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Budapeste - Viena - Praga - Berlim: 18 dias de férias após 10 anos de estudos e trabalho - Julho/16 [Fotos e dicas]

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Em primeiro lugar gostaria de agradecer a todos que colaboraram com o planejamento da minha viagem no post que criei anteriormente (budapeste-viena-praga-berlim-t126378.html). Agora venho retribuir à comunidade com um relato dessa viagem, que foi simplesmente perfeita!

 

INFORMAÇÕES GERAIS:

 

Uma breve introdução contextual:

 

Decidi fazer essa viagem para me presentear e tirar férias (de verdade) após uns 10 anos de ralação… Defendi minha tese de doutorado em março desse ano e uns três dias depois já estava com as passagens compradas. Comprei rápido justamente para não correr o risco de “refugar” depois.

 

Essa foi minha primeira viagem internacional a lazer (já tinha ido a Cingapura em janeiro de 2015, mas foi para uma conferência). Enfim, férias mais que merecidas depois de tantos anos.

 

Roteiros:

 

Eu estava decidido que tiraria pelo menos 15 dias na Europa. Só não sabia exatamente onde. Então, pesquisando no Viaje na Viagem encontrei uma dica de roteiro que me encantou: Budapeste, Viena, Praga e Berlim - um passeio pela Europa Central. Budapeste, Praga e Berlim foram cidades que sempre tive vontade de conhecer, então aproveitei a dica.

 

Então planejei para aproveitar o máximo possível de cada cidade, tal que o roteiro ficou assim:

 

Saída de BH: 03/07

Budapeste: 4 noites (chegada 04/07; 5; 6; 7; saída 8 ) - 3 dias inteiros

Viena: 4 noites (chegada 8; 9; 10; 11; saída 12) - 3 dias inteiros

Praga: 4 noites (chegada 12; 13; 14; 15; saída 16) - 3 dias inteiros

Berlim: 6 noites (chegada 16; 17; 18; 19; 20; 21; saída 22) - 5 dias inteiros

Total de noites: 18

Total de dias inteiros: 14

 

Passagens e seguro viagem:

 

Comprei as passagens pelo Submarino Viagens no dia 28/03 por R$4.100,00 (incluindo taxas), e paguei mais R$50,00 pelo seguro viagem. Ida pela KLM com conexão em Amsterdã e volta de Berlim pela Alitalia com conexão em Roma.

 

Foi justamente com o seguro viagem que tive algumas dores de cabeça com o Submarino Viagens - eles colocaram a origem da minha viagem como Afeganistão (era Brasil, claro!). Liguei várias vezes (ficando literalmente horas no telefone para ser atendido. E mesmo depois de informar o erro, por 3 vezes me enviaram a apólice errada) e mandei e-mails (que nunca foram respondidos), até que registrei reclamações no Consumidor.gov.br (https://www.consumidor.gov.br/) e no Reclame Aqui (que demorou uns 50 dias para ser respondido). Uma semana depois recebi uma resposta pelo consumidor.gov.br, até que consegui cancelar a compra do seguro viagem. Acabei fazendo separadamente pela Mondial Assistance (paguei uns R$350,00).

 

Hospedagem:

 

Escolhi os hostels e hotel pelo Booking.com. Fiquei pesquisando por um bom tempo, até que fiz as reservas por até meados de Abril.

 

Budapeste (04/07 a 08): Best Choice Hostel

Viena (08/07 a 12): Wombat's City Hostels Vienna at The Naschmarkt

Praga (12/07 a 16): Pension Pohádka Praha

Berlim (16/07 a 22): Derag Livinghotel Grosser Kurfürst

 

Nota: decidi ficar em uma pensão em Praga e em um hotel em Berlim justamente porque eu sabia que tudo seria muito cansativo, e eu queria relaxar um pouco mais na segunda metade da viagem. Como eu disse, estava me presenteando, então o sacrifício financeiro valeria a pena (e valeu!).

 

Orçamento:

 

Com passagens e hospedagens prontas, foi hora de começar a pesquisar os gastos. Fiz levantamentos de gastos com alimentação, preços de atrações e passagens de ônibus ou trem entre as cidades. Comprei tickets de algumas atrações antecipadamente (o que foi importante), como a tour pelo Parlamento de Budapeste e TV Tower em Berlim, por exemplo.

 

No fim das contas, acabei levando ~900 EUR num cartão pré-pago mais 1.100 EUR em espécie.

 

Transporte interno:

 

Pesquisei muito e estava achando as passagens de trem entre as cidades muito caras. 40 EUR para cima! Até que vi uma dica aqui, para comprar as passagens de ônibus pela Student Agency por preços absurdamente baixos. Porém, como tinha vontade de experimentar uma primeira viagem de trem, acabei encontrando uma companhia de Budapeste que estava vendendo passagens para Viena com ótimo preço. Então ficou assim:

 

Budapeste para Viena: 19 EUR (trem RailJet)

Viena para Praga: 15 EUR (ônibus RegioJet)

Praga para Berlim: 15 EUR (ônibus RegioJet)

 

Saída de BH dia 03 (domingo):

 

A viagem começou no aeroporto de Confins, saindo 12h e chegando às 13h no Rio de Janeiro (Galeão). O vôo da KLM partiria somente às 19:50, então tive tempo suficiente para andar pelo aeroporto e ficar conversando com dois camaradas que iriam para Miami; com isso o tempo “passou rápido”. O vôo saiu exatamente no horário previsto. Achei o avião bem confortável, com configuração 3-4-3 na classe econômica.

 

Imigração em Amsterdã:

 

Chegamos por volta de 12h de domingo no aeroporto Schiphol em Amsterdã. Fui direto em direção ao portão de embarque para o vôo para Budapeste, que sairia às 14:20. Passei pela imigração, e o agente foi muuuuito tranquilo. Ele apenas pegou meu passaporte e perguntou o que eu iria fazer (respondi “férias”) e onde eu iria; ele até brincou “você não vai passar em Amsterdã?”, respondi que dessa vez não, mas que iria na próxima, aí ele respondeu “então tá bom, mas fique em Amsterdã da próxima vez, caso contrário não deixarei você entrar” (risos).

 

O vôo acabou atrasando por uns 30 minutos, mas deu tudo certo.

 

Vamos, então, ao principal: as cidades! ::hahaha::

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BUDAPESTE (04 noites):

 

Hospedagem: O Best Choice Hostel fica em uma excelente localização: na Váci utca, uma rua comercial de passagem apenas de pedestres. É turista para tudo quanto é lado com sacolas de compras nas mãos… Tem uma estação de metrô a uns 5 minutos de caminhada, bares, restaurantes e cafés por todos os lados. Na média deve ter uma casa de câmbio a cada 50 m. Fácil acesso à pé a muitas atrações e praças.

 

Esse hostel é simplesmente excelente! As recepcionistas são muito bacanas, o quarto de 2 camas era bom, e o banheiro privativo sempre limpo. O lugar é bem calmo à noite. O único contra é que a internet praticamente não funcionava no quarto. Enfim, excepcional relação custo/benefício. Recomendo fortemente!

Nota: alguns reviews no Booking.com reclamavam que era difícil localizar esse hostel. Mas ao confirmar a reserva, você recebe um e-mail com informações de como chegar ao hostel, e uma foto da entrada (que, de fato, não tem placa). Com isso não foi difícil encontrá-lo.

 

Valor: 80 EUR para 4 noites (quarto com duas camas).

 

Mapa com pontos de interesse: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=1nwxaRzfcUx9YfywX-PUfFAVxgos

 

Dia 04 (segunda-feira):

 

Desembarquei em Budapeste por volta de 16:50 e corri para pegar o shuttle da companhia miniBUD em direção ao hostel (paguei uns 13 EUR). Cheguei no Best Choice hostel por volta de 17:30, arrumei minhas coisas, tomei um banho e saí por volta das 18:30 ou 19h. Câmera no pescoço e mochila nas costas… bora conhecer a cidade!

 

Caminhei pela Váci utca, e troquei uns 100 EUR em forints. Fui em direção a Vorosmarty square, desci para o lado do rio e andando em direção a Chain bridge. Atravessei a ponte e subi as escadarias à direita do funicular, em direção a Fisherman’s Bastion; deu para suar um bocado. A vista lá do alto é fantástica e é obrigação subir lá por volta do pôr do sol, e ficar apreciando a vista enquanto a cidade vai se acendendo.

 

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Embora o dia estava quente, lá no alto estava ventando bastante e começou a ficar frio. Então desci e fui cortando uns caminhos em direção ao Parlamento. Ahhhh… o Parlamento… ao chegar de frente para ele (ainda pelo lado Buda) consegui tirar "a foto" da viagem:

 

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Entrei na estação de metrô Batthyány: primeiro contato com as máquinas de compra de ticket. Foi bem tranquilo mexer e comprei o ticket mais barato - short trip (válido para até 3 estações) para simplesmente atravessar o rio e sair do lado do Parlamento (ah, e não se esqueça de validar seu ticket na entrada da estação). As estações, por sinal, realmente têm escadas rolantes cabulosas: são enormes, muito inclinadas e rápidas.

 

Dei umas voltas em torno do Parlamento, depois segui em direção a estação Arany János, onde ao lado tem um street food chamado Retro Bufe e comi um tradicional langos. Depois desci a pé em direção ao hostel, chegando por volta de umas 23h.

 

Dia 05 (terça-feira):

O dia estava ensolarado, mas ventando frio. Saí cedo para tomar café da manhã numa cafeteria chamada Anna Cafe a uns 100 m do hostel.

 

Depois segui para o ponto de encontro para uma free tour “Original” para ter uma visão geral da cidade com a Laura como guia. Foi espetacular! Durante as ~3h, ela contou vários fatos históricos sobre a cidade, pessoas importantes, etc. Começamos pelo lado Pest e seguimos para cruzar a Chain Bridge. Em seguida subimos a escadaria em direção Buda castle e terminamos a tour em frente a Mathias Church. Dei 10 EUR de tip. Recomendo extremamente que façam tours com essa companhia, em especial, com a Laura.

 

Seguindo uma dica que vi aqui no mochileiros, fui almoçar goulash no Baltazar Budapest. Como não estava com muita fome, acabei pedindo um prato pequeno; talvez por isso a sopa não veio tão caprichada como já vi fotos de outros lugares. Estava boa, mas achei caro pela simplicidade - só alguns pedaços de carne e batata, com um pão para acompanhar.

 

Peguei um ônibus e voltei para o lado Pest, passei em uma loja de conveniência “dm” e comprei algumas coisas para tomar café e lanchar no hostel depois.

 

Em seguida voltei para a Vorosmarty square para fazer uma communism tour às 15:30. Essa é uma tour diferente: não é para “ver atrações”, mas sim para conhecermos um pouco mais alguns fatos históricos da época do comunismo no país, passando por alguns monumentos e importantes prédios históricos. A tour terminou por volta de umas 18:30.

 

Nessa altura já estava quente, e eu estava bem cansado com dores nos pés de tanto andar. Voltei para o hostel para comer alguma coisa. E ainda decidi subir à Citadela por volta das 20:30… Mais andança… Eu estava exausto! Mas decidi subir lá assim mesmo. E pior: decidi levar um tripé para tirar fotos. Nunca subi tanta escada na minha vida! Quando cheguei lá, estava exausto, até tremendo de cansaço! Haha Mas valeu a pena, e muito! O lugar é incrível e tem uma vista espetacular da cidade.

 

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Obs.: fui fazer uma time lapse da cidade, mas ficou horrível, pois foi a primeira vez que tentei e errei ao escolher uma configuração de foco. :(

 

Lá pelas 22:30 comecei a descer as escadarias. O lugar é muito mal iluminado! Tive de usar a lanterna do celular, mas mesmo assim peguei o caminho errado e saí do outro lado, próximo da Liberty Bridge. Passei para jantar no McDonald’s próximo do hostel.

 

Dia 06 (quarta-feira):

Tomei café com próprio hostel, com as compras que fiz no dia anterior. Fui à pé até o início da Andrássy út, e fui caminhando em direção a Heroes Square. Passei em frente a House of Terror (mas não entrei) e cheguei na Heroes Square. Fiquei por lá uns 15 minutos e segui em direção ao Vajdahunyad Castle (muito bacana de se visitar!).

 

Peguei o metrô e desci próximo da St. Stephen’s Basilica. Almocei um delicioso hamburguer no Jack’s Burger. Às 15:30 fui fazer outra free tour (:D), a Jewish Tour com a Ursula. Essa tour foi mais fraquinha…

 

À noite fui ao Szimpla bar, que é o ruin bar mais famoso da cidade. É simplesmente espetacular! Comi um hamburger e depois fui ao Irish Pub para assistir um pouco da semi final da Eurocopa entre Portugal e País de Gales.

 

Dia 07 (quinta-feira):

Por volta das 9h cheguei na Király thermal bath, que fica no lado Buda. Estava em dúvida entre essa casa de banho e a Veli Bej, que são as mais antigas e tradicionais, sem contar que são as mais visitadas pelos próprios locais. Sinceramente, não tive interesse nenhum em ir na Széchenyi ou Gellért, que são as mais “badaladas”, e cheias de turistas. A Király é pequena, e tem exatamente o estilo que eu procurava: sossegada e tradicional estilo turco, da época do império ottomano. Ou seja, uma autêntica casa de banho. Então deixo aqui minha dica: se quer algo mais autêntico e clássico, que é frequentado por locais, vá na Király ou Veli Bej (dicas de locais!).

 

Por volta de 12h saí em direção a estação de metrô Batthyány para pegar o metrô em direção ao Parlamento: eu tinha comprado antecipadamente um ticket para uma tour guiada dentro do Parlamento às 13h. Achei o ticket caro (18 EUR) para uma visita curta, em que se vê muito pouco; mas achei bacana. O ponto alto é ver a coroa milenar protegida por dois guardas (não se pode tirar fotos).

 

Depois entrei na St. Stephen’s Basilica e subi a torre para uma visão panorâmica da região. Fui ao Market Hall e comi um langos numa famosa barraca de street food. Pedi um langos parecido com um que tinha de amostra na bancada… Mas o que veio foi enooooorme!!! ::mmm:

 

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Naturalmente não consegui comer tudo. Aliás, não consegui comer nem a metade direito. Estava delicioso, mas era muito grande. Dei umas voltas no mercado central, que já estava quase na hora de fechar, e ainda comprei algumas garrafas pequenas de Unicum e Pálinka para trazer para casa para experimentar depois. Observação: o melhor horário para visitar o mercado central é de manhã, pois tem mais coisas e é mais "agitado".

 

Voltei para o hostel para arrumar minhas coisas para a saída no dia seguinte. Mais à noite fui ao John Pub para assistir a outra semi final da Eurocopa entre Alemanha e França. Comi um excelente hamburger com uma ótima cerveja. O fato curioso é que eu errei a rua do bar, e quando dei a volta na outra rua, acabei encontrando 2000 HUF no chão! Haha Jantar “de graça”.

 

Dia 08 (sexta-feira):

Acordei umas 6h para me prepara parar sair em direção a estação de trem Keleti Pályaudvar. Peguei um ônibus em frente a estação Ferenciek; outra curiosidade: ao tentar comprar o ticket com o motorista, ele disse que não tinha mais tickets e que era para eu embarcar! Então fui de graça mesmo. ::otemo::

 

Cheguei umas 8h na estação de trem, que é beeem antiga. As sinalizações não são muito amigáveis para turistas - quase tudo está em húngaro. Eu já tinha comprado a passagem online para Viena (http://www.mavcsoport.hu/en), e custou 19 EUR, então tive que encontrar uma máquina para coletar o meu ticket. Então foi só aguardar o trem chegar e fazer minha primeira viagem de trem. ::hahaha:: Rumo a Viena!

 

Considerações:

 

Budapeste é uma cidade realmente maravilhosa. É linda! Uma cidade cheia de vida. Cada cantinho tem uma história. Parece um museu a céu aberto.

 

É uma cidade compacta, então dá para fazer quase tudo à pé mesmo. Acho que usei metrô e ônibus só umas 4 vezes. Portanto, considero que não é viável comprar o passe de transporte para os dias que ficar na cidade.

 

Ah, e a cidade é realmente barata. Os preços em geral são muito bons. Com ~2.000 HUF você consegue fazer ótimas refeições.

 

Apesar de ter lido alguns comentários sobre scam (especialmente em torno da Váci utca, que é onde fiquei hospedado), em nenhum momento me senti inseguro. Haviam, de fato, homens na Váci utca chamando para night clubs - isso eu acredito que é um baita risco!

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VIENA (04 noites):

 

Hospedagem: O Wombat’s City Hostels Vienna at The Naschmarkt é um hostel muito bom, com excelente infraestrutura, com elevadores, lavanderia, cozinha, e tudo mais. A localização é muito boa, ao lado da feira Naschmarkt, a uns 10 minutos a pé do State Opera House, com dois supermercados ao lado, e uma estação de metrô a uns 100 m.

 

Fiquei hospedado em um quarto com 4 camas no segundo andar, de frente para o Naschmarkt. O baheiro é privativo e sempre limpo. Um problema, entretanto, foi que o quarto só tinha um ventilador do tipo coluna, muito fraco… Os dias estavam muito quentes e abafados, então foi aguentar o calorão à noite.

 

O café da manhã custa apenas 4.50 EUR (uma verdadeira barganha para os padrões de preços de Viena) e é do tipo “coma o quanto conseguir” - um banquete excelente!

 

O ambiente do hostel é completamente “teen”... e como era de se esperar, pelo menos 90% dos hóspedes são da faixa pré-adolescentes a jovens de 20 anos. Aí que veio um grande incômodo: esses “teens” ficavam na calçada, bem debaixo da minha janela, bebendo até altas horas da noite, fazendo algazarra, conversando alto e gritando. Então ficava a dúvida: se fechava as janelas, morríamos assados, se as deixava abertas tínhamos que suportar o barulho da molecada.

 

Valor: 110 EUR para 4 noites (quarto com 4 camas).

 

Mapa com pontos de interesse: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=1_U1tQfW_uWN0Ttjxmkx3qxAkVPI&usp=sharing

 

Dica top: compre o Vienna Pass + Travel card (https://www.viennapass.com)! Com isso você tem acesso liberado a mais de 60 atrações, Hop On Hop Off liberado durante todos os dias, e acesso irrestrito ao transporte público. É muito bom mesmo! Comprei o meu pelo site com 10% de desconto por uns 100 EUR e recebi em casa o cartão (crachá), travel pass, guia e mapa depois de algumas semanas. Mas você pode optar apenas de comprar o voucher online e resgatar o kit num ponto de coleta. Ressalva importante: use o Vienna Pass de manhã cedo, pois ele conta o dia em si, e não a hora do uso; por exemplo, se você usar ele pela primeira vez às 17h para entrar em um museu, aquele dia já estará contado e você terá somente mais dois dias inteiros para usar.

 

Dia 08 (sexta-feira):

 

Cheguei de trem na estação Hauptbanhof às 12:20. Almocei no Subway e em seguida fui para a estação de metrô integrada. Cheguei no hostel pouco antes das 14h, fiz o check-in e às 14h subi para o quarto.

Por volta das 15h fui à pé ao Belvedere Palace e fiquei passeando pelo seu jardim, que não estava tão bonito como já vi em outras fotos - parece que eles tinham reformado o jardim há pouco tempo, então muitas flores e plantas estavam pequenas e ainda fechadas. Porém consegui umas boas fotos:

 

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Segui em direção a St. Charles Church, entrei e subi na cúpula… lá no alto estava sufocante! Espaço pequeno e quente demaaaais. Comecei a suar igual um louco, e desci rapidamente para a praça.

 

Fui para o Café Museum e pedi um café gelado e um tradicional apfelstrudel. Estava delicioso. Fiquei um bom tempo ali curtindo o ambiente e me recuperando do calor infernal.

 

Depois voltei para o hostel, tomei um banho e fui tentar jantar no famoso Figlmuller para comer um tradicional schnitzel. Cheguei lá às 21:35, e o garçom disse que a cozinha já estava fechada. :cry: Então acabei jantando um schnitzel em um restaurante próximo da State Opera House (é uma delícia!); essa janta saiu em quase 20 EUR… aí já deu para sentir o drama dos alto preços de Viena comparado às outras cidades.

 

Dia 09 (sábado):

 

Tomei um ótimo café da manhã no hostel e parti para a Michaelerplatz para uma tour “grátis” às 9:30 com o Vienna Pass. Com isso deu para ter uma visão geral da cidade, e alguns fatos históricos.

 

Por volta de 12h entrei na St. Stephen Cathedral (com Vienna Pass), mas não deu para fazer a tour com audio guia, pois a igreja iria fechar e só voltaria depois de ~1h. Porém consegui fazer uma tour às catacumbas da igreja (não pode tirar fotos); foi muito bacana!

 

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Almocei, e fui de metrô ao Schobrunn Palace para fazer a grand tour (incluso no Vienna Pass). O luxo do palácio é algo impressionante! Depois da tour de ~1h, fui passear pelos seus jardins (enormes) e muuuito bonitos.

 

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Anexado aos jardins do palácio está o zoológico, que tem um casal de pandas, ursos polares, pinguins, coalas e cangurus… Ou seja, não poderia deixar de visitar (incluso no Vienna Pass).

 

Depois disso, e enfrentando um calor daqueles… tomei forças para subir a ribanceira em direção ao Gloriette. Mas para descer peguei carona (inclusa no Vienna Pass) no trenzinho que fica rodando pelos jardins.

 

Saindo do palácio peguei o Hop On Hop Off e fui para o parque, para subir na roda gigante (incluso no Vienna Pass) para curtir o pôr do sol. Mas antes, claro, tive que comer um tradicional e hot dog muito bom.

 

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Dia 10 (domingo):

 

Acordei bem cedo e parti para o cemitério para visitar os túmulos de Beethoven, Strauss, Mozart (curiosidade: embora haja o túmulo de Mozart, eles não sabem ao certo onde ele foi enterrado, então resolveram deixar o túmulo que é apenas representativo. Fonte: guia da tour que fiz) e cia. Na entrada do cemitério você pode pegar um áudio guia (~7 EUR) mas me arrependi de ter pago isso, pois eu só tinha interesse mesmo era na região desses músicos famosos.

 

Às 11h cheguei na região dos city cruises. Fiz um passeio de barco de 1h, que confesso ter sido bem chato…

 

Ao fim desse passeio, fui almoçar no Hard Rock Café. Foi a primeira vez que fui em um, e achei o máximo! O ambiente é muito agradável, com vários instrumentos musicais antigos. As refeições são bem caras, hambúrger na faixa de ~15 EUR, e coquetéis também na faixa de absurdos 15 EUR! Então fiquei só no hambúrger com fritas e refri mesmo :P Mas como eu tinha o Vienna Pass, tinha direito a um sundae top ao apresentar um voucher do passe.

 

Após esse almoço fui a pé ao apartamento de Johan Strauss (que foi bem decepcionante, para falar a verdade); pelo menos a entrada foi “grátis”. Depois desci em direção ao Hundertwasser museum e village: esse lugar é fantástico!!!

 

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Eu sabia que tinha um ponto do Hop On Hop Off perto do museu Hundertwasser, mas não consegui encontrá-lo e perdi mais de 1h para pegar a linha correta do Hop On Hop Off para me levar à Danube Tower, onde você tem uma vista muito bacana da cidade.

 

Fiquei pouco tempo lá, e corri para pegar o Hop On Hop Off seguinte, para voltar ao hostel. Tomei um banho e corri para a Rathausplatz, onde tinha uma fanfest para curtir a final da Eurocopa. Muita segurança e polícia por todo lado, com direito a revista no acesso à fanfest. Foi show! A praça estava lotada. Haviam muitos portugueses, que obviamente festejaram bastante com a vitória de Portugal sobre a França. Deu para sentir o gostinho de curtir uma atmosfera de um jogo na Europa (mesmo não sendo em um estádio em si); e posso confirmar: eles são apaixonados por futebol!

 

Dia 11 (segunda-feira):

Esse foi um dia mais tranquilo… sem correria. De manhã fui na praça dos museus.

 

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E em seguida fui na Universidade de Viena para ver os bustos de alguns famosos que curto, como o “pai da Física Quântica” Erwin Schrödinger.

 

Depois segui para o museu de Freud. Fica num apartamento onde ele costumava trabalhar. É bem bacana mesmo!

 

Saí para procurar o ponto do Hop On Hop Off da linha verde, que me levaria à vila de vinhos. Como vi qu ele passaria às 13h, almocei rapidamente num McDonald’s. Ao chegar em Grinzing (vila dos vinhos) desci do Hop On Hop Off mas simplesmente fiquei perdido, sem saber o que fazer ali. Eu pensei que era uma atração específica, mas na verdade era um vilarejo mesmo, muito bonito por sinal. Andei um bocado e voltei ao ponto do Hop On Hop Off para subir o alto da colina, onde se tem uma visão panorâmica da cidade, porém decidi não descer do ônibus, pois já estava cansado e ele passava somente a cada 1h. O ônibus continuou e foi para o lado oposto da colina, saindo de Viena, até chegar ao monastério de Klosterneuburg que só vi mesmo de dentro do ônibus.

 

Já era quase 17h quando voltei ao hostel para lavar minhas roupas. Demorei uns 10 minutos para entender como a máquina funcionava (era a primeira vez que mexia naquele tipo de máquina). Enquanto isso dei uma rápida saída para trocar uns forints (moeda húngara) que eu esqueci de trocar em Budapeste, e no caminho da volta, passei pelo Naschmarkt (infelizmente já estavam fechando as barracas) - embora eu estivesse hospedado literalmente em frente ao famoso mercado, não o visitei como deveria. :oops:

 

Ao voltar à lavanderia, peguei minha roupa e fui usar a secadora. Depois de uns 30 minutos, vi que a roupa ainda estava úmida, então tive que pagar novamente para usar a secadora de novo; mas dessa vez deixei rodar por quase 1h (mas com medo de estragar a roupa). Haviam vários outros hóspedes reclamando das secadoras, que realmente não estavam funcionando direito.

 

Arrumei minhas coisas, preparei minha mala para a viagem na manhã seguinte, e fui jantar no famoso, tradicional e caro(!) Griechenbeisl. Comi um filé mignon com sauvignon blanc, e depois peguei gostoso sorvete frutado de sobremesa… 50 EUR na mesa! ::ahhhh:: Mas valeu a pena esbanjar ao menos uma vez na viagem, embora a comida não seja láaaaa… essa coisa toda. Você paga mais pela fama do local. Aproveitei, claro, para tirar umas fotos da parte do restaurante que possui assinaturas de famosos e celebridades como Mozart, Beethoven, Schubert, Pavarotti, e vários outros (só não me pergunte se todas são autênticas e qual assinatura é de quem).

 

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Dia 12 (terça-feira):

 

De manhã cedo tomei café, e parti para pegar o ônibus em direção a Praga, que sairia às 08:40.

 

Boooora para a magnífica Praga!

 

Considerações:

 

Como mencionei, Viena foi a cidade mais cara da minha viagem. É uma cidade bem diferente das demais que visitei. Senti que ela tem uma atmosfera mais "elegante", e com excelente infraestrutura.

 

Novamente dou a dica: compre o Vienna Pass com passe de transporte público. Vale muito a pena! Outra dica importante: se for passar um domingo em Viena, programe-se para passear em museus e atividades ao céu aberto, pois praticamente tudo fica fechado aos domingos.

 

Eu queria ter assistido alguma ópera ou operetta, mas a Opera House estava "de férias". :roll:

 

Confesso que fui a Viena simplesmente porque ela estava "no meio do caminho" entre Budapeste e Praga. Mas valeu a pena conhecer essa cidade.

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PRAGA (04 noites):

 

Hospedagem: Pension Pohádka . Um lugar espetacular!!! A localização é excelente: considero a Lesser Town como a melhor região para se hospedar em praga (lugar bonito e longe da muvuca), sem contar que há uma estação de metrô literalmente ao lado. Fica “no pé” do Castle District, a uns 10 minutos de caminhada ao Letná Park (onde você tem a melhor vista da cidade), uns 500 m da Charles Bridge e próximo da Old Town Square. O café da manhã é incluso, e muito bom!

 

Fiquei no quarto Senator, que possui dois andares, ar condicionado, TV, frigobar, banheiro privativo. Havia um roteador no quarto, o que proporcionava um excelente sinal de internet, sem nenhum problema de conexão. Além de ser extremamente confortável e sempre limpo, possui uma bela vista da sacada:

 

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As funcionárias são excepcionais. A Nathin é como uma mãe, sempre procurando o melhor tratamento possível. Outro fator positivo: na recepção tem uma confeitaria (que é onde tomamos o café da manhã) e você tem a oportunidade de comer deliciosas tortas típicas tchecas, além de outras guloseimas.

 

Valor: 264 EUR para 4 noites.

 

Mapa com pontos de interesse: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=1F_W9zX0HF5fG9ANwGqjfbny0a3Y&usp=sharing

 

Dia 12 (terça-feira):

O ônibus teve que desviar a rota porque aparentemente havia uma obra na rodovia, e isso levou a um atraso de uns 30 minutos. Então cheguei à estação Ùan Florenc ~13h. Logo ao sair do ônibus já senti o clima da cidade: um camarada muito estranho me abordou oferecendo troca de moeda - ignorei e saí fora (dica: nunca, jamais, troque dinheiro na rua. Pois você provavelmente será trapaceado. Podem te dar moeda falsa, ou moeda super desvalorizada de outro país). Fui num ATM e saquei o equivalente a uns 120 EUR.

 

Na estação tinha um Burger King, que foi onde almocei. Em seguida fui para a estação de metrô para ir ao hotel. As máquinas para se comprar os tickets são moderníssimas…

 

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Coloquei moedas para tentar comprar o ticket, mas elas eram retornadas… Tentei algumas vezes, desisti e abordei um funcionário que falou para eu comprar no guichê. Mas insisti em aprender a usar a máquina e ele foi bem prestativo e foi lá me ajudar. Então validei o ticket e fui para o hotel.

 

Cheguei na pensão, fui para o quarto, tomei aquele banho e desci para o primeiro contato com a cidade em si. O dia estava ensolarado e quente.

 

Fui em direção a Charles Bridge, passando pela região do Franz Kafka Museum. Logo mais a frente tem a famosa rua estreita.

 

Passei pela torre da Charles Bridge e assustei: um mar de gente na ponte! Uma muvuca só!!! Além das centenas de turistas, haviam ambulantes e mendigos por todos os lados, sem contar alguns scammers (camaradas fazendo aqueles jogos de apostas para adivinhar em qual pote está a bolinha… Fique longe!).

 

Atravessei o mar de gente e fui para a Old Town square… Outra muvuca em frente ao relógio astronômico aguardando a hora cheia para ver o show dos bonecos do relógio.

 

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Continuei andando e fui em direção a Wenceslas square. Dei umas voltas e parei para tomar um café no Starbucks, pois o tempo fechou e começou a chover.

 

Lá pelas 18h voltei novamente à Old Town Square para assistir um pouco do espetáculo de jazz que estava acontecendo:

 

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Voltei à pensão, tomei um banho e fui jantar no Malostranská. Comi costelas defumadas e uma cerveja típica. Estava até bom…

 

Em seguida fui curtir o anoitecer e o acender da cidade num local meio isolado nas redondezas do Kafka Museum:

 

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Dia 13 (quarta-feira):

Tomei um café reforçado de manhã e fui para a Old Town Square, no ponto de encontro de uma free tour da New Europe Tours às 10h com o Martin como guia. Nessa tour passamos pelos principais pontos da cidade, recebendo explicações de diversos fatos históricos e curiosidades como o funcionamento do relógio astronômico. Foi muuuito bom! Dei 10 EUR de gorjeta.

 

Ao fim da tour, almocei e já emendei outra tour com a mesma companhia (Prague Castle tour) que custava 11 EUR. Continuei com o Martin como guia por um passio fantástico pela Castle District. Na reta final dessa tour começou a chover bastante.

 

Dica bacana que descobri com essa tour: os guardas da Golden Lane saem às 17h; ou seja, a partir daí o acesso a esse local é liberado. ;)

 

Voltei para a pensão e tomei um cappuccino com uma típica torta tcheca muito gostosa de nozes com alguma outra coisa (esqueci o nome… sorry!).

 

Um fato sobre Praga: como é uma reclamação geral e bem conhecida, o Martin explicou que, de fato, os garçons são geralmente meio rudes e prestam péssimos serviços. Aparentemente eles não gostam do trabalho e se irritam não somente com turistas, mas também com os próprios tchecos.

 

À noite fui ao Grosseto Ristorante, um restaurante que fica num barco ancorado no rio Moldova, próximo da casa de arte e cultura Rudolfinum. Comi uma pizza fantástica. Ah, o atendimento… foi realmente uma exceção à regra: foi excelente!

 

Dia 14 (quinta-feira):

O dia amanheceu chuvoso e frio. Aliás, choveu a noite toda… Resolvi subir ao Castle District para visitar algumas atrações nas redondezas. Para isso, comprei o ticket para o Circuit B, que inclui a St. Vitus Cathedral, Old Royal Palace, St. George’s Basilica e Golden Lane.

 

Desci o morro e, continuando em Mala Strana (Lesser Town), fui em direção à St. Nicholas Church e almocei um sanduíche no Schnellů. Enquanto isso, a chuva não dava trégua… Dei uma passada na Kampa Island, onde estava acontecendo um festival de cultura francesa (muito bacana).

 

Atravessei a ponte Legií, e a chuva apertou. Tive que me esconder dentro de um shopping naquela região. Depois entrei numa boutique da Nespresso para tomar um bom chocolate quente. Estava muito frio! Segui em direção a estação de metrô Mustek, para ir ao complexo Vysehrad (desci na estação de metrô de mesmo nome).

 

Ao sair da estação de metrô a chuva deu uma trégua e o sol começou a aparecer. Fui seguindo as placas indicando o caminho do parque, até que cheguei no ponto com uma das vistas mais bonitas da cidade.

 

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Desci a colina e voltei em direção à pensão, passando pela Dancing House e pela Kampa Island. Tomei um café, tomei um banho e à noite fui ao Letná Park (onde fica o Metronome). Nessa região consegui a melhor vista da cidade, e fiquei admirando o pôr do sol e a cidade se iluminando. Melhor ainda, depois de um dia completamente chuvoso, fui presenteado com um show inesperado de fogos de artifício durante uns 5 minutos, que enfeitaram ainda mais a vista.

 

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Foi uma noite perfeita, para um dia pesado. Era umas 23h quando voltei literalmente correndo à pensão pois estava muuuito frio (com o vento, a sensação era de uns 12 ºC) e eu estava de bermuda! o.O Coloquei uma calça e fui jantar.

 

Dia 15 (sexta-feira):

Acordei ~4:50 para ir ver o dia amanhecer na Charles Bridge que tinha pouquíssimas pessoas, como esperado.

 

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Voltei para a pensão para cochilar mais um pouco… Esse dia foi mais relax…

Por volta de 11h fui fazer um passeio de barco pelo rio Moldova por 1h. Almocei um delicioso queijo à milanesa num tradicional restaurante (e muito visitado por locais) chamado Lokál Dlouhááá; vale muito a pena ir nesse restaurante! Em seguida fui visitar a cúpula da St. Nicholas Church (em Mala Strana), depois segui para o John Lennon Wall, passei na Kampa Island novamente para curtir o último dia do festival de cultura francesa.

 

No fim da tarde passei no restaurante que fica na parte de baixo daquela famosa “rua estreita”, que tem uma ótima vista para a Charles Bridge... fiquei de bobeira por um bom tempo vendo a movimentação e curtindo a vista.

 

Voltei para o hotel para arrumar minha mala e mais à noite fui na Dancing House para tirar minhas últimas fotos da cidade:

 

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Dia 16 (sábado):

Acordei cedo, tomei café e fui para estação pegar o ônibus para Berlim, que sairia às 08:30. Essa seria a viagem mais longa, de ~5h.

 

Considerações:

 

Praga é uma cidade fantástica e muito bonita. A arquitetura e estilo é similar a Budapeste, que assim como tal, é como um museu a céu aberto. Mas diferentemente de Budapeste, Praga é mais compacta, por isso também a sensação de muvuca é maior.

 

Foi justamente essa muvuca e alvoroço todo que me incomodaram um pouco em Praga. Como eu curto muito fotografia, às vezes tinha que ficar aguardando 10, 20… minutos para tirar uma foto “limpa” - sempre tinham ondas de turistas que iam e vinham. Além disso, vi poucos locais. A sensação é que a cidade só tinha turista enquanto os locais ficavam “escondidos”.

 

Devido a esse grande número de turistas, como é de se esperar, tem muito ambulante, mendigos e scams (como o cara que mencionei na hora que desembarquei do ônibus me oferecendo troca de moeda, jogos de azar como aquele de adivinhar que copo está a bolinha, etc).

 

Mas é uma cidade impressionante. Maravilhosa. Deixo, então, para finalizar uma curta time lapse que fiz:

 

Praga em Time Lapse:

 

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BERLIN (06 noites):

 

Hospedagem: O Derag Livinghotel Grosser Kurfürst fica em Mitte, região central da capital alemã. Ótima localização, a 10 minutos de caminhada da Alexanderplatz e possui uma estação de metrô “na porta”. Fiquei num quarto bem confortável com frigobar liberado (2 águas e 2 cervejas) todos os dias, ar condicionado e um banheiro com banheira (que me deixou mal acostumado :P ).

 

Fato curioso: são dois hotéis literalmente um de frente para o outro. O outro é o Derag Livinghotel Berlin-Mitte , que foi justamente o qual reservei pelo Booking.com. Mas ao chegar na recepção, o funcionário disse que minha reserva seria para o outro… Enfim, não questionei pois aparentemente ambos têm o mesmo patamar. Aliás, o café da manhã no Kunfurst era ~18 EUR, enquanto no Berlin-Mitte era 9,90 EUR… Ambos caros, mas tomei café somente duas vezes (no mais barato, óbvio!).

 

O único contra é que percebi que eles devem ter algum script que limita o uso de internet pelo smartphone (somente WhatsApp e Facebook funcionavam, e precariamente), enquanto pelo computador tudo fluia normalmente.

 

Mapa com pontos de interesse: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=11qfeZ_c-NTeLBvBbDi2bsNvMxGY&usp=sharing

 

Dia 16 (sábado):

 

A história já começou com um provável vacilo meu: eu sabia que o ponto final do ônibus era numa estação chamada Zentraler Omnibusbahnhof, que fica ao lado da estação de metrô Messe Nord/ICC, beeeeem a oeste da cidade, na extremidade da região de Charlottenburg. Mas ao chegar em Berlim, o ônibus começou a fazer diversas paradas e alguns passageiros iam descendo esporadicamente, até que chegou no aeroporto Schönefeld e desceram mais alguns.

 

Ao partir desse aeroporto, a comissária avisou que estaríamos seguindo para a última parada em Berlim… Então já comecei a me preparar, pegando mochila, etc. Passados alguns minutos o ônibus entra numa estação de metrô e pára. Desceu um passageiro, eu desci junto, peguei minha mala e fiquei olhando as placas para ver onde ir... quando percebi, mais ninguém tinha descido do ônibus, que continuou viagem! ::ahhhh::

 

Liguei o GPS do celular e vi que estava numa estação de metrô beeeem ao sul da cidade, looonge de onde era o ponto final! ::lol4::

 

Mas eu fiquei tranquilo, pois sabia que a rede de metrô/S-Bahn de Berlim era super complexa (em todos os sentidos. Levei uns dois ou três dias para começar a entender bem as linhas) e me levaria onde eu quisesse. Então fui almoçar no Subway na própria estação, depois subi para a plataforma e comprei numa máquina de ticket da BVG o Berlim Welcome Card 6 dias ABC. Peguei o metrô e desci na estação que dá de frente para o hotel. Final feliz! :D

 

Dica esperta: só fiquei tranquilo na situação para pegar o metrô, transferir entre linhas de U-Bahn e S-Bahn, etc, porque eu já tinha baixado um app que além do mapa do sistema de metrô, também traça rotas para você. Ou seja, é só escolher a estação de origem e destino, que ele te mostra todos os passos intermediários, além de estimativa de tempo gasto. Vale, e muito a pena, baixar esse app: Berlin Subway BVG Map & Route (https://play.google.com/store/apps/details?id=uk.co.mxdata.berlinsubway&hl=en)

E foi justamente com esse app que vi o trajeto que eu fiz para chegar no hotel foi até mais rápido do que se eu estivesse descido do ônibus no ponto final. Ou seja, tem males que vem para o bem. :D

 

Cheguei no hotel umas 15h, arrumei minhas coisas, tomei aquele banho e umas 16h já estava a caminho da Alexanderplatz, passando pela Museum Island. O dia estava ensolarado, a praça cheia, gente deitada na grama fazendo picnic, gente dançando… muito legal!

 

Dei umas voltas em torno da TV Tower, passei na central de informações ao turista para coletar meu guia e mapa do Berlin Welcome Card. Tomei um café no Starbucks e encontrei o playground que estava contando as horas para encontrar: loja Saturn! Essa loja é um paraíso de quem gosta de eletrônicos: 4 ou 5 andares com tudo que você pode precisar. Como fotografia está sendo meu hobby atualmente, essa loja foi meu “refúgio” por várias vezes...

 

Nessa primeira passada na Saturn já comprei um tripé Gorillapod Focus. :D Voltei correndo para o hotel, para montar meu novo brinquedo e subi em direção a Museum Island para depois seguir a avenida Unter den Linden em direção ao Brandenburg Gate. Ao chegar lá havia uma multidão, pois haveria ali um evento com shows; continuei andando e vi que todas as bandeiras em volta estavam a meio-mastro, e haviam várias homenagens às vítimas do atentado de Nice (que ocorreu no dia anterior) com flores, velas e cartazes em frente a embaixada francesa que ali se aloca. No palco houveram discursos, aplausos e um minuto de silêncio. Depois começaram os shows.

 

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Depois desci andando em direção a Potsdamplatz, em seguida fui para o famoso Curry At The Wall para um currywurst, mas ele estava fechado (eram apenas 22:30) :/ Peguei o metrô e voltei a Potsdamplatz, pois tinha visto várias barracas de street food quando passei. Finalmente comi o tão sonhado currywurst e voltei para o hotel.

 

Dia 17 (domingo):

 

O dia amanheceu nublado. Fui tomar café no hotel do outro lado da rua, e parti para o ponto de encontro de uma free tour (em frente ao hostel One80 na Alexanderplatz) para ter uma visão geral da cidade. Choveu praticamente o tempo todo durante a tour. Mas deu para curtir.

 

Finalmente almocei no Curry At The Wall e parti para a Museum Island. Entrei na Berlin Cathedral (com desconto do Berlin Welcome Card) e subi na cúpula com muita chuva; foi só sair que a chuva parou. Saí e fui ao Neues Museum para ver o famoso busto de Nerfetiti. Confesso que queria ter ido ver o Pergamon Altar, mas havia pesquisado na internet e visto que ele estava fechado para restauração por vários anos; perguntei um funcionário, que me confirmou que a seção do altar só deve abrir novamente em 2020, embora o museu esteja aberto (tinha uma enorme fila, por sinal).

 

Voltei em direção ao hotel, e no caminho passei num supermercado para comprar algumas guloseimas para deixar no quarto em qualquer “emergência”.

 

Às 20:30 cheguei ao Reichstag (parlamento) para visitar a cúpula de vidro.

 

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Dica esperta: a visita à cúpula é gratuita. Mas para isso é necessário agendar online (com muita antecedência!) o dia e hora. Você escolhe, na realidade, três datas/horas e eles te mandam um e-mail confirmando a reserva. Então basta você apresentar essa carta de reserva lá na hora com seu passaporte. Segue o link: https://visite.bundestag.de/BAPWeb/pages/createBookingRequest.jsf?lang=en

É importante que você leia todas instruções, pois passará por uma revista igual de embarque de aeroporto.

 

Outra dica: assim como na Áustria, quase tudo fica fechado aos domingos na Alemanha. Então programe-se bem. Ir aos museus é uma boa pedida, já que a maioria não abre às segundas-feiras.

 

Dia 18 (segunda-feira):

Fui tomar um café numa cafeteria típica na Alexanderplatz, depois segui de metrô para a East Side Gallery (estação Ostbanhof). Uma coisa que me deixou chateado lá foi que boa parte do muro estava protegida por cercas, então foi difícil tirar fotos (mas é compreensível, pois com certeza turistas estavam avacalhando as artes no muro).

 

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Ao fim da galeria, cruzei a ponte e fui almoçar no famoso Burgermeister (http://www.burger-meister.de/) que fica literalmente debaixo da linha do metrô. É muito frequentado por locais, e não poderia ser diferente: o hamburger é delicioso!

 

Às 14:30 fui para o Brandenburg gate no ponto de encontro para a tour Third Reich ; com o Berlin Welcome Card eu tinha direito a 30% de desconto. Ao final da tour, segui novamente para o meu recanto… Saturn! E acabei comprando outro tripé; dessa vez foi um Manfrotto. :D

 

À noite fui jantar kebab no famosíssimo Motiv Café (perto do Check Point Charlie); esse lugar é conhecido como “o favorito da Angela Merkel” - tem foto dela na parede comendo lá, dentre outras pessoas famosas. O bom é que esse lugar funciona até 2h. E realmente o kebab é fantástico!

 

Dia 19 (terça-feira):

Tomei café no hotel e fui fazer a Potsdam tour, mas tive o azar de pegar um guia meio “engraçadinho” muito chato (acho que seu nome era Stephenson), e a tour foi bem corrida, embora começasse às 11h e terminasse lá pelas 17h. Mas vale a pena visitar Potsdam.

 

À noite subi na TV Tower (já tinha comprado o ticket antecipado pelo site); escolhi um ticket premium que “fura fila”, mas foi inútil pois no horário que subi estava bem tranquilo (20:30)... Mas ao sair (~21:30) estava com uma fila enoooorme! Ali você tem uma visão panorâmica de 360º da cidade. Muito bacana.

 

Depois segui para jantar no também famoso Curry 36: simplesmente o melhor currywurst da cidade! Na boa, é espetacular!!! Também é muito frequentado por locais. Ah, e ao lado do Curry 36 tem um famoso kebab, o Mustafa’s Kebab, e olha a fila:

 

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Fiquei incrédulo, pois a fila só aumentava. Aí perguntei para uns alemães que estavam comendo na mesa ao meu lado se aquilo era mesmo para o Mustafa’s. Eles disseram que sim, e é normal. Mas que não vale a pena, pois não é tão gostoso quanto parece… Recomendaram um outro lugar (mas esqueci o nome). Ou seja, ver um lugar cheio de turistas realmente não significa nada em relação a qualidade da comida! Aliás, sempre pesquiso lugares frequentados por locais, para ter uma experiência mais autêntica (e normalmente mais barata) da cidade.

 

Dia 20 (quarta-feira):

Fui tomar café da manhã numa confeitaria na esquina do outro lado do hotel. Bem mais barato, e também, muito frequentada por locais. Depois fui para outra tour, a tão aguardada Sachsenhauser Memorial - o campo de concentração. Essa tour foi top demais, a guia (Georgia) fez uma tour perfeita! Sério, acho que todo mundo deve ao menos uma vez na vida visitar um campo de concentração. É algo que te faz refletir bastante!

 

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Lá pelas 17h voltei para o hotel para fazer o check-in online do vôo de volta. E tive uma surpresa que só iria acreditar na hora que entrasse no avião… Conto depois.

 

À noite fui no restaurante grego Asteria (https://www.facebook.com/Restaurant-Asteria-Berlin-256521244414106/). Pessoal… foi ali que comi o melhor prato da viagem: costelas de cordeiro grelhadas com batata assada e salada; a sobremesa foi um sorvete delicioso. A conta fechou em 30 EUR (tomei ainda uma cerveja black e um suco de laranja).

 

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Simplesmente perfeito! Os funcionários são muito atenciosos e o gerente ou dono muito prestativo. Você ainda recebe doses grátis de uma bebida típica grega, o ouzo. Recomendo fortemente ir nesse restaurante, que é de muito fácil acesso, ao lado de uma estação de metrô. Observação: só aceitam dinheiro.

 

Dia 21 (quinta-feira):

Tomei café na confeitaria na esquina do hotel novamente, e parti para outra tão esperada tour: Olympia Stadion. Fiz a highlight tour às 11:30 e foi muuuito bacana! Recomendo fortemente. Você vai descobrir muitos fatos e detalhes históricos do estádio mais famoso da Alemanha.

 

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No caminho de volta passei na Kiser Muller Memorial Church, igreja cuja parte da torre foi destruída durante a guerra.

 

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Ao final da tarde, adivinhe: voltei à Saturn! :D E dessa vez foi para comprar uma lente 18-300 mm, um sonho de consumo. Mas como o preço era bem salgado, comentei com o vendedor que eu estava preocupado com a alfândega no Brasil, com taxas, etc. Mas na ocasião ele me lembrou de uma coisa muito importante, e deixo como outra dica: todos produtos que comprei lá são tax free, ou seja, eu poderia ir no guichê de informações da loja e solicitar uma declaração de reembolso dos impostos que paguei, a ser coletado no aeroporto. Acabei conseguindo reembolsar 102 EUR. ::otemo::

 

Voltei para o hotel para guardar meu outro novo brinquedo, arrumar minha mala, etc. Tomei um banho e fui comer uma pizza na Pizza Nostra (próximo do Asteria), uma pizzaria tradicional de dono italiano.

 

Dia 22 (sexta-feira) a volta para casa:

Levantei cedo, tomei um café, arrumei minhas coisas e fiz o check-out por volta das 10h. Fui para o aeroporto, e por lá fiquei de molho até o vôo às 17:30 para Roma, onde pegaria a conexão para o RJ.

 

O vôo saiu 30 minutos atrasado de Berlim, mas chegou no horário previsto em Roma: 19:40. Embora a conexão seria às 21:50 (2h10min de intervalo), não dei mole e segui direto em direção ao portão de embarque.

 

No caminho vi uma fila, segui ao lado da fila e fui andando… a fila não terminava… até que cheguei num ponto que tinha muuuuita gente e quando perguntei um funcionário onde era o portão, ele me disse que eu deveria pegar aquela fila gigantesca para passar pela imigração. Aí eu assustei. Numa boa, fácil fácil haviam mais de 500 pessoas, e a fila só aumentava… 30 minutos depois cheguei na parte crítica da fila, onde fazia zig zag para os guichês. Ali tinha gente tentando furar fila, gente desesperada porque ia perder o vôo, gente quase brigando… um verdadeiro alvoroço! Meu embarque começaria 20:45, e já eram 20:40 e eu ainda estava na metade da fila.

 

Finalmente cheguei na fila de um dos vários guichês, e o guarda da imigração simplesmente não estava nem aí. Ele gastava uns 5 minutos para cada passageiro. Um outro passageiro foi reclamar e ele simplesmente retrucou “isso não é da minha conta. Eu não tenho nada a ver com os problemas das companhias”, então falei para o cara não caçar confusão, pois poderia ser pior, o guarda poderia fazer birra e piorar ainda mais a situação. Para terem uma idéia, haviam umas 4 pessoas na minha frente antes do guichê, e eu demorei mais de 15 minutos para passar.

 

O guarda da imigração analisou bem meu passaporte, perguntou quando e por qual país entrei na Europa, por quais eu passei, por que estava lá. Respondi normalmente, avisei que estava de férias, e que agora estava voltando para casa. Ele deu o carimbo e segui para o portão de embarque. Passei pouco mais de 1h na fila da imigração. No caminho vi muita gente desesperada, correndo muito para tentar pegar seus vôos.

 

Entrei no avião ainda faltando uns 30 minutos para embarcar. Então foi tranquilo. O avião ainda atrasou por mais 1h e 30 minutos.

 

Deixo aqui outra dica importantíssima: sempre procure conexões (especialmente se for passar por imigração) que sejam de no mínimo 2h de intervalo. Imprevistos acontecem, e seu vôo inicial pode atrasar e você pode ter dores de cabeça. Ah, e ao desembarcar, vá direto para o portão de embarque e não fique passeando pelas lojas… Como aconteceu comigo, você pode dar de cara com uma fila quilométrica, onde ninguém do aeroporto poderá fazer nada para você “furar” fila, pois todos estão no mesmo barco. É bom não dar mole para o azar.

 

Ah, e aqui segue a ótima surpresa que tive na hora que fiz o check-in online antecipado: eu podia escolher assentos na classe Premium da Alitalia! Só acreditei que estava correto quando entrei. A poltrona é mais larga, espaçosa, confortável, com descanso para os pés e maior inclinação, sem contar que os headphones eram do tipo “concha” (bem bacanas) e ainda ganhamos kit de higiene e conforto, com meias, tapa olhos, escova de dentes, creme para as mãos e lábios.

O vôo chegou no RJ por volta de 05:20 e foi bem tranquilo. Depois foi só pegar a conexão para casa.

 

Considerações:

 

Berlim é uma cidade maravilhosa, sensacional, fantástica! A capital alemã merece pelo menos 6 dias inteiros para ser bem explorada (mas mesmo assim ficarão coisas pendentes). Por isso comprei o Berlin Welcome Card 6 Dias ABC, o qual te dá direito a bons descontos em diversas atrações (tour, museus, lojas e restaurantes), sem contar o ticket liberado para o transporte pública.

 

O sistema de transporte público, por sinal, é excelente - muito complexo (em todos os sentidos) e cobre completamente todos os cantos da cidade. Por isso eu digo, se você pegar pelo menos o passe de transporte pelos dicas que ficar na cidade, pode escolher qualquer hospedagem mais afastada do centro (Mitte), como Charlottenburg, por exemplo; pois em poucos minutos estará onde precisa. Mas para isso, claro, recomendo que escolha uma hospedagem próximo do U-Bahn ouu S-Bahn (essa é minha prioridade ao escolher hospedagem em qualquer lugar).

 

Uma coisa que absolutamente é uma "obrigação" caso nunca tenha feito isso: ir ao campo de concentração. Mas procure uma companhia para ir com guia. Como comentei no relato, fiz com a Sandermans New Europe Tour (http://www.newberlintours.com/daily-tours/sachsenhausen-memorial.html) com a Georgia, e recomendo bastante.

 

Coma o tradicional currywurst no Curry 36 e um kebab no Motiv Cafe. E não deixe de fechar uma noite comendo uma deliciosa iguaria grega no Asteria.

  • Amei 1

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Parabéns pelo relato Lourenço!! Estou viajando novamente para os lugares, coisa boa! hehe e lindas as fotos!!! Fiquei curiosa em ver como foi a funfest na final da Euro :D

 

Obrigado, Bárbara! :)

 

Bem, seu pedido é uma ordem... Então segue uma pequena compilação da fan fest:

 

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Olá pessoal,

 

o relato está completo agora! ::otemo::

 

Espero que curtam, e que ele possa ajudar outras pessoas a planejarem suas viagens por esses lugares, assim como outros relatos me ajudaram bastante.

 

Fica, então, meu agradecimento aos que contribuíram para o planejamento dessa minha viagem através do outro tópico de dúvidas. ::otemo::

 

Comentários, dúvidas, e críticas são muito bem-vindos.

 

Abraço.

  • Amei 1

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Ola...Como te disse vou pegar sua dicas ainda quentinhas ::otemo::

Parabéns pelo relato, ja li umas 2 vezes ..

Fiquei com varias duvidas e não sei como vou perguntar para vc...

Pq se eu for contar são umas 10 perguntas...Não sei se vai responder mas de qualquer forma não tenho pressa ...Me responde quando puder e se quiser ok?

la vai:

.

Dia 05 (terça-feira): o que vc comeu na cafeteria Anna?

Vc sempre andou com a maquina fotográfica no pescoço..qual maquina fotográfica vc tem?Faltou foco nas suas fotos?Tem umas Imagens pareçem estar fora de foco.Pergunto isso pq uso óculos (1 óculos para enxergar longe e 1 óculos para enxergar perto)e tenho problemas para dar foco na camera fotográfica.Tentei de 3 jeitos ,1 foi sem óculos e não deu certo imagem ruim demais a outra foi de óculos para enxergar longe e tbem nao deu certo .Único jeito que consigo tirar fotos e com óculos para enxergar perto...As fotos ficam muito boas mas as vezes tbem não consigo foco dependedo o que e a cor do que estou fotografando.

Qual era a média de idade que vc encontrou nos hostel?

Em Budapeste tinha tomadas na cabeçeira das camas?

Dia 11 (segunda-feira): no hostel en viena vc lavou suas roupas....vc viajou de mochila? As roupas, depois de usar a secadora ficaram amassadas?

Como vc fez as reservas nos hostels?

Nos locais que conseguiu conexão com internet a velocidade era boa?

Vc viajou sozinho?Foi de Viena para praga de onibus?

Vc entende em ingles?

Dia 14 (quinta-feira): onde comprou os tickets para o Circuit B?Como protegeu sua camera fotográfica com a chuva em Praga?

Dia 18 (segunda-feira): vc fez o tour Third Reich em Berlim....vc fez reserva desse tour?

Quando e onde vc fez o checkin online antecipado da Alitalia,com quantos dias antes da data do voo vc fez o checkin?

::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::

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      Qdo revisitamos Santiago em novembro de 2017, já tínhamos comprado passagem para o feriado de 1º de Maio de 2018, com milhas. Custou a bagatela de 10.000 milhas por trecho somente. Irrecusável.
      Os planos variaram desde então e a verdade é que eu havia reservado um hostel no Lastarria para os 4 dias. Mas mudei pouco antes da viagem: Passaríamos o 1º dia na Isla Negra, conhecendo a casa do Neruda que nos faltava, pernoitaríamos em Valparaíso e voltaríamos para Santiago. Ficou +- assim:
      Dia 1 – Isla Negra, Valparaíso
      Dia 2 – Valparaíso, Viña del Mar
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Dia 4 – Santiago
      E assim fizemos.
      Por alguma falha séria da minha parte, eu memorizei que o voo partia às 19hs do Galeão. Na verdade ele foi alterado algumas vezes desde a compra. E na verdade ele partia às 18hs. Saí do trabalho às 16, pegamos um taxi às 16:30 e ... deu tempo. Somente no aeroporto eu me dei conta do horário! Estou piorando.
      Chegamos tarde da noite em Santiago, pegamos nosso taxi direto para o hotel. Eu havia reservado um hotel pertinho do Patio Bellavista, assim rolaria alguma saída na chegada. Hotel boutique maneiro, a 55 USD. Achei bom preço.
      Rodamos um pouco pela área para ver o agito, e tinha muita gente nas ruas. Estacionamos num canto no Patio mesmo, onde curtimos cervas e o vai e vem. Fomos dormir umas 2 da manhã.
       
      Dia 1 – Isla Negra e Valparaíso
      Acordamos cedo, umas 8hs. Depois do café, saí para fazer um câmbio rápido – desnecessário, pq tinha na rodoviária – e partimos para a rodoviária. Pegamos o metrô e descemos na Estação Universidade Santiago. Lá fomos abordados por umas meninas, uniformizadas que nos sugeriram pegar o Pulmann, que, segundo elas, era mais rápido. Ok, aceitamos. Compramos para as 11:30. 6 K cada. Eram 10:40, então fizemos hora por lá. Câmbio por lá estava 595 CLP por USD, o mesmo que no centro da cidade.
      O busum atrasou um pouco, mas lá fomos. Chegamos na Isla Negra umas 13:30. Vantagem de viajar leve é que vc carrega sua bagagem nas costas numa situação dessas numa boa. Fomos andando para a Casa do Neruda. Eu tinha receio de longas filas e tal, mas não havia ninguém na nossa frente. Maior tranquilidade. Pegamos o audioguia e lá fomos. Antigamente era guiada, agora não mais. Curtimos muito, espetáculo de lugar. “Completamos” as cass do Neruda, mas ainda voltaríamos à Sebastiana. Visual sublime dessa, com vista direto para o mar. Uma bela visita.
       
      Na volta fui comprar passagens, e a moça da cia disse que era apenas fazer sinal no ponto de ônibus. Ok. Havia gente já na espera no ponto. E logo chegou um, amem. Deu 3K e alguma coisa por pessoa. Eram umas 15hs, sinal de que nossa estadia foi de 1,5h no geral.
      Uma hora depois estávamos em Valparaíso. Decidimos ir andando para o hostel, assim respiraríamos um pouco a cidade. Os arredores da rodoviária, naturalmente, não são lá muito agradáveis, mas foi bacana o trajeto, conforme fomos nos afastando. Reservamos um hostel subindo um dos morros, perto de uma rua onde rola uma night intensa. Largamos as mochilas e saímos para explorar o fim de tarde. Em direção ao Cerro Concepcion, que é onde rola o agito que queríamos ver.
      Passamos pelo parque onde era uma antiga prisão, tinha uma galera local curtindo. Depois ficamos rodando o Concepcion de cima pra baixo e para os lados. Percorrendo os caminhos estreitos e grafitados, pasajes, ascensores, e tudo o mais que houvesse pela frente. Que lugar bacana de noite, é aquele! Belíssimas construções, belíssimo visual, belos e divertidos grafites. Lugar que merece mais tempo de curtição noturna. Curtimos um lindo pôr do sol avermelhado no Paseo Iugoslavo, e então a fome falou mais alto. Estávamos só de café da manhã.
       
      Jantamos num lugar marromeno, e logo embicamos num segundo turno na cervejaria Altamira, que fica ao lado de um ascensor. Muito boa! 
      Rola muita atração artística e gastronômica no Cerro Concepción. Recomendo muito curtir a noite por lá. Rola muito grafite também, deve valer a pena buscar um walking tour dedicado a isso – para quem curte, claro. De todo modo, andando pelas ruas e ruelas, vc vai se deparar com alguns belos exemplares de arte de rua.
      A vontade de esticar a noite era grande, mas precisávamos medir as forças e havia um dia inteiro seguinte a (re?) desbravar (de dia), então fomos dormir não tão tarde.
       
      Dia 2 – Valparaíso e Viña del Mar
      Domingo acordamos cedo para o café. Nem havia amanhecido! às 7 da matina Ideia era sair cedo mesmo, dar um rolê numas áreas lá de baixo, depois subir para a Sebastiana. Tava bem nublado. Fomos no arco inglês, pracinha da catedral (tínhamos passado no dia anterior), depois fomos subir. O ascensor estava fechado, então fomos de escada mesmo. Naquela hora da manhã, só havia bebuns. Na praça e na escadaria. Talvez assustem, mas... vivemos no Rio, né? 
       
       
      Curtimos um pouco do Museu a Céu Aberto, que anda precisando de uma repaginada, mas que ainda proporciona um belo visual. E seguimos subindo até a Sebastiana, onde fomos um dos primeiros a chegar. Visitamos a casa (novamente, no meu caso), curtimos bastante. As casas do Neruda são muito maneiras de se conhecer. E, para quem se dispõe a ouvir o audioguide, as histórias são bem interessantes também. É pena que minha insensibilidade com poesia me limite a curtição da obra dele.
       
      Depois disso repeti meu trajeto de anos antes, seguindo por toda a Av. Alemania até descer no Paseo Iugoslavo. Entramos no Museu de Belas Artes, não exatamente pelas obras, mas pelo Palácio em si, que é muito bonito. Visitamos rapidamente. Descemos de ascensor para a Praça Sotomayor, e seguimos a pé para o Artilleria. Exatamente o que eu me lembrava de ter feito antes. E, tal qual antes, havia fila para o ascensor Artilleria. Tal qual antes, subi a pé. Curtimos o visual, as casinhas, e não muito mais que isso – rola um mercado pra turistas lá em cima. Descemos a pé mesmo, e, de volta à praça, pegamos o metrô para Viña del Mar. Tanto em Santiago quanto lá, vc tem de comprar o cartão magnético para viajar no metrô. Desagradável para quem está lá só por uma viagem, mas vamos em frente. Acho que já era assim qdo fui. Devia ter guardado o cartão!
       
      Em Viña fomos direto para a Quinta Vergara, mas o Palácio que eu queria ver estava em reforma. Andamos um pouco pelo parque e seguimos para o Palacio Rioja, mas chegamos na hora em que estava fechado para o almoço. Putz (sim, falta de planejamento detalhado!). De qq forma, é bem bonito. Passamos, mas não entramos dessa vez, no Museu Fonck. Foi bem legal quando fui, mas não quis repetir. Fomos descendo para o litoral. Viña é bem agradável em suas ruas internas, muito arborizada. No litoral, uma cena interessante: estava bem nublado, e até friozinho. E a galera na praia. Cheia de roupa de frio, claro. Um conceito diferente de praia. Quando estive lá da outra vez havia galera na praia tbm, mas pegando sol. Fazia calor.
       
      Passamos pelo Cassino, visitamos o Castelo e fomos até o tradicional relógio, ponto seguro de milhões de fotos. Era hora de dar uma pausa e conseguimos encontrar um bar que servia bebidas sem precisar comer. Amem! No Chile geralmente é difícil encontrar lugares que sirvam apenas bebidas, vc necessariamente tem de pedir alguma comida para acompanhar. Depois de saborosos piscos sours e cervejas, lá fomos pegar nosso metrô de volta. Chegando em Valpo, pegamos um taxi que passou no albergue (mochilas!) e nos deixou na rodoviária. Já era fim de tarde, pegamos rapidamente um busum para Santiago. 
       
      Da outra vez em que estive em Valparaíso, em 2010, eu cheguei de manhã desde Santiago, peguei um busum para a Sebastiana, conheci a Casa do Neruda, e depois segui andando até descer pelo Paseo Iugoslavo. Gostei muito da vibe na época, e deu aquela sensação de que valeria um retorno para um pernoite. A sensação que tive dessa vez é de que teria valido a pena mais de um pernoite. Que tenha uma próxima vez. Reconfirmei a vibe Santa Tereza (RJ) que eu tinha sentido da outra vez. Com o diferencial evidente do fator segurança. Rola muita comparação entre Valpo (mais antiga, mais bagunçada, mais perigosa, mais artística) e Viña (mais moderna, mais organizada, mais tranquila, mais praiana). Gosto muito de ambas, mas minha base é Valpo mesmo.
      De busum, descemos na Pajaritos, pegamos metrô e chegamos ao nosso hostel no bairro Lastarria por volta das 20hs.
      Mal chegamos e marcamos com umas amigas da Katia de nos encontrarmos para jantar. Tentamos o Tango, umas choperias, mas tava tudo cheio. Encontramos um famoso, mas que foi meio marromeno. Várias coisas faltando, lomo que tava faltando mas depois passou a ter – e aquilo não era lomo mesmo. Depois da janta, compramos umas Kross no mercado para saborear no quarto mesmo. 
       
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Eu já tinha pré-acertado a visita a Cajon del Maipo por whatsapp com a TripChile. Precisava apenas confirmar qdo chegasse a Santiago, e assim fiz, na noite anterior. Cedo pela manhã lá estávamos esperando a van para o passeio. Chegou umas 7hs. Fomos os últimos a entrar, e todos eram brasileiros. Não era lá muito confortável para dormir, então fui vendo filme.
      Primeira parada, até para um café da manhã, foi em San Juan del Maipo. Tomei um café e depois fiquei rodando pela pracinha da pequena cidade. Fazia um friozinho muito bom. Lá é base para várias atrações pelas montanhas. Nosso guia era um simpático chileno que cometeu o deslize de perguntar ao grupo sobre Lula, e ainda com o agravante de elogiar o falecido ditador Pinochet. Ou seja, receita certa para a discórdia. Felizmente a galera não esticou a corda.
       
      A primeira atração é o Embase El Yeso, uma represa belíssima que é área de mineração também. Logo, há um certo conflito de espaço entre as vans de turistas (amplamente de brasileiros naquele dia) e os caminhões. O visual é espetacular. Embora estivesse frio, ainda não havia começado a nevar. Era final de abril (último dia!), consta que normalmente começa a nevar em Maio. Com ou sem neve, o lugar é muito bonito. Pena mesmo é que só temos meia hora por lá. É o mal dos tours. Eu teria ficado bastante mais tempo curtindo o lugar. Talvez uma próxima vez. 
       
      Mais 1h de viagem, e chegamos às Termas Colina. Galera nas piscinas de água quente. Funciona assim: as mais acima são mais quentes. Não consegui entrar. Ficamos numas intermediárias, só que mais próximas de baixo. Curtimos bastante. Também tem horário limite, e usamos o tempo todo de que dispomos. Ideal para lá é levar chinelos (#ficaadica), facilita muito a coisa de tirar e colocar roupas e caminhar de e para as piscinas.
       
      Tinha bastante gente por lá, muitos brasileiros naturalmente. Mas ouvimos muita gente falando espanhol tbm. Vi que muita gente vai para lá de carro, arma uma tenda, faz churrasco, etc. Curte o dia. Parece ser um programa bacana. Aquele visual belo e seco típico da região, o rio passando lá embaixo, o sol direto (fez sol!) na cabeça, o vento. Uma experiência. 
      Depois dos banhos quentes, fomos curtir um piquenique com a galera. Estava incluso (e eu nem sabia!). Garrafão de vinho e tira-gostos. Daria para ficar lá até o sol se por, mas a partida é relativamente cedo, umas 14 ou 15hs +-. De modo que chegamos umas 17hs de volta a Santiago. Eu teria ficado mais tempo!

      Ainda que seja um tour com belíssimos visuais e a experiência nas termas, deve se levar em conta que dura 10 hs do dia, das quais vc passa a maior parte do tempo na van, indo e vindo e se deslocando entre as atrações. E não é nada barato, custa 45 CLP por cabeça. Mas a ótima lembrança do visual e da experiência é o que fica, ao menos para mim. Consideraria, no entanto, repetir o passeio, mas por conta própria.
      Como chegamos ainda com luz Em Santiago, saí para passear pelo bairro Itália, que ainda não havia conhecido. O CC Gabriela Mistral, que fica ali no Lastarria, estava com as atrações fechadas na 2ª feira. Percorri Baquedano, e me embrenhei nas ruas do bairro Itália, que é bacana. Algumas áreas estavam se preparando para a noite, que começaria logo a seguir.
      Nesse dia fomos jantar com as meninas na pizzaria Tiramisu. Mais uma vez. É badalada em excesso, pra falar a verdade (minha opinião, claro). É bom, mas não tanto assim para lotar do jeito que lota. Tem fila pra entrar, enquanto os vizinhos ficam com espaço sobrando.
      Na saída ainda demos um rolê pela Isidora Goionechea antes de pegar o metrô de volta para nossa área. Tinha uma cervejaria que eu estava tentando conhecer, a Jose Ramon, mas que vivia cheia. Chegando lá, mesmo tarde da noite, estava cheia novamente. Então fomos dormir. Aproveitei um mercadinho para comprar uns refris vermelhos locais. Eram bons!
       
      Dia 4 – Santiago
      Terça-feira era 1º de Maio. Um dos feriados onde mais se fecham atrações pelo planeta (tipo 1 de Janeiro e 25 de Dezembro). Não deu outra, tava tudo fechado em termos de atrações mesmo. Nesse dia ganhamos o café da manhã de cortesia do hostel. Muito simpático!
      Saímos para passear e a Avenida principal estava fechada para o desfile de 1º de Maio. O CC Gabriela Mistral sequer abriu. Na altura de onde estávamos ficava o palco, presumo que era o final do desfile. Fomos então ao encontro das massas, em direção ao Palácio do governo, que foi onde nos encontramos com a galera desfilando. Em frente ao palácio havia barreiras, mas fora dessa área o acesso era livre. Ficamos observando e fotografando os sindicatos e outras associações de trabalhadores (assim como diversas representações comunistas) desfilando. Uma moça chilena carregava um cartaz pedindo “Lula Livre”. Geralmente era desfile com cartazes, algumas fantasias, mas havia algumas coreografias tbm, acho que de grupos de artistas. Tudo na paz, ainda bem.
      Depois de um tempo, embicamos para o centro. Tudo fechado mesmo, absolutamente nenhum museu aberto. O mercado abriu. Fizemos então uma caminhada pelo Parque Florestal, depois fizemos uma pausa na região do Bellavista. A Kross estava aberta e não lotada, como na sexta-feira em que lá estivemos. Curtimos algumas boas cervas, caminhamos nos arredores. Região bacana, aquela. Tem opções para diversos gostos e bolsos.
       
      Ainda revimos o Cerro Santa Lucia, e depois ficamos curtindo o Bairro Lastarria e toda aquela efervescência cultural que rola por lá. Artistas de rua, bandas, feirinha, painéis espetaculares nas fachadas de um prédio. Almojantamos no Tambo e depois ficamos bebericando pisco sour até a hora de ir embora. Uber para o aeroporto deu 13 CLP, acho que havia promoção de taxis por 20 CLP no hostel. 
       
      Chegaríamos ao Rio de madrugada. E assim foi mais uma viagem explorando cantos pelo mundo!
       
       
    • Por Ro St
      Junto-me ao "coro" de agradecimento aos relatos que li aqui e que me ajudaram a evitar perrengues e tomar decisões quanto ao roteiro e afins.
      Juntamente com o meu namorado, fui pro Peru do dia 06/06 à 15/06.
      Comprei as passagens GRU X Lima (meu namorado mora no Vale do Paraíba, eu moro no RS), na primeira semana de Dezembro, por 8500 pontos Multiplus o trecho para cada um + R$ 500 no total das taxas (4 trechos).
      Compramos as passagens de Lima X Cusco no site da LCPeru por 180 soles peruanos, cada trecho, diretamente no site da Cia. Não deu para comprar pelo cartão de crédito, daí foi feito pelo SafetyPay. Esta compra foi feita no mês de abril, quando havíamos definido totalmente as datas do roteiro da viagem.
       
      Estava decidida a comprar as passagens internas com Cia Peruana pq os preços da Latam e da Avianca eram muito maiores. Sabia que corria pouco risco dos vôos serem atrasados/cancelados (como é a fama quando se voa por estas Cias) em razão da época (inverno ser mais seco) e pelos horários dos vôos (li aqui, e em vários outros blogs que o problema é no aeroporto de Cusco -  se pousar ou decolar após às 17h, a chance de ter alteração é enorme).
      Eliminei a Viva Air (Viva Colômbia), pois vi que era a pior dentre as nacionais. Pelo o que li, a Peruvian seria a melhor, mas não tivemos stress com a LCPeru.
      Voamos nos 2 trechos com aviões Boeing 737, com direito a uma mala despachada de 30Kg para cada um (a minha deu exatos 10Kg). Lanches bem básicos (pacotinho de nuts variados) com direito a Inka Kola.
      Passeio para o Valle Sagrado: fizemos o tour completo (Chinchero, Maras, Moray, Ollanta e Pisac +Salineras) mas SEM ALMOÇO por 40 soles por pessoa. Levamos lanche!
      Ida para Machu Picchu: acabamos indo e voltando com o trem Vistadome da PeruRail por US$ 40 o trecho (Cyberday promotion), comprados no final de Abril.
      Ida para Huaraz: fomos pela MovilTours na opção "Ejecutivo Vip" por 45 soles peruanos o trecho, para assento de reclinação de 160 graus. O preço  normal para este tipo de assento/serviço é 65 soles, mas comprando com certa antecedência consegue-se encontrar alguns assentos promocionais.
       
      Terminada a informação sobre o investimento financeiro, irei tecer brevemente sobre o nosso roteiro e outras dicas e percepções, mas procurando evitar o óbvio.
      DIA 06/06
      Vôo GRU X Lima: saída às 7h40min (aguardamos em torno de 30min dentro do avião para poder decolar em razão do FLUXO aéreo, cfme explicação do piloto). Resultou em 1h de atraso na chegada: pousamos ao meio-dia em Lima. Avião super confortável ( poltronas no formato 2-3-2).
      Vôo Lima x Cusco: saída às 14h40min (atraso de alguns minutos no portão de embarque - fomos de bus até o avião).
      "PERRENGUE": Reservei todas as minhas hospedagens pelo Booking, que informava que a hospedagem de Cusco ofereceria transfer. Escrevi mensagem para eles ainda em SP. Acessando os 30min de wifi free do Aeroporto de Lima, e não haviam respondido. Chegamos em Cusco e... Não tinha wifi free e nada de transfer. Pagamos 25 soles para um taxista fazer a corrida até o bairro de San Blás.
      "RECOMENDO": Jantamos no SUMAQ II, na Calle Siete Angelitos - nosso restaurante em Cusco. Barato, sem movimento, pizza em forno a lenha. Pão de alho e massa da pizza feitos artesanalmente e de forma excelente. Wifi bom tb. 
      07/06
      Compramos os ingressos para Machu Picchu no "escritório" do Ministério da Cultura do Peru em effectivo (em soles, sem taxa extra nenhuma). Fiquei monitorando pelo site oficial a disponibilidade dos ingressos e, deu certo.
      "RECOMENDO": Mês de Junho é cheio de comemorações em Cusco. Pegamos vários eventos tri em razão do Corpus Christi, concurso de dança das escolas infantis de todo o Valle (ainda tem o Inti Raymi no "solstício do inverno").
      Passeamos por Cusco mas sem entrar nas opções pagas de museus,etc. Só compramos o boleto parcial (70 soles por pessoa).
      "DETALHE IMPORTANTE": Fizemos a carteirinha internacional pq estudante paga metade no boleto "general" (o mais completo), mas tem a mesma regra que M.P.: só até 25 anos! pqp!!!!  E tem outra: li aviso lá no Cosetur, que a carteirinha da ISIC (que nós fizemos) não teria mais validade nos próximos meses!
      08/06
      Fizemos o tour pelo ValleSagrado, mas sem entrar no Parque A. de Ollanta, pois pernoitamos naquela cidade, daí curtimos o acervo na manhã do dia 09/06 com toda a calma do mundo! Pq como vários relataram, é pouco tempo para contemplar e tirar fotos durante o tour grupal. Fora que, de manhã estava vazio!!!! (além dos tours grupais serem de tarde, a Copa do Mundo diminuiu mtooo o movimento lá na região!
      "DICA": se puderem ir lá pra Cusco/M.P. durante algum evento mundial importante (Copa/Olimpíadas) será ótimo! Nada de empurra-empurra, tumulto, dificuldade pra enquadrar fotos... oh maravilha!!!!
       
      09/06
      Ollanta de manhã, e de tarde pegamos o trem às 14h. Ollanta é muito agradável, mas bem pequena, com poucas opções de gastronomia (após às 21h, ao menos). De tarde pegamos o trem - confortável, pontual, etc.
      Ao chegarmos em Águas Calientes, encontramos a galera que reserva hospedagem por agência aguardando ser chamado... Meio ruim isso!
      Jantamos o prato menu (como em quase todos os dias no Peru) por 12 soles apenas! E com direito a Pisco Sour dupla gratuita! Pq? Copa do Mundo! Poucos turistas, vários restaurantes... É galera do "mete a faca no turista"! Nos mercadinhos os preços se mantinham exorbitantes, mas estavámos bem preparados. Só queria ter comprado BANANA (plátano) pois li no blog ApureGuria, que isso atraia as ilhamas em M.P.! Mas 1 sole por 1 plátano.. não!
      10/06
       Subida pela escada inca: mais do que dor nos joelhos pelos quase 35 anos "de velhice", senti minhas coxas "ficando pelo caminho". Me apavorei comigo mesma, ao ter que parar várias vezes para descansar, mas conseguimos fazer o trajeto em 1h10min! 
      Não pegamos guia, segundo informações que colhi, só o pessoal dos grupos das agências não conseguem escapar. Se fez falta/se foi melhor, acho que é questão de opinião pessoal. Pesquisamos sobre a historia de M.P. antes da viagem. Enquanto a galera dos grupos guiados tinha poucos minutos para tirar fotos dos lugares, quase zero de tempo para contemplar a energia "em paz", nós tivemos, e muito! Saímos às 10h40min, tendo feito as 2 voltas no parque. Sentado um pouco para lanchar. Explorado tudo o que tínhamos à disposição (não pegamos nenhuma montanha). 
      Na saída começou a chover. Uma garoa, mas constante. Não descemos muito rápido para evitar escorregões na escadaria, mas deu uns 45-50 minutos.
      Só na estação do trem é que fui ao WC. Ah! Sou alérgica a borrachudos, passei repelente, mas não senti nada de mosquitos querendo incomodar. Como pegamos o trem às 13h30min, chegamos cedo em Ollanta e fui tranquilo voltar de "colectivo" até Cusco (10 soles).
      "SOBRE AS  VIAGENS COM O TREM": é disponibilizado wifi... Que era ótimo, rápido! 
      11/06
      De manhã compramos alguns souvenirs e de tarde pegamos nosso vôo para Lima. Gastamos aproximadamente 5h no aeroporto de Lima (bus para Huaraz era às 23h30min - coloquei baita margem de segurança), usando o wifi do Starbucks, e tb resolvendo um PERRENGUE!
       
      "PERRENGUE": no dia anterior à saída do Brasil (05/06) recebo e-mail automático da Latam - nossa volta teria um atraso de 12 HORAS!!!! (vôo da volta seria às 23h30min de 15/06 com escala de uns 40min em Assunção). Só que o vôo "novo" sairia às 24h de Lima. E vôo saindo de Assunção às 5h40min não "existia" mais, e sim, só às 3h da madrugada (o que era inviável), ou às 17h - resultando numa chegada às 8h DA NOITE, quando inicialmente seria às 8h DA MANHÃ do dia 16/6.
      Escrevi no Twitter, no Facebook da Latam... expliquei que só teria wifi e em poucos momentos durante a viagem... Esperei por 1 semana para que tivessem a competência de resolverem. Nada! Escrevi minha reclamação no ReclameAqui. Entretanto, usei o tempo ocioso para buscar o guichê peruano da Latam. As atendentes alegavam que não poderiam remarcar os vôos por ter comprado por pontos. Mas, com mta insistência, e mostrando os e-mails de confirmação da época da compra com essa diferença absurda, elas resolveram o problema! Pegamos vôo direto, saindo às 24h30min de Lima! Então, salvem sempre suas negociações com print de tela e tal para estarem munidos!!!!
       
      ...AMANHÃ CONTINUO SOBRE HUARAZ E AS VIAGENS DE BUS!
    • Por fernandobalm
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. 
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais
      Não foi necessário visto para ir ao Chile. Não era necessário nem passaporte, mas como minha carteira de identidade tinha cerca de 30 anos, levei-o. Não existia exigência para validade mínima. Meu passaporte vencia em fevereiro de 2018 (cerca de 4 meses depois da minha entrada). A moeda do Chile era o peso chileno, que podia ser trocada por reais diretamente (sem necessidade de dólares ou euros) em Santiago e São Pedro de Atacama. Existia a lei de isenção de imposto sobre valor agregado de 19% para pagamento de hotéis em dólares (acho que euros também), por isso levei dólares somente para este fim. Mas, como eu fiquei em hostels muito simples, não havia esta cobrança nem para pagamento em pesos e os dólares mostraram-se em grande parte desnecessários.
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva de média intensidade só peguei em algumas horas de um dia em Santiago. As temperaturas também estiveram razoáveis (para um paulistano) durante o dia, mas um pouco frias à noite. Chegavam em média a 25 C ao longo do dia em Santiago e a um pouco mais no Atacama. À noite, a temperatura caía até cerca de 13 C em Santiago e 10 C no Atacama (perto da madrugada caía mais, chegando talvez a perto de 5 C). A exceção foi a ida de madrugada para Geysers del Tatio, em que ficou abaixo de zero.
       
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil, procurando até falar português, quando sabia .
      As paisagens agradaram-me muito, principalmente dos Andes e dos vários pontos do deserto . Sofri um pouco com a altitude de algumas atrações do Atacama, que passavam de 4.500 m e queimei minha boca 🤕 nos Geysers del Tatio devido ao frio , pois não a protegi adequadamente.
      Com um trânsito bem mais tranquilo que o de São Paulo, Santiago pareceu-me uma cidade bem organizada. São Pedro do Atacama pareceu-me pequena e só apresentava congestionamento de vans nas saídas simultâneas para as excursões e de pedestres na Rua Caracoles no centro.
      Achei o país muito saudável socialmente (muito mais do que o Brasil), apesar de ter conhecido poucos locais. Mesmo sem ter a força econômica brasileira, pareceu-me muito mais equilibrado. Como consequência, pareceu-me ser muito mais seguro. Uma francesa que lá conheci confirmou que Santiago lhe pareceu mais segura do que Paris.
      Gastei na viagem R$ 2.359,37, sendo R$ 84,37 com alimentação, R$ 376,19 com hospedagem, R$ 18,37 com transporte local durante a viagem, R$ 224,49 com a passagem de ida e volta de ônibus entre Santiago e São Pedro de Atacama, R$ 242,42 com ingressos para as atrações, R$ 679,92 com pacotes para as atrações, R$ 5,23 com tarifa para câmbio, R$ 5,53 com gorjetas, R$ 495,16 com passagens aéreas, R$ 212,07 com taxas de embarque para ir e voltar a SP e R$ 16,68 com IOF. Sem contar o custo das passagens aéreas, das taxas de embarque e do IOF o gasto foi de R$ 1.652,14 (média de R$ 118,01 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (desta vez até que nem tanto ). Fiz todos os meus gastos no Chile em espécie, para evitar as taxas e impostos cobrados pelo uso de cartões. Só comprei a passagem de ônibus para São Pedro do Atacama com cartão porque fiz com antecedência quando estava no Brasil e porque comprando pela internet o desconto era maior do que o imposto.
      A Viagem:
      Minha viagem foi de SP (aeroporto de Guarulhos) a Santiago em 17/10/2017 pela Gol (http://www.voegol.com.br). O voo saía às 10:30 e chegava às 13:40 horas. A volta foi de Santiago a SP (Guarulhos) em 31/10/2017 pela Gol. O voo saía às 14:20 e chegava às 19:10. Paguei R$ 495,16 por ida e volta. Paguei R$ 113,38 pela taxa de embarque de ida e R$ 98,69 pela de volta usando cartão de crédito. Ao todo o preço foi de R$ 707,23.
      Antes de sair do Brasil, no dia 16/10, comprei US$ 150 para a viagem, com taxa de câmbio de R$ 3,31. Gastei R$ 496,07 de câmbio e mais R$ R$ 5,45 de IOF. A taxa até que não foi ruim, mas como eu acabei não pagando toda a hospedagem em dólares porque os hostels eram muito simples e acho que não cobravam o imposto sobre valor agregado, teria sido melhor comprar somente pesos chilenos diretamente com reais em Santiago. As taxas seriam melhores e não pagaria IOF (como diz a Jovem Pan - Brasil, o país dos impostos). Saquei os dólares diretamente do caixa eletrônico do Bradesco na agência do começo da Avenida Paulista (https://banco.bradesco/html/classic/canais-digitais/autoatendimento/moeda-estrangeira.shtm), porém gastando muito tempo para poder cadastrar a autorização no sistema do banco (cerca de 3 horas), por ser a primeira vez e eu não ter biometria cadastrada.
      Na 3.a feira 17/10, no Aeroporto de Guarulhos troquei uma das notas recebidas da máquina por outras menores em uma casa de câmbio. As atendentes foram muito gentis (até estranhei). Quando fui usar o dinheiro no Chile disseram-me que estava riscado, borrado e com carimbos e que não era costume receberem notas assim no Chile, mas acabaram aceitando. Quando as troquei em Guarulhos eu não percebi.
      No voo conheci um casal de gaúcha e paulista que deram bastante informações sobre o Chile, Santiago e sobre suas experiências por lá .
      O avião fez o sobrevoo sobre os Andes (https://www.google.com.br/search?q=sobrevoo+andes+sao+paulo+santiago&tbm=isch) na parte final da viagem para chegar a Santiago. O comandante avisou que iria começar e me pareceu ter reduzido a velocidade para que os passageiros aproveitassem a vista ou talvez por razões de segurança. O avião parecia parar. Como o tempo estava limpo, deu para ver amplamente a paisagem. Achei-a espetacular . 
      Havia levado sanduíches para a viagem e talvez o jantar, mas não pude entrar com eles. Informaram-me que era proibido e seria descartado na verificação sanitária. Resolvi comer todos no voo e após a aterrissagem, antes de passar pela verificação sanitária 🥪🥪🥪🥪🥪.
      No aeroporto perguntei a alguns taxistas sobre como chegar ao centro e me deram informações incorretas 😞. Como já havia estudado um pouco o mapa da cidade não acreditei e fui até o centro de informações turísticas, que me deu as informações corretas sobre meios de ir ao centro, localização de hostels e demais pontos relevantes para minha estada em Santiago. Deram-me gratuitamente um mapa da cidade. Fui bem atendido . Achei estranha a postura dos taxistas e incompatível com o nível do país. Lembraram-me algumas experiências desagradáveis no Brasil.
      Precisei fazer um pequeno câmbio no aeroporto para pagar o ônibus até o centro. A taxa foi desastrosa. Foi de 169 pesos chilenos por real. Troquei R$ 16,00 na AFEX e ainda paguei US$ 1.50 de tarifa. Depois descobri que isso não era necessário. Poderia ter pego um ônibus da empresa Turbus até seu terminal e pago com cartão de crédito.
      Peguei um ônibus urbano regular da empresa Centropuerto (http://www.centropuerto.cl) até a região central (Metro Los Héroes - Plazoleta central) por 1800 pesos (acho que comprando a ida e volta havia um desconto). De lá fui caminhando até a Rua Augustinas para fazer câmbio para a viagem. No caminho vi bicicletas do Itaú para aluguel, semelhantes às que há no Brasil.
      Na Laser (http://www.cambioslaser.cl - Augustinas, 1022) troquei R$ 1.050,00 com taxa de 190 pesos chilenos por real e sem tarifa. Só não troquei tudo porque não aceitava notas de R$ 20,00. Troquei R$ 130 na Suiza (Augustinas, 1036) com taxa de 189 pesos chilenos por real e também sem tarifa.
      Fiquei hospedado no kombi Hostel (https://www.facebook.com/kombihostelsantiago) por 4 noites. Paguei US$ 35 e 1200 pesos chilenos pelas 4 noites (eram US$ 37, mas eu não tinha US$ 2 trocados). Paguei em dólares para ficar isento dos 19% do imposto de valor agregado, que não é pago por quem usa moeda estrangeira forte no pagamento. Mas o atendente, filho do dono, disse que eles não emitiam aquele tipo de nota em que vale esta regra, então não fazia diferença. Assim, os dólares teriam sido desnecessários.  Achei o hostel bem razoável, com bom café da manhã e boa localização, apesar do barulho à noite devido às casas noturnas do entorno. O dono era brasileiro e seu filho falava fluentemente português. Talvez por isso havia muitos hóspedes brasileiros. Para minha avaliação completa veja (https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g294305-d1672899-r540752838-Kombi_Hostel-Santiago_Santiago_Metropolitan_Region.html).
      Após chegar conheci alguns hóspedes e ficamos conversando. Havia duas cariocas, 1 argentino que trabalhava no Brasil, 1 baiano e 1 chileno. Depois ainda fui comprar 1 banana no Supermercado Líder (https://www.lider.cl/supermercado) por 160 pesos.
      Para informações e atrações de Santiago veja http://chile.travel/pt-br/onde-ir/centro-santiago-e-valparaiso/santiago e https://nosnochile.com.br/19-atracoes-gratuitas-para-curtir-em-santiago-do-chile. Os pontos de que mais gostei foram a vista dos Andes, o Parque Metropolitano, o Monte Santa Lucia, a simulação do interior do cérebro e os museus históricos e artísticos.
      Na 4.a feira 18/10 fui ao Parque Metropolitano (http://www.parquemet.gob.cl), que me disseram ser o maior parque urbano do mundo, mas que desconfio não ser uma informação precisa. De qualquer modo pareceu-me bem grande e gostei muito dele. Fiquei das 10 às 20 horas. Comecei subindo a trilha a pé para ir ao Santuário de Imaculada Conceição no Monte San Cristóbal. Fiquei lá algum tempo admirando a vista da cidade  por vários ângulos e também o santuário em si. Depois fui andar pelas trilhas do parque para explorá-lo, no meio da vegetação e às vezes na pista para bicicletas e automóveis. Havia piscinas, mirantes, áreas verdes, monumentos, casas de cultura, anfiteatros, construções para eventos e espetáculos, jardins botânicos, esculturas ao ar livre, cemitério de cachorros, etc. Encontrei muitas turmas (provavelmente de estudantes) e ciclistas. Não tive nenhum problema de segurança, embora ao perguntar para alguns profissionais de segurança, eles tenham dito para que eu evitasse trilhas desertas e algumas áreas na borda do parque. Abriu o sol e eu estava sem bloqueador solar, mas não me senti queimar muito. Achei espetacular a vista da cidade com os Andes ao fundo . Perto do belo por do sol um prédio muito alto refletia seus raios com parte lateral de suas janelas mais altas, fazendo uma imagem de que muito gostei . Todas as atrações foram gratuitas. Depois do passeio comprei 400 g de macarrão, 1 banana, 1 cebola e 1 tomate por 998 pesos chilenos no Supermercado Líder. À noite, o baiano Karlos Neon tocou algumas músicas brasileiras e estrangeiras na primeira parte de uma festa promovida pelo hostel. A festa teve uma 2.a parte e depois uma extensão numa casa noturna, mas eu fui dormir no intervalo . 
      Na 5.a feira 19/10 comecei indo ao Museu La Chascona de Pablo Neruda, mas não entrei por achar caro, somente vendo alguns versos nas paredes de fora. Segui visitando a Universidade perto do hostel e a Escola de Direito, o Bairro Bellavista, parques próximos ao hostel, o Parque Florestal, o Museu de Belas Artes e o MAC (Museu de Arte Contemporânea), em que havia uma simulação de como é dentro do cérebro , e o mercado de verduras e frutas, onde aproveitei para comprar 2 batatas por 40 pesos, 6 bananas por 270 pesos e 4 tomates por 200 pesos. Depois fui visitar um centro cultural, a Universidade Católica, igrejas, o convento franciscano mais antigo do Chile, a Estação Central, imprimi minhas passagens no terminal da empresa Turbus (lá os terminais são específicos para as empresas e não rodoviárias gerais) e terminei o dia visitando o Parque O'Higgins e agregados, de que muito gostei, com suas várias atrações . Todas as atrações que visitei foram gratuitas. Vi muitos cachorros de rua durante os passeios. Dei um dos mapas (acho que foi o do Parque Metropolitano) que havia ganho para a francesa Jane, que estava hospedada no hostel. Reencontrei as cariocas, agora juntas com outros brasileiros. 
      Na 6.a feira 20/10 comecei visitando o Parque Baquedano e o Bairro Lastarria. Depois fui visitar o Monte Santa Lúcia, que achei muito bom  com muitas atrações, construções antigas, monumentos, jardins, vistas espetaculares com 360 graus de amplitude a partir do centro da cidade , fontes, etc. Apesar da chuva, que engrossou um pouco ao longo do passeio, foi um dos pontos de que mais gostei. Havia vários brasileiros visitando o local. Saindo de lá visitei o Centro Histórico, o Centro Cultural La Moneda e o Museu Histórico Nacional, que achei apresentar uma excelente visão da história do país , com ilustrações e explicações do processo histórico. Mas, justamente por querer ver detalhadamente, não consegui completar a visita. Parei no meio do século XX, antes do Allende e do Pinochet. Saindo de lá, já sem chuva, pude ver e ouvir um grupo tocando música popular na Praça das Armas, que fazia com que as pessoas dançassem. Na volta para o hostel ainda passei por grupos folclóricos (1 deles com boneco gigante) em um beco com várias formas de arte. Todas as atrações foram gratuitas. Neste dia comprei 330 pesos em batatas e 2 tomates no mercado de verduras e frutas e 480 pesos num pacote de macarrão no Supermercado Líder, já me preparando para a viagem para o Atacama. À noite chegou um paulistano que pretendia passar o fim de semana em Santiago.
      No sábado 21/10 saí cedo para pegar o ônibus para São Pedro do Atacama. Pedi para tomar o café da manhã antes, coisa com que os atendentes do hostel concordaram, mas me disseram que não seria possível pães, pois a padaria só fornecia os pães a partir das 8 horas. Encontrei alguns pães na área em que os hóspedes deixam alimentos para compartilhar ou talvez em que o próprio hostel tenha colocado as sobras do dia anterior. Combinei então com o atendente de pegar aqueles pães e ele substituí-los quando chegassem os da padaria. Andei cerca de 1 hora a pé até o terminal da Turbus (https://www.turbus.cl), empresa de que eu havia comprado as passagens ainda no Brasil por 40.300,00 pesos. O ônibus saía às 9:31 e chegava às 8:00 do dia seguinte. Comprando pela internet havia desconto de 10 a 15% e comprando com antecedência ainda se conseguia preços mais baixos (acho que eram promocionais). Antes do ônibus sair pedi para a atendente de um bar encher minha garrafa com água da torneira, que ela disse ser potável. O condutor do ônibus alertou-me para tomar cuidado e não deixar minhas coisas sozinhas, principalmente passaporte e carteira. Foram fornecidos 2 pequenos lanches (1 suco pequeno de caixa e 1 biscoito pequeno) durante a viagem, que foi tranquila. Houve várias paradas em vários locais para embarque e desembarque. Gostei da paisagem enquanto ainda era dia , principalmente da parte que permitia vista da costa . À noite o céu estava bastante estrelado . Perto da chegada, a vista da região do Atacama também me agradou . Na parada em Chacabuco, comprei bananas, peras, pães e marraquetas (um tipo de pão) por 2932 pesos chilenos no Supermercado Unimarc (www.unimarc.cl). Conheci 2 alemãs (1 falava português, pois sua mãe era brasileira) e 1 francesa que estavam indo para São Pedro do Atacama.
      Para as atrações e informações de São Pedro de Atacama veja http://www.sanpedrodeatacama.com, https://www.visitchile.com.br/guias-de-viagem/san-pedro-de-atacama/aonde-ir.htm e https://www.dicaschile.com.br/2017/04/o-que-fazer-em-san-pedro-de-atacama.html.
      No domingo 22/10, após chegar, fui procurar locais com os menores preços para ficar. Passei por vários hostels e hotéis até encontrar o Juriques (http://www.juriques.com/hostales.html), que a alemã havia mencionado no ônibus e que eu havia pesquisado no Brasil. Quando lá cheguei o preço era menor do que o que eu havia visto no Brasil e o menor de todos que eu havia visitado lá. Fiquei nele por 6.000 pesos por diária. Para minha avaliação completa do hostel veja https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d2367239-r540755097-Juriques_Hostal-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html. 
      O atendente Hector foi muito cordial e disse que entraria em contato com a pessoa que fazia os passeios para as atrações para o hostel para fazer um orçamento. Enquanto isso eu fui para várias agências (algumas que eu já havia pesquisado e com quem já havia conversado do Brasil) para levantar preços. Os melhores preços encontrei na Andes Travel (https://www.tripadvisor.com/Attraction_Review-g303681-d8368194-Reviews-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html), Caracoles, 174, telefones 552893281, 982459568, 971044491, 942962663, que me atendeu bem. Para minha avaliação completa dela veja (https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d8368194-r540757282-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html). Voltei ao hostel e Hector me disse que a sua parceira de pacotes não conseguiria cobrir os preços que eu havia encontrado. Agradeci muito e voltei para a Andes Travel para fechar o pacote. Paguei 110 mil pesos por um pacote que incluía 5 excursões (Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas; Salar de Tara; Vale do Arco-íris; Lagoa Cejar, Olhos do Salar e Lagoa Tebinquinche; e Geyser El Tatio). Saindo de lá fui agendar o Tour Astronômico na Space (http://www.spaceobs.com), que disseram ser muito concorrido e necessário ser agendado antes. Agendei para 4.a feira, 25/10, comprometendo-me a pagar US$ 30.00 (poderia alternativamente pagar 20 mil pesos) até as 15 horas do dia do evento, caso este não fosse cancelado (poderia ocorrer cancelamento devido a questões atmosféricas). Saindo de lá troquei US$ 20.00 por 2 notas de 10 e novamente comentaram dos carimbos na nota que não são bem aceitos no Chile, mas fizeram a troca. Também passei no setor de informações turísticas, onde me deram um mapa e várias informações sobre a cidade e sobre como ir ao projeto ALMA (http://www.almaobservatory.org), de observação do espaço sideral, inclusive para busca de vida extraterrestre. Depois de tudo isso resolvi aproveitar o fim de tarde para conhecer minha primeira atração, Pukara de Quitor (https://www.google.com.br/search?q=pukara+de+quitor&tbm=isch), que era próxima, somente a 3 km de distância. Fui andando. Paguei 3 mil pesos pelo ingresso de entrada. Gostei muito da vista dos mirantes  que existem ao longo da subida. Gostei também das estruturas arqueológicas, da estátua e da caverna . Na volta fiz caminho diferente e acabei não fazendo o melhor percurso. Estava de chinelo e acabei entrando no leito seco de um rio cheio de pedras, o que soltou a tira do meu chinelo . Ao voltar para o hostel conheci um grupo de israelenses, uma dupla de 1 americana e o chileno Brian, e um alemão que era engenheiro de ensino, teve uma doença e passou a trabalhar como caminhoneiro. À tarde já havia conhecido um espanhol das Canárias que estava passando uma temporada ali e vivia de tocar música. Preparei o que havia comprado para o jantar usando a cozinha do hostel. Pedi para o atendente me acordar no dia seguinte.
      Na 2.a feira 23/10 fiz a excursão para Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=lagunas+altiplanicas+y+piedras+rojas). Acho que o atendente acordou a pessoa errada (ele disse que me acordou, eu recusei e não quis acordar 😪). Mesmo assim, pouco tempo depois eu acordei por conta própria e deu tempo de me preparar. A van estava prevista para passar às 7:30 e passou um pouco depois disso. Achei a excursão muito boa . Havia 6 brasileiros (de São Paulo, Limeira e Florianópolis) e 2 americanos de Miami. Achei o guia o melhor de todas as excursões que fiz. Começamos visitando o povoado de Socaire, onde havia um casa típica com uma lhama, objetos típicos e uma pequena e simples igreja histórica . Depois fomos para as lagoas altiplânicas e as pedras vermelhas. Paguei 3 mil pesos pela entrada. Achei-as espetaculares . A paisagem com as montanhas ao fundo e a cor das pedras, do solo e da água faziam uma combinação de que muito gostei nos vários locais. Chegamos inicialmente ao Salar de Talar onde tomamos café da manhã, que achei bem razoável . A água era fria, verde e salgada, e havia flamingos na lagoa. No meio da trilha havia uma estrada para carros, que eu achei que era aberta à visitação. Peguei-a para chegar mais próximo aos flamingos, mas era proibida. O guia assobiou para mim, mas eu pensei que estava achando que eu iria me atrasar e disse com gestos que só iria um pouco mais e voltaria. Quando voltei ele me disse aborrecido que o caminho era proibido. Aí que eu entendi. Eu sou meio lento mesmo . Depois fomos para as lagoas altiplânicas, com vistas igualmente espetaculares . Fizemos uma pausa para o almoço num restaurante, sendo que na subida já havíamos encomendado (e o meu pedido de almoço vegetariano foi cumprido). O preço já estava incluído no pacote. Gostei bastante da comida, simples e saborosa e do molho um pouco apimentado para se comer com pão . Dei 50 pesos de gorjeta. Após o almoço fomos para o Salar de Atacama e a Lagoa Chaxa. Paguei 2.500 pesos de entrada. Achei o salar bem interessante e amplo e a lagoa bela também, mas diferente das anteriores, por parecer ficar numa planície. Havia também bastante flamingos e crustáceos artemias. Desta vez perguntei ao guia antes detalhadamente por onde poderia andar e não saí do caminho . Ao longo do passeio vi pássaros, raposa e lagartos . Voltamos perto de 17:30. No fim do dia comprei 1 tomate por 30 pesos no Centro Agropecuário.
      Na 3.a feira 24/10 fiz a excursão para o Salar de Tara (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=salar+de+tara). Era das 9 às 17 horas. A entrada para as atrações foi gratuita. Estavam na excursão outros 7 brasileiros (2 de Brasília, 2 cariocas, 2 do ABC paulista e 1 paulistano de origem japonesa), 2 chilenas de Concepción e 1 mexicano. Os brasileiros, incluindo a mim em parte do tempo, ficaram juntos e pareciam bastante animados. O carioca mencionou a visita ao Estádio Nacional em Santiago, que eu não havia feito. A guia chamava-se Marta. A estrada era bem sinuosa e uma enorme subida em boa parte do trajeto. Houve muito vento, principalmente nas áreas mais altas e descampadas e perto da lagoa, porém até que não estava tanto frio, principalmente no sol. Paramos na estrada para o café da manhã num local com bela vista . Achei espetaculares as paisagens tanto no caminho como no próprio salar , principalmente a partir das zonas altas que permitiam vista bem ampla, do salar e da lagoa. As estruturas rochosas cujas semelhanças estimulam a imaginação também muito me agradaram . Vimos vicunhas, jumentos, pássaros e coelhos ao longo do passeio. Senti dor de cabeça a partir do meio do passeio, que foi o de maior altitude que fiz. O café da manhã foi bem razoável, mas o almoço não foi suficiente para todos com fartura. Foi servido após a visita à lagoa. Quando cheguei já estavam terminando vários itens e acabei pegando menos do que pegaria normalmente para deixar para os outros. Na volta paramos na estrada novamente para apreciar a vista e tirarem fotos. À noite ainda assisti a um jogo de futebol no pequeno estádio da cidade , com entrada gratuita. Comprei 600 pesos em tomates, cebola, pepinos, abobrinha, cenoura e pimentão no Centro Agropecuário.
      Na 4.a feira 25/10 fiz a excursão para o Vale do Arco-íris (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+del+arcoiris). Era das 8:30 às 14 horas e incluiu um bom e farto café da manhã. A entrada custou 3 mil pesos. O motorista chamava-se Julio e o guia chamava-se Burak, era turco e sabia falar português razoavelmente. Eu era o único estrangeiro, acompanhado por alguns chilenos (cerca de 6). Vimos pássaros, vicunhas e lhamas no caminho. Começamos visitando Yerbas Buenas, uma área com petroglifos, que eram variados, com muitas figuras de animais, incluindo 1 macaco, 3 flamingos, desenhos xamânicos e outros. Depois fomos para o Vale do Arco-íris que tinha rochas com formas e cores variadas, amarela, verde clara, verde escura, marrom clara, marrom escura, cinza e negra, entre as que pude perceber. Achei o cenário espetacular, principalmente as vistas a partir do alto . Voltamos para a cidade e fui até o hostel, onde a americana Grace explicou-me sobre a ida ao Vale da Lua. Fui até a Agência Space, verifiquei que o tour astronômico da noite estava confirmado e paguei por ele. Depois dei uma volta por parte da cidade e gostei do Mural do Liceu Politécnico com cenas da vida indígena, das bonitas pequenas praças com vegetação (acho que local) e da igreja central, que visitei vários dias . Procurei ONGs para conhecer e não encontrei nenhuma que necessitasse de doações. Depois de muito procurar, descobri também de onde saíam os ônibus para o Projeto ALMA nos finais de semana, pois apesar de não haver vagas para reserva nem para lista de espera, era possível ficar esperando na porta do ônibus para ver se havia desistências. À noite fui ao tour astronômico da Agência Space. Foi um dos eventos de que mais gostei . Achei espetacular a vista do céu a olho nu e com telescópios. Era num observatório um pouco (uns 15 minutos) afastado da cidade. O ônibus nos pegou cerca de 20:50 numa esquina da Rua Caracoles e nos trouxe de volta cerca de meia noite. Eram cerca de 20 pessoas. O monitor da minha visita foi o Danilo. Pareceu-me ter profundos conhecimentos da área. Inicialmente foi possível observar o céu a olho nu e, com auxílio de um laser, identificar as constelações do zodíaco visíveis no horário. Posteriormente foi possível visualizar muitos itens com telescópios (cerca de 10), como as crateras da Lua, o Planeta Saturno, a Nuvem de Magalhães, as Plêiades, nebulosas, galáxias próximas, estrelas binárias, etc. No final, com a temperatura já bem mais baixa, houve uma conversa em um auditório para dúvidas, tomando chocolate quente. Só achei que parte do tempo usado com brincadeiras no início poderia ter sido usado para informações mais relevantes sobre o assunto, sem perder o bom humor que caracterizou toda a apresentação. Depois de encerrado, o ônibus deixou cada um perto das suas respectivas acomodações. 
      Na 5.a feira 26/10 fui com Grace pela manhã ao Vale da Morte ou Vale de Marte (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+muerte+atacama). Fomos caminhando, cerca de 30 minutos. No caminho passamos por um mural sobre a população e o local. A entrada para o Vale custou 3 mil pesos. Realmente parecia com as fotos que eu costumo ver de Marte, com pouquíssimo seres vivos, só rochas e areia, de cores vermelha, laranja e marrom. As vistas me pareceram espetaculares . Havia algumas pessoas praticando descida de esqui na areia. Fomos até a borda final do Vale. Depois de contemplar bastante perguntei a Grace se queria ir para a parte de trás, que parecia um pouco distante, para contemplar a vista e depois descer pela areia, porém sem esqui. Mas ela disse que não estava muito bem, não tinha se alimentado bem e preferiria voltar. Fiquei um pouco preocupado, mas ela disse que conseguiria voltar sem problemas e que eu poderia ir. Depois dela reafirmar isso algumas vezes, mencionar que havia várias pessoas fazendo o trajeto, e portanto seria socorrida caso algo de errado ocorresse, decidi ir só para os paredões e deixá-la voltar só. Fiquei pensando se ela não poderia estar com hipoglicemia e acabei ficando preocupado durante minha ida aos paredões. Pedi autorização à guarda para ir ao outro lado do desfiladeiro e descer pela areia, ela ficou meio ressabiada, mas me autorizou, somente dizendo para eu ter cuidado, principalmente na descida. Para achar a entrada para o outro lado do desfiladeiro fiquei um tempo tentando, mas era óbvio que só poderia ser aquele caminho que peguei. Durante o começo da minha caminhada acompanhei Grace com o olhar lá de cima para ver se estava caminhando bem. Depois fui me aprofundando nos paredões e fui bem mais longe do que planejara inicialmente. Achei as vistas lá de cima espetaculares . Quando cheguei longe o bastante, já tendo passado do ponto original do caminho pelo qual viemos, decidi descer pela areia, fazendo uma espécie de esqui com os pés, o que encheu de areia meu tênis 👟. Na volta, já fora do vale, ainda subi em algumas colinas para apreciar a vista, em especial numa em que havia uma cruz. Quando cheguei ao hostel encontrei Grace conversando na mesa, com boa aparência. Perguntei-lhe se estava bem e disse que estava bem como sempre . Almocei, descansei um pouco e fui para a excursão para as Lagoas Cejar (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=laguna+cejar) e Tebinquinche (https://www.google.com.br/search?q=laguna+tebinquinche&tbm=isch) e os Olhos do Salar, a única da agência em que eu fui pegar o transporte na própria agência. Estava prevista para sair as 16 horas e atrasou cerca de meia hora. A entrada para Cejar custou 15 mil (até as 14 horas era 10 mil) pesos e para Tebinquinche custou 2 mil pesos. O motorista Eduardo do micro-ônibus era de origem boliviana e muito bem humorado. Eram cerca de 10 pessoas. Nesta excursão conheci o brasiliense Tiago, filho de mineiros, atleticano, e conversamos sobre a situação do Brasil. A Lagoa Cejar me pareceu muito bela  e com muito sal, onde não se afunda. Havia chuveiros para se tirar o sal depois do banho. A seguir fomos para 2 poços ao lado da estrada, chamados de Olhos do Salar, onde pude nadar bem, apesar da água um pouco fria. As paisagens do deserto agradaram-me bastante . Seguindo em frente fomos para a Lagoa Tebinquinche, cujas paisagens também muito me agradaram , variando de acordo com a luminosidade do fim de tarde. Dei uma volta no circuito permitido e pudemos contemplar o por do sol a partir dela, mostrando a cor da lagoa azul turquesa e as montanhas multicoloridas . No fim do passeio houve um pequeno lanche e experimentei uma bebida alcoólica chamada pisco sour, de que gostei  e achei não muito forte. Voltamos já no escuro. Em outro momento um francês que conheci no albergue me falou de sua visita à Lagoa Cejar de bicicleta. Fiquei pensando que poderia ter feito o mesmo, economizado o dinheiro da excursão, pago menos pela entrada e ficado muito mais tempo aproveitando desde a manhã. Neste dia comprei 860 pesos em pães, 120 pesos em 1 cebola e 460 pesos em cenoura, maças e abobrinha no Centro Agropecuário. Pedi para um grupo de 3 chilenas que havia chegado e ficado no mesmo quarto para me acordarem no dia seguinte por volta de 4:15.
      Na 6.a feira 27/10 fiz a excursão para os Geysers del Tatio (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=Geysers+del+Tatio). Era das 5 hs ao meio dia. As chilenas, que também iriam para a mesma excursão, porém com outra agência, acordaram-me exatamente como pedi. Durante boa parte da noite um rapaz esteve passando mal e vomitando. Perguntei se precisava de ajuda, mas não respondeu. Pelo que o atendente do hostel me falou ele estava alcoolizado. O micro-ônibus demorou um pouco para passar (atrasou mais de meia hora). O motorista novamente era o Eduardo, mesmo do dia anterior. Eram cerca de 20 pessoas, entre as quais havia uma publicitária de São Paulo. A entrada custou 10 mil pesos. Dei mil pesos de gorjeta quando o guia passou o chapéu pedindo no fim da excursão. O ônibus subiu lentamente, em parte no escuro, mas como atrasou, em parte já com um pouco de luz do amanhecer. Assim deu para ver a silueta das montanhas e alguns animais. Achei a paisagem espetacular . Ao chegar lá informaram-nos que a temperatura era de -6.4 C  e após breve explicação e recomendações de segurança fomos ver os geysers. Havia vários e a água era muito quente e jorrava bem alto em alguns. Existia um geyser chamado Mata Gringo. Narraram que uma turista belga morreu queimada quando caiu em um geyser. Na minha visita as delimitações guardavam razoável distância para os pontos de que saem água. Pude tocar em um pouco da água que escorria pelo chão de um geyser e senti o quão quente poderia ser (estava quase fervendo). Achei a vista deles muito boa e os maiores imponentes . Tomamos café da manhã (razoável, mas inferior ao da maioria das excursões anteriores) apreciando os geysers. Na volta pude ver a paisagem com a luz do dia. Entre ida e volta pudemos apreciar o vulcão que havia no caminho, as montanhas, os cursos de água, a vegetação e os animais (flamingos, pássaros, vicunhas). Paramos na estrada para ver o vulcão e as aves no rio e depois no povoado de Machuca, onde havia espetinho de carne de lhama. Eu, como não como carne, fui explorar a vila e conhecer a pequena igreja local de 1933, a vista a partir da colina em que ela ficava, as casas locais e o jardim com plantas típicas . Fizemos ainda uma parada extra no cânion de um rio com montanhas em volta . Chegamos por volta de meio dia, eu almocei e fui deitar um pouco, pois estava com dor de cabeça, provavelmente devido à altitude, que perdurou por boa parte da tarde. Após conversar com um jovem chileno recém chegado e receber algumas informações dele, saí cerca de 15 hs para conhecer a Garganta do Diabo (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=garganta+del+diablo+atacama). Fui andando, cerca de 45 minutos. Era um pouco à frente de Pukara de Quitor. A entrada para a Garganta do Diabo e Catarpe custou 2 mil pesos. Na portaria deram-me um mapa e me disseram que fechava por volta de 19 hs. Logo na saída encontrei um francês, perguntei se queria ir junto, mas ele disse que caminhava só. Inicialmente fui admirando a paisagem semidesértica e depois fui por uma trilha que ia subindo, permitindo belas vistas  e acabava em um túnel, que atravessei, só para ver o que havia do outro lado. Eu não tinha luz, mas mesmo assim consegui atravessá-lo com a iluminação que entrava pelas 2 saídas. Não quis seguir em frente do outro lado, somente apreciei um pouco a paisagem. Depois daí segui para a garganta, de que muito gostei . Pareceu-me longa e variada. Achei espetaculares os caminhos no meio do desfiladeiro e as estruturas naturais de pedra. A seguir fui para Tombo de Catarpe, um local com ruínas de construções de pedra. A vista a partir dela também me agradou . Por último visitei mais para frente a Igreja de São Isidro, que era uma capela de 1913, bem simples e antiga, parecia feita de argila. Reencontrei o francês em vários pontos do caminho e no fim quando eu voltava da capela ele estava indo e me perguntou se era longe e o quanto valia a pena. Resolveu ir também. Já bem mais para a frente, próximo da portaria, encontrei as 3 chilenas do albergue, que me pediram para tirar fotos delas. Na saída, pouco depois das 19 hs, pedi desculpas ao porteiro pelo atraso, mas ele disse que não havia problemas. À noite reencontrei o chileno que havia chegado ao hostel e conheci um grupo de alemães em viagem pela América do Sul, com quem fiquei conversando durante o jantar. Ao ir para o quarto dormir conheci um casal de chilenos, o homem era policial, que iria dormir em cima da minha cama (fiquei com medo da cama não aguentar com os 2 ). Comprei 700 pesos em pães na Tackey (https://www.yelp.com.br/biz/tackey-san-pedro-de-atacama), que achei ter os melhores preços, 550 pesos em espaguete no armazém do Vicente, que ficava um pouco abaixo, e 880 pesos em maças, cenoura, pepino e abobrinha no Centro Agropecuário.
      No sábado 28/10 o casal de chilenos e as 3 amigas chilenas foram para Yuni, Grace foi embora e chegaram um grego, australianos e uma alemã. Logo de manhã fui tentar ir visitar o Projeto Alma. Disseram-me que o ônibus saía às 9 horas e eu deveria chegar por volta de 8:30 para ficar em uma fila, caso houvesse desistências. Se desejar fazer esta visita, sugiro fortemente reservar seu lugar o mais rápido possível, pois hoje, dia 12/06 em que estou escrevendo, verifiquei que a próxima data em que se consegue confirmar a visita, sem depender de lista de espera ou desistências é 30/09, ou seja, daqui a mais de 3 meses. A página para tal é http://www.almaobservatory.org/en/outreach/alma-observatory-public-visits. Cheguei por volta de 8:35 e já havia 2 pessoas esperando, 1 alemão e 1 brasileira. Começaram a chegar mais pessoas e logo depois chegou a coordenadora da ida, que organizou a fila e começou a chamar os inscritos confirmados e os inscritos para a lista de espera. Quando acabou de chamar os da lista de espera, o ônibus ficou cheio. Aí o alemão foi embora. Alguns instantes depois a coordenadora disse que 2 pessoas haviam desistido (acho que porque nem todos do grupo em que estavam conseguiram vaga) e que havia sido aberta 1 vaga. Então a brasileira que estava na minha frente pode ir na última vaga, mas eu não. Fiquei feliz por ela, pois era a única chance dela, posto que iria embora no dia seguinte. Decidi então visitar o Vale da Lua (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+luna+atacama). Fui a pé e fiz todo o percurso a pé. Paguei 2.500 pesos (500 pesos a menos por ter entrado de manhã) pela entrada. Levei uma garrafa grande de água, 5 pães e 1 maça. No Centro de Visitantes a atendente deu-me uma explicação geral sobre a visita e, vendo que eu estava a pé e desejava ir depois à Pedra do Coyote, autorizou-me a sair por trás, algo que não era permitido normalmente, sendo que aquela saída estava fechada. Achei espetacular o Vale da Lua , com suas paisagens e variações. Após caminhar um pouco passei pelas Cavernas de Sal. Quando estava visitando as mais fechadas, um casal iluminou o caminho para mim, posto que eu não tinha iluminação. No fim havia um cânion, mas parte estava fechada. A seguir fui para a duna e o mirante. A duna lembrou-me as praias do nordeste brasileiro. O mirante tinha uma vista espetacular , com o anfiteatro bem à frente. Achei um pouco confusas as suas trilhas. A seguir passei por 2 minas de sal antigas. Por fim passei pelas 3 Marias e entrei num campo de sal em que havia uma mina grande. O campo de sal parecia ter aparentes lagos, rios e cachoeiras de sal, que achei espetaculares . Lá encontrei um grupo de brasileiros que tinha vindo de carro desde o sul do Brasil. Após apreciar bastante as várias construções naturais do campo de sal, voltei para a estrada e fui para a saída. Creio que saí perto de 17 horas, rumo à Pedra do Coyote. Mas a volta foi grande e demorei cerca de 2 horas para chegar lá andando. A paisagem do deserto em parte foi bem interessante, mesmo vista da estrada. Cheguei um pouco após o por do sol, mas ainda deu para aproveitar o crepúsculo para apreciar a vista . Fiquei lá até quase a escuridão total e depois voltei no escuro pela estrada, algo que não foi muito agradável, mas não teve grandes problemas. Neste dia comprei 620 pesos em pães.
      No domingo 29/10 tentei novamente ir ao Projeto Alma, mas novamente não consegui. Cheguei perto do mesmo horário do dia anterior, mas desta vez já havia várias pessoas esperando. E não houve desistências suficientes, então ninguém que estava esperando pode ir. Fui então caminhar pela estrada para apreciar com calma a vista perdida do dia anterior. Havia alguns pontos muito bons de observação para o Vale da Lua . Do outro lado reencontrei o final do Vale da Morte em que havia estado antes. Pude explorar com calma a região e contemplar o deserto. Quando voltei para o hostel para almoçar, conheci um casal de brasileiros (Bianca e o marido) que havia acabado de chegar de uma excursão ao Salar de Yuni. Narraram suas experiências, de como gostaram dos locais visitados, das instalações precárias onde pernoitaram e de como passaram mal devido à altitude. Falei-lhes do tour astronômico e se interessaram, porém não conseguiram vaga. Depoi do almoço fui ver alguns pontos da cidade que faltavam e depois fiquei admirando a vida na praça central. Não houve jogos à noite para assistir. O grego foi embora e eu fui dormir cedo para me preparar para ir embora no dia seguinte. Comprei 1450 pesos em pães e 750 pesos em tomates, maça, pimentão e abobrinha.
      Na 2.a feira 30/10 de manhã despedi-me de Hector e peguei o ônibus às 9 horas para Santiago. A viagem foi tranquila com paisagens belas de montanhas e praias . Deu para ver boa parte do que eu havia perdido na ida por estar à noite, principalmente as praias da região da Bahia Inglesa, o caribe chileno. No fim do dia o tempo fechou, mas ja estava escurecendo mesmo e não comprometeu muito. O ônibus parou várias vezes novamente e forneceram 2 lanches pequenos. Além deles, comi parte do que havia comprado e levado. Chegamos por volta de 8 horas da manhã.
      3.a feira 31/10, após chegar fui caminhando até o Palácio de La Moneda, para onde tinha enviado um email para tentar agendar uma visita. No caminho comi uma empanada de uma ambulante, que mais parecia um pastel, pagando mil pesos. Mas não consegui fazer a visita, pois não responderam meu email. Era necessário ter agendado antes (https://visitasguiadas.presidencia.cl). Como não tinha acesso a Internet, o atendente do centro cultural emprestou-me seu celular, mas não achei a resposta. Então fui visitar as salas que faltavam do Museu Histórico Nacional, mas elas estavam fechadas temporariamente para algum tipo de reforma. Ou seja, tinha optado pelo Palácio de La Moneda e pelo Museu Histórico (se desse tempo) ao invés do Estádio Nacional por ser mais viável no tempo de que disporia, mas acabei não conseguindo visitar nada . Entretanto, por coincidência, estava lá bem na hora da troca da guarda, que pude acompanhar inteiramente (cerca de meia hora) . Passeei um pouco pelo centro, comprei 700 pesos em pães Supermercado Cencosud (http://www.cencosud.com), 1250 pesos em uma empanada de queijo e champignon (neste dia foram minhas primeiras empanadas da viagem) e 630 em um creme de Berlim na Paradiso S.A. (http://www.paradiso.cl). Gostei muito destes 2 últimos . Perguntei para a atendente se poderia pagar um pouco menos pela última (acho que cerca de 20 pesos), visto que estava indo embora e aqueles eram meus últimos pesos, sem contar o ônibus, e ela concordou. Depois de comer e andar mais um pouco, peguei o ônibus para o aeroporto, pagando 1800 pesos. Um pouco antes de embarcar comi os pães que havia comprado numa mesa do Starbucks, após pedir para a atendente para usá-la, que deixou. O tempo na volta estava encoberto e não foi possível repetir a vista dos Andes, mas a da ida ficou gravada na minha memória.
       
       
    • Por Léo Tavares
      Lugar Fantástico!
      Peguei um ônibus na rodoviária de BH que me deixou na porta do Local. Existem duas empresas; Saritur e Serro, o custo está em torno de 30$. 
      Para acampar, paguei 45$(diária) +1$ por barraca. O local é bem estruturado, ótimo para passeio em família, vale a pena conferir.
      🙏
      https://www.instagram.com/leo.tavares
      Deixo aqui alguns registros que fiz 📸























      Confira mais no https://www.instagram.com/leo.tavares
    • Por Nicollas Rangel
      Eu já tinha postado aqui um texto sobre como a Bolivia mudou a minha vida, então resolvi relatar o roteiro, os custos e algumas dicas. Entaaao:
      Janeiro/2018 - saída 12/01 e chegada 02/02
      Roteiro: Campo Grande > Corumbá > Puerto Quijarro > Sta Cruz > Sucre > Potosí > Uyuni > La Paz >  Copacabana/Isla del Sol > La Paz > Cochabamba > Sta. Cruz > Puerto Quijarro > Corumbá > Campo Grande.
      Cotação: R$ 1 = BOB 2 
      Custo total dentro da Bolívia = USD 600/R$ 1800,00 - pouco dinheiro, mas fiz tudo o que planejei (custos totais por categoria no final do relato)
      Vou relatando por partes, porque é muita coisa (tentando colocar o máximo de dicas) haha e vou colocando os custos mais importantes e os que lembro, pois não me recordo dos minimos detalhes rsrs
      Meu primeiro mochilão e iniciei minha viagem em rumo à Campo Grande. Sou do interior de Minas, e toda a minha viagem de ida e volta fui rodando de onibus, sem nenhum trecho por avião (o que em um certo trecho me arrependi kkkkkk), todos os custos de transporte incluem onibus e vans.
      CAMPO GRANDE - CORUMBÁ
      Cheguei em Campo Grande no dia 13/01 em torno de 13h e já fui comprar minha passagem das 23h para Corumbá. Eu preferi pegar nesse ho´rario pelo fato de ir menos pessoas do que no de 00h, mas no final não faz diferença alguma kkkkkk os dois vão mais vazios.
      Uma dica que dou para ficar na rodoviária de CP é levar comida, meu Deussssss tudo lá é ridiculamente caro e em volta não tem nada (quando digo nada é realmente nada, porque fica na avenida de entrada da cidade, uma avenida linda mas muito extensa e meio deserta de pessoas, pois só se passa carros nessa avenida) só encontrei um restaurante que custava R$ 12,00 o prato feito. É bom até, da pra satisfazer bem, quando estiver saindo da rodoviraria pelo corredor da entrada, é só perguntar os mototaxistas onde é o restaurante mais próximo, ou já vai ter uma moça lá que vai te abordar te perguntando se está com fome kkkkkkkkkkkkkk. O bom da rodoviária é que tem WIFI e guarda volumes, além de banho de graça. Eu dormiria lá (o que por pouco não aconteceu) hahaha 🤭
      Aqui conheci um rapaz da minha idade (18 anos) que estava acabando de voltar de um mochilão de lá e que me deu seu roteiro impresso, fiquei grato demaaaaaaaaaais. Eu literalmente abordei ele por estar com a mochila tipica nas costas (primeira viagem sozinho, então mesmo que já estva em CP ainda tava inseguro, porque tudo era novo incluindo as sensações, masssss logo acostuma e já se deixa levar rsrsrs) ele me deu muita informação essencial pra passar meu medo e duvidas, ele foi importante demaaaaaaaaaaaaais rsrs. Detalhe: basicamente não vi outros mochileiros como pensei que veria.  Perto do horário do onibus conheci um casal de bolivianos mais velhos já (pelos 40 anos) e que iriam pelo mesmo caminho que o meu, ali já viraram quase meus pais e cuidaram demais de mim, principalmente no Espanhol, sabia bem básico pois eu tinha estudado uns 50% pelo Duolingo kkkkkk (ajuda demais)
      CORUMBÁ - PUERTO QUIJARRO
      Aqui começou a saga rsrsrs Chegando em Corumbá conheci a Livia, outra boliviana que também era de Santa Cruz. Loucaaaaaa e o máximo de pessoa. Estava fazendo mochilão pelo Brasil, também era mais velha, em torno dos 45, com aquela mochila imeeeeeensa nas costas kkkkkk então juntamos nós três e fomos juntos direto pr fronteira. Eu super extasiado por me forçar a falar espanhol por conta dos 3 😂😂.
      Pra chegar a fronteira desde a rodoviária de Corumbá por meio de ônibus, é só sair e atravessar a rua, tem um ponto bem em frente à rodoviraria, ele deve passar de 20 em 20 minutos: via Cristo Redentor. Depois disso, ele vai parar no terminal onde ficam todos os outros onibus, é só descer e esperar o via Fronteira chegar. Depois disso demora alguns minutos e já está na receita federal. Eu cheguei na Receita Federal no domingo 14/01 e também era horario de verão, então tinha uma diferença de hora quando atravessei a fornteira, 2 horas de diferença, sendo que quando não é epoca de horário de verão é apenas 1 hora de diferença. Dei saida do Brasil bem rápido só com a identidade e já fomos nós tres para a Anduana Boliviana. Aí sim, demorou kkkkk fiquei TRES HORAS na fila em pé com chuviscos kkkkkkkk acabei perdendo o trem da morte :ccc . 
      Não me recordo muito bem a hora que abre a receita federal brasileira, se não me engano creio que as 8h ou 9h. Na parte boliviana abre às 7h ❤️ 
      Guardar os dois papeis que se recebe, o do brasil e da bolivia, um é verde e o outro branco, é super importante. Sem eles vocÊ não sai ou não entra dos países e também precisa pra mostrar na entrada da Reserva Nacional Eduardo de Avaroa. Ninguem me pediu a Carteira Internacional de Vacina, mesmo sendo obrigatório a vacina de febre amarela para entrar na Bolivia, porém por precaução, é melhor providenciar. Todos foram bem camaradas comigo, só os agentes brasileiros que são extremamente rudes com os bolivianos, até eu fiquei ofendido pra caramba. Os agentes bolivianos não tratam ninguém de maneira diferente. Do lado da Aduana tem muitas "tiendas" hahaha lá tinha um cambio e troquei meu dinheiro e comprei um chip da Bolivia da operadora TIGO por uns BOB 12 eu acho, muitoooooooooooooo boooooooooom , bate de 100 vezes nas do Brasil cara kkkkk, coloquei BOB 25 de créditos e continuei com eles por uma semana toda usando internet, sem nenhum problema, super fácil e simples ( fica a dica se alguém vai viajar sozinho por lá e não quer depender de WIFI pra acalmar a familia aqui, o que só existe nos hostels e nas rodoviárias rsrs).
      Saindo da fronteira graças a Deussssss, já se entra em Puerto Quijarro e já ve como é a cultura boliviana. Eu ficava em extase kkkkkkkkkkk meses e meses planejando e pesquisando tudo, e depois chegar e viver de fato aquilo é emocionante, eu me empolgava cm tudooooo, com as pessoas, os carros velhos, a comida (pollo pollo pollo) kkkkk almoçamos, batemos muito papo com muita risada (principalmente com os pernilongos fomos para a Rodoviária e compramos a passagem das 19h por BOB 70.
      Gastos do dia:
      BOB 70 - onibus p/ Santa Cruz
      BOB 5 - carregar celular / BOB 7 - banho
      BOB 25 - créditos TIGO/BOB 12 - chip TIGO 
      TOTAL: +- BOB 120/R$ 60,00
      SANTA CRUZ DE LA SIERRA
      Chegamos em Santa Cruz lá pelas 5h e fiquei na rodoviaria esperando ela abrir (até hj não entendi o porquê daquilo fechar, uma cidade daquele tamanho kkkk) nos separamos com tristeza, perdi o contato do casal :c e fiquei na casa da Livia na ida e na volta :)))) 
      Quando vi os micros e o fuzuê de Santa Cruz fiquei loucooooo kkkk muito louca aquela cidade kkkkk aqui gastei muito com Transporte, porque a casa da Livia era bem proxima da Plazza 24 de Septiembre (bem no centro) e a rodoviária é bem longe. Eu peguei Micro pra carambaaaaaaa uns 4 ou 5, sendo que peguei um errado e fui parar num bairro tão longe que as ruas nem eram asfaltadas 😂 😂 me desesperei kkkkk mas deu tudo certo no final. Encontrei um Restaurante Cubano andando na rua atoa e a comida era maravilhosaaaaaa, pena que não tinha nada de fora mostrando que era um restaurante, então não tem como por o nome aqui :c paguei BOB 35 no prato + salada e suco, o que é caro para o valor das comidas bolivianas, mas eu ainda não tinha muita noção dos preços então ok haha
      Gostei de Santa Cruz, é linda do seu modo de ser, mas não carrega muita história e nem muita cultura, já que é a cidade mais 'modernizada da bolivia', então de todas foi a que menos gostei. Por isso tanto na ida quanto na volta, eu não me hospedei. Acabei curtindo o dia todo (da ida e da volta) com a Livia, passeamos muito, fui fazer compras com ela, conhecer as lojas, as comidas, bebidas e tudo mais kkkk ela foi essencial pra que eu aprendesse mais o idioma, pois ela sabia o básico de português e tirava minhas duvidas haha.
      Comprei a passagem pra Sucre por BOB 100 e mais uns biscoitos e água (sempre carregue água, ninguem lá toma agua da torneira, nem as proprias pessoas que morar lá.)
      Outra questão é que as pessoas lá falaram que Santa Cruz é muito perigosa, com umas historias bem sinistras kkkkk me disseram pra nunca sentar na janela do micro com o celular na mão e muito menos com ele na rua, pois quando ele para, alguem enfia a mão na janela e te rouba ele num piscar de olhos. Achei bem louco, mas né, fiquei atento haha. Eu fiquei um pouco sismado com tantas pessoas falarem que era perigoso, mas sinceramente, não vi nada demais. O país TODO, é muito seguro, não existe assalto, nem nada do tipo. O máximo é um furto se estiver dando bobeira, mas isso existe no mundo inteiro. Creio que para O PADRÃO DELES Sta Cruz é perigosa, mas para nós brasileiros, não. Já que estamos muito acostumados com violencia e assaltos, então somos muito atenciosos com nossas coisas e sabemos reconhecer situações de perigo, o que é natural e espontâneo. Por isso em momento algum da viagem, me senti inseguro, aliás, me senti mais seguro lá que em qualquer parte que ja fui no Brasil rsrsrsrs
      CUSTOS:
      BOB 100 - passagem Sucre - 19h
      BOB 35 - almoço 
      BOB 10 - micros (BOB 2 a passagem de micro)
      BOB 15 - lanches e água
      TOTAL: +- 160 BOB/R$ 80,00
      SANTA CRUZ x SUCRE
      Essa rodovira merece atenção cara rsrs eu sabia que era ruim e perigosa por ler sobre, mas não sabia que era tantooo kkkk eu tomei DOIS remédios para dormir já imaginando o q viria, mas sem exageros, eu não dormia profundamente. Cochilava e a cada curva (que são várias, pois sai de Sta Cruz de 400 metros para Sucre de 2800 metros acima do nivel do mar, vai subindo em torno das montanhas) eu acabava acordando, olhava da janela e via o despenhadeiro e o contorno das montanhas pela luz do céu. Era aterrorizante olhar pra aquele abismo cara, eu simplesmente não ficava relaxado, e ficava putassoooooooooooooooo por que todos os outros dormiam igual criança e eu com o olho na nuca 😂 😂  foi a pior viagem da vida cara kkkkk. Uma alternativa é pegar um avião de Sta Cruz para Sucre, mas sai bem caro se comparado ao valor dos onibus. Porém tem outra opçãp bem viável, pode se comprar uma passagem para Cochabamba (que fica no centro da Bolivia) e de lá para Sucre, só vai demorar um pouco mais, mas em compensação, vai dormir bem e não vai passar medo, além de poder sair mais barato também. O onibus chacoalhava muito, pois parte da estrada era de terra. No final acabei perdendo meus tenis, pois chegando em Sucre fui calçar eles e simplesmente não estavam debaixo do meu assento!! Ai eu irei o desespero em pessoa, pois só levei um par de tenis e um de chinelo kkkkkkkkkk todos ficaram rindo da minha cara, acabei ficando um pouco bravo e me ajudaram a procurar hahaha. Hoje, dou razão pra eles, pois a cena deve ser sido hilária kkkkkkkkkk eu louco gritando "donde están mis zapatos? Mis zapatos!!" 😂 😂 😂 😂
      SUCRE
      Euforia passada, cheguei em Sucre às 7h, num frio de uns 11°C em pleno verão, gelando até meu cérebro hahahaha paguei uns BOB 1,50 (não me lembro ao certo, pois to confundindo todos os valores dos micros) até a Plazza 22 de Mayo. Sucre é lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, a cidade mais linda da bolivia, só não mais cultural que Potosí e La Paz, mas mesmo assim maravilhosa. Toda branca, muito branco, super limpa, tranquila, com gente alegre, frio, comida boa... eu viveria lá cara. Parece que eu tava na Europa, na moral kkkkkk fiquei 3 dias hospedado la. Fiquei no Hostal Clavel Blanco, calle Loa (rua paralela à Plazza 25 de Mayo) que era extremamente próximo de tudo!!!!!! Recomendo demais o lugar, lá conheci a Rosa da Holanda e a Manon da França, minhas colegas de quarto,  dali ficamos tão amigos que viajamos o resto do país juntos ❤️❤️ misturando ingles com espanhol + mímica, mas com boas risadas deu tudo certo hahaha. Paguei BOB 55 o quarto com 10 camas misto + desayuno = café da manhã rsrs. Fora que a proprietária era um amor, mas não me lembro bem o nome dela, acho que era Angela. Conheci a Laura que era da Argentina, também ficamos super amigos e nos reencontramos em La Paz ❤️ 
      Aproveitei muitooo Sucre. Fui no Mercado Campesino, no Mercado Central, comprei blusas de frio (pois havia levado somente uma, e perdi em Campo Grande rsrsrs, subi no terraço de uma igreja com uma vista maravilhosa de Sucre, conheci gente demais, cada uma de um canto do mundo, me perdi vaaaaaaaaarias vzes pelas ruas de Sucre, pois são muito iguais, sendo a arquitetura colonial em todas e tudo branco hahahaha, mas amava me perder kkkkk ficava na praça central, observando a vida passar, o q mais amavaaaaaaa!! Tomei um negocio de Oreo que era maravilhoso, não me recordo o lugar mas sei que era na mesma rua do hostel, um pouco mais para baixo. Comi um prato com a Rosa em lugar que acabamos encontrando por conta da carne assada que nos chamou haha. Acabei ficando mais no centro, então não fui à Recoleta, o que me arrependi depois. Sucre é uma cidade que guardo comigo cara, queria muito ter ficado mais tempo, a cidade é extremamente tranquila, super jovem, sério tem muitos universitarios, então é uma cidade super viva e gostosa de passear.
       
       


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