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Sim e possivel alugar um carro em Cusco e chegar na hidroelectrica ponto mais proximo acessivel a macchu picchu.

nao foi facil achar relatos ou informaçoes a respeito desta possibilidade, e olha que procurei em portugues, espanhol e ingles, mas mesmo assim decidi encarar a aventura que mesmo em cusco ouvi dos locais que seria impossivel, senti que todo mundo quer vender o pacote de bus ou van ate a hidroelectrica, e ate dificil achar carro para locaçao por aquelas bandas, pelo que recomendo reservar com antecedencia, mas vamos aos fatos.

DIA 23 MAIO pegamos o carro um kia ceratto por 60 dolares a diaria e partimos rumo a pisac, apos passeio pela cidade continuamos o caminho dessa vez em direçao a Ollantaytambo, como estavamos atrasados e nao sabiamos ao certo o que nos esperava nem paramos aqui, ate aqui a estrada era boa, pista simples, bastante curvas, paisagens lindas.

pra frente começa a piorar cada vez mais a estrada, coloque no google maps este trajeto e vcs verao como e a estrada, e muuuuuita curva, so cotovelo, montanhas cobertas de neve, acerraçao, enfim velocidade limitadissima, mas o pior mesmo esta por vir, de santa maria, passando por santa teresa, ate a hidro e uma loucura, estrada de chao bordeando precipicios altissimos e em muitos trechos com pista pra um veiculo apenas, sendo que tem que tocar buzina nas curvas e torcer pra nao vir ninguem de frente pois ter que dar re naquelas condiçoes exige experiencia e sangue frio no volante, quedas de agua passando pela estrada com grande força, pontes precarias que parecem ser da epoca dos incas!, enfim adrenalina a mil.

apos muitas paradas para fotos e videos chegamos na hidro as 18;30, ja noite! mas vivos hehe, e o desafio continuava, deixamos o carro bem na frente da guarita da hidro e ofereci uns soles pro guarda para cuidar do nosso carro que estava com as malas dentro, esqueci de falar mas estavamos em 3 amigos, preparamos as mochilas e partiu fazer trilha a noite.

celular na mao e lanterna que compramos na hora mesmo 12 soles, no começo da trilha tem varias bancas vendendo agua, frutas, cervejas, chocolates, enfim tudo o necessario porem muito caro, compramos o minimo necessario, se informamos se seria possivel realizala de noite e ante a afirmativa dos locais mesmo com muitas duvidas e inseguranças não tínhamos escolha a não ser partir, pois tínhamos ingressos para huayna picchu as 7 da manha.

O começo da trilha é seguindo a linha do trem ate o final, algo como 10 minutos de caminhada e a partir de ai, a pior parte, mais 10 ou 20 minutos via trilha dentro da mata em busca do outro trilho de trem, finalmente saímos do mato e encontramos o trilho o qual seguiríamos pelas próximas 2 horas. as lanternas foram indispensaveis na jornada mesmo contando com lua cheia, pois são varias pontes onde tem que passar pelos trilhos.

finalmente avistamos as luzes da cidade e a felicidade foi grande, chegando la fomos abordados por uma moça que nos ofereceu quarto privativo por 25 soles por cbç, hotel inka wasi, barato e com cama confortavel e chuveiro bom, sem cafe. Foram 2 hrs e 20 minutos de caminhada rápida e constante, em terreno praticamente plano, tendo um leve ganho de altitude.

acordamos ás 6 hrs e decidimos economizar nos 12 dólares cobrados por trecho para subir de águas a macchu via bus e encaramos a subida a pé, via escadarias, pesado, foram em ritmo bem acelerado 45 minutos de subida íngreme, esqueci de falar que já as 6:00 da manha, horário que partimos a fila para pegar o ônibus já era quilométrica, porem andava rápido pois sai ônibus de 5 em 5 minutos.

Entramos em macchu e atravessamos as ruínas ate a entrada ao setor exclusivo para quem tem o ingresso a huayna, lembrando que os horários são restritos e não são toleradas entradas fora dos horários adquiridos. Levamos 1 hora para atingir o topo, e preciso ter em conta que praticamos esportes e estamos acostumados a fazer trilhas, a subida e cansativa e realmente não e para qualquer um, e necessário bastante força de vontade para não desistir no caminho, vi varias pessoas que infelizmente iam ficando pelo caminho, assim como vi cenas incríveis de pais carregando crianças de colo e chegando la, são 1300 metros de subida.

O cume e a gloria, lembrei de todo o esforço que realizamos para estar la naquele momento e foi muito emocionante, tiramos muitas fotos, mas sinceramente as melhores são do outro lado, da porta do sol em macchu. Para quem quer subir o huayna deve saber que o ingresso deve ser comprado com antecedência minima de 90 dias. Curtimos a energia e a vista do topo e por recomendação de um monitor do parque decidimos aumentar o trajeto (ou sofrimento) por mais 2 horas de caminhada ate a gran caverna, que furada! 2 horas sacrificantes por uma merda de uma caverna, ok na real a caverna deve ser massa, mas por segurança ela foi fechada e só da pra ver a entrada, tipo ::mmm: nada a ver, não façam essa bobagem, só pensava naquele sacana que disse valer muito a pena ir na caverna, realmente a trilha e muito visual, com trechos que tem que usar cabos e escadas de troncos que faziam as pernas tremer de costas ao abismo, mas no conjunto da obra foi exagero, ainda tínhamos todo macchu para recorrer.

Descendo a macchu se dirigimos a entrada novamente e combinamos com um guia em espanhol que estava juntando um grupo, 20 soles por pessoa, um tour de 2 horas explicando a cidade e como era a vida daquele povo. Apos isto se separamos para curtirmos bem a vontade as ruínas, ate umas 15 horas pos pic nic com frutas e bebida que levamos pois la e absurdo de caro, e um descanso com aquela vista maravilhosa e tradicional desde a porta do sol o melhor lugar para o retrato famoso.

Outra coisa e não esquecer de carimbar o passaporte com o selo de macchu picchu, ao lado do guarda roupa, logo na entrada do parque.

Apesar do cansaço acumulado (1 hora de aguas a macchu, 4 hrs circuito huayna, caverna,macchu, 2 hrs guia macchu, total 7 hrs) resolvemos economizar mais 12 dólares e descemos a pé, bem mais fácil que a subida, por isso se quiser economizar na descida e comprar a subida pode ser uma boa. Foram mais 50 minutos de descida e mais 20 ate aguas caliente. Nesse dia só deu mais pra jantar e dormir cedo, doendo o corpo inteiro, mas com a alma regozijada.

No outro dia acordamos as 7 da manha e partimos a pé rumo á hidro desta vez de dia apreciando o belo caminho que tinha passado desapercebido na vinda a noite. e que caminho, sempre costeando o rio e com huayna e macchu o tempo todo a nossa esquerda. foram 2:30 de caminhada e muitas fotos ate a hidro, carro intato, almoçamos e tomamos umas cervas num restaurante onde tinha um grupo grande de gringos comendo, 12 soles, entrada, principal e sobremesa, depois disso pé na estrada para mais 6 horas e mais muitas fotos e videos maravilhosos pelo caminho, janta e passeio em ollanta e devolução do carro para no outro dia voltar para casa ja cedo. Em cusco ficamos no pariwana hostel o qual recomendo, top, quarto para 10 pessoas 42 soles com cafe, excelente localização a 2 quadras da praça de armas e camas e chuveiros excelentes, enfim e possível sim, e barato tbm, foram 3 diarias de 60 dólares, mais 115 soles de gasolina.

E isso, ta ae mais um jeito de explorar essa joia do nosso continente, qq dúvida tentarei ajudar, vlw!

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  • 1 ano depois...

  • Membros

Não acho que vale a pena alugar carro em Cusco.

Qualquer transporte (excursão guiada por agência, táxi, uber, ônibus, van por contra própria) é extremamente barato; as estradas podem ser perigosas e cansativas para quem não conhece; na cidade de Cusco, especialmente na região central, não há local para estacionar e o trânsito é sempre um caos, com motoristas (taxistas principalmente) loucos. 

 

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  • 1 ano depois...
  • Membros

Vou pro Peru dia 31/05 e quero assim que chegar alugar um carro no aero pra ir punta hermosa e conhecer outras praias até dia 05/06 quando retornaremos para o aero de Lima para ir pra Cusco. Em relação a burocracia o que é necessário pra alugar carro lá? Qual preço em média da diária? 

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  • 7 meses depois...

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      TACNA
      Não esperávamos encontrar em Tacna a cidade charmosa e acolhedora que descobrimos. De habitantes tacanhamente tímidos, que nos olhavam surpresos e alegres ao perguntarmos seus nomes, essa cidadela conquistou nossos corações, receosos de não conseguirem mais se apaixonar depois de conhecer o Atacama. Mas Tacna é leve, florida, descompromissada, como que se viesse só para provar que é possível amar depois de amar. 
      O sotaque, de tanta timidez, torna o espanhol mais difícil aos ouvidos. Os bancos das praças possuem tetos de flores para fazer sombra. Na Plaza de Armas - nome de todas as praças principais de todas as cidades do Peru - há fotógrafos velhinhos andando sob o sol, sorrindo e sugerindo um retrato para a posteridade, como um pedaço de tempo congelado entre as flores coloridas, as palmeiras altíssimas, a fonte imponente, o arco marcante da cidade e, sempre, a igreja. 
      As lojas são todas setorizadas, de forma que os supostos concorrentes são colegas vizinhos, e você jamais vai conseguir tirar uma xerox se estiver próximo dos açougues ou dos consultórios ortodônticos, uma pequena obsessão tacniana. Por toda a rua principal, há galerias como camelódromos, com cabines de câmbio, tabacaria, lojas de joça e manicures enfileiradas em carteiras escolares oferecendo seus serviços. 
      Em Tacna você vira a esquina e se depara com uma padaria a céu aberto no meio da rua! Carrinhos de pães perfumam o entardecer e nos transportam para uma imaginada infância peruana. Foi ali que também comemos o melhor hambúrguer de cordeiro da nossa vida. No "Cara Negra", uma sanduicheria especializada em cordeiro, que eles criam lá mesmo no sítio atrás do bar. É descolado e tem drinks deliciosos. Faz valer a visita na cidade.
      Por todos os lugares que passamos, sempre procuramos pelo Mercado Central, que é onde encontra-se a essência do local. O Mercado Central de Tacna é imperdível. Tem de tudo. Especiarias, ervas, carnes, queijos, farinhas, biscoitos, frutas, verduras, doces, produtos de limpeza e muitas, muitas casas de sucos. Na "Juguería Sra Rosita", uma simpática senhora de sorriso frouxo e vontade de conversar, tomamos maravilhosos sucos de melão e de morango, muitíssimo bem servidos, de ficar na memória. Conhecemos também Miguel, dono de uma barraca de remédios de plantas medicinais, que sabia a erva ideal para absolutamente todo tipo de enfermidade.
      Ao caminharmos de volta para o hotel, bem encantadas com a surpresa de Tacna, uma vendedora nos parou para oferecer azeite. Ao agradecermos e sorrirmos, ela trocou a oferta para um branqueador dental. Talvez por marketing, ou pela já citada fixação por dentes perfeitos dos habitantes da li. Tomara. 
      Por fim, antes de partirmos, passamos por uma casa roxa, um centro de, como dizia a placa, "Magia y Diversión". Sem isso, qual seria mesmo o sentido de tudo? Com a delicadeza dessa mensagem tão sutil e necessária, seguimos nossa viagem em direção a Arequipa.
       







       
       
      - Onde ficamos:
      Ficamos no Nice Inn Tacna, no centro da cidade, com atendimento muito cordial. As pessoas são super simpáticas, o quarto era confortável, chuveiro quente e café da manhã bem simples. 
      Nice Inn Tacna - Av Hipólito Unanue 147, Tacna 23001, Peru / Telefone: +51 52 280152 / booking.com/hotel/pe/nice-inn-tacna.es.html - Onde comemos:
      Cara Negra - Cnel. Bustios 298 / Telefone: +51 952 657 540 / @caranegraoficialtacna / facebook.com/caranegraranchosanantonio/ - Onde fomos:
      Mercado Central de Tacna - Calle Francisco Cornejo Cuadra 809, Tacna 23003, Peru Plaza de Armas - Paseo Cívico de Tacna, Tacna 23001, Peru  
       Seguimos para Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Aguas Calientes, Machu Picchu e Lima, que detalharemos em post separados. 
      https://www.instagram.com/trip_se_/
    • Por Felipe de Melo
      Senhoras e senhores, boa noite! Fiz meu primeiro mochilão pela América do Sul ano passado (set/2019) e resolvi compartilhar com vocês meu relato de viagem feito da Trilha Inca Clássica. Espero que gostem e que possa ser útil de alguma forma. Agradeço primeiro a Deus pela oportunidade de tê-lo feita e por ter encontrado, aqui no fórum, pessoas acessíveis para tirar dúvidas (valeo Rodrigo). Bom, esse é meu relato de viagem, espero que gostem e qualquer dúvida estou a disposição, paz!











      Relato da viagem.docx
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