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Travessia São Francisco Xavier X Monte Verde - Trilha dos Muriquis

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Depois de caçar algumas dicas e baseado em um relato de 2012, então, meio que desatualizado, mas mesmo assim, SIMbora?! FOMOS.

Convidamos alguns amigos que toparam fazer, mas na hora do SIMbora?! Me pergunto: CadêAmizade? kkk

Com esse relato e um tracklog o celular (que também não estava lá essas coisas mas nos pontuou onde encontraríamos água) partimos, Lenon e eu.

Enfim, vamos ao relato.

 

Lenon estava em Pindamonhangaba e eu em São Paulo-Penha.

Combinamos de nos encontrar na Rodoviária de São José dos Campos as 7:00.

 

Dia 26-11-2016 - Sábado

 

Fui até o Terminal Rodoviário Tietê e embarquei as 5:30 pela empresa Pássaro Marrom.

Cheguei em SJC lá pelas 7:10 e Lenon chegou uns minutos após.

Seguimos para ver os horários do ônibus que ia para São Francisco Xavier.

Há uma placa na rodoviária que indicavam um bus as 9:30 e outro as 11:30. Que sairia dali do terminal urbano (colado com o terminal rodoviário).

Como não tínhamos comprado nada de alimento passamos na feira e depois no supermercado Semar, uns 10 min da rodoviária. Alimentos comprados voltamos a rodoviária e aproveitamos pra fazer um lanche no Subway.

Decidimos então esperar nos bancos em frente ao bus que iria para SFX e para nossa surpresa ele já estava de saída, eram 9:10 (logo a plaquinha já estava errada).

Há 3 tarifas no bus, para quem vai descer por ali mesmo em SJC, quem vai para Monteiro Lobato (R$ 4,75) e quem vai descer em SFX (R$7,90), tu paga e recebe um ticket do seu destino. Por isso diga seu destino ao cobrador. Um rapaz que não disse ao chegar na catraca o cobrador só gritou: VAI PRA ONDE? kkk

E se prepara porque a estrada é tortuosa, sinuosa e tudo de osa.. é um chega pra direita, pra esquerda, se segura e SIMbora....No caminho TODAS as pessoas que embarcavam diziam TÁ SÓ UM POUQUINHO ATRASADO HEIN, TIPO 1 HORA (viu, a plaquinha estava errada e muito errada na rodoviária).

 

Chegamos em Monteiro Lobato lá pelas 10:30. O ônibus faz uma parada na mega hiper e super pequena rodoviária e o cobrador grita: QUEM FOR PARA SÃO FRANCISCO XAVIER, FAVOR EMBARCAR NO ÔNIBUS AO LADO.

Vai nós procurar o ticket que ele nos deu pra poder entrar no outro ônibus.

Precisou? Não, porque uma moça disse para entrarmos pela porta de trás. ::tchann::

Daí embarcou as pessoas que iam de ML para SFX, praticamente lotou o ônibus, de acordo com a cidade claro, não é como estamos acostumados em São Paulo, lota que chega ter gente saindo pelo ladrão...kkk

 

E dá-lhe mais estrada osa (sinuosa, tortuosa...) até que chegamos ao Portal BEM VINDO A SFX.

Mas aqui não há rodoviária, o ônibus para ao lado de uma praça, todos desembarcam e depois ele retorna. #SimplesAssim

Atravessamos a praça e eu tinha lido que havia um Centro de Informação ao Turista, mas na verdade era uma empresa de passeios CAT (centro de aventuras turísticas)...kkkk

Não paramos lá mas pegamos informação à um casal de idosos que tinham uma barraca de doces e estavam montando na praça, estava rolando um evento lá.

Lenon perguntou já sobre a travessia para a Senhora eu pensei PUTZ ELA NUNCA VAI SABER, mas dei de cara no chão, ela explicou e o marido dela ainda deu detalhe da ponte que tínhamos que passar.... vai tirar os tiozinhos...vai...

Com o relato e o tracklog em mãos e a indicação do casal na memória seguimos.

Depois do CAT dobramos a direita, seguimos e já demos com o cemitério a esquerda.

Mais a frente ja encontramos outra placa que indicava o B. dos Ferreiras.

Pelo relato tinamos que seguir a Estrada dos Ferreiras, mas confesso que durante todo o caminho não encontramos placa que indicava realmente qual era essa estrada, a gente suspeitava que estava nela porque víamos as travessas numeradas, 1a travessa dos ferreiras, 2a travessa dos ferreiras... pela lógica tínhamos que estar na Estrada dos Ferreiras.

Daí só fomos seguindo, pedimos informação a um hippie que fez um AHNNnn antes de responder que preferimos nem registrar o que ele nos orientou..kkk

Andamos por uns 15 minutos e encontramos uma placa de uma cachoeira seguindo para a esquerda, estava um puta sol, mas decidimos não ir, eram mais 4 km afinal, 2 de ida e 2 de volta.

 

No relato dizia que a placa da Fazenda Monte Verde não existia mais, mas já recolocaram, há várias delas e da Pousada ITAKI (até enraçado esse nome porque tem muita placa desse ITAKI, mas nunca TÀ kkk, parece que nunca chega)

Seguindo essas placas, encontramos a Fonte de Nossa Senhora, ali nos abastecemos de água, pedimos proteção e tomamos um banho de gato pra refrescar porque TAVAFODA

 

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Logo a frente havia uma bifurcação, mas a placa da Fazenda MV dizia para ir a esquerda, mas sabe quando bate ainda aquela dúvida?

No relato que eu tinha dizia que não tinha muitos pontos de água, e tem.

 

Dizia que as placas da Fazenda não existiam mais, mas estavam lá. Logo comecei a desconfiar do relato. kkk

Ficamos parado eu tentando abrir o tracklog e passa 2 carros, cheio de mochilas com 2 grupos, e subiram a esquerda. Viu, pedir proteção a Nossa Senhora foi bom, ela nos mandou um sinal. Amém. ::otemo::

Seguimos então no sol escaldante do meio dia, fazendo algumas várias paradas até que reencontramos o grupo, estavam em treinamento, deveriam ser guardas florestais.

 

Ali perto o bicho pegou, fui conferir o relato e havia uma foto do cara entrando depois de uma placa de PROPRIEDADE PARTICULAR, essa placa estava a nossa esquerda. E vimos a Fazenda Monte Verde, que estava a nossa direita. Abri o tracklog e dizia para seguir em frente, o relato dizia outra coisa, mas como ele já perdeu moral seguimos, até dar com uma porteira FECHADA e cheio de mato, pronto, e agora?

Havia uma casa ali e Lenon foi perguntar e a senhora disse que era pela porteira mesmo, que o trajeto levaria o mesmo tempo da cidade até ali....pensei... TOMANUCU né, nesse sol...kkkk

 

Mas seguimos, passamos a porteira e demos de cara logo, atrás de um matagal a placa da TRILHA DOS MURIQUIS.

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Estávamos no caminho certo e o mato só estava ali, na entrada. Será proposital para quem ver já desistir? Vai saber...

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Seguimos e 2 minutos depois vimos uma porteira a direita como se fosse uma passagem e ouvíamos barulho de água. Como não dizia ser de propriedade particular fomos averiguar, e sim PONTO DE ÁGUA e mais um banho de gato.

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Daí é só trilha, só subida e SIMbora, algumas várias paradas.

 

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Tinhamos que encontrar a Bifurcação que a esquerda iria dar no Pico da Onça e a esquerda era Monte Verde.

E parece que essa tal bifurcação tão aguardada nunca chegava.

 

Enfim, ela. Comemoração.

 

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Dali para a Pedra da Onça seriam 20 minutos, segundo o relato. É, resolvi dar uma chance ao relato, ainda tenho fé nas pessoas e nos relatos..kkkk mas me decepcionei novamente, ele errou por 10 minutos... Pode não parecer muito mas do tanto que já andamos, subimos, 10 minutos é uma eternidade ainda mais quando umas nuvens iam se formando, daí a ansiedade se transformava em cagaço.

 

Enfim, 30 minutos depois da bifurcação: PICO DA ONÇA.

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á deixamos as mochilas e fomos fazer o reconhecimento do local. Depois montar a barraca e depois apreciar as vistas. SHOW DE BOLA.

Minutos depois aquele grupo de guardas, que achamos que eram porque não conseguimos ler o emblema deles apareceram por lá. Eles iriam para a Pedra Furada e nos orientou a não fazer essa trilha sem guia ou conhecimento porque ali passa gente, passa boi, passa cavalo, passa barata e sempre tem trilha nova aberta e fica fácil se perder.

Na verdade acho que OU ele queria dar emprego pra algum guia OU não queria ter trabalho com 2 perdidos no meio da mata (tipo nós).kkk

Bom, com as nuvens formando, com as aves indo e vindo, voando rápido, tipo apocalipse, parecia que vinha um temporal, resolvemos então... ficar na barraca, tirar um cochilo. Eu queria ver o céu estrelado mas com essa ameaça de chuva e uma tentativa frustada de fazer fogueira em meio a neblina das 22:00 nem saíamos da barraca.

 

As 2:00 horas ouvimos vozes. Eu, corajoso que sou, já fiquei no cagaço, mas deu pra notar pelas vozes que eram um casal. Ouvi o rapaz dizer: OLHA ESSA PEDRA, PORQUE TEM NOME DE PEDRA DA ONÇA SE PARECE MAIS UM OVO. DEVERIA SER PEDRA DO OVO. Eu então fiquei imaginando as pedras que estavam lá, qual se parecia com um ovo, não fiz menção a nenhuma mas na manhã conversamos com ele e ele disse que tinha visto nossa barraca e confundido com uma pedra, nossa barraca era a "PEDRA DO OVO". :?

 

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Esse final de semana foi mesmo abençoado. Fez sol e afinal aquela noite não choveu, o casal nos disse que o céu estava bem estrelado de até ver estrela cadente. E nós o que estávamos fazendo na barraca que não vimos? ::putz::::putz::::putz::::putz::

Mas assistimos a um espetáculo que eles perderam, o nascer do sol, chupa casal.... ::bruuu::::otemo::

Meu que maravilha isso, ver o sol surgindo, aquele pontinho laranja até virar aquela bola de fogo enorme, e como é rápido também. Se eu tivesse piscado tinha perdido.

 

Seguindo uma trilha a esquerda, contornando a 2a Rocha há o livro de registros. Na verdade não havia mais LIVRO, eram pedaços de papel higiênico. Então, quem for lá, pufavô, leva um caderno? ahhhh e uma caneta. Aquela que estava lá já está no fim. Obrigado ::otemo::

 

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Depois do café da manhã, esperamos o casal Wesley GOTO e Daiana, para descermos, reencontramos a bifurcação e fazer a trilha para Monte Verde. Eles, como chegaram ao Pico da Onça as 2:00 nem repararam na bifurcação e ainda disseram que quase que acampam por ali mesmo.

A trilha dali para Monte Verde é bem tranquila. Só complica um pouco quando chega ao Bosque dos Duendes. Porque né, é um bosque, mais aberto e te deixa muito na dúvida por onde seguir.

Nós seguimos a terra batida e as marcas dos cavalos, porque no dia anterior havia um senhor e um garoto galopando e vimos que seguiram para Monte Verde.

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Bom, deixa eu finalizar que a coisa tá ficando grande....

 

Saímos do Pico da Onça lá pelas 9:30. Chegamos em Monte Verde, no fim da trilha, ao lado de uma lindíssima pousada as 11:30. Seguimos a estrada, perguntamos para uma senhora como pegar um ônibus para Camanducaia e ela disse que saía de frente do Posto de Gasolina Ipiranga. É, Monte Verde não tem rodoviária.

Encontramos o tal posto, confirmamos a informação e disseram que além de ônibus há vans que fazem o trajeto MV x Camanducaia. Mas os horários são incertos. Ficamos na esquina do lado oposto ao Ipiranga, um lugar onde alugar quadriciclo.

Nos disseram que o ônibus passaria ali as 12:30. Esperamos, esperamos, deu horário e cadê, nada.

O próximo só iria passar as 15:00. Resolvemos pedir carona, mais por brincadeira, porque era cada olhar que recebíamos que virou um passatempo, uma senhora até foi engolida pelo banco quando viu a gente pedindo carona.. kk

Daí resolvemos pegar um papelão com a mulher do quadriciclo e escrever CAMANDUCAIA.

Wesleu ficou segurando uma escrito CAMANDUCA (não coube o IA na placa dele). Eu estava escrevendo outro, quando cheguei no CAMA parou uma S10 branca e não acreditamos, deu certo.

O motorista perguntou onde seria nosso destino final, dissemos São Paulo, e ele disse EU DEIXO VOCÊS EM SÃO PAULO ENTÃO. E acreditamos? NÃO. Eram 4 pessoas incrédulas de boca aberta, sorriso no rosto e querendo que alguém nos beliscasse.

Essa pessoa se chama Gustavo. Não darei muito detalhes mas ele foi contando histórias do lugar, de empresas, do ônibus incendiado na estrada, como conheceu sua esposa, falou dos seus bichos, de política e de sua mãe internada, ligou para sua esposa e sua mãe pelo viva voz, uma pessoa de bom coração, nos ofereceu bolinhos e água, era melhor que UBER e com uma trilha sonora fantástica das antigas. Ele é empresário e dono de hotel em Monte Verde. Disse que quando voltássemos que ligasse para sua secretária no Hotel que o café seria na faixa.

E assim foi que terminou essa travessia fantástica, histórias que se cruzam, Wesley e Daiana que iriam começar a trilha por Monte Verde mas que perdeu o ônibus em SJC e resolveu ir para SFX e fez a trilha a noite e ainda mora aqui próximo de casa.

 

 

Sobre essa trilha

 

Foi fácil encontrá-la, os relatos que tínhamos que estavam lá sem muitas informações.

Em SFX ela é feita toda na estrada de terra e um trecho que agora estão asfaltando.

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Depois que passar a fazenda Monte Verde siga o caminho, dará numa porteira, tem acesso pela direita, e só seguir, vai dar na bifurcação. Esquerda Pico da Onça, direta Monte Verde. Se for para Monte Verde, só seguir a terra batida e prestar atenção no Bosque dos Duentes, vai chegar num riacho, há um tronco fazendo uma mini barragem. A direita há outro tronco que você pode utilizar como ponte. E continuar seguindo. Vai sair nos fundos de uma pousada. Contorne a esquerda beirando a certa e saíra em Monte Verde, seguindo em frente vai dar uma Portaria. É a entrada do 'condomínio´.

Monte Verde é em geral, restaurante e pousadas, você fica se perguntando se tem cliente pra tanto. Segundo Augusto, tem. Em temporada, lota a chegar fazer fila nos restaurantes. E no Hotel dele já tá lotado para o Carnaval. Disse que tínhamos que voltar na temporada, no frio. Disse que em MV faz sempre 1 grau a menos que Campos do Jordão. Pra quem gosta de frio #FicaDica

 

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Fui umas 5x para Monte Verde.

A cidade é pequena porém muito boa, fiz algumas trilhas e subi unns morros (pico do chapéu não sei o que...rsrs) além do passeio de quadriciclo pelos bosques, vale muito a pena!

 

A cidade é bem mais barata que Campos do Jordão, vale a pena até degustar um fundue.

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Fui umas 5x para Monte Verde.

A cidade é pequena porém muito boa, fiz algumas trilhas e subi unns morros (pico do chapéu não sei o que...rsrs) além do passeio de quadriciclo pelos bosques, vale muito a pena!

 

A cidade é bem mais barata que Campos do Jordão, vale a pena até degustar um fundue.

 

A intenção inicial era fazer essa travessia e depois os picos de MV, mas vimos a dificuldade de sair de lá. Onibus que ninguem sabia exatamente o horário e SE passa kkk, nos deixou receosos. O casal que conhecemos lá iria voltar essa semana para MV e começar de lá e seguir na trilha para Pico da Onça, sem ter que descer e subir de novo. Estávamos moídos kkkk. E eles deram dicas de outras trilhas outros picos, agora deu vontade de fazer tudo... vou pegar qualquer folga de 2 dias, mesmo na semana e ver se faço kkkk, agora me falta tempo e tempo

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Sim, tem muitas trilhas e picos bons lá, acho que vale a pena um fds para explorar legal.

 

Agora o acesso está tranquilo, cheguei a ir para MV umas 3 vezes por estrada de terra, chuva, aquela estrada da serra até Camanducaia não era asfaltada....era complicado mesmo.

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    • Por Carlosfuca
      Pico do Queixo D'anta - São Francisco Xavier - SP
      30 / 31 de maio 2017

      Da primeira vez que fui pra São Francisco Xavier, fiquei sabendo do Pico Queixo D'anta, que fica distante 10 km do centro, e vale lembrar que São Francisco é um distrito de São José dos Campos, interior de SP. O ponto culminante do Queixo D'anta tem em torno de 1700 metros de altitude.
      Lugar ideal pra um bate-volta com pernoite, ou até mesmo para acrescentar aos outros atrativos em SFX. Então fui eu pra mais uma caminhada em meio a natureza.
      ---*São Francisco Xavier é um pequeno distrito de São José dos Campos SP e está localizado entre as montanhas da Serra da Mantiqueira. Com o passar do tempo o turismo no local foi crescendo por seus encantos naturais como cachoeiras, rios, trilhas, montanhas, picos de altitude, fauna e flora preservadas.---
      Pra voltar em SFX eu tinha me programado pra ir nesse pico e emendar com outros atrativos, mas como o tempo foi justamente pra um bate-volta decidi fazê-lo isolado. Aquela velha folga de Terça-feira não passou batida e sem nada pra fazer. Acordei de madrugada, ajeitei a mochila e recolhi as informações do local. Assim, logo cedo sai de casa, a previsão não falava de sol, mas do mesmo jeito não falava de chuva, então eu fui.
      No Terminal Rodoviário do Tietê, embarquei no ônibus sentido São José dos Campos (R$32,14), que partiu as 6:00 da manhã. Em menos de duas horas cheguei na rodoviária de São José, ainda tive tempo pra tomar um café reforçado e parti no ônibus das 8:00 horas sentido São Francisco Xavier (R$8,45) (link da linha aqui). A viagem durou em torno de uma hora e meia, desci no ponto que dá acesso à estrada até o pico. (aqui).
      A partir de então foi uma pernada legal. O tempo estava nublado, mas com um clima quente. Logo no inicio uma placa mostrou a direção seguindo a direita e foi só seguir subindo e subindo. Uma outra bifurcação veio, mas bem depois de quase uma hora caminhando (foto 2). Depois dessa bifurcação a estrada ficou mais fechada e não tinha subida, mas antes teve alguns trechos pesados e ingrimes. Se for de carro e tiver chovendo, tem o risco de não subir.
      Uma região montanhosa de um verde bem lindo, no caminho vários pés de limão e mexerica. A cada parada para respirar fundo via-se diversos pássaros. Os bois e as vacas, do outro lado da cerca, ficavam só de olho. Quando deu 11h15, cheguei no sítio onde eu iria acampar e onde se dá acesso ao pico. Eles cobram uma taxa de conservação de R$20,00 e o camping foi R$20,00 também. Não tem banho e nem refeição, é mais para acampar mesmo. Como eu tava sozinho e eles estavam com visitas, fechei de jantar com eles. Agora pensa numa comida boa? Pensa aí, pois aquela janta foi demais. Assim como a recepção muito boa da dona Ricardina e seu Janildo.
      Mas antes de jantar ainda tinha a subida, montei a barraca e levei na mochila só o necessário. Meio dia iniciei a subida. Eu tinha na minha cabeça que seria algo bem de boa porém me deparei com trechos difíceis, que exige um certo preparo e uma vontade a mais de subir. Foi subida demais, na primeira hora foi por uma trilha íngreme mas bem batida, passei por um ponto de água e na segunda hora foi o trecho de maior dificuldade, tendo diversas escalaminhadas que não acabavam mais. Fui me aliviar quando chegou um ponto de referência, uma pedra enorme indicava que o pico estava chegando. Ainda continuei...
      Eis que as 14h00 cheguei no topo do Queixo D'anta, ufa! Foi uma atividade e tanto. O visual tava fechado, aparecia possibilidade de abrir e de fato abriu um pouco, mas isso após um cochilo que tirei lá em cima. Foi um sono abençoado, que revigorou pra eu continuar a apreciar o local. Quando deu 15h50 era hora de voltar, encarei as descidas íngremes sempre com o apoio das mãos. De fato foi mais rápida a descida, apesar de ter feito bem na cautela pra evitar acidentes. Então as 17h00 já estava no camping de volta, deitei de cansado e veio um dos cachorros do sitio me dar boas vindas. Normalmente ele sobe com o pessoal, mas não quis ir comigo porque tinha visita lá, paciência!
      Só de pensar que eu tinha a intenção de subir 2 vezes, mas quando vi que exigia um certo esforço só subi uma mesmo. O dia seguinte fez um dia de céu limpo, o visual lá em cima deveria tá impecável, mas mesmo assim curti demais. Vale a pena!!!
      Péde natureza sempre! É nois!
      Primeira vez. Travessia São Francisco Xavier x Monte Verde
      http://pedenatureza.blogspot.com.br/2017/04/de-sao-xico-monte-verde-cachoeira-pedro.html
      Saiba mais:
      http://www.trilhadeiros.com.br/relatos/relatos/pico-do-queixo-da-anta
      http://www.mochileiros.com/viewtopic.php?f=765&t=77228
      http://trailsandtravels.com.br/bate-volta-queixo-anta-sfx/
      https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=13207551
      *trecho de um folder
      Fotos:
          
          
         
          
    • Por nnaomi
      Como eu gosto muito de escrever, o que era para ser um relato acaba virando um "guia". Entretanto como a maioria ou não tem tempo ou não tem paciência para tanto, vou colocar um índice aqui e assim cada um vai direto a parte que lhe interessa
      Índice
      A cidade
      Como chegar
      Quando ir
      Onde ir
      Onde ficar
      Onde comer
      Dicas (Contatos úteis, Postos de Informações Turísticas, Links úteis, Receptivos Turísticos e Dicas)
      Mapas
      Relato de viagem
      ****************************************
      Nanci Naomi
      http://nancinaomi.000webhostapp.com/
      Trilhas:
      Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté
      Relatos:
      15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha
      Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas
      3 dias em Monte Verde - dez/2014
      21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro
      11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
      21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi
      21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
      8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est
      25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina
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    • Por renato-david
      Boa tarde amigos,Pretendo fazer a travessia São Francisco Xavier / Monte Verde-MG e estou precisando do contato de alguém possa fazer nosso resgate em Monte Verde de Volta pra São Francisco. Como é a primeira travessia de alguns, não queria força muito voltando pela trilha.
       
      Desde já agradeço! 
    • Por marcelobaptista
      Já tinha ouvido falar bastante na travessia de São Francisco Xavier (distrito de São José dos Campos/SP) e Monte Verde (tb um distrito, mas da cidade mineira de Camanducaia) nesses dez anos de trekking que eu completo em 2009, mas por essas contigências da vida, nunca havia conseguido planejar essa trip anteriormente. Com dois dias de folga, finalmente tive a oportunidade de seguir em frente e fazer essa travessia famosa, talvez uma das mais clássicas da Mantiqueira.
       
      Acordei ás 5h da manhã, afim de poder fazer as conexões em SJC o mais cedo possível. A passagem custou $ 17,30 e eu embarquei no ônibus das 6h15, com sono, mas empolgado com a oportunidade.
       
      Desembarquei ás 7h45 na nova rodoviária de SJC, com o tempo fechado. Fiquei um pouco apreensivo quanto á possibilidade de belos visuais. O ônibus para S. Fco. Xavier sai da plataforma 16 da rodoviária; saímos ás 8h em ponto, um ônibus simples da viação Oito Irmãos. Paguei $4,60. São mais 1h40 de viagem subindo a serra da Mantiqueira, passando por Monteiro Lobato (SP), antes de chegar ao ponto inicial da travessia.
       
      Cheguei a S. Fco. Xavier ás 9h36. Fui até uma padaria, um café com leite e um pão na chapa, um papo rápido com um cara que quis me empurrar um guia, e depois passei no CAT, o centro de informação turística de São Francisco Xavier. Depois de um papo com a simpática Ana, peguei um mapa e segui em direção á fazenda Monte Verde, onde de fato se inicia a trilha para Monte Verde: eram 10h.
       
      Da cidade até o inicio da trilha tem cerca de cinco km, numa subida dura e sem trégua. O tempo abriu, e o sol pegou forte; junto com a subida impiedosa, causa no caminhante um desgaste muito forte. Um ponto de água, junto a uma espécie de altar para Nsa. Sra. Aparecida. E subida, subida...cheguei na porteira da fazenda Monte Verde por volta das 11h20, e cruzei com dois caras de SJC (Leonardo e Anderson) que tb estavam subindo, mas tinham como destino final o mirante (é como a galera da região chama o Pico da Onça). Como nossos ritmos estavam parecidos, fomos juntos papeando. Os caras já haviam feito a trilha algumas vezes, e passaram uns toques legais da região. Gente boa os dois.
       
      A subida não pára até chegar a uma bifurcação, exatamente a que separa a trilha que leva ao mirante (Pico da Onça...) e a continuidade da trilha até Monte Verde. Até chegar ali, passei por três pontos de água muito bons. Como eu havia me distanciado dos dois colegas num determinado momento, e chegado antes na bifurcação, esperei a chegada de ambos para me despedir, e assim aproveitei para descansar um pouco. Quinze minutos depois, Leonardo e Anderson chegaram. Me despedi dos dois, e segui para Monte Verde. Eram 14h07.
       
      A partir da bifurcação, o caminho aplaina e começa uma descida suave e constante. A trilha está em muitos pontos tomada pelos bambus que caíram com a recentes chuvas (afinal, é verão). Um momento interessante é quando se chega ao chamado Bosque dos Duendes, uma área dificil de descrever; parece mais com umas imagens que vi da Nova Zelândia. É bem interessante. Árvores que se espalham, o chão coberto de folhas, os raios de sol que vazam por entre a copa das árvores...paisagem agradável.
       
      Caminha-se sempre em suave declive, até chegarmos ao fim da trilha, junto a uma propriedade da Horizontes América Latina, uma missão católica. Dali tomamos á esquerda e seguinos por uma estradinha de terra, cheia de belas casas, até as proximidades do centro de Monte Verde (a rua termina ao lado do banco Bradesco). Seguindo as indicações do relato de uns colegas montanhistas (Ronald e Rafael), segui para a Vila Operária, em busca de hospedagem barata. Já bem cansado, entrei na primeira que eu vi...fiquei na Pousada Dona Ana (R.da Represa, 215 tel.: 35 3438 1142 / 3438 2007), $70, com lareira. Para ficar um dia, foi uma boa escolha...além do mais, estava bem feliz e com o objetivo cumprido: a travessia de S. Fco. Xavier a Monte Verde. A noite caiu, a chuva tb caiu forte, e depois de provar uma truta muito boa no restaurante Capricho (mais uma indicação do relato Ronald/Rafael), fui para a pousada dormir um pouco e descansar para fazer uma caminhada até alguns picos ao redor de Monte Verde. Infelizmente, o tempo na manhã seguinte não estava muito confiável, então resolvi voltar para São Paulo. Mas já fazendo planos de voltar e fazer os picos cercanos a Monte Verde.
       
      Dicas: Se vc for e ônibus, planeje-se para chegar o mais cedo possível a S. Fco. Xavier. Os horários dos ônibus que saem de SJC para SFX vc encontra no site http://www.guiamonteverde.com.br . No que se refere á trilha propriamente, prepare-se para os sete primeiros kms, que são os mais puxados da trip:vc começa a caminhar na cota 730m e chega á bifurcação na cota 1830m, ou seja, um desnível de 1100m!Acredite, é bem forte a subida...Água existe em bastante quantidade. Em Monte Verde, procure pela Vila Operária para conseguir hospedagem mais barata. E programe-se para conhecer os picos perto de Monte Verde, como a Pedra Partida, Pedra Redonda e o Chapéu do Bispo.


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