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dan_capis

"Ferrotrekking" - Cascata - Águas da Prata

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Só um esclarecimento jurídico:

 

Não é probido caminhar sobre as linhas férreas. O art. 260 do Código penal, invocado pelas empresas que exploram as concessões ferroviárias (vide placas nas beiras de ferrovias) assim diz:

 

“impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro: I – destruindo, danificando ou desarranjando, total ou parcialmente, linha férrea, material rodante ou de tração, obra-de-arte ou instalação; II – colocando obstáculo na linha; III – transmitindo falso aviso acerca do movimento dos veículos ou interrompendo ou embaraçando o funcionamento de telégrafo, telefone ou radiotelegrafia; IV – praticando outro ato de que possa resultar desastre”.

A pena é reclusão, de dois a cinco anos, e multa.

 

Ou seja, como a lei penal é por força legal e principiológica de interpretação restritiva, só os tipos penais descritos nos incisos I a IV constituem crime punível. OU SEJA - ANDAR NA LINHA FÉRREA NÃO É, POR SI SÓ, CRIME!!!

 

Andem em paz! Apenas cuidem da sua segurança, não cometam abusos, especialmente em pontes e viadutos, já que não é uma das caminhadas, por assim dizer, das mais seguras. :mrgreen:

 

Abraços!

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Pessoal! Estou revivendo este tópico novamente, quero fazer esta trilha neste fds. Alguém sabe se ainda continua tranquilo (dadas as dificuldades já relatadas acima)?

Qual o melhor horário para iniciar a caminhada?

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Tentei fazer essa trilha recentemente mas desisti. O motivo da desistência foi um trem descendo a serra em ALTA velocidade, o que me assustou bastante e me fez voltar. Tem áreas da ferrovia que são zonas sem escapatória, não tem como escapar de um trem se for pego nelas. Sorte que quando ele veio estava num lugar que deu tempo de pular no mato. Sinceramente, não recomendo.

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    • Por Silmar Crepaldi
      Olá pessoal , abaixo relato um trekking que realizei em 04/02/2012.
       
      É um percurso conhecido e feito a anos por diversas pessoas, a caminhada é realizada pelos trilhos de trem entre o distrito de Cascata (divisa MG/SP - estrada que liga Águas da Prata a Poços de Caldas) e a cidade de Águas da Prata, ao final da caminhada há a Cachoeria das Sete Quedas, onde pode-se renovar as energias gastas nos 16km de trilha!
       
      Detalhes da trilha:
       
      - Passasse por uma ponte, onde há dormentes faltantes, ou seja: vãos consideráveis entre eles;
      - Passasse por um túnel em curva (aprox. 70m), uma lanterna ajuda, pois a curva faz com que alguns metros sejam bastante escuros;
       
      Perigos da trilha:
       
      - Marimbondos/Cobras próximos aos trilhos, não vimos nenhum dos dois animais, mas fica o aviso dos próprios moradores de Águas da Prata;
      - Há bastante farpas nos trilhos, por isso a necessidade de um calçado fechado e com um bom solado (grosso);
       
      Descrição (Águas da Prata - AP; Cascata - CTA):
      Partimos de Campinas/SP (caso alguém parta desta cidade, se sair às 6h chegará em AP aproximadamente às 7h30) e ao chegar em AP temos uma mudança: pretendíamos chegar em AP e tomar um ônibus até CTA, porém este tinha acabado de sair (7h30)... Então conversando com um vereador (MOREIRA, Reinaldo Luiz) da cidade (que trabalha em um guichê da rodoviária), o mesmo nos indicou que subir os trilhos no sentido MG, "não é tão difícil quanto parece, no final vocês podem tomar o ônibus de CTA para AP de volta" segundo ele, assim seguimos a trilha no sentido inverso... (já imaginávamos que a ideia de ficar na cachoeira no final da trilha tinha ido por água abaixo, pois estaríamos muito cansados quando voltássemos... no final isso se concretizara)
       
      O percurso inicial seria de CTA à AP (mapa abaixo):

      (A ideia de CTA para AP era para aproveitar a descida)
       
      Fotos do início da trilha:


      (As pedras nos trilhos são até legais, mas depois de quilômetros andando gera um certo desconforto)
       
      Fotos da paisagem:



      (A visão é simplesmente espetacular! Muito verde, Pequenas cachoeiras a beira dos trilhos, e acertamos até o horário de um dos trens - estes carregam bauxita de Poços de Caldas para AP)
      Link para video do trem: http://www.youtube.com/watch?v=6mlBEHloAY8&feature=youtu.be
       
      Túnel:

      (A paisagem após o túnel é maravilhosa, tem uma cachoeira a beira do trilho (foto postada acima) onde para os mais corajosos pode-se até tomar água)
       
      Ponte:

      (Se tem uma visão muito legal da paisagem em cima da ponte, só deve-se tomar cuidado pra simplesmente não cair de lá... rsrsrs)
       
      Chegada em CTA:

      (Ao chegar em CTA é só se informar sobre onde pegar o ônibus da viação Cometa de volta para AP, são mais 30 minutos de caminhada pelo asfalto em subida)
       
      Entrada de Poços de Caldas:

      (Há um posto de combustível ao lado, onde pode-se tomar o ônibus de volta a AP, ou chegar de AP para começar a trilha em CTA)
       
      O percurso todo levou cerca de 6 horas... Fica a dica de trilha para o final de semana, lembro que se fizer a trilha de CTA para AP, será toda de descidas, o que realmente facilita bastante a caminhada)
       
      Mais informações:
      Secretária de Turismo de Águas da Prata: (19) 3642-1021 - Falar com CIRO;
      Guichê da viação Cometa: Rodoviária de AP - Falar com MOREIRA;
       

      Agradeço aos companheiros de viagem (esq > dir): Mestre Mamede, Corajosa Camila, Desbravador Douglas, Eu mesmo e Aventureiro Rodrigo... Valeu Gente!
       
      Abraço a todos,
    • Por Felipão Roz
      Bom dia pessoal!
       
      Gostaria de compartilhar minha primeira trilha a pé.
       
      Moro no interior de SP, e comecei a pesquisar um local próximo onde poderia me aventurar. Encontrei no Mochileiros dois relatos de FerroTrekking em Águas da Prata - um do Silmar Crepaldi e outro do dan_capis. Gostaria de agradecer, pois sem eles não teria tido essa ótima experiência!
       
      Vamos ao que interessa. Fechamos um grupo de 5 pessoas e decidimos seguir o que os relatos nos orientou: chegar em Águas da Prata, pegar um ônibus até a estação abandonada de Cascata e seguir o trilho, voltando até AP (Águas da Prata). É importante ressaltar que o sentido de Cascata > AP é uma descida bem leve, o que no final da trilha se mostrou um ponto muito importante.
       
      Iríamos ao sábado, mas tive que trabalhar o que acabou nos atrapalhando. Estávamos muito ansiosos, então decidimos de ir no domingo mesmo! Liguei na rodoviária de AP e descobri que um ônibus municipal (passagem R$1,00) nos levaria até o ponto de partida. Achei meio tarde, mas topamos mesmo assim. Ao chegar lá, tivemos que esperar uns 40 min até pegar o ônibus – ele atrasou e saímos 9:30. Sugiro que ir aos sábados, pois tem outros ônibus da Cometa que saem mais cedo. As 10h já estávamos com o pé no trilho, prontos para a aventura.
       
      Caminhamos por cerca de 40 min, a trilha é muito bacana! O sol estava nas nossas costas, o que se mostrou bastante positivo. Belas paisagens, principalmente ao olhar para trás e ver aquele trilho que parece infinito com o sol batendo nele.
       
      Logo nos deparamos com o primeiro obstáculo: marimbondos nos trilhos. Foram quatro sustos em sequência, pois não era possível avistá-los antes! Quem puxava a fila saia correndo e escapava, enquanto os quatro que ficavam para trás corriam para o outro lado hahahaha. A melhor maneira que encontramos foi esperar eles sentarem, e passar bem devagar e sem fazer barulhos pela lateral do trilho. Fui de shorts ( não recomendo!) e achei que não iria escapar, mas felizmente ninguém foi picado!
       
      Seguimos em frente e após aproximadamente 1h30 de trilha chegamos no segundo obstáculo: uma ponte. Foi aí que bateu a preocupação: e se tivesse ninho de marimbondos no meio da ponte? Sorte que não encontramos nenhum. Fizemos a travessia com bastante calma, pois os trilhos são vazados e rolou um frio na barriga. No começo não estava com confiança para ir em pé e fui agachado por um tempo, mas logo me acostumei e da para caminhar tranqüilo. É só ficar esperto e ser o mais cauteloso possível – afinal, segurança em primeiro lugar.
       
      Não muito tempo depois encontramos o túnel! Bem legal passar nele, não é muito longo – deve ter aproximadamente uns 80m. É interessante levar uma lanterna, mas ele é bem curto, então caso esqueça terá grandes problemas. Ouvimos alguns morcegos, mas nada demais.
       
      Continuamos seguindo e encontramos diversas coisas interessantes: vagões caídos, carcaças de animais atropelados pelos trens, belas paisagens, algumas corredeiras, etc. Não encontramos mais nenhum marimbondo.
       
      Quando completamos umas 3h de trilha, começou a bater o cansaço. Caminhas pelos trilhos é bastante cansativo: ou você pisa nas pedras ou nas madeiras que compõem o trilho – são bastante irregulares e não deixam você ter um ritmo de caminhada bom. Todos nós fomos com tênis normais de corridas e sofremos bastante com as pedras.
       
      Em seguida, encontramos mais uma ponte, bem pequena, e logo nos deparamos com algumas casas. Continuamos seguindo...uma meia hora do nosso destino, começamos a caminhar ao lado do rio com corredeiras (ele fica à direita). Os outros relatos citam uma cachoeira, vimos um pessoal nadando em um trecho, mas estava muito cheio e não víamos a hora de chegar então não descemos. Não sei se é essa é a mesma cachoeira que o pessoal citou...
       
      Finalmente, depois de 4h30 de trilha chegamos em AP! Não tenho certeza, mas os outros relatos falam que são 17km de trilha. São 17km bastante dificultados pelas pedras e pelas madeiras do trilho, então quem for vá preparado!
       
      Irei postar algumas fotos em seguida!
       
      Bom, é isso aí. É um passeio bem bacana, curtimos muito e valeu muito a pena. Espero poder relatar muitas outras trilhas, pois foi uma experiência muito boa – paisagens, desafios, jogar papo fora e o sentimento de ter conseguido sem maiores problemas! Recomendo a todo mundo.
       
      Abraço e até a próxima!



    • Por Carlosfuca
      Segue um breve relato da viagem que fiz pra Águas de Prata. Fiquei basicamente no Camping do Paiol e redondezas. (Jan 2017)
       
      Nesta viagem eu fui com duas companheiras mais que ilustres e maravilhosas, a Aline e a Zahira Dandara de apenas 3 anos. A ideia inicial era de ir pra acampar, mas como estava faltando muitos itens decidimos ir pro chalé. E com certeza foi a melhor escolha, pois choveu todos os dias. No primeiro dia só chuva. No segundo dia: choveu mais pro fim da tarde. E no terceiro dia fomos embora sob chuva também.
      Nosso planejamento não era nada perrengoso. Era basicamente ir pras cachoeiras que ficam perto do camping, conhecer a cidade e algumas fontes de água natural, descansar e curtir o lugar. Concluímos em partes...
       
      Dia 1
      Ao desembarcar do ônibus no Km 240 da rodovia Adhemar de Barros (SP-342), fomos direto pro camping após ter enfrentado uma viagem de 4 horas. Víamos no caminho o tempo oscilar, as vezes sol (bem tímido) e as vezes chuva ou garoa, mas sempre torcendo pra que se estabilizasse sem chuvas pelo menos durante o dia. O preço da passagem foi de R$ 67,50 a ida por pessoa (jan2017).
       
      Nesse momento o tempo estava nublado e foi tranquilo. Fizemos o preenchimento da ficha no camping e já fomos conhecer nossa estadia. Eu já muito pilhado queria ir pra cachoeira, mas antes tínhamos que ir atrás da alimentação. Afinal, uma criança de 3 anos não pode esperar muito e nem ter sua alimentação desregulada. Já que no local não serve refeições durante a semana, decidimos ir até o centro da cidade.
       
      Começamos a caminhar sentido centro, mas bastou 10 minutos para que o dilúvio caísse. Tá aí o primeiro desafio ou a primeira grande decisão: prosseguir ou voltar?
      O centro fica a 3km do camping, mas mesmo assim prosseguimos na esperança de encontrar um lugar pra se alojar um tempo ou que alguém desse uma carona. Após mais 10 minutos de caminhada conseguimos uma carona que nos deixou numa praça com um centro comercial. A nossa ideia era ir a um mercado, porém com aquela chuva preferimos fazer uma lanche ali mesmo. Enquanto lanchávamos em um dos trailers um macaquinho fazia suas graças de forma bem mágica, e com certeza atraia a atenção das pessoas que ali passavam.
       
      Dali fomos pra um coreto que tem uma fonte no meio e permanecemos por mais algum tempo esperando que a chuva parasse, mas nada. Foi aí que chamamos um táxi pra nos levar de volta ao camping, pagamos R$15,00. Então pra quem estiver a pé é uma boa opção.
       
      A chuva continuou o dia todo e foi aí que demos valor ao chalé, pois pudemos ficar numa boa e pro jantar pedimos uma pizza. O próprio camping indica a pizzaria e eles estregam la no chalé mesmo.
       
      Dia 2
      Acordamos entre 08h30 e 09h00, nos arrumamos e fomos tomar o café da manhã. O pacote do chalé inclui o café e é muito bom, bem servido. A diária que pagamos foi de R$ 130,00 pra duas pessoas, e vale a pena pela localização e pela estrutura do camping.
       
      Esse foi o dia de aproveitar as trilhas, rios e cachoeiras, já que a chuva tinha dado um tempo. Primeiro fizemos uma trilha dentro do camping e chegamos num rio. Estava bastante escorregadio e o rio estava mais forte, então tivemos que ir com cuidado, que mesmo assim não nos privou de alguns escorregões. Em seguida, fomos pra cachoeira que fica do lado do camping, fizemos uma trilhinha pelo lado de fora do camping e bem rápido estávamos curtindo a cachoeira. Infelizmente, encontramos alguns lixos jogados na trilha e nas beiradas do rio, mas que não afetou em nada a beleza do lugar, e vale sim o lembrete de retornar com nosso lixo quando vamos trilhar. Devido a chuva a água estava amarronzada e uma correnteza bem forte, não arriscamos entrar pra nadar, só nos molhamos bem pouco. Os pássaros cantavam, as borboletas voavam, enquanto as arvores, as flores e as folhas esbanjavam harmonia, mostraram a nós a beleza e o aconchego pra nossas mentes. Só de respirar aquele ar, mesmo que em poucos dias, já revigora o corpo e a alma.
       
      Ao voltar dessa queda, fomos pro camping. O sol começou a aparecer de forma tímida e já foi motivo pra se aproveitar a piscina até a hora de almoçar! Após o almoço fomos pra Cachoeira Cascatinha. Essa cachoeira tem uma queda bem alta e fica a mais ou menos 1km do camping, pela mesma estrada que vai pro centro. Começamos nossa caminhada ainda com um pouco de receio da chuva aparecer, durante uma parte do trajeto um pingos vieram, mas nada demais e seguimos. Depois de uns vinte minutos eis que chegamos na queda. Muito bela, praticamente não tem trilha, o caminho é asfaltado e tem uma placa que indica "cascatinha" bem na rodovia, então é de fácil acesso. Como estávamos numa quinta-feira curtimos o lugar só entre nós, pra nossa alegria e momento de oração e reflexão. Foi show!!!
       
      De volta ao camping, foi papo de relaxar e já ver os tramites da janta. Na verdade foi lanche que pedidos no mesmo local da pizza, tava mto bom.
       
      Dia 3
      Acordamos mais cedo pra ajeitar as coisas, a chuva estava a mil, ainda bem que ficamos com o contato do taxista, pois se fez necessário pra ir até a rodoviária, mas antes tomamos um bom café pra encararmos 4 horas de viagem.
       
      Chegamos na rodoviária mais cedo do que a partida do busão. Era 11h15 e Aline foi ao mercado comprar algumas coisas, nossa partida tava prevista para 12h30. quando ela voltou resolvi ir tirar algumas fotos da antiga estação águas da prata e foi aí que aconteceu algo lamentável, que infelizmente, ainda é corriqueiro com pessoas pretas. Uma abordagem policial (pm). E uma abordagem que se fizermos a leitura foi totalmente desrespeitosa e preconceituosa. Bastou eu sair 5 minutos daquela rodoviária que me tornei suspeito por querer tirar uma foto. Talvez pra aquele fardado eu estava desempenhando um papel social diferente do que ele queria ou do que os olhos dele é acostumado a ver. e olha que eu estava ouvindo um som chamado "pigs",sugestivo, né?... Os caras ainda quiseram creditar essa ação à cidade, disseram que cidade pequena é assim mesmo, quando têm pessoas "estranhas" eles denunciam. Os prestadores serviço de "segurança" quiseram queimar a imagem da cidade, pois naquele intervalo de tempo não daria tempo de denúncia alguma e ainda mais pra abordar daquela maneira, mas enfim, também não duvido dessas cidades que tem cristalizada estruturas da escravidão e que o beneficiários são descendentes de donos de fazenda e escravizadores europeus.
       
      Minha mochila vai tá nas costas!! E segue!
       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       



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