Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Peça ajuda, compartilhe informações, ajude outros viajantes e encontre companheiros de viagem!
    Faça parte da nossa comunidade! 

Entre para seguir isso  
Thaís Liege

12 dias em Cuba - Viagem com gastos para 4 pessoas - Havana, Viñales, Trinidad, Remedios, Cayo Santa Maria, Varadero.

Posts Recomendados

Depois de tanto protelar, venci a preguiça e vim postar o relato da viagem que fiz à Cuba em fevereiro de 2016 com minha irmã e dois amigos, sendo que um deles conhecemos apenas no aeroporto de Havana.

Como estão brotando relatos sobre Cuba, vou tentar apenas acrescentar informações, pro relato não ficar muito grande.

 

Acho que de um modo geral, esse relato valerá mais pras pessoas que vão em grupo de três ou quatro pessoas, porque nossos deslocamentos foram feitos somente com o uso de táxis, já que o valor dividido era bem mais em conta que se cada um pagasse passagens de ônibus.

 

Nosso roteiro foi o seguinte:

- 10/fev: saída do RJ às 13h30. Conexão de 2h no Panamá. Chegada no aeroporto de Havana, por volta das 21h30;

- 11, 12 e 13/fev: Havana;

- 14/fev: viagem e chegada em Viñales;

- 15/fev: viagem e chegada em Trinidad;

- 16/fev: Playa Ancon;

- 17/fev: viagem a Remedios, com parada em Santa Clara;

- 18/fev: Cayo Santa Maria;

- 19/fev: Varadero e retorno à Havana;

- 20, 21 e 22/fev: Havana;

- 23/fev: Saída de Havana às 5h, conexão de 12h no Panamá;

- 24: chegada às 7h30 no RJ.

 

PASSAGENS

-Pagamos R$ 1.100,00 ida e volta com saída do RJ, em uma promoção da Copa Airlines.

-Aconselho a cadastrarem o seu e-mail no site deles, pois foi assim que fiquei sabendo da promoção.

 

VISTO

-Compramos no portão do nosso embarque com o pessoal da Copa. Custou U$20.

-Eu não tenho certeza, mas disseram que eles não dão troco, então preferimos comprar alguma coisa no duty free pra levar o dinheiro já trocadinho.

-Acho que é meio evidente, mas guarde a metade da sua Tarjeta. Você precisará apresentá-la em sua saída do país.

 

ATESTADO DE VACINA INTERNACIONAL E SEGURO SAÚDE

-Não nos pediram isso em nenhum momento da viagem.

 

DINHEIRO E CÂMBIO

-Levei $750 euros , o que deu por volta de $812 CUC e foi o suficiente pra minha viagem e ainda sobrou uma quantia considerável.

-Quando você chegar em Havana, existem Cadecas do lado de fora do aeroporto. Fui informada que elas funcionam até a 1h e voltam a abrir às 3h.

-Aconselho a pedir para as atendentes recontarem a quantia quantas vezes você achar necessário, porque eu acho, frise-se, ACHO, que me voltaram quantia a menos. De qualquer forma, é bom ter atenção.

-Na volta, você só poderá trocar os seus CUC's depois que você passar pela imigração. A Cadeca fica no mesmo local da lanchonete e próximo aos portões de embarque.

-Procure ficar apenas com notas de CUC, pois a atendente da Cadeca se negou a trocar as minhas moedas. Resultado: mesmo comprando café, água e um monte de coisa na lanchonete, voltei com $2 CUC de recordação.

-Dentro da cidade de Havana é fácil encontrar Cadecas pelas ruas. Já nas outras cidades eu não tenho conhecimento, porque troquei todo meu dinheiro no primeiro dia, só usando as Cadecas pra trocar CUC por CUP.

-Troquei uns $15 CUC por CUP pra comprar comida de rua.

-Não usei CUP pra dar as famosas propinas, para isso, usei centavos de CUC. Fiz isso porque as pessoas ficavam me olhando com cara de reprovação quando dava CUP e eu me sentia mal :(

 

AEROPORTO

-Sim, é bem diferente. Na chegada você vai enfrentar uma fila bem estranha pra passar pela imigração.

-Procure os guichês da esquerda. Parece que os da direita são para pessoas que participam de cruzeiro, ou algo do tipo.

-Depois da imigração terão médicas da vigilância sanitária que poderão, ou não, te abordar. Se elas te abordarem, você precisará preencher um formulário comunicando o seu estado de saúde e o local em que você se hospedará. Ou seja, você deverá ter o endereço certinho de onde você ficará (obs: todos os endereços de lá são dados com o nome da calle, nº e entre quais calles o local fica).

- Você poderá esperar horas para pegar a sua mala na esteira. Nós demoramos cerca de 2h pra pegar as malas de todo mundo.

- Na volta você perceberá mais claramente a diferença do aeroporto de Havana pra qualquer outro do mundo. As lojas de marcas desejadas são substituídas por lojas de souvenir que você encontra em qualquer esquina de Havana e eu não encontrei um lugar pra tomar café enquanto aguardava liberar o check in :/

 

VESTUÁRIO

-É surpreendente, mas leve umas duas calças e dois casaquinhos ou blusa pra Cuba. Quando fomos, uma massa de ar fria estava sobre a ilha, então passamos um pouco de frio quando chegamos. Graças a Deus não durou muito, mas percebi que independente dessas viradas de tempo, a noite em Cuba pode ser bem fresquinha.

 

COMIDA

A alimentação deles é bem parecida com a nossa, mas com algumas diferenças.

O feijão deles, por exemplo, é preto e já vem junto com o arroz, sem aquele caldinho grossinho de que tanto gosto :(

Eles também são apaixonados por inhame e banana verde fritos. Me apaixonei também <3

 

Durante toda a viagem, preferimos tomar café em cada uma das casas, pular o almoço, fazer um lanchinho a tarde e depois jantar. Não sofri nada com essa estratégia e economizei bastante!!

Escolhemos restaurantes na calle obispo ou então os próximos à Catedral.

Só jantamos um dia em uma casa recomendada pelo Oscar, nosso anfitrião em Havana e confesso que foi o melhor jantar da viagem... chegamos e já nos ofereceram um drink, teve entrada que parecia o jantar, com berinjela recheada com pescado, inhame frito e mais uma coisa que eu não me lembro embebido em mel. Prato principal com carneiro, arroz, feijão com caldinho (delícia) e uma saladona!!

Depois veio a sobremesa, com flan, sorvetes e geléias caseiras.

Quando achamos que tinha terminado, ela veio com um café delicioso (cuba tem uma grande plantação de café arábico) pra despertar.

Aí, pra arrematar, deu um licor maravilhoso pra mim e pra minha irmã e rum pro nosso amigo e pro Oscar, com direito a charutos pra quem quisesse relaxar mais um pouco.

Isso tudo por uma bagatela de $8 CUC por pessoa... gostamos tanto que resolvemos dar um pouco mais pra ela, porque o jantar foi mesmo espetacular.

Se ficar no Oscar, peça pra ele te recomendar onde comer, o café em Vedado também foi muito bom. A entrada no local é de $10 CUC. Entretanto, seu consumo tá dentro desse valor. Ou seja, se você consumir até $10 CUC, não paga nada a mais. Minha conta deu isso e eu comi um Hambúrguer tamanho, gostosura e estilo Madero, bebi um Mojito e pedi sobremesa.

 

Afora esse jantar na casa recomendada pelo Oscar, o segundo melhor jantar em linha sucessória foi o que comemos na estrada entre Remedios e Santa Marta (sim, comemos em restaurante de beira de estrada em Cuba e não passamos mal). O melhor camarão da viagem!!

Depois vem o que comemos em Viñales, mas acho que na memória ele não ficou tão bom por conta a cobrança dos sucos e sobremesas por fora :/

 

-Não tenha medo de comer na rua, mas não seja inconsequente. Comemos frango frito com banana verde, biscoitinhos, sanduíche e suco, todos vendidos na boulevard que fica na rua de cima da casa do Oscar e não passamos mal. Mas se você ver algo meio suspeito, não coma. Mas acho que isso vale pra qualquer comida de rua em qualquer lugar no mundo.

 

SOUVENIR

Não compre na calle obispo e muito menos em outras cidades, o melhor local que encontramos pra comprar lembrancinhas foi no Mercado de San José. É um barracão enorme, que fica bem longe do Parque Central, em Havana Vieja (dica: pegue o Paseo del Prado até o Malecón, lá você vai encontrar uma placa com a localização de vários pontos turísticos, entre eles, esse Mercado).

Ele tem grande quantidade de artesanato, desde pinturas, até figuras entalhadas em madeira, chaveiros, caixinhas pra guardar o puro camisetas e tudo o mais. Chegamos a comprar 33 chaveiros por $10 CUC, 12 carrinhos/aviões/taxi coco por $12 CUC, entre outras coisas. Acho que ali você só não encontra charutos e rum, de resto, pode comprar todas as lembrancinhas por ali mesmo.

 

CHARUTOS E BEBIDAS

Para charutos, falem com o Oscar, ele saberá o que recomendar :3

Já para as bebidas, vá até uma loja que fica em uma portinha ao lado da Floridita, compramos 4 garrafas de rum por menos de $25 CUC.

 

HOSPEDAGEM

-Prefira sempre se hospedar em casa de particulares. Essa é uma dica que eu não me canso de repetir. A experiência é outra!!

 

Dadas as dicas, vou contar um pouco de casa cidade e sobre as casas em que ficamos.

 

HAVANA

Não fizemos muita coisa. Na verdade, foi uma vergonha, não visitamos quase nada de museus, mas sabe aquela impressão de que você aproveitou bem??

Apesar de não ter ido em muitos lugares, recomendo os que fui...

 

- Palacio de Los Capitanes Generales: irá te tomar umas 2h, sendo um museu bem bonito e tendo vários itens em exposição. Não sei se isso é frequente, mas duas das guias nos explicaram algumas coisas, mesmo que não tenhamos pago pelo trabalho delas.

 

598dd54f0de8e_palaciogenerales-TLphotos.jpg.b112bd16ad70338f2f35580eec7311bb.jpg

 

 

- Plaza de La Revolución: na verdade, eles chamam de outro nome essa praça. Andamos muito até descobrir que estávamos perguntando de um lugar, achando que era outro. Infelizmente não lembro o nome pelo qual chamam essa praça, mas é só dizer que é onde tem o monumento a José Martí e os murais do Che e do Fidel que eles saberão qual é.

Vão durante o dia nessa praça, sério!

Fomos a noite e ela não tem nenhum atrativo. De verdade, o mural não fica tão legal a noite. Ficamos cerca de 30 min. lá e foi muito. Parece que durante o dia dá pra subir no monumento do José Martí. Infelizmente não pudemos comprovar.

 

598dd54f76c13_muralche-TLphotos.jpg.fe1df47bc70559430d589fbca8dac623.jpg

 

 

- Teatro Alicia Alonso: não confunda o Teatro Nacional de Cuba (próximo à praça com os murais e o monumento) com o Teatro Alicia Alonso, que fica do lado do Capitólio. Esse teatro tem uma arquitetura maravilhosa e a sala de espetáculos é linda. Fiz o passeio guiado durante o dia, parece que tem valores diferentes pra ser acompanhado por uma guia, mas eu paguei a entrada normal e ganhei a visita guiada da mesma forma. Pra mim valeu a pena.

Pelo que eu entendi, na sala principal só tem espetáculo de dança. Quando fui, estava tendo uma série de apresentações com o ballet nacional, só que custava $30 CUC e eu não estava em condições.

Então descobri que também estava tendo um concerto.

Apesar da sala apertada, foi maravilhoso!!

Era homenagem de uma maestra e teve apresentação de vários tenores. Aconselho a procurarem esses programas alternativos do teatro, pois também valem a pena.

 

598dd54fd735a_teatro-TLphotos.jpg.c21da1f664a491a8974aa29ee32ff266.jpg

 

 

- Museu da Revolução: se você não gosta de ler, nem perca seu tempo, o museu é cheio de notícias e tendo um item ou outro ligado a Revolução.

Acho que dá pra reservar umas 3h pra poder ver o museu com cuidado, mas sem se demorar muito. Uma coisa que eu gostei bastante, além de todo aquele nacionalismo revolucionário, é claro, foram das salas e salões vazios, recriando o estilo europeu e tudo com um ar meio bucólico. Fiquei imaginando quais eventos eram sediados ali.

Enfim, como uma interessada em história, recomendo muito esse museu!!

 

598dd5512160e_museurevoluo-TLphotos.jpg.611ed6761610cb21167f85b11a7b5615.jpg

 

 

- Museu Nacional de Belas Artes: só vimos o de arte cubana, porque o de arte universal estava fechado. Uma pena.

Esse museu com certeza é daqueles que eu recomendo para qualquer um. De verdade, acho que foi o museu que eu mais gostei!!

Você vê os variados estilos, alguns com clara influência européia, mas alguns bem diferenciados. Também havia exposição de fotos e algumas mostras bem interessantes.

Uma dica importante é que você comece pelo terceiro andar, pois é nesse andar que você ficará mais tempo. Eu comecei pelo segundo e não deu tempo de ver o terceiro com a tranquilidade que eu queria. Além disso, quando estava indo embora, descobri que deixei de ver uma galeria inteira :/

Por causa disso, eu digo pra você reservar umas 5h pra ver o museu de cabo a rabo. E não é exagero!!

Ahhh... o museu só abre às 10h.

 

598dd5564c340_museubelasartes-TLphotos.jpg.8c80a6cc824b55565602de90121abebf.jpg

 

 

- Casa do Che: na verdade eles conhecem esse museu como o quartel general do Che e fica do outro lado da Baía. Não tem muita coisa pra ver, mas é imperdível pra quem se interessa pela Revolução. É meio louco você pensar que tá no mesmo lugar em que o Che estava, onde ele traçava estratégias para auxiliar na revolta na Bolívia. Cara, é uma outra atmosfera... além de ter a maior compilação de fotos sorridentes do Che!!

Além disso, fica perto do Cristo de Havana, onde tem a melhor vista da cidade. Nem do Castillo era tão boa!!

Por lá ficam alguns outros museus e exposições, mas não entrei nesses.

 

598dd55b9eb6c_casadoche-TLphotos.jpg.8104c1501c041ee7499d919dcce68118.jpg

 

- Fortaleza de San Carlos de la Cabaña: fica próximo à Casa do Che, mas nem tanto. Em geral, eu gostei. Uma vista muito bonita, vários canhões e alguns cômodos bem estranhos e até claustrofóbicos.

Pra mim valeu a pena, já minha irmã não gostou muito.

 

598dd55e4a32b_lacabaa-TLphotos.jpg.bb4ec4c7943559d3903c71bd9dcb5476.jpg

 

 

- Plaza de la Catedral: uma praça bem lindinha, com uma igreja maravilhosa e restaurantes por perto. Tivemos sorte de pegar a celebração de uma missa, com todos os rituais inclusos. Uma coisa sem igual!!

Vale uma passadinha e talvez até um jantar em um dos restaurantes que tem por ali.

 

598dd56044172_catedral-TLphotos.jpg.c2c551bd6db82427034a4b1f829aeb39.jpg

 

 

- Plaza Vieja: gostei mais dessa praça do que a da Catedral, principalmente por conta do café Escorial, adorava ir lá, tomar um café, comer alguma coisa e ficar olhando aquela escultura de uma mulher nua, sentada nas costas de um galo, com um garfo na mão... wtf(?) sério, aguém sabe porque a França deu aquela escultura de presente pra Cuba?

De qualquer forma, era um lugar que virava e mexia eu tava passando, se tornou um dos meus lugares favoritos na cidade, junto com o Malecón. Tanto o é que nem perdia tempo tirando fotos, não tenho foto nem do monumento do galo hahahahahaha

 

598dd56071be8_plazavieja-TLphotos.jpg.cf8814b94e5966ccedbefdda1ec9cd57.jpg

 

 

- Calle Obispo: grande concentração de turistas, restaurantes, lojas de souvenir, livrarias e sebos. Recomendo que passe boas horas ali, andando pra cima e pra baixo até encontrar um restaurante ou café agradável, que tenha boa música, ou então que que vá aos sebos ou nas bancas dos ambulantes, onde você encontrará jornais históricos, broches e todo o tipo de lembrança. Só não recomendo que compre souvenir por ali, porque são mais caros que na feira de que eu falei.

Se você é igual eu e gosta de comprar livros em cada lugar que visita, a dica é que compre nas livraria do Estado. Tem duas delas no início da Obispo, perto da Floridita. O preço não é tão convidativo quanto eu pensava, mas eu preferi comprar lá do que dos ambulantes.

 

598dd55fbaf58_obispo-TLphotos.jpg.eaaff375a145a134a68d18fa0080d747.jpg

 

 

- Paseo del Prado: ruazinha charmosa, que liga o parque central ao malecón. Adorei caminhar por ali, com os piá andando de skate ou jogando bola, ambulantes mais tranquilos e pessoas simplesmente caminhando despreocupadas.

 

598dd55fc1e55_paseodelprado-TLphotos.jpg.a111827a20d00fae49bbb5c67d531fb9.jpg

 

 

- Malecón: ponto obrigatório pra apreciar um pôr do sol. É a orla maravilhosa de Havana, onde carros antigos, músicos e um farol fazem você desacreditar que está em Havana e vendo tudo aquilo.

Uma coisa meio chata é que se você for mulher e estiver desacompanhada, não terá muito tempo de paz pra apreciar aquilo. Parece que é o ponto principal de "paquera" hahahahahha

 

598dd55fe801a_malecn-TLphotos.jpg.4d5013a608f6b84d2116368bc0fe8d6f.jpg

 

 

Passamos por outros lugares, mas esses são os mais pontuais.

Todo o tempo que ficamos em Havana, nos hospedamos na casa do Oscar, que é engenheiro elétrico e já trabalhou para o governo. Oscar é muito gente boa e nossa viagem não teria sido tão boa sem ele.

Foi o Oscar quem nos ajudou a montar o roteiro da viagem, quem reservou as casas em cada cidade e também os táxis de cada trecho. Ele viajou com a gente pro Cayo Santa Maria; nos ensinou a andar de taxi coletivo; nos levou pra assistir um dos melhores espetáculos de jazz que já vi, num café bem estranho no Vedado; e por fim, recomendou e foi jantar com a gente no que foi o melhor jantar de toda a viagem!!!

Além disso tudo, o Oscar é um cara super politizado, meio que alugamos ele pra perguntar sobre a realidade de Cuba, tanto na política, quanto na cultura. Enfim... recomendo e com certeza, se voltasse pra Havana, ficaria na casa dele.

Ahhh... quem for ficar na casa dele, fala comigo depois. O Oscar disse que lá eles tem um grande problema pra encontrar resistência pra chuveiro, como ele é engenheiro elétrico, até consegue dar jeito. Daí eu tirei algumas fotos pra quem for, levar pra ele, que ele paga!!

 

A localização da casa é muito boa. Próximo ao Capitólio, Teatro, Paseo del Prado, Calle Obispo,...

 

email: [email protected]

 

Valor da diária por quarto: $25 CUC para duas pessoas e $30 CUC para três.

Café da manhã: $3 CUC.

 

No total, foram esses os gastos que tivemos em Havana:

 

Táxi do aeroporto de aeroporto para a casa do Oscar: $25 CUC dividido em 3;

Diária: $25 CUC quarto para duas, $30 CUC quarto para 3;

Café da manhã: $3CUC;

Entrada para o Palacio dos Capitanes Generales: $3 CUC;

Táxi para a Praça da Revolução: $14 CUC, dividido em 3, ida e volta;

Visita teatro: $5 CUC;

Concerto: $10 CUC;

Táxi para o Museu da Revolução: $14 CUC, dividido em 3, ida e volta;

Entrada para o Museu da Revolução: $8 CUC;

Entrada para Museu de Belas Artes: $5 CUC;

Livro Alejo Carpentier: $10 CUC

Livro Leonardo Padura: $25 CUC;

Jantares: não passaram dos $15 CUC;

Lembrancinhas: $50 CUC.

 

 

Aqui vou colocar mais algumas fotos de lá.

 

598dd560aa522_calles-TLphotos.jpg.400334853a4c815c87e0dfe5ee2fefa6.jpg

 

598dd560b780e_calles2-TLphotos.jpg.44af974b9a5bcccd77ae4544781799c3.jpg

 

598dd560be3e9_calles3-TLphotos.jpg.7c3a09f33a3f08a94c6191111db7706b.jpg

 

598dd560c68a6_carros-TLphotos.jpg.5c48807bdf968cb01a960196ab4ce9cb.jpg

 

598dd561dd1fb_parquecentral-TLphotos.jpg.a383de498db9149b3661c0c2cf17323f.jpg

 

598dd56212cb1_parquecentral2-TLphotos.jpg.377263c9b5abde0f96729964887fc00e.jpg

 

598dd561e928e_malecn2-TLphotos.jpg.624f6599b569405f4d5234f83288f804.jpg

 

598dd561ef055_mximogmez-TLphotos.jpg.dcd26b8ee3f10049c14eb990c503c2a4.jpg

 

598dd56207ee7_museurevoluo2-TLphotos.jpg.663457500817890f411e9d18a8b51b42.jpg

 

598dd5620cd07_museurevoluo3-TLphotos.jpg.50fd519054e8a99affd0647c1e0c1721.jpg

 

598dd56217631_senhora-TLphoto.jpg.62e1a198383b24449cba3b5035ecf475.jpg

 

598dd5621bc75_sr-TLphotos.jpg.e49ecde7a8974a4d271b6798e59bfe41.jpg

 

598dd56220553_vistahavana-TLphotos.jpg.d4d898b25fb1d0c307815a33504155b5.jpg

 

 

Pra não ficar muito grande, vou postar separado cada uma das cidades!!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

VIÑALES

 

Saímos de Havana lá pelas 8h e chegamos ainda de manhã em Viñales. Fomos recebidos por Juan e Magalys e logo arrumamos um passeio a cavalo pra fazer, sorte que eles tinham alguns chapéus e bonés pra nos emprestar, porque o sol tava impossível!!

O nosso guia era o Papito, um cara muito gente boa e cheio das malandragens hahahahah

os cavalos dele, como ele afirmava, eram todos "semi-automáticos", incrível como eles sabiam o caminho, o nosso único trabalho era pedir a Deus que não caíssemos hahahaha

 

Primeiro fomos até uma fazenda de tabaco.

 

598dd5623e49e_fazendatabaco-TLphotos.jpg.2a8dc9f9fda2a952d8242bd030630ebf.jpg

Um lugar lindíssimo!!

Um dos donos veio nos explicar o processo de produção de um charuto, desde a plantação. Não nego que metade daquilo tudo não prestei atenção, isso porque o charuto de cortesia e o mojito que compramos já estavam fazendo efeito! hahahahahah

Um importante conselho é NÃO TRAGUEM O CHARUTO! Um dos meninos tragou e a próxima cena que eu me lembro é dele com a cabeça sendo lavada dentro do tanque hahahahahah

Nessa fazenda nós compramos mojitos, um rolo com 20 charutos e cada um de nós, além do charuto que apreciamos ali, ganhamos um outro.

 

Depois nós fomos até uma fazenda de café. Eles plantam no alto das montanhas, porque o café arábico precisa de altitude pra poder crescer. Por mais interessante que seja a questão de se plantar e colher no alto de uma montanha, o principal foram os moradores da fazenda.

 

598dd562441fe_fazendacaf-TLphotos.jpg.b7c65913ca74bf9f15b927c30420b0e4.jpg

Pedimos um café e bebemos conversando com eles. Ficamos um tempão falando sobre futebol!!

Os caras são umas figuraças. Se chegarem a passar por lá, fiquem conversando com eles por um tempo, vocês não vão mais querer sair de lá!!

Ficamos um tempo, bebemos café, compramos mais um pouco em pó pra trazer pra casa e então partimos para os nossos cavalos "semi-automáticos"!

 

Cavalgamos então até uma caverna, não me lembro o nome dela, mas pra quem gosta de espeleologia, ela é um prato cheio. Quem faz esse passeio é um guia diferente, que nos mostra as várias formações rochosas, as colunas formadas pelo encontro de estalactites e estalagmites e onde o rio passa quando é época de chuvas.

 

598dd5624a134_caverna-TLphotos.jpg.1e752c3e1343f28f99f15444c337e34b.jpg

No fim da caverna, no teto, o guia mostrou uma formação rochosa que parecia a cidade de Havana de cabeça pra baixo. O passei foi por pouco tempo, mas vale a pena.

 

Indo para o fim da viagem, fomos para uma lagoa.

 

598dd5624f780_lagoa-TLphotos.jpg.c19c0fbf32cf077326535cfb2d7e21a1.jpg

É possível entrar nela e descansar por um tempo, pra depois retomar a cavalgada até retornar à cidade.

 

De volta à casa de Juan e Magalys, nos despedimos de Papito e pedimos a direção do Parque que foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco.

 

598dd56254b6e_parque-TLphotos.jpg.195f1ca62dfef054461186354fda306c.jpg

Dá uma caminhada boa até o parque, que tem proprietário. Esse proprietário fica em uma vendinha que é caminho até a Cueva de la Vaca, uma caverna que fica quase no topo de umas das montanhas e que tem uma espécie de mirador, com a melhor vista da cidade. Apesar de o proprietário dizer que não é obrigatória a compra, ficamos meio envergonhados de não comprar nada. E foi até bom, afinal, precisávamos de água pra conseguir chegar até lá em cima.

 

Voltando pra casa de Juan e Magalys, nós só tínhamos forças pra jantar e ir dormir, afinal de contas, estávamos exaustos e no outro dia iríamos fazer uma viagens de cerca de 8h para Trinidad.

 

Como eu disse, ficamos na casa de Juan e Magalys, que são uma amorzinho de casal. A noite, quando fomos dormir, espiamos e os dois estavam assistindo juntos a novela, cada um em sua respectiva cadeira de balanço <3

Também conhecemos a nora deles, um amor de pessoa, que gosta de interagir com os hóspedes.

Apesar de eles terem cobrado os sucos e sobremesas a parte, sem ter avisado, eu gostei bastante dessa casa, do passeio, da cidade, de tudo!!

 

o e-mail deles é: [email protected]

A diária era de $25 CUC o quarto.

 

Esses foram os nossos gastos:

Viagem à Viñales: $92 CUC, dividido em 4 pessoas;

Diária: $25 CUC o quarto para dois;

Café da manhã: $4 CUC;

Passeio a cavalo com guia: $20 CUC cada um;

Charutos: $80 CUC, 20 charutos;

Café: $2 CUC;

Pó de café: $7 CUC;

Passeio na Caverna: $6 CUC

Jantar na casa: $15 CUC;

Água: 1 CUC;

Jarras de suco e sobremesa: não anotei :(

 

Mais algumas fotos de Viñales:

 

598dd5625a369_fazendatabaco2-TLphotos.jpg.ec03d085ad81ee3da10489d87ce9f220.jpg

 

598dd5625f833_viales2-TLphotos.jpg.e9f3a7ea44aaf630f8780d76897027c0.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

TRINIDAD

 

De Viñales até Trinidad foram umas 8h. Primeiro pegamos uma van, que dividimos com uns 14 outros viajantes.

No primeiro ponto de parada nós trocamos de carro e pegamos um táxi coletivo que cabiam 7 pessoas tirando o motorista :o

 

598dd562cc3eb_taxicoletivo-TLphotos.jpg.6d2a1c05eb072578158f77269b84faa7.jpg

 

Depois fizemos mais uma parada pra comer e lá pelas 17h chegamos em Trinidad.

Fomos recebidos pela Teresa e pela ajudante dela, de quem eu não me lembro o nome, mas que foi uma das melhores pessoas da cidade. Ela era muito engraçada e atenciosa!! Sabe aquelas cenas que a pessoa vai passando na rua e vai cumprimentando todo mundo? Ela era assim, ia cumprimentando com acenos, com beijinhos, aperto de mão e sempre virando pra gente e falando "esse é pintor", "esse é taxista"... hahahahaha, adorei ela!!

Nós ficamos divididos, eu e minha irmã na casa da teresa e os meninos na casa da prima dela. A noite fomos jantar na casa dela e depois saímos para a Casa de la Musica, que não era tudo o que dizem... tomamos um mojito e quando deu 23h, fomos para o Disco Ayala, a balada na Caverna.

Acho que o problema é que fomos na segunda-feira, mas só tinha gringo!! Ao menos foi engraçado, porque ninguém sabia dançar, tirando os dançarinos que estavam lá pra não deixar a balada morrer hahahahahah

 

No outro dia fomos para o Museu Municipal.

 

Trinidad foi uma cidade super importante por causa do seu litoral, sendo atacada por piratas e sendo importante pra Revolução. Dá pra subir uma escadaria meio perigosa e admirar a vista da cidade.

 

598dd562d1f06_vistamuseu-TLphotos.jpg.af718f3ba2dc34980afd848796f16403.jpg

Depois disso, fomos até a Playa Ancon. Única praia banhada pelo mar do caribe onde fomos.

Realmente, a água é quentinha e calma, não tinha uma onda!!

Mas não achei tão bonita quanto as outras em que passamos.

 

598dd562d79c0_PlayaAncon.jpg.fd0e7a8d43932d20a05f1f394e9fc1ba.jpg

Uma coisa que percebi é que achei Trinidad totalmente dispensável. Eu poderia tê-la substituído por Matanzas, por exemplo, uma cidade pela qual passamos e achamos linda!!

 

Ficamos na casa de Teresa, que é uma mulher beeeem geniosa. Um hóspede ficou reclamando muito sobre a falta de água quente e ela soltou logo um "não me amole"! hahahahahha

Mas ela é bem legal, assisti novela com ela e depois ela preparou chá pra minha irmã, que não estava se sentindo muito bem.

Fora isso, foi o melhor café da manhã que já comi, com muitas frutas, bolos, biscoitos, torrada com manteiga (sério, Cuba tem a melhor manteiga que já comi).

 

O e-mail dela é [email protected]

A diária era de $25 CUC, um quarto para duas pessoas.

 

No fim, esses foram nossos gastos:

Viagem de Viñales até Trinidad: $120 CUC, dividido em 4 pessoas;

Diária: $25 CUC para duas pessoas;

Café da manhã: $5 CUC;

Jantar: $8 CUC;

Mojito na casa de la musica: $3 CUC;

Entrada no Disco Ayala: $5 CUC, com direito a uma bebida;

Entrada no museu: $4 CUC;

Táxi para Playa Ancon: 20 CUC, dividido em 4 pessoas, ida e volta;

Água: $1 CUC.

 

Mais algumas fotos:

 

598dd562dd4ff_calle-TLphotos.jpg.1c30fd88dedd723d980f0807c2e3e0d7.jpg

 

598dd562e2b9c_escola-TLphotos.jpg.9b0abb3f5e70eca2726b0bd854830bf9.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

SANTA CLARA/REMEDIOS

 

De Trinidad nós fomos para Remedios, mas antes, com uma parada em Santa Clara. Nos disseram que 1h era suficiente pra ver o museu, o monumento e o mausoléu.

Não acreditem nisso!! Acho que só faríamos tudo com 2h30.

O monumento é inspirador, com estátua, frases e a carta de adeus do Che toda transcrita.

 

598dd562e9bf4_monumento-TLphotos.jpg.51aaaef9790c7f67eb9309626c7954cf.jpg

 

O Mausoléu é lindo e conservado, lá são enterrados todos os revolucionários que moravam em Santa Clara, com exceção de alguns que tinham família em outras cidades.

Conversei com os senhores que fazem a manutenção do local e eles foram tão atenciosos, me explicaram as marcações em cada lápide, me mostraram o último revolucionário que foi levado pra lá e eles falaram tudo com tanto amor... eles realmente fazem o serviço dele com orgulho. É como se eles zelassem pelo bem-estar de heróis de guerra!

 

598dd562ef446_mausolu-TLphotos.jpg.faed8c422ccf5fa01a85645e87e10af9.jpg

Por conta do tempo curto, não cheguei a ficar 10min dentro do museu e já tivemos que voltar para o carro. A entrada do museu não é paga e não pode entrar com nenhum tipo de bolsa.

 

Mais algum tempo e chegamos a Remedios, a cidade mais lindinha do nosso roteiro. Passeamos pelas suas ruas, compramos doces de um senhor que improvisou uma vendinha na porta de sua casa (uma delícia!! Se encontrar, comprem o doce de leite com goiabada e o pé de moleque)

Fomos até a igreja e em uma galeria de arte que tinha quadros lindíssimos e que fica ali ao lado.

 

598dd562f3997_igreja-TLphotos.jpg.dc4e09e793a03de98536b0d9b4493e36.jpg

Depois do passeio fomos nos arrumar para jantar.

 

No outro dia, partimos para o Cayo Santa Maria, praia mais linda de todas pela qual passamos!!

Pra chegar nela nós pegamos um táxi, junto com o Oscar e a "chica" dele :3 huhuhu

Para chegar lá, temos que passar por uma ponte enorme, que na verdade não é uma ponte. Na verdade eles dividiram o mar no meio com essa estrada. Ela é tão gigante que depois da 40ª ponte, desisti de contar!

 

598dd5630465a_estrada-TLphotos.jpg.c20cae865e2ceae34c5f75d53b980b72.jpg

Pra chegar na praia você tem que pagar entrada e seguir uma trilha, até isso aqui:

 

598dd56309c03_cayo-TLphotos.jpg.7b8a3264122a0c7abdabfa10f56f6d3d.jpg

Uma hora você tá desviando de galhos, outra hora você dá de cara com esse marzão azul!!

O Cayo Santa Maria é a opção mais barata para se conhecer um cayo (ilhota) em Cuba, porque para as outras, é necessário pegar um avião.

O atrativo de lá é que tinham pouquíssimas pessoas. Eram tão poucas que alguns ficavam sem pudores e sem roupas hahahahahah... pra quem não curte naturismo, é só não andar para os cantos mais afastado, pois será grande a possibilidade de você encontrar alguém peladão, curtindo uma brisa! hahahahah

 

Depois de ficarmos naquela de entra no mar, sai do mar, vai pro sol, queima no sol, volta pro mar, sai do mar,... rumamos de volta pra Remedios, pegar nossas malas, nos despedirmos de Elsie e rumarmos pra Varadero.

 

Em Remedios nós ficamos na casa da Elsie, que foi uma das melhores anfitriãs.

Chegamos lá e ela nos recebeu com a sobrinha dela, que é um amorzinho. Elas nos receberam com um suco (cortesia) maravilhoso, com 365mil frutas diferentes, que ela entregou no nosso quarto, que foi o melhor e mais cheiroso da nossa viagem!

Depois de tirarmos uma soneca, nos sentamos e ficamos durante horas conversando com ela. A Elsie é farmacêutica e trabalhou durante uns 2 anos na Venezuela em programa humanitário, o marido dela é doutor em literatura e foi pra algum país na África ser voluntário, dando aula pra crianças carentes. Quando ela contou sobre seus anos na Venezuela, perguntei se isso de ajudar outras nações era ensinado pelas escolas ou algo do tipo. Foi aí que ela me deu uma resposta que quase me fez chorar, ela disse: o internacionalismo é algo que aprendemos com o Che :'(

 

Como eu tava pensando em jantar em algum lugar lá perto, pra economizar, perguntei se ela tinha recomendações. Depois que voltamos do passeio pela cidade ela disse que era pra eu jantar com a família dela, que ela não iria me cobrar, porque não queria que eu jantasse sozinha. Quase chorei de novo :'(

Jantei com eles, comentamos sobre política e literatura e conheci a filha dela, que é maravilhosamente linda e inteligente!!

No outro dia, quando fomos pra praia, ela preparou uma sacola com lanches e sucos pra gente. Ela só cobrou os lanches :)

Na saída pra continuar a viagem, ela nos fez jurar que iríamos mandar e-mails pra nossa "mãe cubana", porque no fim das contas, ela foi como uma pra gente.

Acho que deixei bem claro o quão imperdível é a casa da Elsie, né? hahahahaha...

No fim pagamos a mais pra ela, por conta da janta e dos lanches, mas na verdade ela merecia bem mais do que recebeu!!

 

e-mail para contato: [email protected]

 

Gastos da viagem:

Viagem de Trinidad para Remedios: $95 CUC, dividido em 4 pessoas;

Diária + café + lanches: $37 CUC;

Doces: $30 CUP;

Entrada no Cayo: $4 CUC (ahhhh, uma coisa importante, pra entrar no Cayo, o turista tem que apresentar o seu passaporte).

 

Mais algumas fotos de Remedios e do Cayo:

 

598dd5630e906_mausolu2-TLphotos.jpg.a9cdceebc5c4313f53dc5a58f6c6531f.jpg

 

598dd56313c89_remedios2-TLphotos.jpg.67b2dc0427b6674c29969ac930867bea.jpg

 

598dd56319f3f_remedios3-TLphotos.jpg.39fa6553835a84adee83d9ae454c17b7.jpg

 

598dd563214f7_cayo2-TLphotos.jpg.c2781e28f2e131fedf1674891d389b0b.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

VARADERO

 

Saímos de Remedios lá pelas 18h e chegamos beeem tarde em Santa Marta, cidade próxima de Varadero.

Como já estava tarde, fomos dormir pra acordar no outro dia cedo e já ir pra praia.

 

Acordamos, tomamos café e nos arrumamos pra ir pra praia.

Varadero é uma praia linda, mas muito pop e tem um mar muito violento pro meu gosto.

 

598dd563297b4_varadero-TLphotos.jpg.38e0a5e01381eb3ad000195412d61ab1.jpg

 

Saindo da praia, ouvimos ao fundo audioslave e fomos procurar de onde tava vindo... demos de cara com o bar do Beatles, um lugar bem legal que nos deu vontade de ficar mais tempo na cidade :(

 

598dd56330a5d_bar-TLphotos.jpg.3dca0380af957212b6e47d77ab320184.jpg

 

Depois disso, voltamos para Havana pelo caminho mais lindo de todos!!

 

598dd56336a6d_estrada-TLphotos.jpg.4a031190d513f9cdaebebebc75f8e88c.jpg

 

Ficamos em uma casa que eu não me lembro de quem, porque arrumamos em cima da hora, já que o Oscar não tinha conseguido reservar antes.

 

Gastos:

Viagem de Remedios até Santa Marta: $140 CUC, dividido em 4 pessoas;

Diária: $30 CUC, dividido em 4 pessoas;

Café da manhã: $5 CUC;

Táxi para Varadero: $30 CUC, dividido em 4 pessoas, ida e volta;

Táxi de Santa Marta pra Havana: $70 CUC, dividido em 4 pessoas;

 

É isso gente, qualquer dúvida, podem me perguntar :)

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

A ajudante da Teresa chama Aleida!! Além de ser uma graça, ela faz o melhor peixe que já comi na vida!! Ah, que saudades de Cuba! <3

 

Issooo... Aleida!! hahahahah

Não comi peixe enquanto estive lá, mas deu pra perceber que ela cozinha muito bem!!

Cada vez que ela subia na varanda carregando um prato diferente, era uma alegria sem fim!! hahahah

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Legal seu relato, me dá saudades de lá.

Mas uma coisa me chamou atenção, vc pagou 80 CUCs um maço de charutos em Viñales?

 

Abraços

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

Entre para seguir isso  

  • Conteúdo Similar

    • Por maria.alves
      Mas como assim, Cuba com menos de 10 dólares por dia? 🤨 
      É isso mesmo pessoal, e para sermos mais exatos, gastamos exatamente $8,70 dólares cada um por dia, mas como o nome do post diz, foi um mochilão raiz e por isso eu advirto vocês que NÃO FOI FÁCIL, mas é possível.😎 Então, antes de começarmos, preciso dizer duas coisas:
       - PRIMEIRO: Eu e meu namorado estamos fazendo um ano sabático e tivemos a oportunidade de encontrar bons preços nas passagens a cuba, saindo de Bogotá- Colômbia e depois seguindo a Miami/NY-Estados Unidos. Então lá vamos nós com pouca grana e sem ter pesquisado muito.🤦‍♀️🙆‍♀️🤷‍♀️
      -SEGUNDO: Falaremos a verdade, é bem difícil ser mochileiro em Cuba! Mas, porquê Maria? Porque é um país pobre, em que a maioria das pessoas pensam que “turistas tem dinheiro, cubanos que não tem dinheiro”, segundo que por ter duas moedas os preços são absurdamente diferentes para cubanos e estrangeiros e terceiro que sempre vão tentar tirar um pouco do seu suado dinheirinho. Além  disso, seu mochilão pode se complicar pelo fato de ser ILEGAL fazer Couchsurfing, trabalhos voluntários, acampar selvagem, difícil pegar carona e até mesmo comprar comida em um supermercado para cozinhar, pode ser muito mais caro que comer na rua. 🤑😮
      Mas se você é brasileiro e não desiste nunca, assim como nós, vamos te dar dicas e esmiuçar como fazer um mochilão raiz em Cuba.
      Mas antes de começar, queria falar rapidinho sobre o DICIONÁRIO CUBANO, ou seja, palavras próprias que vão te ajudar e muito a se "disfarçar" de Cubano:
      CORRER LAGUAGUA = pegar um ônibus 🚍 CORRER CAMIONES = pegar um caminhão que é adaptado como se fosse uma lotação 🚚 CORRER BOTELLA = pegar carona PUNTO AMARILLO = lugar aonde fica uma pessoa vestida de amarelo, que para transportes do governo para você, mediante a uma proprina.  MONEDA NACIONAL = peso cubano/ CUP * DÓLAR = peso convertível / CUC  (se fala CU ou Ce-u-ce)
      Lembrando que Cuba tem duas moedas, o peso cubano (CUP) e o peso cubano convercível (CUC), ISSO É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA, porque?
                  1 DÓLAR = 0.96 CUC (-10% ... não compensa levar dólar)
                  1 EURO = 1,08 CUC
                  1 CUC = 25 CUP
      OU SEJA, 
                  1 CUC = 4,07 reais
                  1 CUP = 0,15 centavos.
      obs: é fácil diferenciar as moedas, porque o CUP sempre ter os ROSTOS DOS PERSONAGENS FAMOSOS e o CUC vai ter sempre a imagem dos monumentos nacionais aos mesmos personagens.

      Lembrem sempre disso quando comentarmos os valores nos posts. E não esqueça, é balela o assunto que não é possível trocar CUP, acontece que na casa de cambio primeiro vão trocar TODO seu dinheiro por CUC e se você quer uma parte em CUP só pedir que a pessoa troca tranquilamente.
      *Lembrando que essa viagem aconteceu em maio de 2019, então eu estou usando a cotação dos valores comerciais, para ficar mais fácil.
      _________________________________________________________________________________________________________
      OUTRAS DICAS  RÁPIDAS PARA ECONOMIZAR
      ÁGUA – O gasto com água pode se tornar absurdo se você comprar todos os dias, mesmo se comprar aqueles galões de 6l. Normalmente uma água de 500ml e 1,5l em qualquer lugar custa entre 1 CUC e 1,5CUC respetivamente, em alguns mercados você até encontra por menos, mas se você fizer essa conta pela quantia de dias que você vai ficar, vai ser um gasto bem grande só com água. Nós tomamos água da torneira e não morremos por causa disso. Quando possíve, fervíamos e depois descobrimos um truque de comprar uma solução de hipoclorito por 1 CUP e colocar 3 gotas por litro de água. Pronto problema resolvido. 🥳 CASAS DE FAMÍLIA – A opção mais econômica de hospedagem são as casas de particulares. Minha dica é reservar por AIRBNB porque normalmente sai mais em conta ou também você pode chorar as pitangas. Assim você pode conseguir casas entre 10 e 12 CUC, na temporada baixa. Hoje em dia, Cuba tem pontos de Wi-Fi (ETECSA), no qual você compra um cartão, que varia de 1h e 5hs (Preço: 1 e 5 CUC respectivamente) e procurar hospedagens com reserva instantânea (sem a necessidade de confirmação com o anfitrião). Pronto, não precisa engessar o roteiro reservando tudo de casa e pode procurar o preço mais acessível na hora. COMIDA – Sempre vai ter algum lugar que vende comida por CUP ou estatais. Geralmente são estabelecimentos simples, e as vezes (poucas vezes) você até vai ter que comer em pé, mas a diferença é absurda de preço e a comida em si, é a mesma.  
       

       
    • Por Michelle Galvão
      Olá, pessoal! Meu primeiro post aqui!
      Vou pra Cuba em junho de 08 a 20, montei meu roteiro, mas queria saber se ficou bom. Já li que se locomover entre as cidades não é tão simples...
      Alguém que já foi ou está se programando pra ir? Bora trocar ideias!
      Meu roteiro está assim:
      08/06 - Chegada em Havana
      09/06 - Havana
      10/06 - 1 dia em Viñales (bate e volta)
      11/06 - Havana
      12/06 - 1 dia em Cayo Largo (bate e volta)
      13/06 - Havana
      14/06 - Havana 
      15/06 - Trinidad
      16/06 -  Trinidad
      17/06 - Varadero 
      18/06 - Varadero 
      19/06 - Varadero
      20/06 - Varadero - Aeroporto 
       
      Ainda não reservei hospedagem, aceito sugestões! 
      Alguém indo nessa época?!
       
       
    • Por Carlos Arthur Newlands Junior
      1º e 2º dias – chegada 31/12 e 01/01
      Após uma conexão no Panamá – o aeroporto de lá é uma balbúrdia, a Copa Airlines faz praticamente todas as conexões e escalas dos voos entre as Américas e o Caribe lá (mas pra quem curte umas “comprinhas”, tem um baita free shop) – chegamos ao Aeroporto de Havana: Aeroporto Internacional José Marti, cujo nome homenageia o grande patrono da Independência cubana. Arme-se de paciência ao desembarcar: o despacho de malas é lento, e se você trouxe alimentos na bagagem de mão provavelmente vão te mandar pra inspeção sanitária (a inspeção é rápida - eu custei mais a descobrir onde é a inspeção do que o exame em si).
      Pra quem acha que Cuba é um país atrasado, a primeira surpresa é a possibilidade de fazer câmbio de moedas no ATM. Sim, é isso mesmo: no aeroporto há vários “cajeros automáticos” nos quais você coloca até E400 e o terminal te informa a cotação de conversão em CUCs, conta as suas notas e te disponibiliza o valor equivalente em CUCs – tudo isso após escanear seu passaporte. O sistema dos ATMs só permite no máximo duas trocas de E400, E800 no total (só fui descobrir isso após tentar inutilmente por várias vezes em vários terminais trocar E2000 e ler a mensagem “não foi possível efetuar sua transação”); além desse limite o câmbio é feito numa pequena casa de câmbio logo na saída do aeroporto. 1 CUC é em média um pouco mais do que um dólar estadunidense e um pouco menos que 1 euro. Por 30 CUCs o táxi do aeroporto te leva até Habana Vieja.
      A melhor coisa que fizemos foi optarmos por ficar em casa de cubanos. Fomos calorosamente recebidos por um simpaticíssimo casal de aposentados; os cubanos são muito acolhedores, falantes e bem humorados (e gozadores também). Já há algum tempo o governo cubano abriu essa possibilidade de renda extra aos locais, mas é tudo superregulado: o preço da hospedagem é fixado em 30 CUCs por dia e o café da manhã (ou desayuno em espanhol) é de 5 CUCs por pessoa. Vale a pena: o desayuno é farto e saudável, dá perfeitamente pra adiar o almoço pro fim da tarde.
      Como chegamos na virada do ano, sabíamos que estaria tudo fechado. Passamos o réveillon na casa de outro casal de cubanos que chamou vários brasileiros turistas para rompermos o ano juntos – também em Habana Vieja. Aí tomamos conhecimento de uma “divertida” tradição cubana (que explica porque não há festas na rua na virada do ano): o costume de jogar água pela janela das casas à meia noite de 1º de janeiro (para descarregar a “sujeira” do ano que finda). Da varanda da casa onde passamos o réveillon assistimos vários transeuntes ficarem encharcados com essa brincadeira (me lembrou as histórias que escutei e li sobre o antigo entrudo).
      Como 1º de janeiro também estaria tudo fechado, resolvemos passar o dia na praia. Pegamos o ônibus de turismo na Praça Central (ônibus supermoderno e confortável) até a Praia de Santa Maria – belíssima: água cristalina, morna e sem onda. Por 6 CUCs aluga-se duas espreguiçadeiras e um guarda-sol muito bons.
      Na volta da praia, paramos para uma “almojanta” às 5 da tarde; depois de andar pela Calle Obispo (um dos pontos mais badalados de Habana Vieja, com muitos bares e lojas) encontramos o restaurante La Caribenha com preços ótimos: lá se pode almoçar um prato bem servido de espaguete por 2 CUCs e saborear um enorme copo de suco de manga natural por 1,5 CUC. Ah, detalhe importante: o padrão em Cuba é que a gorjeta (“propina”, em castelhano) não é cobrada na conta; o cliente dá (se quiser) diretamente ao garçom ou garçonete.
      3º dia – 02/01
      Na quarta-feira 03/01, já com tudo aberto, iniciamos nosso circuito cultural. Começamos pelo icônico Museu da Revolução (situado no antigo palácio presidencial). Há uma quantidade não muito grande de objetos históricos, mas extremamente significativos (como a boina de Che Guevara e o chapéu de Camilo Cienfuegos em Sierra Maestra, o cachimbo de Che, alguns equipamentos de radiocomunicação da guerrilha e a maca na qual foram transladados os restos mortais de Che da Bolívia para Cuba) e muitas fotos e reproduções de jornais da época. O Museu faz uma cuidadosa reconstituição histórica desde as guerras de independência até a Cuba de hoje; com grande destaque (um andar inteiro) para a Revolução de 1959, mas abordando também as agressões imperialistas (é especialmente tocante o mural sobre o criminoso atentado perpetrado pro agentes a serviço da CIA contra o avião civil da Cubana de Aviacion que resultou na morte de todos os passageiros e tripulantes) e as realizações e conquistas da Revolução: o fim do analfabetismo, a reforma agrária, o fim da privatização das praias e a sua liberação para o lazer do povo, a nacionalização das empresas de energia e telecomunicações, a universalização da saúde e educação públicas, entre tantas outras.
      Do Museu da Revolução se passa por dentro para o Memorial Granma – com um impressionante material bélico preservado da época. Dois itens em especial me chamaram a atenção: o PRÓPRIO IATE GRANMA acondicionado num esquife climatizado de metal e vidro (não se pode tocá-lo, mas se pode ver) e um destroço do avião espião estadunidense U2 derrubado por um míssil terra-ar (com um exemplar idêntico do míssil ao lado). Pra quem não conhece a História, o Granma foi o iate que os revolucionários do Movimento 26 de Julho liderados por Fidel Castro compraram no México para retornar a Cuba – 80 guerrilheiros num iate projetado para 20 pessoas; hoje, Granma é o nome do jornal diário editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano.
      Do Museu da Revolução e Memorial Granma, saímos e fomos ao Museu de Arte Cubana ao lado (aliás, é absolutamente impressionante a quantidade de museus que existe neste país: se bobear, há mais museus em Havana do que no Brasil inteiro - são 63 apenas em Ciudad de La Habana). Quando estivemos lá, estava montada uma exposição temática da arte moderna cubana e sua evolução, desde o período anterior às guerras de independência até os dias de hoje. O ingresso ao Museu de Arte Cubana dá direito de entrada também no Museu de Arte Internacional – este fica ao lado do Parque Central. No Museu Internacional estavam montadas exposições de vários artistas, inclusive um pop art kosovar.
      Saindo do Museu Internacional demos mais uma caminhada pela Calle Obispo – o point mais agitado de Habana Vieja, lotado de turistas e também de cubanos – e encontramos mais um museu: o Museu dos CDR (Comitês de Defesa da Revolução), organismos do poder popular de bairro. Os CDR foram criados apenas 3 anos após a derrubada de Fulgêncio Batista (são muito anteriores à Assembleia Nacional); quando criados, incorporavam cerca de 50 mil membros: hoje são mais de 8 milhões.
                      4º dia – 03/01
                      Hoje nossos dois principais objetivos eram: comprar a passagem para Trinidad e ir à Praça da Revolução. A melhor opção para adquirir passagens de Havana para Trinidad e Cienfuegos é na Interhotéis: uma parceria entre a viação estatal e os hotéis privados, assim se pode comprar o bilhete em qualquer hotel. O problema é que tem que ser com uma certa antecedência: hoje já não tinha passagem para dia 07 pela manhã, segundo a atendente do Hotel Plaza, que conseguiu um táxi coletivo privado – privado, mas regulado pelo Estado e pago antecipadamente no hotel – pelo mesmo preço da viação: 35 CUCs por pessoa (depois soubemos que em outros hotéis havia passagem disponível).
                      Pegamos então o ônibus de tour turístico – uma “jardineira” igualzinha a que circula no Rio, em Madrid ou em Paris: dois andares com superior coberto ou aberto, que se paga 10 CUCs por pessoa e se pode saltar em qualquer das paradas e subir novamente em outro da mesma linha com o mesmo ticket. Descemos na Praça da Revolução – enorme, com os dois painéis em homenagem a Che Guevara e Camilo Cienfuegos nos prédios como que delimitando os limites da praça. Além do visual esplendoroso, o grande “tchan” é o Memorial José Marti, o “Pai da Pátria Cubana”. Marti aqui é tão ou mais reverenciado do que Fidel e Che, até pelo fato de que Marti foi um herói mártir na luta pela independência de Cuba. O Memorial é belíssimo, com dezenas de documentos originais da produção política de Marti (incluindo muitos manuscritos) e num esquife de vidro expostos um revólver e o fuzil utilizados por Marti na guerra. Por 4,50 CUCs se visita o Memorial com direito à subida no Mirante (“mirador” em castelhano) com uma vista ABSOLUTAMENTE ESPETACULAR não só da Praça da Revolução mas de praticamente toda a Havana, e com direito a urubus voando ao seu lado na janela.
                      Dali voltamos ao tour bus e continuamos até a parada do Cemitério , o maior da América Latina e 3º maior do mundo. Parece estranho colocar um cemitério como ponto turístico, mas nos sete quarteirões de área do cemitério há muitas sepulturas que são verdadeiras obras de arte, além de um lindo monumento aos bombeiros.
      Do Cemitério, pegamos um coletivo cubano - baratíssimo (0,50 cents de peso cubano CUP - que vale 1/25 de CUC), velho e lotadérrimo igualzinho aos ônibus de subúrbio carioca – e fomos à Copélia. A Copélia é uma sorveteria afamada e uma “instituição habanera”: filas enormes para os cubanos que pagam em CUPs e sem fila para os turistas que pagam em CUCs – mas o turista não pode subir ao charmoso salão.
      Ao lado da Copélia fica o famoso edifício Habana Livre, hoje um hotel da rede Meliá, e no 22º andar (pedindo com jeitinho à recepção eles liberam a subida) há um lounge no meio do andar com janelas panorâmicas para os dois lados. Como Havana tem pouquíssimos prédios altos e o Habana Livre fica no alto de La Rampa, a mais famosa ladeira de Havana, das duas janelas deste lounge se vê praticamente toda a cidade. Em La Rampa, pertinho do Habana Libre está o famoso jazz club cubano La Zorra e El Cuervo. Descendo até o Malecón fica o Hotel Nacional – antigo, histórico e cheio de significados.
      Um aspecto muito interessante deste bustour é que não se limita às “áreas turísticas” da cidade: como percorre vários bairros, passa por muitas áreas residenciais. Assim, pudemos ver o tipo de moradia predominante no bairro de Vedado: nada muito diferente do subúrbio carioca.
      5º dia – 04/01
      Hoje foi um dia muito especial: saímos com um grupo de brasileiros ciceroneado pelo camarada Luís Caballero, velho militante revolucionário e uma enciclopédia ambulante de história cubana. Já de cara passamos na Casa del Habano, uma espécie de museu (mais um!) do tabaco no edifício onde funcionou anteriormente a Fábrica de Tabacos Partagás. Fundada em 1845, a Partagás é uma instituição nacional cubana; estatizada desde a Revolução, continua fabricando os melhores charutos do mundo das afamadas marcas Cohiba (a preferida de Fidel Castro), Montecristo, Romeu e Julieta, Robaina e da própria Partagás.
      Dali passamos pela Praça da Amizade Latino Americana, uma praça cercada por uma grade de metal circular com uma frase de José Marti sobre a amizade dos povos gravada na borda superior. Nesta praça, cada representante de um país da América trouxe uma semente e um pouco de terra para simbolizar a “terra de Latino América” e também foi erguido um bronze de um herói da independência nacional. No caso do Brasil, uma polêmica: o primeiro busto colocado foi o de Tiradentes, mas posteriormente nos anos 1990 o então Prefeito de Santos, o saudoso companheiro Davi Capistrano Filho, trouxe o busto de José Bonifácio: para Davizinho (como era carinhosamente chamado) Tiradentes havia sido um “herói fabricado pelos militares que deram um golpe militar ao proclamarem a República”, e o Patriarca da Independência seria mais efetivamente importante para a Independência do Brasil.
      Seguindo rumo ao Museu da Revolução, passamos na frente da Associação Cultural Yorubá de Cuba. Cuba, como o Brasil, tem uma enorme população de origem africana em função da escravidão; das religiões de matriz africana, a mais influente em Cuba é a yorubá. Em seguida, circundamos o Teatro Marti, local onde foi escrita a primeira constituição republicana de Cuba. Como já disse, Marti é quase onipresente em Cuba: Luís Caballero nos para na Praça Central em frente à estátua de Marti e nos conta a história do massacre dos estudantes em Cuba pela Coroa Espanhola, os eventos no Hotel com as perseguições lá ocorridas que ficaram conhecidas como as “batalhas café com leite” e o significado de haver 8 jardineiras e 28 palmeiras na Praça Central: as jardineiras homenageiam os 8 estudantes assassinados pela Coroa Espanhola e as 28 palmeiras referem-se ao dia 28, dia de nascimento de José Marti. Circundamos ainda a Escola Nacional de Balé de Cuba antes de retornarmos ao Museu da Revolução e ao Memorial Granma; já havíamos estado lá anteriormente, mas com este guia a visita cresce enormemente de qualidade e de conteúdo.
      À noite, fomos visitar a Sinagoga de Cuba, a Beit Shalom no bairro de Vedado em Havana. A comunidade judaica em La Isla é bem pequena (cerca de 1.000 pessoas) mas mantém suas tradições culturais e religiosas; a Beit Shalom é da linha não ortodoxa. Além da bela instalação da sinagoga, um mural de fotos me chamou a atenção: nele estavam Fidel e Raul participando de atividades no local. Por este mural de fotos, ficamos sabendo que em 1990 houve o primeiro encontro de Fidel com líderes religiosos (lembremos que, até o início dos anos 80, a Revolução tinha a política de definir o Estado cubano como ateu). Ao lado da sinagoga funciona o Centro Cultural Bertold Bretch. Terminamos a noite tomando mojitos em La Bodeguita Del Medio, um pequeno charmoso e afamado bar em Habana Vieja frequentado por Hemingway (que dizia ser o mojito de La Bodeguita o seu favorito, bem como o dayquiri da Floridita).
      6º dia – 05/01
      Hoje pela manhã fizemos duas visitas guiadas: O Capitólio e ao Gran Teatro Nacional Alicia Alonso. Os dois prédios são antigos, suntuosos e belíssimos: valem o preço do ingresso (10 CUCs para o Capitólio e 5 CUCs para o Teatro). O Capitólio foi construído no final dos anos 20 do século passado e inspira-se no Capitólio estadunidense, mas a torre é mais alta e é o único Capitólio do mundo que tem jardins internos (um deles com uma estátua instigante representando Lúcifer não como um demônio, mas como um anjo negro rebelde de asas caídas).

      O Teatro Alicia Alonso é uma das três exceções em Cuba, que tem como política não homenagear pessoas vivas; como Alicia foi a grande responsável pelo enorme desenvolvimento do balé cubano e por anos dirigiu tanto o Balé Nacional de Cuba quanto a Escola de Balé, a Assembleia Nacional de Cuba lhe prestou essa homenagem, não apenas dando-lhe o nome do Teatro mas também colocando em seu interior uma estátua de Alicia dançando.
      Terminamos o dia assistindo um espetacular show de jazz cubano no La Zorra e El Cuervo (imperdível), com direito a um endiabrado baixista que tocava ao mesmo tempo um baixo de 6 cordas (nunca tinha visto antes), bongô e tumbadora. A entrada custa 10 CUCs de couvert artístico, mas que dá direito a 2 drinques. Uma única observação: vá de calça comprida e casaco, pois o ar condicionado da casa é congelante.
      7º dia – 06/01
      Nosso grande programa de domingo foi assistir O Lago dos Cisnes no Gran Teatro Nacional Alicia Alonso com o Ballet Nacional de Cuba! Foi uma tremenda sorte nossa: ao irmos ao Teatro na visita guiada percebemos que O Lago dos Cisnes estava em temporada. Perguntamos na bilheteria e havia ingressos para a sessão de domingo!
      Quem vier a Havana não pode perder esse espetáculo se estiver em cartaz. É “apenas” um dos melhores grupos de balé do mundo dançando a PRIMEIRA COREOGRAFIA ESTRELADA POR ALICIA ALONSO – um primor de técnica e interpretação num teatro belíssimo.
      Na saída do Teatro, resolvemos jantar num bom restaurante para comemorar o feito. Nossa feliz escolha foi o La Viña de Plata, ao lado da badalada Floridita: ótimo camarão grelhado (o melhor que comemos até agora em Havana) e uma taça de um ótimo vinho Carmenere chileno por um preço absolutamente justo.
      8º dia – 07/01
      Despedimo-nos de Havana e iniciamos nosso tour pelo interior. Primeira cidade: Cienfuegos.
      Depois de 3 horas no táxi coletivo – um Peugeot com mais de 15 anos de fabricação em que o velocímetro e o medidor de combustível não funcionavam e não tinha manivela nos vidros traseiros - nós dois e um casal de vietnamitas chegamos a Cienfuegos. O lado positivo é que o Peugeot velho, além de encarar valentemente as 3 horas de estrada, ainda nos deixou na porta de nosso destino: o Hostel De Las Marias. Nos hospedamos num ótimo quarto na casa de Rosa Maria, que mora com sua família, incluindo os pais idosos e uma gracinha de filha pequena. O desayuno segue o padrão de fartura que se anuncia nas casas de cubanos.
      Saímos para conhecer a pé a cidade – uma graça, com uma arquitetura muito diferente, com um certo estilo de colunas gregas em vários prédios. Procurando um local para almoçar, encontramos um à beira mar tão bonito e charmoso quanto caro e vazio; na segunda paralela já encontramos uma ótima opção por um preço justo no Punta Gorda Grill.
      Terminamos a tarde com um programa imperdível: música cubana ao vivo no por do sol no castelinho na ponta final de Punta Gorda. Os músicos, além de muito talentosos, são extremamente simpáticos e adoram música brasileira – e se você é músico eles sempre dão a chance de uma canja.
      Um parênteses: além de conhecerem música brasileira, eles também demonstraram acompanhar a política do Brasil e sabem o que significa a vitória eleitoral de Bolsonaro. O registro que faço agora entre parênteses é que caminhando pela cidade fomos abordados no meio da rua por um rapaz de bicicleta que, muito educadamente, nos perguntou se éramos brasileiros. Ao confirmarmos, ele desatou a falar sobre a eleição do capitão fascista e da retirada dos médicos cubanos do Brasil, mostrando-se indignado com o fim da assistência médica aos brasileiros mais pobres; nos despedimos com ele desejando “que Deus se apiede dos brasileiros”.  Nossa percepção é que este entendimento de que Bolsonaro é um fascista aliado de Trump e inimigo de Cuba e dos trabalhadores brasileiros está generalizada em La Isla.
      9º dia – 08/01
                      Nosso segundo e último dia em Cienfuegos serviu para confirmar que 2 dias aqui é suficiente: a cidade é muito bonitinha, mas não tem uma grande quantidade de locais importantes para visitar. Logo pela manhã, andando pelo Centro Histórico deparamo-nos com a sede local do ICAP – Instituto Cubano de Amizade com os Povos. Fui recebido pelo camarada Reinaldo Suárez responsável pelo espaço, que nos indicou conhecer um trabalho comunitário artístico ali perto de arte e tradições africanas, com uma exposição de belíssimos trabalhos de artistas locais.
                      Dali fomos ao cais e tomamos a barca – uma versão anos 60 e menor da Barca Rio-Niterói (até os salva-vidas de cor laranja dispostos em estrados de madeira presos ao teto são iguais) por 40 minutos até chegar ao Castillo de Aguas, onde fica a Fortaleza, que hoje é um museu da época da dominação espanhola. Além da construção em si e das peças em exibição serem muito interessantes, a vista de cima da fortaleza é um espetáculo à parte. Almoçamos por aqui mesmo no restaurante El Pescado: ambiente rústico com uma linda vista para o mar (lembra os restaurantes à beira dágua de Pedra de Guaratiba) e ótima comida por um preço justo. Ainda pudemos pagar neste restaurante o “táxi barco” deles para voltar direto ao cais de Cienfuegos – 25 CUCs o casal: um pouco salgado mas muito mais agradável.
                      Voltando ao centro histórico de Cienfuegos, ainda encontramos uma simpática feirinha de artesanato com lindas peças. Além de saborear o sorvete da Copélia local, ainda adquirimos um belo retrato de Che Guevara pintado a nanquim pelo talentoso jovem artista Luis Alvarez. Luis viu nosso interesse por um retrato de Fidel do mesmo tipo e nos disse: “termino em uma hora”. Como estávamos já indo pra “casa”, combinamos que ele nos levaria no dia seguinte de manhã para o hostel antes de nossa partida para Trinidad e pagaríamos lá.
                      Acabamos jantando no mesmo Punta Gorda Grill de ontem – nossa intenção inicial era apenas lanchar sanduíches, mas não encontramos nada que nos agradasse por ali. Os pratos são bem servidos e os preços são bons: jantamos uma bela peça de carneiro e uma enorme salada por 20 CUCs, incluindo os sucos de abacaxi (aliás, o abacaxi em Cuba é pequeno e deliciosamente doce).
      10º dia – 09/01
                      Enquanto esperávamos o táxi coletivo que nos levaria a Trinidad, chega o emissário do Luis Alvarez com o retrato de Fidel pronto. Chega o táxi: um Ford Studebaker 1956! O jovem que o dirige faz este percurso todos os dias de segunda a sexta, é o seu trabalho. Pergunto se o carro é original e ele responde sorrindo “não, é um Frankenstein”. Eu já tinha percebido que não era original por que o carro tem banco único na frente mas a alavanca do câmbio não é na direção como nos carros da época. Aí ele me conta que o motor é da Mitsubish e que os freios não são os velhos de lona, e sim modernos de pastilha; o companheiro Luis Caballero já havia nos contado que a maioria dos carrões americanos antigos de Cuba foi sendo mexido e trocado, porque com o bloqueio não havia como conseguir peças de reposição. Também já tínhamos notado que há uma certa quantidade de carros mais novos em Cuba, NENHUM AMERICANO: são basicamente Mitsubish, Huyndai e Peugeot – além de uma boa quantidade de velhos Lada.
                      Fomos no táxi coletivo com mais um casal de italianos e um rapaz espanhol, todos de esquerda: o único que não era um defensor do socialismo era o motorista cubano (o primeiro crítico do regime que encontramos). Mesmo assim, ele reconhece que Cuba é um país muito seguro (ao contrário do restante da América Latina) e que não há uma gritante desigualdade porque “em Cuba não se permite ricos”; mas reclama da moeda nacional (“dinheiro cubano, isso não vale nada”), do alto preço das peças de reposição de automóvel, diz que os habitantes de Havana são mal vistos pelo resto do país e que “os funcionários do Estado em Cuba trabalham mal porque os salários são baixos” (palavras dele – para registrar, até agora não fomos mal atendidos em nenhum serviço estatal).
                      Chegando em Trinidad, tivemos a surpresa de descobrir que pela primeira vez não ficaríamos em uma casa de cubanos, e sim em um hostel propriamente dito, charmosíssimo por sinal. Sobre o centro histórico de Trinidad, só uma frase a dizer: QUE CIDADE LINDA! Tanto pela arquitetura quanto pelo tipo de calçamento, Trinidad lembra demais Paraty do RJ – ganhou com muita justiça o título de Patrimônio da Humanidade.
                      Passamos o dia flanando em Trinidad e terminamos a tarde na Casa de Música, que na verdade é um grupo de bares instalado em uma escadaria. O detalhe charmoso é que o sol se põe exatamente de frente para essa escadaria, que também está num point badalado de outros bares (além de ter o hot spot da internet pública), então no fim da tarde fica cheio. Tomar um mojito assistindo a um bel por do sol e ouvindo música cubana é muito bom.
                      Em nossa caminhada pelo centro histórico de Trinidad, nos deparamos com um cartaz na porta da Igreja Batista contra a constitucionalização do casamento igualitário. É um pouco chocante constatar na prática que numa democracia popular o atraso fundamentalista tenha ainda forte presença política.
                      À noite, fomos à Canchamcharra, um bar com música cubana ao vivo. O bar tem um ambiente supercharmoso, você pode sentar em poltronas ou sofás e o grupo é muito bom. O único alerta é: coma alguma coisa antes de ir, porque lá não tem petiscos, só bebida.
                      O que não foi legal foi o fim da história: como não tinha opção de comida na Canchamcharra procuramos um local para lanchar e optamos por um bar de tapas e lanches. O aspecto do bar é charmoso, mas o serviço foi ruim: o hambúrguer veio em pão de forma; o suco de manga não era natural e o gosto mais parecia de pêssego; pra “fechar com chave de framboesa”, a conta veio com um “opcional” de 2 CUCs (mais de 10%) que nos recusamos a pagar e o troco ainda veio errado. Mas... “faz parte”: até agora, o único pequeno senão da viagem.
                      Uma dica: na mesma rua ficam a Canchamcharra, a filial da Bodeguita Del Medio em Trinidad e a Zelatto – esta é uma sorveteria artesanal com o melhor sorvete que tomei em Cuba (aqui entre nós e assumindo o risco de “cometer uma heresia”, muito melhor do que o da Copelia).
      11º dia – 10/01
                      De manhã o tempo em Trinidad estava nublado, mas acabamos decidindo ir à praia assim mesmo pegando o bustour das 11:00h. O ônibus turístico de dois andares custa 5 CUCs por pessoa ida e volta. Foi ótimo: chegando na belíssima Praia Ancón, o tempo estava aberto. Lá também se aluga boas espreguiçadeiras por 2 CUCs cada.
                      Nosso plano inicial era ficar até o último horário de volta do bustour, 18:00h. Assim, por volta de 13:30h pedimos ao bar da praia 2 sanduíches e dois sucos de manga. O custo acabou ficando salgado: 3 CUCs por um sanduíche misto quente com pepino e tomate até vai, mas 3 CUCs por um copinho de suco de manga (gostoso) mas que tem mais gelo do que suco já é abusivo. Como o sol estava bem forte, decidimos retornar no bustour das 15:30h (depois desse, só às 18:00).
      12º dia – 11/01
                      Na volta de Praia Ancón no dia de ontem já adquirimos na Cubatur o passeio para Cayo Blanco. Os cayos são ilhas pequenas nas proximidades da grande ilha de Cuba.
                      Para chegar à marina de onde sai a escuna é necessário pegar um táxi. Tratamos um taxista para a ida e volta por 16 CUCs (os táxis em Cuba não têm taxímetro, o valor da corrida é negociado antes com o motorista). O carro era outra relíquia: um Citröen 1956 “Chocolate and Pepper” (vermelho e preto)! Obviamente, também era um “Frankenstein”: o motor é de Lada (mas pelo menos nesse o velocímetro funcionava).
                      O passeio custa 50 CUCs por pessoa, incluídos: bebida a bordo da escuna – mais moderna do que as que usamos na Bahia – almoço na ilha (“paella cubana”: arroz misturado com camarão, pedaços de lagosta e de frango, muito saboroso) e snorkel para mergulhar e ver o recife de coral próximo a Cayo Blanco (muito bonito). Um detalhe interessante é que a energia elétrica do restaurante de Cayo Blanco é fornecida por baterias solares.
      A ilha é bem pequena, dá pra circulá-la toda a pé em menos de meia hora; do lado oposto ao cais e restaurante na ilha está um belo cemitério de corais.
      Uma nota peculiar: decidimos por Cayo Blanco ao invés de Cayo Iguana porque o tempo de deslocamento é bem menor: são menos de 2 horas de barco para Cayo Blanco e quase 3 horas para Cayo Iguana – mas Cayo Iguana tem o charme especial de ser uma reserva ecológica com muitas iguanas, enquanto a presença deste réptil em Cayo Blanco é mais rara. Já estava sentindo uma pontinha de frustração por não termos encontrado nenhuma iguana... e eis que aparece tranquila e majestosa: foi a festa da criançada e dos turistas.
                      Terminamos a noite em Trinidad num local inusitado para a imagem tradicional de Cuba: um bar temático de Beatles chamado Yesterday, com um show ao vivo de Beatles e rock . A banda é muito boa, toca Beatles com uma pegada mais roqueira, além de várias músicas de outros grupos de rock como Led Zeppelin, Pink Floyd, Roxette e Deep Purple. O guitarrista mais jovem – com uma vestimenta tipicamente grunge – deu um show especial à parte: antes da apresentação começar (com o grupo já no palco) o som ambiente tocava Led Zeppelin e o garoto reproduziu o solo de Jimmy Page em Starway to Heaven nota por nota!
      13º dia – 12/01
                      Decidimos ficar apenas em Trinidad, dando a última volta a pé pelo Centro Histórico. Após andar bastante, paramos para almoçar e decidimos pelo restaurante Plaza Mayor, próximo à praça de mesmo nome: por 10,5 CUCs come-se quanto quiser de um ótimo e sortido bufê, com sobremesa incluída.
                      À noite foi a festa de aniversário da cidade, com um show de apresentações em frente à escadaria. No dia seguinte pela manhã, realizou-se uma cerimônia na praça. Como estávamos já bastante cansados e o show ia começar às 22:00h, nos recolhemos cedo, pois no dia seguinte já iríamos para Santa Clara.
      14º dia – 13/01
                      De manhã pegamos o táxi coletivo para Santa Clara – mais uma “relíquia Frankstein”: um Bel Air 1956 com motor Huynday. O carro pagou para pegar mais um casal de holandeses, sendo que ele falava português e ela inglês. Como o taxista também falava inglês, a viagem foi uma verdadeira babel de conversas em inglês, castelhano, português e holandês. No meio do trajeto demos uma parada num “tienda” de beira de estrada em frente a um belíssimo painel de Che Guevara.
                      Chegamos em Santa Clara e nos instalamos em mais uma acolhedora casa de cubanos. Dali fomos a pé até o Monumento Trem Blindado: o trem que transportava uma guarnição do exército de Fulgêncio Batista e que a coluna de Che descarrilhou e forçou a rendição da tropa batistiana. O detalhe épico é que a coluna de Che contava com apenas 18 homens e guarnição batistiana com mais de 300, mas no fim de dezembro de 58 a moral das tropas do exército de Batista era tão baixa que eles se renderam a Che. Por 1 CUC pode-se visitar a instalação e entrar nos vagões – essa que é a parte legal, pois dentro de cada vagão há uma exposição contando parte da história.
                      Perto dali fica a sede provincial do Partido Comunista Cubano; em frente à sede está a icônica e belíssima estátua de Che Guevara caminhando com um menino no colo. A sede é bem ampla, mas só o saguão é aberto à visitação.
                      Caminhamos para o Parque Vidal, onde está o Hotel Santa Clara Libre, outro ponto cuja tomada foi crucial para a vitória da coluna do Exército Rebelde liderada por Che. No caminho, encontramos uma farmácia como aquela dos velhos tempos, com enormes estantes e balcão de madeira: só faltava estar escrito “Pharmacia” no letreiro. Almoçamos no restaurante Casa do Governador, que apesar do nome pomposo e do aspecto chique tem preços bem razoáveis e ótima comida.
      No Parque Vidal, pegamos um táxi para visitar a Loma Del Capiro: o ponto mais alto da cidade e cuja tomada representou uma vitória militar muito significativa para o Exército Rebelde. A vista daqui de cima é linda, vê-se toda a Santa Clara. Há um monumento em homenagem ao Comandante Guevara e duas bandeiras, a de Cuba e do M 26/07 – mas na hora que chegamos (fim da tarde) as bandeiras já haviam sido recolhidas.
      Terminamos a noite assistindo ao Encontro de Trovadores no espaço cultural El Mejunje, idealizado por Miguel Diaz-Canel quando era Secretário do Partido na região de Santa Clara e que é um ponto de encontro da comunidade LGBT.
      15º dia – 14/01
      Hoje passamos o dia em Cayo Santa Maria; para lá se vai de carro. Não é um programa barato: o táxi cobra 60 CUCs pra levar e trazer; e, como a praia é de um resort, tem que pagar 5 CUCs por pessoa para entrar – o que dá direito a um drink no bar da praia. Apesar de caro, é imperdível: a praia é lindíssima, um típico mar do Caribe de água absolutamente cristalina e calma, e com uma grande quantidade de gaivotas que não se importam em nada com a presença de humanos. Pra variar, o táxi era mais um carrão antigo modificado: um Pontiac 1956 com motor Nissan.
      Um espetáculo à parte é a explicação de porque se chega lá de carro. É uma impressionante obra da engenharia civil cubana: aqui e em vários cayos da região de Varadero eles construíram estradas por cima do mar, ASSENTADAS EM PEDRAS JOGADAS AO MAR! Para Cayo Santa Maria, são 37 km de estrada COM MAR DOS DOIS LADOS!
      A história dessas estradas chega a ser lendária. Fidel era apaixonado por caça submarina, e por questões de segurança pessoal ele a praticava quase que clandestinamente nos cayos. Quando Cuba começou a investir no turismo, Fidel teve a ideia visionária de ligar os cayos por estrada sobre o mar. Na época, os ecologistas e ambientalistas criticaram o projeto original, argumentando – e com toda a razão – que um “paredão” de pedra cortando o mar iria interferir no regime das correntes marinhas e prejudicar a circulação dos peixes. O que fizeram então? Fotografaram a região do alto, estudaram as rotas dos cardumes e das correntes marinhas e o “paredão” de pedras tem 37 pontos de interrupção, sobre os quais foram construídas pontes – a maior delas inclusive permite a passagem por baixo de barcos pesqueiros.
      Almoçamos no restaurante do resort, que também não pratica preços extorsivos. À noite jantamos no restaurante Sabor e Arte em Santa Clara, um ótimo e simpático local frequentado por cubanos com preços no cardápio expressos em CUPs – mas a conversão é muito fácil: é só dividir por 25. Por 10 CUCs se come uma ótima lagosta.
      16º dia – 15/01
      Nossa despedida de Santa Clara foi uma bela caminhada do Parque Vidal até o Memorial de Che Guevara – são mais de 20 quarteirões. O monumento é encimado por uma enorme e belíssima estátua do Comandante, e tem as partes externa e interna. Do lado de fora, frases de Che e mapas de suas expedições guerrilheiras da coluna que liderou no Movimento 26 de Julho. A parte interna não pode ser fotografada: numa sala tem o Memorial propriamente dito, com uma excelente exposição de fotos, documentos e objetos de Che; na outra sala estão guardados os restos mortais do Comandante – repatriados da Bolívia após décadas – e de seus companheiros mortos das guerrilhas da Bolívia . Além disso, atrás há um outro pequeno cemitério dos guerrilheiros de Sierra Maestra da coluna liderada por Che, ainda com várias lápides sem nome (aguardando pelos companheiros ainda vivos).
      17º dia – 16/01
      Saímos cedo para pegar o ônibus da Via Azul no terminal de Santa Clara rumo ao nosso penúltimo destino: Varadero. Confesso que o aspecto externo do busão era bem cacarecado e dava uma certa preocupação, mas internamente o ônibus era bem razoável e chegamos em Varadero com tranquilidade, após 2 horas e meia de estrada. Também em Varadero optamos por ficar em casa de cubanos, e novamente fomos super bem atendidos e alojados por uma família simpaticíssima.
      Se Havana Velha parece a Lapa/Santa Teresa, Trinidad lembra demais Paraty e Cuba em geral parece o subúrbio carioca, Varadero é o Recreio dos Bandeirantes do Rio: um balneário supermoderno com praias lindíssimas, mas extremamente americanizado e formatado para turistas. Varadero na verdade é uma compridíssima e estreita restinga: uma faixa de terra que avança pelo mar por mais de 30 km, mas que só tem 300m de largura – então tem “mar dos dois lados”. Do lado “direito” de quem entra em Varadero por Matanzas é litoral de pedras; as praias – e os resorts – estão todas do lado “esquerdo”.
      Em Varadero praticamente a única (e ótima) coisa a fazer é curtir praia: linda, com água azulada e cristalina – só que nestes dias não está a “piscina” tradicional, em função dos ventos mais fortes e do tempo mais instável (chegou a ter bandeira vermelha antes de nós chegarmos). Uma observação: neste período de janeiro (que é inverno no Hemisfério Norte) se o sol se esconde atrás das nuvens sente-se frio na praia, porque o vento é constante.
      Outra coisa: nos restaurantes, nem sempre boa apresentação visual significa boa comida. Almoçamos num restaurante simpático da 1ª Avenida, mas o camarão estava “burocrático”.
      À noite, entretanto, a coisa foi diferente – para melhor. Marcamos de jantar com um grupo de amigos brasileiros no restaurante Casa de Al, que é a antiga casa de Al Capone em Cuba (na qual ele guardava a bebida que comercializava ilegalmente durante a Lei Seca). O restaurante é um charme, a comida é muito boa, tem uma ótima carta de vinhos e os preços não são extorsivos. No verão, o charme adicional é almoçar no terraço de vista para a praia, mas no inverno à noite fica impossível: aí é no ambiente interno mesmo.
      18º dia – 17/01
      Por volta das 07:00h da manhã fomos acordados pelo barulho da chuva. Pensamos de cara: “e agora? Balneário com chuva é um baita tédio”... voltamos a dormir e, grata surpresa: às 10:00h já estava um lindo dia de sol. A dona da casa nos explicou que por aqui é assim mesmo: quando chove é chuva rápida e logo o tempo abre.
      Após o ótimo desayuno padrão casa de cubanos, fomos novamente à praia, mas desta vez mais longe de “casa”: no resort Be Live Experience. Em Varadero os resorts estão à beira das praias mas o acesso à areia é livre e franqueado: a única diferença é que, se você não está hospedado no hotel, paga pelo uso das espreguiçadeiras e pela bebida que consumir. Como havia chovido pela manhã o mar estava mais mexido e com muitas algas, mas a praia continua sendo belíssima.
      Desta vez demos sorte no almoço: um pequeno e charmoso restaurante na Calle 47  com um ótimo camarão empanado e um serviço muito atencioso. Detalhe curioso é que, pela primeira vez em Cuba, encontramos um local que vendesse Coca Cola (ainda que embalada no México).
      18º dia – 19/01
      Varadero é realmente o “Recreio dos Bandeirantes” de Cuba: sofisticado e americanizado, mas também tem seu lado bucólico – várias casas por aqui criam galinhas, e de madrugada escutamos o galo cantar (nem me lembro mais quando foi a última vez que escutei galo cantar no Rio).
      Após o desayuno, saímos para ir à Cueva del Saturno, uma gruta com água doce e formações rochosas submersas. Combinamos com o taxista de pagar 40 CUCs e ele nos aguardar lá para a volta, pois a gruta fica praticamente fora de Varadero, na divisa com Matanzas a cerca de 20 km do centro de Varadero.
      O lugar é lindíssimo: a gruta fica 20m abaixo do nível do mar e tem profundidade embaixo da água doce (absolutamente cristalina) que varia de 1m a 22m. A entrada para a Cueva del Saturno custa 5 CUCs, e por mais 1 CUC aluga colete salva-vidas opcional – pra quem não é exímio nadador (como nós) é absolutamente recomendável. O local não tem snorkel para alugar; quem curte mergulhar vale a pena levar pelo menos os óculos de mergulho. Eu não senti falta: a água é tão cristalina e transparente que flutuando no meio da gruta dá perfeitamente pra ver o fundo 22m abaixo – a sensação é que está voando por sobre um abismo rochoso.
      Dali voltamos à praia e decidimos fazer o passeio de catamaran pelas águas de Varadero: 30 CUCs por 1 hora para duas pessoas. Hoje o sol estava totalmente aberto e o mar bastante calmo, então pudemos aproveitar ao máximo o passeio. Mergulhar nas águas azuis do Caribe a alguns quilômetros da praia foi especial, e o passeio todo é muito bonito.
      Na hora que bateu a fome, fomos ao restaurante mais próximo de onde estávamos: La Bodeguita Del Medio de Varadero. Um camarão ao ajillo muito bom, ótimos sucos naturais de abacaxi e melancia e, pra fechar, um delicioso mojito. Agora que já tomei mojito por todos os lugares onde estive em Cuba, posso garantir que Hemingway tinha toda a razão: o melhor mojito de Cuba é em La Bodeguita Del Medio.
      Mais praia até quase o fim da tarde, um descanso e o lanche da noite: ótimos e enormes hambuguers (“hamburguesas” em espanhol) no simpático snack bar Vernissage, ao lado de “casa”. Aqui também encontramos Coca Cola mexicana; cubanos mais ortodoxos costumam dizer que “Varadero no es Cuba” – pelo jeito não deve ser mesmo, pois “l’áqua nera del imperialismo ianque” não se acha em nenhum outro lugar de La Isla.
      19º dia – 20/01
      Nosso dia de despedida de Varadero: desayuno cubano, deixar as malas arrumadas na casa, liberar o quarto para os próximos hóspedes – e passear até o horário do ônibus de volta para Havana.
      Resolvemos pegar o bustour e fazer o passeio turístico por Varadero. Definitivamente, “Varadero nos es Cuba”: a parte em que nos hospedamos (os primeiros quilômetros mais ao sul da restinga) são o Recreio dos Bandeirantes carioca; já a parte dos maiores resorts, mais ao norte até a ponta, é uma Cancun. As praias são belíssimas e os resorts superluxuosos, nada a ver com a Isla que conhecemos e passamos a amar tanto.
      Fizemos algumas compras no centro comercial mais badalado da área dos resorts e, na volta, decidimos almoçar no Casa de Al: estava um belo dia de sol, daria para almoçar na varanda com vista para o mar. O único pequeno contratempo foi que saltamos do bustour e, pela indicação que nos deram, seriam 5 quadras mais à frente – mas eram mais de 10 quadras, foi uma caminhada grande. Mas compensadora: o camarão continuava delicioso, agora curtimos a vista para o mar deslumbrante e ainda tivemos música ao vivo com um ótimo grupo musical que ainda atendeu a nossos pedidos de tocar “Hasta Siempre, Comandante”, “Guantanamera” e “Iolanda”.
      Dali foi pegar um táxi, descansar um pouco e pegar o ônibus da Via Azul pra Havana – desta ver um carro bem melhor, mais moderno e confortável. Em 3 horas estávamos em La Habana, de volta à casa da mesma maravilhosa família que nos acolheu no início da viagem.
      20º dia – 21/01
      No primeiro dia de manhã de volta à Havana, fomos visitar nossos novos amigos cubanos Luis Caballero e Isabel Suarez e encontramos com a companheira Maria Leite, brasileira velha amiga do casal e grande amiga de Cuba. Queríamos ir ao Museu da Alfabetização mas descobrimos que estava fechado porque funciona dentro de uma instituição escolar. Por uma daquelas ótimas coincidências do destino, Maria já tinha agendado de ir ao Museu da Alfabetização no dia seguinte – combinamos de ir juntos.
      Dali fomos a pé até o Mercado San José, grande concentração de lojas de artesanato e lembranças – mais uma dica errada de distância: nos disseram que ficava na Avenida do Porto 5 quarteirões depois da esquina com Obispo, mas na verdade são mais de 10 quadras de distância. Fizemos algumas compras e voltamos para almoçar.
      À noite combinamos com os amigos Maria, Isabel e Luís de jantar no restaurante Deliriu’s: MARAVILHOSO! Lindíssimo, ambiente chique, ótima comida e preços não extorsivos – e ainda fomos brindados com uma espetacular apresentação de jovens cantores líricos. Esse restaurante eu recomendo MUITO.
      21º dia – 22/01
      Encontramos com a companheira Maria Isabel e fomos visitar o Museu da Alfabetização. Nos recebe na porta do museu uma senhorinha meio aborrecida porque estava faltando luz, vestida de jeito super simples: camiseta, calça tipo leggin e sandália de dedo – era a Diretora do Museu, Doutora em Educação. Conseguimos convencê-la a nos mostrar o Museu mesmo sem luz, só com a iluminação natural das janelas, pois íamos viajar no dia seguinte – e foi a visita mais emocionante que fizemos. O relato de um país pobre que mobilizou dezenas de milhares de voluntários e em um ano de campanha erradicou o analfabetismo é uma coisa impressionante - especialmente quando ficamos sabendo que 40 voluntários de alfabetização morreram durante a campanha, 11 ASSASSINADOS PELOS CONTRARREVOLUCIONÁRIOS ORGANIZADOS E FINANCIADOS PELA CIA (o primeiro “mártir” da alfabetização deu nome às Brigadas do Exército de Alfabetizadores: Brigadas Conrado Benitez). Não dá pra reproduzir aqui mais de 1 hora de palestra da Dra Luisa, mas dá pra comentar um pouco sobre três coisas:
      1)      no ato de comemoração do fim da campanha e da declaração da erradicação do analfabetismo em Cuba, os destacamentos dos “exércitos de alfabetizadores” (todos voluntários) exibiam faixas dizendo : Fidel, diga-nos agora o que fazer” (pois AQUELA “missão dada” já era “missão cumprida”). Fidel respondeu no ato: ESTUDEM! O programa de alfabetização passou a charmar-se “Sim, nós podemos” e foi “exportado” para vários países e regiões ( Dra Luísa nos relatou a experiência dela como monitora do repasse do programa em um Estado do México); a continuação dos estudos passou a ser chamada “Sim, nós podemos prosseguir”;
      2)      a “exportação” do programa “Sim, Nós Podemos” sempre respeitou as peculiaridades locais de cada país; por exemplo, no Haiti a alfabetização foi em criollo e não em francês; na Bolívia, além do espanhol, também em quíchua e almanara (as duas maiores línguas indígenas de lá);
      3)      o Museu da Alfabetização é situado em uma enorme área que na ditadura de Batista era o maior quartel militar, o Quartel Colônia – e tinha inclusive uma residência oficial do tirano. Na revolução o quartel foi transformado em escola: as residências dos soldados e oficiais foram transformadas em escolas, e hoje lá existe desde escola primária até a Faculdade de Pedagogia.
      À tarde demos mais uma descansada e arrumamos as malas, porque na manhã do dia seguinte já era hora de embarcar de volta ao Brasil. Mas não pudemos deixar de retribuir toda a hospitalidade e carinho da maravilhosa família que nos acolheu em Havana: convidamo-nos para jantar conosco novamente no Deliriu’s – e novamente a qualidade da comida, o requinte e beleza do local e o preço justo tornaram a noite muito agradável.
      O dia seguinte foi de dizer “Até breve, Cuba”: amamos esta Ilha e voltaremos muitas vezes, com toda a certeza!






































×
×
  • Criar Novo...