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(Estrada Real) O Caminho do Sabarabuçu a pé

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Desde o ano passado, quando conheci a Estrada Real, soube que retornaria. Em partes pelas experiências, que transformaram meus gostos, meus paradigmas e minha vida; em partes pela curiosidade sobre o que o caminho ainda teria para me oferecer.

 

Nesse espírito, com a experiência adquirida desde a minha primeira viagem a pé (que foi exatamente a viagem pela Estrada Real, em 2008) e o equipamento necessário, inovei na companhia. Convidei alguns amigos mas (novamente) apenas uma pessoa se dispôs a me acompanhar: o Rodrigo; amigo de faculdade com gosto por trilhas e fotografia.

 

O plano era caminhar pelo Caminho do Sabarabuçu, de Acuruí (distrito de Itabirito/MG) até Caeté/MG, percorrendo menos de 100km. Como tínhamos pouco tempo disponível, optamos por pular o trecho próximo a São Bartolomeu, para haver tempo de conhecer o Santuário do Caraça.

 

Um mês antes da data prevista para a viagem, já tínhamos todo o equipamento necessário e a passagem para Belo Horizonte/MG já estava comprada. Como sairíamos de lugares diferentes e nos encontraríamos em Belo Horizonte, eu fui de avião e o Rodrigo de ônibus.

 

Eu cheguei em Belo Horizonte dois dias antes e aproveitei para fazer um pouco de "turismo convencional" (mas isso é assunto para outros relatos). Depois que o ônibus (da Viação Motta) caiu em um imenso buraco durante a noite, o Rodrigo chegou em Belo Horizonte, com algumas horas de atraso. Mas depois de alguns acertos de última hora e histórias sobre o acidente; seguimos de ônibus (Santa Fé Transportes) para Itabirito, nosso ponto de partida.

 

Lá, nos hospedamos no Hotel Dallas e já arrumamos um táxi (R$40, somente ida) para nos levar até Acuruí (distrito de Itabirito) na manhã seguinte. Com tudo pronto para novamente colocar o pé na estrada, dormimos cedo, cheios de ansiedade.

 

Dica: Não há ônibus, ou qualquer outro transporte público, para Acuruí aos domingos, e mesmo nos dias de semana os horários são poucos. Procure se informar com antecedencia.

 

Informações locais:

  • Hotel Dallas: R. Dr Eurico Rodrigues, 487, Centro - Tel: (31) 3561-2500

 

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Dia 01: Encruzilhadas

 

Acordamos às 6h e tomamos o café da manhã como se fosse nossa última refeição! O plano seria caminhar 26km até Rio Acima, sem a possibilidade de almoçar no caminho. Pontualmente às 7h, o taxista estava na porta do hotel e 1h depois chegamos à igreja de Acuruí. Lá começamos nossa caminhada!

 

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Com a mochila bem mais leve que em 2008, rapidamente encontramos o primeiro marco da Estrada Real dessa viagem. A indicação no marco confirmava as informações que tínhamos e o nome do destino sugeria muitas subidas! Depois de 1h20 caminhando (foto), chegamos ao ponto crucial do dia: nosso planejamento e as informações dadas pelos habitantes locais contrariavam o caminho indicado pela marcação oficial! Resolvemos então ignorar a marcação oficial e não seguimos pelo que parecia ser um condomínio particular! Pensamos que a entrada não era permitida (mesmo com o portão estando aberto) e resolvemos prosseguir pelo caminho que os locais nos indicaram como sendo o mais "fácil". Prosseguimos caminhando pelas serras da região de Itabirito, passando pelo cruzeiro e pelo grupo escolar. A medida que andávamos debaixo de sol forte e não encontrávamos nenhum marco da Estrada Real, a sensação de estarmos perdidos ficava cada vez maior!

 

Às 12h15 encontramos um casal de ciclistas de Belo Horizonte que diziam conhecer bem a região. Como eles possuíam GPS, nos deram instruções, fizeram um mapa e confirmaram nossas dúvidas. Sim, estávamos no caminho errado! Aparentemente ainda faltavam 20km até Rio Acima. Com a moral abalada pela distância e pelo horário, continuamos caminhando, pedindo informação sempre que possível. Passamos por cachoeiras como a da Chiva Dona e belas paisagens, mas nem isso melhorou o ânimo.

 

Finalmente, às 14h, pedimos informação para alguns moradores locais que iam de carro para Rio Acima. A resposta não poderia ser mais enfática:

- “Está longe pra CARALHO! Sobe aí que a gente dá uma carona”.

Não tivemos dúvida e aceitamos a oferta. Seguimos por mais de 30min em alta velocidade pela estrada de terra, subindo ladeiras íngremes e poeirentas. Seria impossíveis percorrer a distância que falava antes do anoitecer.

 

Às 14h30 chegamos em Rio Acima, nos fazendo notar! Bem no centro da cidade, descemos do carro agradecendo e jogando todas as coisas no meio da rua. Mas não demorou 1min para percebermos que tínhamos esquecido os bastões de caminhada no carro. O Rodrigo saiu correndo e gritando, com mochila nas costas, em direção ao carro que estava parado no semáforo. Eu, percebendo que ele ia muito devagar por causa do peso, gritei para que largasse as coisas. No mesmo instante vi tudo que ele carregava despencar no meio da rua! Ele alcançou o carro e “recuperou” os bastões; enquanto todos nos arredores se entre olhavam espantados!

 

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Rapidamente arrumamos um lugar para dormir (Hotel D. Eliana), que só não era pior porque era o único no centro. Almoçamos no restaurante embaixo do hotel e fomos conhecer os atrativos do centro da cidade: a "cachoeira" na praça central, a estação de trem desativada (foto), a ponte inglesa e a igreja principal. Aproveitamos para nos certificar sobre onde começaríamos a caminhar no dia seguindo, avistando os marcos da Estrada Real que ficam dentro da cidade.

 

Ficamos na rua até às 17h30. Nos informamos no Posto de Referência Ambiental e Turística (que foi o mais atencioso e bem informado de toda a viagem) sobre o trajeto do dia seguinte e então fomos para o hotel. No caminho passamos em um mercadinho e compramos algumas besteiras. Dormimos às 22h30, deixando tudo preparado para sair bem cedo amanhã.

 

DICA: O caminho certo para Rio Acima NÃO passa pelo grupo escolar, nem pelo cruzeiro! Se for pedir informações, pergunte onde fica o próximo marcos oficiais da estrada real! Você não precisará de nenhuma referência além dessa!

 

Informações locais:

  • Hotel Dona Eliana: R. Afonso Pena, 469, Centro - TEL: (31) 3545-1447 (apartamento duplo: R$40)

 

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Dia 02: Honório Bicalho

 

Acordamos às 5h40 e ainda estava escuro! Tomamos um fraco café da manhã (até isso era ruim na pousada) e começamos a caminhar às 6h45.

 

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Ao contrario do dia anterior, seguimos fielmente os marcos da Estrada Real e caminhamos por quase 1h em área urbana. Às 8h30, cruzamos a linha férrea abandonada e então o caminho tornou-se uma trilha bem aberta (foto). Seguimos por mais uns 5km, passamos por pontes de pedra da antiga ferrovia, áreas rurais bem bucólicas e pelo Rio das Velhas.

 

Chegamos no povoado de Honório Bicalho às 9h45. Como o trecho até Nova Lima (onde pretendíamos dormir) é pavimentado e não pertence à Estrada Real, optamos por pegar um ônibus. Descemos na rodoviária de Nova Lima e já procuramos alguma informação no Centro de Atendimento ao Turista, que infelizmente era tão desinformado quanto nós. Nos hospedamos bem em frente à rodoviária (Hotel Central).

 

Ainda indecisos sobre o que fazer, fomos sacar dinheiro, almoçar (restaurante Sabor da Terra). Aproveitamos a tarde para conhecer o Teatro Municipal (e sua bela fachada em arte Déco), a Matriz de Nossa Senhora do Pilar (que estava em restauração), o Prédio da Câmara (bastante descaracterizado) e a curiosa rua zig-zag.

 

Às 15h, voltamos ao CAT na esperança de descobrir como chegar à Igreja Anglicana e à Quinta dos Ingleses. Descobrimos onde elas ficavam mas como eram longe não conseguimos nem táxi para nos levar. É claro que não havia transporte público! No fim das contas, a única coisa realmente útil que conseguimos no CAT foi o telefone de um morador local que participou da colocação dos marcos da Estrada Real. Nos contentamos em ir descarregar as fotos, tomar um suco (lanchonete Mundo de Sabores) e comprar uma Queca, um doce local com frutas cristalizadas, cuja receita é do século XIX (eu gostei, mas o Rodrigo não!).

 

Às 18h30 estávamos de volta ao hotel. Descansamos, arrumamos as coisas, revimos os planos para o dia seguinte e dormirmos às 22h.

 

Informações locais:

  • Hotel Central: R. Antônio Jardim, 528, Centro - TEL: (31) 3541-5097 (apartamento duplo: R$40)

  • Sabor da Terra: R. bias Fortes, 41, Centro - (R$16,50/Kg)

  • Mundo de Sabores: R. Bias Fortes, 72, Centro - TEL: (31) 3541-9722

  • Casa da Queca: R. Severiano de Lima, 151, Centro - TEL: (31) 8689-4889 (Queca: R$35/Kg)

 

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(Estrada Real 2009) Dia 03: Trilha para Raposos

 

Acordamos às 5h. Queríamos começar o dia, que prometia não ser fácil, o quanto antes. Tomamos café da manha rapidamente e tomamos o ônibus de 6h10 de volta para Honório Bicalho.

 

Passamos pelo marco da praça central (com um painel bem útil) às 7h. Talvez por estar andando rápido ou por sono, já no começo erramos o caminho! Passamos pela entrada da trilha e chegamos (30min depois) em uma bifurcação sem marco. Usando a lição do dia de Rio Acima, resolvemos voltar e rapidamente achamos a entrada correta da trilha.

 

Caminhamos um pouco com serração densa e subida íngreme, mas logo voltamos à estrada. A serração e o frio continuaram até o topo. Lá no alto, acima da neblina, a vista alcançava Nova Lima e todo os arredores.

 

Seguimos novamente por trechos de trilha em meio ao cerrado rústico e praticamente intocado, até encontrarmos 2 marcos jogados no mato! Pelas marcações que possuíam, eles deveriam ter sido colocados nos próximos 2km e isso nos encheu de receio. A trilha, cada vez mais estreita, continuava em meio à bela paisagem, e descendo em direção ao rio. Seguimos morro abaixo até perdendo o sinal de celular, quando chegamos à margem. Como não encontramos nenhum outra referência ou marco por um longo período, e considerando os marcos jogados no mato, tememos estar novamente no caminho errado! Voltamos então até o último marco que encontramos e de lá ligamos para o CAT, no numero que nos deram no dia anterior. Para nossa felicidade, fomos informados que estávamos no caminho certo! Com a certeza de não estar andando para o lugar errado, descemos novamente e às 10h15 tiramos as botas e o cruzamos o rio. Nos permitimos descansar 20min enquanto descansávamos e procurávamos a subida correta na outra margem.

 

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Subimos a outra encosta e felizmente os marcos (sem placa informativa) estavam por toda a parte. Com paciência era possível até avistar os marcos na encosta oposta do rio. Transpondo a Serra da Piedade, às 12h30 pudemos avistar inclusive partes da grande BH ao longe. Descemos mais um morro. Cruzamos outro riacho. Subimos outro e encontramos com motoqueiros que percorriam a trilha em sentido contrário. Às 14h entramos no trecho final da caminhada. Os últimos 3km são pela Trilha do Açude (uma caminhada fácil e plana). Uma verdadeira recompensa que atravessa um belo bosque de Eucaliptos (foto) e é ladeada por um açude que leva água até Raposos.

 

Infelizmente tivemos que ir dormir em Belo Horizonte (que fica há 1h de ônibus, vários horários, R$3,75), pois não há nenhum hotel ou pousada em Raposos! Mas antes de irmos embora paramos no bar Recanto da Floresta. Descansamos e comemos pastel de angú, cujas migalhas foram disputadas por sagüis bastante audaciosos. Somente às 18h pegamos o ônibus para Belo Horizonte e nos hospedamos no Hotel F1 às 20h. Dormimos cedo e cheios de expectativas para o dia seguinte, quando conheceremos a famosa Sabará.

 

DICA: Esse trecho da Estrada Real é bastante percorrido por trilheiros (de moto e jipe) que partem de Raposos. Principalmente nos finais de semana, é provável encontra alguém que possa socorrer ou dar uma carona.

 

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(Estrada Real 2009) Dia 04: Sabará

 

Acordei às 9h, depois de uma longa e revigorante noite de sono. Arrumamos as coisas sem pressa e fomos na rodoviária, para ir o quanto antes para Sabará. Mas por pura falta de astúcia, ficamos 1h esperando o ônibus no ponto errado!

 

Finalmente tomamos o ônibus para Sabará e chegamos lá às 13h, com apenas 1h de viagem. Nos hospedamos na Pousada dos Sepulvedas, instalada em um antigo casarão colonial no alto do centro histórico. Rapidamente deixamos as coisas no quarto e saímos para conhecer a cidade.

 

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Começamos visitando o Museu do Ouro (bem completo e interessante), a Igreja das Mercês (que estava em restauração), a peculiar Igreja do Rosário, a Casa da Ópera, a Igreja de S. Francisco e a Igreja do Carmo (com bela obra de cantaria - foto). Voltamos para a pousada só às 17h para descansar e tomar um café da tarde.

 

Às 20h fomos jantar no restaurante 314 Sabarabuçu. Lá nos encontramos com o Ângelo, um entusiasta local e profundo conhecedor da historia de Sabará e da Estrada Real. Tivemos uma verdadeira aula de historia e ótimas dicas sobre o caminho que percorreremos no dia seguinte.

 

Voltamos para a pousada às 23h, depois de jantarmos “O Caminho do Sabarabuçu”: um delicioso prato temático, vencedor de concursos e de ter conhecido melhor a lenda que motivou tudo! Acabamos dormimos só às 0h30, empanturrados!

 

Informações locais:

  • Pousada dos Sepulvedas: R. Intendência, 371, Centro - Tel: (31) 3671-2705 (apartamento duplo: R$90)

  • Restaurante 314 Sabarabuçu: R. D. Pedro II, 326, Centro - Tel: (31) 3671-2313

 

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(Estrada Real 2009) Dia 05: "Puera"

 

Acordamos às 6h45 e arrumamos rapidamente as poucas coisas. Como dormiríamos novamente na mesma pousada, em Sabará, não seria necessário levar todas as coisas. Tomamos um café da manhã reforçado e saímos rumo a Raposos. Às 8h40 passamos pelo primeiro marco da Estrada Real, próximo a ponte ferroviária sobre o Rio das Velhas.

 

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Seguimos os marcos pela área urbana até às 9h, e o sol já estava bem forte quando chegamos em Arraial Velho às 9h30, um povoado parado no tempo que fica a 4km de Sabará. Descansamos por 15min, tiramos algumas fotos da igrejinha e continuamos a caminhar, por entro muros construídos por escravos (foto). Perto das 9h45, um cadela vira-lata (que apelidamos de "Puera") passou a nos acompanhar para fugir de alguns cachorros maiores. O fato é que a companhia tornou a caminhada mais descontraída.

 

Depois de muitas subidas, sol forte, portões trancados e um inusitado teleférico de mina, avistamos a Fazendo dos Cristais, onde é necessário passar por dentro da propriedade particular do Sr. Walter. Nesse trecho seguimos por uma trilha (intransponível por carro), inclusive cruzando um riacho bem raso. Continuamos caminhando até às 14h quando, depois de passar por animais mortos e ruínas, chegamos a Raposos ainda acompanhados pela Puera.

 

Em Raposos, tentamos visitar a mina de Morro Velho (atualmente desativada), mas não conseguimos pois era necessário ter uma autorização prévia. Resolvemos então retornar para Sabará (não havia mais nada para fazer em Raposos) e para isso foi preciso ir para Belo Horizonte antes e de lá pegar outro ônibus para Sabará! Tivemos que nos despedir da Puera (que me deu “presentes de recordação”), que seguiu o ônibus enquanto pôde!

 

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Chegamos em Sabará às 15h45, ainda com tempo de ir conhecer a famosa Rua D. Pedro II, o Chafariz do Kaquende, a rica Igreja da Conceição e a singular Igreja do Ó (foto).

 

Voltamos para a Pousada às 18h, acabados! Às 20h, depois de um banho demorado e um cochilo, fomos novamente jantar no restaurante 314 Sabarabuçu. Ficamos pela rua até às 21h30, quando então voltamos para dormir.

 

DICA: Esse trecho da Estrada Real quase não tem sombras. Leve bastante água e não esqueça os óculos escuros, o protetor solar e um boné (ou um chapéu).

 

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(Estrada Real 2009) Dia 06: Morro Vermelho

 

A contra gosto, acordamos às 7h30. Tomamos café da manhã e fomos resolver as últimas coisas em Sabará (banco e correio), mas enrolamos tanto que quase perdemos o ônibus de 10h10 para Caeté!

 

Depois da uma viagem de 45min, chegamos a Caeté e rapidamente fomos procurar um lugar para nos hospedar. Ficamos no Hotel JM, próximo ao centro histórico (mas não nele). Como já era 11h30, almoçamos rapidamente em um restaurante perto do hotel e voltamos na rodoviária para pegar o ônibus de 12h30 para Morro Vermelho, distrito de Caeté

 

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Ao chegarmos em Moro Vermelho às 13h15 que, apesar de ter sido o palco da primeira guerra civil do Brasil, nos pareceu o lugar mais pacato e bucólico no Caminho do Sabarabuçu, onde está a 1º igreja de alvenaria do Brasil (foto). Visitamos a igreja, conversamos um pouco com os locais e começamos nossa caminhada retorno para Caeté.

 

Os 9km até Caeté possuem sombra, subidas e descidas suaves e intenso trafego de veículos pesados de mineração. A bela paisagem e as construções da linha férrea fizeram desse trecho um dos mais prazerosos por onde caminhamos. Caminhando entre a bela vegetação do cerrado, veículos de manutenção da ferrovia e pontes gigantescas, chegamos em Caeté às 16h.

 

Depois de passar por toda a periferia e caminhar às margens de estradas sem acostamento, retornamos ao centro de Caeté. Embora não estivéssemos realmente cansados, resolvemos ficar descansando no hotel, já que opções noturnas em uma segunda-feira simplesmente não existem! Dormimos à meia noite, depois de jantar pizza delivery por pura falta de opção.

 

DICAS:

  • Há ônibus para Morro Vermelho, saindo da rodoviária de Caeté, somente às 5h30, 12h30 e 17h30.

  • Se desejar conhecer o interior da Igreja N. S. de Nazaré, pergunte aos moradores locais sobre quem guarda a chave da igreja.

 

Informações locais:

Hotel JM: R. do Rosário, 625, Centro - Tel: (31) 3651-2329 (apartamento duplo: R$40)

 

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(Estrada Real 2009) Dia 07: Caeté

 

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Acordei às 7h15 para tomar um café da manhã miserável e às 8h fomos conhecer Caeté! Visitamos primeiro na Igreja do Rosário (que é cercada por um cemitério - foto) e depois na riquíssima Igreja Matriz de N. Sra. Do Bom Sucesso e o Pelourinho do Poder (em frente a igreja). De lá fomos até a pequena Igreja de S. Francisco, cuja arquitetura lembra muito a igreja do Ó, em Sabará.

 

Às 10h45 voltamos ao hotel, arrumamos as coisas e nos informamos sobre como ir para Santa Bárbara. Às 12h, almoçamos no Restaurante Marina, e fomos conhecer o Museu Regional, que é bastante simples. Às 13h já não tínhamos mais o que fazer (todas as outras atrações eram longe) e o ônibus para Barão de Cocais só sairia às 16h30. Fomos então em uma lan house descarregar as fotos e enrolar. Voltamos para a rodoviária e embarcamos. Curiosamente, a viagem de 1h passa por dentro do impressionante complexo de mineração de Congo Soco.

 

Chegamos em Barão de Cocais (lugar que não me é desconhecido) às 18h mas nem saímos da rodoviária. Como o ônibus para Santa Bárbara (Viação Caraça, R$2,40) sairia às 18h30, resolvemos esperar lá mesmo. Embarcamos pontualmente e chegamos em apenas 30min de viagem. Nos hospedamos no Hotel Karaiba, que fica bem no centro da cidade. Tomamos banho e fomos jantar na Cantina da Mama, que é péssimo! Desanimados pelo jantar, mas ansiosos para conhecer o famoso Parque do Caraça no dia seguinte, fomos dormimos às 22h30.

 

Informações locais:

  • De Caeté para Barão de Cocais há ônibus somente às 9:00 e 16:00 (Viação Caraça - R$8,70).

  • Restaurante Marina: R. Peixoto de Souza, 18, Centro - TEL: (31) 3651-3682 (R$11,90/Kg)

  • Hotel Karaiba: Pç. Pio XII, 281, Centro - Tel: (31) 3832-1501 (apartamento duplo: R$40)

 

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(Estrada Real 2009) Dia 08: Caraça

 

Acordamos às 8h, tomamos um café da manhã exagerado, e às 9h estávamos com tudo pronto. Fomos então arrumar um jeito de chegar ao Parque do Caraça, que foi o motivo de virmos para Santa Bárbara e fica longe da cidade. Como não há nenhuma forma de transporte coletivo até lá, acabamos não tendo outra opção além de táxi, que sempre é a forma mais cara possível! Depois de muito pechinchar, achamos um taxista que nos levaria por R$80 e esperaria lá até a hora em que resolvêssemos voltar.

 

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Saímos então de Santa Bárbara às 10h e em 30min já estávamos na portaria do parque. O caminho até lá (em estrada de mão dupla, asfaltada e sem acostamento) é uma grane subidas, o que a torna inviável de ser feito a pé, mas por si só já é bastante impressionante. Pagamos a taxa de entrada (R$10/carro) e seguimos direto para a sede, onde chegamos 15min depois. Sem perder tempo, fomos ao Centro de Informações saber quais atrações iríamos visitar: optamos por deixar a igreja neogótica e os arredores (que é a parte com maior concentração de turistas) para o final, quando talvez estivesse mais vazia, e começamos pela Trilha da Capelinha. Trilha fácil, íngreme, curta (levamos apenas 30min) e muito bonita que leva até uma capela no alto do morro. Do alto tem-se uma esplendida vista de todo o santuário do caraça! O interior da capela é bem simples, o que torna as ruínas da senzala anexa (em ruínas) ainda mais curiosa.

 

Da Capelinha, seguimos por outra trilha até a Gruta de Lurdes. Seguimos por 40min por entre subidas íngremes, sol forte e vegetação fechada, nessa trilha que é bem mais difícil que o trecho anterior. Por uma coincidência incrível encontramos o Ticiano, um antigo veterano da faculdade que eu não via há pelo menos cinco anos, no meio da trilha! Como a gruta (que é pequena) fica mais em local mais baixo que a Capelinha, não há belos mirantes nem outras peculiaridades; tornando a trilha em si o principal atrativo.

 

Ficamos lá apenas o suficiente para recuperar o fôlego e voltamos à sede do parque (passando novamente pela Capelinha), onde chegamos às 13h20. Tínhamos a opção de almoçar mas, escolhemos usar todo o tempo disponível para conhecer outras coisas. Aproveitando que a maioria dos visitantes estavam almoçando, fomos conhecer o museu, que atualmente está na ala que pegou fogo em 1968. O acervo de obras e objetos do séc. XVI ao XIX é vasta e bem preservada.

 

Na sequência fomos conhecer a fantástica Igreja Neogótico N. S. Mãe dos Homens, a primeira igreja neogótica do Brasil e que possui um legitimo órgão de fole do séc. XIX. Ficamos por 30min apreciando, sozinhos, o magnífico interior do santuário, com suas pinturas, vitrais, imagens e a majestosa arquitetura. Somente às 14h saímos para ver o jardim e a fachada principal, que não são menos impressionantes.

 

Às 14h10 subidos o Morro do Calvário (que fica ao lado da igreja), um dos melhores ângulos fotográficos do local (foto). A subida é fácil, rápida e a vista é realmente única! Às 14h30 fomos encontrar o taxista para ir embora. Em menos de 30min estávamos de volta ao hotel para pegar nossas mochilas (deixamo-as guardadas lá) e fomos para a rodoviária: a viagem de volta começara. Tomamos o ônibus de 15h para Barão de Cocais e a viagem (de apenas 30min) foi tranquila.

 

Ironicamente, antes de sair de casa estávamos todo empolgados com a possibilidade de fazer uma parte da viagem de trem. Tão animados que compramos as passagens com antecedência, já imaginando as belas paisagens do caminho, e nem atentamos que no horário da viagem (de 18h05 a 19h40) já estaria tudo escuro e não veríamos nada! Como a passagem já estava comprada, não havia do que reclamar agora. Esperamos 20min na rodoviária de Barão de Cocais até o ônibus circular para a Estação Dois Irmãos passar e, em 15min, estávamos na minúscula e lotada estação. Mas o trem só chegou às 19h, com 1h de atraso!

Embarcamos tão logo o trem (que vinha lotado de Vitória-ES) chegou e, como prêmio por ter comprado passagem com antecedência, sentamos nas primeiras poltronas: bem em frente aos banheiros! Apesar do atraso e tudo mais, passar pelo complexo de Congo Soco foi novamente impressionante: mesmo à noite a atividade continua.

 

Chegamos em Belo Horizonte depois de 1h40 de viagem (como não houveram mais paradas, o tempo de viagem foi o previsto) quase às 21h e nos hospedamos no Hotel F1 pela última noite nessa viagem. Tomamos um merecido banho e saímos para comemorar: a viagem chegara ao fim e, dentro do possível, tudo saiu como o planejado. Cerveja, churrasco e nada de horário para dormir ou acordar no dia seguinte foi nossa recompensa!

 

Informações locais:

  • Ao contrario de quando estivemos lá, atualmente paga-se R$5,00/pessoa para entrar na Parque do Caraça. Estudantes têm desconto, mas é preciso consultar as condições com antecedência.

  • Os
horário de funcionamento e muitas outras informações úteis podem ser encontrados no site oficial do Santuário do Caraça. Algumas informações estão meio "escondidas" mas estão lá.

  • O
Trem (atualmente administrado pela Vale do Rio doce) faz diariamente a viagem entre Belo Horizonte-MG e Vitória-ES em aproximadamente 13 horas. Há algumas informações úteis (além das existentes no site oficial) no Guia do Viajante.

  • De Barão de Cocais para Santa Bárbara, há ônibus às 11h50, 13h40, 15h30 e 18h35 (Viação Pássaro Verde - R$2,60).

 

DICAS

  • Na trilha para a Gruta de Lurdes, fique atento às setas verdes pintadas no chão que indicam o caminho certo a seguir.

  • O órgão de fole é tocado todo segundo final de semana de cada mês por um organista de Belo Horizonte durante o horário da missa apenas.

 

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(Estrada Real 2009) Dia 09: Indo Embora

 

Acordamos com o fim do sono! Enrolamos até às 10h30 e então fomos buscar as coisas que tínhamos deixado com a Isabela.

 

Como já passava de 12h, fomos almoçar antes de tudo. Em seguida fomos na rodoviária para o Rodrigo comprar passagens de volta e, infelizmente, o ônibus para São Carlos sairia apenas às 21h15! Meu voo era apenas no final do dia, mas depois do tanto que havíamos caminhado, não estávamos animados para fazer muita coisa! Fomos então em uma lan house (descarregar e postar algumas fotos). Ficamos lá até 16h quando então fui para o aeroporto de confins.

 

Meu voo sairia apenas 19h40, mas ter chegado com antecedência foi providencial! Embarquei pontualmente e cheguei em Guarulhos às 20h30, trocando os 32ºC de Minas pelos 17ºC de São Paulo! Sem dúvida estava em casa novamente!

 

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    • Por eitagu
      Fala, galera!
       
      Esse é meu primeiro post aqui no site e eu quis escrevê-lo como forma de retribuir tudo o que li aqui que me foi MUITO útil pra montar esse roteiro. Inicialmente seríamos dois amigos fazendo essa viagem, mas chamamos mais umas pessoas e acabamos viajando em quatro. Nossa meta era gastar em torno de R$1k cada e ficar dez dias de rolê pela costa verde - região do RJ que engloba Paraty, Angra e suas particularidades.
       
      Se alguém tiver lendo isso e tiver meio perdidão sobre como montar um roteiro, assim como eu tava no início, vou deixar aqui mais ou menos como a gente começou a planejar. Antes de mais nada: o Excel (ou, no meu caso, o Google Sheets) é seu melhor amigo! Lá tu pode lançar todos os links úteis de relatos de outras pessoas, dicas, lugares pra ficar, visitar, etc. A gente fez uma planilha que tinha uma relação de transportes e hospedagens e os preços. Aí ficava até mais fácil comparar. Botamos lá uma coluna de observações também que era bem útil. A gente deixava já na ordem dos dias também pra ficar mais fácil pra gente se guiar. 
       
      Se alguém quiser ver como a planilha ficou no final, só dar uma ideia aí que eu mando o link!
      No mais, bora lá! Viagem feita dos dias 15/07 ao dia 24/07 (de 2019).
       
      Dia 1. Paraty
      Viajamos de BH pro RJ de Buser e como a gente tinha distribuído nosso código, conseguimos salvar essa ida e volta. Chegamos no RJ por volta de 5h30 e pegamos o primeiro ônibus direto pra Paraty. O busão sai da rodoviária Novo Rio mesmo, às 7hs (mas costuma atrasar muito!), e custa R$83 pela Costa Verde. Ficamos hospedados no Chill Inn Hostel e, sinceramente, recomendo demais! Staff muito atencioso e café da manhã na praia. Almoçamos por lá mesmo, paramos pra tomar umas brejas e fazer umas compras pros próximos dias. Não sei se era pq a cidade ainda tava cheia de gringos pós-flip, mas tava rolando um forró na praça em frente à Matriz pela noite e o comércio ficou aberto até bem tarde no centro histórico. Ficamos apaixonados pelo lugar e pegamos nosso carimbo do passaporte da Estrada Real. O preço das coisas é normal fora do centro histórico (almoço em torno de R$20,00) e bem alto dentro do centro histórico.
      R$83 busão
      R$18 lanches pra viagem e café da manhã
      R$34 almoço e brejas
      R$20 de rolezin a noite durante o forró
      R$44 a diária
      R$28 compras pros dias seguintes

       
      Dias 2 - 3. Ponta Negra (comunidade tradicional caiçara)
      Tínhamos planejado ir pra Cachoeira do Saco Bravo pegando uma trilha de dois dias saindo de Paraty, mas o tempo não colaborou. Além disso, tava rolando uma manifestação na estrada, o que fez a gente sair de Paraty só por volta de 14hs. Pegamos o busão que vai até a Vila Oratório, descemos no ponto final e começamos a caminhada. É bem sinalizada e tranquila, mas tem muitas descidas e subidas. Se cê tiver na dúvida, só usar o Wikiloc que lá tem aos montes. Por volta de 16hs chegamos na Praia do Sono e pretendíamos seguir caminhada até a Ponta Negra pra acampar lá, mas o tempo tava muito fechado e a gente teria que passar correndo pelas praias e cachoeiras no caminho, então acampamos nessa mesmo. Encontramos um caiçara gente finíssima - salve Abraão! - que deixou a gente acampar no quintal dele por R$15 e deu umas dicas pra gente de como seguir. Aproveitamos pra conhecer a comunidade tbm, recomendo esse passeio e trocar ideia com os nativos da região. Na manhã seguinte partimos assim que acordamos rumo à cachoeira, mas o tempo tava MUITO fechado e o mar muito bravo, então acabamos parando em Ponta Negra pra curtir a praia nos minutinhos de sol que abriram (a cachoeira do Saco Bravo é na beira do mar, então é perigoso de se ficar em dias de ressaca). No caminho paramos na praia dos Antigos e na cachoeira da Galheta, os dois lugares MUITO BONITOS! Chegamos de volta na vila do Oratório de volta umas 16h e pegamos o primeiro busão de volta pra Paraty.
      R$10 busão (ida e volta, saindo da rodoviária de Paraty)
      R$15 camping do Abraão
      R$4 miojo que compramos na vila pra dar um gás a noite, pq a comida acabou rápido kkkkk

       
      Dias 3 - 4. Paraty
      De volta a Paraty no fim da tarde do terceiro dia, comemos num restaurante perto da rodoviária e compramos uns vinhos e pães pra fazer uma social à noite no hostel. A galera da recepção ficou trocando ideia com a gente e uma das hóspedes apresentou pra gente a Gabriela, cachaça típica de Paraty. Gostamos tanto que fomos no centro histórico no dia seguinte comprar algumas. Dia seguinte, na hora do almoço, comemos o resto do rango que tínhamos e partimos pra Trindade.
      R$44 a diária
      R$20 rango no restaurante
      R$16 vinhos + paradas de fazer hotdog
      R$45 cachaças (compramos Gabriela e umas outras também)
       
       
      Dias 4 - 6. Trindade
      Chegamos em Trindade na tarde de quinta-feira, largamos as paradas no hostel sem nem explorar direito e fomos direto conhecer as praias mais próximas - praia do Forte e praia do Meio. Pegamos o sol se pondo nas pedras, lugar maneirasso e de energia incrível! No início da noite comemos no Laranja's Bar por indicação da gerente do Hostel - salve, Heidi! - e ficamos APAIXONADOS no lugar. Achamos os rangos em Trindade muito mais baratos que em Paraty e nesse lugar, além de rolar umas cachaças pra degustação, a ambientação faz tudo ficar mais gostoso. E é open feijão e open pirão! Fizemos umas compras e voltamos pro Hostel Kaissara à noite. Lugar simplesmente maravilhoso! É um pouco mais afastado da rua principal e fica no meio das árvores, com um riacho percorrendo por baixo. Fizemos amizade com um argentino que trabalhava por lá - grande Matias - e ficamos trocando ideia até o fim da noite. Dia seguinte fomos pras piscinas naturais do Caxadaço e visitamos algumas praias ali pela região, mas quando a gente decidiu ir na Pedra Que Engole eu me machuquei feio e precisei voltar pra Paraty pra ir na UPA. Voltei pra Trindade só à noite, bati um rango e no dia seguinte a gente já ia partir pra Ilha Grande.
      R$70 duas diárias no Hostel Kaissara
      R$46 rangos no Laranja's (dos dois dias)
      R$7,50 lanches e frutas pra comer na praia
      R$20 busão Paraty x Trindade (duas idas e duas voltas)

       
      Dias 6 - 10. Ilha Grande
      Saímos de Trindade às 10h, fomos pra Paraty e fizemos compras pra levar pra Ilha Grande. Tinha lido aqui no fórum que lá quase não existiam mercados e os poucos que tinham eram muito caros e não aceitavam cartão - balela! kkkk TODOS os lugares que passamos aceitam cartão e os preços eram um pouco mais altos que em Paraty, mas nada que tivesse valido a pena levar as sacolas de macarrão e legumes que levamos. Esperávamos chegar em Angra a tempo de pegar a barca que saía as 13h30 (é uma ao dia e custa $17, saindo nesse horário por ser um sábado), mas com as compras e o trânsito acabamos atrasando e chegando às 15h. Pegamos um flex boat até Ilha Grande, que sai de hora em hora, e chegamos lá antes das 17h. Ficamos hospedados no Biergarten, na rua principal. O hostel é bonito e bem cuidado, mas tem uma vibe muito diferente dos últimos que ficamos - que eram bem menores e menos "comerciais". O Biergarten tem um restaurante e um bar que ficam abertos até tarde e tem várias opções, porém todas bem caras.
       
      No dia em que chegamos tava rolando uma festa junina na ilha, então compramos um vinho e ficamos lá dançando um forrózinho à beira-mar até o fim da noite. No dia seguinte, de manhã, fomos empolgados atrás de um passeio de barco e tivemos a triste notícia: os passeios estavam interrompidos até o mar voltar a ficar calmo. Tivemos que optar pelas trilhas, mas eu tava meio ferido ainda então fizemos só as mais próximas (fizemos a T01, que é o circuito do Abraão, e fomos até a praia do Abraãozinho). Todas as trilhas em ilha grande são enumeradas e as que fizemos eram bem sinalizadas também. A T01 passa pela Praia Preta, pelas ruínas do Lazareto e por um aqueduto. Se você faz nessa ordem, quando você sai do poço e começa a volta tem uma pedra que dá pra tomar um sol e ficar curtindo a vista. Muito foda! A trilha até o Abraãozinho é um pouco mais puxada, a volta foi meio tensa porque a maré ja tava meio alta no horário (~16h30) e tem que passar por umas faixas de areia com pedra, mas vale a pena. À noite tomamos uma caipirinha no bar do Hostel e ficamos conversando por lá mesmo.

       
      No dia seguinte, oitavo dia de viagem, conseguimos fazer o passeio da meia-volta! Foram os R$80 mais bem gastos da viagem. Fomos de flex boat e visitamos a lagoa azul, lagoa verde, umas praias e o saco do céu. Maravilhoso, rola até de nadar com os peixinhos com o macarrão e o óculos de mergulho que a agência oferece. Entretanto, os almoços são muito caros e tivemos que nos saciar com os lanches que havíamos comprado e deixar pra comer direito na vila, mais à noite. A gente tava na onda do crepe, mas todas as creperias estavam fechadas exceto a da rua da praia (que era MUITO cara!), então comemos umas iscas de peixe e um macarrão. No dia seguinte, último dia na ilha, estávamos determinados a caminhar até Lopes Mendes ou Dois Rios, mas o passeio de Ilhas Paradisíacas estava disponível (e de lancha!). Tiramos onda demais e visitamos umas ilhas de Angra que são do caralho! Sem dúvidas o lugar mais bonito que já vi. Os dois passeios duraram o dia inteiro, o da meia volta terminando umas 17hs e o de Ilhas Paradisíacas até umas 18hs. Nesse dia, comemos uns Shawarmas lá na ruazinha principal e arrumamos as malas pra voltar no dia seguinte.
      R$166 as quatro diárias no Biergarten Hostel
      R$77 pra chegar na ilha (17 paraty x angra, 60 angra x ilha grande)
      R$60 álcool nos passeios (de barco e pela vila)
      R$170 os dois passeios (80 meia volta, 90 ilhas paradisiacas)
      R$130 comidas p/ todos os dias (comer em restaurantes na ilha é bem caro, mas se cê procurar consegue achar uns pratos entre R$20 e R$30)
      R$76 pra chegar no Rio (17 ilha grande x angra, 3.50 do cais até a rodoviária, 56 angra x rj)

       
      Dia 10. Rio de Janeiro
      Nosso busão saía às 22h30 do centro do RJ e a barca saía de Ilha Grande rumo à Angra às 10hs (uma por dia), então ficamos um bom tempo de bobeira na Cidade Maravilhosa. Aproveitamos pra comer e tomar uma cervejinha ali na Rua do Ouvidor. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária, pra não ficar muito incômodo pra dar rolê, mas nem andamos muito porque em Ilha Grande quase todos saímos com algum machucado no corpo... histórias pra se contar hehe
      R$7,00 lanche pra viagem
      R$12,50 guarda-volumes da rodoviária (tínhamos 1 mochila por pessoa e 1 sacola compartilhada com as paradas que compramos)
      R$15 fast food da massa
      R$8 transporte rodoviária - centro, centro - rodoviária
      R$13 cerveja pré-busão

       
      No mais, achei que valeu muito a pena o role! Gastamos um pouco mais que o previsto, por volta de R$1.2k, mas a gente já esperava por não ter muitas informações sobre quanto gastaríamos em Ilha Grande e tudo lá depende muito de como o mar vai estar. Achei o role em Trindade melhor pra quem gosta mais de natureza, então se eu fosse repetir teria ficado mais tempo lá e menos tempo na ilha. Achei IG turístico demais pra mim (juro que cê quase não encontra brasileiros por lá) e por conta disso não consegui me conectar direito com a galera que mora ou trabalha por lá. Já Paraty é linda e boa pra todos os gostos - quem quer curtir praia, quem quer caminhar, quem quer ver passeio histórico. Ponto indispensável. Não é à toa que recebeu título de Patrimônio Mundial da UNESCO. 
       
      Espero que curtam o relato e que ele possa ser útil pra alguém aí!
      Qualquer dúvida, só mandar msgs!


    • Por casal100
      1) - Jan/fev de 2013 - estrada real caminho velho. Foram aprox. 710 kms no total + 100 kms entre Paraty x aparecida + PN Itatiaia + visconde de mauá
      2) - Julho/2013 - estrada real caminho diamantres (diamantina x Ouro Preto);
      3) - Julho/2013 - Estrada Real caminho Sabarabuçu(Ouro preto x Glaura x Cocais)
      4) - Janeiro/2014 - Estrada Real caminho Novo (Ouro Preto x Rio de Janeiro).
      Informações Básicas e Resumo geral:
      No final da postagem desse relato, informarei nesse post , todas as principais dicas sobre esse maravilhoso roteiro, bem como o resumão.
      Muitas pessoas já fizeram a E.R. à pé, mas pouquíssimas fizeram relatos sobre a viagem, com dicas, sugestões.......
      Procurarei dar dicas sobre: tempo de viagem em cada roteiro, locais de hospedagem e seus respectivos preços..... fotos, roubadas, .....
      Alguns sites importantes da região:
      Ouro preto e os distritos: 
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_distritos_de_Ouro_Preto
      Estrada Real(planilhas e informações diversas): http://www.institutoestradareal.com.br/
    • Por julio555
      No dia 15 de fevereiro saí de casa exatamente as cinco e meia da manhã, com destino inicial no litoral norte do Espírito Santo. Seriam 800 km da capital mineira ao litoral.
      Mas os resultados foram tão surpreendentes que resolvi continuar a viagem de bike e não voltar de ônibus. Percorri o litoral capixaba até a divisa com o Rio de Janeiro. Não subi para a Bahia com receio do forte calor que estava fazendo na região. Dormi em postos de gasolina, em igrejas, ginásios, na beira da estrada e por aí vai. 
      Depois de chegar em Marataízes segui por várias cidades do interior do Rio de Janeiro, e logo após fiz o caminho novo da estrada real com a minha velha bike. Cheguei em Ouro Preto e já comecei a percorrer o Caminho dos Diamantes da Estrada Real, até a cidade de Diamantina. Pedalar 30km em estrada de terra não muito boa e com bike não apropriada cansa mais do que pedalar 100km na estrada de asfalto. 
      Depois, chegando em Diamantina, voltei para Belo Horizonte. Foram no total aproximadamente 3200km em 55 dia. 
      Narro toda essa aventura no blog que escrevo desde o ano de 2012
      Diário e as fotos de minha viagem pelo sudeste do Brasil





    • Por JeffSantos
      Em junho do ano passado fiz a pé a Estrada Real, de Diamantina a Paraty. Abaixo algumas considerações sobre a caminhada que escrevi logo quando terminei. O relato completo está no blog longadistancia.com .
       
      Foram 32 dias de Estrada Real, quase 1200 quilômetros percorridos a pé. Muita gente fica curiosa com alguns detalhes de uma viagem como essa. Me perguntam como a coisa funciona na prática, o que se leva, o que se come, quanto se anda por dia, quanto custa, que horas sai, que horas chega, coisas assim. Vou tentar responder a algumas dessas perguntas nesse texto.
       
      De modo geral, a Estrada Real é muito bem dotada de estrutura de hospedagem e alimentação. Minas Gerais é o estado brasileiro com o maior número de cidades, então dá pra se ter uma ideia. O que não quer dizer que as pousadas sejam boas, nem que você vai conseguir jantar todos os dias…
       
      Fiquei em lugares decadentes e sujos como a casa do Roberto, em Traituba, e paguei R$70, por uma cama de solteiro e um banheiro compartilhado (ok, ele fez uma janta e me deixou chupar quantas laranjas eu quisesse). Em Cruzília, gastei R$50 no quarto mais confortável da viagem, com cama king size, chuveiro privado excelente, TV a cabo, travesseiros à escolha. Por mais R$30 eu teria hidromassagem. Em Morro do Pilar o quarto era simples, mas o café da manhã era excelente. E custou R$35, o mais barato da viagem. O mais caro que paguei foi em Passa Quatro: R$135, mas o conforto do lugar vale o preço. Poderia ter ficado no albergue, mas tava lotado. Em média os quartos custavam entre R$50 e R$60 por noite.
       
      Alimentação em Passa Quatro também foi caro: duas cervejas e um Hamburger, R$68, sem 10%. A janta na Pousada Rural de Embaú, com arroz, feijão, carne, ovo, salada e purê de abóbora, saiu por R$12. Ficando no trivial, na janta, o preço era em torno de R$15.
       
      Eu não almocei nenhum dia. Minha rotina era acordar meia hora antes do horário do café na pousada (meu limite era as 7h. Se a pousada começasse a servir café só as 8h, meu plano era a) convencer a servir mais cedo, b) negociar de deixar um café já preparado, com o que tivesse, pra eu tomar quando acordar e cair fora e c) pedir um desconto na diária. Quase sempre a) funcionava), comer bem no desjejum e só parar pra comer quando chegasse ao meu destino. Na mochila eu levava barrinhas de cereais, frutas secas e frutas que tivesse na pousada – quase sempre bananas e maçãs. Com isso – e três litros de água, em média – me sustentava até a janta.
       
      Minha estratégia era começar a caminhar o mais cedo possível. Como clareava às 6:30 mas o sol só saía mesmo às 10h, esse horário era excelente. A partir das 10 já começava a ficar quente, depois das 11 já suava bicas. Parava lá pelas 3 ou 4 da tarde em um dia normal. Um dia extrapolei: quando fui do Serro a Tapera, quando poderia ter parado em Alvorada de Minas ou Itaponhacanga. Cheguei já noite. Outro dia saí ainda noite: no último, quando precisava andar os 60km de Cunha a Paraty. Em média andava o que me deixava satisfeito: entre 35 e 40km por dia (7 ou 8 horas, sem parar pra almoço). Meu objetivo era sair cedo e chegar cedo.
       
      Na minha mochila eu levava o básico do básico. Quatro sacos, que eu chamava de roupas, primeiros socorros, tecnologia e comida.
       
      O roupas é um saco estanque de 20 litros que ia com o seguinte:
       
      1 camiseta extra de caminha
      1 camiseta pra cidade
      1 calça de compressão extra
      1 par de meias extra de caminhada
      1 par de meias soquete
      1 calça de nylon pra cidade
      1 calça quente pra dormir
      1 segunda pele pra dormir
      1 manga longa pra cidade
      1 Mini toalha de alta absorção
      Tudo leve, nada de algodão, tudo de secagem rápida.
       
      O primeiro socorros era o mais pesado. Com os machucados no pé durante a caminhada foi ficando maior e no final tinha o seguinte:
       
      Kit óculos: porta-óculos, óculos, lente de contato, 100ml de soro pra lente
      Kit dental: escova, creme, fio
      Kit primeiros socorros: pomada anti-inflamatória, pomada pra alergia, pomada pra assadura, linha e agulha (pras bolhas), esparadrapo microporos, bandaid, gase, protetor labial (que nunca usei), Salompas
      Kit higiene: Mini sabonete, desodorante, papel higiênico, lenços umedecidos, protetor solar
      Kit comprimidos: ibuprofeno, Cataflan (só usei esses dois), tylenol, aspirina
      Kit unha inflamada (comprei quando a unha 5 caiu): algodão, água oxigenada, mertiolate
      Cada kit desse ia em saco plástico e todos eles em uma sacola de tecido.
       
      O tecnologia tinha:
       
      Dois adaptadores usb-tomada
      T
      Carregador extra celular
      Lanterna de cabeça
      Cabo iPhone
      Cabo mini-usb (carregador e lanterna)
      Mini tripé
      Fone de ouvido
       
       
      Na sacola comida ia o que eu tivesse de comida naquele dia. E um par de tênis de iatismo da Tribord (um achado, pesa menos que um par de havaianas) era meu sapato pra cidade e ia numa sacola de supermercado.
       
      Os três primeiros sacos iam dentro de um saco de lixo dentro da mochila, uma Quechua 40l. Assim, caso eu pegasse chuva, minhas coisas não molhariam. Na parte de cima da mochila ia o kit comida, o passaporte da estrada real (num saco plástico) e um capa de chuva barata (coisas que eu precisaria usar em emergência ou assim que chegasse na cidade, e que caso precisasse não teria que abrir a mochila toda). Num bolso na frente da mochila, na cintura, eu levava um canivete e duas ou três barrinhas de cereal. Dependurado na alça da mochila uma bandana multi-uso. Nas laterais, duas garrafas pet 1,5l de água. Só de água eram 3 quilos, mas a mochila toda, completa, não chegava a 9. O peso base, sem comida e água, era pouco menos de 5 quilos. Tudo muito enxuto. Andar leve é o segredo.
       
      Eu usava tênis (um Asics Fuji), meia, calça que vira bermuda, calça curta de compressão, camiseta, camisa manga longa, corta vento, boné. Óculos de sol eu perdi em Entre Rios. Levava também dois bastões de caminhada, essenciais tanto em subidas quanto descidas. No bolso esquerdo da calça o celular. Numa pochete, dinheiro, cartões de crédito e débito e um iPod Mini, que usava pra marcar a distância percorrida.
       
      Na chegada de cada cidade ia até o ponto final indicado na planilha, onde desligava a contagem da distância. A partir daí ia procurar local pra carimbar o passaporte e pousada (às vezes era no mesmo lugar). No local de estadia, um ritual: tirava tudo da mochila, conferia se estava tudo ok, tomava um banho quente e demorado, botava a roupa de cidade, descansava um pouco e ia procurar o que comer e conhecer a cidade. Voltava, atualizava o blog e normalmente já estava dormindo antes das nove.
       
      Como a maioria das cidades é bem pequena, não tinha muito o que ver. A igreja (que em muitas era o ponto de chegada) e muitas vezes só. Mas acontece que em muitas dessas cidades as atrações mesmo estão no entorno, como as cachoeiras em Carrancas ou Milho Verde. Aí não dava pra visitar, mas ia anotando mentalmente os lugares que quero voltar (Diamantina, Milho Verde, Serro, Morro do Pilar, Circuito das Águas).
       
      Dos 32 dias de Estrada Real, andei efetivamente 28. Tirei quatro dias “zero”, onde fiquei parado. Não andei os dias 12, 14, 19 e 20. Quando cheguei a Caeté, do lado de BH, passei a ir dormir em casa ao invés de procurar pousada. Era mais barato e mais confortável. Além de Caeté, fiz isso em Sabará e Rio Acima. Tirei um dia zero antes de voltar a Rio Acima e seguir a Glaura, onde Alê foi me encontrar e tirei o segundo zero. Depois voltei de São João Del Rei pra BH para um final de semana com a família. Nos 28 dias caminhados foram percorridos 1.172,45 quilômetros. O que dá uma média de uma maratona (quase 42km) por dia. Não conto aqui as caminhadas pra procurar pousada, restaurante, farmácia ou sinal no celular. Meu ritmo de caminhada é puxado e paro raramente. Nos dias que andei pouco, fiz quase 30 km (de Conceição do Mato Dentro a Morro do Pilar e de Capela do Saco a Carrancas). Vários foram os dias com mais de 50. O último, de Cunha a Paraty, bateu nos 60, doze horas de caminhada quase sem parar.
       
      Mas tenho que confessar: eu não fiz a Estrada Real completa. Além do Caminho Novo (Ouro Preto a Petrópolis), ficaram faltando trechos em todos os caminhos que fiz. O Caminho dos Diamantes, por exemplo, sai de Diamantina e vai a Ouro Preto. A partir de Cocais segue para Barão de Cocais, Santa Bárbara, Catas Altas, Santa Rita Durão, Camargos e Mariana. Por causa do acidente em Bento Rodrigues, que ficava entre Santa Rita e Camargos, a estrada está bloqueada a partir de Santa Rita, o te obriga você a pegar um asfalto com grande número de caminhões e sem acostamento. Por causa disso optei por pegar o Caminho do Sabarabuçu, que começa em Cocais. No caminho do Sabarabuçu não andei o trecho final, de Glaura a Ouro Preto. E no Caminho Velho, o trecho inicial, que sai de Ouro Preto, passa por Glaura e vai a Santo Antônio do Leite, também foi omitido (fiz de carro com a Ale). Sem contar que saltei Itamonte. Se tivesse feito todos esses trechos seriam pelo menos mais 150 quilômetros. Mas não acho que tenham comprometido a caminhada e seu objetivo.
    • Por casal100
      A viagem foi concluída em fevereiro/2013, foram mais de 850 kms entre Ouro Preto x Paraty (+) 100 kms entre Paraty x Aparecida(sp) (+) 20 kms no PN Itatiaia(cachoeiras) (+) 20 kms Visconde Mauá até o PASSA UM.
       
      Vejam mais no relato: estrada-real-a-pe-caminho-velho-jan-fev-2013-t81301.html


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