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Italia, che bella! 16 dias entre Firenze, Bologna, Venezia e Torino sozinha: lindezas sem fim <3

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Pessoal, acabo de voltar da minha viagem à Italia e vim fazer o meu relato para dividir um pouco do que vi, vivi e comi (PRINCIPALMENTE) naquele país tão lindo <3

 

Recebi muita ajuda deste forum e de outros gringos que sempre uso (fodors, lonely planet e tripadvisor) para montar a minha viagem do MEU jeito. E bom, após muita leitura, planejamento e ansiosidade, bora pegar o avião =)

 

Que tal ir à vaca fria antes?

(tá, essa parte muitos pulam, mas precisamos do mínimo de ordem por aqui, non? digo MINIMO porque se trata de Italia hahahaha)

 

O Roteiro

 

Foram tantas indas e vindas que até eu fiquei confusa. Inicialmente meu plano era dividir o meu tempo entre Italia e Suiça mas, aos poucos vi que meu aproveitamento melhor seria se gastasse todo o meu tempo e dinheiro na Italia mesmo. Remarquei minha passagem e alterei algumas coisas. E, confesso:a remarcação de passagem saiu mais barato que um capuccino em terras suiças hahahahhahaha

 

As cidades e o plano inicial:

 

04 noites em Firenze, reservando um dia de bate e volta para algum lugar na Toscana

03 noites em Bologna, reservando um para conhecer uma fabrica de queijo parmesão em Modena

04 noites em Veneza, torcendo para não ficar sem grana ou morrer afogada

01 noite em Bergamo, para descansar e nada mais

03 noites em Torino, para curtir uma cidade italiana diferente e sem turistas

 

Sendo muito da modesta, acho que mandei muito bem no meu roteiro. A única coisa que alteraria hoje seria cortar esta noite em Bergamo e seguir direto de Veneza para Torino. Esta noite a mais eu jogaria em Bologna (amor eterno, amor verdadeiro)

 

 

Meios de Transporte

 

Treno, bello! Todos os trechos comprados no Brasil no site da Trenitalia com 100 dias de antecedência, sempre para garantir as melhores tarifas. O único trecho de deslocamento que não comprei foi Bergamo/Milão (comprei Milão/Torino), pois trata-se de um trem regional. Além disso, queria decidir na hora se faria ou não um stoppover em Milano. Se fiz? não vou dar spoiler aqui, oxi!

 

Sobre os trens: pensei que o papo de atrasos de trens italianos fosse coisa de gringo fresco, mas vivi isso na pele e solidarizei com os inúmeros atrasos e CANCELATTOS que via nos mostradores das estações. Em resumo, minhas considerações sobre deslocamentos:

- para deslocamentos entre cidades que você se hospedar, utilize os trens ESPRESSOS (como o café, si si). Existem algumas categorias de trem, e os mais tchop tchuras são os FRESCIAS. Tem FRESCIA de tudo que é cor: rosso, argento, branco...não importa qual cor que seja, eles atrasam menos e tem menos mudança de plataformas de última hora (outro pesadelo do viajante que carrega malas em estações)

- compre esses trechos com antecedência para garantir um bom preço. E, sugestão pessoal? Escolha a classe EXECUTIVA que muitas vezes custa só uns 2 euros mais caro E te dá uma taça de Prosecco =)

- Não se meta a fazer muitos pula-pulas entre cidades em curtos períodos de tempo. Isso inclui também as famosas "paradinhas", também conhecidas como stoppovers. Quer um exemplo clássico? Stoppover em Verona entre Milano e Venezia. Os atrasos podem te dar uma rasteira e sua viagem, que deveria ser sossego puro, vai virar uma dor de cabeça.

- Repense a lógica do "vou deixar a mala na estação e dar um rolezinho pela cidade". A Italia é temperamental e pode cismar contigo. Na Italia, não tem maquininha automática "taca seus euros aqui que eu guardo a sua mala" não. Na Italia você pega uma fila e mostra passaporte e blablabla para deixar a mala. O blablabla segue quando você buscar. E bem, já disse que a Italia é temperamental? Utilizei esse serviço 3 vezes em 3 diferentes cidades e em cada uma foi uma novela diferente. Peguei o lugar FECHADO durante o horário de funcionamento em Torino, encontrei com um sistema que travou em Bologna e em Milano a fila era uma zona. "As estações de trem italianas são um bordel", bem disse o funcionário de lá.

 

 

Hospedagem

 

Viajei sozinha. Meus critérios para hospedagem foram simples:

- quarto individual. não ligo para banheiro coletivo

- wifi decente

- ótima localização

- diárias em torno de 50/60 euros

- uma linda vista no meu quarto

- não ligo pra café da manhã. dá para comer na rua MUITO BEM com menos de 3 euros, tendo água eu estou feliz.

 

Firenze - Locanda Orchidea

Uma graça de lugar! Basicamente, é um andar com uns 4 quartos, a 3 quadras do Duomo, no predio que o Dante nasceu. Meu quarto tinha vista para um jardim maravilhoso e era silencioso até. Sempre peguei o banheiro vazio e a dona era um amorzinho.

 

Bologna - AirBnB

O lugar da viagem que eu mais penei para encontrar algo que me atendesse. Primeira vez que utilizei o serviço Airbnb e só tenho elogios. Fiquei num apartamento na cobertura de um prédio e tinha vistas maravilhosas de toda a cidade. Nada mais delícia do que preparar um café numa cafeteira italiana vendo aquelas montanhas e casinhas lindas <3

 

Venezia - B&B Giacomo

Rolou um stress nesse lugar que só poderia rolar na Italia mesmo. O pessoal não estava lá no horário combinado, fiquei na rua e uma velhinha fofa que morava no andar de cima viu o meu drama e me levou pra casa dela. Foram 3 horas vendo tv na casa da senhorinha sem saber aonde raios estava o pessoal do B&B. Loucura. Mas Italia é Itália e no fim tudo deu certo. O quarto era ENORME e o bairro que eu estava (Santa Croce) era ótimo, longe das multidões e perto de bares leais.

 

Bergamo Alta - La Torre

Sabe aquelas pousadinhas lindas que você tem vontade de abraçar e dormir juntinho? Melhor cama do mundo melhor edredon do mundo melhor banheiro do mundo (opa, aqui era só meu), melhor hostess do mundo, melhor varandinha-pra-ver-o-movimento do mundo. Sério, dá vontade de mandar coraçõezinhos pro zap <3 <3

 

Torino - La Terraza sur Po

Se ninguém te prepara para a Italia, NINGUEM te prepara pra este B&B. NINGUÉM. Meu quarto tinha um piano e um jukebox. A varanda era gigante e tinha porquinhos da india e uma vista maravilhosa. O banheiro tem 8698765785786 tipos de creme e 87267378 tipos de shampoo e tem até 87924837839738943 guarda-chuvas. E tem a Lidia, a dona. A pessoa mais alegre e apaixonada pelo Piemonte EVER, que batia na minha porta para avisar que o café da manhã estava pronto...e ficava falando igual doida enquanto eu comia

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+ burocracias

 

Lingua

Falo patavinas de italiano. Gastei 2 meses estudando um pouquinho nesse site Duolingo e foi o suficiente para não passar fome (como se fosse POSSIVEL passar fome na Italia). Me virei bem no inglês, no portitaliano, na mimica e no francês.

O segredo é o de sempre ao se visitar um país estrangeiro: se você se esforçar para se comunicar na lingua do país que está, o pessoal tem boa vontade

 

Segurança

Mulher, sozinha, andando de noite (leia-se: até meia noite, em torno disso). Não tive qualquer stress. Achei todas as cidades bem seguras e com muitas pessoas andando tranquilas.

A única exceção disso aí é Milano Centrale, mas, como todos dizem, MILÃO É ESTRANHA. Sobre isso, falarei mais tarde.

Roubos, furtos? Não vi malandros nem em Firenze nem em Venezia (mas né, sou brasileeeeeeira, com muito orgulhooo). Novamente, a malandragem que presenciei foi só em Milão. MILÃO É ESTRANHA.

 

Gastos

Tirando as entradas do Ufizzi, da Academia e do Palacio Ducale (que paguei aqui), gastei 70 euros/dia. Isso inclui comidas, passeios e comprinhas (não muitas). Meus maiores gastos foram com o Vaporetto em Venezia (40 euros), taxi em Modena (50 euros) e bagageiros (dois gastos de 12 euros cada).

Um café sai por 1 euro. Capuccino, 1,50. A taça de vinho variava entre 2 e 5 euros. Um primo piati (massa) saia por 9/12 euros. Alguns restaurantes cobram o "coberto", que é uma taxa por sentar lá. Cerca de 2 euros.

 

Locomoção nas Cidades

Em Firenze fiz TUDO a pé. Em Bologna, quase tudo - só peguei ônibus para a estação central. Em Veneza, utilizei o passe diario de Vaporetto em 2 dias. Em Bergamo, utilizei o passe do funiculare para subir em Bergamo Alta. Em Torino já estava cansada e peguei vários ônibus.

 

Imigração

Cheguei e sai em conexão por Frankfurt Am Main. Por causa dos ultimos atentados, a galera está bem chata na revista. Minha entrevista de entrada não durou muito, acho que foi das mais tranquilas que já fiz na Europa. O CHATO foi a revista de raio-x.

 

UFA! Bora pro relato?

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algumas fotinhas antes porque senão a galera desiste OU acha que é mentira que eu tava lá mesmo

 

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Firenze sendo Firenze

 

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cidadezinha toscana dos sonhos? Certaldo é o nome

 

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a pracinha do Palio em Siena

 

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parmigiano regiano, recuse imitações

 

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Bologna, o paraíso dos porticos

 

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Veneza, clichezando e encantando desde sempre

 

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Bergamo, a cidade em tons de sepia

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dia 01 - chegada à Firenze

 

12 horas de vôo até Frankfurt, aquela gincana de procura-portão-caralho-não-pode-ser-tão-longe-como-assim-já-andei-uns-20-minutos-e-nem-sai-deste-terminal-céus-esses-aeroportos-são-vazios-AAAA, um pretzel basiquete e finalmente entrar num avião pra FIRENZE. Vôo diurno, né. O sul da Alemanha e suas vilinhas, os Alpes exagerando naquela beleza, suquinho e biscoito salgado.

Foi então que eu vi a Toscana.

Do avião já avistei aquelas arvores compridas e pontudinhas serpenteando estradas em campos verdinhos. Colinas com palacetes no topo. Vinículas. O céu já estava naquele filtro de instagram que só a Toscana tem. Daí que o Duomo pula na minha vista. Amor à primeira vista.

 

(não tem foto. Foto de avião sai sempre feia)

 

Fora do avião, choque de realidade. O aeroporto Americo Vespucio (ou Americo Crespúsculo, como ouvi de um brasileiro dias depois) parece o de Congonhas na década de 90. Mala na mão, bora pra cidade. Na saída do aeroporto tem um ponto de ônibus que te leva até a estação central de trem, a famigerada Santa Maria Novella. 6 euros pro motorista, uns 20 minutos de viagem e voila.

 

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Igreja de Santa Maria Novella. Praça fofíssima AND tendo uma feirinha de produtos típicos franceses que fui conferir (e comer) melhor no dia seguinte.

Como já tinha estudado o mapa mais ou menos e não estava tão cansada, resolvi andar meio que andando sem pressa de encontrar a minha pousada.

 

Gente, é muita gente. É gente na rua com malas, com gelatos, com pizzas-take-away, com cachorros. É bicicleta pra todos os lados, é moto e também, per che no?, os carros. E obras nas ruas, claro. E cheiro de comida também, oba!

Sabem aquela expressão "baguncinha boa"? É exatamente isso.

 

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dogue na bike? tem sim senhor!

 

Realmente, não tem como não se impressionar com Firenze. É muita beleza concentrada em um só espaço.

 

Cheguei à pousada e toquei a campanhia. Um senhor desceu e subiu minha mala os dois lances. Bora deixar as malas, acertar os valores , pegar o molho de chaves (essa para a rua, essa para a casa e essa para o seu quarto. Foi assim em todas as cidades), lavar o rosto e partir? A essa altura, eram umas 16h.

 

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Tem que ter registro do primeiro gelato em solo italiano, né não? Esse aí era de limão com café e, assim como os outros todos (e tantos) que tomei, era um negócio de doido. Pensei que era marketing, mas o trem é mega cremoso (tanto que derrete rápido: fazer foto assim é certeza de se lambuzar todo).

Quando eu viajo, reservo o primeiro dia para flanar sem direção. O tal do "reconhecimento de território". Mas é claro que a ansiedade é enorme e a minha cabeça ficava

AI CADE O DUOMO E A PONTE VECCHIO AI CADE O DAVID QUE FICA NA RUA CADE CADE

Sorte que Firenze é relativamente pequena e consegui saciar boa parte desses meus impulsos rapidamente.

 

Talvez por isso muita gente fala que "Firenze dá pra conhecer em apenas um dia". Rapaz, conhecer não dá não. Ver, até que vai. Mas, cá entre nós: qual a graça de ver esse tipo de lindeza e não ter tempo pra contempla-la em paz?

 

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Rodei o Duomo todo por fora, cheguei até a Ponte Vecchia, andei por Otromano e já presenciei a primeira briga de trânsito italiano. Como todas as outras que presenciei, teatrais. Fulano berra, siclano ignora. Fulano berra mais alto, siclano paga de louco. Fulano fica puto e DESCE DO CARRO falar umas poucas verdades pro siclano. Tudo isso, claro, em alto e bom som e mãos para todos os lados.

Meu único "objetivo" do dia era chegar à Piazza Michelangelo e curtir o por do sol de lá. A subida é linda e passa pelo Giardino delle Rose.

 

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Se você, como eu, pensou que essas arvores pontudonas só apareciam nas estradas beeem pra la da cidade, cê ta redondamente enganado.

 

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una birra no vuco-vuco da Piazza Michelangelo. Tava cheio, poucos lugares pra sentar, muitos paus de selfie e barraquinhas vendendo pinocchios e umas camisetas horriveis com o David.

Daí lembrei que tinha lido sobre a igreja de San Miniato al Monte, que era próxima à Plazza só que MAIS VAZIA e com uma vista MELHOR. Liguei o maps-me - aplicativo que deixa você se localizar mesmo sem internet - e vi que era coisa de 10 minutos de lá.

 

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Agora sim!

Gente, foi dicona de ouro isso. San Miniato é uma igreja que fica num topo de uma colina e tem vistas lindas para a cidade. Além disso, o espaço aberto é SUPER vazio de gente. Quem for em torno de 18h ainda consegue pegar a missa. Eu, que não sou muito de igreja, entrei e conferi. Italia é igreja, então bora abraçar a ideia. A missa era no fundo da igreja e a acústica dela era coisa de louco. Ouvir uma missa em latim num lugar daqueles me fez cair a ficha que eu havia chegado, finalmente, na Italia.

Se você ainda não se convenceu que é um programa legal, tem a lodjinha da igreja, que vende guloseimas deliciosas. Aliás, dicona não só para Italia como também para países como Espanha e Portugal: se você vir uma dessas lojas em uma igreja, ENTRE E COMPRE COMIDA. QUALQUER UMA, ou até duas, sei lá.

 

(continua no próximo post, este já está bem grande)

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dia 01 - Firenze

 

após o por-do-sol propriamente dito, desci de San Miniato até as margens do Arno. Passei novamente pela Piazza Michelangelo, que continuava cheia.

Perambulei um pouco pelas ruas de Otromano e voltei para o meu lado do rio caçar algo pra comer. Pronto, experimentei meu primeiro panino e o primeiro Chianti (horrível, diga-se de passagem. Relutei pra tomar outros, até aprender que não é qualquer Chianti que é bom).

 

Meu hotel ficava, como já disse, pra lá de bem localizado. 3 quadras do Duomo tá bom pra vocês? Pra mim tava, bom demais da conta, inclusive. Descansei um pouco e fui conferir o Mercado Central de Firenze (o pop, não o raíz)

 

Pausa para ""mercados"" na Europa.

Muitas cidades na Europa tem mercados voltados exclusivamente para comidas gourmet. São como praças de alimentação com diversos stands, em que cada um oferece uma comida mais gostosinha que o outro. Os caras fazem uma bela duma curadoria do que tem de melhor na cidade em termos de culinária local/chefs badalados e oferecem opções ""fast food"", digamos. O Mercado Time Out de Lisboa é assim, bem como o de San Miguel em Madrid - isso para citar dois. O de Firenze é a mesma coisa.

O ponto chato, para mim, é que, apesar da comida ser muiiiiito boa, o ambiente é deveras shopping center. O de Firenze, por exemplo, tem até TELÃO. Ah claro, outros pontos negativos são os preços (muitas vezes inflacionados) e a presença maciça de turistas no lugar.

Confesso que fui para o de Firenze sabendo que ia encontrar algo do tipo. Mas primeiro dia de viagem, né, amores? Bora pagar 6 euros num negroni (delicioso, diga-se de passagem) e ser feliz.

 

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Pensei que o Negroni seria o meu drink da viagem. Mal sabia eu que cairia de amores pelo <3 spritz <3 em Veneza.

 

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Salada com burrata, azeite e tomate. A moça perguntou se eu queria colocar aceto balsamico. Relutei, mas topei. Mal sabia eu que cairia de amores pelo <3 aceto balsamico <3. Gente, não tem nada a ver MESMO com o nosso e olha: combina com tudo.

 

Confesso que mesmo fazendo a hipster que repudia essas coisas turísticas, voltei para o mercado outro dia. Comida gostosa, Wi-fi, ar condicionado e banheiro limpo? opa!

 

Bem alimentada, fui dar o meu rolê noturno. O Duomo fica mais bonito de noite e MUITO MAIS BONITO com um gelato.

 

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A foto tá ruim, mas juro que o gelato de cenoura com hortelã com esta vista era muito melhor ao vivo. Ju-ro.

 

Meus relatos não tem um relato detalhado de CADA lugar que eu comi, mas esta gelateria em especial merece um parenteses.

Só de passar na porta você já percebe que o lugar é especial. Os quatro motivos que me levaram a conhecer esse pedaço do paraíso:

- tá na frente do Duomo

- eles fazem a casquinha NA HORA e o cheiro DELICIA que sai lá de dentro faz você ir até lá feito o pica-pau seguindo cheiro de fumaça de comida

- a fila com direito a senha, mesmo às 23h.

 

http://www.edoardobio.it/

 

Taí o link para quem quiser. O gelato deles é biológico, fresquíssimo e a casquinha é feita na hora. Tem sabores diferentes, todos deliciosos.

 

Voltei pra dormir, felizona da vida.

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dia 02 - Firenze

 

Quando programei meu roteiro, reservei 04 noites para Firenze. Sabia que a cidade era pequena, mas sabia também que tinha bastante coisa para ver. Tendo que reservar com antecedência dois museus e me programando para um bate e volta, deixei o meu segundo dia para ver mais lugares, com calma.

 

Mesmo cansada com o fuso e o vôo, resolvi acordar cedo porque geral falava nos foruns que "Firenze é um formigueiro de gente, você precisa acordar cedo pra ver tudo sem ser levada pelo tsunami de orientais e de paus de selfie".

Talvez eu tenha tido sorte com o tempo E com a quantidade de gente - muito menor do que eu esperava. Ou talvez eu só tivesse apaixonada pela cidade, vai saber?

 

Tomei um espresso num bar e sai andando pela cidade.

 

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Tem que passar trocentas e quinze vezes pela Ponte Vecchia. Cada vez a luz incide nela, nos prédios e no rio de maneira diferente.

 

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Piazza della Republica. Lá pelas 9am você consegue sentar tranquila com seu gelato e vê-la inteirinha sem tanta gente

 

Lembrei-me, então, que tinha essa feirinha de comidinhas e artigos franceses próximos à Santa Maria Novella. Desencanei que estava na Itália e comi um pão de azeitona numa barraquinha e uns dan-tops (aka: teta de nega ou nha-benta pros ricos) de limão siciliano, de framboesa e de sei lá mais que. Também carocei um pouco numa barraquinha de sabonetes de Marseille porque gente, pagar 8 euros num sabonete?

 

Também fui praquelas bandas porque queria visitar uma perfumaria muito famosa, a Santa Maria Novella.

- muito famosa per che?

- R: http://italiana.blog.br/perfumaria-santa-maria-novella/

 

Falhei em encontra-la por conta própria e recorri ao escritório de turismo, que fica em frente à Estação Central. Negócio organizado, com fila, senha e tudo. Atrás de mim, três brasileiros perdidos porque tinham que ir ao aeroporto Americo Crepúsculo e não sabiam como. hahaha.

 

Mapa na mão com um circulinho na tal perfumaria, lá cheguei.

Gente, vale super a pena visitar.

 

Uma das coisas mais legais de Firenze e de Venezia, pra mim, foi ver que você entra num prédio que você não dá nada e daí...é transportado para outro mundo.

A tal perfumaria, como o link que eu passei já disse, é super antiga. O prédio é maravilhoso, o cheiro é divino e os preços são abusivos. Carocei mais um pouquinho lá e fui em direção ao meu objetivo do dia, o Museu Galileo Galilei.

 

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ó só como as cores mudam.

 

O Museu Galileo Galilei foi, para mim, um dos mais legais que visitei nesta viagem. Se você gosta de ciências, se adora artefatos de cientistas malucos, se é um engenheiro/químico/físico/biólogo, se você está com crianças, se você quer entrar na vibe de que Firenze sempre foi uma PUTA POTÊNCIA do conhecimento humano...enfim, se é um curioso, vá!

 

Ah, se você gostou do Deutsches Museum de Munique, vá. E ah: se você gostou deste, vá ao Deutsches Museum de Munique, tendo a chance =)

 

Por 8 euros, você tem acesso a um mundo de cacarecos de todos os bambambam das ciências. Astrolábios, compassos, globos terrestres, máquinas que testam movimentos em planos inclinados, pendulares, torres de água, tubos de ensaio...Além de todos os equipamentos, muitos deles tem videos explicando a teoria por tras de tudo. Maravilhoso!

 

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Um plus a mais que só os museus de Firenze podem te proporcionar: vistas de Firenze <3

 

No final da visita, o museu conta com um espaço interativo muito legal.

 

Chequei meu mapa e vi que eu estava próxima ao Mercado San Broggio. Esse mercado, diferentemente do Centrale, era mais "regional". Queria comer uma pasta-delícia por um preço baixo e num lugar sem vuco-vuco. Encontrei o lugar, escolhi o prato (após trocentas suposições do que catzo querem dizer todas aquelas palavras em italiano) e fui pra fila.

Foi então que percebi que na Italia os horários de comida são levados a sério.

=(

Não tem choro. Os lugares lá fecham no horário que tem que fechar (13h ou 14h? sabe deus, meu fuso tava todo zoado).

Lição dada, lição aprendida. A partir daí, todo lugar de comida que eu via eu procurava os horários de funcionamento.

 

Dica dica: Os horários são "flexíveis" na Italia, mas isso quando você está numa estação de trem ou no ponto de ônibus. Em osterias, tratorias, ristorantes e lojas, nego leva muito a sério. Muitos encerram o almoço antes das 14h e o jantar antes das 22h. Quanto às lojas, muitas fecham para uma espécie de """siesta"", que dura de umas 13h até umas 15h30. Em Veneza o buraco é bem mais embaixo e você precisa ficar atento pra não passar fome (((ainda vou chegar lá!)))

 

Precavida que sou, havia salvado algumas recomendações que li no meu cel e, de acordo com o meu mapa, estava próxima ao """"melhor panino da cidade""""".

Acho que passei batido no lugar umas 3 vezes. Era muito pequeno e simples, não imaginei que tivesse algo dentro daquela porta.

 

Senhoras e senhores, apresento a vocês:

 

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O melhor panino da cidade. Tem presunto parma, queijo pecorino, alcachofra e um bando de azeite (do bom) e pimenta do reino. E um pão mais fofinho que o seu travesseiro. Bom, na realidade o negócio era tão grande que era do tamanho de um travesseiro.

Quanto às escolhas do recheio, não me julguem: tentei entender a lógica de montar esse sanduiche e a moça do caixa não entendeu. Um simpático freguês resolveu me ajudar e meio que escolheu isso tudo aí. Tudo isso, claro, naquela conversação toda típica. Obrigada, simpático freguês. Mandaste muito bem.

 

Já deu pra perceber que na Italia fome ninguém passa, né? Se um restaurante te fecha as portas, comidinhas de rua abrem portais.

 

Fiz meu lanchinho com uma Birra Moretti num banquinho do Duomo (já havia adotado aquele lugar como meu), observando o movimento.

 

(continua. post grande)

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Juliad, acompanhando! Está muito bom o seu relato (e está me ajudando a sonhar um pouquinho mais com a Itália!)

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