Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

debalves

Berlim - Praga - Munique - Füssen - em 11 dias (de 05 a 15 de setembro 2016)

Posts Recomendados

20160914_092323.jpg.a240525200a46baf452980f046c4859a.jpg

Local na estação de Munique para comprar o Bayern Ticket.

 

20160914_124020-1.jpg.b6ceea81b3f649253a65096551aebc1a.jpg

local em Hohenschwangau onde a gente desce do ônibus, tem um banheiro em frente e dá pra ver o castelo lá no alto.

 

20160914_163602.jpg.3f7f3bf9dc7974fd622f22bf70798ed5.jpg

Parada do ônibus (onde tem os banheiros)

 

20160914_124349-1.jpg.8d907f0e7550f9fb33896d937c80d7c0.jpg

Subindo, pra chegar na bilheteria

 

20160914_125323-1.jpg.5098452d08538ea5f36ceaedc8561ed4.jpg

"boquinha" antes do castelo

 

DSCN9426.JPG.bc6f40436f81e9bd5fe96ed56b819c66.JPG

Lateral do castelo

 

DSCN9423-1.jpg.2de93b69d36debfdb60771085a448cf8.jpg

Nós e a lateral do castelo

 

DSCN9440.JPG.86f50475f0fd5a7e97f5d0b3e28b5ff1.JPG

Frente do castelo

 

20160914_152022.jpg.3821043456956737def4aaab6e745c2c.jpg

Vista (parcial) da frente do castelo

 

20160914_152029.jpg.299219f6bb31ffd02ef40210253e19d4.jpg

Outra parte da vista da frente do castelo

 

DSCN9477.JPG.d4e127a96f9053bc894ce1023ce3efd6.JPG

No caminho para Marienbrücke - parte 1

 

DSCN9476-1.jpg.3bae9203b0ab55a0cc74ddbffa3184ed.jpg

No caminho para Marienbrücke - parte 2

 

DSCN9491.JPG.7286c4555318c13fd55f8cc428738314.JPG

No caminho para Marienbrücke - parte 3

 

DSCN9534.JPG.09770c56979c4237801592bdd80fb8f4.JPG

Marienbrücke

 

DSCN9513.JPG.df0f1643aca8bb2ace65290931be7025.JPG

Vista da Marienbrücke... Muito difícil enquadrar nós e o castelo na foto!

 

DSCN9570.JPG.cfb03345c4f239d7e9cb45d8e149d89b.JPG

Füssen

 

20160914_164926-1.jpg.7dcbc0adfd5175f1c18fbe45c81388a7.jpg

Uma praça em Füssen

 

20160914_172157-1.jpg.c032ad7172348412a5108198944fd9b5.jpg

Em Füssen

Compartilhar este post


Link para o post

E chegamos ao último dia de viagem... Dia que teve até uma surpresa pra nós!

Acordamos, bastante desanimados e cansados do corre-corre nessa viagem ::dãã2::ãã2::'> (tentamos não correr tanto, mas é impossível quando os lugares que visitamos tem tantas coisas legais pra se conhecer!) e ficamos pensando em não fazer nada "pesado". Falei com o Rodrigo que poderíamos conhecer o Deutsches Museum, que li na internet as pessoas falarem bem, nem que fosse só pra dar uma passada de leve, mas a ideia não nos animou de pronto. ::mmm:

Acordamos, tomamos café e arrumamos as malas. Tivemos que fazer o check out no hotel às 11h e ainda ganhamos um presentinho do hotel! (guardamos as malas em um espaço reservado pra isso), mas o nosso vôo era só à noite... Saímos para caminhar e refizemos todo o trajeto turístico da cidade, da Karlstor até a Viktualienmarkt, acho que esperando para ver algo diferente... ::lol4:: e ficamos sentados nos banquinhos das árvores da praça pensando o que poderíamos fazer. Uma amiga sugeiru que procurássemos lojas de trabalhos manuais para comprar linhas e tudo mais (que eu gosto), mas procuramos no Google e não encontramos nada perto, só longe... ficamos desanimados e desistimos... e fomos almoçar. Retornamos para a Trattoria Luigi al Mercato, já que não queríamos comer nada com tempero forte no dia de pegar o avião e almoçamos lá novamente. ::tchann::

Ficamos pesquisando o que fazer para preencher o tempo até à noite e nos rendemos a ideia de procurar o museu, finalmente. :D Rodrigo pesquisou como chegar lá (esse museu também fica em uma ilha, assim como os de Berlim!) e seguimos via tram.

Chegando lá, descobrimos que estava tendo um encontro de cientistas, com palestras e tudo mais (não sei dizer o que era) e pela manhã o museu não estava aberto e à tarde a entrada era gratuita. ::otemo:: Que sorte! Fomos até a parte de informações para perguntar e confirmamos a informação, deixamos as bolsas no locker e entramos! E achamos tudo muito legal! O museu é realmente show! ::otemo:: Nós ficaríamos o dia inteiro lá se possível, muita informação bacana, muita coisa que a Alemanha inovou na tecnologia (como o primeiro submarino, que foi alemão e estava lá, pra gente ver como era por dentro), informações sobre barcos (em tamanho real, dentro do museu!), aviões, máquinas a vapor, geração de energia, astronomia, instrumentos musicais diferentes... tudo muito legal! ::otemo::

Quase que eu ia esquecendo de falar que o museu em toda parte tem algo interativo, então é ótimo para crianças! E lá no último andar, dá pra ver a cidade toda e tirar boas fotos também. Nesse momento, quando subimos, o tempo que ficou bom durante toda a nossa viagem (Graças aos Céus!) estava mudando e com cara de que ia chover...

Vimos o que deu pra ver no tempo que tivemos disponível e saímos de lá na hora que precisávamos para voltar de tram ( e ainda vimos o Isartor meio de longe, pena que eu não tinha visto sobre ele antes de visitar Munique, como indicação de lugar legal, para incluir no nosso roteiro) e voltamos para o hotel, pegamos as malas e rumamos para a estação de trem, a hauptbahnhof. Chegamos lá, mas o Rodrigo viu pelo Google algumas informações desencontradas sobre trem e metrô que teríamos que pegar (com as malas), fazendo baldeações, ficamos meio confusos... e vimos ao longe, o ônibus da Lufthansa, que nos levaria direto para o aeroporto ao pagarmos em torno de 11 Euros. Rodrigo ficou chateado por pagar tanto pelo ônibus, mas o convenci que seria mais prático, menos estressante (acabamos não ficando com muito tempo livre e fiquei com medo de nos enrolarmos com as baldeações e atrasarmos para chegar no aeroporto), mais confortável e o que economizamos no museu, gastaríamos no ônibus ::hein: (era exatamente o mesmo preço!). E fomos. Confesso que até dormimos no ônibus, pois estávamos confortáveis e tranquilos, indo direto ao aeroporto e chegamos bem. Fizemos conexão em Frankfurt, que foi meio estressante, pois depois que o avião aterrissou, ainda ficou esperando (não entendi se foi a escada para descer do avião ou se ficamos esperando algum problema com a parte de descarregar bagagens) ::essa:: e depois tivemos que correr muuuito para chegar ao nosso avião para o Rio. Mas conseguimos chegar a tempo e fomos tranquilos, porque tinha bastante lugar vago no voo, muito bom!

Considerações finais: Fiz bastante pesquisas antes da viajar, mas mesmo assim fiquei surpresa por ter visto tanta coisa bonita e legal e pelo acolhimento que tivemos! Berlim é uma cidade vibrante, cheia de história, mas tentando aprender com a história e seguir em frente! Munique tem um ar ainda mais acolhedor e é muito lindinha! Praga tem construções maravilhosas, pra todo lugar onde se olha, tem prédios lindos, mas é muito cheia de turistas, o que me deixou pouco à vontade... mas gostei de ter conhecido mesmo assim! ::otemo::

Cuidado com as casas de câmbio de Praga, pois algumas anunciam um preço mais baixo, mas quando se vai trocar o dinheiro, eles põem uma taxa que acaba aumentando o valor e a gente fica tiririca no final de tudo! Andando mais um pouco, acabamos por encontrar casas de câmbio com preços mais justos e sem taxas.

Gastamos em torno de 70 Euros por dia em Berlim e de 90 Euros por dia em Munique, sem levar em conta as diárias dos hotéis, só levando em conta gastos com alimentação, transporte, ingressos e souvenirs (que também não somos de comprar muito). Acabamos usando o cartão de crédito mais do que o esperado, mas tudo bem, faz parte!

É possível beber água da torneira em todas as cidades pelas quais passamos, o que nos ajudou a economizar um pouco na água (eu bebo bastante água! Hehehe)

Bem, acho que foram só essas as considerações. Se alguém tiver alguma dúvida, é só perguntar! Espero que eu tenha animado mais gente a viajar por essas cidades tão encantadoras também! ::hahaha::

E até a próxima, pessoal!

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post

DSCN9614.JPG.b0a43d8fdc85c46e2961a47030b07c48.JPG

Nós indo visitar o Deutsches Museum

 

DSCN9633-1.jpg.a8d3bdebe589442a086ed60f960d95b6.jpg

Deutsches Museum

 

DSCN9666.JPG.d5b16a185be2210b5ef66e649fe68681.JPG

Deutsches Museum

 

DSCN9668.JPG.761413dea515229a81632fb11a9cfe4e.JPG

Deutsches Museum

 

DSCN9771.JPG.de11365e8a06343478e9deed11440337.JPG

Deutsches Museum

 

DSCN9786.JPG.5fa8b1c7eb8f8bdbebc6d65a116a3669.JPG

Deutsches Museum

 

DSCN9824.JPG.b6210c3bb698d2a4ab867ff53305a909.JPG

Deutsches Museum

 

DSCN9760-1.jpg.6e5716075fb7abe9d06c1cfdd6b5a9b5.jpg

Deutsches Museum

 

DSCN9859-1.jpg.0ad3301445cf7c8f8a87ec5a4b528a6e.jpg

Deutsches Museum

 

DSCN9857.JPG.32eda41916fa616e033ecc5db4e86034.JPG

Deutsches Museum

 

20160915_160707-1.jpg.a25459850fcf0640417cad4cc8da9d94.jpg

Interatividade em Deutsches Museum

Compartilhar este post


Link para o post

@debalves adorei seu relato! Muito obrigada por ter se dedicado a posta-lo, e por ter feito com tanto capricho e riqueza de detalhes. ::kiss::

 

Ri demais e me identifiquei com o perrengue que vocês passaram no metrô em Berlim! hahaha

Aconteceu a mesma coisa comigo... Fiquei apavorada! ::sos::

Do nada o trem começa a andar para trás, e começam a falar em alemão naqueles auto-falantes, a gente entendendo bulhufas... ::putz:: Minha sorte foi que quando isso aconteceu eu estava com meu primo que é top na balada na língua. Senão era capaz de eu estar perdida lá até hoje ::lol4::

 

Sua experiência em Munique vai me ajudar demais na próxima viagem. Ainda não conheço a cidade, e pretendo ir em Junho/2017.

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post

Obrigada marianabmcastro pelos elogios! Ninguém estava comentando nada enquanto eu estava escrevendo, achei que não tinha ninguém lendo, eu estava carente de feedback! Hehehe

Pois é, na hora é desesperador! Mas agora a gente ri montes! Mas essas lembranças que fazem as nossas viagens únicas, não é mesmo?!

Obrigada pelo comentário! Qualquer dúvida, se eu conseguir responder, estamos aí!

Boa viagem! Depois escreve tudo aqui para eu acompanhar também, vou adorar ler! Bjos!

Compartilhar este post


Link para o post

Demaaaais o relato Débora... Quando li a parte do metrô me deu frio na barriga... Lembrei de quando a gente invadiu sem querer uma área militar na Turquia kkkkkk, socorro né.

 

Agora quero ir logo pra Alemanha, rs.

 

Bjao

Compartilhar este post


Link para o post

Hehehe pois é Juliana! A gente ri agora que passou, mas na hora é tenso!

Sim! Vai sim, recomendo! Gostei muito!

Beijos!

Compartilhar este post


Link para o post

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

  • Conteúdo Similar

    • Por panda
      Meu primeiro mochilão pela Europa foi no longínquo ano de 2004 (mesma época em que entrei aqui no fórum).
      Acredito que a frase acima já lhe permita imaginar como minha viagem foi bastante diferente, levando em conta o quanto o mundo evoluiu em 15 anos.
      Sem mais delongas, vou citar abaixo 10 itens/coisas que levei em meu primeiro mochilão e que hoje poderia dispensar.
      As imagens são meramente ilustrativas.
       
      1. Câmera Fotográfica
       

      Eu sei exatamente o que você está pensando: em 2004 câmeras digitais já eram (quase) populares.
      Sim, já eram. Inclusive levei uma delas comigo (daquelas fininhas point and shoot).
      O problema é que minha câmera digital usava pilhas palitos que se desgastavam rapidamente.
      Além disso, meu irmão tinha uma câmera analógica semiprofissional da Canon e eu a levei acreditando que as fotos ficariam muito melhores do que na outra.
      A Canon era pesada, com uma lente grande...e não era fácil de guardar em uma mochila.
       
      2. Carregador de pilhas

      Mais barato do que comprar pilhas todos os dias para a minha câmera, eu comprei um carregador com 4 pilhas recarregáveis.
       
      3. MP3 Player

      Nada como ouvir uma boa música enquanto você espera o trem chegar...ou antes de dormir, depois de andar quase uma maratona para conhecer o maior número de pontos turísticos na cidade que se visita.
      Aliás, cabe salientar que meu mp3 player também usava pilhas palito.
       
      4. Despertador/relógio

      Levei dois relógios de pulso (um com o fuso do Brasil e o outro com o fuso local), mas descobri alguns dias antes da viagem que ambos tinham o som do alarme muito baixo (e eu o sono muito pesado).
      Diante deste problema, corri para uma loja de 1,99 e comprei um despertador (só pra garantir...sabe como é...).
       
      5. Lanterna

      Quando você dorme em um quarto com 8 ou 10 pessoas que você não conhece, é sempre bom ter uma lanterna pra encontrar o caminho do banheiro ou algum item perdido na sua mochila bagunçada.
       
      6. Dicionário

      Como já tinha certo conhecimento da língua inglesa, levei comigo um dicionário português/francês, pois passaria por 3 países francófonos.
       
      7. Diário de viagem

      Para guardar boas lembranças, além de registrar informações importantes (que depois compartilhei aqui no fórum), levei um caderno ou diário de viagem. Tenho ele guardado até hoje.
       
      8. Guia de viagem / mapas em papel /outros tantos papéis

      Levei um livro/guia de Amsterdã que emprestei de um amigo, além de várias páginas impressas com dicas que encontrei na rede (como ir da estação de trem/aeroporto até o hostel, principais pontos turísticos, onde comer gastando pouco, etc).
      Lembrando que o mochileiros.com tinha apenas 2 anos na época e a internet ainda não dipunha de tantas informações compartilhadas entre viajantes.
      Além disso, me utilizei de vários mapas em papel que ganhei ou comprei pelo caminho.
      Sem falar, é claro, nos tickets de trem/ônibus/avião que eu precisava guardar em minha mochila.
      Enfim...muitos papéis.
       
      9. Roupas em excesso / Peso em excesso

      Ainda que o mochilão tenha ocorrido no inverno, calculo que levei quase o dobro de roupas que eu efetivamente usei. Lavei algumas peças nos hostels e outras nem cheguei a usar.
      Isso impactou principalmente no peso de minha mochila (e em dores nas costas).
       
      10. Kit de costura

      Pensei muito se incluía ou não este item na lista, pois ele efetivamente salvou a minha vida (metaforicamente, é claro).
      Em razão do citado excesso de peso em minha mochila, somado ao fato desta não ser de uma qualidade muito boa, sofri um acidente quando aguardava meu trem na estação de Bonn, na Alemanha.
      Minha mochila simplesmente rasgou o fundo, despejando minhas coisas diante de uma plateia de alemães incrédulos com a cena.
      Embora inicialmente desesperado, vi o kit de costura no chão e o usei para costurar minha mochila.
      Entretanto, não foi tão fácil assim.
      As linhas do meu kit eram de má qualidade e quebravam quando eu tentava costurar um material tão duro quanto a mochila. Diante de tal infortúnio, não tive dúvidas: costurei com algo muito mais resistente, fio dental.
      A mochila ficou feia, mas aguentou o resto da viagem sem problemas.
      Pensando melhor...talvez seja bom manter o kit de costuras...
       
      Enfim, esta é a minha lista.
      É fácil perceber que o smartphone substituiu a maioria destes itens que citei, dentre outros que acabei não citando aqui (talvez em uma parte 2).
      E você? O que não levaria no seu próximo mochilão?
       
    • Por Mari D'Angelo
      A Alemanha nunca esteve nos meus planos principais, mas quando se vive (e viaja) a dois, você acaba multiplicando destinos, e às vezes isso pode ser uma ótima surpresa! Não vou dizer que Berlim esteja entre as cidades que mais gostei no mundo, mas com certeza superou minhas expectativas!
       
      Estávamos estudando em Paris, e encaixamos um fim de semana pra conhecer a terra do apfelstrudel! Logo ao chegar no aeroporto alemão, assim como em todo o trajeto do trem para o centro da cidade, já se via uma imensidão verde, Berlim apesar de um pouco cinzenta, é muito arborizada.
       
      Tudo por lá é bem moderno, o metrô é um exemplo a ser seguido, você chega até os trilhos do trem sem passar por nenhuma catraca, lá chegando há algumas máquinas onde você mesmo compra seu bilhete (caso algum fiscal te solicite e você não esteja com o bilhete, a multa é de 100 euros!). Foi ai que começamos a nos surpreender com a simpatia dos germânicos, depois de muitos minutos sem entender que tipo de bilhete deveríamos comprar, veio uma alemã gentilmente nos ajudar, ainda bem!
       
      Descemos na estação Friedrichstraße (aqui aceitei que não entenderia uma só palavra em alemão rs) e seguimos a pé para a pousada só para deixar as mochilas e começar a descobrir uma nova cidade, era outubro e já estava bem frio.
       
      Começamos pelo Checkpoint Charlie, a réplica de um posto militar que ficava na divisão entre as Alemanhas ocidental e oriental na época da guerra fria. Ao lado há uma grande placa com os dizeres “Você está deixando o setor americano”/”Você está entrando no setor americano” e alguns metros à frente um grande painel com explicações e mapas da época, assim como um pedaço do muro.
       

       
      Já tínhamos reparado nos simpáticos homenzinhos nos semáforos, e de repente trombamos com uma loja inteirinha de produtos do Ampelmann, irresistivel dar uma entradinha antes de passar para o próximo ponto.
       
      Seguimos em direção ao Portão de Brandemburgo, um dos lugares mais visitados de Berlim, já era noite e ele estava lindo todo iluminado. Sua história é bastante longa, palco de comemorações e de eventos para serem esquecidos como o nascimento do Terceiro Reich de Hitler. Em 1961, o Brandenburger Tor, foi fechado pelo Muro de Berlim, hoje é possível ver a demarcação do muro logo atrás dele.
       

       
      Procurando algo para comer, caímos em um lugar super tradicional e nada turístico. O Staendige Vertretung era uma mistura de bar e restaurante com mesas grandes onde todos acabam sentando juntos, e onde tivemos certeza da simpatia dos alemães. Um casal da mesa ao lado puxou conversa conosco e recomendou que tomássemos uma cerveja típica do lugar, era um lindo copinho pequeno e a cerveja era terrível rs, logo depois um grupo grande chegou nos pediram para pular uma cadeira para que coubessem todos, como agradecimento, um deles ofereceu ao meu namorado a tal cerveja típica, coitado, teve que aceitar rs! Recomendo, a comida era maravilhosa e a cerveja -não tradicional- também!
       

       
      No dia seguinte pegamos o metrô em direção à East Side Gallery, que é a parte do muro ainda preservada e transformada em galeria de arte a céu aberto, são vários kilometros de muro grafitado, é lindo e ao mesmo tempo triste, todas as obras tem temas relacionados aos sofrimentos pelos quais a Alemanha passou, ver aquelas imagens de pessoas sofrendo e depois imaginar que estamos tocando em algo que simplesmente acabou com a vida de muitas pessoas, separou famílias… é bem forte.
       

       
      Decidimos seguir a pé até a Alexandrerplatz, a principal praça do centro da cidade onde se encontra a enorme Torre de TV. Mais a frente fica a igreja de Santa Maria, a mais antiga de Berlim e a linda fonte de Netuno. Continuamos até a ilha dos museus, onde, além dos museus, claro, se encontra também a imponente catedral de Berlim, mas como o tempo era curto, só deu para tirar algumas fotinhos. (Cuidado com essa região, há muitas mulheres e crianças tentando golpes pega-turista).
       

       
      O próximo ponto foi a Neue Wache, que hoje é um memorial para as vítimas da guerra e da tirania. É um prédio vazio com uma pietá no centro e acima dela um buraco aberto no teto, exposta a chuva, a neve e ao frio, ela simboliza o sofrimento das pessoas na época da guerra.
       
      Depois de um lanchinho rápido seguimos para a Gendarmenmarkt, uma curiosa praça onde se encontram uma sala de concertos e frente a frente duas catedrais praticamente iguais, uma francesa e outra alemã.
       

       
      Pra terminar o dia, fomos novamente até o Portão de Brandemburgo e seguimos pela avenida, passando pelo memorial de Guerra soviético até chegar à Coluna Vitória, uma enorme construção com a estátua da deusa Vitória no topo. Subir seus intermináveis degraus pode ser cansativo, mas garanto que a vista compensa, os parques que margeiam a avenida formam uma densa floresta multicolorida.
       

       
      Em nosso último dia na capital alemã, o sol finalmente apareceu! A temperatura continuava quase congelante, mas o céu azul limpinho se encarregou de deixar tudo mais agradável.
       
      Passamos novamente pelo metrô Friedrichstraße, e pela segunda vez notei a triste escultura em frente à estação. Uma família de um lado e duas crianças do outro, eles carregam malas e alguns pertences pessoais e todos tem expressões tristes. Não encontrei o significado dela, mas com toda a história que a Alemanha carrega, certamente é uma homenagem aos que já sofreram muito por ali.
       
      Seguimos para o Reichstag, o Parlamento alemão. Seu imponente prédio é lindo e bem preservado por fora (não é original da época, passou por uma reforma após ser incêndiado e destruído em diferentes épocas da história), mas a parte mais interessante é sua enorme e moderníssima cúpula de vidro (também reformada), onde se pode caminhar e ter uma bela vista da cidade. Para nós foi impossível pois teríamos que ficar em uma fila de 2h e não tínhamos esse tempo, infelizmente em uma viagem curta como essa é preciso deixar algumas coisas de lado.
       

       
      O muro de Berlim passava muito próximo ao Parlamento e é um dos lugares onde é possível ver suas marcas no chão.
       
      Ainda nesta região, encontramos sem querer o recente Memorial para os ciganos vítimas do holocausto. Inaugurado em 2012, a homenagem é um lago circular rodeado de placas no chão e um poema na entrada.
       

       
      Saindo de lá, seguimos para um dos lugares mais tristes que já visitei, o Memorial do holocausto. São 2.711 blocos de concreto que (pelo menos para mim) dão a impressão de serem caixões gigantes, cada um com uma altura diferente, formando um labirinto irregular por onde as pessoas circulam. O conjunto cinzento e triste com certeza alcança seu objetivo de reflexão sobre um período tão tenebroso.
       

       
      Ufa, pra sair dessa vibe triste nada melhor que um típico apfelstrudel! Bem em frente ao memorial tem alguns restaurantes e lojinhas de souvenirs (que aliás, não são nada baratos nesta cidade!).
       
      Finalizamos com uma visita ao parque Tiergarten, próximo ao Portão de Brandemburgo. Uma enorme área verde super limpa e bem cuidada, os parques por aqui são um pouco diferentes, há pouco cimento e nada de restaurantes ou lanchonetes, apenas árvores, muitas muitas árvores, lagos, esculturas e alguns banquinhos. Mesmo estando em uma área bem urbana, é um lugar que emana paz tranquilidade. O chão todo forrado de folhas de outono completa o visual incrível.
       

       
      Dentro do parque há uma exposição permanente chamada Global Stones, são 5 pedras, cada uma simbolizando um continente. Porém, a representante da América, vinda da Venezuela, vive há anos uma polêmica entre o artista Wolfgang von Schwarzenfeld e índios venezuelanos que lutam para ter sua pedra de volta. O caso está em negociação até hoje.
       

       
      Antes de pegar o trem de volta para o aeroporto não resistimos a tentação de comprar uns chocolatinhos, assim como os cosméticos, eles são muito baratos (e maravilhosos) na Alemanha, existem algumas lojas como a Rossmann onde se encontra de tudo com ótimos valores.
       
      A Alemanha me surpreendeu muito por sua modernidade, acolhimento e diversidade cultural, mas creio que as memórias deixadas por sua história tão triste e violenta ainda são as principais lembranças que os visitantes carregam de Berlim.
       
      Posts originais e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/fim-de-semana-em-berlim-parte-i/ e http://www.queroirla.com.br/fim-de-semana-em-berlim-parte-ii/
    • Por Mari D'Angelo
      Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-que-fazer-em-praga/
       
      Visitamos Praga em um fim de semana ensolarado de setembro, ficamos hospedados na casa da amiga de uma prima, que nos levou para conhecer a cidade junto com seu lindo cãozinho yorkshire. A capital da Republica Tcheca é encantadora, fácil de se locomover, de se comunicar (em inglês) e o melhor, barata! A moeda é a coroa tcheca e a cotação aproximada é: 1EUR = 27,11CZK / 1BRL = 6,19CZK. O metrô funciona bem, o bilhete é adquirido por tempo, as maquinas para comprá-los são um pouco complicadas, mas nada impossível, e pelo que me lembro só aceitam moedas.
       
      Aqui estão alguns pontos interessantes pra conhecer por lá:
       
      Castelo de Praga
       
      O lugar é na verdade um enorme complexo de prédios, jardins, ruas e igrejas que dão ao conjunto o título de maior castelo do mundo! É um dos pontos mais importantes de Praga, sendo que o destaque é com certeza a imponente Catedral de São Vito, em estilo gótico! Nós não compramos o ticket, por isso não visitamos os atrativos lá dentro, mas é possível subir e circular por alguns lugares sem nenhum custo, e como o conjunto fica em uma colina, a vista da cidade é privilegiada! Uma das vantagens é que o lugar fica aberto até bem tarde, sendo possível programar a visita de forma bem flexível. Super indico uma passadinha noturna pra ver tudo aquilo iluminado!
       
      Para saber mais sobre valores e horários acesse o site oficial: https://www.hrad.cz/en/prague-castle/prague-castle-tourist-information/visit-of-prague-castle.shtml
       
       
      Relógio Astronômico (Orloj)
       
      Na movimentada Praça da Cidade Velha, entre outras maravilhosas construções, fica a torre da antiga prefeitura, onde está o relógio mais incrível do mundo! A coisa toda é bem complexa, mas o importante é saber que ele não marca apenas as horas mas também a posição do sol, da lua e das estrelas, o calendário zodíaco, a hora babilônica, entre outras coisas (!!!). Como se não bastasse, diariamente a cada hora cheia entre 09h e 21h há um showzinho super disputado pelos turistas, mostrando bonecos de madeira dos 12 apóstolos. Muitas noivas aproveitam o cenário para uma sessão de fotos (muitas mesmos, acho que em pouco tempo que ficamos por lá vimos umas 3).
       
      Aqui no site oficial é mostrado de uma forma bem didática como ele funciona, vale a pena conferir: http://www.staromestskaradnicepraha.cz/en/astronomical-clock/
       
       
      Torre de observação Petrin
       
      Ela é uma irmã mais nova da Torre Eiffel em Paris, bem menor e menos conhecida, é claro! Mas é um ótimo ponto para ter uma vista panorâmica da cidade. Ela fica no topo de uma colina, portanto é necessário força nas pernas se quiser passar pelo meio de um agradável parque ou simplesmente pegar o funicular pra subir. Na Torre não tem jeito, a subida é pelas escadas mesmo, é um pouco cansativo, mas vale a pena.
       
       
      Ponte Carlos
       
      A principal e mais antiga ligação entre a Cidade Velha e a região de Malá Strana sobre o Rio Moldava é a Ponte Carlos, uma fantástica construção do século XIV que reúne uma galeria de esculturas em toda sua extensão. Torres de diferentes estilos arquitetônicos guardam as entradas de ambos os lados.
       
      Por ser um dos pontos mais famosos de Praga, a ponte fica lotada de turistas, músicos de rua e vendedores de souvenirs. Atravessá-la no momento do pôr-do-sol torna a experiência ainda mais interessante!
       
       
      Malá Strana (Lesser Town)
       
      Esse bairro localizado abaixo do Castelo guarda alguns segredinhos! Entre eles o John Lennon Wall, um muro todo grafitado com homenagens ao integrante dos Beatles. Quando fomos um músico de rua fazia a trilha sonora adequada para a visita dos fãs.
       
      Também por ali fica a pequena (pra não dizer minúscula… e um pouco sem graça) ponte do Canal Certovka onde casais colocam cadeados e jogam a chave fora para eternizar o amor. Ali atrás há uma roda de moinho com a escultura de um duende, meio enigmático.
       
      Próximo ao rio há uma série bastante inusitada de esculturas do artista David Černý que são mostras do que pode ser visto no Kampa Museum, focado em arte moderna. Ali também fica o Before i die Wall, assim como em outros países, é um muro coberto com tinta de lousa para que as pessoas completem com giz a frase Before i die i want to… (provavelmente minha frase foi …travel all the world
       
       
       
      Jardins de cerveja
       
      Passamos uma noite agradável em um desses lugares maravilhosos onde a cerveja é incrível e barata! Eles são meio parecidos e agora não tenho muita certeza em qual deles fomos, mas se não me engano foi no Riegrovy Sady, ele fica dentro de um parque homônimo, de onde se tem uma vista perfeita da cidade, incluindo o Castelo de Praga. Se você gosta de cerveja, pre-ci-sa ir num desses!
       
       
       
      Bairro Judeu (Josefov)
       
      Por conta das perseguições religiosas, os judeus de Praga se viram obrigados a viver intramuros na cidade por séculos, tendo apenas este bairro destinado a eles. Por esse motivo o lugar concentra diversas sinagogas e um cemitério, que é considerado o cemitério judeu mais antigo do mundo. Segundo contam, as pessoas eram enterradas ali em camadas, pois o espaço ia acabando com o passar dos anos, por isso as lápides são todas sobrepostas umas sobre as outras. Para ter acesso a ele é necessário comprar um ingresso (bem salgado!) que dá acesso também a algumas sinagogas. É proibido fotografar a não ser que você pague uma taxa adicional, mas essa é baratinha. A sensação é de estar dentro do cenário de um filme de terror!
       
       
       
      Marionetes
       
      Praga é muito conhecida pela tradição dos teatros de marionetes, hoje um dos mais famosos é a ópera Don Giovanni de Mozart, no Teatro Nacional de Marionetes. Não tivemos a oportunidade de assistir mas quando voltar certamente o farei! Por conta dessa fama, a cidade tem muitas lojas de marionetes e é simplesmente irresistível entrar em uma delas e se encantar com os bonecos perfeitos, cheios de detalhes.
       
       
      Dica imperdível!
       
      No último dia em Praga a amiga tcheca da minha prima nos levou a um restaurante incrível, dentro de um barco ancorado no Rio Moldava e com vista para o Castelo de Praga. Quando chegamos ao Marina Grosseto Ristorante logo pensei “não devia entrar aqui, não condiz com meu orçamento”, mas já estávamos lá, entramos… e foi uma surpresa quando vimos os preços, é MUITO BARATO! Na verdade Praga, como em todo o leste europeu, é uma cidade barata, é claro que você vai encontrar outros restaurantes mais em conta, mas 9 euros por uma pizza e 4 por uma taça de vinho por exemplo são valores super acessíveis! Não tenho fotos do lugar então vou usar as do próprio site: http://www.grosseto.cz/en/marina/gallery
       
      Ps. apesar de ter um aspecto super refinado não é um daqueles lugares onde pessoas “normais” se sentem ETs por estarem de tênis Ah, e não, não balança!
       
       
      Vou parar por aqui, mas claro que ainda há muito mais o que fazer em Praga! Nunca deixe de observar a arquitetura dos prédios, independente do estilo são sempre surpreendentes! Repare também em algumas estátuas inusitadas como uma de Freud pendurado pelo braço no topo de um prédio (Rua Husova x Praça Betlémské). Experimente as cervejas locais, extremamente baratas e a culinária, claro (e os doces, hummm!)… Viva Praga o máximo que puder, não vai se arrepender de conhecer uma cidade tão encantadora!
       
      Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-que-fazer-em-praga/


×
×
  • Criar Novo...