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LeticiaMM

Chile e Bolivia - Mochilão cheio de duvidas com esse dólar nas alturas

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Vou contar a experiencia que tive no meu ultimo mochilão em Maio/15, apesar de um pouco atrasada.

Esse mochilão por Chile e Bolivia já era certeza de fazer desde que voltei da Colômbia em dez/14.

O problema era que na viagem pra Colômbia o dólar estava por volta de 2,50. E todo o planejamento começou a ficar distante quando a cada dia que passava o dólar disparava. A principio eu queria conhecer o deserto do Atacama e o Mochileiros me ajudou muito com roteiro e foi aí que abriu a possibilidade de ir pra Bolivia. Levei quase 3 meses para montar o roteiro que mudou de 1 semana no Atacama para 20 dias nos 2 paises. As passagens tambem nao colaboravam. Tentei de tudo: ir e voltar por Santiago, por La Paz, mas o mais em conta era por Santa Cruz de la Sierra, o que nao atendia em nada o que eu queria!!! Ja estava me convencendo a descer em Santa Cruz, fazer os trechos de la por bus, pesquisar como chegar em Atacama mas depois pensei: foda-se! Vou dividir a passagem em 10x mesmo entao comprei Guarulhos-Santiago-Calama e a volta saindo de La Paz-Guarulhos. Ficou em R$ 1.346,73.

 

Investimentos:

Mochila Deuter Air Contact Pro 60 + 15L - R$ 1.029,00. Dessa vez uma boa, devido aos perrengues de uma mochila capenga na Trilha Salkantay

Transport Cover - R$ 189,90 (aquela capa de mochila para despachar em aviao, um ótimo investimento, ainda mais se considerar que a mochila vai em cima dos jeeps no deserto da Bolivia, pura poeira)

Saco de Dormir Trilhas e Rumos Super Pluma - R$ 229,90 (nao é necessário, vai de cada um, usei varias vezes mas hoje acho que nao levaria devido ao peso)

Corta Vento da Curtlo - R$ 229,90

Bastão de Caminhada em Aluminio - R$ 87,90 (comprei só um mesmo)

Cada viagem a gente vai comprando algo que pode ser usado para outras futuras, por isso considero como investimento. Da viagem para Peru já tinha comprado as botas de caminhada e um casaco de fleece que usaria aqui.

 

Despesas antes da viagem:

Passagens - R$ 1.346,73

Seguro viagem - R$ 111,30 da Mondial. Escolhi o Mondial Travel America do Sul Mochilão (vcs me botaram medo no sistema de saude da Bolivia)

 

Reservei pelo Booking o hostel em SPA (Hostal Mamatierra)

Reservei pelo site TransLicancabur o translado de Calama para SPA

 

Nem vou comentar a perda de tempo que foi ir um dia antes pra SP pra emitir o certificado da Anvisa para a vacina contra febre amarela. Tudo bem que vai valer por 10 anos, mas a fronteira pra Bolivia nao pediu nada.

 

Comprei 300 dólares na conversão de R$ 3,18.

Depois comprei mais 300 dolares na conversão de R$ 3,04, numa das raras vezes que ele baixou.

E levei uns R$ 800 reais na viagem. Ainda voltei com dinheiro.

 

Sai de Varginha/MG sexta 08/05/15 e cheguei em SP as 11h30. Tirei o certificado da febre amarela e me hospedei um hotelzinho mixuruca no centro pq meu voo só sairia no dia seguinte. Sério, nunca se hospede no Hotel Natal, na Rua Guaianazes. Impossivel dormir. No dia seguinte peguei o metro na Republica em direção a Tatuapé. La do shopping Tatuapé tem um ônibus que vai direto ao aeroporto. Metro + Onibus R$ 8,65. Melhor que o executivo que custa R$ 45,00 saindo da Tietê.

Meu voo saiu as 20h30 em direção a Santiago pela TAM. Fiquei decepcionada com o lanchinho que deram nesse voo de 4:20, um sanduiche e refri. Tava morrendo de fome! Esperava algo como o banquete que foi o da viagem pra Colombia. Jantar de verdade! Tambem tava muito ansiosa pela passagem pela Cordilheira. Fiquei eufórica quando o piloto disse que ia apagar todas as luzes para fazer a travessia. Um breu, não dava pra enxegar nada, nem dentro, nem fora. A travessia não levou nem 10 minutos. Frustração define. Cheguei em Santiago 00h30 e meu voo para Calama so sairia as 07h00. Imigração foi muito rápido, minha mochila não demorou a vir, aeroporto vazio, segundo andar cheio de cabaninhas do povo esperando, todos os guichês das cias aéreas fechados. No inicio até q deu pra passar o tempo, jogar Candy Crush, Temple Run, mas depois o frio e sono me venceram. Já não aguentava mais e ainda eram 03h00! Abri o saco de dormir, botei o cel pra despertar as 05h00 e dormi abraçando a mochila, com medo de ser roubada.

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As 05h00 os guichês abriram, despachei minha mochila novamente e achei uma salinha de espera vazia para dormir novamente. As 07h00 um micro ônibus nos levou ate o avião e eu senti frio, muuuuito frio. Eu tava com fleece, corta vento, 2 calças e parecia que não usava nada! O voo pra Calama é muito esquisito. Vc fica imaginando onde o avião vai pousar no meio daquele deserto! Tambem já da pra sentir os primeiros machucados no nariz, de tão seco que é o clima. Em Calama, a primeira surpresa. Não tem casa de cambio! E eu não tinha pesos. Por sorte, o transfer Licancabur aceitava dólar e cartão. Passei os 12.000 pesos no cartão. Que na fatura ficou em 20 dolares, na conversão de 3,25, mais US$ 1,25 de IOF = R$ 69,16.

Não é necessário reservar transfer. Em Calama tem 3 cias e eles saem que nem loucos oferecendo transfer pra SPA. E é tudo o mesmo preço. O motorista vai parando em alguns lugares antes de chegar em SPA. Um deles é a Cordillera de La Sal, onde já da pra perceber a imensidão do deserto.

O transfer deixa o pessoal no hostel. Cheguei as 11h e dei sorte pq minha caminha já estava disponível, uma vez que meu check in era so as 14h. Fui pro centrinho de SPA, umas 2 quadras do hostel torcendo para achar uma casa de cambio aberta no domingo. Tinha várias na Calle Toconao. Troquei US$ 200 na cotação de 605 pesos. Deu 121mil. No domingo as cotações não são boas, mas eu já precisava reservar uns passeios pro dia seguinte cedo. É engraçado trocar dinheiro fora do Brasil. Aqui pedem identidade, cobram IOF, taxas se for banco. Lá fora, é tipo Jerry Maguire: show me the money. Não perguntam nem nosso nome, so querem o dinheiro.

Almocei num restaurante bom com direito a uma cerveza Austral e postre (so depois que chegou o postre que vi que era sobremesa) por 12.100. Caro, mas valeu a pena. Nem jantei nesse dia por ter extrapolado no almoço.

Reservei uns passeios numa agencia só: Valle de La Luna e Valle de La Muerte, Piedras Rojas com Lagunas Altiplanicas, Geisers tel Tatio e um outro passeio que era parecido com o Ojos Del Salar que eu perdi de burrice. Ficou em 65.000 tudo.

Nesse domingo a tarde já parti pro Valle de La Luna e Valle de La Muerte. Foi so o tempo de comprar uma água (1.200) e um chapéu (2.500). Brasileiro é a praga do mundo, devia ter uns 5 na van. É um passeio top, que também da pra fazer de bike. O Valle de La Muerte tem umidade zero e passa por uma caverna de sal! Confesso que não entendi o porque do nome Muerte. No Valle de La Luna tem que pagar pra entrar, como quase tudo no Atacama: 3000 pesos. Tem a famosa pedra do coiote, onde já de primeira consegui a foto que eu mais queria: pulando!

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É um visual muito show. Passamos pelas Tres Marias que o guia jura que foi um brasileiro que quebrou uma delas e hoje so tem 2. Vergonha viu.

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E vimos o por do sol na Duna Mayor. É um por do sol incrível!! Incrivel pq a medida que o sol vai se pondo, as montanhas ficam com cores diferentes.

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A van nos deixa em frente a agencia depois do passeio. E todos nós brasileiros trocamos facebook. kkkkk

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Dia seguinte cedo, tipo umas 7h era o passeio das Piedras Rojas e Lagunas Altiplanicas. O passeio mais lindo do Atacama e farei de novo quando voltar. O hostel Mamatierra nos prepara um lanchinho para viagem, quando tem passeios cedos. Isso nao é super? Depois vi que nem era necessário, pois todos os passeios oferecem lanches, entao nos Geisers nem fiz questão de pegar o lanche pra viagem. Novamente a van estava cheio de brasileiros. So tinha uma espanhola e um ingles na turma. Inclusive 2 moças eram do mesmo hostel que eu. A viagem começa na Reserva Nacional dos Flamingos e claro, tem que pagar: 2.500 pesos. É bonito, mas não aproveitei tanto pq tava muito frio. Um frio cortante, de não conseguir se mexer.

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Tomamos café, um café otimo que a agencia oferece: café, chá, achocolatado, pao com queijo, ovos, tudo muito gostoso. Passamos por Socaire, um vlarejo que tem uma igrejinha e seguimos em direção a Piedras Rojas. O caminho é lindo, tudo lindo!

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Piedras Rojas nao achei tão espetacular. E nem é tão vermelho.

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Depois fomos pro Salar de Talar (nao é Salar de Tara, disse mil vezes o guia). Acho que é um dos passeios mais longes de SPA. E foi uma bela surpresa, é majestoso. Umas montanhas com várias cores, mais que Piedras Rojas! hahaha Importante o passeio ser por agencia. Encontramos um carro atolado na laguna de Talar, de turistas que decidiram economizar alugando.

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E a cereja do bolo: Lagunas Miniques e Miscanti. Entrada: 2.500. A essa altura do campeonato, já era impossivel respirar direito. Estávamos numa altitude muito elevada, por volta de 4mil metros e qualquer passo cansava muito. Estas lagoas gigantescas tem um azul marinho mais belo que existe. Parece uma pintura no meio do deserto.

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Almoçamos na vila de Toconao que tambem estava incluso no passeio. Nao lembro o que era o almoço, mas estava gostoso. A entrada era uma sopa com aqueles milhos gigantes tipicos de Peru, Chile que eu amo!

E na volta, olha o que encontramos:

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Chegamos de volta a SPA umas 15h e aproveitei para ficar pelo centro. Conheci a famosa igrejinha e fui procurar o passeio do deserto de Uyuni. Fechei com a World White Travel por 99.000 sem retorno a SPA.

Tive que trocar mais dinheiro. Comprei 20.400 pesos por R$ 120,00 (cotação 1 = 170) e 91.500 pesos por US$ 150 (cotação 1 = 610). Também comprei 250 bolivianos pra pagar umas entradas do passeio no Uyuni, mas nao lembro a cotação.

Descobri que ao lado do Hostel Mamatierra tinha um mercadinho. Foi la que comprei um galão de água para levar para Uyuni Um galão de 6L custou 1.550. Foi ai que me deu raiva de ter pago 1.200 numa agua de 900ml no dia anterior. Também não jantei nesse dia. Meu dinheiro tava acabando muito rápido!

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Não tenho complexo de vira-lata, gosto quando encontro outros brasileiros no exterior, troco idéias, mas a situação no hostel Mamatierra estava insuportável. O quarto que eu estava era misto com 5 camas, e tinham 4 brasileiros intragáveis! Reclamavam de tudo, bagunceiros, mal educados, falavam muito alto, brigando um com o outro, tinham voltado do Uyuni e reclamaram do frio, das condições péssimas, de tudo. Era uma mulher chatíssima, com seu marido e 2 amigos. Foram 2 noites péssimas. Dei graças quando vi que eles estavam arrumando as malas pra ir embora cedo e sei lá o que houve que um dos amigos foi dormir em outro quarto e no lugar dele entrou um holandês gente boa. Os 4 eram tão insuportáveis que estavam se gabando de fazer todos os trechos de avião, pq onibus é pessimo, perde muito tempo, etc etc. Pensei: o que vcs estão fazendo em hostel? Vai pra um hotel, cambada! Só sei que o holandes me disse que ia fazer os Geisers na manhã seguinte, e como eu ia também, meu diabinho aflorou. Acordamos as 4h e fiz questão de fazer o maior barulho. Sacolas, ziper de mochila, abrir e fechar porta do quarto toda hora, tomei banho, voltei e mexi com mais sacolas, puro Revenge.

A van nos pegou por volta das 5h e o local dos Geisers del Tatio é muito alto também. Não senti o mal de altitude, mas tava muito frio!! ::Cold::

E temos que chegar cedo para ver os geisers em atividade, pois quando o tempo começa a esquentar eles cessam.

Estava com 3 meias, 4 blusas, 2 luvas, gorro, cachecol, 3 calças e não foi suficiente.

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Da mesma forma que foi um espetáculo o por do sol na Duna Mayor, foi um espetáculo o nascer em Tatio.

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O tempo foi abrindo e os jatinhos de agua dos geisers foi diminuindo mas a fumacinha continua.

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Quando o sol estava a pino, várias viscachas sairam das pedras para tomar sol. Parecem uns coelhinhos selvagens sao muito fofos.

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Nao animei de entrar nas aguas termais. Tomamos café ali mesmo, numa mesinha improvisada.

Ao sair dos Geisers tel Tatio é que se paga a entrada: 5.000.

Passamos pelo povoado de Machuca. Um povoado de uma unica rua que fica esperando os turistas chegarem pra vender os artesanatos e os espetinhos de lhama. Arrisquei a experimentar um. Gostosinho, mas caro. 2.500 pesos. Praticamente 15 reais um espetinho. O povoado é bonitinho e tem uma igreja no alto. Dificil de subir devido a altitude, mas consegui.

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Voltamos a SPA por volta de 13h, fiquei no centrinho pensando o que fazer no dia seguinte, onde teria um dia livre.

Almocei num restaurante na Toconao que so serve frango assado com batata frita. É uma birosquinha q nem dá pra perceber que é restaurante. Chama Cocineria Tchiuchi. Tem diversos tamanhos, frango inteiro, 1/2 frango e 1/4 de frango. Escolhi 1/4 de frango e mesmo assim, ainda é muito frango. Custou 2.700 pesos. Dividi mesa com uma holandesa, caraca, so tem brasileiro e holandes em SPA. Comprei snacks e refri no mercado (1.150) e planejei andar de bike no dia seguinte. De novo nao jantei, o 1/4 de pollos con papas fritas serviu de almojanta.

 

No dia seguinte me dei ao luxo de acordar tarde, umas 9h, afinal to de ferias ne. O café do Mamatierra é perfeito! Tem de tudo, até sucrilho com danone. Uma francesa que tava no mesmo quarto que eu tinha feito o tour astronomico na noite anterior (nem a vi chegar, ela disse que entrou no quarto umas 2h da madruga) e tava contando o tanto que achou lindo e se surpreendeu quando eu disse que nao ia. Talvez se eu tivesse mais tempo e mais dinheiro eu iria, mas nao é algo que tava nos meus planos. Ela tambem tinha ido ao Uyuni e me contou como foi. Comprei 20 bolivianos que tinha sobrado dela por 2mil pesos.

 

De volta a Toconao troquei mais dinheiro. 8.750 pesos por R$ 50,00 (1 = 175).

Aluguei uma bike por 6h (3.000) e fui pra Pukara de Quitor. Também paga pra entrar (3.000). Na entrada de Pukara tem lugar pra guardar a bike. Alcançar o cume da fortaleza nao é tarefa fácil, mas dá pra chegar de boa. Tem muitas escadinhas, isso é pior que um morro constante. Mas lá do topo dá pra ver SPA e o deserto inteiro. E ainda tem uns moais.

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Saindo de Pukara fui para a Quebrada del Diablo, graças ao mapinha que me deram onde aluguei a bike. Quase desisti na hora de cruzar o rio, mas descendo da bicileta deu pra pular numas pedrinhas e continuar. A quebrada del diablo é um labirinto na Cordilheira de Sal. Não me arrisquei a entrar muito pq realmente é um labirinto e como estava sozinha fiquei com medo de me perder. De volta a SPA fiquei chateada pelo restaurante de 1/4 de pollo já ter fechado. Cacei um outro restaurante e achei um que tambem servia frango assado com batata frita por 4.300. E tinha menos frango, mas também serviu como almojanta.

Chegando no hostel a noitinha, uma das moças brasileiras que estava no passeio do Talar perguntou pq eu nao fui no passeio parecido com Ojos del Salar. Depois que percebi que após o Tatio tinha mais esse passeio e eu nem tchum pra ele, esqueci completamente. Paguei a toa e morri de raiva pq os passeios em SPA sao carissimos.

Paguei as 4 diarias do Mamatierra, 96 dolares. A dona do hostel me deu troco de 4 dolares em pesos, na cotação de 609 = 2.436 pesos. Arrumei mochila pq no dia seguinte ja seguiria para Uyuni.

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Acompanhando seu relato!! ::otemo:: Uma pergunta: qual foi a agência que vc escolheu pra fazer os passeios no Atacama?

 

Ah verdade, esqueci de falar da agencia. Fiz pela Lickan Antay. Recomendo. Todos os guias foram gente fina e as vans eram boas.

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14/05 - 5º dia - Uyuni

 

Mochila pronta, o holandes também ia.

A van nos pegou no hostel e deixou na aduana chilena. Uma fila gigante e um frio de rachar. Gastei meus ultimos pesos num café bem quentinho vendido ali perto da aduana (1.500)

Levou +/- 1hora pra sairmos de lá. Seguimos por um tempo até a aduana boliviana, um casebre no meio do deserto. Foi lá que deveriam pedir o certificado da Anvisa, mas nao fizeram questao nenhuma. Tomamos café ali a céu aberto e de lá é que formamos um grupo para ir nos veiculos 4x4. No veiculo vão 6 pessoas mais o motorista e um rapaz disse que já estavam em 5 e perguntou se tinha alguem viajando sozinho. Como eu estava, fui para esse grupo e adivinha a nacionalidade de todos eles? Sim! Brasil. O 4x4 era perfeito, espaçoso, mais novinho que os outros, demos sorte. O guia foi um amor nesses 3 dias, chama Jesus, procurem por ele quando fizerem o passeio.

Começamos o passeio pagando a entrada da Reserva Eduardo Avaroa, que fica no deserto de Siloli (150 bs). E nessa reserva que ficam todas as lagunas do passeio. Eles tem dão um papel que vc precisa apresentar quando estiver saindo da reserva no dia seguinte, senao dá B.O., te fazem pagar os 150bs de novo.

A primeira parada é na Laguna Blanca e por mais que vc pesquise e veja fotos, não tem como não se impressionar quando está ali, frente a frente. É inacreditável. A água estava congelada e umas vicunhas patinavam nela.

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Continuando o passeio, a proxima laguna, logo ali perto é a Laguna Verde. Ela fica bem verde devido a uns sedimentos que tem na água. O guia disse que é altamente tóxico e não há nenhum tipo de vida nela. Quando chegamos a laguna tava meio cor de nada, depende do sol, parece que quanto mais forte e sem nuvens, mais verde fica. É pequena, comparada com a Blanca, mas a presença do vulcão Licancabur ao fundo, faz ela ficar mais linda.

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Proxima parada: Deserto de Dali. Ainda é o deserto de Siloli, claro, mas a semelhança com as obras do pintor surrealista nao é mera coincidencia. E haja nariz pra ficar lá. É extremamente seco. Só terra e mais terra.

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De lá seguimos para o Terma de Polques, uma piscina natural com água quentissima. A principio nao ia encarar entrar devido ao fro, fiquei andando pela Laguna, mas depois que coloquei a mão naquela água quentinha nao deu outra. Perfeito! Tem um cheirinho de enxofre, mas tudo bem. É bom já ir com biquini por baixo. Como eu tinha certeza que nao iria, ja que nao encarei os terma do Tatio, perdi um tempinho colocando ele. Paga 3bs pra entrar e não é aconselhavel ficar muito tempo. Minha pressão caiu muito quando saí do termas, foi um pouco dificil colocar a roupa.

Depois fomos para os Geiseres Sol da Mañana. Desci do carro e senti muuuito cansaço. Se me lembro bem, esses geiseres ficam a 4.800m, ventava muito, a fumarola tinha um cheiro bem forte e estava muito frio. Nem se compara com os geiseres do El Tatio. É bem pequeno.

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Seguimos para o refúgio para almoçar. Imaginei uma precariedade, mas oh lugar ajeitadinho! Nosso quarto tinha 6 camas com muitas cobertas. Imaginei que ia ficar num refúgio igual Salkantay, barracas com sacos de dormir! Me surpreendi.

O almoço estava uma delicia. Coca-cola, salsichas, pure de batata, arroz, salada, tudo feito ali no refugio pelas cozinheiras. Soube mais tarde que é o próprio guia que compra a comida do grupo que tá levando. Deixamos nossa mochila no quarto, descansamos um pouco e seguimos para Laguna Colorada. A Laguna mais linda de todo o passeio, pra mim mais lindo que o deserto de Sal. Ela tem uma coloração avermelhada devido a umas algas que nascem nela. Milhoes de flamingos povoam a laguna, que adquirem um tom rosado devido a se alimentarem dessas algas. Passamos 2h facinho admirando a laguna, Jesus nem fez pressão pra irmos embora, gente boa demais. Acho que fomos os ultimos a deixar a Laguna, ela era encantadora. E só fomos embora pq fazia um frio da poha, uma ventania e ja estava escurecendo. Aquilo a noite deve ser impossível achar o caminho de volta pro refúgio. Milhoes de fotos e nenhuma expressa o espetáculo que é essa Laguna. E ficou impossivel escolher só uma foto!

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Voltamos pro refúgio. Esperamos um tempinho até o jantar ficar pronto. Pudemos carregar as baterias de cameras e celulares. Tinha uma tomada só com um T, deu pra carregar de todo mundo. Disseram que a energia eletrica so funcionaria por 2h. Jantamos, sopa, macarrão e tinha até sobremesa. Tomamos banho de lenço umedecido pq não tem chuveiro nesse dia. Nesse dia, o refugio fornece sacos de dormir. A nossa agencia WWT) ja inclui o saco de dormir no preço, outras tem que pagar a parte. Usei o meu que tinha levado. Passei até calor. Um rapaz do meu grupo nao conseguiu dormir nele, no meio da noite resolveu dormir so nos cobertores mesmo.

Fizemos uma horinha, conversamos, até que as luzes apagaram de repente. Durou bem mais que 2h, mas ainda era muito cedo, tipo umas 21h. Conversamos no escuro e por fim tentamos dormir. A altitude ainda era muito alta, tem gente que nao consegue dormir direito, mas eu dormi como um bebê.

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Eu dormi muito bem mas não digo o mesmo dos meus companheiros de viagem.

A altitude pega pesado e as 5h da manha um deles simplesmente nao conseguia ficar mais deitado e foi andar naquele frio congelante do deserto.

Uma das meninas tinha entrado de maiô no Termas de Polques e deixou o maiô pendurado no corredor em frente ao nosso quarto. O maiô simplesmente pedrificou!! Foi muito engraçado! Nosso guia Jesus disse que a temperatura de madrugada foi em torno de -15. Não acreditei muito, -15 é negativo demais ne? Mas tenho que lembrar que estávamos no começo do inverno, vai saber...

Tomamos café, tinha até panqueca e doce de leite, arrumamos nossas mochilas e #partiu!

Esse 2º dia no Uyuni é bem cansativo. As atrações estão distantes uma da outra então passamos muito tempo dentro do carro.

A primeira parada é ali na Laguna Colorada, só que no mirante. De cima dá pra ver o tanto que ela é enorme.

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Continuando a viagem temos um longo caminho até a Arbol de Piedra. Parece que foi esculpido, pq é incrivel que uma pedra se torne daquele jeito somente pela ação do vento. E como nao cai?

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Mas nao é só ela. Tem várias outras formações e pode escalar. Menos na Arbol de Piedra, essa nao pode nem chegar perto.

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Saindo daqui fomos para as lagunas altiplanicas. Um sacolejo do cão e um caminho que nao terminava nunca!

Não to reclamando, a paisagem era magnifica, mas so de pensar nos chacoalhos, me dá um enjoo....

A primeira laguna é a Honda. E a outra chama Hedionda. kkkkkkkk Eu ria muito dos nomes. Elas sao um pouco parecidas. Em ambas estavam congeladas. Um ou outro flamingo patinava na laguna.

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Almoçamos ali perto, a céu aberto. Arroz, atum, milho, tomate e coca-cola. Simples, mas a gente tava morrendo de fome e parece que esse foi o melhor almoço dos 3 dias!! Tava muito gostoso! Enquanto o guia preparava a gente ficou vagueando ali perto. Os grupos de outras agencias tambem almoçaram la. Dá pra conversar com muita gente.

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O proximo destino, nao lembro bem se chama Laguna Negra ou Cañapas, fica muito longe. Dá pra dormir um pouquinho. Fiquei muito triste quando vi essa laguna. O guia disse que era a ultima que veriamos e as lagunas eram a melhor parte da viagem! Tiinha uns patinhos pretos nadando nela que Jesus disse se chamar patos reais. Eram tão bonitinhos que eu queria muito um pra mim. Foi nessa laguna que eu compreendi pq tanta gente volta pra fazer essa travessia. Pensava comigo: quem vai querer passar por frio, desconforto novamente? Mas tá explicado. Ahh Potosi, que incrivel vc é.

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Voltando ao carro, desabei. Nem é um trekking, mas eu sentia tanto cansaço, tanto.... A proxima parada era o mirador do volcan Ollague. Só um rapaz saiu do carro. Eu nao tinha força nem pra abrir a maçaneta. Os outros 4 companheiros também nao. Vimos o vulcao da janela do carro mesmo.

 

Passamos pelo Salar de Chiguana onde fiz uma coisa que eu queria muito! Deitar em uma linha de trem!!! ::hahaha::

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Depois passamos pelo povoado de San Juan onde Jesus mora. Ele disse que dorme em casa 2x na semana. Uma nesse dia, quando ele traz pessoal do Chile. E no dia seguinte quando o termina o passeio, pq logo no outro ele leva o pessoal que parte da Bolivia. Fiquei pensando como aquilo era cansativo. Eles nao tem descanso.

Paramos num mercadinho onde usei o banheiro por 2bs. E partimos para o Hostel de Sal.

Que é tudo feito de sal! Chão, paredes, bancos, camas! Os quartos tem 2 camas de solteiro e alguns tem uma cama de casal. Tomamos chá e biscoitos no café e fomos arrumar nossas coisas no quarto. É muito estranho andar por aquele sal. É diferente, mas nao gostei. Suja tudo, sapatos roupas, parece que entra sal em tudo que é lugar.

E logo depois fui encarar fila pra chuveiro. Disseram que o banho era coisa de 5 minutos no maximo, mas eu queria muito lavar o cabelo, que tava parando em pé de tanta areia de deserto. Fiquei com receio da agua ser desligada no meio do banho, mas deu tempo! Nunca lavei cabelo tão rapido.

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No hostel tem tomadas pra carregar eletronicos e luz 24h, mas nao tem tomadas nos quartos. Tem que carregar onde todo mundo toma café e janta. Por sorte meu celular estava bem carregado, pois nao queria ficar de babá não.

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Nossa janta tava gostosa. Sopa, uma especie de risoto com carne, cebola frita, batata frita, ovos e um vinho. Eu acho que o vinho era boliviano, não é la essas coisas, mas foi muito divertido! Chamamos Jesus para jantar com a gente e ele nao quis de jeito nenhum. Tivemos que fazer a maior chantagem pra ele nos acompanhar, arrastamos ele pelo braço e foi ai que percebemos o tanto de olhares atravessados de quem trabalha no hostel: Éramos o unico grupo em que o guia jantava com a gente. Sei lá, acho que é proibido isso, mas nao íamos deixar passar nosso guia era tao gente boa e nao podia nem jantar com a gente! Enchemos o prato dele, enchemos o copo, brindamos, pedimos pra ele contar sua historia de vida, por sinal muito triste. Contou até de quando a mãe morreu e foi tão triste que ficamos todo com o copo no ar, boca aberta sem saber o que falar de consolo. Ainda bem que ele disse: chega de falar de coisa triste, vamos falar de amanha. Ainda bem! Pq se ele começasse a chorar, a gente ia chorar também sem saber o que fazer.

O dia seguinte era: acordarmos as 7h e ir pro Salar. OU acordarmos as 4h30h e ver o nascer do sol.

Por sorte, todos nós 6 concordamos em acordar as 4h30.

Passou um tempinho ele despediu e foi embora. Usei meu saco de dormir. Não estava tão frio quanto a noite anterior, passei até calor, mas nao encarei aquelas cobertas do hostel. Tava com cheirinho ruim.

Povo das outras agencias também nao demorou a dormir. Lá pelas 22h todas as luzes estavam apagadas.

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