Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Peça ajuda, compartilhe informações, ajude outros viajantes e encontre companheiros de viagem!
    Faça parte da nossa comunidade! 

laysmiranda

Deserto do Atacama e Uyuni em 15 dias - Setembro de 2016

Posts Recomendados

Eu e meu namorado somos de Pouso Alegre, sul de Minas Gerais. Pesquisei muito qual seria a melhor maneira de chegar até Uyuni, partindo do Brasil, e acabamos nos decidindo por fazer o que a maioria das pessoas faz: ir até Calama de avião, hospedar em San Pedro de Atacama e fazer o tour de 4 dias pela Bolívia, voltando ao Chile no 4º dia. Outra opção que teríamos seria chegar pela Bolívia e fazer o caminho contrário. Apesar da passagem de avião ser mais barata (Guarulhos a La Paz), a opção para chegar até Uyuni seria um ônibus de muitas horas, e achamos que não valeria a pena. No final das contas, compensou mais chegar pelo Chile também para driblar melhor o mal de altitude, uma vez que SPA (San Pedro de Atacama) fica a 2.000m de altitude e La Paz a 3.600m.

IMG_0007.jpg.33fdad04ccf35e5e6eb3f6c3d1db27f2.jpg

Pouso Alegre fica a 200km de São Paulo, e as passagens partindo de Guarulhos para Calama estavam mais em conta que partindo de Viracopos (Campinas). Compramos a passagem no início de junho, pelo site da TAM, para ir no dia 18/setembro e com retorno no dia 01/outubro. Pagamos RS1.345,50, com as taxas inclusas, fazendo escala em Santiago. Achei razoável o valor. O único inconveniente é a escala grande em Santiago: na ida pegamos uma escala de madrugada, passando 5h no aeroporto; na volta pegamos uma escala por toda a noite, passando 12h (preferimos não pagar mais uma noite de hospedagem e nos viramos como deu pelo aeroporto mesmo) e partindo no começo da manhã. Foi um inconveniente calculado, porque muitas pessoas costumam ficar 3 ou 4 dias em Santiago também, o que diminui esse desconforto. Como já conhecíamos Santiago, preferimos só fazer a escala mesmo. Tem quem compre a passagem de Guarulhos a Santiago e deixa pra comprar de Santiago a Calama no aeroporto mesmo, mas achei arriscado pagar um valor muito alto.

 

Então, resumindo os valores por pessoa que paguei de passagem:

* Viação Santa Cruz - Pouso Alegre a São Paulo, ida e volta: R$92,00

* Airport Bus Service - rodoviária Tietê a aeroporto Guarulhos, ida e volta: R$93,00

* LATAM Guarulhos a Calama, ida e volta: R$1.345,50

* Trans Licancabur - aeroporto Calama a SPA, ida e volta: R$95,00 (comprando ida e volta juntos)

TOTAL: R$1.625,50

 

Enquanto planejava a viagem, pesquisei aqui no Mochileiros e no grupo do Facebook por indicação de hospedagem em San Pedro de Atacama, bem como de agências para fazer os tours por lá e pela Bolívia. Entrei no Booking e pesquisei os hostels indicados aqui e com vagas disponíveis para a data da minha viagem, selecionei alguns e mandei no meu e-mail. No dia que resolvi fazer minha reserva, quase não tinha mais vaga em nenhum desses hostels selecionados! Realizei nova busca pelo Booking e pelo Mochileiros, até encontrar o Hostal Tuyasto, com diárias a US$40 o quarto privativo para casal.

IMG_0301.jpg.1809add3ea9d96d57cf1661f90460ba8.jpg

Ou seja, saiu a US$20 pra cada. Nesse hostel só existem quartos privativos, para 1, 2, 3 ou 4 pessoas; sendo alguns com banheiro privativo também. Selecionamos um quarto com banheiro compartilhado mesmo. O café da manhã era incluso no valor e só reservamos as 6 primeiras diárias, antes de ir para Uyuni. Preferimos verificar o hostel primeiro antes de fechar as diárias restantes, na volta da Bolívia.

IMG_0302.jpg.3ad04a11cdc366b19e30c9d33efa3241.jpg

O hostel nos surpreendeu muito positivamente! Fica a 600m da principal esquina de SPA: Caracoles x Toconao, de fácil acesso e a 100m da aduana. Tem mercadinho perto, é bem seguro, limpo e organizado. O chuveiro tem água quente de aquecimento solar e o banheiro é limpo diariamente. O quarto é quentinho também e o hostel bem sossegado. Gostamos tanto que acabamos reservado as últimas diárias lá mesmo, por CLP20.000 a diária pelo quarto de casal (aproximadamente R$100,00).

IMG_0003.jpg.285440691fe3126ecc200e825fc9d707.jpg

IMG_20161001_140112454.jpg.002fe54a4c09b0015e820dafecf01d90.jpg

IMG_0299.jpg.4bcac1b73db948b0b17868149d9bc502.jpg

Para quem quiser saber melhor, fiz uma avaliaçãodo hostel no TripAdvisor: https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g303681-d2628556-r424711010-Hostal_Tuyasto-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html#CHECK_RATES_CONT

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Quando estava planejando a viagem, praticamente em todos lugares que eu pesquisava nos indicavam que deixássemos para fechar os tours em San Pedro de Atacama mesmo. Pesquisei nomes de agências e troquei alguns e-mails com a Agência Juriques, com a Nataly ([email protected]). Pedi um orçamento para duas pessoas, que envolvesse os seguintes pontos turísticos: Valle de La Luna y La Muerte, Lagunas Altiplânicas, Piedras Rojas, Salar de Tara, Laguna Cejar, Geyser el Tatio. Ela nos passou o valor de CLP 70.000 por esses passeios, trocando somente o Salar de Tara pelo Salar de Atacama. E nos informou que se fechássemos mais um tour, esse teria 10% de desconto.

IMG_0305.jpg.19ccf553e635477d3608bb7724f77ab9.jpg

Reservamos nosso primeiro dia em SPA (19/09) para conhecer a cidade e ir até a agência fechar pessoalmente os passeios. Fomos muito bem atendidos pelo Roberto (se não me falha a memória o nome era esse mesmo), que apesar de tímido, foi bem solícito ao planejar com a gente nosso itinerário. Adicionamos o tour ao Salar de Tara, que custava CLP40.000 e negociamos/fechamos por 30.000. Ou seja, nosso pacote com a Juriques Tour ficou por CLP 100.000, o equivalente a R$500,00.

Reservamos as seguintes datas:

 

20/09 - terça-feira: Salar de Atacama + Lagunas Altiplânicas + Piedras Rojas (FULL DAY)

21/09 - quarta-feira: Valle de la Luna (a partir das 16h)

22/09 - quinta-feira: Geiser el Tatio pela manhã e Laguna Cejar pela tarde

23/09 - sexta-feira: Salar de Tara (FULL DAY)

 

Os passeios de terça, quinta e sexta-feira tinham café da manhã incluso, sendo que os passeios FULL DAY incluíam almoço também. Na Laguna Cejar são servidos snacks e pisco sour (uma versão industrializada da bebida, mas bastante gostosinha), e o único passeio sem comidinha é o tour ao Valle de La Luna.

Um costume corriqueiro das agências no Atacama é de realocar os turistas para outras agências, para ter "quórum" no passeio. O que notamos no decorrer dos dias é que a Juriques Tour REALOCA TODOS OS PASSEIOS, ou seja, NÃO TEM CARRO, rs. Não que isso tenha sido um inconveniente, mas acho importante ressaltar.

 

O primeiro passeio fizemos com a agência Atakama Cultura Aventura, com o motorista Cláudio e o guia Maurício. Era um full day, e segundo o Maurício essa era a especialidade dele e do Cláudio: os passeios de dia todo. No fim do dia, ele nos recomendou que voltássemos à Juriques Tour e solicitássemos que o passeio ao Salar de Tara fosse feito com eles novamente! Ficamos tão satisfeitos com o serviço deles que seguimos a dica do Maurício e solicitamos eles para o Salar de Tara mesmo.

Cláudio é um motorista prudente e que entende muito de seu carro, além de ter uma playlist ótima! rs.

Maurício é da Patagônia e mora a pouco tempo em SPA, é muito curioso e dá pra notar que ele gosta muito do que faz. Sempre chama a atenção pra algum detalhe da paisagem, contando as lendas dos vulcões e fotografando a paisagem.

 

Para o Valle de la Luna, fomos com a agência Terra Extreme, motorista Victor e guia Cristóbal. O Valle de la Muerte geralmente é feito nesse mesmo dia, mas como estão cobrando entrada, não está incluso com o de la Luna mais. Cristóbal explica razoavelmente bem, mas achei ele bem apressado. Terminamos esse passeio na famosa Piedra del Coyote.

Nesse mesmo dia, antes de sair pro tour, fomos à Cordillera Traveller (http://www.cordilleratraveller.com/) fechar o tour para Uyuni. Fomos atendidos por uma moça, mas esqueci o nome dela. Ela é muito bem informada e passa todas as diretrizes para nós. O tour de 4 dias e 3 noites sai por US$220,00 ou CLP 138.000, coisa de R$700,00, com 3 refeições diárias, transporte e estadia inclusos. Reservamos nossa vaga e pagamos ali mesmo, em dinheiro.

 

No dia seguinte, fomos para o Campo Geotérmico el Tatio, ver os geisers, novamente com a Terra Extreme. Dessa vez, Victor foi nosso motorista e guia, e ele sim manja pra caramba do lugar! Ficamos muito satisfeitos com as explicações dele, além dele ser um ótimo motorista também. No final desse dia, supostamente deveríamos ir à Laguna Cejar, mas chegamos às 14h de volta a SPA e estávamos bem cansados. Resolvemos dar uma chegadinha na agência e tentar reagendar esse passeio pra quando voltássemos da Bolívia. Conversamos novamente com o Roberto e acertamos que na próxima quinta-feira, dia 29/09, faríamos a Laguna Cejar. Sem custo, sem amolação, simples assim. Aproveitamos e solicitamos que o passeio do dia seguinte fosse com o carro do Cláudio e do Maurício, da Atakama Cultura Aventura.

 

Na sexta-feira ficamos na expectativa esperando o carro no hostel, torcendo para que nosso pedido tivesse sido atendido. Tocou a campainha e comprovamos: fomos atendidos ::otemo:: Maurício e Cláudio estavam a nossa espera! Mais um dia muito agradável, com uma paisagem de tirar o fôlego!

 

Voltando da Bolívia faríamos o tour astronômico também, com a SPACE Obs (http://www.spaceobs.com/es) por CLP 20.000, coisa de R$100,00. Esse tour é fechado no dia de sua realização, não do agendamento, porque depende das condições climáticas.

 

Nas próximas postagens darei mais detalhes de cada dia.

Os valores dos tours foram os seguintes, então:

Juriques Tour: CLP 100.000

Cordillera Traveller: US$220,00 ou CLP138.000

SPACE Obs: CLP 20.000

Total: CLP 258.000 ou R$1.220,00

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Para evitar que o mal de altitude estrague o seu passeio, o ideal é que vc faça os passeios de menor altitude primeiro, e depois vá subindo aos poucos. São Paulo fica a 760m acima do nível do mar, enquanto San Pedro de Atacama fica a 2.000m! Ou seja, já dá pra sentir os efeitos só de ficar na cidade mesmo. Os principais sintomas são dor de cabeça, enjoo, fadiga e falta de ar; mas também podemos apresentar outros sintomas de mal estar, como gases, por exemplo. O ideal é beber muita água (muita mesmo, até mais de 2L ao dia) aos poucos, comer comidas leves e evitar muito esforço físico, até que o corpo se acostume. Carne vermelha e bebidas alcoólicas devem ser evitadas também na noite anterior a um passeio de grande altitude, como o Geiser (4.200m) ou o Salar de Tara (4.265m). Acho importante ressaltar essas informações sobre altitude, porque elas interferem diretamente no seu aproveitamento em uma viagem dessas. Ninguém quer ficar trancado no carro porque está estourando de dor de cabeça ou com um enjoo do capeta, por exemplo. ::essa::

Bom, daí vocês devem estar indignados com o primeiro tour que fizemos ser justamente um tour de grandes altitudes (as lagunas altiplânicas ficam a mais de 4.000m). Explico pra vocês do mesmo jeito que o Roberto, da Juriques Tour, nos explicou e convenceu: até chegar nas lagunas altiplânicas a gente vai subindo lentamente e fazendo paradas no caminho, justamente para ir acostumando. De toda forma, comprei no dia anterior um pacotinho de folhas de coca secas, para mascar sempre que precisar. Encontrei um pacote compridinho por CLP500 (R$2,50) na Feira de Artesanatos que fica na pracinha de SPA.

IMG_0310.jpg.9dc1bbd54327aac066ec360a94883a07.jpg

O carro estava programado pra passar entre 7:00 e 7:30 na porta do nosso hostel, mas acabou atrasando um pouquinho e passando às 7:45. Nesse dia, fomos com a Atakama Cultura Aventura (https://www.facebook.com/atakamaculturaaventura, do motorista Cláudio e do guia Maurício. Eles fazem os passeios em um microonibus da Mercedez. Nem bem entramos no carro e eles já pararam no mercadinho que fica a menos de 50m pra cima do nosso hostel, pra gente comprar alguns snacks e água. Meu namorado, Douglas, desceu e comprou uma água da Nestlé de 6L, por CLP 2.000 (R$10,00). No dia anterior já tínhamos comprado barrinhas de cereal da Dr Oetker por CLP 200 (R$1,00) cada, e levamos para o tour.

Nesse dia, nossos companheiros de tour eram um grupo de meninas chilenas, uma família chilena, um grupo de holandeses que estava estudando espanhol em Santiago, um casal que acho que era do Chile também e apenas mais uma brasileira. Maurício traduzia pro inglês no início, mas quando ele descobriu que os holandeses estavam estudando espanhol, nosso tour passou a ser somente em espanhol.

A primeira parada foi no Salar de Atacama, que fica a 109km de SPA e a 2.304m acima do nível do mar. Ah, informação importante que me esqueci de falar na postagem anterior: tem que pagar entrada em alguns passeios. Os preços variam de CLP 2.000 a CLP 17.000. A agência informa isso quando vc fecha os tours. E sempre que tiver que pagar entrada, o lugar conta com uma estrutura de guichê, banheiros e local para café da manhã/picnic que a agência leva. No caso do Salar de Atacama, o valor da entrada por pessoa é CLP 2.500 (R$12,50).

IMG_0009.jpg.492fd9fe0a8ffa0827bf783a177f6e5f.jpg

Lá pudemos ver os primeiros flamingos da nossa viagem! Eles se alimentam de pequenos crustáceos, por isso vão adquirindo a coloração rosada. Quanto mais comem, mais rosa os flamingos ficam. Ali fica a Laguna Chaxa, que reflete um pedaço da Cordilheira dos Andes (os vulcões Licancabur e Juriques) e da Cordilheira Domeico (o Cerro Quimal). Após uns 40 minutos para fotos, voltamos para o carro que o café da manhã estava pronto. Tinha pães, queijo e presunto, manteiga, geléia, frutas, cookies e bolo. Para tomar, café solúvel, chás variados (inclusive podia fazer com as folhas secas de coca), leite e suco. Em seguida, fomos ao banheiro para seguir viagem. O banheiro é muito limpo e tem papel, dá pra usar sossegado. Uma dica preciosa, principalmente pras meninas: carregue sempre aqueles lenços de papel, de bolso, sabe? Nem sempre tem papel nos banheiros e ele quebra um galho. Ah, álcool em gel é muito útil também, além de lenços umedecidos.

IMG_20160920_093145075.jpg.fb8e4208b172a120ff3a5698cf6fa633.jpg

IMG_0022.jpg.b8bf2645c1fcf28f8fcf934f63653637.jpg

Dali fizemos uma parada onde o Trópico de Capricórnio passa e vimos o trajeto do Caminho Inca, que começa em Quito e termina na Patagônia, passando pelos dois lados dos Andes. Tiramos foto com a placa na estrada, tiramos foto sentados na estrada vazia e aprendemos sobre as apachetas (montes de pedras empilhadas, podendo ser grandes ou pequenos, em oferenda a Pachamama). Por ali conseguimos avistar o vulcão Lascar, um vulcão ativo a poucos quilômetros de SPA. Todas as manhãs, saem fumarolas de sua cratera, devido ao frio. É possível fazer a ascensão ao Lascar, que tem 5.207m de altitude.

IMG_0030.jpg.9c94649a8bbfa86323c592dd2b02df33.jpg

IMG_0033.jpg.c3d17b61a98dc685a044c83adcd269ae.jpg

IMG_0028.jpg.ca2472aca9351dbb581686436a77bdbe.jpg

Depois, uma parada no povoado de Socaire, que fica a 3.294m. Paramos na estrada, na porta do que seria o restaurante do almoço na volta. Fomos ao banheiro novamente (bem limpo e usável) e demos uma volta no povoado. O guia nos lembrou que o em Piedras Rojas não há banheiro, então seria bom aproveitar aquele, pois demoraria até as Lagunas Altiplânicas. Vimos duas igrejas e as plantações em terraços. Ali já comecei a sentir os efeitos da altitude e, voltando ao carro, coloquei algumas folhas de coca na boca. Devemos colocá-las entre os molares, no fundo da boca, para que hidratem antes de mascarmos. Uns 15 a 20 minutos é suficiente. Depois é só mascar um pouco, tomando cuidado pra não engolir. Não faz mal engolir, mas o gosto não é muito bom e podemos ficar enjoados se engolirmos. É comum sentir o coração acelerado, pois o efeito da folha de coca é justamente esse: bombear mais sangue carregando oxigênio para o cérebro. Água também é importante, já que regula a pressão sanguínea.

Dali, fomos pro Salar de Talar (ou Salar de Águas Calientes), onde ficam as Piedras Rojas. A distância até SPA é de 111km, a uma altitude de 3.934m. No caminho avistamos algumas vicuñas, espécie de camelídeos selvagens que andam em grupos pequenos (um macho e o resto fêmeas, um tipo de "harém", rs). Após a curva de onde podemos avistar pela primeira vez o Salar de Talar, havia uma van de turismo parada, aparentemente quebrada. Nosso motorista Cláudio parou para ver se conseguia ajudá-lo e aproveitamos para fazer umas fotos lá de cima, por uns 10 minutos. Infelizmente o Cláudio não pode fazer muito por eles, mas já haviam avisado em SPA e o socorro estava vindo. Enquanto isso, os turistas desceram a pé até o salar para aproveitar a vista.

IMG_0035.jpg.1f801eba85dd40503b7b7b0e6839e249.jpg

IMG_0038.jpg.34613db593db4a6d073e0134e14074fb.jpg

IMG_0043.jpg.e41f6138ff61ef8085fc5a39744e9c3d.jpg

A paisagem é uma das mais impressionantes de todo o Atacama: as pedras são realmente muito vermelhas. O contraste delas com o céu muito azul e com a laguna verde-água dali encantam. Podemos colocar os pés e as mãos na laguna, que é bem fria. Nesse dia demos sorte e não havia muito vento, porque o comum é ventar demais. Vale lembrar também que: quanto mais alto o passeio, mais frio ::Cold:: . Leve consigo uma jaqueta corta-vento, luvas e gorro. Não precisei usar esse dia porque não ventava, mas não custa se prevenir.

IMG_0044.jpg.22adccf432fbf1435df589bff7c269be.jpg

IMG_20160920_133516757.jpg.51f01c81ba33e45051a69cfe27e9e7a5.jpg

IMG_20160920_140219133.jpg.266f0b09f768cbb15c69593882ddda24.jpg

Depois de muuuuitas fotos, voltamos pro carro, pra seguir até as Lagunas Altiplânicas, já no caminho de volta pra SPA. São duas as lagunas: Miscanti e Miñiques, com seus vulcões de respectivos nomes. Ali, pagamos CLP 3.000 (R$15,00), com direito a usar os dois banheiros (mistos, sem distinção de feminino e masculino). Não sei se é sempre, mas não tem descarga hidráulica nele, apesar do vaso sanitário.O que tem é um tambor de plástico grande com água e uma vasilha pra jogar essa água no vaso, após o uso. Acabei não conseguindo usar :roll:

IMG_0054.jpg.a6eea0d000c1ca37b988c94417fe4186.jpg

Primeiro fomos na Laguna Miñiques, que é a mais distante e menor. A coloração da água azul profundo em contraste com a paisagem e a vegetação é de tirar o fôlego, mas não podemos nos aproximar muito. Sei de amigos que choraram de emoção nessa hora (beijo, Ana Laura! :P ). Nosso guia Maurício contou que, quando o vulcão Miñiques entrou em erupção, há muitíssimos anos, lançou pedras a uma distância impressionante, e que tem vestígios de que algumas tenham atingido SPA. Depois, voltamos para a Miscanti e caminhamos a pé até próximo dela. Para proteger a fauna (muitas taguas cornudas e outras aves) e a própria laguna, a aproximação é restrita. Devo admitir que a laguna Miscanti impressiona mais lá do alto, próximo aos banheiros. Por ela ser umas 10x maior que a Miñiques, de perto prejudica o efeito da coloração da água e acaba não ficando tão bonita quanto ela.

IMG_20160920_154212197.jpg.8fc1ef85c8a0f0097dbee6f987e03945.jpg

IMG_0057.jpg.7a41e07edd463f035ecf7677e047b9c8.jpg

IMG_20160920_155955315.jpg.6aadab09b51b262f2b412678aa436867.jpg

IMG_0051.jpg.b11ac4e042bb408d09b70a2152194fff.jpg

De volta ao microonibus, demos início ao final do tour. Precisei tomar um paracetamol, pois estava com bastante dor na cabeça. Um pouco era a altitude, outro tanto era fome, rs. Passava das 14h e estava somente com o café da manhã e algumas barrinhas de cereal no estômago. Paramos em Socaire, no restaurante. O almoço é incluso no valor do passeio e tem dois pratos: a entrada e o prato principal. O menu do dia contava com duas entradas: sopa de lentilha ou sopa de legumes, optei pela de legumes enquanto meu namorado tomou a de lentilha. Ambas uma delícia. De prato principal, as opções eram ají de galinha (uma espécie de "estrogonofe" com pimenta, que é o ají), cerdo ao horno (costelinha de porco assada no forno), pavo (peru) ou omelete de quinua (opção vegetariana). Pra acompanhar, pães e suco de tangerina. Estava tudo uma delícia e as porções são muito fartas, além de acompanhar arroz e salada de repolho roxo todos pratos principais. Após o almoço, fui novamente ao banheiro, mas após alguns turistas ele já estava mais sofrível um pouquinho. Apesar disso, consegui usar.

Antes de finalizar o tour, demos uma voltinha em Toconao, outro povoado minúsculo no caminho para SPA, onde vimos alguns cactos e uma lhama doméstica! Descendo em SPA, Maurício perguntou se alguém queria ver o por do sol do alto da cidade, pois seria em breve e o espetáculo costuma ser muito bonito. Fomos no microonibus mesmo, até o trevo para Calama. Dali vimos os vulcões Licancabur e Juriques mudarem de cor, naquela paisagem deslumbrante. Se quiser arriscar, não esqueça o casaco, pois ali sim ventou demais da conta!

IMG_20160920_183546875_HDR.jpg.7ddbe99a15af07233b895d3eebd1c10f.jpg

IMG_20160920_192019965.jpg.de3a21f3ed18dde7f0459c41a651e1bb.jpg

Pra terminar, demos uma "propina" pela nossa satisfação e pelo bom serviço prestado.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

O tour para o Valle de la Luna acontece às 16h, todos os dias. Geralmente esse é o passeio que as pessoas fazem já no primeiro dia em San Pedro de Atacama. Como a gente tinha bastante tempo disponível, acabamos deixando o nosso roteiro mais flexível, com pausas para descanso, e optamos por fazer esse passeio após o de Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas. Nesse dia, acordamos cedo para o café da manhã do hostel, que é servido após as 7:30. Ele é incluso na diária e tem: pão, presunto e queijo, manteiga, geléia, iogurte e café/chá. A gente podia comprar as coisas no mercadinho e deixar na geladeira, com nome e nº do quarto, além de poder utilizar o fogão e etc. Por volta das 13h, saímos do hostel para o centrinho da cidade para almoçar, e já fomos prontos para o passeio. O sol no Atacama é muito forte, então evitei usar blusas cavadas nos passeios. Ia de blusa de manga longa bem fininha, com uma regatinha de alça por baixo. Já adianto aqui que usei meu all star de cano baixo (aquele mais normalzinho mesmo) e me arrependi amargamente pela quantidade de areia que entrou nele, darei mais detalhes aqui pra baixo. Se tiver botinha de trekking, vá com ela, senão vc carrega uma duna nos pés de volta do passeio.

Demos uma volta e resolvemos comer no mesmo lugar que almoçamos no primeiro dia: Restaurante Casa de Piedra. Fica na calle Caracoles, 225, entre as ruas Tocopilla e Calama. Pedimos novamente uma pizza para dois, napolitana. A pizza tem a massa bem fininha e é crocante, uma delícia. Foi na medida certa de nossa fome. No total, a conta ficou CLP 10.450 para os dois, incluindo duas Coca-Cola (que é o mesmo valor da água, CLP 1.000) e a propina (gorjeta).

IMG_0316.jpg.1cda563e159f2ae99310c41298ea19a1.jpg

IMG_20160919_142535228.jpg.e67eb66b74386e333a07e878021e4ccc.jpg

Combinamos na agência Juriques que em todos os passeios que saíssem na parte da tarde, o ponto de encontro seria na porta da agência (calle Toconao, esquina com Aucalquincha). Antes de ir pra lá, como tínhamos tempo ainda, resolvemos entrar na Cordillera Traveller para mais informações sobre o tour para Uyuni (calle Tocopilla). Havia pesquisado antes de sair do Brasil e a empresa mais cotada na internet é essa. Os pontos que todo mundo ressalta é: segurança, já que os carros andam em comboio, alimentação e motoristas mais preparados. Conversamos com uma moça, que não me lembro do nome, mas que foi bastante solícita pra responder nossas dúvidas. Ela detalhou todo o itinerário, mostrando as paradas do caminho no mapa que fica na mesa de atendimento da agência. Perguntamos da necessidade de levar sacos de dormir, pelo frio que passaríamos, já que as altitudes são grandes nesse passeio, e ela sugeriu que alugássemos na agência parceira deles, a Travel Latina (calle Toconao). Funcionou assim: demos CLP 15.000 cada pelo saco de dormir, no mesmo esquema de cheque-caução, dos quais CLP 10.000 seriam devolvidos quando entregássemos o saco na volta da viagem. Ou seja, o aluguel sairia por CLP 5.000 (R$25,00). Lá também poderíamos trocar pesos chilenos por bolivianos. Voltando à reserva do tour: já tinham 14 pessoas confirmadas para a data que queríamos sair (25/09, domingo), então seria legal que já deixássemos pago pra reservar nossos lugares. Segundo a moça, tinha alguns brasileiros, italianos, americanos, etc. Não titubeamos muito e resolvemos fechar ali mesmo. US$220,00 (R$700,00) por pessoa, preço padrão e não negociável, rs. Ela também sugeriu que a água de 6L que fôssemos levar poderia ser comprada no mercadinho ali em frente à agência e deixada na agência um dia antes da viagem, porque daí não precisava carregar peso pro hostel depois. Pronto, agora não tinha escapatória! Confesso que estávamos bem ansiosos e com medo, sem saber muito o quê esperar desse tour. Sempre lemos que é bem inóspito o percurso, que a galera passa perrengue de verdade e tal.

Saindo de lá, fomos pra porta da Juriques Tour. Chegando, nos avisaram que era pra encontrar o resto do grupo na mesma rua da agência, mas a uma esquina da praça. Um funcionário da agência nos acompanhou até lá. Chegamos e o grupo todo já estava lá, inclusive estava sendo feita a chamada pro tour e cheguei bem na hora do meu nome! A agência era a Terra Extreme dessa vez, com o guia Cristóbal e o motorista Victor. É cobrado CLP 3.000 (R$15,00) para ter acesso ao Valle de la Luna, e Cristóbal passou recolhendo esse valor dentro da van, para agilizar o processo, já que a fila na entrada do parque era bem grande. Lá tem estrutura com banheiros também, estes impressionantemente limpos e cheirosos. Sério, foi o segundo banheiro mais bonito/limpo do passeio.

Da entrada do parque, passamos por mais uma guarita, onde um vigia confere os nomes, quantidade de pessoas e se foi paga a entrada. Nossa primeira parada foi na Cordilheira de Sal e na Caverna de Sal. Se não tiver levando lanterna vale apelar para o flash do celular. É uma caverna pequena e sem maiores dificuldades, exceto na hora de sair dela, porque a saída é feita com uma pequena escalada na parede da caverna. Certifique-se de ir com roupa que possa sujar também, pois tem horas que passamos esbarrando nas paredes e teto da caverna.

IMG_8648.jpg.700a6b05ecfbb9b4de1fc6185fa55388.jpg

Dali, seguimos até as Três Marias. Tiramos algumas fotos e sentimos falta de maiores explicações por parte do guia, uma vez que as outras excursões que ali estavam davam detalhes sobre a formação rochosa das Três Marias e do terreno dali. Achei uma falha da agência Terra Extreme isso, a impressão é que Cristóbal estava apressado para não perdermos o pôr do sol na Piedra del Coyote e acabava por não se demorar nas explicações. Dali, subimos ao lado de uma duna, mas não sei ao certo o nome desse lugar, me desculpem. Tiramos várias fotos com o Licancabur ao fundo e fizemos amizade com um casal de chilenos. Foi nessa subida que me arrependi de meu all star, desci com uma duna em cada pé. Precisei tirar os tênis no ponto de ônibus que tem lá embaixo, próximo a onde estava nosso ônibus, pra conseguir terminar o passeio.

IMG_0066.jpg.e777643f886c09764431f5c3b765048a.jpg

IMG_8701.jpg.3817b55004e4e22c78f7668d9bedfa26.jpg

Por fim, seguimos para a saída do parque e fomos para a Piedra del Coyote. O lugar estava todo lotado, obviamente, pois todo mundo praticamente termina o tour por lá nesse dia. Demoramos, mas encontramos a tal piedra. Tinha uma fila para fotografar lá, além de uma fita isolando a piedra. Analisando as fotografias depois, notamos uma rachadura imensa na pedra que fica suspensa! Descobrimos o porquê do isolamento e da cautela de ir um por um posar na piedra, rs. Enfim, o pôr do sol lá realmente é tudo isso. A vista que se tem de todo o vale é estonteante e as fotografias ficaram lindíssimas. Nem parece que tinha aquele alvoroço de turistas atrás da gente, hahahaha!

IMG_8707.jpg.05583f23a7845e4ffffeb6e1bd5acfb2.jpg

Voltamos para a cidade às 20h, trocamos contato com o casal que conhecemos e passamos no mercado pra comprar pan amassado e manteiga pro “jantar” daquele dia. Inclusive: comam pan amassado de SPA, é bem diferente do que estamos acostumados. Geralmente comprávamos um pan e uma manteguilla individual por CLP 320 (R$1,80).

Ah, nos foi informado que estão cobrando entrada para o Valle de la Muerte, coisa que não era cobrado antes. Por isso, muitas agências não estão fazendo os dois vales no mesmo passeio. Dessa forma, não sei dizer se vale a pena ir lá também ou não.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Muito obrigado lays, estarei indo em janeiro e ajudou muito.

 

Acompanha aqui então que vou continuar postando, rs!

Qualquer dúvida, só perguntar :)

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Muito obrigado lays, estarei indo em janeiro e ajudou muito.

 

Acompanha aqui então que vou continuar postando, rs!

Qualquer dúvida, só perguntar :)

 

Ansiosa pelo término do relato ::cool:::'>

 

Quando fui ao Valle de la Luna eu vi o por do sol nas dunas, não fui nesse pedra não...

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Pouco depois das 5h da manhã, a van nos chamou no hostel. Na noite anterior, avisamos o dono do hostel que sairíamos bem cedo para ver os geisers. Saímos na porta, obviamente ainda estava escuro pra caramba (o sol nasce por volta das 7:30 nessa época do ano). Victor, do Terra Extreme, nos esperava lá fora. Fomos praticamente os primeiros a serem pegos, já que a saída pro campo geotérmico ficava do outro lado da cidade. Passamos em todos os hostels e seguimos rumo a el Tatio. Nesse dia, faz bastante frio no passeio. É extremamente recomendável roupas quentes, gorro, luvas, cachecol e botas (de preferência, pois pode molhar e ficar com os pés úmidos não é opção, né?). Os mais corajosos podem arriscar e levar roupa de banho e toalha para entrar na piscina térmica – confesso que levei, mas conto mais adiante sobre, rs. O sono reduzido da noite é recompensado pelo cochilo na van, durante as quase 2h entre SPA e o campo geotérmico.

O campo geotérmico fica a uma altitude de 4.500m, por isso não pode descuidar da água e das folhas de coca. Na noite anterior é bom evitar carne vermelha e bebidas alcoólicas também, para evitar mal estar. De longe já conseguimos avistar alguns geisers, é surpreendente. Chegamos à entrada por volta das 7:00 da manhã. Saímos da van pra pagar e o choque térmico foi grande: fazia -6º C lá fora, o que é considerado quente pro horário e época do ano, segundo uma funcionária da segurança do local (normalmente faz entre -15º e -10ºC). O mais triste é ficar na fila pra pagar, o jeito foi ficar movimentando pra tentar aquecer um pouco. O valor é de CLP 10.000 por pessoa (R$50,00). Voltei o quanto antes para a van e logo descemos para perto dos geisers.

Descemos novamente e o choque térmico já foi menor, mas ainda assim fazia muito frio. Estava com uma blusa de fleece gola alta por cima de outra de manga longa, coloquei o gorro e as luvas ::Cold:: , mas não senti necessidade de colocar a jaqueta corta-vento. Nos pés, estava de bota com pelos dentro, uma meia e polainas, além de calça segunda pele e uma calça legging por cima. O sol ainda estava começando a aparecer, o que garantiu fotos lindíssimas. Tivemos 40 minutos para circular entre os diversos jatos de água e fumaça. É muito importante ter cuidado por onde caminhamos, pois tem jatos que são intermitentes, desaparecendo e aparecendo do nada. No chão, tem pedras coloridas indicando o caminho, e é fortemente recomendável prestar atenção nas marcações. Conforme o sol vai aparecendo e a temperatura subindo, a fumaça dos geisers vai ficando menor, chegando a desaparecer em alguns pontos.

IMG_0071.jpg.67ebd84750d40f2257d86add4cb84438.jpg

IMG_0075.jpg.827f9194491cf6487db9a116358b62d9.jpg

IMG_0078.jpg.253b8a5e9e1d8922e94cddd3246f395c.jpg

IMG_0084.jpg.e3afcf64c60d9000d75a1644daa0e8cb.jpg

Depois de muitas fotos, voltamos para a van e tomamos nosso café da manhã: pão esquentado na hora pelo Victor, presunto e queijo, geléia e manteiga, chá, café, achocolatado e suco, além de bolachinhas e bolo. Tudo muito caprichado e gostoso. Em seguida, fomos para a piscina térmica. Não criei coragem para entrar, apesar da água ser bem quente mesmo. Só conseguia pensar no frio para colocar todas as roupas de volta, hahaha. Mas, ali nos arredores da piscina tem mais 3 geisers bem grandes, onde podemos ficar admirando e fotografando enquanto o tempo passa.

IMG_0094.jpg.d6d2d23aeeafad8412f11b28d3ae2c89.jpg

Após 40 minutos, entramos todos para a van e começamos nosso retorno a SPA. Paramos na entrada novamente, para usar os banheiros – os quais são razoavelmente limpos. Quando voltava para a van, nos deparamos com um zorro, ou raposa-colorada. Um animalzinho muito fofo e endêmico daquela região. Com a ajuda de alguns homens que trabalham nas construções da entrada do parque, conseguimos algumas fotos bem próximas do bichinho, afinal é um animal selvagem e precisamos nos aproximar com cautela (tanto para nos proteger quanto para não os incomodar).

IMG_0101.jpg.3852e4ea75a777e1b2503f10776686d3.jpg

Começamos nossa volta e logo paramos em um mirante, para observar o vulcão Putana ao longe. Também é um vulcão ativo, que nem o Lascar, e fica soltando fumarolas. Nesse local tem um pequeno lago com alguns patos e outras aves da região. Por ali também avistamos vicuñas. Na descida, paramos mais uma vez para fotografar algumas lhamas num vale e tentamos a sorte de encontrar alguma vizcacha (espécie de coelho selvagem), sem sucesso com esse último.

IMG_0110.jpg.d06bf7a8debf0b224fb8167597bc7e6a.jpg

IMG_20160922_110856752.jpg.5d8ae5b5ab906777905eeb6725438d6c.jpg

A última parada antes de SPA foi no povoado de Machuca. Lá moram cerca de 6 pessoas, das 20 famílias que ali vivem. Elas costumam fazer uma espécie de “rodízio” ao longo do ano, para atender aos turistas, cuidar das criações e das casas. É possível comer churrasquinho de lhama ali, além de comprar queijo de cabra. Faço aqui um adendo: no dia seguinte, durante nosso café da manhã, a moça do hostel conversava com uma chilena e uma espanhola na cozinha, discutindo sobre o quão lhama era esse espetinho, rs. No fim das contas, como não experimentei, não sei dizer se aquilo que é vendido em Machuca era lhama mesmo, carne de vaca ou se fazem os espetinhos variados e os turistas tiram na sorte, rs.

IMG_0115.jpg.6ad4a2c243a17e05a59b2bedf263d336.jpg

IMG_0120.jpg.e67bcf637116662db7654869c39eb5fb.jpg

IMG_20160922_114607730.jpg.b1a2c7281cc02f430d9409ebe8a573e5.jpg

Um pouco mais a frente, paramos novamente para observar e fotografar alguns flamingos em uma laguna.

Naquele dia, tínhamos programado o passeio à Laguna Cejar às 16h. Só que não contávamos que a visita ao Campo Geotérmico fosse tão desgastante! É um combo de acordar muito cedo, dormir mal na van e enfrentar uma altitude muito grande que te derruba de jeito. Meu namorado deu a ideia de tentarmos mudar o passeio à laguna para outro dia, já que teríamos bastante tempo, ainda mais na volta da Bolívia. Descemos na cidade e fomos direto pro escritório da Juriques. Lá negociamos e conseguimos transferir nossa visita à Cejar para dali uma semana, no dia seguinte ao que voltaríamos da Bolívia. Com isso resolvido, passamos na Casa de Piedra pra mais uma pizza antes de voltar pro hostel. Enquanto esperamos nosso prato, fui ao banheiro trocar a roupa e fiquei só com a blusinha de baixo e a calça. Durante o dia, principalmente por volta das 14h, faz muito calor na cidade, o sol está a pino e tem pouca sombra. Comemos e ficou novamente em CLP 10.450.

De volta ao hostel, tomei um banho caprichado e deitamos para descansar. Aí senti um pouco de dor de cabeça, que logo descobri ser comum não só nas grandes altitudes, mas também quando chegamos de locais de grandes altitudes. Cochilamos um pouco e de noite ficamos na área comum do hostel, comendo cookies e conversando com um casal de paulistanos que estava no mesmo hostel que a gente.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Nosso tour estava marcado para sair entre 8h e 8:30. Ficamos prontos umas 7h e pouco e fomos tomar o café da manhã do hostel. Vesti meu conjunto de segunda-pele da Decathlon (coisa de 30 ou 40 reais cada peça e valeu muito o investimento!), calça legging, malha de lã fininha, meia, tênis de academia e polainas. Coloquei na mochila para levar comigo luvas, cachecol tipo gola, gorro e jaqueta corta-vento. No café da manhã, resolvemos fazer um chá para evitar o mal de altitude, já que passaríamos o dia a mais de 4.000m. A moça da loja da Cordillera Traveller nos recomendou fazer uma infusão de chachacoma (compra na feira de artesanato na praça de SPA, barato que nem folhas desidratadas de coca) e resolvemos experimentar antes de ir para a Bolívia. Agora pensa num chá amargo, putz! E não pode adoçar, o jeito e tapar o nariz e tomar numa golada só haha.

Às 8:30 ouvimos uma van encostar na rua e qual não foi nossa alegria em ver Maurício, o guia da Atakama Cultura Aventura, e Cláudio no volante! Entramos na van, paramos no mercadinho para quem quisesse comprar água e snacks e partimos, rumo ao Salar de Tara. O acesso se dá pela rodovia que leva a Paso Jama (fronteira entre Chile e Argentina) pela Ruta 27. No caminho, seguimos “beirando” os vulcões Licancabur e Juriques por um bom tempo, enquanto víamos SPA ficando pequenininha e distante, conforme fomos subindo a rodovia. Passamos pela entrada do Paso Hito Cajón (fronteira do Chile e da Bolívia, onde se passa pela imigração boliviana para o tour de Uyuni). Dá para enxergar a Laguna Blanca da rodovia, que é a primeira parada do tour para Uyuni. Basta ficar atento quando passar pelos vulcões que vc vê pra baixo deles uma laguna, é ela. Também conseguimos avistar as antenas do Projeto ALMA (Atacama Large Millimeter/Submillimiter Array – o maior projeto astronômico do mundo, com parceria de diversos países), que ficam a uma altitude de mais de 5.000m! Impressionante!

A primeira parada foi pro café da manhã. Novamente, muito caprichado: bolos, bolachas, pão, presunto e queijo, geleia, manteiga. Para tomar: café solúvel, leite, chás e sucos. A parada é feita em um local apropriado na beira da rodovia, porém sem estrutura de banheiros nem nada, mas uma vista lindíssima. Algo importante a alertar: o tour do Salar de Tara leva um dia todo e o banheiro é a naturaleza. Não tem uma casinha sequer, somente diversas pedras e o terreno acidentado da região. Dali, seguimos para a primeira parada contemplativa: Laguna Diamante. Devido à altitude de 4.500m, a laguna congela durante a noite, então é possível ver e pegar placas de gelo nas bordas da laguna. Durante os meses mais frios, ela permanece congelada durante o dia também.

IMG_0128.jpg.c2275bb9c3a5a90cda3cb634d407b099.jpg

IMG_20160923_105015284.jpg.159d5f9c3f13100650db173adcdeba6e.jpg

De volta à van, seguimos viagem, deixando a rodovia que leva ao Paso Jama e entrando em uma estrada de terra. Dali pra frente é aventura off road. Logo no comecinho dessa estrada ficam os Monjes de la Pacana e o Vigilante de la Pacana, os quais podem ser avistados da rodovia mesmo. Tiramos várias fotos em perspectiva e seguimos viagem. Os efeitos da estrada off road podem ser sentidos por aproximadamente 1h do percurso até o Salar de Tara.

IMG_0132.jpg.a370284f1a99407e0617a59402d9c230.jpg

IMG_8879.jpg.4bbe442ab411f2608161baeb57a68c2f.jpg

Passando os Monjes e o Vigilante, o percurso é feito somente por caminhos e rastros deixados pelos outros carros. É imprescindível o uso de cintos de segurança, um brasileiro do nosso tour foi arremessado e só não machucou feio porque conseguiu se segurar no banco da frente e teve reflexo rápido. Eu chegava a literalmente sair do banco!

A imensidão do deserto se faz muito presente neste passeio, principalmente quando estamos no altiplano, rodeado por vulcões ao longe. Parece que estamos dirigindo sem rumo. Em certa altura do altiplano, o Cláudio parou a van e descemos. Ele nos mostrou as obsidianas, rochas de origem vulcânicas que são utilizadas na fabricação de bisturis. Elas são impressionantes, porque a gente não dá nada quando elas estão brutas na natureza, mas basta quebrarmos uma para a magia acontecer: o interior da rocha parece ser feito de um vidro muito preto, muito mesmo, e extremamente brilhante! Ela não tem partícula alguma de brilho, vale lembrar, e é isso que a torna facilmente distinguível na natureza. Segundo Cláudio, na região é possível encontrar obsidianas de diversas cores, mas ali naquele lugar predominam as mais escuras, em sua maioria pretas.

IMG_8911.jpg.a225d6e2fe2d3674e92bdab69cde5464.jpg

Seguindo o caminho, paramos em um mirador do Salar de Tara. De um lado, podemos avistar o anfiteatro do Salar e o próprio salar, de outro avistamos Los Monjes Blancos (muito semelhantes aos de la Pacana, porém mais claros). É tudo muito impressionante, muito grandioso, muito diferente. Um dos mais belos passeios do Atacama, com certeza! Descendo do mirador para los monjes blancos, precisei urgentemente usar la naturaleza, pois a água que tomei no percurso já não cabia na bexiga rs. A vontade de fazer xixi me privou de tirar mais fotos no mirador, como vc podem perceber. Se reparar bem, meu desconforto fica explícito nas fotos rs. Na parada dos monjes, resolvi achar um lugarzinho privativo. Encontrei e pude finalmente me aliviar. O que eu perdi nesse ínterim? UMA MINI NEVASQUINHA. Sério. Nuvens carregadas estavam se aproximando desde que estávamos no mirador, mas pensei: chuva, né. Só me esqueci que a 4.500m e a uma temperatura abaixo de 10ºC, a chance de nevar seria maior. Nevou, minúsculos flocos de neve, mas nevou. E eu perdi. Enfim, é a vida. O ensinamento que fica é, faça seu xixi saindo dos monjes de la Pacana, não deixe para a região propensa a neve.

IMG_20160923_132315346.jpg.b571c9452ec789233a9725b15cf73243.jpg

Nessa hora, aproveitei e coloquei gorro e luvas, pq né. Mas continuei somente com a blusa de segunda pele da Decathlon, sem colocar jaqueta nem nada. Ô brusinha que valeu uns cobre! Quando chegamos mais perto do Salar propriamente dito, descemos da van e fomos a pé, pra apreciar a vista e dar tempo do Cláudio preparar nosso almoço próximo à laguna do Salar. No cardápio tinha arroz ou salada de macarrão, salada de folhas e frango ou porco. As carnes eram preparadas na hora pelo Cláudio, que levou um fogão portátil e frigideiras. Estava tudo maravilhoso, muito bem temperado, daqueles almoços que a gente sente saudade por saber que nunca mais comeremos nada igual. Havia tbm sucos para acompanhar. Onde almoçamos tem uma pequena estrutura de casinha, acredito que pra quando estiver nevando/chovendo e poder almoçar lá dentro. Mas o banheiro ainda é na naturaleza.

Após almoçar, começamos a volta a SPA. Quando chegamos no altiplano novamente, Cláudio e Maurício desceram da van e saíram correndo. Descemos pra esticar as pernas e ver o que se passava. Qual não foi nossa surpresa ao ver um carro de outra agência atolado na areia. Sério. O motorista devia ser inexperiente e tava meio que cortando caminho por ali. Era visível que o carro dele não conseguiria subir a espécie de duna que tinha naquele pedaço. Cláudio pegou o volante da van do moço e outro carro tbm parou pra ajudar. O motorista desse 3º carro, o motorista inexperiente e Maurício ajudaram a empurrar a van atolada, enquanto Cláudio mostrava toda sua destreza ao volante. Sério, escolham bem sua agência, perrengues assim são extremamente comuns na região.

Desde que entramos no carro após o almoço eu tava com uma dor de cabeça chatinha. Acho que vacilei bebendo pouca água pra poupar a bexiga (quem nunca?). Cochilei do Salar até essa parada, mas nessa hora precisei de uma neosaldina, não teve jeito. Passamos novamente pelos Monjes e entramos na rodovia, mas no sentido do Paso Jama. Poucos km a frente, paramos em um mirador na beira da rodovia, para fotografar mais lagunas. Ali também se chama Águas Calientes. Ventava demais nesse lugar e precisei colocar a jaqueta corta-vento, não teve jeito, rs.

IMG_8986.jpg.ce241f860fd4ec019938bed25902cb0a.jpg

De volta à van, paramos somente na placa do vulcão Licancabur, para fotografar toda a excursão na frente dele e do Juriques. A vista dos vulcões de pertinho é belíssima! Esse é um dos passeios mais distantes, ficando a mais de 140km de SPA. Chegamos na cidade e compramos coisas para comer de noite: pan amassado e mantequilla, rs.

IMG_0136.jpg.83c9575fc5489e1a5b0deb367fa96f2f.jpg

GENTEFELIZ.jpg.01a8e3183670ec5d3b6e5a7c74c3fd4a.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Acordamos com calma por volta de 8h da manhã, para aproveitar o café da manhã do hostel. Dormimos relativamente tarde, porque chegamos agitados do tour para o Salar de Tara, então voltamos a cochilar depois do café, rs. Aproveitamos para colocar algumas roupas para lavar no próprio hostel. Deixamos as roupas de segunda pele, algumas meias, calças legging e outras camisetas para lavar com a mocinha da recepção, por CLP 2000 (aproximadamente R$10).

Aproveitamos para reservar as diárias para quando chegássemos da Bolívia, ali no hostel mesmo. O senhor que trabalha lá nos fez 3 diárias por CLP60.000 o quarto, ou seja, CLP20.000 pesos a diária. Isso, dividido por 2 pessoas, deu aproximadamente R$50 por pessoa a diária. Achei bastante justo, ainda mais barato que a reserva que fizemos do Brasil. Pagamos em pesos mesmo, já que a reserva não foi feita pelo Booking e sim diretamente no hostel.

Saímos para almoçar no centrinho e comprar suplementos para levar na viagem. No caminho, encontramos uma espécie de feira livre que fica dentro de um espaço próprio, na calle Caracoles. Fica próximo à Heladeria Babalu, na altura do número 420. Compramos uma maçã de cada tipo, para cada um de nós: uma chilena (imensa e muito doce), uma argentina e uma verde por pessoa, totalizando cerca de CLP 1000 (R$5,00, quase R$1 cada maçã). Como a moça da Cordillera Traveller havia nos sugerido, fomos no mercadinho que fica de frente para a agência. Nossa lisitinha de compras ficou em CLP 10500 (R$50,) para duas pessoas:

- papel higiênico: 1 rolo por pessoa

- 6L de água por pessoa

- barrinhas de cereal, acho que 6 unidades por pessoa

- uma barra de chocolate pro casal

- um pacote de amendoim por pessoa

Chegamos na agência para deixar a água e a moça nos corrigiu, disse que era uma garrafa de 6L para o casal, e não por pessoa, para evitar o sobrepeso dos carros. ::putz:: Eita, lá fomos tentar devolver a água no mercadinho. Como era esperado, a moça não devolveu o dinheiro, mas nos deixou trocar em produtos. ::otemo:: Pegamos mais cookies e barrinhas, acho.

Dali, passamos na outra agência, Travel Latina, parceira da Cordillera, para trocar os pesos chilenos por bolivianos e pegar nossos sacos de dormir. Se vc procurar no Google Maps por “Cordillera Traveler”, eles vão te mandar para o endereço da Travel Latina. Trocamos 50000 pesos chilenos em 434 bolivianos, no caso cada 10 bolivianos correspondia a aproximadamente 1000 pesos chilenos, ou 5 reais. Ou seja, real equivalia a 2 bolivianos. É importante lembrar que o necessário é levar até uns 300 bolivianos, a menos que se queira comprar artesanatos de recordação. Pegamos os sacos de dormir lá também, estavam em bom estado, limpos e não cheiravam mal rs. Eu, como boa preocupada, resolvi fazer uma paradinha na farmácia Cruz Verde, ali na esquina da Caracoles com a Tocopilla mesmo. A ideia era comprar um remédio para possível disenteria na Bolívia. Cheguei pedindo por medicamento para o “soroche” (mal de altitude), mas ali no Chile não vendem. A atendente me sugeriu um medicamento que “tranca”, rs. Segundo ela, se o problema for mais forte, tomar duas pílulas seguidas, depois uma pílula a cada 6h. Senão, se a atividade for leve, apenas uma pílula a cada 6h mesmo. Custou CLP3.390, cerca de R$16. Se eu lembrar o nome do remédio, posto aqui.

A ansiedade era muito grande, dormimos bem pouco e mal. Minhas principais preocupações eram as mais banais: a situação dos banheiros que iríamos encontrar no caminho, as refeições, etc, quando qualquer pessoa normal se preocupa com os prováveis acidentes e perrengues mais graves hahaha. ::hein:

Arrumamos as malas, deixando uma guardada na recepção do hostel e levamos somente a do meu namorado, com as coisas de nós dois. Levei 3 blusinhas de manga longa, duas regatinhas de alça, uma calça de segunda pele, duas leggings, 5 pares de meia, polaina, jaqueta corta-vento, duas blusas de fleece, cachecol, gorro, óculos escuros, toalha, lenços umedecidos, biquíni e luvas. Biquíni, toalha, gorro, luva e cachecol, levei na mochilinha de ataque, pois no primeiro dia faríamos uma parada na piscina de água térmica, a caminho dos Geiseres de la Mañana. As comidas levei na sacolinha do mercado mesmo, na mão. E o papel higiênico deixamos um na mochila de ataque e o outro colocamos na mochila grande. Ah, é bom ter em mãos álcool gel também, porque se não tem estrutura de banheiro nem papel, quem dirá sabonete né! rs

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por Daniela Alvarez
      Chegamos em San Pedro pelo aeroporto de Calama. Lá pegamos uma van que cruza parte do deserto e nos leva até o povoado. Nos hospedamos por 5 noites no Ckoi Atacama Lodge http://www.ckoiatacama.cl, uma ótima dica de hospedagem. Boa estrutura, atendimento super simpático, perto de tudo, mas longe o suficiente do barulho e com bom preço. 
      O Atacama é uma viagem cara. Todos os passeios são feitos com agências e embora isso interfira na liberdade de quem é bicho solto, é de fato a única forma de preservar aquela natureza absoluta.
      Uma rua de terra principal com duas paralelas e quatro transversais formam o casco histórico de San Pedro de Atacama. E ali naquele pequeno povoado, naquele oásis perdido em meio a uma paisagem que muda de cor com o passar das horas, há uma efervescência, com mercadinhos, restaurantes e lojas que vão de um artesanato simples a joias de pedras preciosas.
      Não se pode dançar em San Pedro de Atacama. Sob os nossos pés, um imenso cemitério indígena, restos de um povo que acreditava que tudo aquilo o que víamos era o bem mais precioso que tínhamos. Um povo que sabia honrar cada pedaço daquela terra e extrair dela tudo o que precisávamos para existir. Um povo que tinha um enorme respeito pela nossa grande e única fonte de tudo, e entendia sobre o que realmente importava. Ouvir música é permitido, contanto que ela não desperte, no corpo e nos pés, a vontade de manifestar euforia e, por consequência, desrespeito sobre aqueles que nos ensinaram tudo o que jamais poderíamos ter esquecido. 
      E mesmo com todas as fotos e vídeos e relatos que havíamos visto e ouvido, não fazíamos ideia da imensidão que nos aguardava e nem do tamanho que isso seria aqui dentro. 
       
      Deserto do Atacama
      O deserto do Atacama não é real. É um outro planeta inventado num filme. É um sonho confuso que se divide ao acordar. É uma mentira contada sobre um paraíso. É uma miragem que nos faz duvidar, o tempo todo, se estamos acordados. Uma memória que temos certeza que está a nos enganar. Um medo constante dos olhos esquecerem a beleza, a imensidão e a intensidade do que veem. Uma emoção que faz chorar todos os dias diante da magnitude do que nos rodeia. O lugar mais especial que já pisamos. 
      No deserto do Atacama há muitas possibilidades de passeios e dificilmente, por tempo e dinheiro, você fará todos. Pesquise bastante e escolha passeios diferentes e que se encaixem no seu gosto e no seu bolso. Optamos por fechar todos os passeios com a mesma empresa, Araya https://www.arayaatacama.com/, e adoramos. Pode não ser a agência mais barata, mas os guias são excelentes e pontuais, as vans são ótimas e nos pegam e nos deixam de volta no hotel e os lanches oferecidos em cada passeio, eram visivelmente melhores que o de outras empresas.
       

       

       

       
      Escolhemos os seguintes passeios:
       
      Lagunas Escondidas
      Três litros de água por dia é o que se recomenda beber no deserto. O corpo rapidamente sente a secura na boca, nas mãos, nos poros, na língua, na pele. A desidratação chega sutil, a saliva falta e a dor de cabeça se aponta lá no fundo dos olhos. Um mínimo gole de água resolve instantaneamente. Sentimos cada parte do nosso corpo reagir ao ambiente em que recebemos muito mais do que damos, como deveria ser sempre na natureza. 
      Saímos às 8h da manhã para as Lagunas Escondidas, um conjunto de 7 lagoas formadas no meio da Cordilheira do Sal. Uma viagem de uns 20min de carro e uma caminhada de uns 15min nos levam à primeira delas, uma piscina natural com a água tão salgada que, se secarmos as mãos na roupa, uma capa branca se forma no mesmo instante. Dá pra ver pequenas bolhas brotarem do solo, indicando a nascente de água subterrânea, um fenômeno banal explicado pelos geólogos, mas impressionante para nós. Água verde clara, transparente e salgada. 
      Seguimos a trilha adiante e, entre uma e outra lagoa verde, nos deparamos com a penúltima do conjunto. Falta ar e palavras para descrever o que os olhos não acreditavam ver. No meio de um concentrado de sal na superfície, rodeado de rochas de sal que vão escurecendo pelo horizonte até ficarem marrom, um pedaço do céu se abre no chão, de uma cor tão azul esverdeada, tão verde azulada, tão aturquezada, tão ainda sem nome, que os olhos se enchem de lágrimas e a boca saliva a vontade das mãos de toca-la. E o corpo desaba na pedra mais próxima e se rende, sem qualquer outra chance de alternativa, enquanto o silêncio e a suspensão são a única manifestação comum e possível dos sentidos. E ali, naquele instante mágico, naquele intervalo que a noção de tempo não consegue explicar, entendemos o nada que somos. 

       

       

       

       

       
      Vale de La Luna e Vale de la Muerte
      É curioso e surpreendente perceber-se no lugar considerado o mais inóspito da Terra, o ambiente que temos de mais próximo à superfície da Lua. Por isso o nome, Vale de la Luna. 
      23 milhões de anos soam como um número perdido e vago, já que é humanamente incalculável para aqueles que vivem, quando muito, um mísero século por aqui. São 23 mil gerações da nossa família vivendo por um período acima da média. Um número impossível para nós. 
      Mas não para a Terra. Não para a natureza. Não para aquele lugar onde tempo e espaço são conceitos que temos que ressignificar para tentar, com muitos esforços, começar a entender o início de nós. 
      Cavernas no meio de cânions de um tamanho muito além do alcance dos olhos; gesso, argila, cristais de sal, granito, quartzo, infinitos minérios cuja explicação para aparecerem ali não existe; cinzas e pedaços de rochas espalhados por todo o vale; e o vento, que faz tudo aparecer e sumir conforme a sua vontade, moldando esculturas que os humanos, tão perdidos diante daquela fonte gigante de tudo, chamam de “Marias”; e a chuva que, raríssima, quando aparece vem imensa, abrindo caminhos em espaços invisíveis. 
      Da mesma forma é o Vale de la Muerte, que era para ser Marte, pelo óbvio, mas a dramaticidade ocidental não permitiu. Do topo do vale vemos o horizonte rosa, as cordilheiras desenhadas, a terra vermelha, as fontes intermináveis de minérios, o sal, os vulcões, o tamanho daquilo tudo. 
      Ali somos nós os estrangeiros, os extras do território, aqueles que não pertencem, achando que sabem alguma coisa, mas que não conseguem explicar quase nada do que se passa nesse outro planeta, que só parece nosso, mas que é ele muito mais o dono da gente. 

       

       

       

       
      Laguna Céjar
      O céu do deserto do Atacama é de um azul firme, fixo, que de tão certo e forte faz os olhos duvidarem. E o horizonte de montanhas e cordilheiras de um colorido que vai do branco da neve nos cumes dos Andes, passa pelo avermelhado rosa da cordilheira do sal, depois pelas formações rochosas amarronzadas de sal seco, pelo bege do solo de pedras menores, até voltar ao branco do sal puro e, por fim, ao azulverde da água das lagoas. É como uma paleta cíclica de cores que só existem ali. 
      A Laguna Céjar é um imenso de água no meio dessa esfera impossível. Começa rasa e transparente, tentadora aos pés, e aos poucos, ao passo lento e natural que a natureza impõe, vai passando pro verde, todos os tons, até chegar ao azul, confundindo o nosso olhar entre céu e água, entre cima e baixo, entre nós e a imensidão. 
      Ali não se pode tocar. É preciso aprender a apalpar com os olhos. 

       

       

       
      Ojos del Salar
      Acredita-se que há milhões de anos, não se sabe dizer quantos, contra toda e qualquer teoria geológica de probabilidade, dois meteoritos caíram na Terra, um ao lado do outro, bem ali no meio do deserto. E com menos explicação ainda, esses buracos formados se encheram de água, doce, limpa, onde se pode mergulhar. E mesmo com toda a seca que se vive lá, ano após ano, a água não diminui. Se evapora, é novamente alimentada por alguma nascente que não se sabe sequer de onde poderia vir. Os buracos possuem uma profundidade que máquina nenhuma inventada pelo homem consegue calcular. 
      Eles te encaram, imensos, como que rindo da tentativa vã e sem propósito de entender o que não se pode explicar. Nos emocionamos entre os Ojos del Salar.

       

       

       
      Laguna Tebinquiche
      A Laguna Tebinquiche é a origem de tudo. No momento em que o mundo acabar e a Terra sucumbir às torturas que praticamos a cada segundo, é ali que tudo recomeça. As bactérias presentes nas pedras que rodeiam toda a lagoa são capazes de dar início ao ciclo da vida. A potência daquele lugar é assustadora. 
      Há um caminho delimitado para caminhar, para que se tente não acabar com o nosso único possível recomeço. E após uma trilha no meio dessa fonte de vida tão invisível aos nossos olhos, tão possivelmente desacreditável a olho nu, chega-se a um ponto onde a luz do pôr do sol a oeste reflete nas montanhas a leste, mudando-as de cor. A beleza é tão arrebatadora que, ao não sabermos para onde olhar, se para o sol que se põe por trás das montanhas e vem até nós pelo reflexo na água ou para o horizonte que vai seguindo o movimento do olhar em amarelo claro, amarelo escuro, laranja claro, laranja escuro, rosa claro, rosa escuro, até atingir a cor púrpura do outro lado, a luz do dia acaba, deixando somente o silêncio daquela visão impossível. E pedimos, com lágrimas que escorrem em meio ao sorriso incessante, que os olhos não esqueçam o milagre que acabaram de ver.
       
      Termas de Puritama
      Há 3 mil metros de altitude cresce uma espécie de cacto que só existe em bando. Chegando aos 6 metros de altura e vivendo por cerca de 200 anos, esse tipo que sequer vinga diante da solidão, possui uma madeira porosa diante de sua casca de espinhos perfeita para o artesanato. De tão esbelto e firme, é difícil crer que, assim como as rolinhas, não sabe e não suporta ser só. Mas gosta de topos, talvez para ter a certeza de avistar os seus a todo instante, como uma galinha que não perde seus pequenos de vista, mas todos sendo mãe e filho ao mesmo tempo. 
      Num dos cânions em que vive essa espécie há um rasgo feito por um raio, há milhões de anos, que foi se abrindo com o movimento da Terra e formando um caminho. Por ali corre um rio, que não se sabe como, nasce dentro de um vulcão e vem correndo toda uma montanha até desaguar entre cactos carentes e rabos de raposa, planta que só cresce perto d’água e mais parece um capim dourado brilhando no meio da rocha seca e do céu azul.
      Pequenas cachoeiras de uma água inacreditavelmente morna, que quanto mais se sobe o caminho no cânion, mais quente fica.
      Ora na sombra, ora sob o sol fervente do deserto, quando as mãos encostam nessa água, o corpo inteiro arrepia a sensação inesperada daquela temperatura improvável. 
      Caminhamos por 2 horas na abertura do cânion, às vezes ao lado das águas, às vezes na rocha laranja, avistando somente a vegetação que garantia que o rio estava ali. Com a boca seca e os olhos em choque, atingimos o cume e as famosas Termas de Puritama. 7 piscinas naturais desenhadas como que em andares, cada uma delas com formatos e temperaturas diferentes, que vão dos 23 aos 30 graus.
      A água é quente feito abraço, potável e de uma transparência que se confunde com as lágrimas, dando a impressão de que choramos cada gota daquele elixir que, se não cura doença, acalenta a alma.
      Quando o corpo emerge aquelas águas, o coração palpita; a boca não consegue não beber; as mãos correm os braços na tentativa de sentir ainda mais o abraço que envolve por inteiro; os olhos não conseguem se fechar para não perderem um segundo daquela sensação indescritível e choram ao mesmo tempo em que querem ver; e o sorriso vem, completamente involuntário, mais do que convidado e sem nenhum necessidade de ser chamado, aguçando cada poro e cada mínimo sentido e despertando a absoluta certeza de que a plenitude do amor está dentro e só pode ser isso.
      Esse passeio é o Termas da Puritama + trekking. Não deixe de ir caminhando. A sensação de chegar ao topo vivendo o caminho é incomparável do que alcançar as termas numa van.

       

       
      Tour Astronômico
      A altitude alta e as nuvens raríssimas fazem do céu do Atacama o ponto de observação mais limpo da Terra. É ali que estão os maiores e mais modernos telescópios da Nasa e os mais competentes astrônomos. 
      A realidade é que, para além das pesquisas, olha-se para cima após as 23h e tudo parece um filme. As estrelas são holofotes, dispensando qualquer luz artificial, e o céu parece tão baixo e tão perto que é possível ver o movimento da Terra em tempo real, com os planetas visíveis a olho nu mudando de lugar a cada segundo. A Via Láctea é um borrão branco nítido, grande, que prende os olhos ao tentarmos entender o inexplicável. Mas o que o telescópio mostra ao parar em Saturno beira o indescritível. O coração palpita quando os olhos se deparam com os anéis perfeitos e a nitidez do imaginário de toda uma vida. É preciso coragem para descer as escadas do imenso observador do céu e aceitar registrar aquele instante somente na memória, rezando pra que ele permaneça, forte, vivo e intenso, exatamente como o segundo em que os olhos perceberam o que viam. E num misto de felicidade e medo do que o tempo muitas vezes prega em nossa lembrança volátil, três estrelas cadentes rasgam o céu, roubando a respiração e deixando ainda mais claro que a gente é um pingo de absolutamente nada.
      Fizemos o tour astronômico com a Space Obs, porque lemos muitos relatos de que eles teriam os melhores telescópios. Não gostamos. Extremamente técnico. Grupos grandes, muita espera e filas para cada telescópio. Um casal de simpáticos astrônomos estrangeiros nos recebe e nos guia pelo tour. Observamos o céu a olho nu, com ela apontando estrelas, planetas e constelações. Seguimos para a observação nos telescópios e finalizamos com uma roda de chocolate quente e uma palestra bem entediante sobre física quântica, cálculos astronômicos e informações numéricas pouco interessantes e nada relevantes para quem, como nós, busca um pouco mais de magia. Nos arrependemos de não termos feito também esse passeio com a Araya. Algumas pessoas que fizeram com eles, amaram a experiência. O guia era um senhor nascido no Atacama e entendedor do céu, que em meio aos telescópios, contava sobre as crenças ancestrais do surgimento das constelações. Tudo acompanhado de chocolate quente ou de whisky.
      Preparem-se para o frio da noite do Atacama. Especialmente nesse passeio, que é feito na madrugada por razões óbvias, o frio é congelante. Gorros, cachecol, luvas e meias. Tudo é necessário. 
       
      Passeios que não fizemos
      Salar de Tara - queríamos muito, mas estava fechado, com muita no acesso.
      Geyser el Tatio - era muito cedo, muito frio e estávamos mais interessadas nas belezas das lagoas.
      Vale do Arco-Íris - faltou tempo.
      Lagunas Antiplânicas - na seleção de cada passeio, optamos pelas outras lagunas.
       
      Onde comer?
      Não achamos tão tranquilo comer em San Pedro. Tentamos tudo. De restaurantes típicos locais a pizzarias. Destacamos somente a Pizzería El Charrúa, com pizzas crocantes e saborosas, e o Empório Andino, com empanadas de diferentes sabores.

       

       
      Também lemos muito sobre Las Delicias de Carmen. Comemos lá 2 vezes e não gostamos nenhuma. 
       
      Dicas
      Na rodoviária há o precioso e pouco divulgado Mercado dos Produtores. Não deixe de caminhar até lá. É onde os artesão locais tem suas oficinas e lojas. Nos apaixonamos pela Dona Carmem, uma das mais antigas artesãs do Atacama e dona de mãos que tecem belíssimas peças, de uma lã natural que ela mesma prepara, monta em novelos e encaixa em seu tear. E também o Manolo, exímio ourives e conhecedor de cobre, mineral abundante na região. Suas joias são obras de arte.

       

       

       

       
      https://www.instagram.com/trip_se_/
       
    • Por Astrolábio Trip
      O Deserto do Atacama é o deserto mais alto e mais seco do mundo, mas com paisagens belas e  únicas. Não é a toa que é um dos destinos turísticos mais procurados por brasileiros.
              Como chegar:
            Voos até o Aeroporto de Santiago e de Santiago para o Aeroporto de Calama. De Calama é necessário contratar um tranfer que pode ser reservado pela internet ou direto no aeroporto.
              Quando ir:
             Dependendo da época do ano, você encontrará paisagens bem diferentes.
             A época de chuvas vai de Dezembro a Fevereiro. Sim, chove no deserto. Não tanto a ponto de estregar o passeio, mas ninguém controla a natureza, né?
             Inverno : Junho, Julho e Agosto com temperaturas em torno de 20°C durante o dia , porém a noite e de manhã cedo espere temperaturas por volta de 0°C ou até mesmo negativas.
             Nos demais meses a temperatura é mais amena e não há tanta variação térmica, o que torna esse período bem interessante para conhecer o Atacama.
              O que levar:
             Independente da estação do ano leve gorro, casaco ou fleece, cachecol, hidradante corporal, protetor solar, pomada Bepantol é essencial para os lábios, toalha e  óculos de sol. No verão dá para levar alguns shorts e camisetas para o dia. Se for inverno, capriche no casacos mais grossos, além de levar segunda pele,fleece, luvas, meias grossas e um corta vento.
             Como lidar com a altitude nos passeios: Mastigar folha de coca, chá de coca ou chachacoma. A folha da coca não é considerada droga e tampouco tem efeitos alucinógenos. Há também nas farmácias Soroche pills  para o mal da altitude. Descanse bem e evite bebidas alcoólicas em excesso. Você preciso de pelo menos 24 horas. para se aclimatar. Aproveite para conhecer a cidade de San Pedro de Atacama que é um charme.
       
              Moeda: pesos chilenos. Trocamos em São Pedro do Atacama mesmo, pois a cotação estava melhor que no aeroporto. As principais casas de câmbio ficam nas Ruas (calles) Toconao e Caracoles. Pesquise a melhor cotação antes de trocar seu dinheiro.
          Com quem fechamos os Tours: Fechamos os nossos passeios com a Deyd (www.instagram.com/deynoatacama) , que é uma brasileira super gente boa que mora em São Pedro do Atacama, e nos ajudou na escolha dos tours e preparou tudo da melhor maneira para nos receber. Ao entrar em contato com a Deyd, comente que você achou a indicação no Blog Astrolábio Trip e ganhe 5% de desconto. Pode enviar mensagem para ela pelo whatsapp +56 9 7993 2005 ou ligar também.
               O que fazer no Atacama :
      Valle de la Luna 
      Fica a 10km de São Pedro de onde visitaremos diferentes atrativos que se encontram no valle como o Anfiteatro, mina Victoria, Mirador, Três Marias, cavernas de sal e a pedra do Coyote.
      Entrada: 3 mil pesos
      Horário : 16:00 às 20:00h
      Valle de la Luna . crédito @deydnoatacama        Geysers del Tatio
             Esse é um dos passeios que mais exige dos visitantes. A saída do hotel é por volta de 4:30/5:00 da manhã quando as temperaturas ainda estão baixas ou até mesmo negativas, e ao chegar ao campo geotérmico alcança-se cerca de 4200 metros de altitude. E mesmo assim é uma das atrações mais procuradas por quem visita o Atacama.  O tour começa com uma caminhada para observar os diferentes tipos de gêiseres, fenômeno que só pode ser observado em 6 lugares do mundo e este é o terceiro maior. O tour inclui café da manhã . Dica: Não faça esse tour antes de estar aclimatado.
      Entrada : $7.000
      Horário: 04:30 às  13h
      Geysers del Tatio         Piedras Rojas e Laguna Altiplânicas
              O tour mais clássico e mais procurado no Atacama, ou seja, imperdível. É um tour de um dia inteiro passando por variadas altitudes no decorrer do passeio. Começamos visitando o  povoado de Toconao, Salar de Atacama, Laguna Chaxa , Reserva Nacional dos Flamingos  e seguimos para o povoado de Socaire , onde tomamos o café da manhã e mais tarde retornaríamos para o almoço. Depois de ver tantas paisagens lindas, paramos no Mirante de Piedras Rojas . Infelizmente, o acesso a Piedras Rojas está fechado desde janeiro/2018 e ainda não há previsão para reabrir. Visitamos a Laguna Tuyaito e logo depois as Lagunas Altiplânicas a 4200 metros de altitude. E pra finalizar o dia , uma parada em um trecho do antigo caminho Inca e em uma das latitudes do Trópico de Capricórnio. Fizemos esse maravilhoso tour e em breve teremos um post só para ele.
      Entradas : $5.500 ($2.500 – Reserva Nacional dos Flamigos e $3.000 – Lagunas Altiplânicas)
      Horário: 07h às 17h
        Vulcano          Termas de Puritama
             Esse tour é para relaxar e é excelente para combinar com algum outro que você já tenha feito pela manhã ou que fará à tarde. Há geralmente saídas nos dois turnos. Em Puritama, você disfruta das águas termais  (30°C) que vem dos vulcões e da cordilheira.
      Entrada : $15.000 fim de semana e manhãs durante a semana e $9.000 tardes durante a semana
      Horários: 09h às 14h ou 14h às 18h
      Termas de Puritama        Lagunas Escondidas
             São 7 lagoas localizadas no altiplano, de águas turquesas e com uma concentração de sal de ceraca , 7 vezes mais alta que a concentração do mar. Apenas 2 lagoas estão aptas para o banho, onde você não consegue afundar devido a alta concentração de sal.
      Entrada: $5.000
      Horário: 15h às 20h
      Lagunas Escondidas        Laguna Cejar
             Outro lugar ideal para descansar depois de um dia de muitos passeios. As saídas são por volta das 16h e você visitará a Laguna Cejar e los Ojos del Salar. Imagina poder se banhar flutuando nas águas salgadas e ainda poder observar o pôr do sol. Leve roupa de banho e um casaco para o retorno.
      Entrada: $17.000
      Horário: 16h às 20h
      Leia mais em https://astrolabiotrip.com/2018/12/02/o-que-fazer-no-atacama/
    • Por NatalieM
      Olás,
      Estou indo para Atacama + Salar de Uyuni no começo de novembro. Já tenho um fleece da Columbia como esse https://www.columbiasportswear.com.br/jaqueta-fast-trekt-ii-full-zip-fleece-22/p e a segunda pele. Agora estou na duvida se compro um corta vento leve apenas para usar por cima desse fleece ou se preciso comprar algum casaco mais grosso como aqueles com enchimento de nylon. Alguém que já foi nessa época pode me dar alguma dica?
       
      Obrigada 😃
       
       
       
    • Por Gedielson
      A ideia de fazer o relato do meu mochilão pelo chile é partilhar com os outros um pouco da experiência de viajar e servir de incentivo e orientação do que fazer (ou não fazer).
      Vamos lá!
      Diário de bordo 1

      Sai de Londrina no domingo dia 18/12 às 7:45. Nunca pensei que uma simples viagem de Londrina para ctba pudesse demorar tanto. O ônibus entrou em tudo quanto é cidade, distrito e vila. Mas tbm fez uma parada na famosa "soledade". A máquina de suco natural de laranja é a melhor.
      Bem, depois de ser "assaltado" com os preços da Parada Soledade, foi hora de seguir viagem.
      Cheguei em ctba as 17:30. Quase 9 horas de viagem pra percorrer 400 km.

      O ônibus para Santiago estava previsto de saída às 20:00, mas só chegou as 22:00. A única opção que tive de ônibus foi a Chilebus. Deu trabalho pra compra a passagem, mas tudo funcionou bem.
      O que me tranquilizou foi que tinha algumas irmãs/freiras, da ordem trapista, que iriam embarcar no mesmo ônibus que eu e já haviam viajado outras vezes neste ônibus e disseram que ele costuma mesmo atrasar.
      Detalhe, uma das irmãs veio me perguntar se eu estava com bagagens e se eu não poderia assumir uma de suas bagagens. Infelizmente não dava neh. Não dá pra confiar nem em uma trapista hehe.
      Bem... As 22:00 o ônibus chegou. Embarquei e seguiu viagem.
      Logo que entrei, de tão cansado que estava eu dormi fácil. Não era nem 1:30 já passamos em Floripa em Porto Alegre as 6:40.
       
       
      Diário de bordo 2 Esse foi um dia de estrada. Saímos de porto alegre as 7:00, rumo ao interior do RS. O motorista não tinha dó de pisar no acelerador hehe Tbm não tinha dó de nós, só foi parar em Uruguaiana, última cidade do Brasil. Paramos para tomar banho e comer. Ahn banho... Como me fez bem! O guia disse que seria uma parada de 1:30. Ficamos um pouco mais de 2 horas parados. Foi bom pq arrumei uma tomada e deu para completar a carga do cel. Depois, mais duas horas parados nas alfândegas do Brasil e Argentina. Engraçado como é uma burocracia burra. Fiscalizam tanto para não fiscalizar nada. Seguimos viagem, agora do lado argentino. No começo pegamos umas estradas ruins, o ônibus andava muito devagar. Foi possível observar um belo por do sol. Depois de servido um lanche logo dormi. Acordei em uma parada lanche e banheiro, mas acho que demorei acordar e so deu tempo de ir ao banheiro rsrs e logo já voltamos para a estrada e dormi dnovo.     Diário de bordo 3   Já acordei bem mais no interior argentino. Estava em Rio Coarto, a 465 km de Mendonza. Fizemos uma rápida parada em um posto de gasolina para uma ida no banheiro. Tentei comprar algo de comer, me informaram que não aceitavam reais e nem dólar. Depois, já dentro do ônibus me falaram que conseguiram comprar com reais. Uma pena, estava faminto heheh Agora já é possível perceber alguma mudança na paisagem, já não tão tradicional. Quando chega em Mendonza, aí sim vc percebe que está em outro país. De longe vc começa a avistar os Andes com seu topo ainda coberto de gelo. A sensação de passar pelos Andrés e incrível. Impressiona a grandeza. Depois de muito subir, atravessamos para o lado chileno, e depois de uma via Crucis na alfândega chilena, voltamos a rodar.   Se a subida do lado argentino já é lindo, a descida do lado chileno é de tirar o fôlego.   A chegada em Santiago foi tranquila. Uma rodoviária apertada, lotada, lembra o camelo de Londrina ou até mesmo a região da 25 de março. Logo que desembarquei, fui atrás de comprar um chip local e trocar alguns pesos chilenos, o que pude fazer na rodoviária mesmo.   Na rodoviária tbm tinha mc donalds. Pensei que seria a solução pra minha fome infinita.  Pqp, pior Mc q já comi na minha vida! Lanche, suco(sem gelo), batata... Tudo parecia ser do dia anterior. Mas, enfim, eu tava com fome... E mesmo comendo um pouco, continuei com fome kkkkk Chamar um uber não foi tão prático como é no Brasil, mas deu certo. Cheguei no hostel. Hostel Chic. Muito bom! Limpo, organizado, confortável. Tomei um banho e fui dormir, estava exausto.     Diário de bordo 4   Acordei antes do cel despertar. Acho q é a vontade de viajar heheh Meu ônibus para San Pedro saia as 9:30, então coloquei o cel para despertar as 7:45 pra ter um tempo de ajeitar as coisas, utilizar do banheiro, tomar café e voltar para a rodoviária.   Eu já tinha comprado a passagem no dia anterior. Levantei, arrumei as coisas, tomei café e fui...rodoviária.   Comprei passagem pela Turbus. Saiu o equivalente a R$ 250,00. Um tanto barato pelo tanto que vou percorrer. A previsão é de 22 horas de estrada. Tinham me recomendado não pegar o Turbus, mas acho que estavam enganados. O bus e muito confortável e o melhor de tudo é que da pra carregar o cel é o carregador funciona de vdd, ao contrário de muito ônibus que conheço no brasil.   Obs. Perdi um carregador portátil de cel no hostel. Inexplicavelmente ele sumiu. Ainda bem que tenho outro. Agora é só esperar chegar em algum lugar descente para comer.   Hunnn Quase  10 horas na estrada e o lugar descente para comer não chegou. Não é que não chegou o lugar descente, é que não chegou lugar algum para comer. Graças a Deus que sou o mínimo prevenido e do Brasil eu trouxe algumas porcarias, tipo, bolacha passatempo e pingo de ouro, foi o que salvou.   A paisagem, desde que saí de Santiago não mudou muito. Muita montanha e um lugar bastante árido, com pouquíssima vegetação. Cidades uma distantes das outras, com uns 100 km ou mais. Ahn, no meio do trajeto foi possível avistar o oceano pacífico (eu nunca tinha visto outro oceano além do atlântico). Emocionante. Por um bom tempo viajamos com ele a esquerda.   O sinal de celular/internet funciona muito bem aqui (pelo menos com o chip q comprei). Funciona até atravessando túnel.   Fiz um amigo. Um australiano que sentou ao meu lado depois de algumas cidades. Por sorte ele fala um pouco de espanhol e português. Pq meu inglês é muito amador hahah.   Aproveitei uma entrada em uma cidade para comprar algo de comer. Não foi uma parada. Foi só embarque e desembarque, mas o australiano, vendo meu desespero por comida, segurou (pq senão o bus tinha me deixado) o bus enquanto eu comprava um salgadinho da Elma chips. Horrível e caro, diga-se de passagem kkkkk   No bus serviram uma bolacha, tipo walfer e um suco (doce que nunca vi igual) Deu pra dar uma enganada na fome.   Obs. O cenário muda quando chegamos em alguma cidade. Embora de ruas estreitas, elas parecem bem organizadas, mesmo entre tantas montanha, pedras e areia.  Apesar de longa e cansativa, a noite dentro do bus foi tranquila. Agora é só chegar no Atacama.   Diário de bordo 5     Primeiro dia no Atacama. Depois de mais de 20 horas de viagem, chegou. Meu hostel ficava bem perto da rodoviária. Cheguei às 9, mas meu check in era só às 14.   Victor, que toma conta do hostel deixou eu ingressar, tomar um banho e deixar as coisas mesmo antes do check in.   Banho tomado, fui atrás de agências para fazer os tours.   Pesquisei algumas, mas a que melhor se encaixou no que eu queria foi a Ayllu, uma agência praticamente brasileira. Fechei com eles ao meio dia e o primeiro tour foi às 14. Só o tempo de almoçar e já ir.   Almocei em um restaurante bom. Tortilhas acompanhada de guacamole. Mui bueno!   Passei no hostel, peguei a mochila e foi para o tour. Termas de Puritana. Foi quase um tour vip, uma vez que estava só eu e mais um casal de SP. Eduardo e sua namo (não lembro o nome, então pode ser Mônica rsrs).   Termas é top demais. Um oásis que corre no deserto. Uns 3000 m de altitude e a temperatura média da água é de 25 a 32 graus. São 7 piscinas, todas próprias para banho. Uma água muito cristalina. É possível ver o fundo em qq lugar q vc estiver.   Tentei tirar fotos debaixo da água, mas sem muito sucesso hehe   Depois de experimentar das 7 piscinas, foi a hora do lanche da tarde (oferecido pela agência), com prato principal cevichi, muuuuito bom, acompanhado de vinho branco  e mais um monte de coisas que nem me lembro.   Foi um tour sensacional.   Voltei para o hostel já quase de noite. Achei que em San Pedro do Atacama demora muito escurecer. Até 9 ainda está claro.   Cheguei exausto no hostel. E ao invés de tomar uma banho e descansar, não... Tomei um banho e fui atrás de uma agência que faz o tour astronômico. Consegui pegar a última vaga do ano, porém, o tour saia a meia noite. Contratei mesmo assim, queria muito fazer. Tem duas horas e meia de duração, ou seja, voltaria as 2:30 da madrugada. Detalhe, as 5:30 a van do tour do dia seguinte passaria no hostel me pegar.   Apesar da canseira foi muito bom ter feito o astronômico.   A vista do céu aqui do Atacama não tem igual. Uma guia, Alessandra, dava explicações sensacionais, cativante. Faz vc se apaixonar por astronomia. Depois de mais de uma hora de aula a céu aberto, somente com os astros iluminando e um frio de zero grau, foi a hora de observar os astros nos telescópios. Outra experiência única.   E para finalizar o tour, tivemos uma espécie de bate papo com um e astrônomo, Alan. Algo sensacional tbm. Acompanhado de chocolate quente.   Ônibus me deixou no hostel.  Só apaguei. Já dormi com a roupa de acordar no dia seguinte. Ou melhor, dali 3 horas hehehe.       Diário de bordo 6   Dia de conhecer as Lagunas Altiplânicas, Vale de la luna e Vale de la muerte.   Acordei cedo, muuuuito cedo. Me confundi com o fuso horário kkkkk Mas graças a Deus que foi mais cedo e não mais tarde. Sem contar que já tinha ido dormir bem tarde na noite anterior.   Bem... A van passou me buscar no hostel com algum atraso (isso se repetiu outras vezes ).   Logo quando saímos em direção as altiplânicas o guia avisa q teremos duas horas de viagem e seria bom que a gente dormisse para chegar bem descansado.   Dormir era uma coisa que eu precisava muito. Mas, pera... Cade o encosto de cabeça no banco da van?? Simplesmente não tinha kkkkk (conforto nessas vans tbm nao era o forte da agência) Tentei de várias formas. De varias mesmo, e depois de bastante malabarismo ajeitei um jeito desajeitado para tentar dormir. A canseira era tanta q consegui.   Quando estava para chegar nas lagunas, acordei com os sacolejos da van. Chegamos em Piedras Ojas primeiro. Onde tbm tem lagunas. Fazia tanto frio que quase não foi suficiente a roupa que estava vestindo. Somente com o rosto de fora e isso com alguma proteção de óculos de sol, ainda sentia frio. Uma delícia!   Piedra Ojas é perfeito. Suas pedras avermelhadas, com contraste do sal das lagunas, as lagunas que mais parece um espelho de tanto que refletem perfeitamente as montanhas que a cercam. Depois de curtir essa paisagem espetacular e poder tirar algumas fotos, a agência preparou um delicioso café da manhã. Eles montaram o café neste cenário. Ainda que fosse meu costumeiro pãozinho com manteiga e café já seria muito bom. Depois dessa etapa, fomos para as Lagunas Altiplânicas, tem os nomes mas não me recordo agora. São perfeitas tbm. Com um azul vivo que parece filtro de foto.   Nessas lagunas vc não pode chegar tão perto. Mas tem uma trilha entre uma e outra, com um caminho desenhado por pedras, que vc pode percorrer, um trecho de uns 2 km. Lógico que eu quis fazer. O cenário vai ficando mais espetacular conforme vc vai percorrendo a trilha. Mas, detalhe, estava a mais de 4000 m de altitude, era meu primeiro tour com tanta altitude, então, 2 km se tornam 20 hehehe No final da trilha eu estava quase morrendo. Alguns tinham andado mais rápido do que eu, outros ficaram pelo caminho, e estava só eu e minha garrafa de água de 1,6 que já estava bem menos da metade. Quase desisti, mas era uma questão de honra.   Finalmente cheguei na segunda laguna. Recompensador. E a van estava lá esperando. Na volta passamos pelo linha do trópico de capricórnio, o que para mim não é grande coisa rsrs(moro bem perto deste trópico), mas foi bom saber que estava no mesmo grau que em casa. Voltamos para a agência. Serviram almoço pra nós e seguimos para o segundo tour do dia: vale de la luna e vale de la muerte.   Tour este onde faz muito sol e muito calor. Entao... Ja comprei mais uma garrafa de 1,6 l de água. E lá fomos. Primeiro no vale de la luna.   Sebastian foi o nosso guia neste tour. Primeiro atravessamos uma caverna formada com o trabalho da água do oceano sobre os tantos minerais dessa região, principalmente o sal. Vc pode ver e tocar nos cristais de sal ao longo de toda a caverna. Quando começamos a entrar na caverna, confesso que fiquei com medo. Sei lá... Va que dá um terremoto bem na hora q estou dentro heheh vai saber!   Mas não, foi dboa. Alguns trecho da caverna ela se torna bem apertada, por isso o guia recomendou q não levasse nada além do celular, até pq precisaria da luz do cel em algumas partes, mas eu, com medo de dar um terremoto e acabar preso dentro da caverna, levei minha garrafa de água rsrs   A experiência na caverna foi além de minhas expectativas.   Quando saímos da caverna, subimos um bom trecho a pé, na beira de uma duna enorme de areia. Ao chegar no topo é possível ter uma vista que 360° do vale de la luna. O vale tem este nome pelo fato de todo o seu terreno é muito similar com o terreno lunar. Todo acidentado, cheio de crateras. Parecido com o que vemos nos filmes daquilo que deve ser a lua ou marte. A sensação é indescritível. Uma pergunta não sai da cabeça: como tudo aquilo se formou? Quando ocorreu? Foi somente a força da natureza? Parece impossível! A impressão que fico é que foi tudo cuidadosamente desenhado. Depois do mirante foi a vez de percorremos aquilo que chamam de anfiteatro. Um paredão imenso de rocha avermelhada que lembra muito uma arena do tipo romana. Passamos tbm pelas três marias. Tres, ou melhor, apenas duas rochas em pé, solitárias. Digo duas pq originalmente eram três, mas a algum tempo um turista subiu em uma para tirar uma foto e ela se quebrou. Diz a lenda que foi um brasileiro, porém, eu e meus companheiros de tour resolvemos mudar a lenda e dizer que foi um turista argentino rsrs.   Saindo dali fomos para o Vale del la muerte e Pedra do Koiote. Cenário que lembra bastante o do desenho do Papa-léguas.   Ali foi nos serviram um lanche da tarde, sempre acompanhado de um bom vinho e apreciamos o por do sol. Retornamos para a cidade e embora estivesse quase morto de canseira, precisei sair para trocar dinheiro. Faz parte da vida de um viajante.       Diário de bordo 7   Hj a van até q não atrasou tanto (taaaanto). Era para passar as 5:30 e passou quase as 6. O problema é q a agência colocou 11 pessoas em uma van com 10 lugares e por isso tivemos que passar em um outro local para por um banco a mais. Isso sim ajudou a atrasar ainda mais. Saímos às 6:30.   Isso foi ruim. Pq o tour da manhã era nós Gêiseres del Tatio e o fenômeno dos gêiseres são mais intensos na madrugada. Por isso é importante sair o mais cedo possível.  As outras agências iniciam o tour dos gêiseres as 4:30 da madrugada. Deixo aqui minha indignação com a Agência Aylu, e sinceramente, se hj fosse escolher uma agência, com certeza não seria ela.   Por causa do atraso, nosso guia subiu os 4500 metros de altitude muito rápido, o que acredito que ajudou no mal estar que senti ao chegar no local dos gêiseres. A princípio eu pensei que não conseguiria sair da van. Mas bem capaz... Não tinha como não conhecer este fenômeno.   A água sai da terra a uma temperatura média de 80°, o que nessa altitude é mais q suficiente para ferver.   O cheiro de enxofre é forte. Um cheiro que parece com o cheiro de ovo cosido.   O nosso guia foi muito rico nas informações que passou. Acrescentou muito ao tour.   Vapores por toda parte. Águas saindo da terra como se fosse um chafariz. Por todo o parque existem áreas delimitadas para evitar acidentes. Há relatos de turistas que sofreram graves danos com acidentes e outros que até mesmo morreram, tendo em vista que facilitaram e abusaram do espaço.   Apesar de algum temor de acidentes, quando respeitado os limites, o tour é tranquilo.   Em vários pontos é possível tocar na águas fervendo. Claro que fiz isso por várias vezes. Até pq ajudava a descongelar a mão que estava congelada do frio.   Nos gêiseres tem tbm uma piscina térmica que os turistas podem banhar-se. Entrei só um pouco, pois não é recomendável a permanência de mais do que dez minutos, devido a presença de alguns minerais que pode ser prejudicial a saúde.   Eu tbm nem queria ficar muito. Tava frio e a água não é taaao quente assim na piscina.   Ao sair da piscina tomamos um excelente café da manhã ali nos gêiseres mesmo.   A altitude me fez muito mal. Senti mal do estômago, muita fadiga, um mal estar e tontura. Ao contrário dos outros dias, não tive dor de cabeça, mas a sensação não é nada legal.   Ao descermos dos gêiseres, passamos por um vale belíssimo. Cheio de verde, vida animal e vegetal. Geralmente os turistas param ali para apreciação da paisagem e claro, tirar umas fotos, mas a nossa van não parou, somente passou bem de vagar, parando em alguns pontos, mas não descemos. Por um lado, eu estava tão mal e até achei bom não ter que descer.   Ao retornar para San Pedro, fui imediatamente em uma farmácia q tinha perto da agência e comprei um "sal de frutas". Foi tomar e a mal estar passou imediatamente. Graças a Deus! Pq dali a pouco já tinha o tour da tarde para fazer e não queria perder de jeito nenhum.   Algum tempo de espera e já sentindo fome (claro rsrs), partimos em direção as Lagunas Escondidas.   Não ficam tão longe de San Pedro. As duas vans lotaram e por isso eu é uma outra turista, Nathalia, tivemos que ir de Hilux, VIPs kkkkk   Foi legal que o tivemos um guia só para nós dois.   Mas, mesmo tendo um guia só para nós dois, ele não nos alertou de algo muito importante sobre as lagunas escondidas. Bem... As Lagunas Escondidas é um complexo de 7 lagoas formadas por águas subterrâneas e que por estar em uma área rica em sal, elas são praticamente conhecidas como lagoas salgadas.   A coloração delas são perfeitas. Contrastam com o branco do sal e variam entre um verde bem claro e vários tons de azuis.   Em duas dessas lagoas é possível entrar e o mais interessante, além da beleza, é que a concentração de sal é tão grande que por mais que vc queira ou tente, não consegue afundar.   As lagoas aptas para o banho e a primeira é a última. Então, como logo a primeira já era apta para banho, já providenciei minha sunga e cai na água. Como sabia q não afundava, entrei com aquele típico salto meio que abraçando os joelhos.   Pqp kkkkkkkk Foi isso que o meu guia vip não me alertou. Não deveria molhar o rosto (claro). É tanto, mas tanto sal que fica insuportável ele no rosto, lábios, olhos e nariz.   Logo que mergulhei de cabeça e todas as outras pessoas fizeram um coro de NAAAAO, um colega me arrumou uma garrafinha de água doce que limpei minha mão e depois limpei o rosto. Com isso fiquei zero km. Deu pra curtir a lagoa sossegado. O que me conforta é que outro colega fez o mesmo que eu heheh   A sensação de não afundar é muito boa. Estranha no começo, mas assim q vc pega o jeito da coisa fica muuuuito bom. A água é fria e tinha bastante vento, mas, dois min que vc está na água já está acostumado e não quer mais sair. Mas o almoço nos esperava. Um delicioso frango acompanhado de uma especie de pure de batata. Sempre regado com vinho. Comi muuuuito e depois de alimentado fomos percorrer as outras lagunas. O terreno é lindíssimo e é ajuda na beleza das lagunas, como relatei acima.   Ao chegar na última (apta para banho), o sol já estava mais baixo e o vento aumentava. Confesso que estava com medo do frio, mas mesmo assim entrei e foi show. A última é muito melhor q a primeira. Maior, mas funda, mais espaço, mais beleza. Se é que isso é possível.   Retornamos para a agência. Ao voltar para o hostel, acompanhei algumas meninas que estavam no tour e se hospedavam para o mesmo lado.   Paramos em um sorveteria e tomamos sorvetes com alguns sabores exóticos. Delicioso1 Passei na rodoviária para tentar comprar passagem para Santiago. Já estava fechada. Véspera de natal é complicado.   Cheguei no hostel, arrumei um pouco da minha bagunça, preparei as tralhas do dia seguinte. Estava quase que sozinho no hostel. só havia mais um casal, mas em acomodação bem longe.     Banho tomado, sai para trocar dinheiro e comer com um casal de amigos que conheci no tour. Por ser véspera de natal, os poucos restaurantes que estavam abertos estavam lotados. Encontrei o Felippe e a Rebeca no restaurante combinado, porém, muito mais tarde que o combinado. mas, deu bom!     Como eles já tinha jantado, participei só dá sobremesa. Muito boa por sinal.   Voltei para o hostel e dormi. Pq amanhã tem mais. Último dia.     Diário de bordo 8   Último dia em San Pedro.   O dia não começou tão cedo, até pq hj é só um tour.   Preferi ir até a agência do que esperar a van passar no hostel me buscar. Até pq quis passar na rodoviária tentar comprar passagem. Não consegui comprar pela internet.   Dei azar, rodoviária fechada. Normal, dia de natal neh. Fui para a agência. Não deu tempo de tomar café e já saímos. Dia de visitar o tão esperado Salar de Tara.   A caminho de lá passamos pertinho do vulcão Licancabur. Ver de perto é sensacional.   Parte do tour foi tbm o famoso Protetor do deserto do Atacama   Depois, mais estrada. Mas a estrada não é algo fixo. É no meio do nada. O guia é que vai fazendo em meio as pedras.   O caminho é longo, mas todo o trajeto é belíssimo. Ao chegar no Salar de Tara o espetáculo é ainda maior. Imenso, parece que que não tem fim. Um paredão de pedras em meio a penhascos e vales.   A vontade é ficar admirando a paisagem por horas. São pedra e rochas de vários formatos, cores e tamanhos.   Ainda passamos por outros penhascos de cores diferentes e formas perfeitas q contrastam com o céu azul. Perfeito. A última etapa do tour foi na Lagoa dos Flamingos. A van nos deixou em uma parte bem ao alto, perto do paredão de pedras e descemos por uma trilha.   Perfeito!  Curti cada momento. Afinal era meus últimos momentos neste paraíso. No fim da trilha, um delicioso almoço nos aguardava. Salmão com mais um monte de coisa.   Dessa vez, como já tinha acompanha as outras refeições, fiquei por último para me servir. Sabia q não ficaria sem. E por isso pude pegar bem mais que o normal hahahah   Na hora que cheguei na mesa a galera me chamou de pedreiro kkkkkkkk Foda-se, comi muito bem   A volta foi bem rápida, até pq não aguentei o sono e dormi uma parte do caminho. Quando cheguei em San Pedro, nem fui para o hostel. Pedi para me deixarem na rodoviária.   Graças a Deus deu tempo de comprar a passagem ainda para o dia 25. Era 4 da tarde e o bus saia as 18:45 para Santiago. Comprei uma das últimas passagens.   Corri para o hostel. Do qual já tinha feito o chek out, mas o Victor autorizou eu deixar minha mochila lá. Então, tomei banho bem tranquilo, separei o q precisava levar comigo dentro do bus. Carreguei o cel é o carregador portátil e pronto, partiu Santiago com alguns dias de antecedência uhul Que venha Santiago! 20 horas de viagem. Entrei no bus e tomei um dramim. Nem precisava, mas foi só para garantir que dormiria e apaguei geral.   Diário de bordo 9   Dormi tanto que fui acordar já era umas 10 da manhã. Já estava até bem perto de santiago.   Por isso, esse fim de viagem foi dboa. Lendo, comendo, dormindo, contemplando o Pacífico.   Chegando em Santiago a paisagem muda. Fica muito mais verde.   Desembarquei em Santiago peguei o metrô e fui para o hostel que eu teria reserva para dali dois dias. O jeito era arriscar.   Quando cheguei no hostel, o cara foi taxativo: só se tiver reserva; estamos lotados. Ele me indicou outros vários ali na região mesmo.   Fui em um vem perto, em uma rua paralela. Nada, lotado. Bateu uma preocupação hahah   Fui para o próximo do mapa, hostel Kombi. Nesse tinha vaga. Ufaaa. E era bem barato. Precisava de 3 noites em Santiago, mas como já tinha a reserva da última noite, contratei por duas.   Tomei um banho e sai explorar um pouco da região onde estava. Muito legal por sinal. Deu tempo de conhecer um parque e um pouco do comércio da região, já que nessa época do ano o sol se põe em Santiago quase as 9 da noite. Comi tbm, estava faminto.   Passei no mercado e comprei mais umas porcarias pra comer.   Sempre gosto de ir em mercados em outras cidades. Minha mãe tbm ama hahaha Eu acho q é como participar um pouco da vida local.   Voltando no hostel, coloquei um miojo pra fazer, mas daí fui comunicado que rolaria uma pizza no hostel. Resolvi pagar e participar. Seria uma forma de interagir. Só que não.   No hostel haviam vários gringos. Até aí tudo normal.   Foda é quando eles falam outra língua q não o espanhol.   Mas vários falavam espanhol, mas eram argentinos e chatos (não acho que todos os argentinos sejam chatos pfv).   Tentei interagir, mas sem chance. Só conversavam entre eles. E olha q sou fácil fácil de fazer amigos. Mas com esses argentinos, sem chance hhahah Comi a porcaria da pizza. Não passava de uma massa ruim d pão com molho de tomate barato. Recheio quase não tinha. Ou seja, não valeu de quase nada rsrs Sem problema, valeu a experiência de conhecer estes argentinos mal humorados kkkkkk e fiz amizades com algumas chilenas e chilenos (estes sim bem legais).   Deitei e apaguei.       Diário de bordo 10   Acordei às 9 para tomar o café que era servido até as 10. Depois tomei um banho e era dia de explorar a Santiago.   No meu quarto tinha um chileno. Pensa num mlk bom de papo. O que os argentinos não eram de conversar, esse chinelo era.   Depois de conversar sobre várias coisas, fui tomar um banho e sai para o tour. Sempre de metrô, que Santiago é muito bem servida. Te leva por onde precisar.   Primeira parada foi no Museu da História Natural, o Museu Nacional, que fica dentro de um parque com muito verde. Só o parque já valeria a pena. Mas o museu é muito top. Fiz bem em escolher ele como destino.   Depois dali fui para o museu dos Direitos Humanos, um museu da ditadura militar do Chile. É muito interessante e importante o museu, mas confesso que deveria ter ido primeiro nele e depois no da História Natural. Pelo simples motivo que vc sai de lá um tanto deprimido.   Mas valeu, foi bom!   Percorri um trecho da cidade a pé mas estava longe do meu próximo destino, então resolvi pegar o metrô em direção a outro parque. Parei para comer (claro haha) e depois só curti a natureza.   Voltei para o hostel caminhando. Não cheguei tarde no hostel.   O chileno estava la. Conversamos um pouco. Ele saiu  Eu tomei banho e sai tbm.   Como a região que eu estava era de muitos bares, sai dar uma passeada. Resolvi entrar em um e tomar uma cerveja. Neste bar tinha tipo um standard. E como eu era o único brasileiro ali, logo tornei parte do show.   Foi muito engraçado.         Diário de bordo 11   Último dia em Santiago. Acordei cedo para aproveitar o café do hostel. Tomei um banho. Arrumei minhas coisas. Fiz o check out. Deixei a mochila no hostel e fui em direção ao edifício mais alto da América latina, Gran Torre Costenera. E possível subir nele e apreciar toda Santiago em 360°. O elevador sobe muito rápido. O ouvido chega a tampar.   Lá de cima e show. Um edifício novo. Muito bem cuidado e dizem ser resistente a terremotos.   Eu e um grupo de turistas tivemos o acompanhamento de uma guia que falava português, ajudando bastante a entender a história de Santiago e seus principais pontos. O edifício fica agregado a um grande shopping. Tinha ouvido falar que tinha nesse shopping lojas de departamentos com ótimos preços. Não sei o que é ótimos preços pra esse povo. Pra mim tava tudo muito caro. Só comprei uns vinhos e chocolate. Ou seja, quase tudo q uma pessoa precisa na vida kkkkkk   Passei no meu novo hostel, fiz o check in e fui deixar a mochila no quarto. Este hostel tbm era muito bom. Praticamente um hotel, mas vc fica no quarto com várias pessoas.   De cara já encontrei com um brasileiro. Trocamos algumas informações e ali, na hora já combinamos de pegar uma balada. Afinal, está era minha última noite no Chile.   Votei para o antigo hostel pegar minha mochila e o brasileiro já tinha comunicado com outros dois brasileiros do novo hostel sobre a balada, ou seja, iríamos os 4.   A balada começava as 23 mas quem chegasse até a meia noite não pagava a entrada. Era tudo o que 4 brasileiros em fim de viagem precisavam kkkk   Descansei um pouco, fui ao mercado comprar porcarias pra comer durante a viagem do dia seguinte, tomei um banho. Comi um MC (claaro) e fomos pra balada.   Eu tinha olhado no mapa e visto q não era longe, por isso resolvemos ir andando. Pelo menos na região em que estávamos a cidade de Santiago é bem tranquila   Chegamos dentro do horário free.   A balada não era das melhores, mas isso se compararmos ao Brasil. Pq acho que de Santiago deve ser uma das boas. Tava bem lotado e a música era boa.   Valeu a pena para encerrar a viagem ao Chile.   Acho q não gostamos muito. Só fechamos, literalmente, a balada kkkkk Fomos os últimos a sair.   Chegamos no hostel às 5:00. Valeu, valeu, valeu!       Diário de bordo 12   Acordei às 6:30. Precisava pegar o metrô e chegar no terminal rodoviário umas 7 para embarcar as 8.   Foi tranquilo.   Gastei meus últimos pesos chilenos no rodoviária e partiu Brasil.   Apesar de estar com sono, quis curtir um pouco mais das paisagens do Chile e dos andes.   Como demorou na fronteira Chile/ Argentina, aproveitei e puxei um ronco.   Depois, mais de andes e aí sim, depois de ter descido eu dormi. Apaguei. Acordei já muito dnoite.   Paramos em um posto e gastei o q tinha de pesos argentinos. Pra que voltar com dinheiro neh?!.   Comi e voltei a dormir.       Diário de bordo 13   Amanheceu o dia, ainda era Argentina. Ta louco, é estrada que não acaba mais.   Na verdade, eu que escolhi andar tanto por estrada. Preferia até mesmo fazer todo esse trajeto dirigindo, mas, como não era possível, optei em fazer de bus mesmo. Também poderia ter optado em ir de avião. O preço não era muito diferente e tenho ciência de que todo esse tempo de estrada eu poderia ter aproveitado por lá. Afinal, foram mais de 10.000 km rodados de bus. Mas, a intenção era essa mesmo. Rodar de bus. Passar por lugares que um voo de pouco mais de duas horas não me proporcionaria. Conhecer lugares que o buzão passou. Conhecer pessoas que esse tempo no bus oportunizou   Enfim... Perto do meio dia chegamos na fronteira Argentina/Brasil. Trâmite dos dois lados. Saímos de lá quase as 2 da tarde.   Paramos em um restaurante. Parada de duas Horas para banho e almoço. Saímos umas 4 horas.   Estrada e um pouco de chuva.   Passamos por porto Alegre quase meia noite e dormi pra passar logo a viagem.       Diário de bordo 14   As 5:30 da manhã passamos por Floripa.   Em ctba chegamos as 10. Deu tempo de comprar a passagem do bus q sai às 11:00. Porém, esse bus demora pra caramba pra chegar em Ldna, pois ele vai parando em tudo quanto é lugar (parecido com o da ida).   Chegada em Londrina ás 20:00.   Mas graças a Deus a viagem foi toda tranquila, sem nenhum incidente, superou minhas expectativas.   Obrigado Senhor!  
    • Por filiperocha
      Fala galera!
       
      Eu e minha namorada acabamos e chegar do lugar mais incrível do mundo, mais conhecido como San Pedro de Atacama e, como aprendemos muita coisa aqui, nada mais justo que repassar pra vocês toda nossa viagem num relato cheio de informações atualizadas. Estivemos lá de 14 até 20 de outubro de 2016.
       
      As fotos (muitas) não postadas aqui estão no nosso instagram: @ofiliperocha e @maragbreves Se puderem dar uma moral lá, ficaremos gratos!
       
      Então, vamos lá! Acho que dividindo por tópicos fica mais organizado:
       
      Passagens aéreas
       
      Primeiramente, devo alertar que você NÃO DEVE COMPRAR o trecho Brasil - Calama antes de pesquisar bem outras alternativas. Óbvio que tem seus benefícios, como a obrigatoriedade de a cia área te alocar em outro voo caso perca a conexão por atraso no primeiro voo e etc, mas nem sempre compensa. No nosso caso, o trecho Rio - Calama pela LATAM sairia cerca de 600 reais mais caro do que comprar os trechos separados.
       
      Compramos as passagens em agosto e o trecho Rio-Santiago e Santiago - Rio saíram por 2 mil reais (para duas pessoas) em voos diretos!
       
      Sobre o trecho Santiago - Calama, comparamos os preços e decidimos comprar no site chileno da SKY AIRLINES
       
      ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 1: Em todos os lugares que pesquisei, havia lido que para comprar as passagens no site da sky seria preciso enviar um e-mail mandando dados, uma burocracia só..Informo que conosco não foi preciso nada disso.
       
      Bastou entrar no site chileno da companhia (para isso entre no site da companhia: http://www.skyairline.cl/verChange.aspx e selecione o país como CHILE e o idioma espanhol. Caso não apareça a opção, entre no site da empresa, no canto esquerdo superior da tela clique no país que aparece, que a tela pra você mudar de país vai aparecer). Escolhidos os trechos, basta inserir o numero de um cartão internacional que a compra será feita na hora, sem e-mails e demais burocracias. Como documento coloquei meu passaporte e minha namorada a identidade dela. Interessante é que no e-mail eles não aceitaram um endereço brasileiro (.br), porém o hotmail fornece e-mail apenas ".com", o qual utilizamos sem maiores dificuldades.
       
      O trecho Santiago - Calama ida e volta saiu por 110 dólares já com as taxas, para duas pessoas ! 300 reais mais barato do que comprando no site chileno da Latam.
       
      ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 2: Os principais sites avaliadores de cias aéreas estão desatualizados quando falam da SKY. A companhia se tornou uma low cost e não possui serviço de bordo, apenas venda de alimentos e bebidas. Como o voo dura só 2 horas, não foi nada que me atrapalhasse.
       
      No que diz respeito à qualidade do serviço, os aviões são ótimos! Eu e minha namorada achamos inclusive mais confortável que o voo internacional operado pela LATAM.
       
      Partimos do Rio às 6:40 do dia 14/10 e chegamos em Santiago pouco antes das 11:30. Nosso voo para Calama partia apenas às 15:25. Achei importante deixar essa folga de tempo para passar pela imigração e se caso nosso voo tivesse atraso.
       
      Nesse meio tempo, aproveitei para:
       
      comprar um chip de internet no chile: No terceiro andar do aeroporto de Santiago, saindo do elevador basta ir na direção esquerda até uma loja chamada FOTOKINKA. Lá, adquiri um chip pré-pago da Movistar que vinha com 150mb de internet e 2.000 pesos de crédito. Ainda na loja, a moça me orientou a discar um número e gastar esse saldo em mais 200mb de internet. Por fim, pagamos 9 mil pesos pelo chip e ficamos com 350mb de internet móvel para a viagem toda. Essa quantidade eu diria que foi razoável (acabou no último dia, no aeroporto de Santiago). Compartilhava os dados com minha namorada e controlávamos o uso do 3G (não deixamos ligado o tempo todo). Vale dizer que a cobertura da Movistar é ótima em San Pedro e em quase todos os passeios.
       
      Chegada a hora, embarcamos rumo a Calama, num voo onde o visual é alucinante, parece que não vai ter aeroporto pra pousar e você se dá conta de que está no meio do NADA.
       
       
      Chegamos ao Chile!
       

       
      Vista na viagem para Calama:
       

       
       
      Transfer do aeroporto El Loa (Calama) até San Pedro
       
      Chegando em Calama após 2h de voo, você se depara com o modesto e bonito aeroporto de El Loa. Bagagens retiradas, é chegada a hora de ir pra San Pedro do Atacama, cidade base para conhecer o deserto! Para tanto, será necessário contratar um serviço de transfer ou ir de ônibus. Pela comodidade, ficamos com a primeira opção.
       
      Muito se fala na Licancabur, mas é bom deixar claro que ela não é a única empresa que faz o serviço. No primeiro andar do aeroporto de Calama, há diversos stands de empresas que fazem esse transporte, mas atenção: Na volta, chegamos a Calama perto das 7h e estavam todas fechadas, então se você vai chegar cedo, é bom reservar antes.
       
      Reservamos nosso transfer diretamente com o Hostel (assunto para o próximo tópico) e quando chegamos já estavam nos esperando no desembarque com uma placa. Seguimos viagem numa confortável minivan da Hyundai com ar condicionado e bancos de couro até a porta do Hostel. Digo isso não por ser fútil, mas por custo benefício mesmo: A Licancabur te cobra 20 mil pesos, te leva de ônibus e, pelo que sei, te deixa no centro de SPA cheio de malas. Esse transfer que pegamos te leva de carro, com no máximo mais umas 6 pessoas e te deixa na porta do hostel pelos mesmos 20 mil pesos por pessoa (ida e volta), já com horário marcado pra te pegarem na volta. Prometo que vou procurar o recibo que tem o nome da empresa e posto aqui.
       
      O melhor: o motorista Rodolfo ainda deu uma paradinha pra tirarmos uma fotos antes mesmo de chegar na vila! (prepare-se para o vento, às 18h30 o vento começa a pegar)
       
      Chegamos no deserto!

       
      Paradinha para fotos logo na chegada:

       
      Hostel:
       
      Pra nós, foi uma das escolhas mais difíceis. Como era nossa primeira viagem pra fora, passamos meses pesquisando onde ficar. Por fim, acabamos escolhendo o Hostel Mamatierra, número 1 de avaliações no TripAdvisor. Daria pra ficar num mais barato? Daria, mas não sei se compensaria, sinceramente.
       
      O hostel é sensacional ! A começar pela simpatia do cara que nos atendeu quando chegamos. Nos deu mapa de SPA, senha do Wifi, informações sobre a cidade e sobre os passeios. No último dia, quando minha namorada passou mal, nos ofereceu gratuitamente remédios para mal de altitude. Os demais funcionários também são super simpáticos, em especial um boliviano que vem pro Rio ano que vem passar o carnaval!
       
      Dentre os pontos relevantes do Hostel estão:
       
      1) Café da manhã: Salada de frutas, sucos, chá de coca (e outros), pão, presunto, queijo, sucrilhos, leite, café, chocolate, iogurte..dentre outras coisas que não me lembro. É bem completo para um hostel, não tenho do que reclamar. E se em SPA você sai quase todo dia antes do horário do café, aí está: Você avisa eles no dia anterior e eles deixam um saquinho de lanche com o seu nome e quarto na cozinha pra você levar pro passeio! O lanchinho inclui pão, suco de caixinha, iogurte ou bote com pêssego e barra de cereal!
       
      2) Água quente: Pegamos um quarto com banheiro privado e não nos faltou água quente, todos os dias, toda hora que precisávamos.
       
      3) Bebedouro na cozinha: Nosso gasto com água em pelo deserto foi de 2 mil pesos em 2 garrafas de 1,5L quando chegamos. Isto porque o Hostel possui um bebedouro na cozinha onde você pode encher suas garrafas a hora que quiser, o que te faz economizar uma boa grana no deserto, tendo em vista o consumo intenso de água!
       
      4) Mercadinho do lado: com água, vinhos, lanches, congelados, legumes, frutas e conservados em geral. Do lado mesmo, não não dá nem três passos.
       
      5) Wi-fi: ponto negativo. Não pegava no quarto de jeito nenhum (talvez pq ficamos afastados da recepção). Na área comum pegava ok, nada demais o sinal. Poderia ser melhor, mas quem vai pra SPA não pode exigir uma "modernidade" dessas no meio do deserto e de fato não fará falta, o que não falta é coisa pra fazer.
       
      6) Paredes de Adobe: que isolam a temperatura (e o wifi também hehe). Não passamos frio em momento algum. O quarto era quentinho demais, durante o dia fazia até calor dentro dele.
       
      Entrada do Hostel:

       
      Área comum:

       
      Cozinha:

       
       
      Ja já eu volto pra continuar contando!


×
×
  • Criar Novo...