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A comunidade do Bonete, localizada no sul da Ilhabela está separada da civilização moderna não só pela sua cultura ímpar, más também por uma longa travessia por trilha para quem tem disposição de andar mais de 15KM entre subidas e descidas ou por um mar de águas agitadas e ondas grandes para quem tem a disposição para chegar de barco. Essas são as formas mais fáceis de chegar ao Bonete, ou seja, por tantas dificuldades, o local mantém seu aspecto bucólico em pleno litoral paulista.

 

Sem acesso ao mundo externo, com poucas televisões, rádio que não pega muito bem as estações e raro sinal de wifi, esse é o lugar para quem realmente pretende esquecer os problemas mundanos, se isolar e não ser localizado. Com algumas pousadas, restaurantes e camping, o Bonete é a certeza de praia vazia, céu estrelado e muitos borrachudos sugadores de sangue. Impossível não parar no tempo lá, esquecer dos problemas deixados no inicio da trilha e se maravilhar por uma das paisagens mais bonitas do litoral paulista.

 

O acesso ao Bonete via Trilha: O inicio é no bairro da Sepituba que fica a 17KM da balsa onde se tem acesso a Ilhabela. Para chegar até lá é necessário pegar o ônibus de nome Borrifos que fica atrás da delegacia logo na saída da balsa e custa R$3,50. O trajeto dura aproximadamente 1 hora e irá deixar o viajante a +ou- 3km da porteira onde a trilha se inicia. Outra opção é ir de carro e deixá-lo estacionado no Zé da Sepituba, uma figura local com uma grande história de vida e que irá lhe cobrar R$10 a diária. Levando uma garrafa de pinga é provável que ele abaixe esse valor, além é claro de criar um vínculo com esse senhor que saiu de casa aos 8 anos de idade com um peixe seco, farinha e rapadura para servir o exército e que não vê a hora de largar aquele estacionamento e ir morar no mato. No próprio estacionamento do lado esquerdo existem dois elefantes de cimento que jorram água pela boca, água vinda da cachoeira e potável, ideal para abastecer a garrafa e iniciar a jornada.

 

A trilha: Na verdade é uma estrada que começou ser aberta com o intuito de ligar a Sepituba ao Bonete, porém por algum motivo o projeto foi cancelado. Pelo que pude apurar na época os “Boneteiros” que impediram a construção dessa tal estrada. Nos dias atuais carro nessa estrada só dos proprietários da Fazenda da Laje que fica localizado próximo a cachoeira do mesmo nome e que está localizada em um ponto estratégico ao qual falarei mais em breve. Entretanto, mesmo sendo bem larga não deixa a travessia menos difícil. A trilha é de nível difícil e não indicado para pessoas que não tem por prática caminhar bastante. Sedentários até podem chegar más irão sofrer e com alto risco de desistência no meio do caminho, além é claro dos perigos naturais que a trilha oferece. Para tentar ser o mais detalhista possível iremos dividir o relato da trilha em 3 partes sendo a primeira da Sepituba a Laje, a segunda da Laje ao Areado e por último do Areado ao Bonete e esperamos auxiliar os viajantes a atravessá-la da melhor forma possível.

 

Parte 1 – Da Sepituba a Fazenda da Laje.

 

Após atravessar a porteira que é o ponto inicial da travessia já esteja preparado para uma subida tensa com metade dela de terra e a outra metade de cimento “cimento para facilitar a subida do jipe que leva mantimentos para a fazenda”. Essa subida é um teste para a sua determinação de chegar ao Bonete e prévia do que virá pela frente. Caso encontre dificuldades em subir essa ladeira, seja por peso demasiado, seja por outras dificuldades essa é a hora de abortar a missão, pois, pela frente a tendência é piorar. Ao término dessa ladeira existe a primeira recompensa. Um visual fantástico do oceano que vale aquela foto da primeira vitória. A partir do topo do morro até a cachoeira da laje a trilha se acalma, ou seja, subidas e descidas, porém, nada de algo muito difícil. Em um determinado momento você terá que se decidir se vai seguir pela trilha principal e ir direto pela cachoeira da laje ou se vai pegar um trilha secundária a direita e que irá para o mirante do Cação e Fazenda da Laje tendo assim acesso ao Lago Dourado. Sobre a fazenda em específico falarei mais a frente. Essa primeira parte tem como principal dificuldade a subida de cimento, o demais é bem tranqüilo e movimentado, o que impede de avistar a fauna local.

 

Parte 2 – Cachoeira da Laje ao Areado.

 

Essa segunda parte já é um pouco mais técnica e com desníveis maiores. Muitas árvores estão caídas pelo caminho sendo que algumas delas chegaram até o chão e para ultrapassá-las é necessário pular, outras ficaram presas em outras árvores sendo necessário abaixar para vencê-las. Os desníveis são caracterizados por enormes fendas e buracos causados pela erosão do solo fazendo com que a atenção seja redobrada para não ser sugado abaixo, torcer o pé em uma das fendas ou qualquer outro tipo de acidente. Nesse trecho o viajante já está longe da Sepituba e longe do Bonete, o sinal do celular não funciona, então, se acidentar nessa região seria catastrófico. Duas partes posso caracterizar como de extrema dificuldade: 1) Uma enorme pedra cheia de detritos que lembra farelo de cimento e deixa e pedra lisa, para transpor esse obstáculo é necessário passar pelo lado por uma pequena faixa de terra que cabe apenas um pé a frente do outro e que beira uma dos enormes buracos com mato alto e se arriscar em um esqui-bunda. A pedra tem aproximadamente 2m de altura, porém está localizado no meio do único lugar que dá para passar. 2) Uma enorme descida que leva ao areado. A ladeira é completa de fendas profunda com alto risco de torções e muito inclinada fazendo com que todo o peso do corpo se concentre nos joelhos. Devido ao terreno é impossível descer em linha reta, então o melhor a fazer é zigue-zague o que prolonga a caminhada. Ao término você estará no Areado, parabéns! Para atravessar o Areado e continuar a trilha você terá duas opções: Pela ponte antes da curva ou por dentro do rio mesmo, porém varia de acordo do nível da água.

 

Parte 3 – Do Areado ao Bonete.

 

Esse é o trecho mais difícil. O areado está numa espécie de vale, tudo o que você desceu para chegar até lá irá subir novamente. Pelo tempo da caminhada o corpo já está cansado e o terreno é o mais difícil da trilha. Logo no inicio da trilha, lá na porteira existe uma placa de aviso sobre riscos de deslizamentos nesse trecho, isso porque a trilha é cheia de pedras e se uma rolar ira fazer um movimento em cadeia das outras. Logo saindo do Areado tem uma ladeira, más, perto das que estão por vir ela é bel tranqüila. Ao término dessa primeira subida outra te espera, essa sim, maior que a primeira antes de chegar na Laje, com pedras, fendas e limo. É nessa subida onde existe o maior risco de encontrar com cobras. A subida faz +ou- 3 curvas longas e pelo caminho encontramos várias pessoas sentadas se recuperando para continuarem a subida que parece não ter fim. Após terminar essa o terreno fica um pouco reto e depois outra subida do mesmo nível e após o término dessa existe outra, ou seja, saindo do Areado são no mínimo 4 subidas que exigem muito da pessoa que quer vencer essa trilha. Após todas essas subidas você estará na curva da mentira, nome dado porque nessa curva é possível ver a praia do Bonete, será a primeira vista da praia e da a falsa impressão de que está chegando, porém não se iluda, dali até o Bonete será mais 1 hora de caminhada. Nessa curva tem uma pequena entrada que dá acesso ao Mirante do Bonete que fica a +ou- 150M fora da trilha e é parada obrigatória. Voltando a trilha o terreno muda completamente, as copas das árvores já não fazem mais sombra, então é sol na cabeça, por uma estrada de terra batida típica de cidades do interior. A descida é aguda e constante, tudo que foi subido do Areado agora será descido para voltar ao nível do mar. Durante o trajeto existe outra curva com uma vista bem bonita da praia. A marca de que se está chegando é outra cachoeira, a do Saquinho e que o visitante também terá duas opções de transpor: Se o nível da água estiver baixo é possível ir por baixo, atravessar as pedras e fazer uma pequena escalaminhada, se o nível da água estiver alto, na placa é necessário subir o morro a esquerda, subida bem íngreme e também no melhor estilo escalaminhada para chegar a ponte, porém, pela ponte é mais difícil, não chega nem a ser uma trilha, é uma pequena caminhada pelo meio do mato mesmo cheia de troncos de árvores e pedras, tirando a subida muito íngreme e que não tem auxílio nenhum para subir.

 

Observações da trilha: Trilha de nível difícil, não pela navegação, más sim pelo terreno. Muito sobe e desce, com desníveis absurdos, cheia de fendas, rochas, árvores caídas e com a enorme variedade de fauna que o local possui. Toda atenção com cobras é essencial, principalmente do trecho da Laje até o Bonete onde menos pessoas se aventuram e é mais fácil localizá-los. As cachoeiras são uma grande fonte de água, porém sempre é bom ter algo para purificar a água, no nosso caso levamos cloro que leva 30 minutos para deixar a água potável. Outra observação importante é com relação a temperatura. Não se iluda pela trilha ser em sua grande maioria sombreada pelas copas das árvores. A alta umidade faz com que o trajeto seja uma sauna a céu aberto. Você vai suar o tempo todo o que aumenta consideravelmente o risco de desidratação. Os borrachudos já fazem um estrago considerável na trilha e qualquer repelente que não seja o “citro ilha” é perfume, então nossa recomendação é que faça a trilha de calça e camiseta de manga longa. O peso da sua mochila fará toda a diferença de tempo e o esforço físico dedicado, então reavalie o que irá levar para a trilha, a primeira parte fizemos com as cargueiras pesadíssimas e pagamos caro por isso. Use botas confortáveis e bastões de caminhada. Leve no mínimo 2 garrafas de 500ML e economize água, por mais que exista vários pontos para se reidratar existe um tempo para que o produto usado para purificar reaja com a água.

 

Fazenda e Cachoeira da Laje – A fazenda da laje é uma propriedade particular que segundo a proprietária dona Nice vai dá porteira até o Areado. Se a opção for passar por dentro dela é necessário pagar uma taxa de manutenção no valor de R$5 que podem ser consumidos. A água custa R$5, cerveja e refrigerante R$6, lanche natural R$12, porém corre o risco de chegar lá e não ter muitas coisas principalmente cerveja já que a dona Nice vende 1 e bebe 5. A fazenda também é camping e hostel. R$40 a diária do camping e R$80 a do Hostel. Banheiro com ducha quente, banheiro sem iluminação e uma área de confraternização bem aconchegante. O visual é um caso a parte, a fazenda está no alto do morro e em cima de uma rocha, as barracas são montadas de frente para o oceano e não tem preço acampar com essa vista, porém, um tanto perigoso acampar no caso de descargas elétricas proporcionadas pelos raios. A fazenda também é ponto de acesso ao Lago Dourado, lago esse que é a continuação da Cachoeira da Lage. Pela manhã com o sol incidindo direto sobre o lago ele fica amarelado, daí o nome. Para acessá-lo são aproximadamente 10 minutos de descida que depois terá que ser subido novamente. É proibido acampar lá, porém conversando direitinho com a dona Nice quem sabe. Como nossas cargueiras estavam demasiadamente pesadas resolvemos acampar por lá e pudemos deixar o peso extra para pegar na volta. O contato é difícil devido a localização, então vou deixar o telefone do filho da dona Nice que é um dos administradores também. Fiz um acordo com a “veia” e quem ao chegar lá falar que foi indicado pelo “William/Márcia do Na Barraca” receberá um desconto “espero que ela cumpra com isso”. 12 981217759. Acima da fazenda fica a cachoeira que possui alguns níveis. O mais alto é onde está a ponte, o mais baixo de onde se chega vindo da fazenda. No nível intermediário fica a pedra que escorrega. A cachoeira é muito bonita e grande, porém, por ser a primeira muitas pessoas vão até lá, passam o dia e voltam, então costuma ficar cheia e com “farofa”, o ideal é se refrescar e caso opte em acampar na laje voltar para o lago dourado, caso siga para o Bonete parta para ficar um pouco mais de tempo no Aerado.

 

Aerado: Essa sim, com poucas pessoas. Quem chegou é acostumado a estar na natureza e sabe como lidar com ela “mesmo com algumas exceções”. O local é mais vazio e a parte na qual se cruza pela trilha é cheia de pedras, porém, para quem chega vindo da Laje, pouco antes do término da descida tem uma pequena trilha que dá acesso a parte de cima das pedras com um grande lago para banho. É preferível ficar por lá. Assim que termina a descida também, do lado esquerdo se tem acesso a ponte que leva ao outro lado e do lado direito uma área já reservada para acampar. Um grande quadrado com troncos de árvores um de frente para o outro e vestígios de fogueira. Cabem bem acomodadas 2 barracas. Nessa mesma área tem uma pequena trilha que leva a parte de baixo do Areado e que aparentemente também ao “banheiro”. Vale aqui salientar que qualquer necessidade deve ser feita a no mínimo 100m da água e as fezes devem ser enterradas.

 

Mirante do Bonete. Nada mais do que uma montanha na trilha que propicia a vista da praia de frente e por cima. Como o trajeto é curto vale a pena deixar as mochilas na entrada e ir até lá. Nesse local também existe indícios de acampamento, sendo assim quem quiser pode acampar por lá e acordar com uma vista maravilhosa sem pagar nada.

 

Cachoeira do Saquinho: Em outros tantos relatos dizem que a cachoeira é sem graça. Acredito que esse veredicto seja dado pelo fato de não haver possibilidades de se banhar, porém, para contemplação ela é tão linda quanto às outras. A queda fica em uma formação rochosa de uns 15M que lança a água abaixo fazendo a passar por baixo da ponte acima citado. Um pouco antes dessa cachoeira há uma bica de água com a mangueira.

 

Cachoeira do Poço Fundo: Nos fundos da vila do Bonete, a aproximadamente 15 minutos andando fica o Poço Fundo. Não chega a ser uma cachoeira nessa parte e é possível nadar caso não se incomode mais com os borrachudos uma vez que nessa parte da vila o ataque é intenso. Vale a pena esticar até lá, e é o mesmo caminho que leva ao outro mirante e as praias das Enchovas e Indaiaúba.

 

Bonete: Como dito anteriormente é um lugar bucólico. Ruas estreitas e de terra/areia a vila é bem pequena. A beira mar estão os comércios mais caros, porém, os preços com exceção de um ou outro lugar são tabelados. Não existe uma grande variedade de produtos comercializados, apenas o básicos, por isso a necessidade de levar seja de trilha ou barco. Os preços são bem salgados. O prato feito custa em média R$25 e serve 2 pessoas. A cerveja a beira mar custa R$6 e na rua de trás na mercearia do Sr. Américo custa R$5, pode parecer uma diferença pequena, más depois que tomar várias a diferença é grande. Na pousada da Rosa vende o repelente local “Citro Ilha”, o pequeno custa R$20 e o grande R$28 lembrando que é o único que neutraliza em partes as ações dos borrachudos. À noite tudo fecha cedo com exceção do bar que fica logo após a ponte da igreja onde rola música ao vivo. Os lanches também são bem carinhos, um cachorro quente somente pão e salsicha custa R$7.

 

Os locais são chamados de “Boneteiros”, más parece que eles não gostam muito desse nome, então é bom evitar chamá-los assim. É um povo que luta a anos contra a especulação imobiliária, então são bem aguerridos e de opinião forte. 90% da população é formada por protestantes, existem 2 igrejas na vila, então, algumas práticas é bom serem evitadas em qualquer lugar como por exemplo o consumo de maconha no meio da vila e a fala de palavrões em demasia. As mulheres em sua maioria são casadas, então nada de ser espertinho e chegar dando em cima das caiçaras loiras de olhos verdes “esse é o biótipo dos locais”, por informações dos moradores, o navio que naufragou na região e deu origem a vila era holandês. O céu do Bonete é espetacular, vale à pena ir a noite à praia para contemplar. Muitos moradores costumam ir dormir na praia com seus colchões, não é proibido fazer isso, más, é proibido montar a barraca e a lei lá é muito clara para isso: Montou barraca na praia ela será quebrada e jogada no mar, além é claro de comprar uma briga desnecessária com os locais. Você é fumante? Leve seu cigarro, lá custa R$15. O mar é grande e a praia de tombo, não é um lugar apropriado para ficar brincando na água, atenção redobrada. No canto oposto ao que se chega da trilha há um rio de águas geladas, ali é aconselhável para ficar de bobeira na água. Macarrão e enlatados vendem lá e com preços similares aos de qualquer lugar, então é um peso a menos na mochila. Eles não vendem gelo, o gelo é para o comércio local.

 

Camping: Há dois campings no Bonete. O primeiro fica em frente à igreja e a impressão não é boa. Todo aberto sem muito controle e com muito lixo a vista. A única coisa que chama atenção é que é na frente da praia, porém não me senti atraído por ele e conversando com um rapaz que ficou por lá foi a melhor decisão. O outro camping é o da Vargem. Esse fica aberto também, porém as casas dos donos ficam na frente, então não é qualquer um que entra, o banheiro é limpo de hora em hora, tem ducha quente, cozinha comunitária com fogão a lenha e limpa constantemente também, espaço para até 70 barracas “segundo informações do Jairo “dono””, os eletrônicos ficam carregando na casa dos moradores e é bem familiar. As 23 horas é silêncio total e tem luz 24 horas, diferentemente do restante da ilha. O valor é de R$30 a diária e a Deloira, mãe da família e responsável é super gente fina. O Jairo também faz a travessia de barco e para quem fica no camping rola um preço especial. https://www.facebook.com/Restaurante-Camping-da-Vargem-Praia-do-Bonete-Ilha-Belasp-684963794985428/?fref=ts.

 

Borrachudos: Sim, esses insetos é o que impedem do lugar ser perfeito, porém os locais me convenceram da importância deles. Os borrachudos se reproduzem em águas limpas e correntes, como o local é cercado por cachoeiras o dia em que os insetos sumirem é porque a água já não é mais limpa e a vila estará na iminência de não mais existir. O único repelente que segura o ímpeto desses bichinhos cara de pau é o “Citro Ilha”, então você terá que comprar. Se for alérgico a borrachudos não vá, a Márcia saiu de lá direto para o PS, pois estava toda inchada e tomou duas injeções de Fenergan. A coisa é séria. Os locais usam meias de futebol porque o principal alvo deles é o tornozelo. Eles picam até 1,5m do chão, sendo assim aja pernas e pés. Chega a cortar o barato do local dando vontade de ficar intocado dentro da barraca. A noite não há ataque, anoiteceu eles somem e é hora de usar bermuda, saia, shortinho e afins.

 

Caso precisem de maiores informações nos procurem pelo e-mail ou zap. Talvez alguma informação tenha passado batido más que possamos ter para [email protected]

 

Mais imagens no: https://www.facebook.com/william.mendes.182/media_set?set=a.1550555714968391.1073741847.100000419323243&type=3

 

Trilha gravada pelo Wikiloc:

 

https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=16057066

 

https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=16057050

 

 

 

Leia mais: http://nabarraca.webnode.com/news/bonete-ilhabela-bucolica-linda-e-lar-dos-borrachudos/

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    • Por Thays Soares
      Ola , boa tarde galera . Em agosto estarei de ferias e gostaria de fazer uma road trip de sp a minas gerais , porem to em duvida sobre as paradas . Terei disponivel cerca de 8 dias ao todo para realizar a viagem de ida e volta , queria sugestoes de paradas . gosto de trilhas, rios , cachoeiras , se possivel um roteiro que incluisse capitolio ! desde ja agradeço pela ajuda 
    • Por Carolina Rosaboni
      Chegando na praia do Bonete todas as nossas esperanças de sinal foram por água abaixo lá só chega Wi-Fi para as maquininhas de cartão e a luz vai até as 18h, então estejam preparados para ficarem incomunicáveis já chegando em Ilhabela, na parte Sul quase não tem sinal. Assim que pisamos fui no primeiro restaurante que encontrei e esqueci de pegar o nome pra tomar um Coca, como uma boa viciada, todos os atendentes foram super gente boa e me emprestaram o celular só para avisar que estava viva. reparamos que tinha uma ducha na porta desse restaurante e um camping do lado. 

      Nos afastamos e assistimos ao pôr do sol, em menos de meia hora a praia ficou vazia e um breu que só. Tomamos banho naquela ducha mesmo apenas iluminados pelas estrelas (dava pra ver a constelação das três marias inteirinha, o céu de lá é perfeito) e nos dirigimos para a outra ponta da praia para ver se havia possibilidade de armar a barraca. Já de aviso NEM TENTE, os moradores viram a noite com lanternas procurando se tem alguém com barraca e são bastante mal educados, chegam totalmente na ignorância só de te ver com as coisas se você não está se dirigindo a um dos campings. Mas felizmente uma mulher de São Sebastião veio nos pedir um isqueiro emprestado e disse que era super tranquilo só dormir na praia, ela e o marido estavam nessa a dois dias. 
       
      Estendemos a barraca debaixo de umas árvores perto deles e fomos atrás de comida no outro comércio que tinha na praia e tinha a aparência de estar aberto, a barraca do Cacau, assim que nos viram passando nos trataram muito, mas muito mal mesmo, com respostas vagas e sem olhar na nossa cara, até indicaram um lugar na vila que poderia estar aberto, mas depois de toda essa recepção decidimos não ir e comer o resto do que tínhamos levado para a trilha. Capotamos de cansaço às 20h, um pouco depois fui acordada pela luz da lua cheia que iluminava a praia inteira como uma lanterna em nossas cabeças, o céu de lá realmente não tem explicação e tirando os mosquitos não tivemos muitas preocupações de noite. 
      No outro dia acordamos com o nascer do sol e um grupo de golfinhos bem na nossa frente, se tivesse bateria teria sido uma foto perfeita. Nos lavamos no rio que encontra o mar bem na beira da praia e estendemos as roupas com uma corda entre as árvores. O comércio abria no final da manhã e compramos mais água e apenas salgadinhos, os preços eram bem fora do nosso padrão. Lá na vila descobrimos que havia uma trilha para outra cachoeira, mas no dia anterior um menino tinha morrido de picada de cobra, o que nos desencorajou totalmente de explorar. Acabamos  ficando pela praia mesmo pois o dia estava lindo, ao meio dia a orla se encheu de lanchas e jet skis e fomos almoçar no bar do Cacau mesmo que prometeu um PF que alimentaria 3 pessoas. Nossa sorte foi que pedimos dois, pois a porção dava  para um pouco mais de uma pessoa, mas estávamos felizes de estar comendo comida dessa vez. 

      Já eram 14h30 e tínhamos acabado de comer, literalmente do além surgiu uma ventania muito forte, daquelas de tirar as pessoas do chão. Corremos para guardar tudo e nos abrigamos no bar do Cacau enquanto observamos os barcos do tinham virado e estavam sendo arrastados, logo mais começou uma chuva forte de 2h. Nos informaram que iriam fechar e não poderíamos ficar abrigados lá, nem passar a noite na praia como no primeiro dia pois chovia, e barraca nem pensar se não irão destruí-la. Ficamos um tempinho debaixo de uma árvore e fui procurar o gerente do bar que conhecemos no primeiro dia e contei toda a história e que não tínhamos dinheiro para o camping se poderíamos dormir no chão do bar e tentariamos pagar um barco bem cedinho no dia seguinte. Ele até deixaria, mas tinha uma confraternização de Ano Novo com o dono do bar, mas a sogra dele nos deixaria ficar nos bancos na frente do bar dela que tinha um pouquinho de cobertura. Eu já estava super contente, mas fui encontrar o casal de amigos que estava abrigado no bar da praia esperando sermos desalojados novamente e contei tudo o que o gerente havia me falado. 
       
      Resolvemos tentar a sorte até a confraternização começar, umas 20h dois casais chegaram para arrumar as mesas e estávamos nos dirigindo ao bar da D. Rosinha que fica no povoado. O C. (vou chamá-lo assim para preservar a identidade, mas serei eternamente grata)  dono do bar se compadeceu da nossa miséria e salvou nosso ano novo, além de nos abrigar em seu quintal para montar a barraca, oferecer banho quente, ofereceram uma ceia maravilhosa e passamos o Ano Novo com sua família super gente boa, até me fez voltar a ter fé no pessoal de Bonete que tinha sido extremamente rude até o momento conosco. Os sobrinhos dele nos levaram para um bar que tocava música ao vivo no povoado e pulamos as ondinhas na praia. No outro dia acordamos às 8h e conseguimos um barco de volta para ilha por “apenas” R$60 (por causa do ano novo o mínimo seria R$80 ou R$90, mas o cara nos fez preço de temporada, pois era amigo do C. ) Por causa da tempestade  no dia anterior os golfinhos não apareceram, mas o barqueiro nos levou para conhecer o buraco do cação, que mesmo muito profundo dá pra ver o fundo de tão cristalina a água é
      Resumo: o Bonete é um lugar maravilhoso para visitar, uma das praias mais lindas que fui e dá pra dormir na areia tranquilamente, mas vá preparado financeiramente para imprevistos,  pois não é sempre que almas boas aparecem. E se for de trilha se prepare pois o clima lá muda em dois segundos, sempre bom levar o dinheiro do barco e não conte com o cartão sempre, pois lá o wi-fi é bem limitado o barqueiro só aceita dinheiro por exemplo

      Almoço: R$ 30 por prato + 10%
      Cerveja: R$ 6 skol
      Coca cola R$ 6 na mercearia e no bar do Cacau R$ 5 no primeiro restaurante
      Fofura R$ 5
      Shot de pinga da ilha R$7
      Barco para Ilhabela R$ 60 por pessoa
    • Por Carolina Rosaboni
      Decidi super em cima da hora com um casal de amigos a passar a virada em um camping em Ilhabela. Um grupo de amigos desse casal tinha fechado o Camping da Lage e iria conseguir um lugar para nós no dia primeiro depois de passar a virada na praia e subiriamos de trilha, o único problema é que esse grupo de amigos não nos informou em que praia iria virar. Calculando o tempo que levaria para chegar na praia do Bonete, que é a praia que tem uma trilha que sai desse Camping, e pensando no trânsito da virada, resolvemos que era melhor ir no dia seguinte, dia 30 e resolveriamos lá no Bonete onde iríamos ficar. Com fé e coragem pegamos um Blablacar às 5h30 lá do Tietê depois de quase virar a noite tentando lembrar de pegar tudo para o camping, chegamos na balsa para Ilhabela às 10h devido o trânsito de pessoas indo para o litoral. Até aí bem tranquilo, o pedestre não paga e ela sai de 30 em 30 min. Chegando lá fui tentar sacar dinheiro, mas me informaram que não tinha banco na Ilha (o que é mentira, pois depois achei vários na região central, inclusive o meu banco) e esse casal ficou me apressando para ir direto para o ônibus da trilha pois estavam com medo chover, parei só para comprar 2 águas e gelo para mantê-las geladas em minha sacolinha térmica. Já começamos a ser atacados pela fauna local e meu repelente parecia tempero de mosquito, é bom comprar o repelente da ilha que eu fiz mais tarde na viagem e é caro, mas é a unica coisa que salva. Fomos então pegar o ônibus que vai a parte Sul da ilha com meus poucos reais em espécie, comprei a ida e a volta (5 reais cada passagem e em tempos de não pandemia a passagem de domingo sairia por 1 real), foi a pior besteira que poderíamos ter feito. Chegando no ponto final desse ônibus não existe nada, nem sinal de celular (na verdade o sinal e qualquer mercado ou farmácia estão a mais de 5Km de onde o ônibus para) Nos informamos com o motorista que disse que a entrada da trilha estava um pouco a frente pela estrada de terra, andamos cerca de 40 min até a porteira do Parque Estadual, usualmente eles pedem que você marque um horário para a trilha, porém como nossa viagem foi super repentina nem pesquisamos sobre. (Recomendo que façam exatamente o contrário de nós e tente marcar.) Após assinar um termo de responsabilidade pudemos entrar, e o guardinha foi super simpático quando contamos que estávamos indo pra Lage e por isso podíamos entrar e avisou  que por causa do COVID o parque estaria fechado nos dias 1, 2 e 3. Finalmente iríamos começar a trilha de 12 Km de subidas e descidas ao meio dia em ponto. O guardinha comentou que tinha atleta que fazia em 1h mas a maioria em 5h, calculamos que em umas 3h já estaríamos lá (Claro que desconsideramos a falta de sono, fome e o peso das mochilas e a geladeira, até alí estava tudo bem) e também comentou que passando a Lage já era 20% do caminho. Já no começo da trilha tem bastante subidas, uma em principal que é bem íngreme e asfaltada dá em uma vista linda, onde o céu e o mar se confundem em dias de céu limpo, eu comecei a passar bem mal de fome. Depois de vomitar toda água que tinha no meu estômago,  pois não comia desde a noite anterior (o erro gigantesco, sempre coma algo leve, mas que te sustente antes de fazer a trilha) paramos para comer bananas que deram aquela revigorada de leve, mas ainda sentia falta de uma alimentação. Voltamos a trilha e chegamos na bifurcação indicando o camping da Lage e a praia do Bonete. O Camping era o único local da trilha que teria WiFi, mas como a Bonete estava bem longe e eles realmente estavam com medo da chuva fomos direto. Chegando na cachoeira da Lage previsão era de chuva fomos tentar a sorte com sinal na praia do  paramos para comer e relaxar um pouco, tirar umas fotos do lugar , eram já 13h .

      Revigorados voltamos a trilha 30 min depois, foi o trecho mais longo da trilha, o bom é que é quase impossível se perder na trilha do Bonete não tem bifurcações ou trilhas paralelas e você sempre vai estar acompanhado de um calango, em um momento avistamos uma cobra e eu não esperei muito para tentar descobrir mais sobre ela ( depois nos informaram que é bem comum mordida de cobra por lá, principalmente de Jararaca, mas a que vimos não matava, só necrosava a pele). Após uma longa subida seguida de uma descida, chega-se a segunda cachoeira apenas nos molhamos para tirar o suor e seguimos para o Bonete, já eram 15h40 e ainda não havia chovido, uns banhistas nos disseram que era mais 1h de atleta (to até agora tentando entender essa medida deles). Daí o trajeto spo sobe e você fica sem entender nada como vai chegar na praia só subindo, até chegar em um descampado que dá pra avistar a praia e deu aquela animada na nossa alma acabada, finalmente começam as descidas, mas fomos tomando bastante cuidado pois essa parte da trilha estava bem castigada pelas chuvas anteriores e sofreu horrores de erosão, tinha que ir prestando bastante atenção. Finalmente chegamos às 17h30, um tempo até que ok pela quantidade de coisas e nosso cansaço. Na escada que dava acesso a praia uma mulher nos recepcionou e comentou que tinha um grupo que tinha acabado de chegar e tinha saído às 8h da entrada do parque. Mas quem vai só com a água deixando as malas virem de barco geralmente demora umas 2h 

      Tempo total gasto de SP até a praia do Bonete: 12h
      Tempo total gasto na trilha: 5h30
       
      Blablacar: R$ 66 pra cada
      Água e comidinhas: R$ 40 pra cada
       
    • Por Luan Castro
      Companhia para viagem esse mês de dezembro 01/12 ~ 30/12, tiver de partida ou tiver pensando em e,  da um toque no e-mail [email protected]
      E vamos la.
       
    • Por Par de Sorrisos
      Caminhada no Centro Historico de ITU, SÃO PAULO: Cidade dos EXAGEROS ⛪️☎ | Vlog viajante 🌎
       
       
      Oi gente! Convidamos você a um passeio pelo Centro Histórico de Itu. Essa cidade do interior de São Paulo que tem muita história pra contar. Passeamos por lá e mostramos um pouquinho pra vocês um pedaço do Centro da cidade, onde está o o tão famoso Orelhão de Itu.   00:00 Intro 00:30 Itu, São Paulo 01:04 Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelaria 02:00 Praça Padre Miguel 02:27 Orelhão de Itu 03:07 Loja Exageros de Itu 05:14 Centro Historico de ITU 05:51 Bloopers 06:32 Despedida   Espero que gostem fizemos com muito carinho.   Sejam felizes e bebam água.   Um beijo! 💙   Inscreva-se em nosso canal: https://bit.ly/2MY7eF2   Junte-se a nós em nossas aventuras: • Facebook | https://facebook.com/pardesorrisos/ • Instagram | https://instagram.com/pardesorrisos/ • Patreon | https://www.patreon.com/pardesorrisos/   A música que nos acompanha • Spotify | https://spoti.fi/2MZz1oq   Entre em contato conosco: [email protected] Par de sorrisos é a visão de Wilfredo Chiquito e Helen Negrisoli de nossas aventuras ao redor do mundo. Junte-se a nós!
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