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Não gosto muito de viagens longas de ônibus, mas percorrer os 402 km. que separam Santiago de Mendoza, levando mais ou menos 6 horas de estrada, vale a pena por cruzar um dos trechos mais bonitos da Cordilheira dos Andes.

 

1) Faça este caminho durante o dia, assim você nao perderá a paisagem;

2) Prefira um onibus double class e tente pegar a primeira fileira, no lado direito, da parte de cima. Sim, é o melhor lugar para babar de tanta satisfação durante 6 horas (veja minha foto ao lado);

3) Não vá no final do outono, inverno ou inicio da primavera. Corre o risco de pegar a estrada interditada pelas nevascas ou grande acumulo de neve. Lembre-se que você está atravessando a cordilheira, parte de um lugar que esta a 600 msnm, passa pela fronteira que está a 3200 msnm e depois chega numa cidade que está 824 msnm.

 

Esta estrada é a 'Carretera Internacional' principal ligação comercial entre os paises do cone sul (Brasil, Argentina e Chile). Facilmente você verá caminhão dos 3 países e caminhões conhecidos como da Sadia e Perdigão.

 

Esta é a base do proximo post. Bem-vindos ao emaranhado de altas montanhas que começa na Venezuela e vai até a Patagônia chilena.

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O caminho de Santiago até Mendoza é espetacular, ele corta a Cordilheira dos Andes e não da para falar muito...é imponente.

 

Montanhas, neve, rios e vegetação rasteira, tudo junto ou misturado, encontramos desde o começo da cordilheira onde começam as placas de 'porte de cadenas' (correntes para os pneus) e os implacáveis carabineiros (a Polícia Rodoviária chilena) fiscalizam tudo que passam na frente deles. Ainda estamos perto de Santiago, não começamos a subir. Subir, porque o ponto de fronteira entre os 2 países está a 2800 msnm no complexo fronterizo de Los Horcones, um complexo moderno e integrado, isto é, no mesmo lugar você faz a saída de um país e, no guichê da frente, a entrada no outro.

 

Subindo em 40 minutos estamos a 3125 msnm e passamos por Portillo, um dos mais importantes centros de Ski do Chile juntamente com Valle Nevado e Pucón. E a subida??? A estrada começa um vira daqui, vira dali, e este trecho foi apelidado de Los Caracoles. Veja o vídeo abaixo, talvez sintam o frio na barriga que senti... hahahaha Podem rir, mas estar no andar de cima do ônibus e na primeira poltrona tem seu revés. A estrada não é perigosa, mas eu nao dirigiria durante a noite...

 

Passando pelo túnel do Cristo Redentor estamos na Argentina e após uma descida (estávamos em 3125msn e descemos para 2800 msnm) chegamos em Los Horcones. Todo esse momento culminou na fronteira migratória entre o Chile e a Argentina, onde descemos do ônibus e sentimos o que é o frio andino. Um vento seco, que entra e machuca as narinas e um frio que esquenta e esfria ao mesmo tempo. De resto, se admira a paisagem andina fora do ônibus, com muita neve. Dizem que no inverno (eu fiz esse caminho no final da primavera) a fronteira fica com uns 2 - 3m de neve.

 

Ter fila é questão de sorte, no meu caso tinha 1 ônibus na frente. Falando um pouco sobre a fronteira, é dividido o lugar dos ônibus e carros. Todos descem e fazem o tramite migratório simples. Depois a polícia federal inspeciona as malas. Não demore pra descer do ônibus, desça rápido, para que você possa curtir o clima andino fora do complexo (leia-se mega galpão).

 

Ponto de atenção 1: fiquem olhando os caras tirarem as bolsas do ônibus e passar pela esteira... Foram até rápidos, passaram na esteira e os oficiais selecionam algumas pra abrir e ver o que tem dentro... Atenção!!! Porque aquelas q eles separam, eles já colocam na bancada... no meu ônibus mesmo, 4 pessoas subiram e nem notaram que a mala tava pra fora pra ser vistoriada. Então "ojo" !! espere recolocarem sua mala de volta no bagageiro e ai entram no bus.

 

Ponto de atenção 2: Documentos >> Para os brasileiros, passaporte ou RG (CNH ou qualquer outro documento não vale). Papel da entrada no pais com o carimbo... eles vão pedir isso pra quem ta saindo do Chile... serve o mesmo pra quem ta saindo da argentina. Então, não jogue fora o papel que você recebeu na entrada do país!

 

Após a liberação do ônibus, seguimos em direção a Mendoza... Em poucos quilômetros, avistamos o Aconcágua, pico mais alto das Américas com 6.962m, tirando a região do Himalaia é o mais alto do mundo, fica na Argentina, apimentando a rivalidade uma revista Chilena de Montanhismo publicou que o pico mais alto do continente seria o Vulcão Ojos del Salaro (Chile), porém novas medições confirmaram que o Aconcaguá é 70 metros mais alto, mantendo assim seu título de 'Teto das Américas'.

 

A paisagem vai mudando pouco a pouco, inclusive quando entramos na pré-cordilheira, as montanhas ficam menores e menos pontiagudas, é a pré formação deste cordão montanhoso, existente tanto do lado chileno, tanto do argentino.

Em direção a Mendoza, começam retas sem fim, de paisagem rasteira... paisagens que nunca vi aqui no Brasil (acho que dificilmente tem num país predominantemente tropical).

 

Uma viagem espetacular e como ja tinha dito na Parte 1, faça durante o dia! Existem diversas empresas que fazem este trajeto e você pode comprar as passagens online pagando em cartão de credito internacional (recomendo se você quiser viajar numa poltrona com boa visão, como a primeira fileira do 2o. andar). Você poderá usar a Andesmar, a TurBus ou o mega site argentino de passagens Plataforma 10, seja qual for o inicio/final de sua viagem: Santiago ou Mendoza.

 

Um ponto importante a observar é que se você for de ônibus, eles partem ou de manha ou no final da tarde/noite. Planeje isto, ou você corre o risco de tomar um chá de cadeira na rodoviária por horas.

 

A viagem é longa? É. Essas paisagens andinas e meu Ipod tocando musica latina (Fonseca, Julieta Venegas...), quando vi já estava descendo em Mendoza.

 

E vale a pena.

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Mendoza é um lindo e verde oásis em meio à secura do deserto do noroeste argentino. Toda cidade é irrigada pelas águas de degelo das montanhas, que chegam até Mendoza por canaletas chamadas de acéquias. Graças à esta engenharia herdada dos incas, as árvores mendocinas sobrevivem e as famosas parreiras e oliveiras desta região podem existir, tornando assim a região a mais conhecida por produzir os melhores vinhos da uva Malbec (ex: Rutini) e azeites (ex: Quinta Generación) argentinos.

Praças e mais praças... dá prazer em caminhar em Mendoza. Eu, por diversas vezes, passava em un quiosco, comprava uma cerveja e sentava na praça para admirar o vai e vém das pessoas. A cidade tem 4 praças secundárias e mais uma principal, muito grande entre elas, com um belo chafariz. Uma cidade segura e não muito cara. Andei durante a noite, sem problemas algum e comi em restaurantes pagando menos de 10 dolares por um bom prato.

 

E comer também é um prazer por la. No meio da cidade tem um calçadão (Peatonal Sarmiento), onde bares e restaurantes tomam conta com suas mesas e cadeiras na rua e muitos com wi-fi free, assim, nao é dificil ver pessoas no fim de tarde, tomando uma cerveja e petiscando algo com os amigos e outras mesas com pessoas acessando a net pelo notebook... O clima entre a população e turistas é muito colaborativo com uma interação muito boa.

 

Falando em temperatura, Mendoza tem as estações do ano muito bem definidas (ao contrário de São Paulo rsrs). Fui no final da primavera e estava um calor imenso de dia (30C) e noites frescas (20C). No inverno já soube que são dias bem frios.

 

 

Em outro dia fui ao parque San Martín. O parque é gigantesco para um parque urbano, tanto que há ruas que passam pelo parque, inclusive estradas, zoologico, faculdades, em resumo: é enorme. Alugando uma bicicleta no local, se pode conhecer todo o parque. No centro de informações do parque pode-se pegar um mapa com as principais atrações. É um passeio relaxante. Visitei também o Museu Del Área Fundacional. Este é bem legal de ser visitado para se ter idéia de como era Santiago de Mendoza – a cidade de Mendoza antes do terremoto que a destruiu em 1861.

 

Mendoza é base para conhecer muita coisa. Mas muitas das coisas vc terá que optar por uma agencia, pois tudo é bem distante, como ir ao mirante do teto das Américas: o Aconcágua. Fiz outros passeios com auxilio de uma agencia, e recomendo a agência Wanka. Vi o website deles, mandei e-mail, fui prontamente respondido, cheguei em mendoza e quando passei na agencia já estava tudo certo... só paguei.

 

Fiz 2 tours, Bodegas e Alta Montaña por Villavicencio, os quais vou detalhar em outros posts (e depois faço um link aqui). Tem outros passeios, mas nao tive tempo. A região de Mendoza é famosa pelo Rafting e trekking de montanha. Também muitos fazem passeios de cavalgada.

 

Pra chegar, bem mais perto de Santiago (umas 5 horas de carro, atravessando a cordilheira igual fiz neste post) do que de Buenos Aires (cerca de 10h de carro)

 

Diferente do agito de Buenos Aires, a Capital Federal, Mendoza guarda ares interioranos, um grande apelo turístico e uma população pronta para ajudar e receber os turistas; é um modo diferente da Argentina dar boas-vindas para quem vem do Pacífico ou simplesmente aqueles que querem conhecer o lado diferente do lifesytle porteño.

 

Boa Viagem!

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No post sobre Mendoza, expliquei sobre a cidade e suas peculiaridades, e disse que fiz 2 tours. Este post é sobre o primeiro tour: Alta Montaña por Villavicencio. Como é um caminho longo, deve-se utilizar uma agência, fiz pela agencia Wanka e recomendo a todos. Para quem não tem muito tempo na cidade, faça como eu: envie e-mail, tire suas dúvidas, deixe tudo reservado e quando chegar, passe na agência e faça o pagamento. Simples e eles são muito profissionais.

 

Saimos de Mendoza bem cedo e quando nos afastamos da cidade notamos a vastidão do deserto. A estrada que me levaria para a pré-cordilheira entra por esta aridez que só é amenizada pelo fresco Vale de Villavicencio, uma reserva que é fonte de água mineral e pertence a Danone (acreditem se quiser!!!).

 

Quem desce para se refrescar já nota que a atmosfera muda. O calor do deserto dá lugar a uma brisa fria de montanha. É a antiga estrada internacional que ligava a Argentina ao Chile. Conta a guia, que por esta estrada San Martin, o libertador argentino (como nosso Dom Pedro), passou para o Chile afim de ajudar O´Higgins, o libertador chileno, a proclamar a independência do Chile. Esta estrada era a ligação mais usual entre os 2 paises até a construção do mega corredor binacional.

 

Depois de passarmos pelo Hotel Termas de Villavicencio (sim, aquele mesmo do logo da água que você tanto toma na Argentina), têm início os "Caracoles de Villavicencio", também conhecida como "La Ruta de un Año" devido às suas 365 curvas, sendo a maioria delas cotovelos que levam a um grande abismo. No caminho tive o privilégio de ver dezenas de guanacos, um animal típico da região. Cada felizardo macho de guanaco chega a ter 30 fêmeas que o acompanham pelos penhascos secos, chato né?

 

Após 365 sustos, aos 3.100 metros de altitude, chegamos ao primeiro mirante do Aconcágua, de onde se tem a impressionante vista do "Teto das Américas", que na língua inca, o quechua, significa Sentinela de Pedra. É para lá que vamos.

 

Pré-cordilheira abaixo e cruzando mais uma árida zona de deserto chegamos ao Vale de Uspallata, com seus álamos imponentes que resistem aos fortes ventos do altiplano. Passando pela cidade, entramos no Corredor Binacional, movimentada estrada que liga a Argentina ao Chile cruzando a cordilheira andina. Esta rodovia muitas vezes fecha no inverno devido às nevascas e os caminhoneiros ficam por semanas esperando que o caminho seja reaberto. É a mesma estrada que passei neste post, quando fiz o caminho entre Santiago e Mendoza.

 

Seguimos margeando o Rio Mendoza e os picos nevados começam a tomar conta do cenário. Passamos pela estação de esqui Los Penitentes que é muito frequentada na temporada de inverno. No meu caso era início do verão, só havia pedras e um hotel que fica aberto o ano todo. Ele oferece uma ótima refeição que fica ainda melhor quando acompanhada por um vinho Malbec mendocino. O problema é que, na altitude, os efeitos do álcool se potencializam. Saí do restaurante levemente bêbado e desmaiando de sono, ainda bem que tinha uma desculpa científica para isto.

 

A estrada segue morro acima, o ar vai ficando mais rarefeito, a temperatura vai caindo (neste trecho já devia estar uns 10C) e o sono bate forte. Por sorte paramos em "Puente Inca" e pude tomar uma Coca-Cola. Lá existe uma interessante ponte natural de pedra sobre o rio. Estas águas são tão impregnadas de minerais que se um objeto fica imerso durante algumas semanas vira pedra. Parece lenda, mas várias barracas vendem estes mimos petrificados, que podem ser desde garrafas até calçados velhos. Nesta região, de solo alaranjado devido aos minerais, há uma capela. Ela é a única construção que sobrou de um hotel termal destruído por uma avalanche, o que reforça a religiosidade dos habitantes deste vilarejo.

 

Após merecida parada, e um pouco mais desperto, continuamos subindo rumo ao Aconcágua. Quanto mais alto, mais rarefeito fica o oxigênio e isto causa dor de cabeça e enjôos. Em mim deu muito sono e uma dor de cabeça controlável. Esse mal-estar causado pela altitude também é conhecido como "Soroche", assunto para um próximo post.

 

Finalmente chegamos ao mirante do Aconcágua. O ponto culminante da América tem 6.962 metros de altitude e atrai centenas de andinistas para Mendoza todo ano. O mirante fica à margem da rodovia e parece ser fácil alcançá-lo. Fácil nada, na altitude da base do "pequeno morro", a mais de 3500 msnm, vc anda 10 metros e parece que foi 1km e seu coração vai à boca.

Um verde vale é o caminho para o Aconcágua e parece muito convidativo seguir caminhando até sua base. Tive muita sorte de estar num dia de céu aberto e azul celeste, como na bandeira argentina. Sentei e fiquei admirando aquele gigante nevado. Parecia ser uma pequena montanha e seria uma piada pensar que ele tem mais de 6900msnm, mas onde eu estava já eram mais da metade... parecia brincadeira...

 

Depois seguimos para o Monumento Cristo Redentor, em cima do Tunel Cristo Redentor que é a fronteira internacional entre Chile e Argentina. Visitar o Monumento é algo para poucos meses, porque como você sobe mais, a neve acentua e a subida e decida da micro estrada, somente quando está livre de neve, logo, este passeio subir ao Cristo, somente nos meses de nov/dez/jan/fev/mar. Mais uns sacolejos pra lá e pra cá, subimos mais um pouco e chegamos num largo onde tinha o monumento e as bandeiras de cada país, mostrando simbolicamente a divisão da fronteira e logico, mais um mirante do "Teto do Continente".

 

Depois de um dia completo de espetaculares paisagens, voltamos para Mendoza bem no final da tarde, margeando novamente o rio e passando pela pré-cordilheira. Chegamos a uma lagoa, tipo de um açude, que é formada pelo degelo da cordilheira e serve para abastecimento da região. Água renovável a cada inverno-verão.

 

Tirei muitas fotos de tudo, e a satisfação do passeio foi inexplicável. A guia na volta do passeio, virou para mim e perguntou: "Nossa, porque tantos brasileiros tiram muitas fotos?". Simplesmente eu respondi: "É que não temos esta paisagem por lá".

 

Hasta luego!

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É incomparável a diferença do serviços de ônibus de longa distância do Brasil e dos outros países do Cone Sul. Em novembro passado tive a oportunidade de viajar de Mendoza a Buenos Aires, na Argentina, uma viagem de 710km percorridos sem paradas. O ônibus fecha suas portas em Mendoza e só abre depois de 13 horas, já na capital federal argentina.

 

Pode parecer uma viagem cansativa, mas não é. Claro que não podemos comparar esta viagem com o serviço aéreo de 1h30 de viagem entre as 2 cidades, mas podemos falar de preços. Hoje, um serviço de primeira classe de ônibus (o leito deles) gira em torno de US$ 61 contra os US$ 99 no serviço aéreo; aqui convém um adendo: você até pode encontrar uma passagem aérea com o mesmo valor do leito de ônibus, porém precisa comprar a ida E a volta e com no mínimo 3 meses de antecedencia. Como eu só usei um trecho (Mendoza - Buenos Aires) e da capital iria voltar ao Brasil, encarei as 13 horas. Para aproveitar mais a viagem, e pagar uma diária a menos de hostel, viajei durante a noite e posso falar que foi uma das viagens de ônibus mais confortaveis que fiz durante toda minha vida.

 

Para começar existe um site argentino muito funcional que vende passagens para todo pais: o Plataforma 10. É comodo, simples, rápido e aceita todos os cartões de créditos. Lembre-se só de confirmar a plataforma do ônibus quando chegar na rodoviária pois, diferente do Brasil, na Argentina e Chile, eles podem sair de qualquer plataforma e, no e-ticket emitido pelo site, nao traz a plataforma de embarque.

 

Após comprar a passagem pelo site, recebo um mail do SAC da Andesmar com sugestão de jantar para a minha viagem: carne, massa ou frango, pedindo que eu escolhesse uma das 3 opções. Como?? Eu tinha um menu de jantar num ônibus? Ah, ok! Escolhi carne, estava na Argentina e queria ver se a carne do ônibus era boa mesmo.

 

Chegando na rodoviária e plataforma devidamente confirmada, já vejo o imponente ônibus da Andesmar, o double deck Volvo Panoramico DD. São 2 configurações de classe, embaixo a primeira, sendo 6 poltronas (butacas em espanhol) com duas fileiras na configuração 2 - 1 e, na parte de cima a executiva, sendo 10 fileiras na configuração 2 - 2. Comprei a poltrona de lado unico embaixo, achei melhor pois viajava sozinho e não incomodaria ninguém.

 

Ai começam as surpresas de viajar num ônibus deste porte:

Poltrona mega-ultra-master-blaster larga toda em couro e extremamente limpa.

Travesseiro grande

Cobertor grande

Inclinação de 180º

Frigobar no piso

 

 

 

Entramos no ônibus, o Rodomoço se apresentou e disse que estaria a qualquer dispor dos passageiros. Depois de uns 20 minutos saindo de Mendoza, Hernán passou alegremente em cada butaca entregando uma cartela de bingo e depois no microfone disse que estariamos começando o tradicional "Bingo Andesmar", onde o premio seria somente para a cartela cheia uma garrafa de vinho branco. Realmente foi muito animado o tal bingo, mas infelizmente não ganhei.

 

 

Depois, iniciou um filme onde era em inglês com legendas em espanhol. Se nao me engano o primeiro filme era 12 homens e outro segredo. Acabando o filme foi servido o jantar. Hernán, passou na minha butaca e confirmou se o meu pedido era carne, conforme eu tinha feito na internet e que ele recebeu da empresa. Confirmei e realmente a comida era boa, farta e bem quente (carne, batata sauté, salada); tinha até um alfajor de sobremesa.

 

 

Encerrado o jantar, começou o segundo filme, era uma comédia romantica, não lembro o nome agora. E junto com este filme, foi servido champagne para todos, e sem regular quantidade, eu mesmo tomei umas 4 taças. Ótima tática deles para fazer os passageiros capotar durante a noite. Depois do filme, inclinei minha poltrona totalmente a 180º e dormi como se estivesse em casa. PERFEITO.

 

 

Acordei umas 7am, já na província de Buenos Aires (como se fosse o Estado), faltava cerca de 1,5h para chegar à Capital Federal. Novamente, veio Hernan, dando buenos dias a todos e já distribuindo o também farto café da manhã, um sanduiche de miga (como nosso mistro frio), alfajor (sempre), umas frutas em pedaços, uma caixinha de suco e outra de achocolatado.

 

Único ponto negativo: o banheiro. São 2 para 46 pessoas, numa viagem sem paradas. Preferi usar a mente e não usá-lo.

 

Depois desta longa viagem, literalmente na primeira classe, chegamos na rodoviária de Buenos Aires. E lógico, com a sensação de ter descansado e pronto para as caminhadas e descobertas na capital porteña. Este tipo de serviço é comum nos ônibus de longa distância (tramo largo em espanhol) no Cone Sul (menos Brasil, claro); com certeza, os serviços de primeira-classe, executiva, cama executiva de diversas companhias como Cata, Sendas, Rutamar, TurBus, Pullman, FlechaBus, entre outras, você encontrará este mesmo tipo de serviço. E tenha certeza de uma coisa: vale a pena!

 

SERVIÇO:

Plataforma 10: www.plataforma10.com

Andesmar: www.andesmar.com

 

BUS TEST:

Viação: Andesmar

Rota: Mendoza - Buenos Aires (Retiro)

Horário: 19h

Data: 07/11/2008

Classe: Primeira

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  • 11 meses depois...
  • 10 meses depois...
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FH, fiz essa viagem de Santiago a Mendoza no começo de dezembro de 2010, pela CATA, e reforço suas recomendações: sair de Santiago pela manhã e procurar reservar um lugar no andar superior, na frente.

 

Infelizmente, porém, eles erraram minha reserva e havia duas passagens para a butaca da frente. Um error deles que eu acabei pagando... Mas mesmo atrás a vista foi espetacular.

 

Apenas fico triste por você integrar o time dos que sempre falam mal do Brasil. Não sei onde você mora, mas nas grandes capitais brasileiras há serviços de ônibus quase idênticos aos que você cita - talvez não com jantar quente e champanhe - até porque não é a tradição brasileira, aqui usamos mega restaurantes de beira de estrada que, ao menos no Centro Sul, têm um padrão de higiene (incluindo os banheiros) de shopping center, limpíssimos e com excelente comida.

 

De resto, grande parte dos ônibus 'premium' de longa distância no Brasil são como você falou: dois andares, embaixo 6 poltronas na configuração 2 x 1, limpíssimos, com travesseiros, lençóis etc. De Santos para o Rio de Janeiro há um serviço de leito com configuração de dois corredores (1 x 1 x 1) em que as poltronas são colocadas de forma que, quando os assentos deitam para formar a cama, os rostos dos passageiros, protegidos por anteparos laterais, não estejam na mesma linha.

 

E em muitas linhas servem café da manhã, semelhante ao que você comenta (sanduíche, biscoitos, queijo processado, suco, achocolatado etc.). Já fiz São Paulo - Rio de leito e recebi uma bandeja descartável com o café.

 

O irônico é que os ônibus que rodam na Argentina e no Chile são, quase todos, brasileiros... O que você chama de "Volvo" Panomarico DD é na verdade um ônibus brasileiro, produzido pela Busscar, empresa 100% brasileira, de Joinville, que fabrica o Panorâmico DD com mecânica Scania, Mercedes-Benz ou Volvo. Muitas companhias de ônibus do Brasil utilizam esse modelo nacional. E algumas felizardas pelo mundo também.

 

Do jeito que você escreveu, parece um ônibus sueco que nossos hermamos usam com superioridade.

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  • 3 meses depois...
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