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Galápagos (+ Guayaquil, Quito) – 12 dias

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Por que Equador?

A escolha da vez para nossas férias de 10 dias estava entre Equador e África do Sul. Equador era um dos poucos países em que não havíamos colocado os pés na América do Sul (os outros são a Venezuela, e infelizmente acho que vai demorar para irmos lá, e aqueles 3 menos conhecidos ao norte), é o país de Galápagos, de Quito e seu belo centro histórico. África do Sul teve bastante promoção por conta de a TAM inaugurar rota para lá, mas a logística era bem ruim, nos faria perder uns 2 dias de viagem (1 ida, 1 volta), o que é precioso numa viagem curta. Acabou que a Copa lançou promoção para Equador e fechamos.

 

Se vamos ao Equador, teríamos de ir a Galápagos. Isso era lei. Então decidimos que a viagem seria a Galápagos, o máximo que fosse. Mas com ao menos um dia em Quito tb.

 

Eu tinha tentado bastante com TAM e Avianca um bilhete ida e volta até Galápagos com pausa de 2 noites em Quito. Os preços em ambas eram exorbitantes. Maiores que se comprasse separado a ida e volta para o Equador com Copa e Galápagos com eles. Então assim fiz, comprei separado. Não que tenha ficado barato, pelo contrário – Galápagos é uma viagem cara – mas saiu mais em conta do que priorizar uma das duas cias aéreas. Promoções para Galápagos são relativamente raras, e nós tínhamos datas específicas para viajar. Ou seja, os custos aéreos foram altos.

 

Roteirizando

Para curtir Galápagos a ideia era arrumar algum barco cujo roteiro nos satisfizesse e que coubesse no prazo em que estaríamos por lá. Chegar em Puerto Ayora, descolar esse barco, e curtir os dias que restassem fazendo passeios. Esse era o Plano A. Caso não rolasse, eu teria um plano B já pronto para rodar entre as 3 ilhas principais (Santa Cruz, Isabela e San Cristobal) durante os nossos dias por lá. Mas acabei não fazendo esse plano pormenorizadamente antes – na verdade bolei +- um roteiro enquanto esperava a conexão no Panamá! Mas não haveria erro.

 

A minha ideia é sempre maximizar o tempo disponível, pq sei que, por mais que se queira voltar a um lugar, raramente se volta. Lembro-me de ter ido a Torres Del Paine em 2008 e de ter ficado maravilhado com o lugar, de fazer planos de voltar e percorrer o circuito W do parque. Até hoje não voltei – a prioridade é conhecer novos lugares. Daí maximizar o tempo disponível onde quer que eu esteja. E o plano B traçado para Galápagos nos proporcionaria o melhor das três ilhas mais habitadas da região, já com passeios pré-determinados para cada dia. Fomos, então, confortáveis para lá: qq das opções nos atenderia.

 

Por acreditar que conseguiríamos um barco saindo de Puerto Ayora, acreditei que o barco retornaria e terminaria no mesmo lugar, então comprei passagem de ida e saída para lá. Mais tarde consegui trocar para sair de San Cristobal, que foi onde ficamos depois do cruzeiro (sim, nós descolarmos um!).

 

Roteiro bem resumido

D1 – Guayaquil (chegada à tarde)

D2/4 – Galápagos - Puerto Ayora

D4/7 – Cruzeiro por Galápagos

D7/10 – Galápagos – San Cristobal

D10/12 - Quito

 

Tínhamos 10 dias de férias, com 2 do fim de semana, 12. Saímos na madrugada do 1º dia e chegamos na manhã do dia seguinte ao 12º, já dia de trabalhar.

 

Orçamento

Eu teria chutado a faixa de 75USD/dia para o Equador, não fosse por Galápagos. Com Galápagos o orçamento precisa de reforço. Sobretudo se vc quiser fazer cruzeiro, o que era nosso objetivo. Aí precisa de muito reforço! Em 12 dias gastamos 1.600 USD cada, incluindo 700 USD de cruzeiro. Isso inclui todos os gastos de viagem no local (alimentação, passeios, hospedagem, transporte e as cervas nossas de cada dia), exclusive passagens aéreas, que foram compradas antecipadamente.

 

Voos (rota – aérea – preço por pessoa)

Rio – Panamá - Guayaquil / Quito – Panamá – Rio (Copa) – 1.600 BRL

Guayaquil – Baltra (Latam) – 1.400 BRL

*Baltra – Quito (Avianca) – 1.700 BRL

 

*Compramos o voo direto da Avianca para Quito, mas eles cancelaram o voo, nos jogando em outro com escala em Guayaquil. Até foi bom, pq isso nos permitiu alterar o aeroporto da volta para San Cristobal.

 

 

Hotéis

Dessa vez com breves comentários. Como sempre, priorizamos a localização, em seguida o menor preço (aliado a boas avaliações; ou ainda, aliado a não muitas avaliações ruins)

- Malecon Inn (Guayaquil) – 40 USD – bem guerreiro. Talvez existam melhores opções de custo-benefício na região próxima ao Malecon. De qq forma, nos atendeu.

- El Descanso del Petrel (Puerto Ayora) – 45 USD (depois um downgrade para 30 USD) – galera muito legal, mas acho que há opções com melhor custo-benefício na região.

- Hostal San Francisco (San Cristobal) – 25USD – guerreiro, de frente para o malecon, ótimo preço!

- Posada del Maple (Quito) – 37 USD – simples, aconchegante e numa rua muito calma de Mariscal. O melhor da viagem.

 

Com exceção de San Cristobal, todos os outros foram reservados previamente via booking.com.

 

Leituras de viagem

- Lonely Planet - Ecuador

- Relato da deiafranzoi – Deia está sempre à minha frente!

- Relato do Fmatsusaki – Esse cara deve ser uma ótima companhia de viagem, altíssimo astral.

- Relato do EdJr – Pouco tempo antes de ir, deparo-me com esse excelente relato!

[há outros ótimos relatos no mochileiros, e acho que li todos; os 3 acima foram referenciais e os levei impressos – me acompanharam por quase toda a viagem]

- Vanessa Barbara – No zoológico de Darwin – Cerca de um mês antes da viagem eu estava folheando a Revista Piauí que acabara de comprar qdo vejo essa matéria. Foi outro texto que li, reli e imprimi para levar para a viagem, onde reli mais vezes.

(tenho certa mania de reler ótimos relatos, sobretudo depois de ter ido nos lugares)

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Chegamos em Guayaquil às 12hs. Pegamos um tai para o hotel (6USD, mas acho que era pra ser 5) e saímos para passear. Em Guayaquil não tem muito erro: é ir para o Malecon e curtir o longo passeio por lá. Belos visuais, bares e restaurantes, monumentos, parques, mirantes, museus, tem de tudo naquela longa faixa para pedestres. Com segurança onipresente ao longo de todo o trajeto. Fomos andando em direção a Las Peñas, o bairro/morro que fica logo ao fim (ao norte) do Malecon.

 

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O charme de Las Peñas

 

Las Peñas é um bairro bem pitoresco da cidade. É onde nasceu a cidade, fica num morro e tem casas centenárias. É a atração principal da cidade. A prefeitura passou a década passada restaurando e regenerando o lugar. Há segurança (pareceu-me privada) em diversos locais, inclusive orientando os turistas sobre a melhor rota para subir (há uma principal, mas pegamos uma escadaria que sai de outro lugar). Como foi todo reformado, está bem turístico também. Rodamos bastante por lá, inclusive subindo ao Cerro Santa Ana, que tem vista panorâmica da cidade, e que talvez seja um dos grandes baratos do que se fazer por lá. Muito bacana. Mesmo com tempo nublado. Tive a impressão de que a área empobreceu, talvez tenha se tornado perigosa (não pesquisei sobre isso, é chute!) e foi revitalizada.

 

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Do alto do Cerro Santa Ana, Las Peñas

 

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Farol no Cerro Santa Ana, Las Peñas

 

Descemos e voltamos ao Malecon. Fomos andando até a outra ponta. Há um mercadinho e uma enorme estrutura metálica que não estava sendo aproveitada na época. O Malecon é mesmo um grande barato em termos de renovação de uma cidade. Mas eu esperava que as fachadas de frente para o Malecon fossem mais valorizadas. Pelo estado de algumas, não são.

 

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Malecon Simon Bolivar

 

Fomos então explorar a parte de dentro de Guayaquil, sair do Malecon. O principal talvez seja a Plaza Bolivar, onde vc convive com iguanas (e pombos!) tranquilamente. A praça é delas, das iguanas. E, embora não tenha visto ninguém tocando nos bichos, vimos gente dando comida – a despeito das placas pedindo para que não o fizessem. Aquela coisa que já conhecemos. De qq forma é bem bacana andar num parque com as iguanas soltas! Em frente à Praça tem a catedral da cidade, que fomos conferir. Conferimos tb outras atrações que eu havia listado – uma delas era subir a torre do relógio, que estava fechada de manhã.

 

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A catedral de Guayaquil, vista da Plaza Bolivar

 

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Plaza Bolivar: iguanas, pombos e pessoas

 

Bateu a noite e fomos fazer nossa refeição do dia. Escolhemos um restaurante de comida local meio padrão médio, que ficava nos arredores, Cocolon. Vazio, talvez por ser muito cedo tb. Comida muito boa, pelo menos!

 

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Palácio Municipal de Guayaquil, de dia e de noite

 

Após a janta fomos anda mais. Refazer todo o caminho até Las Peñas, ver como a coisa rola de noite. Várias das casas em Las Peñas anunciavam bares e clubes noturnos, então era sinal de que a vida noturna por lá era agitada. E, claro, curtir o visual noturno lá no alto. O caminho pelo Malecon, mesmo de noite, era bem tranquilo. Seguranças por toda parte.

 

Las Peñas era outro lugar de noite. Bem mais agitado, bares e inferninhos chamando vc pra entrar. Na rua principal, a que todos tomam pra subir, é onde estão concentrados. Naquela hora, ainda relativamente cedo, os lugares me pareciam ainda vazios. Não sei como é tarde da noite. Curtimos o visual do alto da cidade, tomamos umas cervas e descemos para nosso caminho de volta. Precisávamos do sono dos justos pq o dia seguinte já era de Galápagos!

 

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O belo visual de Guayaquil à noite (a partir do Malecon e Cerro Santa Ana)

 

Voltamos bem cansados – como deve ser!

 

[todas as fotos são do Instagram da Katia]

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Acordamos cedo para o café do hotel. Guerreiro, como o hotel. Fomos direto para o aeroporto. Achava que era necessário dar mais tempo para voos para Galápagos, tinha lido sobre filas, checagem de malas e etc. Então fomos cedo. Taxi 5 USD, preço fechado.

 

Foi tudo bem rápido no aeroporto. Tem a fila da taxa e a fila da checagem da bagagem. Talvez nem precisávamos fazer, já que não despachamos nossas mochilas. Ou melhor, praticamente não havia fila. Pagamos a taxa de 50 USD por pessoa para Galápagos. E fomos fazer hora no aeroporto, até a partida.

 

Curioso: ao meu lado no voo para Baltra um senhor equatoriano puxou assunto. Ele estava com a esposa, foi simpático. Começamos a conversar, falamos de viagem, Brasil, Equador e tal. E aí ele me pede meu contato. Estranho. Mas vamos lá. Logo a seguir ele entrega e começa a falar de marketing de rede e etc. Hmmm, amway total, captei a mensagem, entendi o propósito. Parei de dar corda +- delicadamente e voltei a ler meus guias de Galápagos.

 

Chegamos em Baltra sob sol. Estava nublado em Guayaquil. Chegamos e já pegamos o primeiro ônibus (que, aliás, era da Avianca) que faz a rota até o canal. O visual do canal já é espetacular!! Caribenho, eu diria. Chegando do outro lado, ficamos na fila a esperar o busum que custa 1USD cada. O taxi sai por 18USD. Fui então comprar uma água e já tomei conhecimento dos preços galapageños: 1,5 USD (claro que naquele local específico ainda tem o adicional da ausência de concorrência). Em Guayaquil era 0,50USD.

 

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Cruzamos o canal e já nos deparamos com essa cor de água

 

Eis que chega o busum e assistimos a um espetáculo deprimente da correria e furação de fila. Felizmente fomos sentados, mas teve gente que foi em pé (os que tiveram de colocar as malas grandes no bagageiro – mais um bom motivo para viajar leve!). Ao longo da viagem (Puerto Ayora fica do outro lado da ilha), o tempo nublou completamente. É comum por lá essa mudança brusca. Vc está na praia e está sol, vc entra 10km adentro da ilha e está nublado e até chovendo.

 

Chegamos, achamos nosso hostel, largamos nossas coisas e partimos para curtir Tortuga Bay, que era nossa programação para o dia. Longa e agradável caminhada até lá. Trilha toda urbanizada até a praia. A partir de Puerto Ayora o caminho não é sinalizado, mas a galera informa na boa. No caminho compramos um filtro solar pela facada de 20USD (!!).

 

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Caminho todo urbanizado

 

Tortuga Bay estava bem nublada qdo chegamos. Como tantas vezes já havia lido, não há tartarugas, o que há são iguanas. Que não estão nem aí pra vc. Como a praia brava estava fria e brava, seguimos para a mansa, que estava calma e com uma galera curtindo. Fomos para uma parte mais alta, do alto de umas pedras que ficam no canto. É onde chegam os taxi boats. De lá conseguimos ver, num relance de 1 segundo, um tubarão martelo! Uau! Voltamos para a praia e fui snorkelar, talvez ainda encontrasse outros! Mas nada, a visibilidade estava bem ruim. Em parte pela água mesmo, em parte tb por estar bem nublado. Paradoxal um mar estar bonito e a visibilidade não estar boa. Ficamos então curtindo as iguanas e os espetaculares caranguejos locais (Grapsus grapsus?) e voltamos para a cidade.

 

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Fim de tarde em Tortuga Bay

 

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Os habitantes da praia

 

Nossa meta daquela noite era percorrer as agências para descolar um cruzeiro. Ou para ver as opções disponíveis (se houvesse!). Várias delas anunciam ofertas “Last minute” para cruzeiros, mas acabamos entrando numa delas que colocava os preços na chamada. Dada a nossa disponibilidade de dias, o cara nos ofereceu duas opções: uma com um barco categoria luxo (luxury) de 4d/3n por 700 USD cada. Roteiro era pelas ilhas Mosquera, Santiago, Bartholomé, Genovesa e San Cristobal, onde encerraria. Ele dizia que esse estava sob desconto pesado. A outra tb era de 4d/3n, barco categoria turístico-superior (ou coisa parecida), que é um degrau abaixo do luxo, mas começava na primeira noite e seguia para as ilhas do sul, voltando a Puerto Ayora. Saímos para avaliar. A 2ª opção eu teria pego se fosse a única disponível, sobretudo pq queria conhecer a Isla Española. Mas a 1ª opção atraía bastante. Os preços estavam na faixa do que tínhamos em mente (era caro, mas já fomos preparados para o orçamento galapageño); tinha Genovesa no roteiro, uma ilha que geralmente só se acessa em viagens de barco; e o barco era tipo luxo (esquema patrão!!) e parecia mais largo, o que daria maior estabilidade. Além disso, só viajaria de noite, qdo estivéssemos dormindo. Eu não gostaria, e Katia realmente não queria barco sacolejando, então estabilidade era algo a ser considerado. Era uma quinta-feira e ambos sairiam somente no sábado. Depois de rápida avaliação na pracinha de Puerto Ayora, decidimos por esse roteiro mesmo. Talvez devêssemos verificar em mais agências, mas, no geral, elas vendem as mesmas saídas. Voltamos lá e fechamos. Plano A ativado!

 

Se eu pudesse escolher um lado, escolheria sul. Mas achei que o outro barco oferecia mais, e pelo mesmo preço. E tinha Genovesa! E Bartholomé, um dos mais famosos cartões postais de Galápagos. Sempre temos de fazer escolhas, não haveria como visitar tudo, e acho que escolhemos bem. A consequência disso seria retirar Isabela do nosso roteiro. Ok, fica para uma outra ocasião – e espero que haja outra ocasião! Ah, e acabamos visitando a Isla Española, a partir de San Cristóbal.

 

Fomos então celebrar nossa escolha com mais cerva na orla (Cerva em Guayaquil: 1,25 USD x Cerva em Galápagos: 2,50 USD), depois fomos jantar na famosa rua cheia de restaurantes guerreiros, onde vc pode escolher o peixe brujo que quiser ou a lagosta (viva! :0) que desejar. Pratos na faixa de 10 USD, lagosta custa mais caro (acho que até 25USD). Comida guerreira boa. Depois de batermos um pouco de perna pela cidade para curtir a noite, fomos dormir. Puerto Ayora encerra suas atividades muito cedo.

 

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A rua dos restaurantes de rua

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Choveu de madrugada. Na verdade já serenava qdo voltamos pro hostel no dia anterior. Acordamos cedo, pedimos para ficar uma noite adicional, mas nosso quarto seria ocupado naquele dia. Nos ofereceram um quarto guerreiro por 30 USD, sem ar condicionado nem tv. Não precisava de ar condicionado naqueles dias, não ligo pra tv e a redução de preço foi muito bem aceita! Ótimo downgrade!

 

A ideia era ir para Las Grietas, mas o tempo muito nublado mudou nossos planos. Deixamos para mais tarde, apostando que o sol surgiria ao longo do dia. Fomos passear pelo mercado de peixe, onde ficam leões marinhos, pelicanos e outros bichos locais (comuns por lá, cativantes para nós de fora). Fica a turistada (nós!) admirando (e fotografando). A bicharada fica de olho nas sobras de peixe, e isso faz a festa da galera de fora. E tem tb as lagostas vivas que chegam pescadas e são vendidas ali mesmo, ainda vivas. Parte delas estarão expostas logo mais naquela rua dos restaurantes guerreiros. Aliás, do mercado nós seguimos para essa rua guerreira para tomarmos um café da manhã, guerreiro tb.

 

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Mercado de peixes de Puerto Ayora

 

Descolamos um taxi (taxis em Galápagos são sempre pick-ups) para fazermos o tradicional roteiro que vai a Los Gemelos e um rancho onde ficam as famosas tartarugas gigantes galapageñas e os tuneis de lava. Sai a 40 USD e seguimos uma recomendação da menina do hostel, que ligou para um motorista que ela conhecia, Javier. De fato, foi muito bom. Los gemelos são dois grandes buracos que a galera se ilude (e eventualmente se decepciona) achando que são crateras de vulcão. É bacaninha, curtimos rapidamente e fomos para o rancho. Em termos de rancho, existem dois, que ficam próximo um ao outro. Primícias e El Chato. Por sugestão do Javier, fomos no El Chato. E aí nos maravilhamos com todas aquelas tartarugas enormes! Aquilo sim, é Galápagos! Lá tb tem os tuneis de lava. Percorremos os dois que vimos. É interessante, mas o barato mesmo são os tararugões. Ficamos um bom tempo admirando a galera.

 

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As tartarugas gigantes de Galápagos, no El Chato

 

No fim, um casal argentino perguntou se havia problema em desviarmos um pouco do nosso roteiro para irmos até a Garrapatera, uma praia que fica do outro lado da ilha. Não estava no nosso roteiro, não queria exatamente ficar curtindo praia. Sem problemas, mas pedimos ao Javier para nos deixar ao menos fazer a trilha até a praia, ao menos para conhece-la. E, de fato, é bem bonita. Melhor ainda que fazia sol naquela hora. Fomos apenas conferir, logo retornamos.

 

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El Garrapatero

 

Passeio com o Javier foi muito bacana, eu recomendo. Conversamos bastante, e ele dava explicações gerais sobre o que víamos, sobre tartarugas, Galápagos, Equador, etc. Acho bacana qdo tem essa interação. Quero dizer, ele não é apenas o taxista que te transporta.

 

De volta a Puerto Ayora, pegamos o taxi boat (0,80 USD) para curtir Las Grietas. Vc desce num píer, segue o caminho, passa por uma praia (de los alemanes) e depois segue por umas salinas bem bacanas. E chega em Las Grietas, que é um barato. Havia uma galera por lá curtindo, uma parte me pareceu ser local mesmo. Fiz bastante snorkel por lá, visibilidade é muito boa. Curti um tempo, depois fomos seguimos a trilha que vai margeando o rio. E retornamos. Ainda demos uma pausa na Playa Alemanes, aquela que fica no caminho. Curtimos o fim de tarde por lá. Esquema relax!

 

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Salinas no caminho até Las Grietas

 

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Las Grietas

 

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Visual da trilha de Las Grietas

 

De resto ficamos batendo perna pela cidade, tomando cervas aqui e acolá, sobretudo nas arquibancadas da pracinha à beira-mar, vendo a galera local. Jantamos novamente na rua guerreira, e dessa vez pedi um peixe brujo encocado.

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Era dia de partir no nosso cruzeiro, então fomos curtir o que faltava na cidade. Fizemos checkout e saímos cedo. Tempo bem nublado. Cidade ainda acordando. Fomos novamente na direção do mercado – o foco era o Charles Darwin Research Station, mas precisávamos fazer hora até abrir. Então curtimos novamente um pouco do mercado de peixes e, um pouco adiante, uma área de mosaicos bem bacana. Outra coisa interessante do dia foi que pareceu rolar uma atividade entre os estudantes de limpeza de áreas públicas, especificamente áreas verdes. Vimos uma galera recolhendo lixo em diversos cantos, sempre onde havia verde. Das coisas que saem (e a quantidade) é que vemos como tem gente sem noção no planeta.

 

O Charles Darwin Research Station é muito bacana. Vc não entra na área das tartarugas, tal qual fizemos no El Chato. Elas ficam separadas, reservadas, tipo zoológico. Mas isso não torna o lugar desagradável, de jeito algum. Adorei ficar observando as tartarugas – que, por sua vez, são de espécie diferente das que vimos no El Chato. O pescoço das do Darwin era especificamente longo. Valeu muito a pena, e é grátis (embora doações sejam sugeridas).

 

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Tartaruga do CDRS

 

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O pescoção da residente

 

Depois fomos na Laguna de las Ninfas, um lago bacana que tem perto do centrinho, com belo visual e mangues a observar. Tb havia estudantes coletando lixo por lá.

 

E enfim fomos para a agência pouco antes da hora marcada. Chegando lá o cara logo chamou um taxi e nos mandou para o porto. Disse que alguém havia se atrasado no voo e que era para encontramos o grupo no aeroporto. Nosso taxi pifou no meio do caminho! Ahahaha, simplesmente o motor pifou. Não seria problema, pq rola camaradagem e eventualmente haveria taxis passando. E foi o que ocorreu. E tínhamos folga para o horário que estava estabelecido para nosso encontro no aeroporto. Enfim, chegamos e havia um cara da tripulação nos esperando. E então descobrimos que éramos os últimos, e que todos os demais do grupo já estavam no barco! Mais tarde apuramos que deve ter ocorrido algum telefone sem fio na história. Possivelmente o horário de apresentação foi adiantado, ou retificado, e não fomos informados a tempo – na verdade, não deixamos qq contato (não nos foi pedido!) na agência. Enfim, depois de alguma demora, chegamos ao barco. E que barco!

 

Era um Galaxy, tipo luxo. Galera já tinha almoçado, nós fomos apresentados e já chegaram nossos pratos. Total de 17 passageiros. Depois ficamos explorando o barco e nossa habitação – não estamos acostumados a tanto luxo, ehehehehe. Finesse, esquema patrão total. E ficamos tb conhecendo a galera. Não tinha certeza se seria um grupo fechado, de tour, ao qual nos integraríamos, ou se seria galera independente. Era galera independente. A maioria mais jovem, mas havia um casal alemão mais velho (nos 50s). A nacionalidade seguia o padrão Europa/Estados Unidos. Mas tinha uma dupla de Israel, um cara muito legal da Indonésia (que namorava uma brasileira) e outro da Coreia. Somente nós éramos da América Latina. A língua oficial, então, era o inglês.

 

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Esquema-patrão no Galaxy I!

 

Algum tempo depois do almoço fomos para a Isla Mosquera. Era a primeira atividade. Ficamos duas horas por lá. Muitos leões marinhos, uma enormidade de caranguejos de coloração alaranjado-vermelha (depois passamos a ver esses caranguejos em toda parte, mas eu adorava admirá-los -- são praticamente os únicos bichos da região que se afastam de vc ao menor sinal de encurtamento de distância). Rola uma praia na ilha, mas ficamos curtindo os bichos mesmo. Isso é Galápagos! E naquele lugar, naquela hora, havia sol, muito sol. Amem!

 

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Isla Mosquera

 

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Alta densidade demográfica caranguejeira na pedra

 

Aliás, como estava sol, curtimos nosso primeiro pôr do sol com sol na viagem. Nesse dia conhecemos a tripulação na janta, com apresentação individualizada. Depois da janta foi aquele social de conhecer a galera. Cervas a 3 USD no barco. Caro, claro. Mas esperava que fosse ainda mais.

 

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Pôr do sol em Galápagos

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Valeu, Fabio!

Hj posto mais um dia da viagem.

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Barco partiu umas 4 da madrugada e navegou até umas 6. Balançou um pouco, nada que incomodasse. Estava nublado nessa manhã. Era dia de conhecer as Ilhas Santiago e Bartholomé.

 

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Nosso barco (esquema-patrão!!)

 

Primeira atividade, logo depois do café da manhã, era conhecer a Isla Santiago. O barco nos leva e fazemos uma trilha por lá. Achei o visual da ilha qq coisa de sensacional. Caminhávamos sob lava vulcânica empedrada. Curti demais aquele visual. De alguma forma eu acho que vulcões e atividades correlatas me fascinam.

 

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Trilha de lava na Isla Santiago

 

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Tudo de lava na Isla Santiago

 

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Pé na lava (solidificada)

 

Aliás, vale dizer que em todas as ilhas não habitadas que fomos há trilhas demarcadas e sinalizadas, e há grande respeito pelas regras em cada uma delas. Existe um tempo máximo que se pode ficar e não é permitido caminhar fora das trilhas.

 

Depois da trilha, voltamos para o barco pq rolaria um snorkel numa região da mesma ilha Santiago. Havia wetsuits para alugar por toda a viagem, ao custo de 35 USD. Achei muito caro e decidi tentar encarar a água sem isso, mas quase todos alugaram (somente eu e mais 2 que não). E deu numa boa. A água é bem fria, não se iluda. Obriguei-me a me movimentar sempre enquanto nadava e, qdo voltava do snorkel, ia direto para uma chuveirada quente.

 

O snorkel na Ilha Santiago foi muito bom, com muito boa visibilidade. Vimos três tartarugas galapageñas, além de uma grande variedade de peixes.

 

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Tartarugão

 

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A abudante fauna marítima local

 

Depois do almoço rolou o 2º snorkel, agora nos arredores da Isla Bartholomé, onde poderia haver pinguins. Logo que mergulhei, vi duas coisas, e aos montes: estrelas marinha e água-viva. As estrelas era um grande barato, as águas-vivas eram um grande problema. Eu ficava tentando me desviar delas, ou seja, isso tomava minha atenção – e não as estrelas, que era o que eu deveria estar curtindo naquele momento! Mas relaxei e logo me acostumei – às águas-vivas, por bem dizer! Vimos dois tubarões, mas ambos escondidos sob rochas. Eles pareciam esconder-se de nós.

 

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Água-viva de sei lá qual tipo, só sei que tinha de desviar delas o tempo todo

 

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Estrelas do mar, abudantes na área

 

Eu ficava sempre para trás do grupo, que avançava com muita rapidez pro meu gosto (eu curto ficar admirando meio que longamente algum peixe). Eis que, num determinado momento, eu estava fotografando uns peixes e eles simplesmente disparam para longe de mim. Oh, oh, sinal de que vem algo atrás de mim! Qdo viro para trás, um susto. Era um leão marinho, olhando bem para mim! E logo se mandou. Refiz-me rapidamente do susto e, ingenuamente, disparei a seguir o bicho. É inútil, qdo ele dispara vc não tem vez. O susto foi pq, no dia anterior, o guia havia nos recomendado não nadar com os leões marinhos na Isla Mosquera, pq havia um macho dominando a área. De qq forma, mais à frente havia outros leões marinhos nadando com a galera.

 

Fora isso, vimos alguns escassos pinguins numa região. Disseram que há algumas poucas dezenas deles por ali. Vimos algumas poucas unidades. Nenhum deles nadando.

 

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Pinguim solitário

 

Depois de uma horinha de snorkel, o barco começa a chamar a galera para voltar. Uma hora é um tempo razoável, sobretudo por conta da temperatura da água. No entanto, naquele momento fazia sol, o que melhorava muito as coisas.

 

Às 16hs partimos para fazer uma trilha na Isla Bartholomé. É, na verdade, o clássico caminho que termina no alto de um morro e que proporciona fotos do que talvez seja o grande cartão postal de Galápagos. A trilha é toda urbanizada com madeira. Ah, no caminho até lá, de barco, vimos pinguins nadando. Muito bacana! Poderiam ter nadado antes, né? Eheheheh.

 

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Pinguim nadando

 

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Isla Bartholomé

 

Qdo chegamos lá em cima, havia um outro grupo, que logo desceu. Ficamos, então, com o pedaço inteiramente à nossa disposição. Joguei a ideia de ficamos por lá até o sol se pôr e, talvez por não haver oposição à ideia, foi o que rolou. Ainda bem! Curtimos um entardecer dos mais espetaculares.

 

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Pôr do sol clássico na Isla Bartholomé

 

Voltamos para o barco já anoitecendo. Era noite de lua cheia (de vez em qdo damos sorte de ter uma lua espetacular assim, em lugares mágicos!), curtimos o céu estrelado. Foi um dia ótimo, com visuais extraordinários, ótimo snorkel, social com a galera, e muito boa comida. O barco partiria de madrugada para a Isla Genovesa.

  • Obrigad@! 1

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Valeu, Fábio!

Genovesa foi sublime. Piqueros Nazca, de Patas Rojas e tantos outros (MUITOS) pássaros. Além de ter sido o único lugar que consegui ver um tubarão martelo fazendo snorkel.

Genovesa é o tema do próximo dia a publicar (devo publicar hoje ou amanhã).

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    • Por Gabriel Damasio
      Olá a todos!

      Vim aqui relatar a viagem que fiz sozinho neste incrível país que é o Equador. Ao total foram 11 dias, entre 19 e 30/01/2020. Eu foquei em conhecer a região do país conhecida como Avenida dos Vulcões, indo de Quito até Cuenca. 
      Gostei muito dos lugares que fui, e recomendo para todo mundo!
       
      ROTEIRO
      Dia 0: (19/01/20) – Voo noturno SP – Quito
      Dia 1: (20/01/20) – Quito – Mitad del Mundo e centro histórico
      Dia 2: (21/01/20) – Quito – Centro histórico
      Dia 3: (22/01/20) – Quilotoa (desde Quito)
      Dia 4: (23/01/20) – Cotopaxi – noite em Latacunga
      Dia 5: (24/01/20) – Baños – Casa del Árbol
      Dia 6: (25/01/20) – Baños – Bike pela Ruta de las cascadas até o Pailón del Diablo
      Dia 7: (26/01/20) – Riobamba
      Dia 8: (27/01/20) – Riobamba: Chimborazo
      Dia 9: (28/01/20) – Riobamba – Cuenca
      Dia 10: (29/01/20) – Cuenca – Parque Nacional Cajas
      Dia 11: (30/01/20) – Cuenca de dia, voo a noite
       

       
       
      DICAS GERAIS
      Dinheiro: O Equador usa o dólar como moeda oficial, o que facilita bastante a viagem pois não é necessário realizar mais um câmbio do dólar para a moeda local. Apesar da conversão desfavorável do dólar para o real, o Equador é sim um país muito barato!
      Para estes 11 dias, eu gastei um total de 420 USD lá no Equador.
      Passagens aéreas: Eu peguei o voo direto de São Paulo para Quito, que é operado pela Gol. Para esta passagem, paguei R$ 1800,00. O voo sai de São Paulo às 19h e chega em Quito às 23h. Para a volta, ele partiu de Quito 00h30 e chegou em São Paulo 08h20.
      Para voltar de Cuenca para Quito, optei por voar para não perder um dia de viagem. Este voo foi da Latam, e custou R$ 123,00. Foram incríveis 35 min de voo.
       
      Ônibus: Fiz todas as viagens pelo país de ônibus (com exceção do trecho Cuenca – Quito, para voltar). De maneira geral, os ônibus no Equador são muito bons e baratos. Quase que a totalidade das viagens custaram entre US$ 2 e 2,50. A passagem mais cara foi entre Riobamba e Cuenca, US$ 8,00 para 6h de viagem.
      Não é preciso comprar as passagens de ônibus com antecedência, geralmente ou se compra na rodoviária na hora, ou até se paga dentro do ônibus. Não tive nenhum problema com falta de assentos.
      Nos ônibus sempre há música tocando, ou algum filme de ação passando, e com vários vendedores de comida em cada parada, o que torna as viagens interessantes.
       
      Hospedagens: Em geral, os hostels no Equador custam de 6 a 10 USD, podendo ter ou não café da manhã incluso. Estes foram os lugares que me hospedei:
      Quito: El Patio Hostel
      Latacunga: Hotel Rosita
      Baños: Papachos Hostel
      Riobamba: Hostel Villa Bonita
      Cuenca: Selina Hostel
       
      Comida: Refeições no Equador também são baratas. Pode-se solicitar nos restaurantes o menu “almuerzo”, que contém uma sopa de entrada, um prato principal e um suco por um valor entre US$ 2,5 – 5, que irá satisfazer bastante a fome após as trilhas e caminhadas pelas cidades.
       
      Clima: Na época de janeiro fez frio, calor, tempo seco e chuva, então é preciso estar preparado para tudo hahaha. Mas de maneira geral, com a altitude o clima é mais frio, então um casaco e uma jaqueta corta-vento/chuva são muito bem vindos. Em Baños estava bastante calor, então a bermuda foi bem-vinda por lá. Acredito que as temperaturas tenham variado entre 5 e 26°.
       
       
      RESUMO GERAL DOS ATRATIVOS:
      QUITO: Centro histórico, Mitad del Mundo, Teleférico e vulcão Pichincha (não fui nesses por causa do mal tempo).
      LATACUNGA: Quilotoa, uma lagoa na cratara de um vulcão, e o Cotopaxi, o vulcão mais icônico do Equador.
      BAÑOS: É a cidade dos esportes de aventura do Equador (rafting, bungee jumping, etc). Fui para a Casa del Árbol (balanço do fim do mundo), a Rota das Cascadas até o Pailón del Diablo de bicicleta, e os banhos termais “Termas de la virgen”.
      RIOBAMBA: A cidade fica ao lado do vulcão Chimborazo, o mais alto do Equador. Não fui, mas também me recomendaram muito a trilha de 2 dias para a Laguna Amarilla, no vulcão El Altar.
      CUENCA: A cidade mais linda do Equador, com um centro histórico incrível. Também fica ao lado do Parque Nacional Cajas, que merece a visita.
       
       
      DIA A DIA:
      Dia 0: (19/01/20) – Voo SP – Quito
      O voo da GOL de São Paulo para Quito leva em torno de 6h. Cheguei lá as 23h, e peguei um taxi para o meu hostel. O valor da corrida era tabelado em US$ 25,00, com certeza o preço mais abusivo de toda a viagem. Por causa do horário, acho que compensou, porém acredito que exista também ônibus para o centro.
      Me hospedei no bairro La Mariscal, o bairro bohêmio de Quito. Ele é bom para caminhar, com diversas opções de bares e restaurantes a noite. Porém, acredito que teria sido bem mais prático estar em um hostel já no centro histórico de Quito. Falam que lá, porém, é mais perigoso para se caminhar a noite.
       
      Dia 1: (20/01/20) – Mitad de Mundo e Centro Histórico
      Quito tem algumas linhas de ônibus, no estilo BRT, que funcionam muito bem. Paga-se US$ 0,25 pela passagem na estação, e a linha é quase como um “metrô” de ônibus. Todas elas só têm 2 sentidos: Sul ou Norte (Quito é estreita e comprida).
      Caminhei até a linha que possui como final à norte a estação Ofelia. Chegando lá, é só tomar o ônibus “Mitad del mundo” e descer na frente do museu. Este custou US$ 0,15 (atenção, este não é o ponto final! Peça para o cobrador avisar quando descer).
      O parque do monumento “Mitad del Mundo” é famoso por ser considerado o local em que a Linha do Equador passa. Ele custa entre 5 e 10 dólares, se me lembro bem. Lá estão diversos museus, experimentos de ciências, e o famoso monumento com a linha do Equador. Também existem diversos restaurantes com bons preços por lá. É um passeio de umas 3h para visitar tudo.
      De lá, tomei os ônibus de volta, e desci na estação que fica no centro de Quito. O centro histórico é bem bonito, e caminhando pode-se conhecer muita coisa interessante!
      Ao final da tarde uma tempestade chegou. Fiquei ilhado no mercado municipal, que já estava fechando. Voltei ao hostel e jantei pelo bairro La Mariscal.
       

      Monumento Mitad del Mundo e a linha do Equador. Sentado entre o norte e o sul!
       

       

      Vista desde o topo do monumento.
       

      Centro histórico de Quito.
       

      Plaza de la Independencia (Plaza Grande) no centro histórico de Quito.
       
      Dia 2: (21/01/20): Centro Histórico de Quito
      O meu plano neste dia era subir o teleférico de Quito, e lá de cima fazer a trilha até o cume do vulcão Rucu Pichincha. O dia, porém, amanheceu bastante nublado.
      Não me dando por vencido, peguei um ônibus até a base do teleférico (~0,20 dólares), e de lá um táxi subindo a montanha até sua entrada (1,00 USD). Chegando na entrada, a neblina estava muito intensa, e não era possível ver nada, o que dirá 1000 m acima, numa altitude de 4000 m, onde o teleférico sobe. A moça dos ingressos me informou que era até perigoso subir o Rucu Pichincha. Eu então desisti de subir o teleférico. Porém, fica a recomendação, caso o dia esteja limpo. Os ingressos custam 8,00 USD. Além da neblina, o resto do dia ficou inteiro chovendo, então foi bom eu ter desistido hahah.
      Peguei um taxi até o centro da cidade, pois havia um Free Walking Tour que iria começar 10h30, que ainda havia tempo para eu participar. O tour durou por volta de 3h, e achei bastante razoável. Acho que, porém, aproveitaria mais caminhando sozinho. O tour que realizei foi o do Community Hostel.
      Após o tour, fui até a Basílica de Quito, onde é possível subir até o topo das torres por 2,00 USD. Achei muito legal, as escadas são muito íngremes e a vista é incrível de toda a cidade. A torre fecha as 16h30, então é preciso chegar lá antes disso. Essa basílica é conhecida por ser a “Notre Dame” de Quito.
      Um dia para visitar o centro de Quito é suficiente. Seria possível ir também até o Panecillo, outro mirante na cidade, mas achei que não seria necessário após subir a catedral.
       

      Calle La Ronda, uma das ruas mais famosas do centro de Quito.
       

      Ao fundo, a Basílica do Voto Nacional.
       

      Quito ou Paris?
       

      Rumo às torres da igreja.
       

      Vista de todo o centro histórico de Quito, e do mirante do Panecillo.
       

      Escadas nada íngremes.
       
      Dia 3: (22/01/20) – Quilotoa
      Minha recomendação é dormir uma noite antes em Latacunga para visitar o Quilotoa. Eu fiz um bate-volta desde Quito, e achei que seria muito melhor ter ido a partir de Latacunga. Porém, não me planejei muito bem e já tinha reservado mais uma noite no hostel em Quito.
      Bom, saí do hostel as 06:00 e tomei o ônibus até a estação final à Sul, Quitumbre. Este percurso levou cerca de 1h, desde La Mariscal, já é longe então.
      A estação Quitumbre é a rodoviária de Quito (Terminal Terrestre, em espanhol). De lá, peguei um ônibus até Latacunga, que levou cerca de 1h30.
      De Latacunga, é preciso pegar mais um ônibus até Quilotoa. Ele irá parar bem próximo à lagoa, e demora pouco mais de 1h para chegar. No ônibus conheci 2 colombianos e 1 espanhola. Nós fizemos o passeio juntos.
      Chegando em Quilotoa, uma desagradável surpresa: muita neblina e garoa, com direito à fotos expectativa x realidade hahaha. Nada como um bom perrengue. Almoçamos por lá para esperar o tempo melhorar: não melhorou.
      Nos falaram que a dica para não pegar neblina alguma é ir super cedo, o que não fizemos. Mas, descendo a trilha até o lago, a neblina melhoraria, pois as nuvens não baixam na cratera. E foi o que fizemos! Descer levou cerca de meia hora, e foi possível avistar a linda lagoa! Descemos até a água, tiramos várias fotos, e depois subimos. A subida é íngreme, mas não achei tão terrível quanto li por aí. Certamente vale a pena descer até a água. Levamos cerca de 45 min para subir.
      Pegamos o ônibus de volta para Latacunga, e depois voltei para Quito. Os outros, espertos, ficaram em Latacunga!
      Combinei de ir com eles ao Cotopaxi no dia seguinte, e nos encontrar as 08:30! Ou seja, tive que madrugar dia seguinte também...
      Cheguei no hostel as 22h este dia, após jantar um KFC ao lado do ponto de ônibus.
       

      Expectativa...
       

      Realidade kkkk
       

      Descendo ainda estava com cara de Silent Hill.
       

      Eis que deu para ver a lagoa!
       

      Companheiros de perrengue.
       

      É possível andar de caiaque nas águas do Quilotoa.
       

      Exercício para subir.
       

      Na subida teve até um arco-íris!
       
      Dia 4: (23/01/20) – Cotopaxi
      Saí do hostel às 4h45 da manhã com novamente com destino a Latacunga. Desta vez, já levei minha mochila.
      Como era muito cedo, os ônibus ainda não estavam passando, então tomei um Uber até Quitumbre por 5,00 dólares (durante o dia seria 10,00).
      Consegui chegar às 07:30 em Latacunga, e andei até o Hotel Rosita, onde os colombianos estavam. O café da manhã lá custou 2,00 é era muuito bem servido, recomendo. Ao final, acabei me hospedando lá no fim do dia. Saiu mais caro que um hostel, 12 USD, porém pude ter uma boa noite de sono em um quarto privativo após tanto madrugar.
      Após o café da manhã, nos destinamos ao parque do Cotopaxi. Nós fechamos um jipe desde Latacunga por 30,00 USD cada. O motorista era o próprio dono do hotel. Acredito que se tivéssemos ido até a portaria do parque de ônibus e de lá tomado um jipe, teria sido bem mais barato (e é totalmente possível), mas também estava ok o preço, considerando a comodidade. Em revanche ao dia anterior, desta vez o tempo estava perfeito, e o Cotopaxi estava sem nuvem alguma!
      Após algumas paradas para fotografias, chegamos de carro até o estacionamento, e então subimos andando até o Refúgio (4864 m). De lá, continuamos subindo até o glaciar do vulcão (5100 m). Nesta altitude já era bem mais difícil caminhar. Na altura do primeiro refúgio já havia neve, porém ela só é completa aos 5100 m, onde é necessário estar com grampos nos pés para subir.
      Eu até considerei realizar o passeio de 2 dias para subir até o cume do Cotopaxi, mas como estava com poucos dias para me aclimatar na altitude, e o passeio é um tanto caro, decidi deixar para uma próxima viagem.
      Após descermos até o carro, fomos até um lago com diversos pássaros, e até o museu do parque. Por fim, nosso guia nos levou para almoçar em um restaurante na estrada em que o almuerzo era 5,00 USD. A vista do restaurante para o Cotopaxi era incrível! Valeu muito a pena.
      Descansamos o resto do dia, e a noite jantamos por Latacunga.
       

      Cotopaxi com o clima perfeito!
       

      Gigantesco!
       

      Vulcão com lhama? Por isso que o Equador não desaponta!
       

       

       

      A partir do estacionamento, começa a caminhada.
       

      Chegando no Refúgio José Rivas, 4864 m de altitude.
       

       

      Rumo ao glaciar, até os 5100 m de altitude!
       

       

      O glaciar! A partir daqui, só com equipamentos especiais para caminhar.
       

      Almoçar com essa vista é chato.
       

      Simpática lhama equatoriana.
       
      Dia 5: (24/01/20) – Baños – Casa del Árbol
      Pela manhã tomei novamente o café da manhã reforçado do Hotel Rosita, e então tomei o ônibus para a cidade de Baños. Desde Latacunga não há ônibus direto, então foi preciso trocar de ônibus na cidade de Ambato, uma baldeação super tranquila. A viagem foi super rápida (o Equador é muito pequeno hahah). Do ônibus já foi possível observar as montanhas arborizadas que cercam Baños, rios de corredeiras rápidas, e o vulcão Tungurahua, todas as paisagens de Baños.
      Assim que cheguei, fui andando até o hostel Papachos, que fica bem localizado ao final da cidade. Deixei minha mochila e troquei de roupa: em Baños estava bem quente!
      A cidade é bem pequena e movimentada com turistas, por todos os lados há agências de turismo e aluguéis de bicicletas. Dei uma volta a pé e comi um clássico almuerzo.
      As 16h peguei o último ônibus até a Casa del Árbol, o ponto turístico mais conhecido de Baños. O ponto de ônibus era bem próximo ao meu hostel, e os horários dos ônibus são bem definidos, vale a pena prestar atenção, pois o último era as 16h. Cada trecho da viagem custou 1 USD. Chegar até lá levou mais ou menos 40 min, e na viagem o ônibus vai subindo o tempo todo a montanha, muito alto! Eu sei que é possível subir e descer até lá andando, porém preferi o ônibus mesmo.
      Chegando ao topo, é preciso pagar uma entrada para a área da Casa del Árbol (1 USD). A casa na árvore é famosa pelos seus 2 balanços, o balanço do fim do mundo! Achei muito divertido, porque lá tem um pessoal que fica empurrando os balanços muito forte, é bastante intenso kkk. Recomendo ir para a fila dos balanços assim que chegar, porque depois a fila só cresceu e era impossível ir de novo. Mas também é muito engraçado ver os caras empurrando as outras pessoas.
      Lá é possível subir na casa da arvore também, apreciar o precipício de 2700 m de altitude, e, se der sorte com as nuvens, ver o vulcão Tungurahua ao fundo. Tive alguns momentos de sorte!
      Também tem uma lanchonete e uma tirolesa lá em cima, no geral é um bom lugar para passar o tempo.
      O ônibus desceu às 18h, e foi tempo suficiente para ficar lá em cima e aproveitar todo o passeio. Recomendo levar um casaco lá para cima, porque no fim do dia o tempo muda bastante, e faz frio.
       

       

      A famosa casa na árvore.
       

      Um pouco de diversão no passeio!
       

      Eles levam a sério a questão de empurrar o balanço hahaha!
       

      O vulcão Tungurahua deu as caras!
       

       
      Dia 6: (25/01/20) – Baños – Ruta de las cascadas
      Este foi o dia de realizar o segundo passeio mais famoso de Baños: alugar uma bicicleta pedalar os 20 kms da Ruta de las Cascadas (rota das cachoeiras) até a cachoeira mais famosa do Equador: o Pailón del Diablo.
      Peguei uma recomendação de agência de aluguel de bicicletas no hostel, mas chegando lá, todas as bicicletas estavam todas esgotadas (boatos que aquelas são as melhores bicicletas, se não me engano a agência se chama Wonderful). As bicicletas em todos os lugares que vi custam 5,00 USD o aluguel. Me levaram para outra agência, e lá conheci uma chinesa, com quem fiz todo o passeio. Junto com a bicicleta, as agências também dão capacete, material para trocar a câmara de pneu, corrente para amarrar a bicicleta e uma mochilinha com tudo isso.
      Recomendo testar fortemente a bicicleta antes para ver se as marchas e freios estão todos ok. Eu testei bastante a minha, mas tive um grande perrengue. Após a primeira grande decida (uns 3 kms), a corrente da minha bike arrebentou. Tive que voltar até a agência para trocar a bicicleta. Por sorte consegui carona em uma caminhonete para subir até a cidade, se não o perrengue teria sido muito maior!
      O caminho é basicamente só decida, então é muito fácil. Ele segue pela pista da rodovia, mas não há nenhum problema nisso, é bastante tranquilo. Em vários momentos, quando há algum túnel, há um desvio para bicicletas pela direita, contornando a montanha por fora do túnel, o que faz o passeio ser bastante seguro. Pela rota é possível ir apreciando várias cachoeiras e o rio lá abaixo. Há várias opções de tirolesas no caminho, mas não fomos em nenhuma.
      Ao final do passeio, chegamos ao Pailón del Diablo. Ele possui duas entradas. A primeira entrada leva ao topo da cachoeira, e a segunda é uma trilha que desce até sua base. Escolhemos ir na segunda.
      Amarramos as bicicletas na entrada e descemos a trilha pela floresta. É uma descida razoável, deve ter 1 km. Lá embaixo é preciso pagar a entrada para a cachoeira (2 USD). Dica: vá com roupa que possa molhar! A água da cachoeira é tão forte que encharca qualquer um! É muito divertido. É possível seguir o caminho e se rastejar por uma caverna para chegar atrás da queda d’água, é uma aventura! Também há uma famosa escada de pedra lá, que não faço ideia de como que foi construída. De baixo é possível ver toda a queda d’água.
      Saindo do parque, é possível desviar para uma ponte suspensa, e ter uma visão de longe do lugar.
      Após subir a trilha, almoçamos em um dos diversos restaurantes que tem na estrada, na entrada do parque. Os preços são sempre os mesmos, e a comida era bem boa.
      Ouvi falar que se continuar pedalando pela estrada principal, após o Pailón, há mais uma cascata em que é possível nadar. Porém, como já estávamos muito molhados, decidimos voltar. Para voltar ao centro de Baños, não é preciso ir pedalando. Diversos caminhões levam todo mundo e as bicicletas por apenas 2 USD, e vale super a pena (a volta seria uma grande subida).
       

      Uma das várias cachoeiras do caminho.
       

      Um dos desvios para as bicicletas, pela direita do túnel.
       

      A trilha para o Pailón del Diablo é pela floresta.
       

      Esse chuveiro tem pouca água.
       

      As escadas do Pailón del Diablo.
       

      Para chegar atrás da queda d'água é preciso se aventurar.
       

      Será que molha para chegar atrás da cachoeira?
       



      De banho tomado.
       

      Pailón del Diablo e a ponte suspensa.
       

      A volta de quem não encara pedalar na subida.
       
      De volta à cidade, aproveitei para descansar o resto da tarde. A noite decidi ir a uma das grandes atrações da cidade, os banhos termais! A final, o nome da cidade não é Baños por acaso (o nome correto é Baños de Água Santa, melhor ainda!).
      A terma da cidade (Termas de la Virgen) fecha pela tarde, e reabre as 18h. Ela fica localizada próxima à entrada da cidade, ao lado de uma cachoeira que é visível de toda a cidade. Essa cachoeira se chama Cabellera de la Virgen.
      A entrada para as termas custou 4,00 USD. É preciso ter uma touca de banho, e os hostels geralmente têm para emprestar, mas se você não levar, é possível comprar lá nas termas também. Lá há cabines para se trocar, e há um guarda volumes, então não há preocupações em onde você vai deixar sua mochila.
      São dois andares de piscinas termais. No superior, que é onde está o guarda-volumes, há uma piscina quente (38°C) e uma de água fria. A de água quente fica muito lotada, mas é bem divertido, porque é ocupada por vários equatorianos locais e suas famílias.
      No andar de baixo há toda uma atração especial. Lá está a piscina de água mais quente (44°C)! Parece que você está dentro do vulcão, porque cada movimento dói hahah o ideal é ficar parado na água, que assim fica suportável. Para revezar, há uma piscininha ao lado com a água super gelada, direto da cachoeira (~17°C). É muito divertido trocar entre piscinas, o choque térmico é incrível!
      Apesar de lotado, achei muito legal a experiência das termas, é um passeio bastante tradicional de Baños, e pessoas de todo o Equador vão para lá desfrutar das águas aquecidas pelo Tungurahua.
       

      As famosas termas de Baños, ao lado da cachoeira.
       

      Apesar da muvuca, é bem relaxante kkkk essa é a piscina de 38°.
       

      A piscina de água quase fervendo, e a banheirinha de águas congelantes para o choque térmico.
       
      Dia 7: (26/01/20) – Riobamba
      Após uma manhã preguiçosa, tomei um ônibus de Baños rumo à Riobamba. A viagem novamente foi bem rápida. A cidade de Riobamba é famosa por estar aos pés do vulcão Chimborazo, o mais alto do Equador (6267 m).
      Fiquei no hostel Villabonita e recomendo fortemente esse hostel, ele tem as MELHORES camas de todo o Equador, uma delícia. Além disso, todos os viajantes que conheci depois ficaram nesse hostel e falaram a mesma coisa hahah então o negócio é sério. O hostel fica em um casarão antigo, bem tradicional. Ele tem poucos quartos, e tem café da manhã incluso.
      Como era domingo, quase tudo na cidade estava fechado, mas depois de um pouco de caminhada consegui achar um lugar para almoçar. Achei a arquitetura da cidade bem bonita, ela é mais antiga e bem preservada.
      Conheci no hostel uma tailandesa que também queria ir ao Chimborazo no dia seguinte, e combinamos de irmos juntos.
      Pela noite reencontrei por acaso uma romena que havia conhecido em Quito e que estava ficando no mesmo hostel, e também conheci no hostel um brasileiro, um americano e um polonês. Eles haviam ido até o Chimborazo esse dia, e disseram que o tempo estava perfeito, e que no dia seguinte estaria ainda melhor. Fiquei muito animado com o meu passeio do dia seguinte! Fomos andar pela cidade juntos. O céu abriu e foi possível ver o Chimborazo na distância, enorme!
      Jantamos pizzas e foi uma noite bem divertida.
       

      Arquitetura bem preservada.
       

       

       

       

      Ao fundo o Chimborazo e seus 6267 metros.
       
      Dia 8: (27/01/20) – Riobamba - Chimborazo
      Após um reforçado café da manhã no hostel, eu e a tailandesa tomamos um taxi até a rodoviária. De lá nós tomamos um ônibus com destino à Guaranda, e pedimos ao motorista para nos avisar onde era a portaria do parque do Chimborazo. Esse é o jeito mais fácil e barato de chegar ao parque. No ônibus nós conhecemos um casal alemão, o que foi muito legal. Na portaria do parque estão vários jipes que podem levar até o primeiro refúgio (Hermanos Carrel – 4800 m de altitude). É possível subir a pé, mas recomendo pegar um jipe, pois a trilha é bastante longa. Não lembro exatamente o custo, mas creio que tenha sido 10 USD para cada, pois dividimos em 4 pessoas.
      Deste refúgio seguimos caminhando por uma hora até o próximo refúgio, Whymper (5000 m de altitude). Nesse ponto já havia esfriado, e havia muita neve na trilha. Continuamos subindo 10 min até a última parada, a lagoa Condor Cocha, a 5100 m. A lagoa é feia e marrom, mas a vista do cume do Chimborazo é impressionante, e o tempo estava perfeito.
      Resolvemos subir mais um pouco, e a vista de cima é ainda melhor! O Chimborazo é realmente impressionante.
      Descemos até o jipe e voltamos para a portaria. Lá esperamos o próximo ônibus passar na estrada (o pessoal do parque sabe exatamente os horários, então vale a pena perguntar para eles quando o próximo passará). Chegamos em Riobamba esfomeados, deveria ser por volta de 16h. Da estrada era possível ver tanto o Chimborazo quanto o El Altar, um outro vulcão da região que me recomendaram muito ir. Almoçamos ao lado da rodoviária em um restaurante muito bom e barato!
      De noite, jantei pizza novamente com o pessoal do hostel. Novamente uma noite divertida.
       

      Até o primeiro refúgio é possível chegar de jipe.
       

      Refúgio Hermanos Carrel.
       

      A partir daqui, só caminhando.
       

      O próximo refúgio lá em cima.
       

      Refúgio Whymper.
       

       

       

      A subida final até a laguna Condor Cocha.
       

      A laguna Condor Cocha e sua água barrenta hahaha. A montanha é que vale a visita.
       

       

       

       

       

      Tem gente que desce do refúgio Hermanos Carrel até a portaria de Bike.
       

      A paisagem do parque é bem desértica.
       

      O Chimborazo visto da portaria do parque.
       
      Dia 9: (28/01/20) – Cuenca
      Pela manhã peguei um ônibus para Cuenca. Essa foi a viagem mais longa de ônibus que tive (6 horas). Fui junto com um alemão que estava no mesmo hostel que eu, fomos conversando então a viagem passou mais rápido.
      Chegando em Cuenca, combinamos de ir no dia seguinte até o Parque Nacional Cajas.
      Fui até meu hostel (Selina Cuenca). Ele era gigante, e com uma decoração toda diferentona, parecia um hotel. Achei muito bom.
      Cuenca é uma cidade linda, a mais bonita de todas as que fui. Ela é toda arrumada, lembra um pouco a organização de cidades europeias, com um espírito latino americano. Vale a pena ter um dia só para ficar passeando.
      Pela noite reencontrei a espanhola do Cotopaxi, e junto com dois franceses nós fomos jantar Cuy, o tradicional porquinho da índia andino. A experiência foi peculiar kkkk ele não é muito bom, mas também não é ruim.
       

      Construções de Cuenca.
       

       

       
       
      Dia 10: (29/01/20) – Cuenca – Parque Nacional Cajas
      De manhã fui com o alemão, a espanhola e os franceses para o Parque Nacional Cajas, um parque a 4000 m de altitude, com montanhas e lagos, uma paisagem linda! Nós pegamos um táxi até a rodoviária, e de lá um ônibus com direção a Guayaquil. É só pedir para o motorista avisar quando descer, que o ônibus para na portaria do parque. Na recepção, nos registramos (é gratuito), e pegamos algumas informações. Eu e o alemão decidimos fazer a trilha n° 2 e depois a 1, enquanto os outros apenas a trilha n°1. A trilha 2 sobe uma montanha até 4267 m, e é possível ver todo o parque do alto. Já a trilha 1 contorna os lagos pela parte baixa, e é mais tranquila.
      Achei a trilha 2 um pouquinho puxada para subir, mas recomendo demais essa opção, porque a vista do topo é incrível.
      Quando chegamos na conexão com a trilha 1, começamos a caminhá-la, porém começou a chover muito, e tivemos que desistir e voltar para o centro de visitantes, que era mais perto do que acabar a trilha. Chegamos encharcados, mas felizes que o passeio tinha sido incrível.
      Pegamos o ônibus na estrada de volta para Cuenca, e durante a viagem fomos parados pelo exército. Todo mundo do ônibus foi revistado, eles estavam em busca de armas e drogas... uma situação um tanto inusitada e não muito agradável.
       

      É preciso dirigir com cuidado para não atropelar as lhamas.
       

      Rumo à trilha n° 2 no Cajas!
       

       

       

       

       

       

       

      No encontro da trilha 1 com a 2, é preciso atravessar esta floresta muito doida.
       

       

      A trilha n° 2 sobe esta montanha ao fundo.
       

      A revista nada agradável do exército.
       
      Dia 11: (30/01/20) – Cuenca – Quito – São Paulo
      Meu último dia no Equador...
      Encontrei a espanhola pela manhã e aproveitamos para andar um pouco, e subir a torre da catedral principal de Cuenca. A entrada custou 2 USD. De lá é possível ter uma vista de toda a cidade. Achei bacana, mas não totalmente essencial o passeio.
      Fui também no museu dos chapéus do Panamá. Cuenca é conhecida por ser a cidade desses chapéus, que são equatorianos, e não panamenhos, ao contrário do nome... O museu é basicamente uma loja de chapéus diversos, interessante pelo contexto da cidade.
      Aproveitei para caminhar pelo resto da cidade, e fui até o mercadão tomar pela última vez um suco de tomate de árbol, o meu favorito da viagem (no Equador dá pra encontrar por todo lugar esse suco. O de amora também é muito comum).
      Vi que dentro da cidade de Cuenca é possível visitar um sítio arqueológico inca, as ruínas de Pumapungo. Elas ficam dentro de um museu arqueológico, que achei bem simples. As ruínas também não são grande coisa, mas se estiver com tempo sobrando, o passeio é ok.
      De tarde tomei um uber até o aeroporto, onde peguei um voo de volta à Quito (35 min de voo!). Fiquei no aeroporto mesmo até meu voo noturno para São Paulo. E esse foi o fim da viagem!
       

      Os chapéus do Panamá são equatorianos!
       

      Vista desde o topo da catedral.
       

       

      O museu dos sombreros, eles levam a sério os tipos de chapéu!
       

       

      A cidade é cortada por um rio muito agradável.
       

      As ruínas de Pumapungo.
       

      Até nas ruínas incas temos lhamas.
       
       
       
    • Por Alex Todeschini
      Esse roteiro descreve 14 dias viajando entre Colômbia e Equador em Abril de 2016. 

      Colômbia
      11-Fev (Quinta): Saída de Porto Alegre pela LAN às 10:30 com conexões em Guarulhos e Bogotá pela LAN para assim chegar ao destino (Cartagena) às 23:30 onde passei a noite no El Viajero hostel.

       
      12-Fev (Sexta): O dia iniciou com uma calorosa recepção na área de café do hostel que em pouco tempo pude trocar experiências com pessoas de diferentes lugares. Durante a manhã foi aproveitado o tempo de espera do check-in no próximo hostel e conhecer a Cidade amurallada,  Casa Gabriel García Marques e o Café del mar (recomendado no final da tarde), onde teve o primeiro negócio (eles adoram) para comprar uma pulseira com Andrés, simpático vendedor que mais adiante me pareceu como sendo uma das características desse povo. No início da tarde um City tour de Chiva (ônibus sem porta) passando por Boca Grande, Castillo San Felipe,  Convento Santa Cruz de la Popa, Torre del Reloj, Catedral Metropolitana, Monumento Zapatos Viejos, Conventos e Plaza Santo Domingo. A noite buffet de cerveja (Club Colombia, Aguila, Pilsen) en Donde Fidel (lugar muito boemio) e final da noite regrada a salsa no Cafe Havana.

      13-Fev (Sábado): Saída para Isla Grande (50.000 COB) às 8h. Espera para saída em torno das 9:30 com a mare baixa, assim foi uma tranquila viagem de 1h. Hospedagem em barraca com café,  almoço (arroz com coco e Patacon que parece uma banana frita) e janta por 140.000 COB. Após comer um delicioso peixe, o dia foi para aproveitar a natureza da ilha e relaxar.  A noite começou com umas cervejas e Rum junto com outros hóspedes e logog mais em um povoado próximo (15 minutos caminhando) com os nativos.

      14-Fev (Domingo): Aproveitado a manhã no paraíso, seguido de mais um negócio, agora com Andi, outro vendedor simpático determinado em fazer a compra baixou o preço de um colar de 60.000 COB por 22.000. A tarde barco até Playa Blanca no arquipélago del Rosario (15.000 COB), com adrenalina por 25 min. Busca por dormitórios barato, sendo a melhor oferta um quarto por 60.000 COB, havia opções mais baratas, mas com a taxa de conversão do dólar não valia a pena (Dica, lembrar de levar peso pois não aceitam cartão), outras opções ainda mais em conta era dormir em rede.

      15-Fev (Segunda): Um pouco mais de praia em águas caribeñas e saída a tarde de carro (60.000 COB) de volta a Cartagena para assim partir de ônibus para Medellín às 18h. Antes da saída foi provado o refrigerante Pony Malta, que entendo como alguém deve pode gostar.
      16-Fev (Terça ): Após 15 horas de viagem, chegada a terra de Pablo Escobar hospedagem no Hotel Nuevo Samaritano (34.000 COB) Internacional (23.000 COB) na "La Candelaria" . Passeio pela cidade, primeira volta no metro que impressiona na organização e visita ao parque Pies Descalzos e centro de convenciones y exposiciones Plaza Mayor onde foi provado o michelado (cerveja com limão e sal), o Museo del Agua estava fechado devido efeito El niño. A noite foi provado o Refaro (bebida com refrigerante colombiano e cerveja Pilsen).

      17-Fev (Quarta): TurBus de Chiva (23.000 COB) ônibus sem porta) saindo pela Plaza Botero com primeira parada no Parque dos Deseos e visita ao Parque Explora que é realmente incrível devido o volume de informação, disposição das pessoas para explicar, cada um dos atrativos e atividades interativas. Passeio no Metro Cable qué sai de Niquía (fantástico) e Pueblito Paisa. 

      18-Fev (Quinta): Visita ao Museo Antioquia (10.000 COB) e conhecer a história de Botero, artista famoso por suas obras em que aplica técnicas de volume, o museu é muito grande, com amostras de outros artistas desde arte abstrata a trabalhos audiovisuais com objetivo de trazer a tona problemas sociais. Saída de ônibus para Bogotá (60.000 COB).

      19-Fev (Sexta ): Hospedagem no hostel Internacional (23.000 COB) seguido de caminhada pelo centro da candelária, senso durante a caminhada possível ver a troca de guarda da polícia colombiana.  Passeio pela plaza Bolívar cercada pelos edifícios capitólio, palácio da justicia, la Alcaldía e claro a catedral. As pombas na praça e os protestos dos vendedores ambulantes por melhores condições fez parte das atrações.

      20-Fev (Sábado): Caminhada pelos pontos não percorridos, visita pelo museu da polícia onde se pode perceber uma excelente organização nacional para melhor segurança do país em diversas áreas. A noite, a saída estava programada para um bar chamado "Quiebra Canto", mas foi abordada devido o vazio das ruas.

      21-Fev (Domingo): Visita ao Cierro Monserrate usando o funicular para chegar ao topo (5.000 COB) , apesar do dia fechado a visita é indispensável seja pela vista ou sensação de tranquilidade. Saída para quito através de Viva Colombia (US$ 118,00), chegada no final do dia com transporte até parte histórica (US$ 27,00) e hospedagem em B&B (US$ 10,00).

      Outros destinos: Gostaria de ter feito o caminho sugerido em outros post de ônibus para conhecer Cali (Bogotá -» Cali -» Ipiales -» Otavalo -» Quito) mas necessitava mais tempo.
      Equador
      22-Fev (Segunda): Caminhada pela cidade e passeio por alguns dos pontos turísticos (Iglesia La Companhia e La Basílica, Calle das siete cruzes,  Plaza Grande, Plaza García Moreno, Mirador El Panecillos. Durante a noite visita dos bares na zona La Mariscal (Dirty Sánchez, El poblé diablo,...)

      23-Fev (Terça): Visita a Ciudad Mitad del Mundo e museo Intiñan.

      24-Fev (Quarta): Saída de Quito com trolebús até estação de Quitumbe (US$ 0,25) e ônibus até Baños 1.800m (US$ 4,45). Chegada no final da tarde e hospedagem (US$ 10,00).
      25-Fev (Quinta): Início do dia com rafting (US$ 25,00) nível III seguido de almoço pela agência Wonderful Ecuador. Durante as atividades amizade com pessoal incrível de Guayaquil, logo seguimos com Canopy de 1000m sobre o rio (US$ 15,00), visita a cascata Pailón del diablo (US$ 1,50) e "el Casa del árbol" que fica atrás do Volcan Tungurahua a 5.016m (US$ 1,00).

      26-Fev (Sexta): Saída às 11h para Guayaquil com carona.  Chegada no final do dia porque havia rompido uma ponte, logo tivemos que tomar rotas alternativas. Parada durante a viagem para provar fritada (Prato com pedaços de porco com batata frita preparada com cebola em formato de hambúrguer). No final do dia vista a praça das iguanas (incrível para quem nunca viu) seguido de um passado pelo Malecón. Van até Montañita porque o último ônibus das 18:30 já havia partido (US$ 10,00). Chegada às 23h e busca por hostel, existem vários mas fiquei no mas conveniente Borbor que pertence a surfista (Hamilton) por US$ 5,00.
      27-Fev (Sábado): Passeio pela praia durante o dia e reencontro de vários amigos feitos durante o percurso até o hostel (incrível a simpatia de todos). Saída de Montañita para Guayaquil às 18:30 (US$ 6,00) chegando às 9:30.

      28-Fev (Domingo): Retorno Brasil as 5:30 da manhã pela Lan até Lima, TAM até Guarulhos e TAM até Porto Alegre.
      Outros destinos: Entros lugares muito bem recomendados que não pude conhecer nesta viagem foram Cuenca, Otavalo, Rota do Sol e Galápagos.
       

    • Por wealsi
      Amigos, fiz uma viagem em 2017 pelo Equador, tendo ficado ao todo 14 dias no país. Me encantei com o que vi,  realmente me surpreendeu, principalmente porque poucos brasileiros acabam indo até lá, então acabou sendo um destino meio inusitado.
      Em 2014 minha cidade (Cuiabá-MT) recebeu alguns jogos da Copa do Mundo e vieram muitos gringos para cá, acabei pegando o contato de algumas pessoas, dentre eles com meu brother Andres, um Equatoriano que estava por aqui. Me chamou para ir um dia conhecer o Equador e assim o fiz. Em abril de 2017 acabei tirando ferias compulsórias e, como nao tinha planejado nenhuma viagem, mandei um zap perguntando se aquele convite feito em 2014 ainda estaria de pé rsrsrs 
      Foi minha primeira viagem internacional, não sabia falar nem ingles e nem espanhol, fui com a cara e a coragem para um país totalmente estranho para nós brasileiros. O fato de ter esse contato lá acabou me ajudando muito, se eu tivesse ido sozinho, sem falar outro idioma, acredito que teria me complicado um pouco, pois como lá eles nao constumam receber muitos brasileiros, o portugues acaba sendo uma lingua estranha para eles. Nos primeiros dias encontrei bastante dificuldade pra me comunicar, eu falava calmamente e parecia que estava falando em japones, os equatorianos nao entendiam quase nada e vice-versa.
      Minha sorte foi ter esse brother por lá, que acabou me ensinando algumas coisas do espanhol e com isso pode me virar tranquilamente. Acabou que ele e o irmão dele me guiaram por Quito e pelas cidades nos arredores.
      Vamos lá ao que fiz:
      1 - QUITO:

      Me encantei com a cidade, tanto que acabei ficando por ali mais tempo que desejava, fiquei ao todo 8 dias na cidade. Foi minha primeira interaçao com o exterior, entao tudo estava deslumbrante.
      A cidade é grande, tem 1,6 milhoes de habitantes. Se parece com qualquer cidade grande brasileira, com muitos carros (a grande maioria velhos), ruas, engarrafamentos, sujeira, etc... Via de regra é uma cidade bonita, pois como está em região de serra, vc acaba tendo muitasa vistas belissimas.
      Quito está na regiao da cordilheira dos antes, localizada a quase 3000m de altitude, então, se prepare para possivelmente ser alcançado pelo Mal de Altitude, a tao famosa "Soroche''. É possivel que sinta vertigem, ansia de vomito, dor de cabeca, indisposicao... Sintomas comuns quando se ultrapassa os 2500m. Se te atacar, fique tranquilo pois em até umas 12h seu organismo estará acostumado e as coisas se normalizarao, vc nao conviverá com ela durante toda a viagem. Para amenizar os sintomas, tomar um chá de coca pode ajudar.
      Outro detalhe importante: Faz frio, ás vezes muito frio! Peguei temperatura de 2graus por lá. Durante o dia é comum o sol apareccer, entao é bom estar preparado para as duas situaçoes. Se voce costuma ser uma pessoa friorenta, leve bons agasalhos para nao sofrer.
      Os onibus lá, assim como os carros, sao em sua maioria velhos. Os taxis, idem. Qdo estive por lá ainda não havia UBER e a internet era um fator dificultador, pois todo crédito que eu colocava em poucos minutos a operadora me roubava tudo, era impressionante como podiam ser piores que a VIVO. Os valores das passagens de onibus sao mto baixos (depende das linhas, mas na media 20cents) e os taxis tb sao baratos.
      Para se hospedar é recomendavel ficar na regiao de MIRAFLORES, fica na parte central da cidade, com acesso a tudo e repleta de hosteis, bares, lanchonetes, com muitos gringos zanzando por lá.
      A regiao bohemia é a PLAZA FOCH, uma praça muito tradicional e bonita, frequentada por toda a gringaiada, cheia de bares e casas noturnas. A vida noturna em Quito comeca cedo (20h ta tudo aberto) e encerra cedo tb (2h da matina o povo comeca a te chutar de lá). Outra região famosa pela vida noturna é a CALLE LA RONDA, uma rua muito bonita, histórica, muito bem preservada e cheia de bares e restaurantes (principalmente restaurantes).
      Pegue um onibus daqueles de turismo, que sai da Plaza Grande (muito conhecida e charmosa, ótima para tomar um café no final do dia). Um daqueles onibus de 2 andares, ele percorre os principais pontos turisticos da cidade e voce pode descer em qualquer um deles, ficar o tempo que quiser e depois pegar o proximo onibus usando o mesmo ticket.
      Um passeio imperdivel é ir ao teleferico Quito. O teleferico leva voce para mais de 1000m acima da cidade, ficando a 4050m de altitude. Muito alto, a vista é muito linda da cidade e do vulcao Cotopaxi. Vale a pena. Faz muito frio, leve agasalho.
      Separe pelo menos um dia para caminhar pelo centro historico de Quito. Ele é muito conhecido e nao é a toa. É o centro historico mais bem preservado de toda a América Latina, reconhecido como patimonio da unesco. Lindissimo!
      Mas, como em todo passeio, sempre há aquele lugar mais desejado de se conhecer, a cereja do bolo... Em de Quito (acho que em todo Equador), a cereja do bolo é: conhecer onde passa a Linha do Equador... Aquela mesma linha imaginária que tanto estudamos nos livros de geografia, aquela que divide o mundo em dois hemisferios: o norte e o sul. Foi construido um monumento chamado Monumento Mitad Del Mundo, muito bonito mesmo. Lá existe uma linha desenhada no chao, mostrando exatamente onde passa a Linha do Equador, além de ter um museu bem legal e um mirante que voce pode acessar e ter uma vista previlegiadissima do parque, além das lojas lindas de souvenirs.
      Fiquei 8 dias na cidade, mas acho que 4 ou 5 dias no maximo estaria bom por ali. Minha hospedagem foi na casa do meu amigo.
      Em quito, recomendo ir a: Plaza foch / Calle La Ronda / Virgem del Panicilio / Calle de las 7 cruces (rua com 7 igrejas, incluindo a mais famosa do pais, a Companhia de Jesus) / Iglesia Compañia de Jesus (Cheia de ouro por dentro, linda, a mais famosa do pais) / Basilica del Voto Nacional / Teleferico de Quito / Plaza Grande / Palacio do Presidente (se pode visitar, aberta todos os dias, porém dependendo do fluxo é necessario agendar) / Monumento Mitad del Mundo
      2 - OTAVALO:

      Na minha estadia em Quito, reservei 2 dias para conhecer a cidade, que fica a umas 2h ao norte. Fiz a viagem de onibus, partindo da estacao ce onibus de Quito.
      Otavalo e muito conhecida pela sua feira, mas na verdade a cidade é pequena, então se pensar apenas em termos de cidade, nao reserva muitas emocoes em termos de turismo.
      No meu caso, como estava com o imão do meu amigo equatoriano, ele me levou até uma comunidade andina que existe proximo a cidade e passamos um dia e uma noite por lá. Foi uma experiencia incrivel ver como vive uma comunidade andina (é como se fosse uma comunidade indigena nossa, porem de indios dos andes, que só n andam pelados pq faz mto frio rsrsrs), comemos por lá a comida feita por eles, dormimos nas casas deles, passamos o dia conversando de tudo, conhecendo como estudam, como trabalham, como as criancas se divertem, de tudo... foi muito show!
      Aproveitamos que estavamos por la e fomos conhecer a laguna de um vulcao que esta desativado. A laguna se chama Laguna Cuicocha, formada na boca do vulcao cotacachi. É uma paisagem belissima, de um lago formado ao longo de milhares de anos com águas cristalinas. Fizemos um passeio de barco por lá, foi muito jóia.
      3 - COTOPAXI:

      Terceiro ma ior vulcao ativo do mundo, tem 5800m de altitude, um passeio realmente incrivel.
      Esta localizado a 60km ao sul de Quito, é possivel chegar lá tomando um onibus a partir da estacao rodoviaria de Quito. Para subir o vulcao é necessario um guia, que vc pode contratar antecipadamente ou simplesmente chegar até a base do vulcao e procurar uma das casinhas que tem ali com guias (fiz assim). Voce aguarda formar um grupo suficiente para lotar uma caminhonete e entao voces partem rumo a subida.
      A subida e descida demora algumas horas. Boa parte do trajeto e feita de carro e voce acaba subindo somente a parte final do vulcao, o que ja é muito cansativo devido ao oxigenio escasso, aos fortissimos ventos, ao terreno que é arenoso e cheio de pedras, e  propria inclinacao da montanha. A experiencia é muito legal, me senti como um alpinista pois as rajadas de vento que batem sao muito fortes e barulhentas, voce sobre com fumaça saindo da sua boca o tempo todo e quando está subindo tem uma vista espetacular do horizonte, vendo incllusive por cima das nuvens.
      No ponto mais alto da subida há gelo (nunca tinha visto tambem).
      Vale muito a pena! Se nao me engano, o custo com o guia foi de 20 dolares. Separe praticamente um dia para o passeio.
      4 - BAÑOS:

      Cidade que fica ao sul de Quito, a algumas horas de viagem. Fica na cordilheira dos andes também, situada mais precisamente na base do vulcao 
      A cidade fica no pé do vulcao Chimborazo, o mais alto do pais (mais de 6200m). Este vulcao frequentemente está soltando fumaça. As aguas termais que saem da base desse vulcao inundam varios pontos turisticos da cidade, por isso tem esse nome de Baños, por haver inumeras piscinas naturais por lá.
      É um ponto turistico perfeito e encantador. Durante o dia, é repleto de atividades pra turista nenhum botar defeito. A cidade é muito conhecida pelo turismo radical, la voce pode alugar bugues, bikes, fazer  tirolesa, rapel, para-quedismo... muiras opcoes mesmo, é ate dificil de escolher.
      No meu caso,  como estavamos em 2, alugamos um bugue. Nos custou 55 dolares (caro), se nao me engano por 3h de aluguel. Fiz tirolesa sobre uma cachoeira que tem por ali, passando por cima de um grande canyon, o que me custou se nao me engano 5 dolares.
      Uma visita que vale muito a pena e a uma cachoeira que chama El Pailon Del Diablo. Ela fica afastada da cidade, a alguns minutos. Voce pode alugar um bugue, ou uma bike para chegar ate la. O trajeto é feito pela rodovia, dividindo espaco com onibus, caminhoes, carros... muito legal, vale a pena! A cachoeira é grande, tem uma estutura turistica bem impressionante, voltada para o rustico, mas muito bem preparada. Bem legal o passeio!
      Tem muitas pousadas, muitas casas noturnas, bares. A noite é movimentada, assim como o dia. Os gringos saem a caça... cachaca, mulherada e homaiada a role...
      Aqui me hospedei em um hostel. Muito legal, foi minha primeira experiencia em hostel, achei super bacana. O hostel era bem jovem, tinha mesa de sinuca, musica, bar, filme rolando a todo tempo... gente de todo mundo conversando. Fiquei um pouco timido porque nao falava nenhuma lingua ali, entao estava deslocado kkkk Mas foi muito legal.
      5 - RIOBAMBA:

      Comecei a mudar meu trajeto, com o intuito de chegar a Guayaquil, de onde partiria meu voo de volta. Decidi parar nesta cidade. Pequena, bem aconchegante, fria. Tem um passeio de trem que voce pode fazer que sai dali e vai para outras cidades, mas nao sai todos os dias. Nessa cidade bebi muita cerveja e wiskye. Até aqui meu amigo Andres ainda me acompanhava e tentava me convencer a seguir para montañita, porém a essa altura eu ja estava com meus dias contatos para partir, nao tinha mais tempo para ir a outra cidade.
      Nos hospedamos em um hostel barato, pois meu objetivo ali ja era apenas passar por mais uma cidade antes de chegar a guayaquil.
      6 - GUAYAQUIL:

      A cidade mais populosa do Equador, possui mais de 2,2milhoes de habitantes. 
      Particularmente, nao vi graca nenhuma na cidade. É uma metropole que nao tem muitos predios, é muito quente e humida, ótima para voce contrarir doencas. Eu peguei tercol na cidade, coisa que jamais tinha pego antes.
      Me hospedei em um hostel barato, pois ja havida bebido boa parte de meus dolares e o hostel estava lotado de venezuelanos fugidos de se pais. O nivel era fulera, mas nao muito tambem. Nao tinh ar-coondicionado, entao era quente o hostel, muito quente. Parecia mais um albergue no sentido estrito. Nao gostei, recomendo que procure algo meio termo e que opte por local com ar-condicionado.
      Os unicos 3 pontos turisticos que sao unanimidade sao: A - Malecon 2000, uma orla que foi toda construida as margens do rio Guayas, é praticamente um shopping a ceu aberto, muito bonita; B - Plaza das Iguanas, uma praca com dezenas de iguanas que vivem ali, voce pode tirar fotos com ela, alimenta-las, beija-jas, abraca-las, frita-las... fazer de tudo ali que elas ne ligam. C -  Escadaria de Las Peñas, uma escadaria bem bonita, que voce sobe e ao final tem um mirante de onde se pode ver a cidade.
      Na praca das iguanas peguei um desses onibus de turismo de 2 andares, nao gostei, a cidade é muito quente o calor era escaldante la em cima e embaixo voce nao  ve nada demais.
      Fiquei 2 dias em Guayaquil, o que achei mais que suficiente, depois parti de volta.
      Sobre a cidade, minha recomendacao é que voce a conheca, pois é a maior do pais e voce frequentemente ira ouvir falar dela quando se fala de Equador, principalmente quando tem jogo de futebol, varios dos grandes times equatorianos sao sediados ali. Porem, nao gere muita expectativa, pois é uma cidade grande convencional.
       
      RAPIDINHAS:

      * MOEDA DO PAIS: Dólar Americano. Isso mesmo, a mesma moeda que vc usa nos EUA é a oficial aqui. A propósito, lá realmente circulam muiiiiiiiiiitas moedas. Para nós aqui no Brasil, moedas quase nao tem mais valor, porém lá voce irá ficar cheio de moeda. Tudo que voce compra, te dao um monte de moeda de troco. 
      * IDIOMA: Espanhol (não compreendem o portugues com tanta facilidade como em outros paises como Peru, Bolivia, Argetina... onde sao acostumados a receber brasileiros). Muitos falam ingles tb.
      * GEOGRAFIA: O país é um destino realmente muito bacana, pois como é pequeno, voce pode visitar a Amazonia (parte da Amazonia fica no norte do país), a "Sierra" (a Cordilheira dos Andes, ela corta o país ao meio e é onde está localizada Quito e muitas otras cidades... As altitudes ali passam dos 4000m... a cordilheira dos andes é conhecida por "La Sierra", repleta de vulcões), a praia (lado oeste do pais).
      * CLIMA: Irá variar muito de acordo com o local onde voce esteja do país. Se estiver na regiao central, na cordilheira dos andes, o clima será de montanha, com o frio predominando quase sempre, é bom ir bem agasalhado (leve umas roupas leves tb, pq de dia costuma fazer um solzinho com calor moderado). Se estiver na região Amazonica o clima será tropical, com chuvas e calor moderado. Se estiver na regiao mais próxima ao litoral, o clima será quente e húmido e, acredite, faz caloooorrrr (palavra de cuiabano já conhecedor disso).
      * COMIDA: Comem muita batata (papa em espanhol), abacate (aguacate), milho (maíz) e carne de frango (pollo) ou porco (cerdo). Encontrar carne de vaca por ali é meio raro.
      * BRASILEIROS LÁ: Nao é um destino muito comum para nós, primeiro por estar longe e nao haver voos diretos, segundo porque acaba saindo um pouco caro se voce considerar o fator moeda, já que o dolar sempre acaba nos matando. Em toda minha viagem, topei apenas com um brasieiro que estava fazendo intercambio por lá. O pais é muito visitado por americanos e europeus, é impressionante como eu vi varias nacionalidades distintas nos livros de acesso aos diversos pontos turisticos pelos quais passei. Brasileiro nao vi nenhum assinando nos livros.
      * TRANSLADO ENTRE AS CIDADES: No meu caso, apenas utilizei onibus para ir de Quito a Otavalo, para ir de Quito ao Cotopaxi e tambem de Riobamba a Guayaquil. O acesso a eles e muito facil, sempre pelos terminais rodoviarios, e tambem é barato perto dos nossos precos aqui no Brasil. Os demais translados fiz de carro, com meu amigo equatoriano,
      * GASOLINA: A gasosa vendida la é quase pura, diferente da nossa misturadona e custa em torno de 1 dolar o galao (com 4 litros), ou seja... +- 0,25 cents por litro... +- R$ 0,75 o litroooo... assim mata o papai...
      * RECOMENDACOES DE CIDADES/REGIOES A VISITAR: Otávalo, Quito, Baños, Riobamba, Cuenca (n fui), Guayquil, Montañita (n fui) e, claro, se voce tiver tempo e dinheiro, o famosissimo Arquipelago de Galápagos (n fui).
      * RECOMENDACOES GERAIS: Leve  protetor solar, o sol realmente queima / Leve agasalhos e roupas leves, pois o clima la pode variar muito durante o dia / Se vc tiver estomago fraco, busque nao comer muito as comidas de rua, pois costumam ser pesadas, fortes,  gordurosas / Água: tenha sempre em maos, sempre disponivel, pois na altitude voce se desidrata muito / Quando puder e se vc gostar, compre uma dessas bolsinhas porta-moeada, pois vc ira precisar guardá-las rsrs, sao muitas realmente, isso pode te ajudar a nao perde-las (lembre que é dolar, vale ouro pra nós brasileiros).
      *VALE A PENA? Qdo voltei de viagem, muitas pessoas começaram a me perguntar sobre o país, sobre o pq de eu ter ido para lá e se havia algo para se ver no Equador... essas coisas tipicas do pessoal que quando pensa em exterior só pensa em USA, Europa, Argentina, Chile e Peru. Só posso dizer uma coisa para voces: VALE MUITO A PENA!  O país é perfeito pra turismo, muito 10 mesmo, muitas opcoes de coisas para se ver em um pequeno pedaço de chão, fora que qdo vc fala q e brasileiro o pessoal lá adora, acham muito diferente ver um brasileiro por lá... me senti um ET kkk.... Ta com duvidas se vale a pena por o Equador no seu roteiro? VALE! E olha que estou escrevendo esse relato em out/2019, há exatos 2 anos e meio depois da viagem e já tendo conhecido outros 4 países depois.
      Espero ter contribuido com o grupo, pois aqui foi muito importante para me ajudar no preparo da viagem que fiz. Seguem mais algumas fotos:

      Veste tipica dos andes
       

      Vista do Teleferico de QUITO 
       

      Plaza Foch - Muito bom pra beber e conhecer gente
       

      Alto do Vulcao Cotopaxi - Muito vento, muito frio
       

      Bug que alugamos na cidade de Baños, é caro, mas vale a pena. Pode-se alugar bikes tb, que sao uma otima opcao.
       

      Vista da corredeira da cachoeira Pailon del Diablo, em Baños tb
       

      Stifler (ou stifodão) do American Pie - Obviamente mentira, era um australiano gente-fina que comandava o bar do primeiro hostel no qual me hospedei na vida, em Baños
       

      Monuento Mitad del mundo, em Quito (imperdível, se nao for lá nao foi ao Equador)
    • Por Victor Prates
      A cidade de Quito, capital do Equador, está situada no planalto andino, em um vale rodeado por montanhas e vulcões. A 2.850 metros sobre o nível do mar, é a segunda capital mais alta do mundo (na verdade, é a primeira considerando que La Paz não é a capital da Bolívia, apenas a sede do governo).
      Quando fiquei sabendo que havia um vulcão na capital que apresentava um lindo panorama da cidade e de muitos vulcões do Equador, eu quis subi-lo imediatamente.
      Este vulcão é o Pichincha, o qual é dividido em dois cumes principais: o Guagua e o Rucu. O Guagua Pichincha é a cratera principal, porém coloquei o Rucu Pichincha como meu objetivo. Isto porque, o Rucu pode ser alcançado em apenas 1 dia e eu não tinha os dois que são necessários para fazer o Guagua. Segue abaixo mapa mostrando ambos os cumes e as trilhas para chegar neles, bem como o Teleférico e a cidade de Quito.
       
      Este relato apresentará os detalhes para você atingir o cume do Rucu Pichincha (trilha amarela do mapa acima), mas se você quiser se aventurar ao Guagua, há duas opções:
      ·         Realizar a Integral Pichinha, uma trilha bem extensa para alcançar ambos os cumes e aí o recomendado é acampar no refúgio que está na beira da cratera do Guagua. Total: 11 km e 1500 metros de ascensão por trilha (trilhas verde e amarela do mapa).
      ·         Subir de carro a estrada que sai do povoado de Lloa, bem próximo de Quito. Total: 16 km e 1900 metros de ascensão por estrada de terra (trilha azul do mapa acima).
      O meu tracklog do Rucu Pichincha foi postado na página do Wikiloc e pode ser encontrado neste link aqui. Se você quiser realizar a Integral Pichincha, recomendo que siga a descrição do Santiago González, a qual se encontra neste link.
       
      PROGRAMAÇÃO
      Como Chegar
      Antes de iniciar a trilha para o topo do Rucu, é preciso ir ao Teleférico de Quito, que fica no Bairro La Mariscal.
      Fui de taxi e paguei 4 dólares até o teleférico. Os táxis no Equador, no geral, são baratos e compensam muito se você estiver viajando em grupo. Além disso, a Uber também funciona muito bem nas ruas de Quito.
      O horário de funcionamento do teleférico é de segunda a quinta das 09:00 às 20:00 e de sexta a domingo das 8:00 às 20:00. O trajeto até o Mirador Los Volcanes dura 20 minutos. Este mirante, além de apresentar uma maravilhosa vista de Quito e seus arredores, também coincide com o ponto de início do trekking.
      Neste link você poderá ver informações detalhadas sobre o Telefériqo de Quito.
      Para retornar ao meu hostel após descer do pico, paguei 1 dólar de van até a Calle Mariscal Sucre, que é a avenida que atravessa a cidade de norte a sul. Daqui procurei táxis que me cobrassem os mesmos 4 dólares da ida, porém estavam me pedindo 10 dólares ☹. Me disseram que era por causa do trânsito, mas provavelmente foi por minha cara de gringão mesmo. Lembrando que a distância até minha hospedagem era de apenas 3 km.
      Pra minha sorte havia um ônibus que passava a 100 metros dali e que ia até a Avenida Cristóbal Cólon, a qual estava próxima da minha hospedagem. Tomei o bus de número 67 e paguei somente 25 centavos de dólar. Bem melhor que os 10 dólares do amigo taxista.
       
      Quando Ir
      A época de seca nos Andes equatorianos vai de junho a novembro. Fiz a trilha para o Rucu Pichincha em setembro e o tempo estava excelente.
      É recomendável fazer a trilha bem cedo, já que pela tarde é comum que as montanhas ao redor de Quito sejam encobertas por nuvens.
       
      O Que Levar
      ·         Calça de trekking
      ·         Camiseta
      ·         Bota ou tênis de trilha
      ·         Jaqueta corta vento
      ·         Leve segunda pele e blusa de fleece para o caso de fazer frio
      ·         Mochila pequena (< 30L)
      ·         Boné/chapéu
      ·         3 L de água
      ·         Snacks para trilha
      ·         Protetor solar
      ·         Câmera fotográfica
       
      RESUMO DE GASTOS (2017)
      ·         Água e comidas para a trilha = US$ 7,00
      ·         Táxi ao teleférico = US$ 4,00
      ·         Valor de subida e descida do teleférico = US$ 8,50
      ·         Van do teleférico até a Avenida Calle Mariscal Sucre = US$ 1,00
      ·         Ônibus até Cristóbal Cólon com Amazonas = US$ 0,25
       
      GASTOS TOTAIS = US$ 20,75
       
      O RELATO
      Numa quarta-feira de setembro, acordei às 7:00, tomei café e peguei um táxi do Bairro La Mariscal até o Telefériqo de Quito. Ele é o meio de acesso para o Mirador Los Volcanes, ponto inicial do trekking para o cume do Rucu Pichincha.
      Cheguei no Teleférico às 8:40 e, pra minha surpresa, ainda não estava funcionando. Como já disse, de segunda a quinta funciona das 09:00 às 20:00 e de sexta a domingo das 8:00 às 20:00 e só descobri isso ao chegar lá.
      Mas foi bom porque nessa espera conheci o Gal, um israelense extremamente simpático que queria fazer a mesma trilha. Pensei em perguntar da Mulher Maravilha, mas não tive coragem. Ele só me disse que é um nome comum no país (a atriz que interpreta a personagem no universo da DC é uma israelense chamada Gal Gadot. Nunca pensei que fosse falar da Mulher Maravilha num relato de viagens).
      Voltando pro que interessa... Ele me disse que não estava seguro em como seria seu desempenho em altitude, já que como o Brasil, Israel não possui altas montanhas. Então ele resolveu aproveitar o meu embalo e disposição para me acompanhar nesta empreitada.
      Compramos os bilhetes do teleférico por 8,50 dólares, que servem para subida e descida da montanha. Não perca o bilhete que você receberá, pois o mesmo também serve como comprovante de descida. Caso perca, terá que pagar mais 8,50 para descer.
      O trecho dura cerca de 20 minutos até o Mirador Los Volcanes, um mirante na cota 3.950 m que apresenta lindas vistas de Quito e dos principais vulcões do Equador. O céu estava completamente azul e a visibilidade era tremenda. De lá se podia ver lindamente os vulcões Cotopaxi, Cayambe, Antisana, Rumiñahui e Illinizas. Inclusive, é possível enxergar o topo do Chimborazo, a montanha mais alta do país, com 6.268 m de altura, e que está a 140 km de Quito!!
      Para que você possa contemplar este visual, recomendo que comece a trilha o mais cedo que puder. Explicarei o porquê mais adiante.
      Gal e eu tiramos algumas fotos do cenário e partimos para iniciar a trilha.
      Em poucos minutos de caminhada, pode-se contemplar o belo cume proeminente do Rucu Pichincha.
      Os primeiros 3,7 km são de aproximação à montanha e possuem um grau menor de dificuldade, já que a inclinação da subida não é tão acentuada.
      Porém, enquanto caminhávamos nos questionávamos por onde subiríamos até o topo, já que não era possível visualizar uma possível rota de subida. Isto porque a face que se vê do começo da trilha é de pura rocha.
      Assim que nos aproximamos da montanha, notamos que a trilha a contorna pela sua direita, por trás daquela face rochosa que vimos de longe.
      A partir deste ponto, a trilha está menos marcada, mas não há como se perder. Seguimos caminhando por detrás do pico por um terreno com uma inclinação um pouco mais elevada.
      Após cerca de 500 metros de distância, há um ponto que parece que a trilha acaba, mas é um lance em que é preciso subir uns 2 metros pela rocha mesmo. É um trecho um pouco delicado, mas não se preocupe, pois não é escalada.
      Mas a parte tensa do trekking só ia começar 500 metros mais pra frente. Neste ponto, a altitude já é um fator determinante (4.500 msnm) e é bem quando o terreno fica bem inclinado e bem arenoso, dificultando o rendimento da caminhada.
      Aqui, Gal e eu fizemos várias paradas para controlar os batimentos cardíacos e o ritmo respiratório.
      O visual era ainda mais espetacular, com a cidade de Quito lá embaixo e aquele cenário vulcânico bem característico por todos os lados.
      Deste ponto em diante, tem que tomar mais cuidado com a orientação, já que por vezes ela não é tão óbvia.
      E iniciamos a investida final para o cume. Caminhamos por meia hora por trilha bem inclinada até chegar numa placa. Daqui é preciso tornar para a esquerda para a investida final.
      Agora, percorre-se a última meia hora para o cume num terreno rochoso um pouco exposto e não muito marcado. É preciso tomar cuidado.
      Finalmente, após mais de 800 metros de desnível acumulado e 5,7 km percorridos em 3 horas, atingimos o cume do famigerado Rucu Pichincha.
      O cume do Rucu está na cota 4.784 msnm e é bem pequeno, o que proporciona um lindo visual 360º do panorama da região.
      A vista era deslumbrante. Pode-se ver todo o visual da cidade de Quito e do vale em que a cidade está situada. Também se vê todos aqueles famosos vulcões equatorianos acima citados, só que daquela perspectiva que só topos de morros podem proporcionar.
      Do cume, também se pode ver o imenso vulcão Guagua Pichincha, que fica a 4 km do Rucu. Como explicado na INTRO, o Guagua é a cratera principal e o Rucu é a cratera velha do mesmo vulcão, o Pichincha.
      Aqui no topo podem aparecer carcarás sociáveis. Acredito que os turistas devem alimentá-los. Eles são selvagens, porém é impressionante ver o quão perto eles podem chegar.
      Ficamos por uma hora contemplando o incrível cenário e iniciamos a descida.
      Se para subir foram 3 horas, a descida se deu em apenas 1h30min.
      Chegamos de volta ao teleférico próximo das 14h. Neste momento o dia já tinha mudado completamente. Se de manhã o céu estava completamente limpo, agora havia muitas nuvens no Rucu Pichincha e nem era possível ver a montanha. Ao longe também havia uma névoa que impossibilitava contemplar os vulcões dos arredores de Quito.
      E, claro, bem nesta hora tinham mais turistas, porque não são todos que preferem acordar de manhãzinha. Mas garanto que recompensa muito mais levantar cedo, mesmo se você não for subir o vulcão. Este é um padrão que se repete frequentemente em Quito: manhã de céu azul e tarde com muitas nuvens.
      Aqui, Gal se despediu de mim e desceu de teleférico primeiro, enquanto fui tirar mais algumas fotos.
      Peguei uma filinha de uns 20 minutos para tomar o teleférico da volta. Imagino que aos finais de semana deva ser bem caótico.
      E foi isso. Foi um dia delicioso, muito recompensador e bem barato.
      Espero que tenham desfrutado.
      Seguem abaixo algumas fotos deste dia.

      Rucu Pichincha visto da trilha

      Lindo vale a a cidade de Quito lá embaixo

      Vista do Vulcão Cotopaxi do Mirados Los Volcanes

      Próximo ao cume do Rucu

      Vulcão Guagua Pichincha visto do cume do Rucu

      Vista de Quito do topo do Rucu
      Postei este relato no meu blog. Você pode acompanhá-lo no link http://trekmundi.com/rucu-pichincha/
      Beijos e abraços!             
       
       
       
       


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