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O Parque Natural do Caraça era algo que eu tinha em mente desde os anos 90, quando fui diversas vezes à Serra do Cipó. Toda vez que eu ia, me sugeriam de conhecer o Caraça (e também Conceição de Mato Dentro, e Serro, e tantos outros lugares!). Bom, no ano passado finalmente conheci Conceição. E no final de abril deste ano finalmente conheci o Caraça.

 

Como nossas passagens são sempre compradas em promoção com grande antecedência, acabou que a Tam cancelou o voo de sexta à noite para Confins e não colocou nenhum outro no lugar. Bizarro não ter um voo Rio-BH sexta de noite! Mas, com a Tam, não tinha naquele dia 29. Então fomos para BH via São Paulo. Bizarro!

 

Enfim, chegamos em BH às 22hs e nossa amiga de BH estava lá de carro nos esperado. E partimos imediatamente para o Caraça.

 

A previsão do tempo para aquela noite era de chuva. Na verdade, bastante chuva. E frio. Frio estava, mas a chuva era bem leve. Amem! Teríamos de encarar de noite a tristemente famosa BR-381 (sinuosa, rota de caminhões, em constantes obras e mal sinalizada!), era melhor que ao menos não fosse debaixo de chuva forte.

 

Mas fomos numa boa, na paz e com calma. Erramos a entrada para Santa Bárbara (como falei, a estrada é mal sinalizada), o que nos custou uma meia hora a mais e um trajeto por chão de terra. Era para entrarmos na MG-436, mas só entramos para Santa Bárbara somente numa estrada já dentro de São Gonçalo do Rio Abaixo. Enfim, chegamos em Santa Bárbara quase 1 da madrugada!

 

Nossa ideia inicial era ficar hospedado no próprio Caraça. No entanto, quando fui reservar, não havia mais vagas para aquele fim de semana. E, no nosso caso, só poderíamos pernoitar por lá na virada de sábado para domingo, porque a entrada para hóspedes fecha às 20hs. Depois vimos que rolava um casamento por lá, os convidados devem ter lotado a hospedagem. Ficamos hospedados no Hotel Florenza, no centro de Santa Bárbara, que nos atendeu muito bem.

 

Chegamos tarde, nada aberto na cidade, fomos dormir. Dia seguinte era dia de explorar!

 

No sábado, depois de um farto café da manhã, partimos cedo para o Caraça. Mas não precisa ser tão cedo – só abre às 8hs.

 

Previsão para aquele sábado era de tempo fechado e com chuva. O tempo ficou fechado, mas nada de chuva. Pelo contrário, até abriu um sol de tarde. Viva São Pedro!

 

Santuário do Caraça: Paga-se 10 reais por pessoa para entrar no Caraça. Você recebe um mapinha na entrada, e esse mapinha é suficiente. Tem as distâncias e tempos aproximados de cada trilha. E as trilhas são bem sinalizadas (ao menos as que fomos). Parque abre das 8 às 17hs. Mas há uma certa tolerância na saída. Trilhas mais longas ou complicadas só podem ser feitas com guias contratados e credenciados. Trilhas simples (as que estão no mapinha) podem ser feitas livremente – exceto em dias de chuva, quando algumas delas fecham.

 

Para esse primeiro dia programamos explorar a trilha mais longa que não precisa de guia: a que vai até a Cascatona. Primeiro conhecemos um pouco do próprio Caraça e da bela igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, e logo a seguir partimos para a trilha.

 

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Caraça

 

A caminhada é por mata coberta. Passa logo no começo pela Casa das Sampaias. Logo a seguir tem o Cruzeiro, um mirante que vale um desvio para conferir. Depois segue um tempo por mata fechada. Em vez de partirmos logo para a íngreme descida para a Cascatona, seguimos mais adiante para ver o Oratório – que não teria nada de mais, não fosse a espetacular vista que proporciona.

 

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Santuário do Caraça, visto do Cruzeiro

 

Voltamos e descemos para a Cascatona. Água estava caindo forte, com um vapor que deixava o caminho (já íngreme) inteiramente úmido. Descemos e curtimos. E São Pedro deu até algumas aberturas no céu, para o sol jogar luz sobre a cachoeira! Viva! Complicado de entrar na água por ali, talvez por conta das chuvas nos dias anteriores. Mas consegui um espaço para o batismo.

 

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Cascatona

 

Curtimos e voltamos para a sede. Foram exatas cinco horas de ida, volta, desvios e curtição da Cascatona. Sem correria, cinco pessoas não exatamente montanhistas. Ou seja, tranquilo.

 

Fizemos uma pausa para recarga na lanchonete do Caraça. De tarde, já sob sol, escolhemos explorar a tal trilha da Gruta de Lourdes. Era um passeio que parecia ser curto, cabia naquele fim de tarde. No caminho passamos pela Capelinha. Uma parte do grupo voltou de lá, nós fomos até a gruta. Que não era nada de mais, então logo retornamos para a sede. Deu cerca de 40 minutos de trilha de volta (o parque indica que são 70 minutos). Já era fim de tarde, perto do teórico horário de fechamento do parque (17hs), então voltamos para a cidade.

 

Depois de um banho fomos para Catas Altas conhecer um bar/cervejaria que nos foi indicado, La Violla. Fica bem na praça principal da cidade, em frente à igreja. Lugar excelente!! Várias cervejas artesanais – sobretudo das locais, que eram as que mais me interessavam. De Santa Bárbara, de São Gonçalo do Rio Abaixo. Provei várias. E, para acompanhar/jantar, pedimos o Infarto Suíno, cujo nome já indica de que grau se trata, ehehehehe. Muito bom!

 

Nesse dia tinha show do Daniel em Santa Bárbara, a cidade estava mais cheia que o normal. E o Daniel e sua trupe estavam hospedados no mesmo hotel que nós. Não fomos ao show, mas a galera disse que rolou barulho de madrugada (fãs berrando no hotel). Estava tão chapado de sono que nem ouvi!

 

Domingo nós repetimos o esquema e saímos cedo para o Caraça. Já de check-out feito (aliás, atendimento muito simpático do hotel, e um café da manhã bem farto, gostei muito!), partiríamos de volta direto do parque.

 

São Pedro nos deu um dia de sol, quando a previsão era um dia nublado sem chuva. Viva! Nossa ideia para esse dia era fazer a trilha para a Bocaina. No caminho tem a Prainha, onde demos uma breve esticada para conferir. A trilha até a Bocaina é muito bonita, vai quase sempre por um descampado em que você pode admirar tudo ao redor. Muito bonita mesmo, curtimos bastante. Encontramos uma cobrinha pelo caminho (no dia anterior também), mas ela felizmente se afastou.

 

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Descampado na trilha para a Bocaina

 

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Você vê o gigante deitado? (na trilha para a Boicaina)

 

A Bocaina é uma bela cachoeira com água cor de coca-cola – ficou mais fácil de identificar com o belo dia de sol que estava. Ficamos um tempo por lá curtindo e refrescando na água. Na volta ainda passamos na Cascatinha, que talvez seja o passeio mais tradicional do lugar (é bem fácil). Total de caminhada nesse dia de 4,5 hs. Novamente bem tranquilo.

 

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Retonificando nas águas geladas da Bocaina

 

Ficamos papeando, comendo e re-hidratando na lanchonete do Caraça. Ainda visitamos o museu, que tinha algumas fotos muito bonitas, além de revisitar a igreja e as catacumbas. No meio da tarde partimos de volta para Confins.

 

Caraça é um lugar para retornar – para se hospedar no Caraça, para ver o lobo guará de noite e para fazer outras trilhas, sobretudo as que precisam de guia.

 

Mais um fim de semana explorando algum canto do Brasil!

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Galera,

Valeu! Incluam em seus roteiros, o lugar é bem bacana.

 

Ficar hospedado lá dentro não é barato, mas varia bastante. De 100 a 170 por pessoa, com pensão completa. Seguem os links abaixo, com preços.

 

http://www.santuariodocaraca.com.br/informacoes-sobre-reservas/

http://www.santuariodocaraca.com.br/pousada-fazenda-do-engenho/

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