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debalves

Berlim - Praga - Munique - Füssen - em 11 dias (de 05 a 15 de setembro 2016)

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Gente, se alguém estiver lendo o relato e puder me dar um feedback, se está legal, eu agradeço! Abraços a todos! ::love::

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No dia seguinte, acordamos e fomos em direção a Praça da Cidade Velha novamente. Paramos em algumas lojinhas para comprar ímã de geladeira, cartão postal e algumas dessas coisinhas que a gente gosta de guardar das viagens e ainda assistimos o relógio astronômico tocar novamente. Seguimos em direção a Ponte Carlos (de novo) e dessa vez a atravessamos, tirando fotos e observando tudo. Como a ponte está sempre muito cheia de turistas, é necessário tomar cuidado com batedores de carteira. ::grr:: Chegando do outro lado da ponte, fomos visitar a Igreja de são Nicolas, porém como a entrada era paga e eu queria visitar uma outra igreja que era mais especial pra mim (e de graça), rumamos para essa outra igreja. Para explicar melhor: Minha mãe, desde que eu me entendo por gente, sempre teve uma imagem do Menino Jesus de Praga e a imagem sempre foi muito importante pra ela e eu sempre a vi com muito carinho. Quando vi que uma amiga tinha ido para Praga recentemente e tinha visitado essa igreja, vi que era possível eu visitar também e pesquisei como ir para lá. :D A igreja, na verdade, é de Nossa Senhora Vitoriosa e a imagem do Menino Jesus de Praga ocupa um altar lateral que é bastante visitado. Fomos à procura da igreja e chegamos na hora da bênção final, na missa, o que eu achei um ótimo sinal! ::otemo:: Retornamos para perto da Igreja de São Nicolas e fomos procurar um lugar para almoçar, para sem seguida, ir ao Castelo de Praga de tarde (a ideia era: se fôssemos naquela hora, provavelmente iríamos perder a hora do almoço e almoçar muito tarde!) ::hein: Paramos em um pequeno restaurante/café chamado Cafe22 e almoçamos ali mesmo. A comida estava gostosa. Eu pedi um goulash com panquecas de batata e o Rodrigo pediu alguma coisa com camarão. Assim que terminamos de almoçar, ficamos fuçando a internet aproveitando wi-fi para ver como chegar nos próximos locais a serem visitados e o garçom trouxe a conta, sem ao menos termos pedido! Acho que estavam tentando expulsar a gente! Hehehe ::lol3::

Pagamos e saímos tão depressa que esquecemos de aproveitar o banheiro do restaurante. E aí, a vontade apertou e entramos no Starbucks próximo para ir ao banheiro e eu aproveitei pra beber algo gelado, já que estava fazendo calor. Depois disso, o Rodrigo cismou que queria tomar um sorvete, mas ele queria um sorvete de casquinha e não estávamos encontrando nenhum! Será que não existe porque lá quase não faz calor?! Perdemos algum tempo nessa hora, mas resolvemos seguir em frente , mesmo sem sorvete. ::mmm:

Não sem antes procurar o John Lennon Wall! Não era nossa intenção ir visitá-lo, mas como descobrimos que estávamos perto, resolvemos ir lá espiar. Fomos orientados pelo mapa que ganhamos no hotel, mas acabou que entramos em alguma rua errada e perdemos algum tempo procurando por ele também, mas o encontramos (muito cheio de turistas fotografando), tiramos algumas fotos e procuramos o caminho do castelo! Esse é um muro que tem muitas mensagens de Paz e Amor e retratos de John Lennon. O primeiro desenho naquela parede, o retrato do John Lennon, surgiu no início da década de 80, quando o comunismo soviético já estava bastante desgastado na antiga Tchecoslováquia e o mundo estava comovido com a morte de John Lennon. A polícia comunista logo entendeu como uma forma de protesto e vandalismo e em pouco tempo o desenho já estava apagado. Mas outras pessoas começaram a ir lá e pintar o retrato dele de novo. A cada vez que o governo mandava limpar o muro, um novo desenho de Lennon voltava a aparecer. E hoje o muro ainda é repleto de mensagens boas e turistas para eternizar tudo.

Dali, seguimos em direção ao castelo, passando pela Igreja de São Nicolas de novo e depois subimos, subimos e subimos... ::dãã2::ãã2::'> e confesso que tive que parar algumas vezes.. é exaustivo! E chegamos na porta do Castelo. Tiramos várias fotos (principalmente porque lá tem uma vista legal da cidade) e seguimos para tentar entrar. Na verdade, na verdade, o Castelo de Praga não é muito bem um castelo, mas um conjunto com vários palácios, igrejas, museus.... Imenso!

Onde a gente pensa que é a entrada, é a saída. A entrada fica meio escondida, na lateral. Na entrada encontramos uma lixeira cheia de garrafas de água e bebidas abandonadas e os soldados revistando bolsas e pessoas passando pelo detector de metais... Achamos que não podia entrar com água e estávamos com uma garrafa cheia dentro da bolsa. Mesmo assim, resolvemos arriscar. Entramos com a garrafa d’água na mão e ninguém falou nada. Olharam nossas bolsas e passamos pelo detector de metais e nos liberaram e passamos para o lado de dentro. Todo esse esquema, pois ainda há sede do governo lá dentro.

Entramos e fomos procurar a bilheteria. Já eram 16h e a moça da bilheteria nos avisou que só poderíamos entrar em cada local até às 17h. Ficamos um pouco chateados, pois achamos que funcionava até às 18h e o sol ainda estava iluminando tudo até umas 19h, mas mesmo assim compramos o ingresso, pois eu queria muito conhecer a Golden Lane e lá só entra com o ingresso. Existem algumas opções de “circuitos” a serem visitados e optamos pelo que era mais barato e com menos coisas a se visitar, que incluiria a Golden Lane. Se você não quiser gastar com as entradas, você pode visitar tudo por fora, sem problemas e não gasta nada... Mas para entrar em cada local lá de dentro do castelo, é necessário esse ingresso. A moça da bilheteria explicou que poderíamos voltar no dia seguinte com o mesmo ingresso e ver os locais que não tínhamos entrado ainda, mas aquele que já tínhamos entrado, não poderia ser visitado duas vezes. Ficamos apreciando um pouco a Catedral de São Vito pelo lado de fora e depois rumamos para a Golden Lane. Entramos e ficamos observando cada espacinho lá dentro. Achei muito legal! É uma rua cheia de casinhas coloridas, onde moravam trabalhadores que serviam ao castelo (artesãos, ferreiros, ourives) e algumas fora transformadas em museus e outras são lojinhas. Em cima há um museu de armaduras, bem interessante. Quando saímos de lá, já passava das 17h e realmente não conseguimos mais entrar em lugar nenhum, mas ainda tinha muita gente circulando por lá por dentro. Tiramos mais fotos e saímos, por onde achamos a saída... depois descobrimos que era uma “saída lateral’, que dava em uma rua lateral, próximo a uma praça muito bonitinha. Verificamos o mapa, atravessamos a praça e chegamos em local conhecido novamente. ::tchann::

A nossa visita ao Castelo de Praga não foi tão proveitosa quanto eu gostaria, mas pelo menos conseguimos conhecer o que a gente tinha mais vontade de conhecer!

Voltamos para o Starbucks novamente para usar o wi-fi (dessa vez não compramos nada, eu confesso, foi só pra usar o wi-fi mesmo, que vergonha! Nem água não compramos, pois lá só vendia água natural e não gelada... Aliás, são pouquíssimos os locais que dá pra encontrar água gelada tanto lá quanto na Alemanha!) e ao usar o wi-fi descobrir como chegaríamos na Casa Dançante, que era outro local que queríamos conhecer e não sabíamos se teríamos tempo, mas como a visita ao castelo foi mais rápida do que esperávamos, resolvemos ir lá.

A casa (ou prédio) dançante também é conhecido como Fred e Ginger (Fred Astaire e Ginger Rogers - a casa lembra vagamente um par de dançarinos) e é muito interessante! O chato é que essa Casa dançante fica um pouco mais afastada dos outros pontos turísticos e teríamos que comprar um bilhete de tram. Tentamos descobrir como a maquina de vender bilhetes funcionava, mas não entendíamos nada. Vimos uma moça tentando comprar e não conseguindo e perguntou em um quiosque perto e a funcionária do quiosque indicou uma vendinha de bebidas/jornaleiro que havia perto, pra comprar o bilhete. E nós fomos lá também. Compramos o bilhete nessa vendinha (um que era válido por 90 min) e pegamos o tram que o Rodrigo viu pelo celular que nos levaria lá. O Rodrigo também salvou no celular, como fazer pra voltar, já que não teríamos o wi-fi para pesquisar lá por perto. Chegamos lá perto, tiramos várias fotos, ficamos contemplando o local e resolvemos procurar o tram de volta. O problema é que não encontrávamos o ponto do tram que teríamos que voltar. Quando encontramos, o tram que tínhamos que pegar, não passava de jeito nenhum (ficamos muito tempo esperando no ponto). Quando vimos, os 90 min do bilhete já tinham ido embora... e nós resolvemos voltar à pé, com medo da fiscalização nos pegar com um bilhete vencido dentro de um tram. Fomos andando margeando o rio Moldava ( Ou Vltava) até chegar na Ponte Carlos Novamente. Andamos bastante, mas estava bem movimentado e a vista do Castelo de Praga iluminado à noite, do outro lado, estava bem bacana... Mas tive que escutar o Rodrigo reclamar dos seus pés doendo (e os meus também estavam acabados!) e com cara emburrada! O Rodrigo até tentou entrar em alguma lojinha pra saber como comprar outro ticket de tram, mas as lojas do local só tinham orientais (mas hein?!) que não falavam inglês. :roll:

Ao chegar no centro histórico novamente, eu queria parar em um restaurante italiano com mesinhas de toalha quadriculada, para comer, mas nenhum garçom nos dava atenção e sempre que vagava uma mesa, tinha já alguém correndo pra sentar. Desistimos e fomos até o shopping e comemos em uma lanchonete de pizza lá mesmo. E a pizza estava bem gostosa, não sei se era a fome! :?

Antes de chegar ao shopping, descobrimos que tinham "fechado" a rua em frente ao shopping, para ter uma maratona da cidade. Passamos por ali bem na hora que tinham vários corredores chegando na linha de chegada. Ainda tivemos que descobrir como passar para o outro lado da calçada (e descobrimos porque observamos algumas pessoas entrando por uma entrada de estacionamento subterrâneo e saindo do outro lado e fomos atrás. será que foi por isso que o tram que esperávamos não passava de jeito nenhum?! (mudança no trânsito devido a maratona?!) ::vapapu::

Retornamos para o hotel e fomos descansar, pois o dia foi desgastante hoje e no dia seguinte viajaríamos para Munique!

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Ponte Carlos

 

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Ponte Carlos - Quase chegando!

 

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Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa

 

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Mais da Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa

 

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Menino Jesus de Praga

 

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John Lennon Wall

 

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Pensei que era a entrada do Castelo, só que não...

 

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Aqui dá pra ter uma noção que do lado do castelo tem uma vista muito bonita!

 

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Catedral de São Vito

 

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A caminho da Golden Lane

 

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Golden Lane

 

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Museu com as armaduras

 

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Casa dançante

 

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Voltando para o hotel, vista do castelo de Praga

 

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Praga à noite

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No dia seguinte, teríamos que fazer check out até às 11h e o ônibus para Munique era às 14h. Como estávamos muito cansados, resolvemos tentar não ir ao Castelo de Praga novamente e ver se poderíamos ver mais alguma coisa (também corríamos o risco de perder a hora do ônibus) ::Ksimno:: Tomamos café da manhã, arrumamos as coisas com calma, fizemos o check out e pedimos se era possível guardar as malas em algum lugar do hotel para que pudéssemos almoçar mais livre e nos mostraram uma sala onde as malas poderiam ficar (e já tinha mais um monte de malas lá também!). Como era domingo, resolvemos não ficar rodando procurando por algum lugar que estivesse aberto e fomos até o shopping e ficamos procurando onde comer... Até que decidimos por comer em uma lanchonete de peixes, chamada Nordsee. Achei bem gostosa e mais saudável do que as de hambúrguer que estamos acostumados! ::otemo:: Por aqui pelo Rio de Janeiro também existem algumas parecidas, mas a especialidade delas acaba sendo o camarão e quem não come camarão, como eu, acaba não tendo opção (já tiraram até o salmão do cardápio, me deu uma dor no coração quando eu soube!) ::vapapu::

Após almoçarmos, o Rodrigo finalmente achou um quiosque de vender sorvete dentro do shopping e matou sua vontade do dia anterior. :lol: Voltamos para o hotel, pegamos as malas, as levamos até a rodoviária novamente e procuramos onde estava o ônibus da Flixbus indo pra Munique. Deixamos as malas no bagageiro, apresentamos o passaporte para o motorista, entramos no ônibus e só tinha mais alguns lugares bem perto do motorista. Ou outros lugares perto do motorista foram ocupados por cinco crianças, filhos de uma mulçumana, que estava viajando no mesmo ônibus e que estavam fazendo a maior bagunça, interrompendo o silêncio de nossa viagem. Dessa vez o motorista do ônibus falava em alemão e tcheco (Nos ônibus anteriores, só ouvimos alemão), mas como ninguém queria falar inglês, ficamos sem saber do que se tratava (mas devia ser algo do tipo como estava o trânsito e o clima na cidade destino). ::hein:

A viagem ocorreu sem nenhum problema, dormimos tranquilos nela (tirando a parte da bagunça das crianças ::dãã2::ãã2::'> ) e chegamos por volta de 19h em Munique. Ao chegar na Rodoviária (que fica em anexo a estação de trem e de metrô), ficamos procurando por onde sair dali para chegar ao hotel (o Rodrigo tinha visto que o hotel era perto dessa estação central). Agora já tínhamos celular com internet novamente (não passaríamos mais o sufoco que passamos em Praga), por causa do chip alemão que o Rodrigo comprou assim que chegamos em Berlim! ::otemo::

No caminho entre a estação central e a rua do hotel, avistamos uma outra ratazana enorme correndo, atravessando a rua e constatamos que definitivamente, existem várias ratazanas enormes na Alemanha! Não era um problema só de Berlim! ::bruuu::

Achamos o hotel facilmente. Ficamos no Hotel Jedermann e definitivamente, esse foi o melhor hotel que ficamos. Quarto espaçoso e confortável, café da manhã gostoso, parecendo uma casa de avó, tão lindinho por dentro!

As construções em Munique me lembraram muito as casinhas no Sul do Brasil e realmente, temos a quem puxar! ::tchann::

Perguntamos na recepção do hotel onde poderíamos comer e nos indicaram 2 lugares: Um restaurante italiano na esquina, e um Biergarten de um restaurante próximo, o Augustiner Keller. Rumamos para esse restaurante local e não estava tão cheio. Garçons vestidos com a roupa local, local agradável, tudo bem animado. Escolhemos uma mesinha, pedimos nosso salsichão alemão (aqui em Munique tem aquela salsicha branca! Amei!) e comemos satisfeitos. ::otemo:: Pena que o prato que tinha chucrute, era muito mais caro (em média, o prato sem chucrute, era em torno de 8 ou 9 Euros e o prato com chucrute, 14 Euros. O chucrute foi facilmente dispensado, ainda mais que não sabíamos como nosso sistema gastrointestinal iria reagir a ele!) Um único porém é que nosso prato veio com raiz forte e eu achei que era queijo ralado e me dei mal, juntando ele com a batata. Mas graças a Deus meu sistema gastrointestinal não reagiu tão mal em Munique quanto em Berlim e minha barriga pôde ir à forra! ::tchann::

Após jantar, ficamos passeando perto do hotel para conhecer melhor o local, mas como era domingo, de noite, o movimento era muito pouco, estávamos cansados e resolvemos ir dormir logo. No dia seguinte, conheceríamos o que Munique tem a oferecer!

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Continuando o relato, no dia seguinte, em Munique, era dia de bater perna pela cidade! Acordamos, compramos um ticket de transporte na recepção do hotel (eu já tinha lido que lá os hotéis também vendem os tickets e para a gente foi muito bom, pois não precisaríamos procurar uma máquina de vender tickets em local mais distante, para depois ir passear pela cidade, já que tinha um ponto de tram quase em frente ao hotel) para os dias que iríamos transitar em Munique (e o mais interessante é que um ticket para grupo de 5 pessoas saía mais barato que um ticket para duas e eles mostraram isso pra gente), pegamos um tram quase na porta do hotel e fomos até o ponto que tinha a praça (Karlsplatz) que na frente tinha a Karlstor. O Palácio da justiça (Justizpalast) e a Kaufhof (primeira loja de departamentos do pós-guerra de Munique) ficam ali próximos também, mas só olhamos tudo por fora. E fomos tirar fotos na Karlstor e andar pela Neuhauser Strasse (principal rua de compras da cidade) e ir até a Marienplatz tirar mais fotos também. ::otemo:: E qual não foi nossa tristeza quando a máquina fotográfica começou a dar problemas para tirar as fotos e o Rodrigo ficou algum tempo tentando consertar, sentado nas cadeirinhas da Neuhauser Strasse, enquanto eu andava pra lá e pra cá e entrava em algumas igrejas e via algumas vitrines. Bem, deve ser muito bom comprar em Munique, mas como o nosso orçamento era limitado, nós somente olhamos vitrines! ::dãã2::ãã2::'> Achei legal que até lojas como C&A estavam vendendo versões das roupinhas típicas de lá! :) Vimos muitas lojas que vendem essas roupas também, mas tudo muuuuito caro! O que compramos foi somente souvenirs e blusa (tínhamos encomenda de blusa pra levar também!)

Naquele momento, de manhã, tinham poucos turistas transitando. Com o problema da máquina parcialmente resolvido, continuamos andando até a Marienplatz, passamos pela St Michael kirche, mas estava fechada. :( Passamos pela Frauenkirche,mas estava com uma das torres cobertas, em obras e eu achei que também estava fechada e passamos direto. ::hein: Vimos a Marienplatz com a Neues Rathaus (com o Glockenspiel – o relógio que os personagens dançam), a Coluna de Maria e a Altes Rathaus. A Marienplatz também tinha vários pontos com tapumes de obras, não atrapalhava transitar, mas dava um ar mais confuso à praça. :( Como chegamos em frente ao relógio próximo das 11h, ficamos esperando o evento. Juntaram-se vários turistas pra assistir também. O relógio deu as badaladas e tocou musiquinha e depois de alguns minutos que o show começou. ::tchann:: Os personagens encenam uma luta entre cavaleiros e dança também! É muito interessante se a gente pensar também na questão que quando foi construído, não existiam recursos como nós temos agora e eles são tão bem elaborados! Muito legal... mas um tanto demorado para quem fica com o pescoço apontado pra cima! Acho que ficamos por volta de 15 min olhando tudo!

Terminado o show (que é sempre às 11h, às 12h e às 17h), seguimos em frente e avistamos a entrada do Museu de brinquedos antigos no prédio da antiga prefeitura (fica meio escondidinho). Não ficamos muito animados em visitar não, quem sabe quando tivermos nossos filhos e voltarmos lá com eles... ::hahaha:: Também vimos, em frente, uma outra igreja que achamos que era a Peterskirche, entramos, mas não era... :o Saímos e demos de cara com essa igreja (que era no mesmo lado da calçada onde a gente estava). Não achamos porta de entrada aberta, somente um guichê vendendo entradas (não sei se era pra subir em alguma torre da igreja ou se era pra entrar na própria igreja), mas confesso que fiquei um pouco desanimada e só a vimos por fora. .. :shock: ali próximo também se encontra uma estátua de Julieta (de Romeu e Julieta, vimos um guia falando para um grupo de turistas) e até agora não entendemos o porquê de ela estar ali, mas todo mundo faz como em Verona, passa a mão na coitada da Julieta, pra dar sorte! :roll:

Seguimos em frente e achamos a Viktualienmarket (a princípio demorei pra entender se era ali mesmo ou se era apenas uma feira comum ::tchann:: ), mas logo avistamos o Biergarten, que já estava muuuito cheio e vimos que era ali mesmo!

Tentamos conseguir um espaço para nos sentar no Biergarten, para almoçar, mas não somos muito bons em disputas corporais ::lol4:: (hehehe, brincadeirinha) e fomos procurar algum restaurante bem avaliado no TripAdvisor. Vimos que próximo tinha uma galeria com mercado e restaurantes da Eataly, bem bacana, mas achamos os restaurantes com preços caros. Do lado de fora, vimos alguns restaurantes e um era bem avaliado, chamado Trattoria Luigi Al Mercato. Fomos conferir. A garçonete (que também parecia ser a dona do local) disse que não falava inglês, mas ensaiou falar alguns dos igredientes (de resto como o italiano é parecido com o português e estamos acostumados a ler esses nomes de pratos italianos, foi fácil). Escolhemos nossos pratos, os preços realmente não eram ruins e o sabor era ótimo! ::otemo::

Depois de almoçarmos e pit stop no banheiro, voltamos para o hotel para tentar recarregar as baterias da máquina fotográfica para ver se ela melhorava (ainda estava problemática) e voltamos pelo mesmo caminho. Aí, à tarde, a Neuhauser Strasse já estava muito cheia de Turistas! Ficamos surpresos com a diferença com relação à manhã! Ah! E a igreja de São Miguel já estava aberta e fomos lá ver como era por dentro (bonita e clara por dentro)

Após pit stop no hotel, seguimos para o Englischer Garten, de tram. Novamente o Rodrigo pesquisou no Google e ele nos deu as dicas. Já chegando próximo, já víamos jovens de trajes de banho, todos molhados, como se estivessem acabado de sair do rio circulando pelas ruas. O Gloogle nos deu a dica e saltamos em um ponto bem próximo a chinesischer turm. Entramos por um lado do parque e percebemos que o lado era errado. Atravessamos a rua e fomos para o outro lado, e demos de cara com a torre chinesa que é bem bonita, ::otemo:: e o Biergarten, bem grandinho, algumas pessoas bebendo, mas muitas mesas vazias (mas era próximo de 16h ou 17h, não me lembro... talvez mais próximo ao horário do almoço ou mais tarde ficasse mais cheio!). Fomos atrás do local onde as pessoas fazem surf no rio Eisbach, mas eu não sei o porquê (fiz a pesquisa errada em casa, antes da viagem) eu achei que era próximo à torre chinesa, mas não era... ::mmm: Andamos bastante pelo parque sem achar o local do surf... Saímos do parque com medo de que escurecesse e fica mais difícil andar por lá (já que o parque é enorme e não vi poste de luz em alguns locais!). Só teve uma coisa boa disso tudo: vimos um esquilinho! Mas não deu pra tirar foto, ele foi mais rápido que nós! Também vimos locais bem legais do parque, as pessoas de lá são privilegiadas por terem e cuidarem bem desse parque tão bacana! Saímos em algum lugar que não sei dizer qual era e pegamos um tram de volta. Na volta foi engraçado, porque entraram alguns jovens molhados de banho de rio no tram e molharam o chão todo, e estavam só de roupa de banho... Onde eles guardavam os tickets deles?! Mistéééério... ::lol4::

Voltamos para a Marienplatz e ficamos sentados nas cadeirinhas, decidindo onde iríamos lanchar. Bateu vontade de conhecer algum lugar com hambúrguers (sem ser de rede conhecida de fast food) e o Rodrigo viu no TripAdvisor novamente um lugar relativamente próximo chamado Hans im Glück e nos colocamos a caminho, à pé. Só que procuramos e não achamos o local... andamos para lá e para cá e nada... parecia que aquele número não existia! Já estávamos quase desistindo, quando percebemos que era do outro lado da rua (o número devia estar errado na internet), ::mmm: um local que mais parecia um prédio de museu ou algo do tipo. Sentamos nas mesinhas do lado de fora, achei meio mal iluminado, e a garçonete, apesar de ter nos dado todas as informações que perguntávamos, era meio sem paciência... mas os hambúrgueres eram muuuuito bons! Tem alguns que são bem diferentes, mas são gostosos, mesmo! Aprovados! ::otemo::

Voltamos caminhando para o hotel, mas resolvemos, no meio do caminho, procurar algum lugar que vendesse um docinho... Fomos caminhando, passamos pela Karlstor, quando percebemos que os lugares já estavam fechando e tinha uma movimentação de policiais entrando pela escadinha do metrô... ficamos com receio de ser alguma coisa ligada a terrorismo e tratamos de ir para o ponto do tram andando bem rapidinho (do outro lado da Karlstor, graças a Deus, bem afastado da movimentação da polícia), para voltar para o hotel.

Observação: Quando pegávamos o tram para voltar para o hotel, o ponto de desembarque não era colado à calçada ( como no ponto da ida) e vimos isso se repetir em alguns outros lugares que pegamos tram também. Mas lá as pessoas são educadas e os motoristas dos carros que estão próximos (já que muitas das vezes os carros e os trams partilham a mesma via) esperam as pessoas embarcarem e desembarcarem dos trams e não as atropelam, como eu acho que aconteceria aqui no Brasil, se tivesse um sistema parecido. ::hahaha::

Dentro dos trams existem máquinas de vender tickets, que são diferentes das de validação. Também é obrigatório validar os tickets. ::tchann::

Voltamos para o hotel e fomos descansar, no dia seguinte, iríamos ao Münchner Residenz e eu queria muito conhecer esse palácio de Munique!

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Nós e Karlstor

 

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Neuhauser Strasse

 

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Igreja de São Miguel

 

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Frauenkirche

 

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Coluna de Maria

 

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Glockenspiel

 

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Neues Rathaus

 

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Adorei essa fonte na Marienplatz

 

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Biergarten Viktualienmarkt

 

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Viktualienmarkt

 

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Englischer Garten - Chinesischer Turm

 

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Em algum lugar do Englischer Garten.

 

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Em algum outro lugar do Englischer Garten. ::tchann::

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No dia seguinte acordamos e fomos procurar uma banca de jornal para comprar algumas revistas (umas que eram encomendas de amigos e outras para nós mesmos). Perguntamos no hotel e a funcionária disse que por ali não havia nenhuma perto, somente na estação de trem (a Hauptbahnhof) que era relativamente perto do hotel. Fomos até lá, mas na primeira loja de revistas e jornais que achamos (a que era mais visível), não achamos nada do que queríamos... ::grr:: Por sorte, logo em seguida achamos uma mais escondida que tinha tudo... Pelo menos foi bom para conhecermos melhor a estação. Mas nisso nós perdemos algum tempo... Seguimos para Marienplatz novamente (fomos de tram até perto da rua que dá na lateral da prefeitura, o que facilitou) e visitamos a Frauenkirche, que eu achei que estava fechada, mas vi no instagram, no dia anterior, que tinha gente a visitando. ::otemo:: Pena que não dá para tirar fotos por dentro e a famosa “pegada do diabo” estava coberta, não sei o porquê, com a grade em frente fechada. Seguimos e tiramos fotos da Marienplatz que ontem não conseguimos tirar, pois a máquina fotográfica tinha dado problema. Dali seguimos para a Odeonsplatz, tiramos algumas fotos e imaginamos aquela praça através dos anos... Pena que a igreja ao lado (Theatinerkirche) estava totalmente coberta, em obras, e não vi ninguém entrando naquele momento lá, estava totalmente em obras, com guindaste e tudo. :cry:

Fomos dali até o Hofgarten, o jardim nos fundos do Residenz (ficamos um pouco na dúvida se estávamos no caminho certo para chegar ali, mas nos achamos direitinho ::otemo:: ), e tinha um pianista tocando no templo de Diana... ::ahhhh:: um pianista!!! Estava lindo! E eu nunca iria imaginar que uma pessoa pudesse levar um piano até um local público e tentar divulgar seu trabalho. Contemplamos ele só um pouco, pois as vespas nos perturbaram bastante... Como já estava na hora do almoço, resolvemos almoçar, para depois visitar o Residenz (na verdade na verdade, minha ideia era visitar o Residenz logo pela manhã e deixar as coisas ao ar livre para a tarde, mas já que perdemos algum tempo na banca de revistas, pela manhã, resolvi inverter o roteiro). Dali fomos procurar um lugar para almoçar, mas só encontramos locais caros... Então resolvemos visitar outro lugar que ficou pendente de ontem, ou seja, procurar o lugar do Englischer Garten onde tinha o surf (procuramos na internet ontem com mais afinco e descobrimos que era perto da entrada do parque que é perto do Residenz e... bingo! Lá mesmo!). ::otemo:: Ficamos observando por alguns poucos minutos os surfistas (e estava cheio de espectadores e de locais aproveitando o momento de calor ao lado do rio) e de lá fomos procurar finalmente algum lugar para almoçar... E o jeito foi voltar ao Viktualienmarkt, já que ali por perto definitivamente não encontrávamos nada barato. Voltamos ao mercado e assim que chegamos nele, sem querer paramos bem em frente a um restaurante chamado Kleiner Ochs'nbrater, com mesinhas do lado de fora e um sistema de escolhas de pratos um tanto diferente... Na verdade, não entendemos como funcionava, mas vimos as pessoas apontando para as comidas que tinham como opção e os balconistas servindo os pratos (não tinha muita coisa, eram basicamente salsichas, repolho, batata e pão) e depois as pessoas pagavam de acordo com o que escolhiam. O Rodrigo pesquisou no trip advisor e estavam falando bem, então fomos experimentar. Fiquei “segurando” nossos lugares nas mesas do lado de fora e o Rodrigo foi “escolher” nossos pratos, que acabaram sendo salsicha, batata e pãozinho (e eu fiquei com um pretzel). Comemos, ficamos satisfeitos, ainda comemos sorvete em uma barraca próxima, ajudamos um casal de turistas espanhóis a tirarem dúvida sobre o preço de alguns artigos em uma barraca próxima também (fiquei bastante orgulhosa de nós mesmos! Hahaha ::lol4:: ) e rumamos novamente, de metrô (que foi mais rápido do que o tram), para o Residenz.

Chegando lá (a entrada fica na praça em que de frente está o Teatro Nacional), fomos comprar o ingresso e compramos o ticket combinado Museu + Sala do tesouro real. Não compramos para o Teatro Cuvilliés, pois fomos avisados que não teríamos tempo para ir vê-lo (e se nos demorássemos muito, não conseguiríamos nem ver o que compramos, então não poderíamos dormir no ponto! :wink: ). Fizemos um circuito pequeno no museu (e existe um grande!!! Eu já achei o pequeno bem grande, o grande deve ser enorme! ::ahhhh:: ), mas conseguimos ver tudo e admirar a grandeza e a exuberância do lugar! Saindo do museu + visita aos tesouros, após passada rápida no banheiro (perto da bilheteria tem banheiro, é um pouco do lado de fora do museu, mas não do lado de fora do prédio, não fiquem desesperados), e como ainda tinha sol iluminando tudo, rumamos via metrô, para a Ludwigstrasse e fomos tirar fotos do Siegestor (o arco do triunfo de Munique). Bem bonito, mas me pareceu não tão bem cuidado... Ficamos pouco por ali, é um local mais para estudantes, tem universidade ali perto e uma via larga, com muitos carros passando. Depois voltamos para a Viktualienmarkt via metrô também. Se o turista tiver disposição, acho que dá pra fazer esse percurso (Marienplatz - Viktualienmarkt - Odeonsplatz - Ludwigstrasse) à pé... Mas nós estávamos um pouco cansados e com pressa para dar tempo de ver tudo e usamos e abusamos do transporte! ::tchann::

De volta na Viktualienmarkt, sentamos nas cadeirinhas em volta das árvores para resolver onde iríamos comer e vimos uma movimentação da população com relação a um jogo de futebol. Muita gente de camisa de time e muita gente já bêbada e gritando e cantando (na verdade já tínhamos visto as pessoas com camisas de time no metrô, mas as bêbadas, só ali mesmo)... Como não gostamos muito desses ambientes confusos, resolvemos comer por ali pela praça mesmo e depois nos afastar da confusão... ::hein: Comemos em um restaurante NordSee (porém não tinha lugar para sentar e comemos de pé mesmo, em mesa alta, estilo Espanha! Hehehe ::hein: ). Lembrando que já tínhamos comido nesse restaurante antes, de peixes, em Praga, e gostamos bastante.

Dali rumamos para o hotel, descansar. No dia seguinte iríamos cedo para visitar o castelo de Neuschwanstein. Ao voltar para o hotel, perguntamos ao funcionário se teríamos que comprar a passagem do trem (o Bayern ticket) com antecedência (por exemplo, naquele momento, para o dia seguinte... como estávamos perto da estação de trem, poderíamos ir lá rapidinho e comprar), mas ele explicou onde dentro da estação que teríamos que ir para comprar e falou que era tranquilo, dava pra comprar no mesmo dia, um pouco antes, e até imprimiu a lista com os horários dos trens e nos explicou tudo, quais tinham baldeação e quais era diretos. E fomos dormir aliviados.

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Frauenkirche

 

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Em frente a Frauenkirche

 

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Encontramos no meio do caminho

 

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Odeonsplatz

 

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Theatinerkirche (Igreja de São Cateano)

 

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Vista da Odeonsplatz

 

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Templo de Diana ao centro do Hofgarten

 

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Pianista dentro do Templo do Diana

 

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Rio Eisbach Englischer Garten

 

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Surf no Rio Eisbach, Englischer Garten

 

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Residenz Museum

 

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Mais do Residenz

 

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E mais do Residenz

 

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Siegestor

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No dia seguinte, era dia de conhecer o Castelo de Neuschwanstein. ::otemo:: Acordamos cedo, nos dirigimos a estação de Hauptbahnhof e fomos onde o pessoal do hotel nos indicou: Uma parte que tem uns guichês, um do lado do outro. No meio do caminho avistamos um guichê de informações que tinha uma fila enoooorrrrmmme de turistas de mochilas e tudo mais. Vencemos a tentação de entrar nessa fila (até porque não tínhamos muito tempo disponível para aquela fila) e fomos procurando onde tinha os guichês um do lado do outro. Entramos em uma pequena fila e aguardamos nossa vez. Pedimos o Bayern Ticket, mas não sei se o senhor que estava do outro lado entendeu e perguntou para qual cidade e dissemos “Füssen” e ele imprimiu o ticket, deu o valor, o Rodrigo pagou e saímos dali para fazer hora para o nosso trem. Foi quando o Rodrigo foi conferir o ticket e viu que o senhor nos tinha vendido outro ticket, para o horário de 8:53, com uma conexão no meio do caminho... ::ahhhh:: ei, peraí, o Bayern Ticket era só a partir de 9h e para aquele horário, não tinha conexão... voltamos para o guichê e entramos no que estava mais vazio, mas a moça que estava do outro lado falou que só quem podia trocar era quem nos tinha vendido. ::putz:: Entramos na fila que tínhamos entrado na primeira vez, com um pouco mais de gente, e fiquei um pouco tensa se o horário passasse e não desse mais tempo de trocar... ::grr:: Mas a fila andou relativamente rápida e deu tempo. Explicamos para o senhor o que aconteceu (e ele ficou meio irritado, pois ficamos floreando e não falamos diretamente o que queríamos! Como eu já comentei, os alemães gostam que sejamos diretos no que queremos falar! ::hahaha:: ), mas trocou o bilhete sem problemas e ficou repetindo que achou que queríamos o bilhete para aquele horário e não para mais tarde e ainda deu uma moedinha de troco (o Bayern Ticket era um pouco mais barato que o outro). Com o ticket certo, dessa vez, nos dirigimos para onde é a plataforma dos trens (achei que era meio escondida, ::hein: depois da última que se avista no salão principal, ainda andamos mais um pouco e descobrimos mais algumas para a direita). E ficamos por ali esperando o nosso trem. Depois acabamos indo bisbilhotar algumas lojinhas da estação e quando voltamos, o trem já estava lá no lugar (faltando 30 min para partir!). Conferimos com uma funcionária se aquele era o nosso trem mesmo e subimos e escolhemos os lugares e esperamos partir.

O trem saiu exatamente no horário e uns 15 min depois que saiu apareceu uma funcionária verificando todos os tickets. ::hãã2:: Lembro que o Rodrigo usou o Google tradutor para ver algum texto que estava escrito e pelo que estava escrito, teve que escrever o nome dele no ticket.

A viagem durou um pouquinho mais de 2h, mas não consegui dormir porque quando estava pegando no sono, essa funcionária que conferia os tickets entrou falando alto e depois, também, por causa de uma chinesa brigando com um chinês e que emitia alguns sons estranhos, que me davam sobressaltos, quando eu estava quase cochilando... ::vapapu:: Decidi, por bem, ir apreciando a paisagem, enquanto o Rodrigo cochilava. A paisagem é lindinha e as casinhas parecem muito com as que vi no Sul do Brasil. ::tchann::

Chegando em Füssen, na estação de trem, todos os turistas rumaram tipo peregrinação, para o ponto de ônibus (não tem erro, é só seguir a multidão ::lol4:: ). Ao chegar no ponto onde os ônibus ficam, tinham alguns 73 e 78 parados (os dois sinalizavam que iam para Hohenschwangau). Subimos em um, apresentando o Bayern Ticket, mas já estava cheio e fomos em pé. A cidade de Füssen me pareceu muito fofinha, mas nesse primeiro momento só vimos a cidade pela janela do ônibus. O ônibus seguiu até um ponto em Hohenschwangau em frente a uns banheiros públicos e algumas pessoas (inclusive brasileiros, que falavam português), assim que abriu a porta, saíram correndo para o banheiro. ::dãã2::ãã2::'> Nós, como estávamos preocupados com o horário do ticket, fomos procurar a bilheteria primeiro. Dali já dava pra ver o castelo, majestoso, em cima da montanha! ::ahhhh:: Subimos uma pequena ladeira (as ruas lá são um tanto inclinadas) e encontramos a bilheteria. Como tínhamos reservado o ingresso pela internet, pegamos uma fila especial, que só tinha umas 3 pessoas, enquanto a fila para comprar estava imensa e um visor mostrava que só tinham ingressos disponíveis para depois de 14h (e era perto de meio-dia). Nosso ingresso era pra 13:50. Após trocar a reserva pelos ingressos, seguimos para o banheiro (que custava 50 centavos de Euro para usar - e o mais interessante é que perto tinha uma máquina que transformava 1 ou 2 euros em 0,50 e usamos e deu certo!). Depois paramos em uma vendinha no meio do caminho que vendia currywurst para fazer uma boquinha. ::tchann:: E ainda ajudamos um casal de brasileiros procurando onde tinha banheiro. Após terminar o lanchinho, fomos procurar onde tinha o ônibus que subia para o castelo, mas tinham muitos ônibus de turismo parados por ali e fiquei confusa achando que podia ser um daqueles, já que não tinha nada escrito... ::putz:: Mas então o Rodrigo avistou mais à frente uma construção de madeira (uma bilheteria para o ônibus) e um ônibuszinho já lotado saindo e deixando algumas pessoas na fila e fomos para lá. Compramos o bilhete para o ônibus (3 Euros para subir e 1 para descer) e eu não sei o porquê, achei que poderíamos descer à pé e só compramos a subida! ::putz:: Em frente à bilheteria dá pra ver o castelo de Hohenschwangau, lindinho também! Fomos para a fila e ficamos esperando bastante tempo (e a fila só crescendo) e eu fiquei preocupada pois só nos restava em torno de 30 min para chegar lá em cima! Se não chegássemos à tempo, poderíamos perder nossos ingressos! ::xiu::

Mas graças a Deus o ônibus chegou (não só 1, como 2) e partiram cheios, ainda deixando gente na fila e subiu uma subida tão grande e sinuosa que me deu arrependimento por ter optado por descer à pé... ::putz:: Ainda mais quando chegamos lá em cima e não vi nenhuma bilheteria de ônibus lá na chegada... Mas isso a gente via depois.

Ao ônibus parar, ainda tivemos que subir uma ladeira à pé (que cansou bastante) e de forma rápida, pra não perder o horário. ::grr:: Passamos por toda a lateral do castelo, vimos a paisagem linda ao redor dele, mas passamos batido e chegamos na entrada faltando poucos minutos e esbaforidos! Ufa! Mas chegamos a tempo! ::lol3::

Na entrada existe um visor mostrando o número do bilhete e o horário. Ao dar nossos horários (e mais de uma porção de gente que estava lá esperando), um funcionário liberou as catracas e as pessoas passavam o código de barras do ticket no leitor da catraca e passava adiante. Andamos em fila e nos agrupamos em um salão com uma vista maravilhosa da cidade lá embaixo e um guia veio nos falar, em inglês, a história do castelo e nos advertir para não tocar em nada e não tirar fotos. :( A visita do castelo é guiada e é só um grupo sair de um salão que outro entra. E é um sobe sobe de escada no começo, e desce muita escada no final! :roll:

O castelo é lindo, achei todas as pinturas das paredes e a ornamentação dos cômodos divina! Pena que não se pode tirar fotos... E o guia explicou todos os cômodos e todas as histórias do lugar... muito bacana! Porém a visita dura pouco (em torno de uns 40 min) e logo estávamos liberados para passar por dentro da loja do castelo, passar pelo lugar onde tem a cafeteria (e banheiros) e em seguida, sair dele (descendo todas as escadas e passando por um túnel frio e úmido, até achei que fossemos parar nas masmorras, mas achamos a saída para a lateral mesmo! ::ahhhh:: )

Ao sair do castelo, fomos tirar fotos dele e da paisagem (linda!). Depois rumamos para a ponte Marienbrucke (mais ladeira, mais subida! :roll: ) e tiramos várias fotos de lá também (só que o lugar dá um pouquinho de medo... Muita gente acumulada, chão de madeira e muito vento!) O que eu achei mais incrível é que tem um funcionário para ficar ali na ponte, tomando conta! Mas a vista é deslumbrante!

Descemos para o ponto do ônibus e ficamos na fila esperando por ele, para tentar descer mesmo sem ter comprado o ticket antes. Ficamos tentando descobrir por onde se descia, para descer à pé, se era pelo mesmo caminho que o ônibus subia, mas achei muito estreito! Atrás de nós, alguns brasileiros falando português. Como tinha brasileiro nessa visita desse castelo! Atenção que o último ônibus para a descida é às 18h. ::ahhhh::

Ao chegar o ônibus, o Rodrigo falou com o motorista e ele aceitava pagamento na hora e subimos. ::mmm: Graças a Deus não precisaríamos descer aquilo tudo à pé! E ao o ônibus descer aquelas curvas todas, vimos alguns adolescentes se espremendo na montanha, para o ônibus passar, que estava subindo à pé... Ou seja, o caminho era por ali mesmo! Mesmo estreito! E era tão estreito que quando um ônibus subia, outro não podia descer ao mesmo tempo! ::dãã2::ãã2::'>

Chegando lá embaixo, logo pegamos o ônibus que descia de Hohenschwangau para Füssen. Chegamos em Fussen e faltavam 10 minutos para as 17h e fomos passear um pouquinho pela cidade. Achei a cidade muito fofa! Uma graça! ::otemo:: Tiramos algumas fotos e compramos sorvete. E rumamos para a estação de trem pois faltava pouco para as 18h e não queríamos voltar tarde. Chegando a estação de trem, vimos que o último trem para Munique era às 18h... ::ahhhh:: err... ahn... não nos atentamos para isso... mas graças a Deus deu tudo certo e estávamos antes das 18h na estação... e esta foi só enchendo de turistas (e ficamos com medo de não ter lugar para todos e termos que viajar 2h em pé!). Assim que o trem chegou e abriu as portas, foi um corre-corre só! ::dãã2::ãã2::'> E consegui pegar lugares para mim e para o Rodrigo! Mas depois vimos que próximo a nós tinha até sobrado alguns lugares!

O trem partiu e consegui ir dormindo (acho que desmaiei de tão cansada!). Quando acordei, vi que tinha um grupo de brasileiros conversando com um mexicano atrás de nós... mais brasileiros! :shock:

O trem foi direto a Munique (passando por várias estações no meio do caminho) e ao chegar lá, depois das 20h, fomos procurar algum lugar pra comer... como a estação de trem de Munique fica perto do hotel, resolvemos comer em um restaurante italiano na esquina perto do hotel também que no primeiro dia a funcionária do hotel nos indicou chamado Ottantanove. Tinha um grupo grande de indianos comemorando algo lá também. O ambiente é agradável e o preço não é tão caro como pensávamos que poderia ser... e a comida era gostosa.. aprovamos! E voltamos para o hotel para descansar... amanhã seria o último dia da viagem... triste... ::bruuu::

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    • Por panda
      Meu primeiro mochilão pela Europa foi no longínquo ano de 2004 (mesma época em que entrei aqui no fórum).
      Acredito que a frase acima já lhe permita imaginar como minha viagem foi bastante diferente, levando em conta o quanto o mundo evoluiu em 15 anos.
      Sem mais delongas, vou citar abaixo 10 itens/coisas que levei em meu primeiro mochilão e que hoje poderia dispensar.
      As imagens são meramente ilustrativas.
       
      1. Câmera Fotográfica
       

      Eu sei exatamente o que você está pensando: em 2004 câmeras digitais já eram (quase) populares.
      Sim, já eram. Inclusive levei uma delas comigo (daquelas fininhas point and shoot).
      O problema é que minha câmera digital usava pilhas palitos que se desgastavam rapidamente.
      Além disso, meu irmão tinha uma câmera analógica semiprofissional da Canon e eu a levei acreditando que as fotos ficariam muito melhores do que na outra.
      A Canon era pesada, com uma lente grande...e não era fácil de guardar em uma mochila.
       
      2. Carregador de pilhas

      Mais barato do que comprar pilhas todos os dias para a minha câmera, eu comprei um carregador com 4 pilhas recarregáveis.
       
      3. MP3 Player

      Nada como ouvir uma boa música enquanto você espera o trem chegar...ou antes de dormir, depois de andar quase uma maratona para conhecer o maior número de pontos turísticos na cidade que se visita.
      Aliás, cabe salientar que meu mp3 player também usava pilhas palito.
       
      4. Despertador/relógio

      Levei dois relógios de pulso (um com o fuso do Brasil e o outro com o fuso local), mas descobri alguns dias antes da viagem que ambos tinham o som do alarme muito baixo (e eu o sono muito pesado).
      Diante deste problema, corri para uma loja de 1,99 e comprei um despertador (só pra garantir...sabe como é...).
       
      5. Lanterna

      Quando você dorme em um quarto com 8 ou 10 pessoas que você não conhece, é sempre bom ter uma lanterna pra encontrar o caminho do banheiro ou algum item perdido na sua mochila bagunçada.
       
      6. Dicionário

      Como já tinha certo conhecimento da língua inglesa, levei comigo um dicionário português/francês, pois passaria por 3 países francófonos.
       
      7. Diário de viagem

      Para guardar boas lembranças, além de registrar informações importantes (que depois compartilhei aqui no fórum), levei um caderno ou diário de viagem. Tenho ele guardado até hoje.
       
      8. Guia de viagem / mapas em papel /outros tantos papéis

      Levei um livro/guia de Amsterdã que emprestei de um amigo, além de várias páginas impressas com dicas que encontrei na rede (como ir da estação de trem/aeroporto até o hostel, principais pontos turísticos, onde comer gastando pouco, etc).
      Lembrando que o mochileiros.com tinha apenas 2 anos na época e a internet ainda não dipunha de tantas informações compartilhadas entre viajantes.
      Além disso, me utilizei de vários mapas em papel que ganhei ou comprei pelo caminho.
      Sem falar, é claro, nos tickets de trem/ônibus/avião que eu precisava guardar em minha mochila.
      Enfim...muitos papéis.
       
      9. Roupas em excesso / Peso em excesso

      Ainda que o mochilão tenha ocorrido no inverno, calculo que levei quase o dobro de roupas que eu efetivamente usei. Lavei algumas peças nos hostels e outras nem cheguei a usar.
      Isso impactou principalmente no peso de minha mochila (e em dores nas costas).
       
      10. Kit de costura

      Pensei muito se incluía ou não este item na lista, pois ele efetivamente salvou a minha vida (metaforicamente, é claro).
      Em razão do citado excesso de peso em minha mochila, somado ao fato desta não ser de uma qualidade muito boa, sofri um acidente quando aguardava meu trem na estação de Bonn, na Alemanha.
      Minha mochila simplesmente rasgou o fundo, despejando minhas coisas diante de uma plateia de alemães incrédulos com a cena.
      Embora inicialmente desesperado, vi o kit de costura no chão e o usei para costurar minha mochila.
      Entretanto, não foi tão fácil assim.
      As linhas do meu kit eram de má qualidade e quebravam quando eu tentava costurar um material tão duro quanto a mochila. Diante de tal infortúnio, não tive dúvidas: costurei com algo muito mais resistente, fio dental.
      A mochila ficou feia, mas aguentou o resto da viagem sem problemas.
      Pensando melhor...talvez seja bom manter o kit de costuras...
       
      Enfim, esta é a minha lista.
      É fácil perceber que o smartphone substituiu a maioria destes itens que citei, dentre outros que acabei não citando aqui (talvez em uma parte 2).
      E você? O que não levaria no seu próximo mochilão?
       
    • Por Mari D'Angelo
      A Alemanha nunca esteve nos meus planos principais, mas quando se vive (e viaja) a dois, você acaba multiplicando destinos, e às vezes isso pode ser uma ótima surpresa! Não vou dizer que Berlim esteja entre as cidades que mais gostei no mundo, mas com certeza superou minhas expectativas!
       
      Estávamos estudando em Paris, e encaixamos um fim de semana pra conhecer a terra do apfelstrudel! Logo ao chegar no aeroporto alemão, assim como em todo o trajeto do trem para o centro da cidade, já se via uma imensidão verde, Berlim apesar de um pouco cinzenta, é muito arborizada.
       
      Tudo por lá é bem moderno, o metrô é um exemplo a ser seguido, você chega até os trilhos do trem sem passar por nenhuma catraca, lá chegando há algumas máquinas onde você mesmo compra seu bilhete (caso algum fiscal te solicite e você não esteja com o bilhete, a multa é de 100 euros!). Foi ai que começamos a nos surpreender com a simpatia dos germânicos, depois de muitos minutos sem entender que tipo de bilhete deveríamos comprar, veio uma alemã gentilmente nos ajudar, ainda bem!
       
      Descemos na estação Friedrichstraße (aqui aceitei que não entenderia uma só palavra em alemão rs) e seguimos a pé para a pousada só para deixar as mochilas e começar a descobrir uma nova cidade, era outubro e já estava bem frio.
       
      Começamos pelo Checkpoint Charlie, a réplica de um posto militar que ficava na divisão entre as Alemanhas ocidental e oriental na época da guerra fria. Ao lado há uma grande placa com os dizeres “Você está deixando o setor americano”/”Você está entrando no setor americano” e alguns metros à frente um grande painel com explicações e mapas da época, assim como um pedaço do muro.
       

       
      Já tínhamos reparado nos simpáticos homenzinhos nos semáforos, e de repente trombamos com uma loja inteirinha de produtos do Ampelmann, irresistivel dar uma entradinha antes de passar para o próximo ponto.
       
      Seguimos em direção ao Portão de Brandemburgo, um dos lugares mais visitados de Berlim, já era noite e ele estava lindo todo iluminado. Sua história é bastante longa, palco de comemorações e de eventos para serem esquecidos como o nascimento do Terceiro Reich de Hitler. Em 1961, o Brandenburger Tor, foi fechado pelo Muro de Berlim, hoje é possível ver a demarcação do muro logo atrás dele.
       

       
      Procurando algo para comer, caímos em um lugar super tradicional e nada turístico. O Staendige Vertretung era uma mistura de bar e restaurante com mesas grandes onde todos acabam sentando juntos, e onde tivemos certeza da simpatia dos alemães. Um casal da mesa ao lado puxou conversa conosco e recomendou que tomássemos uma cerveja típica do lugar, era um lindo copinho pequeno e a cerveja era terrível rs, logo depois um grupo grande chegou nos pediram para pular uma cadeira para que coubessem todos, como agradecimento, um deles ofereceu ao meu namorado a tal cerveja típica, coitado, teve que aceitar rs! Recomendo, a comida era maravilhosa e a cerveja -não tradicional- também!
       

       
      No dia seguinte pegamos o metrô em direção à East Side Gallery, que é a parte do muro ainda preservada e transformada em galeria de arte a céu aberto, são vários kilometros de muro grafitado, é lindo e ao mesmo tempo triste, todas as obras tem temas relacionados aos sofrimentos pelos quais a Alemanha passou, ver aquelas imagens de pessoas sofrendo e depois imaginar que estamos tocando em algo que simplesmente acabou com a vida de muitas pessoas, separou famílias… é bem forte.
       

       
      Decidimos seguir a pé até a Alexandrerplatz, a principal praça do centro da cidade onde se encontra a enorme Torre de TV. Mais a frente fica a igreja de Santa Maria, a mais antiga de Berlim e a linda fonte de Netuno. Continuamos até a ilha dos museus, onde, além dos museus, claro, se encontra também a imponente catedral de Berlim, mas como o tempo era curto, só deu para tirar algumas fotinhos. (Cuidado com essa região, há muitas mulheres e crianças tentando golpes pega-turista).
       

       
      O próximo ponto foi a Neue Wache, que hoje é um memorial para as vítimas da guerra e da tirania. É um prédio vazio com uma pietá no centro e acima dela um buraco aberto no teto, exposta a chuva, a neve e ao frio, ela simboliza o sofrimento das pessoas na época da guerra.
       
      Depois de um lanchinho rápido seguimos para a Gendarmenmarkt, uma curiosa praça onde se encontram uma sala de concertos e frente a frente duas catedrais praticamente iguais, uma francesa e outra alemã.
       

       
      Pra terminar o dia, fomos novamente até o Portão de Brandemburgo e seguimos pela avenida, passando pelo memorial de Guerra soviético até chegar à Coluna Vitória, uma enorme construção com a estátua da deusa Vitória no topo. Subir seus intermináveis degraus pode ser cansativo, mas garanto que a vista compensa, os parques que margeiam a avenida formam uma densa floresta multicolorida.
       

       
      Em nosso último dia na capital alemã, o sol finalmente apareceu! A temperatura continuava quase congelante, mas o céu azul limpinho se encarregou de deixar tudo mais agradável.
       
      Passamos novamente pelo metrô Friedrichstraße, e pela segunda vez notei a triste escultura em frente à estação. Uma família de um lado e duas crianças do outro, eles carregam malas e alguns pertences pessoais e todos tem expressões tristes. Não encontrei o significado dela, mas com toda a história que a Alemanha carrega, certamente é uma homenagem aos que já sofreram muito por ali.
       
      Seguimos para o Reichstag, o Parlamento alemão. Seu imponente prédio é lindo e bem preservado por fora (não é original da época, passou por uma reforma após ser incêndiado e destruído em diferentes épocas da história), mas a parte mais interessante é sua enorme e moderníssima cúpula de vidro (também reformada), onde se pode caminhar e ter uma bela vista da cidade. Para nós foi impossível pois teríamos que ficar em uma fila de 2h e não tínhamos esse tempo, infelizmente em uma viagem curta como essa é preciso deixar algumas coisas de lado.
       

       
      O muro de Berlim passava muito próximo ao Parlamento e é um dos lugares onde é possível ver suas marcas no chão.
       
      Ainda nesta região, encontramos sem querer o recente Memorial para os ciganos vítimas do holocausto. Inaugurado em 2012, a homenagem é um lago circular rodeado de placas no chão e um poema na entrada.
       

       
      Saindo de lá, seguimos para um dos lugares mais tristes que já visitei, o Memorial do holocausto. São 2.711 blocos de concreto que (pelo menos para mim) dão a impressão de serem caixões gigantes, cada um com uma altura diferente, formando um labirinto irregular por onde as pessoas circulam. O conjunto cinzento e triste com certeza alcança seu objetivo de reflexão sobre um período tão tenebroso.
       

       
      Ufa, pra sair dessa vibe triste nada melhor que um típico apfelstrudel! Bem em frente ao memorial tem alguns restaurantes e lojinhas de souvenirs (que aliás, não são nada baratos nesta cidade!).
       
      Finalizamos com uma visita ao parque Tiergarten, próximo ao Portão de Brandemburgo. Uma enorme área verde super limpa e bem cuidada, os parques por aqui são um pouco diferentes, há pouco cimento e nada de restaurantes ou lanchonetes, apenas árvores, muitas muitas árvores, lagos, esculturas e alguns banquinhos. Mesmo estando em uma área bem urbana, é um lugar que emana paz tranquilidade. O chão todo forrado de folhas de outono completa o visual incrível.
       

       
      Dentro do parque há uma exposição permanente chamada Global Stones, são 5 pedras, cada uma simbolizando um continente. Porém, a representante da América, vinda da Venezuela, vive há anos uma polêmica entre o artista Wolfgang von Schwarzenfeld e índios venezuelanos que lutam para ter sua pedra de volta. O caso está em negociação até hoje.
       

       
      Antes de pegar o trem de volta para o aeroporto não resistimos a tentação de comprar uns chocolatinhos, assim como os cosméticos, eles são muito baratos (e maravilhosos) na Alemanha, existem algumas lojas como a Rossmann onde se encontra de tudo com ótimos valores.
       
      A Alemanha me surpreendeu muito por sua modernidade, acolhimento e diversidade cultural, mas creio que as memórias deixadas por sua história tão triste e violenta ainda são as principais lembranças que os visitantes carregam de Berlim.
       
      Posts originais e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/fim-de-semana-em-berlim-parte-i/ e http://www.queroirla.com.br/fim-de-semana-em-berlim-parte-ii/
    • Por Mari D'Angelo
      Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-que-fazer-em-praga/
       
      Visitamos Praga em um fim de semana ensolarado de setembro, ficamos hospedados na casa da amiga de uma prima, que nos levou para conhecer a cidade junto com seu lindo cãozinho yorkshire. A capital da Republica Tcheca é encantadora, fácil de se locomover, de se comunicar (em inglês) e o melhor, barata! A moeda é a coroa tcheca e a cotação aproximada é: 1EUR = 27,11CZK / 1BRL = 6,19CZK. O metrô funciona bem, o bilhete é adquirido por tempo, as maquinas para comprá-los são um pouco complicadas, mas nada impossível, e pelo que me lembro só aceitam moedas.
       
      Aqui estão alguns pontos interessantes pra conhecer por lá:
       
      Castelo de Praga
       
      O lugar é na verdade um enorme complexo de prédios, jardins, ruas e igrejas que dão ao conjunto o título de maior castelo do mundo! É um dos pontos mais importantes de Praga, sendo que o destaque é com certeza a imponente Catedral de São Vito, em estilo gótico! Nós não compramos o ticket, por isso não visitamos os atrativos lá dentro, mas é possível subir e circular por alguns lugares sem nenhum custo, e como o conjunto fica em uma colina, a vista da cidade é privilegiada! Uma das vantagens é que o lugar fica aberto até bem tarde, sendo possível programar a visita de forma bem flexível. Super indico uma passadinha noturna pra ver tudo aquilo iluminado!
       
      Para saber mais sobre valores e horários acesse o site oficial: https://www.hrad.cz/en/prague-castle/prague-castle-tourist-information/visit-of-prague-castle.shtml
       
       
      Relógio Astronômico (Orloj)
       
      Na movimentada Praça da Cidade Velha, entre outras maravilhosas construções, fica a torre da antiga prefeitura, onde está o relógio mais incrível do mundo! A coisa toda é bem complexa, mas o importante é saber que ele não marca apenas as horas mas também a posição do sol, da lua e das estrelas, o calendário zodíaco, a hora babilônica, entre outras coisas (!!!). Como se não bastasse, diariamente a cada hora cheia entre 09h e 21h há um showzinho super disputado pelos turistas, mostrando bonecos de madeira dos 12 apóstolos. Muitas noivas aproveitam o cenário para uma sessão de fotos (muitas mesmos, acho que em pouco tempo que ficamos por lá vimos umas 3).
       
      Aqui no site oficial é mostrado de uma forma bem didática como ele funciona, vale a pena conferir: http://www.staromestskaradnicepraha.cz/en/astronomical-clock/
       
       
      Torre de observação Petrin
       
      Ela é uma irmã mais nova da Torre Eiffel em Paris, bem menor e menos conhecida, é claro! Mas é um ótimo ponto para ter uma vista panorâmica da cidade. Ela fica no topo de uma colina, portanto é necessário força nas pernas se quiser passar pelo meio de um agradável parque ou simplesmente pegar o funicular pra subir. Na Torre não tem jeito, a subida é pelas escadas mesmo, é um pouco cansativo, mas vale a pena.
       
       
      Ponte Carlos
       
      A principal e mais antiga ligação entre a Cidade Velha e a região de Malá Strana sobre o Rio Moldava é a Ponte Carlos, uma fantástica construção do século XIV que reúne uma galeria de esculturas em toda sua extensão. Torres de diferentes estilos arquitetônicos guardam as entradas de ambos os lados.
       
      Por ser um dos pontos mais famosos de Praga, a ponte fica lotada de turistas, músicos de rua e vendedores de souvenirs. Atravessá-la no momento do pôr-do-sol torna a experiência ainda mais interessante!
       
       
      Malá Strana (Lesser Town)
       
      Esse bairro localizado abaixo do Castelo guarda alguns segredinhos! Entre eles o John Lennon Wall, um muro todo grafitado com homenagens ao integrante dos Beatles. Quando fomos um músico de rua fazia a trilha sonora adequada para a visita dos fãs.
       
      Também por ali fica a pequena (pra não dizer minúscula… e um pouco sem graça) ponte do Canal Certovka onde casais colocam cadeados e jogam a chave fora para eternizar o amor. Ali atrás há uma roda de moinho com a escultura de um duende, meio enigmático.
       
      Próximo ao rio há uma série bastante inusitada de esculturas do artista David Černý que são mostras do que pode ser visto no Kampa Museum, focado em arte moderna. Ali também fica o Before i die Wall, assim como em outros países, é um muro coberto com tinta de lousa para que as pessoas completem com giz a frase Before i die i want to… (provavelmente minha frase foi …travel all the world
       
       
       
      Jardins de cerveja
       
      Passamos uma noite agradável em um desses lugares maravilhosos onde a cerveja é incrível e barata! Eles são meio parecidos e agora não tenho muita certeza em qual deles fomos, mas se não me engano foi no Riegrovy Sady, ele fica dentro de um parque homônimo, de onde se tem uma vista perfeita da cidade, incluindo o Castelo de Praga. Se você gosta de cerveja, pre-ci-sa ir num desses!
       
       
       
      Bairro Judeu (Josefov)
       
      Por conta das perseguições religiosas, os judeus de Praga se viram obrigados a viver intramuros na cidade por séculos, tendo apenas este bairro destinado a eles. Por esse motivo o lugar concentra diversas sinagogas e um cemitério, que é considerado o cemitério judeu mais antigo do mundo. Segundo contam, as pessoas eram enterradas ali em camadas, pois o espaço ia acabando com o passar dos anos, por isso as lápides são todas sobrepostas umas sobre as outras. Para ter acesso a ele é necessário comprar um ingresso (bem salgado!) que dá acesso também a algumas sinagogas. É proibido fotografar a não ser que você pague uma taxa adicional, mas essa é baratinha. A sensação é de estar dentro do cenário de um filme de terror!
       
       
       
      Marionetes
       
      Praga é muito conhecida pela tradição dos teatros de marionetes, hoje um dos mais famosos é a ópera Don Giovanni de Mozart, no Teatro Nacional de Marionetes. Não tivemos a oportunidade de assistir mas quando voltar certamente o farei! Por conta dessa fama, a cidade tem muitas lojas de marionetes e é simplesmente irresistível entrar em uma delas e se encantar com os bonecos perfeitos, cheios de detalhes.
       
       
      Dica imperdível!
       
      No último dia em Praga a amiga tcheca da minha prima nos levou a um restaurante incrível, dentro de um barco ancorado no Rio Moldava e com vista para o Castelo de Praga. Quando chegamos ao Marina Grosseto Ristorante logo pensei “não devia entrar aqui, não condiz com meu orçamento”, mas já estávamos lá, entramos… e foi uma surpresa quando vimos os preços, é MUITO BARATO! Na verdade Praga, como em todo o leste europeu, é uma cidade barata, é claro que você vai encontrar outros restaurantes mais em conta, mas 9 euros por uma pizza e 4 por uma taça de vinho por exemplo são valores super acessíveis! Não tenho fotos do lugar então vou usar as do próprio site: http://www.grosseto.cz/en/marina/gallery
       
      Ps. apesar de ter um aspecto super refinado não é um daqueles lugares onde pessoas “normais” se sentem ETs por estarem de tênis Ah, e não, não balança!
       
       
      Vou parar por aqui, mas claro que ainda há muito mais o que fazer em Praga! Nunca deixe de observar a arquitetura dos prédios, independente do estilo são sempre surpreendentes! Repare também em algumas estátuas inusitadas como uma de Freud pendurado pelo braço no topo de um prédio (Rua Husova x Praça Betlémské). Experimente as cervejas locais, extremamente baratas e a culinária, claro (e os doces, hummm!)… Viva Praga o máximo que puder, não vai se arrepender de conhecer uma cidade tão encantadora!
       
      Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-que-fazer-em-praga/


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