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Peru e Bolívia maio/junho de 2016 - 14 dias (relato completo)


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Como estou me sentindo uma jovem de 16 anos (mentira!) já cheguei de Uyuni e emendei um ônibus La Paz - Copacabana, porque cruzar a Isla del Sol é uma questão de honra. Comprei na rodoviária de La Paz com a Diana Tours por 30 bolivianos, o ônibus é novo, bem bacaninha. A viagem dura 5h apesar deles falarem que dura 4h. Tem aquela parte de cruzar a balsa, onde você desce do ônibus e atravessa num barquinho menor enquanto o ônibus vai numa jangada, como já estava macaca velha assim que o ônibus parou já desci compre o bilhete pra atravessar por 2 bolivianos e garanti que estaria no primeiro barquinho pra já chegar lá do outro lado antes do ônibus, assim foi.

 

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Quando cheguei do outro lado deu pra comprar um lanche, ir ao banheiro e esperar tranquilo.

 

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Chegando em Copacabana fui procurar um hotel, procurei um melhorzinho porque estava precisando descansar e tomar um banho descente, já estava há dois dias sem banho, emendando noites em ônibus, eca! Fiquei no Paraíso del Lago por 80 bolivianos a diária, mas depois conversando com um pessoal vi que paguei caro, tem outros hoteis no mesmo nível por até metade do preço, então procure um pouco mais e não seja preguiçosa como eu. O wifi era bacaninha, dava pro básico. O chuveiro era pseudoquente mas dá pra tomar um banho legal, tem café da manhã bem básico também: 2 torradas, suco, ovos mexidos, pão e chá ou café.

 

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Deixei as coisas no hotel e fui procurar um lugar pra almoçar, para no Mankha Uta e pedi o menu economico, que tem sopa de entrada, prato principal: peito de frango, arroz, batata frita e salada, e de sobremesa uma banana picada com calda de chocolate, tudo custou 25 bolivianos.

 

Depois bati perna pela cidade, conheci a catedral e a noite jantei no Winaya, filé mignon por 55 bolivianos, enfiei o pé na jaca mas estava uma delícia. O bom de ficar em cidades pequenas como Copacabana e Aguas Calientes é que se come muito bem. Depois da janta voltei pro hotel, comprei as passagens do barco pra Isla del Sol na recepção do hotel mesmo, 30 bolivianos ida e volta com a empresa Andes Amazonia. Saida as 8h30, ainda tentei ver o jogo da seleção, Brasil x Equador pela Copa América mas capotei, parece que não perdi muita coisa de todo jeito. Amanhã é dia de cruzar a ilha.

 

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Cara eu vou te falar, a gente cada ideia de jirico que eu não consigo entender. Onde eu estava com a cabeça quando decidi trocar o passeio de bike em La Paz por atravessar a Isla del Sol em Copacabana?! Vamos começar do começo.

 

Acordei cedo, tomei café no hotel, eles que te servem então é só aquilo e pronto, mas pra mim tava bom: duas torradas, manteiga ou geleia, ovos mexidos, suco e chá ou café. Daí fui porto esperar o barco, tinha comprado a passagem no dia anterior na recepção do hotel mesmo, 30 bolivianos ida e volta, empresa Andes Amazonia (já disse isso mas só recapitulando). O barco supostamente sairia às 8h30 mas saiu já eram mais de 9h, a Isla del Sol é bem próxima a Copacabana mas o barco é muito lento e a viagem até a ilha durou umas 2h. O barco para primeiro na ilha sul para quem já quiser ficar por lá, depois vai para a parte norte. Chegamos na parte norte da ilha por volta de 11h, o “motorista” do barco avisou que seríamos recebidos por um guia local para mostrar a parte norte e que o barco ficaria lá até 13h40 e depois iria da parte norte para a parte sul pra quem quisesse ir de barco. Os que quisessem fazer a trilha tinha até às 15h30 pra chegar do lado sul, pois de lá, o barco partiria de volta a Copacabana e eles não responsabilizavam por quem não estivesse lá na hora certa.

 

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Beleza, a princípio eu não queria ir com esse guia porque sabia que o tempo seria algo precioso pro meu ritmo lento mas, como até então eu não sabia que a trilha era tão bem demarcada meu plano era seguir as pessoas e as pessoas resolveram seguir o guia. Lá fui eu com o guia, ele tava falando um tanto de coisa mas eu nem prestava atenção, só de olho no relógio. Pagamos 10 bolivianos pra entrar nume espécia de museu que só usou pra mostrar uma foto do lago e depois iríamos para a Pedra Sagrada, uns 25 minutos subindo até altitude de 4.000m, já foi o primeiro teste.

 

Apesar de ser em ritmo lento por estarmos em grupo, já conseguia sentir o peso da altitude como em La Paz, e a gripe ainda comigo. Quando finalmente chegamos lá em cima consegui avistar o começo da trilha, e o guia num lenga-lenga danado falando abobrinha, já eram 12h10 e nada.

 

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Trilha

 

Quando ele virou as costas chamando o povo pra tal Roca Sagrada eu capei o gato em direção a trilha, que mané Roca Sagrada que nada, é agora que eu começo essa trilha se não, não termino hoje. Fiquei um pouco sem graça por não esperar até o final e dar a “gorjeta” do guia mas é a vida. A trilha é muito bem demarcada não tem como se perder. Enfim começei a trilha às 12h15, logo de cara já vem a pior parte, são uns 45 minutos subindo um morro depois do outro e eu tentando manter um ritmo mas não vinha ar suficiente, então tive que subir em passinhos de formiga o que psicologicamente é horrível por que a subida não acaba nunca. Não acaba nunca aliás é o lema dessa trilha. Depois de um tempo chego numa barraquinha, compro água e pergunto quanta falta, o senhor responde que mais uns 5km ou 2h30 de caminhada. Pensei, caracas já caminhei 3km, sou foda.

 

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O problema é que o começo é o mais difícil com muitas subidas e você gasta todas as suas energias nelas mas depois não pode diminuir o ritmo por causa do tempo. Quando cheguei no 2° pueblo já estava acabada mas ainda tentando recuperar tempo nos falsos planos e nas descidas. Você paga 15 bolivianos recebe um bilhetinho, guarde ele pois depois tem que mostrar na saída do pueblo.

 

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Andando, andando já me sentindo destruída, num tô nem aí pra paisagem, é bonito é, mas pegar o barco de volta é mais importante porque eu precisa estar em Cusco no outro dia porque o voo de volta é no dia posterior logo cedo, qualquer atraso arruinaria tudo. Pernas pra que te quero. Conforme a altitude baixava vou ficando menos ofegante, já vi que meu problema são os 4.000m, só não tenho mais pernas, já estou toda dura e o sangue nem esfriou ainda, 3° e último povo, 5 bolivianos. A moça que recebe o dinheiro diz que só mais 30 minutos caminhando e já chegamos. Já se foram 2h30 caminhando, se ver mais uma subida na minha frente eu mato um. Subidas de verdade não tem mais só alguns falsos planos com degraus. Degraus há essa altura do campeonato são um problema, mas vamos lá, falta pouco mas não chega nunca, ainda estamos no topo do morro e o porto é lá embaixo, só imagino como será a descida, bem íngrime e tortuante, estava certíssima. Outra coisa que não acaba nunca é a descida, quando piso no último degrau são 15h10, 3h de caminhada só dou um suspiro de alívio e procuro meu barco e vejo que ele está lá esperando, ufa! Nem feliz num consigo ficar, compro um gatorade e fico na frente do barco só esperando a hora de poder entrar, apesar do piloto ter dito que saíria as 15h30 ele sempre espera até quase 16h pelos atrasados, mas se o seu barco sair você vai ter que dormir na ilha e só poderá chegar em Copacabana no outro dia lá pelas 10h da manhã, se isso acontecesse eu já teria perdido o ônibus pra Cusco que saía as 9h.

 

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Saldo do final do dia

 

A volta demorou pouco mais de 1h quando desci do barco estava toda entrevada, andando igual um robô. Chegamos umas 17h, parei no restaurante Las Playas, pedi o menu econômico e fui pro hotel na intenção de tomar banho e sair a noite novamente pra jantar. Ah tá, até parece que depois do banho eu consegui levantar da cama, foi difícil levantar pra apagar a luz, fiquei por ali mesmo, ainda consegui arrumar um pouco da mala e deixar as coisas mais ou menos arrumadas pro dia seguinte, me encapuzei toda e só no outro dia agora. Sobre o passeio agora eu posso dizer: Carvalho! Fluta que fariu! Eu consegui! Mas até hoje não entendo porque eu preferi essa seção de tortura ao passeio de bike em La Paz, sinceramente.

 

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Informações práticas:

Qualquer cia de barco que você comprar vai ser o mesmo esquema, a diferença é que umas tem mais barcos que outras, mas o horário é o mesmo. Sai de Copacabana 8h30, chega no lado sul 10h30, desce quem quiser. Chega na ilha norte 11h. Sai da ilha norte 13h40 para ilha sul. Sai da ilha sul para Copacabana 15h30. O preço depende da cia e do tanto que você chorar, fica entre 30 e 35 bolivianos ida e volta. Trilha: não arrisque se não se conhecer o suficiente na altitude. Desce na parte norte faz o passeio com o guia e vai de barco para a parte sul. Dá tempo de almoçar tranquilo, mas cada um é cada um, eu só posso falar de mim e dar pitaco, tenho certeza que pra um monte de gente a trilha deve ter sido mais fácil.

 

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A viagem está chegando ao fim, dia de voltar pra Cusco e esperar o voo de volta. O ônibus sairia às 9h da manhã, cia Tititcaca. 7h30 fui pra recepção acertar as diárias e tomar café, pra minha surpresa não tinha ninguém. Chamei, gritei Hola!!! e nada, dei umas batidinhas no balcão e nada o pior é que a porta está trancada, pensei em deixar o dinheiro das 2 diárias no balcão junto com a chave do quarto, mas a porta estando trancando não tem como sair. Já eram 8h e começo a ficar agoniada, aí bato palma de verdade pra acordar o hotel inteiro, escuto uma porta abrir lá no fundo e surge o rapaz da recepção com a maior cara de sono, que por sinal está trabalhando todos os dias em todos os turnos desde que fiz o check in no hotel. Eu fico sem graça de ter acordado ele mas precisava sair. Ele ainda arrumou o café da manhã, abriu a porta do hotel, paguei e ele sumiu de novo, enfim, pelo menos a porta tava aberta e fui pra loja da Titicaca que é pertinho dali.

 

Sinceramente é impossível entender a lógica deles com os ônibus, eu queria fazer tudo certinho pra dar as informações mais corretas possíveis no relato, mas não tem jeito, eles são bagunçados demais. Pra ir de Copacabana a Cusco eu fui na empresa Titicaca que parecia ser uma das poucas que ônibus dos dois lados da fronteira. Comprei a passagem em La Paz, mas na hora de sair beleza, é um ônibus da Titicaca, atravessa a fronteira e espera pegar outro ônibus da Titicaca em Puno.

 

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Fronteira Bolívia/Peru

 

Mas antes vamos falar sobre a fronteira. Antes de entrar no ônibus, os funcionários da Titicaca te dão dois documentos (se você estiver saindo da Bolívia como eu), o bendito papel da aduana que se você não tiver provavelmente vai ter que pagar propina e o papel da imigração para entrar no Peru.

 

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O bendito papel

 

 

Esse segundo é mais fácil, se a cia de ônibus não te der lá no prédio da imigração tem, agora esse primeiro da Bolívia caso a cia de ônibus não te dê eu não não sei muito bem onde você pode conseguir, mas arriscaria no prédio da Aduana que tem ao lado da imigração boliviana, isso no posto de imigração de Kasani, caminho de quem cruza Copacabana/Puno e vice-versa.

 

Seguinte, na parte da Bolívia tem 3 prédios, tá mais na verdade pra 3 cômodos um do lado do outro. O primeiro é o da polícia, aliás tem escrito polícia, não entre lá a não ser que você queira ser revistado sem motivo. Ao lado tem o da migração onde eles carimbam seu passaporte e você entre o papelzinho verde de imigração, é que aquele que você sempre preenche quando entra em algum país, dizendo que não está trazendo frutas, animais, dinheiro, drogas, fuzis etc… fora esse papelzinho quando você estiver saindo da Bolívia vai ter que entregar esse que é o que a cia Titicaca me entregou, nesse caso o próprio motorista do ônibus recolheu os papeis e entregou no prédio da Aduana. Depois de 1h mais ou menos todos saíram da Bolívia e entraram no Peru, é só atravessar um arco, você vai a pé e o ônibus te espera lá na frente.

 

Seguimos viagem até Puno, umas 2h mais ou menos. Chegando em Puno eu sabia que teria que trocar de ônibus, mas pensei que seria por outro da Titicaca, ledo engano, nem ônibus da Titicaca num tinha estacionado lá. Aí a mulher fica gritando: Arequipa, Cusco etc. e eles te colocam em qualquer cia que estiver saindo naquela hora pra cidade sua cidade de destino, me colocaram na cia. Libertad. O ônibus é muito bom, confortável, mas o banheiro estava quebrado e parava em várias cidades pra pegar passageiros locais, não era muito turístico. Foram mais 8h30 até Cusco, pelo menos tinha filme, deu tempo de assistir 3: sempre ao seu lado 2, Hércules e Suddenly, além da paisagem ser lindaaa. Quando finalmente cheguei na rodoviária de Cusco fui procurar um taxi já cansada das mentiras deles, falei 10 soles… e o taxista nem esperou eu dizer pra onde e disse SÌ… sério, ele nem sabia pra onde eu queria ir, devia estar muito desesperado por passageiros ou 10 soles é suficiente pra ir a qualquer ponto da cidade. Quando entrei dentro do carro que finalmente disse: ao Hostel Paraiwana por favor. Chegando no hostel, estava morrendo de fome, comi por lá mesmo um sanduíche enorme por 15 soles e uma inca cola.

 

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Último dia… deixei esse dia pra ficar de boa, comprar lembrancinhas, andar pela cidade e tals. Tomei café no hostel, depois saí pelo centro da cidade ao redor da Plaza de Armas, era algum dia especial pois estava tendo desfiles cívicos na Plaza. Almoçei por lá mesmo e quando voltei pro hostel fui arrumar a mala, daí tinha duas meninas uma da Inglaterra e outra da Suíça que estavam se arrumando pra sair pra Trilha Inca, conversamos até a noite sobre como os Peruanos e Bolivianos são mentirosos e fazem tudo por dinheiro, sobre a pobreza e a beleza do lugar, sobre como é chato ficar pechinchando tudo e as vezes a gente deixa ser enganado só pra não ter que ficar pedindo desconto em tudo. Esse pessoal da europa é muito animado, tá doido, tudo eles querem fazer trilha, pode ter ônibus, van, trem, se tiver uma trilha bem difícil pra chegar e por lá que eles vão. Amanhã começa a jornada de volta pra casa…

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Essa não foi a minha primeira viagem, mas posso dizer que foi a mais mochileira de todas, passar noites dentro de ônibus, ficar 2 dias sem tomar banho e 3 sem comer comida de verdade… Você passa por muitos perrengues e desconfortos mas acaba nem ligando porque a jornada é tão legal quanto o destino. Acordar no meio da madrugada no ônibus que vai pra Uyuni no meio do nada no interior da Bolívia e ver um ceu tão estrelado que parece de mentira, é incrível. Estar em Machu Picchu é incrível, se superar na altitude é incrível, tudo é incrível nessa viagem. Vale a pena? Demais!!! É caro? Depende mais da sua vontade de ir do que valores. E as pessoas? Algumas são mentirosas, mas cada uma é um aprendizado. É uma viagem que deixa seu corpo acabado mas renova a alma, a vontade de viajar e conhecer gente nova.

Videozinho que fiz no avião voltando de Lima pra São Paulo, o app é patrocinado pela Gopro então aparece um logo lá no final, mas não tem nada a ver com Gopro as fotos nem a viagem rsrs.

 

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Pois é Junnio, o meu guia falou que tem uma parte que sempre tem água, mas não sei se isso é verdade, ele disse que é uma parte do Salar que é meio côncava tipo uma concha sabe, aí a água fica empossada lá e demora mais pra evaporar. É um tiro no escuro rsrs, porque nessa época do ano já é pra estar tudo seco por lá...

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Que viagem incrível Denise! Preciso passar por uma experiência como essa, só falta a coragem de enfrentar o desconhecido rsrs. Parabéns pelo relato!

 

Obrigada Guilherme, toma umas doses de coragem e vai, com certeza não vai se arrepender. Não pode pensar muito se não a gente enrola demais, o negócio é comprar a passagem, depois que compra a gente se sente na obrigação de ir rsrsrs.

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