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México - 30 dias - Abril e Maio/2016 - De leste a oeste, Praias, Cultura, História, Comidas e Boas lembranças...


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Esta viagem foi feita meio que por impulso, mas valeu muito a pena! ::otemo::

 

Sempre quis conhecer o México, mas sempre foi um plano e não tinha nenhuma previsão, já estava com planos e datas para uma viagem a Bolívia e Peru, um belo dia me aparece uma promoção da Copa Airlines com passagens para Cancun com preços bem atraentes e o dólar estava em um período de queda, o que era apenas uma vontade, um plano, começou a tomar forma. Comecei a montar um roteiro e procurar relatos aqui no Mochileiros.com, considerei a localização dos principais sítios arqueológicos das civilizações pré-hispânicas e também as cidades com atrativos culturais e históricos. Com locais e datas mais ou menos definidas estipulei o total de dias necessário para percorrer o roteiro com calma, comprei as passagens de ida e volta fazendo os trechos São Paulo X Cancun e Cidade do México X São Paulo. Com passagens compradas, continuei pesquisando e lendo muito sobre tudo o que tinha a ver com México e incrementando e ajustando o roteiro... e claro, ansioso para o dia de embarcar!!! ::hãã2::

 

O roteiro que percorri ficou desta forma:

- Cancun – 2 dias

- Playa del Carmen – 2 dias

- Tulum – 2 dias

- Valladolid – 3 dias

- Mérida – 2 dias

- Chetumal – 2 dias

- Palenque – 1 dia

- San Cristóbal de las Casas – 2 dias

- Oaxaca – 3 dias

- Puebla – 2 dias

- Guadalajara – 3 dias

- México City – 5 dias

 

Antes de escrever sobre cada local especifico, faço algumas considerações gerais:

 

Imigração: na chegada a imigração do aeroporto de Cancun, só mostrei o meu passaporte e o formulário de imigração que preenchi no avião, o agente me perguntou quantos dias eu pretendia ficar no país e pediu o endereço de onde eu iria me hospedar, mostrei o email com a reserva do hostel na tela do celular, disse quantos dias e expliquei que iria passar por varias outras cidades até chegar a Cidade do México, de onde voltaria para o Brasil, ele conferiu as informações, carimbou o passaporte e o formulário preenchido e me liberou... foi tranquilo! ::otemo::

O processo de saída no aeroporto da Cidade do México foi bem simples também, no check-in da companhia aérea eles conferem o passaporte e o papel da imigração e antes de embarcar na aeronave a comissária pega o formulário para dar baixa, nem carimbam a saída no passaporte.

 

Segurança: senti-me seguro em todos os lugares que passei, tanto nas cidades pequenas quanto nas grandes, havia muitos policiais nas ruas e era visível que a população se sentia tranquila e segura também, ao fim da tarde e noite as praças e ruas dos centros das cidades ficavam cheios, vendedores de comida, artesanato, shows de dança ou apresentações acontecendo, enfim, um clima muito bom. Porem, é claro, tomei alguns cuidados, como não ficar andando com muito dinheiro e nem saindo sozinho tarde da noite, melhor não abusar né.

Há também uma restrição quanto ao consumo de bebidas alcoólicas nas ruas, é proibido, as lojas de conveniências e supermercados só vendem álcool até as 22:00 horas.

 

Cambio de moeda: levei todo o dinheiro em dólares americanos, em todos os locais, bancos e casas de cambio eles exibem basicamente as cotações para Dólar Americano, Euro e algumas vezes para Libra Esterlina, não vi cotação para Reais em nenhum local.

Fiz três trocas, todas em agencias do banco Scotiabank, diferente de outros países em que já estive, as melhores cotações que encontrei foi nos bancos, porem alguns bancos não fazem cambio para turistas, somente para as pessoas que tem conta (Santander por exemplo). As casas de cambio tem um ponto positivo, o horário de funcionamento, elas ficam abertas até mais tarde e também aos sábados e domingos, são a opção em caso de emergência.

As cotações que encontrei nos bancos eram em média um peso abaixo da cotação oficial, nas casas de cambio estavam um pouco pior, chegava a ser de 1,5 e 2 pesos abaixo.

Importante: quando for trocar dinheiro nos bancos, leve seu passaporte, sem passaporte eles não fazem o cambio.

 

Cartão de crédito: levei um cartão internacional da bandeira Mastercard, foi aceito em muitos locais, usei para comprar as entradas nos sítios arqueológicos, passagem de ônibus, restaurantes e lojas de souvenir. Funcionou muito bem, ajudou a não ficar trocando moeda a toda hora, e como o dólar continuava caindo, a cotação do cartão estava melhor do que a que eu encontrei quando comprei os dólares no Brasil, mesmo com a incidência do IOF.

 

Iniciando o relato...

 

São Paulo - 25/04

Voo noturno de São Paulo para Panamá City e depois para Cancun, muito bom o serviço de bordo da Copa Airlines, chegada em Cancun as 11:00 da manhã do dia seguinte conforme o previsto.

 

Cancun – 26/04 e 27/04

Depois do desembarque, passagem pela imigração, bagagem retirada era hora de localizar o ponto de ônibus que leva do aeroporto ao centro de Cancun. Havia um guichê da ADO dentro do aeroporto, mas estava fechado, continuei andando até que cheguei a uma porta de saída e lá tinha vários taxistas oferecendo corrida para o centro por 13 USD, não me interessei, perguntei sobre o ônibus ADO, mas nenhum deles me disse com clareza, acho que era pra eu desanimar e pegar logo o taxi. Continuei a jornada até encontrar, fica difícil até de explicar aqui como encontrei, certa hora você até vê o ônibus, mas o acesso a ele esta todo cercado, e ai tem que ficar dando voltas até chegar ao local. Não sei se saindo por outra porta o acesso ao ponto do ônibus é mais fácil, mas no final consegui chegar até o ponto, comprar o ticket (66 MXN ou 5 USD) e embarcar.

 

Chegando ao centro, desembarquei na estação de ônibus da ADO e já sai na direção do hostel, foi tranquilo de encontrar, deixei a mochila maior guardada e sai para trocar dinheiro e almoçar. Retornei ao hostel, tomei uma ducha e descansei um pouco, ao fim da tarde sai com intenção de conhecer alguma praia, procurei pelo ponto de parada do ônibus R1 que circula por toda a zona hoteleira e pelas praias, encontrei um bem próximo da estação de ônibus ADO, quase ao lado, tomei o ônibus ali e segui para a zona hoteleira, o preço da passagem era de 10,50 MXN.

 

Fui com o ônibus até a Playa Delfines, linda, o azul do mar já me encheu os olhos, caminhei pela areia branca e fui observando um pouco a as pessoas que estavam por ali, vi que muitos estavam deixando suas mochilas, chinelos, toalhas, óculos na areia e entrando no mar sem nenhuma preocupação, me senti seguro e fiz o mesmo, larguei as coisas e entrei na agua, que por sinal estava muito agradável, numa temperatura quase morna e com o sol forte que estava no dia, era o melhor a se fazer mesmo... Como era primavera, os dias eram longos, começava a anoitecer as 19:30, dava para curtir muito as praias.

 

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Retornei a Avenida Kukulkan, tomei novamente o ônibus R1 no sentido centro e desci próximo do coco bongo, ali é um mini centro da zona hoteleira e está próximo de outras praias com acesso publico. Fui a uma chamada Gaviota Azul, bonita também, dei uma caminhada pela areia e voltei para a avenida, fui andando até a Playa Caracol, mais uma linda praia frequentada em maioria pelos hospedes dos hotéis próximos, uma paisagem muito linda, aguas azuis incríveis e uma posição propicia para ver o por do sol, entrei no mar e fiquei por ali até o fim do dia contemplando... Saindo dali, tomei o ônibus R1 novamente e voltei para o hostel.

 

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No dia seguinte decidi visitar o Museu Maya de Cancun, não tinha muita informação sobre este museu, mas vi que era de fácil acesso e parecia bem interessante, além do mais eu teria mais um dia inteiro para curtir em Cancun, então fui a museu pela manhã e curti mais algumas praias à tarde.

 

O museu fica na Avenida Kukulkan na zona hoteleira, próximo a Playa Delfines, a entrada custa 65 MXN. O museu tem um acervo até que grande e anexo a ele está a Zona Arqueológica San Miguelito, que você pode visitar sem custo adicional, valeu muito a pena a visita, foi uma bela iniciação a tudo que estava por vir sobre cultura e historia dos Maias pela frente. No inicio da tarde, sai do museu, procurei algum lugar para almoçar e segui conhecendo outras praias da zona hoteleira, Playa Ballenas, Playa Marlin e Playa Chac Mool, todas lindas.

 

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Considero que minha passagem por Cancun superou minhas expectativas, li muito que a cidade é famosa pelas baladas, hotéis de luxo, resorts all inclusive e tals... mas, vi que dá pra curtir a cidade sem precisar gastar muito, que tem muito mais o que fazer por lá além de comer, beber e desfrutar de bons hotéis, além disso, a beleza das praias e cor da agua do mar são incríveis.

 

Informações da acomodação:

Hostel Las Flores (Calle Palmera no. 63 Atrás da OXXO da Av. Uxmal).

Dormitório Básico 4 Camas Misto, Valor por noite: MXN 120,00.

Hostel bem básico, quarto um pouco abafado, sem ar-condicionado (somente ventiladores), chuveiro não tinha agua quente (na época não fez diferença, estava calor), bom wifi, locker grande fora do quarto, café da manhã bem básico, pelo preço que paguei nada do que reclamar.

O ponto forte deste hostel é a localização, próximo da estação de ônibus ADO, ponto dos coletivos, ponto de parada dos ônibus locais (R1 – Zona Hoteleira e Praias), lojas de conveniência, restaurantes, casa de cambio e supermercado.

 

Continua...

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Legal o relato, vou acompanhar.

Não tive a mesma sorte na imigração, a mulher invocou comigo e fez um questionário gigante, sempre negativando minhas resposta.

Isso que estava com toda a papelada na mão, mas no final foi tudo certo :)

 

Que dureza hein Brayan!!

Imigração é uma caixinha de surpresas mesmo... Alguns agentes as vezes abusam!

Que bom que deu certo no final!!

Valew.

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Playa del Carmen - 28/04 e 29/04

 

Sai pela manhã e peguei um colectivo para Playa del Carmen, custou 34,00 MXN, é mais barato que ônibus convencional, porem não tem espaço para você colocar a bagagem, você carrega a sua no colo ou coloca no corredor da van, para quem vai com muita bagagem não rola, no meu caso valeu a pena! O ponto de parada dos colectivos fica atrás da estação de ônibus ADO no centro, a viagem dura mais ou menos uma hora, ele vai parando, pegando e deixando pessoas pelo caminho.

 

Cheguei a Playa del Carmen e fui direto para o hostel deixar a mochila, o hostel que reservei ficava um pouco longe do ponto onde os colectivos desembarcam, mas uns 15 minutinhos de caminhada resolveu o problema... 8)

 

Fiz o check-in, peguei algumas informações com o cara da recepção e sai em direção a Quinta Avenida, é onde estão a maioria das lojas, restaurantes e bares de Playa del Carmen. Andei uma boa parte da Quinta Avenida até chegar ao Parque Fundadores, onde já se vê a Praia e o Portal Maya.

 

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Do Parque Fundadores sai caminhando em direção a Playa Mamitas, pelo caminho fui observando as outras Praias, algumas estão improprias para banho, há uma concentração muito grande de algas que deixa a agua escura e nada agradável para banho. ::xiu::

 

Chegando a Playa Mamitas encontrei um local na areia para deixar as coisas e fiquei por lá até o fim da tarde. Esta praia é um bom lugar para passar um tempo, areia branca, aguas azuis, restaurantes, lojas de conveniências próximas... Aos poucos a praia foi enchendo de gente, moradores, turistas... rolou até musica ao vivo de uma galera animada que estava por lá. ::cool:::'>

 

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Como no hostel toda noite tinha happy hour com free drinks, voltei lá para conferir... Depois de alguns drinks já estava enturmado com o pessoal, rolou até um after num bar com musica ao vivo umas quadras próximo ao hostel... Muito bom! ::otemo::

 

No dia seguinte fui conhecer o Cenote Azul e a Praia de Akumal, antes de sair peguei emprestado no hostel uma mascara e um tubo para snorkel, o que foi muito útil e economizou alguns pesos. No Cenote Azul, a entrada custou 80,00 MXN (Crianças pagam 60,00 MXN), gostei muito de conhecer este cenote, pra quem não está tão habituado com mergulhos é bem legal.

 

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A praia de Akumal tem um acesso um pouco confuso, em minha opinião, não tem placas com indicações da direção da praia publica, mesmo perguntando para as pessoas do local é um pouco complicado de entender... ::putz:: A van te deixa a beira da rodovia próximo a estrada que leva para a praia, a partir dai você tem que caminhar cerca de 600 metros e chegar até um portal, pelo caminho tem varias lojas e tendas vendendo de tudo um pouco... depois de passar pelo portal, procure o Akumal Dive Shop, é por dentro deste local que você terá que passar para chegar a praia, não há cobrança de entrada ou qualquer taxa.

 

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A praia de Akumal dispensa comentários, é muito linda! Mas a grande atração é poder mergulhar e ver as tartarugas, você não precisa ir muito longe mar adentro, tinha muitas na área cercada em frente à entrada da praia, também tinha algumas arraias por lá. Se você ver um guia e um grupo de pessoas com coletes, é bem provável que tenha algumas nadando por perto, porem eu consegui ver muitas sem ter que seguir os guias.

 

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Não estava com uma camera a prova d'agua, peguei esta foto da internet, mas ela mostra bem a visão que você tem quando esta mergulhando. Pra quem tem GoPro é um prato cheio!!!

 

É possível alugar coletes salva vidas para poder nadar mais tranquilo, mas optei por ir somente com a mascara e o tubo que tinha, quando precisava descansar, nadava até as boias que cercam o local e me apoiava lá... Não sei o preço do aluguel do colete, mas pode ser uma opção.

 

E pra finalizar o dia, mais uma noite de free drinks no hostel...

 

Acomodação:

Humble Bumble Hostel (Ave. 30 Entre Constituyentes y Calle 18).

Dormitório Padrão 6 Camas Misto, Valor por noite: US$ 11,00.

 

Excelente hostel, cama confortável, ar-condicionado, locker grande ao lado da cama, banheiro dentro do quarto (com agua quente), bom wifi, excelente café da manhã (a cada dia um prato diferente era preparado, muito bom mesmo) e drinks no happy hour no terraço incluso na diária.

 

Eles emprestam sem custo um kit de snorkel (mascara de mergulho com tubo), foi muito útil, levei para os cenotes e praias, é só pedir na recepção. A localização do hostel não é tão boa, longe da Quinta avenida e praias, porem perto de supermercados e alguns restaurantes pequenos, mesmo assim valeu muito a pena, recomendo!

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Tulum - 30/04 e 01/05

 

Antes de deixar Playa del Carmen, aproveitei o excelente café da manhã do hostel, fiz o check-out e fui para o ponto dos colectivos, peguei um para Tulum pelo preço de 40,00 MXN. Os colectivos saem a todo momento, basta que todos os lugares estejam ocupados que o motorista parte, o esquema é o mesmo dos colectivos Cancun X Playa del Carmen, sem espaço para bagagem, mas novamente isso não foi problema. O colectivo para em vários locais em Tulum, desembarquei em frente à prefeitura que era perto do Hostel.

 

Deixei a mochila no hostel e sai caminhando em direção as ruínas, o trajeto do centro para as ruínas é um pouco longo, mais ou menos 3 km, muita gente aluga bicicletas para ir as ruínas e circular por Tulum e região, não é uma má ideia, mas eu estava com tempo neste dia, resolvi ir caminhando e já conferindo tudo o que tinha pelo caminho... Mais ou menos 1 hora caminhando cheguei à entrada das ruínas, lá você encontra banheiros (gratuito), estacionamento para bicicletas e lanchonete.

 

A entrada na zona arqueológica custa 65,00 MXN, paguei em dinheiro e não me lembro se aceitavam cartão. Na entrada das ruínas você vê uma grande muralha que cerca a área principal do sitio, Tulum era uma cidade portuária dos Maias, e devido ao grande intercambio de pessoas e mercadorias, foi encontrada uma grande diversidade de artefatos de culturas de toda a mesoamerica, muitos deles podem ser vistos no Museu Maya de Cancun.

 

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A antiga cidade também pode ser chamada pelo nome “Zamá”, que na língua maia significa amanhecer, com certeza isso se deve a posição que a cidade se encontra, de frente para o leste, onde nasce o sol. A zona arqueológica não é tão extensa, pode ser percorrida em duas horas tranquilamente, os edifícios estão em bom estado de conservação e a vista que se tem do mar do caribe é magnifica, vale muito a pena visitar!

 

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Segue link da pagina oficial com algumas informações: http://www.inah.gob.mx/es/zonas/99-zona-arqueologica-de-tulum

 

Depois de visitar as ruínas você pode ir direto para as praias que ficam ao lado, basta sair da área das ruínas e encontrar a estrada, tem algumas placas que sinalizam o caminho, cheguei ao ponto de passagem da primeira praia e entrei, fui caminhando pela areia até chegar a “Playa Paraiso”, a mais bonita que visitei no México, muito linda! ::otemo::

 

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Fiquei um bom tempo curtindo a praia e o mar, depois continuei caminhando pela areia até onde foi possível, sai da areia e voltei para a estrada que segue paralela com o mar, acho que ali é a área nobre da região, onde estão os hotéis de luxo, restaurantes refinados e tals...

 

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E ai vem uma experiência que não vou esquecer tão cedo... como eu sabia que estava um pouco longe da cidade e não havia nenhum sinal de transporte publico por ali, me veio a ideia de pedir carona!! ::otemo:: Pensei, a distancia até a cidade seria de uns 5 ou 6 km e normalmente em cidades litorâneas o pessoal da carona mais fácil, ok, continuei caminhando e olhando alguns carros que passavam, se fosse muito novo ou de luxo era certeza que não pararia, então nem pedia, até que avistei uma caminhonete, um pouco velha e com a caçamba aparentemente vazia, mesmo se fosse para eu ir na carroceria eu topava, levantei o dedo e logo em seguida o cara parou, pensei, que sorte, na primeira tentativa e já consegui.. falei pro cara que queria ir até a cidade, ele disse tudo bem, então entrei na caminhonete e fomos conversando numa boa, o cara era um argentino que estava morando ali, trabalhava num restaurante e estava de folga surfando, tudo certo, até que depois de uma curva, onde pegaríamos a estrada sentido a cidade de Tulum, nos deparamos com uma blitz da policia... Um policial mandou parar o carro e ver os documentos, ok, eu estava bem tranquilo, qual seria o problema né... dai então o argentino disse que o veiculo não era dele, que também não estava com o documento do veiculo, não estava com a licença para dirigir, nem mesmo uma identificação... ::ahhhh:: pronto, olha ai a merd***, comecei a pensar, foi muito fácil esta carona, alguma coisa tinha que estar errada.. ::putz::. A partir dai o policial começou a perguntar se nos éramos fumantes, olhava dentro da cabine tentando encontrar algo suspeito (para minha sorte não tinha!!), começou a citar todas as infrações que estávamos cometendo, os valores das multas, que o carro teria que ser guinchado, e isso e aquilo... aquela velha historia né, o policial queria propina... O argentino até me disse que eu poderia descer e seguir caminhando, mas achei que não seria legal fazer isso, o cara estava me fazendo um favor e eu abandono ele na hora do problema, decidi ficar e ver onde iria dar esta historia... O argentino começou a tentar um contato com o dono da caminhonete pra pedir ajuda, enquanto isso o policial continuava falando e ameaçando guinchar o veiculo, mas nem eu, nem o argentino demostrávamos querer dar dinheiro pra ele. Ai então, depois de nos enrolar por quase uma hora, e vendo que não ia sobrar nenhum trocado pra ele, o policial deu mais alguns sermões e acabou nos liberando... ::quilpish::

 

Seguimos pela estrada até o centro de Tulum, desci do carro, agradeci o argentino e fui caminhando para o hostel e a cada passada um pensamento: caraca, o que foi isso!!! Quase me ferrei!!! Se o cara tivesse de fato alguma droga ilícita no carro eu estaria ferrado... até explicar que focinho de porco não é tomada, já viu né... ::prestessao:: Mas enfim, ficou só a experiência e historia pra contar... Ainda bem! ::mmm:

 

Cheguei ao hostel, tomei uma ducha e sai para comer... Quando voltei, fui convidado pelo pessoal que trabalha e mora no hostel pra pequena festinha com drinks que estavam fazendo, muita cerveja e rum, foi dormir calibrado aquela noite... ::lol4::

 

Na manhã seguinte, acordei com um pouco de ressaca e dor de cabeça, mas como tinha planos para visitar as ruínas de Cobá e ainda no fim da tarde ir para Valladolid, então não podia ficar lamentando muito, levantei, arrumei as coisas, fiz check-out e fui procurar o colectivo que leva para Cobá.

 

Cheguei ao ponto dos colectivos e esperei um pouco, era domingo e ainda por cima feriado do Dia do Trabalhador, a cidade em estava meio deserta naquela manhã... Resolvi ficar lá e esperar um pouco... depois de alguns minutos apareceu um casal e mais outro senhor, todos com cara de gringo :lol:, vi que eles estavam interessados em ir pra Cobá, me aproximei e disse que queria ir para Cobá também e que estava ali esperando já há algum tempo, eles então resolveram sentar e esperar também... De repente apareceu um carro, com adesivos e placas de taxi, estacionou no ponto e perguntou se íamos para Cobá, dissemos que sim, o motorista disse então para esperar mais um pouco até que aparecessem mais pessoas para completar a “carga” e irmos... o preço combinado era 60 MXN, um pouco mais barato que o ônibus (66 MXN), o problema é que passou um bom tempo e não aparecia mais ninguém por lá, ai começou aquela angustia, ficar ali e esperar, correndo o risco de gastar muito tempo ali parado e não ter tempo suficiente para ver as ruínas ou tentar ir de ônibus... ::putz:: foi então que disse para o pessoal que eu iria até a estação de ônibus perguntar sobre os ônibus para Cobá, e caso tivesse algum saindo eu voltaria e informaria eles, e caso o taxi fosse sair, eles também falariam para o taxista me esperar, assim poderíamos ir logo e não ficar dependendo da lotação do taxi... Ok, eles concordaram e eu fui até a estação que ficava a umas duas quadras de distancia, quando cheguei lá, tinha um ônibus saindo em 5 minutos... Caracas!! subiu aquela adrenalina e mais que depressa voltei correndo (mesmo com aquela ressaca ::dãã2::ãã2::'> ) para o ponto para avisar o pessoal sobre o ônibus... Cheguei no ponto quase morrendo, nem respirava direito, porem toda a correria foi em vão... apareceu outro casal de turistas e o taxi estava completo, não sabia se ficava triste ou feliz... mas o importante é que o taxi estava partindo... ::lol4::.

 

Depois desta experiência, a dica que dou é, vá ate a estação de ônibus ADO primeiro, verifique os horários e caso não tenha nenhum ônibus saindo num horário próximo, de uma passada no ponto dos colectivos... Não posso afirmar, mas acredito que o movimento no ponto de colectivos nos outros dias da semana deve ser maior, e o preço da passagem deve ser menor também.

 

O “taxi-colectivo” nos deixou na entrada da Zona Arqueológica, fui até a bilheteria e comprei o ticket, valor 65,00 MXN, aqui pude usar o cartão de crédito para pagar, mas nem todas as zonas arqueológicas aceitam cartão, conforme eu for escrevendo vou informando onde foi possível e onde não foi. Nas redondezas do portal de entrada das ruínas tem restaurantes e lojas de souvenirs caso alguém precise.

 

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A Zona Arqueológica de Cobá tem uma área bem extensa, para visitar você segue por alguns caminhos que levam para os grupos de edificações, há a opção de alugar uma bicicleta para percorrer o sitio, logo depois de passar o primeiro grupo, você encontra uma tenda com varias bicicletas para aluguel, o valor da bike comum estava em torno de 40 MXN no dia.

 

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Ixmoja é a mais alta pirâmide da península de Yucatán.

 

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Segue link da pagina oficial com algumas informações: http://www.inah.gob.mx/es/zonas/515-zona-arqueologica-de-coba

 

A visita as ruinas durou mais ou menos três horas e meia, e para voltar a Tulum usei o ônibus da ADO que faz o trajeto, tomei o ônibus que saia as 15:10 em frente ao portal de entrada das ruinas, valor 66,00 MXN. De taxi ou ônibus, o trajeto Tulum X Cobá leva em média uma hora e dez minutos, para ir ou voltar.

 

De volta a Tulum, fui até a estação de ônibus ADO e comprei a passagem para Valladolid, o ticket para um ônibus de segunda classe da empresa Mayab, valor 87,00 MXN. Retornei ao hostel, peguei a mochila e parti as 17:00 horas, a viagem durou mais ou menos duas horas.

 

Antes de embarcar, uma situação inusitada... Quando o ônibus parou na estação e liberou o acesso para o pessoal entrar, houve um corre-corre danado, eu fiquei me perguntando qual seria o motivo... Depois, quando já tinha colocado a mochila no bagageiro e estava subindo no ônibus descobri... vi que o ônibus não tinha mais lugares para sentar, ou seja, a empresa tinha vendido mais passagens do que a capacidade do ônibus... ::vapapu:: Eu sabia que reclamar não ia adiantar muita coisa, então fiquei em pé mesmo e torcendo para o ônibus parar em algum lugar logo e alguém descer... Mas para minha sorte, sentadas bem do meu lado tinham duas meninas, uma maior e outra menor de uns dois anos, e ai então, comovida com a situação do Gringo perdido aqui, a mãe delas que estava no banco de trás, falou para a maior pegar a menor no colo e liberar um lugar... nem acreditei, depois de um dia cansativo, com ressaca, tomando um golpe da empresa de ônibus, só uma boa ação desta pra salvar o dia... ::love:: Agradeci a senhora e segui tranquilo.

 

Acomodação:

Hostel La Cigana (Calle Centauro sur 18 Esquina Sol Oriente).

Dormitório Padrão 6 Camas Misto, Valor por noite: US$ 10,00.

O que mais gostei neste hostel foi atmosfera, a maioria do pessoal que trabalha lá é estrangeiro ou voluntario, era uma noite de sábado e eles me convidaram para um jantar com drinks e cervejas que estavam fazendo, pude conversar com eles e conhece-los melhor. A área comum é ampla e toda arborizada com redes para deitar e relaxar.

O quarto não tinha ar-condicionado, locker médio dentro do quarto, banheiro compartilhado fora do quarto (agua quente limitada), bom café da manhã, bom wifi e boa localização também (no centro, onde a maioria dos hostels estão) perto de restaurantes e lojas.

 

Continua...

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Valladolid - 01/05, 02/05 e 03/05

 

Cheguei a Valladolid já anoitecendo, sai da estação de ônibus ADO e fui para o hostel que ficava a duas quadras de distancia.

 

Valladolid é uma das cidades mais antigas do México, fundada em 1540, foi construída no local onde existia uma cidade Maia chamada Zaci, muitas construções maias foram desmanchadas para a utilização das pedras em novas construções. Foi palco de uma grande batalha envolvendo a população Maia e os espanhóis, a chamada Guerra das Castas, o enfrentamento teve inicio ao final de 1546 e foi causado pela revolta da população indígena que era escravizada, sofria torturas e grandes maus tratos. No ano de 1910, em Valladolid, Francisco I. Madero deu inicio as primeiras ações do que viria se tornar a Revolução Mexicana, movimento que colocou um fim ao governo do ditador Porfirio Dias que estava no poder a 35 anos, a revolução seguiu pelos 10 anos seguintes.

 

Voltando ao presente, a cidade hoje é bem tranquila e pacata, relativamente pequena, mantem conservado muitos prédios no estilo colonial e tem uma atmosfera bem agradável. Esta localizada em um ponto bem estratégico, de onde você pode encontrar diversas atrações turísticas como as ruínas de Chichen Itza a poucos quilômetros de distancia.

 

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Em Valladolid também comecei a provar um pouco mais das comidas tradicionais do México, na primeira noite sai para jantar e fui a um local que o pessoal do hostel me indicou, é uma galeria com vários pequenos restaurantes que servem diversos pratos típicos, fica em frente à praça principal (Parque Francisco Cantón) no lado oposto ao da Catedral de San Gervasio.

 

A pedida foi Cochinita pibil, que é carne de porco assada com um molho cítrico, acompanhada por arroz, cebolas, uma porção de feijão, tortilhas e claro, pimenta! Gostei muito deste prato, muito saborosa a carne... Recomendo. A Cochinita pibil pode ser servida de outras formas também, como em tacos ou panuchos por exemplo. ::otemo::

 

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Depois de matar a fome, fui até a praça principal, era um domingo, havia musica e muitas pessoas por lá, tinha até um grupo que estava dançando na rua. Fiquei por ali vendo o pessoal dançando até que descobri que o Palácio Municipal ainda estava aberto para a visitação, fui então conhecer. O Palácio Municipal é um prédio de dois andares construído no estilo espanhol e na área aberta a visitação é possível ver e ler sobre a historia do México e de Valladolid, no salão principal encontrasse quatro grandes pinturas que retratam um pouco da historia da região desde os tempos pré-hispânicos.

 

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Sai do Palácio, dei mais uma volta pela praça e voltei para o hostel, no dia seguinte o plano era visitar as ruínas de Chichen Itza, a ansiedade estava grande... ::hahaha::

 

No dia seguinte então, acordei cedo, tomei café da manhã e fui direto para a estação de ônibus ADO tomar o primeiro ônibus para a Zona Arqueológica. Peguei um que partiu as 07:45, a viagem demorou mais ou menos uma hora, o valor da passagem foi de 26,00 MXN.

 

O bilhete de entrada custou 65,00 MXN + 167,00 MXN, são dois valores porque é necessário comprar dois tickets para entrar. O primeiro é o ticket cobrado pelo INAH (Instituto Nacional de Antropologia e Historia), o segundo ticket é cobrado pelo estado de Yucatán (em todas as Zonas Arqueológicas de Yucatán existe esta dupla cobrança). As duas bilheterias aceitaram cartão de credito.

 

Depois de passar pela recepção do sitio, logo de cara, lá esta ela, a Pirâmide Templo de Kukulcan, uma das sete maravilhas do mundo moderno, muito linda! Conhecer ela foi um sonho realizado, sempre que eu pensava no México era a imagem desta pirâmide que vinha na minha cabeça. Fiquei ali admirando aquele belo monumento por um bom tempo, e aproveitando que o parque estava quase vazio, pude tirar algumas boas fotos... ::love::

 

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A cidade de Chichen Itza foi construída em um local estratégico nas planícies do norte de Yucatan, por três séculos impôs o seu poderio militar e comercial e dominou as rotas de comercio de mercadorias da região. A proximidade com o mar também permitiu que pudessem explorar a extração do sal marinho, que era uma mercadoria valiosa na época.

 

A Zona Arqueológica é um pouco extensa, não tão extensa quanto à de Cobá, pode ser explorada em duas horas tranquilamente. Não é possível entrar ou subir em nenhum monumento. Eu percorri todas as áreas com calma, lendo as informações e parando para descansar, fiquei por lá quase quatro horas.

 

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Segue link da pagina oficial com algumas informações:http://www.inah.gob.mx/es/zonas/146-zona-arqueologica-de-chichen-itza

 

Na saída, voltei ao mesmo local onde o ônibus deixou os passageiros, neste local também passam os colectivos. Peguei o transporte que chegou primeiro, um colectivo, por 30,00 MXN.

 

De volta a Valladolid, e com o resto do dia livre, pude ir conhecer o Cenote Zaci. O cenote fica a três quadras da praça principal, a entrada custou 30,00 MXN e o local fecha as 17:00 horas. O lugar não é tão espetacular, a visita vale mais para se refrescar numa tarde de calor do que para admirar a beleza do local.

 

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No terceiro e ultimo dia em Valladolid, o plano era conhecer as ruínas de Ek Balam pela manhã e ir para Mérida no fim da tarde.

 

Acordei cedo, tomei o café da manhã e sai para procurar o ponto dos colectivos que vão para Ek Balam. O local na verdade é um ponto de taxis, que fica na esquina das ruas 44 e 37 (a duas quadras da estação ADO), eu dei sorte na ida porque quando cheguei lá, tinha um taxi esperando somente mais uma pessoa para partir, então entrei no taxi e seguimos para as ruínas. A viagem de ida demorou mais ou menos 45 minutos e me custou 50,00 MXN.

 

O bilhete de entrada custou 65,00 MXN (Ticket INAH) + 128,00 MXN (Ticket Yucatan), aqui não aceitam cartão de credito.

 

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A área onde estão as ruínas principais é pequena, todos os monumentos estão agrupados próximos uns dos outros. Uma diferença de Ek Balam para outras Zonas Arqueológicas é que você pode entrar ou subir nas ruínas... Tomando os devidos cuidados para não cair ou se machucar, respeitando a historia e não destruindo ou danificando os monumentos, você tem uma experiência diferente e conhece de perto os locais onde viviam o povo maia. ::otemo::

 

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Na bilheteria você pode contratar o serviço de guia particular, o serviço de um guia que fala inglês custa 500,00 MXN.

 

Segue link da pagina oficial com algumas informações: http://www.inah.gob.mx/es/zonas/21-zona-arqueologica-ek-balam

 

Depois de conhecer as ruinas, voltei ao estacionamento para tomar o transporte de volta, quando cheguei lá havia apenas um taxista, perguntei se ele iria para Valladolid, ele disse que sim, mas somente se tivesse quatro pessoas ou se eu pagasse o valor total, no caso 200,00 MXN. Esperei um tempo ali, fui às lojinhas de souvenirs, esperei mais um pouco, mas não aparecia ninguém... ::putz:: Minha vontade era de voltar a Valladolid logo, mas também não queria gastar os 200 pesos, ai para passar o tempo e não ficar ali parado fui conhecer o cenote Xcanche, que tem a sua entrada entre a bilheteria e a entrada da zona arqueológica, depois da entrada do cenote, você precisa caminhar mais ou menos 1,5 km pra chegar ao cenote em si. A entrada custa 30,00 MXN, há a opção de locar uma bicicleta-taxi para te levar, mas resolvi ir caminhando mesmo.

 

O cenote tem a sua beleza, mas nada tão espetacular, mas para refrescar o calor é uma boa pedida...

 

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Fiquei por ali mais ou menos uma hora e no final das contas foi uma ótima decisão, pois conheci duas francesas que também iriam voltar para Valladolid e que também iam de taxi, saímos juntos do cenote e pegamos o taxi de volta, a viagem ficou um pouco mais cara, 65,00 MXN, mas dada a situação, estava tranquilo.

 

Chegando em Valladolid, voltei ao hostel, peguei a mochila e tomei um ônibus para Mérida, o ônibus saiu as 16:00 horas, a viagem demorou duas horas. O preço da passagem foi de 109,00 MXN. Achei legal a forma como vendem passagens nesta região do México, as estações de ônibus geralmente são pequenas e tem de dois a três guichês, todos vendem as mesmas passagens e de varias empresas (Acho que todas são do grupo ADO), dependendo a empresa é primeira ou segunda classe, você tem todos os horários listados juntos e só tem que escolher o melhor pra você... Em minha opinião, isso evita ter que ficar procurando informação de guichê em guichê, cotando preços, tudo esta junto ali... Não posso afirmar também se desta forma a falta de concorrência pode deixar os preços altos, mas no geral os preços estavam bem acessíveis.

 

Acomodação:

Hostal del Fraile (Calzada de los Frailes No. 212-C entre ruas 48 e 50).

Dormitório Básico 13 Camas Misto, Valor por noite: MXN 130,00.

Hostel básico, estava quase vazio na época em que passei por lá, locker grande dentro do quarto, chuveiro não tinha agua quente (mas estava calor...), bom wifi, café da manhã simples (pão, manteiga, geleia, café, leite e cereal) e localização muito boa, próximo da estação de ônibus ADO e dos coletivos, e a 3 quadras da praça principal. Pelo valor pago, nada do que reclamar.

 

Continua...

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Mérida – 04/05 e 05/05

 

Chegando em Mérida, sai da estação de ônibus ADO e fui caminhando para o hostel, aproximadamente 600 metros de distancia. Nos dias que estive em Mérida fez um calor danado, um clima muito úmido, que logo após o banho você já esta transpirando. ::putz::

 

Falando um pouco da cidade, Mérida foi fundada em 1542, é a capital do estado de Yucatán e também a maior cidade de toda a península de Yucatán. Foi construída sobre uma antiga cidade Maia chamada Ichkanzihóo, possui até hoje uma grande população descendente da etnia Maia e esta população mantem viva a língua e os costumes de seus antepassados.

 

No dia seguinte o plano era visitar as ruínas de Uxmal, logo pela manha fui até a estação de ônibus ADO (Calle 69 entre Calle 68 e 70), e tomei um ônibus até a entrada da Zona Arqueológica, o preço foi 59,00 MXN, partiu as 09:00 horas e a viagem foi de uma hora e meia.

 

O ônibus para na rodovia em frente a estrada que vai até a bilheteria das ruínas, a distancia entre a rodovia e a bilheteria é de 400 metros aproximadamente. Os tickets de entrada custam 65,00 MXN (Ticket INAH) + 148,00 MXN (Ticket Yucatan), aceitam cartão de credito nas duas bilheterias.

 

A historia de Uxmal é bem interessante, a cidade foi fundada por volta do ano 500 A.C. e foi abandonada por toda a sua população por volta do ano 1000 D.C., tem alguns dos mais belos momentos da arquitetura Maia, com predominância do estilo Puuc. E o melhor é que esta tudo muito bem preservado e isso te dá a ideia de como era um centro de cerimonias desta região.

 

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Segue link da pagina oficial com algumas informações: http://www.inah.gob.mx/es/zonas/110-zona-arqueologica-de-uxmal

 

Para voltar a Mérida, caminhei de volta para a rodovia e esperei pelo ônibus, na recepção eu havia me informado que passaria um as 15:00 horas, cheguei lá e esperei alguns minutos e de fato as 15:00 o ônibus passou, o custo da volta foi de 50,00 MXN.

 

Para quem estiver com tempo sobrando na hora de voltar, pode também visitar o museu do chocolate que fica no lado oposto da rodovia em frente a entrada para a Zona Arqueológica.

 

Para finalizar o dia, me juntei ao pessoal do hostel, compramos umas cervejas de litro e uns petiscos e fizemos uma “janta”. Aqui aproveito para falar de uma cerveja que me agradou muito, é a Cerveja Índio, ela é bem famosa por lá, mas nem por isso deixa de ser boa, nada a ver com as nossas cervejas negras daqui, vale a pena provar! ::otemo::

 

No ultimo dia em Mérida, reservei a parte da manha para conhecer melhor o centro histórico e visitar os museus, ali além da Plaza de la Independência, visitei a Catedral, o Palácio de Gobierno e o Museo Casa de Montejo, todos estes locais tem entrada gratuita.

 

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O Palácio de Gobierno possui um acervo de pinturas muito interessante e também se destaca pela arquitetura do prédio e o estado de conservação.

 

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Em Mérida, teve somente um local que não pude ir, mas que ficou uma vontade danada de conhecer, é o Gran Museo del Mundo Maya de Mérida (http://www.granmuseodelmundomaya.com.mx/planea-tu-visita), está um pouco afastado do centro histórico e pelo seu tamanho a visita tem que ser feita com tempo, como era meu ultimo dia na cidade e eu não queria chegar muito tarde no próximo destino, resolvi não visitar.

 

Finalizado o passeio pelo centro, almocei e parti para a cidade de Campeche, tomei o ônibus Mérida x Campeche por 158,00 MXN partindo as 14:00 horas e chegando as 17:00.

 

Acomodação:

Hostal Casa Nico (Calle 63 #517 entre ruas 66-A y 68. Centro).

Dormitório Padrão 6 Camas Masculino, Valor por noite: MXN 120,00.

Bom Hostel, estava muito calor sem locker, chuveiro não tinha agua quente (mas estava calor...), bom wifi, café da manhã simples (pão, manteiga, geleia, café, leite e cereal) e localização muito boa, próximo da estação de ônibus ADO e dos coletivos, e a 3 quadras da praça principal. Pelo valor pago, nada do que reclamar.

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  • 3 semanas depois...
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Campeche – 05/05 e 06/05

 

Cheguei à Cidade de Campeche por volta das 17:00, o dia estava ensolarado então eu ainda tinha tempo para visitar algum lugar que quisesse. A rodoviária da cidade fica um pouco longe da área murada onde fica a parte mais turística da cidade, aproximadamente 3 km, sai da rodoviária em direção a Avenida Patricio Trueba de Regil, caminhei alguns metros e encontrei um ponto de ônibus, aguardei alguns minutos e no primeiro ônibus que parou, eu perguntei se o mesmo ia para o Mercado Principal que é o ponto de referencia para quem vai para a área murada, o motorista disse que sim, então subi no ônibus e fui até o mercado, o custo da passagem foi de 7,00 MXN. Do mercado até a Plaza De La Independencia que é o centro da área murada é uma distancia de aproximadamente 1 km, nesta área não tem transporte publico, no máximo os taxis fazem o trecho, então fui caminhando até o hostel que ficava próximo da Plaza.

 

Cheguei ao Hostel/Hotel fiz o check-in e deixei a mochila por lá, sai caminhando pelo centro histórico e parei para pegar um mapa num quiosque que fica bem no meio da Plaza De La Independencia, depois dali sai em direção a Carretera Costera del Golfo, queria muito ver as águas do Golfo do México e também ficar por ali e curtir o por do sol.

 

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Como estava anoitecendo bem tarde na época, eu tinha tempo até o sol começar a se por, então fui conhecer o Fuerte De San Miguel, que fica na mesma avenida que contorna o Golfo. Tomei um ônibus na mesma avenida e fui até o forte, o ponto de descida fica em frente ao forte, porem é necessário subir uma ladeira e ir pela parte de trás para chegar até o monumento. O custo do ônibus foi de 7,00 MXN tanto para ida quanto para volta.

 

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O forte já estava fechado para visitação, porem era possível entrar em algumas partes e até dar uma volta completa pela área externa do monumento. Após anoitecer, tomei o ônibus de volta no ponto no lado oposto ao que desci na Carretera Costera, cheguei ao centro e fui direto ao hostel.

 

No dia seguinte fui conhecer as ruínas de Edzna que ficam a uma distancia de 50 km da cidade. No dia anterior eu já tinha me informado sobre onde tomar o transporte para as ruínas, o local fica na Calle Chihuahua, uma ruela próxima ao Mercado Principal, entre a Avenida Gobernadores e a Calle Nicaragua. O transporte de ida em um colectivo custou 40,00 MXN, a viagem é de aproximadamente uma hora.

 

O colectivo te deixa dentro do estacionamento da Zona Arqueológica, a entrada nas ruínas custa 55,00 MXN e não aceitam cartão de credito.

 

O conjunto arqueológico de Edzna é relativamente pequeno, o que torna a visita mais curta, porem o estado de conservação e a beleza dos monumentos fazem valer a pena a visita.

 

A historia de Edzna se inicia por volta de 400 a.C., a cidade tornou-se de grande porte somente em 200 d.C. O nome Edzna significa “Casa dos Itzaes”, e o estilo arquitetônico dominante é o estilo Puuc. O local foi abandonado por volta de 1.500 d.C. e o motivo deste abandono ainda é um mistério.

 

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Segue link da pagina oficial com algumas informações: http://www.inah.gob.mx/es/zonas/65-zona-arqueologica-edzna

 

A volta de Edzna para Campeche também foi com um colectivo, o custo foi igual ao da ida, 40,00 MXN.

 

De volta a Campeche, eu ainda tinha a tarde toda para aproveitar, fui conhecer os baluartes, que são uma espécie de torres construídas nas pontas da antiga muralha que protegia a cidade. Cada baluarte abriga uma atração diferente, igreja, museu, etc.. Também visitei a Catedral e o palácio municipal que abriga um museu, onde é possível conhecer mais sobre a história de Campeche.

 

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Um fato que me chamou a atenção é que junto a historia de Campeche há muitas historias sobre piratas e sobre a navegação do século 17 e 18, e dai também temos a razão de a antiga cidade ser murada, os muros ajudaram a defender a cidade de vários ataques dos piratas.

 

Depois de muita andança, fui até avenida costeira e pude desfrutar novamente do lindo por do sol do Golfo.

 

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Depois do anoitecer, voltei a Plaza De La Independencia e lá estava havendo uma projeção de filmes de animação na fachada do Palácio Municipal. Os pequenos filmes retratavam historias sobre a natureza da região, o passado Maia e a religiosidade de Campeche.

 

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Depois de ver a exibição, estava voltando em direção ao hostel e parei no pátio da Catedral, ali estavam vendendo comidas típicas em prol das projetos da Igreja. Resolvi comer ali e valeu muito a pena, pude provar uma iguaria típica de Campeche que são os Panuchos, e para completar aquele toque caseiro, já que eram pessoas da comunidade que estavam atendendo e preparando os pratos, muito bom!!! O preço de cada Panucho foi de 10,00 MXN.

 

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De barriga cheia, só me restava voltar ao hostel, pegar a mochila e partir para a Rodoviária pegar um ônibus noturno para Palenque. Comprei uma passagem de um que saia as 00:30 e chegava por volta das 06:00 em Palenque, o custo foi de 382,00 MXN.

 

Acomodação:

Hotel y Hostal Casa Risueno (Calle 10, Num. 224 entre ruas 49 y 51. Centro).

Dormitório Padrão 12 Camas, Valor por noite: MXN 150,00.

 

É muito mais Hotel que Hostel, tem apenas um quarto compartilhado com 12 camas. Os pontos positivos são: localização excelente, dentro da parte murada da cidade; preço da diária; locker grande dentro do quarto; quarto e banheiro super limpos. Os pontos negativos, não servem café da manhã, não tem cozinha para hospedes e nem a vibe de um hostel.

 

Como fiquei apenas uma noite, foi tranquilo, pude deixar a mochila guardada até a noite no ultimo dia, enfim, me serviu muito bem!

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