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josé.maria

Abril 2016 - Cidade do México e Cancun (+ day tour Panamá) - 13 dias

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Bom, vamos ao relato desta viagem ao México, dividida em 5 dias para a Cidade do México e 7 dias para Cancun (Playa del Carmen). Quem tiver menos tempo deixe ao menos uns 3 dias para a capital, que considero o suficiente para conhecer as principais atrações. Para Cancun, nem 1 mês é suficiente para se conhecer tudo, então aproveitei o que meu tempo (e dindin ::otemo:: ) permitiram.

 

Eu levei mil dólares, para pagar hospedagem, rango, deslocamentos, passeios e lembrançinhas, mas no fim das contas gastei efetivamente 850.

 

 

CITY TOUR CIDADE DO PANAMÁ

 

Voei Copa Airlines desde Brasília, com escala no Panamá e destino Cidade do México. Depois voei Volaris entre a Cidade do México e Cancun, e, na volta, Cancun-Brasília também pela Copa, com escala no Panamá. Para quem for voar pela Copa e quiser fazer um city tour pela Cidade do Panamá, é uma excelente oportunidade. No meu caso, na ida, como o voo chegava no Panamá às 6h30, escolhi uma conexão que saísse somente às 19h00, então fiquei com o dia livre para sair e conhecer a cidade.

 

Para tal passeio, e tendo por base inúmeros relatos na Internet, contratei um tour com o Sr. Kelly Orville ([email protected]), que ultimamente só anda trabalhando com turistas. Com o seu Toyota Corona 1981 amarelo fizemos o percurso Canal do Panamá/Cerro Ancón/Casco Viejo/Cinta Costeira, pelo custo de 90 dólares o casal. O tour foi muito tranquilo, e o Sr Orville é muito gente boa. Na Internet também obtive informações do Riolando Fajardo, que também faz os tours pela empresa Conexão Panamá, mas achei os valores muito salgados (170 dólares o casal ::hein: ).

 

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Ah sim, para quem tem dúvidas quanto a sair do Aeroporto Tocumen, não se desesperem. Quando chegar de sua conexão, suas malas irão direto ao destino final, não tendo que se preocupar com elas. No caso então, é só sair para a área da aduana, carimbar o passaporte e sair do aeroporto. Na volta, é só apresentar o cartão de embarque do segundo trecho e voltar para a área de embarque. Nem carimbaram meu passaporte constando a saída do Panamá, só a chegada. Na imigração, o oficial ainda me passou umas dicas do que conhecer da cidade; eles já estão acostumados com estes passeios de 1 dia.

 

 

CIDADE DO MÉXICO

 

Na Cidade do México dividi as atrações abaixo pelos 5 dias. Muitas pessoas aqui fazem os relatos por dia de viagem, e eu acho isso bacana, mas optei por agrupar meus relatos por local/atividade. Ai cada um monta o roteiro conforme a necessidade.

 

Segurança: com todos os seus problemas de capital latinoamericana, achei a cidade tranquila em termos de segurança, valendo também para a região de Cancun. A presença policial é bem forte. Claro que fiquei esperto em relação a dinheiro e bens de valor, mas nada diferente do que já faço no Brasil. Então não fiquem assustados quando forem para lá. Andei bastante à pé e durante à noite, e não vi pessoas ou atitudes suspeitas :D .

 

Hotel e metrô: Apesar de ser uma cidade enorme, até que eu achei bem organizada e com uma personalidade própria (assim como todo o México). Fiquei hospedado próximo ao Zócalo (a Plaza de Armas da capital), no Mexico City Hostel, então ficou bem tranquilo em relação aos deslocamentos. A cidade possui um sistema de metrô bem bacana, a um custo de 5 pesitos por viagem, ou seja, quase de graça. Use-o bastante. Na Play Store ou Apple Store tem vários aplicativos que calculam a rota do metrô, é só o ouro. Baixe um deles e aproveite, facilita muito sua vida. E cuidado com a hora do rush, porque o bicho pega ::dãã2::ãã2::'> .

 

Saindo e chegando no aeroporto: Para quem chegar cedo no aeroporto e tiver pouca bagagem, e o seu hotel ficar relativamente próximo a uma estação, recomendo o metrô para ir ao centro, pois o aeroporto conta com uma estação de metrô (Terminal Aerea, linha 5). Para ir embora em direção ao aeroporto a mesma coisa, e foi o que fiz. Porém, na ida, como desembarquei quase meia noite, usei os serviços de táxi mesmo. No aeroporto Benito Juárez, os taxis possuem um serviço pré-pago. Eu usei os serviços da empresa Sítio 300, que fica na Sala E1 à esquerda da imigração na chegada internacional, e me custou aproximadamente 220 pesos até o Zócalo. Pegue o ticket que o atendente irá lhe entregar e leve para os táxis na saída da Puerta 10. Cuidado com o troco, pois quiseram me passar a menos... kkkk ::grr:: .

 

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Câmbio: Quanto ao câmbio, troquei um pouco no aeroporto mesmo, porém observei que a cotação é praticamente a mesma em toda parte, mesmo na Cidade do México ou em Cancun, em torno de 16,30 por dólar. Preferi levar dólares em espécie e ir trocando conforme a necessidade.

 

Alimentação: apesar de ter lido em muitos lugares que só havia comida apimentada, e pensar que fosse morrer de fome ou ficar à base de biscoitos :lol:, não foi bem assim o que vi (e comi). A bem verdade em (quase) todos os lugares que fui não havia pimenta na comida propriamente dita, mas sim nos molhos oferecidos separadamente, os quais você pode usar ou não. Então, já que não sou tão fã de pimenta, achei bem tranquilo. A alimentação no México é bem variada, e a comida é bem temperada e gostosa, independente do que peça.

 

Os hotéis tinham café da manhã incluído, então dava aquela caprichada antes de ganhar o mundo. A depender do roteiro comia alguma coisa durante o dia e jantava à noite, ou almoçava e lanchava à noite. Na média, por refeição, tanto na Cidade do México quando na Riviera Maya, gastava entre 40 e 50 reais, com bebida e gorjeta. Mas é possível gastar menos. Até nas lojas de conveniência e supermercados há opções de comida pronta e lanches, caso o orçamento aperte.

 

Lucha Libre: também fui de metrô até a Arena México, e comprei o ingresso na hora. É muuuuuuuuuuuuuito tranquilo, e a arena lota mesmo, com gente de todas as idades e estilos. É um programa bem familiar e me diverti muito, apesar das lutas serem coreografadas. Não tenha receio de ir sozinho, de taxi ou metrô, é uma experiência antropológica muito bacana. As máscaras eu comprei depois nas barraquinhas no Bosque de Chapultepec, por 80 pesos, quando fui ao Museu de Antropologia.

 

Teotihuacán: fui de metrô até a estação Autobuses del Norte. Saindo da estação você vai sair bem na entrada da rodoviária. Entrando no Terminal, haverá vários guichês, é o penúltimo à esquerda - Autobuses Tehotihuacán, com destino Pirâmides. Custou uns 80 pesos ida e volta. Leve água e algo para comer, e protetor solar, boné e congêneres, porque faz muito calor :( . A entrada para as Pirâmides custou sessenta e cinco pesos. Para voltar foi a mesma coisa, só sair e tomar o ônibus de volta ao terminal, e depois metrô. Fiquei quase o dia todo lá, mas se você tiver pouco tempo ou for mais apressado, reserve no mínimo umas 3 horas, tirando o deslocamento, porque o local é enorme.

 

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Uma coisa que vi nos sítios arqueológicos que visitei e me incomodou de certa forma foi a presença de vendedores DENTRO ::ahhhh:: dos sítios. Nada contra a galera estar ali garantindo seu ganha pão, mas acho que quebra muito o clima durante a visitação. Já pensou você estar em Machu Picchu e ter uma barraquinha de lembrancinhas à cada esquina? Mas enfim... só não estavam presentes em cima das pirâmides... kkk

 

Se forem comprar souvenires (e com certeza vão... rsrrs) aproveitem as barraquinhas que estão nas entradas em frente das pirâmides do sol e da lua. Os preços lá já estão mais realistas, e mesmo assim pechinche mais um pouco. Os vendedores que estão espalhados pelo sítio começam a negociação com valores surreais (até o triplo das barraquinhas), e os produtos são os mesmos. Mas só fui descobrir isso mais ao final da visita. Comparativamente ao Real, os itens, mesmo com o preço de turista inicialmente proposto, são muito baratos, então você fica até com dó de murrinhar. Murrinhe mesmo assim!!! kkkk ::lol4::

 

Templo Mayor: ruínas que ficam próximo ao Zócalo. Se você já foi em Teotihuacán nem tem muita graça, já que são ruínas “bem ruínas”... rsrs.

 

Torre Latino Americana: custa uns 100 pesos para subir, e eles implicam com câmeras fotográficas profissionais. A vantagem é que o ingresso vale para o dia todo, então compensa visitar durante o dia e à noite, para apreciar ambos os momentos da cidade.

 

Restaurante El Huequito: eu tinha visto alguns relatos recomendando este restaurante que fica no centro, mas não achei lá essas coisas. Atendimento fraco e com valores bem acima da média, e a comida nem é lá essas coisas. Eu acho que ele sofreu daquele mal da fama. Depois que todo mundo passou a indicar e os turistas passaram a frequentá-lo, os preços subiram e a qualidade caiu. Para quem quiser no centro há ótimas opções. Eu costumo ver onde há mais movimento e a população local realmente frequenta. Estes são os melhores lugares para se comer, com serviços e preços sinceros.

 

Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe: apesar de muita gente fazer este roteiro com Teotihuacán, eu optei por fazê-lo separado, e reservei uma manhã para conhecer. Peguei o metrô na estação Zócalo e desci na estação La Basilica, após as devidas baldeações. Caminha-se bem entre uma estação e outra, ao ser fazer as conexões. Para quem gosta de turismo religioso é um programa obrigatório, inclusive porque os mexicanos são muito religiosos. A basílica tem uma boa estrutura para atender os visitantes, e eu gastei umas duas horas para conhecer tudo e comprar umas lembrançinhas. Tente pechinchar nas barraquinhas e você consegue bons preços. No caminho entre o metrô e a basílica tem alguns restaurantes legais, caso queira (ou precise) fazer uma boquinha e recarregar as energias.

 

Museu Frida Kahlo: bairro de Coyoacán, só pegar o metrô e fazer uma caminhada até chegar ao Museu, aproveitando a cidade.

 

Museu Nacional de Antropologia: fica no Bosque de Chapultepec, também dá pra ir de metrô. O espaço físico em si é muito agradável e as exposições estão bem montadas, então o passeio não se torna chato. Uma manhã ou uma tarde dão conta do recado. A riqueza cultural da região é impressionante, com tantas civilizações e povos que viveram e ainda vivem por lá. Lembrando que o museu fica fechado nas segundas-feiras, e vá nele antes de ir a Teotihuacán. Se não me engano o ingresso custou 65 pesos. OBS: é engraçado que, tanto nele quanto em outras atrações México afora, cobram uma taxa de 45 pesos adicionais para quem for levar câmeras de vídeo, inclusive GoPro. Mas hoje em dia até celular Xing Ling faz vídeos em 4K, então achei esta exigência meio sem nexo.

 

Aviso mulherada: no centro da cidade há umas lojas chamadas Trendy Acessórios, só colocar no Google Maps para achar os endereços. As lojas vendem umas maquiagens da marca Gelden, a qual fiquei sabendo que são ótimas, e a um preço beeeem bacana. Aproveitem... rsrsrsrs :twisted:::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

 

 

CANCUN (PLAYA DEL CARMEN)

 

Antes de tudo vou fazer alguns esclarecimentos. Apesar de Cancun ser um dos destinos turísticos mais desejados do mundo, Cancun mesmo é uma parte da chamada Riviera Maya que abrange toda aquela parte do litoral, incluindo Playa del Carmen e Tulum. Assim sendo, podemos, a grosso modo, dividir a região nestas três cidades base, cada uma com um perfil bem diferente.

 

Se você gostar de bater perna, visitar os lugares de forma independente, invista em Playa del Carmen ou Tulum, pois é possível fazer tudo à pé, tomar as vans e montar seu próprio roteiro, a um custo bem menor.

 

Já Cancun achei muito artificial e voltado para o público americano, com grandes hotéis e tudo cotado em dólar. Para quem quer andar mais, apesar de contar com uma rede de transporte público legal, gasta-se muito tempo se deslocando na cidade e as praias públicas são minúsculas, encravadas em um mar de resorts e hotéis, à exceção da Playa Delfines, a qual achei a salvação da cidade, no quesito praias públicas.

 

Ou seja, achei Cancun mais voltado para quem quer curtir o hotel, no sistema “all inclusive”, e a própria praia do hotel (cada um loteia sua parte da praia... afff) e fazer alguns passeios em tours. Se você tiver esse perfil, ou for com crianças pequenas, por exemplo, pode optar por ficar em Cancun mesmo ou em Playa, que também possui excelentes hotéis “all inclusive” e resorts. Caso contrário, fuja de Cancun e se hospede em Playa del Carmen (como fiz) ou mesmo Tulum. A maioria das atrações, como Cenotes e parques como o Xcaret, fica bem mais perto de Playa do que Cancun. Ou seja, poupa-se tempo de deslocamento e dindin com um custo de hospedagem e alimentação menores.

 

Saindo do Aeroporto: quando você entra na sala de esteiras, para pegar a bagagem, já tem vários guichês com aluguel de carros, e o guichê da empresa de ônibus ADO. Comprei o ticket para Playa del Carmen por 162 pesos. Antes de sair e ganhar o mundo você já pode ver através do vidro a baia de onde saem os ônibus (números 68, 69, 70), então é bem tranquilo, só sair do aeroporto, se livrar de vários vendedores de passeios, entrar no ônibus e relaxar. A viagem durou aproximadamente 1h20.

 

Uma opção viável é alugar um carro desde o aeroporto. Mas como estávamos em duas pessoas e a opção de hospedagem em Playa del Carmen ofereceu a facilidade de uso do transporte público, deixei o aluguel do carro pra lá. Apesar de adorar dirigir, optei por não ter stress com estacionamentos, golpes em postos de gasolina, policiais corruptos, dentre outros.

 

Câmbio: como disse antes, mesmo no aeroporto da Cidade do México achei as cotações do dólar parecidas, em torno de 16,30. Em Playa del Carmen tem várias opções, principalmente na 5º Avenida. Olhe a que mais estiver em conta e troque. E eles não cobram comissões ou outras taxas ocultas.

 

Hotel: me hospedei próximo ao Walmart, no Hotel Plaza Playa, o que foi uma mão na roda. Ali perto há vários restaurantes bem em conta, e fica próximo à 5º Avenida, onde todo o agito acontece.

 

Transporte público: durante toda minha estadia utilizei muito os serviços de vans para ir aos lugares de interesse. Entre a 15º e 20º Avenida, na altura da Calle 2, estão os terminais das vans que te levam para Tulum (e paradas) e Cancun (e paradas). As principais atrações estão localizadas na rodovia que interliga Cancun, Playa del Carmen e Tulum, ou seja, é só pedir ao motorista que pare onde você precisa, pagar e descer da van. Avise antes para evitar tomar esporro... kkk. E as vans não possuem cobrador, você paga a passagem quando for descer, diretamente ao motora. E as vans tem ar condicionado... irru ::mmm: . O preço entre Playa del Carmen e Tulum estava 40 pesos, e entre Playa e Cancun 34 pesos. Se quiser algum destino mais curto vai pagar entre 20 e 30 pesos, só perguntar antes. Não se preocupe muito com o horário, pois a galera que trabalha nos parques e atrações usa as vans para se deslocar, então elas funcionam até tarde da noite.

 

Tulum: gastei o dia todo para fazer este percurso, pois combinei depois com Akumal. Peguei aquela van de sempre, por 40 pesos e 1 hora de viagem. Pedi para me deixar nas ruínas, a entrada custou 65 pesos. A van para na rodovia mesmo, então tive que descer e atravessar a pista dupla (cuidado porque a galera anda “chutada”). Depois, uma leve caminhada de uns 15 minutos sob o sol escaldante até chegar na bilheteria propriamente dita... rsrsrs. Também é bom levar água e uns comestíveis, porque faz muito calor.

 

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Gastei umas duas horas conhecendo o lugar com calma. Aqui não tem vendedores dentro da atração. Na saída, continuei à esquerda pela pistinha asfaltada e cheguei na Playa Paraíso, tem uma placa indicando. A praia é muito bacana, fiquei lá por um tempo e depois fiz todo o caminho de volta, para a Carretera principal. No caminho tem uma feira de artesanato e um sem número de lojinhas, nas quais você pode comprar algo para beber ou comer. Só cuidado com os preços. Na Carretera tomei uma van em direção Playa del Carmen, mas desci em Akumal, que fica no meio do caminho. De lá, mais uma caminhada até a praia.

 

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Akumal: uma das melhores praias que visitei na região. A galera tenta te vender uns tours para ver as tartarugas próximas à praia, mas acho que não vale a pena. Quem quiser é só levar seu snorkel, pés de pato e colete, ou alugá-los na praia mesmo, e sair para ver os bichinhos por conta própria, já que ficam perto da praia. Ou então arrumar um lugar na areia e ficar curtindo a praia por ali mesmo. A praia é pública, então não se paga nada para entrar ou ficar. OBS: antes de chegar à praia, tem uma loja de conveniência Oxxo. Essa rede vai salvar sua vida quando você mais precisar... rsrs ::tchann:: . Tem várias opções de comes e bebes, e os preços são baixos. Depois de passar a tarde toda lá (na praia, não no Oxxo... rsrs) voltei para a Carretera e peguei uma van de volta à Playa, sem stress.

 

Chichén Itzá: este aqui vai te tomar um dia todo, independente de como você vá para lá. No meu caso eu fui de ônibus ADO (o terminal fica na esquina da 5º Avenida com a Av. Benito Juárez). O ônibus sai às 8 da matina (deixe de preguiça e acorde cedo, por favor... kkk ::toma:: ), chegando em Chichén por volta do meio dia, e sai de Chichén às 16h30, chegando em Playa lá pelas 20 horas. São os únicos horários disponíveis, e as passagens custaram uns 560 pesos, ida e volta. A vantagem é que você tem o tempo todo livre para conhecer o local (aprox. 4 horas), podendo ou não contratar um guia lá na hora. Eu li muitos relatos no próprio Mochileiros.com e outros sites reclamando dos tours padrão, que te obrigam a passar por cenotes e lojinhas de artesanato pelo caminho, sobrando pouco tempo para o sítio arqueológico em si. Então optei por ir de ônibus mesmo, não tive nenhuma chateação.

 

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Chegando lá se foi mais uns 230 pesos de entrada (acho que houve um reajuste recente). Comprei na bilheteria (taquilla), entrei e pronto, só alegria. Mais uma vez só fiquei chateado com as inúmeras barraquinhas lá dentro, em toda parte. Você não pode nem respirar que lá vem um te oferecendo alguma coisa. Tem hora que cansa. Mas como se diz por ai, estando no inferno... rsrsrs. Lá é o melhor lugar para comprar lembrancinhas, pechinche pois dá pra diminuir o preço pela metade, no mínimo. Chore muito... rsrs. Algumas custam 10 pesos. Os caras são malas... tem uns que ficam com umas três peças de artesanato grandes na mão, e uma pequena escondidinha. Vão oferecendo por 1 dólar ou 10 pesos, e mostrando as bonitonas. Quando você chega interessado ele fala que o preço é da pequena... kkkk ::vapapu:: . Ri muito e troquei bastante ideia com os vendedores; muitos dependem daquela venda para sobreviver, então não deixa de ser interessante conhecer o trabalho deles e prestigiar.

 

Gastei, com muita calma, três horas para conhecer tudo. Como o ônibus só saia às 16h30 não adiantava correr. A cidade é muito grande, mas entre as construções tem uns caminhos com alguma sombra. Apesar do calor não foi tão assustador quanto pensei.

 

Cenote Ik Kil: não fui, mas para quem quiser e tiver tempo pode-se tomar um taxi desde Chichen Itzá, por 120 pesos ida e volta. A entrada custa 70 pesos, mais 30 pesos para aluguel do colete e locker.

 

Compras: na 5º Avenida há um sem número de lojas de souvenires, e quase infinitos tipos de itens. Acho impossível alguém não encontrar algo que agrade. Porém antes de tudo, se possível, dê uma olhada no Walmart, e no Hipermercado Mega, que fica próximo. Em ambos há uma seção de lembrancinhas, além da seção de bebidas, principalmente Tequila. Os preços são imbatíveis e melhores até que o Free Shop do Aeroporto ::otemo:: . O que você não achar lá pode procurar em outras lojas pela cidade.

 

Cancun: como estava hospedado em Playa del Carmen, peguei um dia e fui visitar Cancun. Mesma coisa: peguei a van até lá, por 34 pesos e 1 hora de viagem. Descendo no centro peguei o ônibus R1 para a Zona Hoteleira. A passagem custou 10,50 pesos. Como as praias públicas são poucas, acabei não aproveitando muita coisa, já que estavam lotadas. A única que escapou foi a Playa Delfines. Esta sim tem uma estrutura de guarda-sóis e banheiros, tudo gratuito. E aquele famoso letreiro de Cancun, todo colorido, fica lá, além de um mirante. A praia em si é bem grande, então foi possível aproveitar aquele mar do caribe com mais tranquilidade. Para voltar peguei o mesmo ônibus, desci no centro de Cancun, e outra van até Playa.

 

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Xplor: no tema “restrições orcamentárias” visitei apenas um dos vários parques temáticos da região, o Xplor, então o relato será apenas dele... kkk. O ingresso custou 116 obamas (comprei no próprio hotel no qual estava), e o parque funciona das 9 às 17 horas, com almoço e bebidas incluídas. Na ida e na volta fui de van mesmo, o parque fica na beira da pista. No fim das contas ele conta com quatro atrações: tirolesa, trilha com um jipinho, nado em um rio subterrâneo, e passeio em uma balsa também por um sistema de cavernas.

 

Os dois primeiros eu gostei bastante, e me tomaram toda a manhã. Os outros não achei lá essas coisas, mas no fim do dia, juntando com o rango, achei que valeu a pena o pacote. O parque é muito bem organizado e os funcionários são bem atenciosos. Para quem for, recomendo levar roupas leves, já que você vai ficar encharcado a maior parte do tempo, uma toalha e uma muda de roupa para quando for embora (só se você quiser voltar para o hotel molhado mesmo... rsrs). Uma GoPro ou câmera à prova d’água também é bem vinda.

 

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Por fim, só deixo um comentário em relação ao binômio exploração econômica x preservação ambiental. Na região da Riviera Maya há muitos empreendimentos, como o Xplor, por exemplo, que aproveitam as riquezas naturais para ganhar seu dindin e fomentar o turismo, mas de uma maneira que nunca aconteceria no Brasil. No parque citado um sistema de cavernas foi meio que “adaptado” para que as atrações fossem oferecidas. Nesse meio termo muitas partes foram destruídas e muita coisa se perdeu, então eu fiquei um pouco incomodado, já que, em outros lugares do mundo, a preservação deve ser total. Mas enfim, o México possui suas normas e suas maneiras de ver o tema, então quem sou eu para questionar. Mas fica a observação.

 

Bem, é isso ai pessoal!!! Espero que as informações ajudem os próximos viajantes!!!

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Fala, José Maria... blz?? Farei este mesmo roteiro agora em julho/agosto, mais ou menos a mesma quantidade de dias, então seu relato veio a calhar.

Minha primeira pergunta seria quanto a preços de refeições... estou fazendo uma estimativa de gastos e num primeiro momento queria saber quanto se gasta em média com refeições, tando na C. do México quanto nas praias da Riviera Maia...

Vc foi sozinho?? Quanto levou em dinheiro e quanto efetivamente gastou por lá?? E, rpa fins de planejamento (isso não ficou muito claro no relato), como vc dividiu todas as atrações da C. do México ao longo dos 5 dias?? Desde já agradeço e depois mando mais perguntas. Abraço!!!

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Vamos lá Júnior:

 

1) Os hotéis tinham café da manhã incluído, então dava aquela caprichada antes de ganhar o mundo. A depender do roteiro comia alguma coisa durante o dia e jantava à noite, ou almoçava e lanchava à noite. Na média, por refeição, tanto na Cidade do México quando na Riviera Maya, gastava entre 40 e 50 reais, com bebida e gorjeta. Mas é possível gastar menos. Até nas lojas de conveniência e supermercados há opções de comida pronta e lanches, caso o orçamento aperte.

 

2) Fui com uma amiga, então os custos com hospedagem foram divididos por dois, basicamente.

 

3) Eu levei mil dólares, para pagar hospedagem, rango, deslocamentos, passeios e lembrancinhas, mas no fim das contas gastei efetivamente 850.

 

4) Na Cidade do México dividi aquelas atrações pelos 5 dias. Muitas pessoas aqui fazem os relatos por dia de viagem, e eu acho isso bacana, mas optei por agrupar meus relatos por local/atividade. Ai cada um monta o roteiro conforme a necessidade.

 

O Planejamento da viagem é tão divertido quanto à própria viagem! Abraço! (eu editei o relato original para incluir estas respostas e facilitar a vida dos próximos leitores. Obrigado pelas contribuições!)

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Olá José, valeu pelas dicas fresquinhas!! Estou indo em agosto e vou atualizar meu roteiro com suas informações.

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Legal seu estilo de relato. Gostaria de mais informações sobre o hostel que vc ficou em CDMX ... o que achou??

 

O hostel tem os quartos simples, porém são muito limpos e confortáveis. A localização é excelente, e o café da manhã é razoável. Pelo custo benefício eu achei excelente. Recomendo.

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Olá!!Muito obrigada pelo relato objetivo ::otemo:: Vou para o México no próximo mês de novembro e no meu roteiro estão algumas das atrações que você mencionou. Você se lembra de quanto pagou para assistir a Lucha Libre? Obrigada!

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Olá!!Muito obrigada pelo relato objetivo ::otemo:: Vou para o México no próximo mês de novembro e no meu roteiro estão algumas das atrações que você mencionou. Você se lembra de quanto pagou para assistir a Lucha Libre? Obrigada!

 

Quanto eu paguei não lembro, mas chegando na bilheteria tem ingresso de tudo quanto é preço, de 20 a 100 reais, depende do dia e do lugar.

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    • Por LisTrancoso
      Olá viajantes incríveis de todo o mundo. 
      Estou n-morando no México desde 15 de janeiro por conta de um intercâmbio. Sim, meu intercâmbio ocorreu justamento numa época louca de pandemia. 
      Enfim, eu vivo em Pachuca, Hidalgo, fica cerca de 1h30 da CDMX, porém, minhas aulas acabavam em maio e comprei passagem para voltar para o Brasil saindo de Cancún, porque a ideia era fazer um roteiro de pelo menos 15 dias entre Cancún, Playa del Carmen e Tulum. 
      Porém, com toda essa loucura eu estou em dúvida do que fazer, se essas coisas ainda vão poder acontecer, medo de aglomeração e tudo mais. Mas, para não pirar e conseguir fazer alguma coisa, caso a quarentena acabe em Cancún em 10 de junho, estava pensando em alugar um quarto e viver o ultimo mês la e talvez pegar alguns dias de praia. 
      Porém, como é uma cidade muito cara, não sei se é viável e seguro. Gostaria da opinião de vocês. Caso a quarentena acabe, será que vale a pena alugar um quarto por um mês? Ou talvez somente os últimos 10 dias em julho em hostel mesmo? 
      Se puderem me ajudar, tiverem dica de local seguro para ficar. Agradeço. 
    • Por Paulonishi
      A intenção da viagem é a de conhecer os sítios arqueológicos da civilização maia, pois o tema Arqueologia é a minha principal motivação para as viagens pelas Américas 🤠 (Peru, Bolívia, Chile e agora México). Cancún foi escolhida como a porta de acesso e, assim, comecei a fazer um roteiro e a pesquisar os sítios arqueológicos que seriam possíveis de serem visitados durante os 10 dias em que permaneceria no México. Comprei as passagens de São Paulo (Congonhas) x Cancún pela empresa Gol, que fez uma boa promoção ao preço de R$ 1600,00, já com todas as taxas. As passagens de Florianópolis x São Paulo, incluindo o retorno, consegui comprar com as minhas milhas no programa Smiles.
      Algumas passagens de ônibus do roteiro comprei no site da empresa de ônibus ADO e, por terem sido compradas com antecedência, garanti um bom desconto que chegou a mais de 60%, como foi o caso dos trechos de Valladolid x Chichén Itzá (ida e volta) e Mérida x Cancún (somente ida). Vale muito a pena pesquisar e comprar mesmo com a taxa de IOF e variação do câmbio no cartão de crédito.
      Comprei dólares para levar, aguardando até o último momento para ver se baixava, mas não teve jeito... A cotação que peguei em 03/03/20 foi a de R$ 4,75 por doleta, e mesmo assim, com a disparada que aconteceu nas semana seguintes, chegando a R$ 5,25, até que me dei bem.
       
      O roteiro estabelecido foi o seguinte:
      07/03 - Embarque em Florianópolis com destino a São Paulo (Congonhas), para, de lá, pegar outro vôo até Brasília;
      08/03 - Embarque em Brasília com destino a Cancún
      10/03 - Deslocamento de Cancún a Tulum;
                  - Visita ao sítio arqueológico de Tulum
                 - Pernoite na cidade.
      11/03 - Visita ao sítio arqueológico de Cobá;
                  - deslocamento de Tulum a Valladolid;
      12/03 - Visita ao sítio arqueológico de Chichén Itzá;
      13/03 - Visita ao sítio arquelógico de Ek Balam e Cenote X-Canche;
      14/03 - Deslocamento de Valladolid para Mérida
      15/03 - Visita ao sítio arqueológico de Mayapán e Cenote de Telchaquillo;
      16/03 - Visita ao sítio arqueológico de Uxmal
      17/03 - Deslocamento de Mérida para Cancún
      18/03 - Compras no Walmart e Mercado 28
                  - Embarque de retorno de Cancún para São Paulo (Congonhas)
       
      Assim sendo, com todos os lugares definidos, hostels reservados (mas não pagos) pelo Booking e U$ 500 no bolso, estava pronto para mais um mochilão... Desta vez pelo México!
       
      07/03/20 - sábado
      Minha viagem teve início em Florianópolis, mais precisamente no bairro de Canasvieiras, norte da Ilha.
      Cheguei no terminal urbano de Canasvieiras, carreguei o cartão de transporte com 20 reais e fui para a fila do ônibus direto ao centro, linha TICAN x TICEN (210) . Como tenho o cartão, a viagem ficou R$ 4,18, senão seriam R$ 4,25. Saímos às 07:50h e chegamos às 08:20h sem pegar trânsito, pois era um sábado. No terminal do centro (TICEN), vi o que horário do próximo ônibus direto e seria só às 09:20h e, para não ficar esperando muito, perguntei e foi indicado ir ao Terminal do Rio Tavares, pegando o ônibus da linha 410 TICEN x TIRIO, que saiu logo em seguida e em menos de 30 minutos, já chegamos no TIRIO.  O próximo ônibus para o Aeroporto sairia às 09:00h (Aeroporto x Via Tapera 477) e saiu quase vazio o que foi muito bom para poder escolher um lugar e acomodar a mochila maior. 

      Apenas 15 minutos depois e já estávamos no Aeroporto, descendo bem em frente ao terminal de embarque.

      Olhei os voos para São Paulo, na intenção de pedir a antecipação se fosse o caso e tinha um que sairia em menos de 40 minutos. Até fui para a fila do balcão para tentar antecipar, mas demorou tanto que já não teria mais tempo hábil. Fui para o embarque e utilizei o cartão gerado na reserva pelo celuar, funcionando sem problema. No raio x, devido às diversas baterias dos equipamentos (power bank, gopro, gimbal, câmera fotográfica...), pediram para olhar a bagagem mais detalhadamente, mas já liberaram em seguida. Fui direto para o portão 11, pois sabia que existem algumas poltronas grandes e macias que muita gente não conhece...

      Consegui pegar uma, me instalando para o carregamento dias equipamentos, backup das fotos e também adiantar o upload, pois o wi-fi deste aeroporto é muito bom e permite conexão por até 3 horas.  Chamaram meu nome no alto falante e fui até o balcão ver do que se tratava. A fileira 13, na qual havia feito a reserva do assento, não existe nesse avião e me alocaram na 10A. O avião chegou atrasado, já às 11:45h, e ainda tivemos que aguardar o desembarque das pessoas que chegaram nela. Aproveitei que sou cliente ouro e entrei logo após os idosos. Para a minha surpresa, na minha poltrona não tinha janela! Justamente reservei para poder filmar a decolagem... Mas, ainda assim, com certo contorcionismo, consegui registrar com a GOPRO a bela visão da decolagem, que passa muito próximo à Ilha do Campeche.

      Durante o vôo serviram biscoito e peguei um suco junto, para enganar a fome, pois infelizmente o serviço da Gol nos destinos nacionais têm se resumido somente a isso...
      Chegamos a Congonhas por volta das 13:25h, tive que sair no desembarque e fazer novo embarque. Facilita bastante o fato de não ter bagagem despachada. O preço das comidas até que estavam razoáveis, com promoção no McDonald's de 2 sanduíches por R$ 15,00 e rodízio na Pizza Hut por R$ 30,00. Preferi ficar com meu lanche e chocolate mesmo. Achei um lugar com carregamento de energia e ocupei os bancos. A internet gratuita é boa, mas só permite o acesso a páginas da web e Facebook, não sendo possível fazer backup das fotos que tirei durante a viagem com a GoPro.
      Longa espera... Por volta das 17h vi a previsão de portão 12 para o vôo a Brasília (já fazendo parte da viagem comprada de São Paulo x Cancún), porém, chegando lá, já havia outro para o Rio quase no mesmo horário.
      Fiquei atento até que anunciaram a mudança para o portão 17, que fica no final do piso térreo. Tive que voltar quase todo o aeroporto para ir a esse portão!

      Embarquei rápido e fui o segundo a entrar no avião. Hoje, como todo mundo leva bagagem de mão, quanto mais rápido pudermos entrar, mais garantido fica o espaço no bagageiro. Nem podia pensar em despachar a mochila pois tinha todo o meu equipamento fotográfico dentro dela. O embarque demorou e a decolagem se deu com atraso, às 18:40h. Preferi sentar na poltrona 9D, corredor, para agilizar o desembarque.
      A surpresa boa foi o lanche que serviram, pois além do tradicional biscoito e suco, deram também uma barra de chocolate da Lacta 60% de cacau... 😋

      Ao pousarmos às 20:17h estava chovendo forte e na saída do finger perguntei ao funcionário da Gol se realmente poderia sair do aeroporto e embarcar amanhã, haja visto que seriam 14h de espera, e ele confirmou que sim. Quando saí do aeroporto já não chovia e fui me hospedar para o pernoite. Pensei em parar no restaurante do Posto Shell, mas segui em frente tendo em mente pedir algo pelo Ifood. Chegando no hotel, pedi uma pizza grande e aproveitando o desconto que tinha no Ifood, saiu por R$ 10,99 🤪. Às 22h chegou a pizza que não era muito recheada, mas matou bem a fome.

      Fiz os backups das imagens da Gopro e fui dormir por volta das 23h, com a intenção de acordar cedo para estar no Aeroporto por volta das 07:30h.
      Gastos no dia:
      R$ 4,18 (ônibus urbano em Florianópolis)
      R$ 4,50 (ônibus em Brasília)
      R$ 10,99 - pizza no Ifood
       
      08/03
      Acordei por volta das 5h e fiquei deitado até às 06:28h. Tomei o café da manhã e já me pus a caminho do aeroporto. Cheguei bem rápido e fui perguntar a respeito do meu acesso à área de embarque pois o cartão emitido no celular não tinha informações e  no totem a viagem não foi localizada. Fui até o balcão e emitiram a passagem do segundo trecho, Brasília x Cancún, mas só pude entrar no embarque internacional após às 07:30h. Depois disso, passei pelo raio x sem problema e depois pela migração, acessando a parte do embarque internacional. Estava no portão já às 07:40h.

      Uma mulher sentou-se atrás do meu banco e ficou espirrando e fungando atrás de mim. Depois, uma velha sentou quase ao meu lado e começou a tossir e assoar o nariz... Aí, não vi outra alternativa senão colocar uma máscara, nem por conta do Corona vírus, mas por proteção a qualquer outro vírus, pois perder a viagem por conta de uma gripe seria um desastre.
      Fui ao banheiro e às 09:20h já estava na fila de embarque preferencial, entrando no avião em pouco tempo. Era um Boeing 737-800, apertado e sem tela multimídia, com tomadas quebradas... Meu assento era lá no fundo, na 31D corredor (cancelaram a minha reserva e emitiram outra poltrona), porém, quando anunciaram que o embarque estava encerado, pulei para uma poltrona vazia na janela. Dica importante, mesmo não estando lotado o vôo, os bagageiros depois da fileira 30 estavam lotados.
      O avião era muito pequeno para uma viagem tão longa. Ainda bem que, como viajo frequentemente, já havia instalado o APP para assistir aos vídeos da Gol e pude me distrair um pouco. A revista da companhia está cada vez mais pobre de conteúdo e nem dá para ver algo interessante nela.
      Foi anunciado que o voo faria uma escala em Manaus, o que será ótimo para filmar também esse pouso também. Comi uma maçã que trouxe e já senti o cheiro da bóia...😛  Espero que pelo menos seja boa!
      Pior que não era a refeição, mas sim um lanche... Foi servido um misto quente de queijo com peito de frango (bem gostoso)  e tomei um suco. Fui assistindo ao filme Ford vs Ferrari, que é muito bom.

      Por volta das 13h (12h local devido ao fuso horário) pousamos em Manaus para o reabastecimento da aeronave. Consegui capturar boas imagens da aproximação e pouso.

       
      Uma fila enorme se fez para o banheiro, que estava bem pertinho de mim. Continuei usando máscara. Decolamos, terminei o filme mas não havia nenhum outro interessante para assistir. Senti um cheiro de comida e acho que vai sair mais alguma coisa para comer. Realmente, começaram o serviço às 14:42h (13:42 local) e até chegar em mim, que estou nas últimas, vai demorou um monte... Pois bem, 15 minutos depois recebi o meu almoço, que era arroz, sobrecoxa desossada de frango, alguns legumes e um pão de mel como sobremesa. Para beber tomei suco de pêssego sem açúcar e peguei água na minha garrafa. Até que estava gostoso. E o tempo não passa, pior ainda com crianças berrando no ouvido.

      Distribuíram formulário de migração e, prevenido como sempre, peguei a minha caneta na mochila para o preenchimento. Foi servido um bolinho doce e água ou café, enquanto o avião já iniciava o procedimento de descida. Pousamos às 17h locais (-2 horas em relação à Brasília) e o táxi foi bem longo, tendo o avião aguardar por vários minutos uma posição no finger. O tempo estava nublado e fazia 26 graus.

      Não paramos no finger e o deslocamento até o terminal foi de ônibus com ar bem gelado. Já ganhei várias posições ao entrar na migração, que foi bem rápida. O senhor que me atendeu perguntou minha profissão, quanto tempo ficaria no México e onde estaria hospedado. Carimbou o formulário mas não o passaporte... Fiquei meio apreensivo, não sabendo se ele havia esquecido ou se era um procedimento normal. Dali, fui direito para a alfândega, levando grande vantagem por não ter despachado a bagagem, pois avisaram que a inspeção levaria uns 20 minutos até liberarem na esteira.
      No saguão do aeroporto já peguei um mapa gratuito e vi uma casa de câmbio com cotação de $17,50 (pesos)  por dólar, o que era muito baixo pela cotação que havia pesquisado pela manhã. Logo a diante já vi o balcão da ADO, a empresa de ônibus que tem rotas para Playa del Carmen e ao centro de Cancún, este ao preço era $94. Como não havia feito o câmbio da moeda, perguntei se aceitava cartão de crédito e a senhora disse que sim, mas aí lembrei e perguntei se também se aceitava dólar e qual seria a cotação. Resposta afirmativa, os $94 sairiam US$5 e como eu tinha trocadinho na carteira (levei 5 notas de U$100, uma de US$ 10 e outra de US$5 para essas eventualidades), aceitei de imediato, pois também a cotação deu $18,50 por dólar.

      Peguei as informações e fui atrás do ônibus, que sairia em 20 minutos. Tive que perguntar numa lanchonete e o rapaz me explicou com boa vontade. A posição era no extremo oposto do terminal, mas cheguei em pouco tempo. Aguardando a chegada do ônibus pesquisei wi-fi e, para a minha surpresa, tinha uma do Google gratuita. Consegui enviar mensagens para todos e logo o ônibus chegou.

      Coloquei a mochila no bagageiro, apresentei o ticket e entrei. Muito boa a qualidade e conforto, com ar condicionado e televisão. Só faltou um wi-fi para ter nota máxima. A viagem é bem curta, mas ainda pegamos um pouco de trânsito nas proximidades do centro da cidade. Chegamos no terminal e usei o wi-fi gratuito, que é muito bom,  para enviar mensagens. Verifiquei o rumo do hostel no celular, usando o Google Maps offline (havia feito o download dos mapas ainda no Brasil) e parti para lá. Passei por uma praça grande e estava bem animada, com várias barraquinhas de lanche e também um show acontecendo.

      Cheguei rapidinho no hostel e fui bem recebido. Fiz o check in e já fui para o quarto, escolhendo uma cama na parte de cima e verificando as tomadas elétricas por perto para o carregamento dos equipamentos. O dono permitiu que eu fizesse o pagamento no dia seguinte, pois não havia feito o câmbio e também pagar em dólares ou no cartão não seria vantajoso para mim. Nesse hostel o diferencial é oferecer também o jantar gratuito e, como estava cansado de toda essa maratona para chegar até Cancún, resolvi não sair nesta noite para aguardar o jantar, pegar a fila do chuveiro e depois descansar, pois no dia seguinte a programação seria bem extensa.

      E assim, encerrei essa primeira etapa da viagem...
      Gastos no dia:
      R$ 4,50 - ônibus em Brasília
      R$ 26,25/US$ 5,00 - ônibus do Aeroporto ao centro de Cancún
       
      Para aqueles que quiserem acompanhar os detalhes, podem acessar o vídeo detalhado da viagem no Youtube:
      É isso aí!!!! 😉
    • Por [email protected]
      Estamos programando uma viagem de 10 dias, sendo dividido da seguinte forma;
      Do dia 30/10 ao dia 03/11 Cidade do México
      do dia 03/11 a 06/11 Playa del Carmen
      de 06/11 a 09/11 Cancún
      Gostaríamos de indicação de Hotel ou Apto para alugar, para curtimos o dia dos mortos pois, sabemos que e´ grande a aglomeração na Av. La reforma, por isso, gostaríamos de um lugar que fique o mais próximo possível no sistema Bom, Bonito e Barato.
      Do mesmo modo gostaríamos de sugestões para ficarmos em Playa del Carmo.
      estaremos viajando em três pessoas do dia 30/10 a 03/11 e depois encontraremos outra turma em Playa del Carmen, totalizando 8 pessoas.
      Desde já agradeço que puder nos ajudar quanto a hospedagem e experiencias na Cidade do México no dia dos mortos.
    • Por victoralex
      Espaço aéreo do México, 10 de novembro de 2019
      Salud a todos! Tenho a alegria de estar a 10006m de altitude, segundo o radar do avião, em algum ponto entre Minatitlán e Tuxtla Gutierrez, com um fim de tarde de lua cheia pulsando na janela, ouvindo a maravilhosa cantora mexicana Natalia Lafourcade e retornando a São Paulo para poder contar pra vocês a experiência fantástica que tive nos meus últimos 8 dias passados nesse país encantador que é o México. A priori, iria passar apenas 4 dias a trabalho em Puebla para um congresso acadêmico, mas acabei chegando 4 dias antes para conhecer um pouco do que é a terceira maior metrópole do mundo, a Cidade do México. Como muito do que procurei sobre a viagem foi mais uma vez usando o repositório do Mochileiros, é minha obrigação deixar um bom e completo relato para ustedes! Compartilharei o relato também no Medium, para democratizar a experiência! Aliás, leitores do Medium, deem uma olhada no mochileiros, têm muuita coisa legal :)
      A viagem teve duas partes. A primeira, minha irmã Thais me acompanhou na Cidade do México, aproveitando a compania, tirou umas férias merecidas :). Depois, durante o congresso em Puebla, ela foi pra Cancún e fiquei visitando quando tinha tempo entre uma apresentação de paper e outra :)
      1. Cronograma
      A viagem aconteceu entre 2 e 10 de novembro de 2019, com o seguinte cronograma:
      2/nov/2019: Voo SP-CDMX, saída 23h, chegada 6h30
      3 a 6/nov/2019: Cidade do México
      7 a 9/nov/2019: Puebla e Cholula
      10/nov/2019: Voo CDMX-SP, saída 16h40, chegada 5h30
       
      2. Gastos
      Vou botar os gastos em dólares, já que a cotação varia bastante. 
      Passagem aérea: US$ 970 (SP-CDMX ida e volta)
      Hospedagem: 3 diárias no METRO Boutique Hostal, na CDMX, em quarto privativo (mas banheiro compartilhado) para duas pessoas: US$ 200/2 pessoas = US$ 100 por pessoa.
      Obs: a hospedagem em Puebla foi pago pelo congresso rsrs.
      Comida, presentes, passeios: US$ 300.
      Total sem passagem aérea: US$ 400
      Total com passagem aérea: US$ 1370
      Na época que viajei (novembro de 2019) peguei o dólar ao redor de 4. 
       
      3. Relato
      Dia 1 e 2 - Sábado, 2/nov/19: Saída SP-CDMX, voo às 23h, chegada às 6h30 no Domingo, dia 3/nov
      Chegamos no dia 3 de novembro de manhãzinha. Como o check-in do hostel era só a partir das 14h, deixamos as coisas no storage do próprio hostel, tomamos café lá (isso foi bem legal da parte deles) e saímos para andar.
      Como era um domingo, a Paseo de la Reforma estava fechada para carros, então, como aqui em SP acontece com a Av Paulista, a avenida estava cheio de gente, ciclistas, corredores, dogs e famílias. Foi bem legal. Uma coisa que é diferente da Paulista Aberta nesse ponto é que lá eles separam a avenida em dois: uma só para atletas e ciclistas, onde o pessoal pode treinar sem problemas de ter uma criança atravessando correndo a rua ou um ambulante vendendo algo, e outra parte para as famílias e pessoas que só querem passear na avenida. Achei sensacional (alô Bruno Covas!). Nesse ponto, como ficamos em Roma Norte, um bairro sensacional, parecido com o bairro de Pinheiros em São Paulo em questão de cultura, restaurante e arte, o caminho até o monumento do El Ángel de la Independencia dá uns 15 min. Fomos até lá e depois andamos toda a Paseo até o parque, onde fica o Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México.

      El Ángel de la Independencia, na Paseo de la Reforma. Em obras, como todo o México by that time.

      Calçadão da Paseo de la Reforma. Avenidas muito mais largas que a Avenida Paulista
      O Museu de Antropologia em si é muito legal. Mas recomendaria ir em algum dia diferente de domingo. Neste dia, o museu é de graça para mexicanos, o que o deixou totalmente abarrotado de gente. Como não havia mapas nem indicações de como fazer o trajeto do museu, a gente não conseguiu aproveitar tanto. Fomos direto nos setores externos (jardins, muito banaca) e também na Pedra do Sol, la famosa... Passamos apenas umas 2h dentro do museu, porque realmente não havia condições de ficar mais tempo lá de tanta gente que tinha. Um colega foi no parque e pro museu de história natural. Disse que tem uma vista bem legal da cidade, mas infelizmente não conseguimos ir

      A Pedra do Sol, que não, não é o calendário maia e nem asteca!
      Depois do museu, passamos em frente ao Auditorio Nacional para retirar meus ingressos pro show da Natalia Lafourcade (se você não sabe quem é ela, pare de ler e vá ouvir essa mulher maravilhosa. Coloquei um vídeo mais pra baixo), cantora mexicana que gosto muito e que coincidentemente, estaria tocando na CDMX durante a nossa estadia. O Auditorio em si é muito legal, e mesmo para quem não tem evento pra ir lá, vale a pena dar uma passada na frente de dia. É majestoso.
      Depois do Museu, almoçamos em uma Taquería chamada El Fogoncito, muito boa por sinal. O cardápio não fica só por conta de tacos, mas de muitas coisas mexicanas. Foi um ótimo portão de entrada pra comida local. Comemos perto da Paseo, no cruzamento da Rua Leibnitz com a Rua Victor Hugo (mi nombre rsrs).
      A noite, encontrei um amigo da minha namorada, chamado Rodrigo, cara sensacional, em um dos bares da Av. Álvaro Obregón, em Roma Norte, do lado do Hostel. Mais uma vez, recomendo totalmente o bairro só pelos restaurantes e bares. Essa avenida ficava bem pertinho de onde a gente tava, além de ter muita coisa nos miolos do bairro. Por exemplo, visitei muitas livrarias ao redor, muitas lojas de arte e cultura, e também umas lojas místicas, pra quem gosta! É realmente a Pinheiros/Santa Cecília da CDMX.
      Depois descanso já que tivemos um voo longo e  no próximo dia iríamos para Teotihuacan.
      Dia 3 - Segunda, dia 4 de novembro de 2019: Pirâmides de Teotihuácan, o dia inteiro e show da Natalia Lafourcade às 20h
      O plano era passar a manhã e a tarde em Teotihuácan e voltar umas 17h porque a noite eu tinha o show no Auditorio Nacional. Para ir até Teotihuacan por conta é bem fácil. Você tem que pegar o metrô até uma das rodoviárias, especificamente o terminal rodoviário Autobuses del Norte. Vá de metrô, é bem barato, menos de R$ 1,00 a passagem (aliás, todo o México é barato. E isso é ótimo para nós brasileiros). De lá, atravesse a rua e compre a passagem ida e volta para as pirâmides. O totem que vende as passagens é de uma cia específica, que não tem erro já que o próprio símbolo da empresa são as pirâmides. Se localiza, ao olhar para a rua, dentro do terminal rodoviário, à sua direita, no fim da rodoviária. 
      A passagem não é cara e inclui ida e volta. A ida tem horário específico, e a volta você simplesmente espera na rua na frente do sítio arqueológico. Literalmente hehe. 
      O passeio é bem legal. O busão te deixa na frente do parque, você paga a entrada e se vira lá dentro. De cara estará com a Citadela, e mais pra frente vai ter as duas pirâmides maiores (Sol e Lua), além das intermediários. Minha dica é também ir no museu que tem lá dentro. Dá pra entender um pouco o contexto do negócio, além de ter uma maquete sensacional. 
      O passeio é incrível, e o que me impressionou foi a magnitude do negócio. É enorme. Não se esqueça de levar chapéu, protetor solar e snacks, já que você ficará bastante tempo lá (um dia inteiro), além de que não há sombras para fugir do Sol. Logo, prepare-se! Há chapéus vendendo na entrada do parque, caso você se esqueça. 

      Delante a la Pirámide del Sol, en Teotihuácan
      Depois do passeio, como disse, a volta é bem simples, basta sair do parque e esperar na rua qualquer ônibus passar. Acabamos esperando uns 15 min e pá, passou um ônibus. Como a demanda era maior que a oferta, nos primeiros 15 minutos de volta fizemos o trajeto de pé dentro do busão, mas depois o pessoal foi saindo e conseguimos sentar. Aliás, todo o México é assim. Se fosse definir o país em uma palavra é: desorganização. Não importa se estávamos numa rodovia federal, estávamos de pé em um ônibus num trajeto de 1,5h a priori..uma loucura! 
      De volta a CDMX, passamos numa Taquería que nos recomendaram chamada Taquería El Califa, é famosinha e nos recomendaram. Os pratos são bem grandes e vale bem a pena. Fomos na filial da Paseo da Reforma, mas passei na frente na filial de Roma Norte também. 
      De noite, tinha o maravilhoso show da Natalia Lafourcade! Aqui em baixo tem um vídeo da minha música favorita dela, pra quem não conhece! E mais uma vez, o Auditorio Nacional em si é espetacular! Vale a pena dar uma passada lá na frente, é bem bacana mesmo.
      O show foi impecável, com certeza um dos melhores shows da minha vida. Se tiver a oportunidade de ir em algum evento cultural no destino da sua viagem, vá! É muito bacana ver os mexicanos em seu cotidiano. A grande maioria do público era local. O mais legal é que nesse último disco dela os sons estão bem folclóricos, o que fez o show ser uma baita homenagem à cultura mexicana! Além de ter muitos convidados cantando junto. Foi animal, experiência única!


      Auditorio Nacional, dia de show da Natalia Lafourcade!
       
      Dia 4 - Terça, dia 5 de novembro de 2019 - Museu Frida Kahlo pela manhã, Templo Mayor e Lucha Libre
      Dia 4 começou e tínhamos já agendado com antecedência o Museu Frida Kahlo para manhã às 10:30. O bairro que o museu fica é bem legal, o que vale já a visita mesmo antes do seu horário no museu. O bairro chama Coyoacán e, além do museu e da casa do Trosky, já famosos, o bairro tem muita feirinha, comércio, além também de, no caminho do metrô para o museu, você passará pela Cineteca Nacional. Não chegamos a parar porque tínhamos horário, mas gostaria de ter passado um tempo por lá!
      O museu em si é um espetáculo. Acredito que foi o lugar que mais gostei na CDMX. Aproveitando a dica do meu irmão, que também foi pra lá anteriormente, foque nos pincéis, no estúdio, nas tintas. O museu é menos obras da Frida e do Diego Rivera e muito mais o estilo de vida deles. E isso é beeem legal. 
      A casa é um charme, toda colorida, e você vai se autoguiando pelos quartos e aposentos. Para tirar foto, tem que pagar mais, o que não fizemos. No nosso caso, só foi possível tirar foto do jardim, que também é lindo. Você consegue ver a cama onde ela pintava depois do segundo acidente, os quartos, a cozinha, o jardim...e também tinha uma exposição temporário com os vestidos de Frida Kahlo. Senti coisas lá muito fortes! A vida que essa mulher teve foi cheeeia de desafios e, mesmo depois de um caso de pólio, dois acidentes, traições, ela ser o marco que foi e com tanta influência não só no meio artístico mas também como uma bandeira do movimento feminista, isso é fudido. Um passeio que mesmo eu, que não conhecia muito das obras dela, me fez ficar muito mais interessado e encantado. 
      Uma dica é realmente reservar o passeio com bastante antecedência. Há preços diferenciados para estudantes e para estrangeiros. Peguei o de estudante, como aluno de doutorado, que é 1/4 do preço dos estrangeiros, e deu tudo certo! Lá você vai entender o porquê reservar antes: existem duas filas. Uma para o pessoal que tem horário marcado e outra para quem vai comprar na hora. Posso te afirmar com certeza que a fila de quem ia comprar na hora estava 10 vezes maior. Vacilaram! Então não cometa esse erro e reserva essa caceta já!

       

      Museo Frida Kahlo
      De lá o plano era ir até o Zócalo e conhecer o centro histórico. Como começou a chover muito, ficamos apenas no Museu do Templo Mayor, e decidi conhecer o resto do Zócalo no dia seguinte. O Templo Mayor é um passeio bem legal. O preço não é salgado e é interessante saber que o centro da CDMX já foi cercado pelo povo mexica, com pirâmides e um centro político e cultural bem diferente do pós colombiano. O museu destaca ainda o massacre espanhol dos povoados antigos e também tem uma maquete bem legal do que era o Zócalo antes da invasão espanhola. E claro, as ruínas em si. 

      Ruínas do Templo Mayor
      Com a chuva, acabamos fazendo hora por lá até das umas 18h para ir direto para a Lucha Libre! E que passeio sensacional! São dois lugares que ocorrem as luchas libres na CDMX: Arena Coliseo e Arena México. Fomos na Arena México, por estar relativamente perto de Roma Norte. Compramos os ingressos umas 18h30, e a luta começava às 20h. O evento em si é bem bacana. Claramente, tudo é muito bem encenado, as lutas não são verdadeiras, mas você se diverte demais! E o mais engraçado são que, mesmo com boa parte do público ser turista, há uma quantidade relevante de mexicanos que frequentam as lutas e torcem como se fossem de verdade! Gritam o nome e tudo. Achei maneiro!

      ¡Lucha libre!
      Depois da luta, casa e sono.
      Dia 5 - Quarta, 6/nov/19: Zócalo, Palácio Belas Artes, Palácio Nacional (só passar em frente), centro histórico e ida pra Puebla
      Como não tinha conseguido visitar direito o Zócalo no dia anterior por conta da chuva intensa, acabei por voltar de manhã para o centro para conhecer. O centro em si, pra quem também é de São Paulo, se assemelha muito à região da Praça da Sé. Primeiro por ser muito bonito (quem não teve a chance de passar pelo menos um dia no centro de SP, faça-o! É bem legal!). Segundo porque, assim como SP, não é o principal ponto turístico da cidade. Aqui em SP, por exemplo, podemos colocar Av Paulista, MASP e Ibirapuera na frente da Praça da Sé e ainda, tenho certeza que você pensaria duas vezes em recomendar o centro de SP para um gringo ir sozinho por conta da violência. Lá na CDMX é a mesma coisa! Em todos os sentidos. Há muitos moradores de rua como em SP (aliás, a Cidade do México se assemelha a São Paulo de uma forma inacreditável! Por isso que gostei tanto hehe). Tem até uma rua que o povo fica com aquelas plaquinhas de "compro/vendo ouro", que nem na Sé!
      Primeiro fiquei passeando pela praça em si. Como era pós Dia de Muertos, a praça estava toda decorada de flores, para o Festival de las Flores, logo depois do Dia de Muertos. Estava muito bonito. A praça é enorme, e você passa um tempo só se impressionando com a imensidão do negócio. Minha dica é primeiro visitar o Palácio Nacional, que fica lá na praça, a Catedral Metropolitana, que também é muito legal e depois ir andando até o Palácio Belas Artes, uma caminhada de uns 20 minutos com calma. Infelizmente no dia que eu fui estava tendo um evento diplomático no Palácio Nacional, o que significou que não pude entrar no Palácio em si, só apreciar do lado de fora. Então acabei fazendo o caminho até o Palácio Belas Artes, que também é belíssimo. Lá dentro não tem muita coisa o que fazer, mas só a caminhada vale a pena

      Zócalo todo enfeitado para o Festival das Flores

      Festival de las Flores

      Catedral Metropolitana

      Palacio Bellas Artes
      Um dos motivos que tinha deixado o Zócalo por último era que estava pensando em comprar souvenirs por lá antes de ir pra Puebla. Aí que descobri uma coisa muito importante, e aí vai a dica pra vocês: como SP, no centro não há souvenirs. Então pensei: "onde em SP compraria souvenirs? Reposta: Avenida Paulista!". E foi tiro e queda: peguei um metrô e voltei pra Paseo de la Reforma uma última vez e tá lá: cheio de souvenirs para vender nas calçadas. Aproveite essa dica preciosa e não espere souvenirs no centro histórico!
      Depois, voltei a pé para Roma Norte para almoçar e pegar minhas coisas para partir para Puebla, o grande motivo da viagem (que era a trabalho hehe). E aí uma das boas surpresas e histórias da viagem. Parei num restaurante chamado Eno, em Roma Norte. Um restaurante sensacional, em que pedi um prato que vinha umas fatias de abacate, arroz, um pollo e frijoles. Mas a melhor coisa não foi a comida. De frente pra mim, na mesa da frente, tinha uma garota tomando um café. Ela percebeu que eu tava me deliciando com o prato, tirando umas fotos e panz, e perguntou o que eu estava comendo. Respondi que estava comendo frijoles com avocado e pollo, então ela virou e falou, em espanhol: "legal...posso experimentar?". E não deu outra, ela pegou umas garfadas e adorou o prato também! Depois ainda me ofereceu metade do pan de muertos que ela estava comendo pra mim..e claramente eu aceitei! Hehe. Ficamos uns 15min trocando ideia e descobri que ela era uma mexicana que vivia na California nos últimos 20 anos, tinha saído com 8 anos do México. E não só isso, mas aquele dia era o primeiro dia dela no México depois de 20 anos!! Histórias que só viajando a gente consegue escutar  Infelizmente tinha horário de ônibus para Puebla e acabei saindo, mas esse episódio reflete muito do que o México e, especialmente os mexicanos são: alegres, simpáticos e que não se assustam em abordar um estranho pra dividir um prato ou trocar uma ideia! Algo muuuuito semelhante com nós brasileiros. Quem nunca trocou ideia com estranhos em algum bar e acabou tendo um ótimo papo também? Um dos grandes momentos da viagem! 😜 

      Almuerzo incrível que encantou até a moça da mesa da frente  Aliás, essa cerveja é do baralho: Bocanegra. Não deixem te procurá-la!
      Depois, busão para Puebla, chegando de noite e dando check-in no hotel.  
       
      Dia 6 - Quinta, 7/nov/19: Primeiro dia de congresso e centro de Puebla de noite.
      Durante o dia foi o primeiro dia da conferência que me levou até o México, então nada demais em termos turísticos. De noite, fomos para o centro de Puebla para conhecer o Zócalo de lá e também jantar, junto com outros congressistas. 
      O centrinho de Puebla é bem legal! Me lembrou muito Ouro Preto-MG. Como em muitos pontos do México, há Wi-Fi grátis nas ruas, o centro era iluminado, com um coreto e muitos bancos e a praça cheia! Coisa de cidade do interior, literalmente! Paramos num restaurante nos arredores da praça que se chama Vittorio's, que serve tanto comida poblana como comida italiana (??) hehe. E acabamos pedindo a prata da casa, o prato mais típico de Puebla, o Mole Poblano. Um prato delicioso, porém bem forte. Aliás, toda comida do México é forte, em termos intestinais. Ia muito mais vezes no banheiro do que aqui no Brasil. É muito tempero! E o mole poblano não foge disso: um peito de frango com arroz coberto por um molho marrom fortíssimo e saboroso! Mas senti ele durante toda a madrugada hehe, if you know what I mean. Enfim, nada que um mezcal no fim da refeição não ajude na digestão! Valeu muito a pena!

      Zócalo de Puebla

      Praça no Zócalo de Puebla
       
      Dia 7 - Sexta, 8/nov/19: Segundo dia de congresso e el mágico pueblo de Cholula!
      Esse talvez tenha sido um dos grandes dias da viagem. Primeiro porque no congresso em si eu não iria apresentar e também não havia muitos tópicos do meu interesse, o que me deu uma manhã livre. Acabei indo para o que os poblanos chamam de "El mágico pueblo de Cholula". 
      Cholula é uma cidadezinha (ou duas cidades, porque são dois povoados) a menos de 10km de Puebla. Se Puebla é Ouro Preto, Cholula é Tiradentes, Brumadinho...cidades menores ainda, mas igualmente históricas! Caso queira saber mais sobre Cholula, recomendo esse link aqui: https://quasenomade.com/uma-visita-ao-pueblo-magico-de-cholula/
      Cholula foi o que mais me encantou no México. Para começar porque a maioria dos turistas são mexicanos. Acho que os únicos gringos que vi lá era eu e os colegas congressistas que trouxe a noite pra lá! Depois, porque a cidade é toda arquitetada como uma cidade do interior. Há uma praça? Sim! Tem coreto? Sim! Tem igreja ao redor da praça? Sim, muitas delas! Aliás, Cholula é conhecida como a mais espanhola das cidades mexicanas justamente por ter muita, mas muita igreja. E elas são bem charmosas! Tem bares? Sim! Tem vida noturna? Sim! Tem história? Muita! É totalmente encantador. Vamos em partes.
      A primeira grande coisa que se vê quando se chega em Cholula é uma colina enorme com uma igreja construída lá em cima. O que você vai descobrir é que, essa colina na verdade é uma pirâmide pré-colombiana construída pelo povo que vivia na região antes dos espanhóis chegarem! O que dizem é que os espanhóis não sabiam disso e, quando chegaram, viram apenas uma colina e resolveram construir uma igreja lá em cima. Seria realmente uma coincidência ou uma forma explícita de varrer a cultura pré colombiana? Aposto na segunda opção  O que importa é que a partir do Séc XX os mexicanos começaram a escavar a colina e descobriram que, em termos de base, a pirâmide que tem lá era a maior do México, maior ainda que Teotihuácan! Incrível! Há inclusive um túnel que você demora 15min pra atravessar que dá no Sítio Arqueológico. É muito legal mesmo! 

      Paróquia Nsa Sra dos Remédios, no topo da colina, que na verdade, era a maior pirâmide do México

      Subida para a Paróquia Nossa Sra dos Remédios, em cima da colina de Cholula

      Vista de Cholula lá de cima da colina! Reparem no vulcão Popocatépetl soltando fumacinha. 2 semanas depois, ele entraria em erupção!

      Túnel para as ruínas das pirâmides!

      Ruínas do que foi a maior pirâmide, em termos de base, do México, em Cholula.
      Mas a cidade não se resume só à pirâmide! Para começar, mais um exemplo da ótima hospitalidade dos mexicanos, em especial do pueblo de Cholula. Chegando lá, fui no centro turístico do povoado. Lá, uma moça, chamada Veronica, me atendeu e me explicou em 15min TUDO o que tinha que ver na cidade. Me deu um guia inclusive do que comer e o que fazer durante um dia inteiro lá. Ela adorou o fato de eu ser brasileiro, já que eles não recebem muitos gringos por lá! E ainda me convidou para assinar um livrinho da cidade com meu nome e pra eu escrever umas palavras lá! Muito fofinha! Mas o mais legal que ela me disse foi: naquele exato dia era aniversário da cidade, e ia rolar um evento pirotécnico ali do lado a partir das 18h. Com certeza iria!
      De manhã ainda deu tempo de subir na colina em si e conhecer a igreja lá de cima. Mas o show a parte é a vista panorâmica lá de cima da cidade de Cholula e de Puebla com uma visão privilegiada do vulcão Popocatépetl, que fica nos arredores de Puebla. E aqui vai mais uma dica: suba na igreja pela manhã, quando as nuvens ainda não bloqueiam a visão para o vulcão. No fim da tarde as nuvens bloqueiam o vulcão, e você perde toda a vista.
      Como Cholula era relativamente perto da universidade que estava sediando o congresso e tinha coisa para fazer a tarde por lá, acabei voltando para assistir a alguns seminários pela tarde na conferência, mas já tinha colocado na minha cabeça que tinha que voltar para Cholula a noite. Estava apaixonado pelo pueblo. Ele realmente é mágico!
      A noite, voltei e levei dois colegas do congresso para lá também. E fomos direto nos posicionar em cima da colina para ver as celebrações de aniversário do povoado, como a Veronica tinha recomendado! E que coisa irresponsável! Eles colocaram umas estruturas de metal, uns 6 pilares em que se acendia um pavio que fazia um show pirotécnico da base até o topo. E tudo isso com um monte de gente no chão assistindo, sem uma margem de segurança. Para vocês terem uma ideia, uma das estruturas explodiu, o que fez um esqueleto de metal subir muitos, mas muitos metros pro alto e cair na colina. Ainda bem que não atingiu ninguém, mas foi por um triz. Mas é isso, nada simboliza mais o México do que isso: dedo no cu e gritaria! Haha. Apesar de perigoso, foi sensacional! Experiência única. Pra quem dúvida do perigo que foi isso, se liguem: 
      Haha, loucura, não?
      Depois da pirotecnia, fomos ao centrinho, tiramos umas fotos das igrejas de noite e paramos um bar por lá de cerveja artesanal. E mais uma vez, uma das grandes histórias da viagem: os garçons e garçonetes estavam tão abismados que éramos gringos visitando Cholula que, de 5 em 5 minutos vinham na nossa mesa perguntar se estava tudo certo, tudo bem com a bebida, com a comida, etc...Gostaram tanto da gente que nos deram um vale chopp para uma próxima vez! Guardei de recordação haha.

      Um pouco do charme del mágico pueblo de Cholula e suas muitas igrejas

      Praça de Cholula!
      Depois de umas cervejas e ótimo papo, voltamos pro hotel que ainda faltava mais 1 dia de congresso. E também o último dia de viagem. E sabia que minha história com Cholula ainda não tinha acabado...  
       
      Dia 8 - Sábado, dia 9/nov/19: Último dia de congresso, teleférico e bar em Puebla e...Cholula novamente!
      Sábado durante a manhã e até o fim da tarde foi de congresso. A parte turística começou lá pelas 17h. Fim de conferência, partimos para a Zona Histórica de Los Fuertes. Vamos à contextualização: Puebla foi a cidade que abrigou a Grande Batalha de Puebla contra os franceses em 5 de maio de 1862, durante a segunda intervenção francesa no México por Napoleão III. Depois os franceses acabaram entrando no ano seguinte, mas o México foi defendido com sucesso numa batalha época realizada em Puebla, no dia 5 de maio de 1862. E isso é orgulho dos mexicanos, que comemoram o 5 de Mayo todos os anos como feriado nacional. Foi um dos grandes momentos que moldaram a identidade mexicana e é um dos principais feriados do país.
      Pois bem, a tal Grande Batalha aconteceu em Puebla e a Zona de los Fuertes têm os fortes remanescentes da guerra, muito bonito! A área de visitação é um parque, numa zona alta da cidade, de onde se dá pra ter uma vista panorâmica da cidade, além de ter um teleférico que leva até o centro da cidade. 

      Vista panorâmica de Puebla a partir da Zona de los Fuertes. Um privilégio ver o pôr-do-sol de lá
      Nesse dia, encontrei a minha irmã, que estava comigo antes no CDMX e que tinha passado uns dias em Cancún enquanto eu estava trabalhando. E o melhor, era o aniversário dela! Nos encontramos lá em cima e descemos no teleférico de noite, com uma vista fenomenal da cidade e com uma guia explicando todos os pontos de Puebla lá de cima! É muito legal e bem barato, recomendo total fazer esse trecho de teleférico! 
      Chegando no centro de Puebla, para comemorar o aniversário da Thais, minha irmã, escolhemos o bar chamado San Pedrito Licorería. É um bar animal, com música boa e ótimas cervejas e mezcais. Ficamos um tempo lá até nos direcionar advinha para onde? Sim! Cholula novamente! Pegamos um Uber para Cholula para exatamente o mesmo bar, San Pedrito, mas com filial em Cholula. O porquê? Como minha irmã tinha acabado de chegar na cidade, queria que ela se encantasse um pouco com a magia que é el mágico pueblo de Cholula  E foi sensacional! Noite bem animada, com direito à placa no bar com alerta do quê se deve fazer em caso de terremoto haha (segue foto).

      E não é que 1 semana depois que eu voltei pra SP, o vulcão de Puebla não entrou em erupção? Os avisos são reais!
      Dia 9 - Domingo, dia 10/nov/19: Volta, com voo às 16h40 na CDMX e chegada às 6h da manhã do dia 11/nov em GRU.
      Nada demais, só a volta ;(
       
      4. Conclusão
      Essa foi a nossa viagem pro México! Conhecemos pouco, mas do que conhecemos, conseguimos ir bastante à fundo! Desde CDMX até Puebla e a magia de Cholula  
      O grande aprendizado dessa viagem é algo que tenho sentido em todos os países latino-americanos que tenho visitado: como a nossa identidade cultural é forte. O México é parecido com o Brasil em muitos detalhes. E nesse sentido, SP se assemelha muito com a CDMX. Posso dizer que temos inclusive os mesmos problemas: trânsito, desorganização, burocracia, desigualdade...etc, porém os pontos positivos são tão bons quanto! A gente é alegre, gosta de falar alto, conversar, somos receptivos com gringos, tratamos bem o visitante, gostamos de música e estamos a todo momento valorizando a nossa cultura latino-americana, algo que o México não me decepcionou. A comida, os sons, as paisagens, todas foram espetaculares, o que me faz ter com certeza a mais profunda vontade de voltar e conhecer mais desse país incrível
      Caso tenham alguma dúvida, não hesitem em responder aqui no Fórum ou mandar um e-mail! Até!
      ¡Viva a Latinoamerica, viva el México!
       
       


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