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Viajante Inveterado

Artes e paella! (Madri, Espanha)

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Depois de passar uma noite inteira no trem, que tomei em Lisboa, chego à estação Madrid Chamartín. Já no primeiro contato com o metrô da cidade, percebi que seria fácil me deslocar por ali. A rede cobre todos os lugares de interesse turístico e você só anda a pé se quiser.

 

Ainda era cedo quando cheguei, com minha carapaça nas costas, ao Cat’s Hostel. Um albergue que ocupa um belíssimo palácio do século XVII, no centro de Madri. Seu nome vem do apelido dos madrilenhos: “gatos”; por terem o hábito de passar muito tempo na rua, seja dia ou seja noite. De quebra, o Cat’s possui um agitado bar no porão. Se você gosta de festa, esse pode ser o local certo.

 

DSC05164

 

Usufruindo a extensa rede de metrô, comecei o meu dia pelo famoso Paseo del Prado. Amplas e extensas calçadas são um convite para uma boa e agradável caminhada. Pelo caminho, sou entretido por diversas obras de arte e esculturas expostas sobre as calçadas e, antes de me dar conta, já estava em frente ao, também mundialmente conhecido, Museo del Prado – aberto desde 1819. Atenção, esses grandes museus possuem um acervo imenso, capazes de ocupar, facilmente, mais de um dia de viagem. Portanto, prepare-se e informe-se antes de visitá-los para otimizar o seu tempo. Eu, que não tinha muito tempo, permaneci por mais de quatro horas conhecendo seu acervo e admirando grandes obras de Goya e Velázquez. Ao final eu estava esgotado, pois também havia viajado a noite toda. Peguei o rumo do albergue, onde meus novos companheiros de quarto já estavam acomodados. Eram duas coreanas, duas alemãs, um francês e um outro indivíduo que não tive a oportunidade de conhecer, pois dormia – e roncava – o tempo todo!

 

Com as baterias recarregadas e espírito desbravador, meu segundo dia na capital espanhola foi bastante produtivo. Parti da estação de metrô Antón Martín (próxima ao albergue) para desembarcar na estação Sol e conhecer o prédio do antigo Correo e a praça Puerta del Sol, onde estão o marco zero (identificado, no chão, por um simples padrão a partir do qual são medidas as distâncias entre Madri e todas as outras cidades espanholas) e o monumento – símbolo da cidade e importante ponto de encontros – El Oso y el Madroño (O Urso e o Medronheiro).

 

Segui a pé pela Calle Mayor até chegar à Plaza Mayor – uma praça com chão de paralelepípedos, cercada de prédios, com uma estátua equestre de Felipe III. O curioso é que nessa praça não há sequer uma única árvore. E foi lá, debaixo de sol forte, que tentaram me aplicar um golpe. Fui abordado por um homem bem vestido, com uma câmera fotográfica pendurada no pescoço, dando pinta de turista. Ele perguntou de onde eu era e, ao responder que era brasileiro, exclamou: Ronaldinho! Até aí, nada demais. Cumprimentou-me e perguntou se a moeda da Espanha era a Peseta (moeda espanhola utilizada antes da adoção do Euro, em 2002) e onde poderia trocar dinheiro. Estranhei a pergunta e expliquei (já desconfiado) que a moeda era o Euro e que não conhecia nenhuma casa de câmbio por ali. Ele insistiu e, mostrando-me uma cédula iraniana (de onde dizia estar vindo), pediu que lhe mostrasse como eram as notas de Euro. A essa altura indiquei (já nervoso!) um cartaz com o símbolo da moeda. E ele, muito cara-de-pau, apontou para a minha carteira (que estava no bolso da frente), pedindo para ver o dinheiro. Diante dessa evidente suspeita de golpe (muito ruim por sinal), recusei-me a lhe mostrar e continuei tranquilamente meu passeio. Enquanto processava o que acabara de acontecer, fiquei imaginando quantos turistas ingênuos não-brasileiros devem cair nesse golpe todos os dias. Nós, infelizmente acostumados com golpes de todo tipo, não podemos dar bobeira frente a esses oportunistas.

 

Caminhando pelas ruas, tive a agradável surpresa de me deparar com a bela e pouco conhecida Basílica Pontifícia de San Miguel – que não costuma estrelar em guias de viagens. É uma pequena e discreta igreja, na Calle San Justo, que guarda uma beleza incrível em seu interior. De volta ao roteiro turístico tradicional, visitei a Catedral Santa Maria la Real de la Almudena (ou apenas Catedral de Almudena) que, de tão grande, mais se assemelha a um palácio – próxima à Plaza de Armas e ao Palácio Real. Aliás, este último é, sem dúvida, um dos mais belos e luxuosos de toda a Europa. Uma visita em seu interior é indispensável. As salas do palácio possuem tapetes imensos, paredes forradas com belos tecidos bordados e afrescos por todas as partes, até no teto. A sala do trono é absurdamente majestosa, sem trocadilhos! Há também uma sala inteira construída com porcelana. Tudo impressiona! Na sala de jantar contei 33 cadeiras de cada lado da mesa. Quando fiz a visita, estavam sendo realizadas duas exposições: Hilos de Esplendor (tapetes) e outra com as armas reais (onde se destacavam as lanças e armaduras). Se o passeio der fome, existe um bom restaurante no interior do palácio, bem como uma livraria.

 

Entre o Palácio e o Teatro Real fica a Plaza de Oriente, com elegantes cafés à sua volta e adornada com estátuas de reis espanhóis – originalmente feitas para adornar a cornija do Palácio mas, devido ao peso, 20 delas foram colocadas na praça. As demais estão espalhadas por Madri e em outras províncias.

 

Acompanhei a Gran Vía que, como o nome sugere, é uma grande – e movimentada – avenida da cidade. Foi em uma de suas travessas que parei para almoçar no restaurante IOWA – escolhido a esmo. O local é simples, mas com boa comida. O prato escolhido foi a tradicional e deliciosa Paella que foi servida em sua forma clássica – sobre uma frigideira (paellera) de ferro, rasa e com duas alças. Depois do almoço tardio, continuei caminhando pela mesma avenida até seu entroncamento com as ruas Alcalá e Paseo del Prado, onde terminei o dia conhecendo o Portão de Alcalá, a Plaza de Cibeles e prédios históricos. De volta ao albergue, “comemorei” a primeira semana de mochilão lavando roupas!

 

Meu terceiro dia na capital espanhola foi longo. Perdi a hora do café da manhã do albergue e tive que improvisar com água e bolachas. De estômago meio cheio, segui para o Centro de Artes Reina Sofia, onde pude conhecer pessoalmente as magníficas obras de Salvador Dali, Miró e Pablo Picasso. Dei sorte, além da coleção permanente do museu que inclui a extraordinária obra Guernica, a coleção do Museu Nacional Picasso Paris também estava lá exposta temporariamente.

 

Ainda entusiasmado com o trabalho do pintor espanhol, fui até o Parque del Retiro para relaxar, curtir seu lago com pedalinhos e admirar seu belo paisagismo. Aproveitei a tranquilidade do parque para comer um bocadillo e, após uma longa caminhada, tomei o metrô com destino ao Estádio Santiago Bernabéu, a casa do Real Madrid.

 

O estádio dos “merengues” (apelido do time) oferece, em dias que não há jogo, um tour não guiado por suas dependências. Seja você um amantes do futebol, ou não, o tour é muito interessante, pois mostra a paixão de um povo por seu esporte nacional. Vale a pena conhecer a sala de troféus, as arquibancadas, a área VIP, a sala de imprensa, os vestiários e até mesmo o banco de reservas de uma das maiores equipes do futebol mundial, onde alguns dos melhores jogadores do mundo já escreveram sua história – pra citar alguns: Ronaldo, Roberto Carlos, Robinho, Kaká, Zidane, Beckham e Cristiano Ronaldo. Ao finalizar o passeio, você cai dentro de uma loja repleta de objetos, roupas e acessórios do clube e pode fazer a festa – obviamente, desembolsando uma quantidade generosa de euros. Portanto, cuidado, pois a empolgação pode custar caro!

 

Meu último compromisso em Madrid era visitar a polêmica Plaza de Toros de Las Ventas. Se para muitos é uma paixão, parte da história e da cultura local, para muitos outros não passa de uma violência gratuita e covarde. Sem entrar no mérito da questão, fui conhecê-la rapidamente – e apenas por fora, pois não era dia de touradas. Com a sensação de dever cumprido, mais um dia chegava ao fim e eu estava absolutamente encantado com a cidade.

 

No dia seguinte, perdi meu trem pela manhã e passei algumas horas na estação ferroviária Atocha, esperando o próximo horário para Barcelona. Finalmente, às 13h30, consegui embarcar para meu próximo destino.

 

Este é o 5º post da série Mochilão na Europa I (28 países)

 

Leia o post com fotos: http://viajanteinveterado.com.br/artes-e-paella-madri-espanha/

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    • Por Lucas Perdigão Nunes
      Olá pessoal,
       
      Venho pedir ajuda rsrs estou com 3 dúvidas na minha primeira viagem a Europa, com a carta convite consigo sair e entrar no  tratados de schengen ?
      Vou visitar 8 países em 26 dias 
      Meu amigo Vai me mandar a carta de Portugal tenho que levar ela em inglês para entrar nos países?  E outra em Português para Portugal ?
      Mesmo com  a carta convite tenho que mostrar os hotéis que vou ficar ? pois vou ficar na casa dele só durante 5 dias.
       
       
    • Por joaovitorjla
      Boa noite pessoal, 
      Pretendo fazer uma viagem para a Europa, mas estou com dúvida no roteiro, ao total da viagem, desde a saída até a volta ao Brasil irão ser 15 dias, estou querendo conhecer Madri, Barcelona e Paris, dedicando 3 dias inteiros para elas, sem contar os deslocamentos. Vendo posts aqui no blog mesmo, me surgiu a dúvida se é viável ou são poucos dias para cada cidade, será minha primeira vez a Europa e estou cheio de dúvidas, segue roteiro:
      Dia 01 - SP > Madri 
      Dia 02 - Chegada em Madri 
      Dia 03 - Madri
      Dia 04 - Madri
      Dia 05 - Madri
      Dia 06 - Madri > Barcelona
      Dia 07 - Barcelona
      Dia 08 - Barcelona 
      Dia 09 - Barcelona
      Dia 10 - Barcelona > Paris
      Dia 11 - Paris
      Dia 12 - Paris
      Dia 13 - Paris 
      Dia 14 - Paris > SP
       
      Agradeço a ajuda, obrigado!
       
      **Ainda não sei as datas de viagem, estou cotando para setembro/2019.
    • Por markcnbrj
      Estou fazendo uma viagem pela Espanha nos próximos 15 dias e dentro do possível vou postar a viagem em tempo real. Iniciei ontem uma viajem de 15 dias pela Espanha. Saí do Rio para Sampa e peguei o Voo diário da TAM para Madrid. Muito bom o Voo, com bastente opção de entretenimento, para aturar as 10 horas de viajem. Usei 60.000 pontos (ida e volta) de milhas acumuladas pois comprei com bastante antecedência. Se resgatar em cima da hora não vai arrumar por menos de 100.000 pontos cada trecho.
      Minha primeira preocupação era a “temida” imigração de Barajas. Não levou 30 segundos para me liberar. Perguntou quanto tempo ficaria na Espanha e o motivo da viagem. E só. Ajudou muito eu ter outros carimbos de entrada na União Europeia. O cara falou Ahh, vc já esteve em Londres...e carimbou. Mas vi 3 pessoas do meu vôo sendo conduzidas para a “casinha”. A “casinha” na verdade é a inspeção secundária onde realmente vão checar suas informações. Já fui “convidado”2 vezes (uma em Schipol e outra em Houston), mas fui liberado depois. Em Schipoll, ligaram para o Hotel para confirmar. Aqui foi mole. Bem fiz reserva no Hotel Etap Madrid para 4 noites a 39 euros. É igual a todos os Etaps do mundo, mas é meio distante do centro, porém a 1 quarterão da estação de metro Suanzes. Levei uns 40 minutos de metro do Aeroporto ao Hotel

       
       
      O Metro de Madrid é muito bom. Muito parecido om o de Londres, bem abrangente. Dá pra ir a qualquer lugar da cidade por ele. No Aeroporto comprei o passe de 5 dias para todos os transportes públicos. Existem 2 opções. O Zona A custa 25 euros e cobre o centro de Madrid. Comprei o Zona T por 36 euros, que abrange ônibus para Toledo e o El Escorial que fica na área das “cercanias”. Acho que foi uma boa.

      Metro de Madrid
       
      Cheguei no hotel e fui direto ao Santiago Bernabeu tentar comprar um ingresso para o jogo do dia 24 contra o Real Sociedad. Consegui apenas um de 60 euros, na reta da bandeira do corner. Vamos ver se vale a pena, mas ter oportunidade de assistir o Real Madrid, é daquelas que “não tem preço”.

      Estádio santiago Bernabeu
      Depois peguei o metro, saltei na estação Barrio de Pilar para ir no Shopping LaVaguarda. É bem grande, mas como tudo por aqui, é caro. Definitivamente Europa não é lugar pra comprar. Vou ficar só nas lembrancinhas e imas de geladeira

      Shopping La Vaguarda
      Peguei de novo o metrô e fui conhecer a Eatação Atocha ( sou fissurado em estações de trem). Ela é bem grande e abrange Trem,metro, ônibus, trem de longa distância, etc... é sem dúvida a aior estação de Madrid. Ali é ideal para comprar as quinquilharias...Depois disso, morto, voltei pro hotel....Amanhã tem mais.....

    • Por a_vida_do_viajante
      [creditos]Este é um post resumido do relato de viagem completo no meu blog, acompanhe os posts com TODAS AS FOTOS aqui :
       
      A vida do viajante - EUROPA 2014[/creditos]
       
      [t1]Primeiras impressões[/t1]
       
      Talvez influenciado pela nítida preferência da maioria dos visitantes (pelo menos dos Brasileiros) por Barcelona, confesso que não esperava muito da capital espanhola. Tomada como cidade grande demais, austera e com poucas atrações turísticas de peso, muitas vezes fica de fora de roteiros turísticos dos viajantes. Talvez por isso mesmo, Madrid, "la ciudad que nunca duerme", foi uma das melhores surpresas das minhas viagens pela velho mundo, os motivos tentarei resumir nos tópicos seguintes.
       
      [t1]Hospedagem[/t1]
       
       
      Madri é uma cidade grande, com muitas opções de bairros para se hospedar. Considero a melhor opção para uma primeira visita o "miolo" do centro, a região entre a Plazzas Mayor e a Puerta del Sol, região que concentra a maior quantidade de pessoas durante o dia, e de onde se pode chegar a pé a maioria das demais regiões da cidade, entre elas a luxuosa região do Prado, a Chueca (muito bom para quer curtir a noite), a estação Atocha e a Gran Via.
       
      Este último bairro foi onde fiquei hospedado, no Rincon de Gran Via, um apart hotel de bom custo benefício muito próximo a Plaza España. Esta região é a mais "americanizada" da cidade, com vários fast food, lojas de departamento e teatros e cinemas estilo "broadway", euquanto a leste se encontra uma arquitetura mais requintada nas imediações da Puerta de Alcalá,
       
      [t1]Roteiro de Dois Dias[/t1]
       
      [t3]Primeiro Dia - A Madrid dos Bourbon[/t3]
       
      No primeiro dia , em uma caminhada de 3 km conheça a região da cidade mais moderna conhecida como a Madrid dos Bourbon, uma das dinastias mais importantes que governa a Espanha até os dias atuais.
       
       
      [googlemap]https://maps.google.com/maps?saddr=Rinc%C3%B3n+de+Gran+V%C3%ADa,+Calle+Gran+V%C3%ADa,+67,+28001+Madrid,+Espanha&daddr=Plaza+del+Callao,+Calle+Preciados,+28013+Madrid,+Espanha+to:Zara,+Gran+V%C3%ADa,+34,+28013+Madrid,+Espanha+to:Fundacion+Telefonica,+Calle+Gran+V%C3%ADa,+28,+Planta+7%C2%AA,+28013+Madrid,+Espanha+to:Metropolis+Sa+Compa%C3%B1ia+Nacional+De+Seguros+Y+Reaseguros,+Calle+de+Alcal%C3%A1,+39,+28014+Madrid,+Espanha+to:Puerta+de+Alcal%C3%A1,+Plaza+de+la+Independencia,+1,+28001+Madrid,+Espanha+to:Palacio+de+Cibeles,+Plaza+de+Cibeles,+1,+28014+Madrid,+Espanha+to:40.4158463,-3.6929849+to:Museu+do+Prado,+Paseo+del+Prado,+s%2Fn,+28014+Madrid,+Espanha&hl=pt-BR&ie=UTF8&ll=40.41825,-3.699496&spn=0.009949,0.021136&sll=40.414182,-3.692372&sspn=0.009949,0.021136&geocode=FSjNaAIdY2PH_ylFZ70teyhCDTGhSf7ONOl3Ig%3BFRjCaAIdOXTH_ynxUroZqotBDTH7ZgVOG3wgxQ%3BFf_DaAId6XrH_yl1cKKffShCDTEqjnVkaJLjIw%3BFXHDaAIdfYPH_ynBTE5xhyhCDTGycynlTnuAnw%3BFZW9aAId5pTH_ymdPbEShChCDTHN_hrpJxvmRg%3BFZjCaAId37bH_yknUoZKmihCDTHxhkoUOosnmA%3BFZi-aAId-anH_ynlsnazhChCDTFeli2MofpGPw%3BFWayaAIdSKbH_ymtVbwrgyhCDTHJRc538eSwDg%3BFVaqaAIdoanH_yntothmnShCDTFaiK2TffCUEA&t=h&dirflg=w&mra=ltm&via=7&z=16[/googlemap]
       
      Nosso roteiro inicia pela Plaza España, percorrendo a Gran Via em direção ao Parque del Retiro. Observe a mudança no estilo dos prédios, aos poucos os letreiros de neon vão dando lugar a prédios de arquitetura mais elaborada que culminam no Ed Metrópolis e no elegante prédio do Ayuntamento (Prefeitura) de Madrid, situado na Plaza de Cibeles, um importante ponto de referência da capital.
       

      Ayuntamento de Madrid
       

      Ed Metropolis
       
      Siga pela Puerta de Alcala até o Parque do Retiro, os antigos jardins do Palácio do Retiro, destruído durante as invasões napoleônicas do início do século XIX. Ótimo lugar para um piquenique, aproveite os lagos, monumentos e jardins e siga em direção ao belíssimo Passeio do Prado, uma das avenidas mais bonitas do mundo. Se não tiver tempo nesse dia, no dia seguinte não deixe de passar por lá.
       

      Puerta de Alcala
       
      Voltando ao Paseo do Prado, logo se avista o Museo do Prado, com entrada gratuita após as 17h-18h (dependendo do dia), e que tem obras de arte de valor inestimável, principalmente de artistas espanhóis como Goya e Velasquez. Imperdível até para quem não curte muito museus do estilo.
       
      E agora que tal curtir um pouco da noite madrileña? Em menos de 2km podemos chegar ao Mercado de San Miguel passando por uns alguns dos pontos mais conhecidos de Madrid.
       
       
      [googlemap]https://maps.google.com/maps?saddr=Museu+do+Prado,+Paseo+del+Prado,+s%2Fn,+28014+Madrid,+Espanha&daddr=Plaza+Puerta+del+Sol,+Madrid,+Reino+da+Espanha+to:Plaza+Mayor,+Madrid,+Reino+da+Espanha+to:Restaurante+Mercado+de+San+Miguel,+Plaza+San+Miguel,+Madri,+Reino+da+Espanha&hl=pt-BR&sll=40.415211,-3.700247&sspn=0.009949,0.021136&geocode=FVaqaAIdoanH_yntothmnShCDTFaiK2TffCUEA%3BFe61aAIdpX3H_ykTkSUZfihCDTGXfiXbPELkmQ%3BFYSwaAId-m3H_ynZ4F_YfihCDTHoJXbW8MQC0g%3BFeGwaAId8m3H_yGSiTcp_BO_Dim9LGvdfihCDTGSiTcp_BO_Dg&oq=MERCADO&t=h&dirflg=w&mra=ls&z=16[/googlemap]
       
      Uma boa caminhada levará até a Puerta do Sol, centro nevrálgico da cidade, mas sem muitos atrativos. Apenas observe a estátua del Oso y el Madroño, o símbolo do capital espanhola e o movimento eufórico dos transeuntes.
       
      Seguindo adiante, em pouco tempo chegamos ao Mercado de San miguel, tradicional reduto boêmio da cidade para um delicioso final de noite regado a vinhos de preferência o tradicional Riojo e repleto de muitas tapas escolhidas a gosto do cliente entre as inúmeras "barracas" do local.
       

      Tapas no Mercado San Miguel
       
       
      [t3]Segundo Dia - A cidade antiga[/t3]
       
       
      Reserve o dia para conhecer o outro lado de Madrid. Uma caminhada de 3,5 km entres as Plazza España e Mayor, revelará a cidade antiga, com suas vielas e palácios históricos.
       
      [googlemap]https://maps.google.com/maps?saddr=Plaza+de+Espa%C3%B1a,+Madrid,+Reino+da+Espanha&daddr=Templo+de+Debod,+Calle+Ferraz,+1,+28008+Madrid,+Espanha+to:Museum+Cerralbo,+Calle+de+Ventura+Rodr%C3%ADguez,+17,+28008+Madrid,+Espanha+to:Pal%C3%A1cio+Real+de+Madrid,+Calle+Bail%C3%A9n,+s%2Fn,+28071+Madrid,+Espanha+to:Catedral+de+Madrid,+Calle+Bail%C3%A9n,+10,+28013+Madrid,+Espanha+to:Calle+Mayor,+Madrid,+Reino+da+Espanha+to:Centro+de+Turismo+Plaza+Mayor,+Plaza+Mayor,+s%2Fn,+28005+Madrid,+Espanha+to:Calle+Arenal,+Madrid,+Reino+da+Espanha+to:Monasterio+de+las+Descalzas+Reales,+Plaza+de+las+Descalzas,+s%2Fn,+28013+Madrid,+Espanha&hl=pt-BR&ie=UTF8&ll=40.419916,-3.71207&spn=0.009949,0.021136&sll=40.417166,-3.711605&sspn=0.009949,0.021136&geocode=FSXOaAIdMl3H_ymVggH7byhCDTFrW_tsjXZwJA%3BFVbSaAIdd0XH_ylZEuqLbihCDTGrBndKxtlqHQ%3BFVTRaAIdE1LH_ynDONjAbyhCDTGoc2O_vy52XQ%3BFaO6aAId-FLH_ynBqaR9fihCDTFRSM7Weex_Lg%3BFbKxaAId6FHH_ykj8Vh4dyhCDTFyrAbmAOzcfw%3BFYazaAIdCWzH_yl97CsbeShCDTEfKRg1o8nbLQ%3BFWiyaAId723H_ynTQEHQfihCDTGvJnW2XS-0hQ%3BFfm3aAId63DH_ylPvPqifihCDTGII8s_BxEbzA%3BFfy8aAIdX3PH_ylxOAx-fihCDTF6wXXwUlzvIQ&t=h&dirflg=w&mra=ltm&z=16[/googlemap]
       
       

      Wikipedia
       
      A partir da Plaza España, observe a monumento de Cervantes com o Ed España ao fundo que já foi um dos mais altos do mundo.
       
      Este é ponto de partida para nosso roteiro que pode ainda incluir o Museo Cerralbo, uma antiga residência aristocrática transformada em museu com entrada gratuita aos Domingos. Apesar de pouco conhecida dos roteiros turísticos mais comuns é uma atração muito bonita, tanto pelo palácio em si quanto pelas obras de arte que se encontram dentro dele, desde pinturas de artistas famosos até coleções de armas e armaduras.
       
      Quase em frente, na Calle Ferraz, está o Parque del Oeste e o templo de Debot, do séc IV a.c, um autêntico santuário egípcio trasladado pedra por pedra do Egito, em agradecimento ao governo espanhol pela ajuda na preservação do templo de Abu Simbel.
       

      Templo de Debot
       
      Siga então em direção ao Palácio Real de Madrid, mas antes dê uma parada nos jardins de Sabatini para uma vista estarrecedora do complexo.
       

      Vista do Palácio Real a partir dos jardins de Sabatini
       
      O palácio é o maior da Europa em área construída e pode ser visitado quando não está sendo utilizado para eventos oficiais. Em alguns horários a visita é gratuita para latino americanos, confira o site do palácio com antecedência.
       

      Plazza de Armas e o Palácio Real
       

      Palácio Real
       
      Ao lado, encontra-se a Catedral de Amuñeda, que apesar de ser uma construção mais moderna, vale uma visita rápida, mesmo para quem não possuem grandes interesses religiosos.
       

      Catedral de Madrid
       
      Caminhando para o leste, entramos, na minha opinião, na área mais bonita da cidade. A calle mayor e suas imediações são uma sucessão de prédios históricos bem preservados , jardins coloridos e vielas que remetem ao passado glorioso do Reino de Espanha. Entre os pontos de interesse estão a antiga Plazza de Villa, onde está o antigo cabildo (ayuntamento) da antiga Madrid.
       

      Plazza de Villa
       
      Na região ainda encontra-se a Colegiata de San Isidoro, antiga catedral da cidade e a Plaza Mayor, local onde ocorriam os eventos públicos da Madrid antiga, desde touradas até execuções da temida Inquisição Espanhola, uma das mais sangrentas do mundo, presidida pessoalmente pelos Reis Católicos na ânsia de banir qualquer outra religião do país.
       

      Colegiata de San Isidoro
       

      Plazza Mayor
       
      Para fechar o dia, uma visita ao Monasterio de las Descalças Reales, um antigo convento repleto de obras de arte de extremo valor, doadas pelas famílias abastardas das noviças. Infelizmente, as visitas só podem ser guiadas em determinados horários bem controlados e quando lá estive não consegui visitá-lo por dentro.
       

      Monasterio de las descacas reales
       
       
      [t1]Resumo Final[/t1]
       
       
      Mais uma cidade que o mito não corresponde à realidade. Quem espera que Madrid seja uma cidade um tanto monótona, sem grandes atrativos, encontrará uma metrópole viva, pulsante, com muitas opções de diversões, inclusive culturais, além de prédios de belíssima arquitetura. A gastronomia descomplicada, baseada em tapas (aperitivos) e bebidas de qualidade como o vinho Riojo, assim como o povo amigável e educado contribuem para criar uma atmosfera amigável de uma cidade que sabe receber bem o visitante e proporcionar momentos de pura diversão.
    • Por Andrea Matos
      Viagem que cabe certinho em 11 dias. Desci em Madri e peguei um trem para Sevilha na estação Atocha, quatro horas de viagem. No caminho parei em Cordova, onde visitei a Mesquita (linda), almocei e passeei um pouco no centro. No final da tarde, peguei a mala que havia deixado em um locker na estação de ônibus de Cordova, que fica em frente à de trem, e uma hora depois estava em Sevilha. Fiquei em Sevilha 3 dias e segui para Granada, viagem feita em 4 horas, de trem e de ônibus, pela Renfe, sem complicação. Fui de táxi para Sierra Dourada, onde almocei e fiz lindas fotos na neve (120 Euros ida e volta), 40 minutos. Três dias depois segui para Madrid onde fiquei os últimos 4 dias.
       
      Dicas especiais. Compre os bilhetes dos trens da Renfe com antecedência. Não fiz isso e não pude escolher os melhores horários e preços.
       
      Para visitar a Alhambra em Granada também eh preciso comprar os ingressos antes. Não fiz isso e só consegui visitar a parte que eh aberta ao público. Para ter alguma chance de comprar os ingressos lá, só se vc for para a bilheteria 7 da manhã.
       
      Na volta de trem de Granada para Madri, mesmo sabendo que o início da viagem eh de ônibus, vá para a estação de trem da Renfe. Se uma japonesa não tivesse me alertado eu teria ido para a Rodoviária.
       
      A região da Andaluzia eh linda! Fui em dezembro/janeiro 2017 e peguei dias ensolarados, com temperatura média 4 graus.


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