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Raul

 

Muito Legal ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Das duas vezes que fui em Junho / Julho estava fechado. Provavelmente pelo mau tempo, mas a ruta estava aberta.

 

Abraço,

Leo

 

 

Bom, de qualquer forma acho que será quase impossível fazer um passeio, mesmo que na ruta. Se o parque estará fechado, as agências não devem fazer qualquer tipo de visitação ao Aconcágua, não é isso?

 

Abraços.

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Oi Pessoal!

Alguem ja fez o trekking de 4 dias para o aconcagua pela Plaza Francia?

Qual agencia voces indicam?

E é realmente facil como esta no site? me parece ser um pouco pesado

 

obrigada!

 

Renata

 

Oi Renata

 

O trekking não é difícil, porém é cansativo e longo. São umas 8 horas de caminhada puxada, grande parte sobre pedras soltas, subindo quase 1000 metros de altitude, saindo e retornando a Confluencia, onde será seu primeiro pernoite, poucas horas de caminhada da entrada do parque. Também pode sentir os efeitos da altitude, pois vai chegar até 4200 metros, mas se passar mal, ou não aguentar mais, é só parar e esperar o pessoal voltar ou voltar sozinha que é só descida.

Não é necessário contratar agências ou guias, não tem como se perder. Os guarda-parques são muito prestativos e fiscalizam e orientam os trekkers, também há médicos nos campos base de Plaza de Mulas e Plaza Argentina. As agências e os guias recebem treinamento e também são fiscalizadas pelos guarda-parques, então não se preocupe, todas as que estão habilitadas a trabalhar no parque são confiáveis. Já utilizei os serviços da Campo Base, que na época eram os mais baratos.

O meu conselho é vc esticar 1 ou 2 dias a mais e ir até Plaza de Mulas, daí vai ter noção realmente do que é o Aconcagua.

Saludos

 

Adriano

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  • Membros de Honra

Olha o trekking da Plaza Francia é razoavelmente fácil, estava com o preparo fisico fraco e ainda vinha de seguidas noites perdidas na balada e mesmo assim deu pra levar. A caminhada do primeiro dia é bem curta mas o problema é a mochila pesada, a Plaza Francia que é o dia mais longo acaba sendo mais tranquilo porque caminhamos sem mochila e a volta (terceiro dia) acaba sendo o melhor de tudo, só descida que da pra fazer facil em duas horas.

 

Os preços da agencias sao exorbitantes, no campo base estavam cobrando AR$1100 para os 3 dias de trekking (sem permisso incluído), gastei AR$120 entre comida e transporte e nao senti nenhuma falta de guia. A navegaçao é bem tranquila e mesmo existindo varias bifurcaçoes quase todas levam ao mesmo lugar. Recomendo ter cuidado na volta pra nao perder a trilha e usar o relevo como referencia (caminhamos sempre a margem direita do vale na ida).

 

Os guarda parques realmente sao bem atenciosos e fazem questao de explicar tudo certinho, em Confluencia cheguei um pouco atordoado por causa da altitude e o cara ficou trocando ideia comigo um bom tempo pra ver se estava realmente bem e o medico tambem deu varias dicas de aclimataçao.

 

É isso, necessidade de guia nao existe e as agencias exploram bastante, o trekking mesmo tendo alguns desniveis consideraveis e passando dos 4000 tambem nao tem nada do outro mundo.

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  • Membros

Paulo e Adriano, obrigada pelas respostas!

O trekking parece ser bem tranquiilo como vcs disseram, mas eu vou sozinha e não tenho barraca (e nem sei montar uma haha) E pelas pesquisas que eu fiz sao 2 noites acampando no parque e precisa de barraca certo? Existe algum tipo de alugar uma barraca montada e eu so usar para dormir? (a pergunta é meio besta,mas eu realmente nao tenho muita experiencia de trekking, o unico que eu fiz foi para MP e o pessoal fazia tudo, eu so precisei carregar a minha mochila e alugar um saco de dormir) E não tem perigo ir sozinha? E para fazer comida, tem que fogareiro proprio? Resumindo eu tenho q ter todas esssa coisas para fazer o trekking por conta? No fim nao acaba compensando contratar a agencia, ja que so tenho a mochila, a bota e as roupas?

 

obrigada

 

Renata

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  • Membros

Renata,

 

Os preços subiram muito desde que eu estive lá em fevereiro/março/2006, eu paguei pouco menos de 1000 pesos, por 10 dias com alimentação, barraca dormitório, mulas e 1 banho, mas sem guias, nem deslocamento de Mendoza.

Todos os equipamentos que necessitas consegue alugar com facilidade em Mendoza, inclusive saco de dormir de duvet para menos -30 graus, embora não tivesse do meu tamanho, tinha que dormir com ele aberto, e óculos de sol, que acho extremamente importante, devido ao sol forte, céu limpo e reflexos na neve. Já que não sabe montar uma barraca o ideal é mesmo contratar uma agência, mas acerte com eles todos os detalhes, como por exemplo o deslocamento de Mendoza, pois são quase 200 kms, pernoite na entrada do parque em Penitentes ou Puente del Inca, já ajuda na aclimatação, pois vai dormir à +- 2700 metros. Quando fui fiquei uma noite no albergue Campo Base Penitentes antes e outra depois do trekking, e eles ainda cuidaram do carro.

Quanto a ir sozinha é bem tranquilo, embora a trilha não seja muito frequentada como para Plaza de Mulas, o maior perigo é torcer o pé ou escorregar, bastões ajudam muito, e se acontecer alguma coisa os guarda-parques estão lá para efetuar o resgate com helicópteros inclusive.

Para fazer comida tem que levar ou alugar o fogareiro ou acertar com alguma agência, em Plaza de Mulas ainda tem um hotel e um Pub que podem ajudar.

Não se esqueça que ainda tem que pagar o permisso de entrada no parque, que está subindo todo ano, e seus preços variam de acordo com os dias que vai ficar e com a temporada (alta, média ou baixa).

Se for com agência e com guias eles já tem todas as datas de saída da temporada, mas se for com agência e sem guias pode fazer o trekking o dia que quiser, sem obedecer nenhum cronograma e também pode acertar lá e pechinchar bastante.

 

Saudações

 

Adriano

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  • Membros de Honra
Paulo e Adriano, obrigada pelas respostas!

O trekking parece ser bem tranquiilo como vcs disseram, mas eu vou sozinha e não tenho barraca (e nem sei montar uma haha) E pelas pesquisas que eu fiz sao 2 noites acampando no parque e precisa de barraca certo? Existe algum tipo de alugar uma barraca montada e eu so usar para dormir? (a pergunta é meio besta,mas eu realmente nao tenho muita experiencia de trekking, o unico que eu fiz foi para MP e o pessoal fazia tudo, eu so precisei carregar a minha mochila e alugar um saco de dormir) E não tem perigo ir sozinha? E para fazer comida, tem que fogareiro proprio? Resumindo eu tenho q ter todas esssa coisas para fazer o trekking por conta? No fim nao acaba compensando contratar a agencia, ja que so tenho a mochila, a bota e as roupas?

 

obrigada

 

Renata

 

Renata, realmente sua experiencia é bem pequena e o bom senso me forca a dizer pra ir com agencia, mas voce tambem precisa ter na cabeca que ou uma hora voce encara e aprende a armar barraca e usar o fogareiro ou entao sempre vai ter que ficar pagando muito mais caro e seguindo um cronograma pre estabelecido. Este é um trekking com uma navegacao facil e com um suporte dos guarda parques, mas o clima é inospito e ainda tem o risco de mal da montanha.

 

A barraca e o saco realmente sao indispensaveis, mas a opcao pro fogareiro é so comer comida fria, como eu nao tinha o meu fiz isso. Comi muita salada misturada com enlatados (aqui é o paraiso, até polvo enlatado tem) e torradas, frutas e mais algumas beteiras. Como sao apenas 3 dias da pra segurar tranquilo.

 

Sinceramente eu acho pagar AR$900 em um trekking como esse uma exploracao absurda (ainda tem mais 210 do permisso alta temporada), mas se voce achar que vale...

 

Sugiro fazer uma cotacao pra ver quanto fica alugar/comprar equipamentos e avaliar o custo beneficio da agencia, como eu ja tinha todos os equipos e alguma experiencia em trekking pra mim nao compensava, mas no seu caso talvez nao seja tao mau negocio assim...

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  • Silnei changed the title to Aconcágua
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      Dia apenas para descanso em Plaza de Mulas e conhecer os arredores (refúgio). A trilha ao refúgio leva cerca de 30 minutos e não é tão próxima quanto parece nas fotos... Chegando lá, fiquei um pouco surpreso ao ver que não havia uma barraca sequer próxima ao refúgio... Minha intenção era de migrar para lá, mas como não havia mais ninguém acampado, apenas conheci o refúgio por dentro e liguei para casa, e resolvi ficar no acampamento em Plaza de Mulas mesmo, no meio do monte de expedições que haviam por lá... Como eu não fazia parte de nenhuma delas, senti o peso de estar sozinho por lá... as enormes barracas-refeitório totalmente tomadas pelas expedições, são eles que têm os melhores lugares para as barracas, aliás as barracas deles já estão até montadas, nem com isso eles precisam se preocupar... enfim, toda a estrutura montada para atender as grandes expedições, e você lá sobrando. Infelizmente não encontrei nenhum brasileiro avulso em Plaza de Mulas... O que me causou surpresa, pois lá é quase uma cidade, de tão grande...
      Paguei 10 dólares para tomar um bando de 15 minutos lá mesmo no acampamento, e valeu a pena, estava precisando muito!
      O Sol não dava tréguas, ou eu cozinhava dentro da baraca, ou ficava lá fora com sol na cabeça até as 20h! O clima castiga bastante, e vai minando suas energias lentamente.
      Momento de descontração; fui até a câmera que tira fotos e exibe ao vivo na web para que eu fosse visto de casa... muito legal!
      Apesar de que durante o dia o frio não assuste, de noite a coisa muda e normalmente forma-se uma leve camada de gelo dentro da barraca...
       

       

       

       
      11/02 - Tentativa de subir o cerro Bonete e dilemas
       
      Fiz o check-up médico eu estava com 89% de oxinenação no sangue... nível esse considerado excelente! Eu não sentia qualquer sintoma de mal de montanha, ainda bem!
      Seguindo o planejamento, hoje é dia de subir o Cerro Bonete (5000m) para aclimatação. Saindo do acampamento, tomamos o caminho do refúgio e, após passar por ele, subimos uma empinada costa e seguimos rumo ao cerro Bonete...
      Pois é, eu parei na empinada costa mesmo... Quando você olha para cima e vê várias trilhas diferentes, é certeza de que nenhuma delas é boa. Comecei a subida vagarosamente para vencer a inclinação, mas essa se turnou cada vez mais, e mais inclinada e escorregadia por causa das pedras soltas e da areia sempre presente... a situação ia se complicando a cada novo passo, até que chegou um momento em que pensei "Agora f..deu tudo!" Qualquer passo p/ frente ou atrás faria eu escorregar morro abaixo... e ficar parado também me fazia escorregar aos poucos... Seria um tombo histórico! Coloquei toda a força em cima dos bastões de caminhada, e consegui me virar para iniciar a descida... e aí as pernas começaram a tremer... me acalmei, e tomei a descida com todo o cuidado... Após cerca de 40 minutos eu já estava em terra firme novamente, sentindo uma mistura de alívio e frustração. Voltei ao acampamento Plaza de Mulas...
      Nesse momento, durante toda a tarde fiquei pensando até onde poderia chegar com meus equipamentos, já havia reparado que todos estavam muito mais bem equipados do que eu! Os dólares contados para a volta para o Brasil, a falta das botas duplas, dos crampons, o frio que eu estava passando a noite mesmo sabendo que o clima estava bom perto do que poderia estar... os caminhos escorregadios demais, a falta de alguém mais experiente nesse tipo de montanha e solo... decidi algo muito difícil: que lá era meu ponto final, não tinha como prosseguir sem as botas e sem a companhia de outras pessoas aos acampamentos avançados... Me dei por satisfeito de ter conhecido toda aquela beleza das montanhas, e decidi voltar na manhã seguinte... Creio que seguir a diante com as botas "Titan" da Nomade, não seria uma boa idéia... Meu corpo estava também me incomodando muito... os ventos e o frio estouraram toda a minha boca, que até latejava de dor a noite...
      No fim da tarde ainda fiquei olhando, a partir do acampamento, todos aqueles caminhos para subir ao plaza Canadá, um homem me perguntou se eu estava pensando na melhor rota para subir, e eu disse "sim, sim!" mas aquilo na verdade era apenas uma última olhada... dia seguinte eu estaria partindo sim, mas em outra direção... pois seguir adiante seria imprudência demais da minha parte!
      A noite eu ainda saí da barraca para contemplar pela última vez as numerosas estrelas que podem seu muito bem vistas de lá... são tantas, que parecem que vão cair em nossa cabeça a qualquer instante! Impossível enxergar tudo isso em São Paulo! rsss

       
      12/02 - Retorno a Confluência
       
      Acordei e, como se fosse um sinal para eu retornar, o tempo estava fechado lá para cima. Perto das 11h, informei aos guarda-parques que estava retornando a Confluência. Dessa vez a volta foi em 7h30min, mesmo com várias paradas p/ fotos e descanso. A volta é um pouco monótona, e a surpresa foi o rio que, formado pelo degelo, estava muito mais volumoso na tarde e me obrigou a seguir quase pendurado nas encostas para não encharcar as botas!
      Cheguei em Confluência e dormi muito mal graças ao barulho de uma verdadeira festa de argentinos que estavam apenas passando a noite por lá numa das barracas-gigantes montadas pelas empresas! Tinha até música, tudo!
       

       

       

       

       

       

       
      13/02 - Confluência a Puente del Inca
      Se para subir a Confluência levei mais de 5h, para descer foi apenas 1h30min! Em 2h eu estava ao lado do lago Horcones, descansando junto ao verde e a calma do lago... Após mais alguns minutos já estava saindo do Parque rumo a Puente del Inca, onde passaria a noite... Lá, ainda estava pensativo sobre a decisão de ter voltado... mas agora já foi! )
       

       

       

       

       
      Considerações finais:
       
      Talvez por sempre ter sido um sonho para mim, a subida ao Aconcagua estava cercada de expectativas, que aos poucos foram desmoronando... Realmente, como algumas pessoas já haviam dito, a montanha virou uma máquina de dinheiro, lugar tomado de expedições caríssimas que tinham todos os tipos de conforto e descaracterizam totalmente o sentido da palavra “montanhismo”. Quase não haviam pessoas “solo”…
      Mesmo assim considero que, mesmo não conseguindo seguir rumo ao cume, a viagem ao Aconcagua foi inesquecível e com paisagens sem igual... até agora ainda não sei dizer se o sonho foi realizado ou se o sonho acabou... Creio que um pouco dos dois! Quem sabe nos próximos anos eu resolva voltar novamente com mais equipamentos (e mais dinheiro, claro!) e com mais alguém para tentar o cume?
       
      O link com todas as fotos está aqui:
      http://www.orkut.com.br/ExternalAlbum?uid=10822675067325729896&aid=1266659792&t=17995791440291575502&vid=13563832727213180328&ik=ACGyDXsB0otZpo7aBz4pMbTEeHQWE3jmcA
       
      O que levei:
       
      Alimentação (lembrando que cada um tem uma necessidade diferente, eu me adaptei muito bem com esses ítens):
      3 "copos" de macarrão instantâneo
      24 barras de proteína "slim" da VO2 (sobraram
      10 barras de cererais (sobraram 3)
      10 chocolates (sobraram 3)
      Repositor energético em pastilhas efervescentes marca "Suum" (muito bom! excelente para ajudar na hidratação depois de longas caminhadas)
      Leite em pó (200g) (sobrou 100g)
      Proteína em pó (100g) (sobrou 20g)
       
      Equipamentos:
      Barraca 4 estações "Artiach" modelo "Solo" p/ uma pessoa (não existe mais para venda, e logo terei de comprar outra! ventilada demais!)
      Saco de dormir "Trilhas e Rumos" - modelo Super Pluma gelo (meio grande e desajeitado mas deu conta do recado)
      Mochila Curtlo 45L (faltou espaço)
      Mochila "Artiach" 15L
      1 par de bastões de caminhada Kailash (distribuir o peso do corpo é fundamental)
      Fogareiro a gás "doite" modelo "mini rocket"
      Gás marca "doite" 450g
      Conjunto básico de 2 panelas e talheres
      Headlamp
      Capa impermeabilizante as duas mochilas
      Cobertor de emergência em alumínio (não ocupa espaço nenhum)
      Canivete
      Garrafa em policarbonato p/ água - 1,5L
      Garrafa d'água comum - 1,5L
      Garrafa térmica - 1L
       
      Vestuário:
      Calça "2a. pele" marca Kailash
      Camiseta "2a. pele" manga longa marca Solo
      Calça e camiseta (parecido com uma 2a. pele)
      Jaqueta "2a. camada" marca "Solo"
      Calça corta-vento marca "Conquista"
      Jaqueta impermeável resistente contra vento, marca "Trilhas & Rumos"
      1 par de luvar "2a. pele"
      1 par de luvas "comum"
      1 par de luvas reforçadas
      1 balaclava
      1 touca
      1 boné
      2 bermudas
      4 camisetas comuns
      5 pares de meias
      1 par de meia mais resistente ao frio (me desculpem, não me lembro do modelo!)
      7 cuecas
      Papete marca Timberland
      Bota de trekking "Titan" da marca "Nomade" (muito confortável, voltei sem bolha nos pés!)
       
      Higiene e cuidados:
      Escova de dente
      Pasta de dente
      Shampoo
      Toalha
      Lenços umedecidos
      Protetor solar FPS 30 (indispensável)
      Protetor labial FPS 30 (indispensável)
       
      Geral:
      Filmadora com bateria sobressalente
      Câmera digital com bateria
      Câmera digital sobressalente
      Pilhas
      MP3 player
       
      Não levei e senti falta:
      - Mochila cargueira com maior capacidade (não tinha espaço para mais nada!)
      - Botas para avançar aos acampamentos superiores / cume (aluguel caríssimo a partir de Plaza de Mulas)
       
      Abraços,
      Renato
    • Por willgittens
      Olá amigos e amigas!
      Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar.

      Me chamo Will Gittens,  tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco.

      Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta.

      Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos.


      Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível.

      Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
    • Por vanessa.miranda
      (Alerta de relato gigante! rss Se não estiver com saco pra ler esse textão, fique à vontade pra me fazer perguntas específicas sobre a expedição )

      Ainda em 2015 decidi que tentaria chegar ao cume do Aconcágua, e que seria em dezembro de 2016. Queria fazê-lo da forma mais independente possível, sem contratar porteadores, guias e expedições pagas. O primeiro desafio foi encontrar companhia, porque a maioria dos meus amigos nem considera a possibilidade de entrar num projeto desses. Mas quando um amigo me surpreendeu dizendo que animava, o plano começou a tomar rumo. Ainda queríamos encontrar mais uma ou duas pessoas pra formar um grupo, e encontramos aqui no mochileiros! Estava formada a equipe: eu, meu amigo Carlo, o Zaney e o Greison.
      O Aconcágua, com 6.962 m de altitude, é a montanha mais alta do mundo fora da Ásia. É também a segunda montanha mais proeminente do mundo, atrás apenas do Everest. Mesmo assim, por não exigir escalada técnica, alguns se referem à sua ascensão como um "trekking de altitude". Desde que seu cume foi alcançado pela primeira vez em 1897, mais de 130 pessoas morreram tentando chegar lá em cima. A temperatura no cume é geralmente por volta de -25° a -30° C, mas a sensação térmica cai facilmente abaixo de -50° C em dias de clima ruim, principalmente entre abril e novembro  . Por isso, a ascensão é permitida nos meses próximos ao verão argentino, de meados de novembro até o começo de março, sendo a alta temporada centrada em janeiro. Nas últimas temporadas a taxa de cume tem sido entre 20% e 40% das tentativas. Mas com ou sem cume, é um lugar incrível. Em média, são necessários de 12 a 15 dias para alcançar o cume e descer (se vc tiver mais sorte que eu rs). As principais dificuldades desta montanha são o clima muito instável, com frio e vento extremos (principalmente no começo e fim de temporada) e, é claro, a altitude. Com a redução da pressão parcial de oxigênio no ar, podemos sentir não só fadiga e dificuldade pra respirar, mas também dores de cabeça, dor no estômago, tonturas, dificuldade pra comer e dormir, hemorragia nasal, inchaço nas extremidades e no rosto e diarreia. O metabolismo acelera muito, assim como os batimentos cardíacos. A desidratação é facilitada pela maior taxa de vapor de água perdida dos pulmões. Dependendo da pessoa, do ganho de altitude e da aclimatação, os sintomas podem evoluir para um edema pulmonar ou cerebral de alta altitude (HAPE ou HACE), situações mais graves que devem percebidas e tratadas logo.
      Planejei começar o treinamento no primeiro dia de 2016. Porém, um dia antes, lesionei meu joelho esquerdo em uma trilha. Precisava recuperar o joelho e também os tendões de aquiles dos dois pés, outro problema que já vinha de um tempo antes. O treinamento pro Aconcágua teve que esperar... e quando começou foi em ritmo lento. Comecei a fazer academia, mas pegando leve, quase uma fisioterapia... Os pés melhoraram com alguns meses, o joelho não. Fiz um raio-x e o médico pediu uma ressonância pra ver se precisava fazer cirurgia ou apenas repouso. Ignorei (digo, posterguei a ressonância e o repouso pra depois do Aconcágua). Tentei fortalecer os músculos das pernas pra poder começar o treinamento aeróbico sem piorar muito a lesão. Só faltando quatro meses pra viagem que deu pra começar a correr, 5 km, uma ou duas vezes na semana, quando conseguia. Sabia que deveria ter treinado com peso nas costas e com inclinação... mas tinha que poupar o joelho. E a inclinação forçava os tendões dos pés, que ainda não estavam 100%. Então continuei fazendo o que dava.
      Não pensei em desistir, mas tinha consciência de que com esses probleminhas a mais estaria assumindo riscos e dificuldades maiores. Somaram-se a isso os inúmeros desincentivos do tipo: “você deveria fazer várias montanhas acima de 6 mil antes de querer tentar o Aconcágua”; “sem guia?; “você devia pensar melhor antes de ir, gastar dinheiro e ter que desistir”; “Sem querer te desanimar, mas isso de ir sem guia me parece uma utopia”; “uma pessoa deveria tentar o Aconcágua depois de fazer, pelo menos, o Kilimanjaro e o Denali, necessariamente nesta ordem, pra ter chance de sucesso”; etc. Claro que esses "conselhos" nem sempre são pra desanimar, às vezes são pra te alertar, mas... às vezes o melhor é fingir que não ouviu/leu.
      E continuei adquirindo equipamento, planejando a alimentação, estudando a montanha e montando o cronograma.


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