Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Thiago Furtado

Galopeeeeeeiraaaaa!!! Paraguai além das muambas + Posadas (Argentina) + Foz do Iguaçu (Brasil) - março/2016

Posts Recomendados

Salve, mochileiros!

 

Este é meu primeiro relato aqui no fórum, como forma de agradecimento aos tantos outros textos que me ajudaram. Na verdade, estou sendo um pouco "ingrato", pois estou devendo relatos de viagens feitas nos dois últimos anos, hehehe... Bom, pretendo descrever mais pra frente, msm sendo um pouco antigo, acho q ainda pode ser útil para alguém.

 

Eu tinha 15 dias de férias, e queria viajar, mas sem gastar mto. Foi aí q me veio a ideia de ir ao Paraguai, pois gostos de fazer roteiros mais "alternativos". Mas eu não sabia quase nada a respeito do país. Comecei então a garimpar toda a Internet atrás de alguma coisa a se ver por lá. Aqui msm no Mochileiros têm poucos relatos, mas q me ajudaram. Encontrei outros blogs afora, mtos sites com informações desatualizadas... Encontrei algumas páginas de turismo no Paraguai tb, fiz um compilado de tudo e montei meu roteiro, q vou descrever na sequência.

 

Meu cronograma foi montado da seguinte forma:

14/3 - voo de São Paulo a Assunção

15/3 - Assunção

16/3 - Assunção

17/3 - Assunção/ônibus noturno para Encarnación

18/3 - Encarnación

19/3 - Posadas

20/3 - Ônibus para Puerto Iguazu

21/3 - Foz do Iguaçu

22/3 - Foz do Iguaçu

23/4 - Foz do Iguaçu

24/3 - Ônibus para Cascavel/Voo para São Paulo

 

Eu gosto de fazer viagens com rotas "lineares", evitando fazer bate-volta (a não ser q não tenha opção). Então consegui fazer algo no formato de "U", fazendo com q eu não precisasse passar pela msm cidade mais de uma vez (exceto Puerto Iguazu, q voltei qdo visitei as cataratas de lá).

 

Comprei a passagem de ida pela TAM, usando milhas. Nisso eu já economizei bastante, mas se comprasse a passagem direto para lá, não sairia tão barato assim. Pensamos q por ser um destino pouco procurado sai mais barato, mas na verdade é o contrário. Pode sair caro justamente por ter q demandar algo fora do "normal". Enfim... A passagem de volta eu comprei para sair de Cascavel, pois sai mto mais barato do q Foz, quase metade. A cidade fica apenas a 2h de ônibus, então pensei valer a pena. Péssima escolha! No fim do relato eu conto oq aconteceu.

 

Como um bom mochileiro, fiquei somente em hostel, e reservei todos pelo Booking, pela praticidade do site. Não fiz compra antecipada de nada, apenas das passagens aéreas. Levei alguns dólares e reais, e vi q o câmbio entre as duas não tem mta diferença. Qdo fui, o real estava ligeiramente mais vantajoso q o dólar. Em alguns lugares eu usei cartão de crédito, e não consegui fazer saques em caixas eletrônicos. É sempre bom verificar com o banco antes sobre esses serviços antes de viajar.

 

Bom, sem mais delongas, vamos ao relato!

598dd7242b97a_rotapy-ar-br.jpg.0a2861f015685b9575207bd62c6fd2a9.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

DIA 1 - 14/3 - voo de São Paulo a Assunção

 

Peguei um voo da TAM no aeroporto de Guarulhos às 8h30, q chegou no Aeroporto Internacional de Assunção Silvio Pettirossi às 10h40. O fuso horário do Paraguai é o msm de Brasília. Um detalhe irrelevante, mas... No msm voo, estava a delegação da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, q participariam de uma competição pré-olímpica. Dentre os presentes, as gêmeas Bia e Branca do nado sincronizado. Pessoalmente são tão bonitas qto na TV, rsrsrs...

 

Voltando para o principal, o aeroporto lá é bem modesto, com pouco luxo. Achei até engraçado q a "sala VIP" deles era um quadrado com algumas poltronas velhas no meio da área da imigração, hahaha. Passando o Duty Free, tem uma casa de câmbio, onde troquei apenas R$ 50 pra poder sair de lá. E ali já me senti "milionário", rsrsrs... A moeda oficial do Paraguai é o guarani, q tem uma cotação aproximada de R$ 1 = G$ 1450. Mas no aeroporto a proporção estava de R$ 1 = G$ 1260. Como em qq aeroporto do mundo, a cotação é péssima. Saindo da área de desembarque, tem outra casa de câmbio, q pensei ser mais em conta, mas a taxa era a msm.

 

Fui no centro de informações q tem lá, peguei um mapa da cidade e informações de como sair dali. Achei um wifi aberto, mandei saudações para quem ficou, e segui meu rumo. Ali msm já tive uma grande "recepção" do Paraguai: o calor! Para quem mora no Centro-Oeste não será estranheza, mas o sol ali castiga. Portanto, não deixe de levar protetor solar. Todos os dias eu passava antes de sair para fazer os passeios.

 

Na saída, pedi informação para um policial de onde pegar um ônibus para o centro de Assunção. Em frente à entrada do estacionamento do aeroporto, tem um ponto de ônibus, onde ali esperei oq tinha como destino Assunção. Vale lembrar q o aeroporto fica na cidade de Luque, vizinha à capital. A distância é quase a msm do aeroporto de Guarulhos para o centro de São Paulo.

 

E ali já tive o primeiro contato com algo típico do Paraguai: os ônibus! Eles vivem lotados, são bem velhos e todos coloridos. O motorista (q tb é cobrador), anda sempre com as portas abertas. E nunca para totalmente subir ou descer, só reduz a velocidade. O valor muda dependendo da linha, mas gira em torno de G$ 2.300, algo por volta de R$ 1,40. De fato não é confortável, mas é funcional. A cidade toda tem mtos coletivos para todos os lugares. O motorista entrega um bilhete para comprovar o pagamento da passagem, e deve ser guardado. Podem subir fiscais q exigem a exibição do msm. Se vc não tiver ele, terá q pagar a passagem de novo. Isso não ocorreu comigo no Paraguai, mas no último ônibus q tomei em Posadas teve isso tb. Msm sendo um domingo de manhã, com o ônibus praticamente vazio.

  • Gostei! 1
  • Obrigad@! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dps de quase 1h, cheguei no meu destino. Fiquei hospedado no Gallagher Hostel, próximo ao cruzamento da Mariscal Lopez com a Estados Unidos. Dali se caminho um pouco mais de 10 minutos até o centro. A fachada do local não indica nada q é um hostel, e sim um prédio antigo qq. Quem me atendeu foi o Marco, q se não me engano mora lá tb. Durante todos os dias, ele me ajudou bastante sobre como chegar a alguns lugares, foi bem atencioso.

 

O quarto q escolhi era de 10 camas, bem espaçoso, com um ar condicionado poderoso (necessário!). Lá tinha apenas um argentino, q é arquiteto e vivia viajando pelo continente a trabalho. Como já passou pelo Rio Grande do Sul, falava português, e esse foi o único momento q usei nosso idioma. Todo o tempo q fiquei no Paraguai não achei UM brasileiro sequer. Na verdade, vi poucos turistas por lá. No hostel msm só vi mais duas pessoas de fora, q tb ficaram pouco tempo.

 

Guardei minhas coisas, usei o banheiro e fui pra rua. Eram mais de 14h, e meu objetivo naquele dia não era turistar. Como bom apreciador de futebol q sou, fui atrás de um ingresso para assistir uma partida por lá. Além disso, percebi q tinha esquecido de trazer toalha, hehehe... Então fui atrás disso tb. Nesse dia não fiquei parando para tirar fotos, pois ainda precisava almoçar.

 

O ingresso eu comprei na bilheteria do teatro q fica embaixo do Hotel Guarani, um dos marcos da cidade. O jogo era do Olímpia, o principal time do país, contra o Emelec do Equador, pela Libertadores da América. Paguei o equivalente a R$ 25 para um setor de frente para o gramado.

 

Fui para a Calle Palma, principal rua do centro, atrás de alguma loja de departamento onde pudesse ter toalha. Passei por uma grande galeria chamada Asunción Supercentro, um prédio bem velho por fora cheio de lojas de roupas, eletrônicos, etc. Não me interessou mto as coisas por ali. Continuei andando, e já passando por alguns lugares q li em outros relatos. Logo tive uma decepção: o Panteón de los Héroes, uma construção bem bonita e simbólica, estava em obras.

 

Bom, fui atrás de um lugar bem falado, o Unicentro Multitiendas. É uma loja de departamentos q se vê mto nos EUA, mas aqui no Brasil não tem. Cada andar vende um tipo de coisa. Um para roupa masculina, outra de feminina, outro de esportes, outro de móveis, e assim vai. No subsolo era onde vendia roupas de cama, mesa e banho. Ali achei a toalha e comprei. Foi meio q um "choque" para mim ver q lá se vende armas. Elas ficam no andar de esportes, setor de pesca. Não foi difícil entender como q mtas delas entram aqui no Brasil.

 

Dps disso, fui num restaurante mais afastado do grande centro, e comi um bife à milanesa com arroz e queijo (?). A comida não é desceu bem e fiquei "conversando" com ela sentado numa praça. Dei voltas, troquei mais dinheiro, comprei água e qdo anoiteceu, voltei para o hostel para planejar o dia seguinte.

IMG_20160314_154540556.jpg.a0757018323f89c0ddd0f5c73adf6cd9.jpg

IMG_20160314_161812139_HDR.jpg.0d4a02f9cb2b12accbdc6255dba9a588.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

DIA 2 - 15/3 - Assunção

 

Falei mto no primeiro dia, vou tentar resumir mais nos próximos, rsrsrs... Esse dia eu tirei para conhecer a cidade, tendo como foco principal o palácio do governo, passando por outros pontos no caminho. Passei primeiro pelo Museo Ferrocarril, q fica perto do hostel, mas eu não tinha dinheiro pra pagar a entrada, hehehe... Custa G$ 10 mil, algo em torno de R$ 5.

 

Fui pra Calle Palma trocar dinheiro, e de lá cheguei no Palácio los López, a sede do governo paraguaio. Se parar para pensar, como sede do governo de um país, chega a ser modesto. Mas achei o prédio mto bonito, onde ao lado tem uma praça pra descansar, e se proteger um pouco do sol, hehehe. Dei uma andada breve no porto, q fica ao lado, e não tinha nada de especial. Dei a volta por trás, e andei pela avenida costaneira do rio Paraguai. Aquele lugar antigamente era uma grande favela, e foi totalmente reconstruído. Ficou mto bacana para se fazer caminhada ou corrida.

 

Mas, andando mais pra frente, ainda tem parte da favela, de onde sai um odor forte e mto desagradável. E de frente para ela, fica o prédio da Assembleia Legislativa, literalmente. É só atravessar a rua. Fiquei assustado como lá esse contraste social é grande e evidente assim. Ao lado, tem uma praça onde fica o Cabildo, antiga sede do governo. Lembra um pouco a Casa Rosada em Buenos Aires. Atualmente o espaço é um centro cultural, com alguns objetos históricos em exposição, com entrada gratuita. Lá dentro, nos andares superiores, é possível ter uma visão "privilegiada" da grande favela q tem ainda na parte de trás.

 

Andando ainda pelo centro, passei na Casa da Independência, outro prédio histórico q foi transformado em um pequeno museu com entrada gratuita. O espaço era usado pelos personagens da época da independência do país. Fiquei uns 10 minutos e continuei andando. Na mesma avenida do palácio do governo, um pouco mais pra frente, está a Catedral Metropolitana de Assunção. É uma igreja mto bonita, mas estava fechada qdo fui. Ao lado está o prédio da Universidade Católica, q é toda feita de tijolinhos, mto bonita tb. Em frente, fica um enorme estacionamento, com vários flanelinhas. Ah, esse é o tipo de coisa q é quase impossível de fugir lá. Em praticamente todo o lugar q podia estacionar, haviam flanelinhas, msm sendo tarde da noite. Então, se for alugar carro para andar lá, é bom se atentar a isso.

 

Voltei para as 4 praças no centro, onde fica o Panteón, e comecei a "turistar" em mais detalhes ali ao redor. De frente, tem um bar mto famoso por lá, chamado Lido, onde se vendem comidas típicas. De noite, ferve de gringo. Na msm calçada, tem uma farmácia grande de esquina mto peculiar. Eles mantiveram toda a arquitetura antiga do local, mantendo um toque clássico no local. Além disso, preservaram uma parte do local de várias décadas atrás, e funciona como um mini museu. É uma verdadeira volta ao tempo, mto bacana de olhar.

 

No outro lado das praças, está o prédio do Banco Nacional de Fomento, uma espécie de BNDES deles, com uma bela arquitetura. E bem de frente, está o Hotel Guaraní, onde eu tinha ido no dia anterior pra comprar o ingresso do futebol. Na outra ponta da praça, tem uma feira de artesanato, q vende mtos artigos de couro e lembrancinhas.

 

Eu tenho o hábito de "bater ponto" em toda unidade do Hard Rock Café q vejo em viagem, e fiz isso lá tb, hehehe. Dentro do hotel, tem um, bem parecido com qq outro q tem por aí, mas pequeno. Como eram 15h, estava só eu comendo por lá. Pra fazer a digestão, continuei caminhando e suando horrores, hahaha. Indo em direção ao hostel, fui conhecer a Praça Uruguaia, q fica de frente pro Museo Ferrocarril. É um espaço bem cuidado, onde ficam mtos adolescentes, grupos de pessoas conversando, tomando seu mate...

 

E falando no mate, é quase uma unanimidade entre eles. Quase todo mundo toma isso na rua. Por conta do calor, eles usam água gelada. Então é mto comum pessoas carregando o kit com a garrafa + cuia. Os ônibus velhos possuem um "suporte" de ferro onde os motoristas colocam o seu mate, e ficam bebendo enqto dirigem. Algumas pessoas na rua vendem "refil" de erva ou água gelada.

 

E por fim, fui conhecer uma escadaria q tinha a vista para o rio Paraguai. Caminhei então até a Escalinata Antequera, q é a... escadaria da rua Antequera! Mas já vou dizendo q não tem nada de mais, pois se vê o rio beeeem de fundo, quase nada. Foi uma caminhada à toa. Pra não perder tanto o tempo, fiquei assistindo um grupo jogando futebol numa quadra q tem ali ao lado.

 

Antes de voltar pro hostel, corri para tentar entrar no Museo de Bellas Artes, e consegui! Ficava num prédio antigo perto da Praça Uruguaia, mas o novo endereço é na Eligio Ayala, na direção oposta ao centro. É um prédio modesto, com poucas salas e poucas obras, mas uns 15 minutos é o suficiente pra conhecer tudo. Ah, e tb é entrada na faixa.

 

Voltei para o hostel para planejar o dia seguinte, q seria pelas redondezas de Assunção.

IMG_20160315_112321344_HDR.jpg.130605d43a15c8d1762b6ec6b0004544.jpg

IMG_20160315_114836384.jpg.d9f201b5bac4af8a294bde74a5bd1df4.jpg

IMG_20160315_112901358.jpg.c60c3f91ebc91070998b953cc437d28e.jpg

IMG_20160315_115926053.jpg.49ca38b9bfcdb21f534634607137d034.jpg

IMG_20160315_122711287.jpg.00b4032abc6851bc42519ca63dd5c08e.jpg

IMG_20160315_124252634.jpg.823928de4472196a84544a8099dae07a.jpg

IMG_20160315_134405917.jpg.feb27bc633ae3c70eb1b460560dc4ba1.jpg

IMG_20160315_140936044.jpg.3b797b2767e2b2a6f375051e7033a147.jpg

IMG_20160315_144547261.jpg.3d48381d2e630646a30989e4fe4ae824.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Boa tarde grande amigo

 

Quero sua opinião , irei passar 6 dias

já tenho acomodação, ( aonde ficar)

800 reais consigo fazer bem coisas e ainda trazer lembranças ?

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Boa tarde grande amigo

 

Quero sua opinião , irei passar 6 dias

já tenho acomodação, ( aonde ficar)

800 reais consigo fazer bem coisas e ainda trazer lembranças ?

 

Boa tarde, Anderson!

 

Sim, consegue se virar bem com esse valor, pois o Paraguai é um país mto barato. Isso é, se vc fizer uso somente de ônibus, não comer em lugar caro, não ficar saindo pra beber... Como eu seguia essas "regras", então economizei bem. Mtos museus lá têm entrada gratuita, ou um valor baixo (menos de R$ 10).

 

Sobre dinheiro, procure fazer câmbio no centro, próximo da Calle Palma, onde as taxas são mais atrativas. Nunca faça câmbio com alguém na rua, e procure não trocar o dinheiro todo de uma vez, pois pode haver variação cambial de um dia pro outro. Alguns lugares aceitam pagamento em reais, e dependendo do valor pode ser mais vantajoso do que usar o próprio guarani.

  • Obrigad@! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

BOA TARDE AMIGO

 

BOA RESPOSTA ...

 

Sobre compras ( nada muito especifico) eletrônicos e perfumes e mais barato que o brasil?

gostaria de saber também. se consigo me desenrolar para andar por lá (é difícil).

irei ficar bem próximo aeroporto.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
DIA 2 - 15/3 - Assunção

 

Falei mto no primeiro dia, vou tentar resumir mais nos próximos, rsrsrs... Esse dia eu tirei para conhecer a cidade, tendo como foco principal o palácio do governo, passando por outros pontos no caminho. Passei primeiro pelo Museo Ferrocarril, q fica perto do hostel, mas eu não tinha dinheiro pra pagar a entrada, hehehe... Custa G$ 10 mil, algo em torno de R$ 5.

 

Fui pra Calle Palma trocar dinheiro, e de lá cheguei no Palácio los López, a sede do governo paraguaio. Se parar para pensar, como sede do governo de um país, chega a ser modesto. Mas achei o prédio mto bonito, onde ao lado tem uma praça pra descansar, e se proteger um pouco do sol, hehehe. Dei uma andada breve no porto, q fica ao lado, e não tinha nada de especial. Dei a volta por trás, e andei pela avenida costaneira do rio Paraguai. Aquele lugar antigamente era uma grande favela, e foi totalmente reconstruído. Ficou mto bacana para se fazer caminhada ou corrida.

 

Mas, andando mais pra frente, ainda tem parte da favela, de onde sai um odor forte e mto desagradável. E de frente para ela, fica o prédio da Assembleia Legislativa, literalmente. É só atravessar a rua. Fiquei assustado como lá esse contraste social é grande e evidente assim. Ao lado, tem uma praça onde fica o Cabildo, antiga sede do governo. Lembra um pouco a Casa Rosada em Buenos Aires. Atualmente o espaço é um centro cultural, com alguns objetos históricos em exposição, com entrada gratuita. Lá dentro, nos andares superiores, é possível ter uma visão "privilegiada" da grande favela q tem ainda na parte de trás.

 

Andando ainda pelo centro, passei na Casa da Independência, outro prédio histórico q foi transformado em um pequeno museu com entrada gratuita. O espaço era usado pelos personagens da época da independência do país. Fiquei uns 10 minutos e continuei andando. Na mesma avenida do palácio do governo, um pouco mais pra frente, está a Catedral Metropolitana de Assunção. É uma igreja mto bonita, mas estava fechada qdo fui. Ao lado está o prédio da Universidade Católica, q é toda feita de tijolinhos, mto bonita tb. Em frente, fica um enorme estacionamento, com vários flanelinhas. Ah, esse é o tipo de coisa q é quase impossível de fugir lá. Em praticamente todo o lugar q podia estacionar, haviam flanelinhas, msm sendo tarde da noite. Então, se for alugar carro para andar lá, é bom se atentar a isso.

 

Voltei para as 4 praças no centro, onde fica o Panteón, e comecei a "turistar" em mais detalhes ali ao redor. De frente, tem um bar mto famoso por lá, chamado Lido, onde se vendem comidas típicas. De noite, ferve de gringo. Na msm calçada, tem uma farmácia grande de esquina mto peculiar. Eles mantiveram toda a arquitetura antiga do local, mantendo um toque clássico no local. Além disso, preservaram uma parte do local de várias décadas atrás, e funciona como um mini museu. É uma verdadeira volta ao tempo, mto bacana de olhar.

 

No outro lado das praças, está o prédio do Banco Nacional de Fomento, uma espécie de BNDES deles, com uma bela arquitetura. E bem de frente, está o Hotel Guaraní, onde eu tinha ido no dia anterior pra comprar o ingresso do futebol. Na outra ponta da praça, tem uma feira de artesanato, q vende mtos artigos de couro e lembrancinhas.

 

Eu tenho o hábito de "bater ponto" em toda unidade do Hard Rock Café q vejo em viagem, e fiz isso lá tb, hehehe. Dentro do hotel, tem um, bem parecido com qq outro q tem por aí, mas pequeno. Como eram 15h, estava só eu comendo por lá. Pra fazer a digestão, continuei caminhando e suando horrores, hahaha. Indo em direção ao hostel, fui conhecer a Praça Uruguaia, q fica de frente pro Museo Ferrocarril. É um espaço bem cuidado, onde ficam mtos adolescentes, grupos de pessoas conversando, tomando seu mate...

 

E falando no mate, é quase uma unanimidade entre eles. Quase todo mundo toma isso na rua. Por conta do calor, eles usam água gelada. Então é mto comum pessoas carregando o kit com a garrafa + cuia. Os ônibus velhos possuem um "suporte" de ferro onde os motoristas colocam o seu mate, e ficam bebendo enqto dirigem. Algumas pessoas na rua vendem "refil" de erva ou água gelada.

 

E por fim, fui conhecer uma escadaria q tinha a vista para o rio Paraguai. Caminhei então até a Escalinata Antequera, q é a... escadaria da rua Antequera! Mas já vou dizendo q não tem nada de mais, pois se vê o rio beeeem de fundo, quase nada. Foi uma caminhada à toa. Pra não perder tanto o tempo, fiquei assistindo um grupo jogando futebol numa quadra q tem ali ao lado.

 

Antes de voltar pro hostel, corri para tentar entrar no Museo de Bellas Artes, e consegui! Ficava num prédio antigo perto da Praça Uruguaia, mas o novo endereço é na Eligio Ayala, na direção oposta ao centro. É um prédio modesto, com poucas salas e poucas obras, mas uns 15 minutos é o suficiente pra conhecer tudo. Ah, e tb é entrada na faixa.

 

Voltei para o hostel para planejar o dia seguinte, q seria pelas redondezas de Assunção.

Olá!

Tenho um Instagram do Paraguai, para divulgar o destino para os brasileiros. Posso postar suas fotos com os devidos créditos?

Grata!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
DIA 2 - 15/3 - Assunção

 

Falei mto no primeiro dia, vou tentar resumir mais nos próximos, rsrsrs... Esse dia eu tirei para conhecer a cidade, tendo como foco principal o palácio do governo, passando por outros pontos no caminho. Passei primeiro pelo Museo Ferrocarril, q fica perto do hostel, mas eu não tinha dinheiro pra pagar a entrada, hehehe... Custa G$ 10 mil, algo em torno de R$ 5.

 

Fui pra Calle Palma trocar dinheiro, e de lá cheguei no Palácio los López, a sede do governo paraguaio. Se parar para pensar, como sede do governo de um país, chega a ser modesto. Mas achei o prédio mto bonito, onde ao lado tem uma praça pra descansar, e se proteger um pouco do sol, hehehe. Dei uma andada breve no porto, q fica ao lado, e não tinha nada de especial. Dei a volta por trás, e andei pela avenida costaneira do rio Paraguai. Aquele lugar antigamente era uma grande favela, e foi totalmente reconstruído. Ficou mto bacana para se fazer caminhada ou corrida.

 

Mas, andando mais pra frente, ainda tem parte da favela, de onde sai um odor forte e mto desagradável. E de frente para ela, fica o prédio da Assembleia Legislativa, literalmente. É só atravessar a rua. Fiquei assustado como lá esse contraste social é grande e evidente assim. Ao lado, tem uma praça onde fica o Cabildo, antiga sede do governo. Lembra um pouco a Casa Rosada em Buenos Aires. Atualmente o espaço é um centro cultural, com alguns objetos históricos em exposição, com entrada gratuita. Lá dentro, nos andares superiores, é possível ter uma visão "privilegiada" da grande favela q tem ainda na parte de trás.

 

Andando ainda pelo centro, passei na Casa da Independência, outro prédio histórico q foi transformado em um pequeno museu com entrada gratuita. O espaço era usado pelos personagens da época da independência do país. Fiquei uns 10 minutos e continuei andando. Na mesma avenida do palácio do governo, um pouco mais pra frente, está a Catedral Metropolitana de Assunção. É uma igreja mto bonita, mas estava fechada qdo fui. Ao lado está o prédio da Universidade Católica, q é toda feita de tijolinhos, mto bonita tb. Em frente, fica um enorme estacionamento, com vários flanelinhas. Ah, esse é o tipo de coisa q é quase impossível de fugir lá. Em praticamente todo o lugar q podia estacionar, haviam flanelinhas, msm sendo tarde da noite. Então, se for alugar carro para andar lá, é bom se atentar a isso.

 

Voltei para as 4 praças no centro, onde fica o Panteón, e comecei a "turistar" em mais detalhes ali ao redor. De frente, tem um bar mto famoso por lá, chamado Lido, onde se vendem comidas típicas. De noite, ferve de gringo. Na msm calçada, tem uma farmácia grande de esquina mto peculiar. Eles mantiveram toda a arquitetura antiga do local, mantendo um toque clássico no local. Além disso, preservaram uma parte do local de várias décadas atrás, e funciona como um mini museu. É uma verdadeira volta ao tempo, mto bacana de olhar.

 

No outro lado das praças, está o prédio do Banco Nacional de Fomento, uma espécie de BNDES deles, com uma bela arquitetura. E bem de frente, está o Hotel Guaraní, onde eu tinha ido no dia anterior pra comprar o ingresso do futebol. Na outra ponta da praça, tem uma feira de artesanato, q vende mtos artigos de couro e lembrancinhas.

 

Eu tenho o hábito de "bater ponto" em toda unidade do Hard Rock Café q vejo em viagem, e fiz isso lá tb, hehehe. Dentro do hotel, tem um, bem parecido com qq outro q tem por aí, mas pequeno. Como eram 15h, estava só eu comendo por lá. Pra fazer a digestão, continuei caminhando e suando horrores, hahaha. Indo em direção ao hostel, fui conhecer a Praça Uruguaia, q fica de frente pro Museo Ferrocarril. É um espaço bem cuidado, onde ficam mtos adolescentes, grupos de pessoas conversando, tomando seu mate...

 

E falando no mate, é quase uma unanimidade entre eles. Quase todo mundo toma isso na rua. Por conta do calor, eles usam água gelada. Então é mto comum pessoas carregando o kit com a garrafa + cuia. Os ônibus velhos possuem um "suporte" de ferro onde os motoristas colocam o seu mate, e ficam bebendo enqto dirigem. Algumas pessoas na rua vendem "refil" de erva ou água gelada.

 

E por fim, fui conhecer uma escadaria q tinha a vista para o rio Paraguai. Caminhei então até a Escalinata Antequera, q é a... escadaria da rua Antequera! Mas já vou dizendo q não tem nada de mais, pois se vê o rio beeeem de fundo, quase nada. Foi uma caminhada à toa. Pra não perder tanto o tempo, fiquei assistindo um grupo jogando futebol numa quadra q tem ali ao lado.

 

Antes de voltar pro hostel, corri para tentar entrar no Museo de Bellas Artes, e consegui! Ficava num prédio antigo perto da Praça Uruguaia, mas o novo endereço é na Eligio Ayala, na direção oposta ao centro. É um prédio modesto, com poucas salas e poucas obras, mas uns 15 minutos é o suficiente pra conhecer tudo. Ah, e tb é entrada na faixa.

 

Voltei para o hostel para planejar o dia seguinte, q seria pelas redondezas de Assunção.

Olá!

Ótimo relato e belas fotos. Gosto bastante do Paraguai.

Tenho um Instagram sobre o Paraguai. Posso postar algumas fotos da sua autoria com os devidos créditos?

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por xmday
      Olá amigos
      Nesse curto post, vou resumir a dica de como fazer a visita à usina de Itaipu pelo lado paraguaio a custo zero, já que eles não cobram absolutamente nada.
      Eu já fiz a visita à Itaipu do lado brasileiro em 2012 (na época 20 e poucos reais) e em 2019 retornei à Foz do Iguaçu. Me assustei com o aumento do preço (42 reais) e resolvi pesquisar como ir na Itaipu paraguaia, já que ia passar um dia em Ciudad del Este.
      É muito fácil ir à Itaipu paraguaia, mas antes pesquise os horários das visitas no site:
      https://cti.itaipu.gov.py/es/node/20
      1. pegue o ônibus internacional que faz Foz do Iguaçu x Ciudad del Este. Desça próximo do ponto final e vá ao micro terminal de ônibus urbano de Ciudad del Este
      O terminal é pequeno e há muitos ambulantes dentro vendendo de tudo, rs.
      https://www.google.com/maps/place/Terminal+Bus+Urbano/@-25.5101438,-54.6162558,16z/data=!4m8!1m2!2m1!1sterminal+ciudad+del+este!3m4!1s0x0:0xd2de0bcc4d38d8f4!8m2!3d-25.5101438!4d-54.6162558
       
      2. pegue um ônibus para Hernandarias. O boleto custa 3000 Gs (cerca de 2 reais). O ônibus vai fazer +/- o percurso abaixo. Calcule pelo uns 45min de deslocamento (ônibus + caminhada) + o tempo de espera do ônibus para Hernandarias.
      Desça no ponto de ônibus do lado oposto ao posto de gasolina da Petropar (o ponto de ônibus da volta fica colado ao posto). Aguardamos uns 10min apenas para pegar o ônibus e o deslocamento durou menos de 30min.
      Ponto onde vc vai saltar:

      E o ônibus segue para Hernandarias....

      3. caminhe 650m até chegar no centro de recepção de visitantes da Itaipu paraguaia
      Só seguir as placas

      Chegamos

      4. Para voltar, pegue o mesmo ônibus no ponto colado ao posto de gasolina Petropar

       
      Aproveito para protestar sobre o alto custo da visita à Itaipu brasileira rssss
    • Por luizbellotti
      Gostaria de saber se alguém recentemente fez esse percurso saindo de Santa Cruz para Assunção, Paraguai.
      Pretendo voltar do Peru passando pela Bolívia e Paraguai para chegar em Foz de Iguaçu.
      Estou na dúvida da existência de ônibus no trajeto, preço, entre outras coisas. Há pouca informação e não confiei muito na que conta no Rome2Rio.
      Se alguém puder dar alguma dica ou informação mais atualizada eu agradeço.
    • Por Gabriel Santus
      "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas." - (Novos Baianos)
       
      Um novo olhar sobre o Mundo.
       
      Olá viajantes,
       
      Compartilharei com vocês meu mochilão que deu início em Dez/18. Irei compartilhar um pouco de como me organizei nos aproximadamente 45 dias antes do início da Trip, bem como, eu defini "roteiros", datas e claro, financeiramente a jornada. Já li diversos relatos, muitos serviram de inspiração, e um 'algo' que sempre tive em mente é fazer um mochilão roots - até também porque, no meu caso, a grana é curta.
       
      Pois bem, no final de Outubro de 2018 eu estava completamente saturado  (como a maioria dos Brasileiros, penso.) Sempre busquei acampar e estar em contato com a natureza, afinal, faz longos 13 anos que sou escoteiro. E sempre a mesma coisa: "Eu saía total do clima tenso da cidade e do trabalho, passava dias perfeitos acampando e quando voltava, em menos de 1 dia na cidade já me saturava novamente." Após ler diversos relatos e de me senti, de certa forma, "preso" neste ciclo, decidi que realizaria um mochilão, sem data de retorno, sem destino final, somente uma bela ida e vivida pelo o tempo que for. Um dia, um semana, um mês, quiçá, em ano? Estava ansioso para descobrir.
       
      Por onde começar? - Questionei nas primeiras horas. - Até que comecei a levantar uma lista de possíveis lugares da América do sul e passei a linkar rotas, ver preços de deslocamentos, me joguei de cabeça na cultura Latino-americana. Foi aí que reparei como tudo hoje em dia é demasiadamente comercial, principalmente os valores. - Não posso procurar como se fosse um turista querendo férias, afinal, não sou um turista querendo férias. - Então a partir deste instante passei de fato a me portar e pensar como um Mochileiro. Passei a pesquisar as rotas de carona, pensar em acampar em qualquer lugar, maneiras de "salvar' dinheiro e como viajar sem grana. Resultado, Primeira semana de Novembro e eu já tinha todo um pré-roteiro definido: Sair do Brasil por foz, adentrar a Ruta 12 no início, caronar até chegar na Ruta 14, a rota que leva até Buenos Aires, tentaria levantar uma grana em Buenos Aires e continuar seguindo para o Sul sentido Patagonia, pois afinal, para voltar é só ir sentido Norte, subir pelo o Chile, cortando todo o País e continuar, Peru, Bolívia, Colômbia e por onde mais tiver de ser. Exatamente esse era meu ‘Pré-roteiro’ e confesso que não teve grandes alterações, pois ir caronando proporciona viver o local e a cultura, conhecer entre uma cidade e outra as histórias que há, bem como as belezas além - escondida do turismo comercial - e claro, salvar o máximo de dinheiro.
       
      Irei detalhar mais para vocês meu roteiro e planejamentos, principalmente a parte financeira, antes gostaria de deixar aqui um lembrete: 'Essa tem sido minha experiência na Trip e há diversas maneiras de mochilar, isso não diminui ou engrandece nenhum mochileiro. Somos da mesma família, portanto, iguais. Acredito que cada um viaja como pode e como o satisfaz, afinal, viajar é se conectar com pessoas e lugares, é viver experiências únicas e incríveis, além de fazer do viajante cada vez mais, um cidadão do Mundo, rompendo fronteiras, preconceitos e expandindo nossos ser.
      Respeito e Gratidão para todos Vocês!
       
      Dito isso. Valores! No pouco tempo que me restava até Dezembro, capitalizei para levar cerca de 1,2k. Sim, isso mesmo, Somente R$1.200,00. Não incluso nesse valor, eu gastei cerca de R$260,00 com uma passagem de ônibus da linha 'São Paulo - Foz do Iguaçu' e cerca de R$150,00 em Equipamentos que vou listar para vocês. Ou seja, sai do país com apenas R$1.200,00 e tive um custo total de R$1.610,00.
       
      Segunda semana de Novembro e eu ainda estava trabalhando, não havia comentado nada com ninguém, ninguém mesmo. Planejava e organizava que acabei não comentando com familiares e amigos com exceção do meu Brother de mesmo Nome, Gabriel, pois morávamos na mesma casa. Foi na última semana de novembro que sai do trabalho feliz da vida, afinal, estava agora indo terminar de arrumar a mochila e começar a viagem para me encontrar, pois é desse modo que visualizei tudo, preciso me encontrar e aqui vou, seja lá onde isso for. Após comunicar familiares e os amigos mais próximos sentia que de fato minha bagagem estava completa, com todas boas energias e incentivos, embora um ou outro tentou se opor à minha decisão, no final, nada puderam fazer e hoje gozo com felicidade.
       
      Mochila e Meus itens  
      1 Isolante Térmico
      2 Calça corta vento
      1 Calça Jeans
      1 Blusa de lã top (homemade)
      1 Blusa qualquer
      5 Camisetas
      1 Camisa
      2 Regatas
      3 Shorts
      1 Touca
      4 Meias (descobrir que pode ser pouca)
      1 Par de Luvas
      1 Par de Chinelo
      1 Par de Tênis (Um para usar fora da estrada ou trekking, tênis comum)
      1 Bota Caterpillar Preta (propaganda gratuita, mas é a bota de minha preferência e dinheiro.)
      1 Toalha
      1 Kit de higiene pessoal
      1 Kit primeiro socorros ( faixa, antialérgico, anti-inflamatório, dor de cabeça, dor muscular, gripe, anticéptico e itens para curativo)
      1 Canivete 12cm de Lamina
      1 Prato e kit de talheres para acampamento
      1 Garrafa de 1Lt para Aguá
      1 Fogareiro boca unica
      2 Lanterna
      15M de corda para camping
      2 Livros pequenos
      Meus materiais de trabalhos* ( Faço artesanato e algumas artes, vou descrever melhor no decorrer)
      Meus Trabalhos**
      1 Pen-drive com documentos, arquivos pessoais, etc.
      2 cadeados (2 mochilas)
      Tudo está dividido em 2 mochilas, sendo uma de 60 Lts + 5 e outra mochila de 15 Lts, as duas totalizavam 14 kg (atualmente até menos). Confesso que eu estava sempre com a sensação de estar esquecendo algo, mas no meu caso foi só a sensação mesmo, descobri que carreguei bagagem demais, e aos poucos me desfaço de algumas coisas deixando a mochila cada vez mais leve e apenas com o essencial. Aos poucos vou desapegando das coisas, tudo vem e tudo vai, e na maioria das vezes foi preciso algo ir para que pudesse vir um novo em seu lugar. Como um dos livros, que virou presente para uma simpática mulher enquanto conversávamos sobre literatura. Senti que ela precisava de ler, mas não tinha tempo de emprestar e pegar de volta, então eu simplesmente deixei o livro seguir seu caminho e fazer parte, agora, da história dela também. Ela nem ao menos falava português (nem eu o Espanhol) e foi numa conversa em Portunhol que tudo aconteceu, ela ficou muito feliz com o presente inesperado. Maravilhosa mulher, maravilhoso ser.
       
      Sai de São Paulo e depois de 17 horas estava em Foz do Iguaçu, a cidade é realmente linda, o Sul do Brasil é lindo, repleto de campos e montes. Fiquei por Foz mesmo pois já era quase 18:00 horas.
       
      No primeiro dia, acordei e fui para o Paraguai, lá terminei de adquirir alguns equipamentos que faltavam bem como:
      1 Cobertor Camping (nunca fui chegado à saco de dormir, choices)
      1 Tenda
      1 Isolante Térmico
      1 Cobertor Térmico  (passar frio nunca, Paulista passa é calor)
       
      DICA: Tem muita coisa que é realmente muito barato no paraguai - a grande maioria de equipamentos, eletrônicos, bebidas e roupas - Se por acaso forem mochilar e porventura o Paraguai tiver em sua rota, vale a pena comprar alguns equipamentos lá, visto que o custo é menor dá pra economizar bem. Mas claro, só digo isso se o Paraguai estiver em seu roteiro, pois a grana que poderá economizar é incrível, como no meu caso. Pois comprei todos os itens acima, uma garrafa de vodka boa e uma bag 15Lts Waterproof, com apenas R$100,00.  
       
      Aproveitei e deu uma bela andada pela cidade, no entanto Punta Del Este é uma cidade comercial e tem todo tipo de lojas e comerciantes possíveis, a mesma pessoa que te oferece 10 par de meias por R$10 também irá te oferecer drogas e armas. Pior que a 25 de Março em SP, cidade donde veio. Loucura aquele lugar.
       
      De volta a Foz ainda no primeiro dia, estive em um Hostel onde conheci uma Sul Coreana que marcou o início da viagem demonstrando ser uma pessoa incrível, com um Carioca doideira e, junto Tiago, um Brother BR (Ele merece um artigo só pra ele para contar brevemente algumas de nossas histórias roots). Passamos a noite tomando Caipirinha após um jantar Inteiramente BR, com feijão, arroz e farofa (primeira vez que a Sky Lee comia e bebia como brasileira) foi maravilhoso e ao mesmo tempo um tanto emocionante, pois aquela foi de fato minha última noite no Brasil.
       
      Segundo dia em Foz, Me levantei cedo e realizei o Check-out antes mesmo da hora. Precisava pegar a estrada o quanto antes. Peguei um ônibus para Puerto Iguazú (Na Argentina, cidade fronteira com Foz) por R$4,80 no lado de fora do terminal urbano de ônibus, esse ônibus para na imigração e aguarda enquanto você dá a entrada no país. Uma vez dentro da fronteira ele te leva até a rodoviária de Puerto Iguazu que fica logo no centro da cidade. Dei uma andada na cidade, mas já sabia que por ela eu só passaria, então fui para o outro lado da cidade onde se inicia a Ruta 12, rota onde começou as caronas. Foram 2h parado esperando carona com a plaquinha e o dedão um pouco adiante da saída de um posto da YPF, nada aconteceu, então fui andando no acostamento até que entrei na Reserva Nacional Argentina - era disso que eu estava falando - Oláaa natureza sua linda! Não foi muito tempo andando até que parei novamente e tentei a carona, cidade Wanda. Dessa vez em poucos minutos funcionou, primeira carona uhuuul. No entanto ele não iria para a cidade e me deixou mais a frente próximo à um posto policial onde disse ser mais fácil e melhor para caronar. Foi tão rápido que mal conversamos, mas agradeço novamente ao Senhor Érico! E não é que ele estava certo, menos de 10 minutos parou um caro com 2 garotos, homens jovens, e ofereceu a carona até Wanda. Foi maravilhoso a carona, e ainda iam contando histórias de como é acampar na reserva, inclusive pararam o carro na barragem da reserva para tirar foto, um deles disse: " faz 10 anos que passo por aqui sempre e nunca parei 2 minutos se quer para admirar a beleza, agora com você, é um prazer enorme fazer isso e contemplar essa beleza". Isso foi maravilhoso. Chegamos em Wanda, Gratidão total Hernan e Rafael. Wow, o dia está para acabar e não dá mais para pedir carona (por política pessoal, não pego carona de noite pois de longe é o melhor momento para isso) vou acampar na beira da estrada! Sim meu amigos, caros Viajantes. Acampei na beira da estrada, vendo a lua brilhar e ouvindo um silêncio maravilhoso que era quebrado apenas pelo som dos poucos carros que às vezes passavam, estava amando a experiência, de repente um cara, do nada, no escuro apareceu. Me deu um baita susto, mas era apenas um comerciante que viu minha chegada do outro lado da Ruta e queria saber se eu queria algo, um Mate, Chipas ou até mesmo Marijuana, pois ele teria ali. Sim, fiquei pasmo com o que ele falou e claro que ajudei o pobre comerciante, que por educação me convidou para desayunar com ele na manhã seguinte. . . Passei a noite feliz, dormir bem e acordei Pleno!
       
      Tudo isso apenas no primeiro Dia de Estrada. Nem imaginava as aventuras adiante, estava me sentindo livre, totalmente liberto das correntes do consumismo e da sociedade, estava livre dos estigmas alheios e finalmente me sentia no caminho para me encontrar, porque 1 dia na estrada nos ensina muita coisa, os dias são de fato aulas intensivas de viver.
       
      Dia seguinte, acordo na estrada, com o sol torrando a barraca logo cedo - Hora de começar o dia! - Cafe da manha com um panetone de chocolate que comprei com 15 pesos no dia anterior e não havia comido tudo. Bastante água, pois o nordeste argentino é bastante quente e úmido. Bora para estrada pois a próxima cidade é Eldorado. Foram longas horas debaixo do sol quente até conseguir. Mas valeu a pena, pois era 13h da tarde e já estava em Eldorado, foram mais de 100 Km tranquilos.
      Em Eldorado fiquei por 3 dias, fiquei na casa de um Senhorzinho que acolheu com muito carinho e foi muito hospitaleiro. Dale Sr. José, dono do cachorro Chiquitin muito fofo.
       
      A Cidade de Eldorado é maravilhosa! Uma cidade pequena, totalmente em meio à natureza (posteriormente fui saber que ela fica ainda na Reserva Nacional, e que essa se estende por muitos KM). Por volta das 18h as pessoas vão para a praça central da cidade tomar Mate e ficar de bobeira até umas 20h, ver aquela cena foi incrível, pois a cidade que até então era vazia e pacata se tornara por 2 horas uma cidade extremamente viva e movimentada. Como não tem muito o que fazer lá, os habitantes vão descontrair na praça, formando rodas de mate e deixando as crianças se divertirem. Conheci 2 Skatistas e destes não me recordo os nomes, pois foi uma conversa rápida mas muito rica, eles mostraram lugares para acampar e para ficar tranquilos na cidade, que o ponto forte deles é a natureza e calmaria. De fato, me rendeu 3 dias de pura paz. E assim passei o Natal, a data mais família do ano, Sozinho numa cidade pequena, sem a extravagância de fogos de artifícios ou um jantar farto e rico, e não senti falta disso. Foi maravilhoso sentir que eu estava finalmente entrando em sincronismo com o universo, sentindo a paz e vivendo o presente sem pensar no futuro ou passado.
       
      Estar na estrada mexeu comigo, pois até então eu sempre estive em um turbilhão de coisas e supostos deveres, no entanto, meu único dever passou a ser viver o momento. E a cada segundo uma nova descoberta, a prática da paciência e o autoconhecimento, guia a energia vital por todo o corpo, como resultado, um vigor infinito. Tudo passa a ser possível!  
       
      Okay, depois de muito meditar e renovar as forças, hora de pegar a estrada, Gratidão Eldorado por ter me tocado a alma e por me fazer amar ainda mais a vida! Passei no mercado, comprei pão, doce de leite e uma proteína, e umas coisinhas pensando em 2 dias, não gastei quase nada, foi barato. 60 pesos tudo. (irei compilar algumas dicas úteis para alimentação na estrada)
       
      Agora na estrada sentido Oberá, porém, são 300 km de Eldorado até Oberá, então decidi fazer em 2 partes, Carona até Jardim America, trocar de rota e ir para a Ruta 7 (pois um moço disse ser mais viável para carona até Oberá). Foram umas 2 horas até pegar a primeira carona, José. Novamente um moço gentil ele falava muito rápido, não pude compreender muito do que falava, mas ele tbm não me entendia, então estava tudo bem, em meio as palavras tinha sempre nossos risos e sorrisos felizes de estar sob a companhia um do outro. Em questão de uns 50 minutos estávamos em Jardim America, pequena cidade. Caminhei até a Ruta 7, fica apenas uns 100m, e novamente na frente de um posto policial em poucos minutos a segunda carona, infelizmente não foi até oberá pois o Sr. Maurício não iria até lá. No entanto fiquei em apenas 1 cidade antes de oberá e faltava apenas 40 KM, insistir em caronar ainda pela Ruta 7 e logo veio a terceira carona do dia, desta vez, até oberá. Foi com o Daniel, um brother muito doido, fumava um cigarro atrás do outro, mas era incrível conversar com ele, durante 5 anos ele mochilou pela argentina e sempre dá carona para mochileiros. contou um pouco da história dele e quando chegamos no destino ele simplesmente me deu o maço de cigarro dele. Sem mais nem menos, tentei negar, mas foi um insulto, logo aceitei e partiu acampar, passar mais uma bela noite sob as luzes das estrelas e o lindo olhar do, quase vazio, Luar. Dessa vez, na cidade de Oberá!
       
       
      Até então tudo vem sendo muito simples, aprendendo um bocado sobre as coisas, e ainda mais sobre mim. Aprendendo a lidar com a saudade e aprendendo a se reinventar, pois somos cada dia versões melhores de nós mesmo, basta acreditar e querer evoluir.


       
      Antes de continuar a compartilhar, quero falar sobre meu sentimento em meio à tantas transformações, minhas influências e contar um pouco de como foi o processo de mudança e adaptação, afinal, eu estava em meio á outra(s) cultura(s) e vale lembrar que eu adentrei sem saber o Idioma.
       
      Começarei pelo idioma, eu pensava - Português e Espanhol são línguas parecidas - e por isso basta falar devagar que vamos nos entender e assim pouco a pouco vou aprendendo o idioma e sua variações. Certo? - Completamente errado! Eles simplesmente não me entendiam! Não importa o quão devagar eu falasse e quão parecido fosse algumas palavras, eles não entendiam! Foi necessário criar ‘regras’ de lógica linguística baseada nas que eu sei de Português, para começar a pensar mais claro em Espanhol, como por exemplo prático: Palavras no Português com ‘São’  como, Comissão; Televisão; Versão; Expressão, entre outras, eu substitui por ‘Sion’, como Comisión; Television; Version; Expression. Vou ser franco, para pegar a base e começar a se virar no idioma é muito útil fazer isso, costuma funcionar, como isso não é nenhuma regra de gramática não é aplicável em 100% dos casos, mas é aplicável suficiente para poder desenvolver o idioma e expandir o vocabulário. Logo pessoas começam a corrigir e com isso, tendo humildade para receber a informação, muito aprendizado se adquire, mas é fato que sempre faço comparação com o português para fixar as diferenças, criando diversas regras doidas que acaba sendo incrivelmente funcional pela sua simplicidade. Um outro exemplo são os ditongos, a grande maioria dos ditongos em Português que tem ‘o’ em Espanhol é ‘ue’ Como: Novo - Nuevo; Porto - Puerto; Conto - Cuento, e por aí vai. Isso tem dado muito certo, pois para uma pessoa que não tinha base nenhuma em Espanhol entender completamente diálogos e poder criar conversas com nativos, é maravilhoso!
       
      A estrada é divertido! Se no dia-a-dia são haver risos e sorrisos, a vida é difícil para qualquer um. Então estar em harmonia com o espírito ajuda a mente a manter-se alegre, a melhor maneira de isso acontecer é se divertindo. Deste modo, o dia-a-dia fica ainda mais leve ainda que seja passando algum perrengue. E por falar em perrengue, todo problema tem ao menos duas boas soluções, então manter-se leve e positivo é necessário, para que tudo flua da melhor maneira possível. “Nunca entre em pânico”
       
      Vamos falar de Saudade? - Neste caso, vou dizer como aprendi a lidar com meus sentimentos - Não foi fácil, e desde quando decidir sair de mochilão evitei pensar nisso, porque sabia que uma hora eu sentiria saudade de algumas pessoas, e teria que lidar com isso. Além disso, eu deveria aprender a me conectar mais com meus sentimentos, me ouvir, me conhecer e entender o que eu sinto, ao menos, um de meus objetivos é encontrar meu lugar em mim mesmo. Então antes de começar a entender onde fica esse lugar, tive que aprender a organizar onde fica o lugar de cada saudade, Mãe, Irmã, Irmão, Amigo que é mais que Irmão e as poucas pessoas que tenho conexão. Entender que por mais que seja grande a saudade é natural e deve ser sentida, não devemos sentir saudade como se fosse algo dolorido, temos sentir com orgulho de ter essas pessoas e poder contar com o amor delas, pois a maior virtude da vida é amar e ser amado. Aprendi isso na estrada somente, pois até então eu sentia um vazio quando sentia saudade, pois era a falta de algo que eu sentia, hoje, sinto saudade e sinto um preenchimento completo, pois vejo todos os motivos maravilhosos que tenho para sentir esse sentimento tão especial.

       
      Estrada vai, estrada vou.
       
      Oberá é uma das grandes cidades do nordeste Argentino. Conta com a presença do parque nacional Oberá, tornando-a ainda mais bela. No entanto não passei muito tempo pela cidade, estava já com a plaqueta feita e novamente seria L. N. Além, uns 120 Km de Oberá.
       
      Foram longas horas debaixo de um sol escaldante, quase não havia movimento na estrada sentido a próxima cidade, pois os poucos carros que passavam e fazia algum sinal de resposta diziam que entrar-ir-iam antes. Fazia muito calor, e como a cidade é bem arborizada e úmida, a sensação térmica estava a mil. Decidi que comeria algo e ficaria um pouco na sombra.

      Após comer e beber bastante água, voltei onde estava e o cenário não havia mudado, estava ainda com pouca movimentação de carros. Enquanto comia próximo ao terminal, não distante da Ruta 14, ouvi uma mulher falando que tem um ônibus para a cidade de São José muito barato, é basicamente um coletivo. Sendo ainda mais preciso, como um desses ônibus que vai de São Paulo até Diadema. Dei uma olhada no mapa para ver onde ficava essa cidade e achei interessante, pois seria mais de 40 km de coletivo, tranquilo. 60 Pesos e ainda tinha água quente no ônibus, pude encher a termo e toma mate.
       
      Agora começa ficar doida a coisa. Cheguei na cidade de São José. Chorei. A cidade é distante demais da Ruta 14, porém, não havia movimentação nenhuma. Só tinha um estabelecimento aberto além da rodoviária e da Polícia, uma Sorveteria. O restante fechado, pessoas em suas casas, ninguém na rua, um ou outro cachorro que passava, mas só. Não achei posto de Serviço próximo, afinal, era uma cidade de campos, aquele era apenas o centro minúsculo e que tudo se resumia em campos. O posto mais perto fica certa de 7 - 8 Km da cidade, ao menos é na intersecção de 2 Rutas, uma Ruta X que mal posso me lembrar e a Ruta 14, minha Ruta.
       
      Andar por uma estrada reta e no calor é péssimo, pior ainda é ficar sem água. Isso estava quase se tornando realidade, entre o posto e o ponto onde eu estava na estrada era mais ou menos uns 6 Km e havia apenas mais uma rua cruzando a rota até que seja apenas campos e estrada e por sua vez o posto, ou seja, eu precisava conseguir água naquela rua! Para minha sorte, em uma das casa no início da rua havia uma família tomando Tererê em frente ao portão. Fui com minha garrafa D'água vazia até eles. - boa tarde, tudo bem? Sou mochileiro e estou passando pela sua cidade, não achei nenhum estabelecimento ou posto de serviço próximo e estou sem água, vocês podem me ajudar com um pouco de água por favor? - Fui o mais educado, embora havia progredido bastante no Idioma, era claro meu acento e as diversas vezes que falava em Português pensando estar falando Espanhol, então eu entenderia se eles pedissem para repetir ou não tivessem entendido. Ao princípio ninguém falou nada, depois de ver que eu estava esperando alguma resposta, ou qualquer coisa, uma senhora simplesmente falou - Não. - eu olhei para os outros como quem diz “ Não, o que?”. Eles entenderam, afirmaram, não temos água. O garoto que melhor fez e colocou cerca de 200 ML da termo dele na garrafa. No entanto, nada disse, nada disseram, só existiram. Eu não entendi foi é nada. Preferir não pensar sobre e agradeci com um belo sorriso, embora pouco, eu tinha um pouco mais do que momentos antes, já é algo.
       
      Caminhei o restante da estrada focado, refletindo em todo momento. A paisagem se tornou uma parceria incrível, pois sempre se transforma em quadros belos de arte natural. Desta vez não foi diferente, não era nenhuma plantação ou campos agrícolas, era somente mato em um espaço loteado vazio, um não, dezenas. Depois de 4 km andando, a água definitivamente acabou. Até que durou - Pensei e gargalhei - Continuei cerca de 500m e pude ver ao meio dos campos próximo à estrada,uma casa pequena, na medida que aproximava passei a ver que tinha uma pessoa sentada, também tomando Tererê. Quando Cheguei na frente da casa, disse o mesmo que disse para a última família, nem foi preciso dizer mais nada, a senhora rapidamente entrou em casa e em alguns minutos voltou com 2 Jarras de água gelada perguntando se eu só tinha aquela garrafa ou tinha mais para encher. Ela encheu a termo e outra garrafa de um litro e ainda tomei uns ‘goles’ lá mesmo. Ela não falou muito, e claramente não era normal aparecer alguém por aquela parte da cidade andando na estrada. Agradeci a gentil senhora, que salvou lindamente minha vida, continuei o restante até o posto de serviço feliz da vida, como sempre.
       
      Devido à circunstância isolada da cidade, o pessoal do posto de serviço aconselhou a esperar um coletivo e ir para alguma outra cidade além, pois ali nada teria e que as pessoas trabalham em campos portanto, pouco circulam pela cidade, conversei também com alguns caminhoneiros que estavam lá, e todos estavam vindo de Buenos Aires indo para O extremo Nordeste quase Brasil, fazendo todo o caminho que até então eu havia feito.
       
      Segui o conselho do funcionário do posto e aguardei um coletivo. Foram 65 Pesos até a cidade de Santo Tomé, Fronteira com o Brasil.
       
      Nessa cidade tudo aconteceu!
       
      Info: Irei postar a continuação e compartilhar todo o relato com vocês, incluindo Fotos, apenas não tenho datas e prazos, pois já estamos em Maio e Muuuuita coisa aconteceu. Escrever é algo que sempre que dá eu faço, tenho muito material desta jornada, afinal, já passei até por Buenos Aires e além. Mas dependo das condições favoráveis e tempo livre na Internet - O que confesso não ter muita prioridade e disponibilidade, visto que tenho um mundo a descobrir - Darei meu melhor, cedo ou tarde postarei mais, espero que em breve. Gratidão por ler e de algum modo fazer parte da minha história.   
    • Por Junior Jr (@rafildiss)
      Eae pessoal.
      "Oia nois aqui traveis " 
      Em Novembro de 2019, pegarei a estrada para fazer meu segundo mochilão.
      Desta vez o roteiro escolhido é Uruguai, Argentina e Paraguai, no máximo 20 dias e claro, todo terrestre. ( saindo de Floripa ).
      Se alguém for fazer esse mesmo roteiro e na mesma data que eu e quiser se juntar a essa maravilhosa aventura, será muito bem vindo.
      Deixem mensagem lá no insta e vamos  ajustando os detalhes desta viagem.
      Grande abraço à todos e sigam me os bons. @rafildiss 
       
       


×
×
  • Criar Novo...