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Relato 17 dias no Equador sozinha: Quito e arredores, Banõs, Cuenca e Guayaquil... novembro de 2015 com fotos

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Nunca fiz relatos, mas como todas as informações que me ajudaram tirei daqui talvez meu relato ajude alguém ou não porque eu não planejo viagens, compro a passagem, reservo a primeira hospedagem e vou. Não incluí a Galápagos por motivos de $.

 

Tentei resumir ao máximo, quase sempre sem sucesso :)

 

1º dia - 31/10/2015 - Ida

Sábado embarquei às 6:50h, por algum motivo assim que cheguei ao aeroporto de Guarulhos senti um enjoo muito forte e também muita dor de cabeça, pode ser porque não dormi ou algo que comi, mas a viagem não foi boa. O voo linha escala em Lima. No voo de Lima a Quito continuei muito mal mas sobrevivi.

 

Chegando no aeroporto de Quito o ônibus que leva ao aeroporto Velho de Quito que é mais próximo de centro fica logo à direita, não tem erro, mas como a viagem de ônibus seria longa preferi ir de táxi o que custou U$27.17. Li que fora do terminal é mais barato mas tenho minhas dúvidas, são 42km de distância e não usam taxímetro a menos que a gente insista muito, nem quis tentar porque eu estava muito mal. Estava chovendo e foi quase 1h de táxi até o hotel. Descansei por umas 2h e saí para andar um pouco e comer. Eram umas 17:30 e me espantei com o frio, bem maior do que eu esperava, 8ºC e nem era noite ainda.

 

Em Quito fiquei hospedada no Hotel Real Providência, muito bem localizado, ao lado da Praça Santo Domingo e a umas duas quadras da Plaza Grande, eu não planejei quase nada da viagem, o hotel era bom, mas não valia o preço, valeria muito mais ficar numa pousada ou hostel mas não sabia o que me esperava, de longe o maior gasto da viagem foi este hotel.

 

Na Plaza Grande e me espantei com a escuridão mas dei umas voltas e quando voltei as luzes já estavam acesas e rolava um show ao vivo bem animado, música local muito boa, pessoas dançando, bem divertido, todos os dias passei por lá sempre tinha alguma coisa acontecendo.

 

Jantei em uma lanchonete próxima a Praça Grande por R$4,50.

 

Passei em um mercado para comprar itens básicos que nunca trago e imediatamente me arrependi tudo muito caro... creme dental por U$4 o hidratante mais barato por U$6... Mas o problema sabemos que é a desvalorização do Real, um ano atrás eu teria achado tudo bem barato.

 

Como estava muito frio e ainda estava mal fiquei mais uns 15 vendo o show na Praça e fui dormir.

 

Dia 2 - Mitad Del Mundo, Templo do Sol e Vulcão Pululahua

 

Acordei com dor de cabeça e enjoos novamente então decidi ir à Mitad del Mundo que imaginei ser algo mais leve. Meu senso de direção se provou pior do que nunca pois peguei 4 ônibus errados quando enfim consegui uma informação correta peguei o certo e cheguei ao terminal La Ofelia onde peguei mais um ônibus para a Mitad del Mundo. Os trólebus custam U$0.25 para entrar nos terminais espalhados pela cidade, nos demais ônibus o cobrador passa e te fala o valor paguei de U$0.10 a U$0.40.

 

Chegar lá é ridiculamente fácil, pegar trólebus sentido norte, descer na Parada La Y, pegar ônibus na mesma parada La Y para La Ofelia, isso custa U$0.25. No terminal La Ofelia pegar um dos vários ônibus para a Mitad, na volta é só fazer o inverso, nesse último trecho me cobraram U$0.20 na ida e U$0.40 no retorno. O primeiro erro foi ir sentido sul e quando finalmente fui para o norte eu desci no terminal La Y e não na parada La Y, o lado bom é que rodei a cidade inteira de ônibus e já fiquei sabendo onde ficava tudo.

 

Na Mitad del Mundo o ingresso básico que não dá direito a algumas atrações custa U$3 e o completo custa U$7.50 comprei o completo. Na bilheteria da falam para começar pelo planetário, fiquei 15m na fila e fui fazer outras coisas porque a fila estava enorme e não andava.

 

O primeiro Pavilhão que fui foi o Guayasamin e já fiquei encantada por esse artista que nunca tinha ouvido falar (pensava eu), tem poucas obras mas é um estilo obscuro que eu amo, mesmo não sendo chegada a artes e museus.

No Pavilhão Equador tem umas fotos legais, no dos Ninos obviamente só brinquedos para crianças, no Pavilhão da França tem um exposição sobre a missão geodésica, no Pavilhão do Sol fotos e informações sobre Cuenca e Guayaquil.

 

Só me pediram o comprovante de entrada no Monumento que é tem legal, vários experimentos, mas lotado de crianças correndo para todos os lados, gritando, empurrando, era domingo, num dia tranquilo teria ficado um bom tempo lá dentro, mas nessa situação saí rapidinho.

 

Resolvi almoçar lá dentro da Mitad, mesmo certa de que seria caro, esperando que a comida fosse boa, minha certeza se concretizou, foram U$11 no almoço, já a esperança não se concretizou, uma sola se sapato estaria mais macia que a carne... mas eu precisava comer. Em frente à Mitad del Mundo, do lado de fora, tem um complexo de lanchonetes bem simpático, com Subway inclusive, mas preferi comer comida mesmo (arroz, carne).

 

Dentro do complexo tem vans a cada 15 minutos que levam para o vulcão Pululahua por U$2.99 mas tem cartazes informando que é melhor de manhã por causa nos nevoeiros. Mesmo já sendo tarde fiquei com vontade mas ainda tinha que ir ao Planetário... chegando lá um segundo de felicidade por não ter fila, durou 1s porque eu percebi que fila estava dando a volta, esperei mais uns 10m, dei uma espiada pela porta de saída e resolvi ir embora, pelo que vi pela porta da saída não tinha nada demais e pelo que li na internet não perdi nada.

 

Quando fui lá não sabia que a verdadeira Mitad del Mundo fica a 200m dali, ainda bem que não sabia, depois me falaram que é bem legal mas já eram 15h e peguei um táxi por U$5 e fui para o Templo del Sol.

 

Chegando lá surpresa! É próxima a cratera do vulcão Pululahua, fazia um frio de doer, quem quiser ver o vulcão tem mesmo que ir de manhã, não dá para ver quase nada... achei bem surreal, nunca tinha ido num vulcão, fica a 4km na Mitad del Mundo e a medida que o táxi sobe dá a impressão de que o tempo virou, mais pro fim do dia eu achava que em Quito deveria estar super frio mas quando estava voltando a medida que descíamos para Quito o tempo se abria a sensação é de poder tocar na névoa, muito legal. Como o Templo fica ao lado poderia ter ido de van e pago U$2.99.

 

No Templo Del Sol a primeira impressão não foi boa, o ingresso foram U$3 e só tinha um menino correndo pra lá e pra cá como uma galinha sem cabeça e falando que estava cheio para esperarmos. Cansada de esperar no frio de doer entrei e já me encantei, muito especial o lugar... revirei o lugar sozinha e no terceiro andar tem várias obras do artista Ortega Maila, dono do Templo, lindas... de sentar e ficar admirando.

 

Vi tudo e uma hora depois que cheguei finalmente começaria o tour e era o mesmo menino faz tudo que estava no comando. A má impressão passou na hora, ele explicou sobre o Templo, fez experimentos com o ovo e outros sobre o equilíbrio... de repente entra uma moça chamando que o artista começaria sua demonstração e que tínhamos que subir...

 

Bem, no restaurante na Mitad del Mundo um artista fez uma dessas demonstrações de pintura e eu subindo só pensava estou com dor de cabeça, a névoa e o frio estão ficando mais intensos, ninguém tem tempo pra isso, mas não tinha opção.

 

Pois o cara foi um show a parte, praticamente um animador de auditório, fiz uma pintura linda com as mãos em 5m, uma das coisas mais lindas que já vi... se eu tivesse ido ali só para aquilo já valeria. Serviu chá de coca e empanadas... distribuiu para todos um gota de essência de coca e umas gotas de óleo de coca e maconha... pelo que disse era a cura para todos os males, pois eu passei o óleo na nuca, pescoço e ombros e fiquei vendo o cara interagir com as pessoas. De repente eu percebi que não estava sentindo mais nenhuma dor... ou o óleo era mesmo milagroso ou foi o poder da sugestão no nível 1000.

 

Continuamos o tour o menino fez mais um ritual que achei demais... ficaria ali dias se pudesse lugar mágico.

Quando ele acabou o ritual eu perguntei pelo óleo e só era vendido no outro prédio. Era perto mas já eram 18h e já não dava para ver um metro a frente e não fazia ideia de como descer para Quito sem ônibus. Mas eu amei o Templo, muito mais legal que a Mitad Del Mundo.

 

Próximo a entrada do vulcão tinha uma van cobrava um dólar até a Mitad del Mundo. Apesar de tomar cuidados de segurança, sendo mulher e viajando sozinha às vezes me encontro em situações em que eu penso, dessa eu não escapo... O motorista me mandou sentar na frente com ele e em certo ponto um passageiro fala: - Você vai me deixar na porta de casa! ; o motorista olha bem para a minha cara e fala rindo: - Você eu vou levar até a cama... Eu não sabia se ele respondeu para o homem, se falou pra mim, só sei que a cada passageiro que descia eu gelava mais um pouco rs em retrospecto eu morro de rir, porque o cara fui super simpático, me deixou do lado da rua que voltava para Quito, parou o ônibus pra mim, mas foram momentos de tensão rs ::lol4::::lol4::::lol4:: .

 

Da Mitad peguei um ônibus para Lá Ofélia e desci antes, num Shopping chamado El Condado, comprei um chip pré pago por U$4.48 na CNT Ecuador, vendedor nada simpático, não entendi nada, atendimento monossilábico, mas saí dela com internet. Passei no Radio Shack e comprei um adaptador, jantei e fui pegar o Ônibus para La Ofélia, achei o shopping bem bonito e bem servido de lojas, mas em dólar mal olhei para os lados.

 

Chegando no terminal La Ofelia uma fila enorme para pegar o ônibus sentido sul. Uns 10m depois um segurança grita que não teria mais ônibus naquele dia... não entendi nada mas todo mundo saiu do terminal e eu fui atrás. La fora um taxista me explicou que o último ônibus sentido sul sai às 20h, fui de táxi e a corrida do terminal la Ofélia ao Centro Histórico custou U$10.

 

Continua...

 

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Tô planejando ir lá em 2016, mas achei as passagens muuuito caras.

De qualquer forma, aguardando a continuação do relato :)

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Também aguardando cena dos próximos capítulos ::otemo::::otemo::

Liza, você poderia informar o custo total da viagem, tirando as passagens de avião?

 

saudações

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***O teclado do meu notebook parou de funcionar então estou só copiando e colando o que digitei no celular e no tablet durante a viagem para completar o relato, peço desculpas pela falta de acentos, os textos do tablet estão sem e seria muito trabalhoso corrigir todos os textos na tela do celular.

Dia 3 - Nesse dia fiz o Free Walking Tour com o Obi as 10:30h, super recomendado no Tripadvisor, merecidamente! Melhor tour que já fiz. Ele é muito carismático e assessivel, da várias dicas que se um insider poderia dar. O tour é pelo principais pontos do Centro histórico e como era segunda, dia de troca da Guarda presidencial as 11h, pudemos ver essa cerimônia em ao Palácio do Governo.

O tour durou 3h, no fim ele para em um museu que tem um café e banheiros e fica uns 25/30m conversando com as pessoas. A gorjeta sugerida por ele é de U$5. Super recomendo fazer esse tour, ele dá várias dicas e faz um relato bem legal sobre a história geral da cidade bem como responde dúvidas do que vale a pena fazer e como fazer também.

 

Depois fiquei caminhando um pouco pelo Centro e decidi ir à pe ao Parque ir Itchimbia, pois eram só 2.2km de onde eu estava. Chegando próximo ao Parque não tinha ninguém nas ruas, mesmo sendo feriado e no fim para chegar ao Parque tem uma escadaria que quase me mata, mas valeu a pena, é só um parque com vista panorâmica mas muito tranquilo e bonito.

 

Voltei para o centro e comi um lanche no El Cafeto, bem recomendado no Tripadvisor, pedi um sanduíche de pernil, que na verdade era um sanduíche de presunto com 5 chips industrializadas, por U$6 eu esperava que pelo menos fritassem a batata.

 

De la foi para a Praça fazer o tour no mosteiro de São Francisco, preço U$2 dólares com tour de 1:30h, não pode tirar fotos, achei bem explicado, as obras são lindas é barato mas estava cansada demais, só queria que acabasse logo.

 

Saindo de la foi para a famosa calle la Ronda, passei em uma fábrica de chocolate artesanal e comprei alguns doces. Eu não sei o quanto eu andei, mas andei o dia todo quase sem parar, estou acostumada a andar mas a altitude se faz sentir, estava muito cansada. Preferi dormir a jantar.

 

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Dia 4 - Nesse dia acordei cedo e fui para a estação Chimbacalle, chegar lá é fácil, peguei o trolebus sentido sul e desci na parada Chimbacalle, da Praça Santo Domingo são 5 paradas. Queria fazer um passeio de trem pelo Equador mas queria comprar pessoalmente, chegando lá depois de dar várias voltas e de pessoas me falando que a entrada era do lado oposto desisti, muito frustrante, mas em vez de dar o dia como perdido decidi ir para o Teleférico e tentar subir o vulcão, passei no hotel para trocar de roupa e fui..

Peguei um táxi para o Teleférico na Praça Grande por U$5, foram 12m.

Chegando lá a fila estava Grande, preço U$8, sinceramente se fosse só para subir não acho que valeria a pena. Tem banheiros grátis embaixo, em cima custam U$0.50. Tudo lá em cima é caro, um Trident por U$1.

A caminhada até o vulcão é difícil, achei que as subidas no caminho de terra e pelas pedras eram o que tinham mas difícil, imagine minha surpresa quase no fim onde o terreno é arenoso e são 2 passos para frente e um para trás. Após esse pedaço foi quando mas pensei em desistir pois tive que escalar e caiam algumas pedras, eu estava sozinha e deu medo de me machucar no meio do nada e sozinha, mas continuei e cheguei ao cume.

Durante todo trajeto a paisagem é linda e embora no cume não se veja a cratera a vista é maravilhosa e rola um momento de contemplação, 4700m não é muito mas foi a primeira vez que fiz algo que exigiu tanto fisicamente. Já tentei várias vezes mas foi a primeira que acabei. Fiquei uns 15m la em cima e desci.

O problema da descida é que exige muito do joelho e a minha água acabou na subida. O único jeito de voltar é a pé então iria ser sem água e sem comida mesmo.

Levei 3:10 para subir e 2:20 para descer. Quando cheguei no teleférico já nem pensava direito e estava com dor de cabeça mas comi uma empanada e tomei água descansei um pouco e fui encarar a fila as de 40m para descer.

Durante a subida senti muito calor e muito frio, mas nada insuportável pois fui bem vestida mas as 18h o frio lá em cima era congelante. Em baixo peguei uma van sentido Mariscal por U$1 e parei na Basílica para pegar um ônibus para o hotel. Cheguei morta, nem jantei e dormi 10h seguidas. Achei que meus músculos estariam gritando no dia seguinte mas não estava sentindo dores.

Subir o vulcão foi uma das coisas mais incríveis da viagem, pelo caminho tem gente de todas as idades, é longo, demorado, como escrevi fez muito frio, fez muito calor, mas é lindo demais, é você e a natureza, ninguém pode fazer por você... Sua mente grita com você para desistir ao mesmo tempo te fala, tenta mais 10m e de 10m em 10m eu desafiei meu corpo como nunca e vou me orgulhar desse dia pra sempre porque comecei o dia 100% frustrada e transformei num dos dias mais incríveis da minha vida.

 

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Dia 5 - Dia de ir à Mindo, queria pegar a Tarabita e fazer as 15 cascatas.

Peguei o trolebus sentido La Y, ia pegar um ônibus para La Ofélia e de lá para Mindo parece que saem ônibus as 8h, 9h e 15h... como o Ônibus para o terminal Carceren passou primeiro foi para lá e de lá peguei um ônibus para São Miguel de Los Bancos e pedi para o cobrador me avisar quando passasse por Mindo. Para entrar no terminal paguei U$0.20 e até Mindo mais U$2.50. Foram 2h de viagem e na estrada tem taxistas que te levam a cidade por U$3 é uma descida e são 6.5km da para ir a pé numa boa mas eram 11h e não queria perder tempo.

Já na descida tem opção de aventura, ele me perguntou se queria ficar em alguma e eu falei que primeiro iria para a Tarabita ao que ele me disse que estava fechada a um ano. Ele me deixou em uma agência que me explicou os passeios disponíveis, não fechei nada e fui comprar a passagem de volta para Quito numa loja da avenida principal, bem sinalizada, paguei U$3.10 e reservei o horário das 17h, último horário, as saídas são de hora em hora, de uma rua transversal da rua principal. Fui comprar logo por medo de não ter lugar mas o onibus estava vazio, me falaram que por causa do feriado de finados nos dias anteriores estavam super lotados.

Na avenida principal uma agência tinha o sinal mágico ''we speak english'' lá a moça me explicou as opções de passeios, quase todos de aventura, não era possível fazer a trilha das cachoeiras mas eu poderia visitar algumas dentro de fazendas particulares ou contratar um táxi para me levar a 2 ou 3.

Acabei optando no pelo Mariposario e o Jardim de Colibris por U$6 e U$3 respectivamente. O Mariposario fica a 4.5km da cidade, fui a pé, a estrada é ao lado de um rio e foi uma caminhada bem relaxante e o mariposario foi legal também. Por toda cidade tem placas de aluguel de motos por U$18 nem passou pela cabeça que alugassem bicicletas também porque teria feito isso, cruzei com vários turistas de bike.

De la fui para o Jardim de Colibris é bem coisa de turista mesmo mas são criaturas lindas e fiquei lá no silêncio uns 50m.

Eram 14:15h quando sai de lá e resolvi sair da cidade e ir caminhar nas margens do rio, poderia ficar o resto do dia indo em direção à floresta, mas quando deu 1h de caminhada voltei para a cidade e fui almoçar no The Beehive. Do lado de fora tem uma placa de fine dining. Tem que ter muita imaginação para falar que era fine dining mas por U$11 uma entrada de sopa, um prato principal enorme de arroz, feijão, chuleta, batatas e bananas fritas mais salada, suco natural e sobremesa eu achei nota 10.

De la corri para o Ônibus que saiu pontualmente as 17h e levou 2:30h para chegar a Quito.

O ônibus para Mindo é que que passa na Mitad del Mundo, o ponto final em Quito era no terminal la Ofélia de onde fiz o agora ridiculamente fácil caminho para o centro histórico. Trole até a parada La Y e novo trolebus para Centro por U$0.25.

Não fiz o que queria em Mindo mas o dia não foi perdido porque amo caminhar e o lugar é bem bonito, a floresta começa a ficar nublada depois do meio dia e é meio mágico andar em direção à floresta e ela ficando mais e mais nublada, eu teria ido se soubesse que não poderia fazer as 15 cascatas? Provavelmente não.

 

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Dia 6 reservado para Quito - Sai cedo e peguei o trolebus, desci na parada Chimbacalle e fui à estação que desta vez estava aberta. Ainda queria um passeio de trem no Equador, la moça me explicou que o único trem que sai de Quito é o trem Ruta del Chagra, antigo trem de los volcanos que só faz metade do percurso até Aloasí, não vai até o Cotopaxi por causa do risco de erupção. Por U$50.40 o passeio de 8h de leva a uma Fazenda de animais, um show folclórico, almoço e outras coisinhas, ainda bem que não comprei pela internet, porque não acho que valha a pena.

Ainda hoje o site continua desatualizado, então recomento que quem queira fazer vá comprar pessoalmente. No geral achei que todos os outros passeios te levam de nada a lugar nenhum. Nem o Tren Crucero que vai até Guayaquil, não acho que valha à pena pagar U$1.393 por 4 dias de tempo imprevisível com muitas nuvens. Então nada de viagem de trem.

Na volta desci na Praça Santo Domingo e entrei na igreja, uma das poucas que não cobra entrada, não está muito conservada, mas é lindíssima.

De la fui a Basílica onde por U$2 se pode subir até o topo da Torre. Valeu pena, no tour o Obi tinha dado a dica de que pela entrada da frente é que se vai à Torre mais alta. Os vitrais dessa igreja são lindos e a vista também.

De la fui para o Parque La Carolina, enorme e muito limpo, li que é o Central Parque de Quito e faz jus ao apelido, da pra passar um dia flanando ali sem perceber o tempo passar.

Por U$3.50 entrei no Jardim botânico dentro do parque, tão lindo, tão perfeito...

De la fui para o que achei que seria a joia do dia, o Museu Guaysamin e La Capilla del Hombre, como eram só 2.3km resolvi ir à pé, porque em 5 dias eu ainda não tinha aprendido que 2.3km em Quito não é o mesmo que 2.3km em SP. Se arrependimento matasse eu teria morrido porque eram 2.3km morro acima, levei 35m.

A entrada para a casa Museu e La Capilla del Hombre foram U$8 e foi um dos pontos altos da viagem, eu não sou viajante de ir em museu mas a história, a obra, a filosofia desse artista me tocaram. Não se podem tirar fotos, as visitas são guiadas, na casa dele eu descobri o que é riqueza, um lugar daquele não tem preço. A vista de Quito é muito perfeita, embora hoje tenham sido construídos alguns prédios. Hoje ele está enterrado no Jardim, também com vista para Quito. La Capilla del Hombre é igualmente perfeita, até o cheiro do lugar. Acho que foi o momento mais emocionante da viagem, é inexplicável, realmente nunca me emocionei num museu ou ao ver um quadro, mas tudo ali foi especial e muito emocionante.

De la peguei um táxi para o centro histórico por U$7 e por ainda não estava cansada de ver coisas belas feitas pelo homem foi na Igreja Companhia de Jesus, a entrada custa U$4 e também não pode tirar fotos mas ao colocar o pé na igreja pensei que mesmo se pudesse não teria tirado pois nenhuma foto vai mostrar a beleza daquela igreja, eu sou uma viajante que vai em todas as igrejas possíveis mas nunca vi nada como ela, de acordo com o guia Obi ela é revestida por 53k de Ouro. É a sala da morte da um frio na espinha, ela toda de negro, com sua foice, capa balançando... medinho.

Fui jantar na La Ronda e encerrei os trabalhos do dia.

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Dia 7 - Peguei o trolebus para o terminal Quitumbe, da parada Sto Domingo até o terminal são 30m.

O ônibus deixa na porta do Terminal, não tem como errar. O Terminal é muito moderno, limpo, tem um balcão de informação turística mas nem precisei porque é bem sinalizado. As bilheterias ficam no primeiro andar e o embarque a direita da bilheteria.

Saímos as 9h pedi para o cobrador me avisar quando chegássemos ao Parque, foi exatamente 1h de viagem. Ele te deixa ao lado de uma ponte, cruzei a ponte e nada dos guias que teoricamente estariam ao lado da Ponte. Fui andando em direção ao parque e uma senhora me avisou que estava fechado e que eu teria que falar com um guia, falei pra ela que não tinha nenhum e falou para eu esperar que eles apareceriam.

Um minuto depois parou um cara, falou que estava mesmo fechado, perguntei como as agências e taxistas estavam cobrando de U$90 a U$125 pelo passeio e ele falou que é só para circundar o parque ::ahhhh:: . No fim o cara tinha morado em Campinas e falava até bem o português, me ofereceu carona até próximo a Quito insistentemente mas o meu juízo falou não.

Estava cruzando a ponte e uma moça local me parou, explicou que estava fechado desde agosto, no carro dela eu entrei, a família dela mora logo na entrada e ela me falou que poucas pessoas aparecem agora porque as informações são confusas, ela fazia um tour pela comunidade local por U$20 decidi pagar pela conversa. Não vi nada de espetacular, se soubesse que estava fechado não teria ido, mas conversar com um guia local, que mora ali a vida toda valeu a pena. Ela contou que dá comunidade dela, de 350 pessoas ficaram 150 o resto evacuou para lugares mais seguros, e que eles saíram por dois dias mas voltaram porque a mãe dela falou que melhor morrer todos juntos que estarem cada um em um canto. Hoje o pai e os irmãos fazem tour para Quilotoa mas ela não pode ir por ter uma filha pequena. Definitivamente voltarei ao Cotopaxi e farei um tour pelo vulcão com a Paulina.

Sobre as informações desencontradas, se está aberto ou fechado, ela explicou que a única fonte confiável é o site http://www.igepn.edu.ec/red-de-observatorios-vulcanologicos-rovig enquanto estiver em erupção, vermelho, continua fechado.

Fiquei com ela por umas duas horas e meia, nunca vou me esquecer da manhã, é uma vida completamente diferente, foi muito bom ouvir sua história e eu espero realmente que o parque reabra logo porque aquilo é a vida daquelas comunidades.

Chegando em Quito fui à Catedral, entrada de U$3, fui por ser teoricamente a mais antiga das Américas e ser onde está enterrado o Marechal Sucre. Nada demais lá, depois da visita à Companhia de Jesus as outras igrejas perdem o brilho, e olha que amo visitar igreja.

De la fui ao Museu da Casa Sucre a entrada é franca e por ser o herói nacional esperava bem mais, a casa foi praticamente toda reformada, quase nada é original.

Fui jantar na Calle La Ronda, todos os dias fui lá para entender o porque da fama, entendi não... Jantei no La Primera Casa comida ok, apenas ok, por U$13.

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Também aguardando cena dos próximos capítulos ::otemo::::otemo::

Liza, você poderia informar o custo total da viagem, tirando as passagens de avião?

 

saudações

 

Júdice, eu tenho tudo anotado mas estou sem teclado para digitar e no celular é impossível... se sobrar um tempo faço no trabalho durante a semana e posto.

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    • Por Gabriel Damasio
      Olá a todos!

      Vim aqui relatar a viagem que fiz sozinho neste incrível país que é o Equador. Ao total foram 11 dias, entre 19 e 30/01/2020. Eu foquei em conhecer a região do país conhecida como Avenida dos Vulcões, indo de Quito até Cuenca. 
      Gostei muito dos lugares que fui, e recomendo para todo mundo!
       
      ROTEIRO
      Dia 0: (19/01/20) – Voo noturno SP – Quito
      Dia 1: (20/01/20) – Quito – Mitad del Mundo e centro histórico
      Dia 2: (21/01/20) – Quito – Centro histórico
      Dia 3: (22/01/20) – Quilotoa (desde Quito)
      Dia 4: (23/01/20) – Cotopaxi – noite em Latacunga
      Dia 5: (24/01/20) – Baños – Casa del Árbol
      Dia 6: (25/01/20) – Baños – Bike pela Ruta de las cascadas até o Pailón del Diablo
      Dia 7: (26/01/20) – Riobamba
      Dia 8: (27/01/20) – Riobamba: Chimborazo
      Dia 9: (28/01/20) – Riobamba – Cuenca
      Dia 10: (29/01/20) – Cuenca – Parque Nacional Cajas
      Dia 11: (30/01/20) – Cuenca de dia, voo a noite
       

       
       
      DICAS GERAIS
      Dinheiro: O Equador usa o dólar como moeda oficial, o que facilita bastante a viagem pois não é necessário realizar mais um câmbio do dólar para a moeda local. Apesar da conversão desfavorável do dólar para o real, o Equador é sim um país muito barato!
      Para estes 11 dias, eu gastei um total de 420 USD lá no Equador.
      Passagens aéreas: Eu peguei o voo direto de São Paulo para Quito, que é operado pela Gol. Para esta passagem, paguei R$ 1800,00. O voo sai de São Paulo às 19h e chega em Quito às 23h. Para a volta, ele partiu de Quito 00h30 e chegou em São Paulo 08h20.
      Para voltar de Cuenca para Quito, optei por voar para não perder um dia de viagem. Este voo foi da Latam, e custou R$ 123,00. Foram incríveis 35 min de voo.
       
      Ônibus: Fiz todas as viagens pelo país de ônibus (com exceção do trecho Cuenca – Quito, para voltar). De maneira geral, os ônibus no Equador são muito bons e baratos. Quase que a totalidade das viagens custaram entre US$ 2 e 2,50. A passagem mais cara foi entre Riobamba e Cuenca, US$ 8,00 para 6h de viagem.
      Não é preciso comprar as passagens de ônibus com antecedência, geralmente ou se compra na rodoviária na hora, ou até se paga dentro do ônibus. Não tive nenhum problema com falta de assentos.
      Nos ônibus sempre há música tocando, ou algum filme de ação passando, e com vários vendedores de comida em cada parada, o que torna as viagens interessantes.
       
      Hospedagens: Em geral, os hostels no Equador custam de 6 a 10 USD, podendo ter ou não café da manhã incluso. Estes foram os lugares que me hospedei:
      Quito: El Patio Hostel
      Latacunga: Hotel Rosita
      Baños: Papachos Hostel
      Riobamba: Hostel Villa Bonita
      Cuenca: Selina Hostel
       
      Comida: Refeições no Equador também são baratas. Pode-se solicitar nos restaurantes o menu “almuerzo”, que contém uma sopa de entrada, um prato principal e um suco por um valor entre US$ 2,5 – 5, que irá satisfazer bastante a fome após as trilhas e caminhadas pelas cidades.
       
      Clima: Na época de janeiro fez frio, calor, tempo seco e chuva, então é preciso estar preparado para tudo hahaha. Mas de maneira geral, com a altitude o clima é mais frio, então um casaco e uma jaqueta corta-vento/chuva são muito bem vindos. Em Baños estava bastante calor, então a bermuda foi bem-vinda por lá. Acredito que as temperaturas tenham variado entre 5 e 26°.
       
       
      RESUMO GERAL DOS ATRATIVOS:
      QUITO: Centro histórico, Mitad del Mundo, Teleférico e vulcão Pichincha (não fui nesses por causa do mal tempo).
      LATACUNGA: Quilotoa, uma lagoa na cratara de um vulcão, e o Cotopaxi, o vulcão mais icônico do Equador.
      BAÑOS: É a cidade dos esportes de aventura do Equador (rafting, bungee jumping, etc). Fui para a Casa del Árbol (balanço do fim do mundo), a Rota das Cascadas até o Pailón del Diablo de bicicleta, e os banhos termais “Termas de la virgen”.
      RIOBAMBA: A cidade fica ao lado do vulcão Chimborazo, o mais alto do Equador. Não fui, mas também me recomendaram muito a trilha de 2 dias para a Laguna Amarilla, no vulcão El Altar.
      CUENCA: A cidade mais linda do Equador, com um centro histórico incrível. Também fica ao lado do Parque Nacional Cajas, que merece a visita.
       
       
      DIA A DIA:
      Dia 0: (19/01/20) – Voo SP – Quito
      O voo da GOL de São Paulo para Quito leva em torno de 6h. Cheguei lá as 23h, e peguei um taxi para o meu hostel. O valor da corrida era tabelado em US$ 25,00, com certeza o preço mais abusivo de toda a viagem. Por causa do horário, acho que compensou, porém acredito que exista também ônibus para o centro.
      Me hospedei no bairro La Mariscal, o bairro bohêmio de Quito. Ele é bom para caminhar, com diversas opções de bares e restaurantes a noite. Porém, acredito que teria sido bem mais prático estar em um hostel já no centro histórico de Quito. Falam que lá, porém, é mais perigoso para se caminhar a noite.
       
      Dia 1: (20/01/20) – Mitad de Mundo e Centro Histórico
      Quito tem algumas linhas de ônibus, no estilo BRT, que funcionam muito bem. Paga-se US$ 0,25 pela passagem na estação, e a linha é quase como um “metrô” de ônibus. Todas elas só têm 2 sentidos: Sul ou Norte (Quito é estreita e comprida).
      Caminhei até a linha que possui como final à norte a estação Ofelia. Chegando lá, é só tomar o ônibus “Mitad del mundo” e descer na frente do museu. Este custou US$ 0,15 (atenção, este não é o ponto final! Peça para o cobrador avisar quando descer).
      O parque do monumento “Mitad del Mundo” é famoso por ser considerado o local em que a Linha do Equador passa. Ele custa entre 5 e 10 dólares, se me lembro bem. Lá estão diversos museus, experimentos de ciências, e o famoso monumento com a linha do Equador. Também existem diversos restaurantes com bons preços por lá. É um passeio de umas 3h para visitar tudo.
      De lá, tomei os ônibus de volta, e desci na estação que fica no centro de Quito. O centro histórico é bem bonito, e caminhando pode-se conhecer muita coisa interessante!
      Ao final da tarde uma tempestade chegou. Fiquei ilhado no mercado municipal, que já estava fechando. Voltei ao hostel e jantei pelo bairro La Mariscal.
       

      Monumento Mitad del Mundo e a linha do Equador. Sentado entre o norte e o sul!
       

       

      Vista desde o topo do monumento.
       

      Centro histórico de Quito.
       

      Plaza de la Independencia (Plaza Grande) no centro histórico de Quito.
       
      Dia 2: (21/01/20): Centro Histórico de Quito
      O meu plano neste dia era subir o teleférico de Quito, e lá de cima fazer a trilha até o cume do vulcão Rucu Pichincha. O dia, porém, amanheceu bastante nublado.
      Não me dando por vencido, peguei um ônibus até a base do teleférico (~0,20 dólares), e de lá um táxi subindo a montanha até sua entrada (1,00 USD). Chegando na entrada, a neblina estava muito intensa, e não era possível ver nada, o que dirá 1000 m acima, numa altitude de 4000 m, onde o teleférico sobe. A moça dos ingressos me informou que era até perigoso subir o Rucu Pichincha. Eu então desisti de subir o teleférico. Porém, fica a recomendação, caso o dia esteja limpo. Os ingressos custam 8,00 USD. Além da neblina, o resto do dia ficou inteiro chovendo, então foi bom eu ter desistido hahah.
      Peguei um taxi até o centro da cidade, pois havia um Free Walking Tour que iria começar 10h30, que ainda havia tempo para eu participar. O tour durou por volta de 3h, e achei bastante razoável. Acho que, porém, aproveitaria mais caminhando sozinho. O tour que realizei foi o do Community Hostel.
      Após o tour, fui até a Basílica de Quito, onde é possível subir até o topo das torres por 2,00 USD. Achei muito legal, as escadas são muito íngremes e a vista é incrível de toda a cidade. A torre fecha as 16h30, então é preciso chegar lá antes disso. Essa basílica é conhecida por ser a “Notre Dame” de Quito.
      Um dia para visitar o centro de Quito é suficiente. Seria possível ir também até o Panecillo, outro mirante na cidade, mas achei que não seria necessário após subir a catedral.
       

      Calle La Ronda, uma das ruas mais famosas do centro de Quito.
       

      Ao fundo, a Basílica do Voto Nacional.
       

      Quito ou Paris?
       

      Rumo às torres da igreja.
       

      Vista de todo o centro histórico de Quito, e do mirante do Panecillo.
       

      Escadas nada íngremes.
       
      Dia 3: (22/01/20) – Quilotoa
      Minha recomendação é dormir uma noite antes em Latacunga para visitar o Quilotoa. Eu fiz um bate-volta desde Quito, e achei que seria muito melhor ter ido a partir de Latacunga. Porém, não me planejei muito bem e já tinha reservado mais uma noite no hostel em Quito.
      Bom, saí do hostel as 06:00 e tomei o ônibus até a estação final à Sul, Quitumbre. Este percurso levou cerca de 1h, desde La Mariscal, já é longe então.
      A estação Quitumbre é a rodoviária de Quito (Terminal Terrestre, em espanhol). De lá, peguei um ônibus até Latacunga, que levou cerca de 1h30.
      De Latacunga, é preciso pegar mais um ônibus até Quilotoa. Ele irá parar bem próximo à lagoa, e demora pouco mais de 1h para chegar. No ônibus conheci 2 colombianos e 1 espanhola. Nós fizemos o passeio juntos.
      Chegando em Quilotoa, uma desagradável surpresa: muita neblina e garoa, com direito à fotos expectativa x realidade hahaha. Nada como um bom perrengue. Almoçamos por lá para esperar o tempo melhorar: não melhorou.
      Nos falaram que a dica para não pegar neblina alguma é ir super cedo, o que não fizemos. Mas, descendo a trilha até o lago, a neblina melhoraria, pois as nuvens não baixam na cratera. E foi o que fizemos! Descer levou cerca de meia hora, e foi possível avistar a linda lagoa! Descemos até a água, tiramos várias fotos, e depois subimos. A subida é íngreme, mas não achei tão terrível quanto li por aí. Certamente vale a pena descer até a água. Levamos cerca de 45 min para subir.
      Pegamos o ônibus de volta para Latacunga, e depois voltei para Quito. Os outros, espertos, ficaram em Latacunga!
      Combinei de ir com eles ao Cotopaxi no dia seguinte, e nos encontrar as 08:30! Ou seja, tive que madrugar dia seguinte também...
      Cheguei no hostel as 22h este dia, após jantar um KFC ao lado do ponto de ônibus.
       

      Expectativa...
       

      Realidade kkkk
       

      Descendo ainda estava com cara de Silent Hill.
       

      Eis que deu para ver a lagoa!
       

      Companheiros de perrengue.
       

      É possível andar de caiaque nas águas do Quilotoa.
       

      Exercício para subir.
       

      Na subida teve até um arco-íris!
       
      Dia 4: (23/01/20) – Cotopaxi
      Saí do hostel às 4h45 da manhã com novamente com destino a Latacunga. Desta vez, já levei minha mochila.
      Como era muito cedo, os ônibus ainda não estavam passando, então tomei um Uber até Quitumbre por 5,00 dólares (durante o dia seria 10,00).
      Consegui chegar às 07:30 em Latacunga, e andei até o Hotel Rosita, onde os colombianos estavam. O café da manhã lá custou 2,00 é era muuito bem servido, recomendo. Ao final, acabei me hospedando lá no fim do dia. Saiu mais caro que um hostel, 12 USD, porém pude ter uma boa noite de sono em um quarto privativo após tanto madrugar.
      Após o café da manhã, nos destinamos ao parque do Cotopaxi. Nós fechamos um jipe desde Latacunga por 30,00 USD cada. O motorista era o próprio dono do hotel. Acredito que se tivéssemos ido até a portaria do parque de ônibus e de lá tomado um jipe, teria sido bem mais barato (e é totalmente possível), mas também estava ok o preço, considerando a comodidade. Em revanche ao dia anterior, desta vez o tempo estava perfeito, e o Cotopaxi estava sem nuvem alguma!
      Após algumas paradas para fotografias, chegamos de carro até o estacionamento, e então subimos andando até o Refúgio (4864 m). De lá, continuamos subindo até o glaciar do vulcão (5100 m). Nesta altitude já era bem mais difícil caminhar. Na altura do primeiro refúgio já havia neve, porém ela só é completa aos 5100 m, onde é necessário estar com grampos nos pés para subir.
      Eu até considerei realizar o passeio de 2 dias para subir até o cume do Cotopaxi, mas como estava com poucos dias para me aclimatar na altitude, e o passeio é um tanto caro, decidi deixar para uma próxima viagem.
      Após descermos até o carro, fomos até um lago com diversos pássaros, e até o museu do parque. Por fim, nosso guia nos levou para almoçar em um restaurante na estrada em que o almuerzo era 5,00 USD. A vista do restaurante para o Cotopaxi era incrível! Valeu muito a pena.
      Descansamos o resto do dia, e a noite jantamos por Latacunga.
       

      Cotopaxi com o clima perfeito!
       

      Gigantesco!
       

      Vulcão com lhama? Por isso que o Equador não desaponta!
       

       

       

      A partir do estacionamento, começa a caminhada.
       

      Chegando no Refúgio José Rivas, 4864 m de altitude.
       

       

      Rumo ao glaciar, até os 5100 m de altitude!
       

       

      O glaciar! A partir daqui, só com equipamentos especiais para caminhar.
       

      Almoçar com essa vista é chato.
       

      Simpática lhama equatoriana.
       
      Dia 5: (24/01/20) – Baños – Casa del Árbol
      Pela manhã tomei novamente o café da manhã reforçado do Hotel Rosita, e então tomei o ônibus para a cidade de Baños. Desde Latacunga não há ônibus direto, então foi preciso trocar de ônibus na cidade de Ambato, uma baldeação super tranquila. A viagem foi super rápida (o Equador é muito pequeno hahah). Do ônibus já foi possível observar as montanhas arborizadas que cercam Baños, rios de corredeiras rápidas, e o vulcão Tungurahua, todas as paisagens de Baños.
      Assim que cheguei, fui andando até o hostel Papachos, que fica bem localizado ao final da cidade. Deixei minha mochila e troquei de roupa: em Baños estava bem quente!
      A cidade é bem pequena e movimentada com turistas, por todos os lados há agências de turismo e aluguéis de bicicletas. Dei uma volta a pé e comi um clássico almuerzo.
      As 16h peguei o último ônibus até a Casa del Árbol, o ponto turístico mais conhecido de Baños. O ponto de ônibus era bem próximo ao meu hostel, e os horários dos ônibus são bem definidos, vale a pena prestar atenção, pois o último era as 16h. Cada trecho da viagem custou 1 USD. Chegar até lá levou mais ou menos 40 min, e na viagem o ônibus vai subindo o tempo todo a montanha, muito alto! Eu sei que é possível subir e descer até lá andando, porém preferi o ônibus mesmo.
      Chegando ao topo, é preciso pagar uma entrada para a área da Casa del Árbol (1 USD). A casa na árvore é famosa pelos seus 2 balanços, o balanço do fim do mundo! Achei muito divertido, porque lá tem um pessoal que fica empurrando os balanços muito forte, é bastante intenso kkk. Recomendo ir para a fila dos balanços assim que chegar, porque depois a fila só cresceu e era impossível ir de novo. Mas também é muito engraçado ver os caras empurrando as outras pessoas.
      Lá é possível subir na casa da arvore também, apreciar o precipício de 2700 m de altitude, e, se der sorte com as nuvens, ver o vulcão Tungurahua ao fundo. Tive alguns momentos de sorte!
      Também tem uma lanchonete e uma tirolesa lá em cima, no geral é um bom lugar para passar o tempo.
      O ônibus desceu às 18h, e foi tempo suficiente para ficar lá em cima e aproveitar todo o passeio. Recomendo levar um casaco lá para cima, porque no fim do dia o tempo muda bastante, e faz frio.
       

       

      A famosa casa na árvore.
       

      Um pouco de diversão no passeio!
       

      Eles levam a sério a questão de empurrar o balanço hahaha!
       

      O vulcão Tungurahua deu as caras!
       

       
      Dia 6: (25/01/20) – Baños – Ruta de las cascadas
      Este foi o dia de realizar o segundo passeio mais famoso de Baños: alugar uma bicicleta pedalar os 20 kms da Ruta de las Cascadas (rota das cachoeiras) até a cachoeira mais famosa do Equador: o Pailón del Diablo.
      Peguei uma recomendação de agência de aluguel de bicicletas no hostel, mas chegando lá, todas as bicicletas estavam todas esgotadas (boatos que aquelas são as melhores bicicletas, se não me engano a agência se chama Wonderful). As bicicletas em todos os lugares que vi custam 5,00 USD o aluguel. Me levaram para outra agência, e lá conheci uma chinesa, com quem fiz todo o passeio. Junto com a bicicleta, as agências também dão capacete, material para trocar a câmara de pneu, corrente para amarrar a bicicleta e uma mochilinha com tudo isso.
      Recomendo testar fortemente a bicicleta antes para ver se as marchas e freios estão todos ok. Eu testei bastante a minha, mas tive um grande perrengue. Após a primeira grande decida (uns 3 kms), a corrente da minha bike arrebentou. Tive que voltar até a agência para trocar a bicicleta. Por sorte consegui carona em uma caminhonete para subir até a cidade, se não o perrengue teria sido muito maior!
      O caminho é basicamente só decida, então é muito fácil. Ele segue pela pista da rodovia, mas não há nenhum problema nisso, é bastante tranquilo. Em vários momentos, quando há algum túnel, há um desvio para bicicletas pela direita, contornando a montanha por fora do túnel, o que faz o passeio ser bastante seguro. Pela rota é possível ir apreciando várias cachoeiras e o rio lá abaixo. Há várias opções de tirolesas no caminho, mas não fomos em nenhuma.
      Ao final do passeio, chegamos ao Pailón del Diablo. Ele possui duas entradas. A primeira entrada leva ao topo da cachoeira, e a segunda é uma trilha que desce até sua base. Escolhemos ir na segunda.
      Amarramos as bicicletas na entrada e descemos a trilha pela floresta. É uma descida razoável, deve ter 1 km. Lá embaixo é preciso pagar a entrada para a cachoeira (2 USD). Dica: vá com roupa que possa molhar! A água da cachoeira é tão forte que encharca qualquer um! É muito divertido. É possível seguir o caminho e se rastejar por uma caverna para chegar atrás da queda d’água, é uma aventura! Também há uma famosa escada de pedra lá, que não faço ideia de como que foi construída. De baixo é possível ver toda a queda d’água.
      Saindo do parque, é possível desviar para uma ponte suspensa, e ter uma visão de longe do lugar.
      Após subir a trilha, almoçamos em um dos diversos restaurantes que tem na estrada, na entrada do parque. Os preços são sempre os mesmos, e a comida era bem boa.
      Ouvi falar que se continuar pedalando pela estrada principal, após o Pailón, há mais uma cascata em que é possível nadar. Porém, como já estávamos muito molhados, decidimos voltar. Para voltar ao centro de Baños, não é preciso ir pedalando. Diversos caminhões levam todo mundo e as bicicletas por apenas 2 USD, e vale super a pena (a volta seria uma grande subida).
       

      Uma das várias cachoeiras do caminho.
       

      Um dos desvios para as bicicletas, pela direita do túnel.
       

      A trilha para o Pailón del Diablo é pela floresta.
       

      Esse chuveiro tem pouca água.
       

      As escadas do Pailón del Diablo.
       

      Para chegar atrás da queda d'água é preciso se aventurar.
       

      Será que molha para chegar atrás da cachoeira?
       



      De banho tomado.
       

      Pailón del Diablo e a ponte suspensa.
       

      A volta de quem não encara pedalar na subida.
       
      De volta à cidade, aproveitei para descansar o resto da tarde. A noite decidi ir a uma das grandes atrações da cidade, os banhos termais! A final, o nome da cidade não é Baños por acaso (o nome correto é Baños de Água Santa, melhor ainda!).
      A terma da cidade (Termas de la Virgen) fecha pela tarde, e reabre as 18h. Ela fica localizada próxima à entrada da cidade, ao lado de uma cachoeira que é visível de toda a cidade. Essa cachoeira se chama Cabellera de la Virgen.
      A entrada para as termas custou 4,00 USD. É preciso ter uma touca de banho, e os hostels geralmente têm para emprestar, mas se você não levar, é possível comprar lá nas termas também. Lá há cabines para se trocar, e há um guarda volumes, então não há preocupações em onde você vai deixar sua mochila.
      São dois andares de piscinas termais. No superior, que é onde está o guarda-volumes, há uma piscina quente (38°C) e uma de água fria. A de água quente fica muito lotada, mas é bem divertido, porque é ocupada por vários equatorianos locais e suas famílias.
      No andar de baixo há toda uma atração especial. Lá está a piscina de água mais quente (44°C)! Parece que você está dentro do vulcão, porque cada movimento dói hahah o ideal é ficar parado na água, que assim fica suportável. Para revezar, há uma piscininha ao lado com a água super gelada, direto da cachoeira (~17°C). É muito divertido trocar entre piscinas, o choque térmico é incrível!
      Apesar de lotado, achei muito legal a experiência das termas, é um passeio bastante tradicional de Baños, e pessoas de todo o Equador vão para lá desfrutar das águas aquecidas pelo Tungurahua.
       

      As famosas termas de Baños, ao lado da cachoeira.
       

      Apesar da muvuca, é bem relaxante kkkk essa é a piscina de 38°.
       

      A piscina de água quase fervendo, e a banheirinha de águas congelantes para o choque térmico.
       
      Dia 7: (26/01/20) – Riobamba
      Após uma manhã preguiçosa, tomei um ônibus de Baños rumo à Riobamba. A viagem novamente foi bem rápida. A cidade de Riobamba é famosa por estar aos pés do vulcão Chimborazo, o mais alto do Equador (6267 m).
      Fiquei no hostel Villabonita e recomendo fortemente esse hostel, ele tem as MELHORES camas de todo o Equador, uma delícia. Além disso, todos os viajantes que conheci depois ficaram nesse hostel e falaram a mesma coisa hahah então o negócio é sério. O hostel fica em um casarão antigo, bem tradicional. Ele tem poucos quartos, e tem café da manhã incluso.
      Como era domingo, quase tudo na cidade estava fechado, mas depois de um pouco de caminhada consegui achar um lugar para almoçar. Achei a arquitetura da cidade bem bonita, ela é mais antiga e bem preservada.
      Conheci no hostel uma tailandesa que também queria ir ao Chimborazo no dia seguinte, e combinamos de irmos juntos.
      Pela noite reencontrei por acaso uma romena que havia conhecido em Quito e que estava ficando no mesmo hostel, e também conheci no hostel um brasileiro, um americano e um polonês. Eles haviam ido até o Chimborazo esse dia, e disseram que o tempo estava perfeito, e que no dia seguinte estaria ainda melhor. Fiquei muito animado com o meu passeio do dia seguinte! Fomos andar pela cidade juntos. O céu abriu e foi possível ver o Chimborazo na distância, enorme!
      Jantamos pizzas e foi uma noite bem divertida.
       

      Arquitetura bem preservada.
       

       

       

       

      Ao fundo o Chimborazo e seus 6267 metros.
       
      Dia 8: (27/01/20) – Riobamba - Chimborazo
      Após um reforçado café da manhã no hostel, eu e a tailandesa tomamos um taxi até a rodoviária. De lá nós tomamos um ônibus com destino à Guaranda, e pedimos ao motorista para nos avisar onde era a portaria do parque do Chimborazo. Esse é o jeito mais fácil e barato de chegar ao parque. No ônibus nós conhecemos um casal alemão, o que foi muito legal. Na portaria do parque estão vários jipes que podem levar até o primeiro refúgio (Hermanos Carrel – 4800 m de altitude). É possível subir a pé, mas recomendo pegar um jipe, pois a trilha é bastante longa. Não lembro exatamente o custo, mas creio que tenha sido 10 USD para cada, pois dividimos em 4 pessoas.
      Deste refúgio seguimos caminhando por uma hora até o próximo refúgio, Whymper (5000 m de altitude). Nesse ponto já havia esfriado, e havia muita neve na trilha. Continuamos subindo 10 min até a última parada, a lagoa Condor Cocha, a 5100 m. A lagoa é feia e marrom, mas a vista do cume do Chimborazo é impressionante, e o tempo estava perfeito.
      Resolvemos subir mais um pouco, e a vista de cima é ainda melhor! O Chimborazo é realmente impressionante.
      Descemos até o jipe e voltamos para a portaria. Lá esperamos o próximo ônibus passar na estrada (o pessoal do parque sabe exatamente os horários, então vale a pena perguntar para eles quando o próximo passará). Chegamos em Riobamba esfomeados, deveria ser por volta de 16h. Da estrada era possível ver tanto o Chimborazo quanto o El Altar, um outro vulcão da região que me recomendaram muito ir. Almoçamos ao lado da rodoviária em um restaurante muito bom e barato!
      De noite, jantei pizza novamente com o pessoal do hostel. Novamente uma noite divertida.
       

      Até o primeiro refúgio é possível chegar de jipe.
       

      Refúgio Hermanos Carrel.
       

      A partir daqui, só caminhando.
       

      O próximo refúgio lá em cima.
       

      Refúgio Whymper.
       

       

       

      A subida final até a laguna Condor Cocha.
       

      A laguna Condor Cocha e sua água barrenta hahaha. A montanha é que vale a visita.
       

       

       

       

       

      Tem gente que desce do refúgio Hermanos Carrel até a portaria de Bike.
       

      A paisagem do parque é bem desértica.
       

      O Chimborazo visto da portaria do parque.
       
      Dia 9: (28/01/20) – Cuenca
      Pela manhã peguei um ônibus para Cuenca. Essa foi a viagem mais longa de ônibus que tive (6 horas). Fui junto com um alemão que estava no mesmo hostel que eu, fomos conversando então a viagem passou mais rápido.
      Chegando em Cuenca, combinamos de ir no dia seguinte até o Parque Nacional Cajas.
      Fui até meu hostel (Selina Cuenca). Ele era gigante, e com uma decoração toda diferentona, parecia um hotel. Achei muito bom.
      Cuenca é uma cidade linda, a mais bonita de todas as que fui. Ela é toda arrumada, lembra um pouco a organização de cidades europeias, com um espírito latino americano. Vale a pena ter um dia só para ficar passeando.
      Pela noite reencontrei a espanhola do Cotopaxi, e junto com dois franceses nós fomos jantar Cuy, o tradicional porquinho da índia andino. A experiência foi peculiar kkkk ele não é muito bom, mas também não é ruim.
       

      Construções de Cuenca.
       

       

       
       
      Dia 10: (29/01/20) – Cuenca – Parque Nacional Cajas
      De manhã fui com o alemão, a espanhola e os franceses para o Parque Nacional Cajas, um parque a 4000 m de altitude, com montanhas e lagos, uma paisagem linda! Nós pegamos um táxi até a rodoviária, e de lá um ônibus com direção a Guayaquil. É só pedir para o motorista avisar quando descer, que o ônibus para na portaria do parque. Na recepção, nos registramos (é gratuito), e pegamos algumas informações. Eu e o alemão decidimos fazer a trilha n° 2 e depois a 1, enquanto os outros apenas a trilha n°1. A trilha 2 sobe uma montanha até 4267 m, e é possível ver todo o parque do alto. Já a trilha 1 contorna os lagos pela parte baixa, e é mais tranquila.
      Achei a trilha 2 um pouquinho puxada para subir, mas recomendo demais essa opção, porque a vista do topo é incrível.
      Quando chegamos na conexão com a trilha 1, começamos a caminhá-la, porém começou a chover muito, e tivemos que desistir e voltar para o centro de visitantes, que era mais perto do que acabar a trilha. Chegamos encharcados, mas felizes que o passeio tinha sido incrível.
      Pegamos o ônibus na estrada de volta para Cuenca, e durante a viagem fomos parados pelo exército. Todo mundo do ônibus foi revistado, eles estavam em busca de armas e drogas... uma situação um tanto inusitada e não muito agradável.
       

      É preciso dirigir com cuidado para não atropelar as lhamas.
       

      Rumo à trilha n° 2 no Cajas!
       

       

       

       

       

       

       

      No encontro da trilha 1 com a 2, é preciso atravessar esta floresta muito doida.
       

       

      A trilha n° 2 sobe esta montanha ao fundo.
       

      A revista nada agradável do exército.
       
      Dia 11: (30/01/20) – Cuenca – Quito – São Paulo
      Meu último dia no Equador...
      Encontrei a espanhola pela manhã e aproveitamos para andar um pouco, e subir a torre da catedral principal de Cuenca. A entrada custou 2 USD. De lá é possível ter uma vista de toda a cidade. Achei bacana, mas não totalmente essencial o passeio.
      Fui também no museu dos chapéus do Panamá. Cuenca é conhecida por ser a cidade desses chapéus, que são equatorianos, e não panamenhos, ao contrário do nome... O museu é basicamente uma loja de chapéus diversos, interessante pelo contexto da cidade.
      Aproveitei para caminhar pelo resto da cidade, e fui até o mercadão tomar pela última vez um suco de tomate de árbol, o meu favorito da viagem (no Equador dá pra encontrar por todo lugar esse suco. O de amora também é muito comum).
      Vi que dentro da cidade de Cuenca é possível visitar um sítio arqueológico inca, as ruínas de Pumapungo. Elas ficam dentro de um museu arqueológico, que achei bem simples. As ruínas também não são grande coisa, mas se estiver com tempo sobrando, o passeio é ok.
      De tarde tomei um uber até o aeroporto, onde peguei um voo de volta à Quito (35 min de voo!). Fiquei no aeroporto mesmo até meu voo noturno para São Paulo. E esse foi o fim da viagem!
       

      Os chapéus do Panamá são equatorianos!
       

      Vista desde o topo da catedral.
       

       

      O museu dos sombreros, eles levam a sério os tipos de chapéu!
       

       

      A cidade é cortada por um rio muito agradável.
       

      As ruínas de Pumapungo.
       

      Até nas ruínas incas temos lhamas.
       
       
       
    • Por flrc888
      Saudações Amigos!
      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. 
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. 
      Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz

       
      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
      A VIAGEM
       
      Santa Cruz de la Sierra
      Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus.
      Foto: Chaga em Santa Cruz

       
      Foto: Coincidência, boliviana com a tatoo com meu nome.  

       
       
      La Paz
      Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade.
      Do taxi ao Uber, tudo muito barato. Deliciosas sopas, empanadas e sal tenhas. Fiquei no Llmas Hostel, próximo a praça Espanha e teleférico. Passei mal, uma forte dor de cabeça, mais nada que Sirochi Pill não resolvesse. Encontrada em qualquer farmácia custa cerca de R$2.00. Fui a todos os parques, praças, miradores e no teleférico. Na noite fui a disco chamada fórum. As pessoas são muito preconceituosas com a Bolívia, La Paz é bonito e seguro.
       
      Foto: Teleférico La Paz

      Foto: sopa de Fidel com Maní

      Copacabana
      O lago titicaca é fantástico, a cidade é pequena e acolhedora. Fiz o passeio na Ilha do Sol. Paisagens perfeitas.
      Foto: São Pedro de Tiquina

       
      Foto: Lago Titicaca (Tirada por mim)

      Cusco
      Em Cusco os preços sobem um pouquinho. Pra economizar é só fugir da rota turística e ir a mercados e restaurantes frequentados por nativos.
      Recomendo o passeio ao Vale Sagrado. Cerca de R$70,00 com almoço buffet. Se conhece as Salineiras, Olaytaitambo, e muita histórias e ruínas do povo Inca.
      Machu Pichu é caro. Recomendo ir de Van até a hidrelétrica, seguir a pé até Águas Calientes, descansar em um Hostal, e subir no outro dia a Machu Pichu, fica cerca de R$230,00. Ao lado da igreja, na praça de Armas, existem 2 Pub s muito legais para sair na noite.
      Foto: Plaza de Armas

       
      Fotos: Mercado Artesanal

       
       
      Foto: Olaytaitambo


       
      Lima
      Fiquei num excelente Hostel perto do mar, na região do Barranco, na minha opinião a parte mais bonita da cidade.
      Fiz muitos amigos no Hostal.
      Foto: Barranco

      Mancora
      Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima.
      Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei.




      Cuenca
      O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito.

      Medellín
      Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio.


      Cartagena
      Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores.




       
      Santa Marta
      Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa.
       
      Bogotá
      Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco.

      DINHEIRO
      A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union.
       
      PERRENGUES
       
      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34 9 9944 2608
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
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