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Thais Mingolelli Biondo

Mochilão 15 dias Bolivia e Peru (com fotos, dicas e valores!)

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Olá mochileiros!

 

Acabo de voltar do mochilão incrível pela Bolívia e Peru, que durou 2 semanas: a primeira na Bolivia com o meu namorado (Pedro) e a segunda no Peru com o Pedro e meus pais que foram encontrar a gente na parte mais "relax" da viagem.

 

Sinceramente, é difícil achar as palavras para descrever tudo que vivemos, cada paisagem maravilhosa, cada comida deliciosa, cada pessoa simpática, enfim, são tantas experiências para apenas 15 dias!!

Vou relatar para vocês um pouquinho do que vivi por lá, com fotos e preços (do que eu lembrar!).

 

Para quem se interessar, papis também está escrevendo um relato sobre a viagem de "Sessentão" dele e da mamis pelo Peru, (eles chegaram 2 dias antes que eu e o Pedro em Cusco): http://www.mochileiros.com/cusco-machu-pichu-e-lima-para-seniors-mochilao-sessentao-setembro-2016-t134302.html

 

Gostaria de deixar meus agradecimentos a todos os inúmeros relatos que eu li para construir essa viagem (um dos mais recentes, da Leticia Amorim http://www.mochileiros.com/member/let%C3%ADcia.amorim, que nem sabe mas acabou virando íntima minha e do meu pai que citava as historias dela por toda a viagem, rs). Confesso que não sou muito organizada e não guardo nomes, mas enfim, todos os relatos foram muito bons e me motivaram a também fazer um meu para contribuir um pouco com quem vai viajar.

 

Então vamos começar o relato!!!

 

1) Primeiramente os preparativos:

1.1) As passagens: Depois de alguns meses definindo o roteiro, que foi a parte mais difícil, pois o Pedro só poderia tirar duas semanas de férias e eu queria passar por vários lugares sem falta (uyuni, isla del sol, ilhas de uros, macchu picchu...), fomos em busca das passagens. Atualmente as passagens que passam por Lima estão mais baratas, então mesmo começando a viagem por La Paz fizemos escala lá em cima em Lima (tudo para pagar mais barato!! :wink: ) e na volta teria que passar por Lima também, então aproveitamos para reservar um dia e meio do nosso tempo para conhecer a cidade, o que não foi nenhum sacrifício afinal, eu, o Pedro e meus pais adoramos uma boa comida.

No final, os trechos de passagens ficaram assim: Sao Paulo -> Santa Cruz de La Sierra com Latam, Santa Cruz -> La Paz com Boliviana de Aviacion, Cusco -> Lima, com Peruvian e Lima -> São Paulo com Latam.

Cotei todos os trechos pelo Kayak (pesquisa multidestinos) e por pessoa saiu em torno de 1500 reais todos os trechos. Comprei a passagem em Julho para viajar em setembro, por isso acho que paguei um pouco acima do que poderia ter pago.

 

1.2) A vacina contra febre amarela: Passagens compradas, a viagem realmente vai acontecer ::otemo:: então vamos tomar a vacina. Eu fiz o procedimento em Cotia (onde moro) e o Pedro em São Paulo, simples, é só tomar a vacina, preencher um formulário online e pegar a carterinha internacional.

Todo mundo já havia comentado, e com a gente não foi diferente, ninguém pediu o certificado. Mas ok, afinal, o seguro morreu de velho hahaha.

1.3) Seguro Saúde para Viagem: fizemos o seguro da World Nomades e custa 100 reais por semana, tem uma ampla cobertura e, felizmente, ninguém precisou usar.

 

1.4) Minha mala:

Bom, aqui devo dizer que não sou a pessoa mais compacta e sempre acho que vai faltar alguma coisa, mas até que consegui fazer caber tudo dentro do meu mochilão de 65L + mochila de ataque. Ahh..e meu mochilão tem rodinhas (Pedro não curtiu muito, queria que eu fosse mochileira 100%, mas convenci ele que levaria a mochila nas costas quando fosse preciso e...não carreguei nenhuma vez nas costas...ia arrastando para cima e para baixo :D).

 

Segue lista do que levei:

A)Roupas

- 2 regatinhas justas para usar por baixo das roupas

- 4 blusas de manga comprida

-4 camisetas de manga curta

- 2 segunda pele (só usei uma)

- 1 Blusa Fleece (comprei na decatlhon por 29 reais, é otimo para colocar de noite, quando esfria)

- 2 casacos corta-vento (claro que só precisa de 1, mas como ganhei dois da minha madrinha, quis levar os dois)

- 1 casaco mais grosso para o frio (no meu caso, era tão groso que quase não dobrava, aconselho levar um quente, mas menos (é bem útil em dias que você acorda com -10 graus no salar, rs).

- 2 calças segunda pele (como não tinha intenção de lavar roupa, as duas foram uteis, porque depois de andar dois dias no meio das terras no tour do salar do Uyuni, você vai querer jogar suas roupas longe)

- 1 calça jeans, 3 leggings e 1 calça de abrigo

- 1 camisa jeans

-1 shorts jeans

-1 vestido de malha e manga comprida

- 1 bota Bull Terrier (que devo dizer que é otima, usei por varios dias seguidos e não deu nenhuma dor no meu pé)

- 1 tenis

- 1 rasterinha

- 1 chinelo velho para tomar banho nos Hostels

- Roupas intimas e meias para todos os dias

- 1 biquini (não usei)

- 3 lenços (sou apegada a eles, e óbvio que comprei mais durante a viagem)

- 1 pijama

 

B) Necessairie

-Maquiagem: corretivo, bb cream, blush, estojo de sobras, lapis de olho, rimel, po compacto, batons (não abro mão nem acordando as 4 da manhã!)

-Geral: Alcool Gel (super aliado), mm creme hidratante com filtro solar (que eu usava de dia e de noite hahaha), um mini protetor que carregava na bolsa, bepantol (coisa que mais amo!), protetor labial, levei um 3 porque vivo perdendo, shampoo, condicionador (mini), sabonete liquido, creme para mãos de bolsa, alicate, trim, lixa de unha (esses 3 foram muito uteis, o que mais sofreu com a secura do deserto foram minhas cuticulas, quem diria!), elasticos, presilhas de cabelo e escova de cabelo.

-Remédios: Neosoro, colírio (achei que seria megaaa util, mas meus olhos não sofreram tanto), advil, floratil, plasil, ponstan, e um antibiotico que a tia do Pedro, que é médica, receitou, no caso de pegarmos alguma infecçao alimentar (ainda bem que ninguém precisou usar)

 

C) Eletrônicos e outros: levamos um camera fotografica; um pau de selfie; um mini tripé; power bank (simplemente essencial!); lanterna (boa para hostels); carregadores de celular e camera; secador de cabelo (foi util no frio do uyuni); caneta; travesseiro de pesoço.

Ufa, acho que não esqueci nada^^

 

*Deixamos algumas coisas para comprar em La paz, como luvas, meias e gorros de lã.

 

1.5) Money:

Eu e o Pedro levamos juntos 1300 dolares, 500 reais e uns 100 bolivianos do Brasil, achamos muito dificil separar as contas, então tratamos esse dinheiro como dos 2, rs.

Vale lembrar que já tinhamos comprado alguns pedaços da viagem no Brasil, como o bus ida e volta de La Paz para o Uyuni (lendo os relatos, fiquei com tanto medo de pegar um bus de nativos que comprei na Todo Turismo pelo site), os trens para Machu Picchu e a entrada em Machu.

Como eu e o Pedro, somos um tantinho gastões e não economizamos com comida, torramos todo nosso dinheiro, e ainda gastamos uns 150 dolares cada, no cartão.

 

2) O roteiro:

Segue o roteiro que seguimos. Eu já estava conformada que seria muito apertado e se alguma coisa desse errado ou atrasasse eu provavelmente teria que pular alguma parte, mas incrivelmente, tudo deu muito certo ::mmm: (com exceção de uma mudança na ida para Machu Picchu, que eu conto depois).

 

Dia 0: Partir de avião

Dia 1: Chegada em La Paz, conhecer a cidade e aclimatação

Dia 2: Compras em La Paz, andar pela cidade e pegar o busão para o Uyuni

Dia 3: Tour Salar do Uyuni

Dia 4: Tour Salar do Uyuni

Dia 5: Volta do Uyuni e pegar busão de volta para La Paz

Dia 6: Copacabana e Isla del Sol

Dia 7: Copacabana, Puno e Ilhas de Uros

Dia 8: Cusco e Vale Sagrado

Dia 9: Aguas Calientes

Dia 10: Machu Picchu e Ollantaytambo

Dia 11: Ollantaytambo e Cusco

Dia 12: Cusco e Lima

Dia 13: Lima

Dia 14: Volta para São Paulo

 

3) Dicas e comentários gerais:

- Aproveite as oportunidades que a vida te da de usar um banheiro bom e de graça. Não é sempre que você vai encontrar um.

- Aproveite para carregar seus aparelhos quando tiver uma tomada por perto. Elas não são muito numerosas nos quartos dos hostels, muitos menos no salar do Uyuni.

- WIFI funciona sim na Bolívia. Acho que li em tantos lugares, pessoas que tiveram experiencias ruins com os serviços da Bolivia, que ja cheguei la esperando alguma coisa dar errado e não funcionar, mas minhas expectativas não se realizaram e tudo deu certo ::cool:::'>

 

Vamos à viagem!

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Dia 1! - La Paz

 

Após uma viagem longa com escala em Lima e Santa Cruz de la Sierra, finalmente chegamos a La Paz, no dia 18/09 por volta das 8 da manhã (até então não faziamos ideia do fuso horario que estavamos, meu celular marcava um horario e o do Pedro outro) e pegamos o primeiro taxi que apareceu na nossa frente direto para o hostel Wild Rover.

 

O caminho do aeroporto em El Alto até o hostel, não durou mais que 25 min (era domingo) e o taxista cobrou 70 bolivianos, que pelo que eu tinha pesquisado é o que a maioria paga por esse trecho.

 

Fizemos o check in e a recepsionista falou que só poderiamos entrar no quarto após as 14h, mas que poderiamos guardar as malas e usar as outras dependencias do hostel (bar, banhieros...).

 

Guardamos as malas e pedimos indicação de onde poderíamos tomar café da manhã na cidade, falaram para a gente ir no Alexander Coffe que ficava a umas 3 quadras do Hostel. Andamos até lá, até então sem sentir os efeitos da altitude e o lugar me pareceu um pouco escuro e desses mais caros, mas não tinhamos muita opção, por ser domingo, a maioria dos lugares estava fechada. Então entramos e pedimos um omelete com torradas, 2 croissants, 2 chás de coca e um café, tudo por 60 bolivianos. Estava tudo gostoso, nada demais e as atendentes eram um pouco devagar, por isso recomendo que se vocês tiverem mais opções procurem outro lugar.

 

Saimos do café e fomos conhecer a cidade andando pelo centro. Andamos pelas principais praças e igrejas. A cidade é bastante tranquila e segura para se conhecer caminhando, a maior dificuldade são os sobes e desces das ruas que, somados à altidude deixam a gente cansados bem rapido. Senti muita dificuldade no primeiro dia, de quadra em quadra, eu precisava parar para dar uma respirada, mas fomos fazendo devagar e deu para andar bastante.

 

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Fomos conhecer o mercado das bruxas, que confesso que achei que seria bem maior e mais chocante, mas na verdade é uma rua com bastante coisa artesanal para vender, vale muito a pena dar um passeio por lá. Foi lá que compramos meias e polainas de lã (entre 15 e 20 bolivianos), luvas (comprei uma forrada por 30 bolivianos) e gorros (os mais forrados por dentro custam 25 bolivianos). Também compramos um saquinho de balas de Coca (são bem melhores que o chá que não tem gosto de nada) por 10 bolivianos, e não sei se foram elas, mas tirando a falta de ar do primeiro dia, não tivemos nenhum problema de Soroche).

 

Como já comentei, era domingo e não conseguimos achar nenhuma casa de cambio aberta, então tivemos que pagar as compras em dolares (1 dolar = 6,9 bolivianos). Eu e o Pedro somos péssimos em pechinchar, mas sempre dá para você pedir para dar uma arredondada nos valores, ainda mais se tiver levando mais de uma coisa da loja. ::otemo::

 

Após as compras, nosso relógio estava marcando quase meio dia, então resolvemos procurar algum lugar para almoçar e depois caminhar tranquilos para o hostel para dar entrada no quarto. Achamos o English Pub no caminho, que eu já havia lido em vários lugares sobre ele, então resolvemos comer por lá mesmo. Pedimos um frango (eu)/ carne (Pedro) com pure, legumes e suco de laranja. Estava tudo muitooo bomm (o pure era super gostoso, pensa que não tirei foto ::putz:: ) e pegamos 136 boliviados tudo.

 

Hora de voltar pro Hostel! Aqui o primeiro drama do dia: o hostel é super bem localizado, perto do centro e tal..mas para chegar precisa subir 3 quadras tipo 90 graus (exagerei um pouco..mas na hora pareceu), sério eu via umas senhorinhas subindo eu eu quase morrendo desmaiada na rua, tive que parar a cada tipo 3 passos. Mas depois de muito sacrificio eu venci e chegamos 2 em ponto para entrar no quarto e dar uma descansada no quarto (afinal não tinhamos durmido a noite no avião).

 

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Só que para nossa alegria as 14h do relógio do Pedro era 13h na Bolivia ::putz:: e a moça da recepção falou que teríamos que esperar mais hora hora para entrar no quarto! E eu e o Pedro só pensávamos em durmir!! ::sos::

 

Fomos então fazer hora no bar do Hostel, compramos 2 aguas de 2L (10 bolivianos cada) e esperamos..esperamos...

 

Enfim, 2h fomos para o quarto (sobe, desce, sobe e desce escadas...tipo um labirinto) e tiramos um

cochilo da tarde. Lá pelas 16:30h, acordamos e fomos tomar um banho, para dar uma volta na noite.

Decidimos ir ao mirador Killi Kilii, por indicação de um recepcionista, o caminho é perto para ia andando e passa no meio dos moradores locais, então fomos perguntando se estavamos no caminho certo e todos foram muito simpáticos, querendo saber da onde eramos, comentando das Olimpiadas no rio, super fofos! Depois de muitas subidas e escadas (achei que não ia chegar ao destino), conseguimos chegar no mirador a tempo de ver o por do sol. É incrível a vista, vale muito a pena!

 

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Para terminar a noite, resolvemos aproveitar um pouco a animação do Hostel, já que no dia seguinte já iriamos para o Uyuni e não teríamos outra noite no Wild Rover.

 

Li em vários lugares que recomendavam não beber no primeiro dia de altitude e eu estava determinada a cumprir os conselhos, mas na hora desisti e decidi arcar com as consequencias. Tomamos umas 5 ou 6 cervejas de 600 ml (20 bolivianos cada) e pedimos um chickes rings (25 bolivianos) e um lanche com fritas (30 bolivianos). A comida do hostel é muito gostosa e uma certa hora da noite eles dão shots de graça (mas resolvi não abusar tanto da sorte). Nessa noite também teve um show de uma dupla inglesa Jack and Joel, um deles cantando e o outro fazendo um beat box, super legal e animou todo mundo.

 

Por volta das 23h fomos durmir (eu com meu advil em baixo do travesseiro!!mas não precisei!!rs) que ainda tinhamos muito viagem pela frente!

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Estou acompanhando seu relato. Vai ser bom para comparação, um roteiro mais gastão, kkkkk, afinal não quero economizar tanto a ponto de perder certas experiências.

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Dia 2: La paz

 

Acordamos descansados, por volta das 8h e fomos tomar café da manhã no hostel, era simples mas estava gostoso, tinha pão normal, pão integral, manteiga, geleia, café, leite e chá. O hostel também tem um cardápio no café da manhã, com omeletes, panquecas, tudo em torno de 20..25 bolivianos caso você queira dar uma reforçada no café da manhã.

 

Como tínhamos que fazer o check out no hostel até meio dia, decidimos dar uma volta na região do mercado das bruxas para comprar blusas de lã e também para conhecer melhor a área com tudo aberto (no domingo a maioria das lojas estava fechada). Passamos para trocar dinheiro em uma casa de câmbio a umas 3 quadras do hostel o câmbio estava 6,95 bolivianos = 1 dolar e 1,88 bolivianos = 1 real, e seguimos para a Calle de las Brujas. No segundo dia já estava bem mais fácil de andar sem ficar cansados.

 

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Compramos tudo que faltava para enfrentar o Salar do Uyuni (em la Paz as blusas de lã estavam entre 70..90 bolivianos) e alguns presentes para a família. Todo mundo fala que La Paz é um dos melhores lugares com melhores preços para comprar, por isso quisemos aproveitar para comprar, o problema é que fui no começo da viagem então tivemos que carregar o resto da viagem (nesse dia já falei para minha mãe trazer mais uma mala para o Peru! ::sos:: ), mas honestamente, não achei os preços mais caros no Peru, lá também dá para encontrar facilmente blusas de lã por 30..40 soles e cachecois entre 15 e 30 soles.

 

Voltamos para o hostel para tomar banho e fazer check out, para sairmos para almoçar.

 

(Parênteses sobre o Hostel Wild Rover: como já falei, ficamos em um quarto para 4 pessoas e vi muita gente comentando que é um hostel bom para festa mas não muito para descansar. Eu não achei isso, o hostel realmente é bem legal para festas, mas também foi super tranquilo para dormir, não sei se foi sorte porque ficamos em um quarto afastado do bar, mas não tivemos nenhum problema de barulho. Além de ter comidas boas como já comentei, é super limpo (os banheiros estão sempre limpos) e o pessoal que atende é super atencioso, muitos deles são viajantes que estão de passagem pela Bolivia, por um ou 2 meses e ficam trabalhando lá para conseguir uma graninha. A diária custou 38 reais por pessoa e recomendo ficar lá!)

 

Saímos para almoçar e o hostel tem um mapa com indicações de restaurantes ai decidimos parar no primeiro que encontrássemos na nossa frente (a maioria fica na mesma região do mercado das bruxas) e o escolhido foi o La Casona que tem um menu Executivo por 40 bolivianos (entrada, prato e sobremesa), comemos super bem lá, (é um restaurante chiquesinho, o pessoal que frequenta estava de social e só tinha a gente de roupa de tracking ahhaha), a entrada foi uma sopa deliciosa, para o prato principal escolhemos o pique macchu que é um prato típico da Bolívia com carne, legumes e batata e de sobremesa serviram um doce que não lembro o nome, mas era tipo uma bomba de padaria. O que é mais caro no restaurante é a bebida, o refrigerante custava 15 bolivianos , acho que é ai que ganham dinheiro ahahahha ::otemo:: .

 

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Depois de estarmos bem cheinhos do almoço fomos andar de novo!! Decidimos conhecer o outro lado da cidade, sempre que dá preferimos fazer os passeios caminhando, porque a gente acha que assim conhece melhor os lugares.

 

Começamos a caminhada da tarde indo em direção ao Parque Urbano Central (mirador Laikakota), que fica a mais ou menos 1 km do mercado das Bruxas. O parque em si é super agradável, com várias quadras e campos de futebol, além de um mirador e uma pista de cooper. Pelo que eu percebi não é um lugar muito turístico, não é muito falado nos mapas e ralatos turisticos, mas é lá que fica o letreiro com o nome da cidade, não é fácil tirar foto porque ele fica na beira do precipicio ahahah. A caminhada começou tranquila, mas a saída do parque fica pela parte mais alta, e de novo sofremos com um pouco de falta de ar/cansaço.

 

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Voltamos do passeio pela avenida “central”, que se divide entre a Av. 6 de agosto e a Av. Arce. Passeio bem legal, com muita gente na rua e um visual bem legal no final da tarde.

 

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Essa parte da cidade era bem plana, então a falta de ar não chega a ser um problema, o que é um alívio, porque em La Paz quando você menos espera aparece uma escada enorme para você subir .

Paramos numa feirinha local para comprar um UNO por 10 bolivianos, pra gente jogar nas horas que teríamos pela frente esperando os ônibus.

 

Voltamos para o hostel para buscar as malas e aproveitamos para comer por lá mesmo, jogamos um pouco de UNO até dar a hora para irmos para a rodoviária (nosso ônibus para o Uyuni saia às 21h).

 

Pegamos um taxi na porta do hostel, que cobrou 20 bolivianos até a rodoviária. Chegamos lá e descobrimos que a Todo Turismo ficava fora da rodoviária (faltava 15 min pras 21h), então saímos correndo e perguntamos para uma policial onde ficava a agência e ela falou que levava a gente la, super boazinha!! Chegamos a tempo e deu tudo certo, despachamos a mochila, aproveitamos o wifi da agência, demos tchau para a família e pegamos o busão!!

 

No próximo post conto dessa viagem de ônibus que era a parte que eu mais tinha medo de todo o mochilão!! :shock:

 

Comentário geral sobre La Paz: amei a cidade! Com certeza passaria mais tempo por lá para fazer todos os outros passeios turisticos. O pessoal é super simpatico, alegre e é uma delícia observar uma cidade tão colorida, com uma cultura tão diferente da nossa.

Fiz uma mapa (no paint ::lol4:: ) resumindo por onde passamos nesses dois dias.

 

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Estou acompanhando seu relato. Vai ser bom para comparação, um roteiro mais gastão, kkkkk, afinal não quero economizar tanto a ponto de perder certas experiências.

 

 

Eu e o Pedro pensamos o mesmo! Vale a pena gastar um pouquinho mais para fazermos o que temos vontade, afinal não sabemos quando vamos conseguir fazer essa viagem de novo! A Bolivia não é um país caro, a diferença entre a economia e aproveitar um pouco mais não é tanta!

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Ebaaaaa relato gastão para os cidadãos de bom gosto e que sabem apreciar uma boa comida ::lol4::::lol4::

Ansiosa pela parte do Peru ::kiss::

 

 

Nossa a melhor parte do Peru são as comidass!! ::love:: Saudadess!

Logo logo chego na parte do Peru, mas se você quiser tem o relato que o papis está escrevendo só sobre o Peru (ele é mais rápido que eu! ::lol4:: ), a gente não se hospedou no mesmo lugar em Cusco, mas já da para ter uma ideia!

 

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AAAh que linda! Adoro ficar íntima das pessoas! kkkkk ::love::

Não dá pra resistir mesmo a uma bebidinha no WR! E a comida também é mara!

PS: não consegui ignorar os freeeee shooooots ::mmm:

Ótimo relato! ::otemo::

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Oi Thais!!!

 

Valeu demais pelo relato, vou em dezembro e espero que de tempo de pegar mtas das dicas que vc ainda vai dar =)

 

Você comprou a passagem do onibus la paz- Uyuni antecipadamente aqui no brasil?

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Letícia, como a Thais já comentou, o seu relato nos ajudou muito, bem humorado e bem escrito.

 

hahaha obrigada! O seu relato tb está ficando ótimo! Só com ele pra eu entender as explicações sobre Machu Picchu direito mesmo... poque eu não entendia bulhufas do que o guia estava falando!

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Gente, sobre a viagem de La Paz até o Uyuni. Eu li tanta gente falando que essa viagem era a pior de todas, que a estrada era toda esburacada, que não era para pegar onibus local, que até cotei ir de avião (mas o preço não compensava nem um pouco) e quando cheguei no Uyuni e vi o aeroporto, fiquei grata de não ter feito essa opção (o aeroporto é tipo uma chácara, tem uma casinha e um monte de terra em volta apenas). Por isso resolvi garantir as passagens pela Todo Turismo aqui no Brasil mesmo, compramos pelo site e cada trecho custou 190 bolivianos por pessoa.

Lá descobrimos que tem onibus com cama por 100 bolivianos, o nosso era semi leito, mas sinceramente eu não trocaria, já que têm tanta gente relantando experiencias ruins e minha viagem foi 100% tranquila. O onibus era ótimo, com cobertor, agua chá, eles servem janta (na ida foi frango, arroz e legumes), dão chocolate e de manhã tem café da manha (com bolacha negresco, bolinho e iogurte), tudo isso servido por um aeromoço (no caso “busmoço”). Além disso o ônibus tem tomada e wifi (que só funciona na saída e chegada das cidades, mas já está bom né). Dormi a noite toda e se a estrada tinha buraco eu não vi nada, mas o ônibus não pula que nem pipoca, dá pra ir tranquilo! O onibus também fez uma parada no fim da viagem para a gente ver o amanhecer e tirar umas fotos no meio do nada (tava muitooooo frio).

 

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Chegamos no Uyuni por volta das 8h e eu já estava esperando aquela recepção calorosa com aquele monte de agência tentando empurrar o tour, mas não tinha ninguém só nosso guia com uma plaquinha com nossos nomes (depois ele explicou que nosso ônibus foi o último a chegar, por isso não tinha mais ninguém).

 

Sobre nosso guia: uma amiga do Pedro foi no último ano para lá e indicou o Theo para a gente. Entramos em contato com ele por whatsapp aqui do Brasil e já decidimos fazer com ele. Eu não quis arriscar muito na escolha da agência e do guia, conhecer o salar era um dos meus maiores sonhos e não queria correr risco e ir com um guia chato ou uma agência duvidosa. E nossa escolha foi 100%, ao longo do relato conto mais!

 

O Theo nos buscou na chegada do onibus e nos levou para a agência onde ele fez uma apresentação em Power Point sobre os 3 dias de tour, dai pagamos 750 bolivianos por pessoa. Sei que muitos pagam 650, eu até tentei dar uma chorada, mas não rolou muito não, ele me enrolou falando que já tinha saco de dormi incluído e ai aceitamos (afinal 50 reais não ia matar a gente). O Theo falou para comprarmos papel higienico, agua para os 3 dias e encontrarmos ele as 10:30.

 

Então fomos fazer um lanchinho no Pastipizza, que fica na pracinha principal da cidade, e aproveitamos para usar o wifi!! Tomamos um café (Pedro)/frape (eu) (por 15 bol cada) e um sanduiche de salame para cada um (15 bol cada também).

 

Saímos do café e fomos comprar tudo pra sobreviver no Salar rs. Compramos dois rolos de papel higiênico e 12L de água por 38 bolivianos.

 

E partiuu 3 dias sem Wifi!!

 

Os integrantes do nosso carro:

Theo, o guia.

Bea, a Colombiana alternativa que mora na Espanha

Familia de 3, mãe pai e filho, bolivianos. Na verdade o pai é alemão e veio morar na Bolívia.

Eu e Pedro.

 

Dada a configuração do carro: motorista + 1 na frente, 3 no meio, e 2 láaa atraás. Sobrou para mim e para o Pedro ir juntos atrás. Coitado...o Pedro tem uns 2 metros e sofreu muito mais que eu nesses 3 dias.

 

E lá vamos nós, primeira parada cemitério dos trens:

 

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Seguimos para conhecer um local onde é feita produção de sal e onde tem uma feirinha de artesanato que as famílias fazem para se sustentar.

 

Seguimos para o Salar, branquinho branquinho. Fizemos uma parada onde tem aqueles montes formados de sal, depois seguimos para o museu do Sal, que é onde tem o monumento das bandeiras.

 

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Foi lá dentro do museu que almoçamos carne, arroz, legumes, banana e coca-cola. A comida dos 3 dias foi muito boa, eles variam bem no cardápio, só a proteina que é contada (1 para cada), mas dá para matar a fome tranquilo.

 

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Depois do almoço, seguimos para mais uma parada no brancão do Salar para fazer as fotos de perspectiva. Gente...difícil néee, eu tinha comprado uma llama de chaveiro para fazer a foto, mas nada de conseguir encaixar a pessoa em cima da llama na foto ahahahhahah. Depois de muitas tentativas conseguimos tirar umas fotos com os dinossauros (que o Theo comprou na feirinha para tirarmos foto) e o Théo nos ajudou a tirar algumas outras fotos.

 

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Seguimos para a Ilha de Cactos, que tem cactos com mais de 10 mil anos. lá é possivel fazer uma trilha (precisa pagar 60 bolivianos para entrar, mas tem banheiro rs.) ou ficar de fora esperando. Já que estávamos lá, resolvemos aproveitar e curtimos muitos, tem uma paisagem incrível lá do alto.

 

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Saindo de lá, já perto das 18h, seguimos para parar o carro em um lugar tranquilo para assistir o por do sol, e fotos dizem mais do que palavras:

 

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Foi nessa altura da viagem que percebemos que tinha um outro carro que parava sempre no mesmo lugar que a gente, porque…..ele eram da mesma agência! Ai apresento o outro carro da viagem e também o carro que tivemos mais interação hahaha:

 

Max, o guia engenheiro.

Duas mexicanas, que não se misturaram

Casal de alemães, com nomes difíceis

Casal de romenos que vivem na França, também com nomes.

 

E foi com esses casais + a Bea do nosso carro que conversamos e aproveitamos a maior parte do tempo.

 

Ao fim do dia seguimos para nossa Pousada de Sal. Aqui uma surpresa boa: o quarto era privado e tinha até banheiro!!! LUXO!! E tudo aquecido!!

 

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Jantamos por lá bolachas e chás de lanchinho, sopa de legumes de entrada e Pique Machu, o prato boliviano de prato principal (tava beeem bom!).

 

Depois da janta ainda tinha outro passeio, que eu não tive condições de ir, tava mega, cansada, tinha acabado de cair um temporal durante a janta e tava uns menos tantos graus lá fora.

 

Vou pedir para o Pedro comentar depois do passeio para ver a caverna Galaxias e as estrelas.

 

Enquanto o Pedro foi passear eu fui recuperar minha dignidade tomando um banho. Descobri que precisava pagar 10 bolivianos pela água quente, mas tudo bem, afinal não se sabe quando será o próximo banho né. Depois do meu banho eis que eu escuto alguém usando secador de cabelo no quarto do lado, então não tive dúvidas, liguei o meu também (com medo de acabar com a luz da pousada toda) e sequei o cabelo para não dormir morrendo de frio.

 

Fomos dormir para acordar 6:00 no dia seguinte!

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Muito bom seu relato Thais!

Sem duvida alguma Bolivia entrou para minha lista de proximos destinos e vou querer dicas please!

Seu pai mencionou um guia em Macchu Picchu, inclusive passou o telefone, acho que esta faltando um numero, ou talvez ele nao tenha whatsapp?

Queria depois os dados do seu guia para eu ter guardado, indicacao eh tudo!

Aguardando os proximos capitulos!

Bjus

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Oi Thais!!!

 

Valeu demais pelo relato, vou em dezembro e espero que de tempo de pegar mtas das dicas que vc ainda vai dar =)

 

Você comprou a passagem do onibus la paz- Uyuni antecipadamente aqui no brasil?

 

 

Olá Débora! Espero terminar a tempo haahha

 

Comprei sim no site: http://www.todoturismosrl.com/

 

No meu caso valeu a pena, até porque fiquei pouco tempo em La Paz e não precisei ir antes na rodoviária, que não é muito perto.

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Muito bom seu relato Thais!

Sem duvida alguma Bolivia entrou para minha lista de proximos destinos e vou querer dicas please!

Seu pai mencionou um guia em Macchu Picchu, inclusive passou o telefone, acho que esta faltando um numero, ou talvez ele nao tenha whatsapp?

Queria depois os dados do seu guia para eu ter guardado, indicacao eh tudo!

Aguardando os proximos capitulos!

Bjus

 

Olá Paulinha, muito obrigada!

 

Acho que o guia de Machu Picchu pode não ter whatsapp, mas ele passou o facebook dele, acho que dá para mandar mensagem por lá: https://www.facebook.com/edison.carbajal.10?fref=ts

 

Quanto ao guia do Salar o número é +59173338301 (Théo) e o nome da agência é Latitudes Expediciones.

 

Espero ter ajudado ;)

 

Bjos!

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oi Thais estou gostando do seu relato

 

passe depois qual era a agencia esse guia faz

 

 

Olá Maria, esqueci de falar o nome da agência ::putz::

 

Chama Latitudes Expediciones, no próximo post eu coloco o folder da agência com o contato!

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Kkkkkkkkk

 

Obrigada

 

Meninaa continua postando,minha viagem è daqui 9 dias

 

::cool:::'>

 

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passe depois qual era a agencia esse guia faz

 

 

Olá Maria, esqueci de falar o nome da agência ::putz::

 

Chama Latitudes Expediciones, no próximo post eu coloco o folder da agência com o contato!

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    • Por Carol Ninow
      Fiz essa viagem no feriadão do dia 01 de maio de 2017, com duas amigas, uma de São Paulo e a outra Americana. Como moro em Goiânia, peguei as meninas no aeroporto em Brasília, e seguimos rumo a São Jorge, isso na quinta-feira.
      Chegamos lá por volta das 18h, e fomos direto para nossa linda Pousada Raízes, que fica na rua principal. A noite fomos na Santo Cerrado Risoteria, comemos muito bem e tomamos alguns drinks.
       
      Para a sexta-feira tínhamos programado ir até a cidade de Cavalcante, para visitar a Cachoeira Santa Bárbara. Então saímos por voltas das 6:30 e a viagem levou 1h, a estrada está muito boa. Fomos direto ao CAT ( Centro de Atendimento ao Turista ) e pedimos por uma guia mulher. Já com a guia, paramos numa padaria e também num posto de gasolina, e seguimos rumo a Comunidade Kalunga, que é onde se paga entrar na cachoeira, R$20,00. A estrada de chão está muito ruim com muitos buracos e erosões, meu carro é baixo e batia toda hora. Como chegamos na Santa Barbara por volta de 11h, já tinham muitas pessoas, mas nada que atrapalhasse a contemplar aquela água maravilhosa. Detalhe: há uns 5km antes da entrada da cachoeira, tem um estacionamento para quem não quer arriscar a ir de carro, devido a estrada estar muito ruim, então tinha uma camionete fazendo o transfer por R$5,00 o trecho.
       
      De lá seguimos para o Restaurante Rancho Kalunga, onde comemos uma deliciosa comida caseira, e tomamos suco de mangaba. Por R$35,00 o almoço + R$12,00 do suco.
      Descemos para a Cachoeira da Capivara, que não paga para entrar. Como o sol já estava baixando, ficamos somente no primeiro poço, e amamos! A melhor parte do dia foi tomar banho na jacuzzi natural e tirar muitas fotos da borda infinita. Voltamos para a cidade, deixamos a guia e fomos para São Jorge, chegamos lá às 20h. Tomamos banho e fomos comer no Papalua, onde tinha um casal bem simpático tocando ao vivo.
       
      No sábado tomamos café da manhã cedo e já seguimos para o Parque Nacional, para fazer a Trilha dos Cânions. Cheguem cedo, pois tem um número de visitantes por dia. Não paga para entrar no parque, porém o estacionamento custa R$15,00, por ser área particular. Saímos do parque e fomos para o Vale da Lua, não entramos na água, apenas tiramos fotos, R$20,00. De lá fomos “almoçar” no Rancho do Waldomiro, comida sertaneja deliciosa! O PF gigante por R$35,00. Vale muito a pena. A noite comemos tapioca no Tapioca do Cerrado, R$10,00. Tomamos umas cervejas no Bar do Pelé e seguimos para o forró, R$20,00.
       
      Domingo tomamos café da manhã e fomos conhecer o Mirante da Janela, no caminho vimos muitos carros voltando do parque, pois já estava cheio e não estavam permitindo mais a entrada. Pagamos R$15,00 para entrar na propriedade onde fica a Cachoeira do Abismo, que estava vazia e sem queda d’água e o Mirante da Janela. A trilha é meio puxada, estava muito quente e não tem rio ou água para se refrescar, então levem muita água de beber, e lanches de trilha. Muita descida no começo e muita subida no final, para ver o que em minha opinião, é a paisagem mais espetacular da Chapada. Que lugar lindo!!!! Fiquei tão encantada com a beleza, que nem me importei de ficar na “fila” para tirar foto na janela.
      Passamos em São Jorge para um almoço rápido e seguimos para a Fazenda São Bento, já era umas 15:30. Fomos direto para a Cachoeira Almécegas 2, onde a trilha é menor e o poço é maravilhoso! Pagamos R$30,00. A noite fomos comer pizza na Pizzaria Lua Nova, onde aquele mesmo casal de sexta, estava tocando ao vivo. Bebemos um vinho e fomos dormir.
       
      Na segunda cedo tomamos café da manhã e nos despedimos desse lugar incrível e inesquecível.
    • Por Diego.Fernandes
      Cordisburgo é um município mineiro localizado a 86 km de Belo Horizonte (aproximadamente), com uma população com cerca de 8.981habitantes (2014), a pequena cidade é palco de importantes fatos científicos e literários do país. A importância científica da cidade é devido ao fato de Cordisburgo fazer da “Rota das Grutas Peter Lund”, a qual começa em Belo Horizonte no Museu da PUC e se estende por várias cidades de Minas. A rota recebe esse nome em homenagem ao importante naturalista dinamarquês, Peter Lund, que fez grandes descobertas em Minas no século XIX.
       
      “Desde ali, o ocre da estrada, como de costume, é um S, que começa grande frase. E iam, serra-acima, cinco homens, pelo espigão divisor. Dia a muito menos de meio dia, solene sol, as sombras deles davam para o lado esquerdo.” (O recado do morro, Guimarães Rosa)
       

       

       

       

       

       
      Em Cordisburgo a maioria das descobertas foi feita na Gruta do Maquiné, onde Lund encontrou muitos fósseis de animais do período Quaternário.
       
      “E nas grutas se achavam ossadas, passadas de velhice, de bichos sem estatura de regra, assombração deles – o megatério, o tigre-dente-de-sabre, a protopantera, a monstra hiena espélea, o páleo-cão, o lobo espéleo, o urso-das-cavernas-, e homenzarros, duns que não há mais. Era só cavacar o duro chão, de laje branca e terra vermelha e sal. Monte de ossos, de bichos [...]” (O recado do morro, Guimarães Rosa)
       
      A Gruta do Maquiné muito me impressionou pelo tamanho e pela beleza, mas antes de entrar vale muito a pena ir ao museu que tem onde se compra o ingresso para a gruta, é um museu interativo e tem exemplares de animais que vivem e viveram naquela região.
       
      “Pelas abas das serras, quantidade de cavernas – do teto de umas poreja, solta do tempo, a aguinha estilando salobra, minando sem-fim num gotejo, que vira pedra no ar, se endurece e dependura, por toda a vida, que nem renda de torrõezinhos de amêndoa [...]; enquanto do chão sobem outras, como crescidos dentes, como que aquelas sejam goelas da terra, com boca para morder. Criptas onde o ar tem corpo de idade e a água forma pele muito fria, e a escuridão se pega como uma coisa.” (O recado do morro, Guimarães Rosa)
       

       

       

       
      A cidade é berço de João Guimarães Rosa, escritor consagrado da literatura nacional, e esse feito faz da cidade um verdadeiro atrativo literário regional e nacional. Por quase toda a cidade é possível encontrar algo fazendo referência ao escritor. Aqui irei colocar os lugares que estive:
       
      Capela Patriarca São José
      Como chegar: Seguir até o final da Rua São José, saída para a rodovia LMG 754, o destino fica na Praça Miguilim.
       

       
      Portal Grande Sertão
      Como chegar: Seguir até o final da Rua São José, saída para a rodovia LMG 754. Fica na Praça Miguilim.
       

       
      Zoológico de Pedra “Peter Lund”
      Como chegar: Siga na Rua São José, vire a direita na rua Governador Valadares, o destino se encontra na Praça Octacílio Negrão de Lima.
       
      Associação dos Amigos do Museu Casa Guimarães Rosa e Grupo Estrelas do Sertão
      Como chegar: Siga em frente na Rua São José, vire a direita na Rua Governador Valadares, vire a esquerda na Avenida Padre João.
       
      Museu Guimarães Rosa
      Como Chegar: Avenida Padre João, 744 (Centro)
       
      Casa Elefante
      Como Chegar: Avenida São José, 1552
       

       
      Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus
      Como chegar: Rua Frei Estevam
       

       
      Ps.: Vale a pena visitar a estação ferroviária e também na rua do Museu Casa Guimarães Rosa tem uma "lojinha" que na verdade não é uma loja, mas uma coleção de diversos tipos de objetos e cada tem uma história é outro lugar com uma delicadeza incrível.
       

       

       
      Lugares para comer (super recomendo):
       
      Restaurante Sarapalha: comida maravilhosa, ambiente limpo e agradável. (cheio de ações poéticas)
       
      Restaurante um conto e cem: Pizza muito boa, bom atendimento e local agradável.
       
      Enfim, Cordisburgo me encantou, espero que desperte um pouco do interesse em vocês também, pois a cidade merece ser visitada.
       
      “Ele sabia – para isso qualquer um tinha alcance – que Cordisburgo era o lugar mais formoso, devido ao ar e ao céu, e pelo arranjo que Deus caprichara em seus morros e suas vargens; por isso mesmo, lá, de primeiro, se chamara Vista-Alegre. E, mais do que tudo, a Gruta do Maquiné – tão inesperada de grande, com seus sete salões encobertos, diversos, seus enfeites de tantas cores e tantos formatos de sonho, rebrilhando risos na luz – ali dentro a gente se esquecia numa admiração esquisita, mais forte que o juízo de cada um, com mais gloria resplandecente do que uma festa, do que uma igreja.
      Não, bronco ele não era, como o Ivo, que nem tinha querido entrar, esperara cá fora: disse que já estava cansado de conhecer a Lapa. Mas, aquilo, daquela, ninguém não podia se cansar. Ah, e as estrelas de Cordisburgo, também – o seo Olquiste falou – eram as que brilhavam, talvez no mundo todo, com mais agarre de alegria.” (O recado do morro, Guimarães Rosa)
    • Por Fernanda Marcelino
      - 1º dia:
      Cheguei no aeroporto de Curitiba numa 3ªf, por volta das 9:30h. De lá, eu e meu marido pegamos um ônibus próprio do aeroporto, para seguir até o Centro Cívico de Curitiba, a passagem foi 3,80 por pessoa. Levamos em torno de 50 min para chegar até lá;
      Ao chegar no Centro, paramos para tomar um café e logo seguimos para o hotel Rochelle. Fizemos o check-in, deixamos as malas lá e partimos para os passeios do dia.
      De primeira, fomos ao Jardim Botânico, pensamos que ele fosse perto e por isso fomos a pé, levamos quase 1 hora para chegar até lá, mas até que valeu, pois conhecemos os bairros e percebemos o quando a cidade é bem cuidada, limpa, com belíssimas residências e muitas lindas flores por todos os lados.
      Bem, após o passeio no jardim, fomos almoçar ali por perto mesmo, no restaurante Mãos Mineira, com comida caseira e preço acessível. Depois do almoço, solicitamos um transporte do uber e voltamos para o hotel.
      Como a caminhada até o jardim foi um pouco cansativa, ficamos bem exaustos na parte da tarde, e acabamos dormindo à tarde para recarregar as energias. Para aproveitar a noite, fomos até o Shopping Estação, onde tem o Museu Ferroviário, porém estava fechado. Vimos somente algumas coisas pelo lado de fora e paramos para jantar no “Das Arábias”, super recomendo as esfirras e o Beirute. Para fechar a noite, passamos na Lojas Americanas, dentro do shopping mesmo, para comprar algumas garrafas de água e deixar no frigobar do quarto, no hotel. Voltamos mais uma vez de uber, pois apesar do shopping estar próximo do hotel, estava um pouco tarde para andar a noite em uma cidade desconhecida.
       
      - 2º dia:
      Seguimos para a Praça Tiradentes e de lá fechamos o passeio do dia seguinte para Morretes, com um guia de uma agência que estava na praça, e compramos no transporte de turismo da cidade, uma passagem de ônibus que passa por 25 pontos turísticos, o valor foi de 40,00 por pessoa, e dava direito a um embarque e mais 4 reembarques. Olhamos o roteiro e escolhemos as descidas que faríamos neste passeio.
      Subimos no primeiro ponto, Pça Tiradentes e as descidas foram as seguintes: Museu Oscar Niemeyer (não sabíamos, mas neste dia da semana a entrada é gratuita – toda 4ªf); Bosque do Alemão (onde tem a trilha do conto de João e Maria); Parque Tanguá (sendo que antes de entrar, paramos para almoçar no bar Viva Curitiba, em frente ao parque, (comida caseira e preço acessível); depois do parque voltamos o caminho a pé até a Ópera do Arame (fizemos o caminho inverso, porque da ópera até o parque é uma subida, fazendo desta forma, apenas descemos invés de subir); e por último, Santa Felicidade, lá tomamos um sorvete, passamos numa loja para comprar lembrancinhas e fomos na vinícola Vinhos Durigan (lá, experimentamos vinhos, queijos, suco de uva e salames).
      Após o último reembarque, descemos na Pça Tiradentes e voltamos para o hotel. Por volta das 19hs fomos até Shopping Itália, próximo ao hotel, parece uma galeria, e neste horário muitas das lojas estavam fechadas já. Compramos um lanche e voltamos para o hotel para se preparar para o próximo dia.
       
      - 3º dia:
      No dia anterior, tínhamos fechado com o Henrique da Gálatas Tour (que estava na Pça Tiradentes), o passeio para a cidade de Morretes, ida e volta + translado 160,00 por pessoa (ida de trem e volta de van). A ida dura 4hs, a partir da saída da ferrovia (30km/h). Neste valor, já estão inclusos: a passagem do trem, a busca e o retorno do hotel, o lanche dentro do trem e o guia com ótimas histórias ao longo do roteiro feito pelo trem. Este passeio é incrível, e com o tempo bom, é possível admirar toda a paisagem, não da para perceber a hora passando.
      Morretes é uma cidade pequena e bonita, lá vende lembrancinhas da cidade, tem feira e muitos restaurantes que oferecem o prato típico da região para o almoço, o famoso Barreado (carne picada feita na panela de barro, com pirão de farinha e banana flamada). Nós escolhemos almoçar no Estação Barreado (em frente a estação ferroviária de Morretes), mesmo conceito de todos os dias, comida caseira e preço acessível. Experimentamos o barreado e também tinha a opção de peixe. Após, fomos na sorveteria Bola de Neve, compramos umas lembrancinhas, andamos um pouco pela cidade e fizemos o regresso de van. Ao longo do caminho de volta, o motorista passa em mais alguns pontos turísticos e por isso o retorno pode levar de duas à três horas.
      Como eu gostei muito do Jardim Botânico, aproveitamos a volta de van, e pedimos ao motorista para nos deixar lá, já que passaríamos ali por perto, invés de ir para o hotel. Assim, mais uma vez passeamos no jardim, aquele lugar é belíssimo. E depois de aproveitar mais um pouquinho, voltamos de uber para o hotel.
      A noite, solicitamos um serviço turístico e gratuito da cidade de Curitiba, que busca a pessoa no hotel, leva para jantar e regressa com a pessoa (descobrimos isso no último dia). Site http://www.levaetrazgratis.com.br/, basta verificar os restaurantes e hotéis conveniados para este serviço. Fomos para o restaurante Madalosso, em Santa Felicidade, lá você entra e come a vontade, em torno de 50,00 por pessoa.
       
      - 4º dia:
      Saímos bem cedo do hotel, pois o vôo era logo pela manhã. Combinamos com o rapaz do uber que conhecemos no primeiro dia, e ele nos buscou no hotel e levou para o aeroporto, cobrou apenas 30,00 pelo serviço e favor, já que ele morava próximo ao hotel.
      O custo total desta viagem foi em torno de R$ 2.100,00, incluindo passagem e hotel.
    • Por lukasmauro
      10 Porquês de Pernambuco Ser Tão Foda – Recife, Olinda, Nazaré da Mata, Itamaracá
       

       
      Introdução
       
      Olá, Meu nome é Lucas, meu parça é Marcelo.
      A última vez que escrevi um relato nesse site foi do mochilão em Cuba:
      http://www.mochileiros.com/cuba-mochilao-mulambo-ponta-ponta-havana-cienfuegos-trinidad-baracoa-santiago-cayo-guilhermo-vinales-t117960.html
      Naquele contexto éramos dois mulambos.
      As condições financeiras, tanto minha, quanto de Marcelo, melhoram muito desde então.
      Daí que essa trip pra Pernambuco não foi tãao rootzera quanto aquela pra Cuba.
      Pudemos viajar com mais conforto, se alimentar melhor e etc.
      Ainda assim, esse relato traz algumas dicas daquele que foi, disparado, O MELHOR CARNAVAL DE NOSSAS VIDAS.
       

       
      10 Constatações:
       
      1- É O MELHOR CARNAVAL DO MUNDO
      Simplesmente.
      Frevo, maracatu, afoxé, samba, marchas líricas, caboclinhos....
      A lista de tradições carnavalescas de pernambuco parece não ter fim.
      Não tem nenhuma região no mundo que viva tão intensamente o carnaval.
      É uma energia incrível!
      É de arrepiar e faz a terra tremer.
       

       
      2- ELES “BRINCAM” O CARNAVAL
      Brincar é comumente uma coisa associada a crianças, mas não para os pernambucanos.
      Crianças, adolescentes, adultos e senhores brincam o carnaval.
      Essa palavra maravilhosa: BRINCAR!
      Quem dera brincássemos mais, lamentaríamos menos.
      Vestiríamos mais cores e menos cinza.
      Mais urucum e menos gravata.
       
      3- MEO DEOS DO CÉU OQ É O CARNAVAL DE NAZARÉ DA MATA?
      Essa talvez tenha sido o momento mais incrível da viagem.
       

       
      Pegamos um Uber e fomos pra essa cidade que fica a 1h30 de recife.
      Lá tem o maior encontro de maracatu de baque solto (maracatu rural) de Pernambuco.
      É muito difícil tentar usar palavras para descrever momentos que nos enchem os olhos só de lembrar.
      Meu amigo, minha amiga: NÃO DEIXE DE IR PARA NAZARÉ DA MATA!
      Os brincantes de todas cidades próximas vem para Nazaré pra esse grande encontro de maracatu.
      São senhores e senhoras que em grande parte trabalham no corte de cana-de-açúcar e que ralam o ano inteiro para que “um dia, afinal, tenham direito a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia, que se chama carnaval”.
      Enquanto os mestres fazem seus repentes, a cidade inteira escuta, compenetrada.
       

       
      Quando o mestre pausa, a banda retoma o baque e os caboclos de lança dão seu show.
      Incrivel. Fabuloso. Inesquecivel. Indescritivel.
       
      4- DESFILAR POR UMA NAÇÃO DE MARACATU É MUITO MASSA
      Somos dois aficionados pelo maracatu de baque virado.
      Em São Paulo participamos das oficinas do Bloco de Pedra aos sábados (todas/os convidadas/os).
      Por aqui cantamos e tocamos as loas das nações do maracatu de Recife.
      Pois que se não admirá-las ao vivo foi muito emocionante.
      Como se não bastasse fomos convidados para desfilar pelas nações do maracatu Encanto do Pina e Porto Rico.
       

       
      Para coroar, Porto Rico se sagrou campeã do carnaval 2017.
      Demais!
       
      5- FOI ÓTIMO FICAR NO BAIRRO DO PINA
      As duas nações de maracatu pelas quais desfilamos ficam no bairro do Pina.
      Mais precisamente na favela do Bode.
      Ficar nesse bairro nos facilitou para estarmos próximos das nações.
      Foi muito bacana conhecer a história e a reverência que os batuqueiros de recife têm pelos orixás, pelos ancestrais, pela história do maracatu, pelos reis, rainhas e mestres de suas nações.
      O Pina também é um bairro que tem acesso fácil para o recife antigo, em que tem os festejos tudo.
      Além disso é perto do shopping Riomar que dá bastante opção pra comer.
      E, por não ser uma região muito valorizada, o aluguel da casa ficou relativamente barato.
      É uma boa pedida.
       
      6- HÁ GRANDE RIVALIDADE ENTRE AS NAÇÕES DE MARACATU
      Esteja atento para não cantarolar, inadvertidamente, uma toada do Estrela Brilhante quando você estiver em um ônibus do Porto Rico.
      Sim, eu fiz isso.
      Bem, me perdoaram, mas não curtiram não.
      O baguio é Corinthians x Palmeiras.
      Não brinque com isso.
       
      7- O IDIOMA SERÁ NORDESTINENSE
      To até agora procurando no google:
      “como me livrar do sotaque recifense”
      É um jeito muito gostoso de falar
      Um diálogo convencional faz parecer um eterno recital de poesia.
       

       
      Caso um dia o nordeste se torne independente, realizando o sonho de Bráulio Tavares, o idioma será nordestinense, a bandeira de renda cearense e “Asa Branca" será o hino nacional.

       
      8- BEBA AXÉ
      É uma cachacinha com canela, mel e mais umas ervas misteriosas que os rastafári vendem no carnaval.
      Não tenha medo de beber.
      É gostoso e dá um barato
       
      9- NOITE DOS TAMBORES SILECIOSOS É MUITO EMOCIONANTE
      pqp chorei demais vei
      Não vou estragar a surpresa do que rola, mas pelamor não deixe de ir.
       

       
      É na segunda feira de carnaval
      #descubra
       
      10- NÃO PERCA O GRUPO BONGAR NA COMUNIDADE XAMBÁ
      O grupo Bongar é o mais famoso grupo de coco do Brasil
      Se vc nunca sentiu a energia dos cara dá uma chegada nesse vídeo:

      Eles são provenientes da favela Xambá em Olinda e todo carnaval se apresentam num palco instalado lá.
      O trabalho que eles desenvolvem lá vai muito além da música e da dança.
      É todo um trabalho de desenvolvimento social, aliado a preservação do patrimônio cultural.
      Trabalho com crianças e tudo mais.
      Bem bacana.
      Vale demais conferir.
      Ocorre na quarta feira de cinzas.

       
      Day by Day
       
      *Os gastos mencionados são relativos a uma pessoa.
      *Os uber dividíamos em dois, salvo nas viagens para Nazaré da Mata e pras praias, que dividimos em quatro. Então qd vc ler “uber.. R$ 12” é pq o preço total da viagem é R$24.
      *Ida e volta de avião: R$ 900, de Avianca.
      *Alugamos uma casa com amigos, deu R$ 270 por dez dias.
      *R$ 250 com alimentação e outros R$ 300 entre cervejas, uber e passeios.
      *custo total: R$ 1820/pessoa – 11 dias
       
      Dia 1: CHEGADA – 22.02
      “volteeeei recifee”
      Mentira.
      Não voltei pq nunca tinha ido.
      Mas já vai se acostumando com essa música pq ela vai tocar móinto em seu carnaval

      Ao chegar no aeroporto já fomos recebidos com caipirinha de Pitú e frevo. (emoji)
      Deixamos as malas na casa e saímos para um rolê no Recife Antigo chamado “Tambores de Ogum”
      Já deu pra sentir o gostinho
      Teve Afoxé, teve maracatu de baque virado e muita cerveja.
       
      uber do aeroporto até o bairro do pina: R$13
      uber do pina ao recife antigo e volta: R$12
      “três latão é dez”: R$20
       
      Dia 2: TURISTAS + CABOCLINHOS + BAQUE MULHER – 23.02
      Dia de caminhada para conhecer a cidade.
      O Paço do Frevo - Durante muitas décadas, o carnaval de recife e Olinda eram o frevo e o frevo era o carnaval.
      O “fervo”...
      A sombrinha que hoje usamos para dançar o frevo é apenas uma metáfora dos verdadeiros guarda-chuvas com os quais se dançava em outros tempos.
      O frevo nasceu da capoeira, até então proibida, e o guarda-chuva era uma verdadeira ferramenta de luta disfarçada.
      No Paço do Frevo você vê as fotografias, estandartes e relatos que trazem toda essa história.
      Além disso dê um bizoi na programação de lá porque sempre tem umas apresentações de frevo e musica erudita.
      Casa de Cultura – é um presídio abandonado que se tornou pólo de artesanato. É interessante brisar na arquitetura do local, as lojinhas são mais ou meno.
      Casa dos bonecos gigantes – a gente se divertiu pacas com os bonecos.
      Mas é um pico estilo “madame trousseau”, saca? Um role meio pra gringo ver. Se vc tiver com pouca grana dexa no gelo.
      É um espaço pequeno, com cerca de 100 bonecos gigantes das mais diferentes áreas – política, artes, folclore e etc..
       

       
      Teatro Mamulengos – esse é mais interessante, mas é o mesmo estilo do anterior. É legal, mas só se vc tiver tranquilo de tempo e grana.
      É pequeno, mas tem representações de figuras clássicas do carnaval de Pernambuco – como a dama de passo, o caboclo de lança e etc.
      De noite fomos pra recife antigo porque tava tendo encontro de caboclinhos
      Caboclinhos é uma dança folclórica em que índios e grupos fantasiados de índios, com cocares, adornos de pena, colares, representam cenas de caça e combate.
      Foi muito massa.
      Durante o carnaval vêm grupos do estado inteiro para recife apresentar suas danças.
       

       
      Depois disso acompanhamos o “Baque Mulher”, um grupo de maracatu formado apenas por mulheres e que mandam benzão.
      Começou a chover forte e enquanto todos se abrigavam, eu e Marcelo jogávamos capoeira na chuva.
       
      uber do pina ao recife antigo: R$6
      Paço do Frevo – R$ 4 (a meia)
      Casa de Cultura – regata R$ 10
      Casa dos bonecos gigantes - R$ 10
      Teatro Mamulengos - R$ 10
      “três latão é dez”: R$20
       
      Dia 3: COMEÇOU – 24.02
       
      Nesse dia conhecemos as duas nações de maracatu do bairro do Pina e providenciamos todos os preparativos para o desfile de domingo.
      De noite no marco zero teve a abertura oficial do carnaval 2017, com mais de 600 batuqueiros de 13 nações de maracatu de baque virado.
      O homenageado foi Naná Vasconcelos que faleceu em 2016.
      Eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana Down Beat e ganhador de oito prêmios Grammy (brasileiro com mais prêmio Grammy).
      Só.
      Olha o que esse homem e vê se ele não merece 600 batuqueiros:

      Lenine e Virgínia Rodrigues, acompanhados do Coral Voz Nagô, deram um show e a abertura do carnaval ficou tão grandiosa que mais parecia a noite da virada de ano.
       
      uber do pina ao recife antigo e volta: R$12
      “três latão é dez”: R$30
      Axé: R$ 10
       
      Dia 4: OLINDA– 25.02
      Enfim, o carnaval de Olinda.
      Muito frevo, muita ladeira, muita cerveja.
      Chegamos as 15h e saímos de madrugada.
      Muitos nos deram a dica de fugir pra Olinda durante o Galo da Madrugada em Recife.
      Isso porque Olinda fica intimista enquanto recife fica tumultuado demais.
      Seguimos a recomendação e não nos arrependemos.
      Vimos o Homem da Meia Noite, que é bastante tradicional e dançamos um forrózim de uma banda familiar.
      uber do pina e a Olinda e volta: R$24
      “três latão é dez”: R$30
      Caipirinha de pitu: R$ 8
       
      Dia 5: DESFILE– 26.02
      Passamos o dia ajudando às nações de maracatu do Pina a se preparar para o desfile da noite.
      Pela noite vestimos as fantasia e saímos pela passarela.
      Foi mágico.
       

       
      Nesse dia também foi muito emocionante assistir, dançar e cantar enquanto desfilavam outras nações como Estrela Brilhante de Recife, Leão da Cambinda e Aurora Africana.
      Ainda deu tempo pra dançar um forrózinho com a dupla Caju e Castanha.
      uber do pina ao recife antigo e volta: R$12
      “três latão é dez”: R$30
       
      Dia 6: NAZARÉ DA MATA + TAMBORES SILENCIOSOS – 27.02
      Esse dia foi louco.
      Já contei como foi nos itens 3 e 10 das constatações.
      uber do pina a Nazaré da Mata: R$40 (total R$ 160)
      ônibus de Nazaré da Mata a recife antigo: R$ 11
      “três latão é dez”: R$30
       

       
      Dia 7: SHOWS – 28.02
      Dormimos a tarde toda pq a viagem até aqui foi realmente muito intensa
      No fim da tarde fomos pro marco zero.
      Desfile das campeãs do carnaval de 2016: Sóbrios
      Show do Geraldo Azevedo: Altos
      Show do Lenine: Beubos
      Show da Elba Ramalho: Dormindo de boca aberta na cabine de uma pick-up estacionada na rua.
       
      uber do pina ao recife antigo e volta: R$12
      “três latão é dez”: R$30
      Axé: R$ 20
      Ganjah: R$ 10
       
      Dia 8: XAMBÁ – 01.03
      Esse dia eu também já contei no item 10.
      uber do pina ao xambá: R$24
      “três latão é dez”: R$30
      Axé: R$ 15
       
      Dia 9: COROA DO AVIÃO + PRAIA DO SOSSEGO + FESTA NA NAÇÃO – 02.03
       
      Visitamos pouquíssimas praias nessa viagem.
      Mas, também, com o carnaval batendo forte em Recife, quem quer saber de praia?
      Quero voltar pra Pernambuco pra conhecer Porto de Galinhas, Carneiros e Cabo de Santo Agostinho.
      Conversamos com um motorista de Uber que fechou o dia pra nos levar a conhecer dois tesourosna ilha de Itamaracá.
      A praia do forte Orange é uma praia belíssima com uma relativa estrutura pra receber turistas.
      O destaque dessa praia é mesmo as ruínas de um forte construído pelos holandeses na época da colonização.
      Depois disso nosso motorista nos levou a Praia do Sossego que é uma praia quase deserta.
      Lindissima.
       

       
      Conhecemos o “mozão” e a “mozona” que mantém um barzinho lá e choramos de rir com as histórias deles.
      Voltando de lá recebemos a notícia de que Porto Rico tinha sido campeã.
      Fomos pra sede da nação, tava tendo open de cerveja.
      Bebemos, dançamos e bebemos mais ainda. Selok
      Pina às praias e volta – R$ 40 (R$ 160 no total)
       
      Dia 10: CINEMA SÃO LUIZ + BARES DA AURORA – 03.03
      O cinema de Recife é muito foda.
      Pra quem ainda não manja, aí vai algumas recomendações:
      - Boi Neon, Amarelo Manga, A Febre do Rato, o Som ao Redor e Tatuagem.
      O cinema São Luiz é tradicionalzão em Recife, tombado como monumento histórico e tudo mais.
      Assistir um filme pernambucano (Redemoinho) naquele lugar foi muito massa.
      Depois fomos beber nos famosos bares da Aurora onde os “alternativos” da cidade se reúnem (Rua Mamede Simões).
       

       
      uber do bairro do pina até o são luiz: R$8
      Heinekens: R$ 40
       
      Dia 11: ATÉ BREVE – 04.03
      uber do bairro do pina até o aeroporto: R$13
       
      CONCLUSÃO
      Marcelo: Às vezes nós que moramos em outros Estados e regiões temos um contato muito distante com a cultura popular e o que esta representa.
      Quando a nós chega algo que faça referencia a ela logo caricaturamos e pensamos aquilo como algo pitoresco e folclórico, algo que ficou no passado e nada tem a ver com nossa vida.
      Porém quando pisar em Pernambuco propomos que você esteja disposto a romper com essa visão e mergulhar em toda a beleza e cor, infância e calor, todo sabor e grandiosidade desta cultura.
      Lá você irá se compreender e enxergar suas raízes e perceber que toda essa herança permanece até os dias de hoje!
      Vai se apaixonar pelo movimento sincero da dança dos caboclinhos, pelo baque forte dos batuqueiros de Maracatu, pela leveza e frenesi dos passos do frevo, pela expressão sincera e majestosamente colorida e bela dos Maracatu Rural, do sorriso negro estampado nas faces de cada pessoa do afoxé, pela alma sertaneja em cada nota tocada em uma rabeca, sanfona, triangulo e zabumba, pela alegria sincera dos blocos líricos.
       

       
      Com certeza depois desta experiência temos o desejo sincero de gritar para o mundo inteiro ouvir o quanto nos orgulhamos do nosso povo e o quanto hoje fazemos de nossas vidas também uma busca por conservar e espalhar as belezas que tanto são marginalizadas!
       
      O nome dos poetas populares.
      (Antônio Vieira)
       
      A nossa poesia é uma só
      Eu não vejo razão pra separar
      Todo o conhecimento que está cá
      Foi trazido dentro de um só mocó
      E ao chegar aqui abriram o nó
      E foi como se ela saísse do ovo
      A poesia recebeu sangue novo
      Elementos deveras salutares
      Os nomes dos poetas populares
      Deveriam estar na boca do povo
       
      Os livros que vieram para cá
      O Lunário e a Missão Abreviada
      A donzela Teodora e a fábula
      Obrigaram o sertão a estudar
      De repente começaram a rimar
      A criar um sistema todo novo
      O diabo deixou de ser um estorvo
      E o boi ocupou outros lugares
      Os nomes dos poetas populares
      Deveriam estar na boca do povo
       
      No contexto de uma sala de aula
      Não estarem esses nomes me dá pena
      A escola devia ensinar
      Pro aluno não me achar um bobo
      Sem saber que os nomes que eu louvo
      São vates de muitas qualidades
      O aluno devia bater palma
      Saber de cada um o nome todo
      Se sentir satisfeito e orgulhoso
      E falar deles para os de menor idade
      O nomes dos poetas populares.
       

       
      Lucas e Marcelo
       
      Lucas: (11) 993380033 https://www.facebook.com/Lukasmauro10?ref=bookmarks
      Marcelo: (11) 98899-2391https://www.facebook.com/marcelo.guglielmi?fref=ts
    • Por jehvick
      Amo CWB é já fui algumas vezes. O que aconselho:
      Museu da Resistência (tem que agendar a visita pelo site e ir com o endereço certinho, porque não há qualquer placa ou indicação do local na rua, e lá vc entenderá o motivo)
      Museu Oscar Niemeyer - paga para entrar.
      Mercadão na 7 de setembro
      Feirinha do Largo da Ordem no domingo
       
      Jardim Botânico
      Parque Tanguá
      Parque Tinguí (Memorial Ucraniano e comer um Cutiá, acho que escreve assim... Rs)
      Opera de Arame
      UniLivre (Universidade sustentável belíssima)
       
      Comer
      Velho Madalosso, não é barato.
      Churrascaria Jardins, achei muito melhor que a famosa Batel.
       
      Noite
      Ir na quinta ao Bagdad Café. Tem que agendar e estar pronto para uma noite animada e com muita dança árabe. Paga-se cover na quinta.
      Bar Aqueces (bem legal, com música ao vivo, água potável e pipoca gratis)
      Bar do Alemão no largo da Ordem (experimente o submarino escuro o joelho de porco)
       
      Hospedagem, aconselho algo na 7 de Setembro ou entornos. Aconselho o aplicativo AirBnb. Sempre uso e é confiável.
       
      Se tiver tempo, visite as Cidades de Antonina e Morretes. Tem o.passeio de trem, mas como achamos muito caro, fechamos com um motorista de UBer, ficando a gasolina mais 150 a diária.
       
      Vale a pena fazer o circuito do vinho aos sábados. Não achei deliciosos os vinhos, mas o café colonial e as cervejas artesanais valem o passeio.
       
      Fui em Agosto, e tirando o frio, tudo perfeito. Inclusive as cerejeiras em flor.
      Quando fui dezembro, a maioria dos locais estava fechado.
       
      Espero ter ajudado e qualquer coisa, só perguntar.
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