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TORRES DEL PAINE - CIRCUITO Q - 8 DIAS - MARÇO/2016 - O circuito mais completo do parque! - Dicas, fotos, vídeos, relato


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Marcando pra não perder de vista e ler depois. :wink:

Salve Nathan... Da terra das Alterosas aonde morei por 3 anos! ::love::

 

Espero não decepcioná-lo irmão! Não sou tão bom na escrita mas espero poder conseguir descrever p. essa galera "sangue bom" e aventureira a beleza daquele lugar...

Estamos às ordens!

 

Abração!

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  • Membros
Da pra recarregar bateria em algum lugar do circuito? ou precisa se virar com power bank e baterias extras por 8 dias?

Salve salve Leandro! Na paz irmão?!

 

Dá sim... Olha só, fiz um resuminho aí de onde eu tenho certeza de ter visto tomada (110v)... Vê se te ajuda (considere o destino final do dia):

 

1º dia: Sede Administrativa X Acamp. Paine Grande ((SIM))

2º dia: Acamp. Paine Grande X Acamp. Italiano ((NÃO))

3º dia: Acamp. Italiano X Acamp. Torres ((NÃO VI... CHEGAMOS DE NOITE E SAÍMOS DE MADRUGADA :| ))

4º dia: Acamp. Torres X Acamp. Serón ((SIM))

5º dia: Acamp. Serón X Acamp. Dickson ((NÃO))

6º dia: Acamp. Dickson X Refúgio Los Perros ((SIM))

7º dia: Refúgio Los Perros X Refúgio Grey ((SIM))

8º dia: Refúgio Grey X Acamp. Paine Grande ((SIM))

 

Essas tomadas ficavam sempre nos refeitórios dos refúgios, acampamentos, etc... Só te alertando Leandro que a quantidade é limitada :? ok?.. Daí já viu né... Se você quiser carregar alguma coisa tem que "entrar na fila" ou esperar p. fazer isso em horários alternativos.

Uma coisa interessante e positiva que notei lá é que as pessoas deixavam celulares caríssimos carregando e ninguém mexia ou sequer ligava para isso. Bacana né?! Bem diferente de oooooutros cantos e lugares...

Outra idéia "show de bola" que vi entre os trekkers e que até então desconhecia era uma espécie de carregador a prova d'agua e resistente a poeira. Não vou entrar aqui no mérito da eficiência ou capacidade desses aparelhos (até porque eu não entendo nada disso rsrsrs) mas me pareceu uma alternativa viável. Cheguei a pesquisar no mercadolivre quando voltei alguma coisa do tipo mas os que encontrei por aqui me pareceu meio "xinglings". :|

 

Espero ter ajudado! À disposição ok?!

Abração

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  • Membros
aguardando ansiosa....quero mais...

sempre quiz ir para Torres del paine

Olá Analy!

 

Quanta responsabilidade você jogou para cima de mim hein?! rsrsrs ::mmm:

Espero corresponder à altura! Obrigado pelo carinho do comentário! A ideia é essa mesmo... ajudar e inspirar!

Aliás... Sugiro que coloque "Torres del Paine" no seu "caderninho" de prioridades ok?! Vai por mim... Vc NÃO vai se arrepender!!! ::otemo::

 

Abração!

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  • Membros
::sos:: eu apertando F5 para vê se atualiza.. hahaha

ta muito bom o relato, parabéns !!!

Salve Gabriel!

 

Obrigado pelo elogio irmão!

Já já vou "atualizar" o relato :D ... E tentar manter o padrão do elogio né! :P

Inclusive desculpe pela demora no retorno... Sabe como é... Essa vida de peão não é fácil hahahahaha.

Claro que a galera do fórum MAIS do que merece essa nossa contribuição e por isso vou tentar dar uma acelerada por aqui! ::otemo::

 

Abração!

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  • Membros

2º dia: Acamp. Paine Grande X Acamp. Italiano

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Nada como uma boa noite de sono não é mesmo? O luar banhando a janela da barraca... O criquilar dos grilos.... A brisa suave.... ::otemo::::love::

 

Nãããão!!! ::bruuu:: Não tem grilo, não tem brisa e muito menos existe a possibilidade de deixar a janela ou porta da barraca sequer semi aberta! Isso aqui é a PATAGÔNIA senhores! É uma ventania danada, um frio que dói ::Cold:: ... Sem contar que o único som que você escutará durante a noite ou é da chuva intermitente ou da sua tenda querendo levantar voo ::quilpish::

 

Ahhh... Mas você não vai riscar Torres del Paine dos seus planos por conta disso né?! :shock: Definitivamente NÃO PESSOAL! Muuuuito pelo contrário! Foi só para exemplificar o quanto ficamos assustados com a 1ª noite (coisas de marinheiro de 1ª viagem! :D ).

 

A verdade é que nós tínhamos uma noção do que enfrentaríamos mas eu exagerei aqui um pouquinho porque não imaginávamos que tudo por lá era tão INTENSO! Tomamos um shoCk é claro... Normal se levarmos em consideração que nunca tínhamos estado num lugar assim, onde tudo é classificado no superlativo! Ora chove muito, ora o céu abre... Vocês verão isso nas fotos... A única coisa constante por lá são os ventos patagônicos que vem de tudo quanto é direção! ::essa::

 

Ficam as 1ªs dicas galera!

 

1- Um bom equipamento de camping é essencial! E o que seria isso? P. essa trip eu diria bons abrigos para vento e chuva (digite aqui na comunidade mesmo "barracas ultraleves com menos de 2kg", tem várias dicas bacanas de quem entende do assunto), um saco de dormir que suporte entre -5ºC e 0ºC (idem, é só pesquisar) e um isolante térmico adequado para todo tipo de terreno (idem novamente)!

 

2- Chegando nos refúgios/campings, caso você não vá alugar uma das barracas que já ficam montadas em pontos específicos, é prudente - antes de qualquer coisa - montar logo o seu equipamento (antes de comer, tirar as botas, roupas, banho, etc.)... Isso porque os melhores lugares - leia-se abrigados do vento direto (perto de arbustos por exemplo), longe das corredeiras e em áreas planas - são bem disputados. Acredito que ninguém chegue a sair no tapa por isso mas é como tentar montar um guarda-sol numa praia badalada em pleno verão. Detalhe, fomos em março, ou seja, imagine como essa disputa deve aumentar em dezembro ou janeiro ::ahhhh:: .

 

PS: Não se esqueça que você pode alugar todos esses equipamentos em Puerto Natales ou no próprio Parque (Se você deixar para alugar nos campings, quer seja por uma emergência ou por esquecimento, o valor chega a ser quase 2x mais caro ::putz:: ... Por exemplo, o aluguel de um dia de uma tenda para 2 pessoas custava cerca de 7000clp, um saco de dormir ~ 5000clp e só o isolante térmico ~ 2000clp).

 

Mas vamos ao relato em si!

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Desde o princípio decidimos que, salvo por alguma eventualidade, iríamos acordar cedo todos os dias para poder explorar a região com calma. Sabíamos que as jornadas diárias seriam longas e não queríamos fazê-las com pressa, sem apreciar os detalhes e encantos que a região nos oferecia. Aquela coisa de aproveitar o momento, de sentir as sensações, de nos encontrar consigo mesmos, de poder parar por um instante e contemplar a natureza…

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Assim, estipulamos que a nossa "alvorada" seria as 6h e até as 7h deveríamos estar com os pés na estrada, ou melhor, na trilha! :P

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O previsto para esse dia era o ataque ao Vale do Francês, um trecho que compõe o meio do circuito "W". Isso significa dizer que se vai e volta até o mesmo ponto (2,5 horas em cada sentido) ou seja, é um trecho opcional (o que não quer dizer que deve ser desprezado na nossa opinião ok?! ::cool:::'> :D

 

Verdade seja dita, essa é uma das partes mais técnicas da caminhada e pode conter passagens muito escorregadias e perigosas, principalmente com chuva, lama, neve derretida ou gelo. Não foi o nosso caso já que o tempo estava estável mas ouvimos diversos comentários a respeito! Fica mais uma dica!

 

Pois bem, como teríamos nesse dia as primeiras subidas íngremes do trajeto reforçamos o café da manhã! Ainda estávamos nos acostumando com a troca da 1ª refeição do dia pelo almoço mas acreditem, essa foi uma das melhores decisões que tomamos. Como nos foi dito durante a palestra na chegada ao Parque, é expressamente proibido acender fogueiras fora dos locais pré-estabelecidos, o que significa que ou você se programa para estar num lugar permitido para cozinhar no meio do dia ou faz como nós, almoça pela manha e deixa os sanduíches, as frutas desidratadas, barras de proteína/cereal e tudo aquilo que não precisa ser cozido para ir beliscando ao longo do trajeto.

 

Inclusive, olha outra dica aí!:

 

3- Prepare porções individuais contendo tudo que você for comer por dia! Além de deixar sua mochila mais organizada você poupa a energia de ter que ficar prevendo se a comida vai acabar lááá pelo 6º ou 7º dia! 8). Fora que qualquer esforço a menos que se faça quando se está desgastado pela caminhada vale a pena!

 

Com o acampamento desmontado e bem alimentados seguimos pela trilha até o acampamento italiano (em média 2h de caminhada leve).

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O acampamento Italiano é gratuito e por esse motivo decidimos que passaríamos a noite nele.

 

Depois de nos registrarmos junto ao Guarda Parque - obrigatório nos acampamentos administrados pelo CONAF - fomos montar o acampamento (ainda era cedo e conseguímos um ótimo local).

 

Deixamos as cargueiras no acampamento e subimos só com a mochila de ataque contendo a comida para o dia, câmera, protetor solar, água e as jaquetas corta-vento.

 

O vale do Francês tem um percurso de cerca de 5km e como eu falei leva aproximadamente 2,5h até o Mirador Britânico.

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Ao longo do caminho passamos por outro mirante de onde se tem uma vista impressionante de Paine Grande e de alguns Glaciares (Glaciares del Francês). Este último, inclusive, cumprimentou-nos com uma avalanche substancial, diante dos nossos olhos e que durou por cerca de um minuto (Caaaalma mãe! Relaxa que eu não estava em perigo não ok :P ?!)

 

Assim como um grupo que vinha nos acompanhando, ficamos sem palavras, de boca aberta simplesmente ouvindo e observando a mãe natureza exercer sua força e poder... Uma visão incrível que ficará na memória... A magia era palpável e, nos olhares silenciosos de inspiração que trocávamos sabíamos o quanto aquele momento era especial para todos, independente de credo, cor ou nacionalidade.

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Terminado o percurso de subida que ora era circundado por bosques e ora margeado por corredeiras formadas pelo derretimento dos Glaciares, chegamos ao mirante Britânico e digo a todos... O visual é simplesmente fantástico!

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Abastecidos pela beleza do local, fizemos um lanchinho e iniciamos a descida pelo mesmo caminho.

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Chegamos no acampamento Italiano antes do anoitecer... Com tempo suficiente para descansarmos os pés, interagir com as pessoas que estavam por lá e relaxar...

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Resumo do dia:

 

2º dia - Acamp. Paine Grande – Acamp. Italiano

Distancia: 15km

Total: 38,5 km

Tempo: 7,5h

Vídeo-relato do dia:

 

No próximo post, o primeiro stress causado por um erro no percurso!

 

Até lá!

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  • Membros
Adorei esse post e as dicas * fascinante !!! Espero ir em breve pra essa fantástica viagem!!

Ei Nice! Obrigado pela gentileza do elogio! Torres del Paine é simplesmente fantástico e você não vai se arrepender de incluí-lo no seu programa de férias!!!

 

No que eu puder ajudar, já sabe né?! Conte comigo! Estou aqui para contribuir e compartilhar com vocês essas experiências!

 

Abração!

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  • 2 semanas depois...
  • Membros

3º DIA - Acampamento Italiano X Acampamento Las Torres

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Ter conseguido um bom lugar para acampar no dia anterior foi realmente fundamental :P . Os ventos na base do vale do francês são assustadores e o frio perto da corredeira que margeia o refúgio, pelo que ouvimos no café da manhã, atrapalhou o sono de muita gente.

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Nosso objetivo do dia era o Acampamento Las Torres (gratuito) e a trilha que encararíamos é, provavelmente, a mais batida e desbravada do Parque (o que significava também muito tráfego).

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O caminho tem uma variedade incrível de vida animal/vegetal e por grande parte do trajeto vamos margeando e sendo hipnotizado pelas as águas azuis leitosas do lago Nordenskjold à direita. Na verdade o transe alterna entre os encantos do lago e a visão do imponente maciço Paine à esquerda, com seus pontões (Los Cuernos) exibindo seus tons multi-coloridos.

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Depois de 1h30min (aproximadamente, muuuito tráfego de pessoas nesse trecho do percurso) chegamos ao acampamento Los Cuernos. Fizemos um lanchinho básico, retiramos de vez os casacos de frio e continuamos a caminhada rumo ao destino final. Previsão de chegada: em 5-6h, saindo de Los Cuernos.

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O percurso no começo é bem limpo, aberto e com pouca variação de altitude. Inclusive tudo parecia tão óbvio que cometemos um erro primário. Não observamos a placa que apontava para o Acampamento Las torres e fomos em outra direção. Eu explico: como o trecho até o camping é a última perna do "W" isto significa dizer que ele também é facultativo ou seja, você pode, caso queira, passar por ele e seguir em frente.

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Este erro nos custou quase 2h e tão logo percebemos o erro bateu o desespero. Será que daria para chegar ao Acampamento Las Torres antes do anoitecer?

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Deu, mas isso nos custou um esforço físico e psicológico tremendo... Imagine, você gasta aquele restinho de energia do dia pensando: "O acampamento está logo ali, dá para forçar mais um pouquinho... Já está acabando, vou até comer o resto de comida que sobrou!". 8) Daí descobre que aquela parada derradeira não é o fim, 8-O que tem mais 2h de caminhada por um trecho longo de subida. Nossa, vou dizer para vocês, JAMAIS cometam esse erro!!! Que sensação horrível de desânimo... As dores na musculatura pareciam ter triplicado e os minutos começaram a parecer horas! Se tiver alguém da área médica lendo este relato, por favor, me explique que sensação terrível é essa!

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O caminho que nos levaria para o acampamento Las Torres, apesar de bem puxado, nos proporcionou belas imagens. Claro que não deu para prestar muita atenção por causa do cansaço e do psicológico abatido mas a sensação de paz que o lugar inspira é notório.

 

Chegamos no Acampamento Chileno e ele já estava lotado. Era um mau sinal. Bora apertar o passo (como se fosse fácil depois de tudo que passamos)!

 

Seguimos a trilha, que agora adentrava o bosque intercalando áreas mais abertas e outras bem fechadas. Apesar de seguir subindo, a não exposição ao sol (já passavam das 19h) e ao vento ("quebrado" pelas árvores) ajudava bastante.

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Quando chegamos ao acampamento Las Torres já era noite e fomos recepcionados pelo guarda-parques que nos alertaram para os perigos de caminhar a noite. Reconhecemos nosso erro e, exaustos, fomos armar o acampamento.

 

Diferente da noite anterior, nos restaram péssimas opções de local (fora que quase destruímos umas 3 barracas pisando e tropeçando nas suas cordinhas de sustentação enquanto procurávamos um lugar no escuro), porém o cansaço era tanto que tão logo a barraca ficou em pé fomos dormir. Sim, sujos e com fome.

RESUMO DO DIA:

3º dia: Acamp. Italiano – Acamp. Las Torres

Distância: 20 km

Total: 58,5 km

Tempo: 9,5h

Vídeo-relato do dia:

 

No próximo post, a visão do paraíso! :-D

 

Até lá!

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Da pra recarregar bateria em algum lugar do circuito? ou precisa se virar com power bank e baterias extras por 8 dias?

Salve salve Leandro! Na paz irmão?!

 

Dá sim... Olha só, fiz um resuminho aí de onde eu tenho certeza de ter visto tomada (110v)... Vê se te ajuda (considere o destino final do dia):

 

1º dia: Sede Administrativa X Acamp. Paine Grande ((SIM))

2º dia: Acamp. Paine Grande X Acamp. Italiano ((NÃO))

3º dia: Acamp. Italiano X Acamp. Torres ((NÃO VI... CHEGAMOS DE NOITE E SAÍMOS DE MADRUGADA :| ))

4º dia: Acamp. Torres X Acamp. Serón ((SIM))

5º dia: Acamp. Serón X Acamp. Dickson ((NÃO))

6º dia: Acamp. Dickson X Refúgio Los Perros ((SIM))

7º dia: Refúgio Los Perros X Refúgio Grey ((SIM))

8º dia: Refúgio Grey X Acamp. Paine Grande ((SIM))

 

Essas tomadas ficavam sempre nos refeitórios dos refúgios, acampamentos, etc... Só te alertando Leandro que a quantidade é limitada :? ok?.. Daí já viu né... Se você quiser carregar alguma coisa tem que "entrar na fila" ou esperar p. fazer isso em horários alternativos.

Uma coisa interessante e positiva que notei lá é que as pessoas deixavam celulares caríssimos carregando e ninguém mexia ou sequer ligava para isso. Bacana né?! Bem diferente de oooooutros cantos e lugares...

Outra idéia "show de bola" que vi entre os trekkers e que até então desconhecia era uma espécie de carregador a prova d'agua e resistente a poeira. Não vou entrar aqui no mérito da eficiência ou capacidade desses aparelhos (até porque eu não entendo nada disso rsrsrs) mas me pareceu uma alternativa viável. Cheguei a pesquisar no mercadolivre quando voltei alguma coisa do tipo mas os que encontrei por aqui me pareceu meio "xinglings". :|

 

Espero ter ajudado! À disposição ok?!

Abração

 

 

Muitíssimo obrigado pelas informações!!!

Acho que sei qual carregador você está falando, me deparei com ele quando tava pesquisando alternativas, parece ser uma boa opção.

Continuo acompanhando enquanto as férias não chegam, ta mandando muito bem no relato!! ::otemo::

 

Abraço!

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  • 3 semanas depois...
  • Membros

Excelente relato.

To pensando em ir no período de janeiro ou fevereiro ou março 2017, tenho algumas dúvidas quanto a TDP.

Uma barraca 3 estações aguenta legal usando um saco de dormir -5º C e um bom isolante ?

Saberia me dizer os valores dos campings ? Preciso reservar ou na chegando neles consigo vaga ?

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  • Conteúdo Similar

    • Por Gerhard Jahn
      Fala raça!
      Tô felizasso em poder compartilhar essa experiência com vocês. Fiz o mochilão na companhia do meu irmão Kevin Jahn e minha cunhada Carol Jahn em janeiro/fevereiro de 2020, dormindo em barraca, hostels, Airbnb e até no chão do aeroporto (pra dar aquela emoção a mais).
      Apesar de ter sido uma das melhores experiências que já vivi, foi bem difícil planejar essa viagem, então espero que essas poucas informações iluminem quem está cogitando conhecer essa região. De início vou focar apenas nas questões mais relevantes (roteiro, custos e o que levei na mochila), e aos poucos vou relatando os acontecimentos da viagem, principalmente o trekking em Torres del Paine e El Chaltén.

       
      ROTEIRO
      Dia 1: 23/01/20 - Floripa > Santiago > Punta Arenas
      Dia 2: 24/01/20 - Punta Arenas > Puerto Natales - Conhecemos o Estreito de Magalhães pela manhã e em seguida pegamos o ônibus para Puerto Natales. Final da tarde compramos as comidas para TdP
      Dia 3: 25/01/20 - Puerto Natales > Torres del Paine - Ataque ao Mirador Base de las Torres, acampamento no Camping Central
      Dia 4: 26/01/20 - Torres del Paine - Travessia até o Valle del Francés, acampamento no Camping Italiano
      Dia 5: 27/01/20 - Torres del Paine - Ataque ao Mirador Fracés e travessia até o Camping Paine Grande, onde acampamos
      Dia 6: 28/01/20 - Torres del Paine > Puerto Natales - Acabamos ficando de molho no Camping Paine Grande até a chegada do catamarã
      Dia 7: 29/01/20 - Puerto Natales > El Calafate - Ficamos mais de duas horas na aduana Chile/Argentina, foram mais de 8 horas de viagem ao total
      Dia 8: 30/01/20 - El Calafate - Dia de conhecer o Glaciar Perito Moreno, não fizemos o Mini Trekking mas foi ótimo pra tirar um dia pra descansar
      Dia 9: 31/01/20 - El Calafate > El Chaltén - Chegando em Chaltén já fomos direto para a Laguna Capri montar acampamento, final da tarde fizemos um ataque ao Fitz Roy
      Dia 10: 01/02/20 - El Chaltén - Descanso na cidade
      Dia 11: 02/02/20 - El Chaltén > El Calafate - Chorrillo del Salto pela manhã e viagem de volta a Calafate após o almoço
      Dia 12: 03/02/20 - El Calafate > Puerto Natales > Punta Arenas - Chá de ônibus nesse dia
      Dia 13: 04/02/20 - Punta Arenas > Santiago > Floripa

      TOTAL GASTO: R$ 4700,00 (joguei o valor um pouco pra cima porque posso ter esquecido de algo)
      Os valores estão por pessoa e na moeda utilizada no momento da compra.
      DESLOCAMENTOS: R$ 3.526,00.
      Passagem aérea ida/volta + seguro viagem + bagagem de mão + cargueira despachada + assento reservado + taxa de embarque: R$ 2760,00 pela LATAM, de Floripa à Punta Arenas com conexão em Santiago.* Ônibus Punta Arenas-Puerto Natales ida/volta: CLP $ 15.000,00 Ônibus Puerto Natales-Torres del Paine ida/volta: CLP $ 16.000,00. Transfer Guarita-Camping Central: CLP $ 3.000,00. Catamarã Camping Paine Grande-Guarita: CLP $ 23.000,00. Ônibus Puerto Natales-El Calafate ida/volta: CLP $ 34.000,00. Ônibus El Calafate-El Chaltén ida/volta: ARS $ 2400,00.  Van El Calafate-Perito Moreno ida/volta: ARS $ 1200,00. *Pelo meu monitoramento só o valor da passagem variou na época entre R$ 1900,00 a R$ 2400,00. Comprei com três meses de antecedência e confesso que há uma semana antes da viagem o preço ainda estava na mesma faixa.
      HOSPEDAGENS: R$ 506,00.
      Puerto Natales 
      Hostel Bella Vista: R$ 55,00 c/ café da manhã e aluguel de equipamentos de trekking, inclusive ganhamos de presente um gás da host Ni Torres del Paine (vou detalhar melhor no tópico exclusivo de TdP) Camping Central: USD $ 21,00. Camping Italiano: Free, grátis, na faixa. ~não recomendo Camping Paine Grande: USD $ 11,00. El Calafate
      Airbnb Groovy Dooby Doo: R$ 59,00. ~não recomendo El Chaltén
      Camping Laguna Capri: Free, grátis, na faixa. Hostel Rancho Apart: ARS $ 1250,00, quarto compartilhado. *valores por noite
      **foram 10 noites, na primeira passamos no avião e na última no chão do aeropoto.
      ENTRADAS: R$ 200,00.
      Entrada do parque Torres del Paine: CLP $ 25.000,00. Entrada do parque Los Glaciares - Perito Moreno: ARS $ 800,00. ALIMENTAÇÃO: R$ 350,00.
      Restaurante no Chile: em torno de CLP $ 3.500,00. Restaurante na Argentina: em torno de ARS $ 600,00. Mercado para Torres del Paine: CLP $ 6.600,00. Mercado para Fitz Roy: ARS $: 660,00. Compras nos aeroportos, rodoviárias, snacks, frutas e etc. COTAÇÕES
      R$ 1,00 = CLP $ 190,00 (Aeroporto de Santiago) R$ 1,00 = CLP $ 170,00 (Punta Arenas) R$ 1,00 = CLP $ 165,00 (Puerto Natales) R$ 1,00 = ARS $ 16,50 (Restaurante Casimiro em El Calafate, apesar de ter a melhor cotação de Dólar, Euro e Real, aqui é clandestino devido aos problemas políticos-econômico da Argentina)  
      VESTUÁRIO E EQUIPAMENTOS
      O segredo é focar em roupas e equipamentos apropriados para a região. A fama da Patagônia ter uma instabilidade climática não é um exagero, tu literalmente vai viver as quatro estações e todos os tipos de condições em um único dia.
      O que eu levei na minha mochila Forclaz Trek 900 50L + 10L:
      1x Calça modular - Tecido de secagem rápida e que não propagada corte 1x Fleece (0 a 7 ºC) - Uso um com zíper pra ser prático e ajudar a regular a temperatura corporal 1x Jaqueta impermeável (2000 mm) corta vento - Conhecida também como anorak, acabou passando a água em uma das tempestades em TdP 1x Calça segunda pele técnica - Usei a viagem toda, até por baixo dá bermuda 2x Blusas segunda pele - Uma técnica pra caminhada e uma mais quente pra dormir 1x Calça impermeável (2000 mm) - Precisei usar em vários momentos 3x Camisetas curtas Dry Fit - Acabei usando só duas 4x Cuecas de Microfibra  - Secagem muito rápida, foi excelente 2x Meias técnicas de trekking - Nunca tinha usado e fez muita diferença, deveria ter levado pelo menos 4 1x Meia térmica - Usei apenas pra dormir e foi muito bom para deixar as outras respirando 1x Bota de trekking impermeável - Confesso que a minha segurou a água mas a palmilha e solado eram fracos, sugiro comprar uma palmilha boa 1x Havaianas - Usei pra tomar banho, no avião e nas cidades (BRASIIIIIL) 1x Bermuda de banho - Usei bastante nos hostel, todos lugares tem calefação então sugiro levar algo curto pra dormir 1x Luva de fleece para trekking - Usei poucas vezes, somente quando chovia nos lugares mais frios de TdP 1x Protetor de orelha de fleece - Baita acessório, ajuda até pra dormir quando ainda tem luz 1x Cachecol - Acabei usando só pra dormir em virtude do meu saco de dormir ser patético 1x Touca de lã - Usei uma vez, protetor de orelha já resolve 1x Toalha de Microfibra - É item obrigatório, já uso há anos 1x Mochila de ataque 30L - Usei muito pra fazer compras, lá não tem sacola plástica 1x Bastão de trekking - Recomendo dois, a grande maioria das pessoas utilizava um par 1x Shoulder Bag - Ideal pra levar documentos e dinheiro, já tinha costume de usar nos acampamentos em Floripa, pra não deixar nada na barraca dando sopa 1x Barraca de trekking - Uso a Quechua Quick Hiker 2, tenho um vídeo falando sobre ela 1x Saco de dormir para 15 ºC - Não morri mas não passei bem haha sugiro um para 0 ºC 1x Isolante térmico - Uso um egg crate Nature Hike, é importante que o isolante seja bom, foi o que me salvou 1x Kit cozinha - Não pode levar o gás no avião 1x Lanterna de cabeça - Quase não usei porque escurece tarde (22:00) e amanhece cedo (05:00) 1x Kit Primeiro Socorros - Aconselho a levar medicamentos específicos, como antibióticos dose única, antitérmico, anti-histamínico, relaxante muscular 1x Silver Tape - Não usei, mas aconselho levar porque dá pra usar até pra tapar rasgos em roupas. 1x GoPro Hero 7 Black + Bateria extra + Carregador Duplo externo + Micro SD Card extra - Sou fã de GoPro, acho muito útil num lugar como esse que chove toda hora 1x Power Bank 20.000 mAh - Usei muito, apesar de ter entrada USB nos ônibus e tomada em alguns campings
      RESERVAS EM TORRES DEL PAINE
      http://www.conaf.cl/parques/parque-nacional-torres-del-paine/ (camping gratuito)
      https://www.verticepatagonia.cl/home (lado esquerdo do W)
      https://www.fantasticosur.com/en (lado direito do W)
      PASSAGENS DE ÔNIBUS
      https://www.bussur.com/
      https://www.recorrido.cl/ 
      http://www.busesfernandez.com/ 
       
      Espero que a leitura tenha sido útil, logo menos continuo o relato.
      Abraço a todos,
      Gerhard Jahn.
       
    • Por Marcelo Manente
      Em breve iniciarei o relato da aventura que está acontecendo neste momento.
      Estou hoje em Chile Chico, Chile. Seguindo para a Carretera Austral.
      Muitos perrengues, problemas da viatura, mas lugares maravilhosos para compensar tudo isso.
      Vou tentar fazer um relato com os custos de quase tudo que eu lembrar.

    • Por maizanara
      Este post é um relato sobre o auge de nossa viagem pela Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine (TDP),  símbolo da beleza exuberante da Patagônia Chilena e o destino dos sonhos dos amantes da natureza de todo o mundo. Vamos contar como foram os 5 dias de trekking, o famoso Circuito W.
      Tem muitas outras informações no meu blog: www.mawaybr.com.br
      Tem um post com os custos desta viagem AQUI e outro sobre como fazer as reservas AQUI.
      Acompanhe nossas aventuras no Facebook ou Instagram
       
        Relato do trekking realizado de 12 a 16 de Janeiro de 2017. Dia 1 - atento às regras
      Caminhamos desde o nosso hostel em Puerto Natales até a rodoviária. Compramos a passagem no próprio hostel. Existem várias empresas que fazem este percurso e não há diferença significativa no valor.
      A rodoviária fica lotada de trilheiros com suas mochilas enormes! Todos muito animados para a trilha de suas vidas. Durante o percurso até a entrada do parque é possível ver os guanacos pulando as cercas e a linda cadeia de montanhas ao fundo.
      Na Portería Laguna Amarga enfrentamos uma longa fila para preenchermos o termo de compromisso e pagarmos a taxa de entrada.
      É necessário assistir um pequeno vídeo com informações gerais e as regras do parque. Uma das mais importantes: não é permitido fazer fogo fora das áreas delimitadas(!!!). Entramos em outro ônibus (valor já incluso) que nos levou até a Portería Pudeto.
      Fomos os últimos a pegar o catamarã que cruzou o Lago Pehoe. A viagem não poderia iniciar de melhor maneira, à nossa direita, o imponente Los Cuernos! Compramos o bilhete do catamarã durante o trajeto.   Chegamos ao Refugio Paine Grande sem reservas e por sermos os últimos a chegar no camping, as meninas da recepção nos deixaram ficar. Muito obrigada, meninas! (AVISO: aconselho fortemente que você não faça isso!! Neste post falamos como fazer as reservas)
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.

       
      Armamos a barraca, deixamos nossas mochilas e fomos apenas com a mochila de ataque até o mirante Grey. Muito cuidado com as comidas deixadas nas barracas, a raposa-colorada (Lycalopex culpaeus) adora lanchinhos fora de hora. Infelizmente, o que mais me impressionou neste percurso não foi a linda paisagem ao meu redor, mas o resultado do maior incêndio florestal do Chile em 2012: 18 000 hectares  queimados. Uma tristeza  ver as marcas desta grande tragédia e por isso repito: siga as regras do parque, não faça fogo nem use seu fogareiro fora das áreas destinadas. Precisamos cuidar e respeitar a natureza. Aquele lugar é espetacular e todos têm o direito de visitá-lo e apreciá-lo. Depois de quase 3 horas de caminhada e muito vento no caminho, chegamos aoMirador Grey. O tempo estava bem fechado. A geleira Grey se misturava com o céu e não dava para saber onde terminava a geleira e começava o céu. A geleira é um local impressionante! Dia 2 -  café com montanha
      Após uma noite de muito vento (dica: monte muito bem sua barraca!), tomamos café na cozinha do acampamento com uma vista incrível, arrumamos tudo e saímos.
      Logo no início da trilha, na Portería Lago Pehoe, o guarda-parque pediu para ver nossa reserva impressa do acampamentoItaliano, reservas confirmadas, pé na trilha! A cadeia de montanhas Los Cuernos estava bem escondida, mas conforme nos aproximávamos dela, mais ela aparecia, e uma caminhada de 2,5 horas, fizemos em incríveis 4,5 horas. Haja foto!
      A alegre chegada ao acampamento Italiano é anunciada pela ponte que temos que atravessar e deu um medinho! Como venta muito, ela parece bem instável. Fizemos o check-in no acampamento, conversamos com os guardas e fomos preparar nosso jantar.
      Decidimos não fazer nenhuma outra trilha neste dia pois a trilha para o Mirador Britanico fecha às 17h e a do Mirador Frances às 19h. E quando digo que a trilha fecha, ela fecha mesmo, pois um dos guardas percorre a trilha até o final para garantir que não há mais ninguém na trilha (todos os dias, imagina!).
      Dia 3 - doce ilusão
      O vento faz parte da Patagônia, aceite! Eu acordei assustada a noite, pois dormíamos debaixo da copa das árvores e o vento balançava seus galhos com força. E o medo daqueles galhos caírem sobre nós?
      Não, nenhum galho caiu, ufa! Deixamos nossos pertences no acampamento e seguimos em direção ao Mirador Britanico com nossas mochilas de ataque. Todo mundo larga suas mochilas no acampamento, isso é bem normal (também algo que tive que aceitar me acostumar). Quando chegamos ao Mirador Frances o tempo já estava muito fechado, andamos mais um pouco e decidimos voltar, afinal não conseguiríamos ver nada mesmo. Ficamos sentados um tempo esperando por uma avalanche no topo das montanhas, que também não aconteceu...
      Mesmo assim estávamos só felicidade, afinal estávamos a caminho do Refugio Los Cuernos, onde passaríamos a noite em uma linda cabana de madeira na beira do lago.   Sim, foi puro luxo! Não temos dinheiro para Não ligamos para luxo quando o assunto é hospedagem, mas há anos atrás vimos uma foto no Facebook de um casal em um ofurô com uma paisagem de tirar o fôlego ao fundo. Escrevemos para a pessoa que postou a tal foto perguntando onde era: Refugio Los Cuernos.
      Deste dia em diante, não tiramos mais aquela imagem da cabeça e estava decidido: iríamos naquele ofurô e ponto final. Não era nossa intenção ficar na cabana, mas no site estava bem claro: somente hóspedes das cabanas tinham acesso ao ofurô. Bem, com muita, mas muita dor, reservamos a tal cabana e sonhamos com este dia desde então. Parte deste valor eu havia ganho de presente de aniversário, muito obrigada Celzinha!
      Na trilha para o Refugio Los Cuernos, o sol finalmente resolveu aparecer de forma muito marcante, acentuando ainda mais a cor da lagoa. Para quem está fazendo o W invertido é descida na maior parte. Eu senti por quem estava subindo... Na minha opinião o trecho de trilha mais lindo! O vento intenso levantava a água da lagoa e até DOIS arcos-íris se formavam na nossa frente ao mesmo tempo, arrancando gargalhadas dos dois bobos incansáveis ao admirar tamanha beleza.
      Então, finalmente chegamos às cabanas e, ansiosos, vimos de longe o tal ofurô. Corremos para checar o tão sonhado ofurô de perto. Mas o que encontramos foi uma placa: MANUTENÇÃO!   Mas que #@$%&! Ficamos muito putos, bravos, arrasados tristes com a notícia, afinal estávamos esperando há anos por aquele dia, mas não tinha nada que pudéssemos fazer. A cabana era linda, tinha uma lareira, toalha limpinha, cama fofinha e chuveiro gostoso!
      Fomos conhecer o refúgio, admirar o Los Cuernos e conversar com nossos amigos e quando retornamos encontramos uma garrafa de vinho chileno e alguns docinhos. A princípio, tive a certeza que havia sido o Antonio quem preparou aquela linda surpresa (tipo cena de filme mesmo! Imaginem que romântico: uma cabana de madeira, um vinho, lareira e aquela vista incrível). Ele perdeu a chance de ganhar muitos pontos (e na sequência perder muitos mais, é claro) ao não confirmar que havia sido ele - não foi, acreditamos que foi a forma do refúgio se desculpar por destruir nossos sonhospelo inconveniente. Após muitas risadas e desapontamento (nunca vou esquecer da cara do Antonio não conseguindo confirmar que havia sido ele o autor da ideia romântica) aproveitamos o delicioso vinho.   CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI. Dia 4 - meu querido saco de dormir
      A noite na cabana não foi tão tranquila quanto imaginávamos, o vento era tão forte que parecia que a cabana se desmontaria. Não sobrou dinheiro para queríamos comprar a pensão completa no refúgio, fizemos nossa comida na mesma cozinha reservada para o pessoal do camping.
      Seguimos rumo ao acampamento El Chileno. Neste dia enfrentamos as 4 estações do ano, inclusive chuva. Existe um cruzamento, e você pode optar por ir para o Hotel Las Torres ou um atalho para o acampamento - é claro que optamos pelo atalho!
      No caminho vimos os bombeiros resgatando alguém em uma maca, ficamos muito assustados (depois ouvimos boatos de que a menina havia torcido o tornozelo - o que a impossibilitou de terminar a trilha, por isso todo cuidado é pouco).
      Chegando no refúgio, fizemos o check-in e fomos procurar uma plataforma para colocar nossa barraca. Dica: chegue o mais cedo que puder e coloque sua barraca, as plataformas estão colocadas num barranco, e se estiver chovendo (como estava) o chão molhado quase te impedirá de chegar em sua barraca sem cair alguns tombos.
      O jantar no refúgio foi extremamente agradável, nada de macarrão com vina, ou salsinha como vocês dizem. Entrada, prato principal e sobremesa, tudo com raio gourmetizador ativado! Não havia opção de reservar o local de camping sem todas as refeições inclusas (sim, eles são bem espertinhos).
      Ficamos na área de convivência do refúgio até tarde conversando, quando nossa amiga Tânia chega desesperada dizendo que estava entrando água dentro da barraca dela. Conseguimos alguns sacos de lixo e o Antonio foi ajudar o Beto com o "pequeno" problema. Logo em seguida entra outro trilheiro com seu saco de dormir completamente encharcado, eu entrei em desespero! Já imaginei meu saco de dormir molhado, seria o fim (que exagerada!). Pedi ao Antonio que conferisse se nossa barraca estava molhada, e para minha alegria, tudo estava completamente seco. Dia 5 - sonho realizado
      Antonio nunca havia visto neve e sempre falou que se fosse para ver neve, que fosse na montanha. Estávamos tomando café no refúgio quando vejo um ser saindo correndo gritando "Está nevando, está nevando". Parecia uma criança vendo neve pela primeira vez - e na montanha, como ele havia sonhado!
      Eu não fiquei assim tão feliz, afinal isso significava que o tempo estaria fechado nas Torres - e como eu queria ver aquelas meninas!  Tomamos um café super reforçado (incluído em nosso pacote) e seguimos a trilha até às Torres. Ao contrário dos outros dias, neste caminhamos muito rápido e os joelhos reclamaram um tanto (DICA: se puderem fazer a trilha no seu tempo, sem correr, é melhor. Fizemos isso todos os outros dias e não sentimos dor alguma).
      A trilha é pesadinha, mas isso não impede que jovens, crianças e idosos a façam, cada um no seu ritmo, no seu tempo. Eu não sabia quem eu admirava mais, se as famílias com crianças ou o grupo dos mais experientes. Quando fomos chegando pertinho da lagoa o coração foi acelerando. O Antonio foi na frente e lá do alto chamou minha atenção ao gritar uma linda declaração <3.
      Quando finalmente meus olhos encontraram as meninas (as Torres) não pude me conter de emoção - me faltam adjetivos para descrever a beleza deste local. Encontramos nossos amigos Daniel, Daniela, Beto e Tânia lá no topo, foi uma delícia compartilhar aquele momento com nossos novos amigos.
      Mas foi o tempo de contemplarmos a paisagem, tirar algumas fotos (nossa e da Maiza, coitado do Antonio) que o tempo virou completamente. As nuvens encobriram o céu azul e as Torres, e a neve começou a cair - "não era neve que você queria Antonio?"
      Muita neve! O vale também ficou completamente encoberto. A emoção de completar o circuito W, nossa primeira travessia, foi indescritível. Sensação de superação e eterna gratidão.

      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.
      Bons ventos!
    • Por maizanara
      Este post é um relato sobre o auge de nossa viagem pela Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine (TDP),  símbolo da beleza exuberante da Patagônia Chilena e o destino dos sonhos dos amantes da natureza de todo o mundo. Vamos contar como foram os 5 dias de trekking, o famoso Circuito W.
      Tem muitas outras informações no meu blog: www.mawaybr.com.br
      Tem um post com os custos desta viagem AQUI e outro sobre como fazer as reservas AQUI.
      Acompanhe nossas aventuras no Facebook ou Instagram
        Relato do trekking realizado de 12 a 16 de Janeiro de 2017. Dia 1 - atento às regras
      Caminhamos desde o nosso hostel em Puerto Natales até a rodoviária. Compramos a passagem no próprio hostel. Existem várias empresas que fazem este percurso e não há diferença significativa no valor.
      A rodoviária fica lotada de trilheiros com suas mochilas enormes! Todos muito animados para a trilha de suas vidas. Durante o percurso até a entrada do parque é possível ver os guanacos pulando as cercas e a linda cadeia de montanhas ao fundo.
      Na Portería Laguna Amarga enfrentamos uma longa fila para preenchermos o termo de compromisso e pagarmos a taxa de entrada.
      É necessário assistir um pequeno vídeo com informações gerais e as regras do parque. Uma das mais importantes: não é permitido fazer fogo fora das áreas delimitadas(!!!). Entramos em outro ônibus (valor já incluso) que nos levou até a Portería Pudeto.
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.

      Fomos os últimos a pegar o catamarã que cruzou o Lago Pehoe. A viagem não poderia iniciar de melhor maneira, à nossa direita, o imponente Los Cuernos! Compramos o bilhete do catamarã durante o trajeto.   Chegamos ao Refugio Paine Grande sem reservas e por sermos os últimos a chegar no camping, as meninas da recepção nos deixaram ficar. Muito obrigada, meninas! (AVISO: aconselho fortemente que você não faça isso!! )
      Armamos a barraca, deixamos nossas mochilas e fomos apenas com a mochila de ataque até o mirante Grey. Muito cuidado com as comidas deixadas nas barracas, a raposa-colorada (Lycalopex culpaeus) adora lanchinhos fora de hora. Infelizmente, o que mais me impressionou neste percurso não foi a linda paisagem ao meu redor, mas o resultado do maior incêndio florestal do Chile em 2012: 18 000 hectares  queimados. Uma tristeza  ver as marcas desta grande tragédia e por isso repito: siga as regras do parque, não faça fogo nem use seu fogareiro fora das áreas destinadas. Precisamos cuidar e respeitar a natureza. Aquele lugar é espetacular e todos têm o direito de visitá-lo e apreciá-lo. Depois de quase 3 horas de caminhada e muito vento no caminho, chegamos ao Mirador Grey. O tempo estava bem fechado. A geleira Grey se misturava com o céu e não dava para saber onde terminava a geleira e começava o céu. A geleira é um local impressionante! Dia 2 -  café com montanha
      Após uma noite de muito vento (dica: monte muito bem sua barraca!), tomamos café na cozinha do acampamento com uma vista incrível, arrumamos tudo e saímos.
      Logo no início da trilha, na Portería Lago Pehoe, o guarda-parque pediu para ver nossa reserva impressa do acampamentoItaliano, reservas confirmadas, pé na trilha! A cadeia de montanhas Los Cuernos estava bem escondida, mas conforme nos aproximávamos dela, mais ela aparecia, e uma caminhada de 2,5 horas, fizemos em incríveis 4,5 horas. Haja foto!
      A alegre chegada ao acampamento Italiano é anunciada pela ponte que temos que atravessar e deu um medinho! Como venta muito, ela parece bem instável. Fizemos o check-in no acampamento, conversamos com os guardas e fomos preparar nosso jantar.
      Decidimos não fazer nenhuma outra trilha neste dia pois a trilha para o Mirador Britanico fecha às 17h e a do Mirador Frances às 19h. E quando digo que a trilha fecha, ela fecha mesmo, pois um dos guardas percorre a trilha até o final para garantir que não há mais ninguém na trilha (todos os dias, imagina!).
      Dia 3 - doce ilusão
      O vento faz parte da Patagônia, aceite! Eu acordei assustada a noite, pois dormíamos debaixo da copa das árvores e o vento balançava seus galhos com força. E o medo daqueles galhos caírem sobre nós?
      Não, nenhum galho caiu, ufa! Deixamos nossos pertences no acampamento e seguimos em direção ao Mirador Britanico com nossas mochilas de ataque. Todo mundo larga suas mochilas no acampamento, isso é bem normal (também algo que tive que aceitar me acostumar). Quando chegamos ao Mirador Frances o tempo já estava muito fechado, andamos mais um pouco e decidimos voltar, afinal não conseguiríamos ver nada mesmo. Ficamos sentados um tempo esperando por uma avalanche no topo das montanhas, que também não aconteceu...
      Mesmo assim estávamos só felicidade, afinal estávamos a caminho do Refugio Los Cuernos, onde passaríamos a noite em uma linda cabana de madeira na beira do lago.   Sim, foi puro luxo! Não temos dinheiro para Não ligamos para luxo quando o assunto é hospedagem, mas há anos atrás vimos uma foto no Facebook de um casal em um ofurô com uma paisagem de tirar o fôlego ao fundo. Escrevemos para a pessoa que postou a tal foto perguntando onde era: Refugio Los Cuernos.
      Deste dia em diante, não tiramos mais aquela imagem da cabeça e estava decidido: iríamos naquele ofurô e ponto final. Não era nossa intenção ficar na cabana, mas no site estava bem claro: somente hóspedes das cabanas tinham acesso ao ofurô. Bem, com muita, mas muita dor, reservamos a tal cabana e sonhamos com este dia desde então. Parte deste valor eu havia ganho de presente de aniversário, muito obrigada Celzinha!
      Na trilha para o Refugio Los Cuernos, o sol finalmente resolveu aparecer de forma muito marcante, acentuando ainda mais a cor da lagoa. Para quem está fazendo o W invertido é descida na maior parte. Eu senti por quem estava subindo... Na minha opinião o trecho de trilha mais lindo! O vento intenso levantava a água da lagoa e até DOIS arcos-íris se formavam na nossa frente ao mesmo tempo, arrancando gargalhadas dos dois bobos incansáveis ao admirar tamanha beleza.
      Então, finalmente chegamos às cabanas e, ansiosos, vimos de longe o tal ofurô. Corremos para checar o tão sonhado ofurô de perto. Mas o que encontramos foi uma placa: MANUTENÇÃO!     CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.   Mas que #@$%&! Ficamos muito putos, bravos, arrasados tristes com a notícia, afinal estávamos esperando há anos por aquele dia, mas não tinha nada que pudéssemos fazer. A cabana era linda, tinha uma lareira, toalha limpinha, cama fofinha e chuveiro gostoso!
      Fomos conhecer o refúgio, admirar o Los Cuernos e conversar com nossos amigos e quando retornamos encontramos uma garrafa de vinho chileno e alguns docinhos. A princípio, tive a certeza que havia sido o Antonio quem preparou aquela linda surpresa (tipo cena de filme mesmo! Imaginem que romântico: uma cabana de madeira, um vinho, lareira e aquela vista incrível). Ele perdeu a chance de ganhar muitos pontos (e na sequência perder muitos mais, é claro) ao não confirmar que havia sido ele - não foi, acreditamos que foi a forma do refúgio se desculpar por destruir nossos sonhospelo inconveniente. Após muitas risadas e desapontamento (nunca vou esquecer da cara do Antonio não conseguindo confirmar que havia sido ele o autor da ideia romântica) aproveitamos o delicioso vinho. Dia 4 - meu querido saco de dormir
      A noite na cabana não foi tão tranquila quanto imaginávamos, o vento era tão forte que parecia que a cabana se desmontaria. Não sobrou dinheiro para queríamos comprar a pensão completa no refúgio, fizemos nossa comida na mesma cozinha reservada para o pessoal do camping.
      Seguimos rumo ao acampamento El Chileno. Neste dia enfrentamos as 4 estações do ano, inclusive chuva. Existe um cruzamento, e você pode optar por ir para o Hotel Las Torres ou um atalho para o acampamento - é claro que optamos pelo atalho!
      No caminho vimos os bombeiros resgatando alguém em uma maca, ficamos muito assustados (depois ouvimos boatos de que a menina havia torcido o tornozelo - o que a impossibilitou de terminar a trilha, por isso todo cuidado é pouco).
      Chegando no refúgio, fizemos o check-in e fomos procurar uma plataforma para colocar nossa barraca. Dica: chegue o mais cedo que puder e coloque sua barraca, as plataformas estão colocadas num barranco, e se estiver chovendo (como estava) o chão molhado quase te impedirá de chegar em sua barraca sem cair alguns tombos.
      O jantar no refúgio foi extremamente agradável, nada de macarrão com vina, ou salsinha como vocês dizem. Entrada, prato principal e sobremesa, tudo com raio gourmetizador ativado! Não havia opção de reservar o local de camping sem todas as refeições inclusas (sim, eles são bem espertinhos).
      Ficamos na área de convivência do refúgio até tarde conversando, quando nossa amiga Tânia chega desesperada dizendo que estava entrando água dentro da barraca dela. Conseguimos alguns sacos de lixo e o Antonio foi ajudar o Beto com o "pequeno" problema. Logo em seguida entra outro trilheiro com seu saco de dormir completamente encharcado, eu entrei em desespero! Já imaginei meu saco de dormir molhado, seria o fim (que exagerada!). Pedi ao Antonio que conferisse se nossa barraca estava molhada, e para minha alegria, tudo estava completamente seco. Dia 5 - sonho realizado
      Antonio nunca havia visto neve e sempre falou que se fosse para ver neve, que fosse na montanha. Estávamos tomando café no refúgio quando vejo um ser saindo correndo gritando "Está nevando, está nevando". Parecia uma criança vendo neve pela primeira vez - e na montanha, como ele havia sonhado!
      Eu não fiquei assim tão feliz, afinal isso significava que o tempo estaria fechado nas Torres - e como eu queria ver aquelas meninas!  Tomamos um café super reforçado (incluído em nosso pacote) e seguimos a trilha até às Torres. Ao contrário dos outros dias, neste caminhamos muito rápido e os joelhos reclamaram um tanto (DICA: se puderem fazer a trilha no seu tempo, sem correr, é melhor. Fizemos isso todos os outros dias e não sentimos dor alguma).
      A trilha é pesadinha, mas isso não impede que jovens, crianças e idosos a façam, cada um no seu ritmo, no seu tempo. Eu não sabia quem eu admirava mais, se as famílias com crianças ou o grupo dos mais experientes. Quando fomos chegando pertinho da lagoa o coração foi acelerando. O Antonio foi na frente e lá do alto chamou minha atenção ao gritar uma linda declaração <3.
      Quando finalmente meus olhos encontraram as meninas (as Torres) não pude me conter de emoção - me faltam adjetivos para descrever a beleza deste local. Encontramos nossos amigos Daniel, Daniela, Beto e Tânia lá no topo, foi uma delícia compartilhar aquele momento com nossos novos amigos.
      Mas foi o tempo de contemplarmos a paisagem, tirar algumas fotos (nossa e da Maiza, coitado do Antonio) que o tempo virou completamente. As nuvens encobriram o céu azul e as Torres, e a neve começou a cair - "não era neve que você queria Antonio?"
      Muita neve! O vale também ficou completamente encoberto. A emoção de completar o circuito W, nossa primeira travessia, foi indescritível. Sensação de superação e eterna gratidão.

       
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.
      Escrevi um post com os custos desta viagem AQUI.
      Bons ventos!
       
       
    • Por Ana Caroline Cunha
      Olá gente!
      Nem acredito que chegou a minha hora de deixar um relato de viagem haha eu pesquisei muito aqui nesse fórum e uma das grandes razões da viagem ter saído do papel e eu ter feito o meu primeiro mochilão sozinha foi as informações que encontrei por aqui. 
      Primeiramente, a base da minha viagem foi o relato da @appriim que está completinho nesse link aqui. Encontrei ela aqui no Mochileiros e no fim somos da mesma cidade e temos vários amigos em comum (e em breve espero que saia o encontro pessoalmente né Ana? haha)
      Fiz algumas alterações porque eu tinha alguns dias a mais que ela, então segue abaixo uma visão geral do meu roteiro e depois nos comentários vou escrevendo dia a dia.
      17/12/2019 - Florianópolis > Ushuaia
      18/12/2019 - Ushuaia - Carimbei o passaporte, comprei o ônibus para Punta Arenas e fiquei andando na cidade sem rumo
      19/12/2019 - Ushuaia - Passeio na Pinguinera + Canal Beagle e trilha no Glaciar Martial 
      20/12/2019 - Ushuaia - Laguna Esmeralda
      21/12/2019 - Ushuaia - descanso e andei pela cidade sem rumo de novo
      22/12/2019 - Ushuaia deslocamento > Punta Arenas - 12h de ônibus durante o dia
      23/12/2019 - Punta Arenas - fiz o câmbio e andei pela cidade, pela orla, fui ao mirante e cemitério as 17h peguei o ônibus para > Puerto Natales - 3h
      24/12/2019 - Puerto Natales - Aluguei um carro com o pessoal do hostel e fomos até o Parque Torres del Paine, fazendo o "Full Day" que vende em agências de forma privada
      25/12/2019 - Puerto Natales - Descanso
      26/12/2019 - Puerto Natales - Trilha Base de Torres del Paine 
      27/12/2019 - Puerto Natales deslocamento > El Calafate - 7h de ônibus durante o dia 
      28/12/2019 - El Calafate - Laguna Niemez, Lago Argentino e andei pela cidade
      29/12/2019 - El Calafate - Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno
      30/12/2019 - El Calafate deslocamento > El Chalten - 3h de ônibus saindo as 8h
      31/12/2019 - El Chalten - Laguna de los Três / Fitz Roy 
      01/01/2020 - El Chalten - Descanso 
      02/01/2020 - El Chalten - Chorrillo Del Salto 
      03/01/2020 - El Chalten - Mirador de Los Condores e Las Aguilas 
      04/01/2020 - El Chalten - Laguna Torres / Cerro Torre
      05/01/2020 - El Chalten - Madre e Hija
      06/01/2020 - El Chalten - Descanso
      07/01/2020 - El Chalten deslocamento > El Calafate - 3h de ônibus, saindo as 8h, andei sem rumo pela cidade
      08/01/2020 - El Calafate - Lago Argentino, andei pela cidade e meu voo saiu as 19:30h para Buenos Aires > Florianópolis
      09/01/2020 - Chegada em Florianópolis 
      Gastos aproximados: 
      DESLOCAMENTO: R$ 3.000,00
      R$ 2.139,00 passagem aérea Aerolíneas Argentinas | Ida: Floripa > Buenos Aires > Ushuaia | Volta: El Calafate > Buenos Aires > Floripa R$ 180,00 entre taxi, uber, transfer aos lugares R$ 530,00 deslocamentos de ônibus R$ 135,00 aluguel de carro por 1 dia em Puerto Natales (o carro foi dividido em 4 pessoas) HOSPEDAGEM: R$ 1.280,00
      Ushuaia: ANTARCTICA HOSTEL Punta Arenas: HOSTEL ENTRE VIENTOS Puerto Natales: WE ARE PATAGONIA BACKPACKERS (pagamento em dólar estamos isentos de 19% do imposto) El Calafate: FOLK HOSTEL El Chalten: LO DE TRIVI El Calafate: FOLK SUITS Reservas feitas pelo Booking e HostelWorld
      PASSEIOS: R$ 1.650,00
      Mini Trekking Perito Moreno - R$ 700,00 - comprado no Brasil valor com cartão de crédito e IOF Pinguinera + Canal Beagle - R$ 742,00 - pago no Brasil valor com cartão de crédito e IOF | observação importante: se fazer a caminhada com os Pinguins em Punta Arenas é metade do preço e rola reservar lá mesmo no próprio hostel pro dia seguinte. Entrada Parque Torres del Paine - R$ 185,00 (paguei o preço de 2019 ainda) ALIMENTAÇÃO: R$ 1.200,00 (tem mercado, cerveja, vinho e alfajor nessa conta haha)
      BAR: R$ 200,00 (isso são os extras dos dias que fui pro bar e só consumi álcool)
      SEGURO VIAGEM: R$ 215,00
      TOTAL GASTO R$ 8.000,00 (contando souvenir, extras que eu possa ter esquecido de anotar e etc)
      Conversões realizadas: 
      1 real > 13,60 pesos argentinos (Aeroporto Ezeiza de Buenos Aires)
      1 real > 185 pesos chilenos (Casa de Câmbio em Punta Arenas)
      1 real > 16 pesos argentinos (Restaurante Casimiro em El Calafate)
      Fiz umas outras conversões zoadas porque tive perrengue de dinheiro que conto depois hahah mas essas três foram as principais que acho que vale citar. 
      TOTAL QUE GASTEI EFETIVAMENTE: R$ 8.900,00 (perdi R$ 900,00 por um golpe na conversão do câmbio no Banco do Aeroporto Ezeiza, eu dei R$ 3.200,00 e eles me converteram como se eu tivesse trocando R$ 2.300,00, fui perceber só agora que já estava no Brasil, foi falta de atenção minha como recém mochileira que achava que tinha pensado em todos os detalhes, só que não... 💔💔)
       
      Aos poucos vou contando aqui sobre a viagem dia-a-dia, ah eu também fui postando tudo no meu Instagram (@anavoando), os stories estão salvos no destaques e fui escrevendo no feed também.
      Ah, leiam o post da Ana que citei lá no começo, eu li e reli um milhão de vezes e ela dá várias dias ótimas!! 
       




       
      Espero que gostem! 
      Continuarei aos poucos,
      Ana Caroline

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