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A comunidade do Bonete, localizada no sul da Ilhabela está separada da civilização moderna não só pela sua cultura ímpar, más também por uma longa travessia por trilha para quem tem disposição de andar mais de 15KM entre subidas e descidas ou por um mar de águas agitadas e ondas grandes para quem tem a disposição para chegar de barco. Essas são as formas mais fáceis de chegar ao Bonete, ou seja, por tantas dificuldades, o local mantém seu aspecto bucólico em pleno litoral paulista.

 

Sem acesso ao mundo externo, com poucas televisões, rádio que não pega muito bem as estações e raro sinal de wifi, esse é o lugar para quem realmente pretende esquecer os problemas mundanos, se isolar e não ser localizado. Com algumas pousadas, restaurantes e camping, o Bonete é a certeza de praia vazia, céu estrelado e muitos borrachudos sugadores de sangue. Impossível não parar no tempo lá, esquecer dos problemas deixados no inicio da trilha e se maravilhar por uma das paisagens mais bonitas do litoral paulista.

 

O acesso ao Bonete via Trilha: O inicio é no bairro da Sepituba que fica a 17KM da balsa onde se tem acesso a Ilhabela. Para chegar até lá é necessário pegar o ônibus de nome Borrifos que fica atrás da delegacia logo na saída da balsa e custa R$3,50. O trajeto dura aproximadamente 1 hora e irá deixar o viajante a +ou- 3km da porteira onde a trilha se inicia. Outra opção é ir de carro e deixá-lo estacionado no Zé da Sepituba, uma figura local com uma grande história de vida e que irá lhe cobrar R$10 a diária. Levando uma garrafa de pinga é provável que ele abaixe esse valor, além é claro de criar um vínculo com esse senhor que saiu de casa aos 8 anos de idade com um peixe seco, farinha e rapadura para servir o exército e que não vê a hora de largar aquele estacionamento e ir morar no mato. No próprio estacionamento do lado esquerdo existem dois elefantes de cimento que jorram água pela boca, água vinda da cachoeira e potável, ideal para abastecer a garrafa e iniciar a jornada.

 

A trilha: Na verdade é uma estrada que começou ser aberta com o intuito de ligar a Sepituba ao Bonete, porém por algum motivo o projeto foi cancelado. Pelo que pude apurar na época os “Boneteiros” que impediram a construção dessa tal estrada. Nos dias atuais carro nessa estrada só dos proprietários da Fazenda da Laje que fica localizado próximo a cachoeira do mesmo nome e que está localizada em um ponto estratégico ao qual falarei mais em breve. Entretanto, mesmo sendo bem larga não deixa a travessia menos difícil. A trilha é de nível difícil e não indicado para pessoas que não tem por prática caminhar bastante. Sedentários até podem chegar más irão sofrer e com alto risco de desistência no meio do caminho, além é claro dos perigos naturais que a trilha oferece. Para tentar ser o mais detalhista possível iremos dividir o relato da trilha em 3 partes sendo a primeira da Sepituba a Laje, a segunda da Laje ao Areado e por último do Areado ao Bonete e esperamos auxiliar os viajantes a atravessá-la da melhor forma possível.

 

Parte 1 – Da Sepituba a Fazenda da Laje.

 

Após atravessar a porteira que é o ponto inicial da travessia já esteja preparado para uma subida tensa com metade dela de terra e a outra metade de cimento “cimento para facilitar a subida do jipe que leva mantimentos para a fazenda”. Essa subida é um teste para a sua determinação de chegar ao Bonete e prévia do que virá pela frente. Caso encontre dificuldades em subir essa ladeira, seja por peso demasiado, seja por outras dificuldades essa é a hora de abortar a missão, pois, pela frente a tendência é piorar. Ao término dessa ladeira existe a primeira recompensa. Um visual fantástico do oceano que vale aquela foto da primeira vitória. A partir do topo do morro até a cachoeira da laje a trilha se acalma, ou seja, subidas e descidas, porém, nada de algo muito difícil. Em um determinado momento você terá que se decidir se vai seguir pela trilha principal e ir direto pela cachoeira da laje ou se vai pegar um trilha secundária a direita e que irá para o mirante do Cação e Fazenda da Laje tendo assim acesso ao Lago Dourado. Sobre a fazenda em específico falarei mais a frente. Essa primeira parte tem como principal dificuldade a subida de cimento, o demais é bem tranqüilo e movimentado, o que impede de avistar a fauna local.

 

Parte 2 – Cachoeira da Laje ao Areado.

 

Essa segunda parte já é um pouco mais técnica e com desníveis maiores. Muitas árvores estão caídas pelo caminho sendo que algumas delas chegaram até o chão e para ultrapassá-las é necessário pular, outras ficaram presas em outras árvores sendo necessário abaixar para vencê-las. Os desníveis são caracterizados por enormes fendas e buracos causados pela erosão do solo fazendo com que a atenção seja redobrada para não ser sugado abaixo, torcer o pé em uma das fendas ou qualquer outro tipo de acidente. Nesse trecho o viajante já está longe da Sepituba e longe do Bonete, o sinal do celular não funciona, então, se acidentar nessa região seria catastrófico. Duas partes posso caracterizar como de extrema dificuldade: 1) Uma enorme pedra cheia de detritos que lembra farelo de cimento e deixa e pedra lisa, para transpor esse obstáculo é necessário passar pelo lado por uma pequena faixa de terra que cabe apenas um pé a frente do outro e que beira uma dos enormes buracos com mato alto e se arriscar em um esqui-bunda. A pedra tem aproximadamente 2m de altura, porém está localizado no meio do único lugar que dá para passar. 2) Uma enorme descida que leva ao areado. A ladeira é completa de fendas profunda com alto risco de torções e muito inclinada fazendo com que todo o peso do corpo se concentre nos joelhos. Devido ao terreno é impossível descer em linha reta, então o melhor a fazer é zigue-zague o que prolonga a caminhada. Ao término você estará no Areado, parabéns! Para atravessar o Areado e continuar a trilha você terá duas opções: Pela ponte antes da curva ou por dentro do rio mesmo, porém varia de acordo do nível da água.

 

Parte 3 – Do Areado ao Bonete.

 

Esse é o trecho mais difícil. O areado está numa espécie de vale, tudo o que você desceu para chegar até lá irá subir novamente. Pelo tempo da caminhada o corpo já está cansado e o terreno é o mais difícil da trilha. Logo no inicio da trilha, lá na porteira existe uma placa de aviso sobre riscos de deslizamentos nesse trecho, isso porque a trilha é cheia de pedras e se uma rolar ira fazer um movimento em cadeia das outras. Logo saindo do Areado tem uma ladeira, más, perto das que estão por vir ela é bel tranqüila. Ao término dessa primeira subida outra te espera, essa sim, maior que a primeira antes de chegar na Laje, com pedras, fendas e limo. É nessa subida onde existe o maior risco de encontrar com cobras. A subida faz +ou- 3 curvas longas e pelo caminho encontramos várias pessoas sentadas se recuperando para continuarem a subida que parece não ter fim. Após terminar essa o terreno fica um pouco reto e depois outra subida do mesmo nível e após o término dessa existe outra, ou seja, saindo do Areado são no mínimo 4 subidas que exigem muito da pessoa que quer vencer essa trilha. Após todas essas subidas você estará na curva da mentira, nome dado porque nessa curva é possível ver a praia do Bonete, será a primeira vista da praia e da a falsa impressão de que está chegando, porém não se iluda, dali até o Bonete será mais 1 hora de caminhada. Nessa curva tem uma pequena entrada que dá acesso ao Mirante do Bonete que fica a +ou- 150M fora da trilha e é parada obrigatória. Voltando a trilha o terreno muda completamente, as copas das árvores já não fazem mais sombra, então é sol na cabeça, por uma estrada de terra batida típica de cidades do interior. A descida é aguda e constante, tudo que foi subido do Areado agora será descido para voltar ao nível do mar. Durante o trajeto existe outra curva com uma vista bem bonita da praia. A marca de que se está chegando é outra cachoeira, a do Saquinho e que o visitante também terá duas opções de transpor: Se o nível da água estiver baixo é possível ir por baixo, atravessar as pedras e fazer uma pequena escalaminhada, se o nível da água estiver alto, na placa é necessário subir o morro a esquerda, subida bem íngreme e também no melhor estilo escalaminhada para chegar a ponte, porém, pela ponte é mais difícil, não chega nem a ser uma trilha, é uma pequena caminhada pelo meio do mato mesmo cheia de troncos de árvores e pedras, tirando a subida muito íngreme e que não tem auxílio nenhum para subir.

 

Observações da trilha: Trilha de nível difícil, não pela navegação, más sim pelo terreno. Muito sobe e desce, com desníveis absurdos, cheia de fendas, rochas, árvores caídas e com a enorme variedade de fauna que o local possui. Toda atenção com cobras é essencial, principalmente do trecho da Laje até o Bonete onde menos pessoas se aventuram e é mais fácil localizá-los. As cachoeiras são uma grande fonte de água, porém sempre é bom ter algo para purificar a água, no nosso caso levamos cloro que leva 30 minutos para deixar a água potável. Outra observação importante é com relação a temperatura. Não se iluda pela trilha ser em sua grande maioria sombreada pelas copas das árvores. A alta umidade faz com que o trajeto seja uma sauna a céu aberto. Você vai suar o tempo todo o que aumenta consideravelmente o risco de desidratação. Os borrachudos já fazem um estrago considerável na trilha e qualquer repelente que não seja o “citro ilha” é perfume, então nossa recomendação é que faça a trilha de calça e camiseta de manga longa. O peso da sua mochila fará toda a diferença de tempo e o esforço físico dedicado, então reavalie o que irá levar para a trilha, a primeira parte fizemos com as cargueiras pesadíssimas e pagamos caro por isso. Use botas confortáveis e bastões de caminhada. Leve no mínimo 2 garrafas de 500ML e economize água, por mais que exista vários pontos para se reidratar existe um tempo para que o produto usado para purificar reaja com a água.

 

Fazenda e Cachoeira da Laje – A fazenda da laje é uma propriedade particular que segundo a proprietária dona Nice vai dá porteira até o Areado. Se a opção for passar por dentro dela é necessário pagar uma taxa de manutenção no valor de R$5 que podem ser consumidos. A água custa R$5, cerveja e refrigerante R$6, lanche natural R$12, porém corre o risco de chegar lá e não ter muitas coisas principalmente cerveja já que a dona Nice vende 1 e bebe 5. A fazenda também é camping e hostel. R$40 a diária do camping e R$80 a do Hostel. Banheiro com ducha quente, banheiro sem iluminação e uma área de confraternização bem aconchegante. O visual é um caso a parte, a fazenda está no alto do morro e em cima de uma rocha, as barracas são montadas de frente para o oceano e não tem preço acampar com essa vista, porém, um tanto perigoso acampar no caso de descargas elétricas proporcionadas pelos raios. A fazenda também é ponto de acesso ao Lago Dourado, lago esse que é a continuação da Cachoeira da Lage. Pela manhã com o sol incidindo direto sobre o lago ele fica amarelado, daí o nome. Para acessá-lo são aproximadamente 10 minutos de descida que depois terá que ser subido novamente. É proibido acampar lá, porém conversando direitinho com a dona Nice quem sabe. Como nossas cargueiras estavam demasiadamente pesadas resolvemos acampar por lá e pudemos deixar o peso extra para pegar na volta. O contato é difícil devido a localização, então vou deixar o telefone do filho da dona Nice que é um dos administradores também. Fiz um acordo com a “veia” e quem ao chegar lá falar que foi indicado pelo “William/Márcia do Na Barraca” receberá um desconto “espero que ela cumpra com isso”. 12 981217759. Acima da fazenda fica a cachoeira que possui alguns níveis. O mais alto é onde está a ponte, o mais baixo de onde se chega vindo da fazenda. No nível intermediário fica a pedra que escorrega. A cachoeira é muito bonita e grande, porém, por ser a primeira muitas pessoas vão até lá, passam o dia e voltam, então costuma ficar cheia e com “farofa”, o ideal é se refrescar e caso opte em acampar na laje voltar para o lago dourado, caso siga para o Bonete parta para ficar um pouco mais de tempo no Aerado.

 

Aerado: Essa sim, com poucas pessoas. Quem chegou é acostumado a estar na natureza e sabe como lidar com ela “mesmo com algumas exceções”. O local é mais vazio e a parte na qual se cruza pela trilha é cheia de pedras, porém, para quem chega vindo da Laje, pouco antes do término da descida tem uma pequena trilha que dá acesso a parte de cima das pedras com um grande lago para banho. É preferível ficar por lá. Assim que termina a descida também, do lado esquerdo se tem acesso a ponte que leva ao outro lado e do lado direito uma área já reservada para acampar. Um grande quadrado com troncos de árvores um de frente para o outro e vestígios de fogueira. Cabem bem acomodadas 2 barracas. Nessa mesma área tem uma pequena trilha que leva a parte de baixo do Areado e que aparentemente também ao “banheiro”. Vale aqui salientar que qualquer necessidade deve ser feita a no mínimo 100m da água e as fezes devem ser enterradas.

 

Mirante do Bonete. Nada mais do que uma montanha na trilha que propicia a vista da praia de frente e por cima. Como o trajeto é curto vale a pena deixar as mochilas na entrada e ir até lá. Nesse local também existe indícios de acampamento, sendo assim quem quiser pode acampar por lá e acordar com uma vista maravilhosa sem pagar nada.

 

Cachoeira do Saquinho: Em outros tantos relatos dizem que a cachoeira é sem graça. Acredito que esse veredicto seja dado pelo fato de não haver possibilidades de se banhar, porém, para contemplação ela é tão linda quanto às outras. A queda fica em uma formação rochosa de uns 15M que lança a água abaixo fazendo a passar por baixo da ponte acima citado. Um pouco antes dessa cachoeira há uma bica de água com a mangueira.

 

Cachoeira do Poço Fundo: Nos fundos da vila do Bonete, a aproximadamente 15 minutos andando fica o Poço Fundo. Não chega a ser uma cachoeira nessa parte e é possível nadar caso não se incomode mais com os borrachudos uma vez que nessa parte da vila o ataque é intenso. Vale a pena esticar até lá, e é o mesmo caminho que leva ao outro mirante e as praias das Enchovas e Indaiaúba.

 

Bonete: Como dito anteriormente é um lugar bucólico. Ruas estreitas e de terra/areia a vila é bem pequena. A beira mar estão os comércios mais caros, porém, os preços com exceção de um ou outro lugar são tabelados. Não existe uma grande variedade de produtos comercializados, apenas o básicos, por isso a necessidade de levar seja de trilha ou barco. Os preços são bem salgados. O prato feito custa em média R$25 e serve 2 pessoas. A cerveja a beira mar custa R$6 e na rua de trás na mercearia do Sr. Américo custa R$5, pode parecer uma diferença pequena, más depois que tomar várias a diferença é grande. Na pousada da Rosa vende o repelente local “Citro Ilha”, o pequeno custa R$20 e o grande R$28 lembrando que é o único que neutraliza em partes as ações dos borrachudos. À noite tudo fecha cedo com exceção do bar que fica logo após a ponte da igreja onde rola música ao vivo. Os lanches também são bem carinhos, um cachorro quente somente pão e salsicha custa R$7.

 

Os locais são chamados de “Boneteiros”, más parece que eles não gostam muito desse nome, então é bom evitar chamá-los assim. É um povo que luta a anos contra a especulação imobiliária, então são bem aguerridos e de opinião forte. 90% da população é formada por protestantes, existem 2 igrejas na vila, então, algumas práticas é bom serem evitadas em qualquer lugar como por exemplo o consumo de maconha no meio da vila e a fala de palavrões em demasia. As mulheres em sua maioria são casadas, então nada de ser espertinho e chegar dando em cima das caiçaras loiras de olhos verdes “esse é o biótipo dos locais”, por informações dos moradores, o navio que naufragou na região e deu origem a vila era holandês. O céu do Bonete é espetacular, vale à pena ir a noite à praia para contemplar. Muitos moradores costumam ir dormir na praia com seus colchões, não é proibido fazer isso, más, é proibido montar a barraca e a lei lá é muito clara para isso: Montou barraca na praia ela será quebrada e jogada no mar, além é claro de comprar uma briga desnecessária com os locais. Você é fumante? Leve seu cigarro, lá custa R$15. O mar é grande e a praia de tombo, não é um lugar apropriado para ficar brincando na água, atenção redobrada. No canto oposto ao que se chega da trilha há um rio de águas geladas, ali é aconselhável para ficar de bobeira na água. Macarrão e enlatados vendem lá e com preços similares aos de qualquer lugar, então é um peso a menos na mochila. Eles não vendem gelo, o gelo é para o comércio local.

 

Camping: Há dois campings no Bonete. O primeiro fica em frente à igreja e a impressão não é boa. Todo aberto sem muito controle e com muito lixo a vista. A única coisa que chama atenção é que é na frente da praia, porém não me senti atraído por ele e conversando com um rapaz que ficou por lá foi a melhor decisão. O outro camping é o da Vargem. Esse fica aberto também, porém as casas dos donos ficam na frente, então não é qualquer um que entra, o banheiro é limpo de hora em hora, tem ducha quente, cozinha comunitária com fogão a lenha e limpa constantemente também, espaço para até 70 barracas “segundo informações do Jairo “dono””, os eletrônicos ficam carregando na casa dos moradores e é bem familiar. As 23 horas é silêncio total e tem luz 24 horas, diferentemente do restante da ilha. O valor é de R$30 a diária e a Deloira, mãe da família e responsável é super gente fina. O Jairo também faz a travessia de barco e para quem fica no camping rola um preço especial. https://www.facebook.com/Restaurante-Camping-da-Vargem-Praia-do-Bonete-Ilha-Belasp-684963794985428/?fref=ts.

 

Borrachudos: Sim, esses insetos é o que impedem do lugar ser perfeito, porém os locais me convenceram da importância deles. Os borrachudos se reproduzem em águas limpas e correntes, como o local é cercado por cachoeiras o dia em que os insetos sumirem é porque a água já não é mais limpa e a vila estará na iminência de não mais existir. O único repelente que segura o ímpeto desses bichinhos cara de pau é o “Citro Ilha”, então você terá que comprar. Se for alérgico a borrachudos não vá, a Márcia saiu de lá direto para o PS, pois estava toda inchada e tomou duas injeções de Fenergan. A coisa é séria. Os locais usam meias de futebol porque o principal alvo deles é o tornozelo. Eles picam até 1,5m do chão, sendo assim aja pernas e pés. Chega a cortar o barato do local dando vontade de ficar intocado dentro da barraca. A noite não há ataque, anoiteceu eles somem e é hora de usar bermuda, saia, shortinho e afins.

 

Caso precisem de maiores informações nos procurem pelo e-mail ou zap. Talvez alguma informação tenha passado batido más que possamos ter para [email protected]

 

Mais imagens no: https://www.facebook.com/william.mendes.182/media_set?set=a.1550555714968391.1073741847.100000419323243&type=3

 

Trilha gravada pelo Wikiloc:

 

https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=16057066

 

https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=16057050

 

 

 

Leia mais: http://nabarraca.webnode.com/news/bonete-ilhabela-bucolica-linda-e-lar-dos-borrachudos/

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Parabéns pelo relato. Fiz a trilha do Bonete há poucos anos atrás, dormi na vila e retornei de barco.

Seu relato me fez sentir saudade e orgulho. Obrigado!

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      Vou comentar sobre as 2 formas de se visitar Paranapiacaba. 
      A primeira, é a opção mais cara, confortável, mas limitada. Que vou expor daqui a pouco.
      A segunda, é mais barata, um pouco trabalhosa, mas com uma flexibilidade de horários.
      Vamos então para a primeira opção: 
      * Opção 1: Expresso Turístico. 
      A vantagem é que você pega ela na estação Luz e vai direto até Paranapiacaba, assim é bem mais prático e rápido.
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      Conforme mostrei anteriormente, você deve chegar na estação Sé do metrô. Pegar a linha 3 vermelha, sentido Corinthians-Itaquera e descer na estação Brás.
      Na estação Brás, deve fazer a interligaçao do Metrô com a CPTM para a Linha 10 Turquesa, sentido Rio Grande da Serra, que é a última estação.
      No vídeo aparece que deve ir para a plataforma 2. Se não me engano, o trajeto do trem leva em torno de 1 hora. Então aproveite a viagem.
      Interessante perceber a mudança da paisagem urbana, na medida que se chega ao interior. As estações vão ficando menores e bem simples, você começa a ver mais área verde, de matas e florestas.
      Chegando no ponto final, na estação Rio Grande da Serra, aproveite o banheiro disponível, senão será só em Paranapiacaba.
      Saindo da catraca, vire à esquerda e atravesse a linha férrea.
      Após atravessar, vire à direita e siga a rua, até encontrar o ponto de ônibus, é bem pertinho. 
      O número do ônibus ou da linha é 424 e sai de hora em hora, o trajeto leva em torno de 25 a 30 minutos. 
      O valor da passagem é de R$ 4,55. Eles não aceitam o bilhete único, somente o cartão BOM ou dinheiro. 
      A retorno é só voltar ao mesmo lugar, é bem simples. As informações detalhadas estão na descrição.
      Curtam o vídeo e inscrevam-se no canal! Valeu!

      * Links
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Pages/Tarifas.aspx
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Trajetos/Paginas/Trem-Expresso-Paranapiacaba.aspx
      http://www.emtu.sp.gov.br/sistemas/linha/resultado1.htm?pag=buscadenominacao.htm&numlinha=19080
      http://www.metro.sp.gov.br/pdf/mapa-da-rede-metro.pdf
    • Por VoandoAltoFH
      Video - O que fazer em Paranapiacaba?
       
      Vou comentar sobre "O que fazer em Paranapiacaba". Os pontos que visitei nesse passeio.
      Como vocês sabem essa vila inglesa, nasceu como acampamento e chegou a abrigar 5.000 operários envolvidos na construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí.
      Teve o nome alterado de estação Alto da Serra para Paranapiacaba, em 15 de julho de 1945. 
      Paranapiacaba, segundo a língua Tupi, significa lugar da visão do mar ou lugar de se ver o mar.
      Digamos que o local foi moradia dos engenheiros e trabalhadores que enfrentaram o desafio de vencer as quase intransponíveis escarpas da Serra do Mar, para instalar sistema de transporte capaz de levar ao Porto de Santos o café produzido no interior de São Paulo.
      No vídeo anterior, mencionei as formas de se visitar esta cidade. Se você optou pela segunda opção, após descer do ônibus, deverá seguir por esta rua. Ao caminhar um pouco mais, terá a visão da passarela que dá acesso à Paranapiacaba.
      Aproveite para tirar boas fotos. 
      Logo que chegar na cidade, verá muitos restaurantes, mas conforme você for entrar um pouco mais para o interior, os preços ficarão um pouco mais barato. Em média a refeição por pessoa está em torno de R$ 15,00 a 25,00, sendo comida à vontade, com bebida. É lógico que existem opções mais caras, que seriam os estabelecimentos próximos à passarela.
      Vale a pena passar no Antigo Mercado para comprar iguarias feitas com o Cambuci, um fruto típico da vila, que também está fortemente presente na culinária dos restaurantes locais. 
      No local vendem cachaça, licor, geleia, bolo, doces e sorvetes derivados do Cambuci. que possui um sabor ácido e, ao mesmo tempo, refrescante.
      Ótimo para comer uma boa sobremesa. Experimente principalmente o sorvete de Cambuci.
      Aprecie a paisagem local, as antigas construções e a arquitura local.
      No topo, que está escondido pelas árvores está o Museu Castelo, em que a entrada está custando R$ 3,00. Mas quando eu fui, ele estava em reforma, sem previsão de quando vai abrir novamente.
      Visite o Clube União Lyra Serrano, a entrada foi gratuita. O local doi a sede de dois clubes da época, a Sociedade Recreativa da Lyra e o Serrano Football Club, unificados em 1936. Aqui temos o hall com a sala de troféus.
      Na Casa Fox, cobra-se a entrada de R$ 3,00 podendo observar os traços da arquitetura do século 19.
      A estação Trem Turística seria o local onde vão desembarcar, aqueles que escolheram a opção 1, via Expresso Turístico. Vale a pena visitar o local.
      Uma breve explicaçao do Locobreque, e ao fundo um trem antigo todo enferrujado, como o qual valeu a pena ter tirado as fotos. Foi muito legal.
      Esqueci de mencionar que existem opções de trilhas, com 6 passeios, variando em 
      diferentes dificuldades entre fácil, médio e difícil. O tempo pode ser de 1 a até 5 horas, dependendo da trilha.
      Importante destacar que os trajetos só podem ser feitos com acompanhamento de monitores credenciados e custa a partir de R$ 25,00 por pessoa. Altamente recomendado para não se perder na trilha, é uma questão de segurança.
      Em frente temos o acesso ao Museo Funicular, a entrada custa R$ 5,00. Lá retrata a história da ferrovia, interessante visitar.
      Na hora de voltar, ao sair da passarela, vire a direita e vá para um outro caminho. É possível ver a torre do relógio de perto, que é uma réplica do Big Ben de Londres. Tem 20 metros de altura.
      Assim termina o passeio. 
      Espero gostem as informações, curta o vídeo e inscreva-se no canal.
      Valeu!!


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