Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Claudia Ggre

Circuito O (Macizo Paine) - Torres del Paine em 9 dias

Posts Recomendados

Fizemos esta viagem, meu namorado (Manoel Comar) e eu, por conta de umas férias forçadas e pensando que por ser basicamente um trekking e como ficaríamos em camping, seria uma viagem barata (santa ingenuidade Robin).

Compramos a passagem saindo de nossa cidade, São José do Rio Preto/SP à Punta Arenas e começamos a correr atrás de informações e tentar alcançar algum preparo físico para a longa caminhada.

Levamos os equipamentos para camping daqui e sentimos bastante na hora de organizar a bagagem, pois 23kg cada um era um desafio e ficamos mal acostumados, pois as últimas viagens para trekking ou montanha foram feitas de carro. O lado bom de não haver chuveiro em todo o trajeto, foi levar menos trocas de roupas rs. Desta forma, conseguimos levar toda a comida liofilizada e equipamentos dentro da franquia de bagagem.

Chegamos em Punta Arenas dia 16/11 e fomos procurar uma van que havíamos lido no relato que poderia nos levar até a rodoviária da cidade pra tomarmos o bus para Puerto Natales. Nosso primeiro erro. Pegamos a Van, P$ 5.000 cada um e essa van nos deixou na garagem da Bus Sur. Compramos passagem, P$ 6000 cada. Entramos no ônibus e qual não foi a nossa surpresa ao vê-lo parar no aeroporto. Ou seja, gastamos P$ 10.000 sem necessidade, se tivéssemos informação, poderíamos ter tomado o bus no aeroporto para PN.

A viagem durou cerca de 3 horas e a paisagem do caminho é a típica chilena, bastante árida. Dormimos parte do caminho, mas só parte, porque depois ficou impossível, tinha um trator ligado atrás de nós, que eu tive quase certeza que era alguém da dupla Cesar Menotti e Fabiano, só num sei qual, só sei que o ronco era altíssimo.

Chegamos à rodoviária de PN e fomos tirar as mochilas dos sacos de lixo (embalamos em sacos de lixo preto para não estragar nas esteiras, ou mesmo para as tiras e correias não ficarem presas). Compramos as passagens para o Parque para o dia 18/11, ida e volta para os dois ficou em P$ 30.000, a volta não precisa ser agendada, e fomos procurar o hostel, que era perto da rodoviária.

Chegamos ao HostelYemel às 10:30 (Fizemos a reserva pelo booking por causa dos comentários, e foi uma excelente opção. Muito limpo, organizado, bem familiar e confortável. Além de ter um ótimo custo x benefício tratando-se da Patagônia). No hostel deixamos nossas bagagens na recepção, pois o quarto ainda não estava pronto,e fomos comer, pois estávamos sem café da manhã. Demos uma passeada pelo centro até dar a hora do almoço e fomos ao Grey Dog, recomendação da dona do hostel. A comida veio gostosa, mas pra nossa fome foi pouco rs. Para o nosso bolso de mochileiro, a conta foi alta P$ 15.000. Depois disso passeamos mais um pouco, fomos a um mercado, compramos a sobremesa e voltamos ao hostel para o soninho da tarde. Acordamos e fomos passear na orla, aproveitara luz do pôr do sol, às 21:30 :D.

 

DSC05738.JPG.9ed7f6c5845c216268bb946b04ef569d.JPG

 

DSC05736.JPG.020c77261da47fa833e088b64f79db15.JPG

 

À noite voltamos ao GreyDog e comemos a melhor empanada da nossa vida (e já foram muitas). Mais P$ 18.000.

Sobre os preços dos restaurantes, entendemos que a Patagônia não é barata, e para nós que viajamos de modo econômico pode parecer mais cara ainda. Só no dia seguinte percebi que gastamos R$ 180,00 em apenas duas refeições bem simples.

 

Dia 17/11 – Acordamos e tomamos café da manhã. Achei bom pelos padrões chilenos, tinha pão, geleia, queijo e presunto, suco, iogurte e até ovos mexidos feitos na hora. Mais um ponto a favor do Yemel.

Neste dia fomos passear pela cidade, saímos do começo da orla até o final, onde fica a estátua do Milodon. Neste dia estava bem nublado, então a luz não favoreceu muito as fotos, mas foi muito gostoso. Dessa vez compramos almoço no mercado, empanadas e pastéis e comemos no hostel.

À tarde fomos fazer as compras para a trilha, biscoitos, pão, nutella (pão com nutella foi nosso almoço todos os dias).

Bom, fizemos mercado para trilha, já compramos o jantar no mercado e jantamos no hostel.

No quarto organizamos nossas mochilas e já organizamos as mochilas que ficariam guardadas no hostel (na volta do trekking também nos hospedamos no Yemel).

Dia seguinte acordamos cedo, tomamos o café da manhã e fomos para rodoviária. Saímos 7:20 e chegamos por volta das 9h na portaria Laguna Amarga, descemos, pagamos a taxa de entrada (P$ 21.000 cada) assistimos o vídeo de instrução e tomamos uma van para o camping Central (P$ 3.000 por pessoa).

 

Dia 18/11 – dia 1 - Saída Central – Camping Serón - Saímos para o Camping Serón às 10:10, começa por uma estrada normal, subindo, subindo, e depois de uma hora entramos num bosque. Nesse dia o tempo estava nublado, começou a chover, e como havia lido muito sobre o tempo imprevisível, já fiquei preocupada, colocamos a capa na minha mochila, nessa era o Manoel viu que havia esquecido a capa da mochila dele :S. Logo entramos em um bosque e o barulho do vento nas árvores era assustador, parecia que estávamos perto da turbina de um avião. Andamos muito nesse bosque, e o caminho era ao lado de uma cerca de arame. Saímos do bosque, andamos por um vale, com um rio, depois entramos em outro caminho arborizado. Neste caminho vimos uma placa indicando que estávamos no meio do caminho e isso deu uma animada. Segundo relatos este dia era um dos mais fáceis, mas subimos bastante e já estávamos cansando com o peso da mochila.

 

598ddd78894cd_Central_Sern.JPG.f00b56792b7fac02d606dcaa50deb683.JPG

 

Fazia umas duas e meia que estávamos caminhando. Nesse tempo subimos muito, mas agora já tínhamos começado a descer para o vale. Andamos bastante e entramos numa fazendo, tinha gado, e nas cercas tínhamos que subir um tipo de escada, não tinha porteira. Depois do bosque só encontramos um casal no caminho. Haviam passado outras pessoas, mas como estávamos lentos, não vimos mais ninguém. E depois da placa sobre onde estávamos, não vimos mais indicação nenhuma do Seron. Depois da fazenda andamos num estrada e depois de algum tempo notamos que não tinha mais pau laranja ou marcação em lugar nenhum, como estávamos andando há umas cinco horas, ficamos preocupados de ter passado pelo camping. Nesse momento, vimos umas fitas amarelas penduradas em uma árvore mais à frente, felizmente, pois o caminho continuava dentro de uma propriedade, encontramos uns cavalos e seguimos em frente num caminho lamacento, uma hora depois encontramos finalmente a placa do Seron. Andamos mais uns 700 m e o avistamos, às 16:20, seis horas e dez minutos depois da saída. Nem podia mais andar com a mochila. Por um momento, achamos que estávamos perdidos e também pensando, se esse era o dia fácil, imagina os difíceis. ::hahaha::

 

598ddd780d8c4_caminho_Sern.jpg.cc2310272a8c54445f5a75ff31f8feb5.jpg

 

Chegamos, fizemos nosso check in.

 

598ddd78c0d02_Camping_sern(2).JPG.a3e1ca8c9ad0b53e341201434c8fe9da.JPG

 

Depois que lemos a notícia no site extremos.com sobre a exigência de reservas para acampar nos campings do CONAF, já fizemos as reservas em todos os campings que ficaríamos.

Fomos armar a barraca, tomar banho quente e fazer nossa comida. Neste camping tem dois banheiros com chuveiro quente, com certo espaço, pia pra lavar louça e um lugar abrigado pra cozinhar. Tem também mercado (tudo muito caro como em todos os outros campings), refúgios e refeições pra comprar. Quem pode e quer gastar, acha jeito rs.

Comemos, e fomos dormir cedo, dia seguinte seria longo.

 

Dia 2 – 19/11 –Serón ao Dickson - Neste dia não colocamos o relógio pra despertar, acordamos umas 6:30, desmontamos as barracas, tomamos o café almoço e saímos às 9h. O Seron está rodeado por uma vegetação que parece uma savana, e foi assim que continuamos para o Dickson. Eu vendo a savana só pensava no tal puma. Não tinha nenhuma intenção de encontra-lo. Vamos deixando a savana pra trás e começamos a subir, subir e eu a ficar cansada.

 

598ddd7904f02_Sern_Dickson.JPG.fede6c2d78fce948a73da592f5aabd6c.JPG

 

Logo as pessoas que estavam no Serón começaram a passar pela gente. Vencida as primeiras subidas, com vista linda de lagos, rios, savanas, montanhas, tive o panorama do que nos esperava. Muitas decidas e subidas.

 

598ddd7813a2e_caminho_Sern_Dickson.jpg.86aab7704692cae6461a549b113ea599.jpg

 

O sol estava implacável, muito quente, e isso foi minando minha energia, e tinha que continuar subindo, subindo. Neste momento achei que esse trekking definitivamente não era pra mim. Estava totalmente sem forças, era por volta do meio dia e parava sempre pra descansar. Manoel estava melhor, seguia na frente e eu ficava feliz quando ele parava pra fotografar as flores do caminho para eu dar uma descansada.

Finalmente chegamos no final desta subida e avistamos o Lago Paine, uma visão muito bonita, do lago e das montanhas. Sabíamos que depois do lago chegaríamos à Guarderia Coirón e isso significava que era metade do caminho. Comemos uns biscoitos e continuamos. Dei uma animadinha, que durou pouco. O caminho continuou por uma encosta subindo e descendo o tempo todo e quase não havia sombra e eu quase entrando em ebulição de tão quente. E o lago, que parece não tão grande no começo, nunca mais acaba, e você começa a sentir que a metade do caminho está longe rs.

Precisávamos parar para almoçar, mas queria chegar ao menos no meio do caminho, ou seja, no Coirón, mas nada de Coirón. Andamos, andamos, acabou a laguna e encontramos uma matinha com um rio e paramos lá para o almoço (pão com nutella e queijo mantecoso). Creio que era perto das 14h. Neste lugar havia uma placa indicando o Coirón. Depois disso andamos mais uns 40min e encontramos a Guarderia, assinamos o nome na lista. Segundo um quadro que estava na parede, estávamos na metade do caminho e o restante seria plano. Aleluia!!

O caminho agora era de novo savana, ou seja, muito sol. Um caminho muito bonito.

 

Algumas subidas e descidas, mas bem suaves. Encontramos outra placa daqueles que dizem que faltam tantos km... Usted esta aqui. E depois do primeiro dia, comecei a desconfiar muito dessas placas. Elas abalavam meu psicológico, só pode ter sido um espírito muito fanfarrão quem colocou essas placas pelo caminho, não correspondem à realidade. Pelo menos não a nossa. O dia estava muito bonito e o sol muito forte. Como tem pouca sombra pelo caminho, ficamos muito fatigados com o calor e isso suga energias.

Enfim, andamos, andamos, andamos e andamos mais e finalmente temos uma vista espetacular de um glaciar. Nessa hora encontramos o casal que havíamos encontrado indo para o Serón, depois descobrimos que eram Holandeses. Tiramos umas fotos e seguimos em frente. Depois de uns 40 minutos, olhamos à direita e vimos um “grande buraco” lindíssimo, e lá estava o camping Dickson. Parecia uma miragem de tão lindo o lugar. Lago, montanha, glaciar, a área gramada do camping, parece as imagens que vemos da Suíça rs.

 

camping_dickison.jpg.f226ac17ef278aa217a5f6d655f4bca9.jpg

 

Mas ainda tinha um bocadito pra descer e chegar até lá. Quando chegamos, fizemos check in e fomos informados de que não tem lugar abrigado pra cozinhar, deveríamos cozinhar nas mesas que tinham pelo camping. E estava a maior ventania. Eu mal conseguia dar um passo. Fomos os últimos a chegar, eram 18:25. Depois de 18km (medida oficial) em 9h25min chegamos ao Dickson. Estava destruída e só não desisti ali, porque tive pavor de voltar por todo aquele caminho. O trecho está previsto no mapa para ser feito em 6 horas. Apesar de sermos os últimos a chegar,muitas pessoas que haviam chegado antes não chegaram tãooo antes assim. Alguns eram trekkers experientes e mesmo assim tiveram um dia difícil.

Ainda reunimos forças, calçamos os chinelos e fomos até à margem do lago Dickson. Que visão maravilhosa!! E que frio rs. Ficamos apreciando a paisagem e depois voltamos para armar a barraca, tomar banho e fazer o jantar.

 

lago_dickson.jpg.a01aebc2b335d6e675f66912ca515f7e.jpg

 

No Dickson, tem chuveiro quente, ousei tomar um banho, mas acho que o espaço mede 80x80, não tem onde colocar nada das coisas de banho e por baixo da porta entra um vento muito frio, mas mesmo assim é quente e é banho e um luxo num dia como este. Existe pia na área externa, perto do banheiro que serve pra tudo, escovar dente, lavar as mãos, louça, o rosto. Tem mercadinho e tem um refúgio.

Tomamos uns relaxantes musculares/anti-inflamatórios/morfina rs e fomos dormir.

 

20/11 – dia 3 – Dickson ao Los Perros – Acordamos sem despertador às 7:40. Este dia seria mais curto. E felizmente já conseguia mexer as pernas e quadris que estavam meio enrijecidos no final do dia anterior. Desmontamos tudo, tomamos café e saímos para o Los Perros.

Lembra que falei em “buraco” lindo quando avistamos o Dickson? Pois é, temos que subir pra sair dele rs.

Começamos a trilha subindo às 10:10. Subimos durante uns 40 min e entramos num bosque. A maior parte da trilha é dentro desta trilha, subidas e descidas não tão ruins como a primeira parte do dia anterior. Este bosque é bem úmido e o calor estava lá pra te lembrar que Torres Del Paine não é brincadeira. Paramos pra almoçar/tomar café num lugar bem agradável, na beira de um rio.

 

598ddd7940b83_bosqueDickson_Los_Perros.JPG.5e9f5ef2ad4ef8b33596584eae6b479a.JPG

 

Dickson_los_perros.jpg.dfd894a67474985b8832c325b4c18fe8.jpg

 

Andamos muito e saímos do bosque, e chegamos a um mirante que óbvio, tinha uma vista impressionante, (também tinha uma daquela placas enganadoras, dizendo Usted esta aqui, mas que na verdade diz, você está em algum lugar no caminho e nós não sabemos quando irá chegar até o próximo camping). Andamos mais e mais no bosque e subimos um morro de sucrilhos (aquelas pedrinhas que te levam pra trás quando você dá um passo pra cima. No final dela havia um outro mirante, era o Glaciar Los Perros, super bonito.

 

glaciar_los_perros.jpg.b1ab703536e2c60a82d27dac39d6dcc6.jpg

 

Mas a paisagem mais bonita, ao menos pra mim, veio depois. Você continua a trilha por uma nano crista, depois desce para o vale e encontra uma lagoazinha de água transparente que eu me apaixonei.

 

crista.jpg.daa54c1f06bd68ff1ae6f561a913b0fb.jpg

Acho que compunha um cenário mais bonito com as montanhas do que o lago anterior.

 

Lago_Los_Perros.jpg.03cf494de62ce8ca7a1264eba6d02764.jpg

 

Enfim, andamos por umas pedras que margeava um rio e encontramos finalmente o Camping Los Perros. Eram 17:10. Ou seja, caminhamos 7 horas, o mapa dizia 4,5h. Aceitamos o fracasso e fomos montar a barraca. Afinal, como o dia só terminava às 21:30, ficávamos felizes em chegar antes do sol se por kkk.

Los Perros tem guarderia, tem banho frio, tem mercadinho e tem um lugar ótimo pra cozinhar, totalmente abrigado. Tem duas pias pra lavar a mão, louça e todo o resto, dois banheiros, os dois com o vaso entupido.

Neste dia teve banho de gato (lenço umedecido), jantamos e decidimos que acordaríamos bem cedo pra enfrentarmos o El Paso.

No dia que chegamos no Serón, haviam várias pessoas de mais idade (mais que a gente, que somos já de alguma idade, 34 e 37 anos). Mas tinha um casal que chegou depois da gente e que tinham por volta de 60 anos e não estavam no esquema de refúgio fullboard. Levavam sua própria barraca e comida.

No dia do Dickson, o senhor disse ao Manoel que estavam procurando pela gente e tals, o Manoel disse que andávamos muito devagar ele respondeu que o importante era que chegávamos ao mesmo lugar que os outros que andavam mais rápido. Disse também que a dificuldade do Paso era mito. Depois do Los Perros não os vimos mais. Eram muito fortes, andavam rápido, e como os outros gringos, não paravam tanto pra tirar fotos e ver a paisagem como a gente. Neste grupo que começou com a gente deviam ter umas 15 pessoas no regime mais econômico. Essas pessoas mais velhas que vimos no começo, não vimos no Paso, devem ter seguido direto para o Grey. ::lol3::

598ddd78189a6_caminho_Sern_Dickson.jpg.7507f248ba37888bc491c80a2bad28bc.jpg

Compartilhar este post


Link para o post

21/11/16 – dia 4 – Los Perros ao Paso – Lemos muito que o Paso era o dia mais difícil, que subia muito, mas não havia visto nenhuma foto com a cara o Paso, não fazia ideia do que nos esperava. Colocamos o relógio pra despertar e saímos às 7:40. Começamos a caminhada por um lugar alagado e parecia um brejo, mas foi tranqüilo, dentro de uma mata.

 

Los_Perros_Paso_floresta.JPG.947700fdbf31810c773718b8bf47c71d.JPG

 

Saímos da mata e vimos as montanhas em volta e ficamos tentando encontrar onde seria o Paso. O dia estava fresco, nublado, então a caminhada é mais agradável. Como sabíamos que o dia seria duro, estávamos preparado psicologicamente para uma subida bem difícil.

 

paso_3.jpg.8459daafa94aad1cdcf1dc7617c5be5c.jpg

 

Saímos da floresta e encontramos uma montanha e vimos a neve pelo caminho. Fiquei feliz porque gosto de neve rs. Entramos novamente em outra floresta e quando saímos dela tivemos a visão de uma subida, a primeira de muitas, nas montanhas com neve pelo caminho. Estava frio, então a caminhada não era tão desgastante pra mim. Queria parar toda hora pra tirar foto na neve e o Manoel já começou a se irritar kk. Afinal, tínhamos muita coisa pela frente, não dava pra perder tempo com tanta foto rs.

 

paso_1.jpg.4fa3e72a27fb8a36adba1d9d9148e42b.jpg

 

Enfim, o Paso é um sequencia de subidas, você sobe e logo vê que tem outra montanha (que deve ser a mesma rs) depois daquela que subiu e outra e outra. Mas até então pra mim foi o melhor dia, apesar do cansaço. O fato de estar nublado, de ter muitas montanhas e neve ajudou nisso.

 

paso_2.jpg.897d18c0a5035f0418eacf9ad272c539.jpg

 

paso_4_subidas.jpg.3b4bef87d7472da05f0c01b9fb6ef379.jpg

 

Enfim, quando achávamos que não terminaria mais de subir e descer e subir de novo, avistamos o maravilhoso Glaciar Grey que não fazíamos ideia que encontraríamos neste dia. (agora você sabe, desculpe estragar a surpresa rs).

 

vista_glaciar_paso.jpg.b858b7444f7daba559bcffac40c4a56b.jpg

 

Subimos e agora era hora de descer, mas descer muiiiiiiiiiiiiito mesmo, e essa foi a parte ruim. Você desce a encosta da montanha em zigue zague e depois entra em uma floresta e continua a descer sem ver nada muito além de onde está. A maior parte do caminho tem degraus, que são bem grandes e eu não sabia se chorava ou pedia pra sair ::essa::

 

degraus_descida_passo.JPG.41781f5773ca4b289e59661a27a74d22.JPG

 

Quando já estávamos cansados de andar e achando que logo veríamos o camping, encontramos uma daquelas placas do mal “Usted esta aqui” dizendo que faltavam 2,5km pra chegar. Surtei!! Mesmo sabendo que não ia adiantar nada, esbravejei, senti ódio, fiquei revoltada com a placa. Masss, continuamos a nadar, digo, andar.

Descemos mais uns 40 min e vimos um rio que seguia para o glaciar. O Manoel tentou atravessar por um lugar, mas não foi possível. Tinha uma marca laranja no meio do rio e fui por lá tentar atravessar, mas fiquei presa no meio rio e tive que voltar. O rio estava muito caudaloso e ficamos procurando um lugar seguro para passar para o outro lado.

Nessa hora apareceram dois guardas parques, tinham ido lá tentar arrumar um lugar para atravessar, pois o rio, segundo eles, estava muito mais caudaloso do que é normalmente, umas 03 vezes mais. Eles nos ajudaram a atravessar e ficaram lá tentando mover pedras pra fazer um caminho viável.

 

598ddd7a0a155_rio_intransponvel.jpg.0c7daaccae0a7bafc9c5c2aaf9faa88d.jpg

 

Disseram que o acampamento estava perto. Ficamos descrente por causa da última placa do mal. Nessa descida toda, só encontramos água bem no final da trilha.

Mas felizmente, depois de uns 20min vimos o camping. Que alegria. Fomos os últimos a chegar pra variar, mas nosso moral melhorou por termos encerrado aquele dia. Chegamos às 17:15, foram 9he35min de caminhada. No mapa diz 6h. Outro detalhe, é que no mapa fala de 8km, mas no camping El Paso havia uma placa dizendo que são 12km. Pra minha teoria da conspiração das placas foi mais uma prova que essas placas com km e tempo não fazem sentido nenhum rs.

Armamos barraca, fomos conhecer o banheiro. Segundo o Manoel era um banheiro do Tarzan, você se pendura numa corda que tem no teto pra não cair no buraco que serve de vaso kk. Não tem chuveiro. Tem lugar abrigado pra cozinhar e pia faz tudo.

 

camping_paso.jpg.3e50782c3d0f417089cdf44a70ea6663.jpg

 

Fomos jantar, conversamos um pouco com os chilenos e austríaco que estavam por lá e fomos dormir.

 

22/11/16 – Dia 5 – El Paso – Camping Grey – Neste dia acordamos mais tarde e saímos às 9h para o Grey. A expectativa do dia era o banho quente, pois já eram dois dias sem banho rs. No começo você sobe e encontra um mirante do glaciar “esplêndido” Grey.

 

mirador_grey_1.jpg.c1e6fab9421096061469c68eaae5be9a.jpg

 

Mirador_grey.jpg.7c4fb4f5dc300775f650621cfa752716.jpg

 

Fomos uns dos primeiros a sair neste dia. Mas como paramos no mirador pra apreciar e tirar fotos, logo passaram pela gente o trio de colegas chilenos, foi nossa sorte. Pois mais a frente demos de cara com um grande rio, com muita correnteza e SEM ponte. Eles já haviam atravessado, mas um deles veio até nos e se ofereceu pra nos ajudar a atravessar, pois estava muito difícil, carregou minha mochila e nos indicou o melhor lugar para atravessar.

 

DSC06229.JPG.f4cb79eacfc8a044110e054bda5698b5.JPG

 

 

Na outra margem havia um barranco alto e havia uma escada metálica vertical para subir até a continuação da trilha. Andamos muito pela encosta da montanha que margeia o glaciar, e em alguns momentos a trilha pode ser perigosa, pois fica bem estreita e exposta. É preciso atenção. Sorte a nossa termos pego bom tempo, pois com chuva deve ser mais delicado esse caminho. Encontramos uma área bem devastada pela queimada no caminho. :(

 

DSC06235.JPG.03b140ac5fb86c8d37b07f0640efe0e2.JPG

 

DSC06236.JPG.777e9a2269f83dad7ce579dd444747b6.JPG

 

598ddd7c35bab_devastao_trilha_Grey.JPG.f0b7e2280f51a79849ba8305afea724f.JPG

 

Caminhamos com muita subida, até encontrarmos a primeira ponte suspensa. Depois dessa ponte o caminho fica mais plano. As pontes são uma atração à parte, dá uma disparada no coração no meio da ponte, mas a vista é soberba.

 

ponte_Paso_Grey.jpg.fa3116a08538272acaa842fcd976fb60.jpg

 

Andamos e chegamos até uma grande pedra com vista para o Lago e o Glaciar Grey. Uma das mais lindas do caminho.

 

mirador_antes_Grey.jpg.855e85bfd9f559bf2e36b6558f78acbb.jpg

 

Ficamos um tempo lá aproveitando a vista e seguimos para o Grey. Um pouco antes da primeira ponte já notamos a mudança drástica no fluxo de visitantes. Até El paso era bastante reduzido, basicamente o grupo que começou no mesmo dia que a gente. Chegando perto do Grey o movimento era mais intenso. Chegando no Grey, nos sentimos em um shopping tamanha a estrutura e circulação de pessoas. Fizemos nosso check in e fomos instalar nossa barraca. Chegamos às 14:30. Foram 5he30min. O mapa indicava 5h, mas paramos bastante pra ver a paisagem e fotografar. Fomos os primeiros a chegar nesse dia.

Estava animada com o banho quente, mas na recepção vi que o banho quente só era possível a partir das 18:30. Ok, podia esperar rs. Montamos a barraca e fomos almoçar almoço mesmo e descansar um pouco.

Às 18:30 arrumei minhas coisas e fui feliz e contente tomar meu banho quente, mas na entrada encontrei a colega chilena e ela disse que nesse dia não haveria banho quente, pois havia quebrado algo :? . Fui até a recepção e o funcionário confirmou essa informação. Resolvi encarar o banho frio mesmo, sem lavar o cabelo rs. No banheiro já havia uma fila, e uma das pessoas disse estar esperando a hora da água quente. Disse no meu inglês de ensino médio que não haveria água quente naquele dia, mas ela respondeu que haveria sim, às 19h e que se quisesse podia tomar banho antes disso. Baseada na informação do funcionário que havia acabado de receber fui para o chuveiro mega frio. Mas quando estava saindo, começou a sair água do chuveiro, mesmo eu tendo desligado e água era QUENTE. Não pensei duas vezes, voltei correndo para o chuveiro lavar o cabelo kk.

Neste camping tem tudo rs. Refúgio, banho quente, mercado, lugar para cozinhar super abrigado.

Fizemos a janta e fomos dormir. Dia seguinte também seria longo.

 

23/11/2016 – Dia 6 – Camping Grey ao Italiano – Nossa caminhada começou às 6:30, e encontramos muita gente ao longo do caminho. Muitos grupos guiados, que aparentemente vinham do Paine Grande até os mirantes dos lagos e glaciar. Alguns idosos seguiam firme, mesmo com o sol escaldante.

Chegamos ao Paine Grande às 10:55 e nos deparamos com aquela estrutura gigantesca, com o lindíssimo lago Pehoé e aquela vista das montanhas.

 

DSC06250.JPG.82bc582c13d76efa57ca332cf6f8e511.JPG

 

DSC06251.JPG.9eb1b86094b76ae5ebbe781f31803409.JPG

 

 

Paramos lá para fazer o almoço, pois hoje tomamos café da manhã mesmo (pão com nutella rs). Fomos até o lugar de cozinhar, fizemos nossa refeição, demos uma volta pela instalação e ficamos um pouco arrependidos de não termos agendado pra ficar naquele lugar tão lindo.

 

598ddd7c44875_Lagopeho.jpg.23a46ecaf7b04df786ecb4c2303d342f.jpg

 

Às 11:50 continuamos para o Italiano. Este segundo trecho foi difícil pra mim. A área foi atingida por uma grande queimada, então o bosque virou uma floresta de paus secos, não havia sombra nenhuma, sofri muito com o sol (sempre o sol). Boa parte do caminho se dá com vista para o lago Skösttberg, de água muito transparente, mas não tão belo quanto o Pehoé. Fiz muitas paradas pra descansar.

 

Paine_grande_italiano.jpg.3296047d57f2cfd8d494019a0d1f3823.jpg

 

Encontramos as fatídicas placas e parecia que o camping Italiano estava bem longe. Depois de uma hora desta placa paramos para descansar em uma das poucas sombras do caminho. Ficamos lá por meia hora. Quando saímos andamos mais uns 20 minutos, encontramos outra ponte suspensa, com vista linda para uma montanha nevada. Pra nossa total surpresa, após a ponte já era o camping.

 

vista_ponte_italiano.jpg.ce4a16c92bdf1a8d82e6d17e97ba95b8.jpg

 

Eram 15:30. Andamos por cerca de 8horas. Chegamos no Italiano, fizemos o check in na Guarderia. Tínhamos feito reserva para dois dias, pois íamos aos miradores Francês e Britânico no dia seguinte. Havia um aviso de que só poderia ficar por uma noite, mas como tínhamos feito a reserva, nos permitiram ficar as duas noites. Este é o camping mais precário, os banheiros são de fossa seca, havia uns 6, mas apenas um funcionava e havia muitas barracas no camping. Não havia pia para qualquer coisa, você tinha que pegar água no rio pra tudo, e é proibido o uso de detergente lá ou sabonete lá. Pra pegar água no rio você tem que descer até a margem, e pegar água entre as pedras, o rio tem uma correnteza bem forte (esse que aparece na foto acima). O lugar pra cozinhar é bem pequeno, tem umas duas mesas externas onde também é permitido cozinhar, mas tem que lidar com o vento. Depois de armar a barraca comemos nosso prêmio, um batata frita que o Manoel comprou no Grey rs.

 

DSC06252.JPG.c8c7107625d7adf6b537600a235a919d.JPG

 

Ficamos por lá e ao nosso lado ouvimos umas pessoas falando em português . Eram brasileiros que haviam acabado de chegar. Tinham vindo pelo Paine Grande e pretendiam fazer o Circuito O. Foi bom ouvir a língua materna, eram os primeiros que encontramos na trilha. Seguimos o mesmo esquema, jantar e dormir.

Compartilhar este post


Link para o post

24/11/16 – Dia 7 – Italiano – Mirador Britânico – Italiano – Saímos 9h rumo aos miradores. Teoricamente seriam 2,5h. A primeira parte é uma pirambeira, sobe bastante. Durante o caminho a vista é linda. Na primeira hora vemos o Glaciar Francês, depois chegamos ao mirador do Vale Francês e aí você anda muito e quando acha que está chegando, anda mais para chegar ao mirador Britânico. A paisagem vale cada minuto da caminhada.

 

598ddd956554b_vale_francs.jpg.d4db37d208a6b04cd15dfcea903b20db.jpg

 

598ddd956ad2f_vale_francs_1.jpg.2e6264d43ffba98a987831bf37c6f148.jpg

 

598ddd9571e7a_glaciar_francs.jpg.fc1743392844d74694ab6d1388036c43.jpg

 

598ddd95d91d6_vista_vale_francs_1.jpg.69deca05941db0ff2082e49f5ce5ec4a.jpg

 

O caminho depois do mirador do Vale melhora, mas é longo. Você anda quase todo o tempo dentro de um bosque, quando sai encontra um grande espaço sem árvores, cheio de pedras, basta seguir as marcas laranjas e entrar em outra mata. Nesta mata você andará mais uns 50 min e chegará ao mirador. Chegamos ao Mirador às 12:20 e saímos 12:55, almoçamos, apreciamos e tiramos fotos.

 

598ddd95c0a31_mirador_britnico.jpg.2ae18a3d78d6ba6ee31552d562f90bf4.jpg

 

598ddd95cc469_vista_mirador_britnico.jpg.b43555eb2e9135a3174d185189520473.jpg

 

598ddd96035b3_vista_mirador_britnico_1.jpg.2e2830934b2995f9d685e1401b263ee2.jpg

 

Lá tinha bastante gente. Alguns grupos guiados, encontramos muita gente no caminho. Nesse dia o joelho Manoel, que tem problemas, doeu bastante, mas ele foi firme fez todo o trajeto. Este dia fomos só com uma mochila de ataque. O dia estava bem fechado e teve alguns chuviscos durante todo o dia. Chegamos às 15:45 no camping. Hoje não tinha batata rs. Estava bem preocupada com o dia seguinte, pois seria outro dia longo. A meia hora do Italiano tem o camping Francês, infelizmente não pensamos na possibilidade de ficar lá, pois poderíamos ter seguido pra lá neste dia. Neste camping tem melhor estrutura e seria uma boa ao menos ter uma pia pra pegar água e lavar qualquer coisa. Não quisemos arriscar ir sem reserva e dormimos mais uma noite no Italiano.

 

25/11/16 – Dia 8 – Italiano – Camping Central – Saímos do Italiano às 6:25, estava bem frio, mas logo depois que saímos tivemos que parar para tirar os casacos. Passamos pelo camping Francês e depois dele vimos uma paisagem linda, lago e montanhas.

 

caminhos_italiano_los_cuernos.jpg.950a768aae6379431fa626d2418a26df.jpg

 

 

Depois de 2he10min chegamos ao camping Los Cuernos. Parece ter uma ótima estrutura, tem uns chalés espalhados pela montanha, outro nível rs. Paramos para eu trocar a bateria da câmera e depois seguimos.

 

Algumas subidas, descidas, subidas (é a regra em todo o circuito) e avistamos uma praia de pedra na margem do lago visto ao longo do caminho, que já era o Nordenskjöld. Que gracinha, fiquei apaixonada por este cenário, mas tinha muito caminho pela frente.

 

praia_lago_los_cuernos.jpg.7794f141aa6e3dd57a5e393a95c38bd9.jpg

 

lago_los_cuernos.jpg.6e1bb0242cdca8c8366cdd42e8dc846c.jpg

 

caminhos_los_cuernos_Central.jpg.717ac25a8ffb6b0b7991e88f3c1c1c16.jpg

 

caminho_depois_los_cuernos.jpg.c0da402aef3e7d3fd4f45af701c9c623.jpg

 

Continuamos o sobe e desce, eu reclamei (reclamei todos os dias kk) e seguimos em frente. De repente você sai do caminho que estava fazendo, longe do lago, e dá de cara com o lago novamente, dessa vez a visão é mais ampla, é o Lago Nordernskjöld, impronunciável. Neste momento as marcas laranjas somem e eu fiquei com medo de estarmos perdidos. Além disso, quase não víamos mais pessoas.

 

lago_italiano_torres_Nordesn.jpg.6cd94d05615afade608295f537288d7e.jpg

 

Até que finalmente encontramos pessoas vindo da direção contrária. Andamos muito e chegamos a uma espécie de mirador do lago. Sentamos um pouco, seguimos e logo encontramos a placa que indicava o Camping Chilenos e o Torres. Um sobe desce suave. Finalmente vimos lá longe o Camping Central/Torres, mas era como uma miragem, subimos, descemos e andamos muito até chegar lá. A paisagem continua bonita, com um outro pequeno lago.

 

caminho_camping_Central.jpg.df6fb3069e15a5c51160b64c48e12531.jpg

 

Mais pra frente pegamos uma estrada, por onde passam carros e finalmente chegamos ao Hotel Las Torres. Faltavam alguns metros pra chegar ao camping ainda. Mas paramos por ali, em umas mesas, pra descansar e comer o segundo sanduíche de nutella do dia (como o dia seria longo, tivemos essa regalia haha). Criamos coragem e fomos até o camping, fizemos o check in e escolhemos um lugar para montar a barraca. O camping é enorme, cabe muitas barracas, tem mercado, pias, banheiros, mas não tem lugar abrigado pra cozinhar. Cozinha-se em mesas espalhadas pelo camping. Montamos a barraca embaixo de uma árvore, perto do banheiro e pias. Tomamos um banho maravilhoso e ficamos descansando na barraca. Nesse dia também teve uma batata e uma coca :D : D.

 

Dia seguinte era o último dia de caminhada e também o dia de ver as famosas Torres. Jantamos e fomos dormir. Colocamos o relógio pra despertar.

 

Dia 26/11/16 – Dia 9 – Camping Central – Torres – Camping Central – Neste dia saímos às 6:50, o sol já estava a pino, muito calor. Seguimos as placas que indicavam o mirador. No dia anterior quando viemos do Italiano, não vimos nenhuma indicação no caminho para o mirador. Estranhamos quando as placas nos mandaram para o mesmo caminho. Não havia ninguém indo pra lá.

Depois de meia hora encontramos uma placa indicando o Camping Los Cuernos. O Manoel sacou o mapa e viu que devíamos seguir na direção oposta, mas NÃO HÁ, nenhuma placa dizendo isso. Você segue pela trilha oposta, à direita da placa, sobe por um morro e depois vê uma marca laranja que te faz acreditar que é o caminho correto.

Até quase chegar ao camping Chileno o caminho é de subida bem íngreme, e nesse dia me senti muito mal. Nos primeiros 40 minutos minhas energias simplesmente sumiram. Não conseguia mais andar. Já havíamos tirado os casacos, por sugestão do Manoel tirei a camiseta que usava por cima da segunda pele, mas ainda sim, continuei mal. Acho que fiquei hipoglicêmica por causa da falta de açúcar no café da manhã e de novo por causa do sol, já que no caminho até o Chileno praticamente não há sombra. Só comecei a melhorar depois do camping Chileno. Paramos bastante pra eu descansar. Chegamos ao Camping Torres quase 10h. Encontramos os colegas chilenos descendo que nos disseram que as torres estavam a 45min acima. Encontramos a placa do mal dizendo que o mirador estava 45min acima, a 886 msmn. Fiquei imaginando o quanto seria íngreme, pois a última placa de altitude que tinha vista estava em cerca de 200m. Subimos primeiro por um bosque, por um caminho com pedras grandes, depois saímos do bosque e tem muita caminhada por pedras, sem bosque, só um mar de pedras. Chegamos às 10:55 na base das torres, mas pareceu uma eternidade. Chegamos e me emocionei bastante, afinal, era a realização de um sonho de muitos anos e também a quase conclusão desse trekking lindo, mas muito duro pra mim. Uma sensação indescritível. Ficamos um tempo vendo as torres, comemos um chocolate que levamos pra ocasião especial e abrimos nosso “espumante de batata” rs (sim, outra batata ::lol4:: ). Quando chegamos o céu estava bem azul, mas quando nos demos conta tinha uma nuvem cinza cobrindo as torres. Aparentemente choveria. Ficamos mais um pouco, tiramos fotos e começamos a descer. A descida foi muiiiiiito mais agradável que subida. Encontramos muita gente subindo. Saímos das Torres 12:05 e chegamos no Camping Central às 15:40. Gastamos 4horas pra ir e 3he35min pra descer. Mas a descida pareceu que foi bem mais rápida, apesar de ter sido só meia hora a menos.

 

torres_sem_nuvens.jpg.0abf8e6ffeaa579fd9a629485bea9d8f.jpg

 

TDP_nuvens.jpg.13f3ffcb992c9463cb71ffba28ceba32.jpg

 

598ddd9895159_torres_ns.jpg.220d2bc434547610e30ade979fc7136e.jpg

 

Durante o caminho ficamos pensando em voltar neste dia mesmo pra Puerto Natales, mas não tínhamos feito nenhuma reserva por lá. Pagamos até os extorsivos P$ 6000 pra usar meia de hora de internet pra tentarmos encontrar um hostel, mas nossas coisas estava no Yemel e lá não tinha vaga. Então decidimos manter o plano inicial e dormir mais um dia no Camping. Agora com sentimento de missão cumprida.

 

27/11 – Dia 10 – Camping Central – Puerto Natales – Neste dia acordamos e arrumamos tudo pra deixar o camping. Ficamos esperando a van que chegaria às 14h em frente ao Centro de visitantes, vendo a vida passar rs.

 

598ddd989d865_vista_entrada_sade_Camping_Central.jpg.91953efcaff5ab032782da8db441cc6e.jpg

 

Ficamos este final de dia em Puerto Natales e no dia seguinte fomos para Punta Arenas, de onde partimos para o Brasil dia 30/11/16.

 

Informações

 

Alimentação

 

Para o trekking Levamos 20 pães, que lembram um pouco o pão de hambúrguer, amassamos pra caber na mochila. Levamos um pouco de queijo mantecoso, pena termos levado pouco, só comemos dois dias, ficamos com medo de estragar, mas como apesar do sol, o vento é frio em Torres Del Paine, poderíamos ter levado mais que não estragaria.

Levamos comida liofilizada para café da manhã e jantar (trocamos o café pelo almoço), 10 biscoitos recheados, 20 pães, 02 nutellas de 350g, 40 barras de cereal e um chocolate (para ocasião especial rs).

 

Roupa

Levei, contando com a que comecei a trilha: 05 camisetas, 03 calças (uma de fleece), 02 casacos de fleece (usei apenas um), 05 meias de trekking, 01 lenço, 01 boné.

Durante a trilha constatamos que poderíamos ter levado menos roupa e mais comida, não passamos fome, mas sempre ficava a vontade de comer mais. A trilha é longa e exaustiva, consome muita energia. Podia ter levado mais biscoito e uns miojos pra dar uma reforçada em uma ou outra refeição rs. Separamos a comida liofilizada em porções para cada refeição, pois nem todas servem duas porções, por isso precisamos combinar duas para dar uma refeição para nós dois.

Em muitos relatos li que era fácil fazer o Circuito O, e que havia muita gente de cabelo branco fazendo. Fiquei o trekking inteiro tentando descobrir o que esses velhinhos tomavam com o leite no café da manhã. Pois a trilha é sim bastante difícil e é preciso algum preparo físico para carregar sua mochila e encarar o sobe e desce.

 

Equipamentos

 

Levamos todo o equipamento necessário aqui do Brasil, mas em Puerto Natales é possível alugar. Vimos muita gente fazendo trilha sem os bastões. Particularmente acho imprescindível neste tipo de trekking. Além de boné/chapéu, botas bem amaciadas (as minhas, apesar de já usadas, criaram umas bolhinhas novas), corta vento, barraca pra aguentar o vento, mochila confortável, fogareiro, gás, fósforo (algumas vezes o acendedor do fogareiro falhou), panela, prato/talher/copo, saco de dormir (o nosso era deuter, conforto 1 grau e foi excelente, detalhe é que dormíamos agasalhados), isolante térmico, lanterna de cabeça, capa de chuva e silver tape (salva o dia rs).

 

Reservas

Fizemos todas as reservas nesses sites:

http://www.verticepatagonia.com/

http://www.fantasticosur.com

https://wubook.net/wbkd/wbk/?lcode=1470832720

 

Hostel:

Ficamos no Hostel Yemel em Puerto Natales – achamos excelente, custo, limpeza, café da manhã, conforto e acesso ao centro e rodoviária.

Em Punta Arenas ficamos no Hostel Dona Irma – ficamos num quarto confortável, com banheiro privativo, também muito limpo, ambiente bem familiar, com bom acesso ao centro e também à garagem da Bus Sur.

 

Gastos

 

Nesta planilha estão todos os gastos da viagem, inclusive aqueles feitos no Brasil, como alimentação nos aeroportos e a comida liofilizada que foi toda comprada aqui. Por isso a alimentação aparece como um custo bem relevante. Além disso estão incluso os gastos em Puerto Natales e dos 02 dias que passamos em Punta Arenas, que foi ontem gastamos com táxi e na ida pra casa no Brasil.

 

Gastos_viagem_TDP.pdf

 

Horários

 

18/11 Dia 1 – Camping Central – Seron – saída 10:10 chegada 16:20

19/11 Dia 2 – Seron – Dickson- saída 9h chegada 18:25

20/11 Dia 3 – Dickson- Los Perros- saída 10:10 chegada 17:10

21/11 Dia 4 – Los Perros – Paso- saída 7:40 chegada 17:15

22/11 Dia 5 – Paso – Grey - saída 9:00 chegada 14:30

23/11 Dia 6 – Grey – Italiano- saída 6:30 chegada 15:30

24/11 Dia 7– Italiano- Vale Francês e Mirador Britânico –saída 9:00 chegada 15:45

25/11 Dia 8 – Italiano – Camping Central - saída 6:25 chegada 13:20

26/11 Dia 9 – Camping Central – Base Torres – Camping Central - saída 6:50 Chegada 10:55/ Retorno 12:05 chegada 15:40

27/11 Dia 10 – Camping Central – Puerto Natales – saída 10:10 chegada 15:58

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post

Parabéns pessoal pelo excelente relato que fizeram! ::otemo::

 

Com relação aos "cabelos brancos", eles bebem leite puro.

Mas sofrem também!

Compartilhar este post


Link para o post

Parabéns pessoal pelo excelente relato que fizeram! ::otemo::

 

Com relação aos "cabelos brancos", eles bebem leite puro.

Mas sofrem também!

 

Obrigada, casal100! Imagino que sofram sim, mas é impressionante o vigor destas pessoas. Espero ter um pouquinho desta vitalidade quando chegar na idade deles. Abraço!

Compartilhar este post


Link para o post
Baita relato! Parabéns pela jornada. Achei muito boa a "conspiração" das placas ::lol3::

 

Obrigada, Tiagovin! Foram dias fantásticos apesar das placas :lol::lol:

Compartilhar este post


Link para o post

Claudia, parabéns pelo relato e por compartilhar suas impressões e informações novinhas.

 

É sempre um prazer ler e reler relatos de Torres del Paine. É uma viagem de volta àquele paraíso de belas e amplas paisagens.

 

Mas realmente não dá para chamar de viagem barata. Quando passei por El Calafate achei a comida muito cara. Mais de R$40 um filé de frango com saladinha e nada mais. Pensei comigo: é uma cidade hiperturística, Puerto Natales deve ser bem mais barata pois só tem mochileiros. Que nada! Escolhi o restaurante mais modesto, o prato mais simples e mesmo assim a conta ficou tão cara quanto em El Calafate e El Chaltén. De fev/16 pra cá o real valorizou bastante e mesmo assim você encontrou preços altos por lá.

 

Parabéns também pela determinação. Imagina se você tivesse desistido lá no segundo dia? Foi sofrido mas tudo valeu a pena, né?

Compartilhar este post


Link para o post
Claudia, parabéns pelo relato e por compartilhar suas impressões e informações novinhas.

 

É sempre um prazer ler e reler relatos de Torres del Paine. É uma viagem de volta àquele paraíso de belas e amplas paisagens.

 

Mas realmente não dá para chamar de viagem barata. Quando passei por El Calafate achei a comida muito cara. Mais de R$40 um filé de frango com saladinha e nada mais. Pensei comigo: é uma cidade hiperturística, Puerto Natales deve ser bem mais barata pois só tem mochileiros. Que nada! Escolhi o restaurante mais modesto, o prato mais simples e mesmo assim a conta ficou tão cara quanto em El Calafate e El Chaltén. De fev/16 pra cá o real valorizou bastante e mesmo assim você encontrou preços altos por lá.

 

Parabéns também pela determinação. Imagina se você tivesse desistido lá no segundo dia? Foi sofrido mas tudo valeu a pena, né?

 

 

 

Obrigada, Rafael. Valeu muito a pena sim. Realmente foi um sonho realizado, muito além das minhas expectativas. E Patagônia não pechincha não rs. Apesar de muitas vezes tornar mais difícil uma viagem pra lá, é compreensível, pois a Patagônia está longe de tudo e quando pensamos na aridez do Chile é fácil entender que nem tudo é farto como aqui. Mas seria muiiiito bom se fosse mais acessível, dava pra passar mais tempo lá rs. Abraço!

Compartilhar este post


Link para o post

Oi Cláudia!

Parabéns pelo relato, adorei!

Estive em Torres do dia 19/12 - 27/12, também fazendo o Circuito O sozinha.

Fiquei muito feliz em ver suas fotos, pois furtaram a minha câmera em Santiago e acabei perdendo praticamente todas as fotos que tirei no parque =(

Passei alguns apuros em TDP...peguei o Paso J. Gardner com uma tempestade e muuuita neve e estar sozinha me deu um desespero danado! E também no trecho Italiano - Central estava ventando muuuuito e não conseguia nem ficar em pé! Resumindo, cheguei a cair e sai do parque cheia de hematomas e até olho roxo!! ::hahaha::::hahaha::

De qualquer forma, foi uma experiência inesquecível e já estou pensando em voltar! Aquela região tem outras trilhas maravilhosas e quero muito fazer elas!! rs.

 

Abraços!!

Compartilhar este post


Link para o post

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

  • Conteúdo Similar

    • Por Alan karleno
      Fala Mochileiros..
      Procuro dicas para aperfeiçoar o meu roteiro e a quantidade de dias que se faz interessante para cada local. Planejo o roteiro entrando pela Argentina (buenos Aires), saindo pelo Chile (Santiago), em junho de 2020. Tenho 25 dias disponíveis. 
      Vôo. Teresina & buenos Aires (buenos Aires 3 dias).
      Vôo. Buenos Aires & Bariloche (Bariloche  + Villa la angostura 5 dias). 
      Vôo. Bariloche & Buenos Aires e Buenos Aires Ushuaia. (Dia para viagem). 
      Vôo. Ushuaia & El Calafate (4 dias El Calafate).
      Ônibus. El Calafate & Puerto Natales (5 dias Puerto Natales + Parque torres del paine). 
      Ônibus. Puerto Natales & Puta Arena (2 dias Puta Arena).
      Vôo. Punta arenas & Santiago ( 4 dias Santiago) + VALLE NEVADO ou FARELLONES.
      Vôo. Santiago & Teresina. 
      1 dias para emprevisto.
      Quero aproveitar ao máximo o tempo em viagem.
      Desde já agradeço pela atenção.
      Bora Mochila..
       
       
       
       
       
       
       
    • Por MauriVirissimo
      Olá pessoal, farei um breve relato da viagem.

      Resumo da viagem:
      30 dias, entre janeiro e fevereiro de 2019
      13 mil quilômetros

       
      Combustivel: 13 mil km
      1400 litros gasolina, R$ 5700 reais para CARRO (Jeep - Grand cherokee 3.6)
      520 litros gasolina, R$ 2000 reais para MOTO (Honda - CB 500x)

      Partimos de Florianópolis em direção a Bariloche nosso principal destino inicial, onde ficamos 2 dias inteiros fazendo alguns passeios na cidade.


      Depois disso continuamos para Sul descendo Ruta 40 ate Esquel para então entrar no chile por Futaleufu e descer Carretera Austral ate Puerto Rio Tranquilo onde fizemos passeio nas Capilas de Marmol (catedral marmore). Neste trecho pegamos Aproximadamente 300 km  de Rípio que para carro tava tranquilo porem pra moto tava um pouco sofrido devido a "brita" solta nova que colocaram pois estão pavimentando a Carretera e essa rípio solto fica complicado para pilotar.


      Bom, para quem conhece Carretera sabe muito bem que vale cada quilometro percorrido nela, porem voltamos para ruta 40 para chegar a El chaiten, El calafate e no decorrer dos dias ir descendo ate torres del paine, e neste porto da viagem, por motivos de Doença na família minha madrasta teve que voltar ao Brasil de Avião e junto meu irmão por parte de pai também voltou, onde infelizmente mãe dela, avo dele veio a falecer infelizmente.


      Detalhe, meu pai estava com Moto em nome de minha madrasta e estava sem procuração dando os devidos direitos dele poder passar aduana com moto em nome dela, ai então em Puerto Natales fomos ate NOTARIA (tipo nosso Cartório no brasil) e la fizemos o documento.
      Outra observação, é que passamos as aduanas por varias vezes durante o restante da viagem e não entregávamos o documento para ver se iriam questionar algo, e nada pediam, passávamos tudo ok.

      Bom, Continuando então descemos ate Ushuaia onde ficamos 3 dias inteiros e depois fomos subindo ruta 3 com destino ate Puerto Madryn e la fazer passeio ate pinguinheira e também para conhecer Península Valdes.


      Apos isso tínhamos ainda tempo suficiente para passar em Buenos Aires, mas decidimos voltar para casa e dar apoio psicológico a família que voltara antes.

      Não tivemos nenhum contra tempo, nem com carro nem com moto, temperatura era na maioria das vezes boa para andar de moto, exceto em algumas regiões pela parte da manha quando cedo, porem no trexo da ruta 40 entre Gobernador Gregores e Tres Lagos, o ripio muito solto pior que na carretera e o FORTISSIMO VENTO LATERAL fez com que meu pai chegasse a chorar ao conseguir passar, neste dia 3 motos que la estavam passando pela mesma situacao desistiram e um reboque grande levou 3 motos e seus respectivos pilotos para trecho onde asfalta começava novamente. meu pai foi guerreiro antava pela antiga rodovia paralela a atual que esta para ser pavimentada por isso ripio (brita) solta.


      Bom meus amigos tenho videos curtos no youtube vou deixar link abaixo, esta dividido em 5 videos curtinhos!
       


      Grande abraços a Todos e em Março Abril de 2020 pretendo ir ao Atacama, BORA!?!?!?!
       

       

    • Por felipenedo
      Fala Viageiros!!!!!
       
      Voltei de uma viagem sensacional para a Patagônia e vou compartilhar aqui com vocês um pouco dessa experiência!
       
      Mas antes, quem puder, segue a conta do meu blog no Instagram: @profissaoviageiro
       
      E vai lá no www.profissaoviageiro.com que tem mais detalhes e fotos desse rolê!
      Segue lá no blog que sempre tem coisa nova por lá!!!!
       
      Bom, hoje além de passar minhas impressões de Torres del Paine, vou tentar deixar algumas informações básicas para quem quer ir e ainda está cheio de dúvida, como eu estava quando ainda planejava a viagem.
       
      Tem coisa que parece óbvia quando se conta de uma viagem para as outras pessoas, mas que no fundo se você não sabe o funcionamento das coisas no lugar, fica impossível saber se seu roteiro vai dar certo ou não… E foi nisso que eu esbarrei na montagem do roteiro.
       
      Como sempre em meus roteiros, eu tenho pouquíssima margem de erro e isso me fez perder um bom tempo na pesquisa. Vou tentar deixar algumas informações aqui para quem quer visitar esse lugar maravilhoso!
       
       
      Vamos lá!
       
      O que é?
      O Parque Nacional de Torres del Paine foi criado em Maio de 1959 e está localizado na Pataônia Chilena, na região de Magallanes.
      As suas torres principais dão nome ao parque, que são imensas torres de granito modeladas pelo gelo glacial.
      Mas as belezas do parque não se resumem a suas torres. O lugar inteiro é sensacional!
       
      Como chegar?
      Existem dois aeroportos próximos de Torres del Paine:
      – Um fica em Puerto Natales, que é a cidade base para a maioria das pessoas que visitam Torres del Paine. A cidade está localizada a 80km do Parque.
      O problema é que só existem voos para Puerto Natales no verão, e mesmo assim não é todo dia.
      Isso faz com que contar com um voo para lá seja praticamente descartado logo de cara.
       
      – A melhor opção então é voar para Punta Arenas.
      Existem voos regulares de Santiago para Punta Arenas.
      Inclusive, se não me engano, lá é destino mais barato para se chegar na Patagônia (Argentina ou Chilena)
      Eu fiz isso. Saí de São Paulo em um voo com conexão em Santigo e chegada em Punta Arenas. Tudo bem tranquilo!
       
      -Para quem não for utilizar avião, tenha Puerto Natales como sua referencia de destino.
       
       
      Onde ficar?
      – Punta Arenas:
      A porta de entrada da maioria das pessoas que vão para TdP via o próprio Chile (Muitas outras pessoas vão para TdP via El Calafate, na Argentina)
      Cidade grande, com vida própria. Possui muitas atrações turísticas, shoppings, hotéis, hostels, restaurantes e tudo mais.
      Fica a 3 horas de ônibus de Puerto Natales.
       
      – Puerto Natales:
      Cidade pequena que gira em torno do turismo de TdP.
      Muitos turistas o ano inteiro por lá, consequentemente muitos restaurantes e vendinhas para as compras da galera que vai fazer os trekings.
      Como já falei é a base para a maioria das pessoas, pela sua proximidade e preços acessíveis. Comparado às hospedagens dentro ou ao lado do parque é muito mais barato ficar em Puerto Natales.
       
      – Hospedagens dentro do Parque:
      Existem muitas opções de hospedagem dentro do Parque, desde áreas de camping onde você é responsável por ter com você absolutamente tudo que vai usar e comer, até luxuosos hotéis com vistas deslumbrantes.
      Tudo dentro do parque é caro. Transporte, hospedagem, comida… Tudo!
       
      São três “empresas” que possuem hospedagens dentro do parque, e para dormir lá dentro você precisa ter reservado antes de chegar (mesmo que esteja levando todo equipamento com você e queira apenas reservar um espaço de camping), pois não se pode entrar sem reserva prévia. As empresas são:
      CONAF;
      Fantástico Sur; e
      Vertice.

       
      Quando ir?
      Torres del Paine pode ser visitado o ano inteiro, mas a alta temporada é no verão, quando as temperaturas estão mais agradáveis e as paisagens mais coloridas.
      Eu fui na primavera. Dei muita sorte com o tempo e achei que valeu muito a pena. Não estava lotado e não passei nenhum perrengue de frio ou vento a ponto de transformar algum rolê em algo penoso.
      Se tem alguma coisa que eu mudaria no meu rolê para deixar ele ainda mais perfeito, é que eu preferia ter visto o lago no Mirador Base de Torres del Paine descongelado. Quando eu fui ainda estava congelado. Não que eu ache isso um problema, mas acho que descongelado seria muito lindo também.
       
      Quanto custa?
      Caro!    
      Não é um passeio barato. Mesmo fugindo o máximo que pude das hospedagens dentro do parque, é um passeio caro. Mas não é nada que não se possa dar um jeito.
      Aqui alguns exemplos de preços aproximados:
      – Entrada no Parque, válida por 3 dias de entrada: US$ 35,00 (se já estiver dentro do parque, não tem problema, pode ficar mais que 3 dias)
      – Aluguel de barraca completa no parque: US$ 70 – para 2 pessoas, por noite
      – Catamarã para Paine Grande: US$ 35,00 por pessoa, por trecho (Comprando ida e volta junto fica um pouquinho mais barato). IMPORTANTE: Não aceita cartão! Só dinheiro.
      – Ônibus interno do Parque: US$ 10,00 ida e volta
      – Ônibus Puerto Natales – Torress del Paine: US$ 25,00 ida e volta
       
      E por aí, vai…
       
       
      O que fazer???
      Bate e volta, Circuito W, ou Circuito O?
       
      Eu escolhi o W!
       
      – No circuito W estão as principais atrações do parque na minha opinião.
      Claro que quem faz o Circuito O vê muito mais coisa, mas para isso é necessário muito mais tempo e preparo, pois as partes do parque que estão fora do W, são bem menos estruturadas, então depende muito mais de você e do equipamento e mantimento que você carrega.
      – No bate e volta de Puerto Natales, você consegue fazer o Mirador Base, que é a vista mais famosa de lá, mas depois que se faz o W, você vê que aquilo é só um pequeno pedaço das belezas daquele lugar.
      Também dá para fazer o lado do Glaciar Grey, ou até um trecho da trilha beirando o lindíssimo Lago Nordenskjold.
       
      IMPORTANTE!
      Nesses casos de bate e volta, você sempre vai ter seu tempo limitado ao horário dos transportes internos do parque, seja do ônibus ou do catamarã. Então controlar o tempo e seus objetivos no dia será algo muito importante. Os horários são fixos e limitados, não deixando margem para erros.
       
      – Uma outra opção, que eu jamais faria, é um bate e volta de El Calafate, como muitas agências de lá oferecem… Me parece um grande programa de índio.
       
      – Fazer um mix disso tudo aí também é possível! É só estudar direitinho o roteiro e partir para cima!!!!
       
       
      Bom, esse é o básico. Vou contando agora como foi o meu rolê e tentando explicar como tudo funcionou para mim!
       
      Vamos lá!!!!!!!!
       
      Dia 1:
      Bom, eu decidi fazer o W da seguinte forma… Fazer as 2 pernas externas no esquema de bate e volta, e a parte central do W dormindo uma noite no camping Francês.
      Dessa forma faria o rolê em 4 dias, que é bem puxado. A maioria das pessoas faz em 5 dias o W, que depois eu entendi o por quê!
      Como a entrada do parque vale por 3 dias, eu fiz as 2 pontas primeiro, e depois a parte interna, que daria certinho os 3 dias de entrada no parque.
      Para mim não fazia diferença por onde começar, então deixei o dia que a previsão do tempo estava melhor para fazer o Mirador Base e fui no primeiro dia, que o tempo estava pior, na perna do Glaciar Grey.
      E a parte interna eu fiz saindo de Las Torres e chegando no outro dia em Paine Grande.
      No final, deu tudo certo!!!!
      Como comentei, eu cheguei em Puerto Natales vindo de Punta Arenas. Como não sabia da estrutura da cidade, acabei fazendo compras do que iria comer no parque no dia seguinte em Punta Arenas mesmo.
      A viagem de ônibus entre Punta Arenas e Puerto Natales demora 3 horas. A passagem é bem fácil comprar. Os ônibus que fazem esse trajeto têm seus terminais no centro da cidade e todo mundo lá sabe indicar onde ficam esses terminais. Existem diversos horários de saída, então não precisa de stress quanto a reserva antecipada ou qualquer coisa.
      Em Puerto Natales as coisas são perto da rodoviária. A maioria dos lugares nem precisa de taxi… Dá para chegar andando.
      Já aproveitei que estava na rodoviária na chegada e comprei a passagem de ônibus para o dia seguinte de ida e volta para o parque.
      São algumas empresas que fazem o trajeto e todas fazem mais ou menos no mesmo horário, pois os transportes internos no parque são sincronizados com as chegadas dos ônibus de Puerto Natales.
      O horário de saída é por volta das 7 da manhã e o retorno por volta das 7:30 da noite saindo da Laguna Amarga (entrada do parque). São quase 3 horas de trajeto entre o parque e Puerto Natales.
      No dia seguinte estava lá bem cedinho na rodoviária aguardando meu ônibus sair.
      Chegando em Torres del Paine, a primeira coisa a se fazer é comprar o ticket de entrada. Havia uma pequena fila mas não demorou muito todo o tramite. Eles aceitam Pesos Chilenos e Dólares. Talvez aceitem Euros também, mas não tenho certeza.
      Depois é aguardar o ônibus interno que vai te levar para o Refúgio Las Torres (De onde sai a trilha para o Mirador Base e também a trilha em direção ao Refúgio Francês) e depois segue para Pudeto, de onde sai o Catamarã para Paine Grande (Onde começa a trilha para o Glaciar Grey).
      Como fui em direção ao Glaciar Grey nesse primeiro dia, segui no ônibus até Pudeto. Cheguei lá por volta das 10:30 e o catamarã só sai as 11hs.
      Assim aproveitei e tomei um reforço do café da manhã por lá enquanto aguardava a saída para Paine Grande.

       
      O catamarã é espaçoso e possui um deck em cima para quem quer ver a paisagem e tirar umas fotos. Duro é aguentar o frio, mas vale a pena!
      O trajeto é curto e em pouco mais de 20 minutos já estava em Paine Grande

       
      Muitas pessoas se hospedam no refugio, então já entram para seu check in. Eu não ia ficar lá, então só me arrumei, usei o banheiro e saí.
      Primeiro grande desafio da viagem: Aprender a usar os sticks de caminhada!

       
      Eu sei que parece ridículo, mas no começo é difícil coordenar! Mas depois de alguns minutos, vai que vai!
      Não sei como eu consegui voltar a andar sem eles quando voltei de viagem! Esse treco é bom demais!!!!!
      Bom, foi nesse primeiro dia que eu entendi por que a maioria das pessoas faz o W em 5 dias e não em 4… É porque o refúgio Grey é longe que dói!
      Eu tinha o meu tempo de trekking limitado pelo horário do catamarã. Não podia estar de volta depois das 18:30hs, que é o último horário de saída do catamarã no dia.
      As pessoas normalmente dormem no refúgio Grey e depois voltam no dia seguinte. Ou também vão até o refugio Grey e voltam para dormir em Paine Grande, sem grandes compromissos com o horário. Aí tudo faz mais sentido.
      No meu caso eu tive que ir até onde o relógio permitiu, e não consegui chegar até o refugio. Mas isso não tem muita importância… Pude apreciar a beleza do glaciar durante minha trilha sem nenhum problema!
      A trilha desse trecho não foi das piores do W. Existem outras partes com muito mais subidas e descidas. Isso foi bom, pois estava ainda aquecendo os motores!
      Eu que já tenho dois joelhos completamente destruídos, que me impedem de fazer algumas coisas, estava, para piorar, vindo de uma lesão no ligamento. Consequentemente minha condição física não era das melhores, vindo de um período de um mês sem poder exercitar minhas pernas.
       
      Bora caminhar!!!!

       
      A primeira parada, já para o almoço, foi na Laguna Los Patos.
      Uma lagoa bonita, que apesar do nome, não tinha tantos patos assim quando passei por lá!


       
      Sigo então em direção ao glaciar, tentando aproveitar o máximo essa paisagem linda!


       
      Daí a recompensa… O Glaciar Grey!!!

       
      Encontro um lugar para parar e apreciar essa vista!

       
      Depois de um tempo por lá o relógio me lembra que era preciso voltar, sem grandes possibilidades de paradas.


       
      A volta foi bem tranquila e cheguei a tempo inclusive de fazer um lanche e tirar umas fotos antes de embarcar


       
      Na fila do embarque percebo esse cara indo para um mergulho bem tranquilo nesse lago de degelo!!!

      Um mergulho com uma vista dessa não é nada mal!!!!
      Daí foram só mais uns 30 minutos de catamarã até Pudeto e já o imediato embarque no ônibus para Laguna Amarga.
      Dalí peguei o ônibus de volta para Puerto Natales.
      Chegando em Puerto Natales, foi só o tempo de passar em uma vendinha para comprar os mantimentos para o dia seguinte e correr para tomar banho, comer e dormir, pois sobram poucas horas de sono para quem tem que pegar o ônibus no outro dia as 7 da manhã!!!
       
      Dia 2
      E lá vamos nós!!!! Acorda de madrugada, toma banho, toma café, corre para a rodoviária e tenta descansar um pouco no ônibus no caminho…
      No parque foi só mostrar que já tinha o ingresso e aguardar pela saída do ônibus para Las Torres.
      Lá em Las Torres se faz um breve registro de entrada para controle e já pode sair para a caminhada.


       
      Esse dia era o primeiro grande desafio. São 20km ida e volta, com muita montanha, incluindo um trecho matador no último quilômetro que faz você pensar seriamente que não vai conseguir!
      Mas consegue!!!!
      A caminhada começa com 2km bem tranquilos e planos ainda em uma área dentro do complexo de Las Torres.
      Depois…… Bom, depois é bom estar com a saúde em dia, porque não é fácil a brincadeira.


       
      O que sempre te dá forças em um lugar como esse são as paisagens… Elas vão nos lembrando por que estamos lá!!!!

       
      Vale cada gota de suor!

       
      E vai subindo…
      Subindo…

       
      Subindo mais…

       
      Até que chega no Km 9 e eu já estou esgotado, com muita dor e cansaço.
      E aí o negócio começa a ficar sério. A subida é bem no limite entre caminhar e escalar, inclusive passando pelo espaço onde a água do degelo desce, para ajudar ainda!
      Pelo menos quando dava sede era só abaixar e beber água!
      Eu acho que eu bobeei… Acho que tem um lugar para deixar o peso extra ali no km 9 antes de começar a subida. Eu não fui atrás disso e acabei subindo com tudo nas costas… Foi treta!
      Como eu não tinha forças nem para tirar foto, tenho poucos registros desse dia. Uma pena, porque o lugar é maravilhoso.
      Essa subida é terrível, e quando se acha que acabou você descobre que ainda falta um tanto! Todos os lugares por lá são assim… Você acha que chegou no final, mas não chegou!!!!
      Para de reclamar e continua andando!!!!!
      Realmente nem acreditei quando cheguei lá!!!!

       
      Mas o visual vale qualquer esforço!!!

       
      Infelizmente cheguei lá 15 minutos depois do horário que tinha que iniciar a descida! Isso limitou muito o quanto eu pude aproveitar lá em cima.
      Foi o tempo de comer alguma coisa, tirar meia dúzia de fotos e sair desesperado para baixo, quase com a certeza que não daria tempo.


       
      Isso foi a pior parte do rolê… Não consegui aproveitar quase nada a descida, forcei meus joelhos de um jeito que não poderia ter forçado e fiquei horas no stress de não ter ideia do que iria fazer se perdesse o transporte.
      Não sei explicar como, arrumei forças não sei da onde para sair em uma disparada nos últimos 2 quilómetros para tentar chegar no ônibus…
      E não é que consegui!!!!!!! O pessoal já estava quase todo embarcado! Aí pedi para o motorista para esperar uns 2 minutos até a Tati chegar e ele falou que beleza!
      Nossa, foi por pouco!
      Eu sentia tanta dor no meu corpo depois disso que nem sei explicar… Doía pé, tornozelo e principalmente meus joelhos… Achei que tinha comprometido todo o rolê…
      Chegando em Puerto Natales foi só a correria para deitar logo, depois do mercadinho, banho e janta.
       
      Dia 3
      Esse dia tinha a ideia que seria mais tranquilo, pois além da distancia a se caminhar ser menor, não precisava me preocupar com horário, pois poderia chegar a qualquer hora no Camping Francês.
      Mas eu me enganei… Foi mais um dia puxado que no final minhas pernas já estavam esgotadas.

       
      Já no refugio Las Torres, comecei a caminhar para o Acampamento Francês. O inicio é tranquilo e ainda estava com a sensação que seria um dia de recuperação, e não de grandes esforços.

       
      Começo a encontrar alguns morros, mas nada de mais… A caminhada ainda está sob controle.

       
      Passados alguns quilômetros eu encontro um novo caso de amor!!!!!
      Se trata do Lago Nordenskjöld!
      Que visual maravilhoso! Andar com esse lago ao seu lado o dia inteiro foi lindo demais!





       
      As paradas para comer sempre eram em pontos estratégicos para comer apreciando aquele azul espetacular!


       
      O problema é que esse trecho tem muita montanha, subindo e descendo toda hora… Eu fui me cansando e já ficava perguntando pra galera que cruzava no caminho se estava muito longe ainda!
      Isso é claramente sinal de desespero!!!!



       
      E então já no final do dia chego no Acampamento Francês!
      O acampamento é bem bacana. O banheiro é bom e a água para tomar banho bem quente! Isso foi maravilhoso!
      Lá eles também têm um pequeno restaurante e uma “vendinha” que você pode comprar um refrigerante, por exemplo.
      Na recepção do camping eles tinham ovos para vender. Não estava tão caro. O problema é que eu não tinha onde cozinhar os ovos, pois não estava carregando um fogareiro comigo. A menina que estava lá foi bem gente boa e ofereceu de cozinhar os ovos para nós no fogareiro dela! Então já fechei negócio e consegui comer algo quente nessa noite, que estava programado apenas comida fria.
      Então depois de um ótimo banho já fui jantar meu sanduíche, ovos e um vinho que estava carregando para saborear na noite!


      A barraca estava montada. Não tive trabalho nenhum. É chegar, pular para dentro do saco de dormir e até amanhã!!!!!

       
      Dia 4
      Depois de uma boa noite de sono que não passei nenhum tipo de problema na barraca, me preparei para partir.
      Nesse dia os objetivos eram Mirador Francês, Mirador Britânico e a chegada em Paine Grande para tomar o catamarã de volta no final da tarde.
      Então tomei meu ziriguidum e pé na estrada!

       
      Até o acampamento Italiano o caminho é curto mas já com algumas subidas chatinhas.

       
      No acampamento Italiano você pode deixar seu equipamento para fazer a subida para o Mirador Francês e Britânico só com o necessário.

       
      A subida até o Mirador Francês é de um nível médio… Dá para ir na boa.
      Acabei me perdendo um pouco no caminho… Ainda bem que olhei para trás e vi umas pessoas passando por outro lugar. Percebi que o errado era eu e voltei para a trilha certa!

       
      Lá é um lugar bem interessante. Existe uma geleira com pequenas avalanches a cada 10, 15 minutos…

       
      É muito legal ficar um tempo por lá vendo as avalanches e principalmente escutando os estrondos do gelo se rompendo. É um barulho de trovão bem alto! Muito bacana!




       
      Fiquei lá um tempo, fiz meu lanche e olhei para o caminho do mirador Britânico…………
      Que caminho????

       
      O tempo fechou e não dava para ver nada lá para cima…..
      Então após algumas considerações decidi desistir de ir até o mirador Britânico. Ainda faltava uma boa pernada até lá e eu não queria gastar esse tempo e essa energia para ir até um mirador de onde não haveria nada para “mirar”.
      Bom, com isso pude desfrutar mais algum tempo no mirador Francês e fazer meu caminho de volta sem stress por conta do horário do catamarã.


       
      De volta ao acampamento Italiano não estava muito bem… Não sei bem o que era, mas preferi ficar por lá um tempo até me recuperar.

       
      Daí peguei minhas coisas e segui…

       
      O caminho a partir de lá é bem mais tranquilo. Não me lembro de ter nenhuma montanha bizarra para subir e descer depois de lá. Isso foi ótimo… Já estava cansado!
       (Calafate)
       
      Um dos pontos altos desse trecho da caminhada é o Lago Skottsberg! O mirador do lago tem uma vista que chega a ser indecente!



       
      Depois dessa parada, já estamos quase lá!
      É um trecho cheio de emoções boas! De que consegui cumprir o objetivo… De que vou completar o W!
      Isso parecia tão longe na minha vida há 6 meses atrás….
      Pensar em cada pedra, cada montanha, cada arbusto, cada pássaro, cada lago, cada pessoa que cruzei, cada parte do meu corpo que doía, cada gole de água de cachoeiras de degelo, e cada sentimento delicioso de conquista com o visual que se abria na minha frente por tantas e tantas vezes nesses dias……..
      Foi bom demais!
      Então a última parada antes da chegada triunfante!

       
      Dessa vez para admirar o Lago Pehoé, a poucos metros de chegar em Paine Grande.
      Não tem lugar melhor para comemorar a vitória!!!!!!

       
      E então a chegada!
      Exausto;
      Com dor;
      Realizado!!!
       
       Consegui, po**a!!!!!!

       
      Daí foi o roteiro já conhecido…
      Catamarã de Paine Grande para Pudeto, ônibus interno de Pudeto para Laguna Amarga (com parada em Las Torres), ônibus para Puerto Natales, pousada e cama!
      Hora de descansar, mas não muito, porque no dia seguinte embarcaria para El Chaltén pela manhã.
      Mas essa história fica para depois!
      É isso!!!! Quem quiser qualquer ajuda, pode escrever aqui que vou ajudar com todo prazer no que for possível!
      Críticas e elogios também são bem vindos!!!!!
      Não esqueçam de seguir lá no Instagram!
       
      @profissaoviageiro
       
      Valeu!!!!!!!!!!!!!
      Abraço,
      Felipe

       
    • Por Anderson Paz
      Gosto muito de escrever relatos de viagem (tenho alguns aqui no Mochileiros), mas como já há muitos relatos excelentes aqui e em outros sites, pretendo focar mais em dicas que não são apresentadas geralmente nesses relatos. Todas as dicas são baseadas nas minha experiências pessoais na Patagônia no período de 1 a 18 de dezembro de 2017, passando por Punta Arenas - Puerto Natales - Torres del Paine - El Calafate / Perito Moreno - El Chatén - El Calafate - Rio Gallegos - Punta Arenas.
      Envolverão questões relativas a planejamento de passeios, deslocamentos, compras de equipamentos, gastos durante a viagem, câmbio de moedas e outros.
      Espero que elas ajudem bastante no planejamento e na execução com sucesso de sua viagem.

      Caso queira um roteiro básico ou um mini relato da minha viagem, segue ele aqui em pdf:
      Viagem realizada - Patagônia.pdf
       
      DEFINIÇÃO DE ROTEIRO BÁSICO
       
      - A definição do seu roteiro vai depender da quantidade de dias que você terá na região e das suas prioridades (desafios, conhecer apenas os locais principais, conforto etc). Como é possível ver no roteiro acima, fiquei 18 dias na região e o meu roteiro incluiu: circuito O de Torres del Paine, ida ao Perito Moreno e 5 dias completos em El Chatén. Nessa quantidade de dias, eu não alteraria em nada a quantidade de dias definida para cada localidade. Agora se você tiver mais tempo, dá pra esticar pro Ushuaia ao sul ou para as Catedrais de Mármore e região de Aysén ao norte.
      - Se for fazer o circuito W ou o O (informações sobre os circuitos mais abaixo) ou se for pernoitar em qualquer lugar de Torres del Paine, programe a sua viagem com o máximo de antecedência possível. Isso é importante por conta da necessidade obrigatória de reserva de locais.
       
      DICAS DE BAGAGEM E COISAS A LEVAR
       
      - Se for fazer o circuito W ou O em Torres del Paine é bom levar barras de cerais, proteína, frutas desidratadas e outros alimentos energéticos de baixo volume e peso na mochila. Comprei no atacado no Brasil e saiu super em conta! < Ouvi dizer que no Chile essas coisas não são caras, mas não sei se a informação procede >
      - Nunca havia usado bastões próprios de caminhada (só uns improvisados com galhos), mas vou dizer que se fosse dar uma única recomendação, especialmente para quem vai fazer o circuito O, é compre bastões de caminhada! Antes da viagem, procure ver como usá-los adequadamente para não atrapalharem no seu desempenho. < Se não fosse por eles, não teria completado o circuito O de Torres e não teria depois conseguido fazer muitas coisas em El Chatén > (dicas de locais de compra no tópico Punta Arenas)
      - Se for fazer o W ou o O, leve uma bolsa a mais para guardar as coisas que você não vai precisar no circuito escolhido e deixá-las guardadas no hostel em Puerto Natales. < As minhas ficaram toscamente em sacolas plásticas que se rasgaram com o peso >
      - Se ligue nos alimentos e produtos com os quais você pode ingressar no Chile. A galera da Aduana quando resolve agir com rigor, é BASTANTE rigorosa. < Tive que abandonar com peso no coração um sanduíche na aduana terrestre entre Argentina e Chile >
      - IMPORTANTÍSIMO para quem vai cozinhar: leve um fogareiro à gás (lembrando que o butijão de gás não pode ir como bagagem) ou compre um modelo desses em Punta Arenas. Não invente de levar fogareiros à álcool.  < Levei um modelo desses álcool e tive a maior dor de cabeça em todos os dias. Isso por que nem na Argentina nem no Chile se vende álcool líquido. Para fogareiros desse tipo, a galera vende um solvente industrial chamado Benzina Blanca. Essa porcaria além de ter um cheiro fortíssimo que fica impregnado em tudo, expele uma fumaça preta que deve ser tóxica e ainda deixa as coisas cheias de fuligem. Dor de cabeça da porra! >
       
      MOEDA/CÂMBIO
       
      - Achei muito mais vantajoso trocar dólar, ao invés de real, pela moeda local tanto no Chile quanto na Argentina. Entretanto isso só é vantajoso se você comprar bem o dólar no Brasil. Dê uma olhada no ranking de instituições com melhores câmbios no site do Banco Central e em sites de melhor cotação como o Cambiar.
      - Se puder troque dólares pela moeda local em casas de câmbio de Santiago ou em Buenos Aires (a depender do seu roteiro), exceto nas do aeroporto. 
      - A casa de câmbio logo ao lado do terminal da Bus-Sur em Punta Arenas foi a que eu encontrei com a melhor cotação de pesos chilenos entre todas as que pesquisei em Punta Arenas e Puerto Natales.
      - É melhor ir trocar dólares ou euros por pesos argentinos em Puerto Natales e possivelmente em Punta Arenas. Em El Calafate e em El Chatén a cotação era 15-20% menos vantajosa.
      - Se tiver que sacar grana em El Calafate, é melhor ir no cassino local. Cotação: dólar - 17,30 / euro - $20,30. Entrada: $10. Você deve pagar o valor das fichas no cartão, jogar um jogo e depois ao trocar as fichas a casa reterá 5% do seu valor
       
      PUNTA ARENAS e PUERTO NATALES
       
      - Punta Arenas é a cidade inicial de muitos que estão chegando para conhecer a Patagônia. 
      - Há algumas boas opções de lojas de equipamentos de trekking: La Cumbre, Andesgear, North Face, Lippi e Grado Zero. Por exemplo, na La Cumbre (localizável no Google Maps) e na Grado Zero (em frente a La Cumbre) havia ótimos bastões de caminhada da Black Mountain por aprox. $ 50 mil o par. Para chegar no centro, a opção mais em conta para grupo de 3 pessoas pelo menos é pegar um táxi no aeroporto (3 mil pesos por pessoa). Se estiver sozinho ou apenas com outra pessoa, tente achar alguém para dividir o táxi contigo ou deverá pagar 5 mil pesos para ir de van.
      - Puerto Natales é a cidade base para ir a Torres del Paine para quem está do lado chileno. É uma cidade bastante agradável com várias opções de restaurantes (caros, assim como tudo na Patagônia). 
      - Tanto em Punta Arenas quanto em Puerto Natales há um grande supermercado da rede Unimarc. É uma boa opção para compras gerais mais em conta.
       
      TORRES DEL PAINE
       
      PLANEJAMENTO
      - As reservas deverão ser feitas no site das empresas concessionárias Fantástico Sur e Vértice e se você tiver sorte (e muita antecedência) poderá também reservas locais gratuito para acampamento no site da CONAF. 
      <Minha experiência com a Fantástico Sur foi muito boa. Tive resposta das minhas reservas em uma semana. Porém já não posso dizer o mesmo da minha experiência com a Vértice. Só obtive resposta da empresa sobre as reservas, 25 dias depois de solicitadas e somente depois de mandar comentário público no Facebook denunciando a demora. Pouco antes de eu fazer a minha viagem, eles iniciaram um sistema de reserva online, sem a necessidade de contato por e-mail. Pode ser que agora a resposta seja rápida, porém caso você deseje realizar reservas personalizadas, fora do roteiro que aparece no site, já fica a dica de que eles podem demorar bastante para te responder. Inclusive uma amiga que foi pouco antes e reservou com bem mais antecedência que eu, conseguiu resposta, apenas na semana da viagem dela, de que não tinha conseguido vaga em alguns refúgios. >
       
      INFORMAÇÕES GERAIS
      - Entrada: $ 21 mil pesos
      - Várias empresas fazem o percurso a Torres del Paine e todas saem às 7h30 ou 14h30 e têm preço  de $15 mil pesos por pessoa (ida e volta).
      - Tanto no caso de fazer o circuito O ou o W quanto no caso de fazer só uma ida às Torres em um dia. Recomendo fortemente pegar o transfer que sai da recepção do Parque (Laguna Amarga) até o camping central - 20 min que evita caminhada em subida monótona de 1h30 (custo $3 mil pesos). 
      - Há três opções para dormir no Parque para quem vai fazer o W ou o O: em barraca própria (ou alugada em Puerto Natales - vi por $ 4 mil a diária), em barraca da empresa concessionária ou em refúgio. Sendo que a razão de valor é de aproximadamente 1 x 2,5 x 3 (barraca da concessionária será 2,5 x mais cara que própria e refúgio será por sua vez 3 x mais caro que barraca da concessionária e quase 8 x mais caro que barraca própria.
      - Percebe acima, que as diferenças de valores são muito grandes. Eu particularmente se quisesse economizar peso na mochila e dormir com conforto, não pagaria pelo refúgio. Dormiria nas barracas da operadora com tudo incluso (atenção: deverá marcar os itens que deseja quando for fazer as reservas).     
      < Tive que dormir na barraca da concessionária, em uma noite no camping Francés, pois já havia se esgotado os lugares para barraca própria, e vou te falar: a barraca era super espaçosa, a cama super confortável (melhor do que da minha casa. hehehe) e o saco de dormir era excelente! >
      - É possível pagar por refeições nas bases de apoio, mas isso te custará bastante caro (aprox. R$50 em um café da manhã e mais de R$100 no almoço ou na janta).
       
      QUAL CIRCUITO ESCOLHER: O ou W?
      - Primeiro de tudo: caso ainda não saiba, o circuito O engloba o ciruito W. Se você tem preparo físico e tempo disponível, sugiro fortemente fazê-lo. No primeiro dia do circuito, não verá nenhuma paisagem espetacular, mas, nos dias seguintes, as paisagens serão maravilhosas. Abaixo seguem algumas fotos de paisagens exclusivas do circuito O.

       
      QUANTOS DIAS E COMO FAZER O CIRCUITO O?
      - Acabou que fiz em 7, mas oh considero que isso foi uma tremenda duma burrice. Jamais faria isso novamente. O conselho que dou é faça no mínimo em 8.
      - Programaria de uma das seguintes formas, considerando apenas os destinos por dia:
      1.  Para quem vai ficar em camping:
      a) 9 dias: Serón - Dickson - Los Perros - Paso - Grey - Francés - Francés (neste dia iria até o Mirador Británico e domiria no Francés novamente) - Chileno (ou camping central) - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales
      b) 8 dias: Serón - Dickson - Los Perros - Paso - Francés - Francés (neste dia iria até o Mirador Británico e domiria no Francés novamente) - Chileno (ou camping central) - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales
      c) Se tiver que fazer em 7 dias: Serón - Los Perros - Paso - Francés - Los Cuernos (neste dia também iria até o Mirador Británico) - Chileno (ou camping central) - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales
      2. Para quem vai ficar em refúgios:
      a) 9 dias: Serón - Dickson - Los Perros - Grey - Francés - Francés (neste dia iria até o Mirador Británico e domiria no Francés novamente) - Chileno - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales
      b) 8 dias: Serón - Dickson - Los Perros - Grey - Francés - Francés (neste dia iria até o Mirador Británico e domiria no Francés novamente) - Chileno - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales
      c) 7 dias: Serón - Los Perros - Grey - Francés - Los Cuernos (neste dia também iria até o Mirador Británico) - Chileno - dia de ir ás Torres e voltar a Puerto Natales

      - Observe que não inclui opção de Paine grande em ambos. Primeiramente por uma questão de planejamento, mas também não recomendo para quem vai ficar em barraca, pois pelo que me relataram lá o vento é muito forte, a ponto de carregar barracas bem presas ao chão.
      - Não há opção de refúgios no Paso e no Italiano, apenas camping.
       
      INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O CIRCUITO O (e algumas que servem para o W também)
      - Os primeiros dias que envolvem o caminho do camping central até Los Perros são de dificuldade mediana ou fácil (Dickson a Los Perros). Em um trecho ou outro terá um pouco mais de dificuldade.
      - Em todo o circuito, o dia mais pesado de todos é o que envolve a saída de Los Perros e a ida até Paso (ou até o Grey dependendo do seu roteiro) (fotos abaixo). Logo no início, tem-se uma subida inclinada que passa por dentro de um bosque. Após um tempo de caminhada a área se abre e se caminha com uma leve inclinação até uma primeira subida em terreno pouco mais inclinado. A partir daí a subida fica bastante pesada, com trechos de caminhada sobre gelo (use o bastão com o disco de neve para não correr o risco de quebrá-lo...quase quebrei o meu). A subida finaliza, após 620 m de desnível, em uma vista maravilhosa do Glaciar Grey, a partir daí é só descida bastante inclinada até chegar no acampamento Paso (725 m de desnível - 9 km no total até aqui). Depois são mais 9 km de Paso até o acampamento Grey com muitas subidas e descidas e desnível de 400 m. Pouco depois de Paso, há uma grande ponte pendular. Muito cuidado ao atravessar devido ao vento. Mais cuidado ainda logo após, pois se o vento estiver muito forte, você terá usar o bastão para jogar o corpo para o lado da encosta, fugindo do precípio. Ao longo do caminho, há mais duas pontes pendulares. < Nesse dia, especialmente por conta do impacto na descida, o meu joelho esquerdo inflamou, prejudicando todo o restante da viagem >
      Fotos de trechos da subida:

       
      - Outro trecho que é bem difícil, neste caso tanto para quem vai fazer o O quanto o W ou um passeio de um dia, é a subida a Torres. Bastante inclinada, mas não se compara à dificuldade do trecho de Los Perros a Grey.
      - Para quem vai no esquema camping com barraca própria, ficar em Paso será reconfortante após o percurso descrito anteriormente. Porém é um camping sem muita estrutura. Não tem chuveiro e o banheiro é do tipo seco, com buraco no chão. Sem contar que suas vagas costumam esgotar bastante rápido.
      - No campings Dickson e Los Perros há apenas duchas frias.
      - No trecho de Serón a Los Perros há muitos mosquitos, pelo menos nessa época que fui (possivelmente em outras também). Entenda por muitos mosquitos, muito mesmo! <Vi uma pessoa com um boné que tinha uma rede que cobria todo o rosto e fiquei com uma puta inveja. Acho que é a melhor coisa para se levar em caso de fazer o O. >
       
      EL CALAFATE / PERITO MORENO
       
      EL CALAFATE
      - Para chegar a El Calafate, peguei o ônibus da Cootra às 7h30 - o preço era $ 17 mil, mas paguei $ 15 mil após negociar. Só que quem chegou mais cedo conseguiu por $ 11 mil. < E eu achando que tinha me dado bem na negociação. hehehe >
      - A cidade é bem turística, cheia de lojinhas de lembrança, chocolaterias e sorveterias. Tudo obviamente muito caro!
      - A princípio fui a El Calafate para fazer o Big Ice no Perito Moreno, mas como o meu joelho ainda estava mal, as funcionárias da Hielo y Aventura acabaram cancelando a minha reserva. < Caso esteja com um probleminha físico pequeno que você tem certeza que não irá te atrapalhar, não informe nada porque a galera é bem rigorosa. Não me responsabilizo por esta ideia errada aqui >
      - Se você curte cerveja, recomendo fortemente ir no La Zorra (bar próximo ao posto de gasolina). Eles têm ótimas cervejas lá. Só que não são muito baratas.
       
      PERITO MORENO
      - Fomos ao Perito Moreno no Tour Alternativo. Pagamos $680 no hostel onde estávamos hospedados (Hospedaje del Glaciar); em outros lugares era $800. O tour consiste em um passeio guiado (muito bem, por sinal) em uma rota alternativa por estrada de chão com observação de espécies animais ao longo do caminho, parada em uma estância com uma bela localização; trilha de 45 min por um bosque que chega ao lago do glaciar pelo lado oposto à sua face norte; opção de navegação de barco opcional até o glaciar ($500, 1h de duração - pelos relatos acho que não vale a pena); e por fim, 3h para caminhar pela plataforma - retornamos às 16h30.
      - Outras opções: ônibus regular ($600), táxi ($340 por pessoa em carro com 4, segundo informações de uma pessoa que conheci), carro alugado (mais em conta se houver 4 ou 5 pessoas).
       
      EL CHATÉN
       
      - Chegando a El Chatén: À tarde, há opções ônibus às 18h por $600 + 10 de taxa de embarque, mas preferimos pegar o ônibus de 19h da Taqsa por $420 + 10 (ótimo ônibus, procure ir na janela para curtir as belas paisagens ao longo do caminho - TENTE NÃO DORMIR)
      - O principais pontos turísticos de El Chatén certamente são a Laguna de los Tres (laguna com Fitz Roy) e o Cerro Torre. A seguir sugiro duas formas para se conhecer os dois pontos que são do mesmo lado do Parque:
      a) Em caso de você ter barraca e desejar acampar para economizar uma diária ou mesmo para otimizar o roteiro ou pela experiência de camping, sugiro no primeiro dia ir até o Cerro Torre (com mirador Maestri) e acampar no camping DeAgostini (do lado do Cerro Torre) e no segundo dia ir a Laguna de los Tres passando pela trilha das Lagunas Hija y Madre e depois retornar a cidade pela trilha que passa pela Laguna Capri. Essa rota é preferível, pois no camping Poincenot (mais próximo do Fitz Roy) venta bastante e é mais cheio.
      b) Em caso de você estar interessada em bate-volta, sem pernoite em camping, recomendo em um dia ir à Laguna de los Tres e em um outro dia ir ao Cerro Torre. No primeiro dia, sugiro pegar um transfer (empresa Las Lengas - $150) até a Hosteria El Pilar e de lá seguir até a Laguna. Por esse caminho, evita-se uma subida mais inclinada que há no caminho partindo diretamente da cidade (não é tão difícil) e ainda se tem uma bela visão do Glaciar Piedras Blancas nesse caminho. Depois sugiro retornar pelo caminho que passa pela Laguna Capri No segundo dia, não há muito segredo. Há apenas um caminho direto. Recomendo ir até o Mirador Maestri para se ter uma visão melhor do Cerro Torre (foto abaixo).

      - Loma del Pliegue Tumbado: recomendo ir apenas se estiver com tempo sobrando depois de ir em todos outros atrativos. O caminho é longo e parte da visão que terá engloba o que poderá ver nos miradores de Los Condores e Las Aguilas e uma outra parte engloba, já no final do caminho, engloba ver o Cerro Torre de uma outra perspectiva.

      - Reserva Los Huemules: a reserva fica a aprox. 3 km depois da Hosteria El Pilar na ruta 23. Possui duas belas lagunas (Laguna Verde e Laguna Azul) de trilha fácil e outras duas trilhas mais longas: uma até o Rio Eléctrico e outra até a Laguna Del Diablo. Entrada na reserva: $200, que dá direito a retorno durante o período de estadia em El Chatén. Ônibus Las Lengas por $210 até a reserva (ida e volta). Retorno: saída 8h (se não me engano) e retorno 17h.

      - Chorrillo del Salto: só vale se você não tiver mais nada para fazer na cidade.
       
      RETORNO (de El Calafate a Punta Arenas)
       
      - Caso o seu voo de volta seja a partir do aeroporto de Punta Arenas, recomendo fortemente garantir passagem previamente de El Calafate para Puerto Natales. Pode comprar no dia em que for de El Calafate a El Chatén.
      - Caso aconteça de as passagens se esgotarem, como aconteceu comigo, não se desespere, há opção de uma rota alternativa que sai de El Calafate, vai a Rio Gallegos e depois vai direto a Punta Arenas. De El Calafate a Rio Gallegos: saída 3h da madruga, 4h de duração - empresa Taqsa, $640 / De Rio Gallegos a Punta Arenas (aeroporto), saída às 13h, 4h de duração - empresa El Pinguino, comprada na empresa Andesmar no terminal de El Cafalate. 
      - Duas informações caso tenha que fazer o caminho alternativo anterior: o terminal de Rio Gallegos fica longo do centro da cidade, mas há um Carrefour ao lado, que pode servir como ponto para matar um pouco o longo tempo de espera; e no caso de ir direto ao aeroporto de Punta Arenas, sem ir ao centro da cidade antes, é preciso pedir pro motorista parar na rodovia próximo do aeroporto. Deste ponto até o aeroporto, dá quase 2 km de caminhada. Peça carona sem medo!

      Acho que são essas as dicas. Espero ter ajudado um pouquinho e estou aberto para qualquer questionamento. 😃


×
×
  • Criar Novo...