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Aruba e Curaçao em 10 dias

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Para nossos dez dias de férias do segundo semestre, tínhamos algumas opções. África do Sul, Equador América Central, Caribe. Ganharia a que aparecesse com desconto primeiro. Eis que em maio a Copa anuncia ótimos preços para Aruba. Vamos para lá! A promoção (menos de 1000 reais ida e volta) era para SP-Aruba. Até simulei saindo do Rio, indo para Curaçao, indo para Aruba e voltando por Curaçao (ou vice-versa), mas o preço dobrava (ou voltava ao “normal”, não sei). Então demos o tiro para SP-Aruba mesmo.

 

Nunca havíamos feito viagem ao exterior para curtir praia. Chegamos a curtir pontualmente em alguns lugares (Santorini, San Andres, Cairns), no máximo. De alguma forma eu achava estranho, ou desnecessário, viajar para lugar de praia, tendo tantas praias espetaculares pelo Brasil. Mas vale a pena. Muito.

 

Mais uma vez eu só comecei a pesquisar sobre o(s) destino(s) depois de ter comprado a passagem. E aqui no mochileiros.com há bons relatos desses lugares, geralmente (e muito felizmente!) fugindo do padrão resort-shopping-resort que vi em muitos cantos. Após rápidas leituras decidi quebrar os dias priorizando Curaçao. E praticamente não planejei mais nada até dias antes da viagem.

 

Foi a viagem menos planejada de todas as últimas que fizemos. Embarquei na ideia de que não precisava planejar muita coisa e fui em frente, desleixadamente. Apenas memorizei as coisas macro (alugar carro em Curaçao, quantos dias em cada lugar, levar bolsa térmica, botas e snorkel para Curaçao, etc.). No fim das contas acho que eu teria feito somente uma ou outra coisa diferente, se tivesse planejado melhor as coisas antes. Saiu tudo bem.

 

O roteiro era simples:

3 noites em Aruba

6 noites em Curaçao

1 noite em Aruba

E ainda tivemos algumas horas para conhecer alguma coisa do Panamá (no caso, o Casco Viejo).

 

Quando

De 19/set/15 a 29/set/15

 

Onde ficamos

[hospedagem – cidade – diária]

Buffam’s – Aruba – 65 USD

Rembrandt Apartments – Curaçao – 53 USD

Arubiana – Aruba – 70 USD

 

Gostei demais das nossas hospedagens em Aruba. Ficam na área de Eagle Beach, mas ambas requerem uma caminhada até a praia (10 minutos do Buffam’s e 15 minutos do Arubiana), e geralmente em áreas não muito amigáveis ao pedestre (sem calçada). Mas fizemos essas caminhadas numa boa, de dia, de tarde e de noite. São locais mais propensos, embora não limitados a, quem está de carro.

 

O Buffam’s é como se você estivesse na casa dos tios, ou avós, ou amigos, mas com sua privacidade. O casal americano que cuida da pousada mora no próprio lugar. Há um nítido capricho na decoração, foi o lugar mais aconchegante da viagem. Tem piscina (curtíamos toda noite), cozinha amplamente equipada. Tem pack térmico, cadeiras, tudo o q você precisa para ir à praia. Aluga snorkel, mas levamos o nosso. Café americano incluso, preparado pelo casal, sempre muito saboroso. Simples, suficiente, saboroso. E com uma boa conversa de cada manhã.

 

O Arubiana já é mais estilo pousada/hotel, com uma bela piscina no meio, funcionários e etc. As instalações são mais novas que as do Buffam’s. Mas não tem café da manhã (10 USD a mais). Também uma ótima opção econômica, em se tratando dos altos preços de Aruba.

 

O Rembrandt Apartments foi também uma opção econômica, queríamos ficar no (ou perto do) centro para passear a pé por lá de noite. Fica a 10 minutos andando do ferry para Punda. É bem simples, mas nos atendeu muito bem. Usamos muito a cozinha do ap, foi muito bom para o bolso. E tinha estacionamento fechado (em Curaçao é bom ter).

 

 

Orçamento

Nosso orçamento era de 100 USD por dia, para cada um. Exclusive passagens aéreas. Ficamos um pouco abaixo disso, graças a algumas medidas de contenção: compramos coisas no mercado e cozinhamos duas noites no quarto em Curaçao, e fizemos nosso próprio café da manhã todos os dias. Em Aruba e Curaçao também é possível comprar coisas no mercado para baratear a viagem. Sobretudo com as incômodas notícias sobre a disparada do dólar que líamos enquanto estávamos lá.

 

Fora isso, as passagens aéreas:

SP-PTY-AUA-PTY-SP (Copa) = 930 BRL cada

RJ-SP-RJ (TAM) = 250 BRL cada

Aruba-Curaçao-Aruba (InselAir) = 215 USD cada

 

A Copa vacilou feio conosco na ida. Nosso voo de conexão para Aruba foi cancelado e nos reacomodaram em um voo inexequível, que saia antes da chegada do nosso voo no Panamá. E ninguém me avisou, nem por telefone, nem por e-mail (por e-mail é básico, todas as cias aéreas fazem isso). Só descobri porque fui verificar a reserva uns 10 dias antes. Liguei imediatamente para lá e, num ótimo atendimento, nos reacomodaram num voo mais cedo. Foi até melhor, chegaríamos mais cedo em Aruba. Única coisa que não poderia ocorrer era algum atraso no nosso voo da TAM do RJ para SP (e felizmente não houve!), que havíamos comprado independentemente. Com exceção desse absurdo (imagine eu chegar para o check-in no aeroporto e descobrir que minha reserva tinha mudado, sem terem me avisado!), todas as pessoas da Copa que nos atenderam foram nota 10. Dos melhores atendimentos que já tivemos, com nítido esforço em agradar e sorrir. O avião em si é +- no mesmo padrão de Gol e TAM.

 

 

Antes do relato, observações gerais sobre a viagem e os lugares:

 

Carro, dirigir, trânsito, gasolina

Isso deveria ser comum, mas eu realmente evito dirigir no exterior em férias. A rigor, só fiz isso nos meus 20 e poucos anos e por um motivo nobre: percorrer a Rota 66, nos EUA. Eu me lembro até hoje de como foi tenso o primeiro dia. Eu era novo, o carro era automático (e eu nunca havia dirigido um assim), era um esquema inteiramente diferente do que estávamos habituados no Brasil (muito mais civilizado). Depois do primeiro de dia de tensão, relaxei.

 

Mas sigo evitando dirigir no exterior, prefiro usar o transporte público, não quero agregar essa responsabilidade, e gosto de tomar uma cerveja no meio do dia. No entanto, em Curaçao alugar carro é mais que recomendado: é imprescindível (para quem quer explorar as praias e não quer torrar uma fortuna com taxi). Dez entre dez recomendações enfatizavam isso. Ok, se tem de ser assim, que seja. O primeiro dia foi meio tenso, mas depois relaxei e foi muito melhor do que eu pensava. Com exceção do dia da chegada, quando levamos um pouco de tempo até encontrar nosso apartamento, não nos perdemos dia algum. Seja via placas, seja apenas via senso de direção, seja via google maps (viva!), deu tudo certo.

 

Há sinalização boa para Westpunt, onde ficam as melhores praias. E as praias são sinalizadas também. Única exceção é Port-Marie, que você precisa entrar em direção a St. Willibrordus. As praias do leste não (ou ao menos eu não vi), para lá tivemos de usar GPS do google maps mesmo.

 

Alugamos com o Michel Car Rental. Recomendo. Foi dica de uma amiga, acertei tudo por e-mail, não precisei adiantar nada e nem mesmo apresentar cartão de crédito – embora seja feito um contrato e o valor seja pago adiantadamente. Nos buscaram e levaram no aeroporto. Por 6 dias saiu por 222 USD.

 

O trajeto de 30-40km desde Otrobanda até as praias a oeste é bem tranquilo. A coisa flui bem, não pegamos transito, chegaríamos em cerca de meia hora, não fossem as paradas constantes no Centrum ou outro mercadinho qualquer no caminho (pra encher a bolsa térmica!). Não precisa nem acelerar, basta fluir no ritmo local.

 

Um dia que voltamos da praia, era sexta ou sábado, pegamos trânsito na volta. A estrada estava fechada para alguma festa, mas sem sinalização alguma de desvio. Felizmente sabíamos outro caminho e assim fomos. Depois que você pega o jeito, as coisas ficam mais tranquilas na ilha pra dirigir. O trânsito é tranquilo, galera dirige na paz, com eventuais e raras exceções. Para quem está habituado à selvageria do trânsito no Rio, é muita paz. Uma coisa que notei, no entanto, é que na estrada a galera não cai para o acostamento para entrar à esquerda: eles botam a seta e param na estrada mesmo. Atenção para isso!

 

Colocar gasolina foi ok, já tendo lido relatos anteriores. Conforme já relatado, é importante saber que você paga antes e coloca por conta própria. Importante saber em que lado do carro fica a entrada da gasolina. E também importante saber qual a bomba de gasolina, para não dar mole de colocar diesel. Gastamos 15 USD + 15 ANG em gasolina em toda a viagem.

 

Botas de borracha

Levamos botas de borracha que compramos em San Andrés. Não me lembro exatamente quanto custaram na época, mas seguramente foi beeeem mais em conta do que vi em Aruba/Curaçao. As botinhas são muito uteis para entrar em algumas praias, que tem muitas pedras. Usei em Kenepa Chika e Cas Abao, Katia usou em mais praias. Geralmente as praias tinha algum ponto mais fácil para entrar (Kalki, por exemplo, tem uma “área de entrada” no canto direito de quem vê o mar).

 

Mergulhar ou ficar de snorkel?

Eu aprendi a mergulhar em 2013 porque 1) eu queria e 2) eu iria para a Grande Barreira de Corais, na Austrália. Na verdade eu teria aprendido um ano antes, para melhor curtir a viagem para San Andres, mas acabei não fazendo o curso. Aprendi, mergulhei algumas vezes em Arraial e uma vez no Rio, mergulhei na GBC e depois no Abismo Anhumas no Natal de 2013. E, vergonhosamente, nunca mais. Tivesse eu me preparado mais adequadamente para esta viagem, teria feito uns mergulhos de reciclagem e teria marcado ao menos um dia de mergulho em Curaçao, escolhendo com cuidado o lugar. Mas não fiz, e não mergulhei no Caribe. No entanto, não se iluda: o snorkel por lá é qualquer coisa de espetacular.

 

É muito fácil mergulhar em Curaçao, não precisa de barco. Você chega na praia, se equipa e entra! Vi isso em algumas das praias.

 

Aliás, sobre o snorkel, levei um que tenho desde que compramos em San Andres. É guerreiro e já está bastante usado. Inclusive arranhado no visor. Ou seja, um inaceitável desleixo de minha parte para um lugar tão espetacular como o Caribe (eu tenho máscara melhor em casa, e não levei!). Ainda assim, mesmo com máscara arranhada, é absolutamente espetacular fazer snorkel por lá. Era o que eu mais fazia em todas as praias em que estivemos, exceto Mambo Beach.

 

Bolsa térmica

O que muitos no Brasil discriminam como farofada, em Curaçao e Aruba é prática comum: levar um engradado térmico com bebida e comida. É prática comum tanto de locais quanto turistas. Vi vários grupos q me pareceram holandeses fazendo churrasco (nem sempre é permitido), picnic e o escambau nas praias de Curaçao. Habitualmente as pessoas passam no mercado e forram a bolsa térmica com comes e bebes (e gelo!) para levar para a praia. Fizemos isso todos os dias. Vale muito a pena: a cerveja, por exemplo, custava 1 USD no mercado e eventualmente chegava a custar mais de 4 USD na praia.

 

Levei uma bolsa térmica dessas mais em conta que se compra na Casa e Vídeo. Bem compactada, coube na mochila numa boa.

 

O povo de Aruba e Curaçao

Uma coisa que reparei nas placas publicitarias em Curaçao é que eles usam modelos negros majoritariamente. Já difere do que estamos habituados a ver no restante da América Latina, onde os modelos adotados na publicidade são sempre padrão mais europeu, com pele mais clara. No Brasil inclusive, ainda que isso esteja mudando recentemente com ascensão da classe C. Palmas para Curaçao!

 

Em Curaçao vimos mais negros que Aruba, bem ao estilo caribenho. No entanto, as atendentes da praia Jan Thiel, por exemplo, eram todas de feições europeias (holandesas?).

 

Língua

Acho admirável como o povo local fala 4 línguas (papiamento, inglês, holandês e espanhol). E falam mesmo, sempre mandava espanhol para iniciar conversa, meio que para me dissociar dos americanos (em algumas vezes que fiz isso, me perguntaram se era venezuelano – as ilhas são muito próximas de lá e recebem muitos venezuelanos), e era facilmente compreendido e respondido. Algumas vezes vieram falar conosco em holandês.

 

As placas informativas variavam entre as línguas, mas geralmente o espanhol era excluso. As outras três línguas me parecem preponderar.

 

Tempo

Foram dias de sol, eventualmente com algumas nuvens. Havia previsão chuva nos dois primeiros dias em Aruba, mas deu sol. A chegada foi no dia mais nublado, ou menos ensolarado, da viagem. No Panamá havia previsão de chuva e trovoadas. Assim que chegamos, desabou a chuva. Mas parou quando saímos do aeroporto. Muito obrigado, São Pedro! Mais uma vez!

 

Enquanto isso eu via notícias do Rio, relatando (além da volta dos arrastões) picos de 40 graus em pleno setembro. Embora não tanto assim, lá também fazia muito calor.

 

Em Curaçao é necessário curtir praia paga?

Não, as públicas já satisfazem e são espetaculares. Kenepas, Kalki, Lagun, Daaiboodaai são ótimas e já dão excelente panorama de Curaçao. Das pagas gostei mais de Port-Marie. Jan Thiel surpreendeu positivamente (esperava uma coisa mais de badalação), mesmo com esquema meio lounge. Mambo Beach não é nossa praia.

 

Moeda

Usa-se dólar em praticamente todas as transações, tanto em Aruba quanto em Curaçao. Em Curaçao o câmbio nos estabelecimentos é fixo em 1,75 ANG/USD. Eventualmente dão o troco, ou parte dele, em florins. Mas muitas vezes recebi em dólar mesmo. Pelo que li, bancos trocam a 1,77. Achei a diferença muito pequena e relaxei em usar dólares mesmo. Li que é complicado usar notas mais altas de dólar por lá. Levamos notas de 50 e não tivemos qualquer problema.

 

Água

Tanto em Aruba quanto em Curaçao bebíamos água da bica numa boa. Geralmente havia um frigobar ou geladeira no quarto com uma jarra para encher.

 

Como eu faria hoje

Em Aruba, teria alugado carro por um dia. Iria na Baby Beach e outros cantos da ilha (teria pesquisado mais e melhor as atrações!). Se eu voltar algum dia, ficaria hospedado ao norte (Noord), perto da Boca Catalina – minha praia preferida na área.

 

Em Curaçao eu consideraria ficar em Westpunt, tal qual o Marcos Pereira fez. Eu não tenho certeza se ficaria por lá, pois era bem bacana passear de noite por Punda e Otrobanda. No fim das contas, a decisão depende muito do estilo de viagem. E seguramente teria mergulhado ao menos um dia.

 

 

Eu e meus óculos de sol

Levei um guerreiro de casa, desses que se ganha de brinde em eventos. Rachou e acabou, desfez-se em 2 dias. Comprei outro em Aruba por USD 10, no centro (em Palm Beach era 15-20). Durou quase uma semana, rachou e quebrou no mesmo lugar, no alto à direita. Comprei outro num fim de uma sexta-feira em Curaçao, por 15 ANG. No dia seguinte começou a rachar e quebrou logo pela manhã! No mesmo lugar dos outros dois. Entendi a mensagem: o Caribe não me quer de óculos escuros. Não insisti no erro.

 

Música da viagem

Set fire to the rain, da Adele. Eu não escolhi, a música é que nos seguia. Sei que já passou o tempo dela, mas ouvimos em Aruba e Curaçao, em locais públicos, e mais de uma vez em cada lugar. Geralmente isso é sinal de que é a música da viagem.

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Muito mais fotos sobre Aruba podem ser vistas no blog da Katia aqui

 

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Dia 1 - Aruba

Assim que chegamos em Aruba, fomos na InselAir para comprar nossos bilhetes para Curaçao. Tinha visto que os preços não mudavam, então deixei para comprar por lá mesmo e economizar com IOF. Saiu por 430 USD para os dois, ida e volta. De lá pegamos um taxi para nosso hotel (22 USD tabelados até Eagle Beach).

 

Conhecemos nossa pousada e seus amáveis donos, largamos nossas coisas por lá e saímos para andar. Teríamos ainda boa parte da tarde para curtir. Nesse dia fomos andando até Palm Beach, a área mais badalada da ilha, repleta de mega-resorts amplamente frequentados por americanos. Enquanto Eagle Beach tem edificações baixas e alguns pontos com cadeiras de praia, em Palm Beach são espigões e a praia inteira é tomada pelas cadeiras de praia dos hotéis. A praia é bacana, água bonita, mas muito cheia. Nesse dia apenas passeamos, apenas fizemos reconhecimento dos locais.

 

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Palm Beach

 

Depois de passear pela praia, fizemos uma pausa para recarga no Pelican. Foi onde tomamos contato com os preços (cervas a 4 USD) e cervejas que são vendidas na área. Balashi é a cerva local, e passou a ser nossa preferência. Ainda caminhamos mais para o norte, mas entramos para a região urbana de Palm Beach. São lojas, shoppings, resorts e restaurantes. Ampla presença de franquias americanas. Rodamos bastante e paramos para tomar uma cerva e comer alguma coisa.

 

Palm Beach teria sido minha primeira opção de hospedagem, mas as diárias estavam acima dos 100 USD, achei excessivo. O lugar que muitos recomendam, Cariña Apartments, estava cheio (deixei para reservar hospedagens pouco tempo antes da viagem – outro sinal de falta de planejamento!) e, salvo engano, também tinha diárias acima de 100 USD. É mais confortável ficar por lá, para bater perna de noite. Mas achei Eagle Beach mais interessante para curtir praia. Ou Noord, que talvez seja minha escolha se um dia voltar a Aruba.

 

Depois de passear um pouco mais, curtimos o entardecer nublado e voltamos andando para Eagle Beach, pela praia novamente. Ainda curtimos uma piscina noturna na pousada.

 

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Restaurantes em Eagle Beach ao anoitecer

 

 

Dia 2 - Aruba

Tiramos esse dia para percorrermos todo o litoral desde Eagle Beach até o California Lighthouse a pé. Parece muito, mas andamos mais que isso nas nossas viagens. Foi uma boa oportunidade de conhecermos praias menos badaladas, como Malmok, que é ótima para snorkel, mas complicada de entrar por conta dos recifes, Hadicurari, onde (se não me engano com nomes e lugares) a galera do windsurfe faz a festa, e as duas de que mais gostamos: Boca Catalina e Arashi. Curtimos muito Boca Catalina. Coloquei o snorkel e vi como era bom de ver peixes por lá. Foi quando descobri também que a câmera aquática estava descarregada, sem uso desde nossa viagem a Caldas Novas. E eu nem para ter antevisto isso e carregado no dia anterior...

 

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Palm Beach

 

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O mega complexo Riu, em Palm Beach

 

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Hadicurari

 

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Malmok

 

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Boca Catalina

 

 

Depois de algumas paradas seguimos direto para o California Lighthouse. Deve ser estranho ver dois malucos subindo aquela estrada sozinhos, debaixo de sol do meio-dia. Na verdade há uma trilha que corta caminho, que pegamos na volta. Na ida é complicado identificar.

 

O Lighthouse não tem nada demais, o barato de lá é o visual. Tem um restaurante, onde tomamos algumas Balashis para celebrar. Preços surpreendentemente abaixo dos praticados em Palm Beach (acho que a cerva saía por 3 USD). Curtimos um tempo por lá, depois descemos a longa escadaria e fomos curtir Arashi Beach. Curtimos um tempo na praia, depois pegamos o busum de volta para Palm Beach. Como era domingo, o busum demorou. Depois descobri que teria sido melhor andar até Malmok, porque há linhas que fazem ponto final lá. Malmok fica perto.

 

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Visual da região do Lighthouse

 

Aliás, uma dica para quem andar entre Eagle e Palm Beach de chinelos (ou em qualquer canto da ilha): evite pisar na vegetação. Ela é geralmente espinhosa. Algumas vezes o espinho chegou a furar a sola do chinelo!

 

Em Palm Beach curtimos o por do sol (nesse dia teve sol!) e depois catamos um lugar para jantar. Acabamos escolhendo o Chiuaua, de comida mexicana e preços aceitáveis. Como tantos outros, é feito para americanos de férias, com saudações na chegada, pausa para jogar bebida goela abaixo de alguém, ficar gritando ho-ho-ho, etc. Aquela coisa. A comida é boa, satisfez.

 

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Por do sol em Palm Beach

 

Nesse dia voltamos andando novamente para Eagle Beach. Dessa vez por dentro. Nada a ver, se é pra voltar a pé, que seja pela praia. Por dentro não é nada amigável ao pedestre.

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Dia 3 – Aruba

Nesse dia pegamos o pack térmico da pousada, passamos no mercadinho local e enchemos de cervas e gelo. Pegamos o busum para Arashi. O motorista avisou que só ia até Malmok. Sem problema, fica perto. Chegando lá ele falou que tinha tempo de sobra, então nos levou até Arashi mesmo. Ahahaha, sensacional!

 

Como chegamos cedo, arrumamos uma barraca pública e esticamos nossa toalha na areia. Tinha umas cadeiras para alugar, mas não vi quanto era. Curtimos bastante. Dessa vez levei a máquina aquática devidamente carregada.

 

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Arashi

 

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Vida marinha em Arashi

 

Depois de um tempo fomos novamente para Boca Catalina, nossa praia preferida em Aruba. Ficamos na sombra, numa área de cactus quase em frente a uma casa sinistra de grande e refinada. Snorkel maravilhoso por lá, não dava vontade de ir embora. Mas fomos, nosso plano era curtir o entardecer no centro, Oranjestaad. Conhecer um pouco do centro da ilha.

 

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Casa estilo Jurerê em Boca Catalina

 

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Não precisa nem de snorkel em Boca Catalina...

 

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...mas o snorkel ajuda a ver tudo isso

 

Voltamos para Eagle Beach de busum, tomamos um banho e pegamos um busum para o centro. Passeamos por lá (também cheio de shoppings), andamos no bondinho (nem precisa, ele percorre uma área muito pequena, fácil de fazer a pé) e escolhemos o West Deck para curtir um fim do dia. Boa escolha, com belo visual e preços surpreendentemente dentro do nosso padrão!

 

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Centrinho de Aruba (Oranjestaad)

 

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Fachada do museu arqueológico (não entramos, estava fechado naquele dia/hora)

 

Nesse dia voltamos de van, que pegamos no ponto final mesmo. É um pouco mais em conta que o busum!

 

 

Dia 4 – Aruba

Nosso último dia em Aruba foi dedicado a curtir Eagle Beach. Repetimos o esquema das cervas e gelo no mercadinho, pegamos cadeiras na pousada e lá fomos. Ficamos numa barraca pública e curtimos a leseira. Acho que em Eagle Beach sempre tem estrela do mar.

 

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Eagle Beach

 

Voltamos para a pousada de tarde, onde fizemos o check out e pegamos um taxi para o aeroporto. O voo até Curaçao foi tranquilo.

 

Curaçao

Chegamos, pegamos o carro e já era noite. Fomos guiados pelo google maps, erramos uma entrada, mas chegamos. Fizemos o check-in, deixamos as coisas no apartamento, largamos o carro e descemos para conhecer Otrobanda. O centro fica a uns 10 minutos de caminhada de onde estávamos hospedados. À primeira vista, pode amedrontar, porque é um trajeto bem vazio e escuro. Mas foi tranquilo. Fizemos isso quase todos os dias. O centro de Otrobanda estava meio vazio também.

 

A famosa ponte que liga Otrobanda a Punda estava fechada para obras, então era só via ferry mesmo. Pegamos o ferry e fomos bater perna em Punda. Novamente tudo muito vazio e muitas coisas fechadas. E com obras de restauração. Depois vimos que a coisa de noite por lá é assim mesmo, as pessoas jantam cedo e tudo fecha cedo.

 

Acabamos caindo numa área bem turistona, cheia de restaurantes à beira-mar, a Waterfront Arches. Decidimos dar uma esbanjada para celebrar a chegada e fomos no Perla del Mar. Pela vista e também por que tínhamos recomendação. Foi bom, mas muito caro para nosso padrão (pratos na faixa de 25 USD), achamos que o custo-benefício não valeu a pena. Fim das esbanjadas gastronômicas, ehehehe.

 

Nas outras vezes em que comemos na cidade, fomos no Café Whilhelmina, que tinha preços dentro da nossa faixa, a 15-20, e foi muito bom. Fomos também no Burgerbar, no Rif Fort, em que você monta seu hambúrguer conforme quiser. Também foi bom, também na faixa de preço aceitável.

 

Dia seguinte era dia de praia.

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Dia 5 - Curaçao

Eu estava meio tenso de conseguir me virar nas estradas de Curaçao, mas foi bem tranquilo. Ainda passamos no famoso supermercado Centrum para forrar nossa bolsa térmica. Tomaríamos nosso café da manhã na praia mesmo.

 

Nossa primeira praia em Curaçao foi Kenepa Chika. Chegamos lá tranquilamente. Basta seguir as placas para Westpunt e depois ficar atento às placas para Kenepa (ou Lagun, que é na mesma direção). Chegamos na Chika com muito pouca gente por lá. Havia um segurança (vimos um segurança em quase todas as praias por onde passamos) e uma barraquinha vendendo comes e bebes. As informações que eu tinha é que não haveria nada para vender por lá. Já tem sim! Mas nada de álcool. Aliás, a moça que estava na barraca naquele dia era muito simpática (e muito bonita), sorridente. Achou que eu falava papiamento e chegou a falar português comigo. Falou que aprende com os brasileiros que aparecem por lá.

 

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Kenepa Chika

 

O snorkel na Kenepa Chika é excelente. Foi uma das praias em que coloquei a botinha para entrar. Ficamos por lá toda a manhã, instalados numa barraca pública.

 

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Vida marinha na Chika

 

Depois da Chika seguimos para a Kenepa Grande. Entre a Chika e a Grandi há um lugar para parada, um mirante também belíssimo.

 

Kenepa Grande talvez seja a praia mais bonita de Curaçao. O estacionamento estava cheio e havia um ônibus parado por lá. Sinal de lotação! Depois de um razoável tempo para admirar o estonteante visual, aquela inacreditável cor daquele impressionante mar, descemos para a praia. E havia espaço sim. Encontramos uma sombra e um tronco de árvore onde nos acomodamos tranquilamente. Havia cadeiras para alugar, mas dispensamos. Havia uma galera local fazendo um churrasco regado a um som local.

 

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Kenepa Grande. Parece piscina -- e das boas. Só que é ainda melhor.

 

Passamos a tarde por lá, curtimos bastante. É uma grande piscina com uma cor extraordinariamente espetacular. É aquilo que temos no subconsciente como “cor de mar caribenho”. A praia tem também um barzinho, bem simples. Nosso filtro solar estava no fim e tínhamos esquecido de comprar um no mercado. Tentei tanto na barraquinha da Chika quanto nesse bar, mas não vendiam (nas praias pagas sempre tinha lojinha vendendo!).

 

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Tirei poucas fotos na Grandi. A praia é estupidamente bela, mas não tinha tantos peixes.

 

Na volta viemos parando por algumas praias pelo caminho, para dar uma olhada. Playa Jeremi foi a primeira. Pareceu legal, mas na média. Paramos na Playa Lagun depois. Essa eu gostei muito, imediatamente coloquei na lista para o dia seguinte.

 

Chegamos ainda de dia em Otrobanda, então ainda deu tempo de sair e curtir melhor a cidade. Nesse dia jantamos no Café Whilhelmina, lugar cheio de holandeses. Bom custo-benefício.

 

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Isso é uma coisa bacana de Curaçao: eles colocam placas nas mansões históricas -- geralmente reformadas -- para contextualizar.

 

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Cruzando o canal, com Punda ao fundo

 

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Dia 6 - Curaçao

No nosso segundo dia de praia, escolhemos a Lagun pra passar a manhã. Chegamos meio tarde, 10hs, e ficamos até o começo da tarde. Alugamos uma cadeira dessa vez (7,50 florins). De manhã cedo, com pouca gente, galinhas passeavam na área com seus pintinhos. E uma iguana transitava livremente entre os poucos banhistas, buscando uma frutinha venenosa (para humanos) que tem na região. Aliás, fruta que tem em várias praias (em todas há placas informando que são venenosas).

 

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Nossa companheira de praia

 

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Alimentando-se do fruto proibido

 

Em Lagun havia uma tartaruga nadando bem perto da praia. Foi o único lugar em que vi uma.

 

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A única tartaruga da viagem

 

O snorkel lá foi espetacular, muito bom mesmo. Numa das vezes em que entrou no mar, Katia conseguiu perder o snorkel. Ainda procurei um bom tempo com a máscara, mas não encontrei. Avisei alguns mergulhadores que estavam na área, mas acabei subindo para um hotel (Bahia) que tem logo acima (com visual espetacular da praia!) e comprei outro. Só tinha snorkel de qualidade, então morri numa grana. Pouco tempo depois alguém achou o snorkel e deixou na areia da praia, na direção em que havia sido perdido. Perguntei nos arredores, mas não encontrei a boa alma para agradecê-la.

 

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Vida marinha

 

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Vida marinha em profusão

 

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Mergulhadores ao fundo

 

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Local fazendo pose no cenário cinematográfico

 

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O cenário cinematográfico (a partir do Bahia Hotel)

 

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Outro local fazendo pose

 

Depois de Lagun, pegamos o carro e seguimos mais a oeste. Paramos na Playa Forti, que também proporciona um belo visual.

 

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Playa Forti

 

Mas ficamos só na fotografia mesmo, queríamos curtir a Playa Kalki. Tinha lido que lá é bom para snorkel, e que a praia é nada tanto assim. Exato. Além de ser uma praia mais cara também: cadeiras a 6 USD. E quase não tinha sombras disponíveis, além de a faixa de areia ser curta. Chegamos lá umas 14:30 e curtimos bastante. Snorkel excelente, vi alguns cardumes. Muitas pedras para entrar do lado esquerdo da praia (onde tem o bar), e uma área bem melhor do canto direito.

 

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Lado esquerdo cheio de pedras

 

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Que beleza, né?

 

Causo: Enquanto estávamos na praia de Kalki, eis que uma mulher da barraca ao lado trocou de biquíni na maior! Tirou o biquini, ficou peladona, colocou outro. Achei bacana a naturalidade com que ela fez aquilo.

 

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Cardumes na Kalki (a água estava meio turva naquela tarde)

 

No fim da tarde voltamos. Ainda paramos na Playa Santa Cruz para conhecer. Estava completamente vazia! Ninguém!

 

Nesse segundo dia, depois da esbanjada meio frustrante no Perla del Mar, decidimos fazer comida no ap. Na volta da praia, passamos no Centrum e, com cerca de 10 USD, fizemos comida para os dois para duas noites. Uma garrafa de vinho chileno mais em conta no mercado sai mais barato que duas cervejas na praia. Baita economia!

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Dia 7 - Curaçao

Tiramos o terceiro dia para conhecer as praias a leste do centro. Jan Thiel foi nossa primeira parada. É paga e toda meio estilo beach lounge, ou coisa parecida. Eu, carioca habituado às praias da cidade, acho aquilo tudo diferente. Mas acho que rola coisa parecida em Jurerê, não sei (quando fui lá, fiquei na areia mesmo). De qualquer forma, gostamos muito de Jan Thiel. Dessa vez alugamos espreguiçadeiras para os dois. O snorkel surpreendeu positivamente, esperava bem menos. Vi muita coisa, muitos peixes. Ainda que não seja como como Lagun, Kenepa Chika, etc. A praia é frequentada por holandeses, majoritariamente. Chegar lá foi OK via google maps. Não vi indicação para entrar para lá a partir da estrada principal.

 

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Jan Thiel

 

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A surpreendente (pq eu esperava pouco) vida marinha em Jan Thiel

 

De tarde fomos para Mambo Beach. De fato lembra um pouco Muro Alto (PE), com a barreira de corais à frente. Tal qual as outras praias pagas, paga-se para entrar e, se quiser, para usar as espreguiçadeiras. Curtimos o resto da tarde por lá. A praia em si, achei a menos interessante das que conhecemos. Acho que o forte de lá deve ser a badalação. Gostei muito da região do canto esquerdo, onde tem o bar Hemingway, achei a água mais bonita e achei que tinha menos gente.

 

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Mambo Beach

 

Nesse dia fomos bater perna no Rif Fort (um shopping a céu aberto dentro de uma antiga fortaleza) e jantamos por lá.

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Dia 8 - Curaçao

Era dia de curtir Port-Marie, praia paga também. Não havia sinalização de onde entrar, mas basta seguir placas para St. Willibrodus que chega lá. No caminho paramos numa área em que há criação de Flamingos. Há alguns poucos, e eles ficam ao longe. Mas vale uma rápida parada.

 

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Flamingos no caminho

 

Como chegamos cedo, escolhemos um ótimo lugar (= mais sombra) para ficar. Consta no site que a praia abre às 9:30, e chegamos exatamente nesse horário. Mas já tinha gente lá. Acho que abre antes, na prática.

 

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Port-Marie

 

Port-Marie foi a praia paga mais bacana que conhecemos, ficamos quase o dia todo por lá.

 

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Esse aqui vive camuflado na areia, mas aqui estava bem nítido

 

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Peixarada

 

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Esse camarada parecia interessado na câmera

 

No fim da tarde partimos para a Playa Daaiboodaai, para curtir o por do sol. Havia uma galera, que me pareceu ser de holandeses, fazendo churrasco, um grande grupo. Vi um casal fazendo churrasco numa grelha do tamanho de uma panela, muito bacana! Mergulhei um pouco, mas já estava escuro para snorkel. Também achei uma ótima praia. Curtimos o por do sol e voltamos para Otrobanda. Dia de jantar no ap!

 

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Por do sol em Daaiboodaai

 

Dia 9 - Curaçao

Dia de conhecer a outra praia paga, Cas Abao. Chegamos lá às 9hs. Estava bem tranquila, muito pouca gente. Deu pra escolher de forma certeira nossa barraca. Ficamos numa boa sombra do lado esquerdo, onde havia ainda menos gente.

 

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Cas Abao

(a galera da barraca ao lado tinha um mega farnel, acho que cada um tinha levado alguma coisa pra comer)

 

Foi outro dia de leseira e muito snorkel. Eu ia margeando as encostas e de vez em quando me via bem distante da praia. Mas voltava com calma, curtindo o mar. De um modo geral, o snorkel melhorava de tarde, o mar ficava mais calmo, o que permitia melhor observação. Nesse dia voltamos no meio da tarde. Seria nossa última noite em Curaçao e era aniversario da Katia.

 

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Peixão

 

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Reluzente

 

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Esse aqui era pequenininho, e muito bonito; não consegui foto melhor

 

Escolhemos o Le Gouverneur para jantar. Como era um jantar especial, reservamos uma mesa na disputada varanda. O visual é muito legal. Descobrimos que o lugar tem a própria cerva, foi então nossa primeira (e única) artesanal desbravada na viagem! Gostei muito da sopa de banana e do prato local de carne ensopada. Foi uma semi-esbanjada que valeu a pena, jantar muito bom. Momento muito bom.

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Dia 10 - Curaçao

No nosso ultimo dia em Curaçao, decidimos fazer um dia de caminhada arquitetônica pela cidade. Um dia urbano, sem praias. Arrumamos tudo, fizemos o check-out e deixamos o carro no estacionamento do Rif Fort. Já conhecíamos uma rua com belas casas em Otrobanda (Hoogstraat), então decidimos explorar mais Punda e Schornel.

 

Aliás, uma dica de estacionamento é deixar o carro no Rif Fort (Hotel Renaissance). Nenhum lugar se responsabiliza pelo seu carro mesmo, lá pelo menos é fechado, grátis e fica na sombra.

 

Primeira parada do dia foi visitar o excelente complexo Kura Hulanda. É uma área (um bairro?) inteiramente revitalizado que transformou-se em hotel. Mas aberto ao público, livremente. Bem charmoso. Tem ainda um interessante museu, que mostra temas como escravidão, o papel do negro, e, consequentemente, um pouco da História de Curaçao. Bem legal, o complexo.

 

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Kura Hulanda

 

Enquanto esperávamos a barca para cruzar o rio, notei que a água é cristalina mesmo no canal que liga Punda a Otrobanda. E isso na área das barcas, onde há sujeira na água. Ainda assim, observa-se os peixes e até mesmo o fundo. É o mar do Caribe!

 

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A praça principal de Willemstad e o símbolo de Curaçao

 

De dia a cidade é bem mais viva! O bairro de Schornel concentra várias belas mansões revitalizadas, e algumas também belas, mas abandonadas (geralmente vendidas a alguma empresa que vai futuramente revitalizar). Foi um belo e longo passeio. Contornamos o lago e retornamos ao centro de Punda pelo outro lado. Sob sol forte na cabeça!

 

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Exemplos arquitetônicos do bairro Schornel

 

Nesse dia almoçamos no mercado (old market). Tinha a dica de que era uma boa oportunidade de comer algo mais típico a um bom preço. De fato. Mas não achei nada de mais a comida. Pode ter sido nossa escolha, no entanto (há alguns restaurantes no lugar, você passa e vai vendo a comida sendo feita e/ou o cardápio de cada um).

 

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Almoço no velho mercado

Depois de passear mais, pegamos o carro e embicamos de volta. Era hora de partir para Aruba.

 

Aruba

Dessa vez o voo atrasou um pouco, mas foi tudo ok. Exceto pela imigração, que foi lenta pacas.

Na verdade, nas duas vezes que entramos em Aruba a imigração foi bem lenta. Levou mais de meia hora na primeira vez, com apenas 1 ou 2 atendendo por fila. Deu problema com um na nossa fila e a fila e então... Simplesmente parou. A fila não é única. Na segunda vez foi ainda pior, porque pegamos uma fila de uma excursão da Venezuela. E demora pacas para cada um passar, acho que venezuelano tem de pagar alguma taxa. Ficamos quase uma hora naquele absurdo.

 

Depois do parto na imigração, pegamos o taxi, chegamos no hotel e logo saímos para um mercado próximo. Vinhozinho para celebrar nossa última noite, à beira da bela piscina do hotel.

 

 

 

Dia 11 – Aruba / Panamá

No último dia de viagem acordamos bem cedo, tomamos um rápido café e fomos andar na praia. O Arubiana era ainda mais distante da praia Eagle Beach, mas foram exatos 15 minutos andando até chegar lá. Optamos por andar para o outro lado da praia, direção sul, que ainda não havíamos explorado. Fomos até Divi Beach, ou Druif Beach (nomes se confundem com os resorts, pelo visto). Vimos muita gente tomando café da manhã na areia, nessa área de resorts mais ao sul. E gente pescando! Voltamos para Eagle Beach para um último mergulho.

 

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A árvore Divi-divi

 

Enquanto curtíamos nossos últimos momentos de praia, chegou uma galera da terceira idade na praia. Bem típico de excursão, grandes grupos. A galera se espalhando pela praia, em busca das barracas públicas para sombra. Um casal foi compartilhar a grande barraca em que a Katia tinha ficado me esperando para eu dar um último mergulho e conversamos um pouco com eles. Eram suíços aposentados fazendo um cruzeiro ao redor do mundo! Já estavam há algum tempo viajando, cruzariam o canal do Panamá em seguida e navegariam ainda até o fim do ano. Muito legal!

 

Voltamos ao hotel, curtimos um pouco da piscina e adeus! Hora de partir para o Aeroporto e conhecer o que fosse possível da cidade do Panamá.

 

Bônus: Cidade do Panamá (Casco Viejo)

Quando compramos a passagem pela Copa havia a opção de pegarmos um voo mais cedo para o Panamá e termos 7 horas de conexão na cidade. Excelente oportunidade de conhecer alguma coisa de lá. Por várias vezes tentei encontrar passagens a preços aceitáveis para o Panamá em feriadões de fim de ano ou Carnaval, mas nunca encontrei, era sempre absurdamente caro.

 

Com 7 horas de conexão, estimei que teríamos umas 4 horas para curtir a cidade (ida e volta para o aeroporto inclusas). Inicialmente até pensei em tentar algum tour, nem que fosse pagando algum taxista por hora. Depois desencanei e resolvi ficar só no Casco Viejo mesmo – a parte velha das cidades são as que nos atraem. Decisão acertada!

 

Assim que o voo chegou, a chuva desabou. Felizmente a chuva parou quando saímos do aeroporto. Amem! Tinha verificado antecipadamente que o preço tabelado do taxi para o centro era de 30 USD. Era isso mesmo. Largamos nossas mochilas num locker logo depois da saída (5 USD por peça) e pegamos o taxi. Que era uma van, na verdade.

 

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A Praça Independência e a Catedral ao fundo

 

Andamos por tudo quanto foi rua daquela pontinha comumente chamada de Casco Viejo (ou Casco Antiguo). Lembra um pouco Cartagena, na Colômbia. Mas não tão bem conservado quanto a cidade colombiana. O Casco Viejo está há alguns anos em revitalização, mas ainda tem várias áreas degradadas. Nesse sentido lembra um pouco São Luís, pela destruição e degradação. Mas o Casco tem uma área bem mais viva a que São Luís, além de estar bem mais revitalizado. Parece ser uma área muito boa de se curtir de noite também. Chegamos a curtir o começo da noite lá.

 

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A arquitetura do Casco Viejo, no Panamá, que me lembra Cartagena, na Colômbia.

 

Curtimos bastante a região, rodamos por umas 3 horas sem pressa e no fim da tarde paramos numa área perto da Plaza Bolivar para curtir o momento com umas cervas locais. Depois era hora de voltar.

 

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Área ainda a revitalizar -- e os problemas sociais que isso também provoca

 

Fomos para a Praça Independência para negociar com algum taxi. O primeiro deu preço de 35 USD, falei que não. Ele perguntou quanto eu oferecia. Falei 25 USD. Ele topou na hora. Dei mole, deveria ter oferecido 20! Eu sabia que a volta era mais barata. Aliás, o trânsito no Panamá já é mais próximo da selvageria brasileira. Inclusive com carros no acostamento durante trânsito (nosso próprio taxi, por exemplo!).

 

Partimos então para o trecho final Panamá-SP-Rio. Chegamos cedo em SP, conseguimos adiantar nosso voo para o Rio.

 

E assim foi mais uma viagem desbravando algum canto do mundo.

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      Compramos as passagens dia 20 de agosto para viajar dia 25 de setembro. Ou seja, praticamente um mês para organizar tudo. Mas como foi só um destino e apenas 10 dias, foi tempo suficiente.
      Pagamos R$ 3.650,00 (já com taxas e IOF de câmbio no cartão) nas duas passagens, de Guarulhos a Curaçao, direto no site da Copa Airlines.
      O seguro viagem, sempre contrato o da April Coris por meio da ClickTrip. Usei na Tailândia e fui muito bem atendida. Não deixe de cotar com eles (email da representante: [email protected]).
      Tivemos a falta de sorte de pegar a pior cotação do dólar. Assim que comprei as passagens, comecei a pesquisar e acompanhar especialistas. E vi que até a data do embarque, a previsão era de subir ainda mais. Não tínhamos escolha, compramos 1.500 dólares a 4,24. E tivemos alguns gastos no cartão.
      Embarcamos dia 25/09, à 1h30 da manhã, voo de 7 horas até a Cidade do Panamá, e outro de 2h até Curaçao. Chegamos ao meio-dia do horário local, que está a 1h a menos que no Brasil.
      Não gostei do avião. Era bem simples, apertado, minha tela interativa estava com o touch bem ruim.... como o voo foi de madrugada, serviram apenas bebida e um mini saquinho de chips ou cookies, igual da gol. E um pouco antes de pousar no Panamá serviram um lanchinho pequeno de peito de peru e queijo.
      Os valores estarão marcados com:
      U$ = dólar (1 real = 4,24)     R$ = real       Fl = Florim das Antilhas Neerlandesas (1 real = 2,20 florins)
       
      Primeiro dia – 25/09/18
      Assim que desembarcamos, fomos procurar o balcão da Europcar para pegar nosso carro que alugamos a partir da RentalCars.com. Havíamos solicitado a retirada para as 13h.
      Então descobrimos que não há balcão da Europcar no aeroporto de Curaçao. Mas uma espécie de ponto de ônibus, no estacionamento, onde temos que sentar e esperar alguém da empresa nos buscar. Aguardamos uns 10 minutos e a van chegou. Fomos levamos ao escritório deles, que fica a poucos minutos do aeroporto. Lá, além do aluguel já cobrado em nosso cartão, soubemos que tínhamos que pagar por mais um seguro: ou eles bloqueariam 750 dólares de calção em nosso cartão, e em caso de qualquer dano que ocorresse, pequeno ou grande, seriam descontados... ou pagávamos mais 20 dólares por dia para ter tranquilidade. Claro que optamos pelos 20 dólares por dia, pois imagine só quebrar apenas um farol e ter que descontar os 750 dólares???? Ridículo.... ou seja, não indico a Europcar.
      Pegamos nosso Fox 1.0 automático e partimos conhecer o centrinho de Willemstad. Usamos o maps.me offline e funcionou muito bem. Lembrando que carro é imprescindível em Curaçao.

      Ponte Queen Juliana
      Fomos direto para a praça Wilhelmina, Whileminaplein. O estacionamento é pago e a máquina só aceita moedas locais. Então compramos um lanche no Subway rapidinho, pagamos em dólares e o troco foi dado em florins. Voltamos correndo pra máquina antes de levar multa! Pagamos para ficar 1h. O uso da máquina é bem intuitivo.


      A ponte pode se mover enquanto voce está nela, não tem problema!!!! é bacana!!!!


      Uma mini Holanda colorida!!!!
      Caminhamos até a ponte Quenn Emma, pegamos bem a hora que ela ia abrir para passar um barco!! Demos uma voltinha até o Riff Fort, olhamos a feirinha ali no começo de Otrobanda e já voltamos para a ponte. De volta à Punda, pegamos o carro e partimos para o mercado Centrum de Piscadera, pois era caminho para o apartamento que alugamos em Wespunt. Não queríamos demorar muito, pois nosso ap estava a 40km dali, e queríamos chegar ainda de dia.
      Compra feita, seguimos para o extremo oeste da ilha. Lembrando que não há mercado nem restaurante para aquelas bandas!!! Apenas algumas vendinhas que fecham cedo.
      Obs.: Como eu tinha visto que as melhores praias de Curaçao ficam em Westpunt, decidi que nos hospedaríamos metade da viagem lá, para poder aproveitar bem. Bom isso alugamos um apartamento e nos dispusemos a cozinhar em casa. Pela manhã, tomávamos um super café e preparávamos lanchinhos, snacks e bebidas na térmica para passar o dia na praia. Final do dia fazíamos janta. As carnes vermelhas que compramos no mercado estavam divinas.... também não comi frutos do mar e evitei comer fora porque estou grávida.
      Claro que alem das precauções por causa da gravidez, este é realmente nosso estilo de viagem!!!!! E foi tudo perfeito!

      Maridón master chef!!!
      Cerveja água aeroporto panamá - U$ 9,5
      Aluguel carro – R$ 1.000
      Seguro carro – U$ 100
      Subway + coca – U$ 15
      Estacionamento -  1 Fl
      Mercado Centrum  - 125 Fl
      Nos Krusero Apartment – U$ 243 / 4 diárias
       
      Segundo dia – 26/09/18
      Café tomado e lanches prontos, seguimos à primeira praia do dia que, a propósito, estava a apenas alguns passos de nosso apartamento... uns 100mt... Praia Kalki. O sol estava meio encoberto e, mesmo assim, já deu pra notar o que nos aguardava!!!! Que praia linda!!!! Sem falar que o snorkel ali foi sensacional... um verdadeiro aquário!! Passamos a manhã toda ali.

      Isso porque estava sem sol!!!!

      De lá, pegamos o carro e demos uma paradinha para conhecer a Praia Piskado, bonitinha, mas cheio de barcos de pescadores. Seguimos para o mirante da Praia Forti.

      Praia Forti
      Ao lado do mirante há um restaurante com uma vista dessas pra almoçar!! Não comemos ali, mas li em blogs que é bom.
      Então dirigimos mais 5km até a grande estrela de Curaçao: Kenepa Grandi. Do estacionamento, já avistamos o azul surreal daquele mar!!!! E olha que o dia ainda estava um pouco nublado!

      A linda Kenepa Grandi! Dava para avistar tartarugas!
      Como já era meio da tarde, passamos na Kenepa Chica, ao lado da Grandi, apenas para ver se era bacana, e tivemos a certeza que seria a primeira praia do dia seguinte!! Então voltamos para a “nossa” praia, a Kalki, para ver o por do sol.... uaaaaau!!!!!

      Um pelicano passou bem na hora da foto!!!!
      Água pequena em Kenepa Grandi – U$ 2
       
      Terceiro dia – 27/09/18
      Chegamos à kenepa Chica às 9h40. Só havia um casal além nós 2. Nem os meninos que cobram pelo aluguel das espreguiçadeiras estavam lá! (Custa U$ 3 só a cadeira, e U$ 15 duas cadeiras + guarda-sol). Coloquei a canga embaixo de uma árvore e fui admirar e fotografar aquele pequeno paraíso antes de cair na água!

      Fala sério!!!!
      Ficamos um bom tempo ali. Ótima para snorkel próximo às pedras. Depois pegamos o carro e 3km depois paramos na praia Jeremi. Tem um mirante lindo também. Meu marido fez snorkel e também gostou muito. Essa praia não é tão bonita a parte da areia, por ser mais escura e ter muitos restos de corais, mas o mar é igualmente magnífico, e estava bem vazia!

      Linda!!!!!
      Já devia ser umas 13h quando seguimos menos de 1km para a praia Lagun. É linda, bem pequena e tem uns 3 ou 4 hotéis próximos, então estava bem lotada. Apenas tiramos fotos e seguimos para Cas Abao (uns 15km de Lagun), uma das praias pagas de Curaçao. Há um pequeno trecho de estada de chão, tranquilo. Gente, que praia magníficaaaaaa!!! Uma piscina salgada gigante diante de nós!!!!! Praia azul piscina cristalina, de grande extensão, ótima para snorkel, e para quem gosta, estrutura com cadeiras para aluguel e restaurante. Mas eu me interessei mesmo pelo mar!!!!! Ficamos na praia até seu horário de fechamento (16h)

      Playa Lagun

      Cas Abao


      Como Cas Abao fica mais próxima do centro da ilha, resolvemos passar no mercado fazer mais uma comprinha, inclusive de protetor solar, porque levei apenas 1 pequeno pra não ter que despachar mala, já estava acabando... e eu sou a neurótica do protetor!!! Ainda mais grávida!
      Água 2l na vendinha – 2.50 Fl
      Cas abao – taxa por carro – U$ 6
      Cerveja + refri - 12,50 Fl
      Mercado -  117,8 Fl
       
      Quarto dia – 28/09/18
      O dia amanheceu lindo, ensolarado. Então partimos direto para Kenepa Grandi tirar mais fotos daquele mirante incrível e nadar naquele piscinão!!!!!!

      Pancinha de 6 meses!!!!

      O snorkel nessa praia não é muito bom. Então seguimos para nossa praia preferida em Curaçao: a Kenepa Chica!!!

      Nossa preferida!!!!!
      No meio da tarde eu estava bem cansada e decidimos voltar para o ap. Mas antes seguimos conhecer o lugar chamado Watamula, extremo da ilha, onde as ondas batem com força e formam buracos nas pedras... bem interessante!!!

      Curtimos um pouco a piscina da nossa pousada e fomos descansar. Meu pique de grávida estava já bem cansado!!!!!

      Nesse dia não houve gastos.
       
      Quinto dia – 29/09/18
      Como era o dia do nosso check-out nesse ap, decidimos passar a manhã na praia do nosso quintal!!! A Kalki!! Estava uma linda manhã!

      Amiguinho!
      Após o almoço, com as tralhas no carro, pegamos estrada rumo ao novo ap, mais pro leste da ilha (46km no total). Pelo caminho, passamos conhecer a reserva dos Flamingos.


      Após os trâmites do check-in, fomos dar um rolê à pé na avenida próxima ao novo ap, onde havia uma espécie de piscina pública, uma pequena baía de águas calmas feita artificialmente, lotada de moradores, afinal era domingo!!
      Mas um pouco de caminhada e chegamos ao Mambo Beach Boulevard, complexo com restaurantes e lojas, alem de um beach club. Tomamos um sorvete, admiramos um pouco o local e voltamos pra casa já próximo ao entardecer.
      Nesse dia, resolvemos ir ver o centro e a ponte Queen Emma à noite. Aproveitamos para jantar no restaurante Iguana, na beira do canal que divide Punda e Otrobanda. Pedimos 2 pratos, um com frango empanado, salada e batatas, outro chamado churrasco, com carne vermelha, de porco, salmão e de frango, arroz e batata frita. Gente, foi um exagero! Muita comida para duas pessoas!!!! Estava uma delícia!!!



      Águas e sucos no mercado chino -  9,75 Fl
      Apartamento - U$ 170 – 3 diárias + taxa de limpeza
      Sorvete – 10 Fl
      Imã de geladeira – U$ 7
      Jantar restaurante Iguana – U$ 53
       
      Sexto dia – 30/09/18
      Na noite anterior, perguntamos aos donos do apartamento (muito queridos, por sinal, Jamile e Sean), se conheciam alguém de confiança que tinha carro para alugar, pois hoje tínhamos que devolver o nosso Fox. Então o Sean nos passou o contato da Diane e, pelo whats, negociamos o carro dela por U$ 35 a diária. No contrato, em caso de danos, teríamos que pagar a franquia do seguro dela (U$250). Achamos um bom negócio. Também deixamos U$ 200 de calção.
      Pegamos o Fox e seguimos para a casa da Diane. Assinamos contrato, me apaixonei pelo carrinho azul da cor do caribe, e fomos devolver o Fox, Jander dirigindo ele, e eu dirigindo o Suzuki! No caminho, começou a cair maior chuvão, tempo fechou mesmo. Mas não desanimamos!

      Nossa carro era igualzinho esse!!!! Apaixonei!!!!
      Enchemos o tanque para a devolução, e partimos para a praia Porto Marie, uns 15 km da Europcar e uns 30 km do nosso ap. Aos pouco o tempo foi melhorando.
      A Porto Marie é praia privativa. Pagamos e fomos desfrutar daquele lugar delícia! O dia já estava bem mais lindo! Já devia ser meio dia. Paguei por uma espreguiçadeira e me joguei na preguiça!!!! Essa praia tem um ótimo restaurante, com som ao vivo. É bem badalada e foi o único lugar que encontramos muitos brasileiros. Não faz muito nosso estilo... mas um mar daqueles, bicho!!!!!

      No final da tarde, passamos no famoso Williwood comer um hambúrguer de carne de cabrito! Eu gostei bastante, mas é bem forte. Meu marido amou!!!!

      Detalhe para o letreiro ao fundo imitando Holywood! 
      Europcar gasolina - 44,5 Fl
      Entradas e cadeira Porto Marie – U$ 9,5
      Suco em Porto Marie -  7,5 Fl
      Hamburguer Williwood – U$ 21
      Compra mercado Centrum -  128,18 Fl
       
      Sétimo dia – 01/10/18
      Dia do tão esperado passeio para Klein Curaçao! Acordamos às 7h, tomamos um café, pegamos o carro sentido a Jan Thiel, onde fica o Zanzibar, beach club de onde sai o passeio.
      Assim que comprei as passagens de avião, já entrei no site da Blue Finn Charters e fiz as reservas do passeio para esse dia. O pagamento é feito em cartão ou dinheiro no dia do passeio.
      Escolhi a Blue Finn por recomendação, principalmente, do blog de viagens Juju na trip (@jujunatrip), e foi a melhor coisa que fiz!! Realmente o melhor barco e almoço é o deles. A única coisa que eles não têm, e a concorrente Mermaid tem, é estrutura na praia. A blue Finn tem quiosques pra esconder do sol. A Mermaid tem tipo um restaurante com banheiro. Mas garanto pra você que não compensa, porque o mar é tão incrível que você vai querer ficar nele, e o almoço no barco da blue Finn é tão bom que vale a pena só por isso!!!

      Na foto não parece, mas é grande!
      Na viagem de ida, eles servem bebidas não alcoólicas e frutas. A navegação é contra ondas e vento. Se prepare!!! Tome um remédio pra enjoo!! 3 pessoas passaram mal. Eu tomei um bromoprida, que minha obstetra liberou, e fiquei muito bem. Após 2h de viagem, chegamos à ilha paradisíaca!!!! Acho que era umas 10h20 da manhã Que azul é aquele!??!!?!?!?!?!? Sur-re-al!

      Não recomendo usar essa rede na viagem de ida!! Mas na de volta, corra para garantir seu colchonete e curtir muito!!!!

      Conforme o sol ou a câmera, a cor da água muda! essa foi com a gopro!
       

      SUR-RE-AL!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      rolê pela ilha...
      Ao meio dia e meia, eles tocam a sirene do barco para avisar que o almoço estava servido. Voltamos nadando pro barco e ficamos surpresos com o Buffet de churrasco: lingüiça tipo alemã, carne vermelha muito macia, coxas de frango super bem temperadas, costelinhas de porco bbq, penne ao pesto, arroz temperado, salada e creme de amendoim. Além de cerveja Amstel e coquetéis open bar!!!! Em pleno mar do caribe!!!! Ai ai... nessas horas que dá vontade de ser rico!!! Hihihihihi.....
      Após almoço, voltamos para a praia, muitas fotos, muitas caras de “que mar é esse?!”

      Vimos duas tartarugas aqui, filmamos com a gopro!

      Minha filhota curtiu muito!!!!!

      Hipnotizada com essa água!!!
      Às 15h tínhamos que estar de volta ao barco para o retorno.
      A volta é uma delícia, pois vamos a favor da maré e do vento, tanto que eles desligam o motor e içam a vela do catamarã.... happy hour liberada por 2h!!!! muita música e boa energia!!!!
      Chegamos só o pó da gaita em casa. No dia seguinte, faríamos check-out para passar os dois últimos dias no hotel The Royal Sea Aquarium, para descansar e curtir mais conforto. Porém, 2 dias antes eu vi no email que minha reserva havia sido cancelada no booking, porque foi feita no cartão do meu marido, ou seja, nome do cartão diferente do nome da reserva. O quarto continuava livre pelo mesmo valor. Mas estávamos tão cansados e com preguiça de mais um check-out que negociamos com o Sean para ficar no ap mesmo. Deu tudo certo e ainda economizamos bastante!!! Hehe... apesar de não ter mordomia de resort!
      Passeio Klein Curaçao  - U$ 109 por pessoa com tudo incluso.
      + 2 pernoites no ap – U$ 100
       
      Oitavo dia – 02/10/18
      Último dia com o carro. O que vamos fazer???? Voltar lá pra nossa preferida! Kenepa Chica!!!! Antes, passamos conhecer a Kokomo Beach. Só tiramos umas fotos maravilhosas e partimos pra preferida.

      kkkkkkkkkkkk


      Mais pro book de gestante!! hehehehe

      Um mar desse só pra mim. bicho!!!!! Kenepa Chica


      Boiando barrigão com minha mini boia!
      Água batendo no peito e dava pra ver meu esmalte do pé!!!!!!!
      Após muito snorkel, nos despedimos desse lugar maravilhoso e resolvemos voltar pra casa. O corpo já estava bem cansado de sol e praia!! Tomamos banho, fomos encher o tanque do carro e devolver já no início da noite. Levamos o carro à casa da Diane e ela nos trouxe de volta. Uma querida!!!
      Combustível - 30,50 Fl
      Pão, água e biscoito – U$ 8
      Aluguel carro 3 dias -  U$ 105
       
      Nono dia – 03/10/18
      Acordamos mais tarde, sem carro, sem pressa, sem rumo! Fizemos aqueles ovos mexidos necessários da manhã...hehehe... demos uma olhada nas chatices de eleições presidenciais e guerras declaradas no facebook.... kkkkkkkkkk... e partimos conhecer o Sea Aquarium de Curaçao. Eu não curto ver bicho prezo, mas entendo a importância da preservação e estudo... e eu estava louca pra ver golfinhos, confesso!!! Fiquei animada quando vi que eles ficam na água do mar mesmo... com direito a comer peixes a hora que querem... enfim.... sem os golfinhos, o aquário só vale a pena pra criança e pra quem não gosta de snorkel ou mergulho com cilindro.



      Saí fedendo peixe!
      Na volta, passamos no Mambo Beach comprar o licor Curaçao blue para um amigo que pediu, dar uma descansada nas pernas de grávida e continuar a caminhadinha até o ap.
      Começamos a organizar as malas para o check-out da manhã seguinte, depois fizemos uma jantinha delícia e capotamos!!!!
      Entrada Sea aquarium – U$ 21/pessoa
      Sorvetes e água – U$ 6,25
      Curaçao Blue menor – U$ 9,5
       
      Décimo dia – 04/10/18
      Dia de dar tchau, e também dia do meu aniversário de 35 anos!!! Acordei muito feliz e grata a Deus por me conceder a oportunidade de estar ao lado do grande amor da minha vida (há 16 anos), pai da filha que esperamos, em mais uma viagem perfeita juntos! Pode haver aniversário melhor?!!?!?!?
      A mãe do Sean, uma senhora muito querida e fofa, nos levou ao aeroporto. Tchau Curaçao! Tchau Caribe!!!! Foi bom demais!!!!

       
      Transfer aeroporto – 35 Fl
      Refri e água aeroporto – U$ 7,25
      Curaçao Blue maior – U$ 21,50
       
       
    • Por jujucompressa
      Roteiro Aruba:
       
      Eu e o marido passamos a lua de mel em Aruba em agosto de 2014, e ficamos 7 dias por lá.
      Achei que o tempo foi suficiente para conhecer um pouco de tudo e para descansar e curtir a ilha.
      Ficamos no Radisson, e achei que valeu muuuito a pena! Super indico o hotel, pelo atendimento e localização.
      Ele fica de frente para a Praia de Palm Beach (que eu achei uma das melhores da ilha) e a entrada principal dá para o centrinho, com opções de muitos restaurantes e shopping... Vc faz tudo a pé, então não achamos que valia a pena alugar carro.
      Nos dia que quisemos conhecer as praias mais distantes fechamos passeios com guia. Foi ótimo pq a ilha é muito grande e seria impossível chegar em determinados lugares sem a ajuda deles (Baby Beach, Parque Nacional, etc). O preço tb compensou. Não indico alugar carro, achamos que n valia a pena, pq a maioria dos dia vc fica por Palm Beach mesmo, e o centrinho dali tem muitas opções...
       
      Vou colocar um relato dia a dia com um roteiro básico para conhecer bem a ilha.
       
      Opções de restaurantes legais que fomos:
      • Smokey Joe’s (Juan E. Irausquin Boulevard 87) – a melhor costela de Aruba!!!! O marido amou e jantamos lá dois dias. É tipo barzinho, ao ar livre, e não é muito caro! A costela é muuuito boa mesmo! Não deixe de ir! Há! E de sobremesa pedíamos um oreo frito com sorvete!! Muito bom tb!! Prove!! kkkk
      • Benihana – Eu já tinha ido ao Benihana de Miami e tinha amado o esquema da mesa tepan, então, quando vi que em Aruba tb tinha um, separei um dia para almoçar por lá! Foi o melhor drink da ilha (e olha que eu tomei muitos... kkk): O Margarita Coconut (ou Mojito Coconut, não lembro mais kkk) era divinoooooooooooooooo!! *Outras opções parecidas, tb no mesmo estilo, com tepan table, são o Blossoms e o J.H Yees. Nós íamos no J.H. Yees, mas era mais caro e acabamos no Benihana mesmo! Kkkk
      • Tast of Belgium – Fica dentro de um dos shoppings de Palm Beach. O ambiente é legal, tem várias cervejas importadas e o café: divino!!!!! Coisa rara da ilha! Kkkk
      • Salt and Pepper – É tipo um barzinho de tapas. Tudo delicia, mas pequenininho. Vale para petiscar sem muita fome.
      • T.G. I. Friday’s (dentro do Paseo Herencia Mall) – almoçamos lá no dia da volta.
      • Bugaloe – tipo barzinho, localizado em um píer quase em frente ao RIU. Muito legal para passar o dia e tomar uns drinks. Para curtir o fim da tarde com música ao vivo.
       
       
      Dicas Gerais:
       
      Praias:
      1 – Arashi: Quase na esquininha norte da ilha. Água cristalina, profundidade perfeita para banho. O canto esquerdo tem seixos, mas é o preferido de quem faz snorkel. Tem barracas para guardar mochilas à sombra. Não tem vendedores de nada, nem de água; leve o que for precisar. Está a 10 minutos de carro de Palm Beach. Tem estacionamento.
      2 – Boca Catalina e Malmok Beach: Escondidinha num bairro residencial um pouco antes de Arashi. Mar piscininha, algumas pedras, poucas barracas para guardar mochilas. O estacionamento é na rua.
      3 - Palm Beach: Aqui ficam os hotéis verticais (você vai ver placa para “high rise hotels”) pé na areia. A faixa de areia não é muito larga e é bastante ocupada por espreguiçadeiras. Muitos hotéis agora estão alugando espreguiçadeiras flutuantes de borracha. Não há avenida beira-mar, só um calçadãozinho entre a areia e os hotéis. Você vai encontrar bares e restaurantes (num píer no canto esquerdo da praia, e também entre hotéis, mais para o canto direito) e operadores de passeios (incluindo a loja central da De Palm Tours). A quadra de trás da praia tem shoppings de todo tipo (incluindo um só de bares e restaurantes, o South Beach Centre).
      4 – Eagle Beach: As placas dizem “low-rise hotels”. Tem faixa de areia mais larga e maior profundidade do que Palm Beach (por ser levemente de tombo). Boa parte da sua extensão é tomada por uma avenida beira-mar. Mas no canto esquerdo (antes da curva para Manchebo) os hotéis são pé na areia. Na área com avenida beira-mar, o hotel Amsterdam Manor mantém um bar de praia que atende passantes. No trecho pé-na-areia os hotéis são todos all-inclusive e atendem apenas aos seus hóspedes.
      5 – Manchebo Beach e Druif Beach: Continuação de Eagle Beach, são mais recortadas e têm hotéis baixos pé-na-areia (todos all-inclusive). Por não terem acesso pela estrada nem serviços abertos ao público, são praias bem reservadas. A extremidade esquerda da praia (onde está o hotel Divi Dutch Village Resort) fica de frente para área portuária de depósito de containers - evite.
      6 – Nikky Beach: É um bar de praia situado imediatamente ao sul de Oranjestad, perto do hotelzinho Talk of the Town. A entrada é paga. O público mistura passageiros dos cruzeiros e moradores de Oranjestad.
      7 – Baby Beach e Rodgers Beach (e Coconut Beach): Na ponta sul da ilha, é um passeio que todo mundo que aluga carro acaba fazendo. É uma praia calmíssima e super rasinha, perfeita para crianças - uma espécie de Palm Beach só que menor e sem construções. Você pode alugar espreguiçadeiras e barracas. Há quiosques que vendem lanches e bebidas. O estacionamento é fácil. Ao lado você aproveita Rodgers Beach - outra praia perfeitinha, maculada apenas pela vista de uma refinaria de petróleo vizinha. Baby e Rodgers ficam a 40 minutos de Palm Beach. Na volta almoce no Charlie’s Bar no vilarejo de San Nicolas ou no Zee Roger
       
      Um aviso geral: parece que Aruba não é para quem gosta de jantar tarde. A maioria dos restaurantes fecha às 23h. E um detalhe: se você faz a reserva pela internet, muitos restaurantes perguntam se é lua de mel e oferecem cortesias.
       
      Pontos Turísticos:
      Alto Vista Chapel - Capela construída em 1952 com boa vista da cidade. Não deixe de visitar.
      California Lighthouse - Seguindo a estrada após Arashi Beach. É um ponto obrigatório a se visitar em Aruba.
      Natural Bridge - A Natural Bridge foi construída pela força da água. Mas a mesma força que a construiu a destruiu em 2 de setembro de 2005. No local ainda encontra-se uma ponte menor.
      Natural Pool - A Natural Pool ou "Conchi" é um local bastante afastado, sendo acessível apenas por veículos 4x4. Local para relaxamento e contemplação.
      Quadiriki Caves - Esta caverna é muito interessante. Você pode explorá-la por conta própria (leve lanterna) ou com ajuda dos guias do Parque Arikok. Caverna com duas câmaras iluminadas pelo sol. Está aberta para visitação diariamente das 10 às 18 hs.
      Fontein - Próxima a Quadiriki Cave se encontra a caverna Fontein, que é a mais popular da ilha por ser a única a possuir desenhos dos índios Arawak no seu teto. Guias do parque mostram e explicam os desenhos.
      Oranjestad - É a capital. Arquitetura holandesa colonial e mts lojas.
    • Por Nandasouza
      Mochileiros!!!! Viajei para Aruba com a família inteira do meu pai (65 anos) a minha sobrinha (4 anos), curtimos uma semana de sol e mar no Hollyday Inn mas viu descrever aqui o dia em que saímos com nossos filhos adolescentes para um rolé na ilha!!! Alugamos um Jeep na Budget pertinho do hotel.
      Saímos de Palm Beach direto para Baby Beach confesso que nem entramos no mar porque a aventura seria grande e partimos para o arirok Park (acho que é esse o nome, rs) mas antes achamos essa âncora no meio do caminho... de lá entramos no parque, tem grutas, e picos também!! Se você gosta de trilhas, vai amar esse lado selvagem da ilha aqui, fizemos uma pequena pausa para o "almoço" , comprei no superfood pão, queijo, presunto,maçãs, refri (cerveja para os adultos, rs), e chocolates. Fizemos um picnic no deserto, rsrs. Depois entramos no trecho, diria mais punk, ou hard, ou difícil mesmo!!! O off road propriamente dito até Conchi Beach a piscina natural não percam a oportunidade de pular da pedra e fazer uma foto como essa, rsrs. De lá partimos para a Natural Bridge ela caiu, rs mas sobrou essa, depois fomos pelas estradas de terra até o extremo norte da ilha ( no farol), , paramos também na capelinha, que é linda!!!!, para terminar, paramos no shopping que fica em Palm Beach e comemoramos no TGI Fridays .
      Acredito que a maioria ficará hospedada em Palm Beach, o meu hotel tinha bicicletas , então , fui pedalando até o farol levando a minha caçulinha de 6 aninhos , lá descobri um lugar muito bom para mergulho, que acabei voltando com minha filha mais velha, não tem erro é uma parte cheia de corais , bom, é isso nos outros dias curtimos o hotel, e ainda fomos até Oranjestad (o centro) de van!!! Espero ter ajudado
    • Por Humberto Antonio Siqueira
      - Como sempre, em toda viagem que faço, planejo muiiito, com bastante antecedência. Essa é a quinta viagem ao exterior, todas nas Américas do Sul e Central. Estive, pela ordem, desde 2015: Peru (Lima, Cusco, Machu Picchu, Chiclayo, Iquitos e Chachapoyas), Equador (Guayaquil e Quito), Colômbia (Bogotá e Letícia), Panamá (Cidade do Panamá) e por último, uma semana atrás, em Curaçao, pertencente à Holanda, em pleno mar do Caribe.
      - Não sei desde quando existe a Empresa AVIOR-Líneas Aéreas Venozelanas, saindo do aeroporto de Manaus até Curaçao (alguns quilômetros acima da Venezuela), fazendo escalas em Barcelona e Valência (ambas cidades pertencentes à República Bolivariana da Venezuela).
      - Um dia, indo buscar um parente no aeroporto de Manaus, olhei para o quadro de avisos de decolagem e aterrisagem de aeronaves e me deparei com o voo da AVIOR, partindo para Barcelona e Valência. Qual não foi minha surpresa ao indagar no balcão da Companhia que a “Barcelona e a Valência” do Aviso eram na Venezuela e não na Espanha, pois as duas são homônimas nos dois países.
      - Indaguei sobre o itinerário e me disseram que essa linha fazia: Barcelona, Valência, Caracas (suspensa por enquanto), Curaçao, Lima e Bogotá. Perguntei quais dias, horários e preços para Curaçao, já que era um lugar bastante próximo, saindo de Manaus, onde moro e também porque já queria conhecer há bastante tempo.
      - O que fiquei sabendo foi o seguinte: os voos saem e voltam de/e para Manaus em dias alternados, isto é: saem aos domingos, terças e quintas-feiras. Retornam às segundas, quartas e sextas feiras. Nada aos sábados. A passagem só pode ser comprada no balcão da Companhia em “cash” (dinheiro vivo) e custa ida e volta Manaus/Curaçao/Manaus R$ 1.000,00 por pessoa. Não sei se ainda continua o mesmo preço. Comprei em fevereiro deste ano, 2017, para mim e minha esposa (R$ 2.000,00), já com os assentos marcados para a ida e para a volta. Não tem voo direto para Curaçao e nem retorno direto para Manaus. É preciso pernoitar em Valência na ida e na volta, porque não dá tempo de fazer as conexões e os dias não coincidem.
      - Por isso, a necessidade de fazer um bom planejamento antes de qualquer viagem: pesquisar hotéis nos vários sites, como Booking.com (pra mim, o melhor), Trivago, TripAdvisor, Hotéis.com, etc, etc. Pesquisar os destinos, passeios turísticos, hotéis, praias, hotéis no YouTube (lá tem tudo, ou quase), em site com este (Mochileiros), Google, etc.
      - Baixar Mapas no celular de todos os destinos, mesmo os de conexão, caso queira fazer um passeio rápido, ir a um shopping, etc. Baixar Apps dos destinos, baixei o de Curaçao e Valência, bem como o GPS desses lugares.
      - As tomadas, tanto na Venezuela e em Curaçao são do tipo três pinos (um redondo e dois chatos). Levar adaptadores para carregar celulares, notebooks, etc. Não tem para vender por lá.
      - Alugar de antemão um carro para conhecer algumas das 38 praias de Curaçao (não compensa ir de táxi, não tem coletivos na ilha). Pode entrar nos vários sites como Rent a Car, Expedia (o que achei mais em conta, todos pedem um depósito antes (com cartão de crédito internacional, como Visa e Mastercard) e estornam para sua conta, se nada acontecer com o carro até o ato da devolução, por sua culpa, arranhões, batidas, etc. Por isso é importante fazer um check-in em todo o carro quando te entregam: pneus, lataria, sobressalentes, documentos. Recebe e devolve com o tanque cheio. Não se preocupem, que a gasolina é barata: média de 1 florim (moeda local) holandesa, equivalente a mais ou menos R$ 1,50. Aluguei um carro para o 4º dia de estadia na ilha, até o último dia. Entregaram-me um Kia Picanto automático (que eu já tinha escolhido pela foto), com ar-condicionado, era o mais barato. Caso vocês forem em família grande, existem outros modelos maiores, porém mais caros e dependendo da Agência, o preço dobra. Os três primeiros dias eu e minha esposa aproveitamos para descansar da viagem, pois chegamos já de tardinha, conhecer a cidade a pé, procurar restaurantes (muiiiitos), pesquisar preços, tirar muitas fotos, pois tudo é bonito, andar e andar, tirando fotos e mais fotos.
      - O comércio local abre às 9h e fecha às 18h, todos os dias, impreterivelmente, ficando fechado aos domingos (TUDO).
      - Não esqueçam de levar protetor solar, para usar todos os dias, mesmo se não for às praia. O sol de Curaçao é implacável, não tem árvores nas ruas e poucas marquises de lojas.
      - O sol nasce às 6h e se põe (em julho) às 19.10h. Tem wi-fi grátis no entorno de Willemstad, capital da ilha e sede do governo.
      - Não tem mosquitos, não precisam se preocupar com repelentes. Na Venezuela exigem o Cartão de Vacina contra a Febre amarela nos aeroportos. Em Curaçao, não.
      - Tanto em Curaçao, quanto na Venezuela (Valência), o asfalto é muito bom, de primeira, não se vê emendas de tapa-buracos, como em várias avenidas e ruas do Brasil.
       
      1º DIA – 16/07/2017 – DOMINGO – DE MANAUS À VALÊNCIA (VENEZUELA)
      - Saímos de Manaus às 9h no voo 9V 1271. Depois de uma rigorosa revista de malas e bagagens de mão (RX, passaportes, Cartão de Vacina contra a Febre Amarela, PF), embarcamos num Boeing 737-200, com destino à cidade de Barcelona (Venezuela).
      Chegamos às 11.25h. Aqui começou o “perrengue”: como a Venezuela está em crise, havia poucos funcionários civis e militares para fazerem os trâmites de entrada no país, receber as malas, entrar em outra fila de outras conexões, rumo à cidade de Valência, nosso destino final desse dia. Fila única, ficamos 1h para fazer os trâmites de entrada, carimbar passaportes, receber as malas e entrar em outra fila, fazendo tudo de novo, revista de malas e bagagens de mão, sapatos, cintos, relógios, etc. Nessa fila ficamos 2h. A fome era bruta, pois só estávamos com o café da manhã. Aeroporto pequeno, feio, uns dois “restaurantes”, com comida duvidosa e vários e imensos cartazes com frases de efeito do grande líder Hugo Chávez, ao lado de Simon Bolívar e Nicolás Maduro.
      Quando fomos para a sala de embarque, já estava quase na hora de pegar o avião de conexão para Valência (Venezuela). Nessa época do ano é verão nos trópicos, saímos com muito calor de Manaus e o mesmo acontecia em Barcelona. Mais ou menos 35º. Na sala de embarque, que é na parte de cima (são dois andares) estava um pouquinho mais ventilada e era mais ampla do que na de inspeção e despacho de bagagens (embaixo). Não existe ar-condicionado em nenhuma das duas. Compramos dois salgados e duas Cocas (não vendem cervejas), pagando com dólar e recebendo o troco em Bolívares Fuertes ou Bfs (moeda da Venezuela). Tive o cuidado de ao sair de Manaus trocar 100 dólares em nota de 1 dólar. Tomem cuidado nisso, pois não existem casas de câmbio nem caixas eletrônicos nos aeroportos de Barcelona e de Valência (Venezuela). Aceitam dólares, se for em valor pequeno. Não adianta dar uma nota de 10 ou 20, muito menos de 100. Não vão lhe dar troco.
      Embarcamos às 15h em outro Boeing 737-200 e chegamos em Valência às 16h. No site “Mochileiros”, vi o relato de uma pessoa que fez uma viagem em fevereiro para a Venezuela e indicou a Agência de Viagens “Volcanos Tours”, cuja gerente, Sra Franci Paolucci (+58 416-8400482-WhatsApp) reservou para nós o Lidotel (hotel 4 estrelas) em Valência e eu lhe mandei através do PayPal a quantia de US75, pela hospedagem de um dia nesse hotel, com direito a café da manhã e mais quatro traslados do aeroporto Valência/hotel/aeroporto Valência, na ida e na volta. Ela me mandou, através e-mail o voucher do hotel, então não tivemos nenhum contratempo para realizar o check-in, pois já estava com o documento na mão. O valor desse hotel, pesquisando pelo TripAdivisor sai numa média de R$ 450,00, sem traslados; façam a conta. O hotel é muito bonito, com piscina (não deu tempo de desfrutar), seis andares, bem em frente ao shopping mais famoso de Valência: SAMBIL (pertence à uma rede de shoppings). Só atravessar a rua.
      Quem nos buscou foi o Sr Cesar (trabalha com a Volcanos Tour e por conta própria também). Tem uma SUV KIA grande e confortável. Rapaz simpático, cordial e amigo. Deve ter uns trinta anos de idade. Compreende bem o português, basta falar “despacito” (devagar). Mas, tanto eu como minha mulher entendemos e falamos bem o espanhol. Não foi problema. (O telefone dele é +58 414-4993308- WhatsApp). Como era domingo, quase não tinha trânsito e o traslado do aeroporto até o hotel levou cerca de 40 min. Estrada com ótimo asfalto, rodeada de árvores, Valência é toda verde, incrível, tudo muito limpo e bonito. Não é uma cidade turística, é considerada a cidade mais industrial da Venezuela, embora tenha praias no extremo norte e visitadas por muitos turistas, como Morrocoy.
      Na saída do aeroporto ocorreu um pequeno problema: eu já tinha a foto do César no meu WhatsApp, que a Sra Francis tinha mandado, e ele tinha a minha, mas não o encontrei na saída do aeroporto. Como nosso voo atrasou mais de meia hora, pensei que ele tinha ido embora. O calor também era insuportável. Deixei minha mulher com as malas, depois de sofrermos de novo na fila de revista e fui procurar o Cesar nos pontos de táxis, quem sabe ele estaria esperando lá ao invés de na sala de desembarque? Procurei, procurei, nada. O que fazer? Meu telefone é da TIM. Nem sei qual operadora se usa na Venezuela. Não havia wi-fi no aeroporto. Foi quando avistei um Sr que vestia (por acaso) a camisa do Brasil. Só que ele era venezuelano. Pedi ajuda a ele e prontamente usou o seu celular para chamar o Cesar, que estava nos esperando no aeroporto ao lado (internacional). Em Valência tem dois aeroportos, como em Manaus: um para voos estaduais e outro para internacionais. Como viemos de Barcelona para Valência, nosso avião pousou no estadual. Ainda bem que eram bem próximos. O Sr Cesar veio nos encontrar a pé e nos ajudou a transportar a bagagem até seu carro, que estava no estacionamento ao lado.
      Depois que o Sr Cesar nos deixou no hotel, fomos até o balcão da gerência, fizemos o check-in e fomos para o 5º andar, com vista para a piscina, parte de trás do hotel. Como já passava das 18h, resolvemos deixar as malas no hotel e ir até o shopping comer alguma coisa, pois na Venezuela tudo fecha mais cedo (20h), por causa das manifestações e sensação de insegurança. Só atravessamos a rua e já estávamos no shopping. A praça de alimentação é enorme e o Sr Cesar (eu já havia lhe pedido por WhatsApp) tinha levado para nós 140.000 Bfs em troca de 20 dólares. Nem sei o valor disso, só sei que jantamos (e almoçamos ao mesmo tempo), uma comida muito boa, dois pratos com salada bem fresca, com vários pedaços de frango empanado, arepas, pães e refrigerantes.
      Aqui também não vi nenhum tipo de bebida alcoólica e eu estava doido pra tomar uma cerveja, com aquele calor todo que fazia. Pagamos por tudo o equivalente a mais ou menos R$ 20,00. Depois de comermos, passeamos um pouco pelo Shopping (roupas e sapatos muito caros), só a comida é barata, apesar de dizerem que estão passando fome por lá. Tem Bob's, McDonald's, Subway, etc. Não vi nenhum clima de intranquilidade, ninguém fardado, polícias de nenhuma espécie, ninguém bêbado, arruaceiro, mendigos e pedintes. Tudo calmo. Voltamos ao hotel, tomamos banho e descemos até a piscina do hotel para tirarmos algumas fotos. Subimos para o nosso quarto (5007, chave eletrônica) e fomos assistir um pouco de TV, a maioria dos canais com propagandas do governo. Fomos dormir às 23h.
       
      2º DIA – 17/07/2017 - SEGUNDA-FEIRA – DE VALÊNCIA A CURAÇAO
      - Tomamos café às 7h. Demos uma volta em torno do shopping SAMBIL e retornamos ao hotel. Arrumamos as malas, fizemos o checkout e o Sr Cesar já nos aguardava. Saímos às 9.30h e levamos 1h para chegar até o aeroporto internacional. Como era segunda-feira o tráfego estava mais complicado. Parece que a maioria dos venezuelanos tem carro, seja rico, de classe média ou até pobre, porque o litro da gasolina custa o equivalente a R$ 0,38 (trinta e oito centavos de Real). Mais barato do que uma garrafa de água mineral (R$3,00). Ficamos na fila para o check-in das 10.30h até 11.30h. Não tem lugar para sentar. Aeroporto pequeno e abafado, sem ar-condicionado. De novo a mesma rigorosa inspeção de bagagens, RX, carimbo de passaportes, tira cinto, sapatos, relógios, celulares, bota tudo de novo, sem nenhum lugar para sentar. Quando chegamos na sala de embarque, já estava quase na hora de embarcar para Curaçao. O avião, um Boeing 737-400 estava previsto para sair às 13.35h. Só saiu às 16h, porque estava esperando um voo atrasado da Copa Airlines, que vinha de Medellín e tinha mais passageiros para pegar esse voo. Somente 40 min de voo e já estávamos chegando em Curaçao. Aqui, mais “perrengue”. Tem de carimbar a entrada nos passaportes, passar de novo pelas mesmas rigorosas revistas, pegar sua bagagem e se dirigir para a saída. Venta muito em Curaçao, tanto que na aterrisagem o avião entra na pista meio de lado.
      Eu tinha feito contato anteriormente pelo WhatsApp, com um taxista do Uber para me pegar na saída do aeroporto em Curaçao, mas o mesmo não se encontrava. Já tinha me dado as características de seu veículo e o local onde encontrá-lo. Mandou uma mensagem para o meu “Zap”, já no hotel, se desculpando e disse que cansou de esperar pelo meu voo e o aeroporto não informava nada. Não tiro a razão dele, já que o avião atrasou mais de 2h. Por sorte, quando nos dirigimos para o ponto dos táxis na saída do aeroporto, o táxi da vez era dirigido por uma brasileira, Sra Raquel, que também faz serviços particulares, além do ponto no aeroporto.
      O aeroporto fica numa extremidade e a cidade de Willemstad, a capital, fica na outra, atravessando no sentido da largura numa reta só, passando pela frente do Shopping SAMBIL de Curaçao (é uma rede de shoppings esse SAMBIL), tem em quase todas as cidades da Venezuela e estenderam seus serviços também a Curaçao, por causa da proximidade do país. Não há serviço de barcos, navios ou “ferry-boats” ligando Curaçao à Venezuela, apesar de distarem só 50 Km. Tem de pegar o avião mesmo. O aeroporto de Curaçao é pequeno, porém muito bonito e moderno. Os trâmites de imigração são mais rápidos do que nas cidades da Venezuela. No avião mesmo eles já lhe dão um formulário para preencher com seus dados, local de hospedagem e nº de dias a ficar no país. Como é um aeroporto internacional, dali chegam e saem aviões para quase toda a parte do mundo (principalmente Holanda, EUA, países da América do Sul e Central e outros. Também há voos regionais ligando as três ilhas ABC (Aruba, Curaçao e Bonaire), todas pertencentes à Holanda. A moeda local é o florim (vale a metade de 1 dólar), também chamado de Guilten.
      Melhor levar dólares, porque se recebem em todos os estabelecimentos, levem dinheiro trocados, porque senão receberão o troco em florins e terão de gastar tudo na ilha a não ser que pretendam ir à Holanda. Ao lado do aeroporto ficam as diversas agências de aluguel de carros. Se você não fez a reserva on-line, pode alugar ali mesmo, na hora, se ainda tiver algum carro disponível, mas são tantas agências que dificilmente você não encontrará um do seu agrado e com a vantagem de nem precisar pegar um táxi até seu hotel se optar por alugar imediatamente.
      Chegamos ao nosso hotel (não tem estacionamento, como a maioria localizados no centro de Willemstad) uma hora depois, pois a ilha parece pequena, mas não é. Tem bastante tráfego e os motoristas andam bem devagar. Quase não há sinais de trânsito. O aeroporto fica na parte da cidade chamada Otrabanda, que é onde fica a maioria das praias. Quando vai chegando ao centro da cidade, Willemstad, tem de atravessar uma ponte suspensa (só carros) por sobre um canal que divide a cidade em duas partes: Punda, o bairro onde ficam a maioria dos hotéis, lojas, restaurantes e o lado mais bonito, onde ficam aquelas casas todas coloridas, uma ao lado da outra, bares e restaurantes à beira do canal (são os mais caros). Uma cerveja Corona, long net, que tomei lá custou US8,00. Quase R$30,00 por uma cerveja... mas a vista compensa.... Se quiser tomar outros tipos de cervejas em outros lugares, existem outras bem mais baratas, sendo a mais popular a “Polar”. Tem a Heineken também, aliás são as preferidas dos visitantes holandeses, porque a maioria do povo é de origem latina, principalmente venezuelanos. Tem uma outra ponte só para pedestres: esta ponte é montada sobre barcos e tem uma extensão de mais ou menos 1km. À noite ela é toda iluminada por arcos coloridos ao longo dela e torna a paisagem bem pitoresca, com os reflexos sobre o canal. Todos vagueiam pra lá e pra cá tirando fotos de todas as maneiras. De qualquer lugar é bonito...à noite nós também atravessamos a ponte, que se abre para a passagem de algum barco ou navio a qualquer hora (soa uma sirene quando isso acontece, para alertar os transeuntes), se for demorado tem a opção de pegar um pequeno barco que fica ancorado bem perto para fazer essa travessia de graça, tanto de um lado, como para o outro. Depois de nos instalarmos no hotel, que tem duas portas (uma para quem vai jogar no Casino, que funciona no térreo, sem fumantes, graças a Deus, apesar de eu não gostar de jogar fui umas duas vezes para tentar a sorte. Consegui ganhar US50,00 e outra ao lado para os hóspedes. Tem serviço de elevador, os quartos são muito bons, com ar-condicionado, wi-fi, água quente, apesar de não precisar, pois em Curaçao faz calor todos os dias do ano. Raramente chove. Não pegamos nenhum dia de chuva. No primeiro andar, acima do térreo fica o restaurante, onde tomamos o café da manhã já incluído na despesa do hotel (café, leite, sucos, ovos, frutas, etc). A limpeza dos quartos é feita diariamente e trocam a roupa de cama, levam o lixo, trocas as toalhas e reabastecem os sabonetes, shampoos e condicionadores. Dos quartos não se ouvem o barulho do Casino. Este hotel fica no centro de tudo. Em 5 min já está na parte mais bonita da cidade: a ponte flutuante e os casarões coloridos ao lado.
      Saímos do hotel nesse primeiro dia, depois de arrumarmos as roupas nos armários, colocar os valores no cofre do quarto, tomar banho, colocar bermudas e chinelos, munidos com alguns dólares, cópias dos passaportes (ficaram também no cofre, junto com a doleira, etc). Descemos do elevador no térreo e munidos com os celulares fomos tirando fotos desde o Casino até a outra parte da ponte, no bairro Otrabanda, onde há vários restaurantes baratos e de frente para o canal e os casarões iluminados do outro lado do canal.
      Que vista deslumbrante! Deste lado também tem um Casino muito grande e muito iluminado, chamado “La Bahia”. Não entramos. Também deste lado tem vários outros restaurantes voltados para o público classe média alta num centro comercial chamado Rif Fort, local privilegiado para se tomar fotos do por do sol e fica ao lado de um hotel sofisticado, com praia particular, chamado Renaissence (não sei se é assim que se escreve, mas é mais ou menos isso). Na parte de baixo, ficam as lojas de souvenirs (caríssimos, do outro lado é mais barato) e na parte de cima os restaurantes (que também são caros, para o meu padrão).
      Tomamos duas caipirinhas, não lembro o preço, tiramos algumas fotos e voltamos de novo pela ponte para o nosso hotel. Nenhum policial nas ruas, muitas crianças brincando, muitos turistas, nenhum pedinte ou mendigos pelas ruas, nenhum bêbado, ninguém pra lhe encher o saco. Não nos sentimos ameaçados em nenhum lugar, mesmo porque a cidade parece um carnaval, de tanta gente, de tanta raça, de tantas roupas e pessoas diferentes, principalmente as pessoas loiras e de olhos azuis, predominantemente holandeses, que chegam todos os dias nos aviões da KLM, aquele de dois andares e de cor azul. Esses preferem quase que exclusivamente beberem o dia, a tarde e a noite toda na beira do canal, onde a vista é a mais bonita, inclusive contando em certas horas da noite de shows ao vivo, inclusive com aulas de dança, onde todo mundo adere, pois é muito contagiante, já que o ritmo é mais de salsa, cúmbia e merengue.
      Ah! Uma coisa excelente: tem wi-fi grátis em toda a cidade, banda larga, 4G, de modo que você não precisa estar no seu hotel para falar com seus familiares e amigos. Isso é uma cortesia do governo para os turistas. Tanto faz estar em Punda, como em Otrabanda, desde que não seja tão longe do centro. Por exemplo, não tem wi-fi em nenhuma praia, a não ser que você se hospede em um resort afastado da cidade e só fique nessa praia, o que não aconselho, pois Willemstad é uma das cidades mais bonitas que já visitei.
       
      3º DIA – 18/07/17 – TERÇA-FEIRA
      - Tomamos café tarde, às 9h, passeamos pelo centro, olhamos algumas lojas, começamos já a comprar lembranças para os parentes e amigos, tem de tudo: chaveiros, bonés, toalhas, roupas, porcelanas, etc. Almoçamos em frente ao hotel, subimos e trocamos de quarto para um double, bem maior e com mais uma cama, porque nossa chave magnética não estava funcionando direito. Ligamos o ar-condicionado e ficamos no quarto descansando, porque ao meio-dia o sol é tão forte, que não tem como sair, a cidade não tem árvores e as lojas quase não tem marquises.
      - à noite, fizemos um lanche e minha mulher foi tentar a sorte no Casino do hotel. Eu subi para o quarto, estava muito quente.
       
      4º DIA – 19/04/17 – QUARTA-FEIRA
      - Passeamos pelo centro de Willemstad, compramos frutas no Mercado Flutuante (veja no Google) e levamos para o frigobar de nosso quarto no hotel.
      À tarde, saímos para comprar lembranças para os amigos e parentes, assistimos o pôr-do-sol no píer, quase em frente ao nosso hotel. Antes tiramos fotos na Praça Principal, onde têm um grande letreiro com as letras C U R A Ç A O. À noite fomos curtir um pouco nos restaurantes à beira do Canal, com direito a show ao vivo de uma dupla de cantores locais, muito bons, que como sempre, cantavam músicas caribenhas, bem animadas. Escolhemos o Restaurante “Iguana Café”, bem no centro de outros restaurantes, lado-a-lado. O interessante é que os restaurantes ficam de um lado da rua e as cadeiras ficam sob toldos, à beira do canal. Os serventes vêm até sua mesa e você faz sua escolha: só bebidas, tira-gostos ou refeições. Foi aí que tomei a cerveja “Corona” mais cara de minha vida: USD8,00. Quase R$30,00 por uma long et, aquela garrafinha fina e miúda. Tá doido...só pra quem tem $$$$..... e muitos tem.....
       
      5º DIA – 20/07/2017 – QUINTA-FEIRA
      - Depois do café esperamos na recepção do hotel os representantes da Expedia.com, em cujo site alugamos um carro marca Kia, modelo Picanto, automático, com ar-condicionado, pois tinham ligado para o hotel no dia anterior dizendo que nos entregaria neste dia às 10h.
      Ficamos com ele até o dia de pegar o voo de volta de Curaçao, no dia 24 de julho, devolvendo-o em perfeito estado e com o tanque cheio, assim como nos entregaram. Importantíssimo fazer um check-in em todo o carro, verificar arranhões, amassados, estepe e “macaco”. Eles deixaram o carro num estacionamento bem perto (5 min), onde estacionamos todos os dias, pois quase nenhum hotel possui. Tem uma máquina semelhante em alguns outros países, chamadas parquímetros. É necessário ter bastantes moedas de 1 florim, que é o preço que se paga por 1h de estacionamento em qualquer lugar. Pouquíssimos hotéis possuem estacionamento, pois a cidade é pequena, então existem vários estacionamentos espalhados pela cidade. Nós demos sorte de sempre encontrar vaga naquele perto de nosso hotel, mas fique atento: só se paga o estacionamento entre os horários de 8h até às 18h. Muitos deixam para estacionar após essa hora para não pagar e correm o risco de estacionar em lugar proibido e serem multados. Não vale a pena, pois 1 florim é a metade de 1 dólar. Nós sempre pegávamos o carro logo após o café, saindo com ele por volta de 9h, pagava 1 florim, depositando a moeda no lugar e registrando o nr da vaga do veículo. Vi muitos carros com uma espécie de trava nas rodas traseiras por não depositarem o valor correto das horas estacionadas, tendo então que se dirigir até à Prefeitura, pagar uma multa, para então o funcionário ir até o carro retirar as travas. Então se você acha que vai passar das 8h para retirar o carro do estacionamento, corra até o parquímetro onde ele está estacionado e deposite tantos florins, quanto acha que seja necessário. Eu tive dificuldade em aprender, mas sempre tinha alguém estacionando e pedia ajuda, depois ficou fácil. Aos domingos não paga por nenhuma hora, é grátis. Nesse dia a cidade “morre”. Não abre nada, nem para o café da manhã... fique atento, se o seu hotel não fornece, compre alguma coisa para o domingo. Nós só conseguimos almoço num KFC, que estava aberto do outro lado da ponte flutuante, isto é, em Otrabanda. Por sinal estava muito bom. Compramos mais dois para levar para comer no hotel mais tarde.
      Continuando a parte em que peguei o carro, as funcionárias foram comigo até o local, fiz uma revisão, minha mulher notou que tinha um amassado embaixo do farol direito e a funcionária fez a anotação no Registro que ela levou e eu assinei. Fiz um depósito calção de US150,00, que eles estornam para sua conta após a devolução do veículo em perfeito estado, limpo e com o tanque cheio.
      Como vieram duas funcionárias em carros diferentes, voltaram em um e nos deixaram o outro, que eu e minha mulher já demos partida e saímos em direção à Otrabanda, em busca do Shopping SAMBIL, único em Curaçao. É preciso fazer uma grande volta na cidade para pegar a mão certa para cruzar a ponte sobre o canal (não é permitida a travessia de pedestres). As placas de indicação são poucas e as que existem são escritas em holandês, então você segue a intuição... eu costumava seguir para onde ia a maioria dos carros, mas muitas vezes errei o caminho e tinha de fazer o retorno (todos são bem longos e complicados). Encostava ao lado de um carro num sinal e perguntava ou então parava no acostamento e perguntava a algum pedestre. Todos explicavam na maior boa vontade, inclusive algum ou outro motorista mandando segui-lo. Chegar até o shopping não é difícil, cerca de meia-hora após cruzar a ponte, em velocidade reduzida (60Km/h). Em Curaçao ninguém tem pressa. O shopping SAMBIL é pequeno, bonito, com ar-condicionado, wi-fi grátis, só tem um andar e a praça de alimentação fica no centro e nos quatro lados ao redor existem lojas de “marca”, com grande variedade de produtos, perfumarias, eletroeletrônicos, roupas, drogarias, relojoarias (comprei um relógio marca Fóssil, semelhante aos da SAMSUNG, que se conecta com o seu celular, você atende e faz chamadas por ele, acessa seu WhatsApp, Google, etc, além de ter GPS, porém tem de estar ligado ao celular pelo Bluetooth. Comprei por que achei mais barato do que os que vendem no Brasil (metade do preço) no cartão de crédito.
      Almoçamos num self-service, porque não conseguia entender o cardápio da maioria dos restaurantes, porque estava em espanhol, só que com nomes que nunca tinha visto na vida. Assim como em Curaçao e em Valência, se você for como eu, que gosta de comer feijão, vai ficar só na vontade... simplesmente não tem! Nesse shopping tomei duas cervejas “Polar”, sempre long net. Não existem cervejas como no Brasil em garrafas grandes, ou Chopp ou em latas. Só as fininhas mesmas e são caras. No shopping paguei o equivalente a US$ 2,00 por cada cervejinha, multiplique isso por R$3,50 que foi por quanto comprei o dólar no momento de viajar.... (sete reais por uma cervejinha), ainda bem que a comida foi até barata. Cerca de R$ 20,00 (pagando em florins). Ah! Tinha me esquecido: nesse dia choveu muito enquanto estávamos lá dentro. Parece até que tínhamos adivinhado em ir pra lá. Não tem sala de cinema, pelo menos não cheguei a ver. Fizemos hora por lá e quando a chuva cessou pegamos o carro no estacionamento do shopping (de graça) e fomos em direção do hotel, passando antes no hotel Hilton, onde fomos conhecer o lugar (pier) de onde sairia uma embarcação (metade barco, que fica sobre a água e metade submarino, submersa), com várias escotilhas para você apreciar o fundo do mar, corais e peixes, porque reservamos esse passeio para o dia 22, através da Internet (Atlantis Submarinos Tours), US 39,00 por pessoa em um passeio de 1h. Tem de reservar antes, pois se deixar para ir comprar lá pode não ter vagas (são limitadas pelo número de escotilhas, 15 de cada lado, além de só sair em dias alternados).
      - Depois deste passeio, voltamos novamente para Punda (estávamos em Otrabanda) e seguimos em direção à outra praia famosa, mas deste lado de cá, chamada Mambo Beach.
      É uma das mais frequentadas pelo povão, vamos dizer assim, por ser mais perto do centro e por contar com uma infraestrutura muito boa. Tem um estacionamento enorme do lado de fora (de graça). Depois você caminha em direção à praia, que é particular, passando por um shopping (tudo mais caro); paga-se US5,00 para entrar na praia e mais US$ 5,00 se quiser uma cadeira, com direito também a um chapéu de proteção. Muiiita gente, mas a praia é muito bonita, tem lugar pra todos e tem um quebra-mar, para que a água fique igual uma piscina, sem ondas e pouco profunda, água morna e transparente. Não se pode entrar com bebidas nem comida, tem de consumir nos bares locais. Ficamos até de tardinha, queria fotografar o pôr-do-sol, mas estávamos com fome e cansados, então voltamos para o hotel às 17h.
      O sol em Curaçao só se põe às 19.15h. Voltamos para o hotel e à noite fomos degustar alguma coisa e tirar mais fotos. Voltamos às 22h e minha mulher foi direto para o Casino e eu subi para o apartamento.
       
      6º DIA – 21/07/17 - SEXTA-FEIRA
      - Saímos cedo, logo depois do café, para conhecer uma das praias mais afastada, mais bonita e mais famosa de Curaçao: Kenepa Grande. Tem de atravessar a ponte e andar, andar, andar.... 90 Km/h, 2.30h de viagem. Valeu a pena, nunca vi uma água tão azul, tão transparente, tão calma e com um visual tão bonito... ainda mais com um céu sem nuvens, sol a pino e ao lado de sua esposa e companheira, que tudo topa, tudo está bom, tudo tá certo... Não tem sinalizações, você tem de se guiar por um mapa, não pega internet, não sei usar o Google Maps, então fui perguntando pelo caminho... quando chegamos.... o carro fica estacionado numa parte alta é é preciso descer uma escadaria até à praia. De cima você já vê aquela maravilha da natureza, areia branca, água da cor do céu, parece uma piscina, ladeada por um barranco, aliás é uma pequena baía.
      Embaixo tem banheiros (1 florim) e um barzinho que vende tira-gosto e cervejas “naquele preço”. Como sou prevenido, já tinha levado na minha bagagem uma bolsa térmica. Coloquei umas quatro “Polar”, refrigerantes e água, que tinha comprado de véspera e tinha posto no freezer do apartamento. Só tem de pagar pela cadeira (quase uma cama) de madeira por US 5,00 que alguém vem lhe cobrar assim que você ocupa. São numeradas. Ali, pela primeira vez experimentei tirar fotos e filmar dentro da água com o Galaxy S8+, que eu tinha comprado há um mês em Manaus. Será que a propaganda era certa mesmo ou eu iria perder minhas fotos e o dinheiro que já tinha pago? Pois não é que saíram perfeitas? Podem comprar: não entra água, não estraga na água salgada e as fotos e filmagens saem muito boas. Só se chega nesse paraíso quem tem carro, não tem coletivo e um táxi pra lá sairia o preço do aluguel de um carro por quatro dias. Além do mais o taxista teria de lhe esperar. Não vale a pena, melhor alugar a droga do carro e pronto. Afinal você vai pra lá pra curtir e não pra sofrer suas férias.
      Saímos de Kenepa Grande às 16h. Uns 10 min mais abaixo, já voltando, está a praia de Kenepa Pequena, uma miniatura da que estivemos, bonitinha, mas só para tirar fotos, o que fizemos, logo retornando ao carro para pegar o rumo de “casa”. Engraçado que na volta levamos só 1.30h, pois não cometemos mais os erros que fizemos na ida e ainda encontramos alguns “atalhos”.
      Tivemos de abastecer o carro já quase na chegada, pois estava abaixo de meio-tanque. Ainda bem que a gasolina é barata. Custa 1 florim o litro (metade de 1 dólar) e você mesmo abastece e paga o correspondente no guichê onde ficam os funcionários.
      Como já eram quase 18h quando chegamos, ficamos dando umas voltas até poder estacionar de graça.
      Quase não achava vaga, aliás encontrei a última, pois todos querem estacionar onde ficam a maioria dos hotéis. Do meu quarto dava para avistar o meu. Muitos preferem pagar 1 florim e achar logo a vaga antes das 18h, do que ter a surpresa de não encontrar vaga e ter de procurar outro estacionamento mais afastado se chegar depois.
       
      7º DIA – 22/07/17 – SÁBADO
      - Depois do café, pegamos o carro e nos dirigimos ao píer do Hotel Hilton, um dos mais famosos e caros da ilha, fica do outro lado, Otrabanda, é preciso cruzar a ponte e 20 min depois já se chega. O carro fica num estacionamento para visitantes, nos identificamos numa portaria e entramos pela sacada do imenso hotel, que tem sua própria praia particular, somente para hóspedes.Com os papéis da reserva da Atlantis Tour, já feita pela Internet no Brasil, nos dirigimos ao píer, onde às 10h encostou o “barco-submarino” (metade barco, sobre a água e metade submarino, embaixo dágua, com 15 escotilhas de cada lado). Entramos, mostramos nossos papéis, fizemos o pagamento, que é na hora, pode ser com cartão ou cash e quando todos os turistas já estavam a bordo, o “capitão e guia” explicou os procedimentos em espanhol e depois em inglês. Zarpamos às 10.30h, nos afastando um pouco da costa e depois de 10min descemos por uma escada à parte inferior do barco, com um pequeno corredor central e bancos dos dois lados em frente às escotilhas para se olhar o fundo do mar, que é bem raso. As pessoas vão entrando e ocupando os primeiros bancos.
      Eu e minha esposa ficamos em lados opostos, para cada um fotografar por ângulos diferentes. Como a água do mar do Caribe é muito transparente, logo, logo, avistamos os primeiros cardumes de várias espécies de peixes e bancos de corais. O barco-submarino se deslocava lentamente para que não perdêssemos nada e por um alto-falante o comandante ia explicando cada cardume de peixes por onde passávamos e que chegavam bem em frente às escotilhas. Se eu ainda utilizasse aquelas câmeras de filmes, teria gasto mais de 10 rolos, de tantas fotos e filmagens que fizemos. Valeu a pena, tudo muito bonito, ainda mais que o tempo em Curaçao está sempre limpo. Meia-hora depois o “capitão”, foi para a parte de cima e mergulhou com roupas de mergulhador e tubos de oxigênio nas costas e foi espalhando ração para os peixes, que parecem já estar acostumados com esse passeio do barco e se aglomeravam ao redor de nossa embarcação. Eram tantos, que mal distinguíamos o mergulhador. A embarcação ficou totalmente rodeada de vários cardumes, principalmente os “peixes-sargentos”, amarelos com listas negras. Um espetáculo! Atenção para as pessoas claustrofóbicas: teve uma senhora que não aguentou ficar tanto tempo encerrada e retornou com seu esposo à parte de cima da embarcação, uma pena...
      Ao voltarmos para Willemstad (Punda), cruzando novamente a ponte suspensa, seguimos direto até uma fábrica, onde se fabricam os licores mais famosos de Curaçao: o “Curaçao-Blue”; infelizmente fecha ao meio-dia nos sábados, queríamos ver a fabricação (é aberta ao público) e comprar algumas garrafas, dizem que lá é mais barato, para presentear os amigos. Acabei comprando três no comércio local (Super market) perto do mercado flutuante, ao preço de 15 florins. Não é a mais tradicional, que é em forma de coração, e sim como uma lognet, mas o sabor é o mesmo. Se for comprar em lojas de artesanatos saem muito caras. Resolvemos então conhecer mais uma praia que estava no nosso roteiro, que também é particular, da mesma forma que “Mambo-Beach”, uma meia-hora mais adiante: “Jan Thiel” (pronuncia-se Jantil). Como não tem placas indicativas fui perguntando ao longo do caminho sobre a “Playa Janthiel”, ninguém sabia, até que uma senhora falou: Jantil? - Isso mesmo! Ah, você segue essa rua, dobra na segunda à direita, depois à esquerda, vira na segunda “rotunda” (para nós conhecida como “bola”), onde convergem várias ruas..., pega a mão do meio, segue em frente, passa por uma segunda rotunda, vira pra direita, depois à direita novamente e já vai ver a praia... (???????). Cheguei à praia mais de 1h depois, após fazer vários retornos, mas assim como em todas praias que fomos em Curaçao, essa também era muito bonita. Estacionamos fora, adentramos por vários restaurantes e também pagamos somente as cadeiras, também o mesmo preço: US5,00. Ainda bem que tínhamos muitas notas de dólares trocadas de pequeno valor. Entre a praia e a areia, tem uma piscina enorme represada pela água do mar. Que gostosura! Imperdível! Tomei duas “Polar”, ao preço de US3,00 cada e antes de escurecer voltamos para "casa".
       
      8º DIA – 23/07/2017 – DOMINGO – ÚLTIMO DIA EM CURAÇAO
      - Depois do café da manhã, pegamos o carro, atravessamos para Otrabanda e fomos à uma praia chamada Pirata Bay, bem ao lado da praia do hotel Hilton, separadas por um barranco, sendo que essa não é particular, mas você também não pode levar bebidas e comidas e paga-se pelas cadeiras (US 5,00). Eu levei minha sacola térmica com algumas Polar e tomava escondido enrolada na toalha, quando ninguém estava olhando. Também é uma praia bonita, azul transparente, morna e sem ondas e bem perto, meia-hora do hotel. Também estaciona-se do lado de fora; aproveitei para pedir a um Sr para lavar (limpar o carro por 10 florins), já que teria de devolvê-lo amanhã no aeroporto, limpo e abastecido. Para entrar na praia você entra por uma porta, onde tem um imenso galpão coberto, com estátuas e fotos de piratas, por isso o nome da praia “Pirata Bay” e onde ficam os funcionários para venderem bebidas e comidas. Em frente fica aquela linda praia azul, sem ondas e de água transparente. Diz a lenda que o famoso pirata Cap Morgan escondeu um tesouro por ali e nunca foi encontrado.
      Retornamos ao meio-dia, estacionamos o carro e atravessamos a ponte flutuante para almoçar no KFC, único lugar aberto, compramos mais dois para levar para a janta no hotel. Arrumamos as malas para viajar amanhã e fomos dormir.
       
      9º DIA – 24/07/2017 – SEGUNDA-FEIRA – DE CURAÇAO À VALÊNCIA (VENEZUELA)
      - Acordei cedo, desci até o estacionamento com uma toalha molhada, fiz mais uma última limpeza no carro, limpei os tapetes, depositei 1 florim no parquímetro, subi, tomei banho, tomei café e fui fazer o checkout no hotel. Tudo certo, pegamos o carro às 9h e fomos para o aeroporto de Curaçao devolvê-lo e fazer o check-in no aeroporto. Depois de tudo acertado, fomos despachar as malas, fazer todo o procedimento, carimbar passaporte, inspeção de bagagens, RX, etc, etc. Nosso voo estava previsto sair às 15.55h, mas só saiu às 16.30h, pois estava esperando um voo de conexão. Para quem for fazer essa viagem, espero que tirem proveito de minha experiência e cheguem aos aeroportos com uma antecedência de no mínimo 3h. As filas são imensas, a imigração é demorada, a inspeção idem, idem.
      - Comemos alguma coisa no aeroporto, gastamos todos os florins que tínhamos, com exceção de duas cédulas e moedas pra coleção e depois de muita espera conseguimos embarcar no Boeing 737-400, Voo 9V 1207, da AVIOR, com destino à Valência, Venezuela, onde chegou 40 min depois. O Sr Cesar, taxista contratado pela Agência “Volcanos Tours”, já nos esperava no aeroporto internacional. Embarcamos e 1h depois estávamos no Hotel Venetur, considerado 5 estrelas, que tínhamos reservado pelo site “Amoma Hotéis”, pois o Booking não trabalha nessa cidade. O ruim é que não tem como desistir, se fosse o caso, pois já lhe cobram antecipadamente. Como tudo é em inglês, não tive o cuidado de ler nas entrelinhas. Ainda bem que tudo deu certo. Depois do check-in, (tinha o Voucher comigo), subimos para o 6º andar. Dei 1 dólar para o ajudante que levou as malas, tomamos banho e descemos para jantar, pois o restaurante do hotel só fica aberto até às 20h. O restaurante fica no andar térreo, à beira da piscina, só tinha eu e minha esposa para jantar. O hotel estava quase vazio, por causa da crise na Venezuela, que afastou todos os turistas. Por isso o preço estava barato e a comida também. Tomei logo três cervejinhas e depois de uma comida excelente feita na hora, retornamos ao apartamento e fomos assistir TV um pouco. Por sorte estava passando o Jornal da Globo, na TV a cabo. Como estávamos muito cansados, dormimos logo depois de mandarmos notícias aos parentes e amigos pelo WhatsApp do wifi do quarto (bem lento), com um sinal melhor no térreo. Chuveiro quente (que não consegui fazer funcionar), cama king size, TV, ar-condicionado, wi-fi, frigobar, janelas para a piscina do hotel. Muito bom, tudo limpo e silencioso, lembrava um pouco o hotel do filme “O Iluminado”, com Jack Nicholson, por causa dos extensos corredores. Tem serviço de elevador e chave magnética.
       
      10º DIA – 25/07/2017 – TERÇA-FEIRA – VALÊNCIA – VENEZUELA
      - Como nosso voo para o Brasil só sairia no dia seguinte, 26/07/17, ficamos mais um dia em Valência. Depois de um excelente café, parece até que só tinha eu e minha esposa no hotel.... não tinha mais ninguém nessa hora, que diferença do hotel em Curaçao!.... pena... tudo por causa de um governante... bom, fica a opinião de cada um...Valência, assim como Caracas, também existem manifestações, foi o que me explicou o Sr Cesar e estava marcada uma greve geral para o dia seguinte, todas as avenidas que dão acesso ao aeroporto e ao centro da cidade seriam fechadas, de modo que marcamos para ele nos buscar às 8h do dia seguinte. Meu voo estava marcado para sair às 13.15h, mas ser prudente nunca é demais.
      - Nessa terça-feira que ficamos em Valência pedimos ao Sr Cesar que fizesse um pequeno tour conosco na cidade e depois nos deixasse em outro shopping sem ser o SAMBIL. Ele nos levou até um lugar chamado Campo Carabobo, uma espécie de parque, semelhante à Quinta da Boa Vista (quem conhece o Rio de Janeiro-RJ), com uma larga avenida no centro, rodeada por grandes jardins, tudo muito calmo e no final desta avenida tem um monumento guardado pro dois soldados (vestidos de vermelho), bem elegantes, guardando, bem, não sei o quê... ali foi travada a luta de independência dos venezuelanos, liderados por Simon Bolívar, contra os espanhóis. Tem um grande arco do triunfo com a face de Bolívar ao centro e ladeados de bustos dos generais comandantes na época da guerra. Pagamos pelo passeio US 20,00. Ficamos por lá durante 1h mais ou menos, tiramos várias fotos e retornamos com o Cesar para o Shopping Metrópole, gigantesco se comparado com o SAMBIL.
      Almoçamos e ficamos lá dentro até anoitecer, quando caiu um temporal, que durou mais ou menos meia-hora. Compramos sanduíches no McDonald's para levar para o hotel, porque não iríamos descer para jantar. Nos dirigimos ao ponto de táxis e embarcamos num que faz ponto dentro do shopping (são os chamados “de confiança”). Nos cobrou 600 Bfs até o hotel, menos de US 5. Fiquei até com pena, pois era longe, quase 1h de viagem. Assistimos o Jornal Nacional na TV a Cabo do quarto, arrumamos as malas pela última vez, para deixar tudo pronto para o retorno amanhã de volta ao Brasil (Manaus).
      - Algumas considerações sobre o Hotel Venetur (considerado 5 estrelas):
      a) fica localizado longe de tudo, só se chega de táxis, não tem linhas de ônibus próximas, aliás pouco vimos coletivos na cidade, parece que todos andam de táxis ou possuem carro, por causa do preço da gasolina.
      b) sair à noite a pé, nem pensar, fica numa ladeira, e tem de dar muitas voltas caminhando por lugares isolados e a Venezuela está atravessando um clima péssimo no momento.
      c) vimos no YouTube antes de viajarmos algumas propagandas do hotel, chega a dar pena: vazio, vazio, sem nenhum glamour dos tempos áureos. Continua bonito, salões imensos, imponentes, mas sem vida. Cadê os hóspedes?... parecia e muito com aquele hotel onde se passou o filme “O Iluminado”, com Jackson Nicholson (para quem viu). Os corredores são imensos, acarpetados, lembra a cena do filme do menino andando com seu velocípede.
      d) o wi-fi é péssimo, muito lento, muitas vezes tive de descer até o hall e pedir a senha da parte de baixo, que é menos lenta, para mandar uma mensagem para casa.
      e) tomei banho frio durante os dois dias, pois mesmo trocando de quarto, porque tinha uma torneira com vazamento e a chave magnética do quarto anterior não funcionasse e mesmo telefonando para a recepção, não apareceu ninguém para consertar e Valência faz um pouco de frio à noite, ainda mais que estava chovendo.
      f) poucas tomadas nos quartos, só tinha uma disponível e mais outra no banheiro. Para carregar os celulares usávamos as duas ao mesmo tempo. Não esqueçam de levar adaptadores, não tem lugar para vender e o hotel não dispõe. É tipo americana, com dois pinos chatos e um redondo.
      g) o café da manhã é ótimo, incluindo frutas e sucos, não usam pães, só arepas (igual uma tapioca, só que é feita de milho). Bonito, com uma piscina enorme e localizado numa colina rodeada de árvores.
       
      11º DIA – 26/07/2017 – QUARTA-FEIRA – DE VALÊNCIA (Venezuela) A MANAUS
      - GREVE GERAL NA VENEZUELA! Tudo fechado, tudo parado.... parecia um dia de domingo. Tomamos o café da manhã bem cedo, descemos com as malas e às 8h entramos no táxi rumo ao aeroporto. Como alguns cruzamentos já estavam bloqueados, levamos quase duas horas para chegar ao aeroporto, mesmo sem trânsito, porque tivemos de fazer muitas voltas até chegarmos. Ele nos deixou no aeroporto estadual, já que teríamos de descer em Barcelona e fazer a conexão para Manaus. Nos despedimos dele, entramos nas enormes filas de despachos de bagagens, carimbos de passaportes, sala de RX, etc. O voo saiu no horário e descemos em Barcelona às 14h. Filas e mais filas para check-in, carimbos de passaportes e inspeção de bagagens de mão, as maiores já tinham sido despachadas diretas de Valência para o voo de conexão para Manaus. Não precisamos retirá-las em Barcelona. Só conseguimos entrar na sala de embarque às 16h. O avião saiu às 17.10h. Acabei de escrever o diário de bordo nele, um Boeing 737-200. Chegou em Manaus às 19.25h, onde retiramos as malas sem nenhum problema. Graças a Deus tudo foi perfeito, apesar da instabilidade por que passa o povo da Venezuela neste momento.
      Curaçao ultrapassou todas as nossas expectativas: povo amável, cidade belíssima, praias de um azul inacreditável, limpas e transparentes, areias brancas e finas, com alguns cascalhos no fundo, que às vezes atrapalham caminhar até chegar a um lugar mais profundo, tem pessoas que compram uma espécie de sapatilhas, não achei necessário, apesar de algumas vezes chutar alguma pedra maior, basta ter cuidado e olhar para o fundo, que é tão transparente, que você consegue enxergar tudo. Como não somos de badalação, não fomos a nenhum evento noturno, embora a ilha ofereça bastante opção. Enfim, espero que tenham gostado do relato e tirem algum proveito para sua próxima viagem a esse inesquecível paraíso.
      Abraços a todos.
       
      “ No meio do caminho sempre tem alguma pedra, contorne-a e siga em frente...”


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