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África do Sul - Joanesburgo, Sun City, Kruger e Cidade do Cabo - 18 dias


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ÉPOCA DA VIAGEM:

Viajei eu e mais uma amiga em Agosto de 2015 para a África do Sul. Para fazer o safári fotográfico essa é a melhor época, pois chove pouco, a vegetação está mais seca e a água disponível para consumo dos animais está concentrada em poucas áreas, tudo isso facilita a visualização dos animais. Por outro lado, na Cidade do Cabo é praticamente inverno com muita chuva e dias nublados.

 

FORMA DE VIAGEM:

Reservamos todos os hotéis, menos o do safári, pelo Booking. A passagem aérea e o pacote do safári (transfer terrestre + 1 dia inteiro de safári + hospedagem) fizemos com uma agente de viagens, assim conseguimos parcelar em mais vezes. Os pacotes de safari contratados direto com operadoras da África são mais completos e tem hospedagens mais interessantes, mas são pagos à vista.

 

CÂMBIO:

Trocamos boa parte do dinheiro no Brasil, já que o câmbio é bem favorável. Levamos alguns dólares para não passar vontade, afinal não voltaríamos tão cedo para esse destino. Gastei 4.000 mil reais com todos os passeios e deslocamentos, comendo bem e comprando algumas lembrancinhas. Poderia ter economizado mais, mas preferi voltar com menos dinheiro e não passar vontade.

 

DICAS:

- Como fomos no inverno e fizemos pelo menos 3 diferentes províncias da África do Sul (GAUTENG, MPUMALANGA E CABO OCIDENTAL) tivemos que levar desde shorts e biquíni até fleeces e casacos mais pesados para o safári e a Cidade do Cabo.

- Para comprar souvenirs na Cidade do Cabo o melhor lugar é o Greenmarket Square; No V&A é tudo extremamente caro!

- Alugue um carro em Joanesburgo se puder; Em Cape Town o sistema de transporte publico é melhor e não sentimos necessidade de carro.

 

RELATO:

DIA 1: CWB - JOANESBURGO; Voamos South African e o trecho GRU - OR TAMBO demora mais ou menos 8 horas; Não costumo achar voos longos confortáveis então vou me abster de comentar essa parte, mas em certo momento não havia mais água mineral disponível.

 

DIA 2: Chegada em Joanesburgo às 7 da manhã; Pegamos o Gautrain, que tem uma estação anexa ao aeroporto é só seguir as placas, até Sandton e nos instalamos no hotel Park Inn em que é um bom custo benefício e fica perto de restaurantes. Almoçamos e pegamos novamente o Gautrain, dessa vez em direção ao centro para fazer o city tour com o ônibus vermelho.

 

A cidade é muito grande, tem áreas melhores e bonitas e áreas como o centro que são bem sujas e confusas. Não saímos explorar os bairros por falta de tempo e por falta de saber onde ir, mas paramos no Museu do Apartheid que é muito interessante e obrigatório para o entendimento da história da África do Sul.

 

*Acho importante avisar que o transporte em taxis e metrô em Joanesburgo é MUITO CARO e o transporte público é quase inexiste e confuso, feito em vans onde várias pessoas vão abarrotadas. Não nos sentimos muito tentadas a usar as vans pois éramos duas mulheres sozinhas e além de não conhecermos nada do lugar tampouco conhecíamos alguém lá que pudesse nos ajudar, mas provavelmente nada de ruim teria acontecido porque o povo é muito simpático e sempre nos ajudaram quando precisamos.

Outra dica boa acho que seria alugar um carro lá, apesar da mão inglesa dizem não ser difícil se acostumar. Só ir no DETRAN pagar uma taxa e "transformar" a carteira de habilitação nacional em internacional.

 

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DIA 3 e 4: Como queríamos um pouco de luxo e câmbio era favorável escolhemos ficar 2 dias em Sun City no Palace of the Lost City que é um dos primeiros hotéis 6 estrelas no mundo. Um transfer pode ser contratado direto com o hotel ou com alguma operadora.

 

Para nós, que nunca tínhamos experimentado algo assim foi muito, muito legal. O café da manhã parecia um buffet de almoço com sushis, carnes exóticas, panquecas e waffles, queijos e embutidos, chás, cafés e espumantes... o quarto era enorme, lindo e cheio de amenidades como vinhos e frutas. O complexo de Sun City é enorme e você pode passar de uma mini Las Vegas com Cassinos até um parque aquático com piscina de ondas e tobogãs ou campos de golf e esportes aquáticos. Nós fizemos um zip slide pela savana e tiramos muitas fotos em todos os lugares possíveis.

 

Dependendo do tempo e de suas prioridades é uma experiência muito legal. Sun City também é uma das muitas facetas da África do Sul afinal.

 

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Uma das áreas privadas do Palace of the Lost City

 

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Zip Slide

 

DIA 5: Voltamos para Joanesburgo no meio da tarde e passamos um dia "zen" andando por Sandton e pelo shopping

 

DIA 6: Escolhemos fazer um passeio de bike por 4 horas pelo Soweto, a maior "township" da África com o http://www.sowetobicycletours.com/. Eu tinha um pé atrás com esse tipo de passeio por talvez financiar um tipo de "turismo da miséria", mas eu realmente não podia estar mais enganada! O passeio tem como foco a história do Soweto e como as pessoas de lá influenciaram enormemente na história do país. A pobreza é mostrada? Sim, mas existe muito mais que isso, é um passeio cultural muito legal. Inclusive várias mansões existem dentro do Soweto.

O passeio de bike em si é um pouco puxado para quem não tem tanto preparo físico, mas cada um a seu tempo e todos completaram com louvor.

 

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Depois do almoço oferecido ao final do passeio tivemos a brilhante idéia de fazer o Bungee Jump de 100 mts da Orlando Tower. Pegamos uma carona amiga até as torres, nos jogamos lá de cima e então pegamos um taxi de volta ao nosso hotel.

 

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*Como foi nossa primeira vez fazendo esse tipo de coisa foi interessante, mas eu achei de verdade que eu ia morrer. Só farei novamente bungee jump quando tiver esquecido essa experiência uhahuahuahuauha....

 

DIA 7: Contratamos um motorista para nos levar ao Lion Park pela manhã e à Cradle of Humankind (Maropeng e Sterkfontein) pela tarde.

 

Ouvi muita gente falando mal do Lion Park ou insinuando que os animais são mal tratados e vendidos para a caça quando crescem. Se isso é verdade eu duvido muito. Primeiro porque uma amiga minha fez trabalho voluntário por alguns meses lá e só relatou coisas boas acerca do tratamento dispendido aos animais, inclusive os leões bebês que podemos interagir são nascidos no parque e foram rejeitados pelas mães, por isso eles acabam sendo cuidados por humanos e estão acostumados conosco. Segundo, por causa de alguns maus zoológicos todos acabam levando a fama. Mas, como bióloga, eu não só devo entender a importância do trabalho desenvolvido nas boas reservas de animais, como também apoiar a causa. A conscientização das novas gerações é praticamente despertada pela observação e de animais e coleta de informações em zoos.

 

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Sobre o Cradle of Humankind para mim foi sensacional entrar na caverna que foi descoberto o fóssil da Mrs. Ples! Outra vez, é necessário pesar o que te empolga ou não e então decidir.

 

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DIA 8: Novamente com motorista contratado fomos ao Elephant Sanctuary e Monkey Sanctuary em Hartbeespoort Dam. Todos os animais, tanto elefantes como macacos, são resgatados de condições ruins de cativeiro ou foram doados ao projeto. Na minha opinião é o melhor passeio do gênero que fizemos, tudo muito bem coordenado e explicado, todas as ações de conscientização são ótimas. É necessário marcar hora no Elephant Sanctuary!

 

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Chico, o macaco trombadinha

 

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DIA 9: Nosso pacote do safari começou aqui. Saímos de manhã de ônibus e paramos no Blyde River Canyon e God´s Window. São 5 hrs de viagem até a borda do Kruger. Para ficar mais barato ficamos no Hulala Lakeside Lodge perto do portão de entrada Numbi. Não recomendo o hotel, mas a experiência do safári é linda.

 

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DIA 10: Saímos as 5 da manhã com um frio de rachar mesmo! Logo que passamos para dentro do Kruger é necessário uma série de burocracias que incluem a assinatura de um papel que diz "se você morrer, mesmo que tenha cumprido todas as regras do parque, nós não temos nada a ver com isso", mas nada muito demorado.

É possível andar por estradinhas asfaltadas ou de terra, mas nunca fora disso e também só é permitido sair do carro em alguns lugares pré determinados. Os animais aparecem, mas confesso que cochilei algumas vezes, principalmente depois do almoço, e logo era acordada pelos passageiros falando "girafaaaaa", "búfalo! olha olha".

 

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Falando em almoço, existe uma base no Kruger, a Skukuza, onde é possível almoçar num restaurante buffet ótimo! nessa base também existem hotéis e alguns campings.

 

Os pacotes de safári podem ser muito maiores que 1 dia e podem ainda existir a opção de safári noturno. Para nós 1 dia foi suficiente, pois é sempre necessário estar à espreita e atento a tudo e existem longos períodos em que não vemos animais. Como nosso tempo era curto, não gostávamos de acordar super cedo e muito menos do frio da madrugada achamos perfeito apenas 1 dia no Kruger e além de tudo vimos todos os Big 5, menos o leopardo, e diversos outros animais bem difíceis de se observar como o cão selvagem. Mas, novamente é necessário ponderar as prioridades, tem quem fique 5 dias e acha que deveria ter ficado mais.

 

DIA 11: Saída do Kruger em direção ao aeroporto de Joanesburgo para pegar o avião à Cidade do Cabo. No caminho paramos por Pretória para uma visita rápida aos principais monumentos. Nos hospedamos em Sea Point na Cheviot guesthouse http://www.cheviotplace.co.za/home/index.asp. O atendimento é impecável, os quartos lindos e fica à 15 minutos a pé do V&A. O James que é dono da guesthouse é uma pessoa que gosta muito de Cape Town e tem ótimas dicas de restaurante e lugares para visitar.

 

DIA 12: Primeiro dia na Cidade do Cabo, e por sorte, após uma visita à Long Street e arredores (Company´s Garden, Greenmarket Square e Boo Kaap) a Table Montain abriu e pudemos subi-la. Nesse site: http://www.tablemountain.net/ é possível monitorar quando está aberto o teleférico e também comprar ingressos online para evitar as filas enormes que se formam.

 

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DIA 13: Fizemos o passeio pela Península do Cabo e Cabo da Boa Esperança com a http://www.daytrippers.co.za/. Primeiro fomos a Hout Bay e fizemos o passeio de barco até a ilha das focas e seguimos para Simon´s Town visitar a Boulders Beach e a colônia de pinguins que ali existe. Então fomos em direção ao "Cape of Good Hope Nature Reserve" e logo que entramos no parque começamos um passeio de bike até a famosa placa do Cabo da Boa Esperança.

 

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Boulders Beach

 

O passeio de bike é curto e bem levinho já que tem bastante descida e retas longas, foi uma experiência bem mais interessante que andar de van dentro do ar condicionado. Por último subimos a pé até o farol para ter uma visão panorâmica.

 

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Video do passeio de bike com a participação especial de um avestruz:

 

DIA 14: Escolhemos fazer um passeio pelas várias vinícolas da região com ahttp://www.wineflies.co.za/. O tour é muito completo e passa muitas informações super interessantes sobre uvas, como plantar, como fazer o blend do vinho e também como consumir, mas como se visitam 5 vinícolas com várias provas em cada uma delas no final do passeio estávamos todos bêbados. Cada tour é diferente e nem sempre se visitam as mesmas vinícolas, mas no nosso dia fomos nas: Fairview, Muratie, Middelvlei, Lovane e DeMorgenzon. Todas tinham vinhos ótimos, mas essa última foi a que achamos os vinhos mais gostosos.

 

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DIA 15: Fizemos o mergulho com tubarões brancos em Gansbaai com a http://www.sharkcagediving.co.za/. Uma experiência aterradora, mas pensando agora foi bem divertida. Nesse vídeo tem tudo que vimos e alguns gritinhos:

 

DIA 16: Mais city tour pelo Jardim Botânico Kirstenbosch.

 

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DIA 17:Passeio a pé por Sea Point, que é onde estávamos hospedadas, e V&A pela manhã. Pela tarde fomos novamente aos arredores da Long Street para comprar lembranças e visitamos o Castelo da Boa Esperança.

 

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DIA 18: CIDADE DO CABO – CWB

 

Acho que é isso, o relato ficou bastante longo, mas acredito que quanto mais completo melhor =)

Mais fotos e descrições mais detalhadas dos passeios estão no blog: http://janelameiocorredor.com/category/africa-do-sul/

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  • 1 mês depois...
  • 4 semanas depois...
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Olá virginiamk

 

Fechamos aqui no Brasil mesmo com uma agente de turismo, porque assim poderíamos pagar em 6 vezes. Fechando lá na África pelo mesmo preço existem opções melhores, mas teríamos que pagar tudo à vista.

 

Pagamos cerca de 2500 reais cada com tudo incluído: transfer, hotel, refeições e o safari.

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  • 5 semanas depois...
  • 4 semanas depois...
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Olá ines.vieira e Kid Mumu

 

4 mil reais foi o que levei para a viagem.

As passagens de avião, os hotéis e o pacote de safári foi 5 mil reais, que já tinha pago no Brasil.

 

Ao todo a viagem custou 9 mil reais, o que não achei caro pois passamos 2 noites em Sun City e fomos mais 2 noites ao Kruger.

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  • 4 semanas depois...
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Oi! Estou indo para Africa do Sul na primeira quinzena a de agosto. Vamos fazer Jahannesburgo, Kruger, Rota Jardim e Cape Town. Com exceção ao Kruger, todos estão me desanimando em relação ao tempo, dizendo que estará muito chuvoso na Rota Jardim e Cape Town e que não conseguiremos fazer vários passeios. Qual foi a experiência de vocÊs com o clima?

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  • 10 meses depois...
  • Membros

Olá, Halina!

Será que você poderia me passar o contato da empresa/pessoa com a qual vocês fizeram os transfers e passeios em Johannesburg e Cape Town. Estou indo no final de Julho e gostaria de saber o que você achou do clima em JNB, Kruger e Cape Town e se vale a pena ir neste período a Sun City ou é muito frio (irei com crianças de 4 e 8 anos e o de menor não deve poder em nenhum tour radical, né? Tipo Balão e Zip line?).

 

Te agradeço desde já!

 

Ana

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  • 1 mês depois...

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