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Mochilão - Bolívia-Peru e Chile Dez. 2009 (23 dias) agora com fotos!


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Primeiramente quero agradecer ao site mochileiros.com, esse relato é uma forma de tentar retribuir todas as dicas que fizeram com que a minha trip fosse ainda melhor. Valeu galera, espero poder ajudar os futuros mochileiros que pretendem se aventurar por esse exótico continente chamado America do sul.

 

O inicio

 

Meu nome é Leandro tenho 24 anos, moro em São Bernardo do Campo – SP. Era dezembro de 2008, eu e meus amigos Sidnei, vugo Sidão (27 anos) e Allan (tb 27 anos) resolvemos fazer uma viagem para foz do Iguaçu, foram 5 dias em foz, pra mim foi muito legal por que era a apenas a segunda vez que eu havia saído do estado, curtimos muito lá e quando chegou a hora de voltar ficou aquele gostinho de quero mais.

Depois dessa viagem nós começamos a pesquisar outras rotas para viagens futuras, foi ai que a idéia de fazer essa trip nasceu, primeiro vimos uma noticia de que uma banda que nós gostamos (pearl Jam) poderia fazer um show na argentina, por curiosidade resolvemos ver como poderíamos fazer para ir até lá caso o show realmente acontecesse, tamanha foi nossa surpresa quando descobrimos que era possível ir de ônibus, e o melhor que era barato em vista do que gastamos para irmos de uma cidade a outra no Brasil.

Bom o show não rolou, não fomos pra argentina, mas uma nova idéia começou a nascer, Machu Picchu sempre foi um sonho meu desde os tempos de escola, o Sidnei Tb tinha vontade de conhecer, e nós começamos a ver um possível jeito de se chegar até lá, é nessa parte da história que entra esse site, através do mochileiros.com nós pegamos todas as dicas para se fazer essa trip, o roteiro foi montado, Bolívia e Chile entraram na dança e em 06/12/09 o sonho se tornou realidade.

 

2009 preparativos

 

Era isso, iríamos para Machu Picchu, mais Tb iríamos para o salar de uyuni, para La Paz, para Santiago... Durante o ano inteiro de 2009 a gente se preparou para fazer a viagem, primeiro foi aquela indecisão do vou não vou, depois que batemos o martelo (o Allan ficou de fora por conta da faculdade) nós começamos a correr atrás, foi tudo do zero, então compramos mochilas (a minha foi uma curtlo adventure 65+15) bota, roupas, acessórios como dólar belt, nécessaire, etc, tiramos o passaporte, e a parte mais difícil, separamos a grana. Na realidade a grana foi separada de ultima hora hehehe...

A idéia inicial era entrar na Bolívia via Puerto Quijarro, pegar o trem da morte até Santa Cruz e de lá rumar para Sucre de ônibus, porem com a ajuda do Samir, um amigo aqui da empresa, nós acabamos indo de avião até Santa Cruz, bom essa parte da história eu vou contar logo a seguir.

 

Meu roteiro foi santa cruz/sucre/potosi/uyuni (salar 1 dia)/la paz/copacabana/cuzco/(aguas calientes, machu Picchu)/arequipa/tacna/arica/Santiago/viña Del mar/ sampa.

 

O grande dia 06/12/09 São Paulo – Santa Cruz de La Sierra

Depois de 1 ano de preparação o grande dia chegou, mochila pronta, era hora de se despedir de quem ficaria para trás e rumar para o desconhecido. Dei aquele abraço na minha mãe e fui me encontrar com o Sidão no centro de São Bernardo, a idéia era dormir na casa da Isa que mora perto do metro carrão, e de lá ir até o aeroporto (da uns 15 minutos de carro) antes porem a gente iria parar no Jabaquara para encontrar outra amiga nossa a "De" que Tb ia pra casa da Isa. E assim foi feito, passamos a noite do dia 05/12 na Isa e no dia 06/12 embarcamos, quero agradecer a Isa, que alem de nos abrigar ainda nos levou no aeroporto, valeu Belita !!!

 

Depois de se despedir das meninas no portão de embarque era a hora da verdade, nos próximos 20 dias nós estaríamos a nossa própria sorte sem ajuda de ninguém conhecido, sem pai nem mãe... A sensação de liberdade invade, e junto bate aquele medinho que não chega a ser ruim confesso que a tensão durou até o momento do embarque.

Pra variar só um pouquinho tivemos problemas para sair do Brasil, primeiro incluíram uma escala a mais no nosso vôo, nas passagens dizia São Paulo – Assunção – Santa Cruz, mais tivemos uma parada em Cochabamba antes de chegar a Santa Cruz, depois o vôo que estava programado para as 9:10 atrasou mais de 1 hora, saímos de Sampa lá pelas 10:30 e por ultimo mais não menos importante o lugar do Sidnei já estava ocupado quando embarcamos, ele e uma senhora tinham o mesmo numero de assento, como a aeronave estava lotada ele acabou se dando bem e viajou de primeira classe, cortesia da organizada TAM hehehe...

Ahhh me esqueci de dizer que mudaram os nossos acentos, Tb, lamentável...

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06/12/09 – Santa Cruz de la Sierra

Depois de todas essas escalas finalmente pisamos em solo boliviano, 1 ano de planejamento e em menos de 5 minutos eu percebi a sua primeira falha; dia 06/12 foi o dia das eleições presidências bolivianas na qual o senhor Evo Morales se reelegeu, o problema é que em dia de eleição nada funciona na Bolívia, e quando eu digo nada, eu quero dizer NADA!

Vc tem idéia do que é desembarcar num aeroporto vazio? Uma cena inimaginável para um paulistano... Porem foi assim que encontramos o aeroporto viro-viro, vazio. Ficar um dia preso em Santa Cruz seria muito ruim para o planejamento, primeiro por que lá tudo é caro, segundo que não tem nada para se fazer, enquanto estávamos conversando para ver o que fazer um senhor que estava no mesmo vôo que a gente se aproximou e puxou conversa, o senhor Fernando era boliviano, Tb queria ir a Sucre mais por causa das eleições estava preso em Santa Cruz assim como a gente, com a ajuda dele fechamos um taxi até o terminal bimodal na esperança de encontrarmos um bus para Sucre no mesmo dia, o Fernando ficou em um bairro muito bonito onde mora o seu filho, ele iria passar a noite lá, nós fomos até o terminal, a corrida custou 1 dólar para cada.

Como já esperávamos o terminal estava "cerrado" o jeito era se conformar e passar a noite por lá e tentar sair o mais cedo possível de Santa Cruz no dia seguinte.

Fomos para o hotel Brasileiro que fica a uns 300 metros do terminal, o lugar é limpo mais com banheiro compartido e sem desayuno, a diária saiu por 40 bols para cada, um assalto para os padrões bolivianos.

A primeira noite na Bolívia não foi das melhores, um calor infernal quase que não me deixou dormir, depois de muito rolar de um lado para o outro acabei pegando no sono.

 

Dica: tente sair de santa cruz no mesmo dia, a cidade não tem nada para oferecer ao turista e ainda por cima é cara, o melhor a se fazer é pegar um taxi até o aeroporto de trompillo e de lá pegar um vôo para Sucre, em viro-viro vc pode conseguir as passagens.

 

Gastos:

 

Refeição – 12 bols

Hospedagem – 80 bols

Transporte – 150 bols taxi / 602bols Voo até sucre

Passeios -

 

07/12/09 – Santa Cruz – Sucre - Potosi

Acordamos cedo, fechamos a conta do hotel (consumimos água, suco Adde's e refrigerante) resolvemos que seria valido tentar sair de Santa Cruz de avião, primeiro por que o ônibus para Sucre só sairia na parte da tarde, segundo por que ninguém recomenda fazer essa parte da viagem de bus, perguntamos para o taxista se o aeroporto viru-viru fazia o voo até Sucre e ele jurou que fazia, pagamos 50 bols pelo taxi (isso mesmo 50 bols !!!) e fomos até lá, pra meu desespero o taxista nos enganou, o viru-viru não fazia vôos locais, teríamos que ir até o aeroporto de trompillo,contudo conseguimos comprar as passagens lá pela TAM (transporte aéreo militar saiu por 80 dolares U$40,00 pra cada) uma verdadeira pechincha , pagamos mais 50 bols por outro taxi =( e fomos até o trompillo.

O aeroporto é tão pequeno mais tão pequeno que quando o taxista parou na porta eu pensei que ele tava zuando, fica no meio de um bairro e vc pode perfeitamente confundi-lo com uma dessas galerias ou mini-shoppings. Enquanto não dava a nossa hora de embarcar resolvemos dar uma volta pelo centro, Santa Cruz é uma metrópole de médio porte assim como a cidade que moro, estava chovendo muito nesse dia e muitas ruas estavam alagadas, como não tinha muito o que se fazer e a chuva estava incomodando voltamos para o aeroporto, comemos um salgado e esperamos até a hora do embarque.

Pra embarcar no avião nós tivemos que atravessar um pedaço da pista a pé, o avião era pequeno e não me parecia muito seguro, contudo o vôo de pouco mais de 30 minutos foi tranqüilo, chegamos a Sucre por volta das 11 da manhã e pela primeira vez na vida senti falta de ar por conta da altitude.

Sucre está a mais de 2000 metros acima do nível do mar, segundo os bolivianos é a verdadeira capital da Bolívia apesar de a capital ser de fato La Paz, Sucre não estava nos nossos planos, iríamos apenas passar por ela, nosso destino seria Potosi, pegamos um taxi do aeroporto até o terminal de bus, ficou 7bols a corrida, antes de continuar cambiamos ambos 40 dolares.

Na frente dor terminal de bus existe uma infinidade de taxistas, eles ficam esperando os taxis encherem para seguir até Potosi, o preço normalmente é um pouco mais caro do que a viagem de ônibus e a viagem é mais desconfortável, porem vale a pena pelo fato de ser uma viagem mais rápida, cerca de umas 2 horas mais rápida do que de bus, nós entramos em um desses taxis, ficou 30bols, viagem chata até Potosi, foram cerca de 3 horas, a subida é cruel, Potosi está a 4.093 metros, o impacto foi forte no Sidnei quando desembarcamos, ele ficou um tempão mau com problema para respirar e com tontura, eu fiquei de boa, apenas o cansaço me incomodava, depois que o Sidão tomou um ar (que não tinha hehehe) entramos na rodoviária e tentamos comprar as passagens para Uyuni, porem não tinham passagens, tivemos que andar cerca de 4 quadras acima do terminal para achar uma agencia que vendia as passagens, depois disso nós fomos conhecer a cidade. Potosi Tb não era uma cidade onde iríamos parar, nosso objetivo era Uyuni, ficamos cerca de umas 5 horas na cidade mais fiquei com a sensação de que devia ter ficado mais tempo, pegamos um taxi até o centro, tomamos o primeiro chá de coca da viagem muito bem servido por 5bols, no mesmo lugar tem um mirador onde por mais 1bols eu pude apreciar a vista, com o Cerro Rico bem a frente, show de bola.

Na saída do mirador resolvemos comer, fomos até um café pub, eu comi um strogonoff de carne o Sidão Tb, estava muito bom, tomamos suco de fruta, a refeição toda saiu por 90bols para 2 pessoas, foi caro mais valeu a pena.

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Era a hora de partir pra Uyuni, pegamos um taxi de volta até a agencia onde compramos as passagens ,as 20:30 da noite partimos rumo ao salar.

A viagem é chata, a estrada é ruim, o ônibus é desconfortável e muitos bolivianos viajam em pé ou sentados no corredor, o que torna tudo ainda mais desagradável... Por volta da 00:00 o bus para no meio do nada, tem uma vendinha pra quem quiser comprar doces e afins e dentro da casinha se vende algumas refeições de visual duvidoso, no entanto o mais curioso dessa parada é que não tem banheiro, então os homens vão para um lado da casa e as mulheres vão para outro, é punk hehehe...

De volta ao bus rodamos por mais ou menos umas 2 horas até finalmente chegarmos a

Uyuni.

 

Dica: passe uma noite em Potosi a cidade é muito bonita e bem agradável, e é bom Tb que vai ajudar bastante a aclimatar seu corpo a Altitude.

 

Gastos:

 

Refeição – 90 bols

Hospedagem –

Transporte – Taxi até Potosi 30bols / Ônibus até Uyuni 40bols

Passeios –

 

08/12/09 – Uyuni

Chegamos na cidade por volta das 2 h da manhã, fazia um frio de rachar, no desembarque das mochilas eu fui premiado com um furo na minha e ainda por cima caiu Óleo Diesel na barrigueira, fiquei puto mais eu só vi essas coisas pela manhã.

Na frente de onde o bus nos deixou tinha um hostel (El Savador), alguns bolivianos que estavam no mesmo bus que a gente ficaram lá tocando a campainha até que um outro boliviano com cara de sono abriu a porta, nós aproveitamos o embalo e entramos Tb, por sorte eles tinham quartos, fechamos um e fomos dormir. O hotel é aceitável, os banhos são compartidos e o desayuno é pago, porem ele está bem localizado bem localizado já que a menos de 50 metros vc encontra agencias de viagens, casas de cambio e restaurantes (apesar que em Uyuni TUDO é perto).

Acordamos cedo e fomos fechar o passeio até o Salar, dentro do hotel tinha uma agencia, e nós fechamos o passeio até o Salar com eles. Fomos até o outro lado da rua pra fechar nossa ida a La Paz, depois demos uma volta pela pequena cidade, cerca de umas 2 horas depois voltamos para o tão esperando passeio, finalmente o primeiro grande ponto turístico da viagem! Porem as coisas não seriam tão fáceis... Quando chegamos lá à moça da agencia veio com um papo de que não tinha conseguido fechar um grupo, que alguns gringos tinham passado mal por conta da altitude... Resumindo ela disse que o passeio tinha sido cancelado para o outro dia e que o hotel ia arcar com a nossa diária... Fiquei puto dinovo, o Sidão Tb, não queríamos perder um dia em Uyuni como perdemos em Santa Cruz, não aceitamos a proposta da agencia pegamos nosso dinheiro de volta e saímos para tentar fechar com outra, o problema é que já estava um pouco tarde e não conseguimos fechar nenhum passeio... Nossas passagens para La Paz já estavam compradas para a noite e ai bateu certo desespero de sair de Uyuni sem conhecer o Salar, claro que isso não iria acontecer, mais na hora a minha cabeça ficou a mil, porem em poucos minutos tudo se ajeitaria.

Procuramos no guia outra opção de hospedagem, optamos pelo hostal international, explicamos a situação para a dona e ela nos ajudou, primeiro tentou nos encaixar em algum tour o que não foi possível, então ela cuidou de remarcar nossa ida para La Paz para a noite do dia seguinte e fechamos o passeio para o Salar com eles. Não tinha jeito, teríamos que passar mais uma noite em Uyuni, o jeito era dar mais uma volta pela cidade (ainda bem que ganhamos tempo com as viagens de avião).

Uyuni é muito pequena, tudo lá é voltado para o turismo no Salar, saímos para comer, usamos um pouco da internet (extremamente lenta) mais serviu para matar um pouco do tempo. Existem muitas barraquinhas com dezenas de artesanatos e afins, acabei comprando um óculos de sol lá por 15bols, durante o dia as ruas estão sempre cheias de Jipes e turistas, os passeios normalmente começam as 10:00 da manhã e terminam no final do dia.

Fomos dar uma volta mais para fora de Uyuni, queríamos achar o cemitério de trens, andamos cerca de uns 20 minutos até encontrarmos um tipo de reservatório de água, próximo dali alguns soldados do exercito Boliviano estavam fazendo, penso eu treinamento. Não encontramos o cemitério e resolvemos voltar.

Depois ficamos na praça vendo o movimento, mais a noite voltamos para o hotel, antes compramos umas besteiras para comer no quarto.

Uma observação importante é que em Uyuni existe racionamento de água, os banhos em media são controlados (cerca de 7 minutos/pessoa) e após as 19:00 não se tem mais água, os hotéis deixam alguns tambores cheios para casos de emergência. A água volta pela manhã.

 

09/12/09 – O Salar de Uyuni

Acordamos cedo, o hostal não tem desayuno então fomos comprar umas besteiras para comer, na tour a refeição estava incluída então não nos preocupamos muito.

Na hora marcada o jipe apareceu e nós finalmente iríamos conhecer o Salar, eu e o Sidão fomos os primeiros a embarcar, depois entrou um holandês, um português, e um casal, ele alemão, ela australiana.

O clima com a galera foi o melhor possível, o Manuel (sim um português chamado Manuel hehehe) era um senhor super gente fina, e por razões obvias eu fiquei quase que o tempo todo falando com ele já que não falo inglês, mesmo assim ainda deu pra arranhar algumas palavras com o resto do pessoal.

Nossa primeira parada foi num vilarejo que fica a uns 10 minutos da entrada do Salar, lá vc pode comprar alguns artesanatos locais, acabei não gastando dinheiro, lá não tinha nada que me chamou a atenção, depois finalmente entramos no deserto, a primeira vista que tive do Salar foi à de um caminhão carregado de sal, o pessoal estava extraindo o sal, paramos para tirar algumas fotos e depois seguimos deserto a dentro. O visual é impressionante, é uma imensidão de sal e vc não consegue ver o fim, rodamos por cerca de uns 20 minutos no meio do nada até encontrarmos umas pequenas barracas, o motorista/guia/cozinheiro nos explicou que era um grupo chinês que está explorando a extração de níquel,pelo o que eu entendi essa exploração começou a pouco tempo e segundo Manuel o Níquel a grande riqueza que o Salar tem para oferecer, tiramos mais algumas fotos e voltamos a rodar.

Depois de mais ou menos uns 30 minutos começamos a avistar uma montanha, nesse ponto existe um tipo de Oasis onde uma pequena parte do Salar estava mais alagada, ali existe um enorme campo com uma grama verdinha e ao fundo uma maravilhosa montanha cheia de cores exóticas, um espetáculo visual, nem parece de verdade! Tiramos mais algumas fotos das llhamas e do visu do lugar e seguimos para a isla Del pescado.

A isla é o lugar mais turístico do Salar nesse tour de apenas um dia, uma infinidade de jipes estavam parados na entrada da ilha e junto com eles uma infinidade de turistas, a isla possui os famosos cactos gigantes que crescem 1 cm por ano, nessa hora o nosso motorista começou a preparar o rango enquanto a gente deu uma volta pela parte baixa da ilha, depois do rango (frango com tomates, pepinos, pães e arroz com direito a coca cola ou água) nós compramos o ingresso para subir até o topo da ilha.

A subida dura em torno de 20 minutos, de lá a visão que se tem é incrível, um verdadeiro mar de Sal. Tiramos muitas fotos lá de cima, mais ou menos 01h30min depois estávamos na parte baixa novamente, foi nessa hora que encontramos o casal que estava com a gente, eles estavam tirando aquelas fotos engraçadas que todo mundo tira no Salar, entramos na festa, acabei tirando 3 fotos super legais.

Tiramos as fotos e nosso motorista já estava pronto pra partir, iríamos dar uma passada no hotel de sal (que hj é museu) e ainda uma rápida passada no cemitério de trens.

O hotel de sal não é lá grande coisa, visitamos apenas por fora, mais é curioso ver paredes, mesas, cadeiras tudo feito de sal, tiramos algumas fotos, na frente do hotel tem um tipo de marco com varias bandeiras, procurei pela do Brasil e ela estava lá bem pequenininha.

Saímos do hotel e fomos em direção a saída do Salar, um pouco depois fica o cemitério, na realidade é um lixão de trens que por ironia do destino virou atração turística, nosso guia explicou que o governo boliviano tem intenção de fazer um aeroporto bem ali, por conta do alto potencial turístico que Uyuni vem apresentando. Fizemos fotos dos trens e uns 20 minutos depois estamos novamente na cidade.

Nos despedimos dos nossos novos amigos, o Manuel iria para Potosi, nós para La Paz, fomos com ele até a agência em que ele iria comprar a passagem, nos despedimos dele e fomos para a nossa agencia esperar o bus, foi nessa hora que encontramos os primeiros brasileiros da trip, a Juliana e o Pedro. Eles são gaúchos que estavam vivendo no Chile, iam voltar para o Brasil mais antes contrataram uma agencia de viagens para fazer um role pela Bolívia e pelo Peru.

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O Ônibus partiu sem muito atraso, era um semi cama até que bastante confortável (90Bols), a viagem duraria cerca de 12 horas, o principal problema desse trecho são as estradas que não estão asfaltadas... Apenas quando estávamos quase chegando a La Paz que a coisa melhorou com o começo do trecho asfaltado.

A primeira vista de La Paz da janelinha do Ônibus é impressionante, parece uma grande favela com casas amontoadas uma em cima da outra, chegamos ao terminal de Bus por volta das 06:00 da manhã, a Juliana e o Pedro tinha reserva no Hotel Sagarnaga, que era uma das nossas opções, decidimos rachar um taxi e fomos todos para lá. O hotel fica na rua de mesmo nome, pertinho do centro, esta localizado a uma quadra da Calle de las Brujas, fechamos o hotel, tomei a melhor ducha da viagem até então e dormir um pouco ou pelo menos tentei.

Na parte da tarde resolvemos sair pra comer e pra dar uma volta, La Paz é impressionante, uma metrópole dentro de um grande vale, pessoas apressadas, carros buzinando para todo lado, muita poluição... A altitude é realmente um problema primeiro por que a poluição prejudica muito respirar o oxigênio que já não é muito, segundo por que La Paz é cheia de ladeiras e uma simples caminhada pelo centro pode se mostrar desafiadora para os mais sedentários... Fomos até o Alexander Coffoe, muito bem recomendado pelos usuários do fórum e pelo nosso guia, comemos uma torta muito gostosa e um suco de frutas, acho que minha conta ficou 20 bols, depois fomos até a plaza de armas, o lugar é muito legal, milhões de pombos ficam sobrevoando pela Plaza onde pessoas de todos os jeitos e classes social se encontram, ao fundo da Plaza está a catedral, na frente o palácio do governo onde o Presidente Evo trabalha.

Voltamos para o hotel, havíamos combinado de jantar com a Juliana e o Pedro, porem não rolou, a Juliana estava mal por conta da altitude, acabamos indo apenas eu e o Sidnei, começou a chover bem na hora que chegamos a avenida... Queríamos ir até o burger king e assim fizemos depois dessa refeição super saudável e nutritiva (hehehe) voltamos para o hotel, contratamos com a agencia do mesmo (Diana Tour) o passeio até o chacaltaya e vale da lua para o dia seguinte, era a hora de dormir.

 

Dica: Tente fazer o Passeio de 3 dias pelo Salar, o passeio que nós fizemos é muito legal mais extremamente limitado perto de tudo que o salar tem a oferecer, se seu roteiro permitir vc pode entrar pelo deserto do atacama (Chile) e depois voltar a Uyuni (ou seguir pelo Chile mesmo).

Dica 2: O hotel sagarnaga é uma excelente opção, não é caro (40 bols/dia) tem desayuno, está bem localizado e possui a agencia Diana Tour ao seu lado, vc pode fechar seus passeios lá.

 

Gastos:

 

Refeição – 40bols

Hospedagem – 60bols

Transporte – Bus até La Paz 90bols

Passeios – Salar 1 dia 350bols

 

11/12/09 – La Paz – Vale de La Luna – Chacaltaya.

Acordamos cedo, a tour estava marcada para as 08:30 da manhã, tomamos o desayuno no hotel , quando terminamos uma moça boliviana chegou para nós levar até o Ônibus, a moça se chamava Teresa e seria a nossa guia no passeio. Não demorou muito e o Bus apareceu.

Dentro do Bus encontramos 4 goianos! Tinha Tb 2 alemães que estavam se preparando para subir o Wayana Potosi montanha que está a mais de 6.000 metros de altura, pra fechar o grupo tinha um casal ele Uruguaio (mais um sul-americano!) e ela francesa.

Desse momento em diante foi só farra, nos juntamos a galera de Goiás, os caras eram comédia, demos muita risada juntos! Os alemães Tb se enturmaram, eles estavam vivendo a 11 semanas em Cuzco no Peru e sabiam falar bem o espanhol, o casal ficou um pouco mais calado, nossa primeira parada foi o vale da lua.

Porem antes de chegarmos ao vale a Teresa nos falou que passaríamos pela parte rica de La Paz, na realidade eu não vi muita diferença, apenas que é bem menos movimentado do que o centrão e tem casas mais bonitas.

Chegamos ao famoso vale que segundo os bolivianos tem o solo muito parecido com o solo lunar ,daí o nome, e a paisagem é realmente impressionante, não esperava tanto do passeio até por que li em vários relatos que era um passeio descartável, porem eu achei muito legal, passeamos pelo vale, tiramos muitas fotos, a Teresa nos explicou algumas coisas sobre o lugar, foi massa. Na saída do passeio dá pra ver da parte alta do vale lá longe o Chacaltaya, Embarcamos novamente e partimos.

O Chacaltaya está a cerca de 2 horas de onde estávamos, atravessamos La Paz inteira, depois começamos a subir, a estrada é ruim e as curvas são perigosas, quando chegamos a cerca de 4.000 metros o ônibus para, para podermos tirar fotos, a paisagem é impressionante, e o frio começa a incomodar.

Cerca de 30 minutos ou um pouco mais depois chegamos à base da montanha, estávamos a 5.300 metros acima do nível do mar, a capital mais alta do mundo ficou muito abaixo de nós.

Os últimos 130 metros são feitos a pé, pagamos a entrada na montanha e começamos a subir, os alemães disparam na frente, eu e o Sidão tomamos a dianteira do resto do grupo, a subida é foda... Eu passei mal durante alguns trechos, o ar falta, o frio incomoda e o cansaço tanto físico quanto mental é muito grande, o Sidão encarou a subida super bem, ele me esperou nos momentos em que tive que parar para me recuperar e nós alcançamos o topo juntos.

O visual é embasbacante, em meio à cordilheira oriental boliviana com a imponente Wayana Potosi bem na nossa frente. A sensação de superação é imensa... a teresa chegou um pouco depois que nós, ficamos lá por cerca de uns 20 minutos até que o casal chegou. Um pouco depois os goianos.

Com todos lá em cima tiramos algumas fotos e começamos a descida, o tempo estava feio e havia uma ameaça de chuva o que pra mim seria um grande problema, a minha bota é péssima para terrenos úmidos, (in)felizmente tinha pouca neve na montanha o que facilitou muito tanto a nossa subida quanto a nossa descida. Nessa hora o Uruguaio e a francesa decidiram descer com a gente, saímos na frente do resto do pessoal, nos enturmamos com eles, rolou até guerra de neve hehehe (vingança por 1950, 1998, e 2006 !!!). Pouco tempo depois estávamos novamente na base, era a hora de tomar um delicioso chá de coca antes da longa viagem de volta.

No ônibus a farra foi geral, o uruguaio e a francesa se enturmaram, e ficamos conversando quase que o caminho todo, eles são desenhistas e vivem em Barcelona ,na Espanha.

Nessa hora eu comi um amendoim que o uruguaio me ofereceu e não é que fiquei enjoado durante metade do caminho... Será que estava batizado? Hehehe

Bom o passeio chegou ao fim, cada um tomou um rumo e os goianos foram com a gente para o sagarnaga, eles queriam ir até uyuni e deserto do atacama, indicamos a agencia do hotel para eles, os caras são comédia!!! vcs precisavam ver eles negociando a viagem com a moça da agencia em bom e velho português rsrsrs. Dei muita risada. Quando eu e a moça da agencia já estávamos quase desistindo eles fecharam o salar de uyuni por 3 dias mais 1 rápida passadinha no deserto do atacama, o ônibus deles partiria naquela mesma noite, então saímos pra comer algo com eles, os caras queriam comer churrasco ! =P

E não é que achamos uma churrascaria! Não era rodízio como estamos acostumados aqui no Brasil mais era um lugar bacana e a comida estava ótima. Pedi um bife de chorizo e uma coca-cola.

Nos despedimos dos nossos amigos goianos, eles voltaram até o hotel com a gente para pegar as bagagens e em seguida partiram para uyuni.

Assim que chegamos o Pedro e a Juliana foram até o nosso quarto nos convidar para jantar, como tínhamos acabado de chegar da churrascaria não rolou, pelo menos a Juliana estava melhor, conversamos um pouco com eles, mostramos as fotos e pegamos algumas dicas do passeio que eles fizeram até as ruínas de tihuanaco, decidimos que iríamos a tihuanaco no dia seguinte, o Sidnei não curtiu muito por que ele queria fazer o downhill em coroico, mais o preço do downhill fugia um pouco do nosso orçamento, no entanto descobriríamos mais tarde que deveríamos ter feito o downhill... Paciência fica pra próxima.

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12/12/09 – Tihuanaco

No dia seguinte tomamos novamente o desayuno cedinho e para a nossa surpresa a Teresa estava novamente nos esperando, ela seria a nossa guia em mais um passeio.

Entramos no ônibus mais dessa vez o clima não era tão descontraído como no passeio anterior, o bus foi lotado de gringos, a viagem foi um tédio só... Cerca de 2 horas depois estávamos em Tihuanaco.

Primeiro passaríamos pelo museu onde a Teresa nos explicaria um pouco sobre a descoberta dessa civilização Pré-Inca, apesar de bem técnica a primeira parte do passeio é interessante, o museu é repleto de material que os pesquisadores encontraram na região, existem crânios, ferramentas e até bisturis.

Depois de uma passagem pela história fomos conhecer as famosas ruínas. Pra mim foi uma decepção, apesar de já ter lido isso em alguns relatos, a pirâmide ainda está sendo escavada e não está muito diferente das fotos que eu já havia visto do lugar de uns 2 anos atrás, parece que a falta de verba prejudica muito o trabalho dos arqueólogos. Vi a famosa porta do Sol, uns Monolitos e a parte mais interessante do passeio, uma "piscina" que tem suas paredes repletas de replicas de cabeças feitas de pedra, algumas imagens são impressionantes, tem uma lá que lembra um ET... Da onde é que saia a inspiração dos Tihuanacos para esculpirem coisas tão fora do comum?

Demos uma volta pelo sitio e depois fomos almoçar.

Durante o almoço eu provei a famosa carne de llhama, o Sidão não teve coragem de encarar hehehe, no final das contas é uma carne gostosa, tem um gosto exótico.

Durante o almoço fizemos as primeiras amizades desse passeio, primeiro com um senhor argentino super gente boa, e um casal de franceses que tinham acabado de visitar a Amazônia e agora estavam na Bolívia. Conversamos muito, depois de comer era a hora de partir, porem antes demos uma passada na parte do museu onde fica o maior monólito encontrado em tihuanaco com absurdos 7 metros de altura, as fotos são proibidas mais eu acabei vendo um monte de gente que tirou fotos, no entanto quando eu fui tirar o guardinha não deixou =(

Voltamos para o hotel, era nossa ultima noite em La Paz, no dia seguinte iríamos para Copacabana, demos uma ultima passada na calle de las Brujas, compramos uma bela capa de chuva em uma das ruas acima da rua que estávamos, e voltamos ao Alexander Coffoe, compramos um lanche e um Cheesecake para comer no hotel e voltamos.

Fechamos com a agencia do hotel a ida até Copacabana, porem a moça nos informou que poderíamos fechar com eles a ida até Cuzco Tb, como até aquele momento não tínhamos nenhuma queixa do trabalho deles e o preço era bom, fechamos, passaríamos uma noite em Copacabana, depois pegaríamos um ônibus até Puno e outro até Cuzco (bus semi cama).

Dormi minha ultima noite na capital boliviana já com saudades.

 

Gastos:

 

Refeição – 150bols

Hospedagem – 120bols

Transporte – 15bols

Passeios – 200 bols Chacaltaya/vale da lua/Tihuanaco

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13/12/09 – Copacabana – Isla Del sol

Acordamos cedo, o bus que nos levaria para copa passou no horário marcado por volta das 08:30h, a viagem pra copa leva um pouco mais de 3:30h e é bem interessante a paisagem que se vê da janela do Bus, depois de um certo tempo passando pobres vilarejos o Rio Titicaca aparece e a paisagem fica soberba, em um determinado ponto temos que atravessar de balsa, ou melhor nosso Bus tem que atravessar o Titicaca de balsa enquanto nós atravessamos de barco, um pouco mais de 1 hora depois da travessia chegamos a Copacabana.

A cidade é muito pequena, assim que descemos do Ônibus fomos abordados por pessoas que queriam nos vender o passeio até a Isla Del Sol, acabamos fechando um barco ali mesmo sem nem descer do Bus direito... Depois era hora de encontrar um hostal, achamos um na mesma avenida que estávamos, é um hostal novo, entramos pra ver os quartos e fechamos na hora, tinha uma bela vista do Titicaca e o quarto era bem confortável. Nos instalamos, deixamos as coisas no quarto e fomos procurar um restaurante para comer a famosa truta do Titicaca, nem foi preciso andar muito, a mais ou menos uma quadra a frente está umas das ruas principais da cidade que é lotada de comércios, ao final dela está o lago onde os barcos ficam esperando os turistas para o passeio.

Entramos em um restaurante (se é que posso chamar assim) que na realidade era uma casa com um quintal a céu abeto bem grande onde as pessoas eram servidas, pedimos a truta e uma coca, tínhamos mais ou menos 1 hora para comer antes da partida do barco. A comida estava maravilhosa... eu acho que nunca havia comido um peixe com a carne tão saborosa.

Depois do banquete (que se não me engano custou 30 Bols) fomos até o "cais" procurar nosso barco, pelo menos a mulher que nos vendeu os tickets para o barco não nos enganou o barco existia mesmo, esperamos cerca de uns 20 minutos por ali antes de podermos embarcar. Dentro do barco vc tem 2 opções, ou viaja num calor infernal na parte de baixo, ou viaja num frio suportável porem bem chato na parte de cima, escolhemos viajar em cima. O barco é extremamente lento... Chega a ser irritante, se passa mais tempo na água do que na ilha, porem nessa hora conhecemos o Jorge um peruano gente boa que estava pela primeira vez na parte boliviana do Titicaca, fizemos amizade com ele e a conversa fez com que a viagem fosse mais agradável. Um pouco antes de chegar à ilha um dos bolivianos que estava no barco se ofereceu como guia, sei lá por que eu o Sidnei e o Jorge aceitamos contratar os serviços dele, alem de nós uma menina do Pais de Gales completava o grupo, o preço não saiu caro acho que 20Bols /pessoa, porem é um serviço totalmente descartável, já que mais pra frente descobriríamos que nós sabíamos tanto da ilha quanto ele, alem dele ter enganado a Galesa falando que falava inglês quando na realidade ele arranhava tão mau quanto eu... Em pouco mais de 40 minutos já tínhamos atravessado a ilha do lado norte até o lado sul onde o outro barco nos esperava para nos levar de volta. O passeio na ilha do sol é bacana porem não ha nada de mais, a ilha é bem grande, existem muitos nativos que moram por lá e vivem da agricultura para consumo próprio. No final do passeio visitamos a casa Inca que segundo dizem pertenceu a Manco Capac o primeiro Inca. Depois pegamos o barco e voltamos para Copacabana, dessa vez pela parte de baixo do barco (por isso que eu sei que em cima é muito frio e em baixo é muito quente). Assim que chegamos em copa o Jorge nos convidou para tomarmos um gole de Pisco com ele, ele tinha que partir para Lima, nós iríamos dormir em copa para ir a Puno no outro dia, aceitamos o seu convite, fomos até uma praça próxima a agencia de onde sairia o Bus do Jorge e tomamos o Pisco com ele... a bebida é forte, bem parecida com a nossa cachaça, nos despedimos do nosso novo amigo e fomos dormir.

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14/12/09 – Puno/Cuzco

 

Nosso Bus estava programado para sair as 13:30, porém a diária iria vencer as 11:00, ficamos o Maximo que deu no hotel e depois partimos, resolvemos comer novamente a truta do Titicaca mais dessa vez em um outro restaurante na mesma rua, pagamos mais caro e ela nem veio tão bem servida, porem Tb estava ótima. Não tínhamos mais bolivianos e o Sidão bancou a conta em dólar. Tomei a primeira Paceña da viagem.

Fomos até a sede da Diana Tour, eles nos informaram que o Ônibus sairia de uma rua acima da que nós estávamos então fomos até lá. Antes de embarcar no Bus conhecemos mais algumas pessoas, o primeiro era um koreano que só falava inglês mais era gente boa, o segundo era um Sul-Africano que morou 4 anos no Brasil e falava português melhor do que muito Brasileiro hehehe... Por sinal ele tem uma filha aqui no Brasil e pelo que eu entendi foi deportado por ser pego fumando um cigarrinho de maconha hehhehehe...

O Bus era bacana, encontramos mais 2 goianos (impressionante hehehe) e seguimos para Puno. Para deixar a Bolívia é tudo muito fácil, a Aduana é uma casinha caindo aos pedaços, o boliviano carimbou meu passaporte, pegou o papel se não me engano verde de entrada no pais e pronto. Daí tive que andar aproximadamente 500 metros até entrar no Peru, fiz o mesmo processo na Aduana Peruana, eles carimbaram meu passaporte me deram uma outra folha acho que amarela e pronto estava oficialmente no Peru!

Depois de uns 10 minutos embarcamos novamente no Bus e seguimos para Puno, a viagem é relativamente curta cerca de 4 horas, porem a estrada é horrível, toda esburacada. Ficamos pipocando no Bus até chegarmos a Puno, não iríamos nem ao menos sair da rodoviária, apenas trocaríamos de Bus e foi o que fizemos, procuramos o nosso novo ônibus e fiquei surpreso de ver como ele era inferior ao anterior... a Diana tour não tinha dado mancada até aquele momento, porem com esse bus eles pisaram na bola, passaríamos quase 12 horas em um bus sem o menor conforto, sem banheiro, com bancos que não reclinavam direito... A Viagem foi maçante.

Durante a viagem um homem se apresentou como agente de um hotel em Cuzco, ele nos deu todas as informações sobre o lugar, disse que chegaríamos muito tarde a Cuzco e se fechássemos o hotel com ele teríamos um taxista nos esperando assim que desembarcássemos na rodoviária... Eu fiquei desconfiado, o Sidão achou a idéia boa, acabamos fechando com ele, bom eu sei que foi burrice, mais sei lá na hora parecia à melhor opção... Infelizmente era um trote por que quando chegamos na rodoviária a 01:00 da manhã não tinha nenhum representante do tal hotel, perdemos 30 soles (15 cada um) incrível que mesmo lendo um monte de casos parecidos com esse nós ainda caímos... Paciência serviu de lição.

No desembarque fomos abordados por uma legião de taxistas, e a abordagem no Peru é bem agressiva, os caras grudam em vc, tentam te levar de qualquer jeito... Já que não tinha ninguém segurando uma placa com o meu nome procuramos no guia uma opção de hospedagem e fomos fechar um taxi para nos levar até lá, estava muito frio, eu estava cansado e morrendo de sono... Um senhor se dirigiu até nós e se ofereceu para nós levar a um hotel, falamos apenas que queríamos ficar no centro perto da Plaza de armas, fechamos o taxi por absurdos 15 soles e fomos, eu pensei que o senhor era o taxista mais na realidade ele era um tipo de agente, o taxi nos deixou na rua que pedimos e esse tiozinho desceu junto com a gente... Eu comecei a ficar injuriado. No hotel que o guia havia nos indicado não tinha ninguém, estava fechado por fora, o que me leva a acreditar que esta inativo, o tiozinho colou na gente e encheu o saco para irmos com ele até um dos hotéis que ele deve agenciar, só aceitei por que estava muito tarde, mais fui o caminho todo filmando ele andando um pouco mais para trás. O tal hotel se chamava Machu Picchu, fechamos um quarto até a manhã do dia seguinte (na realidade mesmo dia já que já passava da 01:00) e fomos dormir. O hotel não é ruim mais tem um clima meio dark, uma estrutura de madeira barulhenta... não consegui dormir.

A noite saiu por 75 soles.

 

Dica: deixe para comprar as passagens para Cuzco quando chegar em Puno, dessa forma vc pode ver o Ônibus, evitando surpresas desagradáveis como a que eu tive.

Dica 2: Tente chegar em Cuzco pela manhã, e em nenhuma hipótese acredite em histórias do como a que o peruano FDP nos contou no Ônibus sobre reservas de Hotel e etc.

 

Gastos:

 

Refeição – 60bols

Hospedagem – 60bols

Transporte – La Paz Cuzco 130bols

Passeios – Passeio até a Ilha do sol 30bols

 

15/12/09 – Cuzco

 

De manhã bem cedo eu conversei com o Sidnei para procuramos um outro hotel, tínhamos mais algumas opções no guia, pagamos a conta e quando estávamos saindo quem aparece? O tal tiozinho da noite passada! O cara era muito mala! Ele queria que fechamos passeios com ele acho que ele nem dormiu deve ter ficado lá na nossa porta velando nosso sono... Fiquei puto, minha vontade era de mandar o cara para aquele lugar... o Sidnei percebeu meu nervosismo e disse pro tiozinho que iríamos para casa de um amigo, saímos de lá e nos livramos dele para sempre. Fomos até a Plaza de armas, ficamos um tempão procurando o hotel que o guia Havia nos indicado (hostal Pirwa), depois de um tempo encontramos, gostei de como fomos tratados, o pessoal é bem atencioso, o hostal em si é agradável mais nem de longe seria a melhor opção, porem gostamos do lugar e da localização (ao lado do Mac Donald's na Plaza de armas) e fechamos com eles, alem da internet Tb tinha desayuno e TV a cabo, porem os quartos eram pequenos.

Deixamos as coisas lá e fomos conhecer Cuzco. Que cidade maravilhosa... Cheia de construções históricas, demos umas voltas pela região da Plaza e depois fomos resolver os detalhes da nossa ida a Machu Picchu. Depois almoçamos em um dos restaurantes localizados na Plaza de armas, tomei uma Cuzqueña, muito boa a cerveja.

Quando fechamos nosso roteiro decidimos que iríamos gastar o mínimo possível nessa parte da viagem. Machu Picchu seria a parte mais cara da trip e para que o orçamento não ficasse estourado teríamos que fazer alguns sacrifícios, primeiro descartamos a trilha inca, depois descartamos o trem até águas calientes e por ultimo mais não menos importante descartamos o Bus até a entrada da cidade.

Foi com a ajuda do mochileiros.com que descobrimos um método "alternativo" de se chegar a Machu Picchu via Hidroelétrica, o caminho é realmente uma aventura, mais a economia é absurda. Eu usei o tutorial do Tobias:

la-paz-titicaca-cusco-e-machu-picchu-set-out-de-2008-t29649-30.html

Mais vou fazer um baseado na minha experiência até por que fizemos algumas coisas diferentes dele.

 

15/12/09 Machu Picchu Via Hidroelétrica

 

A primeira coisa que tínhamos que fazer era comprar passagens para Santa Maria (O DESTINO FINAL É Quillabamba o preço sai por volta de 15 soles) no terminal de bus Santiago que fica um pouco mais afastado do centro de Cuzco, pegamos um taxi e fechamos o bus com uma das agencias do terminal (na realidade não se parece bem com um terminal já que o bus sai do meio da rua).

Compramos a passagens e voltamos para o Hotel, fomos almoçar, depois usei a internet do hotel pra mandar noticias para casa. Arrumamos as mochilas de ataque com o mínimo que iríamos precisar, eu levei 2 camisetas, algumas roupas de baixo, o Anorak, e 1 bermuda, alem de água e comida.

Tb levamos protetor solar e repelente.

O esquema aqui é deixar a mochila leve e usar roupas leves Tb, a caminhada é longa e cansativa. Deixamos as cargueiras no Locker do Hostal e partimos para o terminal Santiago, o taxi ficou 3 soles. O nosso Bus era medonho... Muito velho... Com um pouco do atraso em relação ao horário previsto ele partiu lotado de peruanos, porem além de nós tinha outro mochileiro que iria fazer parte dessa história um pouco mais a frente.

A viagem até Santa Maria durou em torno de 4 horas mais pareceu uma eternidade, o Bus entra em uns vilarejos no meio da mata fechada, a estrada é um enorme desfiladeiro, qualquer erro do motorista é fatal... Tem alguns trechos que a água que sai da mata passa por cima da pista antes de desaguar muitos metros abaixo no rio Urubamba. Pra ajudar o Peruano que estava na minha frente reclinou o banco de tal forma que estava esmagando meus joelhos, tive que mudar de lugar.

Por volta das 2:00 da manhã chegamos a Santa Maria (não perca essa parada!), assim que descemos do Bus já tinha uma van nos esperando, combinamos o preço (acho que 10 soles cada) e embarcamos porem a van só sai quando está totalmente cheia, foi nessa hora que conversamos pela primeira vez com o Mario, um alemão filho de mãe colombiana que Tb estava indo para Machu Picchu da mesma forma que nós (o mochileiro que eu falei que faria parte dessa história), porem antes ele iria tomar um banho nas águas termais de Santa Teresa. Ficamos muito tempo parados esperando. Um outro peruano que Tb estava na van ficou puto com o motorista e depois de muito lenga, lenga partimos. Não deu pra ver direito como era a cidade de Santa Maria, mais me pareceu um vilarejo muito pequeno e isolado.

O caminho até santa Teresa é sinistro, uma estradinha de terra onde apenas 1 carro consegue passar (e mesmo assim as vezes passam 2) com um enorme desfiladeiro abaixo , é tão sinistro que eu agradeci por estar escuro assim o sofrimento é menor hehehe... Fomos conversando até Santa Teresa com o Mario e o peruano estressadão, alem de nós tinha mais alguns peruanos e um holandês que Tb vai fazer parte dessa história. Depois de pouco mais de 1 hora chegamos a Santa Teresa, apenas eu o Sidão e o holandês descemos, o Mario iria para as águas termais, as informações que tínhamos era de que nessa parte teríamos que achar o rio e ir o margeando até encontrarmos a hidroelétrica e consecutivamente os trilhos do trem. Se vc não se importa de andar muito, mais muuuuuuuito mesmo faça isso, dependendo da hora algum local pode te ajudar, nós queríamos descer até a hidroelétrica de taxi. Antes de partirmos o Mario pediu pro holandês nos seguir, o cara se chama Michael, e não fala uma única palavra de espanhol, o Sidão se vira no inglês, eu entendo muita coisa mais falo muito pouco, concordamos em seguir os 3, o Michael parecia um cão perdido hahahahha... O visul de Santa Teresa é loko, a cidade esta cercada de montanhas bem no meio da selva peruana, fomos a caça de um taxi mais aquela hora (devia ser por volta das 5:00 da manhã) estava difícil de encontrar, quando estávamos quase definindo que iríamos a pé, um "guardinha" ou seja lá o que for nos salvou! Ele nos levou até a casa de um taxista que pelo visto tinha acabado de acordar, fechamos o taxi com ele (algo em torno de 10 soles não me lembro bem) e partimos até a hidroelétrica. Caminho igualmente sinistro com um desfiladeiro, o rio, e tudo mais abaixo de nós, com o dia claro a paisagem é embasbacante... Tem uma hora que aparece uma cachoeira que parece ter sido aberta manualmente bem no meio de uma das montanhas. O que iríamos fazer em mais de 1 hora a pé fizemos em uns 20 minutos ou menos de taxi, e sem grandes traumas chegamos à entrada da hidroelétrica. Daqui em diante seriam 8 Km até águas calientes... Chegamos no inicio do trecho e começamos a caminhada pelo trilho do trem. A dica aqui é andar pelas madeiras do trilho, o foda é que a distancia entre elas é muito irregular, pouco depois de começar a caminhada nos deparamos com uma ponte pra lá de sinistra... Do lado direito tem uma passarela nem um pouco confiável, faça suas orações e encare, nesse ponto que se vc olhar para cima do lado direito lá no topo com sorte vc poderá ver pessoas em Machu Picchu! (se já tiver passado das 06:00 da manhã que é a hora que o parque abre) nos não vimos ninguém, mais deu pra ver a ponte inca! Depois é só andar, andar, andar e andar... Demos sorte de o dia amanhecer nublado e o sol não nos castigou durante o percurso, existem alguns trecho que dá para se banhar no rio ou encher sua garrafinha d'água. Depois de um tempo que parecia interminável, chegamos a águas calientes... Tudo que eu queria era comer, o Sidão e o Michael Tb. Ignoramos a cidadezinha e fomos até um restaurante tomar o desayuno (um Hambúrguer maior que esses que se come no BK) hehehehe... Sim, comemos lanche as 8:00 da manhã! Depois da refeição fomos atrás de comprar nossa entrada para Machu Picchu que aconteceria no dia seguinte, pagamos o preço absurdo de 122,00 soles e partimos para procurar hospedagem.

Até esse momento o Michael ainda estava nos seguindo, até pensei que teríamos que pegar um quarto triplo, escolhemos um hotel bem fuleirinho e barato (era só pra passar a noite) porem nessa hora nosso novo amigo holandês resolveu procurar outro hotel com internet wi-fi hahahahaha... o cara trouxe o Notebook para Machu Picchu! Nós despedimos do Michael, e fomos descansar, eu tava morto e depois de uma ducha milagrosa, cai no sono.

 

16/12/09 – Águas Calientes

 

Acordei meio perdido, nossa idéia era dormir umas 4 horas e depois sair pra conhecer a cidade porem acordamos as 16:30, eu realmente estava cansado, resolvemos ir dar uma volta, Aguas Calientes é muito pequena, tudo lá é voltado para Machu Picchu, dentro da cidadezinha tem de tudo, restaurantes, bares, e até casa de jogos, encontramos o Mario por acaso, para a nossa surpresa ele estava com 2 brasileiros, o Nilton e o Fernando. Os 2 são paulistas e o Fernando mora em Santo André que é uma cidade vizinha da minha. Eles Tb vieram no esquema total roots assim como nós, resolvemos procurar um lugar para jantar, escolhemos um ótimo restaurante próximo a Plaza de armas, foi a noite mais divertida da viagem, o pessoal foi show de bola, demos muita risada! Como eles pretendiam subir a Machu Picchu a pé assim como nós, combinamos de subirmos todos juntos, fomos até o mercadão comprar comida, dividimos as coisas para não pesar na mochila de ninguém e marcamos para as 04:30 da manhã de nos encontramos para subir a Machu Picchu. Nos despedimos e voltamos para o hotel, essa noite seria muito curta.

Existem 2 formas de se chegar a entrada de Machu Picchu: de Bus ou a pé. O Bus cobra 7 dólares para subir e 7 para descer, se for a pé se prepare para subir cerca de 4 Km por dentro da mata. Fiquei com medo de perder à hora e quase que não dormi, levantei as 04:00 e o Sidão já estava acordado, acho que ele estava com medo de perder a hora Tb hahahha... Preparamos a mochila apenas com comida, água, câmera e anorak e partirmos para encontrar com o pessoal. Fomos os últimos a chegar, Nilton, Fernando e Mario estavam apenas esperando por nós, andamos cerca de 15 minutos até o começo da subida, e ai começou a parte mais difícil da viagem.

A subida é foda... Existem degraus de pedra que foram feitos de uma forma bem irregular, os 3 estavam em um ritmo muito mais acelerado e não deu para acompanhar, eu e o Sidão ficamos para trás, porem meu ritmo ainda era maior que o do Sidnei que acabou ficando ainda mais para trás. Sem ninguém pra conversar (reclamar) o jeito era suportar todas as dores que estava sentindo calado e me concentrar na subida, parei diversas vezes para me recuperar, existia uma grande quantidade de pessoas subindo a pé Tb, 2 horas depois eu alcancei o topo, foi uma superação sem tamanho, eu sou um cara relativamente novo e relativamente magro, mais sou sedentário, faz séculos que não pratico esporte, não faço academia e como uma quantidade imensa de porcaria, e nesse dia eu percebi que preciso mudar radicalmente meu estilo de vida.

Estava morto, mais era só o começo, ainda tinha Machu Picchu inteira para conhecer, entrei na fila, e olhei pra ver se o Sidão estava chegando e nada, acabei entrando no parque sozinho.

 

 

17/12/09 Machu Picchu

Eu já tinha lido inúmeros relatos, visto inúmeras reportagens, fotos, vídeos... Nada disso fez diferença quando olhei para Machu Picchu pela primeira vez, é indescritível a sensação, a cidade perdida dos incas é sem sombra de duvidas o lugar mais impressionante que já coloquei meus pés. Fiquei ali na entrada da cidade olhando durante uns minutos, estava cansado, mais acima de tudo feliz, comecei a adentrar mais, devia ser umas 06:00 da manhã, uma chata neblina encobria Wayna Picchu ao fundo, porem logo o céu abriu e eu pude apreciar o visual mais bonito que já vi na vida com Machu Picchu sendo vigiada por Wayna Picchu, é lindo d+. Subi para a parte alta da cidade e comecei a tirar fotos, a idéia era subir Wayna Picchu porem queria esperar o Sidnei chegar. Devo ter ficado uns 40 minutos perambulando pela cidade até encontrar novamente o Sidão, ele tinha ido direto para a fila da Wayna assim como os outros, fomos até lá e na ultima hora desistimos de subir, eu acho que até encarava mais achei melhor não judiar d+ do meu corpo fiquei com medo de ter alguma contusão, o músculo da perna estava puxando e doendo muito, o Sidão Tb não animou e estava tão mau quanto eu, deixamos os caras na fila e fomos olhar a cidade. Eu não tenho muito a acrescentar sobre MP, o lugar é tudo aquilo que eu imaginava e muito mais. Andamos pra cima e pra baixo, tiramos centenas de fotos, fomos até a ponte inca de onde se pode ver a ponte sinistra do trem que atravessamos na ida, tiramos mais fotos, comemos escondido (não se pode levar comida mais ninguém revistou minha mochila e TUDO lá é extremamente caro), ficamos a manhã toda lá, tínhamos combinado de encontrar o pessoal na volta deles de Wayna Picchu mais acabamos nos desencontrando, depois de um tempo achamos o Mario, ele iria contratar um guia para conhecer a cidade, como nosso esquema era economia total não topamos fechar um grupo com ele, procuramos o Nilton e o Fernando e depois de muito tempo quando estávamos quase indo embora os encontramos. Arrependi-me amargamente de não ter subido Wayna Picchu depois de ver as fotos do Fernando... Paciência fica pra próxima.

Minha única dica aqui é aproveite Machu Picchu !!! Ande para todos os lados, fale com as pessoas (encontramos 4 brasileiros lá, entre ele o Junior gaucho que estava chegando lá através da trilha inca) pergunte, se tiver dinheiro contrate um guia,tire milhões de fotos da cidade, das lhamas, de tudo! Faça dessa experiência algo único.

O objetivo maior da viagem tinha sido alcançado, depois de um bom tempo descansando eu estava pronto para descer (a pé) novamente. O Nilton sugeriu voltarmos no mesmo dia para Santa Teresa, nossa idéia era dormir mais uma noite em AC e recomeçar a caminhada na manhã do dia seguinte, porem ele acabou nos convencendo, o esquema seria bem mais roots do que eu tinha previsto. Na descida uma chuvinha chata caiu sobre nós, foi boa para refrescar mais molhou bastante. Em pouco mais de 30 minutos estávamos novamente em águas calientes. Minha cabeça tava a 1000 era muita informação para processar, o Nilton e o Fernando tinham que pegar as mochilas no hotel, depois partimos novamente pelo mesmo caminho até a Hidroelétrica.

Conversando com os caras nós descobrimos que eles estavam no mesmo Ônibus que nós no trecho Puno/Cuzco, porem eles pensaram que éramos gringos hahahaha...

A volta foi tranqüila, fizemos os 8Km em 2 horas, chegamos na hidroelétrica e fomos atrás de um taxi para voltarmos para santa Teresa, O nilton é uma figura, ele já viajou por muitos países da America do sul, fala bem o espanhol e sabe negociar muito bem, fechamos um taxi por 2 soles até santa Teresa, fomos no parta malas parecendo bandidos hahahaha. Chegamos a Santa Teresa e já fomos atrás de de uma Van para Santa Maria, fechamos por 3 ou 4 soles se não me engano (negociação feita pelo Nilton e 2 motoristas onde o menor preço nos levaria).

Novamente em santa maria (depois de arriscarmos nossas vidas pelos desfiladeiros mais uma vez) teríamos que conseguir transporte para Cuzco. Os caras foram pegar as cargueiras que eles deixaram lá antes de ir a ST, eu estava morrendo de fome, comemos em um restaurante nas proximidades, comida caseira muito boa com sopa, arroz, carne e coca-cola. Tudo por 5 soles.

Tivemos problemas para conseguir a van, tinha um grupo de colombianos que estavam conosco no trecho anterior, combinamos com eles de tentarmos fechar um transporte já que estávamos em 7 pessoas. Depois de muito esperar e negociar finalmente a van chegou, era por volta das 07:30 da noite, embarcamos e rumamos de volta a Cuzco. A viagem foi ruim, o motorista era péssimo, o cara fez em 5 horas o que poderíamos ter feito em 3 horas, muito lento, diminuía a velocidade para fazer curvas que estavam a mais de 600 metros de distancia... Já estávamos todos impacientes quando finalmente chegamos. Nos despedimos dos nossos novos amigos, e voltamos para o Hotel, estava chovendo e fazia um frio que estava congelando meus ossos... Tomei um belo banho quente e dormi o sono dos justos.

 

 

18/12/09 – Cuzco

 

Acordei tarde, não me lembro bem o horário, infelizmente esse foi um dia perdido, tanto eu como o sidão pegamos algum tipo de virose ou coisa parecida, no bom e velho português deu caganeira hehehehe... eu fiquei estragado, tinha que ir ao banheiro a cada 5 minutos... O vale sagrado estava nos planos mais acabamos abortando, na parte da tarde eu melhorei um pouco, fui dar uma volta pela plaza de armas, o sidnei foi tb, encontramos o Pedro e a Juliana (da Boliva) bem na frente do Mc Donald's foi legal que deu pra gente se despedir já que nós ainda iríamos para o Chile e eles depois de Machu Picchu já retornariam ao Brasil. Passei no mercado e comprei umas bolachas, iríamos para Arequipa no dia seguinte, fechamos as passagens com a agencia do Hotel. Dormi minha ultima noite em Cuzco.

 

19/12/09 – Cuzco

 

Acordamos cedo, nosso bus estava marcado para as 20:00 da noite, porem nossa diária iria vencer as 11:00 da manhã, arrumamos tudo, fechamos a conta do hotel e partimos, a idéia era pegar algum hotel bem baratinho até a hora do nosso embarque no Bus, demos mais um volta por Cuzco e pouco depois fechamos um hotelzinho por 10 soles, seriam apenas algumas horas e o tempo estava começando a mudar, quando chegamos no quarto começou a chover. Ficamos lá por 4 horas no Maximo, eu ainda não estava 100%¨e o Sidão Tb não, essa parte da viagem foi chata por que deixamos de fazer algumas coisas por conta disso. As 18:00 pegamos um taxi até o terminal da TourPeru, despachamos a bagagem e ficamos esperando a hora de embarcar. Infelizmente não conseguimos lugares juntos, foram 10 horas madrugada adentro até Arequipa, a viagem foi tranqüila, o único fato curioso é que tinha uma família de gringos viajando ao nosso lado, um dos jovens perdeu o Ipod dentro do Bus no meio da noite, quando ele percebeu que havia perdido já era hora de desembarcar, a família inteira do cara ficou lá dentro procurando, até eu ajudei com a minha lanterna, no final ele ofereceu uma grana caso alguém tivesse achado o aparelho. Acho que ele não conseguiu encontrar.

Gastos:

 

Refeição – 85 soles (Cuzco/águas calientes)

Hospedagem – Cuzco 90 soles + 50 de águas calientes

Transporte – 255soles (todos os transportes até a chegada em arequipa)

Passeios – 124soles entrada em MP

 

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20/12/09 – Arequipa

 

O sol anda estava nascendo quando chegamos a Arequipa, a idéia era passar pelo menos uma noite na Ciudad blanca. Pegamos um taxi, o taxista super gente boa nos indicou um hotel muito legal a 3 quadras da Plaza de armas, fechamos o quarto por 1 noite nos instalamos e esperamos algumas horas antes de sair, ainda era muito cedo por volta das 07:00 da manhã, tomei uma ducha muito boa e tirei um cochilo. Por volta do 12:00 saimos para almoçar, Arequipa é o maior centro gastronômico do Peru, o Jorge (aquele peruano que encontramos no Lago Titicaca) me disse que ele as vezes vem a Arequipa apenas para comer. A cidade é bem bonita, cheia de construções antigas, tem o imponente vulcão Misti ao fundo um verdadeiro espetáculo visual.

Arequipa é conhecida por Ciudad Blanca por causa de suas construções históricas feita de Silhar (material petrificado de larva) que tem uma coloração branca/perola que da origem ao nome.

A Plaza de armas estava decorada com uma enorme arvora de natal, escolhemos um restaurante com sacada para a Plaza e saboreamos a deliciosa comida. Arequipa está perto do litoral, porem ainda faz parte da cordilheira a mais de 2000 metro de altitude, apesar do sol forte o vento é muito gelado assim como em Cuzco. Como seria apenas 1 dia não tivemos muito o que fazer a não ser bater perna pelo centro, meu estomago estava melhorando, o Sidão ainda estava tendo algumas crises, porem eu Tb não estava 100%.

Fui dormir relativamente cedo nesse dia.

 

Dica: reserve alguns dias para Arequipa, alem da cidade ser bonita vc pode ir ao Canion Del colca que fica nas proximidades, segundo o nosso guia, o lugar é impressionante e merece uma visita.

 

Gastos:

 

Refeição – 25soles

Hospedagem – 25soles

Transporte – Até Tacna – 40soles

Passeios -

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21/12/09 e 22/12/09 – Tacna/Arica

Levantamos cedo e fomos direto para o terminal de bus, compramos passagens para Tacna pela Tourperu, a viagem foi tranqüila, chegamos a Tacna perto do 12:00h. Não deu pra ver muito de Tacna, mal saímos do terminal de bus, mais a cidade fica no meio do deserto, é areia para todo lado. No terminal encontramos uma mexicana que Tb estava indo para Arica, ela nos ajudou a fecharmos um taxi, troquei meus últimos soles, embarcamos no taxi juntamente com mais 2 peruanas e partimos. A viagem é curtíssima, cerca de 1 hora, na aduana peruana passamos por um momento tenso, assim que entramos um dos guardas ficou encarando o Sidão, quando deram baixa no passaporte dele o guarda pediu para que ele o acompanha-se, eu dei baixa no meu e o mesmo aconteceu comigo. Tanto eu quanto o Sidnei fomos "interrogados" fiquei com medo por que ele pediu para ver meu dinheiro, eu pensei que o guarda ia pegar alguma coisa, no entanto ele me devolveu tudo e me deixou prosseguir, o mesmo aconteceu com o Sidão. Depois desse momento tenso retornamos para o taxi, chegamos a aduana chilena, carimbamos o passaporte pegamos o papel branco de entrada nos pais e pronto, estávamos oficialmente no Chile.

Incrível como muda a paisagem! Assim que cruzamos a fronteira, aquele ar de pobreza meio que desaparece em Arica, a cidade é até bonita apesar eu não ter tido tempo de conhecê-la.

A primeira coisa que fizemos foi trocar dinheiro, a moeda chilena é um saco, tem muito zero, troquei 100 dólares se não em engano, depois fomos procurar ônibus para Santiago, tínhamos que sair de arica no mesmo dia, nosso tempo estava ficando curto. Nas principais agencias não tivemos sucesso, passagens apenas para o dia seguinte, no entanto em uma empresa menor nós conseguimos! Porem o cara avisou que o bus não era cama nem semi-cama era um bus normal, claro que não queria ficar 30 horas em um bus ruim, porem não tivemos muita escolha, fechamos as passagens, deixamos as mochilas na agencia e fomos olhar o Pacifico pela primeira vez.

Do terminal de bus até a praia são uns 300 metros mais ou menos, pela primeira vez na vida pude ver o pacifico, o mais estranho na paisagem de arica é que do lado oposto ao mar está o deserto. A praia é suja, pequena e fedorenta (um cheiro de peixe morto insuportável) mesmo assim demos uma voltinha por ela antes de voltamos para o terminal.

Com um pouco do atraso o nosso Bus chegou, e realmente não era nada legal... Pra completar ele foi lotado e nós ficamos sentados bem perto do banheiro, tinha uma criança chilena chata pra [email protected]*&¨que ficou batendo e babando na minha cabeça a viagem toda... Nas paradas o comissário de bordo jogava um bom ar no banheiro para dar aquela amenizada. A viagem foi terrível... Pelo menos o Bus tinha TVs de LCD onde pude assistir (ou tentar) alguns filmes que eles passaram, dentro do Chile a coisa é tensa, paramos diversas vezes para fiscalização de bagagens, depois de uma viagem horrível finalmente chegamos a Santiago por volta das 06:00 da manhã.

 

Gastos:

 

Refeição –

Hospedagem –

Transporte -

Passeios -

 

 

 

23/12/09 - Santiago

 

 

Desembarcamos no terminal e já fechamos um taxi até a C. Pio Nono, hostal casa verde. Depois de quase mais de 20 dias negociando preço de taxi pegamos um taxista com taxímetro hehehe... Não lembro ao certo quanto ficou a corrida mais não foi nada muito caro acho que algo em torno de 4000 pesos chilenos. O guia acertou na mosca com a indicação de hostal, fomos muito bem atendidos, com certeza o melhor hotel que pegamos durante toda a viagem.

Estava muito cansado, dormi um pouco, depois eu e o sidão fomos resolver nossa volta para o Brasil, pegamos um mapa da cidade na recepção do hostal e fomos de metro até o terminal de Bus, o metro de Santiago é bem parecido com o de são paulo, com a diferença de ser mais novo e mais rápido porem bem menor que o nosso.

No terminal de Bus fechamos as passagens com a Transchile. Saiu por volta de 130 dólares, depois fechamos o passeio até viña Del mar/valparaiso.

Santiago é uma cidade muito parecida com São Paulo, muitos prédios, transito, e pessoas apressadas, porem tem um charme especial por estar cercada pela cordilheira. A rua que estava hospedada era o Point, existe uma quantidade enorme de bares e restaurantes, e o pessoal fica até altas horas bebendo, conversando, tocando musica... Até samba os chilenos tentaram tocar hehehe... Pra quem gosta de agitação a C. Pio Nono é altamente recomendada.

 

 

24 /12/09 Santiago Cerro de San Cristobal

 

No mesmo dia fomos ao famoso cerro de san cristobal, o cerro fica no final da rua que estávamos, existem varias formas de se subir até o topo, a pé, de taxi ou de "bondinho" escolhemos a ultima opção, pagamos o valo da subida algo em torno de 1000 pesos chilenos, e subimos. O cerro tem mais de 800 metros de altura é maior que o Cristo redentor, e o parque onde ele está localizado se chama parque metropolitano de Santiago, tem mais de 722 hectares de extensão o que o torna o maior parque urbano do mundo. O lugar é muito legal, lá de cima tivemos uma visão livre de Santiago, deu pra ver a cordilheira protegendo a cidade, uma visão linda.

De braços abertos sobre o cerro está a imagem da Virgem Maria, o lugar funciona como uma igreja a céu aberto pelo que deu pra notar.

Passamos um bom tempo ali admirando a paisagem, depois resolvemos descer a pé.

Dentro do parque existem piscinas publicas, pagando um pequeno valor vc pode aproveitar o dia todo assim como nos SESC's que temos em Sampa. Pra variar nos perdemos dentro do parque, acabamos saindo do lado oposto que queríamos, depois de muito andar chegamos novamente ao hotel.

Um das coisas mais legais que provei em Santiago é um suco que se vende na rua, tem de morango e abacaxi, ao que parece é batido com gelo, não tomei nada melhor para refrescar o calor infernal que se fazia na cidade.

Os dias são bem longos Tb, por volta das 21:30 da noite ainda é bem claro, começa a anoitecer somente depois das 22:00, Santiago Tb tem horário de verão.

Planejamos ir ao zoológico no dia seguinte.

 

 

24/12/09 – Viña Del Mar

 

Acordamos cedo e fomos até o terminal de Bus, o passeio até Viña Del mar foi bem tranqüilo, pouco mais de 1 hora depois estávamos na cidade. Viña é um lugar bonito, as ruas estavam movimentadas, do terminal de Bus pode-se chegar a praia a pé, fica relativamente perto e foi o que fizemos. Depois de caminhar um pouco novamente estávamos frente a frente com o pacifico, a praia de Viña é mais bonita que a de Arica, porem, não tem como comparam com nenhuma das praias brasileiras. Estava um sol bem quente mais o vento é extremamente frio o que acaba causando um contraste térmico. Antes de aproveitar a praia fomos comer, a uns 200 metros tem um shopping bem legal, fomos até lá.

Comemos fastfood pra varias (aqui tem BK e Mac) depois voltamos para a praia.

É curioso observar os chilenos na praia, alguns vão de Jeans e camiseta, e eles deitam na areia com essas roupas hahaha... A idéia era ir até Valparaiso na parte da tarde, porem acabamos passando mais tempo do que deveríamos em Viña, saímos de lá já era 15:00h. Ficamos um tempão no ponto esperando o Bus pra Val e nada de passar... o Sidnei sugeriu irmos de metro, achamos a estação porem para se usar o metro em viña vc precisa de uma carteirinha, muito burocrático... no final das contas voltamos para Santiago sem visitar Val. =(

A grana estava no fim, pra economizar compramos pães, queijo e presunto no mercadinho que fica na frente do hotel que estávamos. Depois disso cai no sono.

 

 

24 /12/09 Santiago Cerro de San Cristobal

 

Nesse dia reservamos para conhecer o famoso cerro de san cristobal, o cerro fica no final da rua que estávamos, existem varias formas de se subir até o topo, a pé, de taxi ou de "bondinho" escolhemos a ultima opção, pagamos o valo da subida algo em torno de 1000 pesos chilenos, e subimos. O cerro tem mais de 800 metros de altura é maior que o Cristo redentor, e o parque onde ele está localizado se chama parque metropolitano de Santiago, tem mais de 722 hectares de extensão o que o torna o maior parque urbano do mundo. O lugar é muito legal, lá de cima tivemos uma visão livre de Santiago, deu pra ver a cordilheira protegendo a cidade, uma visão linda.

De braços abertos sobre o cerro está a imagem da Virgem Maria, o lugar funciona como uma igreja a céu aberto pelo que deu pra notar.

Passamos um bom tempo ali admirando a paisagem, depois resolvemos descer a pé.

Dentro do parque existem piscinas publicas, pagando um pequeno valor vc pode aproveitar o dia todo assim como nos SESC's que temos em Sampa. Pra variar nos perdemos dentro do parque, acabamos saindo do lado oposto que queríamos, depois de muito andar chegamos novamente ao hotel.

Um das coisas mais legais que provei em Santiago é um suco que se vende na rua, tem de morango e abacaxi, ao que parece é batido com gelo, nada tomei nada melhor para refrescar o calor infernal que se fazia na cidade.

Os dias são bem longos Tb, por volta das 21:30 da noite ainda é bem claro, começa a anoitecer somente depois das 22:00, Santiago Tb tem horário de verão.

Planejamos ir ao zoológico no dia seguinte.

 

 

25/12/09 – Santiago

 

Natal amanheceu quente, tomamos o desayuno no hotel e fomos até o zoológico que fica no mesmo parque que visitamos no dia anterior. O zoo de Santiago é bem interessante, existe um Urso Polar, leões, tigre branco (que na realidade era um tigresa que estava grávida, só existem 60 tigres brancos no mundo e ela deu a luz a mais 3!!!) alem de tantos outros animais, o que mais me chamou a atenção foi que aqui vc fica muito mais perto dos bichos do que nos zôos que já fui. Passei muito legal, altamente recomendado.

Na saído do zoo comemos no restaurante que esta localizado ao lado no hotel que estávamos, comida muito boa, com direito a uma Cristal (cerveja chilena).

Ultima noite em Santiago, deixamos tudo arrumado para o dia seguinte, era o começo do fim da nossa aventura.

 

Gastos:

 

Refeição – 25000pesos

Hospedagem – 81000pesos

Transporte – 6000pesos taxi/metro

Passeios – 30000pesos até viña del mar

 

 

 

26/12/09 27/12/09 28/12/09 – Santiago/São Paulo

 

Acordamos cedo, e partimos para o terminal de Bus, uma ultima olhando por Santiago antes de parti, uma pena nosso tempo ter sido tão curto aqui. O Ônibus era relativamente bom, despachamos a bagagem, gastamos nossos últimos pesos chilenos e começamos a longa viagem de volta.

O legal é que dentro do Onibus conhecemos um pessoal super gente fina !!! 2 cariocas, O Renan e a Nalia, e alguns chilenos doidos que estavam indo passar a virada de ano no Brasil.

A viagem dura 3 longos dias, porem o que realmente vale a pena é o primeiro dia, o Bus passeio por entre a cordilheira dos Andes... é muito lindo.

Não tivemos nenhum problema para sair do Chile, a base da Aduana fica bem no meio da cordilheira, entramos na argentina, cruzamos o pais inteiro e no começo do terceiro dia estávamos novamente no Brasil.

Existem paradas para tomar banho e comer, o Bus Tb serviu algumas refeições.

Depois de 23 dias eu estava novamente em são paulo, me despedi do meus novos amigos, coloquei a mochila nas costas e finalmente voltei pra casa.

 

Quero agradecer a todas as pessoas que direta e indiretamente fizeram parte desse sonho, aos relatos que li aqui, e todos que conheci durante a trip e um agradecimento especial pro meu Brother Sidão que vivenciou comigo essa aventura! Uma experiência única que carregarei comigo para sempre.

2012 Patagônia !!!

 

 

Considerações finais:

 

- Foram 23 dias, os 3 últimos foram a volta para casa.

- 14 cidades diferentes 3 países

- Gastei exatos U$$ 1.043,00 trouxe 50 dolares de volta isso em viagem

- Contando todos os gastos foi mais ou menos R$ 3,000,00 (mochila, bota, passagens aéreas, acessórios, passaporte etc)

- eu sabia que não daria para fazer tudo em 20 dias, muitas coisas foram cortadas por conta do tempo.

- Passagens de Bus Santiago/São Paulo – e torno de 120 dólares.

Obs: estão faltando alguns preços, posto assim que achar as anotações !!! hehehe...

Obs 2: Durante a viagem U$$1,00 = 7bols/3,75 soles/502pesos chilenos

Espero que tenham gostado!

Obs 3: Posto as fotos assim que eu descobri como !!! hehehe...

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Editado por Visitante
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Parabéns, Leandro. Excelente relato! Tô aqui viajando nas tuas histórias...

Vou fazer um mochilão parecido com o teu em agosto/setembro. Ainda não defini data nem a duração. Mas estou pensando em ir direto a Lima, de lá descer até Nazca e, de lá ira Cuzco/Machu Picchu. Depois volto passo pelo Titicaca, Bolivia e Atacama. De lá vou a Santiago e, se o tempo e a grana deixarem, passo pela Argentina. Mas ainda tem tempo pra planejar isso...

Seu relato já ajudou em um monte de coisas. Ultimamente, tenho passado aqui no site quase todos os dias.

É bem provável que logo eu te escreva pra esclarecer alguma dúvida.. hehe...

 

É isso!

Grande abraço!

 

Dênis C. Faria

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  • Membros

Fala Leandro blz?

 

muito bom seu relato cara!! bem detalhado.

Estou planejando fazer uma viagem por esses tres países tbm, em agosto 2010, e seu relato me esclareceu muita coisa.

Ainda não tenho o roteiro, mas alguns lugares q vc comenta aqui, com certeza vou visitar.

 

um grande abraço

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  • Membros

Opa, valeu galera ! eu tinha que compartilhar com vcs essa aventura, afinal de contas a minha trip coemçou aqui nesse site.

 

qualquer duvida vcs podem perguntar, eu tentei detalhar ao maximo mais sempre falta alguma coisa.

 

uma pena que a região de machu picchu esteja sofrendo tanto com as chuvas... dei muita sorte quando estive por lá.

 

abraços !!!

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  • 8 meses depois...
  • Membros

Olá, tudo bem?!

Vi que fez a rota que irei fazer agora no fim do ano. Se puder me ajudar com o roteiro ficaria muito agradecido.

Chego em Santiago no dia 24 de dezembro e volto de Lima no dia 07 de janeiro, ou seja, tenho 13 dias inteiros para fazer a rota Chile-Bolivia- Peru.

Se puder me ajudar desde já agradeço.

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