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Carlafern

Viagem ao Rio de Janeiro (Cidade Maravilhosa) - 23 a 27 de janeiro de 2016

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Olá,

Sempre leio aqui sobre roteiros de viagens e dicas. Decidi compartilhar a minha viagem.

Estava muito cansada e precisava de repouso, então decidi escolher uma cidade que tinha condução direta: Rio de Janeiro.

A parte mais difícil foi a escolha da hospedagem, pois alta temporada e Olimpíadas se aproximando fizeram os preços subirem.

Eu fico em albergue, pois consigo companhia rápida para mochileiras como eu e ainda sai mais barato.

Os melhores albergues que vi são: Bamboo Hostel e Discovery Hostel. Considerei como melhores, pois tem quartos e banheiros femininos. Mas estavam lotados.

O hostel Cidade Maravilhosa (rede HI) também é assim, mas a hospedagem é mais velha e tem um leve cheiro de mofo. Só consegui vaga lá. ::toma::

Muitos albergues têm quartos e banheiros mistos, sem a mínima privacidade para a mulher. Não gosto.

Cheguei de viagem dia 23/01/2016 pela manhã.

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23/01/2016 - Sábado

 

Deixaram-me guardar minhas coisas no quarto e tomar o lanche matinal (café da manhã).

Em seguida, fui para a estação onde se compra ingressos para ver o Cristo Redentor.

Eram 8:30 da manhã e já estava cheio. Eu sabia que estaria assim, mas vi tanto em previsões de tempo que ia chover, que decidi aproveitar os dias de céu limpo para conhecer lugares abertos, como o Cristo, Jardim Botânico e Pão de Açúcar. Os dias de tempo fechado seria para os museus.

Eu comprei o ingresso e esperei sair com o microônibus (besta). Chegando lá é bem tranquilo de andar e passear. Estava lotado e gente do mundo todo. Uma forma de fugir da fila é comprar pela internet o ingresso.

O Sol estava escaldante. Muito quente mesmo. No momento de ir embora, perguntei as pessoas que tinham ido de trem, como era a viagem e conheci uma moça que já tinha feito o passeio de besta. Parece que o de trem é bem melhor e dá para ver a mata (Mata Atlântica).

Derreti no Sol para esperar a van de retorno. Fiquei na estação Largo Machado. Sorte que tinha sombrinha para ajudar. Algumas pessoas começaram a não se sentir bem.

Almocei e fui passear pelos pontos turísticos do Rio: Igreja Candelária, Teatro Municipal, etc. Minha surpresa: estava tudo fechado!

Eu tenho mania de achar que uma cidade funciona de um jeito e que todo o Brasil, funciona do mesmo. Em Belo Horizonte, os museus não funcionam na segunda, pois é o dia de menor turismo. No Rio de Janeiro, cada ponto turístico é de um jeito. Tem que olhar no site antes. Mas a maioria fecha no sábado e domingo.

Consegui ir a Confeitaria Colombo e estava lotado. Meu Deus. Comi dois doces! Delícia!

Saindo de lá achei um bloco de carnaval de rua e permaneci lá um tempo. Muito animado.

Ao anoitecer voltei ao hostel. O povo saio para uma balada, mas eu não dei conta. Muito cansada.

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24/01/2016 – Domingo

 

Acordei cedo e outro dia de Sol. Fui para o Pão de Açúcar. Estava lotado, mas foi mais tranquilo de entrar, retorna e estar lá dentro do que no Cristo. Tem uma mata e dá para tirar muitas fotos. Tem lanchonetes. Já adianto que os preços dos pontos turísticos são meio surreais.

 

É bom carregar seu lanche: frutas, biscoito de polvilho e cereais. Quanto a água, só vai adiantar se você tiver garrafa térmica, pois o Sol e o calor estavam muito unidos em derreter tudo ao redor.

 

À tarde voltei para o hostel, pois me sentia cansada. Chegando lá conheci uma turma que ia para o carnaval no Sambódromo: o ensaio técnico da Viradouro, Unidos da Tijuca e Salgueiro. ::otemo::

 

Mesmo cansada fui junto. Uma das moças que estava conosco vende roupas carnavalescas e precisava entregar uma encomenda no Sambódromo no Corteio. E eu fiquei imaginando o que diabos é Corteio. O problema é que ninguém sabia onde ficava a Corteio. Mas não é corteio, é corte. ::putz::

 

A história de Paula (roupas carnavalescas) era bem legal, pois ela é bailarina/dançarina e era carnavalesca de nascença. Viveu três anos da China e teve um bom reconhecimento na área. Quer mudar para o Rio, pois gosta muito do carnaval de lá. Tem dificuldades, pois se recusava a fazer o que a maioria das moças na profissão dela faz: prostituição. Em compesação, as pessoas que davam chances a ela ficavam encantadas com a qualidade do trabalho. O mundo artístico não é fácil. ::cool:::'>

 

Não há placas avisando onde se concentra determinada equipe do Carnaval. Achei um pouco desrespeitoso por parte das moças sambistas não ter informado para ela, pois ficou muito tempo andando procurando onde era o local de entrega. Acabamos nos perdendo e eu e o Danilo ficamos do lado de fora.

 

É anunciado em internet, rádio e televisão que os ensaios técnicos são gratuitos e que os portões fecham às 20 horas. ::toma::

 

Não foi isso que aconteceu. Às 18 horas eles fecharam os portões, foi aí que perdemos da moça dos vestidos e ficamos do lado de fora.

 

Até agora não entendi porque deixaram as pessoas de fora. Muita falta de respeito e grosseria.

O povo foi se acumulando, empurrando e conseguiram passar os bloqueios.

Os ensaios são forma de mostrar uma parte do show para uma população que não pode participar (pagar) pelo show nos dias de desfile oficial.

 

Eu e o Danilo entramos. Aí tudo parou. Fiquei imaginando se era por causa da invasão. Ficou mais de 1 hora parado. Voltou e pudemos assistir metade do desfile da Viradouro, Unidos da Tijuca e Salgueiro.

 

Eu não vi furto, assassinato, tráfico, homem safado passando a mão nos outros... nada disso. Vi pessoas com famílias (incluindo crianças) querendo se divertir. Ninguém invadiu a avenida na hora do desfile, o que realça o que escrevi: as pessoas só queriam ver o ensaio.

 

Como terminou mais tarde, não havia mais metrô e outras conduções para casa. Decidimos voltar a pé para o Glória. O Danilo conheci bastante o Rio.

 

Ele alegava que Tia Ciatta (uma das fundadoras do samba carioca) devia estar se revirando no túmulo, pois o povo que construiu o samba com ela não podia entrar mais no samba. O samba se elitizou.

O ensaio é legal e vale a pena assistir. O samba mostra muita a cultura e destaca ao máximo a beleza e corpo da mulher afro.

 

Tomei o banho e morri na beliche.

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25/01/2016 – Segunda Feira

 

Conheci o Charles (gaúcho) e Ariel (uruguaio) no café da manhã. Decidimos andar junto por esse dia.

Fomos ao teleférico e a cidade do Samba que estava fechada para turistas. Mas deixaram a gente entrar. Tem os dias certos de funcionamento, então tem que olhar no site antes. O teleférico é gratuito e vale a pena conhecer.

 

Depois lanchamos e seguimos para o Jardim Botânico. O Jardim Botânico é maravilhoso. Vale a pena demais. Eu me senti segura, me arrependi de não ter levado minha outra lente para a câmera. Ficamos tão cansados que não conseguimos passear nele todo. Tirei muitas fotos. No momento que esgotamos totalmente, voltamos para o hostel.

 

À noite decidimos com mais um grupo de mochileiros e agregados ir a Pedra do Sal. Muito legal lá, o samba é bom, mas LOTADO. Tem outros ritmos musicais acontecendo por lá também.

 

Charles ficou conversando com muita proximidade e toque em uma moça (a Ananza).

 

Um dos rapazes que mora e trabalha no Rio voltou mais cedo, pois trabalharia no dia seguinte. Fui embora junto com ele. Graças a Deus.

 

Mais tarde não teria metrô e não sei se daria conta de retornar a pé novamente. Desmaie na beliche. ::tchann::

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26/01/2016 – Terça Feira

 

Conversei com duas moças bolivianas (Claudia e Mírian) e fomos a Igreja da Candelária e ao Museu do Amanhã. O museu é novidade, muito lindo e estava lotado. Coloquei a canga na cabeça e parecia esses povos árabes. ::tchann::

 

Terça feira é dia gratuito no Museu do Amanhã e Museu de Arte Moderna (ao lado Museu do Amanhã).

 

Lanchamos e fomos para o museu de Arte. Eu gosto muito de fotografia e tem uma parte decida ao fotógrafo e imigrante judeu Kurt Klagsbrunn. Muito bom.

 

Depois fomos ver o por do Sol na praia de Ipanema. Gostei também, mas dei bobeira e tirei minha câmera t3i para fotografar. Chamou a atenção de bandidos.

 

Como ao nosso redor começaram a aproximar muito homens, decidimos ir embora.

 

Eu fiquei cansada, mas não tanto quanto nos outros dias. O filho de Mirian tem 6 anos e tínhamos que fazer pausas para descanso, lanche e água. Isso foi bom.

 

Saí à noite com o uruguaio Ariel para jantar. Ele é mais velho (uns 50 anos) e psicólogo. Fomos ao Amarelinho e ele me contou algumas coisas.

 

Uma foi em relação ao hostel, ele contou que duas pessoas pediram dinheiro emprestado para ele. Uma das pessoas que pediu dinheiro trabalha no hostel. Não era valor alto, tipo 10 reais. Mas incomodou muito. Disse para ele reclamar ao dono do hostel, pois o rapaz que pediu 10 reais estava bebendo muita cachaça/vodka. Ele mantinha uma garrafa na geladeira e enchei uma garrafa pequena (tipo Gatorade) com a bebida.

Ele me alertou quanto às pessoas desempregadas no hostel. Pois era perigoso com bolsas. Mais seguro manter guardado em armário com cadeado.

 

Ele veio me contar algo que chamou minha atenção. A visão que os estrangeiros tem das brasileiras.

Ele inventou que tinha avô negro para puxar papo com as pessoas sobre miscigenação, e além da miscigenação (as pessoas tem orgulho disso no Brasil), tem a característica mais forte que a miscigenação deixa: pais maus e/ou ausentes.

 

Como aqui se omite as raças presentes, parece que miscigenar tornou-se um grau de elevação social. No livro Casa Grande & Senzala é retrato isso.

 

Uma coisa é uma pessoa namorar e gostar de outra. Outra coisa e querer se misturar para melhorar. As pessoas argumentam que são miscigenadas para manterem relacionamentos com os outros ou se apresentarem mais como sociáveis do que as outras, o que faz o relacionamentos serem temporários.

 

Voltamos ao hostel e adormeci.

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27/01/2016 – Quarta feira

 

Meu retorno estava marcado para 23:30, então fui perambular mais pela cidade.

Decidi acompanhar Ariel e Ananza por uma caminhada em Copacabana em frente ao hotel Copacabana Palace para tirar fotos.

 

E o Ariel fez aquilo de dizer que avô era preto/negro afro e Ananza começou a falar sobre sua família. Ela é bem afro, mas tinha orgulho de sua miscigenação, dizia parentes de holandeses. Pai ausente. Ela tem uma filha: pai ausente.

 

Você lembra que Charles ficou muito grudado e tocando Ananza: pai ausente.

 

Vocês lembram-se do Caso Gaia Molinari e daquela moça carioca, Mírian França? Pai ausente.

 

Toma muito cuidado com essas pessoas mal resolvidas e com membros familiares ausentes e/ou abusadores.

 

É a verdade de Casa Grande & Senzala se perpetuando todos os dias.

 

Ela começou a dizer que eu não tinha comportamento e modos de brasileira. Meus cabelos eram lisos demais para serem nacionais. Eu fiquei sem graça de dizer que o bom comportamento que eu tenho era relacionado à minha família presente. Família não é só mãe.

 

Tirei muitas fotos e despedi deles.

 

Voltei ao centro do Rio. Visitei o Theatro Municipal, Museu de Belas Artes e Biblioteca. Comprei um presente na Confeitaria Colombo para meu irmão.

 

Queria andar mais, mas estava cansada e o Sol muito intenso.

 

Retornei ao hostel, despedi de algumas pessoas e retornei a Belo Horizonte.

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Tenho de admitir que o Rio é a cidade maravilhosa. Foi uma experiência incrível e se pudesse permaneceria mais tempo por lá.

 

Estava esgotada, sem dinheiro e com crise alérgica. Tinha que retornar.

 

Dicas:

- Aproveite o Sol para conhecer lugares ao céu aberto, como: Pão de Açúcar, Cristo Redentor, Jardim Botânico, Parque Lage e praias.

- Olhe na internet os horários e programações dos museus. Tem museus com funcionamentos diferenciados e dias gratuitos.

- Quando for à praia, leve pouca coisa (celular, dinheiro, lanche e filtro solar), pois os bandidos ficam rodeando.

- O alvo em assalto é homens, mas já vi assaltar mulheres também.

- Cuidado com a insolação! Use muito protetor, óculos, chapéu e beba água fresca! ::hein:

- A Liga (organizadora do carnaval e ensaios) junto com o Estado e a prefeitura podia organizar mais o sambódromo no dia dos trabalhos. Em Belo Horizonte, para assistir aos shows gratuitos doamos alimentos e/ou água em troca de ingressos. Parece que em outras cidades não há isso. Vale a pena ajudar o próximo!

- Aproveite a vida!

- O Rio tem muita coisa boa. Não dá para conhecer tudo em poucos dias. Retorne sempre que possível e quando puder passe em Belo Horizonte também.

- Vale a pena conhecer o Sambódromo pelo menos uma vez. Mas admito que gostei mais do Blocos de rua.

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Adorei teu relato, eu fui pro Rio duas semanas antes da semana que tu foi e peguei um tempo nublado, subi o pão de açúcar no meio das nuvens!

Mas é como tu disse, tem que visitar o Rio mais vezes pra conseguir ver tudo, entre praias, museus, e atrações naturais.

Também fui pra BH ano apssado, amei demais a tua cidade!

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Obrigada!

Bons passeios e sempre faça boa propaganda do Brasil!

Temos muito o que melhorar aqui.

Gosto muito de BH, seja sempre bem vinda! ::otemo::

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