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delucarina

Peru, Equador e um pulinho na Colômbia

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14, 15, 16 e 17/01 - Quito

 

Não temos o hábito de ficar muitos dias em uma mesma cidade, mas há muito o que se fazer nos arredores de Quito. Chegamos dia 14 à noite, no hostel reservado via Booking na região de Miraflores, mais cara, porém bem agradável. O hostel em que ficamos era o Travellers Inn.

 

No dia 15, pegamos um táxi para o teleférico do vulcão Pichincha. O ponto mais alto do teleférico é um lugar muito bonito, e se soubéssemos que lá havia uma trilha até o topo do Pichincha, teríamos levado mais água e roupas para a caminhada.

 

Recomendo sair do teleférico e pegar um táxi na rua para a Mitad del Mundo, ou fazer o passeio em outro dia. São regiões distantes, e o segurança do teleférico nos indicou um taxista bem vigarista. Quando chegamos à Mitad del Mundo, já estávamos tão estressados com o taxista que mal aproveitamos o passeio.

 

É tudo bem caro na Mitad del Mundo, porque os museus cobram ingressos separadamente. Há um museu (Inti Nan) onde está a linha verdadeira do Equador, medida com GPS, aonde se fazem experiências científicas que supostamente comprovam a existência da linha naquela região - que nos pareceram um tanto forçadas.

 

A parte com a linha do Equador falsa é a mais bonita, com o monumento que é símbolo do país. Preferimos a beleza do lugar à precisão científica.

 

No dia 16, visitamos alguns dos parques da cidade, muito bem conservados e realmente aproveitados como área de lazer pelos equatorianos. Fomos a pé pela região de Miraflores, ainda com trauma dos taxistas.

 

No dia 17, antes de irmos ao aeroporto, conhecemos um pouco do centro histórico de Quito, confesso que receosos pelas várias advertências sobre a violência do lugar. No entanto, tudo ocorreu tranquilamente: fomos de táxi até o centro, mas fizemos os passeios todos a pé.

 

O ponto alto do centro histórico é a Catedral Metropolitana, construída no estilo de Notre Dame, mas com gárgulas latinas: pelicanos, tartarugas, lagartos são algumas das esculturas que podem ser vistas. Paga-se uma taxa de 2 ou 3 dólares para subir as escadarias internas da igreja, mas vê-la por dentro, seus vitrais e sinos, é muito recompensador. De volta ao hotel, partimos ao aeroporto rumo a Cusco.

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Dia 18/01 - Cusco

Nosso voo, que iria para Lima e de lá para Cusco, foi alterado, com uma conexão extra para Bogotá. Apesar do transtorno de ir até a Colômbia quando se quer ir para o sul do Peru, a Avianca nos garantiu voo de primeira classe (o único da vida) e ainda nos deu 120USD de bônus para usar com passagens aéreas... E com o dólar a 4 reais, é uma pequena fortuna ::Ksimno::

 

Enfim chegamos a Cusco após muitas idas e vindas. Pegamos táxi do lado de fora do aeroporto mesmo, porque não estávamos conseguindo negociar os preços com os taxistas autorizados. O taxista que nos levou mais em conta ainda deu informações sobre a cidade, sobre os pontos turísticos... Ficamos no The green shelter, reservado via Booking, com uma vista linda, perto da Plaza de Armas e com um café da manhã que justifica a diária, levemente salgada.

 

Conhecemos os arredores e, na volta, um representante da agência que contratamos para ir ao Salkantay esperava por nós para entregar mapas e todas as explicações sobre o roteiro. Pagamos USD 330 com a Inca Peru Travel, e como fizemos o pagamento antes da alta do dólar, na época não achamos muito caro... Considerando as várias paisagens pelas quais se anda, fugindo muito do roteiro clássico a Machu Picchu, é um investimento que vale a pena.

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19, 20, 21, 22 e 23/01 - Trilha Salkantay

 

Vou copiar e colar aqui o roteiro descrito pela agência, para maiores detalhes. Em resumo, o primeiro dia alterna subidas e descidas por paisagens não muito interessantes (quando comparadas com o resto, lógico). O segundo dia é de matar, só subida, mas são as melhores paisagens (e há a opção de subir boa parte do caminho de mula - é caro, mas não duvide do grau de dificuldade desta subida). E depois de alcançar o Salkantay, é só descida, a ponto de machucar o pé pelo movimento repetitivo. Terceiro dia já é clima de floresta, com visita a lindas termas no final. Quarto dia, trilha pelo caminho do trem, uma paisagem bem legal (dá para ver "as costas" das montanhas de Machu Picchu de lá). E, no último dia, visita guiada às ruínas incas, milhares de fotos e volta a Cusco.

 

Roteiro da agência:

 

1. Trilha Salkantay

 

É uma nova e interessante alternativa que substitui o Caminho Inca clássico e é para quem deseja desfrutar da natureza e da sua biodiversidade, de uma variedade de climas e formosas paisagens glaciais da cordilheira, até chegar a Machu Picchu.

 

 

Itinerary

DIA 1: CUSCO – MOLLEPATA – SORAYPAMPA

Sairemos de Cusco entre as 4h30 e as 5h00 da manhã, para nos dirigirmos em ônibus até a localidade de Mollepata (2.900 m. acima do nÍvel do mar), onde chegaremos pelas 9h00, para tomar o café da manhã. Hoje, faremos uma formosa e cênica viagem até Limatambo, com vistas panorâmicas do majestoso nevado Salkantay. No caminho, pode-se apreciar uma impressionante cadeia de montanhas cobertas de neve e o vale do rio Apurimac.

Na chegada, nos encontraremos com o nosso pessoal de logística e carregaremos o equipamento sobre as mulas, para dar início à nossa caminhada até Cruz Pata (3.200 m.a.n.m.). Caminharemos umas 3 horas, passando por tradicionais comunidades andinas como Cruz Pata e Challacancha, onde pararemos pelas 12h00 para o almoço e logo de um pequeno descanso, seguiremos caminhando pelas aldeias de Soraypampa (3.850 m.a.n.m.) e chegando pelas 17h30 ao nosso primeiro acampamento, onde jantaremos e descansaremos.

DIA 2: SORAYPAMPA – CHALLWAY

Após um bom café da manhã, e bastante cedo, iniciaremos a caminhada mais árdua da viagem. Saindo às 7h00, percorreremos o lugar denominado Pampa Salkantay, para logo nos dirigirmos até o lado esquerdo do nevado Humantay, situado junto ao Salkantay e ao meio-dia, estaremos no ponto mais alto (passo Salkantay – Humantay 4.500 m.a.n.m.).

Lá, contemplaremos vistas espetaculares do imponente nevado Salkantay (6.264 m.a.n.m.), conhecido como o segundo pico mais alto da região de Cusco, assim como dos nevados Humantay e Huayanay. Após 1 hora de descanso, almoçaremos na zona denominada Huayrac Punku. Logo, faremos uma caminhada de umas 3 horas até o campo de Rayanniyoc (2.890 m.a.n.m.) ou ao campo de Chaullay (2.920 m.a.n.m.), onde acamparemos a segunda noite.

DIA 3: CHALLWAY – LA PLAYA

Após o café da manhã, sairemos às 7h00, para caminhar durante 5 horas. No caminho, passaremos pelo povoado de Collpabamba, numa região chamada “Selva de Nuvens” ou “Beira da Selva”, onde tem cascatas, árvores frutais, variedade de flora, coca e pássaros. Ali, pode-se observar a colheita da banana, cascatas e, se tivermos sorte, poderemos ver o famoso “Galinho das Rochas”. Logo, almoçaremos em Wiñaypoqo e tomaremos uma hora de tempo livre para descansar. Depois, continuaremos a caminhada por umas 3 horas, até chegar à zona denominada La Playa (2.350 m.a.n.m.), observando uma grande variedade de orquídeas, antes de chegar ao nosso acampamento.

DIA 4: LA PLAYA – AGUAS CALIENTES

Após o café da manhã, ás 7h.30, iniciaremos a nossa caminhada, nos dirigindo até os restos arqueológicos de Llactapata, onde pararemos em um passo de montanha a 2.950 m.a.n.m. Ali veremos alguns rastros da cultura inca e teremos uma vista sobre a montanha de Machu Picchu, assim como de outros cumes da zona e gozaremos de um tempo livre para descansar. Depois, desceremos durante umas 2 horas até a Planta Hidroelétrica de Machu Picchu, a 1.870 m.a.n.m.

Depois do almoço e com o pessoal todo, partiremos às 15h20, no trem que nos levará em 45 minutos ao povoado de Aguas Calientes, a 2.000 m.a.n.m. Opcionalmente, você pode ir aos banhos termais que estão situados a uma distância de uns 10 minutos a pé do povoado. Seguido, jantaremos e nos acomodaremos num hotel.

DIA 5: AGUAS CALIENTES – MACHUPICCHU

Muito cedo neste último día e logo após o café da manhã, pegaremos o primeiro ônibus em direção ao Santuário Histórico de Machu Picchu, onde chegaremos em 30 minutos. A visita guiada durará umas 3 horas e logo depois, teremos um tempo livre para tomar fotos ou fazer a subida até a cume da montanha de Huayna Picchu, a visita do Templo da Lua ou a da Porta do Sol (Inti Punku). Almoço em Aguas Calientes, para logo retornar à cidade de Cusco, onde chegaremos às 20h.30.

 

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Dia 23 - Machu Picchu

Fomos no final de janeiro, e por isso quis fazer a Salkantay, porque sabia que a chance de chover e me frustrar com a paisagem era grande - se chovesse em Machu Picchu no grande dia, pelo menos teria a recordação da trilha maravilhosa até lá.

 

Na noite do primeiro dia de trilha, choveu como se fosse acabar o mundo. Quando acordamos, a grama verde tinha se transformado em quilômetros de neve, empapando os sapatos e gelando as almas (mas, ainda assim, trekking na neve é uma experiência surreal).

 

A chuva deu uma acalmada na sequência, mas tivemos sérios problemas com os sapatos. Além da neve do segundo dia, há muitas cachoeiras para atravessar em meio à trilha. Minha sorte foi comprar uma meia muito grossa de lã de lhama, o que amorteceu o impacto, pois o solado do meu sapato se desfez com tanta água, machucando muito o pé.

 

Chegamos em Machu Picchu com chuva de novo, encobrindo as montanhas. No entanto, foi sensacional ver a névoa se dissipando e ter a noção real, pouco a pouco, da grandiosidade da cidade inca.

 

Recomendo muito subir Huyana Picchu (que tem de ser reservada com antecedência) - é outra subida feroz, mas a vista é incrível demais.

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Dia 24 - Cusco

Passeamos um pouco mais pela cidade, conhecemos o Museu de Machu Picchu (o único que decidimos pagar a entrada, já que não compramos o boleto turístico). É bem interessante conhecer o museu após ir às ruínas. Há um senhor no museu que vende instrumentos musicais feitos em cerâmica, iguais aos que foram descobertos em expedições arqueológicas em Machu Picchu.

 

Descobrimos uma feira de artesanato bem em conta, perto do mercado municipal, e ainda passamos pelo museu do chocolate (que vale mais pelas degustações). Depois, 24 horas de bus rumo a Lima.

 

Vídeo com o senhor dos instrumentos musicais:

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Dia 25 - Lima

Ficamos no Youth Hostel Malka porque queríamos ir ao Parque de La Reserva, que é próximo. Fomos no comecinho da noite ver o show de luzes nas fontes, que é divertido. Ainda tomamos um verdadeiro banho em algumas outras das várias fontes que o Parque oferece. Adoramos o passeio e indicamos :)

 

Abaixo, link com o show das luzes:

 

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Dia 26 - Callao

Fim da viagem com chave de ouro. Pegamos um táxi para Callao (atenção para o fato de que muitos taxistas limenhos não aceitam ir para lá, porque dizem que em Callao os multam por qualquer coisa). Às 11h embarcamos em uma lancha por cerca de 140 soles e fomos nos deliciando com as cenas da vida marinha: pelicanos, pinguins e muitos, mas muitos lobos marinhos, que faziam uma cantoria, uma algazarra... Para nadar com os leões marinhos, assinamos um contrato verbal com o guia, que nos alertou para o fato de que são animais selvagens e que podem atacar, por isso o ideal é entrar e ficar bem paradinho, boiando na água.

Paracas é sensacional... Mas se o seu objetivo for vida marinha, nem precisa sair de Lima. Para uma experiência tão inesquecível, não é um passeio caro (e são animais em seu ambiente natural, o que não faz deste um tour exploratório).

Não deem muita bobeira em Callao... Estávamos tranquilos, vendo o mar, quando trabalhadores da região vieram nos alertar de que a fama da cidade é verdadeira, com muitos assaltos. Aí fomos rapidinho para o hotel, ao aeroporto e para casa, com mais uma experiência inesquecível de mochila.

 

Abaixo, o vídeo do que foi essa experiência de nadar com os leões marinhos.

 

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Uau, sensacional a viagem e o relato! ::otemo:: Vou salvar aqui nos favoritos, porque quero muito fazer esse roteiro ano que vem, começando em Lima, indo pro norte do Peru, depois Equador e terminar na Colômbia.

 

Só me diz uma coisa que não entendi bem: impressão minha ou vocês deram algumas voltas em círculos no Peru? Quero dizer, não fizeram uma sequência lógica partindo do sul pro norte, mas subiram e desceram; tem algum motivo especial de terem traçado a rota assim?

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Obrigada! Compramos as passagens de ida e volta de Lima no impulso, porque estavam bem em conta... Mas aí acabamos tendo de fazer mais deslocamentos de ônibus, fora um voo extra pro Equador que encaixamos no roteiro quando vimos que seria inviável ir até Quito por terra...

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