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Bolívia, Chile e Peru em 23 dias - Uma viagem de um Casal sem Frescura


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E ae galera mochileira, blza?

 

Primeiramente gostaria de agradecer imensamente a galera que escreve o relato da viagem aqui nesse fórum que é o melhor do Brasil ::love::

Sem vocês fazer esses mochilões seriam bem mais complicados, e isso me faz ter um admiração profunda pelos mochileiros da era pré internet.

 

Agora que já agradeci chegou a hora de nos identificarmos. Me chamo Pedro, tenho 27 anos, e irei escrever o relato aqui pra vocês. Fiz essa viagem com minha esposa, Tânia, 25 anos, e foi nossa primeira viagem para fora do país. Podemos até dizer que foi nosso primeiro mochilão de verdade, apesar de já termos feito algo parecido no RJ há 2 anos.

 

Somos de Natal/RN, e logo depois dessa nossa viagem de 7 dias ao RJ decidimos alçar voos mais longos. A primeira ideia que nos surgiu e na qual trabalhamos foi irmos a Tailândia (falei que eram voos mais longos), e trabalhamos nessa possibilidade durante 1 ano. Mas aí um ano faltava, outros projetos surgiram, e vimos que a grana não daria ::mmm:

 

Sendo assim fomos um pouco mais conservadores e decidimos fazer o relato mais famoso desse fórum: o clássico Bolívia, Chile e Peru. Quando começamos a nos organizar e ver as primeiras coisas a respeito dessa trip, o dólar deveria estar na faixa dos R$ 2,70 a R$ 2,80, não me recordo bem. Então após estudos preliminares vimos que R$ 6 mil era uma quantia razoável a ser levada, e começamos a trabalhar em cima desse montante.

 

A primeira coisa que fizemos foi o roteiro. Planejávamos passar entre 20 a 25 dias viajando, no final das contas fechamos nos 23. E o roteiro foi esse:

 

ROTEIRO

 

21/03 - Natal - São Paulo - Sta. Cruz - Sucre

22/03 - Sucre - Uyuni

23/03 - Salar de Uyuni

24/03 - Salar de Uyuni

25/03 - Salar de Uyuni - San Pedro do Atacama

26/03 - San Pedro de Atacama - Arica

27/03 - Arica - Tacna - Arequipa

28/03 - Arequipa (Cânion del Colca)

29/03 - Arequipa - Ica

30/03 - Ica - Huacachina

31/03 - Islas Ballestas e Reserva de Paracas - Cusco

01/04 - Cusco

02/04 - Cusco (Valle Sagrado)

03/04 - Cusco - Águas Calientes

04/04 - Machu Picchu

05/04 - Águas Calientes - Cusco

06/04 - Cusco - Puno

07/04 - Puno - Copacabana

08/04 - Copacaba - Isla del Sol

09/04 - Isla del Sol - Copacabana - La Paz

10/04 - La Paz (Downhill)

11/04 - La Paz (Chacaltaya) - Sta Cruz

12/04 - Sta Cruz

13/04 - Sta Cruz - São Paulo - Rio de Janeiro - Natal

 

Esse foi o nosso roteiro quando viajamos e durante a viagem pouquíssima coisa mudou. Falaremos sobre isso quando estivermos escrevendo os capítulos do mochilão em si.

 

Enquanto estudávamos o roteiro e íamos vendo o que desejávamos fazer em cada lugar, nós tínhamos tristes notícias todos os dias com a desvalorização do Real. Chegou um momento que pensamos em desistir porque achamos que não teríamos dinheiro suficiente para levar. E a solução para tirarmos essa ideia de desistência das nossas cabeças foi simples. Compramos as passagens! Isso mesmo, não tinha mais volta, se compramos a passagem agora nós temos que ir.

 

O problema é que o preço da passagem pra quem mora mais aqui pro Nordeste é muito caro. Então, pesquisem muito antes de comprar. Pagamos R$ 1400 cada até Sta Cruz de la Sierra, bem mais caro do que a galera da região Sul e Sudeste nos mostra aqui nos relatos, mas foi o menor preço que vimos em um período de 1 mês olhando sites todos os dias. Agora que a passagem tava comprada mesmo, era hora de nos prepararmos para a viagem, arrumarmos nossas mochilas com nossas roupas de frio, botas, etc. O problema era só um: não tínhamos nada disso. ::sos::

 

Como falei anteriormente essa foi nossa primeira viagem pra fora do Brasil, nunca fizemos um mochilão antes, e somos de Natal/RN, cidade em que 300 dias do ano faz Sol. Então o jeito foi gastar praticamente todas as economias que tínhamos juntado nos primeiros vezes na Decathlon. Compramos pouco mais de R$ 2 mil na loja online e lá se foram nossas economias :cry:

 

Mas agora estávamos preparados (Era Outubro mais ou menos) e só nos restava juntar dinheiro para viagem, no primeiro mês conseguimos juntar quase R$ 800 que iriam direto para nossa poupança viagem, a não ser que quiséssemos tirar Passaportes para termos os carimbos de souvenir . E lá se foram mais R$ 256 de cada um.

 

E pra que eu tou falando todos os gastos pré-viagem e não começo logo a escrever o Relato? Simples, pra mostrar pra você que assim como a gente nunca fez um mochilão antes, que mora no Norte ou Nordeste, e que não tem um mísero casaco em seu guarda-roupa porque a menor temperatura na sua cidade é 22°C, que vai ser necessário fazer um investimento razoável no seu planejamento pré viagem, se você quiser ter uma viagem tranquila e sem muitos aperreios, óbvio.

 

Após todos esses gastos pré viagem, a partir de Novembro foi época para juntar grana para a viagem em si. Enquanto juntávamos começamos a ver que tínhamos que nos dolarizar e calcularmos o quanto levaríamos em dólar porque é uma moeda bem mais estável e que não está sujeita a tantas variações. E depois de muitos estudos chegamos ao valor de U$ 1 mil para cada um. Para isso dormiríamos em quartos compartilhados, almoçaríamos em restaurantes locais e o mais importante, pechincharíamos a todo instante. :wink:

 

E então o tempo começou a passar mais devagar.

 

Se você é ansioso como eu, cara, só lamento. Acho que os 3 últimos meses pré viagem passaram mais devagar do que o Barrichello. Ia pro trabalho contando os dias, literalmente, para viajar. A ansiedade era tanta que arrumamos a mochila 1 semana antes da viagem, e isso foi o que levamos.

 

PEDRO

 

Fui vestindo a bota impermeável, uma calça e uma camisa. Na mochila de itens pessoais tinha:

 

1 par de Tênis

1 par de Havaianas

2 pares de meias térmicas

2 pares de meias normais

1 boina

1 óculos de Sol

1 camisa térmica

2 camisas Fleece

5 camisas Dry Fit

1 Casaco Impermeável

8 cuecas

1 calça térmica

2 calções térmicos

1 calça

1 calça de moletom

3 bermudas

1 camisa de moletom

1 sunga

 

OBS: Aqui eu cometi um equívoco, eu iria viajar com uma calça jeans e levaria duas calças mais leves na mochila. De última hora eu desisti de viajar de jeans, mas esqueci de por o jeans na mochila, o que me fez ter apenas duas calças leves para toda a viagem. Não façam como eu, levem ao menos 3, e bermudas podem diminuir para duas, sem problemas.

 

TÂNIA

 

Viajou com uma calça jeans, a bota impermeável e uma camisa. Levou de itens pessoais:

 

1 par de Sapatilha

1 par de Havaianas

1 par de meias térmicas

3 pares de meias

1 par de luvas

1 óculos de sol

1 camisa térmica

2 blusas Fleece

4 camisas Dry Fit

2 Camisas Regatas

1 Vestido

1 Casaco Impermeável

3 Top/Sutiã

8 Calcinhas

1 Calça Térmica

2 Leggings

3 Calças Leves/caminhada

3 Shorts

1 conjunto de moletom

1 biquini

Além disso, levamos os itens comuns aos dois nas mochilas, e estes foram:

 

Escova de dente

Fio dental

Creme dental

Sabonete

Shampoo

Condicionador

Creme para pentear

Pente para pentear

Desodorante

Hidratante

Perfume

Protetor solar facial FPS 60

Protetor corporal FPS 30

Protetor labial FPS 60

Hidratante facial

Sabonete facial

Toalha de secagem rápida

Repelente

Lenços umedecidos

Papel higiênico

Lixa de unhas

Gilete

Pinça

CC cream

Lápis de olho preto

Lápis marrom para sobrancelhas

Rímel

Blush

Batom

Grampo para cabelo/tiara/brinco

Antisséptico (spray)

Microporo

Bandagem

Bepantol

Relaxante muscular (Torsilax/Tandrilax)

Buscopan

Dipirona

Neosaldina

Plasil

Floratil

Imosec

Remédio para altitudes (Diamox)

Ibuprofeno

Antialérgicos (Avamys/Alegra)

Antigripal (Benegripe)

T de tomada/Adaptador

Lanterna

Cadeados

Silver Tape

Canivete

Sacos Ziploc Grande

Adaptador para dois fones de ouvido

Guia de conversação

Guia do mochileiro pela América do Sul

Caderno (para anotações de gastos)

Caneta

Carregador para celular e câmera

Carregador de pilhas

Fones de ouvido

LEV

Almofada para pescoço

Clips de papel pequeno

Bandeira do Brasil

 

Ufa, né!?

 

Ao chegar o grande dia eu levava comigo U$ 1035 e Tânia levava U$ 1081. E aqui já digo pra quem está as vésperas de viajar e não sabe se o dinheiro vai dar. Se você não beber praticamente todos os dias, U$ 1 mil é o suficiente para você viajar tranquilamente e conhecer as principais atrações de cada cidade. Agora, se você beber o custo sobe consideravelmente. Digo isso pois nos últimos 3 ou 4 dias de viagem nós percebemos que como não bebemos tínhamos uma boa reserva de dinheiro e nos permitimos almoçarmos/jantarmos em restaurantes caros para os níveis mochileiros.

 

E o grande dia chegou. O nível de ansiedade estava muito grande, mas, por sorte, a 2ª temporada de Demolidor tinha sido lançada 2 dias antes da viagem e então matamos a ansiedade assistindo todos os episódios da temporada ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

Saímos de casa cada um com suas mochilas, uma Forclaz 60L para mim, e uma Forclaz 50L pra minha esposa, além disso levamos duas mochilas de 10L da Forclaz também. E aqui já vai outra dica. Não comprem essa de 10L, é pequena demais. Já prestes a irmos pro aeroporto decidi levar comigo uma mochila velha de guerra da FILA que tenho comigo de uns 25L e mesmo rasgada ela que salvou a gente em vários passeios.

 

IMG_20160320_230935.jpg

 

 

No Próximo Capítulo: A viagem começa!

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  • Colaboradores

Eitaa!

Agora me encontrei! haha

Sou de Recife e vou viajar com meu namorado (que no dia da viagem já vai ser marido).

Meu sonho é ir à Tailândia, mas também adiei um pouco... Acho que só em 2018.

Também passamos por essa de não ter nenhum casaco decente, e lá se foi mais de 1000 reais na Decathlon.

Ficamos nessa de tirar ou não tirar o passaporte, por causa da grana, mas também optamos por tirar. rsrs

Vamos dia 02/05, e estamos só ansiedade!

Não vejo a hora... :/

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Agora me encontrei! haha

Sou de Recife e vou viajar com meu namorado (que no dia da viagem já vai ser marido).

Meu sonho é ir à Tailândia, mas também adiei um pouco... Acho que só em 2018.

Também passamos por essa de não ter nenhum casaco decente, e lá se foi mais de 1000 reais na Decathlon.

Ficamos nessa de tirar ou não tirar o passaporte, por causa da grana, mas também optamos por tirar. rsrs

Vamos dia 02/05, e estamos só ansiedade!

Não vejo a hora... :/

 

Que delícia Vanessa, 2 semaninhas!!! ::mmm:

Que seja maravilhoso pra vcs!!! ::love::

Sobre a Tailândia nada que um planejamento não ajude viu! Passamos nossa lua de mel por lá (fev/2015) e o preço das passagens nesses últimos 2 meses me animaram demais! Quero voltar em breve #vem2018! Quem sabe não fazemos uma excursão de casais na Ásia! kkkkkkkk

Bjos e ótima viagem pra vcs!

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Agora me encontrei! haha

Sou de Recife e vou viajar com meu namorado (que no dia da viagem já vai ser marido).

Meu sonho é ir à Tailândia, mas também adiei um pouco... Acho que só em 2018.

Também passamos por essa de não ter nenhum casaco decente, e lá se foi mais de 1000 reais na Decathlon.

Ficamos nessa de tirar ou não tirar o passaporte, por causa da grana, mas também optamos por tirar. rsrs

Vamos dia 02/05, e estamos só ansiedade!

Não vejo a hora... :/

 

Que delícia Vanessa, 2 semaninhas!!! ::mmm:

Que seja maravilhoso pra vcs!!! ::love::

Sobre a Tailândia nada que um planejamento não ajude viu! Passamos nossa lua de mel por lá (fev/2015) e o preço das passagens nesses últimos 2 meses me animaram demais! Quero voltar em breve #vem2018! Quem sabe não fazemos uma excursão de casais na Ásia! kkkkkkkk

Bjos e ótima viagem pra vcs!

 

Só tenho feito comer, nos últimos dias.

hahaha

Ansiedade define.

Vou viajar com as roupas tudo apertadas.

 

É, temos que nos planejar mesmo.

Mas, 2018 é a meta.

O problema é que você sempre terminar gastando com outra viagem, antes.

::dãã2::ãã2::'>

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Eitaa!

Agora me encontrei! haha

Sou de Recife e vou viajar com meu namorado (que no dia da viagem já vai ser marido).

Meu sonho é ir à Tailândia, mas também adiei um pouco... Acho que só em 2018.

Também passamos por essa de não ter nenhum casaco decente, e lá se foi mais de 1000 reais na Decathlon.

Ficamos nessa de tirar ou não tirar o passaporte, por causa da grana, mas também optamos por tirar. rsrs

Vamos dia 02/05, e estamos só ansiedade!

Não vejo a hora... :/

 

Que delícia Vanessa, 2 semaninhas!!! ::mmm:

Que seja maravilhoso pra vcs!!! ::love::

Sobre a Tailândia nada que um planejamento não ajude viu! Passamos nossa lua de mel por lá (fev/2015) e o preço das passagens nesses últimos 2 meses me animaram demais! Quero voltar em breve #vem2018! Quem sabe não fazemos uma excursão de casais na Ásia! kkkkkkkk

Bjos e ótima viagem pra vcs!

 

Só tenho feito comer, nos últimos dias.

hahaha

Ansiedade define.

Vou viajar com as roupas tudo apertadas.

 

É, temos que nos planejar mesmo.

Mas, 2018 é a meta.

O problema é que você sempre terminar gastando com outra viagem, antes.

::dãã2::ãã2::'>

 

Menina, nem fala disso de comer! Tá mto tenso pra mim tbm viu! Achei minha 3x1 numa promo da Decathlon, não to podendo comprar outra mais larga! kkkkkkkk

Tô até repensando uns trechos do roteiro pq acho que a gordinha aqui não vai segurar o B.O ::lol4::

Ir pra academia então... ::toma:: kkkkkkkkkk

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Antes de começar a escrever sobre viagem em si, quero aqui agradecer diretamente a galera do Mil Perrengues, ao RodrigoVix, ao Tanaguchi e ao Mochilão Pobrão. Dentro das dezenas de relatos que lemos esses foram os que mais nos deram suporte para a nossa viagem. Obrigado galera ::otemo::

Capítulo I - A chegada em Sucre

 

Após arrumarmos nossas mochilas meu irmão veio nos pegar em nosso apartamento ainda no dia 20/03, já que nosso voo sairia às 2h45 do dia 21/03. Fomos em direção ao aeroporto de Natal, que não fica em Natal, mas sim em uma cidade vizinha, e lá chegamos. Estávamos prontos para embarcar para nosso primeiro mochilão. :D

Fizemos o nosso check-in, despachamos nossas mochilas, a minha com 10kg, e a de Tânia com 9Kg.

Esperamos umas 2h e embarcamos no horário previsto.

 

GOPR0332.JPG

 

Chegamos em São Paulo às 6h25 da manhã, e teríamos que esperar 5h até o voo com destino a Bolívia. Decidimos comer alguma coisa no aeroporto porque estávamos com bastante fome e Tânia só consegue interagir com pessoas pela manhã após tomar sua xícara de café. Como em Natal não tem Starbucks decidimos gastar alguns reais que tínhamos, lá. Tomamos o nosso Café da manhã e Tânia ficou satisfeita com seu grande copo de café(mal sabia que só tomaria café de verdade, novamente, lá em San Pedro do Atacama). Como eu não gosto de café, tomei um bom chocolate. (Me julguem por não gostar de café)

 

Ficamos fazendo hora no Aeroporto, assistimos séries do Netflix no Celular e finalmente chegou a hora de embarcamos na Bolívia. Entramos no avião e o que encontramos foi uma grande quantidade de bolivianos, quase metade do avião, acho. Não conseguimos identificar ninguém com o perfil de mochileiro. Sentamos em nossas poltronas e voamos tranquilamente durante 3h. Fiquei impressionado que tinha lanche no voo, não só balas e água. Nos serviram uma pepsi quente (o que veríamos durante todo esse mochilão) e um sanduíche de queijo ou presunto. Comemos e tivemos que preencher o papelzinho da imigração. A aeromoça nos falou que cada um teria que preencher esse papel. Eu rasurei o meu e pedi outro a aeromoça, e ela me disse que eu teria que pedir a imigração boliviana quando chegasse. ::bad::

 

Quando desembarcamos somos designados a ir para uma fila de imigração: bolivianos de um lado, sul-americanos de outro, e restante do mundo em outro. A fila andava rápida e passamos só uns 5 min até sermos atendidos. Tânia estava bem nervosa porque ela não fala nada de espanhol, eu estudei 1 ano então consigo me virar razoavelmente bem. Mas não há com o que se preocupar. O funcionário só pega seu passaporte, olha pra sua cara, tira uma foto sua, e carimba. Sem perguntas, nada.

 

Após passarmos dessa fase nós vamos pegar as nossas bagagens. Tudo nos conformes.

Após pegar a bagagem é a hora de você apresentar o papel que você preencheu no avião para a Receita Boliviana, e quem sabe ter sua bagagem revistada.

Como tinha rasurado fui solicitar outro papel, mas a moça nos informa que como éramos um casal podíamos preencher só um papel, sem problemas. ::cool:::'>

Pra saber se sua mala vai ser revistada é um sistema um tanto quanto arbitrário que até agora não entendi muito bem a lógica. Existe uma portinha e do lado dela um botão. Antes de passar por ela você aperta o botão, se ficar verde pode passar, se ficar vermelho você será revistado. Como tínhamos apenas um papel só precisamos apertar o botão uma vez, e para nossa sorte foi verde! ::otemo::::otemo::

 

Depois de passarmos por isso teríamos que esperar mais 3h até o nosso voo para Sucre. Esqueci de comentar no primeiro post que esse foi o único trecho do mochilão que tomamos um avião. E porque? Segundo relatos que lemos a estrada que liga Sta Cruz para Sucre é horrível e não são raros os casos de acidente. Além do mais a viagem duraria mais 18h. Com tudo isso decidimos comprar esse trecho de avião pela companhia Amaszonas. Nos custou R$ 594, que em nossa opinião foram muito bem gastos porque em 30min chegamos em Sucre.

Durante o tempo de espera aproveitamos para despachar novamente as mochilas e comer os lanchinhos que tínhamos trazidos do Brasil, até porque almoçar no aeroporto estava fora de cogitação. A partir daqui todo mundo já tá falando em espanhol ao seu lado. Como não sabíamos se no Aeroporto de Sucre teria onde trocarmos os dólares, aproveitamos pra trocar U$ 30 no aeroporto com uma cotação lixosa de B$ 6,80. O Real estava cotado a R$1,48 no aeroporto. Os U$ 30 nos renderam B$ 205,50 bolivianos, e aqui já cometi minha primeira gafe. No Brasil, a maior moeda que temos é a de R$ 1. Quando troquei o dinheiro a mulher me entregou 200 em notas e uma moeda de 5 e uma de 50. Ao me entregar eu fui conferir o dinheiro e achei que a moeda de 5 era de 5 centavos. Fui lá na mulher com todo meu espanhol para dizer a ela que ela tinha se equivocado e me dado uma moeda de 5 centavos, e ela gentilmente me explicou que a moeda era de 5 bolivianos, não de 5 centavos de bolivianos. ::putz::::putz::

 

GOPR0337.JPG

 

OBS: Tanto no Peru quanto na Bolívia nós não vimos moedas inferiores a 0,20 centavos e notas inferiores a 10. São países em que seus preços não são tão fracionados como no Brasil e que utilizam muito mais moedas que a gente.

 

Após essa gafe, era hora de voar pela Amaszonas. O avião é daqueles bem pequenos, deve ter uns 20 assentos, por isso ele balança muito, e eu não sou das pessoas que mais ama andar de avião, então pra mim foi meio tenso, mas a vista compensa. Tudo deu certo e por fim chegamos no grande Aeroporto de Sucre às 17h horário da Bolívia. O Aeroporto é minúsculo, só tem um portão de embarque e desembarque e uma esteira. Recolhemos nossa bagagem e aqui, pra mim, começou de verdade o mochilão. Fomos a saída pegar um táxi até o Travellers Guest House. Não tínhamos reservas mas tentamos a sorte por ser um hostel bem recomendado aqui e na net. Chegamos lá às 17h30 e fomos extremamente bem recebidos pelo dono do Hostel. Ele nos recebeu super bem e nos mostrou um quarto compartilhado para 4 pessoas com banheiro compartilhado. Gostamos muito do que vimos e fechamos lá mesmo. Tomamos um banho e decidimos dar uma volta na cidade e comermos porque estávamos famintos ::dãã2::ãã2::'>

 

IMG_20160321_173736.jpg

 

Ao descermos fomos pegar informações com ele que nos cedeu um mapa e nos ensinou tudo que queríamos sobre a cidade: Onde tomar ônibus, Onde comer, Museus, Mirantes, tudo. Depois dessa aula tava sentindo que conhecia Sucre na palma da minha mão. Antes de comermos fomos trocar mais dólares já para nossa viagem em Uyuni. Ao começarmos a caminhada já começava a ficar perceptível porque muitos consideram Sucre como uma das cidades mais bonitas da Bolívia. A cidade é extremamente charmosa com sua arquitetura colonial e seu povo foi muito receptivo conosco. Tudo que perguntei me foi respondido com muita gentileza.

Pesquisamos em umas 5 bancas, sim são bancas que trocam dinheiros, não são locais credenciados como no Brasil, e achamos a melhor cotação a B$ 6,94. Trocamos U$ 350 que nos rendeu B$ 2429. Estava me sentindo muito rico com essa quantidade de dinheiro.

Para jantarmos fomos a uma pizzaria recomendada pelo dono do Hostel e realmente era muito boa. Comemos, tomamos uma coca quente (Sério, o que essas pessoas tem contra refrigerantes gelados?) e fomos comprar água. No meio do caminho decidimos comprar umas batatas fritas vendidas no meio da rua, tipo Rufles, pagamos 2bol por dois saquinhos de batata e aproveitamos e compramos nossa água. Eram 19h30 e agora que estava escurecendo, completamente diferente da nossa cidade que às 17h30 o sol já está se pondo. Voltamos ao Hostel e fomos dormir nossa primeira noite em solo estrangeiro. E apesar de termos pago o quarto compartilhado acabamos meio que em um quarto privado já que não haviam outros hóspedes conosco ::cool:::'>

 

GOPR0344.JPG

 

OBS: Aqui cabe salientar que nós não sentimos, em Sucre, nada diferente em relação a altitude. Andamos pelas praças, comemos, tudo normalmente, nenhum efeito adverso.

 

Gastos do 1º Dia (Com relação aos gastos sempre colocarei os gastos totais do casal)

Starbucks - R$ 39,10

Táxi para o Hostel - B$ 30

Hostel - B$ 90

Jantar (Pizza + Coca) - B$ 50

Batata - B$ 2

Água - B$ 6

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