       
      Dia 34
       
      Comecei conhecendo a fortaleza otomana. Aberta sem precisar pagar, atualmente é um parque com alguns comércios e poucas edificações antigas, de períodos romano, bizantino e otomano.
       

       
      Como era segunda, infelizmente todas as demais atrações da cidade estavam fechadas, então só me restou tocar para Belgrado mais cedo que o previsto. Já que a viagem levaria 3 horas, parei pra almoçar no mesmo local onde jantei.
       
      Assim que cheguei na estação, um ônibus estava para partir. Comprei o bilhete rapidamente por 1310 dinares e embarquei na Niš Ekspres. O ônibus tinha wi-fi.
       
      Na chegada à metrópole, a temperatura estava agradável a ponto de eu quase colocar uma manga curta - e pensar que há exato um ano, nevava em Belgrado!
       
      Caminhei até o albergue Che. Passaria ali 3 noites com café por 33 euros.
       
      Saí logo para apreciar o crepúsculo na grande fortaleza otomana. Depois, andei pelas ruas movimentadas da região central, já com decoração natalina.
       

       
      Comi uma fatia grande de pizza (120 dinares) num dos locais que me indicaram, o Kod Mašinca. Boa, mas não tem onde se sentar.
       
      Admirei alguns dos edifícios monumentais, como o da assembleia, mas o vento frio me fez parar a certo momento e retornar.
       
      Passei num supermercado pra pegar mais um rango e me desloquei pro albergue.
       
      Dia 35
       

       
      Fui em direção ao museu do Nikola Tesla, mas como o tour só começaria em meia hora, dei uma passadela no mercado de rua próximo, principalmente de alimentos e sem souvenires. O museu conta a história de vida e os inventos desse gênio "sérvio", que revolucionou a eletricidade. Custa 500 dinares.
       
      Após isso, segui até a enorme igreja ortodoxa de São Sava, uma das maiores do mundo. Não deu pra ver seu interior, pois estavam instalando o mosaico da cúpula, mas ao menos a cripta luxuosa estava disponível para visita gratuita.
       

       
      Almocei em outra recomendação de um amigo, o restaurante Zavičaj. Comida caseira e decoração bacana. Provei um goulash (690 dinares) e um chope Lav (260 por 500 ml).
       
      Em seguida, retornei à fortaleza, para ver com mais detalhes. Esperei o sol se pôr por lá também, mas o tempo tava nublado.
       
      Botei uma jaqueta e saí pra uma volta aleatória. Parei numa livraria. Depois comi um "gyros" (340 dinares) no Chicken Box e voltei pra hospedagem.
       
      Dia 36
       
      Acordei com o sino da igreja ao lado, que toca o tempo todo. Passei o dia útil inteiro em dois museus. O primeiro foi o nacional (300 dinares). Com um rico material, conta a história da ocupação do território sérvio, resumidamente por romanos, eslavos, otomanos, até a Iugoslávia. Há uma seção de arte também.
       
      Almocei em mais uma indicação, o restaurante Ognjiste. Serve comida caseira a quilo. Meu prato gostoso e substancial saiu por 700 dinares.
       
      Mais uma vez, retornei à fortaleza, para visitar o museu militar. Em seu exterior gratuito, há algumas dezenas de armas de artilharia. Já o interior (200 dinares), é um corredor infinito que demonstra armas e outros artefatos de todas as épocas da Sérvia. Só falta ter mais explicações em inglês.
       

       
      Sem ter com quem conversar, peguei uma pizza no mesmo lugar do outro dia e fiquei coçando o saco na hospedagem.
       
      Dia 37
       
      Bem quando chegou uma companhia, já estava na hora de partir. Segui ao terminal e comprei um bilhete pra Novi Sad por 760 dinares. Os ônibus são bem frequentes, então não precisei esperar nada.
       
      Uma hora e meia depois, já estava caminhando em direção ao albergue em posição central. Paguei 1330 dinares por uma noite no Nomad Hostel, um estabelecimento decente mas vazio.
       
      Na lanchonete Crna Maca, almocei uma "pljeskavica" grande, um tipo de hambúrguer deles. Custou 290 dinares.
       

       
      Continuando, atravessei a ponte em direção à fortaleza austríaca de Petrovaradin, passando pelo bairro antigo com casarios no caminho. Lá de cima da fortificação eu vi a cidade abaixo através do rio Danúbio.
       
      Tirei umas fotos noturnas, em seguida. Quando passava pela praça central, notei que algo ocorria. Bem nesse dia estava começando a Winterfest, um festival de inverno. Aproveitei para comer uma guloseima, tomar quentão (150 dinares) e ouvir as crianças da árvore de Natal cantante e uma banda de rock de Belgrado. Bem bacana.
       

       
      Dia 38
       
      Deixei meu quarto "particular" de 6 camas para conhecer a cidade. Caminhei entre parques, não muito interessantes, e a praia Štrand. Lotada no verão, deserta nessa época.
       
      Voltei ao centro, composto de várias casas antigas coloridas, museus e alguns palácios e igrejas.
       

       
      Gastei meus últimos dinares numa lembrança, num sanduíche de almoço (150 dinares) e na taxa de embarque do terminal (130 dinares), para onde fui em seguida.
       
      Embarquei no bom ônibus da FlixBus e aguardei o trajeto até Budapeste. O controle de fronteira na Hungria foi excessivamente longo, apesar de não haver fila, então a duração total do trajeto foi de umas 6 horas e meia.
       
      Fora da estação de ônibus de Népliget, peguei o metrô. Comprei na máquina com cartão de crédito por 350 forint (pouco mais de um euro). Acreditam que não há catraca na entrada?
       
      Desci ao lado do albergue Avenue Hostel. Pagamento de 9 euros por diária no dormitório com café da manhã. O lugar é bem movimentado, e a limpeza poderia ser melhor.
       
      Ao redor do albergue, há diversas opções para refeições. Fui no chinês Wok n' Go Noodle House e pedi uma sopa de bolinhos de porco apimentados por 1880 forint. Tava boa.
       
      Depois, tomei uma cerveja no bar do albergue (330 forint por 300 ml).
       
      Dia 39
       
      Levei um susto na hora do café da manhã, pois tinha umas 50 pessoas lá.
       
      Fiz o câmbio, na cotação de 330 forint por euro. Depois, caminhei até o parque Városliget. Repleto de turistas, é cheio de atrações, como museus, um castelo e ringue de patinação. O problema é que os banheiros da cidade são pagos, e não saem por menos de 250 forint.
       

       
      Peguei um metrô até o museu nacional, mas antes de entrar nele eu almocei um prato de comida de verdade no Kálvin Fast Food (1450 forint).
       
      A entrada do imponente museu custou 2600 forint. Fiquei quase 4 horas nele, aprendendo sobre a história dos diversos povos que já ocuparam a Hungria.
       
      Já noite, cheguei às margens do rio Danúbio. Das pontes, é bacana a vista dos prédios e monumentos iluminados, principalmente o castelo de Buda.
       
      Fui da rua Váci, cheia de lojas de souvenires, à praça Vörösmarty, onde rolava uma feira de Natal com palco pra shows.
       
      Tive que voltar ao albergue para aproveitar o jantar gratuito. Tomei uma cerveja artesanal (600 forint) no bar do hostel, enquanto passava a final da Libertadores da América na TV.
       
      Nessa hora, conheci um bando de latino-americanos. Fomos parar numa balada chamada Instant. Não se paga pra entrar e o lugar tem várias pistas com ritmos diferentes. Estava cheio! Uma cerva de 0,4 l custou 600 forint lá.
       

       
      Dia 40
       
      Voltamos com o dia quase amanhecendo, então nem deu pra dormir o suficiente. Levantei meio-dia pra almoçar, sem voz. Escolhi o turco Török Étterem, onde um prato cheio no buffet saiu por 1250 forint.
       
      Depois, fui em direção ao Danúbio, na região do castelo de Buda. Vi por fora a basílica de Santo Estevão e o parlamento gótico, antes de cruzar a ponte metálica e subir o morro já com o sol baixo.
       

       
      Lá em cima, além dos mirantes para ambos os lados do morro, há outras coisas a se ver, como a igreja gótica de Matias (paga como os demais templos religiosos famosos da cidade). Passeei um pouco a esmo, em meio aos tantos turistas que ainda se encontravam na cidade.
       
      Ao descer e parar na feira de Natal, reencontrei (Romi e Julieta) duas argentinas do bando que saiu comigo na noite anterior. Ficamos tomando quentão por lá.
       
      Saímos em bando novamente mais tarde. O lugar foi o Morrison's. Bem menor e menos cheio que o anterior. O "mojito" tava 1600 forint.
       
      Dia 41
       

       
      Saí em mais um dia ensolarado. Passei pela sinagoga luxuosa (e cara: 4500 forint), no caminho até o mercado central. Numa estrutura fechada, há um andar de alimentos e outro de souvenires. Preços pra turista.
       
      Almocei ali e subi o morro Géllert, o mais alto da cidade. Lá apreciei o sol se pôr, vendo uma ampla faixa do Danúbio ir mudando de coloração.
       

       
      Quando voltei, ainda dei uma passada na loja Decathlon. Ao chegar ao albergue, esqueci que havia janta grátis naquela noite e acabei pegando 2 sandubas no McDonald's. Azar, depois de um bom banho eu comi um pouco mais.
       
      Pra variar, com alguns integrantes a mais e outros a menos, fomos pra mais uma noite de festa. Acabamos parando na mesma balada de 2 noites atrás.
       
      Dia 42
       
      Dormi pouco novamente, pois tive que fazer o check-out e me despedir da rapaziada. Peguei um rango pro caminho e fui de metrô até a estação de ônibus e trem de Kelenföld. Lá, embarquei na RegioJet até a Eslováquia. Até que enfim uma condução de qualidade; além de internet e tela de vídeo, até serviço de bordo tinha.
       
      Sem ter que passar pela imigração, a viagem durou 2 horas e meia. Eis meu país de número 100!
       
      Dei uma volta para ver o centro histórico iluminado. Nas duas principais praças ocorria uma feira de Natal. Provei um dos alimentos que lá vendiam, a "placka". É literalmente uma placa vegetal fritada até não poder mais.
       

       
      Comprei o café da manhã num supermercado e me assentei no albergue Patio Hostel. Nove euros por noite.
       
      Dia 43
       
      Dormi bem, finalmente. Ao amanhecer, saí de ônibus em direção à floresta da cidade, mas me confundi um pouco com o sistema de transporte que cobra por tempo e não distância, e que não pode ser pago dentro da condução.
       
      No parque, há diversas trilhas e facilidades pra população, mas como as árvores já estavam desfolhadas, não achei muito interessante. Vi um pica-pau, ao menos.
       

       
      Almocei na base do morro, longe do centro, numa tal de City Cantina. Meu prato saiu por 6,5 euros.
       
      Já no centro histórico, conheci rapidamente todas as construções relevantes, como igrejas e palácios. Com a noite no ar, dei uma passada no shopping Eurovea.
       
      Por fim, parei no albergue e fui tomar a cerveja grátis inclusa no check-in. Acabaram me embebedando com doses patrocinadas de "spiš" de ameixa (40% de álcool) e Tatratea, uma bebida com 72% de álcool!
       

       
      Dia 44
       
      Com uma leve ressaca, tomei um ônibus na manhã até Devín. É onde ficam interessantes ruínas de um castelo medieval, destruído por Napoleão em 1809. Bem na confluência dos rios Morávia e Danúbio, a vista de cima é bela. Pra entrar, paga-se 2 euros.
       

       
      O almoço foi a algumas quadras dali, na pizzaria Valentian. Tomei uma sopa e comi uma pizza pelo total de 5,5 euros.
       
      Depois, outro busão me deixou em Sandberg. É uma maciço de arenito que se destaca na paisagem que já foi um mar, e hoje guarda centenas de espécies de fósseis.
       
      Caminhei um pouco pela trilha do geoparque, até que o dia se foi e eu retornei a Bratislava.
       
      Jantei no Subway próximo ao albergue (7,2 euros pelo sanduíche de 30 cm com bebida). Depois disso, rolou uma sessão de filmes na hospedagem.
       
      Dia 45
       
      Conheci o castelo de Bratislava pela manhã. Há uma boa vista de lá, como da torre que parece um disco voador, mas não acho que tenha valido pagar 10 euros pra ingressar no confuso museu de história.
       

       
      Na saída, almocei no buffet livre chinês Panda por 5,5 euros. Satisfeito, fui até a estação central de ônibus, onde peguei um FlixBus até Viena. Como comprei de última hora, saiu por 6 euros a passagem.
       
      Uma hora e pouco depois, cheguei na estação central de trem e ônibus, bem ao lado do albergue onde eu passaria 4 noites por 70 euros (sim, Viena é caro), o Do Step Inn Central Hostel. Todo automatizado, nem cheguei a ver recepcionista.
       
      Já escurecendo, passei por diversas feiras de Natal nas praças ao redor de igrejas enormes. Tudo bem cheio de gente.
       

       
      Mas os preços exagerados fizeram com que eu jantasse no McDonald's. Depois disso, passei num supermercado e voltei pro albergue.
       
      Dia 46
       
      Temperatura despencou; as mínimas de outrora seriam as máximas de agora, então tive que tirar da mochila a camada térmica de fleece pela primeira vez.
       
      Conheci um bocado da cidade, começando pela bizarra Hundertwasserhaus. É um edifício residencial expressionista dos anos 80.
       

       
      Atravessei o rio pra conhecer o Prater. Esse é o primeiro parque de diversões do mundo, de 1766!
       
      Na praça mexicana onde fica uma baita igreja, encontrei um "kebab" de 2 somente euros; esse foi meu almoço.
       
      Saltei de metrô até a parte mais movimentada no centro. Na igreja de São Pedro, tive a sorte de presenciar uma apresentação musical japonesa.
       

       
      Posteriormente, enquanto o céu escurecia, passei pelo palácio presidencial de Hofburg, saindo em frente a Rathaus, a prefeitura, onde rolava mais uma de tantas feiras natalinas.
       
      Adquiri minha janta e muitos chocolates baratos em uma das unidades do supermercado Penny. O barrão de Milka, por exemplo, estava custando 1,69 euros. Insano!
       
      Passei o resto da noite na hospedagem.
       
      Dia 47
       
      Comecei indo de metrô até a principal atração de Viena: o palácio Schönbrunn. Antiga residência de verão da dinastia Habsburgo, contém nada menos que 1441 quartos. Que desperdício!
       

       
      Para o almoço, reencontrei Gael, um francês que eu havia conhecido a 3 anos na Moldávia, além de sua cônjuge. Comemos no Subway mesmo.
       
      Em seguida, caminhei com eles até o museu de história militar. Como era o primeiro domingo do mês, visita gratuita. Além de todos os artefatos e história (a maioria só em alemão), havia uma feira medieval ocorrendo por lá.
       

       
      Enquanto víamos a iluminação natalina, jantamos um salgado frito de batata numa das feiras. Depois me despedi deles e segui para o Blue Bar, onde reencontrei Romi, uma das argentinas de Budapeste. O bar é pequeno, mas aconchegante e com drinques baratos, a partir de 3,9 euros.
       
      Dia 48
       
      Noite levemente abaixo de zero. Mais uma caminhada matinal no frio. Objetivo do dia: Museu Nacional de História Natural (12 euros). Achei demais esse museu, tanto que só deixei ele 5 horas depois, por motivo de fome maior.
       

       
      Almocei já à noite no havaiano 'O Io Poké, uma tigela de "poke" por 9,8 euros. Em seguida, passeei pela Mariahilferstrasse e peguei um "yakisoba" na Lucky Noodles para mais tarde, por 4,2 euros.
       
      Missão cumprida, retornei ao albergue para me preparar para partir de vez.
       
      Dia 49
       
      Peguei um trem (4,2 euros) que rapidamente chegou no aeroporto, onde voei de Wizz Air sobre os Alpes até Milão, por ridículos 15 euros. Lá, poucas horas depois, segui de TAP até Lisboa, onde precisei passar a noite para continuar ao Brasil.
       

       
      No aeroporto, peguei o metrô (50 centavos pelo cartão + 1,5 euros por viagem) até a brasileira MaHouse Guest House, onde dormi por 25 euros, pois as outras hospedagens mais baratas já não atendiam mais na hora em que eu chegaria.
       
      Dia 50
       
      De manhã, tomei o bom café da manhã incluído e o voo da TAP para Guarulhos.
       
      Ao final da tarde, finalmente a chegada em Floripa com a Gol (125 reais). Fim de viagem!
       
      Se você chegou até aqui, que tal conferir meu site agora? Rediscovering the World 



×
×
  • Criar Novo...