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    • Por TMRocha
      Entre os dias 30 e 31 de Agosto de 2014. viajei de excursão do SESC-MG para o Santuário do Caraça, em Minas Gerais.

      Nessa mesma oportunidade ainda conhecemos um pedacinho de Santa Bárbara. Confira agora como foi o nosso passeio.
      Caso queira visualizar o post direto pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/santuario-do-caraca-e-santa-barbara-mg.html
      Se quiser saber mais sobre o SESC-MG e como fazer excursões por eles, ou outras agências de turismo interessantes de Belo Horizonte e Região Metropolitana, leia a matéria abaixo:

      Relato da Viagem
      Tivemos que acordar bem cedo porque é mais fácil chegar até a cidade aproveitando o trem Vitória-Minas, que cruza o Brasil e vai de Belo Horizonte até Vitória, no Espírito Santo. Do SESC Serviços [Centro de Belo Horizonte] pegamos um bus e rapidinho já estávamos na Estação. Ela fica bem próximo de onde tem os MOVES [pra quem estiver vindo pelo metrô é só parar na Estação Central que fica bem pertinho de lá].
      Ali encontramos uma moça [a Vera] que grudou na Lu e fez boa parte do passeio conosco.








      O trem é tão legal que vem equipado até com lanchonete.


      E ainda é tão chique que até o banheiro é muito moderno. Aconselho que quem pegue esse trem vá pelos assentos executivos, é quase a mesma coisa que o econômico, mas pelo menos é um pouco mais confortável.


      Depois de aproximadamente umas duas horas seguindo pelos tilhos chegamos à estação de trem Dois Irmãos.




      E dali rumamos para o Santuário do Caraça.





      Assim, finalmente chegamos ao Santuário do Caraça, nosso destino em que passaríamos praticamente todo o fim de semana.
      ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
      SANTUÁRIO DO CARAÇA - MG
      O Santuário do Caraça é visitado basicamente por estudantes que vêm ao Santuário em excursão, pessoas mais velhas que querem apenas descansar, relaxar e rezar para Deus [o local é muito bom para quem realiza o turismo religioso] ou grupos de jovens que desbravam a natureza.
      Em uma das trilhas você até deve usar uma caneleira como proteção para evitar a picada das cobras. De acordo com a explicação da nossa guia e dos sites em geral, existem duas hipóteses para terem dado esse nome para o Caraça.

      1. Caraça seria o formato de um rosto humano na Serra do Espinhaço: é explicação corrente no tempo do colégio e comentada por Dom Pedro II, em seu diário (11-13 de abril de 1881). O que pesa contra esta explicação é o fato do Caraça ter sido sempre citado no masculino e nunca no feminino (Serra da Caraça), como deveria ser já que caraça, compreendido como cara grande é palavra feminina.
      2. Caraça seria o grande desfiladeiro existente na Serra do Espinhaço nesta região: explicação dada por Auguste de Saint-Hilaire (1816) e acolhida por José Ferreira Carrato, em sua tese de doutorado sobre o Caraça (As Minas Gerais e os Primórdios do Caraça), publicada em 1963. Caraça, em tupi-guarani, significa desfiladeiro ou bocaina, como hoje é chamado o portentoso vale entre os Picos do Sol e do Inficionado.
      Como chegar?
      Distâncias aproximadas:
      Santa Bárbara (MG) - 25 km
      Catas Altas (MG) - 33 km
      Ouro Preto (MG) - 70 km
      Itabira (MG) - 80 km
      Belo Horizonte (MG) - 130 km
      Vitória (ES) - 465 km
      São Paulo (SP) - 750 km
      Rio de Janeiro (RJ) - 560 km
      - :: de Avião :: -
      O Santuário do Caraça está bem isolado, por isso, primeiramente você deve desembarcar no aeroporto de Confins ou no da Pampulha, e de lá seguir por uma das formas abaixo:
      - :: Com Veículo Próprio :: -
      O único acesso ao Santuário do Caraça é passando pelo município de Santa Bárbara. Entrar pela Rodovia do Caraça que também dá acesso ao distrito de Brumal, e sub-distritos de Sumidouro e Santana do Morro. A Portaria está situada no km 9, desta Rodovia. Da Portaria até a sede, são mais 11 km de estrada asfaltada.
      - :: de Ônibus :: -
      Saindo de Belo Horizonte: pegar onibus da viação Passaro Verde que vai até a cidade de Santa Barbara, para chegar no Caraça terá que pegar um taxi, mas a distancia nâo é longa, em qualquer das duas cidades você vai estar a mais ou menos uns 30 km do parque.
      Para quem vem de São Paulo: pode pegar um onibus até Ouro Preto e depois outro para Santa Barbara.
      - :: Por Excursões :: -
      Outra maneira, mais simples e bem interessante, que pode ser que saia bem em conta é ir até lá por meio de excursões. Eu e a Lu, por exemplo, fomos pelo SESC-MG.
      Fonte Pesquisada:
      http://guiadoviajante.com/1518/caraca-mg/
      Assim que se chega no Santuário do Caraça já dá pra apreciar a natureza, o verde e o ar realmente puro e ainda ver algumas imagens como essas.





      De cara, já fomos até a recepção do Santuário para guardar nossas malas e entrar no quarto, mas havia um grupo de estudantes que tinham chegado antes de nós e era para terem liberado tudo cedo e não o fizeram.
      Para piorar a nossa guia era bem fraca, não soube unir o grupo [ela deveria aproveitar esse problema e ter rodado conosco pelo Santuário enquanto liberavam os quartos para os hóspedes, mas não fez isso - então todo mundo se estressou muito porque estávamos mais preocupados em guardar as malas do que em fazer qualquer outra coisa].
      Pelo contrário, ficamos quase três horas esperando que os mesmos fossem liberados e fiquei puto demais, com raiva porque a atendente da recepção ainda estava com deboche, como se não ligasse para o nosso problema - e a guia ficava olhando pra gente com aquela cara de anta sem rumo. Isso quase estragou o nosso passeio e ainda dispersou demais o nosso grupo.
      Obs.: Apesar de termos tido problema com a guia nessa viagem, ainda recomendo muito o SESC, porque possuem um custo benefício muito bom e normalmente a qualidade dos passeios oferecidos por eles é excelente.
      Para comprovar isso, você pode clicar no botão abaixo e conferir o Relato do passeio que fizemos para o Vale Verde Alambique & Parque Ecológico de Betim, que foi uma excelente viagem que fizemos utilizando o SESC.

      Clicar: [Vale Verde]
      Como nunca liberavam nossos quartos resolvemos ir no centrinho de artesanato [na verdade são somente umas três ou quatro pessoas que vendem algumas coisinhas como sabonetes, perfumes, artesanatos locais, imãs de geladeira e brinquedos]. Mas o maior destaque pra mim foi o velhinho que escrevia nossos nomes numa pedra. Achei isso muito legal.




      Atrás do centrinho de artesanato eu ainda dei a sorte de ver muitos passarinhos verdes, que quase se camuflam com a grama.

      Colado no centrinho de artesanato ainda possuem uma lojinha um pouco maior que também é uma lanchonete. Nela comemos um pouco para aliviar o estresse e amenizar a fome, porque o almoço ainda iria demorar um bocado.



      Depois de tanta espera finalmente pudemos ir ao nosso quarto do hotel, que é bem simples, serve basicamente apenas para descansar e dormir mesmo. O Santuário do Caraça em si é bem pequeno, mas pra quem é mais aventureiro pode explorar um pouco dos arredores ou fechar passeios com os guias.
      Nossas acomodações:

      Vista do alto da Janela:





      O Santuário do Caraça é muito bonito, quase sempre está coberto por neblina e costuma ser bem frio durante boa parte do ano.



      Fomos para o centro cultural, perto do centrinho de artesanato ver o que era. Lá nos passaram um vídeo de como é o Santuário, explicaram que os visitantes só podem fazer trilhas acompanhados do guia e bla bla bla, e também deu pra tirar algumas fotinhas.





      O Santuário do Caraça também é famoso por causa do lobo Guará, mas vou explicar isso mais a frente. Dali finalmente seguimos para almoçar, mas demos uma parada pra tirar mais fotos porque não resistimos, o local é muito bonito.




      Enfim, hora do almoço! Eles possuem dois refeitórios principais, mas um estava fechado para reforma quando estávamos lá, então só pudemos comer no Restaurante Pe. Tobias. Como o público é mais velho e recebem muitos estudantes, acaba que não colocam muito sal na comida, o que tira um pouco do gosto.







      Após comer, fomos direto visitar o acervo histórico e biblioteca do Santuário do Caraça, que no passado já pegou fogo uma vez e perderam uma parte do acervo. Essa biblioteca é composta por duas partes básicas, em uma se encontram mobiliário, equipamentos e ferramentas, instrumentos e vestuário do século passado. A outra parte é uma biblioteca comum, porém tem um cheiro forte de mofo por ter conteúdos muito antigos.




      No andar inferior, assim que se entra temos uma galeria.



























      Pessoalmente, não ligo muito para coisas antigas, mas pra quem gosta é legal. O mobiliário é muito rico e o acervo realmente é bem grande. Só coloquei algumas das fotos que tirei para não tirar a graça de quem curte isso. Dali partimos para conhecer mais um pouco do Santuário.
      Após passar por alguns corredores e um pequeno pátio, visitamos a Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, que também fica dentro do Santuário. Ela possui duas entradas. Então é possível entrar tanto pela frente ou pelos fundos do Santuário. Abaixo seguem as fotos de alguns dos pontos de vista da Igreja.








      Nos fundos dessa igreja, sempre à noite, acontece algo muito interessante. Que é a visita do lobo Guará, nela os visitantes se juntam e ficam esperando. O Padre deixa um pouco de carne e aguarda chegar o lobo, que pega o alimento e o come na frente dos visitantes.
      Os Guarás já estão acostumados com as pessoas, então não se incomodam mesmo se estiverem sendo fotografados. Porém o barulho os incomoda e eles acabam indo muito tarde até lá se os visitantes estão muito inquietos e barulhentos. [O que aconteceu conosco, infelizmente]
      Outro motivo que pode fazer com que o lobo atrase ou chegue adiantado é a fome, caso ele tenha caçado algo virá mais tarde. Também pode ser que tenham comido coisas que os visitantes deixaram pelos arredores do Santuário, o que faz com que ele deixe de vir pegar sua boquinha. Como não conseguimos tirar essas fotos durante a noite, pesquisei na internet e estarei colocando aqui mais a frente. Porém por enquanto estou atendo somente às belezas dessa igreja.






      A ornamentação e a arte da igreja também são muito lindas.








      Após dar uma boa passeada e apreciar toda essa arte espetacular saímos pelos fundos da Igreja, e ali demos de cara com um imenso e belo jardim.




      Além de bonito possui total harmonia com a natureza. Dessa vez estávamos com a nossa guia, que agora estava mais disposta [mas quase sem as outras pessoas do grupo que se dispersou]. E resolveu nos mostrar coisas interessantes.
      - Diz a lenda que Dom Pedro I visitou o Santuário do Caraça e resolveu passar por esse caminho e em determinado momento tropeçou e caiu. Devido a isto, os moradores da época marcaram a pedra e a data em que ele caiu nesse lugar.




      Essa é a pedra que Dom Pedro I tropeçou e caiu.
      Durante o fim de semana que passamos no Santuário do Caraça, visitamos diversos lugares e rodamos por todo o Santuário várias vezes. Para que esse relato não ficasse chato e inconsistente, misturei os dois dias de forma que quem visualizar aqui possa ter uma compreensão maior do que o Santuário do Caraça possui.
      O passeio acima, por exemplo, provavelmente foi realizado no domingo e não no dia que chegamos [não tenho certeza, mas acredito nisso porque no primeiro dia deu a doida na guia e ficamos praticamente o dia todo sem ela]. O passeio abaixo também provavelmente foi realizado no domingo. É uma das trilhas em que é possível andar sem guia. Bem simples, mas ainda assim bonita.







      Outros pontos interessantes de se ver são: um pequeno altar e a via sacra, na verdade eles estão perto da entrada, mas demoramos um bocadinho pra subir lá porque fomos fazendo outras coisas interessantes primeiro.
      Abaixo, o altar:


      E agora, a via sacra:





      Dali temos essa vista:

      Assim, visitamos praticamente tudo nas proximidades do Santuário do Caraça, que é bem pequeno de tamanho. Mas gigantesco em área se considerar toda a mata dos arredores. Quando deu à noite do sábado fomos para parte de trás da Igreja para aguardar a vinda do Lobo Guará.
      Ficamos esperando junto a outros hospedes o tão famoso Lobo Guará. a Luciana estava muito cansada e fazia muito frio. Como estávamos esperando a mais de duas horas e o Guará não apareceu preferimos nos retirar [por livre e espontânea pressão do frio!] e acabou que não conseguimos ver o lobo Guará pessoalmente.
      Abaixo as fotos da parte de trás da igreja onde ficamos e como o padre deixa a comida.


      O lobo apareceu aproximadamente às 23:30h nesse dia. Tinha uma paca jogando alguma coisa com o celular que toda hora dava um som de bolha [blu blu blu!], gente falando, pessoas tossindo. E como no dia anterior e nesse teve muitos visitantes durante o dia [principalmente de escolas], provavelmente jogaram alimentos no chão e o Guará não ficou à vontade para chegar mais cedo ao local. 
      De acordo com o padre são raras as vezes que os lobos Guará não nos agraciam com sua presença, menos de 5 vezes ao ano. Mas não tem problema, porque reuni algumas fotos da própria internet para se ter uma ideia de como se é a visita do lobo Guará:
      ooo ooo ooo ooo ooo ABAIXO NÃO PERTENCE AO RELATO ORIGINAL ooo ooo ooo ooo ooo 





      No passado o padre deixava a carne na parte debaixo das escadas, e foram fazendo assim durante anos e anos. Até que em algum ponto alguém sugeriu que colocassem na parte de cima, onde os visitantes poderiam ver o lobo pegando a carne mais de perto. E como a pessoa disse, deu certo e os Guarás não se intimidaram com os humanos.
      Há gerações isso é feito, então os filhotes já aprendem isso desde pequenos, que nos fundos da igreja, na escadaria sempre um pouco de carne é dada para eles durante a noite até de madrugada.
      Já estão tão acostumados que nem se incomodam com as fotos, mesmo que estejam com flash. As únicas recomendações mesmo são ficar bem quietinhos e silenciosos pra não assustar os animais e nem fazer gestos bruscos, principalmente as crianças, que podem ser alvos frágeis para eles [na natureza os Guarás atacam alvos normalmente de tamanho pequeno, inclusive filhotes de outras espécies que fazem parte da sua cadeia alimentar].
      Apesar de não parecer, eles são animais selvagens e deve-se sempre ter o devido cuidado e respeitá-los. Abaixo estou colocando alguns vídeos que achei na internet mostrando como é esse aparecimento:



      ooo ooo ooo ooo ooo ACIMA NÃO PERTENCE AO RELATO ORIGINAL ooo ooo ooo ooo ooo 
      Lá, o padre ficava chamando o Guará assim:
      - Guará! Guará! Cadê você Guará!!!
      [Pena que para nós, dessa vez isso não ajudou!]
      Por fim, a partir de agora só colocarei o que fizemos durante o domingo. A começar pelo café da manhã.
      Levantamos de manhã cedo e já fomos direto tomar o nosso café.


      Como dito antes, no domingo nossa guia estava mais animada e realizamos alguns passeios para conhecer mais um pouco do Santuário do Caraça. Alguns já foram descritos acima. Um dos passeios que fizemos de manhã foi conhecer as catacumbas.




      Há muito tempo atrás, o Santuário do Caraça ficou famoso por ser uma escola onde os padres estudavam e viviam e muitos trabalharam lá por anos. Aos poucos, foi esvaziando e o Santuário deixou de ter esse prestígio, estando agora mais para um ponto de turismo religioso e local de apreciação da natureza. Nessas catacumbas estão os padres que trabalharam lá nessa época principalmente. Acho que algumas pessoas famosas também foram enterradas lá.
      Notas: Caso alguém se assuste achando que tem um fantasma na foto onde está escrito "DOMUS SUBTERRANIA ET TEMPORARIA", não se preocupe, não é nenhum fantasma, e sim uma das pessoas que estava conosco quando passamos pelas catacumbas.
      A luz estava meio noiada e não queria funcionar direito, deu até um friozinho na barriga, pra mim esse é um dos únicos locais um pouco sombrios do Caraça. O outro é um cemitério que fica próximo da igreja, mas não entramos lá. Não tirei fotos das tumbas para não dar mal agouro, acredito que é melhor respeitarmos os mortos e deixá-los em paz em seu descanso eterno.
      Finalmente, faríamos uma trilha para um lugar um pouco mais afastado do Santuário, demorou entre 30 e 40 minutos para ir e voltar. Mas uma das pessoas [a Vera!] atrasou um pouco porque esqueceu da vida curtindo.

      Assim que ela chegou começamos a caminhada.
      Como dito, na maior parte das trilhas um guia do próprio local nos acompanha, e dessa vez não foi diferente [ele quase não falava nada e ficava mais era vigiando o pessoal e recolhendo lixo que os visitantes anteriores deixaram pelo caminho].
      A primeira foi a Trilha da Prainha, é bem fácil e não exige muito esforço, sendo tranquila de caminhar mesmo para as pessoas que tenham alguma dificuldade de locomoção ou possuam idade mais avançada.










      Agora a trilha fecha mais um pouco e tem um "pequeno desafio", mas nada preocupante. Uma das pessoas que estava conosco era bem velhinha e ainda mancava, mas conseguiu chegar ao objetivo numa boa.









      A prainha em si é somente um pouquinho de areia após o rio, bem simplesinho, mas dá pra aproveitar esse trajeto e seguir a Trilha da Cascatinha para chegar até uma cachoeira bem bonita.







      Agora chegamos na cachoeira, que acredito chamar Cachoeira da Cascatinha. Aqui tiramos muitas fotos e descansamos um pouco.










      Olhando mais a frente tivemos esse visual.

      Na volta, observamos alguns líquens coloridos, que indicam a pureza do ambiente, os mais comuns são o verde e o branco, e em altitudes um pouco mais elevadas os vermelhos e os azuis.


      Daqui voltamos para o Restaurante Pe. Tobias, onde almoçamos.

      Após almoçar, chegou a hora de dar uma passada rápida em Santa Bárbara, como estava no domingo pegamos o comércio praticamente fechado [esse foi outro erro da nossa guia, o certo era ter invertido o dia do Santuário do Caraça com a ida a Santa Bárbara para pegar tudo aberto], então nos limitamos apenas a ir em uma igreja, tomar um sorvete e ir embora.
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      SANTA BÁRBARA - MG
      É a cidade mais próxima do Santuário do Caraça, no Parque Natural do Caraça, patrimônio natural e histórico com trilhas e cachoeiras – além de lobos-guarás, que podem ser vistos ao anoitecer. As ruas e prédios do Centro Histórico têm passado por restauração.
      Além do Santuário do Caraça, outra atração em Santa Bárbara chama muita atenção: a Matriz de Santo Antônio, com cores vivas e entalhes folheados a ouro. O Memorial de Affonso Penna, ex-presidente brasileiro, é de algum interesse. As principais atrações dentro do Parque Natural do Caraça são a Igreja N. S. Mãe dos Homens, a Mata Atlântica na Serra do Espinhaço, trilhas para as cachoeiras Taboões e Cascatona, além dos lobos-Guará espalhados por todo o parque.
      Fonte Pesquisada:
      http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/br-mg-santa-barbara
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      A Igreja que visitamos foi a Paróquia Santo Antônio. Muito famosa nessa região por conter as belas pinturas do Mestre Ataíde e é um exemplo do período em que vigorava o estilo barroco mineiro na arte. Pra quem gosta de história segue um link para maiores esclarecimentos:

      Igreja vista por fora:

      Igreja vista por dentro:











      Após visitar a igreja, chegou a hora de voltar ao nosso ônibus e finalmente regressar para casa. Fizemos todo o caminho de volta no ônibus de viagem do SESC-MG e descemos em frente ao SESC Serviços de Belo Horizonte. De lá pegamos um ônibus e fomos de coletivo até a minha casa.

      Viagem Finalizada! E para fechar com chave de ouro se seguem as Conquistas do Passeio:

      Espero que tenham gostado de conhecer o Santuário do Caraça e que possa ajudar alguém que tenha interesse em conhecer mais um pouquinho Minas Gerais, além dos lugares muito tradicionais onde todo mundo já conhece.
      Antes de começar a viajar eu achava que Minas não tinha nada de especial e me enganei bastante! Existe um repertório completo de lugares espetaculares e interessantes para se conhecer em todo nosso Estado.
      - Cadê você guará? Guará? Cadê você guará?

      Boa sorte...

      ... e até a próxima!
    • Por TMRocha
      Em maio, surgiu a oportunidade de ajudar o Museu Itinerante da UFMG, que estaria em Conselheiro Lafaiete (MG) entre os dias 11 e 15/05/2014.

      Confira agora como foram os meus dias durante esse evento.
      Caso queira conferir o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/conselheiro-lafaiete-mg-11-15052014.html
      Museu Itinerante da UFMG
      Esse museu possui uma unidade móvel, um Caminhão, que vai de cidade em cidade e expõe seus experimentos externos [que são levados dentro do caminhão e descarregados no local do evento] e internos [o caminhão é adaptado em seis salas ambientes: Sala do Útero, Sala dos Sentidos, Sala dos Biomas, Sala de Projeção 3D, Sala do Submarino e Sala das Cidades]. A ideia desse museu é apresentar uma proposta inovadora para o Brasil, interagindo com pessoas de diversas regiões do Brasil e trazendo conhecimento científico e cultural para toda a família, em especial às crianças. A entrada é sempre gratuita, então não haverá nenhum custo.
      Já passou por diversas cidades mineiras, como Teófilo Otoni, Uberlândia, Ituitaba, Ouro Branco, e também de outros Estados, como Recife (PE), Rio Branco (AC) e outras que não sei citar de cabeça.
      Fonte:
      http://museu.cp.ufmg.br/index.php?optio ... icle&id=71

      "Como gosto muito de viajar e conhecer novos lugares, achei essa oportunidade perfeita para conhecer uma cidade que jamais imaginei que iria colocar os meus pés! Afinal, uma das formas de conhecer novos lugares é viajar trabalhando, em suma, Ossos do Ofício!"
      Achei o povo de lá muito acolhedor, incrivelmente educado e percebi que os organizadores da cidade foram muito compromissados com o evento, por isso não tivemos nenhum problema relevante durante todo o tempo que ficamos hospedados em Conselheiro Lafaiete.
      Primeiramente estarei explicitando um pouco sobre a cidade, e em seguida estarei contando como foi minha visita a trabalho a essa cidade.
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      Conhecendo Conselheiro Lafaiete

      Conselheiro Lafaiete é um município mineiro com localização estratégica, fica a poucos quilômetros dos centros consumidores do Sudeste e próximo dos corredores de exportação de Santos (SP), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ). Se encontra à 96 km de distância de Belo Horizonte e possui pouco mais de 120 mil habitantes, o que o torna o 22º município mais populoso do estado.
      O comércio da cidade é referência nacional, já tendo sido destacado pela Revista Veja. A cidade conta com um grande comércio local além de filiais das maiores redes do país, como Casas Bahia, Ponto Frio, Ricardo Eletro, Magazine Luíza, Pernambucanas, Apolo Moveis, Itapuã, Bob's, Subway, Carmen Steffans, Spatiffilus, Arezzo e muitas outras. Há ainda um projeto de implantação de um Mega Shopping Center na cidade. [Quando fui até lá ainda não tinham inaugurado esse Shopping e não sei dizer ao certo se ele saiu do papel ou não]
      Fonte:
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Conselheir ... 3.ADtrofes
      Algo muito curioso é que quase não consegui avistar coletivos enquanto estive por lá. Acredito que isso ocorreu principalmente pelo nosso horário de trabalho e os lugares em que estávamos estava longe das linhas de ônibus, mas nunca vi tantos carros em uma única cidade em toda minha vida. Quem é de fora e vai até lá tem a impressão que cada habitante de Conselheiro Lafaiete possui carro próprio.
       Por ser um pólo econômico, acaba que a cidade é bem estruturada para o Turismo de Negócios. Se não possuir carro e estiver vindo de Belo Horizonte, basta pegar um Ônibus na Rodoviária de BH e em aproximadamente 1:50h você chegará a Conselheiro Lafaiete.

      Um dos Pontos Turísticos mais interessantes é a Praça do Cristo. Esse espaço conta com pistas de skate, cooper, 2 quiosques, playground infantil, área de musculação, quadra de areia, concha acústica para apresentações culturais e um vagão doado pela Rede Ferroviária Federal, e também com um monumento do Cristo Redentor, com altura de 29 metros, que pode ser visto por vários ângulos da cidade.
      Fonte:
      http://conselheirolafaiete.mg.gov.br/portal/
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      DIA 01 - Domingo [11 de Maio de 2014]
      Tive uma manhã normal na minha casa, almocei e pouco depois do almoço peguei um coletivo até o metrô, e de lá outro ônibus até a UFMG. Acabou que cheguei muito cedo e fiquei esperando o motorista por mais de 2 horas.




      De tarde o Motorista chegou, então ajudei ele a manobrar o caminhão e após uma série de manobras conseguimos chegar na portaria da UFMG, e a partir da avenida seguimos viagem rumo a Conselheiro Lafaeite.





      A estrada que liga Belo Horizonte a Conselheiro Lafaiete é muito bem pavimentada e com exceção dos trancos que a gente sentia na cabine de vez em quando [devido ao grande peso das coisas que ficam dentro do próprio caminhão] não tivemos nenhum problema e seguimos normalmente, até chegar próximo do destino.
      O Percurso de Ônibus de Viagem a partir da Rodoviária de BH até Conselheiro Lafaiete costuma durar cerca de 1:50h, mas como viemos da região da Pampulha e o caminhão é mais lento do que um ônibus, demoramos cerca de 3 horas para chegar até lá.



      Quando chegamos no centro da cidade já havia uma viatura da Guarda Municipal nos esperando. A partir dali eles nos guiaram e ajudaram na escolta por dentro da cidade, o caminho exigiu muita habilidade do motorista porque tivemos de subir por morros, realizar diversas curvas e caminhar por ruas bem estreitas.





      Somente nesse processo ficamos do final da tarde até parte da noite, até que chegamos perto da Praça do Cristo [local onde ocorreria o evento], e mesmo assim foi trabalhoso porque um dos fios do poste estava praticamente encostando no caminhão.
      Depois de toda labuta paramos na praça e ajudei o caminhoneiro [chamado por nós de Carlinhos] a nivelar o caminhão no solo. Esse processo é feito porque nem sempre o terreno é totalmente plano e fazendo isso a gente consegue consertar o desnível do caminhão [que precisa ficar totalmente nivelado para fazer com que o sistema hidráulico funcione].


      Ali fomos recepcionados pelos organizadores do evento, que foram bem educados e gentis conosco. Uma das organizadoras, que acredito se chamar Márcia [não tenho certeza do nome dela, mas a chamarei de Márcia para facilitar no relato] ainda ofereceu carona e nos levou até o hotel que ficaríamos hospedados. O Hotel Lafaiete.


      O Hotel possuía uma estrutura super simples, mas confortável. Jantamos no Restaurante Sobrado, que tem a comida muito gostosa, mas acho que oferece comida demais para os clientes. Em nenhum dia conseguimos comer tudo, mesmo pedindo várias vezes para diminuir na quantidade de comida que nos ofereciam.


      Então voltamos para o Hotel Lafaiete e descansamos até o outro dia.
      DIA 02 - Segunda-feira [12 de Maio de 2014]
      Acordamos cedo e comemos alguns biscoitos, a refeição desse Hotel era bem pobrezinha, então mal deu para matar a fome. Após esperarmos um pouco, pegamos uma carona com a Márcia [uma das organizadoras do evento] que nos levou até a Praça do Cristo.
      Ao chegar na praça recebemos alguns funcionários da prefeitura [eletricista, carregadores, montadores da tenda] e também os outros funcionários do Museu Itinerante, que vieram de van com outro motorista.
      Enquanto o pessoal da prefeitura montava a tenda onde ficariam abrigados os experimentos externos do Museu Itinerante, eu e o pessoal do Museu ajudamos a descarregar os experimentos do caminhão e montá-los em seu devido lugar. Dá muito trabalho porque tem alguns experimentos que são muito pesados ou difíceis de carregar, sem contar que tudo é bem frágil.



      Em algum momento, pude subir no alto do Cristo e dali tive a vista 360º de Conselheiro Lafaiete:




      Também já dava para ver a tenda começando a tomar a sua devida forma e onde o caminhão do museu ficou estacionado:


      E claro, o Cristo de Conselheiro Lafaeite:

      Mesmo assim ainda faltava muito serviço pela frente, então aproveitamos a van e almoçamos no restaurante Sobrado, descansamos um pouco e voltamos ao trabalho.

      Como agora a tenda já estava praticamente pronta [faltando apenas alguns pequenos ajustes, mas pelo menos com todo o espaço delimitado], dava para organizar os experimentos por todo esse local.







      Trabalhamos muito na Praça do Cristo e só terminamos tudo mesmo no início da noite, onde passamos a fita zebrada e fechamos o local. A partir desse momento seria a guarda municipal que tomaria conta de tudo.

      O resto do pessoal foi descansar, mas eu e o motorista andamos pela cidade a procura de uma loja elétrica para arrumar um material que seria necessário. Algo que notei por aqui é que as lojas costumam ser bem estreitas, mas extremamente compridas.
      Então voltamos ao Hotel Lafaiete novamente, cheguei até a ajudar alguém da chefia com as malas, mas ela ficou muito insatisfeita com a qualidade do kotel [o quarto que eu fiquei com o motorista, que era triplo, estava perfeito, mas o dela realmente estava cheirando a água sanitária, e uma das funcionárias foi deitar na cama e a mesma quebrou com ela]. Devido a isto nos encaminhamos para o Hotel Rhuds, que era bem melhor se comparado ao Hotel Lafaiete.

       



      Jantamos no Restaurante Sobrado [como o Museu Itinerante é um órgão do governo, acaba que faz tudo por licitação, por isso tivemos que comer no mesmo restaurante em quase todos os dias].


      Voltamos para o Hotel Rhuds e descansamos, pois no próximo dia as exposições estariam abertas para o público.
      DIA 03 - Terça-feira [13 de Maio de 2014]
      Depois de acordar, lanchamos no próprio hotel, dessa vez o lanche estava bem mais atraente!


      E dali seguimos até a Praça do Cristo para outro dia de trabalho, dessa vez atenderíamos o público da cidade, que consistia basicamente de estudantes oriundos de diversos pontos de Conselheiro Lafaiete [eles foram o maior público alvo do evento e sempre vinham de ônibus escolar], transeuntes e frequentadores dessa praça.

      Assim que romperam as fitas zebradas da entrada começamos a trabalhar. Mesmo cedo já estávamos recebendo muitos visitantes.







      Abaixo citarei dois experimentos que são muito interessantes:

      Caixa Tátil: Aqui o visitante devia "enfiar" sua mão dentro da caixa e tentar descobrir o que havia ali através da textura do material. Como os olhos não estão vendo a pessoa fica mais sensibilizada ao toque e a sensação varia bastante de acordo com o material que está lá dentro, é bem legal!

      Tubo de Bernouli: Esse é um dos meus preferidos. Quando ligamos o tubo de vento e colocamos a bola ela flutua e não cai devido há algumas leis da física, entretanto, mesmo se inclinar bastante o tubo a bola ainda não cairá, esse experimento serve para explicar porque um objeto mais pesado do que o ar consegue voar. Mas o legal mesmo é ver a reação das crianças e também das pessoas mais velhas ao presenciar o que acontece na hora!


      Os Organizadores não brincaram na hora de chamar os estudantes para o evento, tinha horas que a exposição ficava até mais cheia do que isso:

      Quando aproximou de meio dia a exposição ficou fechada temporariamente para podermos almoçar, pegamos a Van que estava estacionada na praça e almoçamos no Restaurante Sobrado [de novo! :O]. E continuamos com as exposições do Museu Itinerante.







      Como tivemos serviço demais e não parava de chegar mais visitantes, eu emprestava minha câmera para algum funcionário que estivesse livre no momento, algum organizador do evento ou outro indivíduo que pudesse nos ajudar. Mas acho que a pessoa que tirava as fotos de mim era um mestre em acertar os piores ângulos possíveis!

      O Museu Itinerante dividiu os funcionários e mediadores da cidade [pessoas que os organizadores do evento escolheram para nos ajudar, a maioria do pessoal de Conselheiro Lafaiete era especializado na área da saúde]. Então eu fiquei ajudando mais no Tubo de Bernouli [foto acima] e no Globo de Plasma [foto abaixo]:

      Esse globo de plasma também é bem interessante: Serve para explicar um pouco de como é o comportamento do "Plasma", nesse caso as partículas dos elétrons ficam procurando um lugar para sair mas não conseguem porque tem gás dentro desse globo. Quando alguém põe a ponta dos dedos verá um feixe de eletricidade indo em direção ao dedo porque os elétrons tendem a seguir pelo caminho mais curto. O efeito visual é bem interessante e o pessoal de Conselheiro Lafaiete gostou muito desse experimento.
      Continuamos com as exposições do Museu Itinerante até por volta das 19:00h. Ali as autoridades maiores da cidade e a Diretora do Museu Itinerante realizaram a abertura oficial e as "solenidades" do evento.


      Não gostei da atitude da TV Lafaiete, acho que eles agiram de forma totalmente politizada, apenas filmaram essas solenidades sem sequer preocupar com o evento que estava acontecendo na cidade, então não consegui achar sequer um único vídeo da vinda do Museu Itinerante para Conselheiro Lafaiete na internet.
      Mas nosso trabalho ainda não tinha acabado - ainda continuamos por pouco mais de 1 hora antes de fechar o evento.


      Finalmente finalizamos nosso trabalho naquele dia! O pessoal que estava dentro do caminhão do Museu também trabalhou a todo vapor enquanto estávamos nas exposições externas, deram até um bom sorriso de missão concluída!


      [Explicarei mais sobre a parte de dentro do caminhão no dia posterior]
      Após isso eu e algumas pessoas fomos de van até o Restaurante Sobrado para jantar [a comida já estava até começando a perder o brilho, independentemente de ser boa ou não, comer sempre no mesmo lugar acaba sendo um pouco cansativo], já outros funcionários foram direto para o hotel porque estavam cansados demais desse dia de trabalho.
      Terminado tudo, descansamos e nos preparamos para outro dia de exposições.
      DIA 04 - Quarta-feira [14 de Maio de 2014]
      Nesse dia acordamos mais cedo porque o evento abriria cedo, então almoçamos e seguimos de van até a Praça do Cristo. Lá começamos a trabalhar e receber os visitantes da quarta-feira.










      O carro-chefe do Museu Itinerante é o seu caminhão equipado em 6 salas ambientes: Sala do Útero, Sala dos Sentidos, Sala dos Biomas, Sala de Projeção 3D, Sala do Submarino e Sala das Cidades. Abaixo estarei mostrando como é cada uma das salas por dentro:
      Sala do Útero: Simula o útero materno, possui um vídeo que mostra o passo a passo da gravidez e todo o envolto desta sala é feito com um material espumoso, que tenta imitar o útero de uma mãe. Essa sala ainda conta com uma cadeira que tenta imitar um pouco os barulhos que o bebê ouve dentro do útero.


      Sala dos Sentidos: Faz com que as pessoas utilizem alguns dos sentidos humanos, como a visão, o tato e a audição, fazendo com que elas tenham uma visão geral sobre isso. Se você olhar fixamente para a parede terá o efeito visual de que os círculos estão se movimentando.





      Sala dos Biomas: Ensina um pouco como são alguns dos principais biomas: o cerrado, a Floresta Tropical e a Antártica. O que acho legal dela é que em cada sala há uma luminosidade diferente, representando a intensidade da luz do sol no respectivo bioma. O ar condicionado do Bioma da Antártica é mais potente e ali os visitantes realmente sentem frio.


      Se tiver vontade de conhecer cada um deles veja o vídeo abaixo:
      O Cerrado:

      A Floresta Tropical:

      A Antártica:

      Sala 3D: Nessa sala se experimenta a tecnologia 3D numa viagem ao fundo do mar para explorar o ambiente marinho e entender um pouco sobre a importância do equilíbrio desse ecossistema para a vida humana na Terra. O visitante usa óculos 3D para enxergar as imagens do vídeo de modo mais dinâmico.


      Sala do Submarino: Essa sala tenta imitar um submarino, mostrando um pouco de como são as criaturas de 2.000 a 6.000 metros de profundidade, a chamada zona abissal, uma das partes mais inexploradas do mar já explorada pelo homem e que possui capacidades peculiares e animais diferentes de tudo o que estamos acostumados a ver. 
      [Pessoalmente não gosto muito dessa sala porque acho bem difícil de prender a atenção dos visitantes e o programa usado nela é meio fraquinho, parecendo mais um joguinho 3D. A tela é interativa e você pode chamar os bichos tocando na tela, mas nunca dou sorte e os mais legais quase sempre vão embora antes de chegar os visitantes, o que me frusta um pouco. Se passassem o vídeo de divulgação no lugar desse joguinho ia ficar muito mais interessante e a experiência seria inesquecível de se ver]


      Se quiser entender um pouco mais sobre as criaturas das profundezas do oceano, sugiro que assista aos vídeos abaixo:
      Seres Abissais:

      Top 10 as mais incríveis criaturas abissais:

      Sala do Google Maps (ou Sala das Cidades): Nessa sala o visitante deve tentar descobrir alguns lugares que são bem conhecidos, seja no Brasil ou pelo Mundo. Obs.: Muitas vezes o programa acaba não carregando tudo porque na maioria dos lugares brasileiros a conexão Wi fi não costuma ser muito boa.

      Em todos os dias a fila para visitar o caminhão do Museu Itinerante ficou bem cheia, mas tinha horas que ela realmente ficava enorme!

      Nessa quarta o evento realmente lotou, mal dava tempo para respirar, trabalhamos tanto que tivemos de nos dividir em dois grupos para almoçar no Restaurante Sobrado.
      Eu já não estava aguentando mais olhar para a comida deles, não tenho nada contra o restaurante, mas parece que eles variam o cardápio semanalmente e como estava almoçando e jantando todos os dias no mesmo lugar desde o domingo, isso fez com que enjoasse da comida de lá mais rapidamente. Até que vi um caldo preto diferente e resolvi colocar na comida.

      Nussa!

      A comida que aos meus olhos antes não estava interessante de repente ficou gostosa demais! Dali tivemos que pegar um táxi porque o motorista dessa vez não pôde almoçar conosco e já estava levando o segundo grupo para almoçar.
      Trabalhamos até o final da tarde e finalizamos outro dia de exposições. A Guarda Municipal cuidava da segurança e ficava vigiando tudo sempre que terminávamos de trabalhar. Voltamos de van para o Hotel Rhuds e descansamos.
      À noite, não só eu como alguns dos meus colegas que também estavam cansados de comer no mesmo lugar resolvemos ir em outro restaurante e elegemos o Nova Geração Pizzaria, que possui um espaço muito amplo, mas com a comida realmente gostosa.

      Cada um escolheu o que queria e eu resolvi jantar um caldo de feijão, que estava porreta! Ao voltar eu também comprei um bolo na Confeitaria Marshmallow [próximo da rodoviária], mas só comi quando cheguei no hotel. Descansamos e nos preparamos para nosso último dia em Conselheiro Lafaiete.
      DIA 05 - Quinta-feira [15 de Maio de 2014]
      Nesse dia levantamos bem cedo, lanchamos e seguimos de Van para o nosso último dia de exposições em Conselheiro Lafaeite.




      Trabalhamos demais porque o Museu Itinerante realmente estava abarrotado de visitantes, tanto nas exposições externas quanto dentro do caminhão, que estava com filas realmente imensas. Como não parava de chegar mais e mais visitantes sequer tivemos tempo de almoçar no Restaurante Sobrado. Então na hora do almoço, simplesmente entramos na van que estava parada em algum ponto da Praça do Cristo e comemos um marmitex providenciado pela Organização do Evento [tinha muita comida também e mal dava para comer tudo]. E já voltamos a trabalhar.





      Algo que acho bem interessante no Museu Itinerante são os cartazes espalhados por toda a área do evento.

      Eles são feitos de forma que cause uma ilusão óptica na pessoa. No de cima temos a impressão de que as linhas estão tortas, o que não é a realidade. e no de baixo todos os círculos na verdade são do mesmo tamanho.

      Outra coisa bem interessante são as caricaturas dos inventores, acredito que boa parte de nós [inclusive eu] não sabe quem são todos eles.


      Quando estava para dar as 17:00h, os funcionários do Museu isolaram a entrada e ali fomos atendendo todos os visitantes restantes até o último. Assim, nos despedimos dos organizadores do evento, entreguei as cópias das fotos que tinha para a Márcia e começamos a desmontar as coisas para colocá-las de volta no caminhão.

      Na montagem, os carregadores do evento tinham pisado na bola porque fizeram o horário de almoço exatamente no horário que mais tivemos de trabalhar, mas desse vez acertaram o passo e nos ajudaram direitinho, o que quebrou bastante nosso galho!
      Eu, o motorista, os carregadores e os outros homens costumávamos pegar mais as coisas mais pesadas, enquanto o resto das meninas ia ajudando nos experimentos mais leves, e pouco a pouco colocamos as coisas de volta no caminhão. Até que de noite chegou a van com o outro motorista e buscou o resto dos funcionários do Museu, com exceção de mim e do Carlinhos [o motorista do caminhão].
      Se você se pergunta como aquele tanto de coisas que vocês viram nos experimentos vão dentro do caminhão, as fotos abaixo poderão esclarecer um pouco a sua dúvida.


      Cada experimento externo tem a sua devida caixa, e depois de colocada no caminhão elas são amarradas com uma corda e finalmente presas em alguns ganchinhos que estão em posições estratégicas, por isso a carga não se move. Já experimentos com formatos mais diferenciados, como a Orelha Gigante ou o Coração Gigante por exemplo, são envoltos em tapume e depois amarrados da mesma forma que fizemos abaixo.

      Nós dois continuamos guardando as coisas que restavam, fechamos as portas e só faltava agora a rampa lateral do caminhão para seguir viagem ... mas ... A maledita emperrou de vez! A danada da rampa só subia um pouco e não fechava de jeito nenhum, por mais que o Carlinhos tentasse não dava em nada.
      O sistema do caminhão é totalmente hidráulico e por isso é difícil de encontrar uma solução quando acontece algum problema. O motorista tentou ajuda do eletricista, pediu dicas de conhecidos experientes e nada disso adiantou, por mais que tentássemos nada dava certo.
      Até que no final da noite, quando estávamos quase desistindo, ele rezou para algum santo [infelizmente não sei dizer qual era] e dessa vez deu certo e a tampa realmente fechou. Com isso, partimos dali.

      A Guarda Municipal de Conselheiro Lafaiete escoltou o caminhão e o guiou pelo centro da cidade e após o motorista mostrar toda a sua habilidade e peripécia manobrando por aqui e ali conseguimos chegar em uma avenida, então ele agradeceu os guardas e seguimos nossa viagem de volta.
      DIA 06 [Extra] - Sexta-feira [16 de Maio de 2014]
      Nossa estadia por Conselheiro Lafaiete tinha acabado, mas o caminho ainda não, por isso continuamos nossa viagem de volta pela madrugada e acabou que convenci o Carlinhos a não darmos nenhuma parada para descanso [grande falha da minha parte, pensei com o bolso e meu interesse mesmo era não ter de pagar uma diária adicional] e após pouco mais de três horas de viagem chegamos em Belo Horizonte e finalmente na portaria da UFMG.
      Nos identificamos ao vigia e entramos na universidade e novamente o Carlinhos teve de usar toda a sua habilidade para manobrar ali por dentro, até paramos próximos do estacionamento. Ele dormiu na parte de trás da sua cabine, num colchão, e eu dormi no próprio banco da cabine porque não havia nenhum outro lugar que dava para dormir.
      Tirando um grilo que estava cantando bastante, o frio que fazia e a falta de conforto que eu estava não tive nenhum problema maior, até que dormi.
      Acordei cedo no outro dia, mas estava um verdadeiro bagaço, sentindo um cansaço absurdo e dor por todo o corpo, meus olhos mal conseguiam abrir e nem pareceu que eu tinha dormido.
      Então ajudei o Carlinhos a manobrar o caminhão para dentro do estacionamento, liguei para a chefia e pedi permissão para regressar para o meu lar [aproveitei que tinha algumas horas na casa]. Me despedi dele e fui a pé até o ponto, dali peguei o primeiro bus e o segundo, até que finalmente cheguei em minha casa.
      Após tomar um banho bem gostoso e descansar um pouco editei as fotos no computador e as salvei num álbum do Facebook.
      Viagem Finalizada!
      Segue abaixo o Souvenir adquirido:

      Será que se eu enviasse a foto abaixo para algum set de filmagem ou peça do corcunda de Notre Dame eu conseguiria a vaga?

      Algumas fotos minhas nessa viagem saíram bem feias, mas essa de longe superou todas as outras!
      - Se passar por essa cidade ande sempre com uma blusa de frio, por mais que a temperatura esteja amena do nada esfria e venta bastante.

      Boa sorte...

      ... e até a próxima!
    • Por TMRocha
      Nesse post estarei colocando o relato da viagem que fizemos para a Serra do Cipó, em Minas Gerais.

      Tivemos de tudo nesse passeio: pontos altos, pontos baixos, problemas amorosos, sentimentos fortes [tanto de medo quanto de nostalgia] e vistas realmente espetaculares! Confira agora como foi essa viagem.
      Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/serra-do-cipo-mg-15-17082014.html
       
      Dito isto, dividirei esse post em duas partes, no botão abaixo colocarei informações importantes acerca desse destino turístico mineiro e também citarei algumas dicas que estarão dispostas de forma a ajudar àqueles que tenham interesse em visitar a Serra do Cipó por conta própria, podendo realizar os passeios de acordo com o seu próprio perfil pessoal. E após isso iniciarei o nosso relato de como foi esse passeio.

      Explicitações
      Meu ano de 2013 foi bem difícil, principalmente na parte financeira e tive de me virar nos 30 para manter as contas em ordem. Entretanto, as coisas foram mudando pouco a pouco para melhor e no final desse mesmo ano consegui passar em um concurso público da minha cidade. E em 2014 a situação melhorou um pouco mais porque descobri que tinha passado em um concurso ainda melhor que o anterior [feito em 2012, mas chamando em 2014] e assim migrei para o novo emprego ainda no início daquele ano.
      Isso me ajudou bastante e após alguns meses resolvi comemorar levando a Luciana até a Serra do Cipó, que faz parte do Município de Santana do Riacho - MG e é um local excelente para se fazer turismo ecológico ou de aventura, com opção de trilhas, trekking, escalada, passeios de caiaque e muitas outras coisas.
      Realizei tudo por conta própria apenas pesquisando pela internet e confirmando tudo por telefone. [Dessa vez fui mais esperto do que nas duas viagens anteriores e pesquisei bastante sobre o roteiro antes de realizá-lo]
      Então acabou que fiz assim:
      Ônibus por conta própria da Rodoviária de Belo Horizonte até a Serra do Cipó; 2 diárias na Pousada Recanto da Serra, de forma que pudemos aproveitar os 3 dias do feriado; Alguns passeios realizados pela Agência de Turismo Local Bela Geraes, dispostos pelo decorrer dos dias. Alguns meses antes de realizar nossa viagem para a Serra do Cipó, fechei a Hospedagem com a Pousada Recanto da Serra [que gostei muito] e acertei os passeios com a Bela Geraes [que pisaram na bola no final], e após algumas modificações meu roteiro ficou assim:
      Dia 15 de Agosto - Sexta-feira:
      [Início da Manhã] Saída de Belo Horizonte via Ônibus; [Final da Manhã até Início da Tarde] Chegada a Serra do Cipó e Passeio Lagoa da Lapinha e Pintura Rupestre; [Parte da Tarde] Passeio Serra do Abreu até Cachoeira do Rapel; [Noite] Vila Cipó. Dia 16 de Agosto - Sábado:
      [Parte da Manhã até de Tarde] Passeio Cachoeira do Taboleiro; [Noite] Demos outra passada na Vila Cipó. Dia 17 de Agosto - Domingo:
      [Parte da Manhã] Passeio de Quadriciclo; [Frustrado - não conseguimos realizá-lo] [Horário do Almoço até Início da Tarde] Lageado e Cachoeira Grande c/ passeio de Canoa pelo Rio Cipó. [Final da Tarde] Ônibus de Volta da Serra do Cipó para a Rodoviária de Belo Horizonte. -----------------------------------------------------
      Com todas as informações importantes em mãos e já sabendo o roteiro que escolhemos, chegou a hora de descrever como foi a nossa viagem!
      VIAGEM PARA A SERRA DO CIPÓ
      Feriado Assunção de Nossa Senhora
      DIA 01 - Sexta-feira [15 de Agosto de 2014]
      Acordamos bem cedo e pegamos um coletivo que foi até a Rodoviária de Belo Horizonte, e de lá pegamos o Ônibus de Viagem que foi rumo a Serra do Cipó. O ônibus seguiu normalmente e sem nenhum contratempo, com exceção do fato de parar muito para pegar mais e mais pessoas, que sempre estavam subindo e descendo do bus. Por azar da minha parte a Lu estava num período muito difícil e se estressava facilmente, quase chegando a discutir comigo durante a ida e realmente chegando a discutir comigo em alguns pontos do passeio.
      oooooooooooooooooooooooooo
      Raízes do Estresse da Lu [acredito eu]:
      - O Trabalho dela era totalmente estressante, sempre trabalhava em todos os sábados e tinha apenas uma folga durante a semana e a cada duas semanas possuía um domingo livre, sendo que essa folga do dia de semana nunca era certa e sempre mudava de dia, o que atrapalhava muito os planos na hora de fazer as coisas;
      - Por mais de um ano enfrentou estresse excessivo de trabalhar nesse local, atendendo clientes ignorantes e mal educados praticamente todos os dias, em especial nos fins de semana, que a qualidade desses clientes piorava ainda mais;
      - Por problemas de desorganização dos superiores, direto tinha que ficar muito mais tempo trabalhando, ou então acontecia algum problema no almoço e ela tinha que almoçar bem mais tarde devido a algum tipo de problema, o que a irritava bastante;
      - O Salário não estava compensando pelo tanto que ela trabalhava, e além de tudo isso, os assentos não eram ergonômicos, o que lhe causou um pouco de dor em um dos braços por um bom período de tempo;
      - Não combinei o que faríamos por lá com ela, somente falei vamos e ela foi até a Serra do Cipó comigo;
      - Detesta caminhar e fazer esforços físicos prolongados;
      - Tem medo de altura e não gosta de água.
      Basicamente: Ela possui o perfil para qualquer coisa, menos o que fizemos: Escalar, caminhar por horas e fazer exercícios físicos contínuos alimentando bem mais tarde do que estamos acostumados, e ainda sem banheiro durante todo o percurso. Para quem está cansado e super estressado fazer tudo isso por três dias seguidos deve ser quase que como uma tortura. Então ela está perdoada dessa vez! (.__.)[Dá próxima vez que nós fizermos algo assim (e vou fazer - Monte Roraima está na lista de lugares a serem visitados algum dia), avisarei ela com um bom tempo de antecedência para que ela já vá preparando o coração antecipadamente!]
      oooooooooooooooooooooooooo

      Com os motivos do estresse da Lu já explicados, vamos voltar ao relato...
       
      Chegamos após cerca de 2:30h de percurso. Paramos perto de onde precisávamos e chegamos na Pousada da Serra, que pertence à Bela Geraes e seria a nossa base para realizar os passeios.

      Ali guardamos nossas coisas e seguimos para o nosso primeiro passeio: Lagoa da Lapinha e Pinturas Rupestres, fomos em uma Land Rover [Veículo 4x4] c/ o Guia Tiago Cota e mais dois turistas que estavam conosco. Após pouco mais de meia hora conseguimos chegar próximos da Lagoa da Lapinha, ali descemos do veículo e caminhamos até a beirada da lagoa, onde pegaríamos carona em uma canoa para chegar no outro lado da margem.




      Seguimos até a costa enquanto o ajudante do Tiago Cota ajeitava a canoa. Observem que o vento estava forte ao ponto de levantar o cabelo da Luciana. Quando o guia remava o vento estava batendo contra a nossa canoa e fazia ela balançar bastante, o que fez a Lu ficar desesperada com medo de cair do barco!


      Quando estávamos quase terminando de cruzar a lagoa ela ficou um pouco mais tranquila.


      Como estávamos em cinco, o Guia Tiago Cota não foi com a gente e ficou esperando do outro lado. Então continuamos nosso caminho para apreciar as pinturas rupestres, em outras palavras, aquelas pinturas que os povos antigos faziam nas paredes, pedras ou cavernas.
      Apesar de ter uma subida essa trilha era bem curta e facinha.




      E por fim, as pinturas rupestres:



      Cheguei a tirar mais fotos, mas prefiro deixar apenas essas porque estão melhores para serem visualizadas. Provavelmente os homens das cavernas que viveram por aqui não foram bons artistas! Existe até um papel debaixo de uma pedra que conta a história dessas pinturas, que você pode ver na foto abaixo:

      Visto as pinturas, tivemos uma pequena parada para descanso.



      E realizamos todo o percurso de volta, descendo a trilha, cruzando o a lagoa novamente até o outro lado, onde o guia do passeio estava nos esperando. Dessa vez o vento estava mais fraco e a favor da canoa, então ela não balançou tanto como na ida.
      Dificuldade:

      - Baixa;
      - Notas: O que achei mais legal nesse caminho não foram as pinturas rupestres, e sim o percurso que fizemos até chegar lá. Poder ter passeado de canoa e ver aquela paisagem incrível foi algo realmente gostoso de se fazer.

      Mas ainda não tínhamos encerrado nossos passeios do dia, entramos na Land Rover e seguimos direto para Serra do Abreu, onde nosso objetivo era chegar até a Cachoeira do Rapel.
      Após pouco tempo descemos do veículo e seguimos o restante da trilha a pé. Ao longe já era possível avistar a Serra do Abreu.


      Assim que andamos mais um pouco nosso caminho já começou a ficar bem cheio de pedras.




      O caminho começou a ficar um pouco mais complicado, às vezes estreito, enfrentamos descidas, subidas e tivemos que escalar as pedras para subir ao alto da serra.



      Ainda nem tínhamos feito todo o caminho, mas a paisagem a cerca de nós já se mostrava deslumbrante e muito arborizada.

      E o cerco apertou mais porque tivemos que ter atenção redobrada, pois o caminho estava mais estreito e agora precisávamos sempre ter uma das mãos livres para poder se equilibrar nas pedras.





      Como nos videogames, sempre que jogamos em uma fase difícil ela sempre vem acompanhada com um Boss à altura! Conosco foi o mesmo, chegamos no ponto mais difícil do passeio, chegou a hora de encontrar o nosso calcanhar de Aquiles. Em algum ponto por aqui tivemos que subir em uma pedra que dava para o penhasco e passamos o maior sufoco para atravessar esse local. 
      A Lu [que tem medo de altura] sofreu bastante aqui, mas um dos nossos colegas [um engenheiro que fez o mesmo passeio conosco junto a sua esposa] apanhou ainda mais do que ela.


      Superado o desafio, ao olhar para trás já dava para ver que estávamos bem alto:

      E continuamos seguindo até onde o Guia Tiago Cota queria nos levar, sempre tomando cuidado para se equilibrar e não escorregar nas pedras. Ele sempre pedia que deixássemos pelo menos uma das mãos livres e tivéssemos atenção redobrada aonde estávamos pisando. 
      Quando eu percebia que o caminho estava complicado demais guardava a câmera no bolso e usava as duas mãos para superar o devido obstáculo, que direto aparecia em nosso caminho.


      Daqui já dava para avistar àquela lagoa que a gente tinha passeado mais cedo e mais ao fundo uma das comunidades ribeirinhas da Serra do Cipó.

      Aproveitamos para tirar uma foto com o grupo reunido. E a Lu, que estava oscilando muito entre feliz e estressada foi captada pela câmera com essa cara realmente de mal: [O que será que essa menina estava pensando nessa hora?]

      E enfim, avistamos o que acredito ser a Cachoeira do Rapel.

      Finalmente descansamos um pouco, não deixando claro de também tirar algumas fotos nossas e dessa belíssima paisagem de pedras.





      - Sempre que dava eu aproveitava para tirar fotos do casal que estava conosco, pois a câmera deles tinha descarregado, por isso me esforcei bastante para tirar boas fotos em excelentes ângulos de forma que ele pudesse ficar bem feliz quando regressasse ao lar deles e avistasse as fotos desse passeio.

      Chegou a hora de descer! O guia tinha reparado no nosso sufoco na hora da ida e escolheu uma rota um pouco mais fácil para voltarmos. Também deu para aproveitar e reparar mais um pouco dessa bela paisagem de pedras, árvores e muita água.



      E a natureza ainda nos reservou o que pode ser dito como uma verdadeira recompensa visual:

      Luciana contemplando a Lagoa da Lapinha de cima da Serra do Abreu
      Mesmo que estivesse um pouco mais fácil do que na ida, ainda tínhamos que tomar muito cuidado ao descer as pedras, mesmo assim deu até para tirar algumas fotos. A qualidade está pior porque tive de guardar minha câmera para ter as duas mãos livres e usar o celular para tirar as fotos mais rapidamente [ele tem a qualidade bem mais fraquinha se comparada a nossa câmera].





      Gastamos todo o período da tarde para realizar esse passeio, que achei bem incrível. Mesmo com alguns momentos bem desgastantes, acho que valeu muito a pena! A Lu, que tinha medo de subir as escadas para a laje da minha casa já estava escalando quase que como um verdadeiro cabrito da montanha! Pulando e saltando de uma rocha para a outra com muita facilidade.
      Dificuldade:

      - Média;
      - Notas: Gostei muito de fazer essa trilha, achei ela emocionante e apesar dos altos e baixos foi como uma verdadeira aventura, em que ainda tínhamos de bônus toda a beleza da natureza ao nosso redor.

      Voltamos para o Land Rover e seguimos de carro até o lugar em que íamos almoçar. Demoramos um bocado na estrada e já estava todo mundo bambo de fome, o guia até tentou contar algumas piadas e conversar conosco para nos distrair mas não teve jeito, a fome já estava apertando pra valer!

      Aproximadamente às 17:00h, chegamos ao Restaurante Luar da Serra, que possui uma estrutura bem simples, mas uma comida realmente gostosa.





      Assim que matamos a fome aproveitei para sair do restaurante e tirei algumas fotos dos arredores com a Lu.




      Dali seguimos o caminho de volta para a Pousada da Serra, que pertence a Bela Geraes, mas só pegamos nossas coisas, nos despedimos do resto do pessoal e fomos para o local em que nos hospedaríamos, a Pousada Recanto da Serra. [Fique atento porque o pessoal por aqui adora colocar Serra alguma coisa ou Alguma coisa Serra no nome das hospedagens, então é importante ter muita atenção para não ir até a pousada errada]
      Como já estava querendo ficar escuro e a Lu voltou a ficar estressada novamente, preferi tirar as fotos da nossa pousada no outro dia.
      Descansamos até aproximadamente as 19:00h, e fomos a pé visitar a Vila Cipó, lugar do qual estavam concentradas dezenas de pousadas, lojinhas dos mais diversos tipos, lanchonetes, bares e restaurantes. A Vila Cipó é muito bonitinha e tem tudo feito em madeira, minhas fotos não ficaram boas porque infelizmente a nossa câmera não é boa para tirar fotos noturnas.




      Essa estátua é uma reprodução da estátua do Juquinha, o original é um pouco maior e está em outro ponto da Serra do Cipó, sendo um dos pontos turísticos daqui. [Mostrarei ela no sábado, dia em que passamos por lá]. Como a Lu gosta muito de brincos Hippie, observamos o que o moço estava vendendo, deixei ela escolher um e dei de presente para ela.
      Passamos por diversas lojinhas e compramos algum artesanato, existem muitas lojas, entretanto elas são bem parecidas. Nessa área também existem vários restaurantes e pousadas e tudo é bonitinho, de madeira, organizado e incrivelmente limpo. Achei o pessoal da Serra do Cipó muito cortês e educado conosco.
      Fotos de algumas das lojinhas que achamos mais interessantes [e deixaram a gente tirar as fotos]:




      E voltamos a pé para a nossa pousada, onde descansamos e dormimos. [Felizmente antes de acabar o dia a Lu voltou ao normal, mas essa paz duraria pouco porque no outro dia ela acordou dolorida e realmente de péssimo humor, ao ponto de estragar o clima do passeio já de manhã bem cedo]
      DIA 02 - Sábado [16 de Agosto de 2014]
      Acordamos de manhã cedo e lanchamos na pousada, que é bem simples por fora, mas possui piscina e é muito linda e confortável por dentro.




      O café da manhã estava incluído na hospedagem, o que já ajuda um pouco a diminuir nos gastos.


      Terminado o lanche, fomos até a porta esperar o Land Rover nos buscar para mais um passeio, dessa vez visitaríamos a Cachoeira do Taboleiro, um roteiro bem mais longo do que o dia anterior. Ali mesmo a Luciana brigou feio comigo, chorou e teve um verdadeiro acesso de raiva, discutiu demais. Só não foi pior porque o carro chegou e tivemos que seguir o passeio.
      Andamos realmente um bocado na Land Rover, vez ou outra ela animava um pouco porque viu que eu realmente estava abatido e desanimado com aquela discussão fútil. Ao nosso grupo também se uniu um jornalista e uma fonoaudióloga [mulher desse cara], além das duas pessoas que tinham nos acompanhado no dia anterior.




      Em alguns pontos existem algumas cercas, elas servem para ajudar um pouco na proteção do parque e dividir as fronteiras de onde é habitado e os locais que são preservados pelo IBAMA.

      Andamos tanto que dava para ver a paisagem da estrada mudando pouco a pouco.

      E o Land Rover chegou em um ponto mais difícil, que precisava fazer muitas manobras e até dar uma pequena volta para não cair do penhasco, nosso carro trepidou muito nessa hora.

      E continuamos seguindo a estrada por mais algum tempo.


      Passamos pela última cerca e chegamos onde nosso guia queria, então descemos do veículo 4x4.



      Agora começava a nossa trilha rumo a Cachoeira do Tabuleiro, mas ainda faltava realmente muito chão pela frente. Para se ter um pouco da noção da distância que andamos, estarei colocando muitas fotos, atente-se principalmente às mudanças da paisagem que vão ocorrendo durante o percurso.













      Algo bem interessante que vimos no caminho foram esses líquens alaranjados, eles funcionam como um indicador de pureza do ar, os brancos e verdes são os mais comuns e costumam ficar em altitudes mais baixas, já nas mais elevadas vê-se líquens de outras cores, como esse aqui:

      O caminho era consideravelmente mais fácil do que o da escalada que fizemos no dia anterior e tinha poucos obstáculos, porém exigia mais do nosso corpo porque tivemos que caminhar continuamente por uma distância bem longa.



      Finalmente conseguimos ver a Formação do Tabuleiro.

      Vendo ao longe parecia que estávamos perto, ledo engano! Tivemos que andar realmente mais um bocado para chegarmos próximo dela. Isso acontece porque é nesse lugar que está a maior cachoeira de Minas Gerais. Então continuamos nossa caminhada.


      Na Serra do Cipó venta muio e faz um pouco de frio. Como podem ver não há nada além de natureza por todos os lados, por isso é bom ir preparado com algum lanche e água. Depois de tanto andarmos, pouco a pouco, as formações rochosas estavam cada vez mais perto de nós.





      Assim que passamos pelo último obstáculo, esse caminho bem pedregoso, conseguimos avistar o rio da Cachoeira do Tabuleiro.

      Agora dava para ver o rio que vai até a cachoeira.

      Mas não seguimos por ali, nosso guia, o Tiago Cota, disse que faríamos um caminho alternativo. Então caminhamos enfrentando vários obstáculos, subindo, descendo, andando e escalando, atravessamos o rio e seguimos por outra rota, sempre com a ideia de subir para o topo do Morro do Tabuleiro.









      E já no topo, começou a aparecer uma trilha com gramado novamente, ficando mais fácil de andar.




      Depois de mais algum tempo caminhando, chegamos bem perto da beirada do penhasco.




      Estávamos muito alto, afinal, esta é a terceira maior cachoeira do Brasil e a maior de Minas Gerais, à 273m de altura, e num local que ainda ventava muito.
      Eu nem estava muito preocupado em me aproximar mais para ter uma visão melhor, mas a Lu [que era para ter medo de altura e sofreu um bocado para chegar aqui] e o guia insistiram e me convenceram a aproximar mais da beirada do penhasco para tirarmos uma boa foto juntos. Minha barriga realmente estava sentindo um friozinho por conta da altura, então fui quase que me arrastando até ali.


      Pela foto não dá pra perceber, mas aqui você realmente sentirá a imponência da natureza.

      A vista que tivemos dali foi essa:

      Nosso primeiro objetivo, subir no topo do morro para ver a cachoeira mais alta de Minas estava concluído. Até a Lu que não estava tão bem nesse dia deu um belo sorriso nessa hora.

      E após descansar por pouco tempo fizemos o caminho de volta, dessa vez com a intenção de seguir o rio pelo caminho que dava para a Cachoeira do Tabuleiro, isto é, fomos em direção àquela cachoeira que vimos a pouco.
      Depois de andarmos de volta por toda àquela área chegou a hora de descer novamente.

      Assim, finalmente chegou o momento de ir até a beirada da Cachoeira do Tabuleiro. Mas como a natureza nunca nos dá as coisas de mão beijada, tivemos que descer um pequeno desnível e pular de pedra em pedra para chegar no nível do rio novamente.





      Aqui já começamos a ver muitos turistas, que estavam descansando, conversando, namorando, banhando numa água realmente gelada e avistamos até alguns jovens subindo em áreas perigosas das paredes para tentar tirar boas fotos. Vez ou outra já havíamos avistado grupos de turistas indo ou voltando da trilha que estávamos fazendo, mas não chegava a ter tantas pessoas como nesse lugar.



      O motivo de ter tantas pessoas aqui estava bem claro, simplesmente dava para apreciar uma paisagem como essa:

      Daqui já dava para ver melhor a cascata que a gente havia descido. 

      Paramos para descansar um pouco porque a fonoaudióloga ama água e queria nadar um pouco nesse rio.

      E continuamos seguindo pelo caminho de pedra, que hora ficava estreito e hora aparecia alguns obstáculos, mas todos superáveis.




      Estávamos quase no final do caminho, mas aqui a coisa complicou mais um pouco.
       

      Para chegar a beirada e avistar a cachoeira do alto precisávamos atravessar esse pedaço do rio pisando na água, mas cabe lembrar que estávamos a 273 metros de altura e esse pedacinho formava uma espécie de laguinho próximo da beirada do penhasco [dando direto para a cachoeira], e para nos ajudar tinha uma abelha voando e andando de um lado para o outro próxima do chão, exatamente na área que tivemos que atravessar. [Sabe-se lá como essa abelha perdida chegou aqui no topo, mas qualquer acidente poderia ocasionar uma tragédia real] 

      Com muito cuidado, o Guia Tiago Cota foi nos ajudando e passamos pelo laguinho um por um. Por sorte a abelha não deu nenhuma trela para nós e nos deixou em paz. Assim, tiramos algumas fotos nossas e descansamos um pouco.




      E contemplamos uma vista espetacular da natureza.



      Sentir na pele aquele vento, estando a essa altura e perceber toda a imponência da natureza que existe nesse local foi uma experiência inesquecível.
      Apesar disso, a cachoeira estava apenas com metade de seu potencial normal. Devido a forte seca e falta de chuvas que tivemos em 2014, acabou que o meio ambiente sentiu esses efeitos e o nível de boa parte das cachoeiras da Serra do Cipó ficou bem abaixo da sua capacidade normal.
      Dificuldade:

      - Alta;
      - Notas: A dificuldade é alta porque tem-se muitos obstáculos e a caminhada é realmente longa. Nós, por exemplo, começamos o passeio de manhã e só terminamos de tarde, totalizando quase 8 horas de caminhada, com pouquíssimas paradas realizadas durante o percurso.

      Considerações:
      - É muito importante o cuidado que você precisa ter para chegar até aqui, esse caminho que fizemos por esse rio só foi possível porque em tempos de seca como esse, o nível do rio cai e é dá para seguir pela borda, andando pelas pedras até chegar ali, como nós fizemos.
      - Se você não é profissional, não faça esse caminho sozinho, pois corre o risco de sofrer um acidente sério - afinal - dependendo de onde você se acidentar não terá nenhum socorro, e como as linhas de celular e internet por aqui quase não pegam, esse poderá ser um agravante fatal.
      - Sempre os nativos da região conhecem melhor as trilhas do que nós viajantes, então você corre o risco de se perder e ir por uma trilha muito perigosa, o que novamente poderá ser um agravante para algum tipo de acidente mais sério.
      - Nunca faça passeios como esse em tempos de chuva, o nível do rio pode encher rapidamente e ocasionar um acidente muito sério, até fatal.
      - Diversão com segurança, sempre respeite a natureza, quando a gente deixa de respeitá-la é que os piores acidentes acontecem.

      Voltando ao passeio...

      Terminado tudo que precisávamos fazer, chegou a hora de voltar. O primeiro obstáculo foi ter que pular aquele "laguinho" perigoso novamente, por sorte a abelha já não estava lá mais. Passamos com facilidade, seguimos o rio e subimos as pedras das cacatas até chegar na parte das trilhas outra vez.

      Dali, fizemos todo o percurso de volta. Entretanto, prefiro não deixar nenhuma foto para que o relato não fique cansativo e com conteúdo duplicado. Após algumas horas de caminhada, chegamos próximos a nossa querida Land Rover 4x4.


      E fomos em busca de um bom restaurante para comer, afinal, nem tínhamos almoçado ainda e todo mundo estava tremendo de fome.





      A Lu aproveitou e até tirou uma pequena soneca enquanto estávamos no caminho. A Serra do Cipó é muito bonita e até o ato simples de olhar pela janela do carro já nos agracia com uma bela visão da natureza.





      No caminho, aproveitamos para dar uma parada rápida para visitar a Estátua do Juquinha, um dos pontos turísticos da Serra do Cipó. A Lu não quis sair do carro comigo porque estava muito cansada. [Nem pudera! Claramente esse foi o dia que ela mais se exercitou na vida!]



      Tirei uma foto para o casal e eles tiraram uma minha na estátua, e voltamos para nosso carro, para finalmente podermos almoçar.



      De acordo com a lenda local:
      Juquinha da Serra era um andarilho que vivia na Serra do Cipó, MG. Figura folclórica da região, ele acabou tornando-se um ponto turístico local. Era comum vê-lo trocando as suas flores e plantas colhidas por qualquer coisa que os visitantes traziam: de pequenos utensílios até um prato de comida.
      A sua identificação com a Serra era tal que em 1987, após a sua morte, prefeitos de Conceição do Mato Dentro e Morro do Pilar resolveram homenageá-lo com uma estátua localizada em um dos pontos mais altos da paisagem.
      José Patrício, o Juquinha das Flores, brotou da serra. A serra o acolheu! A humana flor... assim dizia: Be-en-énça, cumpade! Ó o fósq...
      Dizem que mamou na loba; Comia escorpiões; Foi picado por mais de cem cobras... Tinha mais de cem anos... Ele é a própria lenda da Serra do Cipó...
      Essência de flor. O imortal, Juquinha das Flores... JUQUINHA DA SERRA!
      Fonte Pesquisada:
      http://www.guiaserradocipo.com.br/atrat_juquinha.html
      Passado mais um pouco de tempo na estrada, chegamos ao restaurante Chapéu do Sol, onde enchemos o bucho.



      Assim que almoçamos, pegamos a estrada outra vez e fomos deixados perto da nossa pousada, entramos, pulamos na nossa cama e descansamos um bocado. Até eu, que em muitos dias ando o dia inteiro no serviço, senti algum dolorimento por conta desse passeio, já a Lu, que tem um preparo físico bem menor que o meu, estava um verdadeiro caco.
      À noite, demos uma passada na Vila Cipó e comemos hambúrguer em uma das lojinhas por ali, e voltamos para nossa pousada, onde descansamos até nosso terceiro e último dia por aqui.
      DIA 03 - Domingo [17 de Agosto de 2014]
      Acordamos um pouco doloridos devido a longa caminhada do dia anterior, mas nada sério. Após lanchar na pousada, fomos a pé até onde o guia da Bela Geraes tinha nos indicado: em frente a uma lojinha na própria Vila Cipó.
      Nossa intenção para esse dia era fazer o seguinte:
      Passeio de Bug pela Parte da Manhã; Passeio de Canoa Canadense pelo Rio Cipó pouco depois do almoço; Ir embora de volta para Belo Horizonte no final da tarde. Mas tivemos um grande contratempo. A empresa que gerencia os bugs [não sei dizer o nome dela ao certo, mas ela era a única que operava na Serra do Cipó em 2014] simplesmente não tinha anotado o meu nome e o da Lu - e olha que eu paguei tudo com uns 3 meses de antecedência, e à vista ainda por cima.

      O atendente dessa loja era muito ignorante, disse que isso era problema do Tiago Cota e então os dois começaram a discutir em voz alta na nossa frente. O Tiago tentou até ligar para o dono dessa agência para falar diretamente com ele, mas não conseguiu contato e acabou que não conseguimos realizar esse passeio, o que atrapalhou bastante na nossa programação.

      Chegamos até a ir na Pousada da Serra, que pertence ao Tiago Cota e ficamos um pouco por lá. Ele pediu desculpas para a gente e falou que ia nos reembolsar, chegou até a ir procurar algum dinheiro, mas acabou que desistiu de última hora, dando a desculpa que iria me enviar o dinheiro pela conta corrente. [Assim que ouvi essas palavras já imaginei que ele ia sacanear, mas preferi ficar calado e apenas fazer o último passeio que faltava]

      Saímos dali e andamos pela Vila Cipó, até chegar na área do Parque Nacional da Serra do Cipó. Após apresentar um papelzinho entramos nela e o primeiro lugar que vimos foi o Lageado, que é essa lagoa bem simplesinha. Tinha até alguns turistas se banhando.




      Perto dali vimos a Cachoeira Grande.



      O rio que dá para essa cachoeira, que acredito chamar Rio Cipó, seria nossa base para o passeio de canoa canadense.

      O guia que nos ajudou aqui foi aquele mesmo do passeio do 1º dia, enquanto ele estava numa canoa sozinho eu tive que dividir a outra com a Lu. É muito gostoso passear pelo rio, a única coisa ruim é tem que molhar a poupança naquela água extremamente gelada.


      Nós estávamos muito fora de sincronia e nosso barco quase não andava pelo rio, então no início foi uma peleja para conseguir navegar pelo rio, ali avistamos flamingos, dezenas de capivaras e até uma tartaruguinha [que pulou para dentro do rio quando fui tirar uma foto dela].





      O que achei mais legal nesse passeio, foi que aos poucos estávamos sincronizando as nossas remadas e quando assustei já estávamos totalmente sincronizados, dessa vez andando bastante a cada remada e realmente podendo apreciar toda a beleza da natureza a nossa volta.




      Depois de pouco mais de 20 minutos navegando chegamos à prainha, ali descansamos um pouco e tiramos algumas fotos.




      A Lu aproveitou até para escrever na areia da prainha.

      Assim que descansamos um pouco, fizemos todo o caminho de volta remando, chegamos até a vistar aquela tartaruguinha novamente, mas da mesma forma que antes, quando fui tirar a foto dela a esperta pulou para dentro do rio outra vez. 
       
      Dificuldade:

      - Fácil.
      - Notas: Esse passeio é muito simples e seguro e você poderá contemplar a natureza e os animais que vivem nos entornos do rio, principalmente os flamingos e as capivaras. É excelente para quem deseja fazer alguma coisa interessante, mas que não seja tão cansativa.
      Dica Especial: A Lu, que durante os dias do passeio estava muito estressada por motivos pessoais e de trabalho, parece que realmente teve a sua alma lavada após realizarmos esse passeio. Sincronizar nossas remadas pouco a pouco não nos ajudou apenas a navegar melhor pelo rio, mas também a nos sincronizarmos melhor até no nosso próprio relacionamento.
      Então, se sua companheira está uma pilha de nervos, briga muito com você e está estressada demais, seja por motivos pessoais ou de trabalho, recomendo que realize esse passeio antes de todos os outros. O casal não conseguirá navegar corretamente no barco enquanto os dois não se acertarem e se sincronizarem nas remadas, e enquanto isso apreciarão uma paisagem realmente maravilhosa, rica, gostosa de se estar e ainda conseguirão ver dezenas de capivaras que ficam na beira do rio ou tentando cruzá-lo.
      Se esse é o seu caso. Tenho certeza que sua companheira voltará totalmente diferente ao realizar esse passeio, já com a alma lavada e disposta a curtir melhor o que a Serra do Cipó tem a nos oferecer. Da mesma forma que aconteceu comigo e a minha companheira!

      Dica Extra: Prepare-se para molhar o bumbum numa água super gelada. Não é possível navegar pela canoa canadense sem molhar a nossa poupança. Mesmo com esse contratempo ainda indico o passeio e o dito como sendo inesquecível.

      Cuidado na hora da volta: Eu quase cometi um erro mais sério, ao invés de parar na costa estava remando com a Lu rumo a queda da Cachoeira Grande, sorte que o guia nos viu, avisou a tempo e nos encaminhou para o local correto. Caso ele não tivesse me avisado nós correríamos o risco até de cair dessa pequena queda d'água. Apesar de achar que não iríamos nos machucar - com certeza iríamos molhar todos os nossos equipamentos, cartão, câmera fotográfica, celular. Enfim, o que tivesse conosco naquela hora - além de sofrer também um baita susto!

      Acabado o nosso passeio voltamos para a Vila Cipó e almoçamos num dos restaurantes que estavam por perto. Escolhemos o Restaurante Matuto.

       


      Após o almoço, voltamos até a Pousada da Serra, onde já tínhamos deixado as nossas coisas, ali ficamos assistindo TV e esperando dar o horário do nosso bus. Dado o tempo, nos afastamos um pouco da Vila Cipó e esperamos na estrada mesmo.
      O que acho mais absurdo é que um dos pontos turísticos mais importantes de Minas Gerais simplesmente não tem um terminal de ônibus ou ponto específico que os visitantes possam esperar. Ao nosso lado vimos um ou dois casais que não sabiam o que fazer, pois os ônibus de viagem sempre estavam lotados e eles estavam esperando por mais de três horas sem saber como voltar.
      Por sorte alguém deu carona para eles e o casal conseguiu finalmente voltar para casa. Já nós fomos mais espertos:
      - Para nos precaver usei a cabeça e agi do seguinte modo: Fiquei a frente de um ponto mais estreito da rua, onde os Ônibus teriam de diminuir a velocidade, assim, deixei o papel do voucher da viagem na minha mão e sempre balançava a mão acenando esse papel para os motoristas, fiz isso umas 2 ou 3 vezes até acertar o nosso ônibus [que demorou um bocado por conta de atraso deles].
      O povo aqui é bem esperto e senta no lugar de quem pagou as passagens antecipadamente, se isso acontecer com você, basta mostrar o papel para a pessoa que ela irá gentilmente se levantar e procurar outro lugar. Nossa viagem de volta também foi bem tranquila e tirando o contratempo do ônibus dar muitas paradas para subir e descer passageiros a todo tempo, não tivemos nenhum problema relevante.


      Assim que desembarcamos, pegamos um coletivo até minha casa, onde guardamos nossas coisas - levei a Lu para pegar o ônibus para casa dela e regressei novamente ao meu lar.
      Viagem Finalizada!
      (  ゚,_ゝ゚)
      Conquista do Passeio:

      Esclarecimentos:
      - Após o passeio tentei por mais algumas vezes ver se conseguia o Reembolso com a Bela Geraes, mas eles sempre inventavam alguma desculpa e nunca nos reembolsaram - é por esse motivo que apesar de termos realizados todos os passeios com eles não os recomendei eles lá no início do relato.
      Boa sorte...

      ... e até a próxima!
    • Por Carola_RJ
      Viagem de 14 dias em casal feita em julho de 2018. Coloquei tudo em tópicos e montei 3 tabelas com gastos da viagem.
      Comprando a Passagem aérea - sempre pesquisamos passagens pelo site “Kayak”, ele é ótimo e permite criar alertas de queda de preço. Isso significa que toda vez que tiver uma diminuição no valor da passagem para o local que você quer viajar, você recebe um e-mail. Nós queremos conhecer tantos lugares nesse mundo, que sempre criamos vários alertas para diferentes destinos. Calhou de surgir uma promoção para a Nova Zelândia na Latam e compramos na hora.
      Voando com a Latam para NZ - Todo mundo diz, e eu acredito que a Air New Zealand é melhor. Mas, no voo Santiago X Auckland, eu achei o serviço da Latam bem bom. Infinitamente melhor do que nos trechos da América Latina. A refeição era superior, amenidades e etc.
      Sala Vip da Latam em Santiago - gente, deixa eu começar com uma dica que eu achei genial. Na volta fizemos uma conexão de 12h em Santiago. A latam no Chile, diferente do Brasil, só adianta seu voo se você pagar e o valor era bem alto. Aí, pensamos em ir para um hotel, mas gastaríamos uber, tempo na imigração, comida e etc. Foi aí que vimos que Santiago tem uma sala Vip gigantesca da Latam. Eu nunca voo de executiva então nem sei por onde entra. Mas meu marido viaja pela empresa e disse que algumas tem camas. Despretensiosamente fomos lá perguntar quanto era. Custou 40 dólares por pessoa! Para ficar o tempo que quiser, comer o quiser, beber o quiser, toalhas para tomar banho quentinho, camas com cobertor para dormir e tudo mais! Não tinha mais ninguém dormindo, então foi super tranquilo. Dormimos umas 5 horinhas e fomos para o “open bar”. Tinha todos os tipos de bebidas, enchemos a cara de champagne! Comemos muito e depois já quase não aguentávamos com a sobremesa, mas tomamos sorvete. O legal é que eles te chamam quando está na hora do seu voo, então pode beber a vontade que não vai perder o voo.
      Viajar no Inverno - Sou professora, então só posso viajar em janeiro ou julho, no inverno ou verão ( muito frio ou muito calor). Acho as piores estações, prefiro as temperaturas mais amenas da primavera ou outono. Além disso, sempre viajo nas férias escolares, alta temporada, preço de passagem cara e alguns locais turísticos cheios, dependendo do lugar. Entretanto, eu AMO frio, adoro ficar encasacada, adoro a paisagem do inverno, acho tudo um charme. Então, é tudo questão de preferência.  No caso da Nova Zelândia, o frio pode prejudicar um pouco para aqueles que estão em busca de certos esportes radicais aquáticos. Mas dá para fazer quase todos os esportes, e ainda dá para esquiar. Não curto esportes muito pesados, fizemos apenas um jet boat em Huka Falls, e foi legal. A paisagem da ilha sul com as montanhas nevadas foi um absurdo de linda. Não me arrependo nada ter viajado no inverno.
      Porque viajar para a Nova Zelândia - Em termos de paisagens naturais, deve ter sido o país mais lindo que conheci. O mais legal é a diversidade de paisagem, em cada canto é uma paisagem diferente e você quer tirar foto de tudo. É tudo muito único. Além das belezas naturais, o país é mega seguro, bem desenvolvido, tem ótima infra estrutura, tudo funciona bem. A população é mega simpática e receptiva. O país é multicultural, tem uma miscigenação muito forte e uma grande presença de imigrantes, principalmente de indianos. Tem uma cultura asiática que pode ser sentida pela presença de restaurantes de muitas nacionalidades. Na viagem comemos em restaurante indiano, coreano, chinês, japonês, tailandês, entre outros.
      Como não errar montando o roteiro como nós erramos - sim, tive que fazer alguns cancelamentos por não ter estudado bem como devia antes. A primeira coisa a fazer é ler relatos sobre o país e listar os locais que achar interessante de visitar. Na hora de escolher os locais, deve se avaliar se vale a pena na época do ano que vai. Listei vários locais bacanas, mas depois eu vi que não eram adequados para o inverno (época que fui), tipo praias. Outra coisa é pensar nas distâncias entre os locais e o tempo que tem disponível. Só tinha 13 dias para conhecer tudo, então decidi selecionar locais mais próximos entre si.
      Curiosidades da NZ:
      4 milhões de habitantes e 40 milhões de ovelhas Além do inglês, a língua Maori, dos nativos ainda existe no país Os carros andam na mão inglesa Não tem pedágios nas rodovias O país é menor que o estado do Rio Grande do Sul Motorhome - Sempre tivemos curiosidade de viajar em um motorhome e a Nova Zelândia é o país perfeito para isso, tem uma ótima infra estrutura.
      Preço do Motorhome - É importante colocar no papel o preço do motorhome e avaliar se vale a pena. Se eu fosse refazer a viagem, e tivesse uma grana a mais, eu ficaria apenas uns 4 dias de motorhome e o resto ficaria em carro normal, dormindo em hotel. Isso porque é meio cansativo dormir direto em motorhome, eu senti falta de uma cama.
      Queenstown X Auckland - 12 dias - $370 -> Essa foi a nossa primeira reserva, mas cancelamos depois que vimos que a balsa para ir da ilha sul para a ilha norte, entre Picton e Welington, custava $400 e leva cerca de 4 horas a travessia. Fora isso, entre Christchurch e Taupo são 800 km sem nenhum lugar que fazíamos muita questão de visitar. Ou seja, gastaríamos muito diesel, horas dirigindo e o nosso precioso tempo a toa. Daí, alteramos a reserva acima para entregar em Christchurch. Ficou relativamente mais caro o valor em si do Motorhome mas otimizamos a viagem. Queenstown X Christchurch - 6 dias - $300  Auckland X Auckland - 5 dias - $200 Obs: Os preços estão sem as taxas! Vou colocar aqui a tabela do custo final, incluindo seguro, diesel e etc. E os outros custos da viagem.
        Motor 1 (1035km) Motor 2 (750 km) Aluguel 300 200 Taxa de Queenstown 95 0 Seguro 190 150 Gás 40 35 Wi fi 35 0 No return 50 0 Quilometragem 65 40 Diesel 210 140 TOTAL 985 565   NZD total R$ (por pessoa) Empresa Aéreo: Rio X Auck X Rio   3600 Latam Aéreo: Auck X Queenstown 256 345,6 Air New Zealand Aéreo: Christchurch X Auckland 132 178,2 Air New Zealand Motorhome 1: Queen X Christ 985 1329,75 Mighty Campers NZ Motorhome 2: Auck X Auck 565 762,75 Cheapa Camper Hotel Auckland 1 diária 96 129,6 Airport Gateway Hotel Hotel Queenstown 2 diárias 320 432 Nomads Queenstown Backpackers Hotel Auckland 1 diária 95 128,25 Airport Gateway Hotel Hotel Auckland 1 diária 80 108 Ibis Budget Auckland Central Seguro viagem   140 Assist Med Camping ( 8 noites) 400 540   TOTAL   7694,15   Cidade Atividades NZD R$(por pessoa) Site Queenstown Gondola + Almoço 75 202,5 https://www.skyline.co.nz/en/queenstown Queenstown Milford Sound Day Trip 118 318,6 https://www.bookme.co.nz/things-to-do/queenstown/home Wanaka Puźzling 22 59,4 https://www.puzzlingworld.co.nz/   ILHA NORTE   0   Matamata Hobbiton 84 226,8 https://www.hobbitontours.com/en/our-tours/hobbiton-movie-set-tour/ Rotorua Parque Wai o Tapu 32,5 87,75 https://www.waiotapu.co.nz/plan-your-visit/ Rotorua Parque Te Puia 145 391,5 https://tepuia.com/ Waitomo Glow worm 51 137,7 http://www.waitomo.com/Waitomo-Glowworm-Caves/Pages/default.aspx Taupo Jet Boat Huka Falls 94 253,8 https://www.bookme.co.nz/things-to-do/rotorua-taupo/activity/hukafalls-jet/1873 Rotorua Gondola + Ludge 36 97,2 https://www.skyline.co.nz/en/rotorua/ Rotorua Redwood Walk 25 67,5 http://www.treewalk.co.nz/en_US/ Rotorua Polynesian Spa 30 81 https://www.polynesianspa.co.nz/   TOTAL   1923,75   Pontos negativos do Motorhome:
      Limpar os dejetos do banheiro Caução de 5 mil dólares no cartão de crédito (na segunda locadora tem a possibilidade de não pagar se aderir a um plano lá) Ter que arrumar as coisas toda hora, principalmente a parte da cozinha. Tem que andar com tudo bem fechado nos armários, mas, ainda assim, fica tudo balançando, coisas batendo umas nas outras o tempo todo. Dá uma certa agonia. Fora que na hora de dar uma freada forte parece que vai tudo ser jogado para frente, e de fato algumas coisas são. Preço das coisas:
      Garrafa de água - 4 NZD Lanche no Mc Donalds - 10 NZD Almoço - 15 NZD Ilha sul
      A Ilha sul é a parte com paisagens mais maravilhosas. É o tipo de viagem que o legal não é apenas o chegar em certa local, pois todos o trajetos, as estradas são encantadoras. Você quer parar toda hora no acostamento para tirar fotos, apreciar a paisagem.
      Quanto tempo? Dava para visitar tudo o que visitei em menos tempo. Digamos que na ilha sul fizemos uma viagem mais preguiçosa, ficamos muito tempo ociosos, mas isso foi nossa opção. Quisemos apreciar mais os locais, as paisagens do que fazer atividades.
      Roteiro:
      O que fizemos: fomos de Queenstown até Christchurch de carro, passando por Wanaka, Mount Cook e Lake Tekapo. Sendo assim, não visitamos a costa oeste, que tem muitos lugares bonitos, como Franz Josef. Fizemos isso, porque li algumas pessoas dizendo que era perigoso ficar dirigindo no inverno, principalmente nessas áreas montanhosas, e que tinha risco de fechar as estradas por conta de congelamento e etc. Na boa, acho que é bem tranquilo ir, mesmo no inverno. Deve ter ocasiões que fecham as estradas, mas isso ocorre, tipo 1 vez no ano e quando ocorre, então não é evento frequente.
      Se você quer fazer um giro completo na ilha sul, sugiro pegar e devolver o carro em Queenstown. De Queenstown pegar a costa oeste, subir a costa oeste sentido sul, depois atravessar novamente para a costa leste na Artur Pass, e voltar pela região de lake Tekapo, uma volta no sentido horário.

      Ilha norte
      A Ilha norte é a ilha quente! As atividades geotérmicas de Rotorua era o que eu mais tinha curiosidade de conhecer na Nova Zelândia, é o que de mais diferente parecia para mim. A ilha norte tem a capital do país, Wellington, que infelizmente não conhecemos, mas dizem que é uma cidade muito bacana e boa de morar. E também temos a maior cidade do país, Auckland, que é onde provavelmente todos desembarcam. Acho um crime fazer um roteiro só com a Ilha Sul. A ilha norte é muito interessante.
      Quanto tempo? Acho que 5 dias inteiros, assim como nós ficamos, é um bom tempo para conhecer os pontos principais. É claro que se quiser ficar mais tempo, sempre tem atividades e locais para serem visitados.
      Roteiro resumido:

          Pernoite   Data Dia Cidade Local Atividades 15/07 1 Auckland Airport Gateway Hotel Chegada às 5 am / Passeio pelo centro de Auckland 16/07 2 Queenstown Nomads Backpackers Voo: 7:10 - 9:00 am / Passeio pelo Lake 17/07 3 Queenstown Nomads Backpackers Milford Sound Day trip 18/07 4 Queenstown Camping Gondola 19/07 5 Wanaka Camping Glenorchy / Arrowntown / Wanaka 20/07 6 Wanaka Camping Blue Pools / Puzzlind World / Lake Wanaka 21/07 7 Mount Cook Camping Viagem de Wanaka até Mount Cook 22/07 8 Lake Tekapo Camping Mount Cook / Lake Pukaki / Lake Tekapo / Observatório 23/07 9 Auckland Airport Gateway Hotel Trajeto Lake Tekappo até Christchurch / Voo 8:00 - 9:00 PM 24/07 10 Rotorua Camping Pegar Motorhome / Matamata: Hobbiton / Rotorua: Polynesian Spa 25/07 11 Rotorua Camping Rotorua: Gondola e Ludge, Redwood Forest, Parque Te Puia 26/07 12 Waitomo Camping Rotorua: Wai o Tapu / Taupo: Lake Taupo, Huka Falls e Jet Boat 27/07 13 Auckland Ibis Budget Central Waitomo: Glow worm / Auckland: Jantar na Skyline 18h 28/07 14 Auckland Avião Passeio pelo centro de Auckland / Voo às 18:15  
      Dia 1 - Auckland
      Chegamos em Auckland às 5 am. A imigração fez algumas perguntas, nada muito demorado. Depois passamos pela vigilância deles onde eles são bem chatos, não pode entrar com absolutamente nada in natura. Eles olham até a sola do sapato para ver se tem detritos. Perguntaram se tínhamos equipamento de hiking. Se for pego com uma banana paga 400 dólares de multa.
      Depois, pegamos o transfer gratuito para o nosso hotel. Decidimos ficar em um hotel próximo do aeroporto pois viajaríamos muito cedo no dia seguinte.
      O hotel cobrava 50 dólares para antecipar o check in, mas nossos planos era fazer um passeio mesmo. Então, deixamos nossas malas no hotel e pegamos um ônibus para o Centro de Auckland. Na verdade, foram 2 ônibus e demorou cerca de 1h15 de trajeto. Os ônibus são bem pontuais, olhávamos o horário no Google Maps e passava direitinho na hora. Cada ônibus custou mais ou menos 5 dólares a passagem. Achei meio caro. O valor da passagem é de acordo com a distância percorrida. Você diz ao motorista onde vai descer e ele emite o bilhete na hora.
      Estava chovendo muito. Choveu o dia inteiro. Chegamos no Centro e estava tudo fechado, só abria pelas 10 am. Ficamos tomando café esperando a hora passar.
      A hora passou, a chuva não. Andamos pelas lojas da Queen Street. Tem uma loja da Daiso, a mesma que tem no Japão só que mais cara, mas sempre tem umas coisinhas interessantes. Fomos andando até a baía, mas tava chovendo demais e minha bota abriu toda. Almoçamos em um restaurante Chinês bem raíz (fica na Hight St., próximo do número 48), custou 30 dólares para nós dois, mas comemos um barbecue de porco muito bom. Voltamos para o hotel e dormimos das 5 pm até 2 am. Acordamos cedo para ver a final da Copa do Mundo da Rússia, na torcida pela Croácia, mas não deu muito certo… rs
      Dia 2 - Queenstown
      Viagem de Auckland a Queenstown:
      Acordamos às 2 am e vimos a França ganhar o mundial de futebol, logo depois fomos para o aeroporto pegar o voo às 7 am para Queenstown.
      Achei bizarro no aeroporto não pedirem NENHUM documento para viajar. Podia ter viajado qualquer pessoa se passando por mim porque não pediram nenhuma identificacao em nenhum momento. Fizemos o check in online pelo celular, depois nós mesmos imprimimos as etiquetas das bagagens e as colocamos na esteira.
      O voo começou tranquilo, a Air New Zealand tem serviço de bordo bem ok para uma viagem tão curta. Chegando em Queenstown a paisagem das montanhas é muito linda, tirei muitas fotos da janela do avião. Só que é meio tenso porque o avião aterrissa no meio das montanhas. quando o avião estava quase pousando ele arremetou. Que medinho! Todo mundo bolado, o piloto explicou que tava ventando muito e ia posicionar melhor a aeronave. Deu mais uma voltinha, e conseguiu aterrissar. Ufa!
      O aeroporto de Queenstown é bem pequeno. Você desce e vai andando pela pista mesmo. Curioso que a galera que embarca e desembarca no mesmo lugar, fica tudo junto. Inclusive, o local que você pega as bagagens fica na entrada do aeroporto, qualquer um pode entrar e ter acesso. País desenvolvido é outra coisa.
      Pegamos um ônibus na frente do aeroporto até o Centro. Pagamos 5 dólares pelo cartão e colocamos uma recarga. Um único cartão serve para mais de uma pessoa. A passagem custou 2 dólares até o Centro.
      Atividades em Queenstown:
      Onsen - Reserve com muita antecedência! Não consegui fazer a reserva e fiquei muito triste porque eu tava sonhando com esse lugar. Não imaginava que era tão difícil arrumar vaga. Só tinha vaga para o mês seguinte, para ter noção. O visual do lugar é espetacular, muito romântico. Para compensar, eu achei um lugar parecido em Rotorua (Polynesian Spa), que eu recomendo fortemente. Se pudesse, teria ido nos 2. Dá uma olhada no site deles, olha o visual: https://www.onsen.co.nz/ Custa cerca de $90 para 2 pessoas.
      Passeio pelo lago e pelo centrinho - ah! Que lugar lindo! Eu amei o Centro e arredores. O lago é lindo! No inverno, aquela paisagem de montanhas com picos nevados é incrível. Passamos horas sentados na frente do lago, apenas admirando a paisagem.
      Agência de turismo Happy Tour - tem várias dela pelo Centro. Entramos nela logo quando chegamos na cidade porque queríamos confirmar que não tinha mesmo vaga na Onsen. Mas o cara que nos atendeu era um inglês muito gente boa e ficamos cerca de 2 horas lá. O bacana foi que essa agência dá desconto no preço dos passeios (cerca de 10%). Então, achei que foi muito vantajoso reservar com eles. Nós já tínhamos os passeios que iríamos fazer pensados e reservamos logo todos. Ah! Eles reservam passeios por toda a Nova Zelândia, inclusive da ilha norte. Eles também agendaram o dia e horário. Então, economizamos uma graninha, pegamos muitas dicas e deixamos já tudo comprado e marcado. Obs: nem todos os passeios precisam marcar a data, só dos locais mais cheios.
      Pub 1876 - o melhor lugar para beber barato. 5 dólares as bebidas e o local é bacaninha. Passamos essa noite lá e gostamos bastante do ambiente e das bebidas.
      Dia 3 - Milford Sound Day Trip
      Ir de carro ou fazer com uma agência?
      Íamos fazer nosso passeio de carro, mas, depois de ler algumas pessoas dizendo que era perigoso ir para essa região no inverno, porque podiam fechar a estrada e bla, bla, bla, decidimos fazer com a agência.
      Primeiramente, não achei nada perigoso para ir de carro. Nada demais! O ponto positivo de ir de carro é que você pode parar onde quiser para tirar fotos e tal. O ponto negativo é que é uma viagem bem longa, cerca de 600 km no total, ida e volta.
      O valor para de ir carro 2 pessoas sai quase a mesma coisa que ir de ônibus.
      Diesel $102 + Barco $50 para cada um (Rendimento: 10km/l - Valor do Diesel: $1,70 - Dist: 600 km)

      Pagamos 118 dólares por pessoas. Reservamos o passeio pelo site “bookme”. É bom ficar de olho e tentar reservar com mais antecedência possível pois sempre tem promoções ótimas, mas só acha se for para datas com mais antecedência. Ah! Tem opção de passeios com almoço incluso. Acho que não vale a pena mesmo. Pelo menos o almoço que eu vi, na verdade era só um sanduíche frio e um saco de salgadinho. No barco tem uma lanchonete com poucas opções de lanche. Comemos um sanduíche frio por uns 5 dólares. Acho que vale a pena levar o seu próprio lanche. No barco tinha café, chá e água gratuitos. Nós comemos na parada em Te Anau também, tinha umas coisas bem gostosas. Eu fiquei bolada porque na volta paramos lá por volta das 16:30, compramos alguma coisa pra comer e tal. Quando deu 17h e estávamos indo embora a lanchonete colocou uma placa com 50% de desconto em tudo, “desconto de final do dia”. A dica é: chegue na loja às 17h e compre pela metade do preço! Rsrs Bom, não sei se isso rola todo dia, é claro.
      Saímos 6:50 da manhã, fomos o segundo ônibus a chegar lá, o que foi ótimo porque chegamos antes dos outros ônibus e estava tudo mais vazio. Demora umas 4 horas para chegar em Milford Sound. O ônibus faz parada em Te Anau e em alguns pontos bonitos na estrada. Teve um lugar maravilhoso que ele parou, que eu tirei umas fotos lindas do lago, é difícil especificar o local, mas acho que todos os ônibus sempre param nesses mesmos locais que são os mais lindos.

      Milford Sound é uma região que chove muito, praticamente todos os dias. Eu sempre olhava a previsão do tempo e via que todo dia chovia mesmo. Então, eu já esperava uma bela chuva. Mas, por uma sorte muito grande, o dia estava lindo! Em alguns momentos, o céu ficou bem azul com pouquíssimas nuvens, realmente foi incrível.
      Quando chega em Milford Sound, o pier de onde saem os catamarãs já é lindíssimo e rende ótimas fotos. O passeio de barco pelos fiordes dura cerca de 2 horas. O barco vai até a parte que os fiordes encontram o mar aberto. Ao longo dos fiordes têm lindas cachoeiras, algumas bem fortes. Também fomos bem pertinhos de umas pedras com muitos leões marinhos. Ficamos quase o tempo inteiro do lado de fora do barco. Mesmo com o frio, valia muito a pena ver bem de perto aquelas paisagens.
      Quando chegamos em Queenstown de noite, estávamos esgotados. Nem saímos para jantar!
      Dia 4 - Queenstown
      Dia de buscar o motorhome no aeroporto logo pela manhã. Depois, fizemos check-in no camping, deixamos o carro estacionado e saímos.
      Passeio de Gôndola + almoço: optamos por fazer o pacote gôndola + almoço (75 NZD) porque o restaurante tem uma vista linda. Só a gôndola custa 39 NZD.  E valeu muito a pena, você come à vontade, inclusive sobremesa. Lá também tem pacote para descer de Ludge, que é tipo um carrinho de rolimã, mas infelizmente a pista estava fechada. Nós fizemos o Ludge na Gôndola de Rotorua e foi muito maneiro, super recomendo.
      Ice bar - atividade pega turista. Só fomos porque ganhamos a entrada grátis quando reservamos os passeios, entretanto tínhamos que consumir pelo menos 1 drink cada. Cada drink custou 13 dólares, bem carinho. Ficamos pouco tempo, porque não curti muito.
      Fergsburger - É uma hamburgueria super tradicional. Os hambúrgueres são enormes e bem gostosos. Mas, a fila é gigantesca. Vá com paciência.
      Patagonia Chocolates - o sorvete é uma delícia, e a vista lá do segundo andar é maravilhosa. Essa rede tem filiais em outras cidades também.
      Pernoite do Motorhome em Queenstown: Holiday Lake View - super bem localizado, do lado da gôndola. Banheiro e cozinha super limpos.
      Dia 5 - Glenorchy, Arrowtown, Wanaka
      Trajetos de carro (212 km):
      Queenstown X Glenorchy - 46 km Glenorchy X Arrowtown - 66 km Arrowtown X Wanaka - 100 km (tem opção por 55 km) Glenorchy - A estrada de Queenstown até Glenorchy é a mais linda de todas! Sério, dá vontade de parar em todos os lugares para olhar. Maravilhoso!
      Glenorchy é uma cidade com 363 habitantes com uma paisagem encantadora, um dos lugares mais bonitos que fui. Não sei se fora do inverno é tão lindo, porque as montanhas com neve no fundo deixam o visual lindo.

      Paramos para tomar um café no Sugar Loaf Cafe, depois fiquei curiosa pelo nome, será que são cariocas? Mas, lá nós comemos o doce mais gostoso de toda a viagem, um tal de Anzac Caramel Slice. Não vi vendendo em nenhum outro lugar.
      Arrowtown - É um vilarejo minúsculo. Vale a pena dar uma passadinha. Sentar e beber alguma coisa. Mas é uma visita rápida.
      Chegar em Wanaka - existem 2 caminhos para chegar em Wanaka vindo de Queenstown, um deles é pela Crown Range Road, que é mais curto e mais bonito. Entretanto, esse caminho é em zig zag e subindo uma grande montanha. A empresa que alugamos o carro proíbe passar por esse caminho, tá escrito no contrato e não quisemos infringir. Mas tinha muitos carros grandes passando por esse caminho, e com certeza deve valer a pena.
      Wanaka - chegamos em Wanaka no fim da tarde, fizemos check-in no camping e fomos sair de noite para beber. Fomos no Lake Bar, bebemos só um pouco porque não achamos nada muito barato (chopp 10 dólares).
      Dia 6 - Wanaka e Blue Pools Walk
      Trajetos de carro (144 km):
      Wanaka X Blue Pools - 72 km Blue Pools X Wanaka - 72 km Blue Pools Walk - É bem bonito, um tom de azul incrível do lago. Vale a pena o passeio.
      Puzzlling World - Eu amei esse lugar. É um museu ilusionista com várias salas divertidissimas e um labirinto enorme. Já na entrada, tem a famoso construção de uma casa virada para baixo. No salão de entrada, tem diversas mesas com joguinhos gratuitos, eu podia ficar uma tarde inteira ali brincando. Lá dentro, na segunda sala, eu fiquei um pouco tonta, mas é muito legal. Só indo mesmo para entender. Do lado de fora, tem um labirinto. Se quiser tentar o caminho mais difícil, leva cerca de 1h30. O caminho mais fácil, 30 minutos. Gente, é difícil mesmo! Rs Fomos só no mais fácil.
      Wanaka Tree - É uma árvore solitária dentro do lake Wanaka que as pessoas se degladiam para tirar foto.
      Lake Wanaka - o lago é bem bonito, vale a pena ver o pôr do sol nele. De repente fazer um piquenique, ou só contemplar a paisagem mesmo. Acho que vale a pena dar uma passada em Wanaka, mas dentre os lugares da ilha sul foi o que achei menos interessante/bonito. Passamos 2 noites, mas acho que podíamos ter passado apenas 1 noite.
      Dia 7 - Mount Cook
      Trajetos de carro:
      Wanaka X Mount Cook - 209 km Salmon Farm - é uma fazenda de salmões, onde você pode alimentar de graça os salmões. Eu odiei! Os peixes vivem em piscinas minúsculas, deu muita pena, muito mesmo. A maioria dos criadouros de salmão deve ser assim, mas ver aquilo me deixou com a consciência muito pesada. Enfim, além disso, tem uma lojinha que vende tudo quanto é tipo de comida a base de salmão. Não quisemos experimentar nada, eu realmente não gostei de lá.
      Mount Cook Village - é um vilarejo minúsculo sem nada para fazer, nada mesmo! Vá direto para o Tasman Valley, que é a rodovia que chega no Tasman Glacier View Point..
      No nosso caso, chegamos na parte da tarde estava caindo uma chuva muito forte. Sem chance de fazer qualquer trilha. Então, tínhamos que dormir lá para fazer a trilha no dia seguinte. À 1,5 km da vila, vimos que tinha um camping. Chegando lá, vimos que era um camping público, ou seja, um local aberto sem nenhuma infra estrutura (banheiro, cozinha, internet). Assim, nenhum problema ficar lá, estávamos de Motorhome mesmo, mas o problema é que não tinha absolutamente mais ninguém e caindo o maior temporal. Sendo assim, achamos melhor passar a noite em algum lugar menos ermo. Tivemos que voltar 20 km até o camping mais próximo em Glentanner. Fica bem no fim do Lake Pukaki, lá tem um café e acho que tem quartos para dormir também. O local tinha mais 3 carros. Ufa! Já não estávamos sozinhos. No outro dia, vimos como era um local lindo cheio de montanhas a nossa volta. Você acorda olhando para o Mount Cook. Em termos de beleza, foi um achado!
      Dia 8 - Mount Cook Lago Tekapo
      Mount Cook X Lake Tekapo 60 km
      Acordamos e seguimos em direção à Tasman Valley para fazer as trilhas. Dá para fazer as 3 trilhas em 2 horas, mais ou menos. Não estava chovendo, mas o tempo estava feio e ventando muito. Por sorte, as vezes as nuvens iam embora e dava para ver um céu azul. A gente quase não conseguiu ver o glaciar por causa das nuvens. Em compensação estava mega vazio, pudemos tirar fotos e admirar a paisagem com calma.
      Fazer 3 trilhas:
      Trilha Tasmanian Glaciar view - essa trilha é pequena, mas um pouco inclinada.Tem a vista do Glaciar todo, do mount Cook, maravilhoso! Trilha Blue Lakes - na verdade, os lagos são verdes. Lá tinha escrito uma explicação, mas eu esqueci. Bem lindo também. Trilha Lake Jetty - essa trilha é maravilhosa. Você fica pertinho dos grandes blocos de gelo. Fiquei apaixonada, sério.
      Meu marido pegando gelo!
      Lake Pukaki - o caminho até Mount Cook vai margeando o lake Pukaki e tem uma vista mais linda que a outra. Indo em direção ao Lake Tekapo também tem vistas maravilhosas do Lake Pukaki. É interessante porque ele tem um tom mais esverdeado, uma cor diferente do Lake Tekapo.
      Lake Tekapo - o lago é lindo, com uma cor incrível, cheio de pedras. Da vontade de ficar horas ali admirando.

      Igrejinha de pedra no lake Tekapo - “Church of the Good Shepherd”, impossível não ver essa igreja. É uma igreja bem pequena mas com uma paz infinita. Tem que dar uma passadinha.
      Observatório Mount John - Fica no topo de uma montanha e tem uma vista linda. Fomos de tarde para tomar um café. Quando chegamos a entrada estava fechada devido ao vento forte. Ficamos esperando um pouquinho e eles reabriram. Tem que pagar $8 por carro para entrar. Na subida, voltou a ventar MUITO. Ficamos com muito medo. Lá em cima ventava tanto que tivemos dificuldade de sair do carro. Mas, conseguimos! Engraçado porque o céu estava mega azul, quase sem nuvens, mas ventava muito. Logo depois que subimos eles encerraram a entrada de carros novamente devido aos ventos fortes.
      Dia 9 - Christchurch
      Trajeto: Lake Tekapo X Christchurch  225 km
      Não fizemos nada nesse dia. Christchurch não pareceu ter muita coisa interessante. Depois dos estragos dos terremotos dos últimos anos, já tinham nos alertado que a cidade estava meio que em construção. Mas é uma cidade grande, a maior da Ilha sul, com certeza deve ter alguma coisa para fazer, ou pelo menos comer e beber, rs.
      Voo Christchurch X Auckland: voamos novamente de Air New Zealand e foi tudo ótimo. O aeroporto de Christchurch é maravilhoso. Acho que não tem nenhum assento daqueles de plásticos, só tem sofás, super aconchegantes e até puffs, e o chão é todo de carpete. Ficamos muito tempo literalmente deitados nesses puffs. Dá para morar nesse aeroporto. E, novamente, ficamos chocadas com a falta de “fiscalização”. Simplesmente não nos pediram nenhum documento em nenhum momento.
      Chegando em Auckland passamos a noite no mesmo hotel que ficamos quando chegamos na NZ, próximo do aeroporto.
      Dia 10 - Matamata (Hobbiton)
      Auckland X Matamata: 150 km Matamata X Rotorua: 67 km Acordamos cedo e fomos ao aeroporto pegar o Motorhome e seguir viagem rumo a Hobbiton em Matamata.
      Hobbiton - A verdade é que eu não curto Senhor dos Anéis e etc. Mas, meu marido gosta e sempre achei a paisagem do local bem bonita, o que é total verdade. No dia que fomos, o céu tava muito azul, uma coisa linda. Então, foi um passeio bem legal, eu curti. No fim do passeio eles dão uma bebida para você degustar. Eu tomei um chopp escuro que estava bem gostoso. Fiquei com vergonha de perguntar se podia beber mais. Só bebi um copo mesmo.
      Polynesian Spa - Fiquei muito triste de não ter conseguido ir na Onsen de Queenstown. Então, comecei a procurar outros lugares parecidos. A NZ tem muitas piscinas públicas, o problema é que a maioria não tem piscinas privativas e com uma vista bonitona. Esse Polynesian Spa tem muitos tipos de piscinas. Tem as piscinas coletivas, acho que custa $10 por pessoa e pode ficar o tempo quiser. Tem as piscinas privadas, umas sem vista bonita e mais barata, e outras com vista bonita, que foi a que pegamos. Nós nem tínhamos calculado a hora, mas calhou de chegarmos lá umas 17h, então pegamos o pôr do sol com cores rosadas. A piscina tem uma vista linda do lago, foi maravilhoso, super romântico!

      Roupas de banho - Só um detalhe dessa história toda. Eu esqueci de levar biquini! Quando cheguei à NZ que lembrei disso e fui procurar nas lojas em Auckland. As vendedoras achavam super esquisito em pleno inverno, um frio tremendo e eu procurando biquini. Resultado: nenhuma loja tinha! Eu consegui comprar um top e um short de academia que funcionaram como biquini. A dica é: não esqueçam de levar biquini / sunga. Na loja da Polynesian Spa vendia roupas de banho por uns 100 dólares! Além de ser surreal de caro, eram bem feios. O padrão de biquini fora do Brasil é muito feio, vamos ser sinceros. E, se quiser, dá para ficar sem roupa nessas piscinas privativas porque ninguém tem acesso e não dá para ninguém te ver.
      Dia 11 - Rotorua
      Ficamos o dia todo em Rotorua. O dia foi bem puxado, fizemos muitas atividades.
      Gôndola + Ludge - A Gôndola de Rotorua é da mesma empresa que a de Queenstown. O restaurante também, o Ludge também. Só que em Rotorua é muito mais barato. Compramos o combo gondola + ludge no site book.me. Saiu bem barato. Andar de Ludge é muito divertido. Pegamos 5 voltas, aí você desce de carrinho e sobe de teleférico.
      Redwood Tree Walks - A floresta é bem bonita, mas o passeio por cima das árvores eu achei bem sem graça e caro ($25). Esse passeio pode ser feito de dia ou de noite. Talvez de noite valha mais a pena porque tem uma iluminação bem bonita. Uma coisa que achei curiosa é que você não pode tocar nas árvores para não “danificar”. Como assim? Eles amarram a árvore com um monte de cabo de aço para sustentar as passagens e escadas e a gente que vai danificar encostando a mão? Enfim, acho que só caminhar em baixo pelas árvores já é bem legal. Tem diversas trilhas para fazer, é só pegar o mapa no centro de informações na entrada e se divertir.
      Parque Te Puia - é um parque geotérmico mas também um centro de cultura Maori. Tem atividade geotérmica para todos os lados e aquele cheiro de ovo podre também. O destaque do parque é o Pohutu Geyser, que entra em erupção à toda hora. Imperdível, gente! Tem vários tipos de ingresso, nós optamos pelo combo completão com visita ao parque geotérmico com guia + apresentação da cultura Maori + apresentação de dança + jantar + percurso noturno pelo parque. Chegamos às 16h e fomos embora umas 21h. Dentre as atrações, tem uma sala onde é possível ver “kiwis”, as aves noturnas símbolo da NZ. A apresentação de dança é bem legal, com todas aqueles gritos, caras e bocas, e eles interagem com a plateia, mas nada constrangedor, super tranquilo. O jantar é feito aos moldes Maori, com a comida sem cozida pelo calor do subsolo. O sistema é buffet livre, com sobremesa, tudo bem farto e delicioso.
      Dia 12 - Taupo
      Rotorua X Taupo - 81 km Taupo X Waitomo - 150 km Parque Wai o Tapu - É um parque geotérmico impressionante. Esse era o local mais esperado por mim. A champagne pool, aquele piscina de água verde com borda laranja, era um sonho ver de perto. Acho que era o que mais me chamava atenção quando eu pensava em NZ. Infelizmente, o dia não estava muito bom, tava com muita nuvem e nublado. A champagne pool estava com muita fumaça em cima, então era difícil vê-la. Agora, uma dicona que eu li antes de viajar e que realmente é muito boa é o seguinte. Às 10h30 um tal de Lady Knox, um geyser fake, é acionado por um funcionário do parque. Tem uma plateia montada e todo mundo fica esperando o cara chegar para “ligar” o geyser. Aí, eu pergunto: qual a graça? Ainda mais se você viu o Pohutu Geyser no Parque Te Puia, que é enorme, de VERDADE, maravilhoso! Enfim… quando chegamos no parque, fomos na entrada para retirar os ingressos com nosso voucher digital. Aí, perguntamos onde era a entrada do parque, e as mulheres disseram que era do outro lado. Na verdade, a entrada do parque é ali mesmo onde se compra ou retira os ingressos, mas ela estava nos enviando para o outro lado do parque onde fica o Lady Knox. O Lady Knox fica meio distante, você precisa ir de carro e tal, e vimos que todo mundo estava indo para lá. Chegando lá, vimos onde estávamos, chegamos até dar uma olhada para ver como era esse “geyser”, e ratificamos que era sem graça. Isso era umas 9h40, pegamos o carro e voltamos e entramos no parque. O resultado foi que visitamos o parque totalmente vazio. Todo mundo tava lá vendo o geyser fake. Além da Champagne pool, tem a devil's bath que tem um tom de verde amarelado lindo, e várias mud pools.

      Huka Falls - é uma queda d’água bem bonita, com uma cor azul incrível. Vale muito a pena, e é gratuito.
      Jet Boat no Huka Falls - acho que foi a única coisa “radical” que fizemos. Foi legal, mas eu fiquei meio tonta. Tipo, eu amo montanha russa, mas montanha russa demora uns 3 minutos. O Jet boat demora 30 minutos! Achei muito tempo sacolejando. Ele chega bem pertinho da Huka Falls, e deixa a gente bater fotos. Podem ficar tranquilos que não se molha, eles dão uma capa gigante e óculos para proteger.
      Dia 13 - Waitomo e Auckland
      Waitomo X Auckland 200 km Glow Worm - Esse lugar é muito interessante. Mas, parece que tem outros lugares na NZ que é possível ver os bichos luminosos de graça, só não lembro onde! Em Waitomo o passeio começa pelas grutas e depois você pega um barco bem no escuro para ver os bichos luminosos. Não pode tirar foto.
      Sky Tower - A torre é bem alta, a mais alta do hemisfério sul. Tem muita gente que pula de bungee jump dela. Vale a pena ver o pôr do dol dela. Reservamos para o início da noite um jantar no restaurante Orbit. É um restaurante giratório bem bacana e o bom é que não pega para subir a torre se você jantar em algum restaurante de lá. Esse Orbit custa $80 o menu completo (entrada + prato principal + sobremesa). Se quiser só um prato, custa uns $40, garrafa de vinho uns $45. Valeu muito pena, a comida estava bem gostosa.
      Nessa noite estávamos ainda com motorhome e não conseguimos fazer reserva no camping que fica perto do Centro. Então, passamos a noite num hotel no Centro porque facilitaria nosso deslocamento.
      Dia 14 - Auckland
      Ficamos andando pelas ruas de Auckland, compramos chocolates no supermercado para levar pro Brasil, fomos na Daiso. Basicamente, ficamos vendo lojas na Queen Street.
      Almoçamos em um restaurante coreano muito bom e com preço acessível (uns $17 o prato) BannSang Korean Restaurant (47 High St).
      Voltamos para o aeroporto e fim de viagem!
    • Por Schumacher
      Salve, pessoal! Eis o relato resumido de 38 dias que passei mochilando em São Tomé e Príncipe, Gabão e Angola, incluindo um bom trecho de bicicleta nesse último. Isso ocorreu entre junho e julho desse ano. Quem quiser mais detalhes, pode conferir em meu blog de viagem Rediscovering the World.
       
      Preparativos
       
      Em agosto de 2017 surgiu a primeira de várias promoções no site Melhores Destinos para São Tomé e Príncipe (STP), o 10º país menos visitado no mundo naquele ano. Não perdi a oportunidade; logo comprei por 1690 reais a ida (02/06/18) e volta (09/07/18) saindo de Guarulhos pela TAAG.
       
      Nos meses seguintes tratei do planejamento. Fiz as reservas de São Tomé pelo Airbnb, pois além de estarem mais em conta, como o pagamento é antecipado eu não precisaria levar tanto dinheiro, já que não dá pra usar cartão de crédito em São Tomé e Príncipe (se precisar sacar, pode ir num hotel chique e pagar uma comissão). Desde 2015, brasileiros não precisam mais de visto para esse país, então foi uma burocracia e custo a menos. Como são 2 ilhas, precisei comprar os voos para a menor delas, Príncipe. Custaram 153 euros pela Africa's Connection, mas poderiam ter custado 102 pela STP Airways se eu tivesse tido sorte na escolha das datas.
       
      Outro país que visitaria durante esse tempo seria Gabão, pois há voos diretamente de STP, e o visto pode ser emitido pela internet previamente (85 euros), o que tentei no mês anterior junto com a compra das passagens aéreas (173 mil francos ~ 264 euros) pela Afrijet. Um dia antes da viagem o visto foi recusado sem motivos, então eu tive que fazê-lo no meio do caminho. Se fosse negado novamente, poderia ainda tentar na chegada.
       
      O último país a ser acrescentado foi Angola, pois tive sorte de um dos países mais fechados do mundo começar a processar pedidos de visto rapidamente pela internet (120 dólares) e sem necessidade de carta de indicação. Com sucesso, o emiti no mês anterior à partida, já que essa autorização deve começar a ser usada em até 30 dias de sua aprovação. As passagens desde STP até Luanda saíram por 345 dólares pela TAAG.
       

       
      Dia 1
       
      Em 2 de junho de 2018, parti de Floripa a Guarulhos pela LATAM (129 reais), escapando por pouco da greve dos caminhoneiros. No fim da tarde, embarquei na estatal angolana para a longuíssima conexão em Luanda.
       
      O avião parecia novo, mas minha tela de vídeo não tava funcionando e a poltrona do lado não reclinava. Ao menos as refeições estavam boas.
       

       
      Dia 2
       
      Dormi pouco no voo. Ao desembarcar no aeroporto, fui direto pra zona de conexão. O saguão melhorou um pouco em relação ao que vi há um ano, agora com ar e wi-fi, mas ainda não é o suficiente pra se passar 16h dentro dele esperando o voo seguinte!
       

       
      Só me restou dormir na cadeira e botar a leitura em dia no meu dispositivo Kindle, enquanto comia o que trouxe de casa, já que na cotação oficial o preço das refeições fica proibitivo.
       
      Dia 3
       
      Assim que virou o dia eu desci em São Tomé, a maior das 2 ilhas do segundo menor país da África. Só que minha entrada não foi nada tranquila. Mochileiros não parecem ser bem-vindos por aqui. O dinheiro que eu tinha (600 euros) e as reservas feitas no Airbnb não foram suficientes pra comprovar que eu tinha vindo a turismo, então tive que me explicar pra uma carrada de gente diferente e ter a bagagem minuciosamente revirada num processo desgastante.
       
      O Maxime, francês que me hospedaria nas 3 primeiras noites, foi até chamado pra resolver minha situação. Depois que me livrei, ele me levou até sua casa, um lugar decente pra ficar.
       
      Dormi pouco novamente, sendo acordado por barulhos de crianças ao redor da casa. Tomei um café da manhã bem tardio e peguei um moto-táxi pra capital (15 dobras). Lá troquei um pouco de dinheiro, na cotação de 25 dobras por euro.
       
      Logo achei onde ficavam as vans amarelas que transportam a população local entre cidades de forma econômica. Rapidamente a que peguei encheu, e meia hora depois eu saltei na Lagoa Azul, pagando 20 dobras pelo transporte.
       
      Caminhei na praia vulcânica cercada por baobás, reparando nas poças de maré com corais, até subir um morrinho e ver porque possui esse nome.
       

       
      Havia poucas pessoas mais na praia quando larguei minhas coisas sem valor na areia (aqui já ocorreram furtos) e caí na água com o equipamento de snorkeling emprestado pelo Maxime. No mar, apenas peixes e corais simples, uma moreia, uma estrela e muitos trombetas. A única coisa mais interessante que vi foi o maior cardume que já presenciei.
       

       
      Deixei a praia e peguei uma van no mesmo sentido até Neves, por mais 10 mil. Dessa vez não fui espremido dentro, mas no compartimento de carga!
       
       
      Neves é uma antiga roça que foi tomada pela população quando se deu a libertação do país. É uma comunidade pobre. Lá eu comi num dos restaurantes mais famosos da ilha, pois servem as santolas, grandes caranguejos. São bons, mas dão um trabalho pra quebrar suas patas, e quem come que tem que o fazer. Custou 250 dobras. Ali também provei a única cerveja local, a razoável Rosema (20 dobras), produzida no mesmo vilarejo.
       

       
      Já com o sol baixando, peguei o transporte de volta, onde sofri assédio sexual - pena que a agressora era velha demais. Os sorridentes santomenses são muito simpáticos, no entanto, e o fato do idioma ser o mesmo ajuda muito na interação com eles.
       

       
      No caminho a pé até a hospedagem, parei no supermercado CKDO, o maior do país junto com o Continental no centro. Há apenas uma prateleira de produtos locais, pois quase tudo é importado. Entre o que é da terra, chocolate, cacau, café, chips de banana e fruta-pão, além da açucarinha. Esse é um doce feito com coco, mas que não apreciei muito. Nem um outro feito com banana.
       
      À noite troquei umas ideias com o Maxime e depois finalmente dormi.
       
      Dia 4
       
      Para este dia acabei sendo convencido pelo Maxime a fazer um tour com ele em direção ao sul da ilha até o Ilhéu das Rolas, já que havia uma grande chance de eu não conseguir transporte para voltar de lá no fim do dia, caso fosse por conta própria. Paguei 60 euros por tudo, dividindo com sua amiga francesa Marielle.
       
      Primeira parada na Roça Água Izé. Ali vimos o hospital, a primeira das muitas ruínas do que restou das construções lusitanas abandonadas quando da independência do país em 1975. Todas as roças, fazendas com infraestrutura completa voltadas às maiores produções de São Tomé e Príncipe, como o cacau, foram entregues à população nativa, que sem instrução não soube como gerir. Como resultado, os prédios viraram algo como um cortiço e as plantações decaíram, então é quase tudo só na subsistência.
       

       
      Abaixo, paramos na Boca de Inferno, estrutura geológica no mar por onde as ondas violentas entram e fazem um show.
       

       
      Mais além, a estrada começa a piorar e a quantidade de veículos reduzir a quase nada, apesar de ser a única ligação ao sul da ilha.
       
      Enquanto ao redor da estrada só havia selva, eis que surgiu junto com uma plantação de palma (de onde se extrai uma bebida chamada de vinho) o fonólito Cão Grande. Este é um pico impressionante por seu destaque solitário na paisagem.
       

       
      Paramos na Praia Inhame, onde almoçamos na pousada chique que lá fica exclusiva. Lá mesmo tomamos um barquinho até o Ilhéu das Rolas.
       

       
      Achava que nessa ilhota havia apenas o resort da Pestana, mas há um vilarejo que já estava presente antes mesmo do hotel. O guia Pedro nos acompanhou, levando até o marco da Linha do Equador, onde há um monumento que marca o ponto exato onde a descarga muda de sentido horário pra anti-horário.
       

       
      Depois caminhamos até a Praia Café. A maré estava com uma correnteza fortíssima, o que infelizmente impossibilitou o snorkeling, que dizem ser bom ali.
       
      Com isso, ao final da tarde retornamos. No meio do caminho, policiais nos pararam para checagem. Não falaram nada sobre o motorista que estava sem cinto, mas implicaram porque eu estava sem camiseta, pode isso Arnaldo?
       
      A chegada foi à noite na capital. Depois do banho, fizemos uma degustação de vários licores artesanais com plantas típicas do país, como jaca, canela e até mesmo framboesa. Depois disso eu escrevi essas palavras meio alterado e fui dormir.
       
      Dia 5
       
      Antes de tudo, fui à Embaixada do Gabão fazer meu visto de turista. Precisei apenas preencher uma folha, entregar meu passaporte, uma foto e 70 euros. Sem filas e sem incomodação.
       
      Visitei parte da capital pela manhã. Primeiro adentrei o Forte de São Sebastião (50 dobras). É um museu que através de artefatos conta um pouco a triste história da colonização portuguesa. Quase não há informações escritas, no entanto.
       

       
      De lá, segui pela orla da capital mais tranquila em que já estive. Há muitas construções do período colonial, mas a maioria está mal conservada, com exceção do imponente Palácio Presidencial e sua catedral vizinha.
       
      Almocei no recém-aberto restaurante Camões, onde comi um prato com búzios da terra (caramujos) por 120 dobras. Curti a ponto de repetir numa outra ocasião.
       

       
      Após, peguei minhas coisas e fui pro aeroporto, embarcando no voo para a Ilha de Príncipe com a Africa’s Connection, empresa banida de voar pra Europa devido à insegurança das aeronaves. Bom, mas a concorrente também está banida, e a viagem pelo mar não é mais segura que a de avião, então não tive escolha. Embarcamos num aviãozinho a hélice eu, coincidentemente outra brasileira com um português, e mais 2 turistas apenas.
       
      No final, tudo correu bem no voo de 40 minutos de duração. O que ocorreu melhor ainda foi que o casal estava indo para o mesmo caminho que eu, então consegui uma carona com eles de graça até a Roça Belo Monte, de onde peguei uma trilha na mata, ouvindo um monte de pássaros, até a Praia Boi, lugar em que estendi minha rede entre coqueiros e areia dourada.
       

       
      Achei que passaria a noite sozinho, mas a certa distância 2 jovens também pernoitaram pescando. Além disso, um número infinito de caranguejos também saiu da toca ao cair a noite. Os mosquitos incomodaram no começo, mas o repelente com icaridina que usei funcionou. Dormi ao som do mar, à luz de um farol e de milhares de estrelas.
       

       
      Dia 6
       
      Não fui morto ou assaltado por humanos, mas os caranguejos malditos fizeram um estrago legal na camiseta que deixei fora secando.
       
      Deixei a Praia Boi e fui à seguinte, Praia Macaco. Aparência quase igual à anterior, exceto por um detalhe: há construções em ruínas de um antigo hotel abandonado que não resistiu ao baixo número de turistas.
       
      Subi o morro de novo até o Hotel Roça Belo Monte. No caminho, consegui fotografar os ariscos papagaios-cinza-africanos. Como não havia nenhum outro restaurante próximo, almocei nesse que é um dos resorts de luxo. Um prato simples saiu por salgados 15 euros.
       

       
      Admirei um pouco a beleza do hotel e logo mais desci até a praia particular, a Banana. Do mirante dá pra ter ideia do motivo do nome: a faixa de areia é no formato e na cor da fruta. A vista é espetacular.
       

       
      A melhor coisa ocorreu em sequência. Reencontrei o casal Mariana e Ricardo descansando num bangalô. Eles me deram um coco e me emprestaram o equipamento de snorkeling. Com isso, pude explorar o que dizem ser a melhor praia da ilha para esse fim.
       

       
      Entre as rochas à direita e uma praia de areia preta, há o que se ver. Além do interessante relevo submarino, alguns corais, esponjas e peixes pequenos e médios coloridos. Com a boa transparência da água, vi até mesmo uma tartaruga mais afastada. Coloquei um vídeo no meu canal do Youtube.
       
      Quando voltei à terra, fiquei sabendo que poderia passar a noite naquele bangalô na areia, com direito a uma ducha muito necessitada, segurança à noite e até mesmo um lanchinho na faixa! Não tinha como ficar melhor.
       
      Dia 7
       
      Dormi mais tranquilo nessa noite. Ao acordar, deixei a praia e atravessei a Praia do Caju, onde as crianças corriam devido a uma atividade em comemoração ao Dia do Oceano. Na praia seguinte, a Burra, fica um vilarejo pesqueiro. Ali consegui um moto-táxi que por 50 dobras me deixou na capital, Santo Antônio.
       
      Fiquei na Santa Casa de Misericórdia, onde me hospedei. Um quarto simples com ventilador e banheiro compartilhado de chuveiro frio custa 300 dobras (ou 250 se dividir o quarto com outra pessoa), infinitamente menos que os hoteis luxuosos das praias e consideravelmente menos que as outras opções da cidade. Reserve com antecedência, pois há apenas 4 cômodos que lotaram assim que cheguei.
       

       
      Atravessei o Rio Papagaio onde os santomenses faziam suas tarefas diárias, até chegar ao Centro Cultural. Nesse momento só havia uma biblioteca por lá, com pouco livros escritos por autores de São Tomé e Príncipe. Li dois deles, por Olinda Bejo. Lá mesmo almocei um delicioso peixe grelhado com acompanhamentos por 100 dobras.
       
      O mercado que fica ao lado não tem quase nada além de peixes e algumas verduras. Continuando a caminhada, vasculhei cada rua do centro da pequena cidade, identificando algumas hospedagens, mini-mercados, restaurantes e demais comércios.
       
      Parte das construções é em estilo colonial e estão conservadas o suficiente para uma foto, como igrejas e o palácio do governo. Os demais edifícios governamentais (sempre casas, pois não há prédios de mais que 3 andares em Príncipe) ficam na orla da Baía de Santo Antônio e estão com aspecto decadente.
       

       
      Em busca de informações sobre a Reserva da Biosfera de Príncipe, que toma toda a metade sul da ilha, adentrei seu escritório. No entanto, seu material impresso é bem escasso. Mas aqui podes arrumar um guia, pelo menos. Eles são obrigatórios, ao custo de 25 euros para uma pessoa e mais 5 por adicional, além da taxa de 5 euros para ingresso no parque.
       
      Ao lado fica o banco, que em sua parte traseira possui uma biblioteca. Nela, há computadores com acesso à internet. Entre os livros, achei um interessante sobre a parte ambiental do país, o Paraíso do Atlântico - Carlos Espírito Santo.
       
      Como fechava às 5h, tive que deixar o ambiente refrigerado. Tomei um banho na Santa Casa antes que a água esfriasse e retornei ao centro para jantar. Parei no restaurante Fofokices, em que o prato do dia era 2 peixes chamados vadu, temperados e acompanhados por fruta-pão. O conjunto estava custando apenas 60 dobras. Como estava barato e eu comecei a conversar com um outro viajante sulafricano da mesa ao lado, resolvi tomar duas cervejas nacionais, por 30 dobras cada.
       

       
      Dia 8
       
      Ao acordar, peguei uma carona de moto até o Hotel Bombom por 80 dobras. Na entrada, percorri um dos trilhos da Fundação Príncipe Trust, o da Ribeira Izé. Inicia-se atravessando um riacho e dali em diante é só mata, com algumas subidas, bastante lama e muitos mosquitos. Não está muito bem mantido. O final é uma travessia por uma árvore sobre a foz que chega à Praia Bombom.
       

       
      Eis outro dos resorts caros de Príncipe. Uma ponte liga à paisagem cênica do Ilhéu Bombom. Como o almoço em seu restaurante custava 30 euros, me contentei com uma barra de proteína que levei. Fiquei um tempinho usando o wi-fi liberado, antes de continuar por outra das trilhas, no próprio ilhéu.
       
      Essa caminhada é mais curta mas tão interessante, pois há algumas vistas, árvores enormes e até uma feição geológica submarina que espirra água.
       
      Passei através do hotel e peguei a moto para retornar. No que aparenta ser o mais completo “supermercado” da cidade, ainda muito aquém de qualquer estabelecimento brasileiro, comprei a coisa mais barata que achei para comer, já que estava com a grana a curta: um vidro de feijão cozido por 25 dobras.
       
      Depois disso, aguardei os 5 portugueses hospedados na Santa Casa para jantarmos fora. O problema de se andar em grupo é que tudo se desenvolve mais lentamente. Morto de fome, tive que aguardar 2 horas para eles se aprontarem. O resultado foi que os restaurantes já estavam sem comida, então só sobrou um com um frango de 150 dobras.
       
      Dia 9
       
      De manhã fui até a entrada do Parque Nacional em Terreiro Velho na motoca (50 dobras). Chegando lá pensei que poderia entrar por conta própria, mas os guias estavam controlando a entrada, então tive que fazer um acerto, para me colocarem com um trio que havia recém iniciado a trilha. Até que foi bom, pois eles estavam mais interessados nos animais, mesmo os pequenos, do que na chegada, assim como eu. Um deles estava inclusive inventariando a fauna, e acredita que uma espécie de opinião (parente da aranha) minúsculo que eu achei possa ser uma espécie nova!
       

       
      Animados, seguimos morro acima, numa trilha tranquila, até avistarmos a Cascata Oque Pipi. Não havia muito volume na queda por se tratar do período seco, mas isso não tirou a beleza do cenário e a vontade de se jogar naquela água super refrescante.
       

       
      Meu tênis velho finalmente se desfez da parte da frente. Consegui grudar de volta com a cola para pneu de bicicleta que levei.
       
      No que sobrou de tarde, fiquei apenas conversando com uns nativos.
       
      Me reuni com os portugueses novamente para a janta, o que não foi uma tarefa fácil, pois muitos restaurantes estavam fechados, já que era domingo. Acabamos tendo uma refeição bem completa mas cara no Rosa Pão. O preço normal seria 250 dobras, mas como estávamos em um grupo maior e com voluntários de São Tomé, a Dona Rosa nos fez por 200. Comemos peixe, cabrito, lula, arroz, banana, obobó (feijão, farinha de mandioca e óleo de palma) e mousse de limão.
       

       
      Em seguida, tomamos uma gelada (25 dobras) com nossos novos colegas nativos Leo e Manoel num dos quiosques espalhados pela cidade.
       
      Dia 10
       
      Voo de retorno a São Tomé pela Africa’s Connection. Paguei 30 dobras até o aeroporto. Tudo certo no céu.
       

       
      Ao desembarcar, recusei o taxista que queria me cobrar 10 euros (250 dobras) e optei por parar um motoqueiro na estrada, que ficou feliz em receber 25 dobras para me levar à Embaixada do Gabão. Lá eu fui ver se meu visto tinha sido aprovado ou rejeitado. E o resultado foi… aprovado! Para minha surpresa, no mesmo dia em que o solicitei, com direito a 15 dias de permanência (solicitei 8).
       
      Almocei novamente no lusitano Camões, dessa vez provando outro prato típico, a cachupa rica (carnes de segunda numa consistência pastosa com feijão, milho e temperos, acompanhada por farinha de mandioca), mais conhecida em Cabo Verde. Pra completar a comunidade portuguesa, o som ambiente era um funk carioca proibidão sem censura.
       
      Troquei uns dólares (cotação de 20 pra 1) e peguei um táxi compartilhado para Monte Café (25 dobras). Meia hora de subida depois, cheguei a um dos povoados mais elevados do país, a 700 metros de altitude. Boa parte fica dentro de uma antiga roça que produzia café, como aprendi no Museu do Café (3 euros).
       
      A visita guiada por uma das construções antigas lhe mostra através de máquinas, imagens e textos, como funcionava todo o processo do plantio ao grão pronto, por meio do trabalho semi-escravista. Ao final há uma prova da bebida. Já fazia décadas que eu não tomava uma gota de café, pois não gosto, mas abri uma exceção para esse. Peguei um da variedade Arábica, que é mais suave, mas mesmo assim foi difícil terminar uma xícara desse líquido amargo. Pelo visto, não vou provar outro café nunca mais.
       
      O resto do tempo foi passado conversando com os moradores locais, simpáticos como seus demais compatriotas, e avistando passarinhos e até mesmo uma cobra, chamada aqui de gita. Essa cruzou à minha frente como se desprezasse minha presença.
       
      À noite, a refeição mais cara da viagem, mas também a que me deixou com a barriga mais cheia, boa para que eu parasse de perder peso. Foi na Firma Efraim, produtora de café e cacau, também a hospedagem em que eu ficaria através do Airbnb. Liberei 250 dobras pra uma entrada de búzios da terra com pão, prato principal de uma montanha de feijão à moda da casa com arroz, e doces de maracujá e abacaxi de sobremesa.
       
      A respeito das instalações de hospedagem, há um bonito quarto cuja TV não funciona e um banheiro privado com água quente. Isso ao custo de uns 100 reais.
       
      Na hora em que fui dormir a eletricidade se foi e não voltou mais, o que é comum no povoado. Por isso há um gerador nessa casa.
       
      Dia 11
       
      Depois do café da manhã, segui a trilha da Cascata do Vale do Rio D’Ouro. São 15 km de ida e volta pelo mesmo caminho, que se inicia em Monte Café, passa por uma estrada 4x4 na mata até o vilarejo rural de Novo Destino, e de lá vira para as quedas d'água.
       
      A ida foi uma descida bem tranquila. Passei por vários habitantes até o vilarejo. Vi e fotografei um tanto de bichos diferentes, principalmente invertebrados e aves. Ambos lados da trilha possuem uma faixa mista de cultivares, como banana e cacau, antes da mata fechada com árvores enormes surgir à vista.
       

       
      Cheguei na maior das cascatas sem ninguém por perto, e lá fiquei um tempo aproveitando a água gelada para um banho refrescante.
       

       
      A volta foi um pouco cansativa, pois a subida é um tanto íngreme e de vez em quando o sol equatorial saía por detrás das nuvens e castigava.
       
      O jantar dessa vez foi polvo, que eu adoro, acompanhada da erva lussua, banana, arroz com cúrcuma, bem como ceviche e escabeche de entrada. Fui pra cama estufado de novo.
       

       
      Dia 12
       
      Tomei uma carona de moto até Bom Sucesso (70 dobras), onde fica a entrada do Parque Nacional Obô. Ali visitei seu jardim botânico.
       
      O passeio guiado que demonstra as espécies conservadas no jardim, entre orquídeas endêmicas, samambaias gigantes e outras flores e árvores de São Tomé e Príncipe funciona à base de doações.
       
      Em seguida, caminhei até a Lagoa Amélia, que na verdade é uma cratera vulcânica extinta. É recomendado fazer a trilha com guia, pois há bifurcações, a mata é meio fechada e há cobras-pretas, que são fatais. Mesmo assim, pedi permissão para ir por conta própria.
       
      O início é ladeado por plantios de hortaliças. Conforme a subida avança, o impacto humano diminui. Mas só vi passarinhos, um morcego e insetos, basicamente. Há trechos onde o tipo de formação vegetal muda, como mais para o final, quando há bambuzais.
       
      A uns 1450 metros de altitude fica o banhado da Lagoa Amélia. Não é muito grande, mas possui uma vegetação típica. Encharquei um pouco o calçado e voltei à sede do parque uma hora depois.
       

       
      Na entrada há um bar, onde pode ser que tenha almoço. No meu caso já havia acabado, então me contentei com os 3 sandubas de omelete com micocó, por apenas 10 dobras cada.
       
      Desci o caminho de alguns km de volta a Monte Café a pé, parando antes na bela Cascata São Nicolau.
       
      Mudei de hospedagem para outra anunciada no Airbnb, a casa de Brice, que fica próxima da anterior. Tem água quente e o quarto é espaçoso, além de ter internet, motivo principal da minha mudança.
       
      Dia 13
       
      Meu tênis havia perdido a sola completamente na longa caminhada do dia anterior, mas consegui achar alguém no vilarejo que costurou na mesma hora. O custo foi tão ridículo (30 dobras pelos dois calçados) que até dei um pouco a mais.
       
      Regressei à cidade, troquei uns dólares, almocei novamente no Camões, comprei um salgado para mais tarde na Pastelaria Central (35 dobras) e fui até o aeroporto (20 dobras), onde aguardei pelo resto do dia.
       
      O avião turbo-hélice da Afrijet atrasou, então já era tarde quando descemos em Libreville, capital do Gabão. No desembarque a imigração foi tranquila, apenas algumas perguntas.
       
      Consegui sacar os francos na primeira tentativa (raridade) num dos caixas automáticos do aeroporto. Em seguida, consegui uma carona grátis de um santomense até o muito próximo Hotel Tropicana, onde eu havia feito reserva.
       
      Dia 14
       
      Em frente à praia, por 25 mil francos (45 dólares) tive acesso a uma suíte com água quente e ar-condicionado. É um lugar movimentado. Pensei que o café da manhã estivesse incluído, de tão básico que foi, mas ele é pago à parte e custa 5 mil francos. Pior que isso só a internet, que é cobrada ao valor de 2 mil francos para 2 horas de acesso! Conclusão: esse país é caro demais, já que a moeda é atrelada ao euro.
       

       
      Paguei mais 2 mil francos para um táxi me deixar no centro da cidade, quase sem atrações e com pessoas antipáticas. Um fato curioso é que aqui os passageiros barganham o valor da carona, sejam turistas ou moradores.
       
      Ao entrar num dos dois conjuntos de lojas de artesanatos, descobri porque o centro estava quase parado: esse dia era Ramadã, feriado muçulmano, cuja presença em Libreville é marcante devido aos muitos imigrantes, pois a capital é mais desenvolvida e oferece melhores salários que seus vizinhos.
       
      Por 5 mil francos, comprei 2 máscaras pequenas da etnia Fang no único quiosque aberto.
       
      Segui para o escritório da SETRAG no centro, a companhia gabonesa de trem, já que li que o recomendado é comprar os bilhetes dois dias antes. Infelizmente não se pode mais comprar lá, então tive que pagar mais 2 mil francos pra outro táxi me deixar na própria estação de trem, que fica na cidade vizinha de Owendo. Lá levei mais de uma hora na fila para conseguir comprar os bilhetes para Lopé (15 mil cada trecho na segunda classe). Por que diabos não fazem a venda online?
       
      De volta ao centro, fui em busca de um lugar menos caro pra comer, já que os 2 restaurantes recomendados pelo Lonely Planet (La Pelisson e La Dolce Vita) estavam fechados a essa hora. Ao caminhar pela orla ao redor, parei pra tirar foto duma obra de arte que diz muito sobre Libreville, “L’esclave libéré”, pois a capital do Gabão foi fundada para receber os escravos libertos.
       

       
      Esse símbolo deveria ser um ponto turístico, mas não havia ninguém por ali, e só depois da foto eu descobri o porquê. Levei uma bronca de um dos militares que guardava o superfaturado palácio presidencial que fica logo atrás, pois não é permitido fazer qualquer registro, e ponto final!
       
      Bem que eu queria argumentar com o guarda, mas com uma arma praticamente apontada pra mim, segui adiante. Contudo, ainda consegui uma foto do seguinte prédio majestoso, da corte constitucional gabonesa.
       
      Enfim, decidi almoçar na zona dos hipermercados. Bem próximos do porto (Port Mole), o que explica o fato da maioria dos produtos nas prateleiras serem do exterior, principalmente França, já que Gabão era uma colônia desse país. Fiz um rancho de comida pra 3 dias por 16 mil francos no Géant CKdo, estabelecimento de boa qualidade.
       
      Depois voltei para o hotel. Como estava passando os jogos da Copa do Mundo de Futebol no bar, ali me sentei e os vi enquanto tomava uma gelada (1500 francos por 650 ml). Pretendia dar uma caminhada na praia entre as partidas, mas a maré alta, lixo e esgoto me fizeram desistir da ideia.
       
      Dia 15
       
      Dei uma averiguada pela manhã no Instituto Francês, onde fica um prédio com biblioteca, exposições, cinema e apresentações, tudo relacionado ao idioma francês.
       
      De lá, eu e Massimo, um senhor italiano hospedado no mesmo hotel, dividimos um táxi, pagando 10 mil cada por 4 horas de condução. Pedimos para que nos levasse ao norte da capital, mais precisamente no Arboretum Raponda Walker. É uma floresta de restinga onde há algumas trilhas que podem ser percorridas sem o auxílio de guia, pois estão sinalizadas. Só vimos a vegetação diferente e invertebrados, mas ouvimos um ruído suspeito e depois descobrimos que há chimpanzés por lá!
       
      Depois da trilha, a decepção. Continuando para o norte, fomos ao recomendado balneário de Cap Estérias. Fiquem longe de lá!
       
      Primeiro porque num posto policial um agente corrupto nos cobrou 3 mil francos. Segundo porque a praia é feia e decadente. Só nos serviu para comer frutos do mar num dos restaurantes (4 a 6 mil o prato) e para saber que os pescadores podem levar turistas à Ilha Corisco pela bagatela de 150 mil francos (cerca de mil reais!) pela canoa, isso fora a propina que terá que ser paga na Embaixada da Guiné Equatorial para conseguir um visto pra lá…
       
      Ainda tive tempo de ver um jogo da Copa, antes da atividade seguinte.
       
      À noite, assistimos ao espetáculo de dança 007, apresentado por um grupo gabonês no Instituto Francês, por 10 mil francos. Até que foi proveitoso, mas eles não precisavam utilizar crianças que não tinham noção nenhuma de sincronia em metade do show de 2 horas.
       

       
      Antes de cada um retornar a seus devidos quartos, comemos espetinhos de gato quase em frente ao hotel, ao custo de 1500 francos cada um.
       
      Dia 16
       
      Apenas fui ao aeroporto sacar mais grana pra poder usar em Lopé, já que lá não há caixas automáticos. Espero que as pessoas de lá sejam mais simpáticas, pois as maleducadas, malhumoradas e estressadas que moram na capital são o oposto dos santomenses.
       
      Almocei o resto dos sanduíches que montei da comida comprada no hipermercado. Depois rachei um táxi privado com Massimo (2,5 mil pra cada), que foi comigo à estação de trem. Ao contrário dele, não precisei despachar a bagagem.
       
      Para variar o trem atrasou o embarque, então já estava escurecendo quando entramos no trem Omnibus. Nenhum incômodo na estação e até mesmo a segunda classe é bem decente. O problema é que não apagam a luz e os assentos não reclinam, então não dá pra dormir.
       

       
      Dia 17
       
      Na saída, o guia Ghislain, que eu e Massimo havíamos contactado previamente, estava a nossa espera. Dormimos num motel bem caído em frente à estação de trem, por 15 mil francos o quarto com ventilador e 20 com ar, só no Gabão pra pagar tanto por uma espelunca.
       
      Almoçamos no restaurante La Main D’Or, onde tivemos um prato de frango com arroz por 2 mil francos, bem mais em conta que na capital. À noite voltamos aqui para comermos peixe, a única opção.
       

       
      Conhecemos em seguida Nico, um espanhol que está atravessando a África de moto e fazendo um documentário.
       
      Depois, caminhamos pelo vilarejo até o Hotel Lopé, o mais chique. À beira do belo Rio Ogoué, é um lugar bem bacana. Eis que no seu entorno, onde fica a savana aberta, vimos dois grupos de elefantes! Meio escondidos e silenciosos, se afastaram lentamente quando nos viram.
       

       
      Marchamos para nossa hospedagem da vez, bem no meio dessa vegetação. Para tanto, tivemos que seguir numa rota pouco trilhada já no escuro. Até búfalos nós vimos no caminho.
       

       
      Dormimos no Lopé Lodge Chalet, uma casa só pra gente, aparentemente um lugar bom, mas onde o quarto fedia, havia ratos e nada de torneiras (aparentemente não há encanamento no vilarejo), então o banho foi com um balde de água fria. Dividimos um quarto por 15 mil no total.
       
      Dia 18
       
      Ghislain da associação Mikongo Vision veio buscar nós 3 para quase 2 dias de imersão na floresta dentro do Parque Nacional Lopé, com foco no avistamento de gorilas, atividade sempre cara. Barganhamos usando a divulgação em nossos blog/documentário como ferramenta para chegarmos em 115 mil por pessoa. O preço normal seria 214 mil.
       
      Uma hora e meia numa estrada de terra comprometida, adentramos a base da Mikongo Vision, com cabanas cercadas por selva a perder de vista.
       
      Partimos para a caminhada na floresta fechada com 2 guias. No começo, vimos apenas invertebrados e marcas de elefantes, panteras e antílopes.
       
      Mais além, um pequeno grupo de colobos negros pairou no topo de árvores próximas a onde estávamos.
       
      Cruzamos um rio, onde me abasteci de água. Pouco depois, vimos o que mais almejamos, gorilas! Surpreendentemente, um macho (pelo claro) e uma fêmea adultos alimentavam-se de um fruto alaranjado (pintabesma) na copa de uma árvore, um dos poucos restantes na estação seca. Mas quando perceberam nossa presença, começou um escândalo que eu nunca havia presenciado. Ruídos amedrontadores, batidas no peito e até mesmo chegaram a jogar coisas em nossa direção. Quando o macho desceu da árvore, nos mandamos de lá antes que fôssemos atacados.
       

       
      De volta ao acampamento umas 4 horas depois do começo, tomei um banho no rio próximo e fiquei admirando outros macacos bochechudos e bigodudos que se alimentavam em árvores próximas a nossas cabanas. Pena que já estava escuro o suficiente pras fotos não ficarem boas.
       
      Enfim, jantamos a luz de velas. Prato da noite: frango com arroz. Com a fome que eu tava, devorei rapidamente.
       
      De sobremesa, fomos até o Rio, onde caminhamos com a água na altura do joelho para focalizar filhotes de crocodilo. Vimos 3 pelo reflexo de seus olhos na lanterna de cabeça, sendo que o guia capturou um deles para nos mostrar de perto. De bônus, encontramos alguns dos barulhentos sapos.
       

       
      Cada um de nós ficou com um projeto de chalé, dentro das quais foram postas barracas com colchão.
       
      Dia 19
       
      Dormi legal, mas acordar 6 e meia pro café da manhã não foi tão interessante.
       
      Dessa vez, caminhamos por outra área florestada. Apesar disso, não tivemos sorte de ver mais gorilas. Mas já era o esperado, já que a chance de vê-los é em torno de 50%. O total trilhado foi de 6 h, sendo meia hora de descanso para uma refeição. Nesse tempo, avistamos colobos, pequenas aves, insetos e cogumelos interessantes.
       

       
      Por fim, visitamos uma pequena queda d'água, eu tomei um banho de rio, lanchamos e partimos.
       
      Ao chegarmos, tentamos localizar elefantes na savana ao redor do vilarejo usando o drone do Nico, mas os bichos não estavam lá.
       
      Do alto de um pequeno morro, apreciamos um pôr do sol belo.
       
      A noite foi passando junto com meus últimos momentos com as companhias, até que os trens finalmente chegassem.
       
      Dia 20
       
      Nico continuou por mais um dia em Lopé, Massimo pegou o trem para Franceville, enquanto eu pro sentido inverso, Libreville.
       
      Com o trem atrasado, a chegada foi por volta das 9 e meia. O único lugar que visitei, fora os lugares para comer, foi o Museu Nacional das Artes e Tradições do Gabão. É um museu pequeno, com dezenas de máscaras, estátuas e instrumentos musicais mostrando os ritos e crenças de algumas das diversas tribos do país. Entrada de 2 mil francos ou 3 com guia.
       

       
      Esperei no Hotel Tropicana até o horário de fazer o check in no terminal separado da Afrijet, mas antes disso troquei francos por euros (cotação bem boa) e dólares (nem tanto) na livraria do outro terminal. Logo mais, retornei a São Tomé.
       
      Nessa noite dormi em uma nova hospedagem via Airbnb, a oeste do centro numa área popular. Mais uma vez, consegui uma carona gratuita com um santomense.
       
      Dia 21
       
      Dormi bem no quarto. Antes de partir, conversei um bocado com a simpática dona da casa, Maria.
       
      Tomei coragem e vesti a camiseta da seleção brasileira de futebol, em pleno dia de jogo. Como esperado, enquanto caminhava pelas ruas as pessoas iam me parando, já que era o único brasileiro ou com a tal camisa nesse dia.
       
      Passei por dentro do Mercado Novo, junto aos táxis, onde se vendem produtos dos mais variados tipos, mas principalmente alimentícios, em barracas ou no chão. Depois fui até o restaurante Camões para usar internet. Lá mesmo vi o jogo. Ainda bem que o Brasil ganhou, caso contrário teria que arrumar um jeito de esconder a amarelinha.
       
      A seguir, fiz o tour na famosa fábrica de chocolate de Cláudio Corallo, reputado como um dos melhores (e mais caros) do mundo. São 100 dobras de entrada, mas a parte da consumação já compensa esse pequeno investimento. Provei um pedaço de 10 tipos diferentes, além de aprender sobre a história da firma e modo de produção.
       

       
      Retornei à casa e, já à noite, fui ao aeroporto, onde esperei o voo da madrugada para Luanda pela TAAG. Me incomodei com vendedores de artesanato insistentes e funcionários do aeroporto que queriam que eu enviasse bagagem por eles. Vê se pode?
       
      Dia 22
       
      Cheguei em Angola ao nascer do sol. Fui o único a entrar no país pelo novo sistema de emissão de vistos online. Só tive que pagar os 120 dólares em papel.
       
      Foi preciso usar meus 3 cartões pra sacar dinheiro dos caixas automáticos, pois o máximo que liberam por vez é 25 mil kwanzas. O quanto isso vale em dólares é difícil precisar, pois a cotação muda constantemente e a diferença da oficial dos bancos pro paralelo dos kinguilas (como são chamados os cambistas das ruas) é grande.Estava nesse momento em torno de 200 kwanzas por dólar em um e 350 no outro.
       
      Comprei lá mesmo um chip de telefone local, pela primeira vez na vida. Paguei mil kwanzas pelo chip Unitel (mas encontrei por 300 posteriormente), e mais uma milhares para voz e dados.
       
      Ao deixar o terminal, a Paula e Pedro estavam chegando para me levar até seu lar anunciado no Airbnb. O preço é bem bom pelas facilidades, limpeza e localização, mas tem o inconveniente de ser no 9° andar de um edifício com os elevadores desativados.
       
      Tirei uma soneca logo. Depois, Paulino, um amigo de Pedro, me levou até o bairro Mártires, onde fiz o câmbio. Só que apenas as notas grandes de dólar e euro tiveram uma cotação próxima ao esperado. O lugar é meio assustador, não recomendo nem um pouco ir sozinho.
       
      Com a grana na mão, fiquei no hipermercado Kero, um gigante com tudo para se comprar menos barras de cereal. Aqui vasculhei entre as latas velhas à venda para comprar uma bicicleta chinesa por 50 mil kwanzas. Pela porcaria que ela é, não compensou muito, mas é o que tinha à pronta entrega. Pelo menos possui marchas.
       
      Fui testar a bendita na espetacular zona da Baía de Luanda, uma área de lazer à beira-mar com diversas atrações, edifícios bonitos e grandes, além de uma ciclovia. Ate mesmo uma competição internacional de crossfit ocorria ali. Bem diferente do que eu veria no resto do país.
       

       
      Tentei achar um lugar pra jantar, mas todos que adentrei eram caros, e a segurança das ruas à noite é bem baixa, então voltei pro apê e comi o que havia comprado no mercado.
       
      Antes de dormir, gravei o primeiro vídeo da série “Angola by bike”, a ser lançada em breve. Inscreva-se em meu canal do Youtube para ser notificado no lançamento.
       

       
      Pedalado no dia: 13 km.
       
      Dia 23
       
      Pelas 9 e meia comecei a aventura. Pendurei a sacola no guidão e segui para o sul, sempre pelo litoral. O começo foi amedrontador, pois o trânsito nas vias principais que tomei era um tanto pesado, além de haver zonas de favela com pessoas suspeitas.
       
      Passada a metrópole, a única incomodação foi o sobe e desce dos morros, bem como um pneu furado logo no primeiro dia. Consegui remendar com o material que eu carregava e com o auxílio de uns angolanos que caminhavam a esmo.
       
      O Museu Nacional da Escravatura estava em reforma, apenas uma feira de artesanato operava por lá. Assim, apenas segui o rumo, contemplando a península de Mussulo, o Saco dos Flamingos e o relevo costeiro impressionante que surgiu com baobás, falésias e mar grosso. Destaque para a área erodida do miradouro da lua, atração turística aberta.
       

       
      Mais à frente, recarreguei de água não potável num posto de combustível em Barra Kwanza. Atravessei a ponte do rio de mesmo nome e entrei na província seguinte. A natureza começou a florir, pois até o momento só havia visto aves pequenas, mas ali já havia macacos. Um pouco adiante, planícies de inundação com aves maiores. E finalmente com o sol a se pôr, cheguei à portaria do Parque Nacional Quiçama, quase 82 km depois.
       

       
      O acampamento ao lado do Kissama Lodge, onde há restaurante e de onde começam os safáris, custa 6 mil kwanzas. Felizmente, cheguei tarde demais para ir até lá, já que fica a 35 km de terra da portaria. Por isso, os guardas me deixaram montar minha rede entre 2 baobás pequenos e usar seu balde de água pra um banho, sem pagar nada. O único problema foram os mosquitos incessantes, mesmo ao lado de fora do mosquiteiro da rede.
       
      O dia foi super cansativo, além de eu não ter comido quase nada por falta de tempo. Quando eu pensei que iria dormir, tive outro problema. O celular desligou por falta de bateria, e quando o religuei, eis que foi necessário inserir o PIN do chip, caso contrário nada de internet e telefone. Pra variar, eu havia jogado no lixo o cartão com o código, mas como isso foi no apê em Luanda que fiquei, depois de certo trabalho e ajuda de um dos guardas do Quiçama, deu pra resolver.
       
      Pedalado no dia: 82 km.
       
      Dia 24
       
      Acordei cedo para tentar arranjar carona até o local de início do safári, no alojamento do parque, a 35 km dali. Nenhum turista entrou, mas consegui ir num carrinho que vem diariamente trazer água até ali.
       

       
      A entrada do parque custa 2500 kwanzas. Já o safári, 4000 por pessoa, mesmo que seja uma só, como no meu caso. Num caminhãozinho, partimos eu, o guia e o motora por trilhas de 4x4 na área confinada do parque. O Quiçama foi fundado na década de 50, mas sofreu demais durante a guerra civil angolana, quando ficou largado aos caçadores. Atualmente tem se recuperado, com a reprodução dos animais, quase todos importados. Na savana cheia de baobás e cactos arborescentes (na verdade, Euphorbia), tive sorte de ver quase tudo que havia por ali: girafas, gnus, elandes, olongos, zebras e até uma manada de elefantes à distância, numa área alagada. Duração de 1:30 a 2 horas.
       

       
      Havia encomendado um almoço no parque, pois apesar de caro, eu não havia feito uma refeição sequer desde a chegada na Angola, e não havia outra opção por perto. Ao menos foi um baita prato de corvina, barata e legumes, que me satisfez muito bem. Barganhando, paguei 3500 com uma água, sendo que o preço tabelado é 3800 seco.
       
      Como nenhum turista apareceu, combinei de pagar 2 mil kwanzas para o mesmo veículo que me trouxe da portaria me levar de volta.
       
      Já era 4 e meia quando peguei a estrada. Novamente muitas subidas, o que me fez pedalar na completa escuridão à chegada em Cabo Ledo. Parei num posto pra comprar algo e adentrei uma estrada de areia, por onde até uma cobra atravessou, para chegar na praia do Carpe Diem Resort Tropical. Só depois que descobri que era uma naja-cuspideira!
       

       
      Havia lido na internet que eles são bem hospitaleiros com “overlanders”, que são os viajantes que atravessam a África por terra. O que não contava é que além do espaço pra armar a rede e o banheiro pra tomar banho, ainda ganharia um jantar maravilhoso na faixa do gerente português Daniel! Ficamos conversando e tomando umas Cucas (cerveja nacional), enquanto assistíamos um jogo da Copa.
       
      Pedalado no dia: 39 km.
       
      Dia 25
       
      Passei a noite muito bem, finalmente descansando. Meu corpo, porém, estava bastante desgastado. Como o gerente insistiu, decidi relaxar e passar outra noite ali.
       
      Nesse tempo, conheci um trio de argentinos e uma dupla de ítalo-ingleses que está a cruzar a África em veículos terrestres motorizados e também repousaram na área do resort.
       
      O espaço tem uma estrutura muito bacana, é limpo e estiloso. Em frente fica uma praia para surfistas, com formação de tubos. Já do outro lado, há uma vila de pescadores.
       
      Como o preço do almoço estava além do que eu podia pagar, fui com um dos grupos almoçar no vilarejo. O restaurante 120 na Braza é o único aparente nas redondezas. O prato de peixe e complementos saiu por 2500 e levou quase uma hora pra ficar pronto.
       
      De volta ao resort, fiz o único exercício do dia, uma caminhada solitária pela praia.
       

       
      Fui afortunado novamente com um jantar grátis, dessa vez espaguete, junto com os colegas argentinos que estão participando da série África 360 do canal OFF.
       

       
      Por fim, Daniel me levou para conhecer o novo hotel e camping que está sendo construído na vizinha Praia dos Surfistas. A vista do alto é espetacular.
       
      Acho que esse foi o primeiro dia na África em que eu não suei.
       
      Pedalado no dia: 0 km!
       
      Dia 26
       
      Me despedi e pedalei até a agência da Macon, aparentemente a melhor empresa de ônibus do país. Há tantos veículos da cia nesse trecho diariamente que nem é preciso comprar antecipadamente. Paguei 2100 kwanzas, joguei minha magrela no compartimento de cargas e subi ao assento confortável e com ar condicionado.
       
      Um dos motivos que me fez trocar a pedalada desse trecho foi o que confirmei logo ao deixar Cabo Ledo: a estrada está uma porcaria. São muitos trechos em reparo pelos chineses, onde os veículos são obrigados a seguir por estrada de chão. Nota-se também uma grande quantidade de carcaças de carro nesse caminho.
       
      Mais de 3 horas de paisagens semi-áridas e alguns rios, o ônibus desceu um morro pela amarela cidade de Sumbe, capital da província de Kwanza Sul.
       
      A primeira vista não me agradou. Achei o barato Hotel Sumbe, onde por 5 mil (+2 pro café) lhe dá direito a uma suíte individual com ar, frigobar e tv. De contra, a água gelada no chuveiro, muitos mosquitos e limpeza inadequada do quarto.
       
      Pedalei ao redor da cidade, vendo pouca coisa de interesse. Ao menos a região central é mais desenvolvida que os arredores, ainda que haja muito lixo em certos pontos da praia.
       

       
      Comprei uma porção de comidas no supermercado da rede sulafricana Shoprite, com preços bem justos pela qualidade dele. Com o sol já baixando no horizonte, regressei ao hotel para ingerir esses alimentos, sobretudo uma quentinha de feijoada com legumes por 800 kwanzas, seguido por uma sidra e uma cerveja escura nacional; isso enquanto assistia ao jogo do Brasil na Copa do Mundo.
       
      Pedalado no dia: 13 km.
       
      Dia 27
       
      Apesar dos mosquitos incomodarem, dormi bem. Com o tempo nublado e temperatura aceitável, subi na bina (gíria angolana pra bike) e pedalei morro acima até o desvio off road pras Grutas de Sassa. Amarrei a bike e desci a trilha a pé. Como o nome indica, é mais de uma cavidade natural, sendo que visitei duas delas.
       
      A que fica a leste é mais iluminada, tem uma vista pro Rio Cambongo abaixo e pra outros buracos no morro à frente. Investigava uma amontoada de fezes de morcego, quando mirei a lanterna de cabeça pra cima e vi uma infinidade de morcegos, que com minha luz abandonaram seu refúgio. Foi uma gritaria e revoada sem fim, e o pior é que enquanto fugiam eles me bombarbearam.
       

       
      Deixei essa e fui pra outra gruta um tempo depois. Uma família aparentemente mora do lado de fora, onde o rio passa, mas consegui passar sem ser percebido. Ao chegar na entrada, dessa que é provavelmente a principal caverna, fiquei de queixo caído: nunca vi uma tão alta quanto essa! Adentrei ela admirado. De formações espeleológicas, vi praticamente só estalactites, mas há várias no teto alto. Mas o que me interessou mais foi a fauna troglóbia, especializada em sobrevivência sem luz. Vi diferentes espécies de aranhas, baratas, centopeias, insetos não identificados e, pasmem, até mesmo sapos! Não sei como sobrevivem se não há água dentro.
       

       
      Passei horas fotografando antes de retornar. Já na cidade, apenas dei uma volta rápida na cidade, o suficiente pra me sentir incomodado com a cara que todos fazem ao me ver. Nunca viram um branco numa bicicleta antes?
       
      Voltei pro quarto do hotel pra dar uma limpa no meu equipamento e vestuário. Depois de tanto lavar a roupa na pia, a água já sai preta.
       
      Pedalado no dia: 29 km.
       
      Dia 28
       
      Dia praticamente perdido. Fiz o check-out do hotel às 11, horário que me disseram que haveria ônibus da Macon até Lobito, meu destino seguinte. No entanto, já era 14 horas e nada do convencional aparecer. Com isso, tive que pagar um adicional pra ir no executivo (de 2400 pra 3100 kwanzas). Pode esquecer a consulta online dos horários, pois ela não serve pra nada.
       
      A estrada meio remendada passou por grandes extensões no interior sem presença humana, exceto por algumas plantações, Canjala e vilarejos bem rústicos.
       

       
      O sol estava à beira do horizonte quando o ônibus adentrou uma enorme favela árida. Para meu espanto, isso é Lobito. Pedi pro motorista me deixar o mais possível além do terminal da Macon, para eu escapar daquela zona temerosa.
       
      Desci ao nível do mar, peguei a bike e pedalei no escuro por alguns km em direção à península turística chamada Restinga. Ali a diferença na qualidade das construções e da infraestrutura é brutal. Pelo asfalto liso, atravessei até a ponta, chegando no Hotel Éden, o mais barato dali (7000 kwanzas o quarto de solteiro com café da manhã). A suíte, assim como a anterior, possui ar, tv e frigobar, mas é mais limpa. Como todas de solteiro estavam ocupadas, fiquei com um cama de casal por mil a mais.
       
      Caminhei até uma lanchonete próxima, a Take Away, pra jantar. Um massa com frango custou 2 mil, um preço justo. Foi a primeira refeição do dia.
       
      Como quase não havia luzes nas ruas, deixei o passeio pra manhã seguinte, me retirando pro hotel. Mais uma avaria na bike: o guidão se soltou. Me pergunto se alguma parte chegará intacta no final da viagem.
       
      Pedalado no dia: 8 km.
       
      Dia 29
       
      O pequeno almoço foi suficiente. Pedalei pela Restinga, quase vazia naquela manhã de sábado. Passei por alguns bares e pelo barco Zaire, que o presidente da Angola utilizou para ir ao Congo lutar pela independência do país.
       

       
      Nas lagunas de Lobito, fiquei observando as aves. Vi garças, biguás, pernilongos, andorinhas e muitos pelicanos. Mas o melhor veio por último: flamingos! Ainda é possível encontrar as aves que são o símbolo da cidade, apesar de toda urbanização e poluição em torno dos corpos hídricos.
       

       
      As próximas dezenas de km foram quase uma reta só ao longo da rodovia e ferrovia até Benguela.
       
      Cheguei na referida cidade morrendo de fome, então só larguei minhas coisas na Nancy’s Guest House e almocei na Pensão NB logo atrás. Tive um prato delicioso de choco (parente da lula) por 2500 kwanzas e mini-cervejas Cuca por apenas 150 cada.
       

       
      Depois da refeição, dei um giro por Benguela, mais conhecida pela corrente marítima de mesmo nome, que traz águas frias e ricas em nutrientes para cá antes de retornar ao litoral brasileiro. Aqui há algumas obras arquitetônicas interessantes do período colonial, como a Igreja de Nossa Senhora de Pópulo. A cidade foi bastante importante no século 16, como entreposto de escravos.
       

       
      As ruas também são mais limpas e tranquilas que a média angolana, mas isso não impediu um certo número de pedintes de me incomodar.
       
      Comprei meu bilhete seguinte de busão, saquei dinheiro num dos caixas automáticos e segui à praia para ver o vermelho sol se pôr no oceano.
       
      À noite jantei no mesmo lugar, dessa vez na cia de Gerry, um senhor americano mais viajado que eu que recém havia aparecido na hospedaria.
       
      A respeito da Nancy’s Guest House, é tanto uma escola de inglês, gerenciada por uma senhora americana, quanto uma hospedagem de 6 mil kwanzas por quarto com banheiro privativo, ar condicionado e água quente. O ambiente é simpático.
       
      Pedalado no dia: 58 km.
       
      Dia 30
       
      Pela manhã, eu, Gerry, o costa-riquenho Esteban e o funcionário Ari fomos na picape da Nancy conhecer as praias ao sul de Benguela. Primeira parada no mirante da Caotinha, onde fica uma indústria pesqueira chinesa.
       
      Na Baía Azul, enquanto um grupo de crianças jogava capoeira, arte trazida ao Brasil da Angola, tomamos um café no estiloso Rasgado’s Jazz Bar. O diferencial de lá são as pinturas dos grandes músicos do mundo, inclusive brasileiros.
       

       
      A praia quase vazia começou a ter gente enquanto caminhávamos em suas areias verde-amareladas de águas tranquilas, onde fui nadar em seguida. Não consegui ver nada por debaixo dela, nem mesmo os chocos pescados ali.
       
      Em seguida, fui até os paredões sedimentares expostos na lateral da praia. Conforme supus, encontrei fósseis por lá, mas muito mais do que poderia esperar! Eram tantas conchas e tubos transformados em rochas que eu poderia passar o dia inteiro escavando, caso tivesse as ferramentas necessárias.
       

       
      Ainda passamos de carro pela Baía Farta, uma mistura arenosa de construções novas vazias e lixo espalhado ao redor.
       
      Já estava quase saturado de sol quando voltamos a Benguela, atravessando as paisagens semi-desérticas, mas parando antes no complexo formado pelo Kero e Shoprite para comprarmos comida. Fiquem atentos na hora de pagar, pois o valor de mais de um produto estava mais caro que o anunciado.
       
      Já havia passado das 3 da tarde, então não havia tempo hábil para fazer outra coisa senão assistir os jogos da Copa. O primeiro do dia vimos numa praça central onde um telão foi colocado. Já o seguinte, foi no quarto do hotel mesmo.
       
      Pedalado no dia: 0 km!
       
      Dia 31
       
      Com um pouco de atraso, tomei o ônibus até Lubango (5100 kwanzas), na serra angolana. O motorista sem noção botou música ruim no último volume e o ar condicionado no quente, então foi difícil relaxar na longa viagem. Se não levasse 4 dias de bicicleta, eu desembarcaria agora mesmo.
       
      Ainda bem que depois da primeira parada as questões foram resolvidas. As paisagens dessa viagem já apresentaram porte e densidade maior da vegetação que no litoral seco, conforme a altitude ia subindo.
       
      Às 15 h, horário em que o Brasil estava entrando em campo, o ônibus finalmente chegou na capital da província de Huíla, aos 1800 m acima do nível do mar.
       
      Corri pro quarto do hotel Amigo onde o assisti. O quarto mais barato é de 8500 kwanzas com café da manhã, água quente, ar condicionado e frigobar. Fiquei ainda com uma vista bacana do morro que contém a estátua do Cristo Rei (uma cópia do Cristo Redentor) e o letreiro da cidade (uma cópia de Hollywood).
       

       
      No intervalo entre os jogos eu caminhei no entorno, comprei uns sandes (sanduíches) de chouriço e jantei frango no restaurante do hotel (2700 kwanzas). Por um acaso conheci um dos responsáveis pelo hotel nesse momento, que me pagou uma N’gola, cerveja produzida aqui mesmo em Lubango.
       
      Pedalado no dia: 4 km!
       
      Dia 32
       
      Foi preciso vontade pra sair da cama aconchegante no friozinho matinal. Mais vontade ainda se considerar o café da manhã insuficiente.
       
      Na bike, fui em direção à Fenda da Tundavala, só que na busca de um atalho eu peguei uma estrada de chão em reparos. A cada caminhão que passava ao lado, eu perdia um dia de vida por inalar tanta poeira.
       
      Sempre subindo, cheguei ao asfalto na altura da fábrica da N’gola. Mais além, uma vista do reservatório que fornece água à cidade. Ali mesmo, o piso mudou novamente, para calçamento.
       
      Um pouco adiante, passei o restaurante e o camping que ficam na cachoeira da Tundavala, uma queda de médio porte.
       

       
      Finalmente, 2 horas de pedalada subindo mais de 500 metros, cheguei à parte plana de rochas dispersas e vegetação rasteira que levam a uma das 7 maravilhas naturais da Angola. A Fenda da Tundavala, a 2250 metros de altitude, é uma falésia que divide o planalto central do país com a província de Namibe bem abaixo. A entrada é gratuita e há alguns mirantes por lá, mas nada a mais de estrutura. Comi meu sanduba de chouriço enquanto admirava a beleza singular deste local. A geologia e flora são diferentes do que eu já havia visto na Angola.
       

       
      Depois de muitas fotos eu desci facilmente. Isso até a parada no Shoprite para comprar comida. Quando saí de lá, notei que o pneu traseiro estava meio murcho. Logo percebi que ele havia furado novamente! Tive que empurrar a bicicleta pelos quilômetros restantes até o hotel…
       
      Além disso, acabei me queimando no sol e machuquei um pouco o traseiro, pois a bermuda de ciclismo não estava com o ajuste correto. A solução foi pedalar com a bermuda de praia e sem cueca por baixo.
       
      A baixa umidade do ar também já está fazendo efeito em minha pele, e não deve melhorar até eu pegar os voos de volta.
       
      Jantei (refeição de supermercado = refeição de restaurante / 2) e fiquei vendo TV até a hora de dormir, já que o sinal da Unitel não pegava aqui de jeito nenhum.
       
      Pedalado no dia: 45 km.
       
      Dia 33
       
      Comi, remendei o pneu e fui conhecer o Museu Regional da Huíla. De entrada grátis, conta com salas temáticas e centenas de peças sobre a etnografia dos povos do sul do país.
       
      Continuando, subi o morro mais inclinado que encontrei até o mirante da cidade. Eis que enquanto procurava um lugar pra encostar a bicicleta, passei com o pneu sobre um galho com espinho, puts!
       
      Tive que descer tudo de novo até uma borracharia no meio da rua onde enchi meu pneu anteriormente, já que só com a bomba de mão não tava dando conta. Mas como há males que vêm para o bem, descobri o porquê: havia não somente um furo novo, mas 3!
       
      A câmara com 4 remendos ficou uma coisa horrenda, mas pelo menos funcionou. E os rapazes que deram um jeito não queriam nem cobrar pelo serviço, dá pra acreditar? E depois ainda tem gente que diz que não dá pra confiar no povo angolano…
       
      Aproveitei as ferramentas pra apertar o guidão e o freio, e bora empurrar a bike pra cima de novo.
       
      Um tempo depois, cheguei numa reta, no eucaliptal próximo à cidadezinha de Humpata. Ali descansei e bati um rango.
       
      Em sequência, comecei a mais descer que subir, enquanto passava por campos e cultivos.
       
      Quase no final da tarde, deixei a rodovia e cheguei na hospedaria e restaurante Miradouro da Leba, onde dormi no quarto mais básico até agora (só cama, luz à noite, chuveiro frio compartilhado) por 6 mil kwanzas com café.
       
      Antes disso, jantei churrasco, que na Angola é de galinha. Um pratão com batata e uma salada caprichada, graças ao dono do local, saiu por 2750.
       
      Mas antes de antes disso, tive nada menos que uma das mais belas vistas que já presenciei na vida toda. A hospedaria fica no melhor ponto de vista da Serra da Leba, uma Serra do Rio do Rastro melhorada. São falésias altíssimas, cachoeiras, terras verdes à distância, além da impressionante estrada em ziguezague. Ao pôr do sol o cenário ficou mais bonito ainda.
       

       
      Sob um céu estrelado, dormi satisfeito.
       

       
      Pedalado no dia: 47 km.
       
      Dia 34
       
      Acordei cedo, tomei o mata-bicho (café da manhã) e, antes de partir, consegui vender a bike por 15 mil kwanzas, sendo que eu entregaria ela em Namibe.
       
      A descida na serra foi incrível. Asfalto liso, paisagem cênica e poucos veículos. Cheguei a 74 km/h e avancei rápido. No meio da descida, vi ainda um desajeitado camaleão verde no meio da pista.
       

       
      Reencontrei o jipe do grupo de gringos que eu havia visto dois dias antes, e eles me deram um bocado de água. Um pouco depois terminou a descida e iniciou uma subida leve. Com o calor do sol e tempo bem seco, vide os rios só com areia que passei, parei um pouco pra comer e descansar.
       
      Já estava quase na metade, quando o mal de sempre me afligiu: pneu furado! Dessa vez eu desisti, pois ao checar a câmara, constatei que havia várias fissuras nela, então teria que trocar por outra, o que não valeria o custo e tempo.
       
      Precisei esperar várias horas no lar de um nativo da etnia mucubal, que me cedeu um lugar. No fim da tarde, consegui uma carona pra mim e pra bike com João, um rapaz que conheci em Lubango e que me reconheceu na beira da estrada. Seguimos pelo deserto ao anoitecer.
       

       
      Fiquei na hospedagem 2 estrelas Pensão Nelsal, entreguei a bicicleta e me retirei. Dormi sobre molas num quarto duplo com banheiro compartilhado, ar, TV, água quente e frigobar. O normal seria 8500, mas eu chorei por um desconto de mil, já que meu dinheiro estava chegando ao final, assim como a pedalada, que infelizmente terminou antes do previsto.
       
      Aqui descobri porque os hotéis geralmente só possuem 3 canais simultâneos de TV: para economizar, apenas na recepção fica um decodificador para mudar entre as várias dezenas de canais assinados.
       
      Pedalado no dia: 61 km. Total: 400 km.
       
      Dia 35
       
      Até que o café da manhã tava prestável. Depois dele me pus a caminhar ao redor de toda a região central. Namibe, agora chamada de Moçâmedes, que era seu nome na época da fundação, é agradável. As ruas são mais limpas, tranquilas e os edifícios bonitos, na comparação com os demais municípios angolanos. Há várias construções em arquitetura colonial preservados e coloridos como a estação ferroviária, ainda operante, e os prédios governamentais.
       

       
      Destaque também para a quantidade de policiais à vista. Mesmo para padrões angolanos é excessivo, o que me deixou intimidado para fotografar os prédios.
       
      Em relação à praia urbana, não é tão bonita e tem um bocadinho de lixo disperso. Há alguns quiosques e um parque de campismo bem caído, onde quase acabei indo dormir, por ter um custo menor (2 mil).
       
      Sobre a comida, nos restaurantes em média refeições custam entre 2 e 3 mil kwanzas. Como minha grana estava quase esgotada, optei por comprar uns salgados de peixe na rua (150 kwanzas) e marmitas de feijoada e macarronada no supermercado Shoprite (cerca de 600 cada). Há também um mercado público com vegetais à venda.
       
      O único museu (Museu Provincial do Namibe) está reabrindo, mas ainda possui apenas duas salas de artefatos e textos. Ao menos é gratuito. Numa das salas do mesmo prédio, encontrei souvenires para comprar, principalmente máscaras e estátuas, a partir de 500 pilas.
       

       
      Com boa parte da cidade mapeada, fui assistir os jogos da Copa.
       
      Dia 36
       
      Já na manhã, liguei para meu chapa João, o que me deu carona no dia anterior, para irmos ao oásis da Lagoa dos Arcos. Paguei o combustível (2500 nas minhas contas) e fomos na picape 4x4 dele.
       
      A rodovia que corta o deserto está como nova, já que não chove por ali. Há umas feições interessantes no terreno, não apenas areia, nessa parte que está parcialmente protegida pela Reserva do Namibe. Sobre plantas, há grupos de herbáceas verdes e isolados arbustos ou árvores. Mas o mais impressionante são as Welwitschia mirabilis. Gimnosperma que existe exclusivamente neste deserto, o que cresce nessa planta são suas 2 únicas folhas e não o caule. Pode chegar até um milênio de vida.
       

       
      Na hora de deixar o asfalto, pegamos o caminho errado algumas vezes, pois as indicações e as estradas pela areia não são claras. Na primeira tentativa fomos parar num povoado no meio da areia, e na segunda num cultivo, ambos ao redor do oásis que ali fica.
       
      Precisamos pagar para entrar, pois há um bando que cuida da lagoa. O valor é negociável; No nosso caso, 500 por cabeça. Protegida por uma cadeia rochosa, no centro há uma lagoa que permite a vida ao redor: Passarinhos, patos e invertebrados, bem como plantas menores e até árvores como palmeiras. A atração que dá nome ao lugar é um conjunto de arcos nas rochas, cercado pelas águas. Vi até mesmo conchas fósseis infiltradas no relevo sedimentar.
       

       
      Um aracnídeo que estudei na biologia mas vi ali pela primeira vez na vida foi a diminuta aranha-camelo (Solifugae), que não é bem uma aranha.
       

       
      Retornamos, me despedi do moço e passei o resto do dia sem fazer muito.
       
      Dia 37
       
      Antes do horário do check-out, caminhei na praia urbana, passando pelos naufrágios. O primeiro é composto apenas de umas máquinas aterradas, mas o segundo, do navio Independência de Cabo Verde, está com o exterior quase intacto.
       

       
      Achei que iria almoçar lagosta por 2 mil, mas o restaurante Django Mbazo não conseguiu uma pra cozinhar. Dessa forma, fui até o restaurante Ponto de Encontro, à beira da praia, para comer outro prato do mar: amêijoas (700 kwanzas) e caranguejo (600). Com o pãozinho extra, deu pra forrar o estômago gastando pouco.
       

       
      Com o resto do dinheiro, peguei uma moto até o Shoprite, onde comprei comida pras conexões intermináveis, e segui ao aeroporto (apenas 300 kwanzas de moto-táxi) que fica cercado pelo deserto.
       
      Na hora do check-in me incomodei, pois os funcionários insistiram que era proibido levar comida a bordo, restrição que não faz sentido e não está descrita para os passageiros em lugar algum! Pedi diversas vezes que me mostrassem onde constava essa proibição, mas no final acabei cedendo e despachei a sacola com as comidas e o resto.
       
      O primeiro vôo foi até Luanda. Ao chegar lá, me deparei com uma situação que não esperava: o terminal doméstico fica a certa distância do internacional, e é preciso ir pela rua até lá. Ainda bem que não era noite naquela hora.
       
      Esperei umas horas para o voo seguinte, até São Tomé.
       
      Dia 38
       
      Algumas horas depois, na madrugada, retornei a Luanda. Por mais incoerente que isso possa parecer, foi mais barato comprar um voo à parte do que alterar o anterior, por isso tive que voltar pra capital angolana. Lá, tirei um cochilo no banco e depois passei o dia todo à espera do voo para o Brasil. Passei um pouco de fome, pois não tinha mais um centavo e meus cartões não foram aceitos.
       
      Na virada do dia o voo atrasado decolou, chegando na manhã seguinte. Eis o fim da proveitosa viagem!
       
      Curtiram as fotos? Então não deixem de conferir minha conta no Instagram, onde assim como em meu blog eu demonstro um pouco sobre cada um dos 92 países e territórios em que já estive, e o que mais vier. Até a próxima!
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