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O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre as cidades de Puente del Inca e Uspallata, assim como da principal atração próxima às cidades, o Parque Provincial Aconcágua. Se você está com alguma dúvida em relação às cidades ou ao parque e seu principal pico, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se você já conhece alguma destas localidades, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. 

 

 

Guia de Mendoza por Mochileiros.com

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Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata - Tópico de Perguntas e Respostas

 

Relatos sobre Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata:

Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Leo Caetano

Relato sobre viagem de vinte e dois dias à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Rafael Xavier

Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Serneiva

Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Alex Melo[/linkbox]

 

Segue um pequeno roteiro de viagem para quem busca fazer um trekking para o acampamento base da face sul do Aconcágua, conhecido como Plaza Francia.

Sobre o Aconcágua

O Aconcágua é o pico mais alto do hemisfério sul com 6.959 m de altitude. Fica localizado na fronteira entre a Argentina e Chile e se tornou ponto para escalada por diversos alpinistas. O clima é desértico e caracterizado pela brupta alternância de temperaturas ao longo do dia, causadas pelos ventos gelados da cordilheira.

 

Parque Provincial Aconcágua

O parque foi criado em 1983 com o objetivo de preservar a fauna, flora e sítios arqueológicos presentes na região do Aconcágua sobre uma área correspondente a 71.000 hectares. A partir de 1990, o Depto. de Recursos Naturais Renováveis estabeleceu a regulamentação e estrutura de controle e assistência aos visitantes que praticam atividades de passeio, trekking ou escalada. O Aconcágua tem uma importância relevante no ecossistema da região andina. O abastecimento de água para consumo e irrigação nas cidade próximas da cordilheira dependem do degelo e da conservação dos recursos naturais.

 

Como Chegar

Para se chegar ao Parque Nacional do Aconcágua, é preciso viajar até Mendoza (1.000km de Buenos Aires). De Mendoza até a entrada do parque deve-se tomar a RN-7 (Ruta Nacional 7) até os arredores da Puente del Inca, cuja distância é de 180km e requer 3 horas de carro/ônibus. A RN-7 é a estrada que liga Mendoza ao Chile. No caminho, há diversos pontos de parada para abastecimento e restaurantes.

 

 

Primeiro Dia

Saímos de Mendoza pela manhã com um grupo de excursão organizado pelo pessoal do Campo Base. A viagem de Mendoza até a entrada do parque demorou 4h. Fizemos o check-in no Parque Aconcáagua (2.700m) e iniciamos a trilha. Cerca de 20min de caminhada, chegamos a Laguna de Horcones.

 

A paisagem é surpreendente. A vegetação é rala e se limita até 3.500m de altitude. Além disto, somente pedra e areia. Após 4h de caminhada, finalmente chegamos a Confluencia (3.300m). É o local do acampamento e aclimatação dos trekkers que ora se destinam a Plaza Francia ou a Plaza de Mulas.

 

As empresas que organizam excursões mantém uma infraestrutura básica para receber os viajantes: (i) barracas, (ii) banheiros (com privada!), (iii) água potável e (iv) chuveiro. Neste local, as pessoas se reúnem ao fim das caminhadas para fazer refeições e se confraternizarem. A turma do Campo Base mantém um cozinheiro em tempo integral que prepara todas as refeições do dia (café da manhã, almoço, café da tarde e jantar). A primeira noite no Aconcagua é inesquecível. O céu límpido permite visualizar estrelas e constelações como se estivéssemos em órbita.

 

 

Segundo Dia

Após o café iniciamos a marcha rumo a Plaza Francia. O caminho é demarcado por uma trilha com indicações de distância até o local. Alguns trechos exigem cuidado, pois são próximos de declives e qualquer tombo estragaria a caminhada. A medida que ganhamos altitude, o corpo começa a sentir falta de oxigênio e é preciso diminuir o ritmo para evitar as paradas.

 

Durante o caminho, percebe-se como a natureza no Aconcágua é traiçoeira. Todos estavam vestidos de camiseta devido ao sol forte daquela manhã. Ao passarmos por um corredor, o vento deixou uma sensação térmica de 5C e tivemos que colocar as jaquetas de volta.

 

Após 5h de caminhada, chegamos a Plaza Francia (4.200m). O local também é conhecido como acampamento base da Face Sul e pode ser descrito como uma área plana e desértica onde os alpinistas montam o acampamento para se aclimatarem antes de subir ao cume. Recebeu este nome em homenagem aos franceses que foram pioneiros na escalada pela Face Sul. Os guias comentam que Plaza Francia é o ponto onde se pode ter a visão mais bela do Aconcágua. A vista do cume é surpreendente. Nesta região também podemos observar pequenos glaciares que se formam sobre as rochas. Engana-se quem pensa encontrar um local repleto de alpinistas prontos para se aventurarem pela face mais difícil do Aconcágua. Em geral, fica vazio o ano inteiro, pois somente pessoas muito experientes (ou loucas) correm o risco de subir por esta rota. Não se assuste: chegar a Plaza Francia é fácil e o caminho não apresenta dificuldades.

 

A visão da parede sul é inspiradora. Paramos para o almoço sob o mirador do Plaza Francia. Tivemos que nos esconder detrás de algumas rochas, pois o forte vento impedia a refeição tranqüila. Algumas pessoas do grupo sentiram muito o efeito da altitude e falta de oxigênio. Foi duro lutar contra a sonolência. Retornamos a Confluencia depois do descanso.

 

 

Terceiro Dia

Deixamos o acampamento pela manhã para retorno a entrada do parque. O retorno é muito mais rápido e leva apenas 1h30 em um bom ritmo. Uma van nos levou até a Puente del Inca e almoço nos arredores. Chegamos em Mendoza no final da tarde.

 

 

Custo da entrada (permiso) e fiscalização

A fiscalização na entrada do parque é rigorosa e exige a apresentação de documentos, pagamento de licença (permiso) e a declaração da rota que se pretende seguir. Os permisos devem ser carimbados na entrada, no destino e na saída. Para trekkings a Plaza Francia (Face Sul) ou Plaza de Mulas (Face Norte), o permiso custa US$ 20 (baixa temporada) e US$ 30 (alta temporada). Cidadãos argentinos, chilenos ou residentes pagam apenas Ar$ 20 para o trekking e podem ficar isentos conforme a época.

 

Quanto dias reservar para o trekking?

O trekking a Plaza Francia dura de três a quatro dias conforme a empresa que organiza. Algumas reservam a primeira noite em um hotel/albergue próximo a Penitentes.

 

Excursão organizada x Excursão sem guia?

Se você imaginou que pode economizar alguns trocados viajando sozinho até Plaza Francia, pode esquecer. O custo/tempo para organizar seu trekking e montar sua infra-estrutura de sobrevivência a 4.000m de altitude é muito maior. O pacote com preço mais acessível nos custou Ar$ 350/pessoa. Seguem dicas de empresas que organizam trekkings até a Plaza Francia:

 

- Campo Base Travel Adventure - http://www.cerroaconcagua.com

- Trekking Travel - http://www.trekking-travel.com.ar

- Fernando Grajales - http://www.grajales.net

- Aconcagua Spirit - http://www.aconcaguaspirit.com.ar

 

O que levar durante o trekking?

- Jaqueta contra vento/frio (impermeável)

- Blusa Polar

- Camisa de polipropileno (secagem rápida)

- Gorro de lã

- Boné/Chapéu para sol

- Par de meias de lã

- Par de meias finas

- Bota para caminhada

- Roupas íntimas

- Óculos para sol

- Mochila (65lts)

- Mochila de ataque (20-35lts)

- Saco de dormir (-15C a -30C)

- Isolante

- Par de Bastão para trekking

- Protetor solar

- Protetor labial

- Máquina fotográfica

- Lanterna

- Cantil

 

Aluguel e Compra de Equipamentos

É possível alugar todo tipo de equipamento para caminhada ou escalada em Mendoza. Para aqueles que não querem ter o trabalho de carregar isolantes e saco de dormir pelos aeroportos, pode-se obtê-los em Mendoza ao redor de Ar$ 20/dia para cada item. Se vc realmente quer comprar e trazer de volta ao Brasil, sugiro comprá-los em Mendoza, pois a oferta e os preços são melhores do que B.Aires. Seguem dicas de lojas que alugam e vendem equipamentos:

 

- Campo Base Adventures - Tel: (261) 429-0707

- Orviz - http://www.orviz.com

 

Posso dispensar algum dos itens listados?

Nenhum dos itens descritos é frescura. A sensação térmica durante as caminhadas podem variar de 5C a 29C em poucos segundos. A falta de uma jaqueta contra o vento pode ser fatal. A noite em Confluencia, a temperatura (no verão) pode chegar a -5C. Um saco de dormir inadequado pode comprometer sua noite de sono. Os bastões são fundamentais para sustentar o equilíbrio e o peso do corpo (+ mochila) nas subidas/descidas. Durante o dia, é impensável deixar de passar protetores na pele e nos lábios, que ficam rachados pela aridez do deserto.

 

Dicas para aclimatação

É muito comum a sensação de cansaço, sono ou dor-de-cabeça para quem não está acostumado a grandes altitudes. É bom lembrar que Mendoza tem altitude próxima de S.Paulo e, no mesmo dia, chega-se a 3.500m após a caminhada. Valem as dicas:

 

- Tome muito líquido a todo instante

- Não deixe de fazer nenhuma das refeições

- Leve power bars durante as caminhadas

- Respire pelo nariz

- Caminhe pausadamente (passos curtos), pois a falta de oxigênio é perceptível

 

Espero que aproveitem as dicas e possam curtir o Aconcágua.

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Ja estive 2 vezes no Aconcagua: uma pra escala-lo e outra pra fazer caminhadas nos arredores, e existe a possibilidade de faze-lo pelo Chile tb. Na segunda vez fui de carona, de Santiago ate Pte del Inca. Contudo, pra subir o Aconcagua, é necessario ir ate Mendoza colher o visto q da permissao de entrar no pq, q hj ta bem salgadinho.

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Olá. Alguém sabe me dizer se para fazer a trilha de Puente del Inca até o Acampamento Base do Aconcágua, tendo todos os equipamentos e pago a taxa de entrada do parque (~U$40.00), é necessário ir com agência ou dá pra ir seguindo o fluxo/acompanhando sinalizações/indo pelo único caminho(hehe).

Outra Coisa: Alguém sabe dizer se a Barraca Trilhas & Rumos Super Esquilo 2 aguenta esse trekking ?

Agradeço desde já. Brigadão.

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Caro grego

Vc foi para Plaza de Mulas?

Dá para ir sozinho até o cume se quiser, sem guias, é só tar bem informado e ter noção básica de direção. Até mulas vc vai quase que seguindo o Horcones superior e a barraca aguenta até aí se não tiver tempestade e for na alta estação. Fui na baixa estação, peguei neve dentro da barraca, passei frio, tinha que dormir de saco aberto pq não entrava dentro, tempestade, ventos, chegou a menos 47 no cume, mas valeu cada segundo que passei lá e quando tiver outra oportunidade, bem fisicamente quero tentar chegar ao topo.

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Eita que faz um tempinho que não entro aqui. E venho logo prá perguntar.

 

Seguinte, assim como nosso caro amigo cujo tópico estou ressuscitando, estou planejando um trekking ao cume do Aconcágua num futuro próximo-distante. Janeiro de 2008? de 2009? de 2010? não sei.

 

Nosso colega, pela data do seu post, já deve ter ido e voltado. Se ainda estiver aqui e disposto a colocar suas considerações, agradeço. Não tem nada sobre trekking no Aconcágua no Mochileiros, tirando um relato. Pelo menos não que eu tenha encontrado.

 

Por enquanto tenho poucas questões, relativas ao planejamento:

 

1) Água. Tem água durante o trek? até que ponto?

 

2) Tem comida durante o trek? até que ponto?

 

3) Tem abrigos/pousadas na trilha? até que ponto? caro?

 

4) Quantas rotas "trekkáveis" existem do sopé ao cume?

 

5) Saindo de sampa, quais os meios de transporte e seus preços para se chegar ao Aconcágua? Provavelmente sairei de jampa com meu irmão que mora lá, ou nos encontraremos em sampa, ele vindo de jampa e eu dazoropa. Bastam então as infos concernentes à sampa como ponto de partida.

 

Por enquanto é "só" isso. Valeu para quem puder ajudar. Valeu para quem puder apoiar. Meu último trekking sério foi ao EBC. Tá mais que na hora de fazer outro da categoria...

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Sim! Ia esquecendo...

 

6) Vi uns 2 ou 3 relatos de gente falando do uso de crampons no ataque ao cume. São necessários mesmo?

 

Pergunto isso porque no Nepal havia sugestões também do uso de crampons para a travessia do Cho la. No fim os crampons que levamos não serviu para nada mais que fazer peso na mochila.

 

Precisa mesmo de crampons no ataque ao cume? onde? na Canaleta? em todo trajeto? serveria meio-crampons? tem de ter aquelas botas especiais de escalada em gelo?

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Caro Hendrik

 

Aqui vão algumas respostas para suas perguntas

 

1- Vc encontra água nos acampamentos base de Confluência, Plaza de Mulas e Plaza Argentina, embora dependendo do tempo possa estar tudo congelado, mas janeiro é alta temporada e é difícil isto acontecer. Acima (+-4300metros) só derretendo neve ou gelo.

 

2- Nos acampamentos base existem barracas refeitórios e até um Pub. Acima disso só contratando as empresas que levam grupos ou fazendo.

 

3- Existem vários lugares para montar barraca, e nos acampamentos base existem barracas dormitórios, sendo que em Plaza de Mulas há até um hotel. Acima tem três pequenos refúgios de madeira em Berlin, a 5930 metros, sendo que um está semidestruído e sempre cheio de gente na alta temporada. O hotel é caro, mas para ficar nas barracas é barato.

 

4-As principais rotas trekkáveis são a rota normal, sendo quase 40km até Plaza de Mulas, e pelo Glaciar de los Polacos sendo mais de 60km até Plaza Argentina.

 

5- De Sampa pode pegar um avião para Buenos Aires ou Santiago e depois para Mendoza, ou então ir de busão direto ou de carro (+-3000kms).

 

6- Os crampons só são necessários na rota normal a partir do Portezuelo de los vientos e canaleta se a neve estiver congelada, lisa. Não é necessário botas para escalada em gelo, embora é obrigatório o uso de botas duplas, sendo a externa de plástico para evitar congelamentos. Como vc vai na alta temporada (janeiro) é possível chegar ao cume usando somente bota de trekking.

 

Fui ano passado, sem guias e só contratei os serviços de hospedagem e alimentação em Penitentes (2 dias), Confluência (2 dias) e Plaza de Mulas (6 dias), saiu em torno de R$ 900,00. Na entrada do parque vc recebe um saco para colocar todo o lixo que gerar, e acima de Plaza de Mulas vc recebe outro saco, para fazer suas necessidades fisiológicas dentro, todos numerados e se não devolver na saída é multa de 100 doletas cada.

 

Espero ter te ajudada um pouco, qualquer outra dúvida é só perguntar.

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Valeu pela resposta!

 

Tou querendo ter certeza dessa Canaleta, porque devido à uma dessas "crampon pode ser preciso" nos fez levar 800g deles por semanas e semans e no fim apesar do passe esta completamente coberta de neve e gelo da neve super-pisada que a popularidade do passe Cho garantia, nãos os usamos. A situação de mais risco foram umas pedras coberdas de gele e que nos fez usar os bastões pesadamente. O resto foi uma longa caminhada mais ou menos inclinada sobre a supefície gelada e em muitos pontos dura mas que bastava andar com cuidado que as botas e bastões davam conta.

 

Comida por conta própria, estipulas quantos kg?

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Caro Hendrik

Eu acho que se vc for na alta temporada, e pegar tempo bom(normal), não precisará de crampons, e se por acaso precisar pode encontrar em Plaza de Mulas mesmo, emprestado ou alugado. Vai ficar sabendo se é necessário no porteo a nido ou berlin, ou pelos outros andinistas. As botas plásticas é o mesmo caso.

Se for pelo Glaciar dos Polacos irá usar com certeza.

O clima de lá é bem mais seco do que o EBC do lado nepalês e por isso o ar parece ser mais rarefeito ainda.

Aconselho se alimentar nas barracas refeitórios, principalmente por fazer amizade com um monte de gente interessante do mundo todo, sendo um ambiente muito legal, e fazer comida somente nos acampamentos superiores. A comida não é por quilo e sim por porções, pois geralmente é desidratada. Eles também fornecem comida para marcha. E por incrível que pareça ainda engordei neste trekking , mesmo andando 200 kms em 10 dias.

Nos acampamentos eles também fornecem suco a vontade, as vezes(muito comum), vc não se acostuma com a água de lá e tem uma baita diarréia.

Agora imagine vc ter uma dirréia a noite, a mais de 5000 metros, com -30 no termometro, ventos de 75 km/h, tendo que fazer dentro de um saco plástico e ainda trazer ele de volta até Horcones.

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Eu acho que se vc for na alta temporada, e pegar tempo bom(normal), não precisará de crampons, e se por acaso precisar pode encontrar em Plaza de Mulas mesmo, emprestado ou alugado. Vai ficar sabendo se é necessário no porteo a nido ou berlin, ou pelos outros andinistas. As botas plásticas é o mesmo caso.

Se for pelo Glaciar dos Polacos irá usar com certeza.

 

Então, como eu temia, é uma loteria. Tenho meio-crampons, que levei pro Nepal. Não tive oportunidade de usa-los, então não sei como vão com minhas botas. Seria frustrante chegar no ataque e descobrir que não dá prá seguir porque não tenho crampons ou minhas botas de trekking não trabalham bem com meus meio-crampons...

 

Vou considerar o aluguel de botas e crampons em Plaza de Mulas.

 

Aconselho se alimentar nas barracas refeitórios, principalmente por fazer amizade com um monte de gente interessante do mundo todo, sendo um ambiente muito legal, e fazer comida somente nos acampamentos superiores.

 

Mas essas barracas só existem em Plaza de Mulas, né?

 

A comida não é por quilo e sim por porções, pois geralmente é desidratada.

 

Desculpe, eu não especifiquei. Penso em levar daqui da Europa aqueles sacos de comida liofilizada. Dois tipos: porção para um, umas 125g, e porção para dois, umas 250g. Experiência me mostrou que porção para um não é suficiente e acabo precisando de porção para 1 e 1/2, não vendidas, claro. Como quase sempre caminho com meu irmão, acabamos usando uma porção para dois mais uma porção para um, 375g. 375gx3 refeições por dia = 1125g. O trek ao cume do Aconcágua geralmente dura uns 20 dias, né. Tirando o Plaza de Mulas, não há postos de abastecimentos, pelo que sei (ou há e se são caros). Plaza de Mulas é cara e não me animo a gastar os parcos dólares que conseguirei juntar para gasta-los com comida durante o trek, ainda mais sendo essa comida cara. Então contarei comida para 20 dias. 1125gx20=22,5kg. Algumas porções são mais pesadas, dependendo do cardápio, então botarei uns 25kg para 20 dias pra duas pessoas. 12,5kg por pessoa. Considerando o resto, tipo chocolates, farinhas, energéticos, nozes, etc, isso deve ir entre os 15 e 20kg. De comida.

 

Concorda? discorda? por que?

 

Eles também fornecem comida para marcha.

 

"Eles" quem? As tendas-refeitório em Plaza de Mulas? essas porções são suficientes e quanto custam?

 

 

E por incrível que pareça ainda engordei neste trekking , mesmo andando 200 kms em 10 dias.

 

Não engordamos no Nepal, mas ao contrário dos relatos do Tramontina e Pires, não emagrecemos e comemos muito bem. Bem até demais para nossos bolsos. Se algo desse gênero pode ocorrer de novo no Aconcágua é bom eu saber, para entrar nos cálculos financeiros...

 

Nos acampamentos eles também fornecem suco a vontade, as vezes(muito comum), vc não se acostuma com a água de lá e tem uma baita diarréia.

 

Ôpa, ôpa, ôpa! peraí que quero isso bem claro: "FORNECEM" ou "VENDEM"???

 

Nada a fazer com a água? nada que ponhamos nela adianta? só lá ou durante todo trek e mesmo derretendo neve?

 

Perguntas extras:

 

1) Quanto custava o aluguel de botas e crampons lá?

 

2) Poderia me dizer qual o meio mais barato de acesso ao local, saindo de sampa? ou sugere sair de outra cidade brasileira? já li de gente saindo de sampa até Buenos Aires e então para Medonza. Já li indo pro Chile e de lá para Medonza... tem por acaso os preços e detalhes desses trechos?

 

Grato

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    • Por Claudemilson
      Olá mochileiros,
       
      Me chamo Claudemilson, moro em Brasília e pretendo tentar o cume do Aconcágua em dezembro de 2019. Em 2018, fiz o Kilimanjaro com mais 3 colegas (infelizmente 1 teve edema pulmonar aos 4.600m e teve que voltar). Enfim, procuro companhia para mais esta tentativa. Gostaria de tentar numa data em que chegasse ao cume no dia 1ª de janeiro. Tenho pesquisado algo acerca da subida e empresas que guiam os montanhistas. Se alguém se animar entre em contato: 61 992021700 (whatsapp)

       
    • Por renatomayer
      Conhecer o Aconcagua sempre fez parte dos meus sonhos, e finalmente a hora de colocá-lo em prática havia chegado.
      Passagem para Mendoza comprada, mochila pronta, mais alguns acertos a fazer, e pronto, os dias passaram tão rápido que quando me dei conta já estava desembarcando em Mendoza na tarde do dia 05 de fevereiro! Nessa mesma tarde tratei de comprar o que me faltava (gás, uma garrafa a mais p/ armazenar a água, cadeado, termõmetro de ambiente...), e claro, conseguir o permisso de ascenso (1200 pesos, uma facada!), e tive uma boa noite de sono no "Lagares" hostel...
       
      06/02 - Mendoza - Puente del Inca - Penitentes
       
      10h da manhã parti (expresso uspallata, apenas 20 pesos!) de Mendoza rumo a Puente del Inca, vilarejo mais próximo a entrada do Parque... o ônibus demorou demais e comecei a ficar apreensivo sobre entrar no parque nesse mesmo dia... Ao chegar em P. del Inca, já eram 14:30, resolvi fazer uma boa refeição e pernoitar por lá mesmo...
      Tomei um susto ao ver o preço da hosteria Puente del Inca... 198 pesos o quarto!!! Resolvi por a mochila nas costas e partir rumo a Penitentes(2750m), cerca de 5 km de distância descendo a estrada... No caminho ainda passei pelo cemitério dos Andinistas (local repleto de homenagens as pessoas que morreram tentando escalar a face Sul do Aconcagua) e tirei algumas fotos. Cheguei cansado em Penitentes e consegui um hostel por 60 pesos com café da manhã... bem melhor!
       

       
      07/02 - Penitentes - Entrada do Parque - Confluência
       
      O dia amanheceu nublado e com muito vento, e as 9 da manhã parti estrada acima rumo a entrada do Parque (transporte por lá é uma coisa complicada, fui a pé mesmo), e após 5km cheguei novamente a P. del Inca. De lá até o Parque tem mais 3km de ladeiras... As 12:00h eu estava entrando no parque, apresentando o permisso, pegando a sacolinha para guardar o lixo (para quem não a devolve há uma multa salgada!), tomei um fôlego e parti parque adentro... Optei por carregar minhas coisas sem contratar as mulas, que são caríssimas.
      Após 40 minutos de caminhada chega-se a ponte pênsil, onde acaba a trilha para os que não possuem os permissos, e começa a trilha de cerca de 3-4 horas para Confluência... Como eu estava com o peso total naquele momento (no total cerca de 28kg) e pelo desgaste de ter vindo desde Penitentes caminhando, sofri bastante nesse trecho , após vários pontos de parada para descanso e admirar o visual, alcancei o acampamento Confluência (3400m) após quase 6 horas a partir da ponte... já era 18h, e logo que fiz o check-in, já armei a barraca, fiz meu macarrão de copo e peguei no sono, mesmo com a algazarra que os foliões argentinos faziam lá fora. Acordei várias vezes durante a noite por causa da ventania, que algumas vezes jogava terra pelas abas de ventilação da barraca...
       

       
      08/02 - Confluência - Plaza Francia - Confluência
       
      Conforme planejado, hoje era dia de trekking de aclimatação sem peso nas costas até Plaza Francia, local com visão privilegiada da enorme parede Sul do Aconcagua, e retornar a Confluência. Subidas íngremes mas com um visual compensador a cada novo vale alcançado. Não havia nuvens, e embora o calor seja pouco, o Sol e o vento castigam bastante o corpo. Após cerca de 3h de caminhada cheguei ao mirador da face Sul do Aconcagua a cerca de 4100 metros de altitude. Segui pela trilha em busca do acampamento mas após 1h30min de caminhada e ainda sem chegar ao acampamento, resolvi retornar a Confluência e recuperar as energias. Voltei bem cansado a Confluência e sabia que o dia seguinte seria bem puxado, na cansativa trilha a Plaza de Mulas. Cogitei de contratar as mulas, mas quando soube do preço (U$180!) desisti da idéia...
       

       
      09/02 - Confluência - Plaza de Mulas
       
      Amanheceu, e eu estava apreensivo para este dia com carga total. 8 horas da manhã eu já estava com tudo pronto, partindo a Plaza de Mulas com todo o peso. Apenas para vencer as pirambeiras próximas ao rio no início da trilha eu já havia levado uma hora. Após isso o terreno tornou-se mais plano e simples de fazer a progressão... Percorremos um vale sem fim nesse momento, extremamente aberto, e quanto mais progredimos mais vão aparecando novas montanhas e continuações dos vales... realmente parece não ter fim! Bom momento para colocar um som e se distrair um pouco do ambiente inóspito, sem qualquer tipo de vegetação, mas com beleza única.
      Pelo caminho, apenas algumas mulas passando por mim, mais nada. Após várias horas de caminhadas sem fim, me apoiei em uma das diversas pedras no caminho para descansar as costas e vi uma pedra enorme com uma bandeira em cima... cheguei mais perto e vi que estava em Ibanez, havia até uma placa indicando a continuação da trilha para cima e indicando o tempo de 4 horas. Senti um alivio enorme, pois ainda era 13:30, eu chegaria ainda com luz do dia mesmo que levasse o dobro do tempo!
      Descansei, comi as eternas barras de proteínas e um cholocate, e parti morro acima... esse trecho é bem cansativo, sobe-e-desce sem fim em enormes montes, e alguns penhascos. Visual magnífico. Após vários montes chegamos a um local mais plano, com destroços do antigo refúgio Plaza de Mulas. A partir daí, vemos que a coisa complica um pouco: descortinando-se no horizonte surgia então a "Cuesta Brava", costa muito íngreme e escorregadia. Já havia lido em outros relatos que esse é o trecho mais complicado mas também que o acampamento estava muito próximo. As pirambeiras realmente impressionam, mas com muita calma e a passada controlada, passei por ela em cerca de 1 hora. O que eu não esperava foi o que eu vi logo adiante: Mais uma montanha a subir antes de chegar ao acampamento! Essa sim acabou com a minha energia, pois não contava com esse último e enorme obstáculo... Com passos de tartaruga, cheguei ao acampamento Plaza de Mulas(4300m) com um total de quase 12 horas de caminhada... ufa! Feliz e totalmente destruído, fiz o check-in no Guarda-parques, ancorei a barraca e logo fui dormir... Ah. aqui em Plaza de Mulas você é obrigado a montar sua barraca dentro de uma das prestadoras de serviço, e claro, pagar 5 dólares por dia para usar a estrutura (espaço da barraca, água e banheiro).
      Na pressa de me deitar e relaxar, me esqueci totalmente de deixar a head-lamp no jeito caso eu precisasse ir ao banheiro de madrugada. E foi exatamente do que eu precisei, ir ao banheiro. Esse é um grande mal de ter de tomar água toda hora... 4 da manhã, lá estava eu no escuro procurando o banheiro... Mas correu tudo bem! ) Alguns tropeções mas nada grave! hehehe
       

       

       

       

       
      10/02 - Descansando em Plaza de Mulas
       
      Dia apenas para descanso em Plaza de Mulas e conhecer os arredores (refúgio). A trilha ao refúgio leva cerca de 30 minutos e não é tão próxima quanto parece nas fotos... Chegando lá, fiquei um pouco surpreso ao ver que não havia uma barraca sequer próxima ao refúgio... Minha intenção era de migrar para lá, mas como não havia mais ninguém acampado, apenas conheci o refúgio por dentro e liguei para casa, e resolvi ficar no acampamento em Plaza de Mulas mesmo, no meio do monte de expedições que haviam por lá... Como eu não fazia parte de nenhuma delas, senti o peso de estar sozinho por lá... as enormes barracas-refeitório totalmente tomadas pelas expedições, são eles que têm os melhores lugares para as barracas, aliás as barracas deles já estão até montadas, nem com isso eles precisam se preocupar... enfim, toda a estrutura montada para atender as grandes expedições, e você lá sobrando. Infelizmente não encontrei nenhum brasileiro avulso em Plaza de Mulas... O que me causou surpresa, pois lá é quase uma cidade, de tão grande...
      Paguei 10 dólares para tomar um bando de 15 minutos lá mesmo no acampamento, e valeu a pena, estava precisando muito!
      O Sol não dava tréguas, ou eu cozinhava dentro da baraca, ou ficava lá fora com sol na cabeça até as 20h! O clima castiga bastante, e vai minando suas energias lentamente.
      Momento de descontração; fui até a câmera que tira fotos e exibe ao vivo na web para que eu fosse visto de casa... muito legal!
      Apesar de que durante o dia o frio não assuste, de noite a coisa muda e normalmente forma-se uma leve camada de gelo dentro da barraca...
       

       

       

       
      11/02 - Tentativa de subir o cerro Bonete e dilemas
       
      Fiz o check-up médico eu estava com 89% de oxinenação no sangue... nível esse considerado excelente! Eu não sentia qualquer sintoma de mal de montanha, ainda bem!
      Seguindo o planejamento, hoje é dia de subir o Cerro Bonete (5000m) para aclimatação. Saindo do acampamento, tomamos o caminho do refúgio e, após passar por ele, subimos uma empinada costa e seguimos rumo ao cerro Bonete...
      Pois é, eu parei na empinada costa mesmo... Quando você olha para cima e vê várias trilhas diferentes, é certeza de que nenhuma delas é boa. Comecei a subida vagarosamente para vencer a inclinação, mas essa se turnou cada vez mais, e mais inclinada e escorregadia por causa das pedras soltas e da areia sempre presente... a situação ia se complicando a cada novo passo, até que chegou um momento em que pensei "Agora f..deu tudo!" Qualquer passo p/ frente ou atrás faria eu escorregar morro abaixo... e ficar parado também me fazia escorregar aos poucos... Seria um tombo histórico! Coloquei toda a força em cima dos bastões de caminhada, e consegui me virar para iniciar a descida... e aí as pernas começaram a tremer... me acalmei, e tomei a descida com todo o cuidado... Após cerca de 40 minutos eu já estava em terra firme novamente, sentindo uma mistura de alívio e frustração. Voltei ao acampamento Plaza de Mulas...
      Nesse momento, durante toda a tarde fiquei pensando até onde poderia chegar com meus equipamentos, já havia reparado que todos estavam muito mais bem equipados do que eu! Os dólares contados para a volta para o Brasil, a falta das botas duplas, dos crampons, o frio que eu estava passando a noite mesmo sabendo que o clima estava bom perto do que poderia estar... os caminhos escorregadios demais, a falta de alguém mais experiente nesse tipo de montanha e solo... decidi algo muito difícil: que lá era meu ponto final, não tinha como prosseguir sem as botas e sem a companhia de outras pessoas aos acampamentos avançados... Me dei por satisfeito de ter conhecido toda aquela beleza das montanhas, e decidi voltar na manhã seguinte... Creio que seguir a diante com as botas "Titan" da Nomade, não seria uma boa idéia... Meu corpo estava também me incomodando muito... os ventos e o frio estouraram toda a minha boca, que até latejava de dor a noite...
      No fim da tarde ainda fiquei olhando, a partir do acampamento, todos aqueles caminhos para subir ao plaza Canadá, um homem me perguntou se eu estava pensando na melhor rota para subir, e eu disse "sim, sim!" mas aquilo na verdade era apenas uma última olhada... dia seguinte eu estaria partindo sim, mas em outra direção... pois seguir adiante seria imprudência demais da minha parte!
      A noite eu ainda saí da barraca para contemplar pela última vez as numerosas estrelas que podem seu muito bem vistas de lá... são tantas, que parecem que vão cair em nossa cabeça a qualquer instante! Impossível enxergar tudo isso em São Paulo! rsss

       
      12/02 - Retorno a Confluência
       
      Acordei e, como se fosse um sinal para eu retornar, o tempo estava fechado lá para cima. Perto das 11h, informei aos guarda-parques que estava retornando a Confluência. Dessa vez a volta foi em 7h30min, mesmo com várias paradas p/ fotos e descanso. A volta é um pouco monótona, e a surpresa foi o rio que, formado pelo degelo, estava muito mais volumoso na tarde e me obrigou a seguir quase pendurado nas encostas para não encharcar as botas!
      Cheguei em Confluência e dormi muito mal graças ao barulho de uma verdadeira festa de argentinos que estavam apenas passando a noite por lá numa das barracas-gigantes montadas pelas empresas! Tinha até música, tudo!
       

       

       

       

       

       

       
      13/02 - Confluência a Puente del Inca
      Se para subir a Confluência levei mais de 5h, para descer foi apenas 1h30min! Em 2h eu estava ao lado do lago Horcones, descansando junto ao verde e a calma do lago... Após mais alguns minutos já estava saindo do Parque rumo a Puente del Inca, onde passaria a noite... Lá, ainda estava pensativo sobre a decisão de ter voltado... mas agora já foi! )
       

       

       

       

       
      Considerações finais:
       
      Talvez por sempre ter sido um sonho para mim, a subida ao Aconcagua estava cercada de expectativas, que aos poucos foram desmoronando... Realmente, como algumas pessoas já haviam dito, a montanha virou uma máquina de dinheiro, lugar tomado de expedições caríssimas que tinham todos os tipos de conforto e descaracterizam totalmente o sentido da palavra “montanhismo”. Quase não haviam pessoas “solo”…
      Mesmo assim considero que, mesmo não conseguindo seguir rumo ao cume, a viagem ao Aconcagua foi inesquecível e com paisagens sem igual... até agora ainda não sei dizer se o sonho foi realizado ou se o sonho acabou... Creio que um pouco dos dois! Quem sabe nos próximos anos eu resolva voltar novamente com mais equipamentos (e mais dinheiro, claro!) e com mais alguém para tentar o cume?
       
      O link com todas as fotos está aqui:
      http://www.orkut.com.br/ExternalAlbum?uid=10822675067325729896&aid=1266659792&t=17995791440291575502&vid=13563832727213180328&ik=ACGyDXsB0otZpo7aBz4pMbTEeHQWE3jmcA
       
      O que levei:
       
      Alimentação (lembrando que cada um tem uma necessidade diferente, eu me adaptei muito bem com esses ítens):
      3 "copos" de macarrão instantâneo
      24 barras de proteína "slim" da VO2 (sobraram
      10 barras de cererais (sobraram 3)
      10 chocolates (sobraram 3)
      Repositor energético em pastilhas efervescentes marca "Suum" (muito bom! excelente para ajudar na hidratação depois de longas caminhadas)
      Leite em pó (200g) (sobrou 100g)
      Proteína em pó (100g) (sobrou 20g)
       
      Equipamentos:
      Barraca 4 estações "Artiach" modelo "Solo" p/ uma pessoa (não existe mais para venda, e logo terei de comprar outra! ventilada demais!)
      Saco de dormir "Trilhas e Rumos" - modelo Super Pluma gelo (meio grande e desajeitado mas deu conta do recado)
      Mochila Curtlo 45L (faltou espaço)
      Mochila "Artiach" 15L
      1 par de bastões de caminhada Kailash (distribuir o peso do corpo é fundamental)
      Fogareiro a gás "doite" modelo "mini rocket"
      Gás marca "doite" 450g
      Conjunto básico de 2 panelas e talheres
      Headlamp
      Capa impermeabilizante as duas mochilas
      Cobertor de emergência em alumínio (não ocupa espaço nenhum)
      Canivete
      Garrafa em policarbonato p/ água - 1,5L
      Garrafa d'água comum - 1,5L
      Garrafa térmica - 1L
       
      Vestuário:
      Calça "2a. pele" marca Kailash
      Camiseta "2a. pele" manga longa marca Solo
      Calça e camiseta (parecido com uma 2a. pele)
      Jaqueta "2a. camada" marca "Solo"
      Calça corta-vento marca "Conquista"
      Jaqueta impermeável resistente contra vento, marca "Trilhas & Rumos"
      1 par de luvar "2a. pele"
      1 par de luvas "comum"
      1 par de luvas reforçadas
      1 balaclava
      1 touca
      1 boné
      2 bermudas
      4 camisetas comuns
      5 pares de meias
      1 par de meia mais resistente ao frio (me desculpem, não me lembro do modelo!)
      7 cuecas
      Papete marca Timberland
      Bota de trekking "Titan" da marca "Nomade" (muito confortável, voltei sem bolha nos pés!)
       
      Higiene e cuidados:
      Escova de dente
      Pasta de dente
      Shampoo
      Toalha
      Lenços umedecidos
      Protetor solar FPS 30 (indispensável)
      Protetor labial FPS 30 (indispensável)
       
      Geral:
      Filmadora com bateria sobressalente
      Câmera digital com bateria
      Câmera digital sobressalente
      Pilhas
      MP3 player
       
      Não levei e senti falta:
      - Mochila cargueira com maior capacidade (não tinha espaço para mais nada!)
      - Botas para avançar aos acampamentos superiores / cume (aluguel caríssimo a partir de Plaza de Mulas)
       
      Abraços,
      Renato
    • Por willgittens
      Olá amigos e amigas!
      Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar.

      Me chamo Will Gittens,  tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco.

      Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta.

      Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos.


      Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível.

      Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
    • Por vanessa.miranda
      (Alerta de relato gigante! rss Se não estiver com saco pra ler esse textão, fique à vontade pra me fazer perguntas específicas sobre a expedição )

      Ainda em 2015 decidi que tentaria chegar ao cume do Aconcágua, e que seria em dezembro de 2016. Queria fazê-lo da forma mais independente possível, sem contratar porteadores, guias e expedições pagas. O primeiro desafio foi encontrar companhia, porque a maioria dos meus amigos nem considera a possibilidade de entrar num projeto desses. Mas quando um amigo me surpreendeu dizendo que animava, o plano começou a tomar rumo. Ainda queríamos encontrar mais uma ou duas pessoas pra formar um grupo, e encontramos aqui no mochileiros! Estava formada a equipe: eu, meu amigo Carlo, o Zaney e o Greison.
      O Aconcágua, com 6.962 m de altitude, é a montanha mais alta do mundo fora da Ásia. É também a segunda montanha mais proeminente do mundo, atrás apenas do Everest. Mesmo assim, por não exigir escalada técnica, alguns se referem à sua ascensão como um "trekking de altitude". Desde que seu cume foi alcançado pela primeira vez em 1897, mais de 130 pessoas morreram tentando chegar lá em cima. A temperatura no cume é geralmente por volta de -25° a -30° C, mas a sensação térmica cai facilmente abaixo de -50° C em dias de clima ruim, principalmente entre abril e novembro  . Por isso, a ascensão é permitida nos meses próximos ao verão argentino, de meados de novembro até o começo de março, sendo a alta temporada centrada em janeiro. Nas últimas temporadas a taxa de cume tem sido entre 20% e 40% das tentativas. Mas com ou sem cume, é um lugar incrível. Em média, são necessários de 12 a 15 dias para alcançar o cume e descer (se vc tiver mais sorte que eu rs). As principais dificuldades desta montanha são o clima muito instável, com frio e vento extremos (principalmente no começo e fim de temporada) e, é claro, a altitude. Com a redução da pressão parcial de oxigênio no ar, podemos sentir não só fadiga e dificuldade pra respirar, mas também dores de cabeça, dor no estômago, tonturas, dificuldade pra comer e dormir, hemorragia nasal, inchaço nas extremidades e no rosto e diarreia. O metabolismo acelera muito, assim como os batimentos cardíacos. A desidratação é facilitada pela maior taxa de vapor de água perdida dos pulmões. Dependendo da pessoa, do ganho de altitude e da aclimatação, os sintomas podem evoluir para um edema pulmonar ou cerebral de alta altitude (HAPE ou HACE), situações mais graves que devem percebidas e tratadas logo.
      Planejei começar o treinamento no primeiro dia de 2016. Porém, um dia antes, lesionei meu joelho esquerdo em uma trilha. Precisava recuperar o joelho e também os tendões de aquiles dos dois pés, outro problema que já vinha de um tempo antes. O treinamento pro Aconcágua teve que esperar... e quando começou foi em ritmo lento. Comecei a fazer academia, mas pegando leve, quase uma fisioterapia... Os pés melhoraram com alguns meses, o joelho não. Fiz um raio-x e o médico pediu uma ressonância pra ver se precisava fazer cirurgia ou apenas repouso. Ignorei (digo, posterguei a ressonância e o repouso pra depois do Aconcágua). Tentei fortalecer os músculos das pernas pra poder começar o treinamento aeróbico sem piorar muito a lesão. Só faltando quatro meses pra viagem que deu pra começar a correr, 5 km, uma ou duas vezes na semana, quando conseguia. Sabia que deveria ter treinado com peso nas costas e com inclinação... mas tinha que poupar o joelho. E a inclinação forçava os tendões dos pés, que ainda não estavam 100%. Então continuei fazendo o que dava.
      Não pensei em desistir, mas tinha consciência de que com esses probleminhas a mais estaria assumindo riscos e dificuldades maiores. Somaram-se a isso os inúmeros desincentivos do tipo: “você deveria fazer várias montanhas acima de 6 mil antes de querer tentar o Aconcágua”; “sem guia?; “você devia pensar melhor antes de ir, gastar dinheiro e ter que desistir”; “Sem querer te desanimar, mas isso de ir sem guia me parece uma utopia”; “uma pessoa deveria tentar o Aconcágua depois de fazer, pelo menos, o Kilimanjaro e o Denali, necessariamente nesta ordem, pra ter chance de sucesso”; etc. Claro que esses "conselhos" nem sempre são pra desanimar, às vezes são pra te alertar, mas... às vezes o melhor é fingir que não ouviu/leu.
      E continuei adquirindo equipamento, planejando a alimentação, estudando a montanha e montando o cronograma.



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