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Claudia Ggre

Circuito O (Macizo Paine) - Torres del Paine em 9 dias

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Oi Cláudia!

Parabéns pelo relato, adorei!

Estive em Torres do dia 19/12 - 27/12, também fazendo o Circuito O sozinha.

Fiquei muito feliz em ver suas fotos, pois furtaram a minha câmera em Santiago e acabei perdendo praticamente todas as fotos que tirei no parque =(

Passei alguns apuros em TDP...peguei o Paso J. Gardner com uma tempestade e muuuita neve e estar sozinha me deu um desespero danado! E também no trecho Italiano - Central estava ventando muuuuito e não conseguia nem ficar em pé! Resumindo, cheguei a cair e sai do parque cheia de hematomas e até olho roxo!! ::hahaha::::hahaha::

De qualquer forma, foi uma experiência inesquecível e já estou pensando em voltar! Aquela região tem outras trilhas maravilhosas e quero muito fazer elas!! rs.

 

Abraços!!

 

 

Oi, Talita

 

Obrigada viu! Mas você quem merece os parabéns, encarar essa aventura sozinha, fora os hematomas, você é muito corajosa. Que droga isso de ter a câmera furtada, afinal, além de linda ao vivo, TDP é muito fotogênica e é legal poder guardar as fotos da aventura. Espero que possa voltar e fazer muitas fotos (e voltar com elas rs).

Você fez o mesmo roteiro?

Tivemos muita sorte por termos pego tempo estável. Afinal, com o meu preparo físico, era perigoso parar se tivesse tempo ruim de mais kkk.

Parabéns pela sua coragem. Abraço!

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Oi Cláudia!

Parabéns pelo relato, adorei!

Estive em Torres do dia 19/12 - 27/12, também fazendo o Circuito O sozinha.

Fiquei muito feliz em ver suas fotos, pois furtaram a minha câmera em Santiago e acabei perdendo praticamente todas as fotos que tirei no parque =(

Passei alguns apuros em TDP...peguei o Paso J. Gardner com uma tempestade e muuuita neve e estar sozinha me deu um desespero danado! E também no trecho Italiano - Central estava ventando muuuuito e não conseguia nem ficar em pé! Resumindo, cheguei a cair e sai do parque cheia de hematomas e até olho roxo!! ::hahaha::::hahaha::

De qualquer forma, foi uma experiência inesquecível e já estou pensando em voltar! Aquela região tem outras trilhas maravilhosas e quero muito fazer elas!! rs.

 

Abraços!!

 

 

Oi, Talita

 

Obrigada viu! Mas você quem merece os parabéns, encarar essa aventura sozinha, fora os hematomas, você é muito corajosa. Que droga isso de ter a câmera furtada, afinal, além de linda ao vivo, TDP é muito fotogênica e é legal poder guardar as fotos da aventura. Espero que possa voltar e fazer muitas fotos (e voltar com elas rs).

Você fez o mesmo roteiro?

Tivemos muita sorte por termos pego tempo estável. Afinal, com o meu preparo físico, era perigoso parar se tivesse tempo ruim de mais kkk.

Parabéns pela sua coragem. Abraço!

 

 

Oi Claudia!!

Fiz o mesmo trajeto que vocês em TDP, só que depois "emendei" com uma viagem para outros lugares do Chile e Argentina (Mendoza - Aconcágua). Esperava encontrar mais mulheres sozinhas no circuito, mas não encontrei nenhuma! Estava bem preocupada em ir sozinha, porque nunca tinha feito nenhum trekking longo, mas no final deu tudo certo! E o que é TDP, né? Fiquei apaixonada...rsrs.

Quanto ao tempo, tinha lido muito que a Patagônia é realmente instável, porém os guardas me disseram que o tempo que peguei no Paso J. Gardner foi bem atípico para aquela época do ano, tanto que várias pessoas se machucaram. Achei engraçado pois fui mais ou menos um mês depois que vocês e lá tinha infinitamente mais neve do que vi nas suas fotos! Não dava para enxergar as pedras e cheguei a pisar em locais em que a neve ficou no meu quadril, e olha que tenho 1,70 de altura! rs. No dia dos ventos fortes, os guardas do Italiano estavam avisando todos que ia ser perigoso, mas eu não imaginava que seria com aquela intensidade...rsrs.

Outra coisa que me surpreendeu muito foi a atenção do pessoal que fui conhecendo no decorrer dos dias. As pessoas sempre perguntavam se eu estava bem, se precisava de algo. Fora os guarda parques do acampamento Paso, que me deixaram ficar dois dias lá pois viram que eu estava nervosa e machucada. No dia seguinte os encontrei no Grey e me chamaram para jantar com eles e os outros guardas (ceia de Natal), kkkkk. Toda essa atenção e disponibilidade, principalmente dos chilenos me deixou muito feliz e com muita vontade de voltar! Fiquei com vontade de fazer uma viagem para trekkings mais ao sul até a região de Aysen, o problema é que não é uma viagem barata, então demanda um bom planejamento.

Quanto a câmera foi realmente triste! Mas é uma desculpa a mais para voltar...rsrs.

Abração!!

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Oi Cláudia!

Parabéns pelo relato, adorei!

Estive em Torres do dia 19/12 - 27/12, também fazendo o Circuito O sozinha.

Fiquei muito feliz em ver suas fotos, pois furtaram a minha câmera em Santiago e acabei perdendo praticamente todas as fotos que tirei no parque =(

Passei alguns apuros em TDP...peguei o Paso J. Gardner com uma tempestade e muuuita neve e estar sozinha me deu um desespero danado! E também no trecho Italiano - Central estava ventando muuuuito e não conseguia nem ficar em pé! Resumindo, cheguei a cair e sai do parque cheia de hematomas e até olho roxo!! ::hahaha::::hahaha::

De qualquer forma, foi uma experiência inesquecível e já estou pensando em voltar! Aquela região tem outras trilhas maravilhosas e quero muito fazer elas!! rs.

 

Abraços!!

 

 

Oi, Talita

 

Obrigada viu! Mas você quem merece os parabéns, encarar essa aventura sozinha, fora os hematomas, você é muito corajosa. Que droga isso de ter a câmera furtada, afinal, além de linda ao vivo, TDP é muito fotogênica e é legal poder guardar as fotos da aventura. Espero que possa voltar e fazer muitas fotos (e voltar com elas rs).

Você fez o mesmo roteiro?

Tivemos muita sorte por termos pego tempo estável. Afinal, com o meu preparo físico, era perigoso parar se tivesse tempo ruim de mais kkk.

Parabéns pela sua coragem. Abraço!

 

 

Oi Claudia!!

Fiz o mesmo trajeto que vocês em TDP, só que depois "emendei" com uma viagem para outros lugares do Chile e Argentina (Mendoza - Aconcágua). Esperava encontrar mais mulheres sozinhas no circuito, mas não encontrei nenhuma! Estava bem preocupada em ir sozinha, porque nunca tinha feito nenhum trekking longo, mas no final deu tudo certo! E o que é TDP, né? Fiquei apaixonada...rsrs.

Quanto ao tempo, tinha lido muito que a Patagônia é realmente instável, porém os guardas me disseram que o tempo que peguei no Paso J. Gardner foi bem atípico para aquela época do ano, tanto que várias pessoas se machucaram. Achei engraçado pois fui mais ou menos um mês depois que vocês e lá tinha infinitamente mais neve do que vi nas suas fotos! Não dava para enxergar as pedras e cheguei a pisar em locais em que a neve ficou no meu quadril, e olha que tenho 1,70 de altura! rs. No dia dos ventos fortes, os guardas do Italiano estavam avisando todos que ia ser perigoso, mas eu não imaginava que seria com aquela intensidade...rsrs.

Outra coisa que me surpreendeu muito foi a atenção do pessoal que fui conhecendo no decorrer dos dias. As pessoas sempre perguntavam se eu estava bem, se precisava de algo. Fora os guarda parques do acampamento Paso, que me deixaram ficar dois dias lá pois viram que eu estava nervosa e machucada. No dia seguinte os encontrei no Grey e me chamaram para jantar com eles e os outros guardas (ceia de Natal), kkkkk. Toda essa atenção e disponibilidade, principalmente dos chilenos me deixou muito feliz e com muita vontade de voltar! Fiquei com vontade de fazer uma viagem para trekkings mais ao sul até a região de Aysen, o problema é que não é uma viagem barata, então demanda um bom planejamento.

Quanto a câmera foi realmente triste! Mas é uma desculpa a mais para voltar...rsrs.

Abração!!

 

Quando saímos de lá o tempo já estava mudando. Apesar de ter pouca neve, nos poucos lugares que tivemos de passar por ela já afundava uns 30cm. Mas nada comparado ao que passou, deve ter sido mesmo desesperador. Além desse vento maluco. Apesar de viajar só ser libertador e nos tornar mais confiantes, este trekking é bem desafiante, não teria sua coragem. Que bom que no final ficou a vontade de voltar, mesmo com os percalços rs. Como você disse, tem muita coisa pra ver por lá ainda, mas o custo financeiro é exigente. Só resta a expectativa pela próxima!! Abraço

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Ola Claudia, muito legal o relato e muito grato pelas diversas dicas. Ah, sim, muito grato pela planilha dos custos. Olha só, acho que tem uma coisa que não fecha, nos campings:

 

51,63 x 2 = 471,44

 

Abração,

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Adorei o relato parabéns..

Quando ia lendo que vc estava cansada com vontade de gritar chorar me deu um certo medo e fixo pensando que acho que eu gritaria e choraria kkkkkkk

Eu pretendo ir pra lá esse ano em Outubro e juro pra vc que estou morrendo de medo viu, mas eu faria o circuito W e olhe lá ainda kkkkkkk

Eu não conseguiria carregar as coisas como vcs então vou ter que juntar grana pra ficar nos refúgios pq eu tenho problema na coluna e não posso carregar muito peso então será impossível carregar barracas alimentos ....

Vcs deram bastante sorte de pegar tempo bom né....já vi relatos de pessoas pegarem tempestades feias por lá.

Obrigada por dividirem essa experiência com a gente

Abraços

  • Obrigad@! 1

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Ola Claudia, muito legal o relato e muito grato pelas diversas dicas. Ah, sim, muito grato pela planilha dos custohs. Olha só, acho que tem uma coisa que não fecha, nos campings:

 

51,63 x 2 = 471,44

 

Abração,

. Oi, Silvio! Tudo bem? Obrigada, espero que possa ajudar em sua viagem. Em relação ao apontamento sobre os custos, realmente essa não é a conta. É que ocultei algumas células e a conta ficou essa aberração kk. Mas o valor total dos 6 dias que ficamos em campings pagos foi esse mesmo. Paguei tudo com cartão de crédito, pois fiz as reservas pelos sites das empresas. Um estava com preços de baixa temporada e outro não ::hein: . Abraços

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Adorei o relato parabéns..

Quando ia lendo que vc estava cansada com vontade de gritar chorar me deu um certo medo e fixo pensando que acho que eu gritaria e choraria kkkkkkk

Eu pretendo ir pra lá esse ano em Outubro e juro pra vc que estou morrendo de medo viu, mas eu faria o circuito W e olhe lá ainda kkkkkkk

Eu não conseguiria carregar as coisas como vcs então vou ter que juntar grana pra ficar nos refúgios pq eu tenho problema na coluna e não posso carregar muito peso então será impossível carregar barracas alimentos ....

Vcs deram bastante sorte de pegar tempo bom né....já vi relatos de pessoas pegarem tempestades feias por lá.

Obrigada por dividirem essa experiência com a gente

Abraços

Oi, Analy!! Fico feliz que tenha gostado. Mas não fique com medo de ir, vá na fé rs. Prepare-se bem fisicamente, pois ainda tem um tempo até outubro e durante a viagem curta cada passo em TDP. É redundante dizer, mas é um lugar belíssimo e merece que a maior preocupação seja aproveitar a paisagem e não o pouco preparo físico kk. É uma caminhada exigente, mas vale todo esforço. Pegamos um tempo excelente, estávamos acompanhado a previsão e confesso que um pouco assustados com o víamos, mas chegando lá o tempo melhorou e foi una bênção rs. Mas o tempo é imprevisível por lá, a colega que comentou acima pegou um tempo muito diferente, pouco tempo depois que saímos de lá. Torço que pegue bom tempo e aproveite muito, seja qual for o circuito. Como falei, vi idosos e crianças por lá. Eu devo ser muito dramática kk. Beijoo

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Ola, primeiramente parabens pelo relato, muito bom.!

 

Você fez reserva antecipadamente para todos acampamentos ?

Minha intenção era viajar agora em outubro, porem sem sucesso com as reservas. Tem alguma dica ?

Felipe Zanella

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4 hours ago, Felipe Zanella said:

Ola, primeiramente parabens pelo relato, muito bom.!

 

Você fez reserva antecipadamente para todos acampamentos ?

Minha intenção era viajar agora em outubro, porem sem sucesso com as reservas. Tem alguma dica ?

Felipe Zanella

Olá,

Voce tentou os campings? sei que no seu caso esta bem perto... mas eu vou em janeiro e consegui refugio apenas no chilenos... nos demais aluguei a plataforma e a barraca com eles... melhor que nao ir

;)

  • Gostei! 2

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Ola, primeiramente parabens pelo relato, muito bom.!

Você fez reserva antecipadamente para todos acampamentos ?

Minha intenção era viajar agora em outubro, porem sem sucesso com as reservas. Tem alguma dica ?

Felipe Zanella

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    • Por beatrizz
      Queridos mochileiros. 

      É com grande alegria que faço esse relato, pois ele se refere a um dos trekkings que eu mais desejava na vida: Torres del Paine. 
      A minha viagem ao Chile, foi exclusivamente para fazer o Circuito O (deveria ter reservado mais dias para ir a Cafalate e El Chaltén...) e mais dois dias de intervalo em Punta Arenas e Puerto Natales. 
      Em todos os relatos eu falo sobre a facilidade e aprendizado de se viajar sozinho. Mas essa foi minha primeira viagem fora do Brasil sozinha, e estou ainda meio sem palavras para conseguir expressar aqui o que significa. Eu não quero dizer que em alguns momentos realmente não possa se sentir sozinho, isso acontece. Mas eu posso dizer que em 90 % do tempo está cercado de pessoas muito abertas para conversar e trocar ideias. 
      Bom, a primeira coisa que precisa para fazer o Circuito O sem stress é a organização. Pois se pretende vir entre Dezembro e Fevereiro, é alta temporada (bom tempo), e os campings e refúgios ficam cheios. No Circuito O, quase todos os lugares em que você fica tem duas opções para dormir: Camping (com sua própria barraca, ou alugada) ou Refúgio (cama quentinha para quando sentir que merece). 
      Coisas importantes:
      * Imprimir suas reservas,
      * Ter comida suficiente. 
      * Um bom saco de dormir e uma barraca com boa camada para chuva.
      * Uma bota que seja sua amiga.
      * Como eu estava sozinha, e tendo que levar todo o peso (cerca de 14 kg), eu optei por comprar algumas refeições. Nos refugios'campings, eles fazem almoco-cafe-janta (sim, é caro), mas depois de um dia de muitos kms isso vale ouro. 
      Aqui vai o meu roteiro em Torres Del Paine:
      1 dia: peguei um ônibus em Puerto Natales as 07:15 para Torres del Paine (chegamos umas 09:45 na entrada principal). Na primeira portaria você precisa assistir um video sobre as normas do parque, mostrar seu ticket de entrada (ou comprar), é melhor já comprar no site da CONAF e levar o comprovante. Recebe o mapa do parque, e pode pegar um tranfer (3.000 pesos) até o cientro de bien venida (sao 07 km você pode ir caminhando também, eu fui de transfer porque nessa primeira parte não tem nada de mais e você vai precisar de mais energia em outros dias, acredite). No transfer já é possível ver algumas montanhas. 
      Depois de tudo isso, iniciei os primeiros kms do circuito. Camping Serón. Nesse primeiro dia a vista das montanhas ainda é bem restrita, porem passa por florestas e rios com água cristalina. A cor é como se fosse um azul royal, lindo. O terreno em si é tranquilo. Como cheguei cedo no parque e logo comecei a travessia, eu não encontrei ninguém no caminho, tipo nem uma pessoa nos primeiros kms. Ai teve um misto de satisfação com preocupação haha. Mas logo aparecem alguns (poucos). 
      Nesse camping nao há refúgios, quando cheguei era umas 14:00 ainda, normalmente os check in s{ao as 14:30. Começou a chover e ventar um pouco quando estava arrumando minha barraca (chamam carpa aqui). Foi uma noite difícil pois choveu muito e fez frio (cerca de 5 graus).
      Nesse primeiro dia, eu passei muito frio, no outro dia as montanhas aparecerem branquinhas, nevou.
      2 dia: essa caminhada você já começa a ficar mais perto das montanhas, chegando no refúgio Dickson a vista é fantástica. Fiquei em refúgio, porque algo me disse que quando fui fazer a reserva, fiquei muito feliz pois chovia e estava uns 2 graus.
      3 dia:ida até los perros, nesse lugar que você começa a sentir os ventos fortes. Nesse camping não tem refúgio , e só tem banho gelado! O camping fica do lado do rio e abaixo da montanha, tem como ser ruim isso?
      4 dia: foi o dia mais cansativo, porque precisamos passar pelo Paso John Garden, que é uma montanha de gelo. É fantaaastico. Nesse dia tem que sair cedo tipo 6 da manhã, porque no Paso o tempo muda muito e depois das 11 da manhã o pessoal fala que tem um tipo de chuva e vento que não se pode passar, muito perigoso. Até o topo do Paso demora umas 4 horas. E depois a descida mais 4. Eu fui direto ao camping Grey, então foi bem cansativo, mas todo o caminho é maravilhoso. Nesse dia tem a visão do glaciar.
      5 dia: indo para o camping paine grande, contato com a civilização. Aqui você pode se dar ao luxo de uma comida diferente, tem várias pessoas, que chegam aqui e ficam apenas para fazer a trilha até o mirador britânico.
      6 dia: aqui você encontra muitas pessoas no caminho também, ida até o Francés, o Mirador Británico fica no caminho. Você pode deixar a mochila no Italiano e subir mais leve.
      7 dia: ida até o Central.
      8 dia: trilha base de las torres. A trilha em si é linda, muitos rios e pontes. Você passa pelo acampamento chileno e depois desse ponto a trilha fica mais pesada, porque ganha elevação muito rápido.
      Resumo :
      1. Cientro de bienvenida p/ Seron: 13 km, 4 horas.
      2. Seron p/ Dickson: 18 km, 6 horas.
      3. Dickson p/ los perros: 12 km, 4.5 horas.
      4. Los perros p/ Grey: 15 km, 11 horas.
      5. Grey p/ Paine grande : 11 km, 3.5 horas.
      6. Paine grande p/ Francés : 9.5km, 3,5 horas.
      7. Francés p/ Central : 15 km, 6,5 horas
      8. Central p/ ida e volta base das torres: 20 km, 7 horas
      Total de 114 km apx, considerando que essa distância distribuída em 8 dias, não é nada de outro mundo. As trilhas são suuper bem demarcadas, então mesmo se estiver sozinho não vai se perder não.
      Com certeza a Patagônia é o lugar mais fantástico que já estive, porque a energia das montanhas e a conexão com a natureza é algo que não se consegue assim tão fácil.
      Em Punta Arenas cidade vizinha de Puerto Natales, você pode fazer um passeio com empresa especializada e chegar até a Ilha Magdalena e Marta, onde tem os pinguins e Lobos marinhos, é obrigatório pra quem passa por aqui.
      Depois de 3 dias de volta, ainda não consegui voltar, é como se eu ainda estivesse lá. Meu corpo e minha alma ficaram conectados as montanhas de Torres del Paine. 













       











       








    • Por fore
      Introdução
      Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia.

      Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos.
      A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas.
      O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá.
      Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem).
      Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal).
      O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal).
      Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum.
      No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores.
      Obs:
      - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada.
      - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos.
      - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super.
      Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
    • Por casal100
      Esse relato é dividido em cinco partes:
      .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro;
      .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro.
      .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010.
      .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011.
      .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
    • Por SamuelSchw
      Saudações, povo da mochila.
       
      O relato que segue refere-se à uma viagem realizada há um ano atrás (ontem exatos 365 dias que finalizei o Circuito O!). Devido à correria da vida e uma promessa de que parte dele sairia em uma revista de escalada e montanhismo, acabei não publicando antes. Apesar de possíveis mudanças nos preços e regras de visitação, possui uma série de informações relevantes em um texto que lembra um diário sobre essa viagem de 26 dias (de 25/12/2015 a 18/01/2016) passando por Ushuaia, Punta Arenas, Puerto Natales, El Chaltén, El Calafate e ainda uma curta passagem por Buenos Aires. Foram mais de 200 km de trilhas percorridas, sendo o objetivo principal da viagem o circuito O em Torres del Paine. Para ajudar na coleta de informações pelo amigo leitor, aquelas que considero chave ou relevantes estão em negrito.
       
      O relato está dividido em quatro partes: I- Informações Gerais; II- Ushuaia a Puerto Natales; III- Torres del Paine - Circuito O; IV- El Calafate, El Chaltén e Buenos Aires. Caso deseje informações mais objetivas ou não deseje ler a totalidade das palavras e devaneios deste que vos escreve, sugiro ler somente a Parte I e esta planilha resumo, além da Seção “Dicas”, da Parte III.
       
      PARTE I - INFORMAÇÕES GERAIS
      Lembro de quando ouvi sobre e vi imagens da Terra do Fogo pela primeira vez em uma reportagem do Globo Repórter. Tinha uns 12 ou 13 anos e o nome Terra do Fogo me pareceu misterioso, místico, atiçando minha curiosidade. Depois de muito tempo habitando minha mente, a viagem começou a tomar forma. Inicialmente programada para acontecer no final de 2014, uma mudança de emprego e de cidade resultou no adiamento por um ano, mas todo o roteiro já estava traçado, sendo necessário apenas atualizar o orçamento e buscar algumas informações adicionais. A essa empreitada, juntaram-se dois amigos do grupo Trekking Brasília: Luzardo Alves e João Paulo Marques
       
      Passagens
      Como minha família passaria o Natal em Campinas, acabei comprando diferentes trechos de voo: Brasília-São Paulo (ida e volta, Gol), São Paulo-Buenos Aires (ida e volta, TAM), Buenos Aires-Ushuaia (ida, Aerolíneas Argentinas) e El Calafate-Buenos Aires (ida). Os trechos São Paulo-Buenos Aires e El Calafate-Buenos Aires foram adquiridos por pontos, sendo o primeiro um generoso e bem-vindo presente de meu pai que estava com vários pontos acumulados e nenhuma perspectiva de usá-los no curto prazo. O trecho Buenos Aires-Ushuaia custou R$ 850,00.
       
      Dinheiro/Câmbio
      Optei por levar dólares, alguns reais e cartão de crédito. Quando comprei as passagens, o dólar estava na casa dos R$ 3,40 e para meu desespero começou a disparar. Atento às projeções pessimistas, e que se concretizaram, fiz questão de comprar dólares assim que possível e consegui comprar a R$ 3,80. Embora muitos recomendem realizar câmbio em Buenos Aires, essa não era uma opção viável dentro de nosso itinerário. Graças às decisões do Macri de acabar com o controle cambial, a cotação oficial do dólar estava US$ 1,00 = AR$ 13,00, nenhuma discrepância significativa da paralela. No dia 25/12 o real estava bem valorizado ante ao peso (R$ 1,00 = AR$ 4,50). Se fosse possível prever, teria levado reais e ficaria uma manhã apenas para cambiar. Nos dias seguintes, entretanto, o real começou a cair. Na região patagônica, levar dólares ou reais seria equivalente pois o câmbio era R$ 1,00 = AR$ 3,50 e US$1,00 = 12,50 a 13,50. No Chile o câmbio estava em média R$ 1,00 = CH$ 180 e US$ 1,00 = CH$ 650 a 700.
       
      Mochila
      Fui com minha Curtlo Mountaineer 60+15 velha de guerra. Excelente mochila. Para uma viagem como essa e para realizar o circuito O de forma autônoma recomendo no mínimo uma mochila de 60 Litros. Como fui com câmera DSLR, duas objetivas e tripé, os 15 Litros a mais foram muito úteis. Nessa viagem apliquei uma dica que li no livro Manual de Trekking e Aventura, do Guilherme Cavallari para proteger a mochila no avião: colocá-la em um saco. Eu usei um saco plástico grosso, mas pode usar um saco de fertilizante ou de batata. São leves e você pode guardá-lo dobrado na mochila. Como algumas companhias aéreas ou não fornecem mais sacos plásticos para embalar a mochila ou fornecem sacos de litragem pequena, recomendo fortemente para proteger tanto a mochila quanto a capa de chuva.
       
      Transporte Terrestre
      Entre as cidades, viajamos por empresas de transporte, mas é completamente possível fazer essa viagem de carona. Conheci várias pessoas que estavam viajando dessa forma e constantemente revia na próxima cidade alguns cidadãos que vi à beira da estrada. Se o amigo leitor dispuser de tempo e vontade, acredito que valha muito a pena não apenas pela economia, mas pela própria experiência em si
       
      Disponibilizo aqui link para planilha com o roteiro executado, preços, itens levados. Se tivesse mais alguns dias teria ido a Los Antiguos e a Chile Chico.
       
      PARTE II - USHUAIA A PUERTO NATALES
      O voo para Buenos Aires partiu de São Paulo. Antes do embarque aproveitei para passar no posto médico do aeroporto para ter um parecer sobre um calombo que surgiu na minha coxa esquerda, mas que era apenas uma inflamação dos folículos pilosos, exigindo apenas uso de um antiinflamatório (Profenid 100mg ). Esta é a segunda vez que faço uso dos serviços médicos dos postos dos aeroportos e deixo a dica ao amigo leitor. O atendimento é bom e gratuito.
       
      Na sala de embarque encontrei o Luzardo. Partimos de São Paulo no dia 25/12, às 18:30, com uma hora de atraso e chegamos às 20:10 em Buenos Aires, onde encontramos o João. Aproveitamos para fazer câmbio de US$ 100,00 no aeroporto. Luzardo e João pegaram um táxi para dar uma volta em Puerto Madero e eu fiquei no aeroporto. Comi um lanche extremamente caro no piso superior, AR$ 126,00 por uma baguete e uma sprite, e depois fui descansar. Às 4:00 fizemos o despacho das malas e às 5:35 o avião decolou.
       
      USHUAIA
      26/12. Cheguei em Ushuaia às 9:10. João e Luzardo chegaram cerca de 20 minutos depois. Pegamos as malas, um mapa no balcão de informações e, após apreciar por uns minutos a bela cadeia de montanhas que guarda a cidade, tomamos um táxi para nos levar até o Hostel Antarctica ao custo de $115. Recomendo fortemente o Hostel Antarctica. Ambiente legal, equipe atenciosa e acolhedora, boa estrutura e café da manhã reforçado. Destaque para o fato de que o hostel fornece ovos e o hóspede prepara à sua maneira. A diária estava $260 e o público é variado, viajantes solitários, casais jovens e idosos, famílias, uma das quais me permitiu praticar o alemão durante uma boa conversa.
       
      Para esse dia não havíamos planejado nada. Por sugestão do recepcionista do Hostel, acabamos comprando o passeio para a Laguna Esmeralda por volta das 11h, ao custo de $250, ida e volta. Recomendo. É uma trilha leve e o lugar é realmente belo. Quando retornamos ao estacionamento, havia ainda 1h até nosso transfer chegar. Para nossa surpresa, uma senhora que realiza transfers por outra empresa nos viu e ofereceu transporte, de graça e ligou para a outra empresa, e ainda ganhamos croissant e café. De volta à cidade aproveitamos para fazer compras no mercado e garantir nossa janta e almoço para os próximos dias, por preço bem mais em conta que os dos restaurantes.

       

       
      27/12. Domingo. Grande parte das lojas e mercados fechados, o que impediu-nos de comprar a passagem para Punta Arenas. Cedo pela manhã fui efetuar o pagamento do passeio do Beagle Channel (Islas de los Pájaros, Lobos, Farol e descida na Isla Carello) o qual reservei antecipadamente por email com a Canoero (http://www.catamaranescanoero.com.ar/principal.htm) para as 15:30 daquele dia. Aproveitei para pedir desconto, visto que seriam 3 pessoas e consegui baixar de $750 para $700. $50, não muito no total mas já ajudava em alguma coisa. Dei uma caminhada na cidade ainda adormecida e voltei ao Hostel para encontrar os piás e ir ao Presídio.
       
      Presídio. O ingresso custou $150. Já há bastante informação disponível sobre o Museu, me limitarei a dizer que eu gostei e acho um passeio bem válido para se conhecer a história de Ushuaia e da navegação. Detalhe para os mapas e cartas náuticas antigas e a seção dedicada aos Yamanas, povo original da região, já extinto.
       

       
      Beagle Channel. Escolhi o horário da 15:30 por conta da luz começar a perder intensidade nesse horário e não estourar as fotos. No fim, com o tempo nublado ficou ainda melhor. Enquanto esperávamos a partida, Luzardo resolveu brincar que seria fácil fazer novos amigos brasileiros. Ao falar alto “Brasil? Alguém?”, atrás dele havia um brasileiro, Daniel, com o qual fizemos amizade e trocamos ideias sobre os planos de viagem. Ele estava viajando solo, de moto, e iria também para Torres del Paine. Acabou que combinamos dele nos informar por email se as lojas de aluguel de equipamento estariam abertas no dia 01 de janeiro e o preço dos equipamentos. O passeio do Beagle Channel também é bem conhecido e há muita informação disponível a respeito. É um passeio bem tranquilo, padrão, mas vale a pena. O lugar é realmente bonito e instiga a imaginação. O tempo estava fechado e o vento frio. A descida na Isla Carello é interessante para se conhecer o ecossistema e imaginar como os nativos sobreviviam na região. Voltamos à Ushuaia depois das 18 horas.
       

       

       
      28/12. Acordamos cedo para garantir as passagens para Punta Arenas. Pensamos em adiantar 1 dia e sair de Ushuaia em 29/12, para chegar em Puerto Natales no dia 31. Depois de rodar todas as agências de viagem (não existe uma rodoviária com balcões das empresas), tivemos que voltar ao planejamento original e compramos para o dia 30/12. Minha recomendação ao amigo leitor é que compre as passagens para Punta Arenas assim que chegar em Ushuaia, se seu planejamento não for flexível.
       
      Cerro Martial. Como perdemos a manhã, resolvemos deixar o Parque Nacional para o dia seguinte e fomos ao Cerro Martial. Nos juntamos a outra brasileira, Clara, e pegamos um táxi até a entrada ($135). A vista é bacana e o lugar vale uma visita se você tiver tempo, mas não consideraria um must-see. Pegamos um táxi por $120 até o centro de Ushuaia. Sinceramente, acho que teria valido mais a pena dedicar esse dia ao Parque Nacional, pernoitando lá e subindo o Cerro Guanaco, pois achei um dia pouco para o Parque.
       

       
      29/12. Parque Nacional Tierra del Fuego. Tiramos o dia para o Parque. Saímos no ônibus das 10 e pouco, mas recomendo sair no primeiro transfer. O custo foi $370 ($270 transfer + $100 tarifa Mercosul). Fomos até o Correio del Fin del Mundo, para em troca de alguns dólares - 2 ou 5, não lembro ao certo - obter o carimbo no passaporte. Lá vimos a lancha sendo carregada com cartas e postais e deixando a margem do lago. Fizemos a Senda Costera, que margeia a Bahia Lapataia. Entretanto não fomos até Puerto Arias, indo somente até a Laguna Negra e retornando no penúltimo ônibus.
       

       
      PUNTA ARENAS
      30/12. Ushuaia-Punta Arenas. Saímos cedo para pegar o ônibus para Punta Arenas. Os ônibus saem de um pátio na Av. Maipú, entre as ruas 25 de Mayo e Fadul. Nosso ônibus saiu às 5:30. Viagem longa mas com belas paisagens, clipes de músicas românticas e de sofrência que fariam Pablo sentir inveja, e passagens de fronteira com guardas mais preocupados com seu Whatasapp do que com as imagens do Raio X. Chegamos em Punta Arenas perto das 18h e fomos providenciar Câmbio. Há duas casas de câmbio próximas ao ponto de parada do ônibus. Na verdade, ficam na mesma quadra/rua (Colón) da oficina da Bus Sur. Câmbio feito, fomos providenciar a passagem para Puerto Natales na Bus Sur, ao custo de $6.000. Ao lado do balcão da BusSur há um balcão de empresa de turismo. Nosso plano era fazer a Pinguinera clássica (ilhas Marta e Magdalena), entretanto o atendente nos ofereceu o passeio do Pinguim Rei, dizendo que era mais completo, sendo possível avistar lobos marinhos e baleias. Enquanto a Pinguinera custava $35.000, o passeio do Pinguim Rei custava $60.000 ($12.000 são pagos na entrada da reserva). Com certa relutância mas confiando no vendedor, acabamos comprando o passeio do Pingüim Rei, que na verdade, se mostrou não um passeio mais completo, mas um completamente diferente da Pinguinera e da propaganda feita. Explicarei nos próximos parágrafos.
       
      Saímos da BusSur e fomos em direção ao hostel que havíamos reservado, o Samarce House. Depois de andarmos alguns bons minutos e não encontrarmos, resolvemos pedir ajuda em uma lavanderia. A dona da lavanderia foi bastante solícita, tentando inclusive ligar para o hostel, sem sucesso. Ao ver a foto da fachada do Hostel, ela percebeu que se tratava de uma casa ali perto e descobrimos que o endereço na internet estava errado. O Hostel fica, na verdade, na Av. España, 940. Ao chegarmos achamos o local com cara de abandonado, uma perfeita casa para um filme de suspense ou terror, mas o lugar é aconchegante e limpo. O café da manhã é reforçado, servido, pelo menos num dos dias que lá ficamos, pelo próprio senhor Samarce, um sujeito simpático e conversador. A diária lá custou $11,000. Recomendo!
       
      Deixamos as malas e pegamos um táxi ($2000) até a zona franca, pois pensávamos em comprar alguma coisa, mas só compramos o gás para Torres del Paine. Confesso que esperava maior variedade de marcas e produtos, mas algumas coisas realmente valem a pena lá, como por exemplo, as barracas Doitê. Aproveitamos e fomos ao mercado ao lado comprar a janta e suprimentos para Torres del Paine, e saímos de lá no fim do expediente. A essa hora há poucos táxis e poucos ônibus. Felizmente demos sorte de encontrar um taxista ainda no estacionamento e voltamos até o centro da cidade ($2350). De lá seguimos a pé até o Hostel e por lá ficamos.
       
      31/12.
      Eram por volta das 7:30 quando o ônibus que nos levaria à pinguinera chegou. Fomos muito bem recepcionados pelo motorista e dono da agência, um sujeito bonachão, simpático e divertido, e o guia. Passamos buscar os demais participantes e aí seguimos. Como mencionei acima, este é um passeio completamente diferente do oferecido pelo vendedor, e completamente diferente da Pinguinera das ilhas Marta e Magdalena. O passeio foca em dois temas: a história do povo Selknam, um dos povos originais da ilha e exterminado pelos colonos, e no Pinguim Rei. É de fato interessante, mas passa-se muito mais tempo na van do que qualquer outra coisa. Cruza-se novamente o Estreito de Magalhães e retorna-se à Isla Grande de Tierra del Fuego, em direção ao município de Porvenir, onde há um pequeno mas interessante museu. Lá o guia contou sobre a história da região, realmente interessante, mas pesada e sanguinária e não consta nas páginas oficiais do Chile. O povo Selknam foi exterminado com direito à caçada e troca de orelhas, cabeças e seios por dinheiro, tendo a última representante falecido nos anos 60 ou 70. De lá segue-se para a Reserva do Pingüim-rei, com uma parada em uma panificadora, onde comprei uma deliciosa empanada por $1000. A partir daí é estrada e mais estrada, até chegar na reserva, que é privada. O pinguim-rei (Aptenodytes patagonicus) está voltando a colonizar a região da Bahia Inútil após ter sumido devido à caça e captura. Os bichos são realmente belos, sendo a segunda maior espécie de pinguins, atrás apenas do pinguim-imperador, (aquele do filme Happy Feet). Ao contrário da pinguinera clássica, aqui há cercas que delimitam a área onde o turista pode ficar, sendo impossível o contato direto com os animais, o que é positivo para não prejudicar a recolonização e não influenciar o comportamento ou saúde dos animais De lá, retorna-se para Punta Arenas, cruzando novamente o Estreito, o que dessa vez foi recompensador pelos vários golfinhos-de-commerson (Cephalorhynchus commersonii), com seus saltos e mergulhos sincronizados. Minha opinião sobre o passeio: É um passeio interessante, mas caro. Se o amigo leitor dispõe de tempo e dinheiro, ou quer muito ver essa espécie, que vá, pois é uma oportunidade única de vê-la. Caso tenha apenas um dia, como nós, e seu objetivo é chegar mais perto dos animais e tirar selfies, o passeio das ilhas Marta e Magdalena valerá mais a pena, além de ser $25.000 mais barato, um dinheiro que faz falta numa viagem. (http://www.pinguinorey.com/index.php ; http://turismoselknam.cl/)
       

       

       

       
      Retornamos a Punta Arenas próximo das 20 horas. Depois de tomar banho e descansar um pouco, começamos a pensar no que faríamos na noite de Reveillion. Decidimos por jantar e depois ir para a festa de virada na avenida. Entretanto, não foi fácil encontrar restaurantes aberto e com mesas disponíveis, pois os poucos necessitavam ter feito reserva. Acabamos encontrando o Submarino Amarillo, na Colón, e por lá ficamos. O local é um bar e restaurante, e também hotel, com temática rock´n´roll clássica e recebe apresentação de bandas. Pedi um salmão com purê de batatas e uma coca-cola, ao custo de $11.700. Indico o lugar.
       
      Saímos do bar rumo à concentração de pessoas. O clima no local estava agradável, bastante familiar. No microfone, o mestre de cerimônia animava o público, perguntando volte e meia quem iria “carretear hasta las 5 de la mañana”, ao que o povo respondia alegremente. Depois da contagem regressiva, dos fogos e da comemoração, uma banda local animou a festa, tocando inclusive IlarilariÊ. Para nossa surpresa e contrariando o discurso anterior, às 1h da manhã a música cessou, o mestre de cerimônia encerrou a festa e o povo foi para as suas casas. Voltamos ao hostel, arrumamos as mochilas e dormimos.
       
      PUERTO NATALES
      Partimos de Punta Arenas rumo a Puerto Natales no ônibus das 10 da manhã e chegamos por volta das 13:30. Assim que desembarcamos, fizemos o que todos devem fazer de imediato: providenciar o translado até o Parque Nacional. Apesar de termos planejado iniciar o circuito pela manhã do dia 02, decidimos pegar o ônibus das 14:30 para Torres del Paine, pois ainda precisávamos comprar mantimentos. Tomamos essa decisão tranquilamente pois durante a viagem de Ushuaia para Punta Arenas um holandês que havia feito o O confirmou que, mesmo indo ao parque no ônibus das 14:30, era totalmente possível completar o primeiro trecho ainda com luz. Conseguimos por $12000 negociando na Via Paine (O preço normal é $15000). Negociando desconto em outra empresa, me responderam sarcasticamente que se eu não quisesse comprar não teria problema, pois os ônibus sempre partem cheios, outros comprariam. . De lá caminhamos até nossa hospedagem, Hostal San Augustin, o qual não recomendo. A diária custa $13.500, com café da manhã fraco. O lugar não é ruim, é limpo, confortável, mas o tratamento é péssimo. Além disso, só faltava cobrar para respirar. Cobravam $500 ou $1000 pesos por dia, por mala no locker room. Existem opções melhores, como por exemplo, o Lili Patagonicos, no qual fizemos reserva para quando regressamos do Parque e o qual recomendo fortemente. O preço é $12.000 em quarto com 4 camas e banheiro, café da manhã bastante reforçado, wifi. Ótima estrutura e atendimento. Além disso, o locker room é gratuito e nos permitiram deixar o resto da bagagem lá enquanto percorriamos o Circuito O, obviamente com pagamento de 50% da diária. Lá eles também alugam e compram bons equipamentos para trekking por um bom preço.
       
      Almoçamos no Restaurante Marítimo ($9.250 o prato principal mais bebida). Lá também é servido menú completo por $4.000. Recomendo, assim como recomendo outro restaurante, o Carlitos, que serve um Menu mais saboroso e reforçado por cerca de $5.000 se não estou enganado.
       
      Depois do almoço no dia 01, fomos até a Kallpamayu, loja na qual reservamos por email a barraca que levaríamos para Paine. A loja é boa e foi uma das que me passou mais confiança. Pegamos uma Doité Aconcágua para 3 pessoas, por $ 6.500,00 o dia (depois de negociar). A barraca era grande o suficiente para nós três e seria uma boa casa para os próximos 7 dias, além de que dividiríamos o peso.
       
      No dia 02 pela manhã aproveitamos para comprar o restante dos mantimentos e eu aproveitei para comprar um capacete de escalada também na Kalpamayu, pois o preço estava compensando. Para quem está procurando equipamentos, os preços são bem convidativos. Almoçamos no Carlitos e às 14:30 partimos para o Parque.
       
      CONTINUA...


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