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Pessoal, estive agora no Aconcágua e a situação é a seguinte: nevou além do normal este ano. A trilha curta (dos lagos até o mirante) está aberta, mas não recomendam fazer ela inteira porque a neve está muito alta.

O parque costuma abrir para escalada no dia 15 de novembro, mas o guardaparque comentou que se a neve não baixar podem adiar a data de abertura.

Quem estiver indo pra lá agora fazer a escalada, recomendo dar uma confirmada antes de sair!

Para quem quiser fazer a trilha curta (gratuita), será recompensado com muita neve!

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Olá galera! Se alguém puder me ajudar, gostaria que me tirassem uma dúvida..

 

Vamos ao Chile em Janeiro, e após uns dias lá, quero pegar um carro para fazer a travessia Santiago-Mendoza, e curtir os lugares do caminho, como a Puente del Inca, o Lago, e o Parque do Aconcágua. É aí que vem minha dúvida:

 

Para eu fazer o trekking de 5km do parque, eu preciso ir primeiro em Mendoza pegar visto, ou somente na entrada do parque pago a taxa? Por que venho no sentido Santiago->Mendoza, então seria ruim ter que ir em Mendoza e depois voltar ao parque novamente. Alguém sabe sobre isso e pode me ajudar? ::sos::

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Quem estiver planejando tentar o cume do Aconcágua em novembro/dezembro de 2016, estamos tentando montar um grupo para subir sem agência.. ::otemo::

têm outro fórum: aconcagua-2016-t121246.html

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Respondendo a pergunta do Carlos Renan, para fazer o trekking da entrada do Parque até a Laguna de Horcones não é necessário pegar visto em Mendoza, o visto só se aplica quando vamos adiante disso (há uma ponte indicando o "fim de sendero", daí em diante só com visto mesmo...).

Caso queira ir até confluência ou outros acampamentos adiante (plaza de mulas, plaza francia, etc...), aí sim seria necessário pelo menos o visto "short trekking" (3 dias), "long trekking" (7 dias) ou "ascenso" (21 dias).

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Se algum amigo por acaso fez Aconcágua e tem disponível equipamentos/roupas/acessórios para vender ou alugar dá um toque. Faço a trekk agora em fevereiro e vou ter que comprar ou alugar por lá e se encontrasse por aqui seria mais fácil...

::otemo::

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Dúvida: no site do parque (http://www.aconcagua.mendoza.gov.ar/'>http://www.aconcagua.mendoza.gov.ar/) tem a seguinte informação a respeito da temporada atual 2015/2016:

 

Available Activities on both routes:

Ascent Permits only with hired services (**)

Long Trek Permits only with hired services (**)

Short trek with or without hired services (**)

Day Trek with or without hired services (**)

 

(**) Authorized companies list on http://www.aconcagua.mendoza.gov.ar “Servicios” > “Empresas Privadas”

 

Eu pretendo fazer o long trek final do ano, sozinho. Alguém que foi lá confirma essa informação? Só com agência daí?

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Se for vira palhaçada, claro q sem nome por de trás, mas cordon del plata e tão lindo quanto é ainda não se paga para entrar no park

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Mandei um email pra lá perguntando e acabei de receber a resposta:

 

Eduardo,

 

This is correct, 7 day permit it is only available with services hired

from a company. Services hired mean camping accomodations, meal plans and

toiletes services.

 

Regards.

 

Belén.

 

Espero que essa alteração seja somente para a temporada atual, visto que eles justificaram com base nas condições climáticas...

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    • Por Claudemilson
      Olá mochileiros,
       
      Me chamo Claudemilson, moro em Brasília e pretendo tentar o cume do Aconcágua em dezembro de 2019. Em 2018, fiz o Kilimanjaro com mais 3 colegas (infelizmente 1 teve edema pulmonar aos 4.600m e teve que voltar). Enfim, procuro companhia para mais esta tentativa. Gostaria de tentar numa data em que chegasse ao cume no dia 1ª de janeiro. Tenho pesquisado algo acerca da subida e empresas que guiam os montanhistas. Se alguém se animar entre em contato: 61 992021700 (whatsapp)

       
    • Por renatomayer
      Conhecer o Aconcagua sempre fez parte dos meus sonhos, e finalmente a hora de colocá-lo em prática havia chegado.
      Passagem para Mendoza comprada, mochila pronta, mais alguns acertos a fazer, e pronto, os dias passaram tão rápido que quando me dei conta já estava desembarcando em Mendoza na tarde do dia 05 de fevereiro! Nessa mesma tarde tratei de comprar o que me faltava (gás, uma garrafa a mais p/ armazenar a água, cadeado, termõmetro de ambiente...), e claro, conseguir o permisso de ascenso (1200 pesos, uma facada!), e tive uma boa noite de sono no "Lagares" hostel...
       
      06/02 - Mendoza - Puente del Inca - Penitentes
       
      10h da manhã parti (expresso uspallata, apenas 20 pesos!) de Mendoza rumo a Puente del Inca, vilarejo mais próximo a entrada do Parque... o ônibus demorou demais e comecei a ficar apreensivo sobre entrar no parque nesse mesmo dia... Ao chegar em P. del Inca, já eram 14:30, resolvi fazer uma boa refeição e pernoitar por lá mesmo...
      Tomei um susto ao ver o preço da hosteria Puente del Inca... 198 pesos o quarto!!! Resolvi por a mochila nas costas e partir rumo a Penitentes(2750m), cerca de 5 km de distância descendo a estrada... No caminho ainda passei pelo cemitério dos Andinistas (local repleto de homenagens as pessoas que morreram tentando escalar a face Sul do Aconcagua) e tirei algumas fotos. Cheguei cansado em Penitentes e consegui um hostel por 60 pesos com café da manhã... bem melhor!
       

       
      07/02 - Penitentes - Entrada do Parque - Confluência
       
      O dia amanheceu nublado e com muito vento, e as 9 da manhã parti estrada acima rumo a entrada do Parque (transporte por lá é uma coisa complicada, fui a pé mesmo), e após 5km cheguei novamente a P. del Inca. De lá até o Parque tem mais 3km de ladeiras... As 12:00h eu estava entrando no parque, apresentando o permisso, pegando a sacolinha para guardar o lixo (para quem não a devolve há uma multa salgada!), tomei um fôlego e parti parque adentro... Optei por carregar minhas coisas sem contratar as mulas, que são caríssimas.
      Após 40 minutos de caminhada chega-se a ponte pênsil, onde acaba a trilha para os que não possuem os permissos, e começa a trilha de cerca de 3-4 horas para Confluência... Como eu estava com o peso total naquele momento (no total cerca de 28kg) e pelo desgaste de ter vindo desde Penitentes caminhando, sofri bastante nesse trecho , após vários pontos de parada para descanso e admirar o visual, alcancei o acampamento Confluência (3400m) após quase 6 horas a partir da ponte... já era 18h, e logo que fiz o check-in, já armei a barraca, fiz meu macarrão de copo e peguei no sono, mesmo com a algazarra que os foliões argentinos faziam lá fora. Acordei várias vezes durante a noite por causa da ventania, que algumas vezes jogava terra pelas abas de ventilação da barraca...
       

       
      08/02 - Confluência - Plaza Francia - Confluência
       
      Conforme planejado, hoje era dia de trekking de aclimatação sem peso nas costas até Plaza Francia, local com visão privilegiada da enorme parede Sul do Aconcagua, e retornar a Confluência. Subidas íngremes mas com um visual compensador a cada novo vale alcançado. Não havia nuvens, e embora o calor seja pouco, o Sol e o vento castigam bastante o corpo. Após cerca de 3h de caminhada cheguei ao mirador da face Sul do Aconcagua a cerca de 4100 metros de altitude. Segui pela trilha em busca do acampamento mas após 1h30min de caminhada e ainda sem chegar ao acampamento, resolvi retornar a Confluência e recuperar as energias. Voltei bem cansado a Confluência e sabia que o dia seguinte seria bem puxado, na cansativa trilha a Plaza de Mulas. Cogitei de contratar as mulas, mas quando soube do preço (U$180!) desisti da idéia...
       

       
      09/02 - Confluência - Plaza de Mulas
       
      Amanheceu, e eu estava apreensivo para este dia com carga total. 8 horas da manhã eu já estava com tudo pronto, partindo a Plaza de Mulas com todo o peso. Apenas para vencer as pirambeiras próximas ao rio no início da trilha eu já havia levado uma hora. Após isso o terreno tornou-se mais plano e simples de fazer a progressão... Percorremos um vale sem fim nesse momento, extremamente aberto, e quanto mais progredimos mais vão aparecando novas montanhas e continuações dos vales... realmente parece não ter fim! Bom momento para colocar um som e se distrair um pouco do ambiente inóspito, sem qualquer tipo de vegetação, mas com beleza única.
      Pelo caminho, apenas algumas mulas passando por mim, mais nada. Após várias horas de caminhadas sem fim, me apoiei em uma das diversas pedras no caminho para descansar as costas e vi uma pedra enorme com uma bandeira em cima... cheguei mais perto e vi que estava em Ibanez, havia até uma placa indicando a continuação da trilha para cima e indicando o tempo de 4 horas. Senti um alivio enorme, pois ainda era 13:30, eu chegaria ainda com luz do dia mesmo que levasse o dobro do tempo!
      Descansei, comi as eternas barras de proteínas e um cholocate, e parti morro acima... esse trecho é bem cansativo, sobe-e-desce sem fim em enormes montes, e alguns penhascos. Visual magnífico. Após vários montes chegamos a um local mais plano, com destroços do antigo refúgio Plaza de Mulas. A partir daí, vemos que a coisa complica um pouco: descortinando-se no horizonte surgia então a "Cuesta Brava", costa muito íngreme e escorregadia. Já havia lido em outros relatos que esse é o trecho mais complicado mas também que o acampamento estava muito próximo. As pirambeiras realmente impressionam, mas com muita calma e a passada controlada, passei por ela em cerca de 1 hora. O que eu não esperava foi o que eu vi logo adiante: Mais uma montanha a subir antes de chegar ao acampamento! Essa sim acabou com a minha energia, pois não contava com esse último e enorme obstáculo... Com passos de tartaruga, cheguei ao acampamento Plaza de Mulas(4300m) com um total de quase 12 horas de caminhada... ufa! Feliz e totalmente destruído, fiz o check-in no Guarda-parques, ancorei a barraca e logo fui dormir... Ah. aqui em Plaza de Mulas você é obrigado a montar sua barraca dentro de uma das prestadoras de serviço, e claro, pagar 5 dólares por dia para usar a estrutura (espaço da barraca, água e banheiro).
      Na pressa de me deitar e relaxar, me esqueci totalmente de deixar a head-lamp no jeito caso eu precisasse ir ao banheiro de madrugada. E foi exatamente do que eu precisei, ir ao banheiro. Esse é um grande mal de ter de tomar água toda hora... 4 da manhã, lá estava eu no escuro procurando o banheiro... Mas correu tudo bem! ) Alguns tropeções mas nada grave! hehehe
       

       

       

       

       
      10/02 - Descansando em Plaza de Mulas
       
      Dia apenas para descanso em Plaza de Mulas e conhecer os arredores (refúgio). A trilha ao refúgio leva cerca de 30 minutos e não é tão próxima quanto parece nas fotos... Chegando lá, fiquei um pouco surpreso ao ver que não havia uma barraca sequer próxima ao refúgio... Minha intenção era de migrar para lá, mas como não havia mais ninguém acampado, apenas conheci o refúgio por dentro e liguei para casa, e resolvi ficar no acampamento em Plaza de Mulas mesmo, no meio do monte de expedições que haviam por lá... Como eu não fazia parte de nenhuma delas, senti o peso de estar sozinho por lá... as enormes barracas-refeitório totalmente tomadas pelas expedições, são eles que têm os melhores lugares para as barracas, aliás as barracas deles já estão até montadas, nem com isso eles precisam se preocupar... enfim, toda a estrutura montada para atender as grandes expedições, e você lá sobrando. Infelizmente não encontrei nenhum brasileiro avulso em Plaza de Mulas... O que me causou surpresa, pois lá é quase uma cidade, de tão grande...
      Paguei 10 dólares para tomar um bando de 15 minutos lá mesmo no acampamento, e valeu a pena, estava precisando muito!
      O Sol não dava tréguas, ou eu cozinhava dentro da baraca, ou ficava lá fora com sol na cabeça até as 20h! O clima castiga bastante, e vai minando suas energias lentamente.
      Momento de descontração; fui até a câmera que tira fotos e exibe ao vivo na web para que eu fosse visto de casa... muito legal!
      Apesar de que durante o dia o frio não assuste, de noite a coisa muda e normalmente forma-se uma leve camada de gelo dentro da barraca...
       

       

       

       
      11/02 - Tentativa de subir o cerro Bonete e dilemas
       
      Fiz o check-up médico eu estava com 89% de oxinenação no sangue... nível esse considerado excelente! Eu não sentia qualquer sintoma de mal de montanha, ainda bem!
      Seguindo o planejamento, hoje é dia de subir o Cerro Bonete (5000m) para aclimatação. Saindo do acampamento, tomamos o caminho do refúgio e, após passar por ele, subimos uma empinada costa e seguimos rumo ao cerro Bonete...
      Pois é, eu parei na empinada costa mesmo... Quando você olha para cima e vê várias trilhas diferentes, é certeza de que nenhuma delas é boa. Comecei a subida vagarosamente para vencer a inclinação, mas essa se turnou cada vez mais, e mais inclinada e escorregadia por causa das pedras soltas e da areia sempre presente... a situação ia se complicando a cada novo passo, até que chegou um momento em que pensei "Agora f..deu tudo!" Qualquer passo p/ frente ou atrás faria eu escorregar morro abaixo... e ficar parado também me fazia escorregar aos poucos... Seria um tombo histórico! Coloquei toda a força em cima dos bastões de caminhada, e consegui me virar para iniciar a descida... e aí as pernas começaram a tremer... me acalmei, e tomei a descida com todo o cuidado... Após cerca de 40 minutos eu já estava em terra firme novamente, sentindo uma mistura de alívio e frustração. Voltei ao acampamento Plaza de Mulas...
      Nesse momento, durante toda a tarde fiquei pensando até onde poderia chegar com meus equipamentos, já havia reparado que todos estavam muito mais bem equipados do que eu! Os dólares contados para a volta para o Brasil, a falta das botas duplas, dos crampons, o frio que eu estava passando a noite mesmo sabendo que o clima estava bom perto do que poderia estar... os caminhos escorregadios demais, a falta de alguém mais experiente nesse tipo de montanha e solo... decidi algo muito difícil: que lá era meu ponto final, não tinha como prosseguir sem as botas e sem a companhia de outras pessoas aos acampamentos avançados... Me dei por satisfeito de ter conhecido toda aquela beleza das montanhas, e decidi voltar na manhã seguinte... Creio que seguir a diante com as botas "Titan" da Nomade, não seria uma boa idéia... Meu corpo estava também me incomodando muito... os ventos e o frio estouraram toda a minha boca, que até latejava de dor a noite...
      No fim da tarde ainda fiquei olhando, a partir do acampamento, todos aqueles caminhos para subir ao plaza Canadá, um homem me perguntou se eu estava pensando na melhor rota para subir, e eu disse "sim, sim!" mas aquilo na verdade era apenas uma última olhada... dia seguinte eu estaria partindo sim, mas em outra direção... pois seguir adiante seria imprudência demais da minha parte!
      A noite eu ainda saí da barraca para contemplar pela última vez as numerosas estrelas que podem seu muito bem vistas de lá... são tantas, que parecem que vão cair em nossa cabeça a qualquer instante! Impossível enxergar tudo isso em São Paulo! rsss

       
      12/02 - Retorno a Confluência
       
      Acordei e, como se fosse um sinal para eu retornar, o tempo estava fechado lá para cima. Perto das 11h, informei aos guarda-parques que estava retornando a Confluência. Dessa vez a volta foi em 7h30min, mesmo com várias paradas p/ fotos e descanso. A volta é um pouco monótona, e a surpresa foi o rio que, formado pelo degelo, estava muito mais volumoso na tarde e me obrigou a seguir quase pendurado nas encostas para não encharcar as botas!
      Cheguei em Confluência e dormi muito mal graças ao barulho de uma verdadeira festa de argentinos que estavam apenas passando a noite por lá numa das barracas-gigantes montadas pelas empresas! Tinha até música, tudo!
       

       

       

       

       

       

       
      13/02 - Confluência a Puente del Inca
      Se para subir a Confluência levei mais de 5h, para descer foi apenas 1h30min! Em 2h eu estava ao lado do lago Horcones, descansando junto ao verde e a calma do lago... Após mais alguns minutos já estava saindo do Parque rumo a Puente del Inca, onde passaria a noite... Lá, ainda estava pensativo sobre a decisão de ter voltado... mas agora já foi! )
       

       

       

       

       
      Considerações finais:
       
      Talvez por sempre ter sido um sonho para mim, a subida ao Aconcagua estava cercada de expectativas, que aos poucos foram desmoronando... Realmente, como algumas pessoas já haviam dito, a montanha virou uma máquina de dinheiro, lugar tomado de expedições caríssimas que tinham todos os tipos de conforto e descaracterizam totalmente o sentido da palavra “montanhismo”. Quase não haviam pessoas “solo”…
      Mesmo assim considero que, mesmo não conseguindo seguir rumo ao cume, a viagem ao Aconcagua foi inesquecível e com paisagens sem igual... até agora ainda não sei dizer se o sonho foi realizado ou se o sonho acabou... Creio que um pouco dos dois! Quem sabe nos próximos anos eu resolva voltar novamente com mais equipamentos (e mais dinheiro, claro!) e com mais alguém para tentar o cume?
       
      O link com todas as fotos está aqui:
      http://www.orkut.com.br/ExternalAlbum?uid=10822675067325729896&aid=1266659792&t=17995791440291575502&vid=13563832727213180328&ik=ACGyDXsB0otZpo7aBz4pMbTEeHQWE3jmcA
       
      O que levei:
       
      Alimentação (lembrando que cada um tem uma necessidade diferente, eu me adaptei muito bem com esses ítens):
      3 "copos" de macarrão instantâneo
      24 barras de proteína "slim" da VO2 (sobraram
      10 barras de cererais (sobraram 3)
      10 chocolates (sobraram 3)
      Repositor energético em pastilhas efervescentes marca "Suum" (muito bom! excelente para ajudar na hidratação depois de longas caminhadas)
      Leite em pó (200g) (sobrou 100g)
      Proteína em pó (100g) (sobrou 20g)
       
      Equipamentos:
      Barraca 4 estações "Artiach" modelo "Solo" p/ uma pessoa (não existe mais para venda, e logo terei de comprar outra! ventilada demais!)
      Saco de dormir "Trilhas e Rumos" - modelo Super Pluma gelo (meio grande e desajeitado mas deu conta do recado)
      Mochila Curtlo 45L (faltou espaço)
      Mochila "Artiach" 15L
      1 par de bastões de caminhada Kailash (distribuir o peso do corpo é fundamental)
      Fogareiro a gás "doite" modelo "mini rocket"
      Gás marca "doite" 450g
      Conjunto básico de 2 panelas e talheres
      Headlamp
      Capa impermeabilizante as duas mochilas
      Cobertor de emergência em alumínio (não ocupa espaço nenhum)
      Canivete
      Garrafa em policarbonato p/ água - 1,5L
      Garrafa d'água comum - 1,5L
      Garrafa térmica - 1L
       
      Vestuário:
      Calça "2a. pele" marca Kailash
      Camiseta "2a. pele" manga longa marca Solo
      Calça e camiseta (parecido com uma 2a. pele)
      Jaqueta "2a. camada" marca "Solo"
      Calça corta-vento marca "Conquista"
      Jaqueta impermeável resistente contra vento, marca "Trilhas & Rumos"
      1 par de luvar "2a. pele"
      1 par de luvas "comum"
      1 par de luvas reforçadas
      1 balaclava
      1 touca
      1 boné
      2 bermudas
      4 camisetas comuns
      5 pares de meias
      1 par de meia mais resistente ao frio (me desculpem, não me lembro do modelo!)
      7 cuecas
      Papete marca Timberland
      Bota de trekking "Titan" da marca "Nomade" (muito confortável, voltei sem bolha nos pés!)
       
      Higiene e cuidados:
      Escova de dente
      Pasta de dente
      Shampoo
      Toalha
      Lenços umedecidos
      Protetor solar FPS 30 (indispensável)
      Protetor labial FPS 30 (indispensável)
       
      Geral:
      Filmadora com bateria sobressalente
      Câmera digital com bateria
      Câmera digital sobressalente
      Pilhas
      MP3 player
       
      Não levei e senti falta:
      - Mochila cargueira com maior capacidade (não tinha espaço para mais nada!)
      - Botas para avançar aos acampamentos superiores / cume (aluguel caríssimo a partir de Plaza de Mulas)
       
      Abraços,
      Renato
    • Por willgittens
      Olá amigos e amigas!
      Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar.

      Me chamo Will Gittens,  tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco.

      Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta.

      Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos.


      Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível.

      Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
    • Por vanessa.miranda
      (Alerta de relato gigante! rss Se não estiver com saco pra ler esse textão, fique à vontade pra me fazer perguntas específicas sobre a expedição )

      Ainda em 2015 decidi que tentaria chegar ao cume do Aconcágua, e que seria em dezembro de 2016. Queria fazê-lo da forma mais independente possível, sem contratar porteadores, guias e expedições pagas. O primeiro desafio foi encontrar companhia, porque a maioria dos meus amigos nem considera a possibilidade de entrar num projeto desses. Mas quando um amigo me surpreendeu dizendo que animava, o plano começou a tomar rumo. Ainda queríamos encontrar mais uma ou duas pessoas pra formar um grupo, e encontramos aqui no mochileiros! Estava formada a equipe: eu, meu amigo Carlo, o Zaney e o Greison.
      O Aconcágua, com 6.962 m de altitude, é a montanha mais alta do mundo fora da Ásia. É também a segunda montanha mais proeminente do mundo, atrás apenas do Everest. Mesmo assim, por não exigir escalada técnica, alguns se referem à sua ascensão como um "trekking de altitude". Desde que seu cume foi alcançado pela primeira vez em 1897, mais de 130 pessoas morreram tentando chegar lá em cima. A temperatura no cume é geralmente por volta de -25° a -30° C, mas a sensação térmica cai facilmente abaixo de -50° C em dias de clima ruim, principalmente entre abril e novembro  . Por isso, a ascensão é permitida nos meses próximos ao verão argentino, de meados de novembro até o começo de março, sendo a alta temporada centrada em janeiro. Nas últimas temporadas a taxa de cume tem sido entre 20% e 40% das tentativas. Mas com ou sem cume, é um lugar incrível. Em média, são necessários de 12 a 15 dias para alcançar o cume e descer (se vc tiver mais sorte que eu rs). As principais dificuldades desta montanha são o clima muito instável, com frio e vento extremos (principalmente no começo e fim de temporada) e, é claro, a altitude. Com a redução da pressão parcial de oxigênio no ar, podemos sentir não só fadiga e dificuldade pra respirar, mas também dores de cabeça, dor no estômago, tonturas, dificuldade pra comer e dormir, hemorragia nasal, inchaço nas extremidades e no rosto e diarreia. O metabolismo acelera muito, assim como os batimentos cardíacos. A desidratação é facilitada pela maior taxa de vapor de água perdida dos pulmões. Dependendo da pessoa, do ganho de altitude e da aclimatação, os sintomas podem evoluir para um edema pulmonar ou cerebral de alta altitude (HAPE ou HACE), situações mais graves que devem percebidas e tratadas logo.
      Planejei começar o treinamento no primeiro dia de 2016. Porém, um dia antes, lesionei meu joelho esquerdo em uma trilha. Precisava recuperar o joelho e também os tendões de aquiles dos dois pés, outro problema que já vinha de um tempo antes. O treinamento pro Aconcágua teve que esperar... e quando começou foi em ritmo lento. Comecei a fazer academia, mas pegando leve, quase uma fisioterapia... Os pés melhoraram com alguns meses, o joelho não. Fiz um raio-x e o médico pediu uma ressonância pra ver se precisava fazer cirurgia ou apenas repouso. Ignorei (digo, posterguei a ressonância e o repouso pra depois do Aconcágua). Tentei fortalecer os músculos das pernas pra poder começar o treinamento aeróbico sem piorar muito a lesão. Só faltando quatro meses pra viagem que deu pra começar a correr, 5 km, uma ou duas vezes na semana, quando conseguia. Sabia que deveria ter treinado com peso nas costas e com inclinação... mas tinha que poupar o joelho. E a inclinação forçava os tendões dos pés, que ainda não estavam 100%. Então continuei fazendo o que dava.
      Não pensei em desistir, mas tinha consciência de que com esses probleminhas a mais estaria assumindo riscos e dificuldades maiores. Somaram-se a isso os inúmeros desincentivos do tipo: “você deveria fazer várias montanhas acima de 6 mil antes de querer tentar o Aconcágua”; “sem guia?; “você devia pensar melhor antes de ir, gastar dinheiro e ter que desistir”; “Sem querer te desanimar, mas isso de ir sem guia me parece uma utopia”; “uma pessoa deveria tentar o Aconcágua depois de fazer, pelo menos, o Kilimanjaro e o Denali, necessariamente nesta ordem, pra ter chance de sucesso”; etc. Claro que esses "conselhos" nem sempre são pra desanimar, às vezes são pra te alertar, mas... às vezes o melhor é fingir que não ouviu/leu.
      E continuei adquirindo equipamento, planejando a alimentação, estudando a montanha e montando o cronograma.



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