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thiagoluizalves

Bolívia em 15 dias: Santa Cruz, La Paz, Uyuni, Potosí e Sucre - Janeiro de 2016

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Hey!

 

Segue meu relato para Bolívia realizado entre 20 de Janeiro á 03 de Fevereiro de 2016.

 

Vou postar os relatos aos poucos e para ver fotos acesse os links que estarão em cada post.

 

Dúvidas, me questione aqui ou mande e-mail para [email protected]

Obrigado.

 

T. Luiz

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O voo desde Guarulhos e a chegado ao Aeroporto Viru-Viru em Santa cruz.

Post original com fotos em: http://www.mundodesbravo.com.br/post/76/1/bolivia-santa-cruz-de-la-sierra

 

A viagem para Bolívia começou quando encontrei uma passagem para Santa Cruz de La Sierra, via TAM, por dez mil milhas em classe "Economy Premium”, porém iria efetuar paradas 2 paradas: em Ciudad del Este e Assunção. Ok, tá valendo, então vamos! O primeiro trecho foi FLN x GRU, onde chegando em GRU, meu voo embarcava pelo novíssimo terminal 3, que não merece só “Palmas, mas Tocantins inteiro” pelo lindo e moderno terminal internacional! O voo foi operado em um Airbus 320 pela TAM Mercosur, minha poltrona era a 1D (que chique, não? HA!) e a classe "executiva" é composta por 3 fileiras, sendo 2 poltronas por lado. O que diferencia dos nossos voos domésticos da TAM são os comissários, todos naturais do Paraguai. Já havia voado de executiva quando fui para Bogotá pela AVIANCA em 2015 e basicamente o que muda é a poltrona. Enquanto no voo da Avianca a poltrona reclinava 180º, no meu voo as poltronas só reclinavam um pouco mais que as econômicas. Fomos recebidos com cobertor e o welcone drink vem somente se você pedir. Durante o voo, a comissária perguntou se queria jantar e se caso eu estivesse dormindo, se ela poderia me acordar para comer. Como não dormi, a poupei da provável cena de me ver dormindo, digo, babando. Então, o prato chegou: salada de camarão, com pães e de sobremesa, chocolate Lindt com algo não muito bom. O camarão era farto, mas frio. E a sobremesa, dura! Ofereceram como bebidas: suco, cerveja, água e vinho. E também ofereceram a revista ÉPOCA para ler. A chefe de cabine pareceu ser uma senhora super dedicada, séria, mas muito educada e atenciosa!

 

Já em Assunção, passamos pela imigração, voltamos ao saguão do aeroporto e novamente entramos na área de embarque internacional. Não há necessidade de pagarmos outra taxa de embarque, visto que ao lado área de embarque há guichês de pagamento de taxas. No saguão do aeroporto são três pisos: desembarca no primeiro e embarca no segundo. Os guichês das companhias aéreas ficam no segundo andar e, no terceiro, pelo que vi, fica administração e mais poltronas (foi onde vi gente dormindo). Em todas as áreas e pisos do aeroporto há casas de câmbio. Em frente à área de embarque há um ponto bom para carregar telefones e afins. Quando chegamos ao Paraguai e passamos pela imigração, deixamos os dois papéis de entrada no país (que achei super engraçado, pois vem com o logotipo da TAM e não da migração). Na hora de entrar novamente na área de embarque internacional e passar pela migração, tive que preencher de novo os papéis... Como ia passar a madrugada toda no aeroporto, já estava podre de cansado (claro, dia anterior resolvi ir pra balada e chegar sete da manhã em casa HAHAHA) e já eram 2 da manhã, porém meu voo saia às 09h40. A minha sorte que na área de embarque há uma HAVANA com dois enormes sofás! Comprei um Cheaseake (que estava uma delícia e era um pedaço farto) só para usar como desculpa para dormir no sofá. Consegui, mal e porcamente, mas deu pra tentar descontar alguma horas de sono. Antes de achar o sofá, eu até havia arriscado dormir nas próprias poltronas no saguão, mas sem sucesso: além de ser extremamente desconfortável, tinha uma hora que ficaram duas crianças bem mal educadas que não me deixavam dormir. Embarque foi pontual e a equipe do solo era super prestativa e preocupada. Fui novamente na executiva, poltrona 1D e equipe de bordo nada além do normal e eram todas mulheres. Ofereceram jornal paraguaio para leitura e, após decolagem, iniciou o serviço de bordo. Ah, em Assunção o pessoal de solo falava português.

 

Cheguei ao aeroporto às 10h30 e como estava na primeira fila, fui o primeiro a sair. A passagem na imigração foi tranqüila, só me perguntaram o motivo da minha viagem. Eles te entregam um papel verde que deverá ser entregue ao final da viagem. Depois de pegar a bagagem você precisa passar pela "receita federal" feat "Ministério da Agricultura". É tudo muito simples: você aperta um botão: se der verde, pode sair da área de desembarque de boa.Se der vermelho, abrirá todas as malas para revista. Sistema precário, não? Saído da área de desembarque, à esquerda há um banheiro e já termina o aeroporto. Então, ao pegar à direita, você encontra a única casa de câmbio aberta, um ponto de informações turísticas sem ninguém, o balcão de vendas das companhias e no final da metade do aeroporto, um ponto de vende de Chip da Entel. Paguei 25 Bs pelo Chip mais 50 Bs para carregar com 1GB de dados. Em La Paz o mesmo chip é vendido por 10 Bs. Em frente ao Entel, há as escadas rolantes para subir ao segundo piso do aeroporto, onde ocorrem os embarques nacionais e internacionais (são juntos). No voo da volta para o Brasil, saí de Santa Cruz e no segunda andar ainda há 2 lugares para comer bem bacana, bancos, um banheiro grande e caixas eletrônicos que sacam cartões internacionais. Na área externa do aeroporto, logo na saída da área de desembarque há os táxis oficiais do aeroporto e, um pouco mais à frente do ponto taxi, há a saída do "ônibus" que vai até o terminal no centro da cidade. Ah, o aeroporto fica afastado da cidade! Abaixo está a foto de um microbus que vai até a região central. Porém, vi que também há um ônibus que também faz o trecho, pois eu o vi no dia que estava regressando para a Santa Cruz. Era um ônibus mesmo, este que estamos acostumados a ver no brasil, executivos e com cara de ônibus para aeroporto.

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Santa Cruz de la Sierra

Post original com fotos: http://www.mundodesbravo.com.br/post/76/1/bolivia-santa-cruz-de-la-sierra

 

DIA 01

Cambio Centro: Real: 1,74 + Dólar: 6,93 - esse valor de dolar está congelado há anos. Manobra do governo.. E em toda bolívia vais encontrar essa mesma taxa para conversão.

 

20/01/2016 às 15h.

 

Peguei um táxi por 60 bolivianos até o hostel, que não está no centro da cidade. Do hostel até o centrão, está como 30 minutos a pé ou 15 bolivianos de taxi. Após chegar, tomei um táxi para conhecer o centro e pedi para me deixar na praça principal - Plaza 24 de Septiembre. Além da praça ter muito a cara de cidade de interior (muita árvore e bancos espalhados nas extremidades), achei muito estranho, pois para uma cidade de quase 2 milhões de habitantes, imaginava um centro mais agitado... Mas não é! Ainda estava com as decorações de Natal/Fim de Ano e com movimento típico de praças: idosos curtindo olhar (e fofocar) a vida de quem passa, pais com seus filhos, estudantes matando às aulas.. Não foi uma praça que me prendeu para ficar sentado admirando.. Acredito que tenha sido o calor.

 

Então, fui à procura de uma casa de câmbio, mas na verdade há uma rua (Cll Liberdad) próxima à praça central que só há câmbios. Fui almoçar que nem um boliviano, nos tradicionais mercados de rua da Bólivia. Na verdade funcionava como os mercados públicos convencionais, mas somente há barracas bem simples vendendo comida e sucos. Almocei um prato típico boliviano por 12 bolivianos e suco por 7 bolivianos. Não faço a mínima ideia o nome do prato, falaram mas não entendi mesmo... Era um frango ensopado, com um carreteiro também ensopado e macarrão. Dentro do mercado faz um calor razoável (leia-se infernal), mas nas barracas tem algum sistema para ventilar (precário, mas funciona). Enquanto você caminha, vão te abordando para comer nas suas barracas, mas as comidas são feitas e expostas ali, sem higiene ou cuidado algum. A salada você se serve a vontade, já a comida principal é por eles. Também há outras tendas que vendem coisas aleatórias... Normalmente você compra o suco em outra tenda, e não na que você está comendo o prato principal. Você come direto no balcão, claro que há cadeiras para você comer com calma. Pude perceber que é onde há um almoço barato e tradicional em Santa Cruz. O mercado que fui se chama Mercado Nuevo, indicação da moça do Hostel. Os guias citavam outros 2 para conhecer, mas são muito muvucados, mais imundos e não indicados pra turistas. Esse que fui, era o mais limpo, organizado e tranquilo para um almoço. Depois passei no Burguer King e comi uma sobremesa. Um detalhe: cidade é extremamente quente! Precisa de um ar condicionado ou de algum lugar refrescante. Então, fui para o Parque Arenal, onde pude aproveitar a sombra. Pelo que vi, o Parque é queridinho dos cruceños estavam em buscar de uma sobra. Cheguei ao parque caminhando, pois ficava muito próximo do centro. Após o parque, fui ao Starbucks me refrescar um pouco. Voltei para o hotel, tomei um banho e voltei para o centro para conhecer um amigo de facebook de Santa Cruz. Sobre o hotel: fui pela maior nota no booking... E havia indicado no Lonely Planet falando bem... Peguei um quarto provido com ar condicionado. Por mais que em Santa Cruz faça calor, quartos compartilhados (ou até mesmo) não possuem ar condicionado, ou possuem com tempo determinado. Como eu sou calorento, fiz questão de pagar 300 bolivianos para ficar no quarto privado no Hostel Jodanga. Na verdade, era um quarto em um container! Super modernos, com explicações de como usar o chuveiros, regras do quarto e ar condicionado que lutou muito bem contra o calor de Santa Cruz.

 

Duas quadras atrás do hostel há uma avenida (Av. El Trompillo) onde há Burguer King e Subway, como também, caixas eletrônicos para sacar dinheiro. Efetuei um saque de 1400 Bs no caixa eletrônico do BCP, onde era o único que autorizava o saque internacional pelas bandeiras Visa Electron ou rede Cirrus (Mastercard). A noite, no própria praça central, encontrei com meu amigo Hubert e tomamos as cervejas Paceñas e Huari, que na minha humilde opinião, a Huari é a melhor da Bolívia! Conversamos sobre a Bolívia e outras coisas, como por exemplo que as pessoas de Santa Cruz cortam o "S" das palavras. Então La Paz se pronuncia "La Pá". O bar onde fomos se chamava Irish Pub, no centro comercial na própria praça central - 24 de Septiembre. Foi indicação do meu amigo, como também, a Lonely Planet e Rough Guide indicar o bar Irish Pub.

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      1º Dia: Partida - 26/12/2018 - 15h00 - São Paulo x Porto Quijarro - Empresa La Preferida R$315,00
           Partimos de São Paulo dia 26 de Dezembro de 2018 as 15:00pm da tarde do Terminal Rodoviário da Barra Funda. O ônibus teve um atraso de 30 minutos para que todos os passageiros guardassem suas bagagens no ônibus. A viagem é tranquila e o ônibus muito bom com banheiro e água da empresa La Preferida. Este primeiro trecho da viagem foi entre São Paulo à Porto Quijarro já na Bolívia. A viagem foi tranquila com duração de quase 23 horas e com paradas de 3 em 3 horas. 

       
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           Depois de horas na estrada estávamos próximos ao serviço aduaneiro de fonteira terrestre - ADUANA - na fronteira com a Bolívia. Pensamos que o ônibus iria parar para que fizéssemos a saída do Brasil e depois a entrada na Bolívia, mas o ônibus passou direto na fronteira e só parou no Terminal Rodoviário de Porto Quijarro, já em território Boliviano. No terminal rodoviário trocamos um pouco de real em pesos bolivianos e guardamos nossas mochilas na sala vip da empresa La Preferida que foi gentilmente cedida aos passageiros, logo depois pegamos um moto táxi por Bs$3,00 bolivianos para retornar à fronteira para darmos a saída do Brasil na ADUANA Brasileira e firmar a entrada na ADUANA Boliviana. O trecho do terminal rodoviário até a fronteira leva menos de dez minutos. Chegamos na fronteira e atravessamos para o lado brasileiro novamente para fazer a saída do Brasil. A fila estava grande para quem fosse dar entrada no país mas para quem era brasileiro e estava dando a saída do país, no caso do Brasil, estava sendo atendido mais rápido. Fomos atendidos depois de uns 40 minutos e corremos para a fila da ADUANA Boliviana que esta um pouco menor. Carimbamos nossos passaportes e firmamos a entrada na Bolívia. Agora estávamos em dia com o controle de imigração rsss. Após todo trâmite da fronteira retornamos para o terminal rodoviário para almoçar e comprar nossa passagem para a nossa próxima parada, a cidade de Santa Cruz de la Sierra. Compramos em um dos diversos guichês na rodoviário pela empresa 2 de Mayo por Bs$100,00 bolivianos mais a taxa do terminal de Bs$3,00 bolivianos para as 13:00pm com aproximadamente 16 horas de duração. Poderíamos pegar o famoso Trem da Morte pelo mesmo valor e que também sai de Porto Quijarro mas leva um pouco mais de tempo para chegar em Santa Cruz e como estávamos com pouco tempo preferimos ir de ônibus mesmo. 
                       
           A viagem foi tranquila passando por diversas florestas e rios nos mostrando paisagens lindas do território boliviano. Fizemos algumas paradas durante o caminho para comer e ir ao banheiro pois no banheiro deste ônibus só podia mijar. Logo no começo da viagem o cobrador pediu para que quem precisasse cagar era pra pedir pra ele que eles paravam o ônibus para a pessoa fazer na estrada, pois como a viagem seria longa, se fosse fazer no ônibus mesmo ninguém aguentaria o cheiro. Mas ninguém precisou rsss. 
       
      3º Dia: Partida - 28/12/2018 - 11h30 - Santa Cruz de la Sierra x La Paz - Empresa Concórdia Bs$220,00 - Banheiro Bs$4,00 - Taxa Terminal Bs$5,00
           Chegamos em Santa Cruz por volta das 4:00am da madrugada. Ficamos aguardando o Terminal Bimodal de Santa Cruz abrir as 6:00am para poder fazer o cambio da moeda e comprar nossas passagens para nosso próximo destino, La Paz. Ficamos aguardando em alguns bancos que tem do lado de fora do terminal, quando um policial da INTERPOL abordou um de nós pedindo o documento de entrada na Bolívia. Documentos conferidos e fomos liberados rapidamente. Se não tivéssemos feito a entrada no país seríamos multados por estarmos ilegais no país pagando uma multa por este delito. 
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           Andamos nas ruas ao redor do terminal e encontramos diversas barracas com comidas de rua. Tinha bastante comida típica, muitas sopas e caldos, sucos e escolhemos para começar as famosas salteñas e empanadas boliviana. São maravilhosamente deliciosas e valeu muito a pena experimentar. Comemos também o famoso cuñapé, que seria o pão de queijo boliviano. Outra delicia boliviana mas confesso que os pães de queijo da minha avó são infinitamente melhores que os cuñapé boliviano ahuahuahuahu. Desculpa aew Bolívia rs. 
           Retornamos ao terminal e embarcamos rumo a La Paz em uma viagem aparentemente tranquila mas assim que íamos distanciando de Santa Cruz o trajeto começou a ficar um pouco tenso. O trecho que passamos estava em obras e tivemos que passar por diversos desvios ao lado de desfiladeiros e enormes rios que cruzávamos a todo momento. Mais a noite o tempo mudou e começou a chover forte e o trânsito ficou bastante lento em alguns lugares. Com a noite chegando, a escuridão dominava e não tínhamos noção de onde estávamos passando, mas quando um relâmpago clareava tudo r nos dava a visão  do quão perigoso estava o trecho que estávamos passando. 
           Após o transtorno do trecho em obras fizemos mais uma parada para esticar as pernas, ir ao banheiro, comer alguma coisa, comprar água pois seria a ultima parada até La Paz. Como estava um calor de quase 30º graus desde Porto Quijarro, não nos importamos em colocar roupas de frio e seguimos em frente. Assim que o ônibus começou a chegar próximo da cidade de El Alto por volta das 5:00am da manhã sentimos o verdadeiro frio da Bolívia.

       
      4º Dia: Partida - 29/12/2018 - La Paz - Banheiro Bs$1,00 - Hostel Bs$153,00 - Van Bs$5,00 - Teleférico Bs$3,00 - Empresa Diana Tour Bs$40,00    
           Pela janela do ônibus só se via um descampado sem árvores, sem vegetação, coberto somente por uma grama curta e alguns arbustos e muito frio. Tinham diversas casas feitas de barro no meio do nada. Meu coração começou a bater mais forte e a falta de ar também começou levemente. Estava com os esfeitos da altitude, o soroche. Notei que estávamos próximos de El Alto, a última cidade antes de La Paz. O ônibus fez uma parada e mais da metade dos passageiros ficaram por ali mesmo. Perguntamos se ali seria o ponto final do ônibus. Algumas pessoas e o cobrador responderam que sim. Que teríamos que descer ali e pegar o teleférico até La Paz. Quando pegamos nossas mochilas do bagageiro do ônibus, perguntei para o motorista se ali seria o ponto final. Ele respondeu que não, que ali era ponto final pra quem era de El Alto. Subimos novamente no ônibus e ai sim seguimos rumo ao Terminal de Buses de La Paz.
           Chegamos por volta das 7:00am da manhã no terminal e bem na hora do rush. Havia muito congestionamento e resolvemos saltar do ônibus antes de chegar no terminal e continuarmos a pé o trajeto. No terminal de buses de La Paz usamos o banheiro por Bs$1,00 boliviano, compramos nossas passagens para Copacabana por Bs$40,00 bolivianos pela Diana Tour e usamos o wi-fi gratuitamente para podermos acessar o mapa no telefone para  poder seguir a pé para a Rua Sagarnaga. Esta rua esta concentrado a maioria das agências de câmbio, das agências de turismo, hotéis, pousadas e hostel. Fica bem próximo do Mercado Lanza, do famoso Mercado de las Brujas, da Igreja e Convento São Francisco, da Av. Illampu que contém diversas agências de turismo também. Ficamos hospedados no Hostel York B&B na rua Sagarnaga mesmo por Bs$153,00 bolivianos a diária por um quarto duplo, café da manhã e com banheiro privado. Como chegamos muito cedo no hostel e o check-in seria um pouco mais tarde, guardamos nossas mochilas na recepção do hostel e tomamos algumas xícaras de chá de coca para amenizar os efeitos da altitude que já estavam dando seus sinais. Ficamos por alguns bons minutos na cozinha do hostel tentando acostumar com aqueles sintomas e assim que o chá de coca fez efeito resolvemos sair pra rua para encontrar agências de câmbio para trocar nosso dinheiro e aproveitamos para dar uma volta na rua do Mercado de las Bruxas que estava começando a abrir.   
        


         


           Retornamos para o hostel para fazer o check-in, pois já estava no horário, nos acomodamos no quarto que reservamos, tomamos um belo e merecido banho, arrumamos as mochilas menores e bora pra rua novamente almoçar e aproveitar o dia que por incrível que pareça estava fazendo sol com todo aquele frio. Então não podíamos perder tempo e saímos logo em direção à Praça Murillo, um dos cartões postais de La Paz. 
       
       

           Ficamos um tempo nesta praça até que resolvemos perguntar para um guarda como se chega no Mirador Kili Kili. Ele nos orientou a pegar um tipo de van por ali mesmo em uma esquina da Praça Murillo pagando Bs$5,00 bolivianos que conseguiríamos chegar na entrada do mirador. Achamos a van e aguardamos por alguns minutos até que lotasse a van de passageiros. O percurso até o mirador durou apenas 10 minutos. A van percorre alguns lugares da cidade parando em alguns e seguiu rápido em direção ao mirador. Transporte barato, rápido e eficaz.  










           O Mirador Kili Kili nos da a visão da grandeza de La Paz. Tem uma vista impressionante da cidade. Ficamos por horas neste local, até que o tempo que estava aberto se fechou de uma hora pra outra e começou a chover até granizo. Ficamos por quase uma hora em um abrigo no mirador aguardando a chuva passar. Foi impressionante ver aquela tempestade do mirador com seus raios cortando toda a cidade de La Paz.
           Assim que a chuva deu uma trégua conseguimos ir até o ponto e pegamos a van que nos deixou na Praça Murillo novamente. De lá fomos ao mercado Camacho comer uma típica comida boliviana. Estava frio e chuvoso e nossos estômagos estavam roncando de fome. Andamos por cerca de 10 minutos e já estávamos no Mercado Camacho. Pedimos dois pratos tipicamente bolivianos porem esquecemos de perguntar quantas pessoas eles serviam ahuauhaua. Vieram dois pratos enormes, um chamado Picana Navideña e outro chamado Planchitas que juntos serviam 4 pessoas facilmente ahuahuhauhau. Fiquei pensando depois que o garçom poderia ter nos avisado rsss mas tudo bem, comemos até o cu fazer bico! kkkkkkkkkk 

       
           Barriga cheia, pé na areia! Saímos do Mercado Camacho e fomos nos aventurar nos famosos teleféricos da cidade. Foi sensacional andar por cima da cidade naquelas cabines. Parecia que estávamos flutuando sobre La Paz. O sistema teleférico em La Paz foi inaugurado no ano de 2014 ligando as cidades de El Alto e La Paz. Hoje em dia La Paz contém 9 linhas integradas levando 18.000 pessoas por hora, facilitando o trânsito caótico gerado pela geografia caprichosa do lugar. As linhas são interligadas, porém cada uma delas será cobrado uma tarifa de Bs$3,00 bolivianos caso tenha que trocar de linha. 
         


       
       

            Retornamos ao hostel para descansar um pouco e aclimatar pois o soroche estava acabando com nosso fôlego e o coração disparava a toda hora. Como íamos subir mais ainda resolvemos ficar de booooa no hostel pois logo de manhã iriamos sair em direção ao Terminal de Buses de La Paz para tomar o ônibus para o nosso próximo destino, a cidade de  Copacabana às margens do lago mais alto do mundo, o Lago Titicaca.
       
      5º Dia: Isla Del Sol - 30/12/2018 - La Paz x Copacabana x Isla Del Sol
       
      (((((Continua no próximo post))))
       
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       (...)
    • Por Vanessa Aline
      Boa noite!😀
      Alguém sabe se a rodoviária de La Paz tem algum site onde eu possa cotar valores (das empresas) de ônibus? Pretendo fazer o deslocamento de La Paz - Uyuni (dia 07 de julho/domingo).
      Alguém já fez este trajeto? Quanto tempo? (vi que será em torno de 10 horas). Indicam alguma empresa de bus? 
      Obrigada!! 
       
       
    • Por joshilton
      Iniciando a Trip 4 de maio de 2019, Bolívia e Peru
      TODOS OS VALORES EM DÓLAR.
      Não colocarei os valores ainda no Brasil, vou me concentrar em valores nesses 2 países apenas, para você ter uma ideia que quanto irá precisar para fazer a sua.
      Vou postar em dólares  para facilitar, no dia que você decidir a ir nesse locais.
      Amanhã, será o início, já deixo a parte inicial do Tópico, pois irei postar diariamente, todos os finais dos dias.
      Pretendo ficar 24 dias, se não der para fazer todo o roteiro, poderei ficar mais uns dias para completar.
      Roteiro que tenho em mente, posso mudar, conforme o andamento da carruagem: Santa Cruz de La Sierra > Sucre > Uyuni > Salar > La Paz > Puno > Arequipa > Copacabana > Samaipata > Santa Cruz de La Sierra.
      SANTA CRUZ DE LA SIERRA.
      Compre o chip Tigo, funciona 100% aqui na Bolivia.
      Dicas: Tem 2 bancas que vendem os chips. Uma delas a U$ 1,45 e a outra a U$ 2,17. Uma em frente a outra.
      Outra dica: Peça para a moça configurar seu chip, é um pouco chato.
      U$ 8,68 o taxi do aeropuerto ao centro
      U$ 2,17 de centro ao terminal com muito choro.
      Aprendi a chorar kkkkkkk.
      Não encontrei a moça que iria conosco. Ela já tinha ido com uns Brazucas para Sucre. Se deu mal, pois o Soroche a atacou, fui saber disso, bem depois e por cima, ela esqueceu o celular em Santa Cruz. Então segue o roteiro, somente minha esposa e eu.
      Hospedagem em Santa Cruz de La Sierra, valor para casal: U$ 10, usando ora o AIRBNB ou BOOKING.
      SEGURO VIAGEM, usei sempre esses do links ou aplicativos. Ajudou bastante para comparar os valores.
       


    • Por joshilton
      Preciso de uma informação
      Existe ônibus que faz linha de Samaipata a Sucre ?
      Me apaixonei por Samaipata, depois que assisti um documentário hoje.
      Pesquisei muito, a única postagem que li, foi de 2017, dizendo que 1 ônibus sai de Samaipata a Sucre, as 20 horas.
      Alguém tem mais informações? 
      Como Samaipata fica entre Santa Cruz > Sucre, pretendo ficar em Samaipata por 2 dias, sem querer retornar a Santa Cruz.


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