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Olha eu na Colômbia - Um relato de viagem sobre um país chamado amor.


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Dia 06 - Um dia que valeu por um mês.

 

Depois de uma boa noite de sono acordamos cedo para tentar aproveitar o máximo do único dia que teríamos em Bogotá. Infelizmente o Fabinho piorou durante essa noite e não tinha a menor condição de sair bater perna. Ele e a Cris acharam melhor ficar no hostel e depois do café da manhã (não estava incluso mas pagamos por fora) eu e o Vini saímos em busca de desbravar cidade.

 

Na recepção do hostel nos entregaram um mapinha e nos deram as primeiras coordenadas para chegar a Plaza del Chorro de Quevedo. A praça em si não é o atrativo, mas atrás dela fica a Carrera 2, uma ruela bem estreita cheia de grafites nas paredes. Uma graça! Vale super a pena atravessar.

 

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Seguimos pela Carrera 2 ( e depois pela 3) até o Parque de Los Periodistas – nada mais é do que uma grande praça com uma estátua do tão cultuado Simão Bolivar. Ao lado dessa praça segue um curso de água, subindo na direção dele que se chega até o Monserrate... subimos subimos.. subimos mais um pouco e chegamos ao pé do Monte. Aqui nossa primeira boa surpresa, apesar da fila grande (que andam bastante rápido) nos domingos os preços são mais em conta! Eu realmente não lembro os preços mas nos domingos é mais barato.. então se você passar alguns dias na cidade deixe para fazer o passeio no domingo!

 

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Existem três formas de subir/descer o Monserrate. A primeira é a pé, não sei onde fica e qual o comprimento da trilha, mas sei que existe essa opção pois você pode comprar o ticket só de um trecho logo é possível fazer a pé. E os dois meios pagos são o bondinho e o funicular. Na prática um é preso por cabos e outro por trilhos. O preço é o mesmo mas a fila do bondinho é maior. Mesmo assim optamos por subir pelo bondinho. A subida é relativamente rápida, talvez leve uns 5 minutos, não muito mais.. e a vista é um espetáculo. Lá de cima então você não consegue parar de admirar a cidade.

 

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Meu pulmão de fumante sofreu um pouquinho, afinal no topo no Monte chega-se ao 3152m de altitude mas nada de mais! Foi a oportunidade de entender o que todo mundo fala aqui nos relatos de falta de ar em lugares bem mais altos do que eu estava haha

 

Dentro da igreja estava tendo missa então não achei educado entrar para fotografar. Em vários momentos da viagem quando passamos por igreja optamos por não entrar em respeito a missa, eu e meu marido não somos praticantes mas qualquer templo (independente da religião) merece ser respeitado.. ao meu ver, MUITO particularmente falando, acho desrespeitoso entrar nos tempos para fotografar enquanto está tendo missa/culto/gira ou qualquer ritual.. mas isso é uma questão muito minha, perco de ver como é dentro, mas por mim.. tudo bem!

 

A infra-estrutura em cima do monte é fantástica, (diria até demais). Lá em cima existe restaurante, um centro de informações turísticas – onde aproveitamos para pegar mais um mapa! - e toda uma estrutura como banheiros e lanchonete. Para a decida optamos por usar o funicular. Assim conhecemos as duas formas e não pegamos toda a fila do bondinho.

 

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Saímos e, com o mapa na mão, fomos atrás do Museo do Oro que eu estava desesperada para ir haha Mas, muito perto do pé do Morro há uma casa muito bonita, que até tínhamos reparado na subida e decidimos passar na frente na descida.. no final das contas foi o primeiro Museu do dia... a Casa Museo Quinta De Bolívar. A casa, que hoje é um museu foi uma das residências onde Simon Bolivar morou enquanto viveu na Colômbia e foi transformada em museu contando um pouco da história de seus Ilustre morador. A entrada? Free!

 

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Voltamos pela mesmo rua com o riacho e atravessando o Parque de Los Periodistas entramos no Café Juan Valdez. Já tinha visto em um monte de lugares e estava precisando de um café dos bons. Delícia!

 

Mais uma conferida no Mapa e seguimos pela rua lateral do café por duas quadras até o Museo do Oro. Essa era uma parada obrigatória para mim e eu estava radiante! Na fila, não muito longa mas também não muito rápida recebemos uma segunda informação maravilhosa. Domingo a entrada é Free! Os olhos até lacrimejam de amor haha! O museu é enorme e monotemático mas se você não gosta tanto assim de ouro o da história do ouro Colombiano não se preocupe. Existem áreas interativas, áreas com multimídia e o passeio não vai se tornar monótono. Ficamos no museu por um booom tempo, entretanto passar e ler todas as plaquinhas de todas as salas e corredores ocupariam muito de nossas preciosas horas em Bogotá então passamos por todos as galerias mas em um ritmo um pouco mais acelerado do que o ideal.

 

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Saindo do Museu atravessamos a praça Parque Santander e seguimos em direção ao Banco de La Republica, o banco fica em frente a Iglesia de San Francisco, que é anexa ao Palacio de San Francisco. Nessa região da Candelária você vai ver uma igreja ao lado da outra assim como muitos e muitos museus. Quem me dera ter mais tempo para entrar em todos os lugares! Enfim. a Igreja fica no inicio da Carrera 7 e que aos domingos é fechada para carros e vira uma grande praça pública com apresentações de música e todos os tipos de artistas de ruas + vendedores ambulantes.(DEUS COMO VOCÊ FOI BOM EM ME COLOCAR EM BOGOTÁ EM UM DOMINGO).

 

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Seguimos 3 quadras por essa rua e chegamos aos fundos do Palácio da Justiça, aqui vai um dica linda! Entre por esse lado e atravesse o Palácio por dentro para chegar na Plaza de Bolívar. Você ter uma visão maravilhosa da praça e a entrada nessa área é fechada pelo lado da praça. (Não fizemos nada proibido, mas éramos os únicos lá em cima, e o guardinha não deixava as outras pessoas subirem!)

 

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Nessa panorâmica, da esquerda para a direita.. EU haha, a Catedral Primada, Capela del Sagrado, Capela Arcebispal, ao fundo Capitólio e do lado direito a Alcadia Mayor. É muita coisa para absorver em 1 praça só! Haha Ficamos um bom tempo por ali tentando capitar cada detalhe da praça em meio a uma multidão de gente andando para um lado e para o outro.. saímos pelo mesmo lado que entramos (o guarda não deixava subir, mas também não deixava descer haha) e caminhamos pela praça..

 

Terminamos de atravessá-la e seguimos pela Carrera 7 até um dado momento e quem tem uma barreira policial, trata-se da área presidenciável do país, então você precisa abrir a bolsa e se deixar ser revista para seguir pela rua.. não tem fila nem confusão nem absolutamente nada. Super tranqüilo. Ali passamos pelo Senado e pela Casa de Narinõ, a sede administrava do país. Existe um tour guiado e dá para agendar pelo site do governo o passeio (http://visitas.presidencia.gov.co/web/CasaNarino.aspx), mas não estava entre nossas paradas.

 

Ainda seguindo a Carrera 7 fomos até a Igreja San Agustin, essa estava sem missa no momento e que presente foi poder conhece-la por dentro! Um espetáculo! Viramos na Carrera 7 para a Calle 7 e passamos pelo Museo Francisco Caldas e pelo Batalhão do Exército.

 

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Seguimos pela Carrera 8 no sentido contrário, passando pelo outro lado da Casa de Narinõ, pelo Museo de Artes y Tradicionales Populares, pelo Observatório Astronômico, pelo Museo de Santa Clara.. até chegarmos novamente no Capitolio Nacional na Plaza de Bolivar. Viramos a direita na Calle 10, passando pelo Moseo de Arte Colonial de Bogotá, o Palacio de San Carlos e o Museo Militar de Colômbia..

 

Era tudo muito perto, quase que um do lado do outro, mas nessas horas já deveriam ser perto das 16:00 da tarde e estávamos só com o café da manhã e o café do Valdez no estômago. A fome estava apertando, estávamos levemente perdidos e a gente precisava chegar no Museo del Banco de La República até as 16h30 pois é o ultimo horário para entrada no museu aos domingo. (É onde fica o Museo do Botero e não existia a possibilidade de não irmos.)

 

Paramos dois minutos, olhando o mapa e descobrimos que tínhamos virado 1 rua antes só haha na saída da Plaza Bolivar viramos na Calle 10 ao invés da 11. Demos uma acelerada no passo e chegamos a tempo!

 

O Museo del Banco de La República é na verdade um complexo de exposições incluindo o Museo do Botero que custa exatos ZERO dinheiros para entrar! *-* Lá dentro tem um café, caro e com poucas opções e eu mesmo já fagocitando meu estômago acabei não pedindo nada, só compramos umas bolachinhas de nata/manteiga para enganar a fome e fomos ao museu.

 

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São inúmeras salas com 123 obras do Botero, entre pinturas e esculturas e mais 85 obras de outros artistas entre eles: Pierre-Auguste Renoir, Claude Monet, Pablo Picasso, Joan Miró, Salvador Dalí. Para que gosta de arte, é um sonho, para quem não gosta é maravilhoso também. Dá para perder horas e horas ou passar rapidinho.. optamos pela primeira opção e ficamos lá quase duas horas até a fome estar destruidora.

 

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Não sei exatamente que horas eram.. mas o café do museu fechava as 18h00 já não estava aberto e o problema é que não tinha NADA para comer na região, nenhum barzinho, um restaurante um boteco um lugar sujo.. nada haha saímos do museu e fomos caminhando em direção ao hostel (que era 3 quadras dali) e encontramos uma salvadora ambulante vendendo Obleas (waffers bem finas recheadas daquilo que você quiser) eu e o Vini, em nossa santa inocência comemos um só porque já iriamos jantar.. nossa idéia era ir pra o hostel, chamar o Fabinho e a Cris para jantar e irmos em algum lugar.

 

 

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Acontece que chegamos no hostel e o Fabinho estava ainda bem mal, eles tinha comida a pouco tempo.. então decidimos pedir uma pizza mesmo e comer no hostel afinal passamos o dia todo longe deles e também estávamos cansados.. Pedimos e esperamos.. esperamos.. esperamos e nada, o Vini foi na recepção e pediu ajuda do recepcionista para ver se tínhamos pedido certo, ele ligo lá e disseram que estava a caminho..

Esperamos.. esperamos.. esperamos.. e nada de nada. Já começou a me dar um desespero haha já estava tarde para sair jantar, eu estava morta de cansada do dia todo caminhando, e nada da pizza. Nosso vôo de volta para casa sairia (veja que eu falei SAIRIA) as 4h15 da manhã, a gente precisava comer e dormir para acordar as 2h30 haha enfim a pizza não chegou e dormimos com fome... Na verdade eu dormi, o Vini ficou vendo um jogo de futebol americano na sala disse que as 2h00 tomava um banho e acordava a gente.. e assim o fez.

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  • 4 semanas depois...
  • Colaboradores

OPaaaa

Ja salvei esse relato pra me servir de guia :D

Quero fazer um roteiro quase igual ao seu, só devo acrescentar Santa Marta, Tayrona, Guatape e Zipaquirá

Tenho uma duvida qto ao clima, me ajude please ::hãã2:: Uma época que eu andei lendo por aí pra evitar a Colombia é outubro, dizem q chove demais. Tenho possibilidade de ir em agosto, que parece ter um clima bacana, ou então no final de outubro, justamente nos dias q vc foi. Como vc me relata o clima nessa época qto a chuva, parece q nao atrapalhou seus passeios né? Calor e frio a gente dá um jeito de esquivar mas chuva o dia todo é ::vapapu::

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  • Membros

Oiii!! Que bom que gostou :)

Pretendo fazer relatos melhores (com valores e dados mais concretos, no futuro!)

 

Eu peguei muito calor muito mesmo todos os dias, em Cartagena era calor até demais! Chuvas só em Cartagena em dois momentos, uma só um chuvisco e outra bem estilo chuva de verão, forte e rápida!

Em Bogotá amanheceu com neblina e gelado, mas logo o tempo abriu e fez calor também, não tanto quanto Medellín ou Bogotá.

 

;)

 

Não sei se tive sorte, mas o clima ajudou muito!

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  • 3 meses depois...
  • Membros

Boa noite Amanda,

 

Obrigado pelos seus relatos, peguei bastante informações sobre Medellín e Bogotá. A respeito da segurança nessas cidades, o que você achou? Achou as cidades tranquilas e seguras? Outra coisa, esse mapa que você menciona de Bogotá é daqueles turísticos ou mapa "normal" mesmo?  

 

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  • 2 semanas depois...
  • Membros

@muriloom 

 

Oi Murilo, 

 

Sobre segurança o tempo todo me senti muito bem. O único lugar mais tenso foi quando chegamos a noite em Bogotá, como ficamos na parte antiga da cidade as ruas são estreitas e mal iluminadas, então dava um pouco de receio, mas de dia, vimos que não era nada disso.

Medellin é muito tranquila, Cartagena mais ainda.

O mapa é turistico, metade da cidade tem para distribuir, no hostel/hotel que você ficar com certeza terá.

 

Desculpe a demora pra te responder, espero que ainda dê tempo de ajudar!

 

Boa viagem, aproveite!!

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    • Por arielbrothers
      Olá!
      Minha esposa e eu recentemente lançamos um blog de relatos das nossas viagens pelo mundo, em formato meio que de diário, mas também com posts com informações das nossas viagens como preços das atrações, transportes utilizados e mapas percorridos em cada dia. Para quem quiser conferir, o endereço é osmochilinhas.com, mas pretendemos publicar na íntegra os relatos aqui no blog dos mochileiros também. Terminamos a pouco o nosso relato de 35 dias que passamos no sudeste asiático em 2016, que você pode conferir aqui.
      Iniciamos agora nosso relato dos 14 dias que passamos na Colômbia em 2017, entre Cartagena, Medellin e San Andrés. Espero que gostem dos relatos e que ajudem outro viajantes que pretendem conhecer a Colômbia a planejar a sua viagem. Segue então:
       
      COLÔMBIA 1º Dia - Chegando à Cartagena (24/04/2017)
      Entre 2016 e 2017 houve uma explosão de promoções para Cartagena e San Andrés pela Copa Airlines. O preço mais baixo foi de 600 e poucos reais ida e volta de São Paulo. Saindo de Porto Alegre, chegando em Cartagena e saindo por San Andrés conseguimos no fim por pouco menos de 900 pilas para abril de 2017.
      Saímos na madrugada do dia 23 de abril de Porto Alegre e chegamos em Cartagena na manhã seguinte, fazendo ainda uma conexão de 20 minutos no Panamá, que achávamos que seria correria mas no fim foi bem tranquila.
      No pequeno aeroporto de Cartagena, trocamos um pouco de dinheiro para pagar nosso transporte até o hostel. Como na casa de câmbio só haviam nos dado uma nota grande, tivemos que trocar por menos já que havíamos lido que o ônibus em Cartagena custava 1.000 pesos colombianos (CUP) (na época 1.000 pesos equivaliam mais ou menos a 1 real). Para isso, dentro do aeroporto mesmo compramos um sorvete e já de primeira percebemos como a Colômbia é um país muito barato. 1 Sorvete, dentro do aeroporto, que no Brasil não sairia por menos de 10 reais, pagamos 3 pilas! E ainda por cima um daqueles "chiques" com cobertura de chocolate quente e tudo mais.
      Sorvetinho diferentão e baratíssimo
      Havíamos lido que, saindo do aeroporto, se andássemos uma quadra pra frente, avistaríamos uma avenida onde passavam os ônibus de linha que poderíamos pegar para o nosso hostel, que ficava dentro da cidade murada, ou melhor, ciudad amurallada. Acontece que chegando na tal avenida, não avistamos nada parecido com uma parada de ônibus e nem vimos ônibus passando. Fomos de uma ponta a outra e nem sinal. Entramos então num mercadinho para perguntar sobre o tal ônibus e nos falaram que para ir até a cidade murada, teríamos que pagar o "táxi coletivo", um táxi compartilhado com tarifa fixa de 5.000 pesos para os dois. Avessos à táxi que somos, entramos em mais um mercado e uma farmácia para perguntar e todos deram a mesma instrução, pegar o táxi coletivo, então foi o que fizemos. A pegadinha aqui é que não tem diferença dos táxis comuns para os coletivos, a diferença é como você pede ele. Fomos bem instruídos por todos os comerciantes que, ao passar qualquer táxi, tínhamos que levantar o dedo indicador e gritar "colectivo" para deixar claro para o taxista que queríamos o valor coletivo e não taxi privado. E deu tudo certo, fomos deixados dentro da cidade murada em uns 20 minutos de corrida por meros 5 pilas.
      Ao descer na muvuca da cidade murada, nos deparamos com mais uma característica marcante de Cartagena: o calor insuportável. Calor insuportável mesmo, do tipo que nunca havíamos sentido, e isso que Porto Alegre no verão é a filial do inferno. Aquele calor úmido que tu é obrigado a entrar em algum lugar com ar condicionado de tempos em tempos sob o risco de começar a ter tonturas da desidratação.
      Demoramos um pouco a se encontrar dentro das ruelas da cidade murada (na verdade não chegamos a nos encontrar nunca), todas estreitas, igualmente belíssimas com suas casas coloniais disputando qual ostenta as flores mais coloridas nas suas varandas (inclusive há uma competição aqui de verdade que premia a casa mais decorada) na região mais turística de Cartagena, e aqui vale a pena começar a falar um pouco sobre essa cidade histórica:
      Cartagena ainda é um dos principais portos das Américas. Aqui por exemplo, é onde saem as balsas que atravessam o estreito de Darién, único trecho sem estradas da Rodovia Panamericana, estrada que liga o Ushuaia ao Alasca. Dito isso, a Ciudad Amurallada é o "local para se estar em Cartagena". Museu a céu aberto, dentro das muralhas concentram-se as principais igrejas da cidade, praças, além de infinitas opções de hospedagem, dos mais variados tipos e preços. O bairro Getsemani, que depois descobrimos ser o bairro com a melhor noite de Cartagena, e que fica do ladinho da muralha, também é ótima opção para se ficar, mas os preços não mudam muito. Há também a região "das praias", Bocagrande, mais elitizada, com prédios altos modernos e apelidada de "Miami" da Colômbia.
      Depois de se perder um pouco e ter a sensação de passar 10 vezes na mesma rua, finalmente achamos nosso hostel, o Casa Roman, quase na esquina da entrada da ciudad amurallada, onde fica a instagramável Torre del Reloj. Este hostel na época estava recém inaugurando, então estava com um preço absurdo de barato (15 reais o quarto com 8 pessoas), no entanto, não possuía cozinha na época e ainda estava meio com as instalações não totalmente prontas (hoje eles já dão café da manhã e tem até piscina!), mas como eles queriam angariar clientes, o atendimento era excelente e deixavam o ar condicionado no quarto ligado 24 horas, coisa rara nos hostels por aqui (e que faz muita diferença!).
              Entrada principal da cidade murada, a Torre do Relógio
      Como ainda era cedo pro check-in, deixamos nossas mochilas no hostel e fomos procurar um lugar para almoçar. Primeiro fomos trocar dinheiro e recebemos a dica de fazer o câmbio nos fundos de uma joalheria que ficava bem embaixo do nosso hostel, e foi a melhor cotação que conseguimos em toda Colômbia disparado! Mais um ponto pro hostel. Não estávamos ainda habituados com os preços e como funcionava os restaurantes colombianos, então entramos no primeiro que vimos com um tiozinho chamando os fregueses na porta e que era bem caseiro e achamos que era um preço bom, numa ruazinha dentro da cidade murada, o equivalente a 12 reais por pessoa. Mal sabíamos que dava pra almoçar por menos e, se tiver com pouca fome, dá pra pedir só um prato para os dois, pois os almoços na Colômbia são sempre nesse rito: tem a sopa de entrada, a comida farta e mais um suco "de açúcar" no fim, tudo incluído.
      Almoço farto, sempre acompanhado de suquinho doce e sopa de entrada
      Depois do almoço então, começamos "oficialmente" a desbravar a ciudad amurallada, que é um lugar para conhecer sem pressa. Cada esquina você se depara com um monumento, uma igreja histórica e conservada, uma pracinha, isso sem contar as casas coloniais coloridas com suas sacadas todas decoradas com flores e ornamentos.       Belíssimas ruas da cidade murada de Cartagena
      Só tem que tomar cuidado para não se desidratar com o calor, por isso, fomos "obrigados" a parar em cada esquina para nos hidratar com as fraquinhas (mas boas) cervejas colombianas. Cervejas colombianas são duas as principais: a Aguila, bem aguada e mais barata (2 reais a latinha) e a Club Colombia, mais encorpada, com versões red, black e gold, mais carinha (2,50 a latinha). Ambas são fraquinhas, perfeitas para tomar no calorão.       Se "hidratando" nas ruas de Cartagena. Na primeira foto um bar todo com motivos soviéticos, que fomos no outro dia, muito legal.
      Outra coisa muito legal que tem por lá em abundância, igual ao que já tínhamos presenciado no sudeste asiático, são as barraquinhas de rua vendendo frutas em potes, já descascadas e com um palito, prontas pra tu sair andando e comendo: melancia, mamão, manga, abacaxi, morango e mais algumas típicas da Colômbia. Tri bom para espantar um pouco o calor, e saudável ainda por cima, coisa que não sei porque não vemos aqui no Brasil. Ah! E preços do tipo que: a fruta mais cara custava 2 reais. Fomos caminhando em direção ao mar, já se preparando para vermos o por do sol no oceano. Nessa parte da muralha que fica voltada para o mar, você consegue subir nela e caminhar por um trecho bem longo apreciando um visual incrível da baía e da própria muralha, que é fantástica e muito bem conservada neste trecho!
            Passeando por cima da muralha. Na primeira foto, que será que fazem ali naquela casa?
      Ao longo da muralha foram mantidos vários "canhões" conservados também que dá pra dar uma ideia do espaço de mira que tinham os espanhóis para alvejar os barcos invasores, além de várias "guaritas" de controle da costa.           Depois de caminhar um grande trecho da muralha, sentamos na beiradinha do muro para apreciar um pouco o movimento na costa, dando uma primeira conferida no mar do caribe e assistindo uma gurizada de colégio jogando um futebolzinho e usando a muralha de goleira.
        Curtindo a costa de Cartagena
      Quando começou a baixar o sol, sentamos para tomar uma cerveja no famoso bar que fica em cima da muralha, famoso por ficar num local privilegiado para assistir o por-do-sol, o Café del Mar.   Parte da muralha onde fica o Café del Mar. Ao fundo os prédios do bairro de Boca Grande, apelidado de Miami da Colômbia.
      O lugar é elitizado e não vale muito a pena não. Daria para comprar umas cervejas no mercado e assistir ao pôr-do-sol do mesmo jeito uns 500 metros mais a frente na muralha de graça.     Café del Mar
      Tomamos só umas duas Club Colombias a 6.000 pesos cada e assistimos o espetáculo que é o por-do-sol no mar em Cartagena, contrastando com as muralhas já se iluminando e os prédios de Bocagrande ao fundo. Sensacional!   Por do sol de Cartagena
      Já noite e ainda um calor infernal, demos mais uma volta dentro da cidade murada que está sempre bem movimentada, então dá pra caminhar tranquilo qualquer hora do dia.       Torre del reloj à noite
      Costeando a parte leste da muralha, parte que já não existem mais muros, voltada para a a Avenida Venezuela, lugar que dizem ser um pouco perigoso mas que não achamos não e acho que esse preconceito é só porque é um lugar mais "centrão", com muitas galerias e com lojas de roupas de "procedência duvidosa" e frequentado mais por moradores do que por turistas, encontramos um supermercado que vendia latinhas de ceva geladas por 1 real! Dessa vez tratamos de decorar a rua para poder voltar sempre hehehe. Chegando no hostel, fomos tomar banho para se refrescar e, para nosso desespero, o chuveiro, e isso que lá em Cartagena não existe chuveiro elétrico (acho que nem nunca precisaram por lá) saía água quente, um horror! Dava mais calor ainda.
      Fim da noite tentamos ficar um pouco na área comum do hostel mas era impossível, na época não havia ar condicionado ali, então, sem condições de aguentar o calor.
    • Por flrc888
      Saudações Amigos!
      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. 
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. 
      Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz

       
      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
      A VIAGEM
       
      Santa Cruz de la Sierra
      Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus.
      Foto: Chaga em Santa Cruz

       
      Foto: Coincidência, boliviana com a tatoo com meu nome.  

       
       
      La Paz
      Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade.
      Do taxi ao Uber, tudo muito barato. Deliciosas sopas, empanadas e sal tenhas. Fiquei no Llmas Hostel, próximo a praça Espanha e teleférico. Passei mal, uma forte dor de cabeça, mais nada que Sirochi Pill não resolvesse. Encontrada em qualquer farmácia custa cerca de R$2.00. Fui a todos os parques, praças, miradores e no teleférico. Na noite fui a disco chamada fórum. As pessoas são muito preconceituosas com a Bolívia, La Paz é bonito e seguro.
       
      Foto: Teleférico La Paz

      Foto: sopa de Fidel com Maní

      Copacabana
      O lago titicaca é fantástico, a cidade é pequena e acolhedora. Fiz o passeio na Ilha do Sol. Paisagens perfeitas.
      Foto: São Pedro de Tiquina

       
      Foto: Lago Titicaca (Tirada por mim)

      Cusco
      Em Cusco os preços sobem um pouquinho. Pra economizar é só fugir da rota turística e ir a mercados e restaurantes frequentados por nativos.
      Recomendo o passeio ao Vale Sagrado. Cerca de R$70,00 com almoço buffet. Se conhece as Salineiras, Olaytaitambo, e muita histórias e ruínas do povo Inca.
      Machu Pichu é caro. Recomendo ir de Van até a hidrelétrica, seguir a pé até Águas Calientes, descansar em um Hostal, e subir no outro dia a Machu Pichu, fica cerca de R$230,00. Ao lado da igreja, na praça de Armas, existem 2 Pub s muito legais para sair na noite.
      Foto: Plaza de Armas

       
      Fotos: Mercado Artesanal

       
       
      Foto: Olaytaitambo


       
      Lima
      Fiquei num excelente Hostel perto do mar, na região do Barranco, na minha opinião a parte mais bonita da cidade.
      Fiz muitos amigos no Hostal.
      Foto: Barranco

      Mancora
      Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima.
      Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei.




      Cuenca
      O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito.

      Medellín
      Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio.


      Cartagena
      Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores.




       
      Santa Marta
      Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa.
       
      Bogotá
      Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco.

      DINHEIRO
      A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union.
       
      PERRENGUES
       
      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34998004627
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
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      V_20181102_072341_N0.mp4
    • Por Laura Amaro Castelan
      Olá! Sabem onde consigo realizar teste PCR para Covid que fique pronto em até 72 horas em Bogotá?
      Agora precisa para voltar ao Brasil pela pandemia. Entrei em contato com alguns laboratórios e nenhum garante o teste nesse tempo 😔
    • Por feoliveiraa
      Hoje vim contar o meu relato de viagem para Colômbia em Março de 2020.
      Primeiramente eu voei pela Copa Airline e paguei R$ 1.484,00 saindo do Rio até Cartagena ida e volta com escala no Panamá e comprei um voo interno pela wingo paguei 377,00 ida e volta para San Andrés.
      Enviamos dinheiro via Western Union, foi o meio mais vantajoso sem duvidas! conseguimos sacar em Cartagena sem problemas. Fiz a viagem com meu namorado e mais um casal de amigos.
       
      Cartagena 02/03 até 06/03
      Resolvemos nos hospedar em Bocagrande devido ao custo beneficio , hospedagens melhores com preços mais acessíveis, apesar de ler muito sobre as vantagens de se hospedar dentro da cidade amuralhada, não nos arrependemos, tinha táxi facilmente e com preço bem acessível, normalmente pagávamos 10.000 pesos para nos locomover (cerca de 13/14,00). Alugamos um apartamento pelo airbnb bem confortável por um preço bom. Chegamos dia 02/03 por volta de 00:00 e só descansamos, no dia 03 fomos fazer o saque pelo western union que foi super tranquilo, logo depois encontramos com a Juliana do the experience travel, ela é Brasileira, fechamos os passeios de Cartagena com eles e valeu super a pena, atendimento de primeira. Andamos um pouco pela cidade, e a tarde fomos ao café del mar, eu gostei bastante do lugar, ambiente super agradável, por do sol perfeito, mas achei o atendimento bem ruim.
      No dia 04 fomos para Casa en el Agua, apesar de pouco falado vale muito a pena, é um hostel no meio do mar, com pessoas do mundo inteiro em um estilo bem roots, os quartos são bem simples, tem opção de dormir em rede também, o banho é com balde, não possui internet, apesar do perrengue eu amei a experiencia, acho uma noite suficiente. Somente uma empresa faz esse trajeto que leva 2hrs de barco (Tranq it easy)  tem que ficar atento para conseguir comprar, as vagas do hostel abrem com 3 meses de antecedência e esgotam rápido.
      No dia 05 chegamos da Casa en el Agua e fizemos um passeio incrível que chama Sibarita Master, um passeio de barco open bar para ver o por do sol que começa as 17:00 e termina as 19:00, não deixem de incluir no roteiro porque realmente é demais!
      Não tenho restaurantes para indicar em Cartagena pois resolvemos fazer as refeições no apartamento para economizar, fizemos uma compra no mercado e cozinhamos todos os dias.
       
      San andrés 06/03 até 11/03
      Chegamos em San andres a tarde, ficamos em um apartamento em um local um pouco distante do centro (20 min) alugamos também pelo airbnb, diferente de Cartagena os preços em San Andrés para hospedagem são mais elevados e com pouca comodidade, não aconselho ficar longe do centro pois tivemos dificuldade para pegar táxi, o apartamento só tinha água salubre e fria, tivemos que comprar galões de água mineral para tomar banho, pelo que li praticamente a ilha toda é assim, somente os melhores hotéis possuem água doce e quente. Fechamos nossos passeios com o Diego bem conhecido por lá e super indico, foi super atencioso e fez preços melhores em tudo. Usamos o dia para fechar os passeios e andar pelo centro.
      No dia 07/03 fizemos o tour ilha de Johnny Cay e Acuario saindo as 9:00 e voltando as 15:00, pagamos 43.000 pesos cada (58,00) achei bem bagunçado no inicio, ficamos esperando nosso barco sair e atrasou um pouco. A chegada em Johnny cay é um caos, o barco balança muito devido as ondas, é bem difícil se equilibrar para descer do barco, vi pessoas caindo, realmente para quem vai com criança ou idoso é difícil, sem contar que o trajeto molha bastante, leve bolsa impermeável. A ilha é linda, estava um pouco cheia mas não me incomodou em nada, o mar achei muito agitado, o almoço é incluso e achei a comida gostosinha. Em seguida fomos para o Acuario ficamos pouco tempo por la, aconselho separar um dia para fazer somente ele pois é perfeito, água transparente e é incrível fazer snorkel com tantos peixes, um dos lugares mais lindos que já vi, porem estava um pouco cheio.
      No dia 08/03 fizemos um passeio que chama Ibiza Sai que é um bar flutuante no meio do mar azul, saímos 11hrs e o retorno você pode escolher entre 14:00, 16:00 ou 18:00 voltamos no ultimo horário, pagamos 68.000 pesos (92,00) inclui uma bebida de boas vindas, o que você consumir paga a parte, no entanto conheci uma brasileira que pagou somente 20.000 pesos, ela chegou na marina e pegou um barco que levou até la. Lugar simplesmente perfeito! musica boa, bebida boa, um mar incrível demais, amei muito! quem for para San Andrés tem que fazer esse passeio. Jantamos no restaurante el peruano, pedi um prato com carne de boi particularmente não gostei muito, porem meus amigos pediram pratos que estavam muito bons! acho que super vale a pena conhecer.
      No dia 09/03 alugamos a mule para dar a volta a ilha, pagamos 170.000 pesos para 4 pessoas (cerca de 230,00), levamos um cooler com bebida e fomos parando nos pontos legais, primeira parada foi em West View que tem aproximadamente 5 metros de profundidade, possui um trampolim e um tobogã, para quem não sabe nadar eles alugam colete e snorkel. o lugar é lindo, tem muitos peixes mas estava cheio. Em seguida paramos no letreiro de San Andres, existe um maior que está sempre cheio, esse estava vazio. Em seguida passamos no Hoyo Soplador, não achei nada demais, paramos para tomar a famosa limonada de coco que é perfeita. Outra parada obrigatória é a rua super famosa que a galera para para fazer fotos, uma paisagem perfeita. Fizemos algumas paradas nas praias de San Luis que são lindas! e terminamos no Beach Club Aqua que fica em San Luis, amei o lugar! ambiente gostoso, decoração linda, comida muito boa. para terminar o dia jantamos no Café Café, não gostei da comida e o atendimento achei muito ruim, atendentes pouco simpáticos, não recomendo.
      No dia 10/03 fizemos as 9:00 o tão falado voo de parasail, pagamos 139.000 pesos (cerca de 188,00). Esse passeio ia ser o primeiro a se fazer pois depende de como está o vento no dia e por esse motivo só conseguimos fazer no final, nada mais é do que um paraquedas sendo puxado por uma lancha, realmente é muito lindo ver o mar la de cima, é perfeito! eu tenho medo de altura então fiquei tensa o passeio inteiro, mas realmente vale a pena incluir no roteiro. No resto do dia andamos pela cidade, não deixem de provar as paletas e bubble waffle (sorvete maravilhoso com waffle). Almoçamos no Beer Station super recomendo, parece um "outback" comemos uma costela com barbecue e batatas, dividi com meu namorado e ficamos muito satisfeitos, prato grande e muito saboroso. A noite fomos no famoso restaurante La Regatta, não conseguimos fazer reserva então fomos cedo (18:00) e conseguimos lugar, mais tarde a fila ficou enorme, ambiente maravilhoso, ótimo atendimento e pratos perfeitos, eu pedi o pescado San Andrés 46.500 pesos (63,00) e meu namorado o pescado Providência 50.200 pesos (68,00). Os dois estavam maravilhosos! achei o preço ok, se comparado com um restaurante assim na minha cidade gastaria até mais.
      No dia 11/03 (nosso ultimo dia em San Andrés) passamos a manhã na praia central que é muito linda! tivemos pouco tempo para curtir essa praia tão charmosa, almoçamos na hamburgueria El Corral, super recomendo! a tarde andei pela cidade e fiz algumas compras.
      Sobre compras em San Andres, existem varias lojas falsificadas, eu comprei varias coisas na loja JR que é confiável e tudo valeu a pena, comprei produtos de beleza. De fato pesquisei todos os preços e tudo que comprei valeu a pena comparando com os preços do Brasil.
       
      Cartagena 11/03 até 14/03
      Voltamos para Cartagena, dessa vez ficamos em um hotel próximo ao aeroporto (hotel summer cartagena), não recomendo pois achei longe do centro, gastamos mais com taxi, mas o hotel é bom, quarto confortável e café da manhã ok. chegamos no dia 11/03 e descansamos. 
      No dia 12/03 fizemos o passeio para ilha privativa Bora Bora de 9:00 até 15:00 pagamos 218.500 pesos (com taxas) por pessoa com almoço e um drink (cerca de 295,00), gostamos muito! o Lugar é lindo demais, estrutura maravilhosa, atendimento de primeira, DJ tocando o dia todo, como vão poucas pessoas por dia é super exclusivo, o almoço você pode escolher o típico arroz de coco com patacones e pescado ou filé de frango com arroz branco, eu fui no prato típico e confesso que não gostei muito, o arroz de coco é bem adocicado. Teve promoção de 2 drinks por 30.000 pesos (40,00). O mar é maravilhoso, calmo, pena que passa muito rápido. Sobre o trajeto de volta que é bem falado devido ao mar agitado, eu estava bem receosa e pelo menos o dia que fui a volta foi "tranquila", as pessoas que sentaram atras molharam bastante, eu fiquei no meio e não tive problema.
      No dia 13/03 aproveitamos para andar pela cidade amuralhada e Getsmani, fomos em muitas lojinhas, o artesanato la é bem forte, comprei bolsas lindas feitas a mão e lembrancinhas, infelizmente não deu tempo de ir no Castelo de San Felipe. As Ruas em Cartagena são uma graça, casinhas coloridas, é tudo encantador!
       
      Panamá 14/03
      Chegamos no Panamá 8:00 e pegamos uma escala de 13hrs propositalmente para conhecer a cidade, existem tours no panamá para conhecer os principais pontos turísticos mas resolvemos ir por conta própria, a moeda é o dólar, achei os preços bem altos de táxis e alimentação, já que o dólar estava tão alto. Íamos pegar um táxi até a cidade antiga, Casco Viejo porem estava cerca de 20 dólares, conseguimos conectar no wifi do aeroporto e pedir um uber (que ainda é ilegal) e foi super tranquilo, ficou 10 dólares e chegou rápido. Andamos por Casco Viejo para conhecer, e é muito charmoso, gostamos muito. Depois pegamos um taxi até o shopping Multiplaza também por 10 dólares, o shopping é enorme, tem lojas perfeitas mas a maioria não valia a pena, comprei coisas na forever 21 que estavam em promoção, em seguida fomos em mais 2 shoppings Multicentro e Albrook, achei uma loja com calças jeans perfeitas por 5 dólares, enfim ficamos batendo perna pelos shoppings, nosso voo de volta era as 21:20, voltamos com antecedência para o aeroporto, a cidade moderna é muito linda! prédios lindos, todos muito bem conservados, cidade limpa, gostei muito! 
       
      E é isso! espero ter ajudado.
      algumas observações: não se esqueçam do certificado de vacinação de febre amarela, pode ser emitido online com no minimo 10 dias de antecedência (não deixe para ultima hora!), se você já tomou a vacina não precisa tomar de novo pois vale por toda vida, basta ter o cartão de vacina.
      a tarjeta de turista para entrar em San Andrés eu comprei no aeroporto de Cartagena antes de embarcar (não me lembro bem mais foi cerca de 120.000 pesos).
      Fiquem atentos com o peso da mala, as companhias low cost (wingo e viva air) são muito rígidas com peso, eu fui pela Wingo e antes de fazer o check in fui em um guichê e pesei as malas e estavam passando o peso, tive que abrir e distribuir.
      O aeroporto de San Andrés é um caos, para o voo de volta chegue cedo, as filas ficam enormes!
      Vi muitos relatos de pessoas falando que San Andrés não tem estrutura, que não gostaram da ilha, falando mal da comida, eu particularmente amei muito! realmente a ilha não tem uma estrutura top, se você realmente não se importa apenas vá! quem não gostou com certeza são pessoas com padrão de vida elevados que não conseguem curtir um lugar mais simples, sobre a comida eu não gostei da comida típica porem comi todos os dias coisas diferentes, tem mil opções com preços bons não precisa necessariamente comer só pescado e arroz de coco.
      Todos os passeios de Cartagena fechamos com a The Experience Travel e de San Andres com o Diego, eu aconselho fechar os passeios antes para evitar filas e algum tipo de estresse.
      No caso de San Andrés conseguimos desconto em todos os passeios.
       
      Gastei no total R$6.700,00
      fiz todos os passeios que queria, Cartagena economizamos em alimentação, cozinhamos todos os dias.
      San Andrés, comemos fora todos os dias. E no geral da viagem bebemos bastante também, compramos bebidas no dust free do Panamá que valeu a pena.
       
       























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    • Por Kelvin Sobé Centenaro
      Foram muitos meses de planejamento e pesquisa sobre como viajar MUITO gastando POUCO. Quando descobri o mundo do voluntariado minha mente se abriu e enxerguei um mundo de INFINITAS possibilidades. Descobri que poderia trocar minhas habilidades por acomodação. E inclusive, desenvolver muitas outras. Entendi também que viajar não é apenas conhecer lugares incríveis. O que faz das minhas viagens tão especiais são as pessoas que conheço e me conecto. E o principal de tudo, GERAR VALOR pra cada uma delas. . Estar longe de casa, dos seus familiares e amigos te faz valorizar cada momento vivido. Te faz pensar e refletir sobre toda trajetória da sua vida. Que não existe certo, nem errado, mas sim, PADRÕES que a sociedade te impôs desde o seu nascimento, basta você decidir por você mesmo RESSIGNIFICAR tudo e reconstruir uma nova MENTALIDADE que faça sentido pra você. . O que fiz foi apenas um QUESTIONAMENTO para onde minha vida estava me levando se seguisse todas as crenças e limitações que foram instaladas na minha mente. Joguei tudo no lixo, disse CHEGA pra qualquer superficialidade do momento e mudei o meu ESTILO DE VIDA, que hoje se baseia em VIVER um dia de cada vez, presente no momento e pronto pra AÇÃO.   #colombia #medellin #cartagena #backpacking#dicadeviagem#mochilaoamericadosul #sulamerica#viajaromundo #viajarbarato#traveler #placestovisit #placestogo #worldpackers#couchsurfing#umamenteinabalavel #expansaodeconsciencia#nomadedigital #digitalnomadism
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