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Guilherme Adolf

Carretera Austral, Paso Mayer, Chaltén, Calafate, TDP e Ushuaia - 17445km de Bandeirante

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Como o quarto era compartilhado, ainda houve certa bagunça até todos irem dormir. Eram 4 beliches. Como eu estava exausto e tenho sono pesado, dormi fácil.

 

O quarto era bem quente, deu pra dormir de bermuda e camisa.

 

Acordei e vi pela janela que havia muuita neve ainda na cidade. Na verdade, não havia parado de nevar. O estacionamento do hostel tinha alguns carros soterrados de neve e realmente eles não teriam como ter saído na noite anterior para que eu pudesse entrar com a band.

 

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Como dito, o valor do hostel incluía café da manhã, o que era ótimo. Fomos pra cozinha/sala de jantar e havia café, leite e suco, além de croissant(busquei no google como escrever isso) recheados com um tipo de doce de leite, manteiga e geleia. Não era aquele café que te sustenta, mas é aquele que assusta a fome de manhã cedo kkkkk

 

Tomamos café com calma, afinal, Ushuaia é pequeno e de carro próprio, tudo seria fácil, sem depender de transfer e etc... por isso adoro viajar de carro, você faz seu itinerário!

 

Em Ushuaia eu tinha planejado dois dias cheios, onde teríamos 3 atividades principais: Ida à Bahia Lapataia, onde finaliza a Ruta 3, ida ao Glaciar Martial e o trekking até a Laguna Esmeralda, além de uma volta pela cidade e etc. Não quis fazer o passeio de barco pelo Canal Beagle pelo preço.. achei muito caro e lendo alguns relatos, não sei se eu teria retorno imaginado.

 

Enfim, fui ligar a band daquele jeito macio.. batendo chave e torcendo pra bixa virar.. na terceira ela pegou engasgando, mas foi. Deixei ligada uns 20min e nem assim esquentou.

 

Pela manhã íamos direto pro Parque Nacional Tierra del Fuego, onde está a ruta 3. Coloquei no GPS e saí com a band.

 

Acreditem, parecia que o freio de mão estava puxado, a band tava muito travada. Acho que o óleo dos diferenciais e caixa estava muito espesso.. dificultando o giro. Fui seguindo o GPS e andando pelas ruas congeladas de Ushuaia. Onde havia mais tráfego, já estava virando derretendo e virando lama, nas menos movimentadas, estava congelada mesmo, bem escorregadio.

 

Eram nada mais que 8km do hostel até a portaria do parque, mas que virou uma pequena aventura com as ruas congeladas. Andando pela cidade notei as gigantescas filas nas gomerias para a troca dos pneus dos carros, todos estavam colocando os pneus com cravos. Como dito, nem os moradores esperavam por tanta neve!

 

Ainda assim, estava andando na 4x2. Ao chegar próximo da entrada do parque, eu andando nuns 40km/h, não vi um mata burro.. puts! Tentei frear mas acho que não surtiu efeito algum! Bati com tudo e a band deu um puta dum pulo! Tudo que tava no carro virou kkkkk

 

Dando uma pequena arrumação, tentei sair com o carro do lugar. Acelerei e nada. Tentei mais uma vez, e nada. Segunda marcha, e nada. Pensei: fudeu, deve ter caído o cardã.. Desci da band, escorreguei no chão e já que tava caído, aproveitei pra olhar embaixo. Estava tudo ok aparentemente. Mais uma tentativa e nada.

 

Então travei as rodas livre e acionei o 4x4, acelerei devagarzinhooo e foi saindo.. não acreditei o quão liso podia ser o gelo! Era incrível! Os pneus estavam patinando e nem se ouvia, nem marcava o chão!

 

Andei mais uns 200m e parei na guarita. Um funcionário do parque veio e nos explicou sobre o parque, nos deu um panfleto e nos cobrou a entrada que se não me engano, custava 100 pesos.

 

Já prontos pra entrar, o guardaparque veio e nos perguntou sobre as cadenas. Eu disse que não tinha. Olhou pros pneus e viu que também não haviam cravos.

 

Foi aí que disse que não poderíamos entrar sem um dos dois itens... pois a estrada estava congelada e haviam subidas e descidas um pouco íngremes e que volta e meia alguém ficava sem tração na pista e dependia de alguma máquina pra puxar.

 

Tentei argumentar que a band era 4x4, pneus relativamente bons e que até guincho tinha! Como se o guarda fosse deixar eu guinchar a band numa árvore né kkkkkkkkkkk

 

Mas não teve jeito.. não nos deixou entrar. Devolvemos os tickets. Perguntei sobre o Glaciar Martial e a resposta era a mesma, lá também não seria permitido.

 

Puts, que merda.. Eu até compreendia o lado dele, a estrada estava realmente congelada. Gelo mesmo. Pois não havia transitado nada ali ainda. Porém fiquei chateado.

 

Voltamos pra cidade, parando em cada gomeria sobre o aluguel de cadenas, mas a resposta era a mesma, não haviam cadenas para alugar! Voltamos ao hostel para pedir auxílio. Nos informaram duas lojas de auto peças que poderiam ter as cadenas para venda. Era lá no centro da cidade.

 

Fomos e estacionamos próximo da principal. Engraçado que era tanta neve, que eu não sabia se onde estava estacionando era local próprio ou algum tipo de gramado. Tava seguindo outros carros kkk

 

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A primeira loja estava fechada, só ia abrir de tarde. Isso é algo comum lá, no inverno algumas lojas abrem bem tarde e fecham de noite.

 

Fomos procurar a outra, subindo as ruas e calçadas escorregadias. Era muita destreza pra não cair em cada degrau kkk

 

Era uma revenda de pneus e também estava cheia. Um senhor nos atendeu depois de um longo tempo e com certa dificuldade de entender as medidas do pneu e de achar no estoque, encontrou um jogo. Era uma bagatela de 2500 pesos, algo em torno de 650 reais. PUTA QUE O PARIU!!!! 650 reais por 5 metros de corrente......... Fiquei meio chocado com o valor, ponderando a compra, porém Jean não topou comprar as cadenas porque já tinha gastado um dinheiro com a passagem de avião pra casa. Ele ia retornar dali mesmo de avião.

 

Esse é o preço que a neve de Ushuaia te cobra!!

 

Com a esperança de encontrar na outra loja que estava fechada ainda, por um preço menor ou para alugar, decidimos ir almoçar por ali mesmo. Encontramos um restaurante/padaria perto e comemos ali um PF.

 

Voltamos pra outra loja e continuava fechada.. Enquanto isso, fomos procurar a placa famosa lá, onde todos tiram foto. A vista da cidade pras montanhas era linda. Os topos todos nevados e os telhados das casas tudo branquinho.. a neve realmente é charmosa.

 

Encontramos a placa e tiramos as fotos nela, símbolo de Ushuaia.

 

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Fizemos uma hora por ali e voltamos pra loja.. dessa vez aberta! Porém não haviam cadenas, nem mesmo corrente a metro pra vendes. Merda!

 

Pensei em muitas possibilidades e então lembrei da agência de turismo criada por brasileiros lá. Como eles também oferecem passeios de 4x4, imaginei que pudessem ter, alugar.. enfim, ajudar um brasileiro. Foram super solícitos, porém não tinham e nem conseguiram nos ajudar. Ainda assim ofereceram um pacote que nos levaria ao Parque e ao Glaciar, custando em torno de 1500 pesos. Porém só teria pro dia depois do próximo. O Jean gostou da ideia e topava pagar o passeio, eu por outro lado, não queria. Afinal, andei mais de 10mil km pra chegar até aqui de Band, e agora vou andar de excursão? Nem fudendo... queria colocar a Band lá no Fim do Mundo!

 

Eu tava muito nervoso com a situação.. puto demais.. o dia já estava acabando, praticamente só andamos a pé pela cidade. Não que tenha sido tempo jogado fora, mas preferia ter feito os passeios...

 

Antes de voltar pro hostel, paramos num mercado e compramos algumas coisas. Aproveitei e comprei dois litrões de Heineken. Precisava relaxar.

 

Fiz uns mistos e tomei a cerva. Fui dormir bem tranquilo.

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Sensacional Guilherme!

Parabéns pelo relato e pelas fotos, tem sido muito inspirador acompanhar!

A travessia pelo Paso Mayer me parece que foi o ápice da aventura, não? Legal demais!

No aguardo do relato da volta pro Brasil hehe.

 

Abraço!

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Cara, ansioso demais pra ler o fim dessa trip, atualizo a pagina diariamente. kkkk

 

Muito show seu relato, mas principalmente a viagem de vcs.

 

 

Vlw

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Depois de passado um dia meio frustrativo, um novo amanheceu. Como tinha tomado umas cervejas na noite anterior, dormi bem, nem ouvi barulho no quarto.

 

Olhei pela janela e a quantidade de neve acumulada ainda era grande, mas já estava derretendo onde havia circulação de veículos.. formando aquele enlameado nas ruas e calçadas..

 

Enquanto tomava o café, conversava com minha família pelo whats, verificava a condição do tempo e olhava alguns folhetos de turismo da cidade. Acabei por decidir ir fazer a trilha da Laguna Esmeralda, que fica alguns km fora da cidade.

 

Saímos do hostel já tarde, quase 11h da manhã. Fica cerca de 20km fora da cidade, voltando pela Ruta 3. Peguei o GPS e joguei as coordenadas da entrada da trilha da Laguna -54.721833, -68.122017. Nesse ponto há um pequeno estacionamento e a trilha tem indicação do começo.

 

Quando chegamos no ponto indicado pelo GPS quase achei que estivesse errado, pois não havia nada além de neve kkk

 

Ainda assim parei e encontrei uma placa com o início da trilha.

 

Enquanto eu arrumava as coisas pra levar, começava a nevar novamente, porém do lado de fora do carro, a neve já estava derretendo, surgiam grandes poças de água onde pisava, e a trilha pra Laguna não seria nada melhor do que isso, na verdade pior, já que atravessaríamos uma espécie de charco, uma longa baixada alagada com muita lama.

 

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Mas aí Jean desistiu de fazer a trilha. Disse que ia se molhar muito e além disso, ele não tinha botas impermeáveis.

 

Puts, não dava pra ir sozinho e deixar ele ali. Foda. Ele já tava com frio, e ficar no carro esperando horas, ia congelar..

 

Ok, sem cadenas pra andar de carro, sem como deixar ele sozinho no carro, as opções estavam se esgotando, e minha cabeça doendo.

 

Acabei desistindo da trilha. Estava nervoso.

 

Peguei o carro e vim voltando pela estrada, pro Hostel.

 

Acabei parando em um trecho na beira da estrada onde há um pequeno rio correndo e uma bonita vista. Tirei algumas fotos.

 

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Andar na neve é foda.. meti o pé em uns 3 buracos, sorte que estava com bota e calça impermeável.. dirigir idem, perigoso não saber se onde está manobrando é terra firme ou não.. as cadenas realmente fariam diferença.

 

Voltei pro Hostel. Jean foi no aeroporto ver a passagem de volta dele pro Brasil. Eu fui ligar pra casa. Estava bem chateado pela situação, afinal, estava em Ushuaia, depois de tantos km e com a 'sorte' de pegar uma baita nevasca, e não conseguia fazer nada! NADA! Aquilo me enfurecia. Conversei com minha namorada e ela me acalmou um pouco, me encorajou a ir lá comprar as correntes. Precisava de alguém que me entendesse naquele momento, e ela foi fundamental nessa viagem.

 

A verdade é que me entristecia estar tão próximo de um sonho, ter gastado tantas horas de viagem e planejamento, para ficar parado a alguns km do fim da ruta 3, apenas por 'dó' de gastar dinheiro.. essas pequenas folhas de papel que às vezes nos prendem tanto.. tanto nos ajudam como nos atrapalham..

 

Decidi que iria comprar as cadenas, com ajuda do Jean ou não. Antes porém, precisava almoçar, e queria experimentar a iguaria deles, a Centolla, o 'king crab' sul americano.

 

Saindo do hostel, encontrei Jean na rua, chamei pra ir junto e fomos.

 

Demos algumas voltas nas principais ruas do centro e encontramos um restaurante que servia o prato.

 

O nome era sugestivo, algo parecido com 'Cachola de Centolla 4 quesos', na minha tradução 'cabeça de Centolla ao 4 queijos'. Preço, bem, o preço é a experiência né. Algo em torno de 200 pesos.

 

Enquanto esperávamos, pedi uma cerveja local, uma Beagle, deliciosa.

 

Comemos a entrada, o tradicional pão com algum molho e logo depois nos vem duas cumbucas contendo sopa.

 

Achei estranho a entrada né, bem farta, e perguntei do que se tratava. Foi quando o garçom nos disse que aquela era a Centolla, a 'cachola' era a cumbuca kkkkk e a Centolla estava em pedaços dentro da sopa, com queijo derretido por cima e pedaços de vagem.

 

kkkkkkkk

 

Ri bastante, não acreditava que não ia ver o bicho.

 

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Mas apesar de tudo, a sopa estava deliciosa. Recomendo. Se puderem comer a centolla inteira em outro lugar, ótimo, mas a verdade é que o sabor é muito semelhante a uma lagosta.

 

Acabamos ali e fomos pra loja onde vendiam as cadenas. Pedi ao vendedor o tamanho do meu pneu, era o último disponível, e confirmei o valor, 2400 pesos, cerca de 600 reais. Passei tudo no meu cartão de crédito mesmo, foda-se.. depois eu ia ver o que ia dar.. e quando o saiu aquela notinha do cartão, sabe, me deu um alívio..

 

Peguei a band e fui direto pra portaria do Parque.

 

Chegando lá, já feliz, sorrindo, paguei a taxa e pedi o carimbo no passaporte do 'Fin Del Mundo'

 

Disse que iria agora colocar as correntes. Mas o guarda do dia era outro, e esse disse que eu não era obrigado a estar com as correntes para entrar no parque.

 

Nossa.. acho que nunca recebi uma resposta tão inesperada assim na vida.. fiquei o dia inteiro puto por causa dessas correntes, gastei mais de 600 reais sozinho pra compra-las e agora, NÃO SÃO NECESSÁRIAS!!??????????????? O VONTADE DE MANDAR TODO MUNDO PRA ...

 

RAIVA, RAIVA RAIVA.... estava bufando de raiva..... tentei me acalmar. Respirei.

 

Pensei, eu comprei essa porra, agora vou usar essa merda! Nem que seja pra me sujar e passar raiva colocando.

 

Desci do carro, tirei as correntes e comecei a colocar. Jean começou a me dizer que não era pra colocar, que devíamos seguir antes que escurecesse. Retruquei dizendo que não, ia colocar. Reclamou de novo. Caralho. Aquilo me deixou muito puto.. muito.

 

Juntei as correntes e joguei dentro do carro e saí. Estava fazendo um mantra na cabeça pra não explodir de raiva. Precisava relaxar, estava lá, no fim do mundo...

 

Fui pela estrada que realmente não estava tão congelada como no dia anterior, mas que ainda derrapava e perdia tração.

 

Até chegar ao final. Sim. O fim da ruta 3.

 

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As pernas estremeceram. Um filme passou pela cabeça. Deu vontade de rir, de chorar.. cara.. que emoção. Olhei pro céu e me imaginei sentado no computador, vendo o Google Earth e toda a distância que havia ali entre aquele ponto até minha casa... que sensação estranha....

 

Fiz meu check-in pelo Spot, peguei minha câmera e fui na trilha que levava até a Bahia Lapataia.

 

Era um caminho de madeiras que estava muito escorregadio.. cai umas duas vezes no gelo. Mas nem sentia mais. Estava meio anestesiado pela situação de chegar ali.

 

Ao final da curta caminhada, numa sacada de madeira, de frente pro mar do Canal de Beagle, sentei num banco congelado e relaxei.. deu vontade de chorar, talvez tenha chorado, não sei.

 

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Guilherme,

 

Como os ciclistas e os pedestres atravessam o Paso Mayer?

 

Opa, perdoe-me a demora.

 

Acabo de voltar da Ásia, fiquei fora por um bom tempo.

 

Cara, se ainda te ajudar a resposta, é o seguinte: existe uma ponte pênsil sobre o Rio Mayer.

 

Só passa uma pessoa por vez e se for de bike, tem que carregar nas costas, porque a ponte é muito estreita. Eu não cheguei perto da ponte, porque ela fica mais ao norte de onde atravessei de carro, mas acredito que consigas informações com os carabineros.

 

Veja o vídeo:

 

 

Aos amigos, irei terminar o relato, podem ficar tranquilos.

 

Abraço

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    • Por casal100
      Esse relato é dividido em cinco partes:
      .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro;
      .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro.
      .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010.
      .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011.
      .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
    • Por anabaccarinxp
      Buscando o sonho da Carretera Austral estilo Thelma & Louise num Ford Ka 1.0
      Em 24 dias de andança, 03 países, 13 cidades distintas com pernoite, 9603 km percorridos, 576 litros de gasolina, 01 objeto perdido, 100 dólares "roubados", 01 pneu furado, 02 consertos no carro, inúmeras cidades, comidas/pessoas das mais distintas possíveis e paisagens com clima, vegetação e relevo diversificados e fascinantes.
      Hoje escrevo esse relato para guardar, além das lembranças, as histórias para contar.
       
      O início
      A proposta de fazer uma viagem de tal magnitude nem me lembro como surgiu, só sei que aconteceu e o destino sempre foi percorrer a Carretera Austral. Planejei a viagem por dois anos para a Carretera, uma das estradas mais belas do mundo, o caminho para chegar até lá foi só uma consequência. Com o destino traçado, só restava juntar dinheiro e arrumar uma companhia, no caso, minha mãe.
      A princípio o planejamento foi feito com intuito de se chegar ao ponto inicial de avião, mas conforme as idéias surgem, os loucos abraçam e o tempo passa oficializou-se que o trajeto seria feito de carro e o pior, com o meu carro, hahahaha. Só para atualizar um Ford Ka, 1.0, ano/modelo 2010.
      A ideia de se fazer um relato da história sempre existiu, aliás, diariamente escrevia sobre os acontecidos, mas virou uma certeza no dia (25/12/16) quando atravessamos a fronteira entre Argentina e Chile onde recebemos a noticia de um forte terremoto no nosso destino, a ilha de Chiloé, que registrou um tremor de 7,6˚ na escala Richter. Com a preocupação de familiares comecei a dar cara para esse relato e compartilho aqui as informações que podem ser úteis para mais alguém.
       
      21/12/2016
      Saída de Jaboticabal com destino a Foz do Iguaçu.
      Saímos da monocultura canavieira, perpassando brevemente sobre a pecuária extensiva e atingimos uma monótona produção de soja no Paraná. Tais culturas são praticadas nos planaltos Ocidental Paulista e de Guarapuava (bacia do Paraná), que são quebrados com os braços dos grandes rios, como o Tietê, Paranapanema, Ivaí e Iguaçu e marcados pelo solo de origem vulcânica (basáltica), a famosa “Terra Roxa”.
      O inicio do caminho estava chuvoso e escuro mas ao longo do dia o tempo se abriu e nos contemplou no final do dia com um belo pôr-do-sol no solstício de verão.

      A paisagem do interior de SP é sempre a mesma, cana, laranja, boi, e só muda chegando em Assis onde já chamava a atenção as plantações de soja que foram proeminentes até Foz do Iguaçu.
      Chegamos em Foz por volta das 17:00, erramos um acesso e seguimos via ponte da Amizade (fila enorme de caminhões), acabamos entrando na avenida JK, onde se encontrava o hostel (Che Lagarto Hostel - hostel com cara de hotel).
      Chegamos, abastecemos, estacionamos o carro e trocamos dinheiro (0,21 reais - 1 peso argentino). No momento que estava escrevendo já era 20:47 e ainda não havia escurecido, mas vale ressaltar que era solstício de verão.
      Piores trechos: próximo a Marília, divisas dos estados SP e PR e anel viário Maringá.
      Gasto diário: R$ 452,94
      Distância: 921 Km
       
      22/12/2016
      Saída de Foz do Iguaçu com destino a Concordia (Entre Ríos)
      Hoje era dia de embrenharmos na Argentina e foi super tranquilo a passagem na Aduana, mas já percebemos que o espanhol seria uma dificuldadizinha que iríamos enfrentar adelante.
      Pra começar minha mãe perdeu a carteira de motorista ainda dentro do parque Iguazu, hahahaha. Depois de um pequeno momento de desespero descobrimos que estava embaixo do porta treco, por sorte tínhamos uma chave de fenda no carro.
      Passamos pelas províncias de Missiones, área com indígenas, pinheiros, a grande empresa arauco e plantações de mate; a de Corrientes marcada por planície, boi, muita erva mate e com altitude em torno de 80 metros.
      O solo de terra roxa também existe na Argentina, onde é conhecida como tierra colorada(terra vermelha). Está bastante presente nas províncias de Misiones e Corrientes.
      Na província de Entre Rios até a de Buenos Aires, a paisagem se torna única com vastas planícies, ora com gramíneas e ora com arbustos, ora inundada e ora seca.
      A polícia nos parou depois de 700 Km em solo hermano e foi super tranquila conosco, álias em toda a viagem não tivemos nenhum problema com propina.
      Chegamos no fim da tarde ao posto YPF Km 248 de qualidade excelente.

      Gasto diário: R$ 424,14
      Distância: 890 Km
       
      23/12/2016
      Saída de Concordia (Entre Ríos) com destino a Trenque Lauquen (Buenos Aires)
      Acordamos cedo e no próprio posto comemos medialunas e café oferecidos pelo hotel. Calibramos o pneu e acredite, essa não é uma informação desnecessária. Durante o caminho que percorremos pela Argentina e Chile era difícil encontrarmos calibradores nos postos, a maioria dos que encontrávamos não funcionavam ou tínhamos que pagar pelo uso.
      Quanto a produção agrícola começam a surgir cilos, arroz, milho, grãos, presença de gás nas propriedades rurais, granjas e muito gado.

      Próximo a foz do rio Paraná a área é conhecida como Mesopotâmia, com altitude em torno dos 20 metros.
      No fim do dia chegamos ao nosso destino Trenque Lauquen, cidade linda. Indescritível. Todas as ruas são avenidas arborizadas. E a gastronomia? Simplesmente maravilhosa, o melhor chorizo da viagem. Outro fato que nos chamou a atenção é que a cidade, com metade da população da nossa, possuía muitas livrarias de qualidade.
      Hospedagem no hotel Pailla Hue, modesto mas bom.


      Gasto diário: R$ 564,95
      Distância: 786 Km
    • Por Netuno
      Esta foi nossa 2ª viagem para a patagônia. Não repetimos nada. Visitamos apenas lugares diferentes. O relato da 1ª viagem pode ser acessado no link na assinatura.
      Desta vez viajamos de carro. Saímos de Floripa em direção a Mendoza. De lá atravessamos a cordilheira para o Chile, descendo até os lagos chilenos. Cruzamos novamente a fronteira para conhecer o lado argentino da região dos lagos e continuamos para o sul pela Carretera Austral. Retornamos para a Argentina e descemos até El Chalten. De lá iniciamos o retorno pela patagônia atlântica.
      Partimos no final de dezembro de 2013 e retornamos a Floripa 30 dias depois. Eu, minha esposa e meus 2 filhos adolescentes (na época com 15 anos) fizemos a viagem completa. Minha filha viajou conosco até Bariloche de onde seguiu para seu mochilão com amigas pelo Uruguay. A viagem foi feita em uma Grand Vitara 2011. Foi uma grande vantagem fazer a viagem em um carro bem preparado para estrada de chão, mas em nenhum momento precisamos usar o 4x4.
      Fizemos reservas prévias apenas para o Reveillon em Uspallata (aconcagua) e El Chalten. Este último, pois ficaríamos mais dias e li sobre a dificuldade de hospedagem por lá na alta temporada. Ao chegar em cada cidade / vila procurávamos hospedagem. Isto nos rendeu ótimas escolhas. Tivemos dificuldade de hospedagem apenas na região dos lagos argentinos (Bariloche e San Martin). Em Bajo Caracoles, na ruta 40, existe apenas uma hospedagem funcionando e pegamos o último quarto. Ufa! E não existe sinal de civilização por dezenas de kms.
      Levamos um galão de 20 litros para gasolina extra, mas não precisamos enchê-lo em nenhum momento. Não faltou gasolina em nenhum local. Nos lagos argentinos as filas eram muito grandes. No dia em que estávamos saindo de El Chalten tinha combustível, mas as bombas estavam com problema, mas abastecemos em 3 Lagos sem dificuldade.
      A viagem foi fantástica! A patagônia realmente merece várias visitas. Não dá para conhecer tudo em uma única viagem. Nem mesmo em duas.
      Para facilitar a leitura de quem fará apenas parte do roteiro parecida, estou dividindo o relato por regiões, da seguinte forma:
      - viagem de ida
      - Aconcagua (Uspallata / Mendoza)
      - Lagos Chilenos (região de Puerto Varas)
      - Lagos Argentinos (San Martin de los Andes e Bariloche)
      - Carretera Austral
      - Ruta 40 e El Chalten
      - Patagônia Atlântica e viagem de volta
       
      Espero que seja útil.
    • Por xexelo
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
    • Por wandredeselva
      Estas são algumas páginas do Guia da Provincia de Aysén sobre a Carretera Austral. Excelente para se planejar e especialmente para encontrar hospedagem. Ao contrário do que li aqui no site, há pouquíssimos pontos de Informação nas cidades da Carretera, em especial nas menores (pode ser pq fui fora de alta temporada também, sei lá). O site oficial da Carretera Austral (site da Província de Aysén) é http://www.recorreaysen.cl/carretera-austral/. Se alguém desejar, tenho o guia escaneado e reduzido e posso enviar por email ([email protected]).
       





       
       
      Postos de Combustível na Carretera (tranquilamente não faltará):

       
      O preço varia conforme a cidade, raciocine que quanto mais ao Sul, mais caro vai ser. Paguei entre Ch$ 799 e Ch$ 917 (gasolina 93, a mais barata, a qual é infinitamente superior à nossa).
       
      Se alguém se interessar por uma planilha de gastos, para ter uma idéia de gastos com hospedagem, alimentação, etc... tbm tenho e posso enviar.
       
      Pontos relevantes:
      1) Dirija com MUITO cuidado, pois em muitos trechos é a largura de um carro mais 1,5m para cada lado, passando dois carros apertado.
      2) Tenha MUITA paciência, pois há MUITA obra no caminho, muitos desvios, etc... Há trechos que se desenvolve tranquilamente 70 Km/h e outros que não dá p passar de 40Km/h. Planeje-se com a velocidade de 40 Km/h como média (já descontadas aí as paradas p foto, etc...). Acho inviável andar mais de 250 Km em um dia, pois é cansativo dirigir naquele rípio, pois requer atenção a todo tempo.
      3) Se vier um caminhão encoste o máximo no canto que puder e PARE! Se vier outros carros, diminua bem e chegue para o canto. Quase sofri um acidente pq ao ver um caminhão eu apenas reduzi, como se faz para os carros. Um senhor me falou que é uma "regra" informal que o caminhão tem TOTAL PREFERÊNCIA ao ponto deles considerarem o maior abuso do mundo vc não parar qdo eles vêm, até mesmo te jogando para fora da estrada ou batendo na sua lateral sem a menor cerimônia. Vai reclamar pra quem?
      4) Cuidado nas curvas muito fechadas... vá beeeem devagar e coladinho na sua mão de direção. Alguns habitantes locais creem fielmente que não vem ninguém e dirigem à toda.
      5) As cidades da Carretera não têm PN para fazer e não são bonitas. A estrada é show! O passeio das Capillas de Mármol e o Ventisquero Colgante são imperdíveis realmente. Os rios são inacreditavelmente azuis!
      6)Tudo na Carretera é em cash, nada de cartões de crédito.
      7) Nas cidades o preço da hospedagem varia absurdamente, pergunte em umas 3 ou 4 antes de fechar.
      Não há muitas opções para comer ao longo da Carretera. Sugestão: leve um sanduíche e um suco e se encontrar algo para comer, coma e deixe o sanduíche para o jantar.
      9) Dá para fazer com carro de passeio sim, o meu é um Corolla. Mas.... judia do carro um pouco. Com todo o respeito, mas um carrinho do tipo Celtinha, Uno Mile, Golzinho, Corsa 1.0, Pegeout 207, etc... vai voltar batendo tudo. Além disto o pneu 13 absorve muito pouco a trepidação (antes que digam: putz, nada a ver, o pneu é responsável pela maioria da absorção de impactos do veículo, depois vem as molas e o amortecedor é apenas um "estabilizador", qdo o carro trepida, trazendo-o de volta à estabilidade; a grosso modo). (OBS: Já tive Celta e Gol rsrsrs).
      10) Acho que o mais relevante é isto. Caso tenham alguma dúvida, sintam-se à vontade para perguntar. Eu não sou muito de ficar fazendo poesia, em meus relatos eu procuro escrever o que alguém pode ter dúvida ou o que eu fui sem saber e que gostaria de ter tido a informação antes.
       
      Um abraço à todos e se decidirem ir, meus parabéns por não serem convencionais!
      OBS: Passei pela Carretera Austral na 1a quinzena de novembro e não cuzei com 1 carro brasileiro sequer, acredite ou não. Seguem algumas fotos:
       

      Paso Internacional Futaleufu
       

       

      Casas destruídas em Chaitén, após a erupção do vulcão Puyehue há 5 anos.
       

       

      La Junta
       

      A emblemática placa da Carretera Austral em La Junta
       

      Obras e mais obras...
       

      Ventisquero Colgante
       

       

       

       

       

      Chegada em Puerto Tranquilo (de onde saem os tours para as Capillas de Marmol). OBS: A foto não tem qualquer edição....
       

       

      Capillas de Marmol
       

       

       

      Paisagens, por vezes, intrigantes
       

      Caleta Tortel. Sendo beeeeeem sincero, interessante são as passarelas e tal, mas a infraestrutura da cidade é abaixo de zero... todos os lugares (4) que faziam alguma refeição fechados, ou atenderam de má vontade dizendo que ia demorar, etc... O esgoto das casas vai direto para o lago e coisas assim...
       

       

       

      Indo em direção ao paso Chile Chico, ao fundo o lago General Carrera
       

      Laguna Azul, poucos quilômetros antes de Chile Chico
       
      Outra coisa... li que na Carretera Austral chove 364 dias por ano... só se for em oura época, pois peguei 8 dias de puro tempo bom e céu azul...É isso aí !!!




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