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Mochilao para Ilha de Páscoa? 14 dias e gasto de 200 dólares

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Sim, você leu bem (já desculpo antes, o texto vai sem cedilha e til, teclado chileno ::mmm: ), 200 dólares para 2 semanas!

 

Vou contar todos os segredos da economia e da supersorte que eu tive!

 

Para mais detalhes e fotos, escrevi tudinho lá no O Melhor Mês do Ano! Confere lá e nos dê uma forcinha curtindo a página e nos seguindo no instagram @omelhormesdoano

 

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Dia 0: Como comecou a viagem

 

Estava eu, feliz alegre e contente em Jericoacoara, trabalhando em um hostel superbacana depois que eu decidi que a vida de engenheira é muito triste pra ser vivida, rs… E uma amigona minha que vive em Santiago me mandou uma mensagem: “tá a fim de ir comigo para ilha de páscoa?”. Gente, quem nao tá a fim de ir para Ilha de Páscoa, meldels?!?!

 

Mas era impagável pro meu bolsinho de desempregada, o voo é sempre bem caro e as promocoes sao raríssimas. Aí ela me fez a proposta indecente de que me pagava o voo… tinha umas milhas da LAN que iam expirar e que me dava a passagem. Aí foi fácil! Aceitei!

 

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Dica de economia 1: se nao tiver uma amigona assim, juntar milhas pela LAN/TAM pode ser uma excelente ideia. A Tam tem parceria com o TripAdvisor e voce pode conseguir até 2250 milhas/mês. Aí junta com os pontos do cartao de crédito… sei lá! Mas se tiver como, ir com pontos é uma ótima!

 

Dia -1: a preparacao em Santiago

 

Calma, ainda nao comecou… É que na preparacao em Santiago tiveram dois dos pontos mais importantes da economia.

 

Escute-me: tudo na ilha é caríssimo! Beirando o impagável, sério!

 

A nossa opcao foi: vamos fazer A FEIRA em Santiago antes de ir. Por A FEIRA leia-se que levamos, para duas pessoas, quase 40 kilos de comida. De tudo: frutas, verduras, legumes, macarrao, arroz, pao, batatinha frita, até um ovo de pascoa foi… Falto só o alcool mesmo (que acabamos nem tomando muito). Com essa comida toda acabamos comprando pouca coisa por lá: saimos um dia para comer, tomamos café da manha fora um dia, uns sorvetinhos e o pao fresquinho de café da manha.

 

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Dica de economia 2: a LAN permite 43 kilos de bagagem por pessoa para Rapa Nui. Se parar em Santiago antes de ir para ilha, essa ideia de levar comida é excelente. Se for direto do Brasil, esquece tudo que seja fruta, verdura…nao se pode entrar no Chile com nada de origem vegetal que nao seja industrializado. Mas aí pode compensar nas bolachas, macarrao e todo esse tipo de coisa.

 

Dica de economia 3: Outra coisa que fizemos que nos ajudou demais foi levar duas bicicletas. Poupamos o aluguel e acabamos alugamos as bicicletas um dia… até fizemos um dinheirinho, rs. Bom, esse eu sei que nao é pra todos, mas se, por um acaso, der pra levar uma bicicleta, leve-a.

 

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Dia 1 (ufa): a ida pra Ilha

 

O voo da Lan é tranquilo e dura cerca de 5 horas. Cheguei na ilha por volta das 13:00 e o dia foi para organizar as coisas, me acomodar e curtir um por do sol maravilhoso na ilha.

 

Hospedagem:

 

Uma amiga mora lá na ilha e é dona de umas cabañas, aí foi fácil, ficamos por lá sem pagar (de novo!).

 

Dica de economia 3: um hostel, quarto compartilhado com café da manha, sai por USD 30. Uma excelente opcao é o Camping Mihinoa (http://www.camping-mihinoa.com/), que custa a partir de CLP 6500/noite. A melhor opcao para mim é buscar CouchSurfing, tem varias pessoas na ilha que recebem ::otemo::

 

Contei todos os detalhes da cabaña nesse post aqui. Acho bacana para quem vai de viajar de casal ::love::

 

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O primeiro moai que vi foi o Te Ata Hero, que fica perto da Caleta Hanga Piko e das caverna Anu Kai Tangata.

 

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A caverna tem várias pinturas rupestres, mas não se pode entrar por perigo de desabamento. Mesmo assim vale a visita, já que fica pertinho do centro de Hanga Roa e rende um por do sol lindão!

 

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A noite, para celebrar, foi no restaurante Tataku Vave, que fica perto da caleta (pescadores) Hanga Piko e pertinho do Ahu Riata. A sorte (de novo!) que conhecemos a dona do restaurante, que fez um preco excelente para gente. Recomendadíssimo o ceviche e o carpaccio de atum! Uma delicia!

 

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Dica de economia 4: Escolha um dia pra gastar e ir num restaurante da Ilha, afinal, a culinária de lá também é uma delícia. Mas não conte com isso todos os dias senão seus gastos vão nas alturas.

 

Gastos: 6000 pesos (algo como 30 reais) por causa do desconto, senão a conta sairia quase R$100 pra cada um.

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Dia 2: Orongo (pela primeira vez, com a companhia de um cachorro e de um vento absurdo)

 

Aproveitei para dormir bem essa noite, tava toda cansada do voo para Santiago e depois para ilha… nao tive uma boa noite de sonho em varios dias ::essa::

 

Lá pelas 10 da manha a ideia foi sair para caminhar pela ilha, e a área escolhida foi Orongo, que além de ser um vulcao inativo que tem uma lagoa dentro, foi um dos centros cerimoniais mais importantes da ilha.

 

Pra ir para lá voce tem algumas opcoes:

 

1 – alugar um carro (cerca de CLP 35000 a diária)

 

2 – caminhar por cerca de 2 horas (ida)

 

3 – bicicleta: mas atento que a ida é subida non stop.

 

Como a gente é doido e mão de vaca... dá-lhe andar! Mas não pela trilha!!! ::lol4::

 

Cortamos caminho pelo meio de um pasto, junto com um dog fofo que seguiu a gente o caminho todo ::love:: Resultado de atravessar o pasto? Vacas!

 

E quem disse que as vacas lá são mansas? Maior corrida pra se livrar delas (morri de medo, sério!) e o nosso dog nos protegeu contra a cagada que fizemos!

 

Cagadas a parte...

 

Em Orongo eu teria que pagar USD 60 dólares a CONAF, a Confederação Nacional Florestal, que cuidava do parque nacional na ilha. Cuidava. Bem na semana que eu fui os Rapa Nui, nativos da Ilha de Páscoa, se revoltaram contra a CONAF dizendo que os dólares da entrada no parque não eram investidos na ilha e simplesmente expulsaram os guardas florestais de lá.

 

E quem ganhou nessa? Eu! Que não paguei os 60 dólares de entrada!

 

Bom, atualmente já voltou a ser cobrado, mas pelos Rapa Nui, com a promessa de tudo ser investido na Ilha! Tomara que dê certo :)

 

Orongo foi uma área cerimonial, onde era realizada a cerimônia do Homem Pássaro, que era a eleição do comandante dos Rapas por um ano. Era mais ou menos assim... Os jovens candidatos tinham que nadar até essas ilhas aí da foto e voltar com um ovo de uma determinada ave, quem voltasse primeiro era o comandante. Democrático, não?

 

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Mas também foi uma área cerimonial por muitos anos e tem várias construções da época.

 

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O que eu acho massa é a vista do Ranu Kau, um vulcão inativo (um dos muitos da ilha!) que agora abriga um lago. Lindo e muito doido!

 

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A volta a trilha é bem chatinha pra descer, força um pouco os joelhos, mas nada que descer concentrado não resolva.

 

O nosso dog voltou com a gente até a cabaña e dormiu na porta, um fofo! Mas no dia seguinte não tava mais lá...

 

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Gastos: 0 (comida da mala de 40 kilos!)

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Dia 3: Bicicleteando pela ilha

 

Dá-lhe perninhas, porque esse dia foi cheio.

 

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Primeiro passamos em uma bicicletaria, porque um dos pneus tava murcho =/ CLP 5000 pra trocar a parte de dentro (gente, como é o nome daquilo, rs?).

 

A ideia foi sair de Hanga Roa ir a Tahai, Ana Kakenga, Te Peu e voltar. E isso nos tomou quase que o dia todo... Tinha um maldito vento contra a as condições da estrada eram dignas de competição de mountain bike ::mmm:

 

Tahai é bem, mas beeeem pertinho de Hanga Roa e lá dá pra perder bastante tempo, já que são 3 conjuntos de moais que tem por lá.

 

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Ahu Tahai: É a plataforma do meio, com um moai solitário e dizem que é o mais antigo da ilha.

 

Ahu Ko Te Riku: é a plataforma com o moai mais completo da ilha, foi restaurado com seu chapéu cabelo (Pukai) colocado de volta ao lugar original e com os olhos também reconstruídos. É uma representação de como a maioria dos outros moais estavam antes da degradação natural pelo tempo.

 

E o Ahu Vai Uri é a plataforma com 5 moais de diferentes tamanhos e conservação, que normalmente é confundido com o Tahai, já que todo mundo fala que vai ver o pôr do sol no Tahai, mas fica aí, na frente do Vai Uri.

 

Olha, dá pra "perder" uma horinha aí, viu... é lindão o lugar!

 

Seguindo de bici...

 

Por um caminho terrível!

 

Chegamos a Ana Kakenga, que é onde está a Cueva de las Dos Ventanas.

 

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Um lugar mágico e não indicado pra claustrofóbicos, já que é um buraco minúsculo pra entrar. Mas a vista do pacífico vale a pena ::love::

 

Seguindo mais um pouco, chega-se ao Ahu Te Peu, um dos maiores da ilha, mas todos os moais estão desmaiados ::hahaha::::hahaha::

 

Só nesse caminho aí foram horas e horas de bicicleta. Então prepara o fôlego porque parece fácil, mas não é tao perto assim!

 

Gastos:

 

5000 arrumar bicicleta

5100 mercado

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::hein: Acabei de comprar minhas passagens para lá. Vou 15 de janeiro de 2017.

Nem acredito. Um sonho a ser realizado.

Estou lendo os relatos para me orientar!!

Se der me de umas dicas de hostel, please !!!

  • Gostei! 1

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Oi, adorei seu relato! Muita sorte você teve, pois economizou bastante hahahha Queria te perguntar:

- Você sabe se é possível comprar passagens diretamente no aeroporto de Santiago para a Ilha de Páscoa?

- Você sabe se ainda é possível carregar 43kg de Santiago para Ilha de Páscoa?

Agradeço se puder responder, obrigada!

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    • Por Aullyanna02
      Planejo fazer uma viagem com destino ao Chile em julho/2019, e desejo visitar os dois destinos que estão no título do post. Gostaria de saber se há possibilidade de comprar as passagens para a Ilha de Páscoa no aeroporto de Santiago, pois aqui no Brasil elas são absurdamente caras - leia-se R$5.000 em alguns sites - e não cabem no meu orçamento inicial. Por favor, me ajudem! Desde já, agradeço!!!
    • Por voluti
      Amigas e amigos mochileiros,
       
      Como muitos outros brasileiros, viajei para a Ilha de Páscoa, realizando um sonho antigo. Sempre tive interesse em algo que poderíamos chamar de "turismo histórico-arqueológico", mas ir a Rapa Nui (nome do ramo linguístico falado originalmente na ilha) sempre foi um sonho mais distante, não estava nos planos mais próximos de viagem para o presente ano. No entanto, uma promoção da LAN/TAM em janeiro, anunciada pelo Melhores Destinos (http://www.melhoresdestinos.com.br/promocao-passagens-ilha-pascoa.html), mudou os meus planos. Nesta promoção, era possível sair do Rio em direção a Ilha de Páscoa por menos de R$ 600,00 + taxas. Imperdível! Os valores normais são mais que o dobro disso.
       
      Passagem comprada para Junho! Não consegui convencer nenhum amigo a ir comigo. Viajei sozinho, o que não é nenhum problema para mim. No entanto, confesso ter refletido muito sobre as nossas escolhas para viajar. Um amigo, pessoa muito amada, chegou a insinuar que esta não seria uma "viagem de verdade". Volto nisso ao final.
    • Por Jonas.Schwertner
      O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a Ilha de Páscoa. Se você está com alguma dúvida em relação à ilha, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece a Ilha de Páscoa, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder!
       
      INFORMAÇÕES SOBRE A ILHA DE PÁSCOA
      Os Gigantes da Ilha de Páscoa

      Foto: Voluti
      No ano de 1722, domingo de páscoa, às 18 horas. A bordo do navio de Afrikaanske Galei, os marinheiros trabalham normalmente. Há quatro meses e meio tinham levado ferros da Holanda em viagem de exploração e comércio e afora o rápido combate com um grande galeão espanhol, que tinha deixado para trás graças a sua superior velocidade, tudo havia corrido ao gosto do comandante comodoro Jacob Roggeveen. Súbito o vigia , anuncia " terra à vista" . Aproximam-se de uma ilha não assinalada no mapa. Com a pouca luz do entardecer chegam em tempo de avistar no litoral, sobre longas muralhas de pedra, enormes gigantes que parecem dispostos a evitar desembarque. Roggeveen manda ancorar longe da costa e decide esperar pelo amanhecer para tomar uma decisão. Quando o dia clareia os europeus têm sua segunda surpresa. Os gigantes permaneciam parados e com óculos de alcance foi possível avistar gente de tamanho normal que se movia entre eles. Tinha-se assustado com estátuas. Resolvem então desembarcar, após batizar a ilha em honra a data de sua descoberta. (Texto retirado do livro "Grandes Enigmas da Humanidade" Luís Carlos Lisboa e Roberto Pereira de Andrade )
      Estátuas colossais, de mais ou menos 5 metros reinam em toda ilha do Pacifico desafiando a ciência. Como explicar o transporte das colossais estátuas, chamadas Moais, ninguém até hoje soube dizer. As estátuas olham para o norte e nordeste, sul, sudoeste e sudeste. A ilha toda tem 170 km2 de extensão, 3500 km da costa oeste da América do sul. Existem hieróglifos por toda parte da ilha e se fossem decifradas iriam revelar muito sobre a cultura daquela época. Fica a seguinte pergunta no ar: Quem e que ferramentas foram usadas na construção daquelas estátuas? Simplesmente esta pergunta está entre nós desde o descobrimento da Grande Pirâmide do Egito. Mas se pensarmos bem o Mundo está repleto de enigmas do qual só temos uma resposta, ou fomos auxiliados por seres inteligentes de outras galáxias, ou tivemos uma grande catástrofe da qual esquecemos tudo e recomeçamos da estaca zero... A ilhota é de formação vulcânica, tendo um relevo moderado, superfície de 118 km quadrados, com altitudes que variam de 200 à 500m. Faz parte da província de Val Paraíso no Chile, e constitui a Oceania Chilena. Sempre os mesmos traços de impossibilidade, nos canteiros do vulcão, sem terminar ficaram mais de 200 Moais, que não foram terminados nem distribuídos. Batizada como "Te pita, te henua" (umbigo do mundo ).
       
      *Existem três tipos de estátuas gigantes:
       
      -As primeiras estátuas estão situadas nas praias à borda do mar. Seu número é de mais ou menos 200 à 260 e algumas estão à uma distância de mais de 20 km do canteiro do vulcão onde foram modeladas. Estas estavam instalados em vários números, sobre monumentos funerários chamados "ahus"e davam as costas para o mar. Originariamente estiveram tocados por um tipo de chapéu cilíndrico chamado "Punkao", feito com uma rocha avermelhada, tirada do vulcão "Puna Pao".
       
      -O segundo grupo é o das erigidas ao pé do "Rano Raraku". São estátuas terminadas, porém diferentes das outras, pois seus corpos estão cobertos por símbolos. As órbitas dos olhos não estão desenhadas e precisam de um chapéu ou "punkao". No entanto estas são mais enigmáticas que as anteriores.
       
      -O terceiro grupo há anos a mais conhecida de todas elas "tukuturi", que possui a particularidade de ter pernas, foi comparada as estátuas da arte pré-incaica criando sérias dúvidas sobre a tese comum da origem dessas populações. A ilha porém foi abandonada por alguma razão... Os obreiros abandonaram suas ferramentas e oficinas. Como se suas causas desta paralisação tivessem sido provocadas por uma catástrofe de caráter natural, como maremoto, por alguma invasão ou epidemia.
       
       
      Pára-Raios?
       
      Porém alguns cientistas, no ano de 1989, caracterizaram os Moais como "PARA RAIOS", devido a constantes descargas elétricas naquela ilha. Mesmo assim à quem se atribui a inteligência de produzir "para raios" naquela época? Assim do meu ponto de vista, até acho que os moais tenham sido destruídos por raios naquela época, e seus criadores tenham feito os chapéus Punkao, para que as grandes estátuas não fossem danificadas pelo impacto dos raios... já que os chapéus não tem um formato muito criativo, sem ornamentos, digo, bem simples em vista que os monumentos têm muitos detalhes, são ricos de finos traços.
       
       
      Eis abaixo o texto retirado do Jornal O Globo - Mundo/Ciencia e vida - Ribamar Fonseca:
       
      "São Luís - As estátuas monolíticas de até dez metros de altura da ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, foram construídas pelos antigos nativos para funcionar como para-raios e, desse modo protegê-los das descargas elétricas freqüentes naquela região. Essa teoria, já comprovada científicamente através de pesquisas nos laboratórios da Universidade Federal do Maranhão, foi levantada pelo professor Francisco Soares, que passou seis meses na ilha estudando a função dos misteriosos Moai - nome dado às estátuas pelos nativos.
       
      Soares, de 31 anos, que é engenheiro eletrônico especializado em computação, descobriu que os antigos habitantes da ilha de Páscoa já conheciam na prática a Lei de Gauss, que aplicavam empiricamente, através das gigantescas estátuas para proteger-se das descargas elétricas. A Lei de Gauss determina o comportamento da distribuição de cargas elétricas espaciais sobre uma superfície dielétrica. O chapéu na cabeça das estátuas, de material vulcânico poroso, absorvia os raios e impedia que elas fossem destruídas. Até então imaginava-se que os moai tinham apenas funções religiosas ou estéticas.
       
      Dedicando-se, desde 1979, à pesquisa sobre equipamentos primitivos de computação, como o ábaco, uma tábua de cálculos criada pelos chineses, Francisco Soares chegou a civilização Inca, que possuía a mesma técnica com o quipu, feito de fios. E no rastro do quipu, Soares chegou a Rapa-nui, nome nativo da Ilha de Páscoa, descoberta em 1722, num domingo de páscoa, pelo holandês Jacob Roageveen. Ele conduziu suas pesquisas a partir de de quatro perguntas; Por que os moai foram construídos? Por que eram altos e tinham a forma alongada? Por que o chapéu? Por que só ocupavam a faixa costeira da ilha?
       
      Até então as gigantescas estátuas haviam sido estudadas apenas por antropólogos e etnólogos, que viam nelas um sentido místico; teriam poderes mágicos ( os nativos diziam que quem tocasse na sua cabeça morria ) e ao mesmo tempo, seriam uma homenagem aos seus ancestrais. Francisco Soares, no entanto concluiu que as estátuas, dispostas somente no redor da ilha, tinham a função de para-raios, atraindo as descargas elétricas. Ficava assim protegido o centro dessa ilha, de 179 km² e a cerca de quatro mil quilômetros da costa do Chile. Ali estavam as habitações e lavouras de subsistência.
       
      Com o auxílio do professor Antônio Oliveira, mestre em física e matéria condensada do Departamento de Física da Universidade Federal do Maranhão, Soares recriou em laboratório as condições necessárias para a simulação de descargas elétricas. Usou uma fonte de alta tensão, uma campânula para fazer vácuo, e miniaturas das estátuas, confeccionadas com o mesmo material dos Moai, dispostas numa maquete da ilha. Comprovou-se, desse modo, que as estátuas com chapéu atraiam todas as descargas elétricas, que eram absorvidas e distribuídas pelo corpo, sem danificá-las. E mais: no escuro, os chapéus, carregados de energia, ficavam iluminados, o que, segundo ele, explica os poderes mágicos atribuídos aos moai.
       
      Soares concluiu, diante disso, que os antigos nativos da ilha dominavam o conhecimento prático da Lei de Gauss, pois a função de pára-raios só se tornou possível por causa da forma dos chapéus das estátuas e do material vulcânico poroso com que foram confeccionadas, diferentes do material do corpo. Se fosse outro material utilizado, elas seriam destruídas pela primeira descarga elétrica. O jovem cientista maranhense, que deu ao seu trabalho o título de aplicação empírica da Lei de Gauss e difusão elétrica nos moai de Rapa-Nui, volta a ilha em julho para novas pesquisas."
       
      Maior estátua construída na ilha tem 10 metros e 90 toneladas. E ainda existe uma outra inacabada com 20 metros de altura.
       


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