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EUROTRIP! VIAJANDO PELA EUROPA GASTANDO POUCO! 60 dias 12 países e cerca de 20 cidades!


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  • Colaboradores

O que fazer em Berlim

 

Quer saber o que fazer em Berlim? Berlim talvez tenha sido a cidade que mais me surpreendeu na Europa. Ela teve um papel fundamental para a história do século passado, sendo o centro de importantes momentos como as guerras mundiais, a guerra fria e o holocausto e por isso respira história, entretanto, também é moderna, multicultural e aberta ao alternativo. Se você quer viajar barato para Berlim, não deixe de de ler esse post! Eu reservei três dias completos para conhecer a cidade. Cheguei de ônibus de Amsterdam e de lá segui de trem para para Praga.

 

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Como chegar em Berlim

 

Eu optei por ir de Amsterdam para Berlim de ônibus. É com certeza o meio de transporte mais barato entre as duas cidades. Pela Flixbus é possível encontrar passagens a partir de 29 euros e o tempo de viagem é de 09:45 h. O ideal é escolher o horário das 23:15 h que chega em Berlim às 09 da manhã do outro dia. Assim você aproveita para economizar uma noite de hospedagem.

 

Outra opção são os trens da DB Bahn, a companhia de trens alemã. As viagens duram em média 6 horas e as passagens são encontradas a partir de 39 euros. Viajar de trem na Europa costuma ser mais caro que viajar de ônibus, entretanto os trens são mais rápidos e confortáveis. Hoje eu optaria por ir de trem, pois a diferença é de apenas 10 euros e o tempos de viagem bem menor.

 

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Hospedagem em Berlim

 

Escolhi me hospedar no MEININGER Hotel Berlin Alexanderplatz. Os hotéis da rede MEININGER estão presentes em boa parte da Europa e são na verdade um misto entre hotel e hostel, já que além dos quartos privativos, também disponibilizam quartos compartilhados. A localização é excelente, ao lado da estação central com trem e metrô pra toda Berlim e cidades próximas.

 

Porque visitar Berlim

 

O principal motivo que me levou a Berlim foi a história das duas Grandes Guerras Mundiais e, em especial, o tema do nazismo e do holocausto. Além disso o fato da cidade ter sido divida por um muro que separava a parte ocidental, que viveu sobre influência americana, da oriental, que sofria influência Soviética nos anos da Guerra Fria. Além dos monumentos e construções ao ar livre, lá existem mais de 175 museus. Visitar alguns deles vai te ajudar a conhecer mais sobre a história do século passado.

 

Quem procura um destino barato na Europa nesses tempos de real desvalorizado vai encontrar em Berlim preços bem inferiores aos dos país mais centrais, como Inglaterra, França e Holanda. Lá se come e bebe bem e barato. No país que disputa com a Bélgica o título de país da cerveja, a bebida de qualidade custa cerca de 3 euros. Para comer, o visitante pode escolher entre provar as deliciosas comidas de rua, como salsicha (Wurst), falafel e schawarma ou optar por um jantar em um dos restaurantes das mais variadas tendências existente na cidade, em especial comida vietnamita, coreana, italiana e alemã contemporânea. Se come por menos de 10 euros em bons restaurantes.

 

Para quem vai a Europa em busca de festas esse é o lugar! A cidade, onde surgiu o tecno, é a capital das festas na Europa. No verão há festivais e open-airs todos os fins de semana. As boates da cidade atraem jovens de toda a Europa. Muitos vão passar o fim de semana e entram em uma boate na sexta e só saem de lá no domingo.

 

O que fazer em Berlim

 

Alexanderplatz

 

É uma das principais praças de Berlim e um bom ponto de partida para conhecer a cidade. Lá está o Urania-Weltzeituhr, um relógio que mostra o horário mundial e a Torre de TV, uma das construções mais altas da Europa (368 metros).

 

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Catedral de Berlim

 

É um templo evangélico e a maior igreja de Berlim e foi construída entre 1895 e 1905.

 

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Ilha dos Museus

 

Concentra cinco museus: Museu Pergamon, Museu Altes, Museu Neues, Alte National Galerie e Museu Bode. Em 1999, a Ilha dos Museus foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

 

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Reichstag

 

É o palácio do Parlamento Alemão. Começou a ser construído em 1884 e foi destruído durante a segunda guerra. Foi reconstruído entre 1961 e 1971 e entre 1994 e 1999 foi redesenhado e ampliado como um edifício do Parlamento moderno, mantendo suas extensas dimensões históricas.

 

Para visitar a cúpula o visitante precisa se registrar com no mínimo de 2 dias de antecedência através desse site e a entrada é gratuita.

 

Memorial Muro de Berlim

 

Estende-se por 1,4 quilômetros sobre antiga faixa de fronteira. É o último pedaço do Muro de Berlim preservado.

 

East Side Gallery

 

É a parte mais famosa do Muro de Berlim já que foi pintado com diversos painéis artísticos. É a maior galeria a céu aberto do mundo. São 101 imagens que foram pintadas para comemorar a queda do muro.

 

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Brandenburg Tor

 

É o símbolo mais famoso de Berlim e foi construído entre 1788 e 1791. Era o símbolo da divisão da cidade enquanto existiu o muro de Berlim.

 

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Memorial dos Judeus Mortos na Europa (Memorial do Holocausto)

 

Também conhecido como Memorial do Holocausto é um dos lugares mais marcantes de Berlim. Uma área de 19 mil metros quadrados aberta com 2.711 blocos de concreto, de 2,38 metros de comprimento por 0,95 metros de largura e altura variada desde 0,2 metros até 4,8 metros, que representam os judeus mortos durante a segunda guerra.

 

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Olá viajantes!   Com a desvalorização do real frente ao dólar, libra e euro, fazer uma longa viagem pela Europa, a famosa Europtrip, exige muita pesquisa e planejamento para que se possa aproveitar

  • 1 mês depois...
  • Colaboradores

Campo de Concentração Sachsenhausen

 

Se você tem interesse pelo tema do Holocausto, estando em Berlim não deixe de visitar o antigo Campo de Concentração Sachsenhausen que fica a uma hora de trem da cidade e tem entrada gratuita. A visita me rendeu uma tarde triste mas me ajudou a me tornar um ser humano melhor.

 

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Eu sempre me emocionei com livros e filmes sobre o holocausto judeu que ocorreu na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Desde o início do planejamento do meu mochilão pela Europa visitar um dos antigos Campos de Concentração estava nos meus planos. Eu precisava ver de perto aquilo que já havia lido em livros e visto em filmes e que tanto me emocionava. Foi então que eu descobri que pertinho de Berlim está as instalações de um antigo Campo de Concentração utilizado pelos nazistas e que é muito fácil chegar até lá.

 

O HOLOCAUSTO E OS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO

 

O Holocausto foi a perseguição e o extermínio sistemático, burocraticamente organizado e patrocinado pelo governo nazista, de aproximadamente seis milhões de judeus pela Alemanha e seus então colaboradores. “Holocausto” é uma palavra de origem grega que significa “sacrifício pelo fogo”. Os nazistas, que chegaram ao poder na Alemanha em janeiro de 1933, acreditavam que os alemães eram “racialmente superiores” aos judeus, por eles considerados como uma ameaça externa à chamada comunidade racial alemã. As autoridades alemãs também perseguiram outros grupos por sua dita “inferioridade racial”: ciganos, deficientes físicos e mentais, e alguns povos eslavos (poloneses e russos, entre outros). Outros grupos eram perseguidos sob pretextos políticos, ideológicos e comportamentais, entre eles os comunistas, os socialistas, as Testemunhas de Jeová e os homossexuais. No início do regime nazista, o governo nacional-socialista [nazista] criou campos de concentração para deter seus oponentes políticos e ideológicos, fossem eles reais ou imaginários. Após a invasão da União Soviética pela Alemanha, em junho de 1941, as Einsatzgruppen (Unidades Móveis de Extermínio), seguindo o exército nazista, ficavam atrás das linhas de fogo para realizar operações de assassinato em massa de judeus, ciganos, autoridades do estado soviético, e do Partido Comunista. Juntas, as SS, a polícia e as unidades militares alemãs assassinaram mais de um milhão de homens, mulheres e crianças judias e centenas de milhares de pessoas de outros grupos étnicos e ideológicos. Entre 1941 e 1944, as autoridades nazistas alemãs deportaram milhões de judeus da Alemanha, dos territórios ocupados e dos países a elas aliados [o Eixo] para guetos e centros de extermínio, muitas vezes chamados de campos de extermínio, onde eram mortos nas instalações de gás especialmente criadas para aquele fim. Em 1933, a população judaica europeia era composta por mais de nove milhões de pessoas. Em 1945, nove anos após, os alemães e seus colaboradores haviam assassinado aproximadamente dois entre cada três judeus europeus através da operação denominada “solução final”, a política nazista cujo objetivo era matar todos os judeus da Europa.

(Fonte: Enciclopédia do Holocausto)

 

 

O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO SACHSENHAUSEN

 

O Campo de Sachsenhausen entrou em funcionamento em 1936, três anos depois da chegada de Hitler ao poder e funcionou até 1945 sob o regime nazista. Com o fim da Segunda Guerra, a antiga União das Soviética assumiu o domínio do território onde ele está localizado e passou a usar o Campo de Concentração para abrigar os prisioneiros políticos, tais como ex-oficiais nazistas e pessoas que eram contra o comunismo. Sachsenhausen só foi definitivamente fechado em 1950.

 

O Campo de Sachsenhausen não foi um campo de extermínio como era Auschwitz, entretanto muitos prisioneiros acabaram executados. Além disso, a taxa de mortalidade dos presos por doenças, desnutrição e maus tratos era enorme. Atualmente suas instalações estão abertas a visitação e há um um museu que conta a história do lugar e como era a vida dos prisioneiros, além de exibir um filme com imagens reais da época.

 

Dificilmente você não irá se emocionar durante a visita a Sachsenhausen. As instalações estão muito preservadas, desde os alojamentos, os locais de trabalho forçado e até a fábrica da morte. Já na entrada está a chocante frase “ARBEIT MACH FREI“, que significa “O trabalho liberta”, ou seja, os nazistas tentavam encobrir as atrocidades que aconteciam ali com a desculpa de que era um lugar de “libertação” através do trabalho. Não tenho como negar que em diversos momentos da visita a emoção foi tão grande que não segurei as lágrimas. Em respeito a todos que sofreram lá eu achei por bem não fotografar. A parte mais triste foi entrar no que era chamado de fábrica da morte, o local onde os prisioneiros eram executados nos paredões de fuzilamento e também nas câmaras de gás.

 

COMO CHEGAR AO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO SACHSENHAUSEN

 

É muito fácil chegar lá partindo de Berlim. Você deve tomar o trem S1 em direção a Oranienburg, que é a última parada, na estação de S+U (metrô) Brandenburger Tor, Potsdamer Platz ou Friedrichstrasse. Da estação de Oranienburg até o Campo você pode ir caminhando ou pegar um ônibus que param na estação e levam até a entrada do Campo.

A visitação é gratuita.

 

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