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Peru - 22 dias por Cusco, Salkantay, Arequipa, Huacachina, Lima e Huaraz - Setembro e Outubro de 2016


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Bom dia!

Adorei o relato e as dicas. Pretendo fazer esse roteiro com meu marido em novembro. Qual o valor total que vocês gastaram (pode ser aproximado)? Obrigada!!!!!!!

 

Olá, Gláucia! Essa é uma boa pergunta que já me fizeram no inbox. Cada um gastou US$ 1.650 durante toda a viagem, incluindo passagem aérea, transporte de uma cidade pra outra, hospedagem, alimentação passeios, tudo....

 

Ou seja, o custo total da viagem foi de US$ 1.650 por pessoa

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Exceleeente ralato. Exatamente o roteiro que pretendo fazer em setembro.

 

Agora algumas perguntas:

 

1 - vc recomenda mesmo o mês de setembro? Machu Pichu estava relativamente com pouca gente? Fez muito frio?

 

2 - Gostaria de indicação das roupas que sua namorada usou na trilha Salkantay.

 

3 - Estou na fase de comprar a bota. Sei que tem que ser impermeável. Porém, tem muita gente recomendando, além da característica de impermeabilidade, ser Gore Tex (respirável). As botas Gore Tex são mais caras.

 

Dessa forma, sua bota deu conta do recado na trilha? Deu bolha? Se puder passar o link da bota da sua esposa tbm, só pra eu ter uma noção do que usar.

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Exceleeente ralato. Exatamente o roteiro que pretendo fazer em setembro.

 

Agora algumas perguntas:

 

1 - vc recomenda mesmo o mês de setembro? Machu Pichu estava relativamente com pouca gente? Fez muito frio?

 

2 - Gostaria de indicação das roupas que sua namorada usou na trilha Salkantay.

 

3 - Estou na fase de comprar a bota. Sei que tem que ser impermeável. Porém, tem muita gente recomendando, além da característica de impermeabilidade, ser Gore Tex (respirável). As botas Gore Tex são mais caras.

 

Dessa forma, sua bota deu conta do recado na trilha? Deu bolha? Se puder passar o link da bota da sua esposa tbm, só pra eu ter uma noção do que usar.

 

Que bom que curtiu o relato e que ele está podendo ajudar, Érica. Vamos ver se consigo responder suas perguntas..

 

1 - Eu achei a época boa. Em relação ao tempo, praticamente não pegamos chuva. Na trilha salkantay, o maior aperto foi na primeira noite, quando estávamos acampando e fez -2º. A roupa ajudou bastante, mas, se pudesse voltar no tempo, eu teria um saco de dormir mais quentinho, acho que faria uma bela diferença. Pegamos um pouco de chuva alguns dias durante a trilha, mas tudo coisa rápida e a terceira camada segurou legal. Machu Picchu estava bem cheia, mas parece que sempre está...rs.. Como ficamos lá o dia inteiro (desde o primeiro minuto até o último possível), conseguimos pegar uma parte mais vazia. No final da tarde já estava bem mais vazia. Pelo que ouvi dos guias de lá, em julho e agosto fica bem mais cheio. Uma dia é tentar deixar pra ir pra Machu Picchu em um dia de semana, se as suas passagens e seu roteiro permitirem.

 

2 - Boa pergunta! Foi uma das coisas que eu senti falta no meu relato depois, deveria ter colocado lá no início, no primeiro capítulo. O melhor custo benefício que achamos foi no site da Decathlon mesmo. O que cada um de nós comprou foi: 2 calças 1ª camada (2ª pele), 2 camisas 1ª camada (2ª pele), 2 calças de 2ª camada (fleece), 2 camisas (casacos) de 2ª camada (fleece), 1 calça de 3ª camada (corta vento e chuva), 1 camisa (casaco) de de 3ª camada (corta vento e chuva), meias para trilha (não sei se fizeram tanta diferença) e 1 bota. O importante da 3ª camada é ser corta vento e impermeável; As roupas de 1ªcamada pegamos pela disponibilidade do site mesmo e pelo preço.. da 2ª camada a minha noiva comprou uma muito boa, que ela gostou bastante:

 

http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/roupas-femininas-de-trilha-e-trekking/camada-2-fleece-pullover-e-softshell/blusa-de-trilha-forclaz-500-mulher-preto?skuId=881699

 

No site da Decathlon está bem organizado em:

1ª camada: http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/roupas-femininas-de-trilha-e-trekking/camada-1-tempo-frio?order=price_sort&dir=ASC&

 

2ªcamada: http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/roupas-femininas-de-trilha-e-trekking/camada-2-fleece-pullover-e-softshell?order=price_sort&dir=ASC&

 

3ªcamada: http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/roupas-femininas-de-trilha-e-trekking/camada-3-jaquetas-impermeaveis-leves?order=price_sort&dir=ASC&

 

Meias: http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/acessorios/meias-de-trilha?order=price_sort&dir=ASC&

 

Botas: http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/calcados-femininos

 

3 - Sobre as botas, quase todos do grupo compraram a bota ARPENAZ 100 impermeável, que estava com o preço muito bom e foi muito aprovada. Quanto a esse modelo de bota posso dizer que foi uma boa escolha, pois aguentou bem a trilha e todos os quesitos e foi super confortável. E olha que eu tinha torcido o pé pouco antes da viagem, então estava bem inseguro na pisada.

No caso específico da minha noiva, ela não encontrou essa bota no tamanho dela (se puder ir a uma loja da Decathlon, tem muito mais opções), então acabou comprando uma Timberland, que não lembro o modelo, mas aguentou bem a trilha também, mas era mais cara. O fundamental é comprar uma impermeável.

Sempre bom lembrar que vale usar a bota antes da viagem pra dar uma amaciada. Eu não tive tempo pra isso, mas percebi que a bota ficou bem mais confortável no decorrer da viagem. Enfim, em relação à bota, recomendo fortemente esse modelo ARPENAZ 100 impermeável. Aguentou super bem e tem um preço bom.

 

Também é bom levar um gorrinho para dormir nos dias frios.. e eu gostaria de ter levado uma luva impermeável também (em Huaraz passamos um sufoco porque a nossa ficou molhada com a chuva e estava muito frio).

 

Outra dica importante: levar todo o tipo de remédio para a trilha. Muita gente precisou de remédio pra enjoo, piriri, dor de cabeça, cólica... muita coisa. Sempre bom estar precavido para uma situação como essa.

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Para ter uma noção, realizando o roteiro exposto, quanto reais custou?

 

caiogontijo, todo o nosso gasto na viagem foi de US$ 1650 por pessoa, incluindo a passagem aérea, as passagens de ônibus pelo Peru, as hospedagens, passeios, lembranças... tudo.

 

Também gastamos antes da viagem comprando roupas e equipamentos no site da Decathlon para as trilhas, que deve ter dado em torno de R$ 700 ou R$ 800 pra cada um

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  • 2 semanas depois...
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Fechamos a trilha com a empresa Liz's Adventure e gostamos muito, ela foi super prestativa e tudo aconteceu muito bem e conforme o combinado. Pagamos US$ 180 cada um pela trilha sem o ingresso para Machu Picchu (já havíamos comprado pela internet), que foi o melhor preço que encontramos por lá. Com o ingresso pra Machu Picchu fica US$ 40 mais caro.

 

Pedro, foi tranquilo bater a data do ingresso de Machu Picchu (que acredito foi comprada com antecedência) com a data do fim da trilha? Digo, você comprou a data do ingresso para dia X e se programou para começar a trilha 5 dias antes, é isso? As saídas para Salkantay são diárias? Não corre o risco de haver divergência entre o ingresso e o último dia da trilha?

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Pedro, foi tranquilo bater a data do ingresso de Machu Picchu (que acredito foi comprada com antecedência) com a data do fim da trilha? Digo, você comprou a data do ingresso para dia X e se programou para começar a trilha 5 dias antes, é isso? As saídas para Salkantay são diárias? Não corre o risco de haver divergência entre o ingresso e o último dia da trilha?

 

Olá, Raquel.

 

Compramos a entrada para Machu Picchu e Huayna Picchu com certa antecedência (cerca de dois meses) para o dia 25 de setembro. Chegando em Cusco, começamos a procurar empresas para fazer a trilha começando no dia 21 de setembro (já que o 5º dia seria a visita a Machu Picchu). Todas as empresas que procuramos tinham disponibilidade para essa data. A impressão que tive é que a trilha sai todo dia.. e olha que setembro nem é a época mais concorrida por lá.

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    • Por Juliana Dassoler
      Pessoal, alguem ficou hospedado dentro do parque nacional huascaran no Peru ao inves de ficar em Huaraz? 
      Vale a pena? 
      Abs, 
    • Por roteiroviagemdemochileiros
      A Cidade de Machu Picchu já está aberta pra visitações. Mas primeiramente você precisa responder essa pergunta: Você quer somente visitar a cidade de Machu Picchu ou quer também subir alguma das montanhas do Parque??? Essa resposta é importante pra definir que tipo de ingresso você irá comprar, pois existem três tipos de entrada/ingresso. Lembrando que fica inviável subir as duas montanhas no mesmo dia. 
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      Em setembro de 2018, fizemos uma viagem ao Chile e Peru.
      Roteiro - 24 dias
      São Paulo > Santiago > Valparaíso > San Pedro do Atacama > Tacna > Arequipa > Cusco > Ollantaytambo > Aguas Calientes > Machu Picchu > Cusco > Lima.
       
      Começamos nossa jornada no Chile, em Santiago, Valparaíso e San Pedro do Atacama, cujos relatos seguem abaixo:
       
       
      No ônibus das 20:30, deixamos San Pedro do Atacama em direção a Arica, cidade chilena fronteira com o Peru. Seriam 8 horas de viagem, que à noite tínhamos esperança de sequer vermos passar. Com o coração apertado de deixar aquele lugar que tinha acordado tanto dentro de nós, nos despedimos do céu mais estrelado do mundo prometendo, para o Universo e uma para a outra, que voltaríamos logo, em breve, a tempo de não esquecermos toda a emoção que sentimos, nem de deixarmos a brutal rotina do acordar-trabalhar-dormir nos transformar em marionetes que fazem o uso da palavra "sabático" para justificar o tempo em que resolveram ser felizes. Logo nós, que tínhamos acabado de enxergar o não tamanho do mundo.
      Chegamos em Arica ainda escuro. Claudio (amigo que fizemos no Atacama, junto com seu fiel cão Lucky, artista plástico de Valparaíso que, cansado do mesmo todo-dia da vida e do consumo sentimental das relações obrigatórias, encontrou em San Pedro um porto. Breve e temporário.) tinha nos dito que, ao chegarmos, deveríamos atravessar a rua para a outra rodoviária, a internacional, onde poderíamos pegar um ônibus para o Peru. Foi uma ótima dica, ou teríamos ficado perdidas na escuridão da falta de informação e sinalização.
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      Em Tacna você vira a esquina e se depara com uma padaria a céu aberto no meio da rua! Carrinhos de pães perfumam o entardecer e nos transportam para uma imaginada infância peruana. Foi ali que também comemos o melhor hambúrguer de cordeiro da nossa vida. No "Cara Negra", uma sanduicheria especializada em cordeiro, que eles criam lá mesmo no sítio atrás do bar. É descolado e tem drinks deliciosos. Faz valer a visita na cidade.
      Por todos os lugares que passamos, sempre procuramos pelo Mercado Central, que é onde encontra-se a essência do local. O Mercado Central de Tacna é imperdível. Tem de tudo. Especiarias, ervas, carnes, queijos, farinhas, biscoitos, frutas, verduras, doces, produtos de limpeza e muitas, muitas casas de sucos. Na "Juguería Sra Rosita", uma simpática senhora de sorriso frouxo e vontade de conversar, tomamos maravilhosos sucos de melão e de morango, muitíssimo bem servidos, de ficar na memória. Conhecemos também Miguel, dono de uma barraca de remédios de plantas medicinais, que sabia a erva ideal para absolutamente todo tipo de enfermidade.
      Ao caminharmos de volta para o hotel, bem encantadas com a surpresa de Tacna, uma vendedora nos parou para oferecer azeite. Ao agradecermos e sorrirmos, ela trocou a oferta para um branqueador dental. Talvez por marketing, ou pela já citada fixação por dentes perfeitos dos habitantes da li. Tomara. 
      Por fim, antes de partirmos, passamos por uma casa roxa, um centro de, como dizia a placa, "Magia y Diversión". Sem isso, qual seria mesmo o sentido de tudo? Com a delicadeza dessa mensagem tão sutil e necessária, seguimos nossa viagem em direção a Arequipa.
       







       
       
      - Onde ficamos:
      Ficamos no Nice Inn Tacna, no centro da cidade, com atendimento muito cordial. As pessoas são super simpáticas, o quarto era confortável, chuveiro quente e café da manhã bem simples. 
      Nice Inn Tacna - Av Hipólito Unanue 147, Tacna 23001, Peru / Telefone: +51 52 280152 / booking.com/hotel/pe/nice-inn-tacna.es.html - Onde comemos:
      Cara Negra - Cnel. Bustios 298 / Telefone: +51 952 657 540 / @caranegraoficialtacna / facebook.com/caranegraranchosanantonio/ - Onde fomos:
      Mercado Central de Tacna - Calle Francisco Cornejo Cuadra 809, Tacna 23003, Peru Plaza de Armas - Paseo Cívico de Tacna, Tacna 23001, Peru  
       Seguimos para Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Aguas Calientes, Machu Picchu e Lima, que detalharemos em post separados. 
      https://www.instagram.com/trip_se_/
    • Por divanei
      HUACACHINA - PERU
       
                Pela janela do ônibus vão nos saltando aos olhos uma paisagem desoladora, como se uma guerra nuclear tivesse destruído e acabado com tudo. Minha esposa já havia me interpelado uma dezena de vezes o porquê de estarmos nos dirigindo para o sul do Peru, numa paisagem feia de dar dó , ainda mais depois de termos passado uma dezena de dias espetaculares, com paisagens de sonhos, junto à Cordilheira Branca , na região de Huaraz.

               
                Me mantive firme no meu propósito e ao invés de deixar que o desânimo tomasse conta de mim, me concentrei no outro lado do ônibus , onde o Oceano Pacífico insistia em nos dizer que o deserto não era tão feio quanto parecia. Mas não era a paisagem natural que nos assolava a alma e sim as construções e habitações dos povoados e pequenas cidades, casas cobertas de palha ou sem uma cobertura de telhado, apenas uma laje apinhada de tranqueiras e ferros espostos, coisa feia de se ver, toda empoeirada, numa sujeira desgostosa, praticamente sem nenhuma árvore.

       
                A falta de telhado era mais do que justificável, muito porque estávamos em meio ao deserto, onde praticamente não chove e mesmo na capital do país não há telhados, não como temos no Brasil. O ônibus que pegamos custou uma ninharia, não mais que 25 reais para 6 horas de viagem, mas foi pegando gente a laço pelo caminho, num sobe e desce interminável e mesmo no outono, fazia um calor dos infernos, sem ar condicionado ou qualquer outra mordomia, mas era o preço pela economia. Vendedores entravam a todo momento, vendendo de tudo que se possa imaginar, principalmente comida e petiscos, alguns com uma cara muito boa, outros nem tanto.

                Já era começo de tarde quando desembarcamos em ICA, uma cidade até grande se comparada ao porte dos vilarejos que passamos, mas o trânsito caótico, com carros barulheiros e tuk-tuk espalhados para todos os lados. Com as cargueiras gigantes nas costas, fruto das bugigangas compradas na Cordilheira, saímos à procura de um restaurante para almoçar, mas se tem uma coisa que peruano gosta, é comer, e achar algo vazio que conseguisse nos atender foi quase impossível. Minha mulher já estava emputecida pela situação, pela viagem extremamente cansativa, mas muito mais pela paisagem, do qual ainda não compreendia porque havíamos andado tanto para ver coisa alguma que prestasse.
                Por fim, resolvi logo abandonar Ica e me dirigir para o nosso destino, o objetivo daquela viagem, e embarcamos no primeiro taxi que nos abordou, uma lata velha caindo aos pedaços, que por uns 8 reais, chacoalhou por 5 km até nos desovar no meio do Deserto, num vilarejo cercado de Dunas Gigantes e com uma lagoa no meio e as caras carrancudas, deram lugar a um sorriso de orelha a orelha em meio à uma das mais belas paisagens do mundo, HUACACHINA era nossa.

       
                 O Oásis é um lugar turístico e como tal, também pratica preços muito acima de outros lugares no Peru, ainda mais por ser fim de semana, mas foi só dar uma volta no minúsculo lugar para conseguir algo que coubesse no nosso bolso. O problema é que as coisas são tão baratas no Peru, que já havíamos nos acostumados com um padrão de preço e os 80 reais pagos na hospedagem nos pareceu uma fortuna, mas quando entramos no hotel e nos deparamos com uma acomodação chic , com banheira e até uma cozinha, minha esposa se alegrou de uma tal maneira que acabei achando que foi barato e comparado as hospedagem no Brasil, foi mesmo uma pechincha.

       
       
       
       
                Tomamos banho e fomos conhecer o vilarejo. As dunas são as mais altas do nosso continente e é quase impossível tirar os olhos delas, numa paisagem surpreendentemente diferente de tudo que vimos na vida. O lago e suas palmeiras dão um charme especial, ainda que hoje digam que ele é abastecido artificialmente. Como é um lugar turístico, é todo cercado de lojas, bares, hotéis, agências de turismo e todo tipo de comércio. Como é final de tarde, todo mundo se dirige para o alto de alguma duna para apreciar o pôr do sol, mas nós estávamos bem cansados e deixamos isso para o dia seguinte. Outra coisa que é um sucesso por ali é o passeio de bug, mas não são esses bugs mequetrefes que temos no litoral do Brasil não, são monstros construídos para destruir as dunas, mas nós mesmo não estávamos a fim de chacoalhar pelo deserto, já estávamos acostumados com nosso modesto 4 x 4 e em se tratando de emoção, nosso NIVA não ficava devendo nada para aqueles transformes peruanos.
                Depois que jantamos eu já deslumbrei dar a volta nas dunas no dia seguinte, coisa que minha mulher caiu fora, não passava pela cabeça dela levantar às 6 da manhã para escalar dunas de areia. Então no outro dia bem cedinho, apanhei minha mochilinha, coloquei uma garrafa d’água, uma máquina fotográfica, um lanche e assim que ganhei a rua, já enfiei os pés na areia e fui ganhando altitude. Mas era um passo para cima e dois passos para trás e mesmo ainda sendo nas primeiras horas da manhã, a areia fervia de tão quente e me senti um beduíno no meio do deserto.
                Aquela era a primeira experiência minha escalando uma duna e não demorou nadica para perceber que acabei subestimando aquele monumento natural. A areia quente começou a fritar meus pés e como estava apenas de sandálias, comecei a ficar desesperado. Parava às vezes e cavava um buraco na areia, tentando buscar um terreno menos quente, mas isso pouco resolvia, então a única coisa que consegui pensar foi a de colocar nos pés numa capa de saco de dormir que acabou ficando dentro da mochilinha e um saco de batatas fritas aluminado, aí eu já estava no desespero, meus miolos já haviam fritado também ou eu chegava logo no topo da duna ou tava morto.
       
       
                Do alto da grande muralha de areia o mundo se modificou. Lá embaixo o Oásis de Huacachina parecia uma pintura de um quadro e ao meu redor, o deserto parecia ter me introduzido dentro de um romance passado no Saara. O vento levantava uma areia fina e mesmo o sol queimando meus pés, ainda assim o encanto era maior que aquele sofrimento momentâneo. Cavei um buraco ainda maior e nele me enfiei, dando alívio aos meus pés e assim tive um maior conforto para apreciar aquela paisagem que talvez eu jamais veja novamente, talvez não com aquela proporção. Mas a minha intenção era a de dar a volta no oásis, então peguei minha mochilinha, tomei um gole d’água e parti, agora caminhando em nível, galgando as lombadas do terreno até que ser obrigado a abandonar a duna e quebrar à direita em direção aos bugs estacionados perto de um outro pequeno oásis.

                Perco altura lentamente, mas logo sou obrigado a despencar barranco à baixo porque a areia quente volta a fritar meus pés. O sofrimento recomeça e me vejo em desespero novamente, mas dessa vez o negócio ficou sério, então corro feito um calango do deserto até que chego à sobra de um dos bugs gigantes. Poderia muito bem abandonar aquela caminhada e a partir dali, voltar novamente para o hotel seguindo a trilha de areia que desce ao vilarejo, mas não vou arregar tão cedo.
                Continuo subindo até que passo pela caixa d’água instalada nesse selado de dunas, tomo um fôlego, ajeito a proteção tosca que havia colocado nos pés e sigo subindo até que alcanço de vez o cume mais alto daquele mostro de areia. São impressionantes o tamanho e a altura dessas dunas, de onde posso avistar povoados distantes, perdido num mundo árido e seco, sem árvores e totalmente desolados. Mas é justamente isso que torna esse oásis tão espetacularmente belo, é um sopro de vida no meio do caus. 

                Minha água acabou, o sol já destrói minha pele, mas mesmo assim continuo caminhando, agora em nível sobre o cume da duna, quase completando os 360 graus ao redor de Huacachina, mas antes que esse ciclo se feche, resolvo fazer algo inusitado: despencar da duna mais alta do nosso continente, ao invés de ir perdendo altura lentamente em direção ao vilarejo. Aos saltos e aos pulos, vou escorregando rapidamente, quase sem controle e quando a força da gravidade resolve fazer troça da minha pessoa, perco o controle totalmente e saio rolando desgovernadamente. Uma hora vejo o céu, outra hora vejo areia, outra hora o topo da duna, outra hora já não vejo mais nada. Meus olhos, meu nariz, minha boca foi tomada pela areia fina. Minha mochila e minhas sandálias se perderam nas dunas e eu virei passageiro do além e do acaso. Miséria dos infernos!!!! Sou um homem humilhado. Me levanto da surra e procuro saber onde estou e quem sou eu e logo  um monte de turistas, que estão passando nos pés das dunas me fazem recobrar a memória. Os japoneses ficam rindo e apontando para mim e eu apenas faço cara de paisagem, viro as costas e volto a subir a duna atrás dos meus pertences, só não encontrei minha dignidade. Recolho tudo e volto a descer até chegar a um chafariz no vilarejo, onde aproveito para lavar meus olhos, enquanto eu próprio não me contenho e caio na gargalhada com o ocorrido.
                Quando chego de volta ao hotel, sou obrigado a me jogar dentro de uma banheira de águas frias e por lá ficar até que meus pés se acalmem das queimaduras e eu consiga me livrar de toda areia que foi entrando em cada orifício. Resolvido o problema, saímos para um passeio mais demorado. É possível nadar no lago ou mesmo andar com umas canoas ou pedalinhos, mas eu queria mesmo era experimentar uma descida de sandboard, uma espécie de surf na areia, onde você pode alugar uma prancha pagando míseros 5 reais por 1 hora. Eu já havia feito isso uns 20 anos atrás nas praias da Joaquina em Florianópolis, mas havia me esquecido que não era tão fácil parar em pé como eu pensava e só fiz cair naquela desgraça, rolar sem rumo e encher meus olhos e meu nariz novamente de areia. Mas já que havia fracassado no surf de areia, ficamos por lá para assistir ao pôr do sol, isso sim era sucesso garantido.
                Huacachina é mesmo especial, um lugarzinho legal para descansar , experimentar umas comidinhas diferente ou simplesmente não fazer nada e como não fazer nada já começa a me irritar, tratamos logo de pegar nossas tralhar e picar a mula para outras paragens, fomos rumo ao Oceanos Pacífico, lá para as bandas de Paracás, outro lugarzinho lindo, com caminhadas e pedaladas para belas praias de águas geladas, onde pelicanos fazem sua morada, mas essa é outra história, o certo é que uma viagem ao Peru tem a capacidade de mudar sua visão de mundo para sempre, ninguém vai ao Peru e volta a mesma pessoa.

       
       



               
               
       

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