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CIRCUITO W - TORRES DEL PAINE (Completo)

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Olá, acabo de voltar da patagônia chilena com o meu namorado e envio o meu relato do circuito W do Torres del Paine com algumas fotos. Tive muita dificuldade em achar informações antes de ir, então tentarei ser mais completa possível.

 

A nossa jornada começou meses antes da viagem, mais precisamente 5 meses antes, quando compramos as passagens. Nesses 5 meses lemos bastante a respeito das trilhas, do parque e da prática de trekking. Não sou uma pessoa sedentária, mas também não sou acostumada com trekking (o único que fiz foi há 2 anos, subindo o pico da Bandeira, e achei super cansativo), então tive que me preparar fisicamente, psicologicamente e materialmente para isso. Foram várias idas a Decathlon e lojas de aventura para comprar o arsenal que achamos necessários.

 

Vou falar primeiro então o que compramos em Belo Horizonte antes da nossa ida:

 

- Bota impermeável Timberland (Centauro – Achei uma promoção muito boa comprando pelo méliuz, saiu por menos de 200 reais) – Caso não conheça o méliuz faça seu cadastro com o link: https://www.meliuz.com.br/i/ref_marinahla

- Meias de trekking

- Calça de trekking (Decathlon)

- Equipamentos de cozinha: Fogareiro (http://www.decathlon.com.br/montanha/camping/acessorios-de-camping/fogareiro-apolo-3155_37025), kit cozinha (panelas, copo, talher: http://www.decathlon.com.br/montanha---aventura/camping-38138/acessorios-de-alimentacao-e-higiene/conjunto-cozinha-aluminio-2-p_188254?skuId=123716)

- Lanterna (Quase não utilizamos pois o dia dura muito tempo no verão, mas foi necessário para ajudar a procurar as coisas na mochila nos quartos do refúgio e barraca)

- Garrafa de água

- Comidas (liofilizada, vapza) – Mais tarde detalho essa parte

- Capa impermeável para o mochilão e a mochila de ataque

 

Algumas coisas já tinham e não precisei comprar, mas não se esqueçam de: Canivete, cadeado, mochilão (marca boa, anatômico e leve), casaco e acessórios de frio. Óculos escuros eu levei mas usei muito pouco, não tenho o hábito, mas foi útil quando o vento apertava muito.

 

DICA 1: Amaciar a bota antes da viagem. Sugiro fazer pequenas trilhas com a bota para acostuma-la com ela no pé, caso não seja possível fazer trilhas sugiro andar pela cidade mesmo com a bota.

 

DICA 2: Preciosa! Comprar/alugar “trekking poles”, aqueles bastões que ajudam a equilibrar na hora da caminhada. Li um pouco sobre eles mas acabamos deixando pra lá e fomos sem eles, arrependemos muito! Todo dia antes de começar a andar íamos no mato e procurávamos um pedaço de madeira para fazer esse papel, e já ajudava bastante a estabilizar.

 

DICA 3: Não tive problema nenhum com o clima, dei sorte! O que mais me incomodava durante as trilhas era o vento gelado no ouvido, apesar do calor por estar andando. Para resolver esse problema usei bastante a minha “head band”, pois tampa o vento da orelha mas não deixa a cabeça suando como acontece com a touquinha.

 

DICA 4: Toalhas de camping não são extremamente necessárias, mas ajudam bastante pois são leves, ocupam pouco espaço e secam rápido.

 

DICA 5: Levar chinelo! Chinelos são extremamente úteis não só para o banho mas para descansar o pé da bota. Até nas paradas durante a trilha tirava a bota e substituía por chinelo por algum tempo.

 

DICA 6: Abusar do protetor solar e chapéu/boné – O buraco da camada de ozônio está bem em cima da Patagônia e a radiação é bem alta.

 

VESTUÁRIO:

Eu levei 1 calça legging, um short e uma calça de trekking. Colocava sempre ou a legging ou o short por baixo da calça, e dependendo do clima tirava a calça. Mesmo nos dias mais frios (base das torres) não senti frio só com a legging, pois meus pés estavam aquecidos (bota e meia térmica). Levei, ainda, uma blusa para cada dia, um único casaco e pijama, só. Comprei só 3 meias mas no final achei que devia ter levado 4, uma para cada dia. Dos acessórios de frio tinha 1 cachecol, uma touca, uma head band e luva. A luva só precisei usar no dia das torres, que nevava e ventava bastante. No final da viagem acho que o meu saldo foi mais de calor do que de frio, mas como dizem o clima lá é muito instável, tem que estar preparado para tudo.

 

COMO CHEGAR:

Nosso vôo saiu de BH e tivemos um longo dia de viagem até nosso destino final. Como viajamos em altíssima temporada as passagens foram mais caras que o normal, mas pesquisando bem e viajando fora de temporada pode-se achar preços bem melhores. Compramos uma passagem da GOL de BH-Santiago (1500 reais pp i/v) com escala em SP. E separadamente compramos o voo da Sky Airlines de Santiago – Punta Arenas (750 reais pp i/v) com escala em Puerto Montt. De Punta Arenas pegamos um táxi do aeroporto até o terminal de ônibus e de lá um bus para Puerto Natales. Procurei muuito antes de ir um ônibus que pegasse a gente no aeroporto e fosse para Punta Arenas, e o que descobri é o seguinte: A bussur para no aeroporto, mas você só pode embarcar lá se comprar sua passagem com antecedência pela internet. Mandei vários e-mails e liguei diversas vezes para lá tentando comprar com antecedência a passagem, mas não consegui, é muito complicado! Tivemos então que fazer o esquema de pegar táxi até o terminal (mais detalhes embaixo). Do terminal o ônibus leva 3h até a rodoviária de Puerto Natales. Nos hospedamos lá por uma noite e no dia seguinte partimos para o Torres del Paine (3h até Pudeto). Ao descrever meu dia a dia explicarei melhor a parte do transporte.

 

CLIMA:

As mudanças bruscas e extremas no clima patagônico são bem conhecidas, mas vou falar apenas da minha experiência. Peguei sol todos os dias, o que não é muito bom pois fazia bastante calor durante as caminhadas. Os momentos de sombra ou dia nublado eram bem mais agradáveis, e não interferiam na paisagem. Durante o dia era raro fazer frio, só colocava o casaco quando em pontos muito altos e com vento, na grande parte do dia ficava só com blusinha mesmo. Durante a noite fazia frio, mas nada que um casaco não resolvesse. Os lugares mais frios que achei foram no acampamento italiano e na base das torres. O vento pode ser bem intenso no parque, e ele é sempre gelado. Pegamos um vento bem forte em um dos percursos, que até me derrubou no chão (com o mochilão nas costas!), além disso era carregado de areia, o que impossibilitava a continuidade da trilha, então ficamos sentados agarrado numa pedra uns 5 minutos, até melhorar um pouco. O momento mais marcante de clima intenso para mim foi na base das torres, chegamos lá sem casaco, com calor na subida, chegando lá colocamos o casaco devido ao vento. Tiramos fotos lindas com as torres e 10 minutos depois o céu encobriu todo e começou a nevar! Nevou forte mesmo, e em poucos minutos as torres estavam todas encobertas.

A duração do dia é algo que confundia muito a gente, é bom sempre andar com relógio para não perder noção do tempo. No verão o sol nascia por volta de 5 da manhã (sei de ouvir relatos, pois não presenciei o nascer do sol em nenhum dia) e o dia ficava claro até as 23h!

 

ALIMENTAÇÃO:

O que iriamos comer durante os dias no parque foi algo que me deixou bastante preocupada e ansiosa. Ainda no Brasil experimentei diversos tipos de comida mas nada me agradou muito. Experimentei as comidas liofilizadas e achei MUITO ruim, a consistência é horrível e o gosto é de ração, não achei uma boa levar para o TdP. Os alimentos da vapza são bem melhores, mas mesmo assim achei um pouco pesados, muito salgados. Resolvemos então arriscar e deixar para comprar tudo no supermercado de Puerto Natales mesmo, com exceção do arroz, atum e do caldo Knorr que comprei no Brasil. No final das contas comemos super bem todos os dias! Vou detalhar a nossa alimentação nos relatos do dia a dia. Todo dia a gente tomava um café da manhã reforçado e jantávamos muito bem. Na hora do almoço ou comíamos um sanduíche ou cozinhávamos, dependendo de onde estávamos. Durante o dia ainda comíamos snacks durante as pausas: Frutas secas, barrinha de cereal, biscoito. Nos refúgios tem-se a opção de fazer as refeições no restaurante, o que é mais cômodo e deixa a mochila mais leve, mas é caro (café da manhã: 15 $, almoço: 16 $ e jantar: 20 $)) Além disso, os refúgios têm um mini Market que vende alimentos.

 

DICA 7: Em Puerto Natales passar na loja Itahue (Rua Esmeralda 455 B), que vende frutas secas e amendoim. Recomendo o morango e a banana, uma delícia e um ótimo snack para os dias de caminhada.

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Bom, agora que dei uma geral sobre os preparativos vou para o relato dia a dia:

 

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DIA 1 - 27/12/15

Saímos de BH as 21h, rumo a SP. Nossa escala era rapidinha e 00:05 saiu nosso vôo para Santiago. (Lembrar que o horário do Chile é 1h atrasado em relação a Brasília – horário de verão).

DIA 2 – 28/12/15

Após 03:30 de vôo chegamos em Santiago, de madrugada. Dormimos no aeroporto mesmo. Eu achei bem tranquilo, no 1º andar do aeroporto tem umas cadeiras acolchoadas, dormi sem problema nenhum. Acordamos, lanchamos e fomos trocar nosso dinheiro no aeroporto mesmo (1 real = 164 pesos chilenos - Para facilitar a conta consideramos 1000 pesos = 6 reais). Nosso vôo saiu as 11:30, com duração de 1h45m até Puerto Montt, escala de 40 min (não descemos do avião) e mais 2h até Punta Arenas. A SKY Airlines é uma companhia bem mediana. Os bancos são menores que o normal, reclina quase nada e não servem nem vendem comida! A gente morreu de fome durante o vôo. A comissária disse que está previsto iniciar venda de lanche a bordo em breve, mas não é bom contar com isso, lembrem de comer antes de embarcar. Chegando em Punta Arenas comemos um sanduíche (4000 CLP) no aeroporto mesmo pois estávamos com muita fome, mas as opções são poucas e bem caras. Lá no aeroporto me certifiquei se não teria como mesmo pegar um ônibus direto para Puerto Natales, e realmente é só com reserva prévia pela internet. Naquela confusão de aeroporto encontramos uma chinesa que estava com o mesmo problema que a gente e dividimos um táxi até a estação do Bussur. O taxi foi 8000 CLP e o percurso dura aproximadamente 20 minutos. As vans que faz o mesmo trajeto e saem com bastante frequência custam 3000 CLP. Se tiver com mais gente vale a pena dividir um táxi, ou então catar um mochileiro com o mesmo destino que o seu (quase todos!). Chegamos na estação do bussur em cima da hora de sair o bus, compramos o ticket (6000 CLP) e embarcamos. Tem outras empresas que fazem esse trajeto também, todas tem a mesma tarifa. Os horários podem ser conferidos nos sites das companhias (Bussur, buses fernandez). A viagem Punta Arenas – Puerto Natales durou 3h e a paisagem é incrível! Chegamos em PN as 20h, com frio e fome. Pegamos um taxi até o hostel (A tarifa em PN é fixa: 1300 CLP dias úteis e 1500 CLP final de semana, feriados ou a noite). Deixamos as malas no hostel e fomos procurar um restaurante. Tudo é bem caro no sul do Chile, o restaurante que fomos era super simples, pegamos as opções mais baratas do cardápio e a conta deu 17000 CLP, ou seja, 100 reais. Voltamos mortos para o hostel e dormimos ainda na luz do dia!

 

Hostal Morocha: Diária para o casal: 38000 CLP (só em cash). O hostel é uma casa pequena gerenciada por uma suíça super simpática. Os quartos apesar de pequenos são bem aconchegantes e limpinhos. O banheiro é grande e a ducha é ótima! O café da manhã é uma delícia e com bastante variedade. O único porém é a localização, mas como a cidade é pequena não prejudica muito (5 a 10 min a pé do centro).

 

DICA 8: Da última vez que fui ao Chile desci em Santiago e não quis trocar o dinheiro no aeroporto achando que seria mais caro que no centro de Santiago, mas não é! No dia seguinte quando fomos ao centro não achamos nenhum lugar com tarifa tão boa quanto a do aeroporto. Não sei se é sempre assim, mas não precisa ficar com medo de trocar no aeroporto.

 

DIA 3 – 29/12/15

Acordamos após uma ótima noite de sono e fomos para a cidade fazer as compras finais. Compramos gás para o fogareiro (levamos 2, mas o 1º só acabou no último dia, quase deu pra levar só 1), frutas secas (Loja Itahue) e passamos no supermercado para comprar os alimentos. Organizamos o mochilão e deixamos nossa mala no hostel no qual ficaríamos após voltar do TdP (o Hostal Morocha não tinha disponibilidade em janeiro). Comemos nossa última refeição antes do trekking no Restaurante El Bote, que é simples mas gostoso, o menu com entrada, prato principal e sobremesa era 4000 CLP, e o refrigerante ou suco 1500 CLP. De lá pegamos um taxi e fomos para a rodoviária. Chegamos em cima da hora da saída dos ônibus – várias empresas fazem o percurso ao TdP, e todas saem no mesmo horário (07:30 ou 14:30) e tem o mesmo preço ( 15000 pp i/v). Não precisa preocupar em comprar a passagem antes devido a essa grande oferta, chegamos em cima da hora e conseguimos passagem sem problema. A viagem até o parque tem uma paisagem lindíssima, com muitas ovelhas e alpacas, e dura cerca de 2h até Laguna Amarga, onde todos os ônibus param e todos descem para comprar o ingresso (18000 CLP – Tem que apresentar o papel que ganha na alfândega quando entra no país) e assistir uma breve instrução sobre as regras do parque. Nesse ponto, quase todo mundo do ônibus desceu para pegar o ônibus para o Hotel las Torres, mas como nós iriamos fazer o W invertido, continuamos mais 1h no ônibus até Pudeto. Em Pudeto pegamos o catamarã (15000 CLP, 20 min de viagem) até o Paine Grande.

 

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No acampamento fomos direto para o “check in”. Nessa noite o refúgio não tinha mais vaga (mesmo reservando com alguns meses de antecedência), então fomos de barraca mesmo. Alugamos tudo deles (que também precisa ser reservado com antecedência): barraca, saco de dormir e colchão (tudo saiu a 39000 CLP para nós dois). Não é barato alugar com eles, mas a praticidade contou muito na nossa decisão e não me arrependo. Alugar direto nos acampamentos tem a imensa vantagem de não precisar carregar tanto peso nem volume durante as caminhadas, além disso os equipamentos são de alta qualidade e a barraca já vem armada. Não passamos nada de frio durante a noite, a qualidade dos materiais realmente conta muito nessas horas. Após instalados fomos comer. No nosso primeiro jantar comemos sopa de tomate, miojo e bebemos vinho (levamos uma garrafa para as 2 primeiras noites pois não íamos precisar carregar o mochilão nesses dias). Em todos os acampamentos há um lugar específico para cozinhar, é proibido acender fogo fora dessas áreas.

 

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DIA 4 – 30/12/2015

Acordamos cedo para dar início ao primeiro dia de caminhada. Tomamos café da manhã reforçado (pão com queijo e peito de peru, chá, pêssego) e preparamos nosso sanduíche para comer no almoço (cream cheese e atum). Preparamos a mochila de ataque só com a comida necessária para o dia, equipamentos fotográficos e acessórios de frio caso fossem necessários (gorro, cachecol) e deixamos o mochilão no refúgio. Começamos a caminhada por volta de 08:30. Em uma hora de caminhada tranquila, com pouca subida, chegamos na Laguna los Patos. De lá andamos mais um pouco e paramos para um lanche (barra de cereais e frutas secas). As 10:30, após 2h de caminhada, chegamos no Mirador Grey. Esse mirador é um lugar espetacular, tem uma vista incrível! Ficamos mais de 30 min lá admirando a beleza do lugar e tirando muitas fotos. Seguimos viagem até o Refugio Grey, onde chegamos após 2h de caminhada com muita descida e alguns trechos difíceis (muita pedra e córregos). Nosso ritmo de caminhada era bem tranquilo, íamos no nosso tempo e parando muito para fotos - a maioria das pessoas fazem esse percurso em menos tempo. Chegamos bem cansados e fomos comer o sanduíche de atum, suco e biscoito. Ficamos mais de 2h lá no acampamento descansando e iniciamos nosso percurso de volta. Apesar das subidas em pouco mais de 1h chegamos ao mirador, mas fomos andando em um ritmo bem acelerado, sem pausas. Paramos no mirador por mais meia hora para descansar e seguimos mais 2h de trilha até o refúgio Grey. Nessa noite dormimos no refúgio mesmo. Jantamos (arroz, salsicha de frango e miojo) e tomamos o resto do vinho. Conversamos com um casal sul africano e um espanhol, os quais encontramos algumas vezes mais nos outros dias. Eles estavam fazendo o circuito “O”, e como nevou na noite do natal eles interditaram alguns trechos do circuito, então eles tiveram que voltar e continuaram no circuito W mesmo.

 

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O banho: Como estávamos hospedadas no refúgio podíamos tomar banho lá mesmo. Na hora que fui tomar banho tinha uma fila de 4 mulheres e só 3 chuveiros para o refúgio inteiro! Peguei minhas coisas e fui para o banheiro do acampamento. Em pouco tempo vagou um chuveiro e fui tomar o meu banho. O chuveiro é muito bom! Água quente e forte. O box é de um tamanho bom também, apesar de ter que fazer um malabarismo para trocar de roupa sem deixar nada encostar no chão. O banheiro estava limpinho na hora que fui, eles limpam com bastante frequência. O Otavio tomou banho no banheiro de refúgio e disse que o chuveiro era bom também.

 

As tomadas: As tomadas para carregar as máquinas foram um motivo de bastante preocupação antes da viagem, o que nos levou a comprar algumas baterias extras. Nos acampamentos realmente é mais complicado para utilizar tomadas, mas nos refúgios não tivemos problemas. Nos corredores do refugio Grey existem algumas tomadas, e quase todas vazias.

 

DICA 9: A vista do mirador Grey e do acampamento Grey são quase iguais, só aproxima mais das geleiras. Do acampamento você pode ir pra beirada do lago com mais uns 15 minutos de caminhada. Na minha opinião não achei que valeu a pena ir até o refúgio, teria nos poupado mais se tivesse ficado só no mirador, e como eu disse, a vista não muda muito.

 

DICA 10: Levamos arroz em saquinhos e caldo Knorr, fica bem fácil e gostoso o arroz desse jeito. É só deixar a água ferver, colocar o saquinho de arroz e o tempero (Meu Arroz, da Knorr) e deixar ferver por 20 minutos. Depois é só tirar o saquinho e deixar escorrer e o arroz tá prontinho! Um saquinho dá tranquilo para 2 pessoas. Tanto o arroz quanto o tempero compramos no Brasil e levamos.

 

DICA 11: Eu aproveitava para “ferventar” a salsicha na mesma água do arroz, que já estava com um tempero.

Obs: Como íamos nos hospedar no refúgio a noite eles deixaram a gente guardar os mochilões em um “luggage room” dentro do refúgio. Para as pessoas que estão acampando os mochilões devem ser deixados fora do refúgio, em uma varandinha.

 

DIA 5 – 31/12/2015

Acordamos um pouco mais tarde, por volta de 08:30, tomamos nosso café da manhã e as 10h iniciamos nossa caminhada rumo ao acampamento italiano, dessa vez com a mochila nas costas! O caminho é cheio de cachoeiras e pontes, é bem lindo. No final do percurso há uma parte queimada do incêndio que teve no parque em dezembro de 2011. Chegamos por volta de 13h no acampamento italiano, mas como já disse, nosso ritmo de caminhada era tranquilo, muita gente faz em menos tempo. Como lá tinha lugar para cozinhar resolvemos almoçar lá mesmo, comemos macarrão com molho de tomate com carne moída (compramos o potinho de molho pronto no supermercado) e ainda acrescentamos atum. As 14h, devidamente alimentados, deixamos nossos mochilões (com capa impermeável) no acampamento e iniciamos a subida rumo ao mirador britânico. O caminho inteiro é lindo, mas com muitas pedras e subida íngreme. Em 1h40m chegamos ao mirador Valle do Francês, que tem uma vista espetacular dos lagos! Ficamos um tempo sentados lá admirando a paisagens, observandos as avalanches (na montanha em frente de tempo em tempo tem pequenas avalanches, da um barulho parecido com trovão e ai você vê o gelo caindo) e fazendo um lanchinho. As 16h iniciamos a caminhada para o mirador britânico e chegamos as 17:45h. O caminho todo é lindo e bem tranquilo, vai passando por dentro da mata. No meio do caminho, antes de chegar no acampamento britânico tem um “deserto de pedras”, um lugar bem bonito. A chegada ao mirador britânico é um pouco difícil, nos últimos metros tem bastante subida e uma escalada em pedras para chegar ao topo. A vista é linda, mas faz bastante frio! Descansamos um pouco e iniciamos a descida até o acampamento italiano, que durou cerca de 3h. Chegamos no acampamento completamente destruídos, mortos de fome e com frio. Jantamos lá mesmo (arroz, salsicha e miojo) e com muita dor e cansaço pegamos os mochilões e fomos até o Domo Frances, onde iriamos dormir. São 2 km de distância, o que levamos 30 min para percorrer, chegamos bem na hora que começou a escurecer. O lugar é muito bonito, a beira de um lago e tinha bastante gente animada. Dormimos nos “domos”, um quarto bastante interessante e bem estruturado. Cada domo tem 4 beliches, com abajur e tomadas individuais em cada cama! Além disso, há 2 banheiroS em cada domo, e são bem limpos e confortáveis. Tomamos nosso banho e fomos comemorar o ano novo. Estávamos tão cansados que só tomamos uma cerveja (4000 CLP a lata!!), esperamos dar o horário do ano novo no Brasil e fomos dormir.

 

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DIA 6 – 01/01/2016

Acordamos ainda cansados e com muitas dores no corpo. O check out era as 09:30 (como em todos os refúgios), mas conversamos para ficar um pouquinho mais. Arrumamos as coisas, comemos e partimos as 11h. Caminhamos 2h até Los Cuernos, que é bem arrumado e bonito o local (tem uma praia de pedra em frente). Los Cuernos é o maior acampamento do parque, tem área de camping, refúgios, chalés e até domos. Paramos um tempo lá para descansar, almoçar (arroz com atum e frutas secas) e conversamos com um brasileiro que tinha acabado de chegar. As 14h demos início a caminhada até El Chileno. Apesar das paisagens lindas esse caminho parecia eterno! Juntou o cansaço acumulado, com mochilão pesado e muita subida. Demoramos 6h de Los Cuernos até El Chileno, com muitas pausas para fotos e descanso. Chegando em El Chileno a paisagem é maravilhosa! O El Chileno é o local mais animado de todos, tem muita gente e muitos jovens. Lá tem refugio e acampamento, nós ficamos no refúgio, num quarto de 8 pessoas. O banheiro era no corredor para todos os quartos e a ducha era bem ruim. A única tomada que achei era no saguão principal, e tinham 3 tomadas para todo mundo dividir, era bem disputado . Ah, lá é o único lugar com wifi, mas é beeem caro. A cozinha para o acampamento era grande porém imunda, bem sujo mesmo. Achei interessante que lá tem uma cestinha para deixar as comidas que sobraram ao invés de jogar fora. Deixamos lá nosso botijão, já que era nosso último dia, e pegamos um pacote fechadinho de torrada. Jantamos sopa de macarrão com molho de tomate e carne e fomos dormir.

 

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DIA 7 – 02/01/2016

Último dia no parque. Iniciamos nossa subida ao ponto mais aguardado (base das torres) por volta de 10h. O percurso até o topo durou 2h e foi o mais tranquilo de todos, tem muita subida no final mas fomos devagarzinho e sem estresse. Chegando lá tivemos 2 ótimas surpresas – A primeira foi que as torres estavam lindas, esperando para ser admiridas e fotografadas, a segunda foi que após as fotos começou a nevar!! Apesar do frio (dia mais frio da viagem) foi tudo lindo. A descida durou 2h também (a maioria das pessoas descem mais rápido que sobem, mas eu descia bem devagar com medo de machucar o joelho). Paramos no acampamento só para pegar os mochilões e descansar, em seguida iniciamos o ultimo trecho da viagem, do El Chileno até o Hotel Las Torres. Mais da metade desse percurso é uma pequena trilha com um abismo ao lado, e bem nesse trecho pegamos uma ventania muito forte. O vento me derrubou com mochilão e tudo, então, apesar do vento estar soprando do lado contrário do abismo resolvemos esperar ele diminuir um pouco antes de continuar a descida. Esse trecho foi o único que usei óculos escuros, pois o vento carregava muita areia. A descida demorou 2h. Chegamos mortos, mas super satisfeitos! Comemos uma pizza no hotel mesmo, que era bem gostosa e bem servida (19000 CLP) e esperamos o transfer, que passou as 19:30 e custou 2800 CLP por pessoa. O transfer nos deixou na portaria Laguna Amarga, onde todos os ônibus estavam esperando para voltar para Puerto Natales. De Laguna Amarga até a rodoviária de Puerto Natales são aproximadamente 2h. Chegando lá pegamos um taxi e fomos direto para o hotel tomar banho e dormir!

 

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Hotel Amerindia: 52000 CLP a diária por casal. O quarto é gigante, cama e banheiro super confortáveis. O hotel é muito bem localizado. O café da manha é gostoso mas simples, com pouca opção. As funcionarias não são muito simpáticas.

 

DICA 12: Experimentar o restaurante “Mesita Grande” tanto em Puerto Natales quanto em Punta Arenas, é um restaurante italiano que tem massa e salada. É um dos mais baratos e vive cheio. O suco e o sorvete de framboesa são uma delícia. Conta para o casal aproximadamente 18000 CLP.

 

Os 2 dias que sucederam o trekking passamos descansando e preparando para nossa volta ao Brasil, em Puerto Natales e Punta Arenas.

 

Bom, a viagem foi incrível e as paisagens muito mais bonitas do que esperávamos e do que é possível retratar em fotos. A viagem apesar de relativamente cara (no final deu aproximadamente 5 mil reais para cada) valeu cada centavo e cada esforço! Espero que tenha ajudado, qualquer dúvida podem me perguntar que estarei a disposição para ajudar.

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Olá Marina, tudo bom?

 

Me chamo Bruno Oliveira e sou da equipe de Marketing da Vapza Alimentos. Lemos os seu post e seus relatos sobre o circuito W e verificamos que você levou para a viagem os produtos Vapza, que são ótimos para esses momentos pois não precisam de refrigeração ao serem armazenados. Porém, vimos também, que sua opinião sobre eles era que: São muito pesados e muito salgados. Pode nos informar quais os produtos consumiu por favor? E aproveitando, gostaríamos de te apresentar a linha Orgânico Vapza, que possui baixo/ou nenhum teor de sódio, e pode ser muito mais útil para as suas próximas viagens. Gostaríamos de enviar para você, um kit com esses produtos para que experimente e nos diga o que achou. Se concordar, envie-nos por favor o seu endereço para [email protected] fico a disposição. Obrigado, Abraço!

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    • Por Anderson Paz
      Gosto muito de escrever relatos de viagem (tenho alguns aqui no Mochileiros), mas como já há muitos relatos excelentes aqui e em outros sites, pretendo focar mais em dicas que não são apresentadas geralmente nesses relatos. Todas as dicas são baseadas nas minha experiências pessoais na Patagônia no período de 1 a 18 de dezembro de 2017, passando por Punta Arenas - Puerto Natales - Torres del Paine - El Calafate / Perito Moreno - El Chatén - El Calafate - Rio Gallegos - Punta Arenas.
      Envolverão questões relativas a planejamento de passeios, deslocamentos, compras de equipamentos, gastos durante a viagem, câmbio de moedas e outros.
      Espero que elas ajudem bastante no planejamento e na execução com sucesso de sua viagem.

      Caso queira um roteiro básico ou um mini relato da minha viagem, segue ele aqui em pdf:
      Viagem realizada - Patagônia.pdf
       
      DEFINIÇÃO DE ROTEIRO BÁSICO
       
      - A definição do seu roteiro vai depender da quantidade de dias que você terá na região e das suas prioridades (desafios, conhecer apenas os locais principais, conforto etc). Como é possível ver no roteiro acima, fiquei 18 dias na região e o meu roteiro incluiu: circuito O de Torres del Paine, ida ao Perito Moreno e 5 dias completos em El Chatén. Nessa quantidade de dias, eu não alteraria em nada a quantidade de dias definida para cada localidade. Agora se você tiver mais tempo, dá pra esticar pro Ushuaia ao sul ou para as Catedrais de Mármore e região de Aysén ao norte.
      - Se for fazer o circuito W ou o O (informações sobre os circuitos mais abaixo) ou se for pernoitar em qualquer lugar de Torres del Paine, programe a sua viagem com o máximo de antecedência possível. Isso é importante por conta da necessidade obrigatória de reserva de locais.
       
      DICAS DE BAGAGEM E COISAS A LEVAR
       
      - Se for fazer o circuito W ou O em Torres del Paine é bom levar barras de cerais, proteína, frutas desidratadas e outros alimentos energéticos de baixo volume e peso na mochila. Comprei no atacado no Brasil e saiu super em conta! < Ouvi dizer que no Chile essas coisas não são caras, mas não sei se a informação procede >
      - Nunca havia usado bastões próprios de caminhada (só uns improvisados com galhos), mas vou dizer que se fosse dar uma única recomendação, especialmente para quem vai fazer o circuito O, é compre bastões de caminhada! Antes da viagem, procure ver como usá-los adequadamente para não atrapalharem no seu desempenho. < Se não fosse por eles, não teria completado o circuito O de Torres e não teria depois conseguido fazer muitas coisas em El Chatén > (dicas de locais de compra no tópico Punta Arenas)
      - Se for fazer o W ou o O, leve uma bolsa a mais para guardar as coisas que você não vai precisar no circuito escolhido e deixá-las guardadas no hostel em Puerto Natales. < As minhas ficaram toscamente em sacolas plásticas que se rasgaram com o peso >
      - Se ligue nos alimentos e produtos com os quais você pode ingressar no Chile. A galera da Aduana quando resolve agir com rigor, é BASTANTE rigorosa. < Tive que abandonar com peso no coração um sanduíche na aduana terrestre entre Argentina e Chile >
      - IMPORTANTÍSIMO para quem vai cozinhar: leve um fogareiro à gás (lembrando que o butijão de gás não pode ir como bagagem) ou compre um modelo desses em Punta Arenas. Não invente de levar fogareiros à álcool.  < Levei um modelo desses álcool e tive a maior dor de cabeça em todos os dias. Isso por que nem na Argentina nem no Chile se vende álcool líquido. Para fogareiros desse tipo, a galera vende um solvente industrial chamado Benzina Blanca. Essa porcaria além de ter um cheiro fortíssimo que fica impregnado em tudo, expele uma fumaça preta que deve ser tóxica e ainda deixa as coisas cheias de fuligem. Dor de cabeça da porra! >
       
      MOEDA/CÂMBIO
       
      - Achei muito mais vantajoso trocar dólar, ao invés de real, pela moeda local tanto no Chile quanto na Argentina. Entretanto isso só é vantajoso se você comprar bem o dólar no Brasil. Dê uma olhada no ranking de instituições com melhores câmbios no site do Banco Central e em sites de melhor cotação como o Cambiar.
      - Se puder troque dólares pela moeda local em casas de câmbio de Santiago ou em Buenos Aires (a depender do seu roteiro), exceto nas do aeroporto. 
      - A casa de câmbio logo ao lado do terminal da Bus-Sur em Punta Arenas foi a que eu encontrei com a melhor cotação de pesos chilenos entre todas as que pesquisei em Punta Arenas e Puerto Natales.
      - É melhor ir trocar dólares ou euros por pesos argentinos em Puerto Natales e possivelmente em Punta Arenas. Em El Calafate e em El Chatén a cotação era 15-20% menos vantajosa.
      - Se tiver que sacar grana em El Calafate, é melhor ir no cassino local. Cotação: dólar - 17,30 / euro - $20,30. Entrada: $10. Você deve pagar o valor das fichas no cartão, jogar um jogo e depois ao trocar as fichas a casa reterá 5% do seu valor
       
      PUNTA ARENAS e PUERTO NATALES
       
      - Punta Arenas é a cidade inicial de muitos que estão chegando para conhecer a Patagônia. 
      - Há algumas boas opções de lojas de equipamentos de trekking: La Cumbre, Andesgear, North Face, Lippi e Grado Zero. Por exemplo, na La Cumbre (localizável no Google Maps) e na Grado Zero (em frente a La Cumbre) havia ótimos bastões de caminhada da Black Mountain por aprox. $ 50 mil o par. Para chegar no centro, a opção mais em conta para grupo de 3 pessoas pelo menos é pegar um táxi no aeroporto (3 mil pesos por pessoa). Se estiver sozinho ou apenas com outra pessoa, tente achar alguém para dividir o táxi contigo ou deverá pagar 5 mil pesos para ir de van.
      - Puerto Natales é a cidade base para ir a Torres del Paine para quem está do lado chileno. É uma cidade bastante agradável com várias opções de restaurantes (caros, assim como tudo na Patagônia). 
      - Tanto em Punta Arenas quanto em Puerto Natales há um grande supermercado da rede Unimarc. É uma boa opção para compras gerais mais em conta.
       
      TORRES DEL PAINE
       
      PLANEJAMENTO
      - As reservas deverão ser feitas no site das empresas concessionárias Fantástico Sur e Vértice e se você tiver sorte (e muita antecedência) poderá também reservas locais gratuito para acampamento no site da CONAF. 
      <Minha experiência com a Fantástico Sur foi muito boa. Tive resposta das minhas reservas em uma semana. Porém já não posso dizer o mesmo da minha experiência com a Vértice. Só obtive resposta da empresa sobre as reservas, 25 dias depois de solicitadas e somente depois de mandar comentário público no Facebook denunciando a demora. Pouco antes de eu fazer a minha viagem, eles iniciaram um sistema de reserva online, sem a necessidade de contato por e-mail. Pode ser que agora a resposta seja rápida, porém caso você deseje realizar reservas personalizadas, fora do roteiro que aparece no site, já fica a dica de que eles podem demorar bastante para te responder. Inclusive uma amiga que foi pouco antes e reservou com bem mais antecedência que eu, conseguiu resposta, apenas na semana da viagem dela, de que não tinha conseguido vaga em alguns refúgios. >
       
      INFORMAÇÕES GERAIS
      - Entrada: $ 21 mil pesos
      - Várias empresas fazem o percurso a Torres del Paine e todas saem às 7h30 ou 14h30 e têm preço  de $15 mil pesos por pessoa (ida e volta).
      - Tanto no caso de fazer o circuito O ou o W quanto no caso de fazer só uma ida às Torres em um dia. Recomendo fortemente pegar o transfer que sai da recepção do Parque (Laguna Amarga) até o camping central - 20 min que evita caminhada em subida monótona de 1h30 (custo $3 mil pesos). 
      - Há três opções para dormir no Parque para quem vai fazer o W ou o O: em barraca própria (ou alugada em Puerto Natales - vi por $ 4 mil a diária), em barraca da empresa concessionária ou em refúgio. Sendo que a razão de valor é de aproximadamente 1 x 2,5 x 3 (barraca da concessionária será 2,5 x mais cara que própria e refúgio será por sua vez 3 x mais caro que barraca da concessionária e quase 8 x mais caro que barraca própria.
      - Percebe acima, que as diferenças de valores são muito grandes. Eu particularmente se quisesse economizar peso na mochila e dormir com conforto, não pagaria pelo refúgio. Dormiria nas barracas da operadora com tudo incluso (atenção: deverá marcar os itens que deseja quando for fazer as reservas).     
      < Tive que dormir na barraca da concessionária, em uma noite no camping Francés, pois já havia se esgotado os lugares para barraca própria, e vou te falar: a barraca era super espaçosa, a cama super confortável (melhor do que da minha casa. hehehe) e o saco de dormir era excelente! >
      - É possível pagar por refeições nas bases de apoio, mas isso te custará bastante caro (aprox. R$50 em um café da manhã e mais de R$100 no almoço ou na janta).
       
      QUAL CIRCUITO ESCOLHER: O ou W?
      - Primeiro de tudo: caso ainda não saiba, o circuito O engloba o ciruito W. Se você tem preparo físico e tempo disponível, sugiro fortemente fazê-lo. No primeiro dia do circuito, não verá nenhuma paisagem espetacular, mas, nos dias seguintes, as paisagens serão maravilhosas. Abaixo seguem algumas fotos de paisagens exclusivas do circuito O.

       
      QUANTOS DIAS E COMO FAZER O CIRCUITO O?
      - Acabou que fiz em 7, mas oh considero que isso foi uma tremenda duma burrice. Jamais faria isso novamente. O conselho que dou é faça no mínimo em 8.
      - Programaria de uma das seguintes formas, considerando apenas os destinos por dia:
      1.  Para quem vai ficar em camping:
      a) 9 dias: Serón - Dickson - Los Perros - Paso - Grey - Francés - Francés (neste dia iria até o Mirador Británico e domiria no Francés novamente) - Chileno (ou camping central) - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales
      b) 8 dias: Serón - Dickson - Los Perros - Paso - Francés - Francés (neste dia iria até o Mirador Británico e domiria no Francés novamente) - Chileno (ou camping central) - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales
      c) Se tiver que fazer em 7 dias: Serón - Los Perros - Paso - Francés - Los Cuernos (neste dia também iria até o Mirador Británico) - Chileno (ou camping central) - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales
      2. Para quem vai ficar em refúgios:
      a) 9 dias: Serón - Dickson - Los Perros - Grey - Francés - Francés (neste dia iria até o Mirador Británico e domiria no Francés novamente) - Chileno - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales
      b) 8 dias: Serón - Dickson - Los Perros - Grey - Francés - Francés (neste dia iria até o Mirador Británico e domiria no Francés novamente) - Chileno - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales
      c) 7 dias: Serón - Los Perros - Grey - Francés - Los Cuernos (neste dia também iria até o Mirador Británico) - Chileno - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales

      - Observe que não inclui opção de Paine grande em ambos. Primeiramente por uma questão de planejamento, mas também não recomendo para quem vai ficar em barraca, pois pelo que me relataram lá o vento é muito forte, a ponto de carregar barracas bem presas ao chão.
      - Não há opção de refúgios no Paso e no Italiano, apenas camping.
       
      INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O CIRCUITO O (e algumas que servem para o W também)
      - Os primeiros dias que envolvem o caminho do camping central até Los Perros são de dificuldade mediana ou fácil (Dickson a Los Perros). Em um trecho ou outro terá um pouco mais de dificuldade.
      - Em todo o circuito, o dia mais pesado de todos é o que envolve a saída de Los Perros e a ida até Paso (ou até o Grey dependendo do seu roteiro) (fotos abaixo). Logo no início, tem-se uma subida inclinada que passa por dentro de um bosque. Após um tempo de caminhada a área se abre e se caminha com uma leve inclinação até uma primeira subida em terreno pouco mais inclinado. A partir daí a subida fica bastante pesada, com trechos de caminhada sobre gelo (use o bastão com o disco de neve para não correr o risco de quebrá-lo...quase quebrei o meu). A subida finaliza, após 620 m de desnível, em uma vista maravilhosa do Glaciar Grey, a partir daí é só descida bastante inclinada até chegar no acampamento Paso (725 m de desnível - 9 km no total até aqui). Depois são mais 9 km de Paso até o acampamento Grey com muitas subidas e descidas e desnível de 400 m. Pouco depois de Paso, há uma grande ponte pendular. Muito cuidado ao atravessar devido ao vento. Mais cuidado ainda logo após, pois se o vento estiver muito forte, você terá usar o bastão para jogar o corpo para o lado da encosta, fugindo do precípio. Ao longo do caminho, há mais duas pontes pendulares. < Nesse dia, especialmente por conta do impacto na descida, o meu joelho esquerdo inflamou, prejudicando todo o restante da viagem >
      Fotos de trechos da subida:

       
      - Outro trecho que é bem difícil, neste caso tanto para quem vai fazer o O quanto o W ou um passeio de um dia, é a subida a Torres. Bastante inclinada, mas não se compara à dificuldade do trecho de Los Perros a Grey.
      - Para quem vai no esquema camping com barraca própria, ficar em Paso será reconfortante após o percurso descrito anteriormente. Porém é um camping sem muita estrutura. Não tem chuveiro e o banheiro é do tipo seco, com buraco no chão. Sem contar que suas vagas costumam esgotar bastante rápido.
      - No campings Dickson e Los Perros há apenas duchas frias.
      - No trecho de Serón a Los Perros há muitos mosquitos, pelo menos nessa época que fui (possivelmente em outras também). Entenda por muitos mosquitos, muito mesmo! <Vi uma pessoa com um boné que tinha uma rede que cobria todo o rosto e fiquei com uma puta inveja. Acho que é a melhor coisa para se levar em caso de fazer o O. >
       
      EL CALAFATE / PERITO MORENO
       
      EL CALAFATE
      - Para chegar a El Calafate, peguei o ônibus da Cootra às 7h30 - o preço era $ 17 mil, mas paguei $ 15 mil após negociar. Só que quem chegou mais cedo conseguiu por $ 11 mil. < E eu achando que tinha me dado bem na negociação. hehehe >
      - A cidade é bem turística, cheia de lojinhas de lembrança, chocolaterias e sorveterias. Tudo obviamente muito caro!
      - A princípio fui a El Calafate para fazer o Big Ice no Perito Moreno, mas como o meu joelho ainda estava mal, as funcionárias da Hielo y Aventura acabaram cancelando a minha reserva. < Caso esteja com um probleminha físico pequeno que você tem certeza que não irá te atrapalhar, não informe nada porque a galera é bem rigorosa. Não me responsabilizo por esta ideia errada aqui >
      - Se você curte cerveja, recomendo fortemente ir no La Zorra (bar próximo ao posto de gasolina). Eles têm ótimas cervejas lá. Só que não são muito baratas.
       
      PERITO MORENO
      - Fomos ao Perito Moreno no Tour Alternativo. Pagamos $680 no hostel onde estávamos hospedados (Hospedaje del Glaciar); em outros lugares era $800. O tour consiste em um passeio guiado (muito bem, por sinal) em uma rota alternativa por estrada de chão com observação de espécies animais ao longo do caminho, parada em uma estância com uma bela localização; trilha de 45 min por um bosque que chega ao lago do glaciar pelo lado oposto à sua face norte; opção de navegação de barco opcional até o glaciar ($500, 1h de duração - pelos relatos acho que não vale a pena); e por fim, 3h para caminhar pela plataforma - retornamos às 16h30.
      - Outras opções: ônibus regular ($600), táxi ($340 por pessoa em carro com 4, segundo informações de uma pessoa que conheci), carro alugado (mais em conta se houver 4 ou 5 pessoas).
       
      EL CHATÉN
       
      - Chegando a El Chatén: À tarde, há opções ônibus às 18h por $600 + 10 de taxa de embarque, mas preferimos pegar o ônibus de 19h da Taqsa por $420 + 10 (ótimo ônibus, procure ir na janela para curtir as belas paisagens ao longo do caminho - TENTE NÃO DORMIR)
      - O principais pontos turísticos de El Chatén certamente são a Laguna de los Tres (laguna com Fitz Roy) e o Cerro Torre. A seguir sugiro duas formas para se conhecer os dois pontos que são do mesmo lado do Parque:
      a) Em caso de você ter barraca e desejar acampar para economizar uma diária ou mesmo para otimizar o roteiro ou pela experiência de camping, sugiro no primeiro dia ir até o Cerro Torre (com mirador Maestri) e acampar no camping DeAgostini (do lado do Cerro Torre) e no segundo dia ir a Laguna de los Tres passando pela trilha das Lagunas Hija y Madre e depois retornar a cidade pela trilha que passa pela Laguna Capri. Essa rota é preferível, pois no camping Poincenot (mais próximo do Fitz Roy) venta bastante e é mais cheio.
      b) Em caso de você estar interessada em bate-volta, sem pernoite em camping, recomendo em um dia ir à Laguna de los Tres e em um outro dia ir ao Cerro Torre. No primeiro dia, sugiro pegar um transfer (empresa Las Lengas - $150) até a Hosteria El Pilar e de lá seguir até a Laguna. Por esse caminho, evita-se uma subida mais inclinada que há no caminho partindo diretamente da cidade (não é tão difícil) e ainda se tem uma bela visão do Glaciar Piedras Blancas nesse caminho. Depois sugiro retornar pelo caminho que passa pela Laguna Capri No segundo dia, não há muito segredo. Há apenas um caminho direto. Recomendo ir até o Mirador Maestri para se ter uma visão melhor do Cerro Torre (foto abaixo).

      - Loma del Pliegue Tumbado: recomendo ir apenas se estiver com tempo sobrando depois de ir em todos outros atrativos. O caminho é longo e parte da visão que terá engloba o que poderá ver nos miradores de Los Condores e Las Aguilas e uma outra parte engloba, já no final do caminho, engloba ver o Cerro Torre de uma outra perspectiva.

      - Reserva Los Huemules: a reserva fica a aprox. 3 km depois da Hosteria El Pilar na ruta 23. Possui duas belas lagunas (Laguna Verde e Laguna Azul) de trilha fácil e outras duas trilhas mais longas: uma até o Rio Eléctrico e outra até a Laguna Del Diablo. Entrada na reserva: $200, que dá direito a retorno durante o período de estadia em El Chatén. Ônibus Las Lengas por $210 até a reserva (ida e volta). Retorno: saída 8h (se não me engano) e retorno 17h.

      - Chorrillo del Salto: só vale se você não tiver mais nada para fazer na cidade.
       
      RETORNO (de El Calafate a Punta Arenas)
       
      - Caso o seu voo de volta seja a partir do aeroporto de Punta Arenas, recomendo fortemente garantir passagem previamente de El Calafate para Puerto Natales. Pode comprar no dia em que for de El Calafate a El Chatén.
      - Caso aconteça de as passagens se esgotarem, como aconteceu comigo, não se desespere, há opção de uma rota alternativa que sai de El Calafate, vai a Rio Gallegos e depois vai direto a Punta Arenas. De El Calafate a Rio Gallegos: saída 3h da madruga, 4h de duração - empresa Taqsa, $640 / De Rio Gallegos a Punta Arenas (aeroporto), saída às 13h, 4h de duração - empresa El Pinguino, comprada na empresa Andesmar no terminal de El Cafalate. 
      - Duas informações caso tenha que fazer o caminho alternativo anterior: o terminal de Rio Gallegos fica longo do centro da cidade, mas há um Carrefour ao lado, que pode servir como ponto para matar um pouco o longo tempo de espera; e no caso de ir direto ao aeroporto de Punta Arenas, sem ir ao centro da cidade antes, é preciso pedir pro motorista parar na rodovia próximo do aeroporto. Deste ponto até o aeroporto, dá quase 2 km de caminhada. Peça carona sem medo!

      Acho que são essas as dicas. Espero ter ajudado um pouquinho e estou aberto para qualquer questionamento. 😃
    • Por beatrizz
      Queridos mochileiros. 

      É com grande alegria que faço esse relato, pois ele se refere a um dos trekkings que eu mais desejava na vida: Torres del Paine. 
      A minha viagem ao Chile, foi exclusivamente para fazer o Circuito O (deveria ter reservado mais dias para ir a Cafalate e El Chaltén...) e mais dois dias de intervalo em Punta Arenas e Puerto Natales. 
      Em todos os relatos eu falo sobre a facilidade e aprendizado de se viajar sozinho. Mas essa foi minha primeira viagem fora do Brasil sozinha, e estou ainda meio sem palavras para conseguir expressar aqui o que significa. Eu não quero dizer que em alguns momentos realmente não possa se sentir sozinho, isso acontece. Mas eu posso dizer que em 90 % do tempo está cercado de pessoas muito abertas para conversar e trocar ideias. 
      Bom, a primeira coisa que precisa para fazer o Circuito O sem stress é a organização. Pois se pretende vir entre Dezembro e Fevereiro, é alta temporada (bom tempo), e os campings e refúgios ficam cheios. No Circuito O, quase todos os lugares em que você fica tem duas opções para dormir: Camping (com sua própria barraca, ou alugada) ou Refúgio (cama quentinha para quando sentir que merece). 
      Coisas importantes:
      * Imprimir suas reservas,
      * Ter comida suficiente. 
      * Um bom saco de dormir e uma barraca com boa camada para chuva.
      * Uma bota que seja sua amiga.
      * Como eu estava sozinha, e tendo que levar todo o peso (cerca de 14 kg), eu optei por comprar algumas refeições. Nos refugios'campings, eles fazem almoco-cafe-janta (sim, é caro), mas depois de um dia de muitos kms isso vale ouro. 
      Aqui vai o meu roteiro em Torres Del Paine:
      1 dia: peguei um ônibus em Puerto Natales as 07:15 para Torres del Paine (chegamos umas 09:45 na entrada principal). Na primeira portaria você precisa assistir um video sobre as normas do parque, mostrar seu ticket de entrada (ou comprar), é melhor já comprar no site da CONAF e levar o comprovante. Recebe o mapa do parque, e pode pegar um tranfer (3.000 pesos) até o cientro de bien venida (sao 07 km você pode ir caminhando também, eu fui de transfer porque nessa primeira parte não tem nada de mais e você vai precisar de mais energia em outros dias, acredite). No transfer já é possível ver algumas montanhas. 
      Depois de tudo isso, iniciei os primeiros kms do circuito. Camping Serón. Nesse primeiro dia a vista das montanhas ainda é bem restrita, porem passa por florestas e rios com água cristalina. A cor é como se fosse um azul royal, lindo. O terreno em si é tranquilo. Como cheguei cedo no parque e logo comecei a travessia, eu não encontrei ninguém no caminho, tipo nem uma pessoa nos primeiros kms. Ai teve um misto de satisfação com preocupação haha. Mas logo aparecem alguns (poucos). 
      Nesse camping nao há refúgios, quando cheguei era umas 14:00 ainda, normalmente os check in s{ao as 14:30. Começou a chover e ventar um pouco quando estava arrumando minha barraca (chamam carpa aqui). Foi uma noite difícil pois choveu muito e fez frio (cerca de 5 graus).
      Nesse primeiro dia, eu passei muito frio, no outro dia as montanhas aparecerem branquinhas, nevou.
      2 dia: essa caminhada você já começa a ficar mais perto das montanhas, chegando no refúgio Dickson a vista é fantástica. Fiquei em refúgio, porque algo me disse que quando fui fazer a reserva, fiquei muito feliz pois chovia e estava uns 2 graus.
      3 dia:ida até los perros, nesse lugar que você começa a sentir os ventos fortes. Nesse camping não tem refúgio , e só tem banho gelado! O camping fica do lado do rio e abaixo da montanha, tem como ser ruim isso?
      4 dia: foi o dia mais cansativo, porque precisamos passar pelo Paso John Garden, que é uma montanha de gelo. É fantaaastico. Nesse dia tem que sair cedo tipo 6 da manhã, porque no Paso o tempo muda muito e depois das 11 da manhã o pessoal fala que tem um tipo de chuva e vento que não se pode passar, muito perigoso. Até o topo do Paso demora umas 4 horas. E depois a descida mais 4. Eu fui direto ao camping Grey, então foi bem cansativo, mas todo o caminho é maravilhoso. Nesse dia tem a visão do glaciar.
      5 dia: indo para o camping paine grande, contato com a civilização. Aqui você pode se dar ao luxo de uma comida diferente, tem várias pessoas, que chegam aqui e ficam apenas para fazer a trilha até o mirador britânico.
      6 dia: aqui você encontra muitas pessoas no caminho também, ida até o Francés, o Mirador Británico fica no caminho. Você pode deixar a mochila no Italiano e subir mais leve.
      7 dia: ida até o Central.
      8 dia: trilha base de las torres. A trilha em si é linda, muitos rios e pontes. Você passa pelo acampamento chileno e depois desse ponto a trilha fica mais pesada, porque ganha elevação muito rápido.
      Resumo :
      1. Cientro de bienvenida p/ Seron: 13 km, 4 horas.
      2. Seron p/ Dickson: 18 km, 6 horas.
      3. Dickson p/ los perros: 12 km, 4.5 horas.
      4. Los perros p/ Grey: 15 km, 11 horas.
      5. Grey p/ Paine grande : 11 km, 3.5 horas.
      6. Paine grande p/ Francés : 9.5km, 3,5 horas.
      7. Francés p/ Central : 15 km, 6,5 horas
      8. Central p/ ida e volta base das torres: 20 km, 7 horas
      Total de 114 km apx, considerando que essa distância distribuída em 8 dias, não é nada de outro mundo. As trilhas são suuper bem demarcadas, então mesmo se estiver sozinho não vai se perder não.
      Com certeza a Patagônia é o lugar mais fantástico que já estive, porque a energia das montanhas e a conexão com a natureza é algo que não se consegue assim tão fácil.
      Em Punta Arenas cidade vizinha de Puerto Natales, você pode fazer um passeio com empresa especializada e chegar até a Ilha Magdalena e Marta, onde tem os pinguins e Lobos marinhos, é obrigatório pra quem passa por aqui.
      Depois de 3 dias de volta, ainda não consegui voltar, é como se eu ainda estivesse lá. Meu corpo e minha alma ficaram conectados as montanhas de Torres del Paine. 













       











       








    • Por fore
      Introdução
      Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia.

      Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos.
      A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas.
      O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá.
      Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem).
      Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal).
      O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal).
      Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum.
      No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores.
      Obs:
      - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada.
      - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos.
      - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super.
      Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
    • Por casal100
      Esse relato é dividido em cinco partes:
      .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro;
      .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro.
      .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010.
      .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011.
      .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
    • Por SamuelSchw
      Saudações, povo da mochila.
       
      O relato que segue refere-se à uma viagem realizada há um ano atrás (ontem exatos 365 dias que finalizei o Circuito O!). Devido à correria da vida e uma promessa de que parte dele sairia em uma revista de escalada e montanhismo, acabei não publicando antes. Apesar de possíveis mudanças nos preços e regras de visitação, possui uma série de informações relevantes em um texto que lembra um diário sobre essa viagem de 26 dias (de 25/12/2015 a 18/01/2016) passando por Ushuaia, Punta Arenas, Puerto Natales, El Chaltén, El Calafate e ainda uma curta passagem por Buenos Aires. Foram mais de 200 km de trilhas percorridas, sendo o objetivo principal da viagem o circuito O em Torres del Paine. Para ajudar na coleta de informações pelo amigo leitor, aquelas que considero chave ou relevantes estão em negrito.
       
      O relato está dividido em quatro partes: I- Informações Gerais; II- Ushuaia a Puerto Natales; III- Torres del Paine - Circuito O; IV- El Calafate, El Chaltén e Buenos Aires. Caso deseje informações mais objetivas ou não deseje ler a totalidade das palavras e devaneios deste que vos escreve, sugiro ler somente a Parte I e esta planilha resumo, além da Seção “Dicas”, da Parte III.
       
      PARTE I - INFORMAÇÕES GERAIS
      Lembro de quando ouvi sobre e vi imagens da Terra do Fogo pela primeira vez em uma reportagem do Globo Repórter. Tinha uns 12 ou 13 anos e o nome Terra do Fogo me pareceu misterioso, místico, atiçando minha curiosidade. Depois de muito tempo habitando minha mente, a viagem começou a tomar forma. Inicialmente programada para acontecer no final de 2014, uma mudança de emprego e de cidade resultou no adiamento por um ano, mas todo o roteiro já estava traçado, sendo necessário apenas atualizar o orçamento e buscar algumas informações adicionais. A essa empreitada, juntaram-se dois amigos do grupo Trekking Brasília: Luzardo Alves e João Paulo Marques
       
      Passagens
      Como minha família passaria o Natal em Campinas, acabei comprando diferentes trechos de voo: Brasília-São Paulo (ida e volta, Gol), São Paulo-Buenos Aires (ida e volta, TAM), Buenos Aires-Ushuaia (ida, Aerolíneas Argentinas) e El Calafate-Buenos Aires (ida). Os trechos São Paulo-Buenos Aires e El Calafate-Buenos Aires foram adquiridos por pontos, sendo o primeiro um generoso e bem-vindo presente de meu pai que estava com vários pontos acumulados e nenhuma perspectiva de usá-los no curto prazo. O trecho Buenos Aires-Ushuaia custou R$ 850,00.
       
      Dinheiro/Câmbio
      Optei por levar dólares, alguns reais e cartão de crédito. Quando comprei as passagens, o dólar estava na casa dos R$ 3,40 e para meu desespero começou a disparar. Atento às projeções pessimistas, e que se concretizaram, fiz questão de comprar dólares assim que possível e consegui comprar a R$ 3,80. Embora muitos recomendem realizar câmbio em Buenos Aires, essa não era uma opção viável dentro de nosso itinerário. Graças às decisões do Macri de acabar com o controle cambial, a cotação oficial do dólar estava US$ 1,00 = AR$ 13,00, nenhuma discrepância significativa da paralela. No dia 25/12 o real estava bem valorizado ante ao peso (R$ 1,00 = AR$ 4,50). Se fosse possível prever, teria levado reais e ficaria uma manhã apenas para cambiar. Nos dias seguintes, entretanto, o real começou a cair. Na região patagônica, levar dólares ou reais seria equivalente pois o câmbio era R$ 1,00 = AR$ 3,50 e US$1,00 = 12,50 a 13,50. No Chile o câmbio estava em média R$ 1,00 = CH$ 180 e US$ 1,00 = CH$ 650 a 700.
       
      Mochila
      Fui com minha Curtlo Mountaineer 60+15 velha de guerra. Excelente mochila. Para uma viagem como essa e para realizar o circuito O de forma autônoma recomendo no mínimo uma mochila de 60 Litros. Como fui com câmera DSLR, duas objetivas e tripé, os 15 Litros a mais foram muito úteis. Nessa viagem apliquei uma dica que li no livro Manual de Trekking e Aventura, do Guilherme Cavallari para proteger a mochila no avião: colocá-la em um saco. Eu usei um saco plástico grosso, mas pode usar um saco de fertilizante ou de batata. São leves e você pode guardá-lo dobrado na mochila. Como algumas companhias aéreas ou não fornecem mais sacos plásticos para embalar a mochila ou fornecem sacos de litragem pequena, recomendo fortemente para proteger tanto a mochila quanto a capa de chuva.
       
      Transporte Terrestre
      Entre as cidades, viajamos por empresas de transporte, mas é completamente possível fazer essa viagem de carona. Conheci várias pessoas que estavam viajando dessa forma e constantemente revia na próxima cidade alguns cidadãos que vi à beira da estrada. Se o amigo leitor dispuser de tempo e vontade, acredito que valha muito a pena não apenas pela economia, mas pela própria experiência em si
       
      Disponibilizo aqui link para planilha com o roteiro executado, preços, itens levados. Se tivesse mais alguns dias teria ido a Los Antiguos e a Chile Chico.
       
      PARTE II - USHUAIA A PUERTO NATALES
      O voo para Buenos Aires partiu de São Paulo. Antes do embarque aproveitei para passar no posto médico do aeroporto para ter um parecer sobre um calombo que surgiu na minha coxa esquerda, mas que era apenas uma inflamação dos folículos pilosos, exigindo apenas uso de um antiinflamatório (Profenid 100mg ). Esta é a segunda vez que faço uso dos serviços médicos dos postos dos aeroportos e deixo a dica ao amigo leitor. O atendimento é bom e gratuito.
       
      Na sala de embarque encontrei o Luzardo. Partimos de São Paulo no dia 25/12, às 18:30, com uma hora de atraso e chegamos às 20:10 em Buenos Aires, onde encontramos o João. Aproveitamos para fazer câmbio de US$ 100,00 no aeroporto. Luzardo e João pegaram um táxi para dar uma volta em Puerto Madero e eu fiquei no aeroporto. Comi um lanche extremamente caro no piso superior, AR$ 126,00 por uma baguete e uma sprite, e depois fui descansar. Às 4:00 fizemos o despacho das malas e às 5:35 o avião decolou.
       
      USHUAIA
      26/12. Cheguei em Ushuaia às 9:10. João e Luzardo chegaram cerca de 20 minutos depois. Pegamos as malas, um mapa no balcão de informações e, após apreciar por uns minutos a bela cadeia de montanhas que guarda a cidade, tomamos um táxi para nos levar até o Hostel Antarctica ao custo de $115. Recomendo fortemente o Hostel Antarctica. Ambiente legal, equipe atenciosa e acolhedora, boa estrutura e café da manhã reforçado. Destaque para o fato de que o hostel fornece ovos e o hóspede prepara à sua maneira. A diária estava $260 e o público é variado, viajantes solitários, casais jovens e idosos, famílias, uma das quais me permitiu praticar o alemão durante uma boa conversa.
       
      Para esse dia não havíamos planejado nada. Por sugestão do recepcionista do Hostel, acabamos comprando o passeio para a Laguna Esmeralda por volta das 11h, ao custo de $250, ida e volta. Recomendo. É uma trilha leve e o lugar é realmente belo. Quando retornamos ao estacionamento, havia ainda 1h até nosso transfer chegar. Para nossa surpresa, uma senhora que realiza transfers por outra empresa nos viu e ofereceu transporte, de graça e ligou para a outra empresa, e ainda ganhamos croissant e café. De volta à cidade aproveitamos para fazer compras no mercado e garantir nossa janta e almoço para os próximos dias, por preço bem mais em conta que os dos restaurantes.

       

       
      27/12. Domingo. Grande parte das lojas e mercados fechados, o que impediu-nos de comprar a passagem para Punta Arenas. Cedo pela manhã fui efetuar o pagamento do passeio do Beagle Channel (Islas de los Pájaros, Lobos, Farol e descida na Isla Carello) o qual reservei antecipadamente por email com a Canoero (http://www.catamaranescanoero.com.ar/principal.htm) para as 15:30 daquele dia. Aproveitei para pedir desconto, visto que seriam 3 pessoas e consegui baixar de $750 para $700. $50, não muito no total mas já ajudava em alguma coisa. Dei uma caminhada na cidade ainda adormecida e voltei ao Hostel para encontrar os piás e ir ao Presídio.
       
      Presídio. O ingresso custou $150. Já há bastante informação disponível sobre o Museu, me limitarei a dizer que eu gostei e acho um passeio bem válido para se conhecer a história de Ushuaia e da navegação. Detalhe para os mapas e cartas náuticas antigas e a seção dedicada aos Yamanas, povo original da região, já extinto.
       

       
      Beagle Channel. Escolhi o horário da 15:30 por conta da luz começar a perder intensidade nesse horário e não estourar as fotos. No fim, com o tempo nublado ficou ainda melhor. Enquanto esperávamos a partida, Luzardo resolveu brincar que seria fácil fazer novos amigos brasileiros. Ao falar alto “Brasil? Alguém?”, atrás dele havia um brasileiro, Daniel, com o qual fizemos amizade e trocamos ideias sobre os planos de viagem. Ele estava viajando solo, de moto, e iria também para Torres del Paine. Acabou que combinamos dele nos informar por email se as lojas de aluguel de equipamento estariam abertas no dia 01 de janeiro e o preço dos equipamentos. O passeio do Beagle Channel também é bem conhecido e há muita informação disponível a respeito. É um passeio bem tranquilo, padrão, mas vale a pena. O lugar é realmente bonito e instiga a imaginação. O tempo estava fechado e o vento frio. A descida na Isla Carello é interessante para se conhecer o ecossistema e imaginar como os nativos sobreviviam na região. Voltamos à Ushuaia depois das 18 horas.
       

       

       
      28/12. Acordamos cedo para garantir as passagens para Punta Arenas. Pensamos em adiantar 1 dia e sair de Ushuaia em 29/12, para chegar em Puerto Natales no dia 31. Depois de rodar todas as agências de viagem (não existe uma rodoviária com balcões das empresas), tivemos que voltar ao planejamento original e compramos para o dia 30/12. Minha recomendação ao amigo leitor é que compre as passagens para Punta Arenas assim que chegar em Ushuaia, se seu planejamento não for flexível.
       
      Cerro Martial. Como perdemos a manhã, resolvemos deixar o Parque Nacional para o dia seguinte e fomos ao Cerro Martial. Nos juntamos a outra brasileira, Clara, e pegamos um táxi até a entrada ($135). A vista é bacana e o lugar vale uma visita se você tiver tempo, mas não consideraria um must-see. Pegamos um táxi por $120 até o centro de Ushuaia. Sinceramente, acho que teria valido mais a pena dedicar esse dia ao Parque Nacional, pernoitando lá e subindo o Cerro Guanaco, pois achei um dia pouco para o Parque.
       

       
      29/12. Parque Nacional Tierra del Fuego. Tiramos o dia para o Parque. Saímos no ônibus das 10 e pouco, mas recomendo sair no primeiro transfer. O custo foi $370 ($270 transfer + $100 tarifa Mercosul). Fomos até o Correio del Fin del Mundo, para em troca de alguns dólares - 2 ou 5, não lembro ao certo - obter o carimbo no passaporte. Lá vimos a lancha sendo carregada com cartas e postais e deixando a margem do lago. Fizemos a Senda Costera, que margeia a Bahia Lapataia. Entretanto não fomos até Puerto Arias, indo somente até a Laguna Negra e retornando no penúltimo ônibus.
       

       
      PUNTA ARENAS
      30/12. Ushuaia-Punta Arenas. Saímos cedo para pegar o ônibus para Punta Arenas. Os ônibus saem de um pátio na Av. Maipú, entre as ruas 25 de Mayo e Fadul. Nosso ônibus saiu às 5:30. Viagem longa mas com belas paisagens, clipes de músicas românticas e de sofrência que fariam Pablo sentir inveja, e passagens de fronteira com guardas mais preocupados com seu Whatasapp do que com as imagens do Raio X. Chegamos em Punta Arenas perto das 18h e fomos providenciar Câmbio. Há duas casas de câmbio próximas ao ponto de parada do ônibus. Na verdade, ficam na mesma quadra/rua (Colón) da oficina da Bus Sur. Câmbio feito, fomos providenciar a passagem para Puerto Natales na Bus Sur, ao custo de $6.000. Ao lado do balcão da BusSur há um balcão de empresa de turismo. Nosso plano era fazer a Pinguinera clássica (ilhas Marta e Magdalena), entretanto o atendente nos ofereceu o passeio do Pinguim Rei, dizendo que era mais completo, sendo possível avistar lobos marinhos e baleias. Enquanto a Pinguinera custava $35.000, o passeio do Pinguim Rei custava $60.000 ($12.000 são pagos na entrada da reserva). Com certa relutância mas confiando no vendedor, acabamos comprando o passeio do Pingüim Rei, que na verdade, se mostrou não um passeio mais completo, mas um completamente diferente da Pinguinera e da propaganda feita. Explicarei nos próximos parágrafos.
       
      Saímos da BusSur e fomos em direção ao hostel que havíamos reservado, o Samarce House. Depois de andarmos alguns bons minutos e não encontrarmos, resolvemos pedir ajuda em uma lavanderia. A dona da lavanderia foi bastante solícita, tentando inclusive ligar para o hostel, sem sucesso. Ao ver a foto da fachada do Hostel, ela percebeu que se tratava de uma casa ali perto e descobrimos que o endereço na internet estava errado. O Hostel fica, na verdade, na Av. España, 940. Ao chegarmos achamos o local com cara de abandonado, uma perfeita casa para um filme de suspense ou terror, mas o lugar é aconchegante e limpo. O café da manhã é reforçado, servido, pelo menos num dos dias que lá ficamos, pelo próprio senhor Samarce, um sujeito simpático e conversador. A diária lá custou $11,000. Recomendo!
       
      Deixamos as malas e pegamos um táxi ($2000) até a zona franca, pois pensávamos em comprar alguma coisa, mas só compramos o gás para Torres del Paine. Confesso que esperava maior variedade de marcas e produtos, mas algumas coisas realmente valem a pena lá, como por exemplo, as barracas Doitê. Aproveitamos e fomos ao mercado ao lado comprar a janta e suprimentos para Torres del Paine, e saímos de lá no fim do expediente. A essa hora há poucos táxis e poucos ônibus. Felizmente demos sorte de encontrar um taxista ainda no estacionamento e voltamos até o centro da cidade ($2350). De lá seguimos a pé até o Hostel e por lá ficamos.
       
      31/12.
      Eram por volta das 7:30 quando o ônibus que nos levaria à pinguinera chegou. Fomos muito bem recepcionados pelo motorista e dono da agência, um sujeito bonachão, simpático e divertido, e o guia. Passamos buscar os demais participantes e aí seguimos. Como mencionei acima, este é um passeio completamente diferente do oferecido pelo vendedor, e completamente diferente da Pinguinera das ilhas Marta e Magdalena. O passeio foca em dois temas: a história do povo Selknam, um dos povos originais da ilha e exterminado pelos colonos, e no Pinguim Rei. É de fato interessante, mas passa-se muito mais tempo na van do que qualquer outra coisa. Cruza-se novamente o Estreito de Magalhães e retorna-se à Isla Grande de Tierra del Fuego, em direção ao município de Porvenir, onde há um pequeno mas interessante museu. Lá o guia contou sobre a história da região, realmente interessante, mas pesada e sanguinária e não consta nas páginas oficiais do Chile. O povo Selknam foi exterminado com direito à caçada e troca de orelhas, cabeças e seios por dinheiro, tendo a última representante falecido nos anos 60 ou 70. De lá segue-se para a Reserva do Pingüim-rei, com uma parada em uma panificadora, onde comprei uma deliciosa empanada por $1000. A partir daí é estrada e mais estrada, até chegar na reserva, que é privada. O pinguim-rei (Aptenodytes patagonicus) está voltando a colonizar a região da Bahia Inútil após ter sumido devido à caça e captura. Os bichos são realmente belos, sendo a segunda maior espécie de pinguins, atrás apenas do pinguim-imperador, (aquele do filme Happy Feet). Ao contrário da pinguinera clássica, aqui há cercas que delimitam a área onde o turista pode ficar, sendo impossível o contato direto com os animais, o que é positivo para não prejudicar a recolonização e não influenciar o comportamento ou saúde dos animais De lá, retorna-se para Punta Arenas, cruzando novamente o Estreito, o que dessa vez foi recompensador pelos vários golfinhos-de-commerson (Cephalorhynchus commersonii), com seus saltos e mergulhos sincronizados. Minha opinião sobre o passeio: É um passeio interessante, mas caro. Se o amigo leitor dispõe de tempo e dinheiro, ou quer muito ver essa espécie, que vá, pois é uma oportunidade única de vê-la. Caso tenha apenas um dia, como nós, e seu objetivo é chegar mais perto dos animais e tirar selfies, o passeio das ilhas Marta e Magdalena valerá mais a pena, além de ser $25.000 mais barato, um dinheiro que faz falta numa viagem. (http://www.pinguinorey.com/index.php ; http://turismoselknam.cl/)
       

       

       

       
      Retornamos a Punta Arenas próximo das 20 horas. Depois de tomar banho e descansar um pouco, começamos a pensar no que faríamos na noite de Reveillion. Decidimos por jantar e depois ir para a festa de virada na avenida. Entretanto, não foi fácil encontrar restaurantes aberto e com mesas disponíveis, pois os poucos necessitavam ter feito reserva. Acabamos encontrando o Submarino Amarillo, na Colón, e por lá ficamos. O local é um bar e restaurante, e também hotel, com temática rock´n´roll clássica e recebe apresentação de bandas. Pedi um salmão com purê de batatas e uma coca-cola, ao custo de $11.700. Indico o lugar.
       
      Saímos do bar rumo à concentração de pessoas. O clima no local estava agradável, bastante familiar. No microfone, o mestre de cerimônia animava o público, perguntando volte e meia quem iria “carretear hasta las 5 de la mañana”, ao que o povo respondia alegremente. Depois da contagem regressiva, dos fogos e da comemoração, uma banda local animou a festa, tocando inclusive IlarilariÊ. Para nossa surpresa e contrariando o discurso anterior, às 1h da manhã a música cessou, o mestre de cerimônia encerrou a festa e o povo foi para as suas casas. Voltamos ao hostel, arrumamos as mochilas e dormimos.
       
      PUERTO NATALES
      Partimos de Punta Arenas rumo a Puerto Natales no ônibus das 10 da manhã e chegamos por volta das 13:30. Assim que desembarcamos, fizemos o que todos devem fazer de imediato: providenciar o translado até o Parque Nacional. Apesar de termos planejado iniciar o circuito pela manhã do dia 02, decidimos pegar o ônibus das 14:30 para Torres del Paine, pois ainda precisávamos comprar mantimentos. Tomamos essa decisão tranquilamente pois durante a viagem de Ushuaia para Punta Arenas um holandês que havia feito o O confirmou que, mesmo indo ao parque no ônibus das 14:30, era totalmente possível completar o primeiro trecho ainda com luz. Conseguimos por $12000 negociando na Via Paine (O preço normal é $15000). Negociando desconto em outra empresa, me responderam sarcasticamente que se eu não quisesse comprar não teria problema, pois os ônibus sempre partem cheios, outros comprariam. . De lá caminhamos até nossa hospedagem, Hostal San Augustin, o qual não recomendo. A diária custa $13.500, com café da manhã fraco. O lugar não é ruim, é limpo, confortável, mas o tratamento é péssimo. Além disso, só faltava cobrar para respirar. Cobravam $500 ou $1000 pesos por dia, por mala no locker room. Existem opções melhores, como por exemplo, o Lili Patagonicos, no qual fizemos reserva para quando regressamos do Parque e o qual recomendo fortemente. O preço é $12.000 em quarto com 4 camas e banheiro, café da manhã bastante reforçado, wifi. Ótima estrutura e atendimento. Além disso, o locker room é gratuito e nos permitiram deixar o resto da bagagem lá enquanto percorriamos o Circuito O, obviamente com pagamento de 50% da diária. Lá eles também alugam e compram bons equipamentos para trekking por um bom preço.
       
      Almoçamos no Restaurante Marítimo ($9.250 o prato principal mais bebida). Lá também é servido menú completo por $4.000. Recomendo, assim como recomendo outro restaurante, o Carlitos, que serve um Menu mais saboroso e reforçado por cerca de $5.000 se não estou enganado.
       
      Depois do almoço no dia 01, fomos até a Kallpamayu, loja na qual reservamos por email a barraca que levaríamos para Paine. A loja é boa e foi uma das que me passou mais confiança. Pegamos uma Doité Aconcágua para 3 pessoas, por $ 6.500,00 o dia (depois de negociar). A barraca era grande o suficiente para nós três e seria uma boa casa para os próximos 7 dias, além de que dividiríamos o peso.
       
      No dia 02 pela manhã aproveitamos para comprar o restante dos mantimentos e eu aproveitei para comprar um capacete de escalada também na Kalpamayu, pois o preço estava compensando. Para quem está procurando equipamentos, os preços são bem convidativos. Almoçamos no Carlitos e às 14:30 partimos para o Parque.
       
      CONTINUA...


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