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Thay Cavalcante

23 dias no México: CDMX, Taxco, Puebla, Oaxaca, Tuxtla, San Cristóbal, Palenque, Mérida, Tulum, Xcaret, Cancun

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Querides do meu Brasil Varonil, isto é o relato das coisas que eu lembro, mas sem cronograma definido. As imagens serão um misto de fotos que tirei com imagens do Google (você vai entender). Foram 23 dias em solo mexicano. Agradecimentos à comunidade do mochileiros (em especial ao Michradu) e ao Dani ::otemo::

 

Vamos às considerações gerais:

 

*Ônibus: As estradas dos trajetos que fiz estavam em boas condições. Viajei sempre pela ADO e deu tudo certo. É mais barato comprar com antecedência pela internet, cada ônibus oferece uma passagem (só uma :x ) com um bom desconto e é ainda mais barato comprar em algum guichê espalhado pelas cidades.

* Mexicanes: sempre muito gentis e solícites :P viva México <3 Não se preocupe caso você se perca entre ônibus e metrôs, es mexicanes vão te perguntar pra onde você quer ir só de ver sua cara de perdide.

* Comida I- pimenta: sempre me perguntavam o quanto picante eu queria, isso quando a pimenta não vinha separado... então, sussa (mas se tiver o adjetivo “bravo” depois do nome da comida é por sua conta e risco)

* Comida II - aminais: são super carnívoros e adoram carne de porco (puerco, cerdo, jamón). Passei em vários restaurantes sem nenhuma ou com uma só opção vegetariana e acho que só vi um item de um cardápio de um restaurante com o selo vegano. E nem sei se era vegano de verdade mesmo kkkkk mas tem restaurante vegano no centro da Cidade do México ;)

* Comida III - variedades: água de Jamaica é um chá gelado de hibisco bem gostoso. Água de horchata é de arroz e é bem gostosa. Esquites é um copo de milho cozido com uma erva lá, maionese, queijo, limão e chilli e é a coisa mais deliciosa que já inventaram. Eles comem grilo seco também, os chapulines. Deixe pra comê-los em Oaxaca. E michelada é cerveja com limão sal e pimenta. Muitos acrescentam suco de tomate, que lá se chama clamato. Mezcal é o mesmo que Tequila, só tiveram que botar outro nome por questões de registro. Os tacos AL pastor (porco) e de suadero (gado – res) fazem muito sucesso. E tamales são tipo pamonhas adiferentadas. Rola tamarindo pra todo lado: suco, doce, doce com pimenta, etc

* Dinheiro: vi câmbio de reais em Cancun, e tava muuuuuuito ruim. O esquema é levar dólar e trocar por peso mexicano no segundo andar do aeroporto, entre o portão 6 e 8, salvo engano, do T1. Melhor cotação mesmo (em fev/2016, 1 dolar valendo 17.23 pesos) Pra 23 dias, 1500 dólares foram mais que o suficiente.

* Isic card :ninguém aceitava. Os moços do museo de Templo Mayor e da Torre latinoamericana só aceitaram porque eles eram legais.

* Acapulco: todos amamos o Chaves, mas Acapulco foi cortada dos planos porque era meio contramão e porque dizem que não é mais como antigamente, que já foi alguma coisa nos anos 70, que tem muita violência lá, etc. O hotel do Chaves ainda tá lá.

* Hospedagem: Fiquei em quarto coletivo de hostel, sempre checando no tripadvisor e reservando pelo booking.com na cidade anterior. Deu tudo certo, em cada cidade falo sobre o lugar em que fiquei.

* Domingos: Aos domingos os museus do país são de graça para os mexicanos, isso quer dizer que estão mais cheios! E segunda feira normalmente uma boa parte deles nem abre. ::hein:

* Dica geral pra mochileires sem muita experiência: Faça seu plano de viagem dia-a-dia. Você deve encontrar mil coisas legais que não vai dar tempo de fazer (não abra mão de pelo menos 1 dia livre sem nada planejado), então coloque no plano reserva. Diante de contratempos ou adiantamentos, você resgata o plano reserva... eu mesma usei metade do que fiz, lê o relato que vc entende!

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Vamos ao relato :

 

CIDADE DO MÉXICO, a cosmopolita

 

  • Bem policiada;
    Terceira maior do mundo;
    Fede esgoto com tortilha mas vc se acostuma;
    Barraca de comida pra todos os lados.
    Tem bike pra alugar mas não peguei.

 

Hostel: O Massiosare é super bem localizado, dá pra ir a pé até o centro, tem uma boa estrutura (salvo chuveiros – sai um filete de água, no máximo 2, um em cada direção - , mas eles devem ter consertado) staff super massa, tem cozinha, bar no terraço, etc, mas vc sobe 4 andares de escada e quando vc anda mais de 20km dando rolê na cidade e ainda tem que chegar lá de noite, olhã....

 

O metrô da CDMX merece um capítulo exclusivo: em primeiro lugar, são várias linhas que te levam pra todos os lugares que vc quer ir (sou de Brasília, o metro aqui é um pedaço de linha reta, então fiquei :o). Em segundo lugar, tem um aplicativo do metrô que te informa as linhas e o horário de funcionamento delas. Não baixei, mas acho recomendável. Ou então tirar uma foto do mapa e ter no celular. Em terceiro, quase nunca esperei mais de 2 minutos na estação... é uma coisa linda.

 

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Dentro do metrô a coisa é muito etnografável. Há toda espécie de desvalides e desafortunades pedindo esmola, vendedores de um monte de coisa, bandas fazendo pocket shows e vendendo o CD, mexicanões bigodudos de chapéu e mexicanas com a franja da Betty a feia passando uma generosa camada de maquiagem no rosto. Sem falar que algumas estações também são galerias de arte e museu de ciências! 5 pesos a passagem 

 

Perto do hostel tem um mercado de artesanato maneiro, o La ciudadela. Vc pode comprar coisas de cerâmica, artesanato em miçanga (chaquira), camisetas maneiras, roupas mexicanas (que não vi ninguém usando, nem mesmo es mexicanes) e máscaras de luchadores (+-80 pesos). Há caveiras (calaveras) de diversas cores, formas e tamanhos pra você.

 

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A zona rosa, como o nome já diz, é gay. Mas olha, não achei nada tão maneiro assim, achei a estação de lá meio perigosa e não vi muitas opções de lugares por lá. É uma rua de boteco, mas parei em um dos primeiros bares pra pedir a maior batata frita do rolê.

 

O centro da cidade do México é cheio de coisas pra fazer. Dá pra matar em um dia: Museo do Templo Mayor (não pode entrar com água nem comida, tem uma fila pra guardar água/comida e outra pra entrar), Palácio Nacional, Catedral, Zócalo, Rua Madero, Palácio Postal, Palácio de Bellas Artes, Alameda (praça), Torre Latinoamericana, Casa de Azulejos, Monumento à Revolução, Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe... Leiam as dicas do Michradu no mochileiros! Depois de caminhar horrores o dia todo, faça uma boa refeição no Sanborns e/ou tome uma boa michelada de chopp no “La cerveceria de barrio”. Aos sábados você vê as ruas e praças cheeeias de gente dançando salsa e cumbia <3 e tem uma feira no centro da cidade, em que você pode encontrar um carrinho com o MELHOR CHURROS DO PLANETA.

 

A Catedral é um trem colossal e inacreditável, vale a pena a visita mesmo se você não é católique. Eles não deixam tirar fotos durante a missa, mas vai lá e escuta a galera fazendo os cânticos. De arrepiar! E de arrepiar também é saber que os espanhóis fizeram questão de construí-la bem em cima do Templo Mayor (colonização cultural começa assim mesmo, e termina na pop music (y)), ou seja, tem altas galerias mexicas que nem foram exploradas embaixo da Catedral e sabe-se-lá-Deus o que tem lá dentro.

 

A torre latinoamericana te vende a entrada pelo dia! Então você pode ir visitá-la de manhã e voltar ao por do sol ou à noite até 22h com o mesmo ingresso que ta tudo certo! Se não me engano são 65 pesos (como a maioria das entradas no México) mas o moço aceitou minha ISIC card porque ele era legal e eu paguei um pouquinho a menos.

 

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Casa da Frida: não deu pra ir, mas me disseram que em 30 minutos vc vê tudo e lê tudo e que ela é realmente bem pequena. E fecha 17h45.

 

O palácio de Bellas Artes por si só já é um espetáculo, especialmente à noite, quando fica iluminado <3. Eles têm um espetáculo de dança (pelo que entendi, permanente) com danças folclóricas do México. Cadeira razoável por 300 pesos e valeu muito a pena! Mas se vc for pro Xcaret e tiver orçamento meio limitado, vc deixa pra ir lá e economiza esses 300 :wink:

 

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Xochimilco: Não estava nos planos principais, mas nos planos reserva. Acontece que fomos serelepes pro museu de Antropologia e.... FECHADO! Cara, era segunda-feira!!!! O que fazer, sentar e chorar? Não, fomos pra Xochimilco mesmo ;) Olha só, foi legal e rendeu boas fotos, mas eu recomendaria o passeio só pra quem está em um grupo de 4 ou mais amigos, senão fica um rolê muito silencioso e sóbrio... para ir a Xochimilco você deve descer na estação de metrô Tasqueña e pegar o trem ligero para lá (desce na última estação).

 

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Xochimilco é conhecida como a “Veneza” mexicana, e você vai num passeio de Trajinera, um barco de cores fortes que passeia pelos canais. Durante o rolê vários barcos passam por você vendendo comida, flores, música de mariachi (eles são incrivelmente profissionais em Xochimilco), breja, etc. Eu achei meio caro... queriam me cobrar 400 pesos por hora (você escolhe se faz o rolê longo até a ilha das bonecas ou mais curto, só conversar com o barqueiro) mas rolou de pagar 350 por 1h30, e mesmo assim eu achei meio caro... :T Pra quem não quer fazer todo o rolê até a ilha das bonecas, saiba que eles fizeram uma réplica ali no caminho mais curto. Tem também loja de flores e plantas, pequenas reservas com animais, etc. O passeio é dispensável pra quem tá com o tempo mais apertado.

 

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Museo nacional de antropologia: Olha, não é porque sou antropóloga não, mas o museu é uma das coisas mais maravilhosas do México. Parada obrigatória, tá? Não interessa se vc não gosta de história nem de ler. Vc vai gostar do museu. São 65 pesos pra entrar (como sempre) e o pessoal revista as bolsas e mochilas pra você não entrar com comida nem água (não se preocupe, o guarda volumes é gratuito), então vá bem alimentade (lá dentro não tem lanchonete). Eu passei 6 maravilhosas horas lá dentro.

 

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O museu começa lá no aparecimento da primeira forma de vida e evolui desde lá para diversos povos mexicanos com seus trabalhos riquísismos. São muitas informações. Muitas meeeeeeeeeesmo, e a parte mais legal é do meio pro fim, então minhas dicas são: reserve muitas horas, e se não puder, dê mais atenção pra exposição do meio ao fim. Lá você descobre que o calendário azteca não era exatamente só um calendário e você vê uma réplica da tumba e a máscara de jade original do glorioso, imperioso, astronauta Pakallllll *fundo sonoro de revelação* Lá vc aprende quem era o cabra :D

 

Na frente do museu tem umas barraquinhas vendendo artesanato, comidinhas e sucos do chaves, e o dia que eu fui, numa terça, assim que saí do museu vi uma apresentação de voladores de papantla! Não sei dizer com que freqüência eles se apresentam, mas se não for no museu, também tem apresentação no Xcaret, explicação lá embaixo.

 

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Vamos partir para o capítulo da Lucha Libre. Entendi poucas coisas, mas é o seguinte: Quer ver lucha libre, vá pro arena México (http://www.arenamexico.com.mx/). Se não me engano, tem lutas às terças e aos sábados, sendo terças os dias de turistas, segundo uma amiga que estava morando lá. Ingresso na frente custa 170 pesos e acho que não vale muito a pena ficar atrás. Do lado de fora do arena México tem várias barraquinhas vendendo máscaras (de 80, 120 a infinitos pesos) e camisetas.

 

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Se liga: um luchador (não vi nem ouvi falar de luchadoras) pode lutar com “cabelera” (cabelo comprido <3) ou então máscara. E se o luchador com máscara a perde durante a luta (tem que ser perdida, não pode arrancar a máscara do coleguinha) ele nunca mais na vida poderá lutar de máscara novamente. Cada luchador tem um pseudônimo (estilo “Blue demon”, “ultimo guerrero”, “mephisto”, etc) e tem sua própria mascara ou máscaras. Cada luta é de 3 contra 3 luchadores. Eu sei que os mexicanos meio que acreditavam na veracidade das lutas, foi isso que percebi oO

 

A Basílica de Nossa senhora de Guadalupe é especial <3 diferentona e no final da missa, quando chegamos, um monte de índio saiu do meio da igreja e foi fazer uma dança tribal no caminho até o pátio externo. Tem um mercado ali do lado com artesanato católico (terços de fio colorido, imagens, camisetas etc) e comidinhas mexicanas. As gorditas (tipo uns bolinhos secos) são deliciosas. E a basílica versão mais antiga, ali do lado, ta bem, bem bem bem torta, pq tá afundando :o

 

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Teotihuacán também é obrigatório pra quem está na CDMX. Só vai. Guia vale a pena. Tem um pacote com uma explicação de coisas que se faz com agave + degustação de mezcal e tequila (acho que tinha pulque também, não lembro) + guia + carona do templo até o restaurante e do restaurante até o templo... acho que foi uns 180 pesos, demorou um pouquinho pra acharmos pessoas que topassem se juntar pra reduzir os custos (não lembro o preço inicial que o guia deu, foi bem caro), mas achei que valeu a pena.

 

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Recomendo umas 4 horas ou até um pouco mais pra esse passeio. Prepare-se para ser fitness como os mexicas, porque haja escada! Também vendem muito artesanato por lá, vários em obsidiana, jade e “jade” (pedra descaradamente pintada de verde kkkkk). No almoço há muitos grupos de mariachis e de danças tribais que fazem apresentações nos restaurantes. Pra chegar até lá vc desce na estação de metrô Autobuses Del Norte e perto do portão 8 tem uma empresa que vende a passagem até as pirâmides :)

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adorando o relatorio continuaaa e outra duvida nao reparei a data q voce foi para saber se os precos estao atuais..

 

obrigada

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TAXCO, a fofinha

 

Fofinha

Tem paleta mexicana gostosa a 10 pesos (menos de 3 reais)

Cheia de morro

Cheia de loja de bugiganga

Casinhas brancas

 

Não deu pra ficar muito tempo em Taxco, mas o monte de coisa que eu não vi e que você pode ver são: Igreja de Santa Prisca, Casa Borda, Igreja de Guadalupe, Mercado, Mirante do Cristo Monumental, Museu Virreinal, Monte Taxco. Lá tem a Gruta de Cacahuamilpa, essa sim eu vi e achei muito curiosa, porque é considerada uma das cavernas mais impressionantes do mundo, tá em área de proteção ambiental mas o passeio é no nível “minha vó de pé quebrado faz”. “Como assim?” Você me pergunta. Quem manja de caverna sabe que elas normalmente são difíceis para newbies e que não é recomendável esse tipo de programa para vovós de pé quebrado.

 

O que acontece é que tiraram uns espeleotemas para construir uma passarela de concreto que atravessa a caverna por 2 km. Se você reparar bem, dá pra ver uns espeleotemas que foram virados pra dar lugar à passarela. E havia também holofotes por todos os lados. Fucking holofotes Auehauehauheuahe! Eles te possibilitam lindas fotos, mas danificam as formações, então em cada salão o guia saía na frente, acendia, voltava, apagava. As explicações do guia são no mínimo muito engraçadas.

 

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PUEBLA, a fria

Meio européia

Tava chuviscando e super fria

Tem vulcão

Coma esquites

 

Muita gente fica em Puebla pra visitar o vulcão Popocatepl, ali perto. Infelizmente não tinha muito tempo pra isso, não achei facilmente as informações de como ir lá e o clima não tava favorável, mas tem como ver a previsão do tempo pro vulcão aqui http://www.cenapred.gob.mx. Dá pra ver ele da janela do ônibus ^^

 

Se você é católique vai se sentir bem em Puebla, cidade fundada em 1531. Tiveram a grande idéia de construir 365 igrejas na cidade, que nem é tão grande assim, uma para cada dia do ano, então vc tropeça, aparece uma igreja na sua frente, só que na maioria delas não te deixam tirar foto :’( . A cidade também destruiu o curso de um rio, que consta no mapa em azulejos no centro da cidade :’( . Pra ver tem: Catedral, Zócalo, Callejón de los Sapos, Casa del Alfeñique, Ex-Convento de Santa Rosa, Capilla del Rosario, Paseo Bravo,...

 

Não deixe de visitar a Rua 5 oriente, que tem várias e várias e várias casas de doces mexicanos diferentes :9 e não deixe de experimentar glórias (bombons gostosos que parecem um doce de leite com alguma castanha). Coma esquites em alguma banquinha que te pareça limpinha e entregue-se à culinária local, os pueblanos são orgulhosos dela! E tome rompope, é uma espécie de licor de vários sabores, o que eu experimentei lembrava amarula ^_^

 

À noite teve um lindo espetáculo audiovisual chamado “mosaicos poblanos”, com projeções na Catedral de Puebla (procure por esse nome no Google para ver o calendário deles). Aliás, a cidade de Puebla à noite fica super, super charmosa <3

 

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OAXACA, a colorida.

Artesanato

Grilo seco com limão

Cachu petrificada

 

Hostel: Cielo Rojo. Dá pra ir andando da rodoviária (não é perto nem longe), perto do centro, chuveiro bom, espaço bonito, tem cozinha, limpinho, povo legal que te ajuda.

A Cidade é muito linda, com suas ruas estreitas e casinhas coloridas <3. O centro da cidade de Oaxaca é cheio de banquinhas de feirantes vendendo artesanatos coloridos, balões de hélio, uma espécie de gelo raspado com saborizante que eu esqueci o nome, grilo seco com limão e chile.... Inclusive, por aqui alguns vendedores começam a encher o saco, te seguem, te imploram pra vc comprar, jogam o pano em você pra ver se você se interessa, etc. Tem lavanderia perto do hostel e vc pode pagar só pra usar as máquinas ;)

 

Lá também tem várias, várias, várias feiras! Tem uma perto do zócalo que tinha uns bons sandubas que eu já esqueci o nome :9 e tinha seiva de copal também, me arrependi de ter comprado pouco. À noite Oaxaca é super viva e cheia de cultura. Mais e mais lojas de artesanato e camisetas legais pra comprar ^_^. Mariachis no zócalo, etc, etc.

Tem o rolê de árbol Del tule + Mitla + teotitlan Del vale+ hierve el água, que leva o dia todo. No hostel mesmo eles vendem o pacote, acho que algo em torno de 650 pesos. Vimos no centro de informações ao turista da praça como faz pra ir de ônibus, e era um trem tão complicado e dispendioso que concluímos que o pacote era melhor.

 

Sai 10h da manhã, vai ver a árvore mais larga do mundo (árbol Del tule), as ruínas incríveis e especiais de Mitla, aprende como faz mezcal (e tem degustação), como faz tapete desde o processo da extração de lã, fiação, coloração natural e tecelagem (podendo comprar alguns deles) e toma banho na cachoeira petrificada (vá com roupa de banho).

 

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Tem o Monte albán também, que dá pra ir de busão tranquilamente, só pedir informação no hostel. Se não me engano, o último ônibus volta às 17h, então tem que ir algumas horas antes disso. É um bom rolê, mas das 9367487509437 ruínas que visitei, se eu fosse obrigada a cortar uma, eu talvez cortaria essa.

 

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TUXTLA, não fique aqui.

Nada

 

Tudo bem, você quer porque quer visitar o Cañon Del Sumidero. Mas não precisa ficar em Tuxtla, porque lá não tem nada além da “Plaza de La Marimba”, que eu nem vi, e afinal de contas a gente já tava de boas de praças... fique em San Cristóbal De Las Casas. Em Tuxtla fiquei no hostal Três Central, o atendimento era ótimo, o lugar era organizado, limpo, tinha um terraço com uma vista maravilhosa, mas o quarto era pequeno (banheiro era minúsculo e de cortina – molha tudo - ), tava muito, muito calor, o ar condicionado tinha hora pra ligar e desligar e tinha um cobertor de poeira no filtro :’( (isso na carinha não é uma lágrima, é uma meleca escorrendo do meu nariz de rinite alérgica) Mas lá é fácil pegar informação pra descer em Chiapa de corzo, onde fica o Cañon... tinha que andar umas 5 ruas prum lado, 3 pro outro e dava pra ver uma garagem de vans indo pra lá... tava cerca de 45 pesos.

 

 

 

CHIAPAS DE CORZO, pueblo mágico

 

Cañon Del Sumidero

Colares de miçanga

Paleta mexicana com chilli

 

Lá tem o Cañon Del Sumidero e muita gente querendo te empurrar um monte de coisa. Logo na descida da van a galera vai te abordar pra te empurrar o tour deles. Até aí tava mais ou menos oquei... mas depois de um histórico de gente enchendo o saco a gente começa a ficar irritada. Enfim, dissemos “não” de cara pro tour do moço (e pelo que percebi tem um tour mais longo que vai até uma caverna, acho que dura 5 horas) e fomos descendo até o píer. Lá sim, contratamos o tour menor, de aproximadamente 2 horas. Tava 300 pesos. Eles dão umas pulseiras laranja de controle lá. Achei lindo e legal *_*

 

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Na subida do píer mesmo tem um monte de restaurante com comida regional, e onde almocei tinha uma TV, e nessa TV tava passando justamente o episódio do suco do chaves <3 um deles não era de groselha como traduziram, mas sim água de Jamaica (falei dela lá em cima)! Em rolêzinho descobrimos que era tranqüilo ir de lá pra San Cristóbal de Las Casas (+-50km), que tinha ficado no roteiro reserva.

 

SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS, pueblo mágico

 

Frio

Cafeterias, pubs etc

Cidade linda

Good vibes

 

Não tenho muito o que dizer, visto que só passei algumas horas lá, mas com certeza eu adoraria ter trocado Tuxtla por San Cristóbal. Clima tava muito melhor (altitude bem maior), a cidade era mais linda, tinha vários pubs, restaurantes e cafés pela rua e com certeza havia muita coisa a fazer por lá. E feiras, claro. E Igrejas. Não deixe de visitar o templo de Santo Domingo e ficar de cara com a fachada.

 

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PALENQUE, pueblo mágico

 

Ruínas do Pakal

Não precisa dormir

Calor de novo

 

De Tuxtla dá pra pegar o ADO pra Palenque e no mesmo dia dá pra ir pra Mérida. Em Palenque vc vê as Ruínas do Parque Nacional de Palenque. 65 pesos e eles dão a mesma pulseira do Cañon Del Sumidero. O plano era ir pras cascadas de água azul, na real, mas lá no hotel de Tuxtla nossos companheiros de quarto estavam voltando de lá e disseram que a água não tava azul, que lá era pequeno, que era perigoso, que tinha um cara encarando eles, enfim, trocamos pelas ruínas, que também estavam no roteiro reserva.

 

Incríveis! As ruínas estão bem no meio da selva, e cara, são maravilhosas e fantásticas. Cada ruína conta uma história de um povo diferente, então não, elas não são todas iguais e não, elas não enchem o saco. Só subir escadas enormes naquele calor que cansa bastante. Não paguei guia porque haja dinheiro, mas deu pra escutar uma coisa ou outra dos guias alheios, acho que vale a pena pagar guia nesse passeio. Aqui você está em uma das partes mais importantes da cultura Maya. Use repelente (natural de cravo curtido, por favor -

) ou tome vitamina B.

 

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Nas paredes dos templos há inscrições com desenhos perfeitos e bem preservados, inclusive com resquícios da tinta original que eles usavam... e pra aliviar o calor tem uma cascata na entrada, mas não deu pra ir lá. Os preços das comidinhas e da água de coco do lado de fora estavam um absurdo. Tem uma lanchonete de um Italiano muito gente boa ali perto! Chama I’khofi. Enfim, de lá para Mérida.

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MÉRIDA, pueblo mágico

 

Hostel com yoga

Salsa ao vivo

Aerolito

 

Fiquei no Hostal Nômadas, que era grande, limpo, café da manhã era bom e tinha fruta, e tinha aula de yoga, salsa e de culinária, piscina e redes em cima da piscina :o fomos bestas e ficamos na piscina até mais tarde um dia, e perdemos o ônibus pras ruínas de Uxmal (eles pronunciam úshmál). O último saía ao meio dia, e o rolê pelos tours era bem caro (700 pesos). Eles incluíam o luz y sonido, um espetáculo com projeção nas ruínas. Conversando com uma estadunidense no hostel, ela disse que a primeira parte é legal e depois fica chato... e pelo preço alto e dificuldade de locomoção pra voltar pro hostel de noite, que não tem ônibus, resolvemos ir só de dia. Enfim, Mérida fica na península de Yucatán, onde caiu o meteoro que destruiu os dinossauros.

 

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O mundo inteiro recomenda o tal do restaurante Chaya Maya, mas achei a comida meio sem gosto, muito melhor é a do Café La Habana, gente. E tem um sorvete reverso lá no zócalo que eles te servem de ponta cabeça, é o maior barato :D Lá tem o Paseo de Montejo, cheio de mansões do século XIX, bom pra fazer uma caminhada.

 

Lá tem também o Gran Museo de La Culura Maya, que é muito legal e interessante, e te explica as eras geológicas, o meteoro e a diferença entre ele e o aerolito hahaha até chegar nos povos tradicionais. Os Mayas ainda existem e falam Maya, no museu tem uma grande amostra de como é mais ou menos a cultura. Eu lembro que era mais caro que o padrão dos rolês, mas tinha vários recursos audiovisuais, salas com projeções, etc, etc. Muito legal mesmo! Pra ir até lá vc pega uma van na rua 62. Informe-se com o povo do hostel.

 

As ruínas de Uxmal são maravilhosas, hiper detalhadas e super bem preservadas. Uma peculiaridade do local é que lá não enche, por ser distante e grande, sei lá. Tem um museo de chocolate caro ali perto na entrada e um restaurante caro com comida cara também. Tem gente que gosta mais de Uxmal do que de chichen Itza, cartão postal mais conhecido do México e uma das sete maravilhas modernas.

 

CHICHEN ITZA, cartão postal do México

Tem cenote

Futebol

Pague Guia

Calor

 

O plano era ir e voltar no mesmo dia e depois seguir direto pra Tulum, mas como perdemos o dia que ficamos na piscina, resolvemos fazer Merida – Chichen – Tulum (conselho do dono do Hostel), o que deu super certo, chegaríamos na hora do almoço pra sair umas 16h. Na verdade tivemos o problema logístico bem brasileiro de estarmos bastante atrasados pra chegar na rodoviária e não passar nenhum taxi ali na porta. Pedimos pro pessoal da recepção chamar taxi pra gente, a hora passando, ninguém aparecia, mas aí VEY: o dono do hostel simplesmente pegou o carro dele e levou a gente lá na rodova!! Mil estrelinhas douradas pro Nomadas Hostel!! Reservem com uma certa antecedência pq ele esgota rápido

 

 

Enfim, Chichen Itza. Fomos de Mochilão, mas tem guarda volume gratuito escondido no fim do corredor depois do corredor que fica depois do banheiro. Tem que pagar 2 bilhetes, o estadual e o nacional, ou seja, sai trezentos e poucos pesos pra entrar (ai). Os guias (não tinha nenhumaaaa guia) tem preço tabelado: 650 em espanhol e 700 pesos o resto. Dói no bolso, então ficamos na porta esperando juntar um grupo. Esperamos cerca de 30 min. Sabíamos que valeria a pena, e valeu. Fomos em 8. Tava um calor desgraçado e um sol desgraçado também.

Vc já dá de cara com a pirâmide principal... e vê uma galera batendo palma na frente da escada, mas não é porque quer lisonjear o templo (tem também gente batendo palma em Teotihuacán) e não vou falar o motivo aqui. Já falei que tava um calor desgraçado? Vc aprende também por que o México nunca foi campeão mundial de futebol rerererererere enfim, vai lá e paga guia.

 

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Logo ali a uns 3 km do templo tem um cenote maravilhoso, o Ik-kil! Deu pra ir e voltar de taxi (acho que deu 80 pesos o trecho, mas junta gentes e divide que dá certo) e é a melhor coisa do mundo depois da caminhada sob o sol torrante de Chichen Itza. Era barato pra entrar e foi muito, muito refrescante <3 de Chichen Itza mesmo saía o ônibus pra Tulum

 

 

TULUM, pueblo mágico: sua mochila desaparece diante dos seus olhos!

 

Ruína na Praia

Cenote

Fode os turista

Pagar em dólar pode ser melhor daqui pra frente

 

Tulum tem ruínas na beira do mar! De novo vc enfrenta sol e calor, mas pode dar um mergulho no mar mais azul cintilante bonito do mundo em seguida. Ficamos no DayTripper Hostel, que era maneirinho, as camas eram embutidas na parede e tinham cortinas pra vc ter sua privacidade, tinha hora pro ar condicionado funcionar e o staff se esforçava bastante mas não conseguia muito manter uma limpeza perfeita do lugar.

 

 

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O esquema de Tulum, se vc não tem dinheiro sobrando pra ir de taxi, é alugar bike. Só que em todos os lugares que alugam bikes eles te dão umas coisas enferrujadas sem marcha e eu peguei então as bikes mais fudidas que eu já vi na minha vida. 4 km pra lá tem o gran cenote, que te cobra 180 pesos pra entrar, mas vale a pena demais porque é uma formação maravilhosa. Eles alugam snorkel pra vc mergulhar, mas ai que nojo, arrumei um no brasil mesmo e fui levando ele no mochilão. Não pode passar protetor solar lá, viu? Tem que passar antes se não o povo não deixa vc entrar na água. Pessoal também recomenda o cenote “dos ojos”... mas cenote é o que não falta por lá. Rola de fazer cenote – ruínas – praia, na boa.

 

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Depois do cenote, ruínas, depois das ruínas, praia. Fiquei na praia do hotel Mezzanine – hotel de gente rica, praia de gente rica – todo mundo rico, qualquer drink simples era mais de 100 pesos, todo mundo largava as coisas na areia e ia pro mar, mas desviei o olhar das mochilas por pouco tempo e me levaram tudo: dinheiro, celular, powerbank, óculos de grau, roupa, o papelzinho da migração (tive que pagar 400 pesos por ele no aeroporto depois e não, não pediram o BO), documentos, go pro e as memórias da viagem inteira. A “sorte” é que o passaporte tinha ficado no hotel. Voltamos pra casa só de roupa de banho, bem mais pobres, quase entrando em depressão, dia antes do meu aniversário. Presentão!

 

No centro da cidade tem uma loja de penhores, mas como eles não são idiotas, certamente esperaram um tempo pra exibir as coisas roubadas lá. Passei na frente e tinha mesmo um monte de objeto com cara de roubado de turista... Vc pensa que a polícia ajudou? Eles só estão ali pra atrapalhar e se fingir de idiotas, se pá estão até metidos nesse esquema sujo e fedido. Enfim, dia seguinte (o do meu aniversário) passei o dia inteiro registrando um maldito BO que não serviu pra porra nenhuma. Me deixaram 3 horas esperando, no dia do meu aniversário, pra ter um papel que não valia nada. Valeu aí Tulum (y)

 

Ainda sobrou um pouco de tempo pra ir a Playa de Carmen e Cozumel. Deu pra ver o por do sol na ilha, tomar uma breja e voltar. Playa só vi o flash, mas tava bem cheia e tinha vários resorts grandes lá, coisa que não tinha em Tulum. Não sei dizer muita coisa de Cozumel, só que estive lá e que as máscaras de luchadores eram horríveis, mal feitas e super caras. Se eu pudesse voltar atrás, alugava um carro em Tulum pra dar os rolês em Playa, Cozumel, Xcaret, e, se possível, devolver em Cancun. Mesmo com o risco de o guarda parar e pedir propina. Li relatos de gente que ameaçou comunicar os superiores deles e foi liberada.

 

Enfim, tem os parques aquáticos pra ir, o Xcacel e o Xcaret. Não creio que valha a pena ir nos dois, até porque a entrada do Xcaret, por exemplo, tava mais de 1200 pesos. Lendo os encartes e as coisas que cada parque incluía, escolhemos o Xcaret, que era mais caro mas tinha mais coisa incluída. Acredito que foi uma boa escolha!

 

Tem passeio no rio de água corrente, tem almoço rico incluído – depende do tipo de pacote, tá? - tem praia, tem rede, tem mergulho de snorkel (o snorkel que eu levei foi roubado, então passei toda uma dificuldade psicológica pra usar o snorkel deles e depois descobri que o canudo era descartável e eles te dão ele de presente), tem flamingo, tem arara, tem arraia mutilad...ahm, digo, sem ferrão, tem aquário, apresentação de cavalo e de dança durante o dia e no fim da noite tem um espetáculo de dança simplesmente maravilhoso. Eles começam encenando um futebol maya – e fizeram um gol de verdade! – e passam por várias fases da cultura maya até os dias atuais do México, com diversos povos, culturas, músicas e danças.

 

 

CANCUN

 

Estadunidenses queimades

Tem mais prato vegetariano que no resto dos lugares

Água mais bonita que no photoshop

Estupradores

 

 

Cancun é o quintal dos Estados Unidos, então as pessoas param de te abordar em espanhol e já chegam no inglezão. Hostel: Mundo Joven. Pessoal gente boa que chama pra festa, muito bem localizado, café da manhã razoável, dá pra ir andando da rodova, tem bar no terraço e bedbugs nas camas. Eca. Enfim, Cancun tem duas áreas principais: a cidade mesmo e a zona costeira/hoteleira, que é uma alça de terra no mar, onde ficam os grandes resorts. O hostel fica no centro da cidade, mas o ônibus pra zona costeira (um branco escrito R1) passa toda hora e chega lá rapidamente.

 

Pessoal recomenda a playa de delfines, que é mais tranquila, pública e tal. Mas lá não tem nenhuma lanchonete, restaurante nem nada, então leve comida. Tem na verdade um monte de resorts all-in, e eu lembro que pra uma pessoa de fora almoçar em um deles era algo equivalente a 120 reais. Aliás, conversando com um brasileiro do hostel ele disse que a pior coisa foi ter ficado num desses resorts all-in, porque de comida eles só serviam aquela comida oleosa de carne processada que estadunidense gosta. Uma resenha do Parrila Mexican Grill falava o mesmo... dizia algo tipo “tava no resort e cansei de comer comida sem gosto então fui lá e achei muito bom”.

 

Enfim, a água é boa e linda, mas tava meio perigosa, cheia de bandeirinha vermelha e salva vida brigando. De noite o povo do hostel chama pra uma baladinha muito legal no Mambocafé, era algo tipo 60 pesos pra um rolê com banda ao vivo (salsa, cumbia e um pouquinho de bachata) alternada com música eletrônica e open bar :o foi muito bom! De restaurante eu recomendo o La parilla Mexican Grill. Comida e ambiente espetaculares e dá pra ir andando do hostel.

 

Lá tem a maravilhosa e sensacional Isla Mujeres. Vc paga um busão ou taxi coletivo até o Puerto Juarez e de lá vc contrata um tour. Eles queriam cobrar 600 pesos por cabeça, mas conseguimos chorar 450. Barco te leva até lá, te dá umas 2 horas pra vc ficar na praia e/ou tomar um drink, vai pra uma zona de mergulho onde vc desce com snorkel e vê uma infinidade de peixes coloridos nos corais, e vc termina num restaurante comendo um peixe assado ou frango com tortilha, arroz e macarrão que eles fazem lá.

 

Tem tubarõezinhos enjaulados, se você for uma pessoa má o suficiente pra incentivar a galera a encarcerar os bichinhos num cubículo de 2x2 metros vc pode tirar uma selfie com eles. Pessoal também faz mergulho de cilindro, e em Isla Mujeres tem até um museu subaquático. Mas vc precisa ter a certificação, não há a possibilidade de fazer o “batismo” que eles fazem aqui em arraial d’ajuda, na Bahia, por exemplo. Tem hostel por lá e os preços das comidas e bebidas não são a coisa mais absurda do mundo não. A água é maravilhosa, a Isla é maravilhosa, tem vários cafés e lojas de artesanato e dá pra ver o por do sol no mar <3

 

A vida noturna de Cancun é bem agitada. Quem via o desenho do máscara quando era criança vai querer ir ao Coco Bongo, que não tem só em Cancun. A entrada é meio salgadinha, acho que era algo tipo 70 dólares. O lugar é open bar e te dá um brindezinho quando vc entra, o meu foi uma daquelas sacolas de pano de botar nas costas, bem útil, uma vez que minha mochila foi roubada e eu tava usando um troço feio e rasgado no lugar. Trata-se de uma boate meio teatro, onde vc escuta as músicas, bebe todo o álcool que você conseguir e entre uma música e outra tem uma apresentação. Dançarines e malabaristes fazem performances de filmes e cantores famosos uma atrás da outra com uma técnica impressionante.

 

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Os atores em sua maioria usam máscaras e capas (Darth Vader, galera do tron, Michael Jackson, Elvis Presley, malabaristas, etc) e as atrizes e dançarinas estavam todas seminuas. Quando você pede água no bar, a pessoa que te atende olha pra sua cara e te julga. Se vc for mulher, a pessoa te obriga a tomar um shot de álcool pra você ter acesso à água não importa o quanto você implore e não importa o quanto você diga que não quer o shot deles, eles não vão te dar a água enquanto vc não beber. Eles também têm funcionários que saem empurrando/puxando as mulheres pelo braço para subir no palco - ainda que elas não queiram e digam que não querem cinco vezes seguidas - especialmente as que estão de saia e/ou afins.

 

Homens que sobem no palco pra se divertir são empurrados pelos funcionários e obrigados a descer. O palco central, quando não está sendo usado, vira um bar. E rapidamente eles o fecham e tampam pra virar palco na música seguinte. E assim vai durante toda a noite. Como eles incentivam a imagem de mulher como pedaço de carne disponível a quem quiser, no caminho até o banheiro, se você for mulher, vc vai ser “abordada de forma ilegalmente intensa” pelo menos três vezes. Se você for estuprador, vai se sentir confortável no coco bongo. Se vc for piranha, vai ter a noite garantida. Se você for mulher não-estupradora e não-piranha, me manda seu nome pro meu email pra eu acender uma vela pro seu anjo da guarda.

 

O relato é esse, pessoal, de Cancun -> Cidade do México novamente e de lá para casa. Não percam o papelzinho da imigração (400 pesos e uma hora perdida no aeroporto), cheguem sim com 3 horas de antecedência e divirtam-se!

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Muito bom seu relato que sacanagem sobre tulum poxa fiquei chateada por voce ja fui furtada em uma viagem e sei como é dolorido perder algo e a policia local nao fazer absolutamente nada.

 

Sobre o hostel mundo joven em cancun vc sabe me dizer se tem escadas e o de DF?

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Juzinha,

 

As melhores fotos estavam em uma câmera profissional Nikon e uma Go pro hero 4 que foram roubadas. Mas ficam a emoção, a integridade física e as boas lembranças!

 

No Mundo Joven todos subiam de escadas, mas tinha quartos a partir do primeiro andar, e o Massiosare, só escada também, instalação muito antiga, e o hostel inteiro era no 4º andar, então vc não tem opção de subir menos que isso :/

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Tá aqui um relato que dá gosto de salvar: muito útil e didático!

Estou indo agora em janeiro ... em 16 dias pretendo percorrer o mesmo trajeto ... só que uma coisa que tá me deixando p***: é muita coisa interessante pra se conhecer e já não sei mais minhas prioridades haha.... bom... suas dicas serão preciosas no meu roteiro, principalmente no quesito valores atualizados... vlw!

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    • Por Paulonishi
      15/03/2020
      Logo após a visita ao sítio arqueológico de Mayapán, fui procurar uns cenotes que constavam no Google Maps e acabei parando no pequeno povoado de Telchaquillo...

      Caminhei pela rodovia até a entrada da cidade, sob um sol escaldante...

      Cheguei no centro do povoado e percebi muita coisa interessante, principalmente na construção dessa igreja.

      As pedras principais foram retiradas de construções maias, e ainda se pode observar várias inscrições nelas. Imagine quanta coisa foi destruída, pois sabemos que os espanhóis aproveitavam as pedras dos templos para construir suas fortalezas, igrejas e casas...

      E a força da conversão religiosa imposta pelos conquistadores, fez com que a população se tornasse majoritariamente católica.
      O calor estava grande e saí perguntando a respeito do Cenote, que, para a minha surpresa, ficava bem na praça central... Porém, subterrâneo!

      Paguei incríveis $10 pesos para o acesso e desci na caverna, que tinha apenas uma abertura na parte superior que iluminava o restante do lugar.

      Havia somente duas famílias com crianças e, apesar de parecer pequeno, aproveitei bastante mais essa experiência.

      As águas azuis, transparentes e refrescantes deram uma boa revigorada depois de tanto sol nas andanças por Mayapán e a caminhada pela rodovia em busca dos Cenotes. Pode até não ter sido aqueles que eu procurava, mas valeu muito a pena ter conhecido mais este.

      Depois desse momento relaxante, para voltar fiquei sabendo que o ônibus passava pelo povoado. Voltei até uma mercearia para tomar um refrigerante bem gelado e pouco depois veio o ônibus.

      Apesar de feio, até que era confortável e, como foi parando em todos os povoados pelo caminho 🙄, aproveitei para conhecer muitos outros lugares interessantes para uma nova visita na região!
      Ah, o ônibus foi bem mais barato: $27 pesos!
      Quer conhecer os detalhes e a história do local? Dá uma olhada no link de deixei aqui embaixo:
      Mochilão pelo México: o Cenote de Telchaquillo
      Espero que tenha ajudado! 🤠👍
    • Por Paulonishi
      17/03/2020
      Mérida, capital do estado de Yucatán, foi o último destino antes de retornar à Cancún, nesse mochilão espetacular de conhecimentos e descobertas a respeito da civilização Maia. Em seus arredores existem muitos outros sítios arqueológicos importantes, como Mayapán, Dzibilchaltún, Uxmal e Izamal. Cidade grande mas de relevo plano e de gente tranquila e acolhedora, é uma belíssima cidade que merece a atenção dos viajantes para as suas construções seculares e histórias dos povos que por aqui passaram.

      Vindo de Valladolid, a chegada foi no novíssimo terminal da ADO (sempre primera 😖) , com instalações muito boas e climatizadas. Andar pela cidade é muito fácil, pois também está orientada por numerações nas ruas: norte-sul pares / leste-oeste ímpares. Táxis são baratos, mas tem o transporte público e alternativos muito baratos.
      O que me surpreendeu foi a qualidade de vida das pessoas da cidade, com muitas alternativas de lazer gratuitas. Uma delas é o Zoológico Municipal.

       
      Uma grande área verde com entrada gratuita, contando com muita variedade em animais, inclusive raros tigres brancos, leões, gorilas, rinocerontes... Caramba, fiquei muito surpreso mesmo. 

      Muitas opções de lazer para crianças de todas as idades (inclusive eu... 🤭), como por exemplo um passeio de trem no entorno de todo o parque pagando apenas $1 peso!!! Imperdível... e adorei!!!

      Teleférico, barquinho... apenas $10 pesos! Baita passeio, com direito a várias barraquinhas de comidas típica e INTERNET GRATUITA!!!

      A praça principal, ou Zócalo da cidade é outro ponto obrigatório para fotos e muitos passeios legais em museus, igrejas e comércio local.

      Para aproveitar bem, recomendo ficar hospedado em uma região mais central, como na Calle 50. Hospedei-me num hostel por 3 dias (total $535) com piscina, café da manhã e ar condicionado no quarto... Acredite, esse último item faz toda a diferença nessa região quente!

      Essa cidade ainda guarda algumas construções do período colonial, inclusive os únicos arcos ainda existentes no México que compunham o sistema de muralhas da cidade!

      E na Catedral de San Ildefonso está a primeira cúpula construída nas Américas!

      Existem várias opções de passeios pela cidade, desde charretes pelo centro histórico, aos ônibus sem teto que fazem um tour mais distante. Os valores não são altos e sempre dá para pechinchar um desconto!

      Na região da Plaza Grande (Zócalo), a internet funciona razoavelmente bem são várias as possibilidades de tirar fotos muito interessantes.

      Infelizmente, com a chegada da COVID-19, não consegui fazer os dois últimos passeios que tinha programado para Uxmal e Dzibilchaltún. Aproveitei para ficar andando pela cidade, vivendo um pouco do dia a dia...

      A ligação entre Mérida e Cancún pode ser feita por ônibus ou avião. O primeiro, logicamente, é muito mais barato e se você comprar com antecedência no site da ADO, pode conseguir um ótimo desconto. Eu, por exemplo, comprei por $252 pesos, quando o valor normal seriam $600 pesos!!!

      Como já estava voltando para casa, comprei algumas lembrancinhas por aqui, e as demais em Cancún. Vale a pena pesquisar os artigos em prata, que são bem mais em conta no México.

      No terminal Noroeste tem ônibus para a maioria dos destinos dos arredores, principalmente para a região dos sítios arqueológicos e litoral. Não deixe de verificar as vans também, na rua do entorno, que oferece preços muito bons!
      Quer saber mais detalhes e conhecer a história da cidade, dá uma olhadinha no vídeo aqui embaixo:
      Mochilão pelo México: Mérida
      Espero ter ajudado... Valeu e siga viajando!!! 🤠👍
       
       
    • Por Paulonishi
      15/03/2020
      Mayapán foi a última grande cidade Maia antes da conquista espanhola. Para se conhecer, a melhor cidade para se hospedar é Mérida, capital do estado de Yucatan.
      Partindo da região do Terminal Noroeste, existem várias vans que passam pelo local. É só pedir para o motorista parar no acesso do sítio.

      São apenas 48 km de distância e o valor combinado foi o de $35 pesos.

      A van parou na entrada a poucos metros já se chega à portaria.

      A entrada é bem barata, apenas $45, e não tem muitos turistas no local. Junto à portaria, tem banheiros limpos e gratuitos.

      As placas informativas só estão disponíveis na entrada. Infelizmente, não se tem nada para orientar o passeio no interior do sítio arqueológico. Recomendo que se estude a história do local e das principais construções para poder ter um aproveitamento melhor do passeio, ou assista ao vídeo que deixarei abaixo, onde descrevo o passeio detalhadamente, além do levantamento histórico da cidade.

      A área é bem pequena, mas as construções muito bem preservadas/restauradas. A maior delas também se chama El Castillo não à toa: trata-se de uma cópia da pirâmide existente em Chichén Itzá, só que em escala menor. Em datas de equinócio também tem o fenômeno das sombras projetadas na escadaria principal, simulando a descida de Kukulcán!

      Aqui, pelo menos, se pode subir e entrar na maioria das construções!!!

      A baixa procura por parte dos turistas proporciona oportunidades para muitas fotos e uma exploração mais tranquila.

      Enfim, para quem procura um passeio muito bom, barato e tranquilo, aqui é o lugar!!!

      Leve lanche, muita água e proteção solar... O sol aqui também é escaldante!!!

      Aproveitei para fazer muitos estudos interessantes a respeito das construções e seus alinhamentos.


      Para se conhecer bem o local, reserve pelo menos 2 horas para fotos e subidas nas construções.
      Os transportes que levam de volta à Mérida podem ser pegos na rodovia, no sentido contrário ao da chegada.
      O vídeo detalhado do passeio e mais a história do local, pode ser visto no link da descrição abaixo:
      Mochilão pelo México: as ruínas de Mayapan
       
      Espero ter ajudado... Até a próxima!
       
       
    • Por Paulonishi
      11/03/2020
      Cobá é um dos sítios arqueológicos mais interessantes da região, com o grande diferencial que se pode explorar e subir em grande parte das construções, o que para mim é uma experiência ainda mais enriquecedora!
      O relato aqui tá bem resumido porque preferi dar mais ênfase no vídeo que fiz, e pode ser acompanhado no link que deixarei abaixo. A intenção é justamente ajudar aos outros exploradores mochileiros como eu a montar suas viagens tendo em vista o menor custo com o maior proveito possível da viagem.
      Continuando as andanças pelo México, mais precisamente na Riviera Maia, acordei muito cedo e fiquei aguardando até às 7h para o café. Guardei a mochila maior no depósito (gratuito) e, como o sistema do café da manhã é self service, me servi bem...  Fiz o checkout, recebi os $50 de volta (depósito que paguei quando cheguei ao hostel) e cheguei ao ponto de vans às 07:30h.

      Como não havia nenhuma lá, perguntei se era ali mesmo e um motorista de outra van disse que sim, mas que demorava. Fiquei na praça de Tulum e vi a tal van que parou em um semáforo. Perguntei ao motorista e ele só indicou o lugar, que era onde eu estava inicialmente. Fui para lá e ele disse que a van só saía com 20 pessoas, o que demoraria até umas 8h ou 9h da manhã. Bom,usei o tempo para tirar fotos pela praça e arredores. Ficar parado assim me incomoda. Sentei em um banco e fiquei escrevendo este relato até quando vi uma movimentação na van e fui até lá. Outro motorista disse que poderia aguardar sentado e entrei. Eram 08:44h e, além de mim só havia mais duas pessoas. A van lotou às 09:10h e ainda assim só saímos às 09:17h. Havia muitos estranjeiros. Ainda bem que me posicionei mais cedo, porque senão seria bem apertado. O preço ficou em $70.


      Chegamos a Cobá às 10:00h e a van nos deixou quase na portaria. Comprei a entrada por $80 e comecei a explorar o lugar.

      Logo no início, as primeiras construções já impressionam, como o jugo de Pelotas e seus arcos.

      A caminhada é grande e existem bicicletas para alugar ou táxi (triciclo com motorista pedalando). O caminho é bem arborizado mas as atrações carecem de placas informativas. Procurei não demorar muito na entrada e seguir direto às atrações distantes, para depois, na volta, poder ver com mais calma e menos gente. O sol estava escaldante e recomendo levar água e algo para comer pelo caminho.

      Como mencionei, a possibilidade de poder subir nas estruturas torna o passeio ainda mais interessante...
      Na pirâmide subi num único fôlego. As pedras são muito escorregadias e requerem cuidado. Existe uma corda central que ajuda tanto na subida quanto na descida. A vista é muito bonita, como se abaixo a vegetação formasse um tapete verde encobrindo todas as construções, com exceção do topo dos templos mais altos. Ainda que o fluxo fosse grande no topo, como subi rápido, levei vantagem e pude tirar boas fotos, com pouca interferência. Na descida fui cuidando com as pedras lisas e cheguei rapidinho.


      Depois fui ao observatório e, por fim, à praça das estelas, passando pelo templo das pinturas antes. Mais uma vez ficaram devendo mais informações, porém a riqueza das obras supera esse detalhe. O mapa offline do Google Maps foi de vital importância.

      O lugar é gigante e as construções, que são nomeadas por grupos, são muito distantes! Prepare-se para caminhar muito... Por isso que é essencial ir na parte da manhã, pois se pode aproveitar melhor o lugar e não ter tanto sofrimento com o sol da tarde.

       

      Na volta procurei nem pensar no quanto os pés doíam. Já quase no final, lembrei que faltavam alguns prédios atrás da Plaza de Pelotas e, para a minha surpresa, tinha uma outra pirâmide bem alta (la Iglesia), mas que não se podia subir.

      Próximo, havia uma equipe fazendo filmagens com crianças para uma novela. Dei a volta e tirei as últimas fotos no lugar.

      Saí às 13:15h. Fazia um sol terrível e agora, fora da cobertura das árvores, senti o pescoço e rosto queimando. Segundo o Strava, foram quase 8 Km de caminhada pelo sítio arqueológico!

      Um detalhe interessante e que é muito bom usar é a rede de WIFI gratuita disponibilizada na região próximo à portaria de entrada. Pude mandar mensagens e compartilhar algumas fotos, além de poder usar o banheiro gratuito e bem limpo.

      Fui em busca da van de retorno e, perguntando daqui e dali, disseram que só havia ônibus, que saía em frente a igreja. Lá fui eu e o pior que o horário era às 15:10h e o preço $100.

      Quase uma hora e meia de espera... No sol! 
      Fiquei olhando cada van que passava para ver se não seria da empresa que vim. Às 14h passou um ônibus da Mayab. Fiz sinal mas o motorista disse que o destino era Valladolid. Bom, agora já sei que de Cobá à Valladolid tem ônibus de ida e volta. Ainda mantendo a esperança, vi a van passando e retornei mais um pouco, pois tinha um rapaz que veio comigo. Nesse meio tempo, apareceu um ônibus feio e as pessoas atravessaram a rua para pegar. Fui no bando para ver qual era, mas subi e o motorista já fechou a porta... Agora já era.

      Perguntei o valor para Tulum e, para a alegria geral do povo mochileiro, era mais barato ainda: $50! Peguei uma poltrona bem na frente para filmar, mas não deixeide colocar o cinto, como sempre. Tirei o tênis e as meias. Meus dedos estavam bem úmidos e doloridos, pelo constante vazamento de líquido das calos. Pelo menos dava para dar uma respirada até chegar. A viagem foi bem mais rápida do que com a van e o motorista me deixou na rua atrás do hostel.

      Fui pisando em espinhos até o Hostel, onde peguei a mochila e água também, enchendo a garrafa. Tirei o tênis, coloquei um Band aid no pior dedo e calcei os chinelos. Pelo alívio que deu, consegui voltar a caminhar.
      Na rodoviária, comprei a passagem à Valladolid por $110 e a atendente disse que seria uma van. Para mim não tem problema, pois era mais barato e escolhi a poltrona 3, na qual poderia filmar a viagem e esticar as pernas lá na frente.

      Segui para a taqueria pedir uma saideira... Não de bebida, mas de empanadas! Foram 2 de queijo e mais um taco de asada. Comi primeiro com o molho verde e nada... Resolvi colocar o vermelho. Até chorei! Rsrs. Pior que não pedi nada para tomar e comi uns limões para ajudar, se é que isso seria possível. O valor foi de $30 e saí satisfeito para o terminal.

      Esperei menos de 20 minutos e o ônibus chegou, sendo anunciado. Levantei, apresentei o bilhete, guardei a mochila maior no bagageiro e me posicionei na poltrona 3. A van era bem confortável, o ar condicionado agradável e com tomada USB funcionando! Coloquei o celular para carregar, mandei as últimas mensagens pelo wi-fi gratuito e, pontualmente, saímos de Tulum.

      A viagem foi bem tranquila. Estiquei bem as pernas e fiquei observando a sinalização,  que difere da nossa em alguns aspectos,  como por exemplo,  os veículos  podem transitar pelo acostamento para dar passagem a outro e, por isso, ele tem a pintura tracejada.  Pelo caminho  foram muito poucas curvas pois tudo era plano é de ótimo asfalto. 
      O próximo destino será Valladolid!

      Gastos:
      $70+$50 (transporte Cobá), $80 ingresso, $30 empanadas, $110 ônibus  Valladolid, $400 hostel, $128 compras. Total $768 (pesos mexicanos)
       
      Desculpe o resumo, mas no vídeo tá bem explicadinho, inclusive a história do lugar e das principais construções:
       
       
       
       

    • Por LisTrancoso
      Olá viajantes incríveis de todo o mundo. 
      Estou n-morando no México desde 15 de janeiro por conta de um intercâmbio. Sim, meu intercâmbio ocorreu justamento numa época louca de pandemia. 
      Enfim, eu vivo em Pachuca, Hidalgo, fica cerca de 1h30 da CDMX, porém, minhas aulas acabavam em maio e comprei passagem para voltar para o Brasil saindo de Cancún, porque a ideia era fazer um roteiro de pelo menos 15 dias entre Cancún, Playa del Carmen e Tulum. 
      Porém, com toda essa loucura eu estou em dúvida do que fazer, se essas coisas ainda vão poder acontecer, medo de aglomeração e tudo mais. Mas, para não pirar e conseguir fazer alguma coisa, caso a quarentena acabe em Cancún em 10 de junho, estava pensando em alugar um quarto e viver o ultimo mês la e talvez pegar alguns dias de praia. 
      Porém, como é uma cidade muito cara, não sei se é viável e seguro. Gostaria da opinião de vocês. Caso a quarentena acabe, será que vale a pena alugar um quarto por um mês? Ou talvez somente os últimos 10 dias em julho em hostel mesmo? 
      Se puderem me ajudar, tiverem dica de local seguro para ficar. Agradeço. 


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