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ellenluna

Peru, Bolívia e Chile (a dois)! 23 dias

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SALAR DE UYUNI (Day1)

 

Sem dúvidas empatado com Machu Picchu no quesito excepcionalidade ::otemo::

 

Antes de sair de La Paz, Rodrigo entrou em contato com a moça da agência de turismo ESMERALDA TOUR, muito recomendada aqui no mochileiros e pediu a ela que guardasse pra gente duas vagas para o dia seguinte. Pagamos, cada um 800 bolivianos (mas acho que você pode dar mais uma choradinha) e ao descermos do aeroporto já tínhamos o transfer pra cidade de Uyuni, um cara com uma placa esperando "Rodrigo e Ellen". Achei legal porque foi como uma "cortesia" da empresa.

O aeroporto é uma graça, minúsculo, no meio do nada, nem tem esteira pra mala...

Chegamos ao centro de Uyuni, é como uma cidade litorânea. É bonitinha, tem tudo pra comprar lá. Compramos cookies, água, gatorade, papel higiênico (você vai precisar!!!!), maçã, chocolate, batatinha... snacks pra ir enganando a fome na viagem. Depois fomos na agência fechar os detalhes

Seriam 3 dias e duas noites, o motorista nos deixaria na fronteira da Bolívia com o Chile e estava incluso o transfer para o Atacama também. O carro sairia as 10h e íamos com 3 franceses e um boliviano (que descobrimos ser metade brasileiro), e o motorista - Rodrigo o nome dele. Assim, ele não é o dos mais simpáticos não, mas é cauteloso e solícito e a comida é boa.

 

Minha preocupação com esse Salar era que: sempre que eu lia algum relato, parecia precisar sempre da combinação de várias sortes pra dar certo - tem que pegar uma agência boa, um grupo bom, um motorista bom, comidas boas, torcer pra não passar mal, concentrar com a altitude, se chovesse seria bênção pelo espelhado...

Minha angústia era essa combinação, mas fomos agraciados com todas elas (exceto com a chuva).

 

Saímos às 10h, ficamos sentado no banco do meio (no último dia trocamos para o de trás e, meu Deus, muito apertado lá) e conhecemos nossos amiguinhos ::love::

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A primeira parada é tipo num povoado que vende coisas, lembrancinhas etc. Ficamos pouco tempo e eram muitos carros, então muuuita gente!!! Estávamos ansiosos pra sair de lá pra tentar ficar à frente dessa ruma de gente um pouco. De lá fomos para o cemitério de trens. Eu, assim, não achei muita graça... são trens, né?! ::mmm:

Mas Rodrigo aproveitou...

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Não demoramos muito e logo seguimos viagem...

A segunda parada foi na entrada do salar, onde ainda não é tudo tão branquinho, mas você já vai percebendo onde você tá se metendo e começa a amar... Lá a gente se dá conta que tá só começando e vai ser incrível.

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Continuando o caminho paramos onde tem aquela estátua do Dakar Bolívia e as bandeirinhas, lá almoçaríamos. Rodrigo deixa a gente no começo e tem tipo um restaurante, mas não é restaurante, é apenas um abrigo pras pessoas poderem comer lá dentro o que os seus respectivos motoristas servirem.

Ficamos lá fora, fizemos umas fotos e a fome apertou e tão logo entramos pra almoçar.

Rodrigo nos serviu carne, qnoa, legumes cozidos (incluindo abacate!??) e de sobremesa pêra e chocolate. Falando não parece bom, né?! Mas tava uma delíciaaaaaa.... Comemos tudo e seguimos viagem.

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Percebam que o nosso motorista não nos dava muitas informações sobre os locais que passávamos. Ele falava apenas o básico. Então não sei a finalidade dessas bandeirinhas, ou desse monumento do Bolivia Dakar (???). Ele tava meio :evil:

A próxima parada era pra brincar com as fotos de perspectiva. É engraçado e por mais que você diga que não vai ser bocó de fazer fotos assim, você vai fazer, colega. Aceita e se joga.

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Passamos uns 40 minutos lá e prosseguimos em direção a um parque de cactos. Pagava 30 bolivianos para entrar e, como eu vinha de uma desnutrição e nessa hora já comecei a me sentir um pouco fraca, decidi não subir. Rodrigo foi e eu fiquei esperando, dando umas cochilada kkkk. Ele gostou de lá, mas eu não me arrependo de não ter subido não, só conseguia me lembrar do calvário em Copacabana e não queria repetir o passamento ::lol3::

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Partimos em seguida para a nossa última parada, o pôr-do-sol no salar. Não estava espelhando, pq precisa estar em período de chuva pra isso acontecer, mas ainda assim é de uma beleza singular. Quando o sol se põe, e fica ainda claro, não dá pra definir no horizonte o que é céu e o que é sal... Apaixonante!!! ::love::

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O sol se despediu e fomos a caminho do nosso primeiro alojamento. Não fiz fotos do lugar, só vídeos ::putz:: . Era bem legal! Assim, simples, mas dormi eu e Rodrigo num quarto com cama de casal, mas era tudo feito de sal! Então ficou muito seco o ambiente... levem sorine e colírio, pra lubrificar o olho e as narinas de vez em quando. Eu e Rodrigo tinha sangue nos narigão durante todo o percurso. Nada assustador, mas lubrificar não vai fazer mal.

Tudo de sal: paredes de sal, chão de sal, mesa, cadeiras... tudo de sal.

O banheiro tem uma logística complicada: tem uma sala para a privada, outra para a torneira e outra para o chuveiro. Fui a última a tomar banho e tive problemas que a água não esquentava, mas acabou dando certo. Com estresse, porque a gente paga 10 bolivianos pelo banho quente, aí o bicho não presta, é de lascar, né?! ::tchann::

A janta foi jóia demais: uma entrada com sopa, deliciosa!!! Enchi meu buxo de sopa pq não quis arriscar comer um prato típico deles que é batata e salsicha, uma coisa assim. há dois dias atrás eu tava internada, então a cautela tava grande. De sobremesa, pêssego. Fomos dormir satisfeitos!!!

 

Acordaríamos às 8h00, mas isso conto no próximo capítulo. ::hãã::

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Ellen, muito massa seu relato.. continua aí!

 

Você disse que andou de BRT em Lima. É fácil conseguir o cartão para acesso ao BRT? É fácil recarregar o cartão?

Vc teve alguma dificuldade utilizando o BRT como meio de transporte em Lima?

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Ellen, muito massa seu relato.. continua aí!

 

Você disse que andou de BRT em Lima. É fácil conseguir o cartão para acesso ao BRT? É fácil recarregar o cartão?

Vc teve alguma dificuldade utilizando o BRT como meio de transporte em Lima?

 

 

Oi Breno!!! Tive dificuldade não, só que esse BRT só dá pra entrar se tiver esse cartão, então você tem que primeiro comprar o cartão pra recarregar. A moça do guichê disse que podíamos pegar com alguém emprestado, mas não entendi o processo... kkkkk. Esse BRT é uma linha no meio da avenida principal que você busca os ônibus nas estações, parecido com metrô. Na minha cidade não tem isso e era a primeira vez que eu via. Então eu já tava meio perdida, achei melhor não arriscar pedir pra ninguém esse cartão. Usamos o BRT só pra ir e voltar da praça de armas... Nos ônibus comuns, de paradas nas ruas, você paga o ticket dentro, não precisa do cartão. Esses comuns não tem catraca, o trocador decora sua cara e sai pedindo... É bem louco o trânsito em Lima, mas foi tranquila a utilização do transporte público!! ::otemo::

Tenho esse cartão aqui, vou caçar e publico uma foto kkkkk

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LIMA!!!

 

Assim, em letras garrafais, porque merece!!!

 

Saímos de Fortaleza dia 13/10, às 20h e chegamos em Lima dia 14/10, às 07h10 lá!

A primeira impressão é bagunça... a fila da imigração enorme - o aeroporto é bem rodoviária, o banheiro então! uurr

Já de cara tivemos nosso primeiro problema: nossos dólares estavam "rotos", mofados, e as casas de câmbio não quiseram trocar (tivemos problemas durante toda a viagem por isso). Encontramos uma dentro do aeroporto (se puder, não troque no aeroporto, VOCÊ PERDE MUITO!) que quis trocar o suficiente para pegar o táxi. O Câmbio no Peru é simples - é como um real para um sole.

Fechamos um táxi por 65 soles e lá não tem taxímetro, então você tem que negociar com os taxistas malas. O trânsito é caótico! CA-Ó-TI-CO! Você vai ver quando for, chega a ser bizarro rsrs

Fomo em direção ao hostel TheHouseProject, pagamos por duas diárias com café da manhã 170 reais, por duas camas num quarto compartilhado para 6 pessoas. Fica localizado no bairro Miraflores ::love:: próximo a Calle de La Pizza. A localização do hostel é mesmo EXCELENTE e não tivemos grandes problemas, apenas o quarto era próximo demais do fogão à lenha e o cheiro nele não era bom por isso. Mas nada muito "oooohhh".

Chegando lá, deixamos as mochilas no hostel e pegamos o BRT, que nos custou 10 soles porque tivemos que comprar o cartãozinho inicialmente, depois ficávamos só recarregando, fomos em direção à praça de Armas.

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De lá, fomos conhecer a via costeira de Miraflores, que não é tão costeira assim, porque a cidade tá em cima e o mar tá embaixo. Mas dá um visual lindo e único à cidade esse desnível. Nesse lugar, tem jardins, barzinhos, ciclofaixas... é lindo, é boêmio, tem gente de todo lugar do mundo e o clima é mega agradável - não é quente, não é frio (mas passe protetor solar rsrs). Lá fica também o Parque do Amor...

fer.jpg.52d6c96fbba4cfdd0658b7e91e770622.jpgDIA 15.10[/size]

 

Fomos conhecer o sítio arqueológico que fica em Miraflores mesmo! Fomos à pé!!! Huaca Pucllana o nome dele e pagamos 12 soles cada para entrar com visita guiada. É incrível lá!!! Foi nosso primeiro contato com a história do Peru e já estávamos sentindo que íamos nos apaixonar pela cultura local...

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Almoçamos no caminho de volta para o hostel por 24 soles, eu e Rodrigo, num lugar de famoso Prato Feito com refresco. Assim, boa não foi não, mas ruim tb não foi e é aquela velha história de economizar...

Descansamos e à noite fomos para o espetáculo das águas, no Parque de La Reserva. É lindo!!! Lima me ganhou totalmente lá!!! São 13 fontes, com diferentes finalidades, espalhadas por um parque enorme que conta também com 4 monumentos. Para entrar são 8 soles para cada. E tem um show com projeção em uma das fontes, mostrando um pouco do Peru pra você ficar mais e mais apaixonada! Passamos umas 3h nesse parque pra ver tudo e eu queria encher esse trecho do relato com mil fotos, mas não vou ser chata ::mmm:

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às 17h pegamos nosso rumo para Cusco e este será o próximo capítulo ::cool:::'>

 

 

Ellen, adorei o seu relato.

Fiquei com uma dúvida: você conseguiu comprar 1 sole para 1 real?

Estou fazendo minhas contas (vou em maio) e queria saber o preço que vou pagar no sole.

Bj!

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LIMA!!!

 

Assim, em letras garrafais, porque merece!!!

 

Saímos de Fortaleza dia 13/10, às 20h e chegamos em Lima dia 14/10, às 07h10 lá!

A primeira impressão é bagunça... a fila da imigração enorme - o aeroporto é bem rodoviária, o banheiro então! uurr

Já de cara tivemos nosso primeiro problema: nossos dólares estavam "rotos", mofados, e as casas de câmbio não quiseram trocar (tivemos problemas durante toda a viagem por isso). Encontramos uma dentro do aeroporto (se puder, não troque no aeroporto, VOCÊ PERDE MUITO!) que quis trocar o suficiente para pegar o táxi. O Câmbio no Peru é simples - é como um real para um sole.

Fechamos um táxi por 65 soles e lá não tem taxímetro, então você tem que negociar com os taxistas malas. O trânsito é caótico! CA-Ó-TI-CO! Você vai ver quando for, chega a ser bizarro rsrs

Fomo em direção ao hostel TheHouseProject, pagamos por duas diárias com café da manhã 170 reais, por duas camas num quarto compartilhado para 6 pessoas. Fica localizado no bairro Miraflores ::love:: próximo a Calle de La Pizza. A localização do hostel é mesmo EXCELENTE e não tivemos grandes problemas, apenas o quarto era próximo demais do fogão à lenha e o cheiro nele não era bom por isso. Mas nada muito "oooohhh".

Chegando lá, deixamos as mochilas no hostel e pegamos o BRT, que nos custou 10 soles porque tivemos que comprar o cartãozinho inicialmente, depois ficávamos só recarregando, fomos em direção à praça de Armas.

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De lá, fomos conhecer a via costeira de Miraflores, que não é tão costeira assim, porque a cidade tá em cima e o mar tá embaixo. Mas dá um visual lindo e único à cidade esse desnível. Nesse lugar, tem jardins, barzinhos, ciclofaixas... é lindo, é boêmio, tem gente de todo lugar do mundo e o clima é mega agradável - não é quente, não é frio (mas passe protetor solar rsrs). Lá fica também o Parque do Amor...

fer.jpg.52d6c96fbba4cfdd0658b7e91e770622.jpgDIA 15.10[/size]

 

Fomos conhecer o sítio arqueológico que fica em Miraflores mesmo! Fomos à pé!!! Huaca Pucllana o nome dele e pagamos 12 soles cada para entrar com visita guiada. É incrível lá!!! Foi nosso primeiro contato com a história do Peru e já estávamos sentindo que íamos nos apaixonar pela cultura local...

Bote.JPG.1b4c63cc8ce82addf01dde80496b3a06.JPGDSC07956.JPG[/attachment]

 

Almoçamos no caminho de volta para o hostel por 24 soles, eu e Rodrigo, num lugar de famoso Prato Feito com refresco. Assim, boa não foi não, mas ruim tb não foi e é aquela velha história de economizar...

Descansamos e à noite fomos para o espetáculo das águas, no Parque de La Reserva. É lindo!!! Lima me ganhou totalmente lá!!! São 13 fontes, com diferentes finalidades, espalhadas por um parque enorme que conta também com 4 monumentos. Para entrar são 8 soles para cada. E tem um show com projeção em uma das fontes, mostrando um pouco do Peru pra você ficar mais e mais apaixonada! Passamos umas 3h nesse parque pra ver tudo e eu queria encher esse trecho do relato com mil fotos, mas não vou ser chata ::mmm:

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às 17h pegamos nosso rumo para Cusco e este será o próximo capítulo ::cool:::'>

Sobre se perder.

A melhor coisa que um(a) viajante pode fazer é se perder do grupo, ou não ter guia (claro que na medida certa, né!?).

Quando fui à Gramado com a turma do curso de publicidade, eu e meus amigos que dividiamos o quarto perdemos a hora do tuor do vinho e etc. Em compensação podemos conhecer a cidade com nossos próprios olhos. Conhecemos muito mais da própria cidade, com um custo mais econômico, e com aquela sensação de desbravadora.

Para nossa surpresa algumas garotas da Fa7 tbm perderam o tuor, e onde a encontramos, NO CENTRO DA CIDADE , fazendo o mesmo que nós; conhecendo a cidade com os próprios pés. Depois de nos juntarmos todos em um grupo maior, ainda andando pelo centro, achamos uma cachaçaria alemã, se não me engano, com vários tipos de cachaça artesanal.

Pra mim foi uma experiência muito mais emocionante do que ver mini mundo ou coisas do tipo.

E parabéns pela viagem e pelo texto. Estou adorando ler as aventuras do casal, e obg pelas dicas da pré viagem. Quero fazer um mochilão ano que vem, e não sabia por onde começar. Seu post me deu muitas dicas e idéias. Muito obg.

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Muito bom o relato. Vou no meio de 2017 e está me ajudando bastante.

Só uma dúvida: você levou o dinheiro em reais ou em dólares?

Obrigado!

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