Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

debalves

Berlim - Praga - Munique - Füssen - em 11 dias (de 05 a 15 de setembro 2016)

Posts Recomendados

Olá amigos do Mochileiros.com! Novamente grata por todas as informações colhidas por aqui, posto esse relato de nossa mais recente viagem pela Alemanha (passando rapidamente pela República Tcheca também), por mais ou menos 11 dias (tirando os dias que passamos no avião). Foi a quarta viagem que realizamos por conta própria, para nossa felicidade.

Antes de tudo, inicio meu relato contando que a minha ideia era planejar uma viagem pela Itália, mas devido à situação econômica não tão favorável, mudamos o roteiro para que ficasse mais barato... E como sempre foi uma vontade do meu marido conhecer a Alemanha e nossa vontade também conhecer Praga, planejamos essa viagem que acabou saindo uma viagem muito legal, pra gente guardar no coração e na memória!

Só para reclamar um pouquinho: Senti falta de ler mais relatos de viagem por aqui sobre esses destinos. Existem tópicos muito interessantes sobre as cidades, mas sou viciada em ler relatos de viagens e dentre os poucos que existem, vários estão incompletos... E por falar nisso: Vou fazer o possível para eu não entrar nas estatísticas aqui de relatos incompletos também! ::lol4::

Antes de mais nada, também, algumas considerações:

Essa viagem começou com um pouco de preocupação (além da situação econômica não tão favorável, ainda teve episódios de familiares doentes e precisando de ajuda e por isso demoramos um pouco mais para comprar as passagens e reservar quartos de hospedagem (e tudo com cancelamento incluído, para se algo desse errado), mas tudo correu bem, graças a Deus! Por esse motivo, perdemos uma promoção de passagens pela TAP (que voamos pelas últimas vezes), e ficamos tristes, mas conseguimos uma promoção pela Lufthansa, o que nos salvou.

Descobrimos que nosso último dia de viagem era praticamente o primeiro dia da Oktoberfest em Munique (mas peraí, não era em Outubro?! Não, começa em Setembro, mesmo! Mas como não bebemos cerveja, não ficamos tristes, só um pouco preocupados, pois foi um pouco difícil conseguir hospedagem e acabamos achando um pouco afastado do centro histórico, mas acabou sendo muito boa hospedagem!)

Reservamos um horário para a visita no Reichstag, para visitar a cúpula, que só se consegue se reservar horário (é gratuito) e reservamos também um horário para o Castelo de Neuschwanstein, pois eu queria muuuito conhecer e não queríamos dar o azar de depois de muito custo, ao chegar lá, não ter horário disponível! Os tickets só podem ser comprados na hora no Ticket Center, mas é possível reservar um horário com antecedência online por uma taxa extra, de 1.80 Euros por pessoa, por castelo, sendo que se perder o horário reservado, parece que eles cobram o preço do ticket no cartão do crédito. Acho que foi só isso que tivemos que reservar com antecedência.

Tivemos um pouco de sorte para trocar os Euros, pois o câmbio não estava favorável, até a notícia da saída da Inglaterra da união Européia, quando o Euro abaixou e nós aproveitamos para trocar bastante!

Li muitos blogs, os Mochileiros.com e assisti vlogs de viagens sobre a Alemanha antes de ir e em vários deles, se dizia que na Alemanha é difícil os lugares comerciais aceitarem cartões de crédito (diziam que até em supermercados não se aceitava). Ficamos muito preocupados e eu queria levar muuuuito dinheiro, mas meu marido ficou preocupado de levar tanto em espécie e resolveu arriscar. Acabou que deu certo, pois os estabelecimentos médios e maiores aceitam cartões, só as lanchonetes, padarias, jornaleiros, etc é que não aceitavam. Até lojinha de souvenir maiorzinha também aceita cartão! Embora o cartão não seja também a melhor opção, devido ao IOF, sempre rola uma preocupação em levar uma grande monta em espécie!

E os alemães são muito gente boa! São reservados e diretos, mas são gente boa! :P O mais engraçado é que se a gente floreava um pouco pra explicar uma situação, ao pedir uma informação, eles logo perguntavam no estilo: "afinal de contas, o que a vocês querem?!" Mas assim como acho que os Espanhóis também não são grossos, são diretos, os alemães também não compartilham desse "mimimi" que nós, os brasileiros, estamos acostumados e por isso o choque cultural. E a grande maioria deles fala inglês (os mais jovens, então, diria que 100%). Tivemos algumas situações que a comunicação foi difícil, pela pessoa não saber falar inglês, ou a gente também demorar pra entender o que estava sendo dito, mas no final, até com um pouco de mímica, deu tudo certo! Teve até uma moça que, em Berlim, veio nos pedir informação em alemão, sobre onde era o ponto do ônibus e ao informar que não falávamos alemão, ela nos perguntou em inglês e a gente que a ajudou a se encontrar.

O Rodrigo, meu marido, estudou o basicão de alemão, mas não dava pra ter uma conversação na língua deles, teve que ser em inglês, mesmo... E ele que me salvou no inglês, pois nesse quesito, eu não estou lá muito fluente (que tristeza!) ::Ksimno::

A idéia de visitar Praga veio depois que vi um vlog de viagem dando dicas de como deixar sua viagem mais barata (e eu estava vendo se faltava mais alguma coisa que pudéssemos fazer pra isso!) e no vlog a dica era tentar visitar cidades perto, como um "bate-volta" ou um 'pit-stop" e a dica era Berlim-Praga-Outra cidade... e me deu um estalo que poderíamos fazer isso com Berlim-Praga-Munique, já que Praga fica no meio do caminho, e nós sempre tivemos vontade de conhecer (só que eu, não sei o porquê, achava que era um sonho meio distante). Também vimos em vlogs/blogs de viagem, recomendando viajar de ônibus pela Alemanha, de uma cidade a outra, pois em muitas das vezes, o preço saía mais barato e as estradas são maravilhosas... E resolvemos pesquisar e realmente conseguimos baratear um pouco mais a viagem (agora não lembro quanto que foi a diferença, pois isso ficou a cargo do meu marido... Mas lembro que a gente conseguiu melhorar o custo!).

Bem, acho que por enquanto, é só... E vamos ao que interessa: o relato da Viagem!

Compartilhar este post


Link para o post

Após uma longa viagem de avião (e eu nunca consigo dormir bem em viagens de avião), pela Lufthansa (que foi tão boa quanto a TAP, com televisãozinha com filme, comida que não foi das piores e bom serviço de bordo, sem sumiço da bagagem – o que também é muito importante), fazendo conexão em Frankfurt, iniciamos o vôo às 22h e conseguimos chegar no aeroporto de Berlim por volta de 17h no dia seguinte. O Rodrigo e eu tratamos de procurar um stand que vendia o Berlin WelcomeCard (do que dava pra passear em qualquer meio de transporte por 3 dias e ainda dava desconto em algumas atrações, principalmente os museus da ilha dos museus) e quase que andamos o aeroporto todo a procura disso (essa parte não é muito bem sinalizada). O Rodrigo também comprou um chip para o celular que dava direito a 1giga de internet na Alemanha, para que a gente pudesse pesquisar melhor os meios de transporte que poderíamos usar na cidade, para chegar aos locais. O chip ele encontrou em uma loja de artigos eletrônicos (ele ficou procurando uma loja específica, mas acabou achando só em uma loja que vendia muita coisa diferente e não só celular) e nos ajudou bastante!

Em seguida fomos procurar onde tinha um ônibus que nos levaria ao hotel e ao entrar em uma fila para o guichê dos ônibus, uma funcionária com uma maquininha nos abordou na fila mesmo e nos deu a informação necessária e nos vendeu o ticket (iríamos começar a utilizar o Berlim Welcome card só no dia seguinte). Ela já era uma senhora e quando perguntamos, disse que não sabia falar muito bem o inglês, mas até que falou bem demais pra quem não sabe! Eu lembro que o ônibus que a gente pegou tinha escrito TXL, não lembro maiores informações sobre ele. Mas não sei se a gente que não entendeu quando ela explicou, ou o que foi que aconteceu, o ônibus foi até a Hauptbahnhof (Estação Central de Trens) e fez ponto final ali, todo mundo do ônibus desceu. Descemos também, vimos que estava longe do nosso destino e entramos na estação. Pedimos informação no posto de informações e nos falaram qual o trem que poderíamos pegar para chegar perto do hotel, só mais umas 2 estações mais a frente, e que o nosso ticket comprado também valia para o trem (tínhamos validado ele dentro do ônibus). Pegamos o trem e logo fomos abordados por um fiscal, para olhar nosso ticket e o dos outros passageiros. Ainda bem que estávamos certinhos!

O hotel que nos hospedamos fica perto da Alexanderplatz, uma praça grande e famosa de Berlim. Ficamos perto também da torre de TV, um dos símbolos da cidade, dá pra ver ela da cidade toda!

Descemos do trem na Alexanderplatz e fomos andando até o hotel, o H2 Hotel Berlin-Alexanderplatz , um hotel muito bom, quarto pequeno, porém confortável e café da manhã muito bom! Também deixei a escolha dos hotéis um pouco mais a cargo do marido, já que das últimas vezes que tentei o convencer a ficar hospedado em hostels, para baratear mais as viagens, não deu muito certo, já que ele gosta de um pouco mais de conforto e um bom café da manhã de hotel (e quem não gosta?!). Só fiz uma exigência: que os hotéis não ficassem tão afastados dos centros, como aconteceu em nossa viagem para Portugal (não foram hotéis ruins e nos viramos bem indo ao centro histórico de ônibus nessa viagem a Portugal, mas ele escolheu hotéis mais distantes justamente para ficar mais barato, mas eu confesso que fiquei um pouco cansada das locomoções). Tivemos bastante dificuldades para achar hotéis mais baratos e perto dos centros, mas foram boas escolhas as que fizemos!

Como chegamos no hotel já perto das 19h, tratamos de deixar nossas coisas no quarto e procurar um local para comer.

Perguntamos, e o funcionário do hotel nos recomendou dois lugares: O Hofbrauhaus Berlim, que ficava pertinho (mas achamos um pouco caro e muito cheio!) e uma praça, que ficava um pouco mais distante (caminhamos mais ou menos uns 15 min) e que tinha várias opções de restaurantes, mais em conta. O nome da praça é Hackeshermarket e a achamos bem bacaninha. Jantamos em um restaurante chamado 1840, que tinha comida local a um bom preço. Eu pedi um prato com almôndegas de Berlim com salada de batata (duas enormes almôndegas que nem aguentei comer tudo!) e o Rodrigo pediu um prato de Currywurst com batatas fritas, comida muito facilmente encontrada em toda a Alemanha. O problema é que desde essa refeição, eu não me dei muito bem com a comida de Berlim. Achei o tempero muito picante pra tudo o que comia - e não estou acostumada - e ficava com dor de barriga e estômago embrulhado e reclamando todo dia... Nesse dia comi essas almondegas, mas fiquei "conversando" com elas até o dia seguinte, por volta da hora do almoço. Graças a Deus essa indisposição ainda me permitia passear durante o dia, mas depois de notar que eu ia ter problemas com a comida, comecei a tentar pegar mais leve, o que me rendeu uma frustração (queria comer muita comida local! ) e a perda de alguns quilinhos, que depois foram readquiridos quando consegui comer melhor! ::hahaha::

Nesse dia estava bem frio (principalmente à noite), mas nada absurdo, e foi o dia mais frio que passamos durante a viagem.

Voltamos para o hotel e apesar da vontade de começar a passear logo, fomos descansar e nos recuperar da viagem de avião que sempre é muito cansativa!

Compartilhar este post


Link para o post

No dia seguinte era dia de conhecer o Reichstag e tudo o que se encontra perto dele. Tínhamos reservado horário para a visita, por volta de 9:30 (o melhor horário disponível pela parte da manhã, quando fomos reservar on line), mas nos atrasamos para levantar da cama e ficamos meio perdidos procurando qual o melhor meio de transporte pra ir (fomos em um guichê de informação na estação de trem de Alexanderplatz, e a pessoa que estava lá, era uma senhorinha que não falava inglês, mas entendeu o que a gente queria e indicou coma mão o número 4, que era a plataforma... Mas o Rodrigo foi olhar no Google e achou outra informação, então ficamos na dúvida e procurando se tinha outra informação mais concreta. Acabou que pegamos o trem da plataforma 4 mesmo, e o local que o trem nos deixava, era um tanto distante, tivemos que andar um pouquinho para chegar ao Reichstag, mas vimos um pouco da cidade, uma paisagem bem bonita...) e acabamos chegando uns 10 minutos atrasados. Como na Alemanha é tudo muito certinho, decidimos por não tentar usar o "jeitinho" brasileiro pra entrar e ir no guichê ver se tinha outros horários disponíveis. Haviam horários disponíveis à noite, e na quinta-feira pela manhã, reservamos novamente na quinta de manhã.

Tiramos, então, algumas fotos do lado de fora (é um prédio muito bacana) e fomos em direção ao Portão de Brandemburgo, pertinho. Tiramos mais fotos (só que tinha um caminhão levando umas pessoas lá em cima do Portão de Brandemburgo –será manutenção?!) e isso atrapalhou um pouco nossas fotos!

O nosso próximo ponto de visita era o Memorial do Holocausto, mas ao Rodrigo jogar no Google para ver o caminho que tínhamos que andar pra chegar lá, o Google o enviou para um museu, que ficava mais longe e ele reclamou que era longe... Achei estranho, pois tinha deixado tudo que era pertinho pra ver uma coisa atrás da outra e lembro de ter visto algumas pessoas comentarem que era pertíssimo do portão, mas pensei que depois a gente iria lá ver.

Seguimos para o Check Point Charlie, passamos pelo Reichsluftfahrtministerium ( Esse prédio era o Ministério da Aviação do Reich durante o período da Alemanha Nazista, sendo o maior edifício de escritórios de toda a Europa na época. O ministério era dirigido por Hermann Göring e era responsável pelo desenvolvimento e produção de aeronaves para a Força Aérea Alemã (a Luftwaffe). Foi um dos poucos edifícios que sobreviveram aos bombardeios aéreos dos aliados em Berlim e após o final da Segunda Guerra Mundial o edifício passou a desempenhar o papel de Casa dos Ministérios da República Democrática Alemã (RDA). Desde 1999, após a reunificação, ele é a sede do Ministério das Finanças Alemão (Bundesministerium der Finanzen)) Tinha um pequena exposição na frente, mostrando vídeos com a história da Alemanha, dentre primeira Guerra, nazismo, segunda Guerra e divisão de Berlim, muito interessante, tiramos algumas fotos, seguimos para a Topografia do Terror (muito interessante também), e em seguida fomos para a Potsdamer Platz (Sony Center), muuuito interessante, tudo muito moderno. Resistimos ir conhecer a Legoland e deixar para quando tivermos nossos filhos, voltarmos lá com eles!

Muito próximo tem alguns pedaços do muro de Berlim em exposição nas ruas também. Almoçamos em um Pizza Hut (minha tentativa de fugir do tempero alemão) próximo ao Sony Center e seguimos passeio. Descobrimos que o Google estava tentando nos trollar com relação ao Monumento ao Holocausto e fomos para lá, conhecer. Não vou dizer que me senti emocionada ao estar nesse lugar, mas a sensação é estranha e há muito o que se refletir sobre isso. Voltamos ao Portão de Brandemburgo e tiramos mais fotos, dessa vez sem o caminhão atrapalhando!

Seguimos, então, para conhecer a Coluna da Vitória. Eu convenci o Rodrigo a ir á pé, por dentro do Tiergarten e depois eu mesma me arrependi por causa da distância que andamos! Hehehehe. Fiquei na esperança de ver algum esquilo no Parque, mas não consegui!

Mas o mais interessante é que no meio do caminho avistei o Memorial de Guerra Soviético e fomos lá visitar. Era algo que, a princípio, não nos tinha chamado atenção para visitar antes da viagem, mas estando lá, em frente, achamos legal ir conhecer! E depois continuamos nossa jornada rumo a Coluna da Vitória!

Chegando lá, passamos pela passagem subterrânea para chega a coluna da Vitória que tem um sensor de movimento e acende umas luzes, muito legal! Na coluna da Vitória, tiramos muitas fotos, mas não ficamos muito animados de subir tantos degraus pra ver a vista lá de cima não. Achei interessante que em frente a coluna tem um ponto que foi pintado no chão, que indica o melhor ponto para se tirar um selfie dali! Legal!

Terminados os lugares próximos que poderíamos visitar, mas ainda com sol iluminando tudo, fomos à procura de outros lugares que poderíamos visitar. O Rodrigo pesquisou na internet qual o meio de transporte que poderíamos sair dali para outros lugares (o que é um pouco difícil naquela região) e descobriu um ônibus, que nos levou até a região da Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche, a igreja que foi bombardeada na segunda Guerra e não foi mais reconstruída. Chegamos lá e a parte antiga já estava fechada, mas ainda conseguimos ver uma parte do mosaico pelo vidro... Não sabemos se estava fechada porque chegamos tarde ou se era devido a um evento de rua próximo, que estava acontecendo. E visitei a igreja nova, que apesar de moderna e simples, é interessante. Ainda estava claro e o Rodrigo pesquisou como poderíamos sair dali e ir no East Side Galerie, seria a última visita antes do dia terminar, já que já ia escurecer logo. Primeiro “perrengue” da viagem: Pegamos o metrô e, por um descuido de observação, pegamos ele indo para o outro lado. O vagão só tinha mais um casal e na próxima estação eles desceram correndo e nós ficamos e achamos meio estranho, parecia tudo bem vazio... O metrô continuou andando até que... foi para o túnel e parou... e nós ficamos desesperados! Como alguém ia saber que nós estávamos presos dentro do metrô, estacionado dentro do túnel?! Pra quem ligar nessa situação ?! O que fazer?! Rodrigo e eu começamos a apertar todos os botões de emergência do vagão (a porta entre um vagão e outra estava trancada, não dava pra passar de um para outro) e quase que ele usou a machadinha de emergência para quebrar o vidro... Foi quando um funcionário passou pelo nosso vagão (e começamos a falar para ele nos socorrer) e ele falou alguma coisa em alemão e em seguida... o metrô começou a andar pelo outro lado de novo... Ufa! Ficamos aliviados e sentamos quietinhos, fingindo que nada tinha acontecido, quando outras pessoas começaram a entrar no vagão e nos olhar com cara estranha (afinal, o metrô tinha acabado de sair do túnel, na última estação, não foi?!)

Mas acontece que esse metrô era muito do mal e não foi só isso que nos aconteceu... quando já estávamos quase chegando na estação final, onde tínhamos que descer, foi falada uma mensagem em alemão e inglês no alto-falante e a gente não entendeu direito o que era. E o metrô parou na estação e quando voltou a andar, voltou a andar na direção contrária... Como assim?! Estávamos voltando!

Descemos do metrô e o pegamos indo novamente... e novamente a mesma mensagem e ele começou a voltar... Mas dessa vez entendemos que tinha acontecido alguma coisa no meio do caminho entre as estações. Pegamos ele indo novamente, descemos naquela última estação que ele parava antes de voltar, e encontramos algumas placas sinalizando que tinha outro meio de transporte... fomos seguindo as placas e também as pessoas que iam para o mesmo caminho. No final do caminho, um ônibus. Todo mundo subiu nele (e quando eu achava que ele iria nos levar até a última estação, que era a que a gente tinha que descer) e ele nos levou até a próxima estação, e tivemos que subir e pegar o metrô novamente! E o resto do caminho (que a essa momento já era curto), foi tranquilo.

Descemos do metrô e já estava escurecendo, depois dessa jornada toda! Fomos rapidamente até a Oberbaumbrücke, tiramos algumas fotos e depois rapidamente novamente até o East Side Galery, pertinho, onde andamos e tiramos fotos, e encontramos alguns pedintes também...

Como já tinha escurecido, e é uma região com alguns pedintes, tratamos de não ficar muito tempo por ali e voltamos andando até a ponte. Eu tinha visto algumas recomendações de uma lanchonete que vende uns hambúrgueres muito bons ali por perto, mas quando chegamos no lugar, a fila era simplesmente imeeensa e os lugares pra sentar, pouquíssimos... Como estávamos bem cansados, resolvemos procurar um outro restaurante no local (achamos alguns variados, próximo) e resolvemos comer comida mexicana, que o dono era indiano, mas tudo bem, estava gostoso, apesar de um pouco diferente do que o que a gente está acostumado de comida mexicana aqui no Brasil (o meu taco mais parecia uma lasagna!)

Em seguida, traumatizados com o metrô, pegamos o trem para voltar ao hotel e fomos descansar, pois no dia seguinte teria mais!

Compartilhar este post


Link para o post

DSCN6904.JPG.443cbea5f241e350ed48501a8b01df4d.JPG

Reichstag pelo lado de fora.

 

DSCN6915.JPG.42e95fd5202bc6a97291d042e4f259c1.JPG

Portão de Brandemburgo

 

DSCN6982.JPG.a6f90b2a77545200f854f42a291716c2.JPG

Topografia do terror

 

DSCN7056.JPG.4af6adfdf0c32f539ddbe839070571a3.JPG

O que sobrou do muro, espalhado pela cidade

 

DSCN7035.JPG.327fd975c5c62d33c6c31b461828b8af.JPG

Sony Center

 

DSCN7068.JPG.841e2f7dfcc25d07783b56743fd2d08c.JPG

Memorial do Holocausto

 

DSCN7100.JPG.ac2e547c93dde3cf312154b10a8e52b0.JPG

Tiergarten

 

DSCN7121.JPG.c8fd9b5d92063267d7ee79fac70f7d6f.JPG

Memorial de Guerra Soviético

 

DSCN7141.JPG.96254b38221fd344139a273a804abf8b.JPG

Brincando com o sensor, na passagem que vai para a Coluna da Vitória

 

DSCN7171.JPG.26df7911e30213415e8567729836bf84.JPG

Coluna da Vitória

 

20160906_171203.jpg.abff93e4a825bf8482742bbfd39f35cc.jpg

Local indicado que é bom para selfies em frente a Coluna da Vitória (uma boa dica!)

 

DSCN7196.JPG.4d81d8588d778a49866371dca1d3091f.JPG

Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche

 

DSCN7212.JPG.b21971277112d7b8c5471d5a3da9c6e4.JPG

Infelizmente estava fechada e eu só pude espiar pela grade

 

DSCN7243.JPG.ca4c9faec6ed55379cbc229e6fce8289.JPG

Oberbaumbrücke

 

DSCN7248.JPG.f69e7969f6921ee2bc991ef67944206a.JPG

East Side Gallery

 

DSCN7254.JPG.501db5e6e6989f7c50ee07b0cfe18aeb.JPG

Rio Spree, anoitecendo

Compartilhar este post


Link para o post

Bem, realmente no dia anterior fizemos muuuitas coisas e ficamos bem cansados! Crianças, não façam isso! Mas confesso que ficamos um pouco empolgados no primeiro dia!

No dia seguinte, quarta-feira, visitamos a Alexanderplatz somente para fazer algumas fotos (já que a toda hora estávamos lá entrando ou saindo do metrô/trem, passando por lá) e nesse dia encontramos alguns pedintes (refugiados?!) nos abordando... Eles tinham até discurso em inglês, mais chatos e mais bem vestidos que os pedintes brasileiros... Tratamos de sair rápido de lá (estava uma situação um tanto chata) e fomos em direção a ilha dos museus. Nesse dia eu queria conhecer muito algum museu e, se possível, 2, mas não sabia se o tempo ia permitir!

Tinha escolhido o Pergamon (onde você encontra antiguidades mostradas com suas devidas proporções, como o Altar de Pérgamo, o qual da o nome ao museu, mas que infelizmente não pode ser visitado no momento; uns dos portões de acesso da cidade da Babilônia; o Portão do Mercado de Mileto; entre outros) ou o Neues Museum (que tem o busto da Nefertiti)

Dá pra ir à pé da Alexanderplaz até a Catedral e de lá até a Ilha dos Museus, mas é uma boa caminhada... Ou se pode pegar o tram da Alexanderplatz até o meio do caminho também. Passamos rapidamente pela loja do Ampelmann (o homenzinho do sinal de trânsito), mas é tudo muito caro! E, em seguida, continuamos nossa jornada. Paramos na Catedral de Berlim (Berliner Dom), vimos que pertinho estava o museu do DDR (se tivéssemos tempo, poderíamos visitá-lo também) , tiramos várias fotos por ali e mais na frente, na ilha dos museus também. Eu entrei na Catedral para ver como ela é por dentro, mas o Rodrigo optou por ficar descansando e esperando do lado de fora. E o lado de dentro é tão lindo e suntuoso quanto o de fora!

Em seguida, rumamos para o Pergamon. Com o Berlin WelcomeCard (o que dá direito à ilha dos museus) que compramos, entramos direto e sem pagar ingresso. Deixamos a mochila do Rodrigo no locker e seguimos para a visita (atenção para os Brasileiros que não estão acostumados com isso: Para o locker funcionar, você deve inserir uma moeda de 1 ou 2 Euros e só assim ele tranca e você pode levar a chave consigo. Quando você vai pegar suas coisas novamente, ao final da visita, ao girar a chave para abrir o armário, ela libera sua moeda e você consegue reaver seu dinheiro e suas coisas... País desenvolvido é outra história! Ficamos um tempinho tentando descobrir como era o esquema, igual a dois patetas, não precisa nem explicar, né?! E o pior é que antes de viajar, eu tinha visto um vídeo sobre isso, falando dos carrinhos de supermercado, que são no mesmo esquema, que o cliente só consegue tirá-lo do lugar quando insere a moeda e quando o coloca no seu lugar novamente, consegue a moeda de volta... Mas eu nem associei o mercado com o locker do museu!)

Eu simplesmente amei o Pergamon... Os portões da Babilônia e o Portão do Mercado de Mileto, em suas proporções gigantescas são de cair o queixo... Adorei ver a parte dos Assírios também... Tudo inimaginável dentro de um museu para mim, até então! Demoramos tanto nessa visita, vendo cada detalhe, que quando vimos, já passava das 15h e nem tínhamos almoçado (e a fome apertou). Vimos o segundo andar meio correndo (sobre a cultura islâmica) e saímos em busca de algo pra abrandar a fome. Encontramos em frente às costas da Catedral (em frente ao Rio Spree), uma lanchonete que vendia Currywurst a preços baratos (e estava gostoso, não sei se era a fome!), naquele pratinho de papelão. Comemos satisfeitos, mas meio incomodados pelas vespas (A Alemanha é cheia de vespas que parecem abelhas e ficam importunando muito a gente!) e depois ainda tomamos um sorvetinho em uma sorveteria do lado. Voltamos para a ilha dos museus, e já era 17h. Eu achei que não conseguiríamos mais entrar em museu nenhum, mas o Rodrigo foi perguntar na porta do Neues Museum e eles viram nosso Berlim Welcomecard e nos deixaram entrar. Vimos algumas coisas um pouco corrido, sem tempo de ficar apreciando.. Até chegar no busto da Nefertiti ::ahhhh::

Geeennnteeemmm... ela é linda mesmo! Pena que não pode tirar fotos! Após algum tempo apreciando, fomos ver outras partes do museu meio corrido novamente, até que ouvimos o sinal dizendo que o museu ia fechar em 15 minutos e fomos nos dirigindo à saída. Não conseguimos ver o tal do “Chapéu de Ouro de Berlim”, que também é peça importante desse museu... mas convenhamos, a Nefertiti é mais! ::tchann:: e fiquei satisfeita com nossa visita!

Como o dia ainda estava claro, perguntei ao Rodrigo se ele não queria ir conhecer outro lugar famoso de Berlim... E nós pegamos um tram perto dos museus e fomos até a Bebelplatz , que foi palco de queima de livros na época do nazismo e hoje há uma placa de vidro no chão que revela, sob a praça, prateleiras de livros vazias.... Por ali também fica a Universidade Humboldt, onde estudaram Karl Marx, Albert Einstein... Porém qual não foi nossa surpresa ao chegar lá e encontrar uma obra com tapumes, que tomavam grande parte da praça. Andamos por todos os lados e não encontramos essa placa de vidro... vimos turistas que estavam procurando, assim como nós... e desistimos... visitamos a Neue Wache , que fica ali perto (ou “Memorial Central da República Federal da Alemanha para as Vítimas da Guerra e da Tirania”. Dentro do prédio há uma única escultura: de uma mãe com seu filho morto no colo) e fomos à pé até a Gendarmenmarkt, perto também, onde no centro há a Konzerthaus (Casa de Concertos) e ao lado as praticamente idênticas Französischer Dom (Catedral Francesa), à direita e a Deutscher Dom (Catedral Alemã), vimos todas por fora. Aquela região parece muito bonitinha, mas com uns restaurantes com cara de caros também! ::lol3::

Saímos de lá via tram novamente e fomos para perto da Alexanderplatz novamente. O Rodrigo achou pelo TripAdvisor um restaurante de massas e pizzas, do estilo "monte seu prato", chamado Vapiano, que não era muito caro e que as pessoas estavam falando bem dele, perto da torre de TV (ou seja, perto de nós) e fomos lá conferir. Pedimos pizza, que realmente estava muito gostosa e valeu a pena! O ambiente do lugar também é bem agradável. Depois disso, voltamos para o hotel para descansar novamente, pois no dia seguinte tinha mais!

Compartilhar este post


Link para o post

DSCN7270-1.jpg.0e7a8a10c5228fb38d1f48e969f945ba.jpg

Alexanderplatz

 

DSCN7281.JPG.50d02eefe7d547a9a291a12c70169786.JPG

Tram em Alexanderplatz

 

DSCN7308-1.jpg.2330e8738a96bcc8255df5c2ced0a203.jpg

As costas da Berliner Dom

 

DSCN7347.JPG.a14bf305f30e7961a382b3188f5e94e3.JPG

Descansando na Ilha dos museus enquanto Rodrigo tirava fotos

 

DSCN7352.JPG.3adece4a5be1aa7cd06487234df7e3da.JPG

A frente da Berliner Dom

 

DSCN7604.JPG.cfa4aac3d3a08709af1988647fcc2565.JPG

O Pergamon é um tanto escondido, o último da ilha, e está em obras.

 

DSCN7377-1.jpg.a6e79d2af22fadfb5608e1cc2f5c4034.jpg

Pergamon - Porta de Ishtar

 

DSCN7413-1.jpg.d941960ba682445ca289788b43c0bbd4.jpg

Pergamon - Portão do Mercado de Mileto

 

DSCN7478.JPG.089d58d0832a1dd99d291c9bc2a95660.JPG

Pergamon - História do Assírios

 

20160907_144955-1.jpg.33c031c114a1d03c00820d3cd7e57e60.jpg

Pergamon - mais Assírios

 

DSCN7581.JPG.247f1ce564bea6ec7e872bb8a68d5c48.JPG

Pergamon - No segundo andar: cultura islâmica

 

DSCN7632-1.jpg.a9ee0db527dc465cc00f38263ce8858f.jpg

Nós no Neues Museum

 

DSCN7656.JPG.d41f807f6175b3935fe6870ce6ad6f33.JPG

Gendarmenmarkt (na foto, a casa de concertos com uma das catedrais)

 

DSCN7694-1.jpg.12bcf50698ac0dd1419d9d23ae1ca755.jpg

Neue Wache (Pietá)

Compartilhar este post


Link para o post

No dia seguinte acordamos cedo (e dessa vez correu tudo bem) e fomos tentar visitar o Reichstag, novamente (pela segunda vez, já que na primeira nos atrasamos e tivemos que marcar de novo). Dessa vez o Rodrigo, já adaptado à procura de meios de transporte e suas rotas pelo celular, falou que se fôssemos de ônibus seria mais rápido e assim o fizemos e chegamos rapidinho mesmo (tirando uma pequena retenção no trânsito no meio do caminho que me deixou meio tensa) ::hahaha:: Chegando lá, apresentamos o papel que comprovava o horário marcado na porta e nos deixaram entrar. Passamos por detector de metais e Raio-x para as bolsas e em seguida ficamos em uma fila esperando uma guia que ia nos orientar. Ao chegar todo mundo que estava previsto para o horário, a guia nos levou até a porta e nos desejou uma boa visita (mas hein?!) :shock: A segurança lá é enorme e nós só conseguíamos passar pelos locais que nos eram orientados. Após passar pela porta, só tinha um caminho: o do elevador (que dava pra morar lá dentro de tão grande e chique!). Subimos e só tinha um caminho que poderíamos seguir: o de pegar o áudio-guia. Pedi os áudio guias em português e o rapaz nos deu e passamos pelo lado de fora, onde tem a cúpula. O áudio guia era em português de Portugal, foi engraçado ter que ouvir desse jeito. Tiramos várias fotos pelo lado de fora pra depois iniciar a visita pela rampa da cúpula. Assim que você começa a subir, o áudio guia recebe um sinal (que eu acredito que seja algum dispositivo no chão) e o mesmo começa a falar sozinho. Á medida que a gente vai andando e passando por outros pontos, ele começa outro texto. Achei tudo muito interessante (OBS: não ande correndo, senão ele “pula” para a “faixa seguinte” antes de terminar aquela que se está falando!). O áudio guia vai explicando sobre o prédio em que estamos e sobre todos os outros que se encontram ao redor, que dá pra ver pelo vidro. É muito legal. Ao chegar lá em cima, mais explicações sobre a estrutura do prédio, toda moderna, e depois de um breve descanso, descemos e tinha mais explicações na descida!

Quando chegou ao final da rampa, terminada a gravação do áudio-guia, saímos pelo único caminho que nos era possível, até a porta de saída.

Existem outras visitas pelo prédio do legislativo, mas optamos por essa, só pela cúpula, que já é bem legal e curta, o que nos agrada bastante, já que não somos tão curiosos a respeito da política alemã.

Depois de visitar o Reichstag, passamos em algumas lojinhas de souvenir e depois voltamos para o hotel, para deixar as coisas lá. Encontramos uma loja de blusas perto do hotel com promoção, o que foi muito legal, já que o Rodrigo queria comprar uma blusa da Alemanha pra ele!

Fomos procurar algum lugar para almoçar e o Rodrigo viu uma indicação no TripAdvisor, de um restaurante que estavam falando muito bem, de massas (meu sistema gatro-intestinal ainda não estava totalmente bom devido ao choque com a comida e o tempero alemão), que ficava dentro de uma galeria (a galeria kaufhof), perto da torre de TV. Entramos na galeria e procuramos daqui e dali e nada... até que achamos no cantinho (a gente até acha que é a galeria mesmo, mas é o espaço do restaurante) e resolvemos experimentar. O nome do restaurante é Sapori Italiani e realmente estava muito gostoso. Eu comi uma massa com salmão e o Rodrigo uma massa à bolonhesa.

Após almoçar, seguimos rumo a uma indicação que li antes da viagem e que, se tivéssemos tempo, iríamos lá visitar. É a parte da cidade onde ela “surgiu”. Tirei as dicas de um blog chamado “simplesmente Berlim”: O Nikolaiviertel é uma área com cara de cidadezinha medieval que se localiza às margens do rio Spree, próximo à Rotes Rathaus (Prefeitura de Berlim) e à Catedral de Berlim. É a área mais antiga de Berlim, sendo onde a cidade se originou. Na Idade Média, esta área era uma rota de comércio e os comerciantes e artesãos se estabeleceram ali, na junção do rio Spree com a estrada. Com isto se desenvolveu um povoado com duas áreas centrais: Berlim, o povoado maior que ficava ao leste da margem do rio Spree e Cölln que ficava em frente da vila Berlim. Com o tempo as duas áreas cresceram a acabaram se fundindo. Dados exatos sobre o “nascimento” de Berlim não existem e como documentos datados de 28 de outubro de 1237 mencionam Cölln pela primeira vez, esta é a data que é considerada o nascimento da cidade e assim este é o dia em que se comemora o aniversário de Berlim. O Nikolaiviertel, com a igreja e suas casas antigas, havia sido preservado durante séculos até que ataques aéreos na Segunda Guerra Mundial o destruíram, permanecendo por muito tempo uma área em ruínas. Somente em 1981, por causa dos preparativos para o aniversário de 750 anos de Berlim, o governo da Alemanha Oriental (a área fica onde era Berlim Oriental) iniciou a sua reconstrução, sendo finalizada em 1987. Os poucos prédios que existiam foram restaurados e com base em modelos históricos novas casas e ruas foram construídas. O Nikolaiviertel é hoje uma mistura de alguns prédios históricos e réplicas de construções antigas.

O Rodrigo pesquisou no Google como poderíamos chegar lá e descobriu um ônibus que passava por uma rua perto da Alexanderplatz, chamada Otto-braun-strasse. Fomos para o ponto do ônibus e nada deste passar. Quando passou, o ponto já estava lotado de gente e todos entraram no ônibus e este ficou lotado. Não pegamos, até porque achamos que não era o nosso ônibus, pois apesar de ser o mesmo número, tinha escrito outra coisa nele, mas depois descobrimos que servia também. Já estava quase falando para o Rodrigo para desistirmos de ir lá, quando veio outro ônibus não tão cheio e conseguimos entrar.

Descemos no lugar indicado, onde tem uma pracinha, com uma escada para descer para um lugar mais rebaixado. Descemos e qual não foi a nossa surpresa, ao andar mais um pouquinho, entre as casas e as construções?! Um lugar lindo e bucólico, com praça e casinhas lindinhas, e igreja. Se eu tivesse desistido de ir, me arrependeria! Ficamos um bom tempo por ali, andando entre as casinhas e tirando fotos. Tinham grupos de estudantes fazendo passeios pelo local também. Andamos até o Rio Spree e ficamos mais um pouquinho admirando o lugar e a estátua de Sâo Jorge, que parece que vai ganhar vida a qualquer momento. Voltamos para a frente da igreja, na praça, nos sentamos e ficamos descansando um pouco, observando o movimento. Não visitamos a igreja (que virou um museu), pois descobrimos que o Berlim Welcome-card só dava direito a 20% de desconto na entrada e não estávamos muito animados com a visita ao interior dessa igreja que virou museu. Ficamos curtindo a fossa do último dia na cidade, pois no dia seguinte partiríamos, e conversando sobre o que tínhamos visto até então. ::Ksimno:: Não visitamos muitos lugares que poderíamos ter visitado (com mais dias, acho que daria pra ver tudo com folga), mas tudo o que conseguimos fazer em Berlim gostamos muito!

Voltamos andando, pela margem do rio Spree, até a Catedral de Berlim novamente, onde achamos a sorveteria, comemos mais um sorvetinho (estava fazendo calor!) ::otemo:: , e voltamos de tram dali para o hotel. Descansamos mais um pouquinho no hotel, já que estava um tanto cedo para comer alguma coisa e acabamos perdendo a hora... Ficamos indecisos sobre o que jantar naquele dia e lembrei que passamos por um restaurante, perto do hotel, chamado kartoffelhaus (tipo “casa da batata”) e achei muito interessante e quis comer lá. O Rodrigo deu a sugestão de voltarmos naquela praça com os restaurantes, do primeiro dia, mas tenho certeza que se fossemos lá, ficaríamos rodando a praça, sem saber onde comer. Já passava das 22h e o nosso medo era que os restaurantes fechassem (lá são poucos os que funcionam até tarde, depois das 23h) e a fome já apertava e a gente poderia ficar sem ter onde comer, ou ter que comer um lanchinho pequeno, menor que nossa fome!

Rumamos para esse restaurante e eu pedi um schnitzel com salada e batata, que estava muuuito bom (mas não aguentei comer tudo, meu estômago definitivamente não vai com a cara da comida alemã) e o Rodrigo pediu novamente Currywurst, que a porção era grande também! A parte mais engraçada desse restaurante, é que sentamos nas mesinhas do lado de fora e, assim como nós, várias pessoas estavam ocupando aquelas mesinhas, quando de repente vimos uma ratazana correndo de um canteiro para o outro, próximo da gente. ::ahhhh:: Ficamos apavorados, mas... O que fazer?! Já tínhamos pedido a comida e se saíssemos de lá, não sabíamos se encontraríamos outro restaurante aberto, por causa da hora. Tinha um rapaz próximo a gente que sinalizou que também tinha visto a ratazana e que ela era grande, mas continuou no mesmo lugar. :shock: E assim o fizemos também, rezando para a ratazana não querer ir pra perto da gente! Comemos nossa comida, enquanto isso, as outras pessoas foram terminando, pagando suas contas e saindo, e nós fomos os últimos a sair de lá, mas não vimos mais a ratazana... E foi aí que, conversando, percebemos que não vimos nenhum gato pelas ruas de Berlim... Nem no parque! Será que é por isso que os ratos estão à solta?!

Na Alemanha também avistamos muitos corvos, dividindo os espaços com os pombos... E achei muito diferente, pois não tinha visto ainda nenhum corvo de perto (lembrei de alguns desenhos animados de antigamente, que tinham corvos como personagens) e eles fazem um barulho característico, que nos acompanhou durante toda a viagem, nas nossas andanças por lá!

Outro detalhe que queria comentar também é que a grande maioria da população alemã anda de bicicleta pela cidade e as ciclovias são bem estruturadas e todo mundo se respeita. É muito bacana ver como tudo funciona bem! Adorei ver essa parte! ::otemo::

Bem, depois de matar a fome, fomos procurar onde era o ponto do ônibus que pegaríamos no dia seguinte (e graças aos céus era bem pertinho do hotel) e fomos descansar novamente, pois no dia seguinte, viajaríamos cedo para Praga.

Compartilhar este post


Link para o post

DSCN7740.JPG.c63f48b2e3401261ed21978aa48c96b4.JPG

Nós e a cúpula do Reichstag

 

DSCN7772.JPG.827b6ce6b7ef3b66c59878dfe94a2e2c.JPG

Por dentro da cúpula do Reichstag

 

DSCN7820.JPG.7b1ae30b422b4394528964f6a46c3c36.JPG

Descobrindo Nikolaiviertel

 

DSCN7855.JPG.3cca65cc79acc102f942a333462657c0.JPG

Nikolaiviertel

 

DSCN7876.JPG.1c12ad3359052d6fb204c48a9fd69972.JPG

Ursos em Nikolaiviertel

 

DSCN7888.JPG.f2622d08279b1d23166815406123cf77.JPG

Mais Nikolaiviertel

 

DSCN7891-1.jpg.14a94a8e6cf3a6e341b552ff0ece5fb9.jpg

Nikolaikirche

 

DSCN7904.JPG.9fa4e1f1b333fdaf163d573126ce2e86.JPG

Sâo Jorge

 

DSCN7911.JPG.e25eaf5ad688a0aa5ecc057f9c82733b.JPG

Às margens do Rio Spree, pertinho da Catedral de Berlim

Compartilhar este post


Link para o post

No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos café, fizemos check out no hotel e nos dirigimos ao ponto do ônibus, arrastando mala pelas ruas, para estar lá às 8h. O ponto do ônibus era pertinho do hotel e a empresa se chama FlixBus (É um ônibus verde). Tinham vários ônibus parados no ponto, mas nenhum era o nosso. O nosso ia para Praga, mas a gente teria que fazer uma pequena baldeação em Dresden. Aguardamos um pouquinho e quando chegou, deixamos as malas no bagageiro e entramos no ônibus, nos acomodando. Logo depois o ônibus partiu e depois de mais ou menos 2h30 min (de estradas perfeitas e paisagens legais, mas dormimos a maior parte do tempo), chegamos em Dresden. O ônibus passou por paisagens lindas nessa cidade, se tivéssemos mais tempo e mais dinheiro, poderíamos pernoitar lá. Sabíamos que o ônibus iria parar em uma rodoviária, ou estação de trem, não lembro agora, mas assim que ele parou em um espaço grande, com uma construção antiga, que achamos que era a rodoviária, descemos, pegamos as malas e perguntamos ao motorista onde pegávamos o outro ônibus... E o motorista falou que descemos no lugar errado! Deixamos as malas de novo no bagageiro do ônibus, subimos e continuamos mais uns poucos minutos, até o destino certo, quando todo mundo desceu e nós também. O ponto do ônibus, era do lado de fora, numa via grande da cidade. Novamente perguntamos onde pegaríamos o outro ônibus para Praga e o motorista nos indicou um ponto do outro lado da rua. Fomos para lá e nada do ônibus chegar. Tinham outros ônibus que iriam para Praga nessa mesma calçada, mas de outras empresas. Como o nosso ônibus atrasou um pouco, fica sempre o receio de termos perdido o próximo... Mas o Rodrigo viu que tinha um escritório da própria FlixBus nessa mesma calçada e qualquer coisa iríamos lá reclamar. Esperamos uns 15 min, quando o ônibus finalmente chegou e fez um tumulto de gente tentando colocar as malas no bagageiro e entrar no ônibus. E nos juntamos a eles. Precisou mostrar o passaporte para o motorista do ônibus.

O ônibus era de 2 andares e ficamos em cima. Novamente mais 2h30 min de paisagens legais e estrada boa (mas dormimos de novo) e chegamos ao nosso destino: a rodoviária de Praga.

Ao chegar, o Rodrigo já tinha visto o caminho que tínhamos que fazer para chegar ao hotel (que era perto da rodoviária). E lá fomos nós arrastando mala pelas ruas de Praga. Ficamos em um hotel de nome AXA, de aparência um pouco moderninha, com elevador e bastante confortável. Antes de irmos para Praga, li que os hotéis mais próximos do centro histórico, são prédios antigos que não podem ser reformado e não têm elevador. E esse hotel ficou a meia distância da rodoviária e do centro histórico: perfeito! O café da manhã não era tão bom quanto o de Berlim, mas dava para o gasto.

Deixamos nossas malas no quarto e fomos caçar onde comer, já que estávamos azuis de fome, já era umas 15h. Teríamos que trocar nosso dinheiro para Coroas Tchecas, já que lá eles não usam o Euro e perguntamos no hotel onde poderíamos fazer isso. O staff do hotel informou que perto do hotel não teria nenhum lugar para trocar, que casas de câmbio, somente na rodoviária ou na parte do centro histórico, mas a da rodoviária, tinha que tomar cuidado com ladrões e só funcionavam até às 18h, se não me engano. Mas que grandes estabelecimentos comerciais aceitavam cartão de crédito e alguns lugares também aceitavam Euros. Sabíamos que tinha um shopping perto do hotel (o Palladium) e rumamos para lá. O local onde poderíamos comer mais rápido no momento era o Burguer King e eles aceitavam cartão de crédito e também Euros. Almoçamos hambúrguer e depois de matar o que nos estava matando (a fome), fomos passear pela cidade. Foi quando descobrimos que estávamos bem perto do centro histórico! Achei tudo perto nessa cidade, andando dá pra conhecer todos os pontos turísticos. O Rodrigo tinha pensado em comprar um bilhete para a gente andar de tram, que passava pelo hotel e também pelo centro histórico, mas no final das contas, a gente acabou fazendo tudo à pé mesmo (só o caminho do centro histórico para a Ponte Carlos que eu achei um pouco mais distante, antes da viagem, olhando o mapa, achei que poderia ser mais rápido ir para lá).

Do lado de onde fica o shopping, andamos um pouco e já achamos a torre da pólvora. Trocamos um pouco do dinheiro em uma casa de câmbio ali perto e seguimos. Andando pela rua em frente à torre da Pólvora, repleta de lojas de souvenir e casas de massagem tailandesa, achamos, no final da rua, a Praça da Cidade Velha, cheinha de turistas, com o Relógio Astronômico, as Igrejas e tudo mais. Paramos para comer o trdelnik (um pão de gosto doce, que pode ter recheio ou não, típico de Praga, que é gostosinho, mas não achei lá o doce mais gostoso que eu já provei, não!). Ainda conseguimos chegar em frente ao relógio astronômico em uma hora cheia e assistir a movimentação dos personagens que o rodeiam. A praça fica muito cheia de gente para assistir! É simples, mas se a gente pensar que quando ele foi construído, os recursos eram escassos e mesmo assim ele é perfeito, a gente fica muito surpreso com tudo! Antes de viajar, pesquisei sobre a representação dos personagens e sobre o relógio e achei tudo muito interessante!

Continuamos seguindo o fluxo da multidão e as placas das ruas, vielas adentro e fomos parar no bairro judeu. Vimos tudo por fora, não fomos ao cemitério (nunca gostei dessa história de visitar cemitérios, ainda mais os que tem que pagar pra visitar!) procuramos a sinagoga espanhola (que é muito bonita!) e a estátua que foi inspirada em um dos contos de Kafka que está lá pertinho.

Voltamos para a Praça da Cidade Velha e dali fomos andando, seguindo o fluxo e procurando as indicações das placas de rua, até chegar na Karlův most (Ponte Carlos). Ficamos por ali um pouquinho, anoiteceu, e voltamos pelo mesmo caminho, até o hotel. Chegando ao hotel, descansamos um pouco e fomos procurar algum lugar para comer. Fomos até o shopping novamente, mas muita coisa já tinha fechado (já passava de 21h) e percebemos que lá os lugares fecham cedo também. Com o wi-fi do shopping, pesquisamos um restaurante que fosse bem indicado e achamos o Kotleta, que ficava pertinho do shopping. Fomos para lá. Ambiente diferente e comida boa. Eu pedi uma salada com pato e o Rodrigo pediu carne de porco com purê. E estava muito bom!

A cidade está repleta de lojas de marionete (mas achei tudo caro, apesar de lindinho) e pelo que eu soube, à noite, existem lugares que têm apresentações de teatro negro (com jogo de luz e sombra), mas estávamos muito cansados para procurar e o tempo que passamos lá não foi folgado também, uma pena.

Voltamos para o hotel descansar porque no dia seguinte iríamos tentar visitar o famoso Castelo de Praga.

Compartilhar este post


Link para o post

20160911_130758.jpg.3495083140a707fdb137369c5180172f.jpg

O tal do ônibus da FlixBus (já estávamos na rodoviária de Praga)

 

DSCN7983.JPG.895bd50277bbdf6a521e57e8d676023b.JPG

Torre da Pólvora

 

DSCN8000-1.jpg.f13027c11d4cd0258ce31dfd98163613.jpg

E mais Torre da Pólvora

 

DSCN8005-1.jpg.4f62eb740403346ee230e71810fa88e2.jpg

Já avistando a Praça e o Relógio Astronômico

 

DSCN8032-1.jpg.7f821b1dc0b3c89f2d4b00b52bb30d53.jpg

Close no Relógio Astronômico

 

DSCN8035.JPG.9a9c6fcb9b2b1d100e881d76616e3f3a.JPG

A Praça da Cidade Velha, sempre cheia de gente

 

DSCN8050-1.jpg.e586976c6bfde4e8af5d4394e4374262.jpg

Tentando tirar foto com o Relógio Astronômico

 

DSCN8117-1.jpg.2273af8caff4c7109f277b823088988a.jpg

Tentando entender Kafka

 

DSCN8126.JPG.31e0c0823df9f82e83f7103a126baae3.JPG

A Sinagoga Espanhola

 

DSCN8153.JPG.28c1c3ad7fd04f58e20ebba099bfb48f.JPG

Chegamos a Ponte Carlos (já estava escurecendo)

 

DSCN8167.JPG.05cb9775163285ef36b9a9a75eaa6d9d.JPG

A Ponte Carlos e o outro lado, o Castelo de Praga.

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

  • Conteúdo Similar

    • Por Carola_RJ
      Eu adoro escrever e contar um pouco sobre a minha impressão dos lugares. Não gosto de me ater às informações, história dos pontos turísticos, pois isso é fácil de encontrar. Venho aqui escrever minha humilde opinião e percepção dos lugares.
      Quem deseja viajar no verão para o leste europeu, leia essas dicas
      Considerações gerais sobre a viagem
      Ir no verão no leste europeu: tem o lado super positivo dos dias serem beeeem longos. Só fica escuro depois das 21h, então dá para aproveitar mais a cidade. Entretanto, é altíssima temporada, férias escolares no hemisfério norte todo (o que inclui a China, rs). Inclusive, os próprios europeus da parte Central, curtem muito passar férias no Leste por ser mais barato, indo para países fora da zona do Euro. Então, amores: vai estar cheio! Não espere ter uma cidade todinha para você, tirar fotos sem nenhum papagaio de pirata atrás. Mas o pior são as filas para as atrações, preço de hotéis mais salgado e passagens aéreas mais caras, sobretudo se você for viajar no recesso escolar do Brasil (duas últimas semanas de julho).
      Temperatura: eu dei o azar de pegar um calor insuportável. Sério, muito quente mesmo e olha que eu sou acostumada ao verão carioca. Mas isso é realmente aleatório, têm períodos do verão que fica mais frio. Eu fiquei acompanhando a temperatura antes de viajar para pensar na mala e uma semana antes da viagem estava relativamente frio, com temperatura mínima de uns 9° e máxima de uns 25°. Comparei com a temperatura do Rio de Janeiro que estava parecida (não com essa mínima tão baixa) e julguei que estava frio. Aí, enfiei vários casacos na mala. Mas o tempo virou total e não teve nenhum sinal de frio. Ah! A maior parte dos países do Leste estão sob efeito da continentalidade (olha a professora de Geografia :), ou seja, tem grande amplitude térmica, grande variação de temperatura entre os dias e as noites ( isso também se aplicando anualmente, no binômio verão X inverno extremos). Tipo assim, de dia, era tão quente quanto o Rio, mas a noite a temperatura cai drasticamente, quase 20° de queda. Então, as noites são gostosinhas.
      Por que decidimos viajar para o Leste Europeu: Visitar países que foram ex união soviética é muito interessante, né? . Mas esses países não se resumem a isso, eles possuem uma história riquíssima. Ia dizer que possuem "histórias únicas" mas não é bem isso, devido aos fortes laços históricos. Até 1993, existia a Tchecoslováquia, composta pela República Tcheca e Eslováquia, e que se tornaram independentes após a Revolução de Veludo. A Hungria fazia parte do Império Austro Húngaro de até 1918. Cada país, Hungria, Eslováquia e República Tcheca tem a sua própria língua mas que são parecidíssimas, eles nos disseram que mesmo sem estudar outra língua, eles conseguem se entender muito bem, acho que é até bem mais parecido que o português e espanhol. Mas, apesar de toda essa relação territorial, política, linguística, cada país tem fortes singularidades. Não é a toa que conquistaram suas independências. Explorar essas nuances foi muito interessante.
      Voos para o Leste Europeu: Eu acho que não tem voo direto do Brasil para nenhum país do Leste Europeu. Por isso, comecei a fazer pesquisas de voos para qualquer país da Europa e partir desse país, eu pegaria um voo de uma empresa low cost. Mas, como sou professora, tenho uma restrição fortíssima de datas para viajar e estava tudo MUITO caro. Muito mesmo! Um belo dia, surgiu um voo bem barato para Praga, não era direto, ok. Mas quando eu vi o tempo total de viagem eram de umas 25h para ir e 28h para voltar. Já fui descartando. Mas, pera, era um voo da Emirates com escala em Dubai. Lembrei que a Emirates permite parada gratuita em Dubai. Opa!!! Nunca visitei Dubai, por que não visitar agora? Dei uma olhada em hotéis, porque achei que aí que fosse pesar, e achei hotel 5 estrelas por 350 reais a diária e hotéis 3 estrelas por 150 reais. Hotéis bem localizados e tal... (sim, isso era tudo verdade, hotéis super bem localizados e maravilhosos). Fiquei toda feliz e comprei a passagem Rio X Dubai X Praga X Rio com uma parada na ida de 5 noites em Dubai. Estou escrevendo outro post sob a "furada" de ir para Dubai no verão com sensação térmica de 60°C (INSUPORTÁVEL, por isso estava tudo barato) mas isso é outra história…
      A duração dos voos foram:
      Rio X Dubai - 14 horas Dubai X Praga - 6 horas Bom, a Emirates foi eleita melhor companhia aérea por diversos anos e não foi a toa. O serviço é maravilhoso mesmo.
      Como se deslocar dentro desses países
      Você tem três opções: avião, trem, ônibus e alugando um carro. Vou falar de cada uma.
      Avião - As companhias low cost da Europa são uma mão na roda. As maiores são a Easy Jet e a Ryan Air. Vira e mexe tem promoção de passagem por 1, 5 ou 10 euros. Muito barato mesmo. Mas tem que ficar de olho e tentar comprar com antecedência. Mas fique atento porque você paga absolutamente tudo por fora, despachar bagagem, levar bagagem de mão, marcar assento, comida. Eu acho que se o ônibus ou trem demorar mais que 4 horas, vá de avião. Você vai economizar seu tempo, e lembre-se que na Europa o tempo é em Euro.
      Trem - a opção mais glamourosa, né? Os trens são lindos, chiques, paisagens maravilhosas e conta com o conveniente das estações estarem pertinho do Centro da cidade. Mas os trens andam muito caros! Nossa, um absurdo! Não viajamos nenhuma vezinha de trem. Os trens estavam mais caros que o avião também, sem chances… mas, assim, olhando com antecedência, às vezes surgem umas promoções bem boas de trem também.
      Ônibus - menos glamouroso, mas muito mais barato que o trem. Quando eu digo mais barato, eu não tô exagerando em nada. Um trecho que era 80 euros no trem, eu paguei 20 no ônibus. E é muito fácil comprar a passagem, acompanhar tudo. Os ônibus são muito confortáveis também. A empresa mais conhecida, na verdade, era a única que eu conhecia, é a Flix Bus. Ela tem um aplicativo em português, bonitinho e super prático. Alguns trechos você precisa pagar para reservar assento (1,50 euro) e se tiver mais de uma mala de porão (4 euros). No meio da viagem conhecemos a Regio Jet. Conhecemos quando fomos passar o dia em Bratislava. Compramos a passagem só de ida porque não fazíamos ideia de quanto tempo gastaríamos na cidade. Quando fomos tentar comprar a passagem de volta na Flixbus estava tudo esgotado. Daí, vimos essa empresa. Cara, a Regio Jet é bem melhor que a Flix Bus. O ônibus tem televisões interativas (iguais as de avião) individuais, café, snacks. Olha, maravilhosa a empresa, e pasmem, mais barata que a flix bus. Super recomendo baixar o aplicativo dela.
      Carro -  Uma opção bacana mas muito cara, né? Fora que ficar de carro dentro das cidades é loucura. Principalmente em cidade grande que o estacionamento é caríssimo e que o legal é conhecer tudo a pé, entre um drink e outro. Mas carro é maneiro para quem tem tempo de parar e conhecer vilas pelo caminho.
       
      Como fizemos nosso roteiro.
      Antes de marcar as datas de ida e volta, hotéis, é importante dar uma estudada sobre cada cidade para avaliar o quão interessante ela é, fazer uma lista dos pontos turísticos que quer visitar, colocar tudo no mapa para verificar se estão situados próximos uns dos outros e etc. Feito isso, decidimos o número de dias. Decidimos também começar a jornada por Budapeste e ir subindo de ônibus para as outras cidades. Como chegaríamos em Praga pelo aeroporto, seria muito mais prático pegar um voo logo para Budapeste. Foi mais barato e rápido. Imagina ter que sair do aeroporto com mala e ir até a rodoviária ou terminal de trem? 
      Nosso roteiro ficou assim:
      11
      Voo de ida
      12
      Dubai
      13
      Dubai
      14
      Dubai
      15
      Abu Dhabi / Dubai
      16
      VOO / Praga / Voo / Bud
      17
      Budapeste
      18
      Budapeste
      19
      Budapeste
      20
      Budapeste / ônibus / Viena
      21
      Vienna
      22
      Bratislava
      23
      Vienna / ônibus/ Praga
      24
      Praga
      25
      Praga
      26
      Praga
      27
      Praga / Voo de volta
       
      BUDAPESTE
      Chegada em Budapeste: chegamos em Budapeste vindo de um voo Dubai X Praga (pela Emirates) e outro voo Praga X Budapeste (pela Ryan Air).
      Golpe do cartão de crédito: Nessa parada em Praga levamos um susto imenso. Vou contar aqui porque pode acontecer com outras pessoas. Quando estávamos em Dubai, não conseguimos comprar nada com o travel money. Mas como eles falam árabes, nem sempre a gente se entendia, logo achamos que poderia ser um erro nas opções digitadas por eles na maquininha. Assim que chegamos em Praga, fomos tentar o usar o travel money e ele continuou não funcionando. Ligamos para o cartão e informaram que o saldo era de 7 dólares e que haviam sido feitos diversos saques nos dias anteriores. Ficamos apavorados! Pensamos mil coisas! Clonaram o cartão em Dubai? Agora, vocês imaginem a gente dentro do aeroporto prestes a pegar um novo voo e acabando de saber que tinham roubado todo nosso dinheiro? Vou resumir a história. Mas soubemos que os saques foram feitos nos Estados Unidos. Em muitos países, para sacar dinheiro não precisa colocar senha, é só inserir o cartão na máquina. A gerente do banco disse que foram saques sem uso de senha mesmo. Um dia antes de viajar, no Rio de Janeiro, o Fabio foi em uma agência do Banco do Brasil, no caixa eletrônico consultar o saldo do travel money. Eu acho que foi nesse momento que algum golpista copiou as informações do cartão e vendeu para alguém dos Estados Unidos. O dinheiro foi devolvido pelo banco. Mas o susto foi imenso.
      Viajando pela Ryan Air - gente, é um ônibus que voa. Ônibus urbano, porque ônibus de viagem é bem melhor, é claro. Mas, fora isso, foi tudo bem. Viagem de 50 minutos de Praga até Budapeste. Eu e o Fabio viajamos separados porque nos negamos a pagar reserva de assento. Mas estávamos pertos um do outro no avião.
      Aeroporto de Budapeste - na moral, podiam fazer uma obrinha, né? Que aeroporto feio, gente! Uma cidade tão turística poderia investir nisso. Fora que é muito pequeno, deve ter uma restrição imensa para receber novos voos por falta de espaço mesmo.
      Traslado Aeroporto X Centro - tem várias opções: taxi, Uber, shuttle de Van e ônibus. Não tem metrô, infelizmente. O ônibus é a opção mais barata. Tem um ônibus expresso o 100E que vai direto para o Centro, ele não faz nenhuma parada pelo caminho, só no Centro. Ou seja, demora o mesmo tempo que o Shuttle ou táxi ou qualquer transporte rodoviário. O inconveniente é que ele não vai te deixar na porta do hotel. Mas, a maioria dos hotéis estão num centrinho e ele vai te deixar pertinho. Ah! Lembrei de outro probleminha. Ele é um ônibus normal, então não tem lugar para colocar mala. A gente pagou um mico absurdo. A gente sentou, mas o espacinho entre os bancos mal cabia a nossa perna. Tivemos a ideia brilhante de apoiar a mala na porta do ônibus. Estava tudo lindo. Pensamos: só vai parar no Centro e quando chegar lá, se levantar alguém para descer, a gente levanta junto e segura a mala. Só que a porta abre tendo ou não gente para descer ou subir. Resultado: a mala voou na rua. A gente saiu gritando para pegar a mala da rua… que vergonha, gente!
      Custo do ônibus: 900 HUF
      Site da empresa de ônibus: https://bkk.hu/en/airport-shuttle/
      Estações que ele para (é só verificar no mapa se está perto do seu hotel): Kálvin tér / Astoria M / Deak Ferenk ter
      O que achei - eu amei Budapeste! Que cidade linda! Qualquer lugar, qualquer rua, tem um prédio encantador. Mas, mais do que a estética da cidade, eu gostei da vibração. Achei o lugar acolhedor, gostoso de fazer coisas simples: sentar e ver o movimento da rua, andar por ruas aleatórias, tomar uma cerveja, ver o pôr do sol. É uma cidade com menos turistas que outras europeias. E também com menos imigrantes. Calma, eu sou a favor da migração, abertura de fronteiras, um mundo sem muros, miscigenação e tudo mais. Mas, é interessante ver uma capital de um país europeu tão "raiz", menos "explorada" ainda. É claro que, sei lá, pode ser que seja assim por serem  xenófobos, não quererem estrangeiros. O porquê não sei, mas é legal ver essas nuances. De qualquer forma, eu achei o povo bem educado, muitos até bem simpáticos. Não é um povo expansivo, que te dê abertura para muita intimidade, mas são cordiais. Senti-me bem tratada o tempo todo. Depois eu li que só 2% da população é de imigrantes, número bem menor comparado com outros países europeus.
      Quanto tempo ficar - É possível fazer uma boa visita na cidade com 3 dias inteiros. Eu não fui a nenhum museu, então, se você tiver alguns museus para visitar, acho que pode acrescentar um tempo a mais.
      Preço da passagens - metrô, ônibus e bonde têm o mesmo preço: 350 HUF. Precisa comprar o bilhete na maquininha antes de entrar no transporte e validar assim que entrar. Só usamos o metrô uma única vez, quando voltamos da termas. A cidade é compacta, com disposição, dá para fazer tudo a pé.
      Mapa dos pontos turísticos: https://drive.google.com/open?id=1vA0plIHXYXs1bfszm8xQN5fmpMX0TJZC&usp=sharing
      Eu separei por cor. É uma sugestão de como dividir as atividades.
      No mapa acima estão todas as atividades turísticas. Vou colocar aqui abaixo o meu TOP 10, e alguns comentários sobre a minha experiência. Obs: Não está em ordem de preferência.
      Ruin Pubs - Nada mais é do que bares instalados em prédios em ruínas. A ideia deu muito certo. É tudo muito criativo, muito original. Adorei o ambiente, para cada cantinho que você olha tem alguma coisa interessante. O Szimpla foi o primeiro ruin bar e é o mais famoso. Pelo o que eu entendi, dentro do Szimpla são vários bares independentes (eu não entendi se todos pertencem ao mesmo dono ou coisa do tipo). O lugar LOTA! A gente foi lá diversas vezes, em horários diferentes, e sempre bem cheio. O único bar com cadeira disponível era em um que apenas servia vinho. Logo, bebemos vinho! Muita gente pega a sua cerveja e bebe em pé, mas no cansaço da viagem, eu queria degustar minha bebida confortavelmente. Foi ótimo!
      Praça Elizabeth a noite - Durante o dia, você não dá nada por ela. Parece só mais uma praça. A noite, a coisa muda. A praça fica lotada! Ela tem um espelho d’água, uma piscina grande, que fica bonita de noite e também tem uma roda gigante (que eu não andei). Geral  fica sentado na grama bebendo, conversando, rindo. Um dia, tinha um grupo de brasileiro tocando pagode. Isso mesmo, um grupo de jovens com repique, tantan e cavaquinho. Foi bem engraçado porque eles tocavam e cantavam bem mal, e eles mesmos sabiam disso, mas era tudo na zoeira. Achei esse lugar bem democrático, só comprar suas bebidas no supermercado e se divertir. E eu gosto dessa coisa de atividades ao ar livre.
      Ponte das correntes à noite - Ah! Que ponte linda! Ela é linda qualquer hora do dia. Mas no entardecer, de noite, ela fica maravilhosa.
      Parlamento a noite - De noite, depois de ver a ponte das correntes, vá até o parlamento. Nossa, é impressionante. Ele fica muito lindo iluminado. Não deixe de ir de dia também, mas de noite é um show. Tem a opção de fazer um passeio de barco noturno pelo Rio Danúbio, de onde você terá uma bela vista do parlamento. Não fiz o passeio de barco, me dá muito sono : -P.
      Troca da guarda no parlamento - Quando você for ao parlamento de dia, tente ir na hora da troca de guardas que acontece de hora em hora. Exceto domingo, que eu acho que é às 10h e é mais elaborada. Eu achei legal poder tirar foto com os guardas, eles dão até um sorrisinho.
      Termas - falar em termas no Brasil pode remeter a coisas não muito familiares, rs. Mas tem uma cultura forte na Hungria com os banhos termais. Na verdade, isso é comum em muitos países frios. Então, eu acho que ir em uma casa de banhos termais é parada obrigatória em Budapeste. A mais famosa é a Széchenyi, inaugurada em 1913, que mesmo se não for para tomar banho, vale a pena visitar. Pelo o que entendi, rola uns tours guiados. O lugar é lindo, lindo, lindo. Impressionante como um banho de piscina pode ser tão glamouroso. Mas, além da beleza arquitetônica do lugar, o tomar banho de piscina em si é super divertido. E é uma atração tão boa no verão quanto no inverno, já que possui piscinas com águas bem quentinhas tanto na parte externa quanto interna. Na parte interna, eu percebi que possuem vários aquecedores, então ninguém morre de frio na hora que sai da piscina. Existem dezenas de piscinas, cada uma com uma temperatura diferente. As piscinas mais quentes, com 35°, eles sugerem ficar no máximo 20 minutos. Eu fiquei mais de 2 horas, rs! Essa água quentinha desidrata, então tem que beber água toda a hora. Existem piscinas para nadar mesmo, com temperaturas mais frias. E também tem uma parte da cerveja. Eu esqueci de ir na parte do bar, então nem sei explicar bem como funciona.
      Custa 5500 por pessoa, e 500 pela cabine. É assim, você ganha uma pulseira de plástico que serve para entrar e também para abrir a cabine. Cuidado para não perder a pulseira, pois a multa é altíssima. As cabines podem ser compartilhadas. Tipo, você e seu marido pode se trocar e tal na mesma cabine, que tem um espaço bem ok para guardar as coisas e se vestir. O local também tem secador de cabelo. É importante levar toalha!!!! Eu peguei a toalha do hotel e levei. Alugar uma toalha lá é bem cara.
      Mais uma dica. Se você quiser ferver na night, lá rola umas pool parties direto. Só checar nesse site a programação: http://szechenyispabaths.com/sparties/ Para chegar e sair, tem uma estação de metrô bem na porta. Na ida, fomos andando, e na volta pegamos o metrô.
      Pimentão recheado - Você já deve estar sabendo que a Hungria tem uma forte relação com pimentões. Os pimentões não são apenas um tempero, é o prato principal. Eles possuem uma grande variedade de pimentões e eles são bem diferentes e gostosos. Experimente pratos com pimentões! Eu adorei um pimentão recheado com queijo e azeite, uma delícia!
      Sinagoga - Nunca tinha ido em uma Sinagoga.  A “Grande Sinagoga” (Dohány utcai zsinagóga) é a maior da Europa, com tours guiados excelentes. Vá com roupa apropriada, se for de roupa curta, tem que comprar um "roupão" gigante e colocar. Todos os homens são obrigados a usar um quipá. Existem outras sinagogas, mas só fomos nessa. Achei muito bacana, valeu muito a visita. Preço: 3000 HUF
      Igreja na Pedra (Sziklatemplom) - É uma igreja muito pitoresca construída na pedra. Ela fica no Monte Gellert, mas não precisa subir no monte para vê-la, ela fica na parte baixa. A entrada é paga.
      Basílica de Santo Estêvão (Szent István Bazilika ou St. Stephen's Basilica) - É a principal igreja católica da Hungria. Eu fiquei apaixonada por essa igreja, linda demais. Preste atenção nos detalhes, olhe para o alto, olhe o teto, olhe a cúpula, é tudo sensacional. Não deixe de fazer a visita da cúpula, você sobe de elevador. Depois que sair da igreja, tome um sorvete em forma de flor na Gelarto Rosa enquanto admira a fachada da igreja.
       
      VIENA
      O que achei da cidade: Linda e chata! rs  A cidade é linda! Tudo muito bem preservado, um prédio mais lindo que o outro, arquitetura maravilhosa. Os palácios são encantadores (entretanto, depois de conhecer Versalhes, é involuntária a comparação, daí, você fica pensando “Mas, Versalhes é melhor…” rs). Tudo na cidade funciona bem: transporte público, limpeza, segurança. Possui uma história riquíssima. E por que achei chata? Achei tudo muito parado, sem vibração. E olha que fui em pleno verão, um calor muito forte, ótima oportunidade para as pessoas saírem de casa, se movimentar, mas não. Havia um festival de verão, estava até movimentadinho, fomos lá duas noites seguidas porque foi a única coisa mais legalzinha que achamos. Foi bom para beber e petiscar, mas muito sem graça. Achei Viena um destino muito sexagenário.
      Onde ficar: O centro, ali perto da Stephansplatz, é a melhor localização, na minha opinião. Mas, prepare o bolso, é muito caro. Ficamos em um Airbnb, e foi mais caro que todos os hotéis da viagem. O Airbnb ficava na Rua Bauernmarkt, localização boa. Mas não recomendo esse apartamento porque passamos muito calor,  não tinha ar condicionado e era muuuuito quente. O prédio é muito feio e acho que só tinha a gente lá, porque parecia um prédio comercial meio abandonado.
      Trocar euros - se possível, troque em Bratislava, o valor era absurdamente mais barato que em Viena.
      Passagem do metrô: você compra na maquininha, tudo bem intuitivo, e tem essas opções de 24h, 48h e 72h. Pode valer a pena se você for utilizar o metrô muitas vezes. Como é possível fazer muita coisa a pé, quase não usamos o metrô.
      Bilhete único - 2,50€ 24h - 8€ 48h - 14€ 72h - 18€ Não pode deixar de fazer:
      Café Central: Ir no Café Central para almoçar ou tomar café. Os doces são maravilhosos. O café existe desde 1876 e é lindo!!! Não achei tão caro comparado ao custo da comida em geral na cidade. Nesse site vocês podem ver mais informações, assim como olhar o cardápio e os preços.
      https://www.cafecentral.wien/en/
      Schnitzel - experimentar o Wiener Schnitzel, que é um prato super típico, que consiste em um empanado de porco. Isso tem em tooooodos os lugares! Vai ser difícil não comer algumas vezes.
      “Gespritzt” - Tomar algum “Gespritzt”, eu digo algum porque há várias combinações, mas a maioria é com vinho tinto (Rotwein Gespritzter) ou branco (Weisswein Gespritzter). Eles misturam uma água com gás, ou tipo um refrigerante, com uma bebida alcoólica. Não sei em outras épocas do ano, mas no verão é a sensação.
      Kasekrainer - Comer um pão com linguiça e queijo nas barraquinhas de rua. Nós comemos em frente ao museu Albertina, na Augustinerstrasse, e foi ótimo.
      Der Wiener Deewan - Esse é o nome de um restaurante paquistanês onde você paga o quanto quiser! Mas, além disso, a comida é uma delícia! E a sobremesa também é muito boa. Eu fiquei com vergonha de repetir, porque já tinha feito um prato de peão, mas pode repetir sim. Pagamos 10 euros por pessoa, mas o garoto da minha frente pagou apenas 5. A gente realmente achou a comida gostosa e achamos que valia a pena, e quisemos dar uma moral para eles. Esse é o site: http://deewan.at/
      Film Festival on Rathausplatz: é um festival de filmes e gastronomia. Ficam dezenas de barraquinhas em uma área bem grande. Como eu já contei, foi o lugar mais animadinho da cidade. Esse festival ocorre sempre no verão. Eles montam uma tela gigante e uma arquibancada em frente a Prefeitura. Mais informações: https://www.wien.gv.at/english/culture-history/film-festival-rathausplatz.html
      (OBS1: só falei de comida até aqui)
      Palácios: Não tem como ir à Viena e não visitar os palácios. Dedique um tempo para se perder nos jardins dos palácios também. Os palácios são: Palácio de Schönbrunn, Hofburg e Belvedere.
      Naschmarkt: É a maior e mais antiga feira da cidade, e tem muita opção para comer. Não sei se escolhemos mal, mas não curtimos o restaurante. A comida foi cara e bem mais ou menos. Ainda assim, é um lugar legal para conhecer.
      Graben Street: É uma rua de pedestre que gostei muito , sobretudo pelos vários monumentos famosos, como o Leopoldsbrunnen e a Wiener Pestsäule. Provavelmente, você vai andar por toda essa região a pé, mas dê uma atenção especial à essa rua. Tente conhecer de dia e de noite, a iluminação noturna é linda também. 
      Fazer um Bate e Volta em Bratislava: Bratislava fica pertinho, só 1h de ônibus ou trem. Vale a pena, se tiver tempo.
      (Obs2: tem outros pontos turísticos, museus, mas estou contando das coisas que mais gostei apenas)
      BRATISLAVA
      Como chegar: Optamos pelo ônibus porque custava 5 euros enquanto o trem custava 20 euros. Uma semana antes, o ônibus estava na promoção por 1 euro!! A gente não sabia bem o dia e hora que íamos e acabamos perdendo. O ônibus é o mesmo que vai para o aeroporto. O aeroporto fica entre Viena e Bratislava, ele dá uma paradinha rápida no aeroporto tanto na ida quanto na volta. Já contei logo no início, mas quando voltávamos de Bratislava, não tinha mais ônibus da FlixBus. Foi aí que conhecemos a RegioJet, uma empresa de ônibus melhor que a FlixBus e com preços bons também.
      O que achei: A cidade é um ovo, ou pelo menos a parte turística é bem pequena. Tem uma coisa ou outra bacana, mas nada de muito extraordinário, indispensável. Nós chegamos beeem cedo para aproveitar o dia todinho lá. Tinha poucos lugares para tomar café da manhã. Logo na entrada, tinha uns restaurantes bem pega-turista, com preços absurdos. Na hora do almoço tivemos uma feliz surpresa, comemos um inhoque com queijo de cabra divino! Eu nunca vi inhoque desse jeito, ele é menorzinho e mais seco. Só de lembrar me dá água na boca. Foi realmente algo muito diferente e delicioso, super recomendo. Olha a foto:

      O que vale a pena: a parte boa de Bratislava são os preços! Achamos muitas coisas com preços ótimos. Depois que saímos da Igreja Azul, andamos, andamos e por acaso saímos em um shopping chamado Eurovea. Lá, achamos uma casa de câmbio com preços maravilhosos e um monte de loja com coisas bem em conta. Lembro que compramos óculos da Quechua na Decathlon por uns 4 euros. Outra alegria foi a Pandora. A Pandora de Viena era mais que o dobro do preço da de Bratislava. Mesmo as peças em promoção (que é sempre o meu foco), em Viena era muito caro. Comprei anel, brinco por uns 15 euros cada. Também passamos no mercado e compramos bebidas, chocolates, porque era mais barato que Viena.
       
      PRAGA
      O que achei: Praga é uma cidade absurdamente linda! Muita história, tudo muito bem preservado. Entretanto, é tudo tão perfeitinho, que parece que é de mentira. Acho que essa minha visão foi baseado na multidão de turistas na cidade. Deixa eu explicar melhor. A cidade estava muuuuuuuito cheia! Esse foi um ponto bem negativo, tudo tinha fila e empurra empurra. Sabe quando você não vê os nativos, o povo mesmo da cidade? Eu só via turistas por todos os lados, senti falta de conhecer o povo deste país. Mesmo quando não era turista, tinha muito imigrante trabalhando por lá. Aliado à isso, eu me senti em um parque da Disney. Cada dia acordava e tinha os brinquedos, as atrações, para conhecer. Todas as atrações são feitas para turista. Assim, é claro que isso é bom, significa que a cidade é bem cuidada, e está se esforçando para oferecer os melhores serviços, mas meio que perde um pouco a alma do lugar. Eu tive um pouco essa sensação quando fui à Bruges (Bélgica), que é outra cidade que parece que deram uma mão de tinta, reconstruíram, mas ficou um pouco artificial (Praga não é tão artificial quanto Bruges). Eu criei uma outra Praga na minha cabeça. Achei que ia beber uma cerveja em um botequim, ia fazer coisas corriqueiras, mas não foi assim. Mas isso não significa que não tenha gostado. Eu gostei bastante. Só não recomendo ir no verão: muuuuuito calor, muuuuuito cheio e mais caro. 
      E os tchecos? Como já disse acima, era raro ver um nativo. Mas a maioria dos que conheci foram bem arrogantes. Não dei sorte mesmo! A pior experiência foi no aeroporto, onde queríamos uma informação do tax free, e levamos sucessivos foras. Mas pode ter sido mero azar nosso.
      Como se locomover pela cidade: a gente fez tudo a pé. Só pegamos o bonde uma única vez para ir até Saint Peter. Mesmo assim, voltamos de lá a pé.
      City Pass - esse cartão dá direito à diversas atividades com descontos. A gente não comprou porque tinha muita coisa que não nos interessava, mas acho que vale a pena fazer uma lista das atrações que estão inclusas no city pass e avaliar se vale a pena comprá-lo: https://app.box.com/s/gmwmgis06twyc1s3al3x4v0azo49wwts
      Recomendações:
      comer um trdelnik na the good food, ou em qualquer lugar, esse doce é muito bom Letná Park:  ir no entardecer, beber cerveja Ir no Cafe louvre, achei os preços normais e o lugar é bem bonito Ir na Absintherie, achei meio caro, mas o lugar é interessante de conhecer Tomar cerveja de cereja, para quem gosta de cerveja meio doce Ver o pôr do sol na Ponte São Carlos e em outra ponte chamada Štefanik Bridge, foi onde eu tirei a foto mais linda de pôr do sol em Praga. Foi por essa ponte que eu cheguei no Letna Park, para tomar uma cerveja. Mas há outros caminhos.
      Esse foi o pôr do sol:

       
      Mapa dos lugares que visitei. Está separado por cor. Cada cor eu visitei em um dia: https://drive.google.com/open?id=1HVn3sYd1gsW1jLqK7qPgBpTep3xvzBQ8&usp=sharing
       
    • Por Igor Nascimento
      Boas Viajantes!
      Segue minha ultima atualização de roteiro para o Leste Europeu entre Maio e Junho de 2020. 
      Diante de infinitas possibilidades, este roteiro me agradou, tanto pela economia quanto pelos lugares.
      Prefiro mil vezes passar a noite dormindo (durmo muito bem aliás) em um ônibus do que perder meio dia indo e voltando de aeroportos, optei por viajar principalmente à noite e por via terrestre. 
      Alguém já fez essas rotas, poderia acrescentar alguma observação?
       
      06.05.2020 - São Paulo - Roma - Varsóvia.
      07 a 09.05 - Varsóvia - Polônia - 2,5 DIAS
      09.05 - Noite - Ônibus (Lux Express) para Vilnius
      10.05 - Vilnius - Lituania - 1 DIA
      11.05 - Manhã - ônibus (Lux Express) para Riga
      11 e 12.05 - Riga - Letônia 1 DIA
      12.05 - Tarde - ônibus (Lux Express) para Tallinn
      12 a 14.05 - Tallinn - Estônia - 2 DIAS
      14.05 - Noite - ônibus (Lux Express) para São Petersburgo
      15 a 18.05 - São Petersburgo - Russia - 4 DIAS
      18.05 - noite - Trem para Moscow
      19 a 23.05 - Moscow - 5 DIAS
      23.05 - noite - Onibus para Kiev (Ainda a definir empresa) 
      24 a 26.05 - Kiev  - 3 DIAS
      26.05 - noite - Onibus para Krakow ( Ainda a definir a empresa)
      27 a 30.05 - Krakow - Polônia - 4 DIAS
      30.05 - noite - Onibus (Flixbus) para Budapeste
      31.05 a 02.06 - Budapeste - 3 DIAS
      02.06 - noite - Onibus (ainda a definir empresa) para Praga
      03 a 05.06 - Praga - 3 DIAS
      05.06 - Noite - Onibus (FlixBus) para Verona 
      06 e 07.06 - Verona - 2 DIAS
      07.06 - Noite - Trem para Mestre (Veneza) 
      08 a 10.06 - Veneza - 2 DIAS E MEIO 
      10.06 - 18h00 - Aeroporto Marcopolo Veneza - Roma - São Paulo

      Valew a todos!
       
       
       
       
    • Por rafa_con
      Olá viajantes, cá estou eu para compartilhar meu segundo relato neste fórum maravilhoso rs. Desta vez, tentarei ser mais breve (não garanto). Vou tentar me focar nos pontos que as pessoas possam ter mais dúvidas e ciladas que podem evitar cair.  
      Fiz uma trip incrível com meu marido entre 7 e 22 de Outubro de 2019 por Berlim, Praga e Budapeste.   
       
      CUSTOS PARA DUAS PESSOAS 
       
      * Convertido em reais variando conforme os fechamentos do meu cartão de crédito.  
      ** Todas as hospedagens paguei daqui do Brasil com antecedência via cartão de crédito.  
      *** O único passeio que comprei com antecedência foi a entrada do Parlamento de Budapeste e entrou como gasto no cartão de crédito também.  
      **** Comecei a pagar as coisas em Fevereiro, de modo que quando fui viajar, tudo já estava pago, só faltando fechar o que iria gastar no cartão de crédito.  
        Passagem Aérea 
       R$4.973,00  (IDA POR BERLIM, VOLTA POR BUDAPESTE) 
      Seguro Viagem 
       R$309,21  
      Bus Berlim > Praga 
       R$145,44  
      Bus Praga > Budapeste 
       R$160,32  
       
       
      Hospedagem Berlim 
       R$1.582,35  
      Casa do Serkan 
      Reserva via AirBNB 
      Boelckestraße 80, 12101 Berlin, Alemanha 
       
       
      Hospedagem Praga 
       R$968,56  
      Golden City Hotel Garni 
      Reserva via Booking 
      Táboritská 913/3, 130 00 Praha 3-Žižkov, Tchéquia 
       
       
      Hospedagem Budapeste 
       R$683,82  
      Rákóczi Studio 
      Reserva via Booking 
      1074 Budapeste, Rákóczi út 64. I/17, Hungria 
       
       
      Dinheiro p/ levar (700 EUR) 
       R$3.303,51  
       
       
      Gastos Cartão de Crédito 
       R$724,61  
       
       
      Custo Total: 
       R$12.850,82 
       
      Provavelmente agora você está se perguntando como consegui me virar com 700 euros pra duas pessoas esse tanto de dia. Bom, primeiro deixo claro que meu estilo de viagem não comtempla o ‘turismo gastronomico’, não faço questão de comer em restaurantes e etc. Também não saímos a noite pra bares e baladas, não faz nosso perfil. Além disso, como deve ter notado, só ficamos em Hotel em Praga, nossas hospedagens em Berlim e em Budapeste tinha cozinhas e jantamos muitas vezes lá mesmo, comprando coisinhas fáceis de fazer no mercado. Pra aproveitar mais o dia, eu fazia uns lanches pra gente comer e não precisar parar pra almoçar. Não sou de fazer compras também, só trouxe imã de geladeira HAHAHA  
      Outro ponto também é que somos adeptos 100% ao transporte público, não usamos táxi ou Uber nenhuma única vez. 
      Os gastos no meu cartão foram basicamente as vezes que comemos em restaurante em Praga, que não tínhamos cozinha. Só em um desses foi 250 reais porque entrei no primeiro que vi e me danei HAHAHA, comida é um negócio muito caro.  
       
      ROTEIRO – BERLIM 
       
      6/10 – Saída de GRU  
      7/10 – Chegada em Berlim, Portão de Brandeburgo, Memorial do Judeus 
      8/10 – Checkpoint Charlie, Topografia do Terror, Mall of Berlim, Palácio do Reichstag, Siegessäule, Alexanderplatz 
      9/10 – Ilha dos Museus: Pergamon/ Neues/ National Galerie, Berlim Dom, West Side Galery, Memorial do Muro de Berlim 
      10/10 – Campo de Concentração de Sachsenhausen 
      11/10 – Fui em busca de lugares em que cenas da série Dark da Netflix foram gravados, longe da cidade 
      12/10 -  Teufelsberg, Tempelhofer Feld 
       
      ROTEIRO – PRAGA 
       
      13/10 – Saída de Berlim de ônibus, chegada em Praga, Relógio Astronomico, Ponte Carlos... (aqui foi só uma primeira passada, a gente passa diversas vezes por esses lugares lá né) 
      14/10 – Castelo de Praga, Kampa, Petrin, Labirinto de Espelhos 
      15/10 – Ossuário de Sedlec, Dancing House 
      16/10 – Museu do Comunismo, Sinagoga Velha, Cabeça do Kafka 
      17/10 – Vysehrad, Ilha Strelecky 
       
      ROTEIRO – BUDAPESTE  
       
      18/10 – Saída de Praga de ônibus, chegada em Budapeste, ‘ruin bar’ 
      19/10 – Ponte das Correntes, Castelo de Buda, Bastião dos Pescadores, Estátua da Liberdade 
      20/10 – Casa do Terror, Sapatos no Danúbio, Parlamento, Mini Cruzeiro no Danúbio
      21/10 – Praça dos Heróis, Termas de Széchenyi 
      22/10 – Última voltinha em Budapeste, Mercado Municipal, ida pro aeroporto  
      23/10 – Chegada em GRU  
       


×
×
  • Criar Novo...