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Europa 27dias Paris, Ibiza, Berlim, Praga, Salzburg, Munique


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Esse é relato da minha viagem pela Europa feita em setembro de 2009. Foi minha primeira vez no exterior e para mim o passeio foi simplesmente surpreendente, o suficiente para antes da viagem acabar eu já ter começado a pensar em quando voltar lá.

 

A base para organização da minha viagem foi minha professora de alemão (que me ajudou muito, principalmente nas dicas) e o Mochileiros.com. Fiz uma prévia por aqui decidindo e conhecendo um pouco sobre os lugares que ia visitar e os roteiros que faria em cada lugar. De cara posso citar o relato de um amigo aqui do fórum chamado Celso: http://www.mochileiros.com/berlin-dresden-praga-cracovia-etc-set-2008-t29821.html. A viagem dele foi a base de grande parte da minha. Depois de ter sido extremamente bem ajudado, me senti na vontade e no dever de deixar aqui este relato para também ajudar mais gente. Os detalhes e os macetes fazem toda a diferença, principalmente para nós que ganhamos em R$ e na maioria não podemos nos dar ao luxo de gastar sem cuidado durante um mês na Europa.

 

Meu ponto de partida e chegada foi o aeroporto do Galeão no Rio. Infelizmente, após voltar da viagem fui roubado no Rio e levaram todas as minhas coisas, inclusive todas as minhas fotos. Então, usarei fotos da internet mesmo para ilustrar o roteiro.

 

A empresa aérea foi a Airfrance. Consegui uma passagem Rio-Paris e Munique-Rio por R$ 2000,00 comprando com cerca de 3 meses de antecedência. O clima da viagem já começou no avião da Airfrance, quando minutos depois da decolagem eu estava tomando champagne e ouvindo as mensagens da comissária do vôo em francês.

 

Paris

 

Para mim Paris pareceu como ficção. A cidade é extremamente linda, muito mais do que eu imaginava e muito mais do que é possível se ver por fotos ou TV. O clima do lugar, o jeito das pessoas, a maneira de se vestir, o comportamento, os costumes, o idioma francês, tudo isso é bem impressionante e marcante. Foram 4 dias neste lugar, sendo que no último fui para Versailles.

O povo francês contrariou um pouco minhas expectativas. O francês tem fama de ser grosso e de não ser hospitaleiro. Antes de viajar fui advertido algumas vezes sobre isso por pessoas que conheciam o lugar. No entanto, não sei se dei sorte, mas no geral fui muito bem tratado, demais da conta inclusive, tanto nos lugares onde fui atendido como nas ruas onde eu às vezes pedia informações para os transeuntes.

A base para os meus roteiros em Paris foi um tópico aqui do site: http://www.mochileiros.com/paris-4-roteiros-a-pe-a-partir-de-um-metro-t28594.html. Recomendo este tópico. Mudei algumas coisinhas por conta própria.

 

07/09/2009 - Paris

O vôo da Airfrance pousou em Paris por volta das 10:00 no aeroporto Charles de Gaulle. O aeroporto é enorme e são meio complicados os procedimentos a se fazer na chegada e o fluxo para sair dependendo do lugar para onde se quer ir. No avião da Airfrance tinha informações sobre o aeroporto no sistema interativo, então foi tranquilo. Depois de fazer o check do passaporte fui direto para a estação do RER, que é o transporte público de Paris (trem e metrô). Lá comprei o bilhete Paris Visite (http://www.ratp.fr) válido para 5 dias sem restrições de zonas (EUR 48,40). Esse ticket dá direito a andar à vontade no transporte público, que é ótimo e funciona muito bem, além de dar desconto para algumas atrações turísticas. Com ele não há necessidade de nenhum outro gasto com transporte em Paris. Valeu MUITO esta compra.

Segui o caminho do aeroporto para o hostel Three Ducks (http://www.3ducks.fr/) da forma que o proprio hostel indicou na reserva, tudo de trem e metrô. Em menos de uma hora eu estava lá. O hostel é OK. Eu já estava informado de que Paris tem poucos hostels (ou albergues, como chamamos por aqui) e que não são muito legais. E relamente este não foi um dos melhores hostels que eu fiquei na viagem toda, mas tem uma localização excelente (do lado de uma estação de metrô, e isto conta muito), as instalações são OK e o ambiente é muito legal. Custou EUR 18,00 a diária em quarto para 6 pessoas com café da manhã. Acho que dá para recomendar, considerando a limitação dos hostels em Paris. O café da manhã é típico francês: croissant (tradicional, grande e sem recheio) com geléia e café. Tem também pão normal, leite, suco, etc.

Deixei as coisas no hostel e fui direto para a Torre Eiffel de metrô. Subi até o último andar (EUR 13,00 e não vale a pena pagar menos para não subir até o último). Muitas e muitas fotos. A vista lá de cima é linda. Tem um bar com o tradicional champagne francês no topo da torre, o qual não deixei de tomar (EUR 10,00).

 

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Depois de descer, uma relaxada na grama do Champ de Mars. Muito legal como as pessoas (a maioria francesas um pouquinho mais longe da torre onde ficam os turistas) ficam alí sentadas ou deitadas na grama tomando sol e conversando com a torre ao fundo. Paguei um absurdo em uma garrafa de água (EUR 4,50 por 300ml) almocei um hot dog com cerveja (EUR 4,50 + 4,00), que é vendido por francesinhas lindas e simpáticas em uns quiosquinhos na margem do Rio Sena, que passa bem pertinho da torre.

Caminhando por ali atravessei a ponte sobre o Sena e fui até o palácio Trocadéro:

 

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Deste lugar o visual da torre é incrível (de onde é tirada a foto da torre mostrada acima). Depois voltei pela ponte e andei até o lado oposto do Champ de Mars, onde fica a Escola Militar e outro visual legal da torre. Enquanto isso anoitecia. À noite alí no pé da torre nem precisa dizer como é bonito!

 

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Voltei ao rio Sena e fiz o tão famoso passeio de barco (EUR 11,00), que me recomendaram fazer à noite. Muito legal, porém mais recomendado para casais. O bilhete Paris Visite dá desconto nesse passeio, mas não aceitaram nas empresas dos barcos que ficam alí na torre Eiffel.

 

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Depois do passeio ainda fiquei por ali um longo tempo babando com a beleza do lugar, voltei ao Trocadéro para tirar fotos à noite e depois fui para o hostel dormir bem tarde.

 

 

08/09/2009 - Paris

Abri este dia procurando por um supermercado. O motivo: as coisas em Paris são caríssimas!! Eu desembolsei muita grana no dia anterior e já tinha percebido que eu teria que buscar alternativas para não acabar com meu dinheiro. Mesmo comendo fast food sai caro. Sentar em um restaurante francês e comer, só se for para matar a vontade porque não dá para fazer isso todo dia.

Achei um supermercado muito bom um pouco longe do albergue, mas valeu o passeio por um lugar não turístico. Os preços no supermercado eram ótimos. Ali comprei garrafas de água e várias coisas para comer (EUR 10,00 com algumas coisas que valerão para vários dias). Levava tudo na mochila. Muitas pessoas fazem isso por lá, é super normal. Ao achar alguma praça ou jardim, é só sentar na grama e fazer um piquenique. No fim isso também é muito legal. Fiz as compras e marquei o supermercado no meu GPS!

Saindo do supermercado peguei o metrô até a Ópera e entrei (EUR 5,00 com desconto do Paris Visite). A ópera é linda por dentro e por fora, vale muito à pena.

 

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Eu queria mesmo é ter assistido a um espetáculo na ópera, mas eu já tinha procurado comprar pela internet e os bilhetes para setembro já esgotam em fevereiro! Além do que é muito caro. Mas tudo bem, eu já estava com bilhete comprado para a ópera de Praga.

Atrás da ópera ficam as Galerias Lafaiette, que são dois prédios. É um paraíso das compras e é preciso ter cuidado para não acabar com o tempo do dia lá dentro. Fiz um tour muito rápido por lá, embora passei em todos os andares. Comprei pouquíssima coisa. A vista do terraço para a ópera é legal.

De lá caminhei até a Place de la Concorde, onde tem um obelisco e uma fonte bonita, famosa do filme o Diabo Veste Prada.

 

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Esta praça está em um ponto central para diversas atrações, uma em cada direção. É empolgante e confuso estar lá, mas para não ficar rodopiando em círculos é preciso se organizar e aceitar que alguns lugares terão que ser ignorados e deixados para outro dia, o que é difícil. De lá se vai para o Jardin des Tuileries, depois do qual fica o Museu do Louvre, se vai ainda para a igreja la Madeleine, para a Avenue des Champs-Elysées no final da qual está o arco do Triunfo, para o Palais Bourbon cruzando o Sena e para uma rua que passa entre o Petit Palais e o Grand Palais.

Comecei sentando para um piquenique no Champs-Elysées, o parque que fica ao lado da praça. Alimentado, descansado e sem sede, comecei a maratona. Cruzei a Pont de la Concorde sobre o Sena, que tem um visual legal para fotos. Cheguei até o Palais Bourbon, algumas fotos e voltei para a praça. Fui rapidinho até a la Madeleine, fotos e novamente para a praça. Daí segui o meu rumo, que era cruzar a Avenue des Champs-Elysées até o Arco do Triunfo. Esta deve ser a avenida mais chique do mundo! Diversas lojas de grifes famosas, showrooms de marcas de carros, de perfumes, etc e tudo com muito glamour. Tem uma Disney store. Vários cafés bastante requintados e caríssimos. Mulheres vestidas como bonecas das mais chiques, cheguei a confundir uma que tava parada e achei que era manequim de vitrine. Tinha uma espécie de salão de festas movimentado onde estava tendo a estréia de um filme (não me lembro o nome, tirei fotos mas como já relatei perdi todas) e estava esticado um tapete vermelho pela calçada até a rua. Perguntei e me disseram que ia chegar alí o presidente da França e o ator do filme. Esperei um pouco, mas tava demorando muito.

Enfim cheguei ao arco. Tem uma passagem subterrânea para ir da avenida Champs-Elysées até ele. Não dá para ir pela superfície porque ele fica no centro de um Boulevard (uma onorme rotatória) movimentadíssimo, de onde partem 12 avenidas. Impossível atravessar. Tirei várias fotos e depois voltei um bom pedaço da Champs-Elysées, quase até o seu começo, vendo as coisas que eu tinha pulado. Começou a anoitecer e voltei até o arco... nossa, como andei! Tirei muitas fotos lindas do arco à noite.

 

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Depois de sair de perto do arco, fiz um pequeno e último passeio pela Champs-Elysées à noite, peguei o metrô e voltei para a Place de la Concorde, para tirar fotos à noite do obelisco, da fonte e da igreja la Madeleine. Depois voltei para o hostel.

 

 

09/09/2009 - Paris

Acordei e fui direto para o supermercado. Comprei água e algumas poucas coisas, pois ainda tinha muito do dia anterior.

Dali peguei o metrô novamente para a Place de la Concorde. Fui até as galerias nacionais no Petit Palace e Grand Palace. Muito bonitos estes prédios. Alí tinha um casal de noivos tirando fotos provavelmente para um book, deve ser chato morar em Paris hehehe. As fotos deles com os trajes do casório devem ter ficado surpreendentes, e é tão banal por lá...

Não perdi muito tempo e fui para o Jardin des Tuileries. O jardim é muito bonito.

 

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Seguindo pelo extenso jardim e tirando várias fotos, cheguei ao Musee du Louvre. Antes dele tem o Arc de Triomphe du Carroussel. O prédio do museu é colossal! Era a primeira sede da monarquia francesa, antes desta se mudar para o palácio de Versailles. É muito grande. O prédio é no formato de "U", sendo que cada perna do U tem 700m e ainda tem algumas ramificações paralelas. Além disso ele tem 3 andares e em alguns lugares 4 andares. Só por aí já dá para perceber que é impossível andar tudo. Quanto mais tempo do dia reservado para o Louvre, mellhor.

Tirei algumas fotos do museu, da bonita e famosa pirâmide de vidro que fica na frente dele e peguei a fila para entrar (EUR 10,00 pelo que me lembro, ou próximo disso).

 

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Entrando, é fundamental pegar um mapa. Não peguei o audioguide e não recomendo, pois apesar do audioguide ajudar a explicar as coisas, ele amarra muito o tour e faz perder muito tempo. É coisa de velho.

Existem coisas realmente impressionantes no museu e algumas coisas não tão impressionantes, porém mandatórias. A Monalisa é mandatória, mas é uma decepção total chegar até ela depois de já ter passado por vários quadros gigantes com pinturas perfeitas. A Monalisa não passa de um quadrinho... Ainda são mandatórias a Vitória de Samotrácia e a Vênus de Milo, que são interessantes. Mas o que eu achei o ponto máximo do museu foram os Appartements Napoléon, que é uma parte do castelo preservada como na época da monarquia. É simplesmente impressionante a exuberância deste lugar. Abaixo está um pouco, embora nenhuma foto possa descrever a sensação de estar ao vivo em um lugar como esse. Sem dúvida um dos pontos mais altos de toda a minha viagem. Uma vantagem: o museu todo é liberado para tirar fotos à vontade, desde que sem flash.

 

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Ainda no museu achei muito legal as alas de arte egípcia e medieval. Fiz ainda um tour geral por diversos outros lugares e gastei um tempo bom lá dentro. Vale muito a pena.

Saí do museu e fui para a Rue de Rivoli, ao lado. Uma rua com diversas lojinhas e com um preço "pagável", diferente da Champs-Elysées. Para comprar roupas à moda parisiense sem ir à falência, este é o lugar, apesar que não posso afirmar que chega a ser barato, ainda é caro. Andei um pouquinho por ali até chegar na Place des Vosges, que é a tal considerada a mais linda do mundo. Aqui uma decepção, porque a praça não tem nada de tão lindo. Os casarões ao redor são legais e todos simétricos. Um dos casarões é a mansão de Vitor Hugo. Sentei um pouco para comer na grama, pra variar.

 

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Dali caminhei até a Bastilha, onde existe uma outra ópera (bem mais humilde) e um obelisco.

 

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Na volta pela Rue de Rivoli passei pelo Hotel de Ville, que é um prédio histórico muito bonito. Já estava anoitecendo e esperei um pouco para ver como seria o visual. Não me arrependi:

 

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Esta região à noite é bem movimentada e funcionam alguns bares e restaurantes com preço viável. Depois de um rolê rápido peguei um metrô voltando para a região da ópera para tirar algumas fotos por lá a noite. As ruas próximas à ópera são bastante iluminadas e o visual é bem legal. Voltei para o albergue. A essas alturas meus pés já estavam cheios de calos, os dois!

 

 

10/09/2009 - Paris e Versailles

Acordei cedo. Este dia seria corrido, e realmente foi. Primeiramente fui para a Catedral de Notre Dame. Muito legal, principalmente por fora. A igreja tem uma densidade enorme de detalhes e todos são muito bem trabalhados.

 

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Uma visitinha rápida por dentro dela e fiquei impressionado com o comércio lá dentro. Nem parece que eu estava em uma igreja, mas de fato tinha uma missa acontecendo. Venda desenfreada de velinhas para promessas, medalhinhas, miniaturas, livretinhos, etc. Lá dentro paga-se um ticket extra para visitar os tesouros da igreja, muito legal. Várias jóias, vestimentas antigas e cálices enormes de ouro. Não lembro o valor da entrada na igreja e nem na sala do tesouro, mas não era caro.

Saindo da igreja, uma caminhadinha pela lateral dela até os fundos onde existe uma praça. Várias fotos.

De lá andei até o Panthéon. Durante a caminhada tem várias vistas ótimas da catedral que foi ficando para trás. O caminho tem uma subidinha para encarar.

 

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No Panthéon tirei apenas algumas fotos e não entrei. Fui para o Jardin du Luxembourg. Este jardim é muito bonito e grande, foi preciso andar bastante para conhecê-lo bem.

 

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Saindo pelo sul do parque tem uma praça com uma fonte muito bonita (Fontaine des Quatre Parties du Monde).

 

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Dali fui para o metrô e depois peguei um trem para Versailles, já incluído no Paris Visite. Eu estava com um ticket comprado para um mega show pirotécnico (EUR 38,00) que haveria nos jardins do Chateau de Versailles à noite. Minha idéia era passar para conhecer o palácio e ficar para o show. Cheguei no palácio e fiz uma visita muito rápida porque estava próximo da hora de fechar (17:00). O palácio é lindo por dentro, quase como os Appartements Napoléon do Louvre.

 

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Se não me engano a entrada custou EUR 8,00. Os jardins estavam fechados por causa do show e só consegui ver através de dentro do palácio. Uma pena, pois são lindos e são tão grandes que, somados ao bosque, se perdem de vista no horizonte. Espetacular mesmo.

 

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Depois das 17:00 fiquei dando umas voltas pela cidade até as 21:00, que era o horário do show. Este show foi uma espécie de teatro psicodélico junto com uma super produção pirotécnica e de luzes, tudo isso combinado ao visual do castelo, dos jardins com suas fontes e do bosque. Inexplicável! Armaram uma arquibancada nos jardins e estava lotado.

 

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Ao fim do show eu estava no meio da multidão que seguia para a estação para pegar o trem de volta para Paris. Era o meu último dia em Paris e ainda fiquei andando de bobeira tarde da noite. Quase que sem querer descobri o que talvez seja o melhor visual da Torre Eiffel. É só pegar o metrô e descer na estação Trocadéro. Lá é um ponto acima e atrás do palácio Trocadéro e tem um mirante, o qual está alinhado exatamente no eixo perpendicular ao rio Sena e que passa pela ponte até a torre, atravessando transversalmente o Champ de Mars e terminando com a Escola Militar ao fundo. Geometricamente perfeito rsrsr. O visual à noite é fantástico:

 

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11/09/2009 - Viagem de Paris para Ibiza

Acordei cedo e peguei os trens para o aeroporto Orly, de onde saiu meu vôo para Ibiza. O vôo era da Vueling (http://www.vueling.com) e custou EUR 120,00 com antecedência. Aqui eu dei um azar, porque cheguei a ver este mesmo vôo por EUR 50,00 cerca de três dias antes de eu decidir comprar.

 

 

Evissa (ou Ibiza)

Este lugar pode ser resumido basicamente em duas palavras: praia e balada. Para um brasileiro curtir Ibiza é preciso uma cabeça bem aberta, porque acontecem aos nossos lados coisas muito diferentes do que estamos acostumados a ver. Falar com as pessoas às vezes parece um contato com seres de outro planeta. Muito sol! Muito calor!

 

11/09/2009 - Evissa

Chegando no aeroporto peguei um ônibus para o centro da cidade. Eu estava com receios porque não havia achado muita informação sobre transporte em Ibiza. Sabia que não tinha trem nem metrô, apenas ônibus. Acostumado com a ineficiência dos ônibus no Brasil e a dificuldade em usá-los para quem não conhece a cidade, eu estava achando que ia morrer alguma grana em taxis. Besteira, a rede de ônibus funciona muito bem e existe em todo lugar informações de itinerários e horários. Além disso os ônibus são ótimos, todos com ar condicionado, suspensão a ar e câmbio automático (que evita alguns trancos que o motorista geralmente daria). O preço da passagem é EUR 2,00 ou 3,00 dependendo da linha.

Pelo GPS vi quando estava me aproximando do hotel. Cheguei lá e deixei minhas coisas. O hotel foi o Don Quijote, que agendei com o Alpharooms (http://www.alpharooms.com). Este site tem preço melhor que os outros sites de agendamento, mas tem que fazer o pagamento total antecipado e sem chance de reembolso. Eu topei e deu tudo certo. O hotel é atípico porque tem um preço muito barato para o nível de Ibiza (EUR 22,00 a diária) e tem uma localização que é impossível de ser melhor, fica na beira da praia de Figueretas e dá para ir andando ao centro. Foto do hotel:

 

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Quartinho bem simples, mas tá ótimo, foi só para dormir. Acho que o que faz o preço dele ser baixo é o fato de não ter ar condicionado, o que é visto como uma desvantagem absurda pelos gringos, que são acostumados com mais conforto e sofrem com lugares quentes. Para mim não foi problema.

Coloquei bermuda e chinelo e fui dar um rolezinho pela cidade. Primeiro dei uma volta na praia onde fica o hotel. Depois fui andando pela avenida principal até o centro, onde tem o porto, com bastante movimento e é onde tudo acontece.

 

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O clima praiano e muito mais "informal" quase lembra litoral brasileiro. Aliás eles adoram o Brasil, dá pra ver vários artigos vendendo em todo lugar. E brasileiro tem muito prestígio lá.

Almocei no Burger King (em média EUR 8,00 os lanches grandes).

Não estava em meus planos curtir festa neste dia, mas acabei me empolgando e comprando convite para a festa Pure Pacha (EUR 45,00), que aconteceria naquela noite na Pacha, uma das mais tradicionais "discos", como são chamadas as boates. As outras discos tradicionais são Space, Amnesia, El Divino e Privilege. Anúncios das discos, pontos de venda e promoters estão por toda a parte. Música eletrônica é o som que se ouve o tempo todo em todos os lugares, nas praias, nos bares, nos restaurantes, nos carros que passam, etc.

À noite lá estava eu. Dentro da disco é muito legal, não tem só pista de dança. Parece um ambiente de luxo, uma espécie de salão de festas com várias mesas, sofás e uma decoração muito legal. Dançarinas lindas em pedestais juntas com alguns dançarinos bombados. Uma mega balada!

 

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Preço da cerveja: EUR 10,00. Bebidas destiladas custam EUR 15,00 e é possível pedir qualquer bebida preparada do jeito que quiser com tudo que tiver lá no bar, o negócio é livre.

Saindo de lá peguei um ônibus para voltar ao hotel. Foi a primeira vez que saí sem o GPS e acabei me perdendo, mas depois de andar um pouquinho e perguntar para algumas almas penadas nas ruas achei o rumo. A partir daí não saí mais sem GPS, nem para a balada. Nem tem problema, ele é pequeno e fininho, fica no bolso na boa, quase como um celular grandinho. Como esse dia foi a primeira vez em uma disco de Ibiza, não sabia como seria e fiquei com receio de levá-lo.

 

 

12/09/2009 - Evissa

Acordei tarde. Procurei supermercado e não foi difícil achar, a cidade é cheia deles. Mas o que eles chamam de supermercado seria um mercadinho ou vendinha para nós. O preço no supermercado que achei perto do hotel é bom, ainda mais considerando que é na beira da praia literalmente. Coloquei as coisas na mochila e fui de ônibus para o parque natural Ses Salines. Achei o ponto onde passam os ônibus que saem de Figueretas perto do hotel e lá tem informações sobre qual linha de ônibus pegar para ir aos lugares e com os horários. Muito fácil. E tem muitos horários para todo lugar.

O parque é uma área com bastante vegetação, algumas trilhas para andar e tem a praia que é muito boa. Lá perto tem as salinas. Andei absurdamente pela estrada passando pelas salinas até a extremidade oposta do parque. Algumas paisagens bem diferentes, mas a beleza natural não chega perto da nossa, a não ser pela praia que é bem bonita. Se eu tivesse sem o GPS aqui eu tava ferrado. O GPS ajuda a planejar um tour e inclusive dá mais segurança para se arriscar nos lugares, porque existe a certeza de não ficar perdido.

 

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Voltei para o hotel e saí para um rolê à noite pelo lugar onde ficam os bares no porto da cidade, feirinhas de artesanato e lojas. No porto à noite é legal para ver alguns barcos extremamente chiques. Depois dormi cedo para descansar. Sem festa esse dia.

 

 

13/09/2009 - Evissa

Esse dia fui para a Playa den Bossa, muito famosa pela badalação. Passei o dia lá. Várias mulheres maravilhosas na praia. É possível ouvir música eletrônica o dia inteiro nos quiosques e nos "cercadinhos" dos hotéis da beira da praia. A praia é enorme e vale a caminhada de ida e volta por toda a extensão dela. Na parte da tarde começa a funcionar o Bora-Bora, uma espécie de bar e boate na praia. O povo começa a dançar em pleno dia na areia.

 

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Comecei a entender como funciona a vida do baladeiro em Ibiza: ele não dorme e nem come. À tarde é balada na praia. No começo da noite tem os bares do centro onde acontece o "esquenta". Dalí para a boate no fim da noite. Da boate para as after parties, que começam de madrugada e vão até um pouco depois da hora do almoço. Depois, de tarde é balada na praia de novo fechando o ciclo e por aí vai até travar o sistema hehehe.

Fiquei um pouco no Bora-Bora e fui para o hotel me arrumar para a noite. Eu tinha convite comprado com antecedência para uma festa monstruosa chamada We Love Space (EUR 65,00), que acontece todo domingo na Space e tem 22 horas de duração, começando às 18:00. Só que eu fui bem mais tarde e fiquei só cerca de 6 ou 7 horas. Antes da disco ainda dei uma passada no lugar onde ficam os bares.

A boate é enorme e tem MUITOS ambientes. Cada um tem decoração diferente, ares diferentes, vendem coisas diferentes, etc. Eu não entendo muito de música eletrônica, mas cada ambiente desses toca uma "vertente" desta. Muita gente nesse lugar, muita gente mesmo, mas sem superlotação porque o lugar comporta.

 

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Incrível ver a educação do povo, embora tá todo mundo curtindo a balada forte e a maioria tá tonto, ninguém se acotuvela, não tem briga, todo mundo muito cortez, receptivo e simpático o tempo todo. Levei câmera sem problemas. Conheci bastante gente. O preço das bebidas é igual ao da Pacha.

Saí de lá por volta das 5:00 e peguei um ônibus para o hotel.

 

 

14/09/2009 - Evissa

Acordei tarde. Dei um rolezinho pela cidade, andando pela costa próxima ao porto. Tem vários lugares legais para tirar fotos. Depois estiquei até a Pacha também para tirar fotos, pois não tinha levado câmera quando fui lá para a balada. Depois na volta começou a armar uma chuva forte e voltei direto para o hotel. Como eu estava muito cansado, dormi do final da tarde até o outro dia.

 

 

15/09/2009 - viagem de Evissa para Berlin

Era meu último dia em Ibiza e meu vôo sairia à noite. Como eu gostava de sair bem cedo para viajar (para não ter problema de atraso), tive pouco tempo para fazer alguma coisa. Ainda dei uma passada na praia do hotel e fiquei um pouquinho por lá, aproveitando para fazer uma caminhadinha maior por alí, coisa que eu ainda não tinha feito. Fui de ônibus para o aeroporto, comi totalmente fora de horário e peguei o vôo da Ryanair (http://www.ryanair.com) para Weeze na Alemanha, de onde eu pegaria uma série de trens até Berlim. Este vôo custou EUR 67,00 comprado com cerca de dois meses e meio de antecedência.

Cheguei em Weeze por volta das 23:00. Eu já tinha um ticket da DB (Deutsche Bahn) para Berlin comprado com antecedência (EUR 69,00). Esses tickets valem para todos os trechos necessários da origem até o destino e já vem tudo "mastigado" com todos os horários. O primeiro trecho era pegar uma van (que eles chamam de bus - custei descobrir isso) para um "buraco" chamado Kevelaer, onde eu cheguei às 00:40 do dia seguinte e deveria esperar até às 4:50 neste lugar deserto e sem nada por um trem para outro buraco chamado Krefeld. Mas tudo bem, foi a viagem que arrumei para não pagar os olhos da cara neste dia e até que foi gostoso e silencioso o cochilo na estação. De Krefeld ainda fiz outra baldiação em Duisburg, onde peguei o trem para Berlin. A viagem até Berlin é muito bonita, passa em várias paisagens do interior da alemanha. Passa em Wolfsburg, do lado da fábrica matriz da Volkswagen. Enorme!

 

 

Berlin (ou Berlim)

 

Berlin é uma cidade em recuperação. Recuperação da guerra, até hoje. Somente estando lá foi que eu pude ter uma idéia do tamanho da devastação que aconteceu neste lugar. Vários edifícios históricos estão em restauração até hoje e vários já foram restaurados. É difícil alguma coisa que não foi atingida. É possível ver algumas ruínas. Tem monumentos com marcas de bala e destruição. Todos os lugares na cidade tem sua história, a qual inclui o que aconteceu com aquele lugar durante a guerra. O povo local foi praticamente dizimado e hoje o que menos tem em Berlin é gente de Berlin. Ouvi dizer que tinha mais habitantes antes da guerra do que hoje.

O povo em geral é bastante alegre e festivo. A todo momento tem gente dando risada na rua, conversando alto, zuando mais ou menos como fazemos por aqui, coisa que não se vê por exemplo em Paris. A receptividade é legal. A educação é absurda! Te pedem licença para sentar ao seu lado ou de frente para você no trem, e não sentam enquanto a licença não for dada. Se alguém pisa no seu pé chegam a quase se oferecerem para te levar ao hospital rsrsrs.

A cerveja é excelente e a comida também. Vive-se muito bem.

O preço das coisas é bom. Muito bom para fazer compras, ao contrário de Paris.

A base do meu passeio em Berlin foi minha professora de alemão e este ótimo guia do mochileiros: http://www.mochileiros.com/berlim-guia-de-informacoes-t32576.html

 

16/09/2009 - Berlin

Chegando na estação central de Berlin (Berlin Hauptbahnhof), comprei um ticket para o transporte público parecido com o Paris Visite. Válido para 7 dias sem limite de zonas da cidade. Custou EUR 32,30.

Aqui é muito diferente a cobrança dos trens. Não tem roleta (catraca) ou cobrador. Você simplesmente chega nos locais de embarque, entra no trem e senta. Pode vir um fiscal para te pedir a passagem, mas eu não cheguei a ver isso acontecer nem comigo nem com ninguém, e olha que andei muito no transporte público de lá. Ou seja, se eu não tivesse comprado teria conseguido viajar de graça sem problemas. Mas nunca se sabe né, e afinal eu não fui para a Alemanha para fazer cagada. Fiz como todo mundo lá, comprei o bilhete. A primeira vez que o bilhete for usado ele precisa ser validado em umas máquinas perto dos locais de embarque, para se ter o registro de a partir de quando contará a validade do ticket.

Dalí já usei o ticket para ir para o albergue Sunflowers (http://www.sunflower-hostel.de/). Este hostel é bem legal e custou EUR 17,00 a diária sem café da manhã em quarto com 4 pessoas.

Deixei as coisas no albergue e saí com a mochila nas costas. Meu primeiro destino era pertinho do hostel: a East Side Gallery. É um pedação do muro de Berlin que continua lá e hoje serve de galeria de pinturas feitas por vários artistas. Dei sorte que estavam quebrando uma parte do muro talvez para fazer alguma passagem, então eu peguei vários pedaços do muro. Cada pedacinho vale cerca de EUR 5,00 como souvenir. Depois que fiz isso, mais gente começou a fazer também, até que juntou tanta gente que eles tiveram que mandar dispersar hehehe. Escrevi também meu nome lá no muro.

Dali segui caminhando até a Alexanderplatz e pelo caminho conhecendo o jeitão de Berlin. Na Alexanderplatz já cheguei comendo Wurst mit Senf (salsicha com mostarda, vem no pão) e cerveja. É um lugar legal para relachar e ver o movimento, embora falte lugar para sentar, o que aliás é característica comum dos lugares públicos de Berlin, não sei porque.

Nesta praça há uma super loja ótima para compras, vende de tudo. Chama-se galeria Kaufhof (http://www.galeria-kaufhof.de). Os preços são viáveis de se pagar. Mesmo se for para não comprar, vale a visita só para ver as coisas diferentes. Me chamou a atenção as bonitas roupas de inverno (mesmo estando no verão).

 

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Em um rolê pelas redondezas da Alexanderplatz fui até a torre de TV Fernsehturm, até a praça onde fica esta torre, que tem uma fonte e uma igreja (Marienkirche). Em frente a esta praça tem um jardim já à beira do Rio Spree. Próxima também fica a prefeitura da cidade (Rotes Rathaus)e uma outra praça onde está a catedral Berliner Dom e o Altes Museum, nesta ordem nas fotos:

 

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Sorte minha que eu tinha descansado em Ibiza no dia que choveu lá, porque eu já tinha virado a noite viajando e já tinha andado o dia inteiro sem dormir rssrsr.

À noite na praça da torre de TV estava rolando uma mini Oktoberfest para lá de animada. Era época da Oktoberfest original em München e percebi que acontecem comemorações isoladas em outros lugares. Lá tinha uma grande tenda de uma cervejaria, como tem várias na festa. Resolvi sentar para tomar uma (melhor, umas) Weissbier (EUR 4,00 cada). Tava realmente muito legal, me empolguei de ficar alí, enquanto fiz amizade com um casal de dinamarqueses. Alemãs lindíssimas e simpáticas atendiam o povo com roupas típicas.

Quando a pilha realmente acabou, peguei um trem para o albergue e dormi como uma pedra.

 

 

17/09/2009 - Berlin

Acordei cedo e fui para o supermercado abastecer. Perto do albergue tem um Aldi, que é uma espécie de rede de supermercados populares na Alemanha. Mesmo tendo preços baixos, é impressionante a qualidade das coisas. Abasteci alí. Meu café da manhã em Berlin passou a ser dividido em 2 partes: primeiro comia coisas do supermercado, como pão, queijo e iogurte (de cereja - ótimo). Depois quando eu ia para a estação iniciar o roteiro, fazia como eles: salsicha com mostarda no pão e cerveja (Wurst mit Senf und Bier - o pão já vem como acompanhamento) (EUR 2,20 da salsicha + EUR 1,20 da cerveja na lan house que vou descrever mais abaixo).

De lá peguei o trem para o Schloss Charlottenburg, um castelo muito bonito. Vale a pena caminhar pelos jardins até o lado oposto onde tem um Belvedere. Explorando todas as trilhas do jardim encontra-se lindas paisagens. Tem um lago muito legal com cisnes. A entrada no castelo foi carinha, mas valeu a pena. Não lembro valor exato, mas foi cerca de EUR 15,00. A visita ao castelo e a caminhada nos jardins, com direito a piquenique na beira do lago, tomou a manhã inteira e o começo da tarde. Uma coisa chata: proibido tirar fotos dentro do castelo...

 

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Peguei o trem de volta ao centro de Berlin, para a Alexanderplatz. Meu próximo destino era o parque Tiergarten e a Coluna da Vitória que fica no centro dele. Mas estava acontecendo algumas obras na rede dos trens e estava tudo funcionando com rotas alternativas, incluindo trechos de ônibus, um tumulto do cão para quem não conhece o lugar! As informações dos meios alternativos eram todas em alemão. Então eu simplesmente não consegui seguir o meu rumo. E pela única vez em toda a minha viagem o serviço de informações da estação não me ajudou muito e acabei indo para outro lado. Mas tudo bem, uma rápida parada consultando o GPS foi o suficiente para eu reprogramar meu roteiro para outros lugares ainda não visitados e que ficavam próximos de onde eu estava, ou seja, deixei o Tiergarten para outro dia.

Parti para a praça Gendarmenmarkt, onde está a Konzerthaus e duas catedrais - a alemã (Deutscher Dom) e a francesa (Französischer Dom). Entrei em uma delas, onde ficam expostos alguns materiais relativos à história do lugar. Estava passando alguns slides projetados no corredor em um tom meio macabro mostrando fotos de diversos lugares bombardeados na Alemanha toda, bem marcante.

 

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Antes de seguir para o próximo destino, descobri uns quiosquinhos que ficam em um dos cantos da praça. Sentei no da cervejaria Berliner e tomei uma Weissbier Rot - cerveja de trigo vermelha. Bem curioso, não parece e nem tem gosto de cerveja. E é servida em uma taça larga e rasa com canudo, parece uma sobremesa. Não é boa, mas tb não é ruim. Valeu pela experiência curiosa. Não lembro o preço, mas tava na faixa normal. Tinha dela verde também...

Já à tarde fui caminhando dali para a rua Unter den Linden, que de cara lembra a Champs-Elysées de Paris. Muito chique, coisas só para ver. Showrooms de super máquinas, vi na minha frente o Bugatti Veyron, o carro mais rápido do mundo. E ele realmente é muito mais impressionante do que é possível notar por fotos. É possível chegar lá e comprar um desses. O preço? Não me pergunte porque eu não tenho cacife nem para entrar e perguntar. Tirando isso, várias lojas e restaurantes caríssimos e chiquérremos.

No final da Unter den Linden fica o Brandenburger Tor, símbolo da cidade. Cheguei até ele e estava começando a anoitecer. Muitos turistas por alí. Fiquei tirando várias fotos até anoitecer completamente. O visual do sol se ponto atrás do monumento foi muito legal!

 

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Dali voltei bem cansado para o albergue. Esse dia andei bastante.

 

 

18/09/2009 - Potsdam

Acordei cedo e peguei um trem para Potsdam, válido no ticket que comprei na Hauptbahnhof. Em Potsdam fica o Park Sanssouci, que era uma residência de verão do rei da Prússia. Dá para ir andando da estação. Este deve ter sido o dia que eu mais andei na minha vida, porque o parque é enorme e resolvi explorar ele de verdade. Comprei o bilhete válido para tudo (EUR 19,00) e explorei inclusive várias das trilhas pelo jardins, mas é impossível andar tudo. São várias construções ao longo do parque, cada uma com sua história e seu propósito para o rei. Tem bastante mobília de época, coisa que eu gosto. Tem algumas fontes bonitas pelo jardim. Várias paisagens legais, visto que o rei fez muita coisa para impressionar convidados, inclusive aposentos próprios para eles. Valeu muito a pena. Novamente, neste lugar não era permitido fotografar os interiores. Mas só as fotos dos jardins e do lado de fora das construções já são ótimas.

 

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Cheguei já à noite em Berlin. Procurei uma lan house perto do albergue onde gastei um bom tempo, pois estava com várias coisas para resolver. Descobri que a lan house vendia cerveja MUITO barato: EUR 1,20 qualquer uma! Erdinger, Franziskaner, Berliner, tudo de 0,5L. Passou a ser meu pitstop obrigatório ao sair e entrar no albergue rsrs.

Antes desse dia meus pés já estavam com calos inacreditáveis, coisa de filme de terror. Depois então nem se fala, mas eu já tinha aprendido a ignorar a dor e continuar andando como se nada tivesse acontecendo, não queria estragar meu passeio por causa de calo.

 

 

19/09/2009 - Berlin

Abri o dia indo para o supermercado para variar.

Fui direto de trem para a Potsdamerplatz. Lá tinha uma loja da perfumaria Douglas, onde fui comprar uma encomenda para a minha professora de alemão. Recomendada para a mulherada, tem algumas coisas que o freeshop não tem, como o que eu fui buscar. Descobri que alí é pertinho do Sonycenter, que é um prédio com uma arquitetura moderna bem legal. Tem vários mini-shopping centers por alí, perdição para quem gosta de compras. Sumi rapidinho para não perder tempo (e dinheiro rssr), tirei algumas fotos de longe do prédio e peguei o trem para a estação do Brandenburger Tor, com destino ao Reichstag, o parlamento alemão. Ajudei um casal de brasileiros perdidos de Londrina a chegar nesta estação rsrsr.

Peguei a maior fila de toda a minha viagem para entrar no Reichstag (cerca de 40 min), mas valeu a pena. Não lembro o valor, mas foi bem pouco. A vista de lá de cima é muito legal e a cúpula de vidro moderna é sensacional. Colocaram ela em substituição à original que foi destruída na guerra. Muitas fotos também do prédio do lado de fora, tiradas da praça. É um prédio legal.

 

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Do Reichtag andei pela Strasse des 17. Juni até a Siegessäule, a Coluna da Vitória. Várias fotos também, ela é muito bonita, especialmente pela estátua dourada de 35ton no topo. Chegando perto é possível ver muitas marcas de bala na base do monumento, sinais da guerra.

 

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A Siegessäule fica no centro do Tiergarten, um parque verde enorme no meio da cidade. Fiz um passeio pelas trilhas dele. Incrível como a tranquilidade e as paisagens lindas dignas do interior contrastam com a doideira da cidade ao sair do parque. Lá dentro tinha uma tendinha da cerveja Erdinger, logo tive que parar... EUR 4,00 cada cerveja.

 

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Comi em um Burger King perto do parque (EUR 6,00 um lanche grande).

Parti de trem para o Checkpoint Charlie, que era um ponto de controle do exército americano. Tem uma galeria a céu aberto fora do museu com diversas fotos da guerra e uma "guarita" no meio da rua simbolizando o ponto de controle. Dá pra ver pelas fotos que a guarita é idêntica e está no mesmo lugar, então dá para ver e imaginar como era aquele lugar com base nas fotos, cheio de tanques de guerra andando pelas ruas.

 

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A entrada no museu foi EUR 7,40. É obrigatório deixar as coisas no armário, depositando EUR 2,00 que são recuperados na hora de ir embora (é só garantia pela chave). O acervo é legal, muitas coisas da época da guerra. Várias histórias de pessoas que fugiram do lado oriental de Berlin em várias situações muito curiosas. Chama atenção um carro todo reforçado na base do improviso, inclusive com cimento por dentro e todo arregaçado de balas. Saí de lá e já estava anoitecendo.

Voltei para o albergue, tomei um banho e à noite fui curtir uma baladinha que havia achado como recomendação em um site brasileiro de dicas. Chama-se Club der Visionaere (http://www.clubdervisionaererecords.com/) e fica na margem do Rio Spree, quase dentro dele. O povo fica em um cais de madeira cheio de folhas secas que caem das árvores ao redor. Bem rústico e legal. A entrada é gratuida. O preço das cervejas é em média EUR 3,00. A música é eletrônica. Usei o trem para ir e voltar, tranquilo.

 

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20/09/2009 - Berlin

Domingão e último dia em Berlin. Abri o dia indo para o complexo de museus (Museumsinsel), que é uma ilha no Rio Spree onde ficam alguns museus: o Bode, o Pergamonmuseum, o Altes Museum e a Alte Nationalgalerie. Não fiz o tour dentro de nenhum deles, apenas passei pela frente e entrei nos halls de entrada. Só isso aí já vale a pena para quem não tem interesse profundo em museus e já tinha ido no Louvre. A caminhada pela ilha é bem tranquila, o clima é diferente, mais calmo. Nas ruas próximas da ilha tinha uma feirinha vendendo tudo que é tipo de traquitana de Berlin e de outros lugares da Europa.

O último foi o Altes Museum, que já fica na praça da catedral Berliner Dom, quase saindo da ilha dos museus. Aproveitei e entrei na Berliner Dom, coisa que eu não tinha feito (EUR 5,00). Muito legal o interior ricamente decorado e um órgão também muito bonito.

Da ilha fui para a Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche, uma igreja destruída na guerra e com suas ruínas mantidas como memória. Ao lado foi erguida uma igreja moderna. Tem uma praça com uma fonte curiosa, coisa de algum artista moderno maluco.

 

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Dalí fui para a rua Kurfürstendamm, que é uma rua bem movimentada, cheia de lojas e bares. Mas cheguei lá meio tarde e as coisas estavam na maioria fechadas. Mas mesmo assim valeu.

Voltei à noite para o albergue. No caminho de volta, passei novamente na Alexanderplatz. Notei que tem uma loja enorme da C&A que eu não tinha reparado antes. Uma pena, pois já estava fechada. Vi algumas coisas muito legais na vitrine por um preço muuuito bom. Mesmo sendo C&A, a qualidade das coisas parece ser bem superior à daqui.

 

 

21/09/2009 - Viagem de Berlin para Praha

Acordei tranquilo, peguei minhas coisas e fui para a Hauptbahnhof, de onde sairia meu trem para Praga às 14:35. Este trem eu também comprei com meses de antecedência pela Deutsche Bahn pela bagatela de EUR 29,00. Paguei ainda EUR 3,00 adicional para reservar uma janela, pois havia lido no roteiro do Celso (que citei no começo) que a viagem seria muito bonita. E realmente foi maravilhosa. Depois que o trem passa de Dresden ele vai margeando o Rio Elba, com montanhas ao fundo e casinhas no estilo alemão nos vales. Lindas paisagens. A chegada em Praga foi às 19:20.

 

Praha (ou Praga ou Prague)

 

Praga também é uma cidade linda. Apontada por muitas pessoas como a mais linda da Europa. A cidade é pequena, toda ela é histórica, com preservação de todos os casarões antigos e as vielas, que parecem labirintos pela cidade. Este lugar também foi muito mais do que eu esperava, surpreendeu bastante.

O idioma tcheco é incompreensível. Mas não tem problema, porque aqui até as pessoas de mais idade falam inglês. Mesmo porque a maioria dos turistas aqui são americanos. Em segundo lugar, pelo que senti, estão os brasileiros. Se escuta português por toda a parte, com todos os sotaques possíveis do Brasil.

De cara chama atenção os preços das coisas, é muito bom comparado ao restante da Europa. Lembra do macete de comprar as coisas no supermercado e fazer piquenique? Aqui não precisa.

A República Tcheca ainda não aderiu ao Euro, ou seja, é preciso trocar dinheiro. Em uma conta bruta, podia-se considerar EUR 1,00 = CZK 25,00, onde CZK é a coroa tcheca.

O transporte público é muito simples e muito bom, mas para quem gosta de andar, usará apenas ao chegar na estação central (ou aeroporto) e depois para ir embora novamente.

Chama muita atenção também a vida cultural. Muitos teatros, casas de concerto, ópera, balés, bares temáticos, etc. Todos estes lugares são lindos, com estilos medievais e ultra preservados, com decorações de tirar o fôlego. É possível encontrá-los dando voltas pela cidade. Sempre tem um promoter gente boa para apresentar o lugar. O preço é viável, cerca de CZK 350,00 um concerto e CZK 810,00 a ópera (atenção, não é Euro mais rsrsrs). Então, para curtir este tipo de coisa, aqui é o lugar.

Uma desvantagem: muita lotação de turistas, uma vez que a cidade é pequena e as atrações são concentradas. Um mundo de gente andando nas ruas em todas as direções, com isso não dá para sentir o lugar em si e o seu povo, é difícil interagir com os nativos por causa disso.

 

21/09/2009 - Praha

Cheguei na estação e fui direto trocar dinheiro. Fiz uma média de gasto diário em Euro que eu já vinha tendo, acrescentei uma gordurinha de segurança e troquei em Coroas. Na própria estação tem casas de câmbio e dá para economizar um pouquinho procurando a que tem melhores taxas. É preciso ter cuidado com a comissão, porque algumas anunciam taxas baixas mas ao trocar o prejú vem na comissão. Algumas simplesmente não cobram a comissão.

Dalí fui para o metrô. Complicado comprar o bilhete nas máquinas automáticas, tudo em tcheco, com pouca coisa em inglês e são muitas opções. Mas no fim dá certo. É preciso comprar também um meio ticket para a bagagem, o que eu só descobri depois. Se eu fosse fiscalizado, tava ferrado. Novamente, aqui não tem catraca. Você anda livremente e pode vir fiscal para conferir. Porém aqui eu vi fiscal atuando, então, jeitinho brasileiro nem pensar.

Cheguei no albergue e deixei as coisas. O albergue foi o Traveller's Hostel Dlouhá (http://www.travellers.cz). Um dos melhores que fiquei na viagem. A diária foi CZK 475,00 em quarto para 6 pessoas com café da manhã bom. Tem internet liberada.

Fui direto andando para a Staroměstské náměstí ou Old Town Square. Aqui identificamos alguns nomes dos lugares em inglês, porque o tcheco não dá pra falar. Esta é a praça antiga da cidade.

 

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Não há palavras para descrever esta praça. À noite então, maravilhosa. Casarões antigos cercam de todos os lados. Uma igreja barroca linda por fora e por dentro. Outra catedral com duas torres imponentes e arquitetura gótica incrível. Uma torre com o relógio astronômico. Bares, restaurantes e quiosquinhos, com coisa muito boa e viável de se comprar. Queijos, vinhos e comidas típicas. De cara já comi uma klobasa (http://en.wikipedia.org/wiki/Kranjska_klobasa), uma espécie de linguiça condimentada que vem com mostarda (CZK 40,00) e uma cerveja Gambrinus (CZK 50,00). A cerveja tcheca tem fama de ser a melhor do mundo. Além da Gambrinus, se acha em todo lugar a Pilsner Urquell (a melhor para mim) e a Budweiser Budvar. Mas eu particularmente preferi Weissbier alemã, principalmente a Franziskaner.

Depois da fartura na praça, fiz uma caminhada até a Karluv Most ou Charles Bridge, a ponte que é o símbolo da cidade. Chegando na ponte, o que se destaca também ao longe é a catedral do castelo de Praga.

 

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A própria caminhada pelas vielas até a ponte também foi sensacional. Atravessei a ponte, andei um pouquinho do outro lado, voltei para a praça, fiquei mais um pouco e voltei para o albergue.

 

 

22/09/2009 - Praha

Depois do café da manhã no hostel, direto caminhando para o castelo de Praga, atravessando a Karluv Most e tirando inúmeras fotos de prédios e casarões antigos pelo caminho. Quem gosta desse tipo de coisa como eu, fica bolado. As vistas da beira do rio para a ponte em vários pontos também são fantásticas.

 

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No caminho todo se passa por duas casas de concertos, onde é possível conhecer e se informar sobre os concertos que rolam à noite. Para chegar até o castelo tem uma subidona, cheguei cansado.

Chegando no castelo, a entrada foi cara. Se não me engano foi CZK 600,00. Ofereceram um audioguide que dobraria este valor da entrada, o que eu recusei. Mas insistiram tanto, falaram que eu ia ficar perdido sem ele e que ele me dava passe livre para entrar na catedral do castelo sem pegar fila, e que a fila demorava 3 horas e tal. No fim paguei. Dinheiro jogado fora. Não usei o audioguide, porque ele é ruinzinho, muito lento e amarra absurdamente o passeio, além de ser um tijolo chato de carregar. A tal fila para entrar na catedral nem existia, inclusive eu entrei pela entrada da fila sem perceber (quem tem audioguide pode entrar pela saída). E olha que setembro na Europa é temporada! E quanto a ficar perdido, o mapa não deixa isso acontecer e é de graça na recepção. Então, recomendo fortemente recusar o audioguide até a última instância, e guardar uma boa grana.

O passeio pelo palácio foi legal. Uma área muito grande para caminhar. No meio fica a linda catedral, que é avistada da cidade lá embaixo.

 

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Os jardins são legaizinhos. Este castelo fica um pouco abaixo do nível que eu já estava acostumado nos outros que eu já tinha visitado, mas é mandatório. Vale o destaque para a Viela Dourada, na parte de trás do castelo, com exposições de armas, armaduras e aparelhos de tortura medievais. Cabuloso, com uma música macabra tocando, que inclusive pode ser comprada em CD.

 

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Foi o dia inteiro no castelo. Na volta, depois de cruzar a Karluv Most conheci uma pequena galeria de "camelôs" dentro de uma passagem entre duas ruas, legal para comprar tranqueirada, mas ainda não comprei nada nesse dia. Esta passagem é paralela ao rio bem na cabeceira da ponte. Lá dentro tinha um quiosquinho de promoção da Karlovy Lazne (http://www.karlovylazne.cz), a maior danceteria da Europa Central e que fica também alí, na cabeceira da ponte. Ganhei um voucher para um pequeno desconto na entrada e guardei para ir lá algum dia.

À noite, um rolê pelas vielas. Muitas lojinhas de lembrancinhas e produtos locais. E uma cervejinha tcheca para não perder a prática.

Depois de terminado este dia percebi que eu estava com muitas coroas. Fiz a média diária dos gastos que eu estava tendo antes de chegar em Praga, mas como os preços aqui são menores, eu percebi que tinha dinheiro para levar uma vida de rei tcheco rsrsrsr. Passei a usar mais a grana e menos o cartão de crédito. E passei a aproveitar um pouco mais também, para gastar o dinheiro, porque se sobrar é mais prejú na hora de trocar para Euro novamente. Notei também que a cidade é lotada de casas de câmbio para todo lado, então não é preciso se preocupar em trocar toda a grana assim que chegar na estação, como eu fiz.

 

 

23/09/2009 - Kutná Hora

Este dia foi fantástico. Peguei um trem da estação central de Praga (Praha Hlavní Nádraží‎ - não arrisque pronunciar - ou simplesmente Praha hl. n.) para Kutná Hora por EUR 14,00 valendo ida e volta. Uma viagem de cerca de 1 hora, retirada do roteiro do Celso.

Kutná Hora é a segunda cidade em importância da República Tcheca. Aqui é mais fácil interagir com o lugar do que Praga, visto que não é abarrotado de turistas.

Na ida uma pequena confusão... quando cheguei na estação de Kutná Hora fiquei na dúvida se era alí que eu tinha que descer pois não consegui ver a placa. Fui perguntar para a fiscal do trem, mas ela não falava inglês. Mesmo assim arriscou a me dar a informação e pelo que entendi ela mandou eu continuar no trem gesticulando que Kutná Hora estava muito longe. Quando percebi que o trem estava indo para o fim do mundo, liguei o GPS e vi que já tinha passado 70km. Desci em um lugarejo no meio do nada onde ninguém falava inglês. Com muito custo e arranhando meu alemão de principiante (alemão todos falam) no guichê de informações, consegui me informar sobre como voltar para Kutná Hora e comprar um ticket. Aproveitando que teria tempo até o trem sair, resolvi almoçar. Tudo na base dos gestos hehehe. Peguei o trem e voltei direitinho. Valeu a aventura!

Chegando na estação de Kutná Hora, antes de começar o tour é importante se informar sobre os horários dos trens de volta para Praga.

Da estação de trem segui andando até a principal atração que é o Ossuário Sedlec (ou Kostnice Sedlec em Tcheco). Resumindo bastante a história, este lugar era um mosteiro com um pequeno cemitério. Um monge do mosteiro foi mandado a Israel com uma mensagem do rei local. Na volta ele trouxe um pouco da terra e a pulverizou no cemitério. Aí pronto! O lugar passou a ter fama de terra santa e todo mundo queria enterrar seus entes lá, inclusive várias pessoas nobres de muito longe. O cemitério começou a lotar. Depois vieram épocas de pestes e guerras, o que superlotou o cemitério. Primeiramente as pessoas eram enterradas uma sobre as outras. Depois retiraram os ossos e empilharam em 6 grandes pirâmides no subsolo da capela do cemitério. Nesta ocasião contaram mais de 40.000 pessoas. Posteriormente os artistas da corte juntamente com a Igreja tiveram a idéia de desfazer 2 das 6 pirâmides originais (as outras 4 ainda estão lá) e usar os ossos para preencher o lugar como forma de se fazer um local para se refletir sobre a morte, ou seja, o lugar em si continua não passando de um cemitério onde estão depositados (e não enterrados) os ossos das pessoas dispostos de forma que para nós é curiosa. É de outro mundo!!!

 

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Saindo do ossuário fiz uma grande caminhada de 5km até uma catedral gótica do outro lado da cidade, chamada Catedral de Santa Bárbara (Chrám Svaté Barbory). Dá para ir de ônibus, mas pareceu complicado. É difícil chegar mesmo a pé, o GPS ajudou muito. Conhecida por ser a maior catedral gótica da Europa Central. Não chega aos pés da Catedral de Notre Dame, mas vale a pena. O interior se destaca com rica decoração e vários altares de madeira ultra mega trabalhados. Bonita vista a partir do lugar.

 

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Voltei para Praga e a noite foi igual às outras. Rolezinho pela cidade, cerveja e comida típica.

 

 

24/09/2009 - Praha

Neste dia eu estava um pouco cansado e acordei tarde. Depois do café fui direto na internet do albergue descarregar as fotos, estava louco para ver as fotos do ossuário. Se juntou uma multidão de mochileiros para ver aquilo, o pessoal em geral não conhece. Ponto para o roteiro do nosso amigo Celso!

Saí do albergue para a praça onde fica a Ópera e o Museu Nacional. Decidi ir de metrô porque meus pés estavam doendo um pouco, resultado das caminhadas em Kutná Hora.

 

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Este dia era uma quinta-feira e eu decidi buscar informação sobre como eu sairia de Praga no sábado. Eu já tinha o ticket comprado também pela Deutsche Bahn para Salzburg na Áustria e o primeiro trecho era um ônibus para Nürnberg na Alemanha. O problema é que o local onde eu teria que pegar o ônibus não estava muito claro, estava escrito como Praha Wilsonova hl. n.

Bom, eu achei uma avenida chamada Wilsonova e nela por coincidência existe um grande terminal de ônibus. Fui seco pra lá. Perguntando no guichê de informações me disseram que não era alí, e sim na estação central de trem (foi quando descobri que hl. n. significa Hlavní Nádraží que eu já tinha associado com estação central de trem). Pois bem, fui para lá andando. Chegando lá, fui direto para o guichê de informações e me entregaram um folhetinho da Deutsche Bahn (UFA!!!), com os horários dos ônibus (o meu horário estava lá - UFA de novo) e um mapinha da estação com o local onde o ônibus pára. Ele simplesmente pára na avenida na frente da estação. Fui até lá, identifiquei a "vaga" do ônibus e esperei o próximo chegar. E lá encostou ele. Conversei com o motorista e ele me disse que era aquilo mesmo (UFA pela terceira vez). Valeu a pena ter feito isso, se eu tivesse deixado para o dia teria quebrado a cara, ainda mais cheio de bagagem perambulando pela cidade. E a própria estação de Praga em si foi uma atração à parte, um prédio antigo muito bonito. Várias fotos.

Voltei para o albergue no final da tarde para me arrumar. À noite foi um dos pontos altos da viagem. Eu tinha comprado uma entrada para a ópera (http://www.opera.cz/en/). Ela é exuberante por dentro! Neste site, na guia "Going to the Opera" existe um "Virtual Tour" que dá para ver a ópera por dentro em 360º. Fantástico, e ao vivo é arrepiante. Toda aquela decoração, as pinturas, o lustre, paro por aqui porque é indescritível. O ticket custou CZK 810,00 com assento no Balcony, que para mim é uma área privilegiada, alta e com vista para todo o interior da ópera à frente e inclusive para a orquestra que fica abaixo do nível do palco. Várias fotos. Mas durante o espetáculo não pode fotografar.

 

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Para comprar o ticket, a dica é não usar o site da ópera, uma vez que eles têm uma burocracia para entregar. É possível pedir para enviarem o voucher para o Brasil, mas morre uma fortuna. É possível também pedir para enviarem o voucher para o albergue ou hotel um dia antes, mas aí já viu né... deve ser um rolo. Além do que tem que trocar o voucher pelo ticket não sei quantas horas antes do espetáculo. A solução é comprar no http://www.bohemiaticket.cz, onde está disponível o ticket online por um valor medíocre a mais (coisa de CZK 25,00) e é possível simplesmente imprimir o ticket em casa e levar na hora, entrando direto sem precisar trocar antes. Show! Nesse site é ainda possível comprar ticket para várias outras casas de concertos, que podem ser conhecidas através dele. Muito legal.

O espetáculo foi muito bom. Levei terno especialmente para essa ocasião, e foi bom ter levado porque lá procurei observar se tinha lugar para alugar e realmente não tem. Eu já tinha na mão uma sinópse do espetáculo (Tosca - uma ópera clássica italiana), a qual lí para poder entender a história, que era cantada em italiano com projeções de legendas em tcheco e em inglês hiper formal incompreensível. A sinópse foi tudo!

Depois da ópera, fotos do museu nacional à noite (espetacular), uma jantinha, cerveja e cama!

 

 

25/09/2009 - Praha

Este foi meu último dia em Praga e foi o dia que mais andei pela cidade. Passei em vários prédios antigos, todos muito lindos. Comprei vários souvenirs e presentes a preços legais, inclusive naquela "galeria" perto da ponte.

Se destacou também a Municipal House, uma casa de concertos.

 

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Infelizmente estava fechada para visitas, mas vi as fotos na recepção. Muito bonita. Foi possível visitar um restaurante com linda decoração com acesso pelo hall de entrada, só aí já foi lindo, mas não comi alí não, muito caro.

 

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Passei no Národní divadlo, que fica na beira do rio, próximo à Charles Bridge. Da pra ver ele da ponte.:

 

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E o Magistrát, ou Prague City Hall, que à noite fica lindo com uma iluminação bem diferente:

 

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Passei ainda em vários outros lugares, a cidade toda é linda, impossivel colocar fotos de tudo aqui!

 

À noite, fui na Karlovy Lazne. Muito bacana a danceteria, com 5 andares e cada um com um estilo de música diferente. Pop, Hip-hop, Techno, ouvia-se de tudo. Legal também como o povo é diferente em cada andar, cada um deles tem seu público característico bem definido.

 

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A entrada custou CZK 100,00 com o voucher que consegui e custaria CZK 140,00 sem ele. Não me lembro do valor da cerveja, mas era barato. E tinha uma cerveja com 12% de álcool, sinistra! As atendentes pedem gorgeta na cara dura, seguram parte do seu troco e pedem para elas, com bastante educação e simpatia. Não dar é feio rsrsrsr.

Muita gente bonita nesse lugar.

Depois da boate, cama!

 

 

26/09/2009 - Viagem de Praha para Salzburg

Tomei um café tranquilo e às 10:00 estava no lugar de onde sairia o ônibus às 11:30 para Nürnberg, aquele que fui antes só para procurar onde era. Troquei para Euro as poucas coroas que sobraram. O ticket da viagem até Salzburg foi também EUR 29,00, com mais EUR 3,00 pela tradicional reserva da janela. Esse valor é muito pouco! Antecedência é tudo!

O ônibus é ótimo, com dois andares e um bar esquisito, onde não tem vendedor. Isso mesmo, é só ir lá, pegar o que quiser, ver o preço, deixar o dinheiro na caixa e pegar o troco na própria caixa. Ninguém para fiscalizar...

Depois a viagem ainda incluiu um trecho de trem de Nürnberg para München e depois outro trem de München para Salzburg, onde cheguei por volta das 19:00.

 

 

Salzburg (ou Salzburgo)

 

Esta cidade na Austria, quase na Alemanha, se ostenta como a cidade do Mozart. Ele está em todo lugar, na música que se ouve, nas lojinhas de souvinirs, em pinturas e nos prédios históricos onde ele nasceu e viveu.

A cidade em si é bem pequena. A cultura austríaca se parece com a alemã, pelo menos nessa região. A cidade foi para mim uma base para meu roteiro de belezas naturais em lugares próximos.

 

26/09/2009 - Salzburg

Da estação de trem para o hostel Yoho (http://www.yoho.at/) foi uma pequena caminhadinha. Este hostel é OK e a localização dele é muito boa. A diária custou EUR 20,00 sem café da manhã, que sai por EUR 3,00 completo e muito bom.

Já era tarde e deixei as coisas no albergue para um rolê rápido. Fui direto para o centro da cidade, onde estava rolando outra mini oktoberfest com uma tenda da cervejaria Stiegl, a mais famosa por lá por sinal. A Weissbier é ótima, das melhores que tomei. A festa tava legal e animada, com uma bandinha tradicional tocando e o povo comendo e bebendo.

Dei uma volta pelas rendodezas e já tirei várias fotos da cidade à noite, que também é muito bonita. Já vi a igreja principal e a casa de nascimento do Mozart (Mozart Geburtshaus).

 

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Depois fui para o albergue dormir.

 

27/09/2009 - Salzburg

Acordei e tomei um café no albergue. Bom por sinal.

Fui para a estação de trem procurar informação de como ir para Werfen e para o Königssee, meus dois destinos pretendidos para os dois dias seguintes. Depois de pegar com a simpática senhora atendente da Deutsche Bahn todos os detalhes e tabelinhas com os horários, saí de lá.

Fui direto para o Schloss Mirabel, que tem maravilhosos jardins com uma vista do outro castelo em cima da montanha (Hohensalzburg). Quando comecei a sonhar em fazer uma viagem pela Europa, foram as fotos deste lugar que eu estava vendo. Então para mim foi bem emocionante estar lá.

 

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Passei a manhã inteira nos jardins e depois caminhei até o centro. Tomei literalmente um susto quando vi de dia o rio que corta a cidade. É verde! verde mesmo! Muito limpo, dá pra ver o fundo com as pedras. Nunca tinha visto um rio tão grande e largo que cortasse uma cidade e que fosse limpo.

Uma volta rápida pelo centro e decidi subir em um morro onde presumi que tivesse uma ótima vista da cidade. O GPS me levou pelas ruas que dão acesso ao topo do morro. Uma longa caminhada morro acima que valeu à pena. Lá em cima tem um restaurante, preço viável. De lá se tem o visual da foto abaixo. O castelo em cima da montanha é o Hohensalzburg. O rio também poderia ser enquadrado na foto.

 

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Tomei algumas cervejas por EUR 3,00. De lá é possível caminhar até o Hohensalzburg por trilhas por cima do morro. Vale a pena os visuais, do lado oposto da cidade ficam os alpes austríacos e tive a oportunidade de ver o pôr-do-sol por trás deles. Fenomenal!

Depois das longas trilhas, indo e voltando para o restaurante, fiquei por alí esperando anoitecer e tirei várias fotos incríveis da cidade em várias fases do "escurecimento do dia" até anoitecer completamente.

 

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Já à noite, um último rolê pelo centro e cama.

 

 

28/09/2009 - Werfen

Acordei muito cedo para pegar o trem para Werfen. A atração do lugar são as cavernas de gelo (Eisriesenwelt - http://www.eisriesenwelt.at), que ficam no alto dos alpes. Essa foi mais uma retirada do roteiro do Celso.

A viagem até Werfen é maravilhosa (EUR 15,00 ida e volta). Paisagens de tirar o fôlego. O trem vai beirando o tempo todo o rio verde cristalino e ao fundo estão os alpes.

Na estação de Werfen é importante informar-se sobre os horários de volta para Salzburg.

Da estação pega-se um ônibus (EUR 5,00 ida e volta) até um ponto no alto dos alpes. O ônibus sobe muito, lá em cima é muito alto! É importante se informar também dos horários de volta dos ônibus, que ficam fixados no ponto de parada.

Onde o ônibus pára compra-se o ticket para as cavernas. Completo sai a EUR 19,00 incluindo um bondinho que tem que ser pego, ida e volta. Da bilheteria anda-se cerca de 1 ou 2 quilômetros montanha acima. Tem que ter pique e um calçado adequado, botas de trekking são perfeitas. Um tênis normal acabaria aqui nas pedras.

Depois dessa caminhadinha chega-se em um lugar mais alto ainda, onde pega-se o bondinho que sobe quase verticalmente montanha acima cerca de 1 km pelo cabo de aço. É assustador a altura, ainda mais com o balançar do bondinho.

Depois anda-se ainda mais uns 2 km montanha acima de novo, e a essa hora parece impossível existir algum lugar mais alto no mundo. A cidade lá embaixo some, a rodovia e o rio viram duas linhas finíssimas, parece vista de avião. E de avião voando muito alto. Felizmente o tempo cooperou para a vista maravilhosa. Tinha uma montanha bem distante com gelo no topo, mesmo no verão.

 

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Uma parada para descansar enquanto esperava o próximo horário de entrada na caverna.

O frio lá dentro é demais! Temperaturas abaixo de zero. Tem que levar roupa pesada. As cavernas têm 40km de extensão, mas o passeio turístico só anda o primeiro km. Lá dentro é puro gelo, com esculturas naturais fenomenais formadas pelos processos naturais no interior das cavernas. Ponto altíssimo da minha viagem!

 

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Na saída almocei no restaurante alpestre que tem lá em cima. Ótima comida e bom preço. Cerveja para acompanhar. O prato típico dos alpes mais a cerveja saiu a EUR 12,00.

Depois, fiz todo o caminho inverso até Salzburg e cama direto! Que canseira!

 

 

29/09/2009 - Schönau am Königssee

Este foi um lugar que achei aqui no Mochileiros e me encantei me informando sobre ele http://www.schloesser.bayern.de/englisch/lakes/objects/koenigss.htm. É um lago no sul da Alemanha no meio dos alpes da Bavária, divisa com a Áustria e muito facilmente acessível a partir de Salzburg. Outro ponto alto da minha viagem!

Peguei cedinho o trem para lá a EUR 15,00 ida e volta. É preciso descer na estação de Berschtesgaden. Mais uma vez é importante se informar sobre os horários de volta a Salzburg. De lá pega-se um ônibus para Schönau a EUR 3,50 ida e volta. Novamente, ao descer é bom pegar os horários de volta no próprio ponto do ônibus.

Do ponto de ônibus até a bilheteria do lago é uma pequena caminhadinha por uma feirinha, várias lojas de produtos locais inclusive confecções próprias que vendem roupa no estilo alemão e roupas típicas. Ótimo para compras, o preço é muito bom.

O ticket completo para o passeio no lago foi EUR 13,00. Novamente, não compensa pagar menos por um ticket limitado. Pega-se bonitos barquinhos de madeira para a travessia. Paisagens de tirar o fôlego. O guia só falava alemão, foi importante pegar um folder em inglês antes de embarcar.

 

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No lado oposto do lago, parada final dos barcos (não compensa descer antes em outras paradas, gastaria tempo precioso) é possível andar até um outro lago, o Obersee. Lindo!

 

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Para quem tiver pique e calçados adequados, dá para ir até a margem oposta do Obersee por uma trilha de terra e pedra. A caminhada é longa e tem subidas, cheguei do outro lado bem exausto mas vale muito a pena, é a melhor vista. Fotos surpreendentes.

 

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O folder convidava para mais uma caminhada grande a partir dalí até a maior cachoeira da Alemanha. Mais subida e mais trilha. É no final da primeira subida que se tem o melhor visual do Obersee (até aqui é pertinho) com os alpes ao fundo. Em um determinado lugar a trilha acaba e começa-se a andar em um pasto, no meio das vacas. A cachoeira não é lá essas coisas, parece uma pequena mina de água, é só um fio de água mesmo. O detalhe é que ela vem lá de cima dos alpes, por isso é "grande". Mas nem dá para ver todo esse tamanho, só o finalzinho mesmo. Então, recomendo essa última caminhada só se for pela aventura, porque pela cachoeira não vale. E de olho no horário! Cheguei nessa cachoeira beeeem cansado. E depois ainda tinha que voltar tudo! Pois bem, voltei tooooooooda a trilha, peguei o barco de volta, depois o ônibus até a estação e depois o trem até Salzburg.

Chegando em Salzburg, um rolê rápido à noite para despedir da cidade e depois voltei para o albergue.

 

 

30/09/2009 - Viagem de Salzburg para München

Saí bem cedo de Salzburg para München, pois meu tempo lá seria pequeno. Comprei o bilhete desse trem na hora sem problemas a EUR 19,00 só a ida. Este eu acho que não faz diferença comprar com antecedência. É bem perto, cerca de 1 hora e meia de viagem. Lá pelas 10:00 eu já estava lá.

 

München (ou Munique ou Munich)

 

Infelizmente tive muito pouco tempo para dedicar a este lugar, então não posso arriscar a falar muita coisa. Vive-se muito bem e o povo é muito receptivo e festivo. Era época de Oktoberfest! A original!

 

30/09/2009 - München

Cheguei cedo, ainda bem, pois meu tempo aqui era curto! Para ajudar, existe uma rua em frente à estação central (Hauptbahnhof) onde se aglomeram vários albergues, um ao lado do outro e o meu era um deles. O albergue chama-se Euro Youth Hostel (http://www.euro-youth-hotel.de/pt/) e foi muito caro (EUR 40,00 a diária com café), mas foi por causa da Oktoberfest e não tive saída. Quando comecei a organizar minha viagem eu não contava com a festa. Ao procurar reservas vi que não tinha em lugar nenhum! Fui procurar saber o motivo e aí descobri sobre a festa. Passei aperto para conseguir. Fazer reservas online não era possível, tudo lotado. Então entrei em contato por email com cerca de 15 hostels e pensões, todos que pude achar, e todos responderam negativamente. As reservas se esgotam no começo do ano! Já tava achando que ia morrer uma fortuna em um hotel caro, pois estes sim eram os únicos que tinham vagas. No fim este hostel me ofereceu uma vaga em um quarto com 12 camas por apenas 2 dias a esse preço. Não pensei duas vezes. Fiquei feliz e muito animado para curtir a festa, ponto alto da viagem e apareceu inesperadamente. O albergue foi o melhor que fiquei na viagem, mesmo sendo quarto com 12 camas. O café da manhã é um verdadeiro banquete, tem muita coisa, digno de hotel dos bons. Acho que fazem isso só na época da festa para o povo comer e não ficar só bebendo pra dar trabalho.

Pois bem, larguei as coisas no albergue rapidinho e na hora do almoço eu já estava na festa.

A Oktoberfest, nem precisa dizer, é perfeita! E me surpreendi de ver como é uma festa para a família. Talvez as crianças curtam mais que os adultos, tem muita coisa para eles, inclusive um enorme e lindo parque de diversões.

O povo todo se veste a caráter com as roupas típicas. Muita comida boa e claro, muita, mas muita cerveja mesmo!

Sentei na tenda da tradicional cervejaria Paulaner e comi uma Münchner Weisswurst (EUR 7,50), vem um par de linguiça branca muito saborosa acompanhada de uma mostarda caseira escura e bem grossa, chegando a ser empelotada. Muito boa mesmo! Para acompanhar, cerveja, que lá é vendida em uma caneca de 1 litro a EUR 8,00.

Daí pra frente, cerveja e mais cerveja! Impressionante como o povo bebe! E acha que fica todo mundo fazendo vechame, pisando e caindo em cima dos outros? Enchendo o saco dos outros falando alto e cuspindo? Que nada, o povo é sempre muito educado e simpático. A todo momento alguem chama para um brinde, uma foto, conversa, faz amizade. Um clima único! Claro que tem as excessões, mas são poucas. Fiquei muito tempo lá e voltei para o albergue bem tarde.

 

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01/09/2009 - München

Acordei cedo e fui para o Olympiapark, um parque no meio da cidade onde fica o estádio de Munique. Dei algumas voltas pelo parque, subi no morro onde tem um visual legal do estádio e tirei algumas fotos.

 

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Lá tem também um aquário temático de água salgada, mas não entrei.

Voltando para a estação passei no BMW Welt, entrada gratuita, uma espécie de showroom da marca. Exposição dos carros, dos motores e das tecnologias, inclusive algumas que ainda estão por vir. Muito interessante.

 

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Bem ao lado tem o museu da BMW, onde só entrei na recepção e não fiz o tour. Tem um carro único comemorativo super esportivo na recepção que é muito legal!

Fiquei alí rapidinho, entrei na estação direto para a Oktoberfest e passei o resto do dia lá até o final da noite. Bier und Wurst!! Neste dia entrei em outra tenda e comi o tão famoso para nós Sauerkraut (que nós chamamos de chucrute), mas lá ele não tem nada de mais e nem é tão típico. Particularmente não gostei, é repolho cozido ou refogado... o que acompanhou foi melhor: salsicha condimentada e cerveja!

Tomei muita Franziskaner Weissbier e comi outras coisas nas barraquinhas ao longo da festa. Tudo a base de carne de porco, salsicha e mostarda. E como a mostarda é boa! Parece bem mais natural.

É muito legal a interação que rola com as pessoas locais e o clima que fica o lugar.

 

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02/09/2009 - Füssen e Schwangau

Neste dia tive que sair do albergue pois só consegui reserva para dois dias. Por esse motivo eu havia colocado no roteiro para esse dia uma visita ao Neuschwanstein (http://www.schloesser.bayern.de/englisch/palace/objects/neuschw.htm) que é um castelo construído sob o gosto excêntrico de um antigo rei da Bavária. O castelo é bem diferente, não seguindo estilos como os outros, simplesmente o gosto esquisito do rei. Este castelo inspirou o castelo da Cinderela da Disney, é bem parecido, mas é de verdade! Ele fica no vilarejo de Schwangau, quase dentro de Füssen.

No dia seguinte sairia de Munique o meu vôo para o Brasil, ou seja, eu teria que ir para Füssen e voltar para München no dia seguinte, sem mais ter o albergue. Deixei todas minhas coisas em lockers disponíveis na estação de trem e deu tudo certo. Foi EUR 20,00 duas diárias para duas malas, preço superfaturado para o período da Oktoberfest, onde milhares de pessoas deixam as coisas lá. Saí para Füssen com apenas uma mochila pequena, com coisas essenciais para uma noite.

O trem ida e volta para Füssen custou EUR 25,00 na hora. Cheguei cedo lá. Da estação de Füssen pega-se um ônibus para os castelos em Schwangau. Não lembro o valor, mas é na faixa dos outros ônibus que já citei.

Existem dois castelos para visitar, o Hohenschwangau, que foi o primeiro castelo do rei, e o Neuschwanstein, que estava sendo construído para ser o segundo, mas o rei morreu :(. Estão nesta ordem nas duas fotos abaixo:

 

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O ticket para os dois foi EUR 17,00. Uma grande área precisa ser caminhada e para chegar ao Neuschwanstein é montanha acima. Existem ônibus e charretes para levar o povo, mas o verdadeiro mochileiro vai a pé aproveitando as vistas e a aventura.

Vale muito a pena os dois castelos. Depois dos Appartements Napoléon no Museu do Louvre e do Chateau de Versailles, acho que posso listar estes dois conjuntamente. O interior é bem legal, com algumas coisas surpreendentes, como o jogo de peças de mesa do Neuschwanstein. Muito bonito. Não pode tirar foto dentro dos castelos.

Saindo do Neuschwanstein peguei uma trilha que passa por trás dele e vai até as montanhas bem longe. De lá existe uma vista espetacular do castelo, de cima de uma ponte. As fotos daqui ficam fantásticas.

 

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Saindo dos castelos peguei o ônibus de volta para a estação de Füssen. De lá andei até uma pequena pensão que reservei apenas para passar a noite e voltar para München no dia seguinte. A pensão é o Hostel House LA (http://www.housela.de) que custou EUR 16,00 uma noite em quarto para 6 pessoas com um café da manhã muito bom. O lugar é muito legal e limpinho e lembra muito uma casinha de boneca. A única coisa cabulosa é que eles têm duas unidades, uma fica perto da estação e a outra fica bem longe. Na reserva não dá para escolher, o sistema só informa qual será. Acho que por sorte peguei a que fica perto.

Ainda dei umas voltas pela cidadezinha à noite. Um clima bem diferente. Notei que a cidade inteira parece uma cidade de casinhas de boneca. Muito bonito. Uma mulher diria que é muito fofo, uma gracinha ou coisa do tipo hehehe. À noite as luzes criam um efeito legal nas casinhas.

 

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Voltei para o hostel e dormi.

 

 

03/09/2009 - de Füssen de volta ao Brasil

Acordei cedo e rumei para München. Meu vôo saia do aeroporto (Münchner Flughafen) às 18:30.

Era um sábado e a Oktoberfest ia bombar. Uma pena que eu não poderia comparecer. Durante o percurso, o trem foi lotando de gente nas cidadezinhas até Munique, todo mundo vestido a carater para a festa. O povo fazendo aquela bagunça! A galerinha que se sentou ao meu lado fez amizade comigo e insistiram bastante para eu ir junto, mas não deu. Eu correria risco de perder o vôo.

Cheguei na estação e aqui levei um susto! Fui pegar minhas coisas no locker e havia um tumulto absurdo por lá, muita gente e uma fila enorme. Ainda bem que eu estava fazendo tudo com muita antecedência. Se eu tivesse ido na festa e voltado alí um pouco mais tarde eu teria me ferrado. Depois dessa, não recomendo usar locker da estação central durante a Oktoberfest. Eu deveria ter levado as coisas para Füssen.

Tentando ficar calmo, esperei minha vez e peguei as coisas. Mesmo no tumulto, tudo funciona direitinho. Colocaram até containers extras para guardar as coisas da galera.

Saindo de lá peguei o trem para o aeroporto (EUR 10,00 - achei caro!). Cheguei lá por volta das 16:00, deu tempo de fazer tudo, fazer checkin com calma e sem fila, fazer o processo do tax free (que é um porre), comer e ainda aguardar um pouquinho. Embarquei em um vôo pequeno da Airfrance para Paris e de lá embarquei no boeing também da Airfrance para o Rio às 23:20. Tudo perfeito! Destaque para a decolagem de Paris à noite, surpreendente!

 

Rio de Janeiro (ou Nobody's Land)

 

O Rio (como já é mundialmente conhecida) é uma cidade curiosa. Tomada pela bandidagem. Existe prefeito, governador, vereador, chefe de polícia e tal, mas quem detém mesmo o comando da cidade são os marginais. Até que as autoridades conseguem fazer ou falar alguma coisa quando o tráfico permite. É difícil definir o que é polícia, parece que o objetivo desta instituição é parar carros de pessoas de bem nas ruas para ganhar uns trocados, ou às vezes uma bolada generosa. Tirando isso, a polícia está para o tráfico assim como o tráfico está para a polícia, ou seja, funciona aí um sistema de parceria capaz de fazer inveja em qualquer segmento da economia.

Pessoas armadas até os dentes aterrorizam a cidade, enquanto na zona sul funciona um grande teatro para os turistas e para a mídia, que apresenta espetáculos maravilhosos em um palco dos sonhos.

 

04/10/2009 - Rio de Janeiro

Cheguei no aeroporto do Galeão no Rio por volta das 5:00 deste dia. Depois de desembarcar, passar no freeshop para comprar algumas coisinhas e fazer o fluxo para sair, fui aguardar meu irmão que iria me buscar no aeroporto.

Às 09:00 ele chegou lá dirigindo o meu carro com minha mãe e meu filho de 5 anos, louco de saudades de mim. Nosso objetivo nem era explorar o que este lugar tem a oferecer (balas, sequestros, etc), mas somente sair de lá rumo a nossa casa. Enquanto saíamos do Rio matando as saudades e conversando sobre a viagem, com meu filho maravilhado e na espectativa de ver os tão esperados presentes, já na via Dutra aconteceu algo bem tradicional deste lugar! Fomos abordados por 5 pessoas locais bastante hospitaleiras em outro carro. Fizeram uma questão enorme que parássemos apontando fuzis e pistolas. Desceram do carro trajando roupas típicas (máscaras e capuzes) e mandaram todo mundo descer do nosso carro também. No fim mandaram eu entrar no carro deles com 3 deles enquanto outros dois foram para o meu carro com minha mãe, meu irmão e meu filho. Andaram bastante com os dois carros separados enquanto tiravam tudo de nós: dinheiro, cordões, celulares. Apresentaram um produto típico: a granada que iam jogar se eu pulasse do carro. No fim começaram a decidir o que fariam conosco e acabaram abandonando em um lugar da Avenida Brasil. Quando fui deixado e foram embora sem me matar, agradeci a Deus e comecei a rezar pelo que eu veria sair do meu carro, pois eu não sabia o que tinha acontecido lá. Desceram todos chorando, em choque, mas pelo menos fisicamente bem.

Perdi o meu carro com absolutamente tudo que trouxe da viagem e toda a bagagem. Não sobraram nem as fotos. Ganhei uma quantidade enorme de problemas para resolver, dentre eles o trauma de uma criança.

Depois de viver cenas típicas em todos os lugares por onde passei, não poderia faltar uma cena típica no Rio também. As pessoas mal têm paz para transitar e a preocupação é Olimpíadas pra cá, Copa do Mundo pra lá, é promover Copacabana e ninguém pensa nessa guerra que nós vivemos e nem nas consequências que ela pode trazer inclusive para os jogos... ou talvez até pensam e já estejam negociando tudo com os bandidos.

Sendo assim, o único lugar que não recomendo de todo o meu passeio é este. A não ser que se possua um traje adequado (colete a prova de balas, e mesmo assim tem que ser o do melhor) ou mesmo um veículo adequado (localmente conhecido como caveirão).

 

Fim!

 

E foi isso aí! Aqui terminou a minha viagem e esse "livro" que resolvi escrever rsrsrs. Não era para ficar tão grande, mas como perdi absolutamente tudo que tinha de recordação, resolvi escrever para guardar. Por isso o tamanho do post. Com o tempo os detalhes aos poucos vão sendo esquecidos e este relato fica como a única coisa para me lembrar da viagem, e claro que não vou deixar de compartilha-lo com todos aqui.

 

Abraços!

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Rodrigo, de boa...o seu relato foi o melhor que já li na vida!!! Estou em Istambul neste momento, curtindo meus ultimos dias pela Europa depois de 6 meses por aqui (meu voo p/ o Brasil já é sexta agora, dia 06/11/2009), e confesso q c tivesse lido um diário d viagem tão perfeito como o seu teria aproveitado mto mais, principalmente em Paris. Dediquei 4 dias inteiros por lá, achei a cidade mais linda até este momento da minha vida - e olha q já passei por mtas e mtas mesmo - mas não fiz nem metade do q vc fez.

Parabéns e já estou ansiosa pelo término do diário!!!!

Ahhhh, e sinto mto pela sua camera. Sorte q vc tem uma memória excelente e tdo vai continuar pra sempre em sua memória

Um grande abraço!!!

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Rodrigo, de boa...o seu relato foi o melhor que já li na vida!!! Estou em Istambul neste momento, curtindo meus ultimos dias pela Europa depois de 6 meses por aqui (meu voo p/ o Brasil já é sexta agora, dia 06/11/2009), e confesso q c tivesse lido um diário d viagem tão perfeito como o seu teria aproveitado mto mais, principalmente em Paris. Dediquei 4 dias inteiros por lá, achei a cidade mais linda até este momento da minha vida - e olha q já passei por mtas e mtas mesmo - mas não fiz nem metade do q vc fez.

Parabéns e já estou ansiosa pelo término do diário!!!!

Ahhhh, e sinto mto pela sua camera. Sorte q vc tem uma memória excelente e tdo vai continuar pra sempre em sua memória

Um grande abraço!!!

 

Oi Maisa!!

Obrigado. Não era para ficar tão grande, mas acabei caprichando até para eu poder guardar o relato como lembrança, que no fim realmente será a única lembrança da viagem.

E que legal que antes mesmo de eu terminar já percebi que o meu relato pode ter um bom potencial de ajudar mais gente!

Agora já tá quase pronto, falta ilustrar um pouquinho...

Curte aí sua viagem! E ótimo retorno!

Abração!

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Rodrigo, d verdade, nem sei o q dizer. Estava me divertindo e mais uma vez me sentindo uma "perdedora" por ter vivido 4 meses em Steyr (a 40 min d carro d Linz) na Austria e não ter feito essa viagem linda q vc fez partindo de Salzburg...

Mas depois d "babar" no seu texto, veio o catastrofico final, com carinha de Brasil!!! Estou simplesmente chocada e arrepiada. Meus olhos encheram de lágrima só d pensar q tdo o lado material da sua aventura, preparada com tanto cuidado, foi embora. E o arrepio foi imaginando o medo e o pavor de viver isso tdo num momento mix de sensações (excitação pra falar da viagem, saudades e ansiedade pra rever tdo mundo, cansaço..pq as longas hrs d avião são mto mto chatas). Realmente, nessas hras a gente pensa em largar tdo e ir viver num lugar decente.

Mas graças a Deus tdos ficaram bem - mesmo q só fisicamente - e vc tem tda essa hist guardada com vc pro resto da sua vida - e compartilhada com quem quiser ler.

Deus t ilumine sempre e mtas e mtas viagens em sua vida!!

Um abração

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Rodrigo,

 

Seu relato foi muito bom..., vou fazer um roteiro parecido no final do ano, Espanha, França, Belgica, Holanda, Berlin, Praga, Munique, Suiça e Italia, porem a partir da França estaremos com carro locado.

 

Agora tenho 2 roteiros para tirar uma base, o seu e do Celso... rsrs

 

Tenho uma duvida, gosta de usar cartão de credito em viagens ( bom para gerar milhas, cada dolar gasto vale 2 milhas... rsrsr), a entrada das atrações e albergues pelos Paises que passou podem ser pagas com cartão credito?

 

Foda foi o acontecido no rio, mas cultura, nenhum filha da p... ::vapapu:: . tira da nossa cabeça.

 

Abração,

 

 

Claudinei

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Rodrigo,

Tenho uma duvida, gosta de usar cartão de credito em viagens ( bom para gerar milhas, cada dolar gasto vale 2 milhas... rsrsr), a entrada das atrações e albergues pelos Paises que passou podem ser pagas com cartão credito?

Claudinei

 

Pode sim cara. Paguei todas as atrações mais caras no cartão, tipo shows, baladas, ópera, etc. E mesmo as atrações mais baratas, por exemplo, entrada em museu, a maioria dá pra pagar com cartão também.

Para os albergues é o mesmo esquema. Apenas a pensãozinha de Füssen não aceitava cartão, mas esse lugar é bem rústico. Em todos os outros foi na boa.

Tudo que vc comprar antes pela internet também terá que ser pelo cartão!

Abraço!

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Rodrigo, d verdade, nem sei o q dizer. Estava me divertindo e mais uma vez me sentindo uma "perdedora" por ter vivido 4 meses em Steyr (a 40 min d carro d Linz) na Austria e não ter feito essa viagem linda q vc fez partindo de Salzburg...

 

Que isso Maisa, fala assim não! Você pode não ter ido nos mesmos lugares legais que eu, mas com certeza foi a outros que eu babaria também só de ler a respeito!! Acho que é meio natural ficarmos um pouco tristes quando percebemos algo que deixamos passar, mas temos que focar é nas coisas que conseguimos aproveitar, porque foi lá que vc decidiu e conseguiu estar e ninguém consegue aproveitar tudo por mais tempo que tenha! Eu mesmo não fui em Amsterdan, Londres, Roma, Barcelona e quase choro quando vejo fotos e relatos desses lugares. Mas não tem o que fazer, talvez em uma próxima.

 

E obrigado pelas suas palavras de força! Tudo de bom e que Deus esteja com vc também!

Abraços!

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Boa Rodrigão, muito bom relato, parabéns !!! Que legal que vc curtiu bastante !!

 

Cara, não sabia que essas cidades perto de Salzburg eram tão legais ! Ainda volto lá !

 

abraçao !

Celso

 

Fala Celso!

Obrigado! E mais uma vez agradeço por vc ter compartilhado seu roteiro. Como pode ver, grande parte foi graças a você.

Eu recomendo esses lugares próximos a Salzburg com certeza. Werfen vc já conhece. Por lá vi alguns outros tb, é possível andar com aqueles para-quedas motorizados perto dos Alpes. Deve ter vários outros lugarezinhos muito legais e pouco explorados por lá. Se um dia eu voltar, com certeza vou correr atrás de saber sobre eles.

Abraço!

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