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raphael.reis

De SP a Uyuni - Salta - Foz - SP de carro... digo, de Palio!

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Buenas tardes!

 

Um breve relato dessa realização de um sonho que aconteceu entre os dias 22/12/16 e 04/01/17, concretizado por mim, Raphael Reis, e por minha namorada Karla Karoline. Pouco tempo de fato, mas foi suficiente!

 

Essa viagem eu já programei a anos, mas só agora pude executar. Tudo muito corrido, pois eu não ia sair de férias, depois o chefe decidiu que me daria férias, e por sorte coincidiu com as férias da namorada e de um dia pro outro eu liguei pra nega e disse, vamos! Logo, fomos sem hotel reservado, sem traçar rotas, sem GPS, sem porra nenhuma. Contratei o carta verde por whatsapp, paguei por transferencia bancaria, imprimi e fumos.

 

Dia 1 - de SP a Campo Grande - 1010KM

Como é de grande conhecimento da maioria, os pedágios são bem salgados. E eu recomendo fortemente o uso do Sem Parar para evitar filas absurdas! Estrada tranquila, pegamos muita chuva entre Assis e Presidente Prudente. Almoçamos no posto RodoServ e gastamos cerca de R$60. A partir de Ourinhos, andei sempre com mais de meio tanque pra evitar problemas, afinal não conhecia a estrada. De presidente Epitacio em diante, estrada de faixa simples, alguns trechos esburacados mas nada demais. Em Campo Grande ficamos na casa de um familiar, é uma cidade muito grande e com buracos a altura da cidade... sério! Fizemos este trecho em 12:30.

 

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Dia 2 - de Campo Grande a Corumbá - 1440KM

A intenção era ir até Santa Cruz de la Sierra neste dia, mas era dia 24! Demos uma volta por Campo Grande, pegamos estrada tranquilamente, afinal a partir da cidade de Miranda já estamos no Pantanal. Muito bonito! Não demos muita sorte em ver os bichos... algumas capivaras, centenas de lagartos, um tamanduá, um veado e um jacaré atropelado! Um lugar muito rico, sem dúvida, voltaremos com mais tempo. Em Corumbá ficamos no Salette Hotel, R$90 reais a noite. Já trocamos dinheiro com cambio a R$1 => B$1,90. Passamos o natal tomando cerveja e comendo porção de frente ao rio Paraguai. Cidade bastante agradável! Fizemos este trecho em 6:30.

 

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Dia 3 - de Corumbá a Santa Cruz de la Sierra - 2100KM

Saímos cedo de Corumbá, direto pra fronteira. Passamos na Policia Federal pra fazer a saída do Brasil, nos atenderam muito rapido e muito bem. Na imigração da Bolívia uma fila razoável, o atendente foi grosso comigo e eu com ele! Fdp, e lá na frente descobri que ele me prejudicou. Preenchemos os papéis fritando naquela sala, entregamos e fomos pra Aduana, que fica na primeira rua a direita depois da fronteira. QUE CALOR INFERNAL! Na aduana foi diferente, logo já vieram conferir os documentos. Eu havia levado a "declaracion jurada" já preenchida, mas ele disse que preencheria outra. Me pediu xerox do doc do carro, do meu passaporte e da habilitação. Alí perto encontrei um lugar aberto e paguei B$0,50 em cada xerox. Aguardei cerca de 15 minutos e me chamaram, o atendente me tratou muito bem, preenchi a declaracion ali mesmo. Logo ele conferiu o chassis do carro e deu uma olhada por cima na bagagem. Só isso, liberado!

 

Abasteci em Puerto Suarez mesmo e paguei em reais normalmente. Pegamos a RN4 e chegamos a conclusão que a Bolivia tem mais vacas que moradores! Nessa região pelo menos... e as bixas ficam soltas na estrada, temos que tomar muito cuidado. Rodamos cerca de 30KM e fomos parados pela polícia. Logo de cara um policial me cumprimentou e pediu os documentos. Entreguei, ele disse que faltava uma liberación do caralho A4... eu disse que nao, ele foi até outro polícial e conversou algo. Este olhou pra mim e acenou tipo... vai! Paramos pra almoçar em Roboré na estrada mesmo, gastamos B$130. Por aí começamos a perceber que as coisas não eram tão baratas quanto imaginamos.... abastecemos em San José de Chiquitos a B$8,65 o litro e pagamos este valor a viagem toda. Este é o valor para turistas no caso, para Bolivianos era B$3,50 em média. Pagamos alguns pedágios, uma curiosidade: Nos pedágios eles perguntam até onde voce vai. Dependendo da cidade, é um preço! Aí nos pedágios seguintes voce só apresenta o comprovante, ou paga um valor mais baixo. Portanto, NAO JOGUEM OS COMPROVANTES DE PEDAGIO FORA. Em Santa Cruz, tentamos reservar hotel pelo celular, mas é impossível... 3G nao funciona neste lugar! Enfim, reservamos pelo AirBnb um quarto na calle Rio Grande, próximo do cinecenter. Uma casa fantástica, um casal de senhores muito simpáticos que nos ajudaram muito! Este trecho fizemos em cerca de 9 horas.

 

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Dia 4 - de Santa Cruz a Sucre - 2579KM

Na manhã seguinte estava chovendo forte! Abusamos um pouco da preguiça, levantamos tarde e fomos sacar dinheiro. Consegui sacar do cartão de crédito apenas em um caixa eletrônico da BCP que havia no cinecenter. O senhor da casa que nos hospedamos me aconselhou... "Voce levará cerca de 13 horas até Sucre"... eu pensei, nunca! São apenas 470KM, impossivel levar tudo isso. Passamos no drive thru do Burguer King e pagamos cerca de B$115 em 3 lanches e saímos de Santa Cruz as 10:30. Saindo de Santa Cruz é uma loucura... na verdade Santa Cruz é uma São Paulo mais suja e muito mais desorganizada! Que transito maluco. E saindo de Santa Cruz, passando por La Guardia, El Torno, a RN7 passa no meio das cidades. Ai voce já perde bastante tempo.

 

Depois de La Angostura a estrada começa a subir e descer montanhas em trechos de deslizamento bem perigosos, além da estrada estar bem esburacada. Além de voce cruzar com cada pal véio que nao da pra acreditar que ainda esta andando. Enfim, minha namorada quase teve um treco, e mal sabia ela o que vinha pela frente. Chegando em San Isidro melhora um pouco, mas dura bem pouco... alí pegamos um trecho de terra. É onde pegamos a RN5, pois a RN7 vai até Cochabamba, e só depois descobrimos que é possível ir a Sucre por Cochabamba em uma estrada melhor... enfim! Pegamos a RN5, uma estrada de terra sem sinalização alguma que passa entre um pequeno vilarejo e logo em seguida começa a subir e descer montanhas. Cara, é loucura! Há trechos muito perigosos. Ai já era 17 horas da tarde, escurecendo e nao estavamos nem na metade do caminho!

 

Seguimos com muito cuidado, cruzamos onibus de turismo que andam feito loucos e se voce nao sair da frente eles te derrubam! A esta altura o carro ja estava cheio de terra, cheguei a deslizar algumas vezes por nao conseguir enxergar o caminho, passei perto do precipício rsrs, mas sobrevivemos! Quando ja era umas 22hrs, do nada, a estrada de terra vira asfalto! Pensei, agora vai! Respirei aliviado, abri os vidros do carro e atingi 120km/h feliz da vida... de repente a mulher começa a gritar desesperada e se debater. Paro o carro no meio da estrada e acendo a luz interna e tem uma mariposa gigante voando nela.... kkkk, empurrei o bixo pra fora com as duas maos, era grande! Depois dela se acalmar, pensei... agora vai! Estava a 120km/h, saí de uma curva e dei de cara com um burro(animal) atravessado na minha faixa. Travei o carro no freio mas vi que nao ia parar... soltei o freio e desviei, por Deus já era tarde e não vinha carro na outra mão! Que aventura brother!

 

Enfim, chegamos a Sucre era 00:20! Extremamente cansados, paramos no primeiro lugar que vimos. Um Hostel que não me lembro o nome logo na chegada a cidade. Pagamos B$250 por um quarto de casal com banheiro privativo. Fizemos este trecho em 14:20.

 

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Dia 5 - de Sucre a Uyuni - 2940KM

Cruzamos Sucre, e que cidade sensacional! Muito bonita, com suas construções muito tradicionais! A praça é muito bonita, mas infelizmente não tínhamos tempo pra nos prolongar em Sucre. Aqui a internet funcionou melhor! Abastecemos e seguimos na RN5 sentido Potosí, a estrada tem poucos trechos de terra, maior parte em asfalto bom! E que paisagens! Lindo, muito lindo... valeu e muito o dia anterior. Fomos parando em diversos pontos, e em Potosi paramos pra comprar roupa de frio! Comprei uma calça de tactel com lã de lhama por dentro que da pra subir everest com ela, sem dúvida, por B$30. Compramos toca e luva também bem barato. E também foi quando começamos a sentir o mal da altitude, afinal Potosi por pouco não é a cidade mais alta do mundo! Saindo de Potosi senti uma nausea muito forte e um pouco de dor de cabeça. Na verdade é um mal estar difícil de explicar. A Karla sentiu muita tontura.

 

Mesmo assim seguimos até Yura, onde não aguentamos e paramos. Havia um pequeno restaurante, chegamos lá meio que se arrastando e pedimos que ela preparasse o tal do mate de coca. O qual ela fez com muita boa vontade. Aproveitamos e almoçamos, sopa e depois arroz com carne de lhama e salada por apenas B$13 cada! Tomamos uma coca cola KS a B$2 cada! Me senti melhor na hora... ai entao, seguimos até Uyuni. Nos hospedamos no Hotel Le Ciel d'Uyuni que fica na calle Sucre com a Av Potosi e pagamos B$350 por um quarto gigante com 3 camas, banheiro privativo e ar condicionado. Muito bom! Reservamos pelo Trivago no caminho, chegamos la e sem dificuldade nenhuma estavamos no quarto. Descarregamos e já fomos contratar o Tour!

 

Na Av Ferroviaria é uma agência do lado da outra! O valor que encontramos em todas elas era de B$750 pelo tour de 3 dias. Tentei dar uma de esperto dizendo que tinha apenas B$1200 para os dois, mas não rolou! Acabou que entramos na Lipez Tour, uma agencia a qual eu já havia lido aqui no site que era recomendada. Era mais carro, B$800 cada porém, eles eram um dos poucos que aceitavam cartão de crédito. Acabamos fechando com eles mesmo, com o Sr Luis, a saída no dia seguinte as 09:30 e fomos pro hotel descansar. Este trecho de Sucre a Uyuni fizemos em cerca de 6:30 parando bastante.

 

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Dia 6 - Primeiro dia de Tour no Salar

Tomamos café no hotel e encontramos brasileiros. Pegamos algumas dicas, entre elas o nome do tal do remédio que ajuda nos sintomas do Soroche, que é o Soroche Pils. Corremos na farmacia e compramos 6 comprimidos a B$40. As 09:15 estavamos na Lipez Tour, logo encontramos um casal de Brasileiros(Vinicius e Carol), os quais dividimos estes 3 dias juntos de 2 francesas. A saída atrasou bastante, saímos ja era 10:20 e também fomos avisados de que nosso motorista era novo, não tinha muita experiência, e por este motivo iríamos o caminho todo seguindo o outro carro... ok!

 

Saímos em direção ao cemitério de trens, que até então eu estava achando meio bosta. Chegando lá, surpreendeu! Eu curti muito, é bonito, tem muita história e é uma marca de que o Brasil extraía riquezas da Bolivia já a muitos anos atrás! Entre outros países claro... ficamos cerca de 30 minutos lá.

 

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Depois passamos em Colchani. Compramos presentes pra familia toda! Da vontade de comprar tudo na verdade...

 

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E enfim, chegamos ao salar! Não demos sorte de ver as pilhas de sal que o pessoal de Colchani faz para secar o sal, e menos ainda de encontrar o salar alagado para vermos o tal do espelho do céu! Mas ainda assim é fantástico. Almoçamos quinoa, legumes frescos, bife de lhama acebolado e legumes refogados... muito bom mesmo!

 

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Depois fomos a tal da Isla Incahuasi. Há opção de pagar ou não... não pagamos e fomos até o topo, com muita dificuldade claro. 10 passos e 10 minutos de descanso! A vista é incrível, muito bonito. Não vejo sentido de pagar, mas ok.

 

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Depois pegamos o pôr do sol a caminho do hotel de sal! Eu achei fantástico, muito aconchegante. Pra tomar banho se paga B$10. Comemos bolachas com café/chá quando chegamos e o jantar foi Frango assado, batata corada, salada e legumes. Tudo muito bom!

 

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Dia 7 - Segundo dia de Tour no Salar

Saímos do hotel já era 08:30 ou mais. Café da manhã muito bem servidor! O pão da bolívia é muito bom... um pão redondo, muito leve... ótimo mesmo! Esse dia foi puxado, muitas horas dentro do carro. Paramos diversas vezes, entre elas paramos pra ver o Vulcon Ollague! O meu preferido:

 

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Logo em seguida fomos ver os flamingos! QUE FRIO! Dica de amigo: No segundo dia do tour, leve blusas e touca no carro, e não na mochila amarrada em cima do carro.

 

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Mais algumas horas e chegamos a Reserva de Fauna Andina "Eduardo Avaroa". Para entrar no parque, paga-se B$150 por pessoa obrigatoriamente. E enfim chegamos a laguna colorada! Fantastica... a temperatura eu não sei, mas a sensação térmica era negativa, sem dúvida!

 

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Depois fomos aos geisers! Eu fiquei meio frustrado, pois estava programado para irmos aos geisers no dia seguinte bem cedo. Mas tivemos alguns problemas com o carro, e segundo o guia, que não falava PORRA NENHUMA inclusive, teríamos que ver neste dia mesmo e no dia seguinte já faríamos direto o caminho de volta. São incríveis... eu gostaria de ter ficado mais mas na boa, não da. É muito frio, muito vento e eu infelizmente não estava preparado!

 

 

Depois dos geisers fomos ao hotel, que fica de frente a laguna caliente! Chegamos ao hotel já era 19 horas e foi um caos... o amigo Vinicius passando muito mal o dia todo com muita febre, minha namorada com muita dor de cabeça... foi um dia difícil! rsrs. Chegamos todos direto pra cama descansar. Este hotel ficamos em um quarto compartilhado com 6 camas bem grandes. Depois do descanso fomos tomar o café com bolachas, e pouco depois serviram o jantar! Sopa de legumas, e depois macarronada ao sugo com direito a queijo ralado e vinho para brindar o aniversário da minha linda, parabéns! ::love::::hãã2:: Muito bom!

 

Depois do jantar estavamos conversando na mesa e um pessoal nos chamou pra ir a laguna! Pensei... loucos! Frio abaixo de 0 lá fora... Com muita insistência, nos convenceram a ir! Eu botei a sunga pensando na merda que eu estava prestes a fazer. Quando saímos do hotel aquele breu... o vento batia que parecia que cortava rsrs... chegamos na laguna e todo o pessoal por lá. Quando entramos... é loucura, na boa. QUE COISA MARAVILHOSA! A temperatura da água deve ser de uns 38 graus. Muito bom, foi o ápice do tour sem dúvida alguma. As fotos são do dia seguinte pela manhã. Quando fomos a noite estava praticamente vazio... e ficamos lá até as 00 horas!

 

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Dia 8 - Terceiro dia de Tour no Salar

Acordamos as 08, tradicional café da manhã com aquele pão sensacional, geléia e bolachas. Saímos as 09 com destino a fronteira com o Chile pra deixar os amigos que iam a San Pedro de Atacama. Primeira parada foi na Laguna Verde e Vulcon Licancabur! Eu estava esperando o tour inteiro pra ver o Licancabur, e vale a pena! Monstro, que vista linda! Do lado Boliviano estamos mais perto do vulcão, mas a laguna verde do lado Chileno é muito mais bonita sem dúvida. Parece uma pintura!

 

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Chegamos a fronteira, e alí nos despedimos dos amigos Vinicius e Carol e seguimos de volta a Uyuni. Paramos algumas poucas vezes. Almoçamos em um pequeno restaurante de um vilarejo que nao lembro o nome, comemos quinoa com legumes frescos e Atum. Poucas fotos na volta, apenas algumas paradas pra ir ao banheiro e esticar as pernas.

 

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Chegamos em Uyuni por volta as 17:30 e fomos direto ao Hotel Le'Ciel descansar! O tour é fantástico, pra mim vale cada minuto e cada perrengue rsrs. Não espere tomar bons banhos, banheiros limpos e conforto. O carro é apertado, e para os altos como eu, sofrem! As mulheres sofrem pra ir ao "banheiro" no meio do deserto... Nosso guia em questão, falhou muito em diversos pontos. Ele simplesmente não falava nada, não explicava nada, parava em qualquer lugar para as garotas irem ao banheiro. Ficava mascando coca sem parar, ouvindo as músicas terríveis dele o caminho todo... enfim, o guia do outro carro que estavamos seguindo era sensacional e mesmo longe foi mais presente que nosso guia.

 

Dia 9 - de Uyuni a Humahuaca/AR - 3340KM

Este sim foi um dia épico na minha vida!

 

Acordamos e tomamos café as 7 da manhã. Encontramos outros brasileiros que estavam indo para o tour e já demos nossas dicas rsrs. Passamos no mercado rapidamente pra comprar comida e coisas pequenas para enfim sair da Bolívia! De fato, eu não esperava uma estrada boa... afinal eu já havia rodado mais de 1000km na Bolívia e já sabia bem o que esperar. Mas neste dia a Bolívia me surpreendeu mais uma vez! Tracei rota pelo celular mesmo e fomos pela RN21 sentido Villazon. Estrada de terra e asfalto novinho no começo, a estrada estava sendo construída na verdade. Rodamos cerca de 30km em estrada razoável até chegar a um trecho de muita lama, onde já comecei a me preocupar em atolar... pois claramente havia chovido recentemente, havia muitas poças grandes e foi piorando. Neste trecho já comecei a praticar o rally! O grande Palio provou ser uma edição especial Rally Dakar! Nada tão ruim que não possa piorar, claro. Chegamos a um trecho de travessia de rio! Exato... tive que atravessar a porra de um rio de carro. Parei, olhei por alguns minutos... não é tão fundo, mas é puro barro! Se atolar no meio do rio, fudeu! Engatei segunda e fui... sussa. Mal sabia eu o que vinha pela frente...

 

A estrada até Atocha é punk... pra ajudar ainda peguei muita chuva. Foi um desastre cara, umas pedras enormes no meio da estrada, muita lama, precipícios sem proteção alguma... uma das pedras que peguei empenaram o eixo traseiro do carro! As rodas traseiras daqui em diante estavam um pouco tortas, acabaram com meus pneus novos! Um prejuízo bom. Passei direto por Atocha e a estrada ficou menos pior! Rodei mais uns 50KM e um pedágio a frente... ainda tive que pagar B$25 pra rodar em uma estrada nestas condições. É brincadeira! Paguei e a colega que me atendeu disse exatamente assim: "A estrada esta bem ruim devido a chuva, mas daqui pra frente voce vai passar uma ponte e logo depois a estrada é asfaltada até Villazon". Fiquei mais tranquilo, segui viagem e passei a tal da ponte mas não vi nada de asfalto!

 

Segui caminho até chegar a Tupiza, ainda chovendo. Cheguei em um certo ponto da estrada onde havia uma pequena fila de carros e algumas pessoas em cima de uma pedra grande olhando algo a frente, não consegui ver. Fui chegando mais perto e ví o motivo, outro rio! Mas esse meus amigos, era bem pior! No momento que chegamos, havia uma fila de carros vindo do sentido contrário e nós estávamos esperando para passar. Os carros? Todos picapes e/ou 4x4. A minha frente havia um ônibus e duas minivans, carros altos! E eu de Palio! Estava chovendo, o rio estava razoavelmente alto, mas eu não iria voltar para trás por todo o caminho que já fiz! Esperei a fila e os carros a minha frente começaram a travessia. Esperei e peguei certa distância do ônibus... que ficou atolado por alguns minutos! Quando tive espaço, engatei segunda e fui. O primeiro trecho é travessia em transversal do rio Tupiza. No segunndo trecho, é preciso seguir contra a correnteza, meio que subindo o rio! E fomos... neste momento entrou agua no carro pelo porta-malas, diversas coisas molharam... mas passamos! Sei que cheguei do outro lado e havia uma cidade inteira olhando pro meu carro, provavelmente pensando que eu era louco! Concordei com eles, dei uma buzinada e alguns até acenaram! rsrs

 

É rir pra não chorar, agora meu carro estava cheio d'agua, com o eixo traseiro empenado. pneus traseiros destruídos... mas estava lá firme e forte! Depois da travessia sim, finalmete, encontrei asfalto! Parei pra abastecer em Tupiza e tirar a crosta de barro no vidro que mal me permitia enxergar e seguimos para Villazon.

 

Chegando em Villazon, aquele Caos, fomos direto fazer a saída da Bolívia. Era dia 31 e eu estava bem esperando problemas... Fomos ao guichê de saída da Bolívia e entregamos os recibos que pegamos na imigração, o RG da Karla e meu passaporte, exatamente como fizemos pra entrar. O colega boliviano fez a saída dela e após ver meu passaporte, me disse que não tinha carimbo de entrada! E que por este motivo, não poderia fazer minha saída. Eu disse, "mas como não tem carimbo se tenho o recibo da imigração?" que é um papel carimbado que nos foi entregue. Ele disse que o colega lá da fronteira de Arroyo Concepcion não carimbou meu passaporte, mas a culpa era minha que não pedi a ele carimbar. Eu fiquei muito puto... porque me lembrei de como fomos atendidos lá quando ingressamos na Bolívia! Uma breve discução sobre incopetência e ele não carimbou meu passaporte, mas carimbou a declaracion jurada do carro e falou exatamente assim "vai lá tentar entrar na Argentina"... basicamente, foda-se! Saí chingando, fui na Aduana Boliviana e efetivaram a saída do carro da Bolívia.

 

Na imigração Argentina foi tão diferente! Nos atenderam muito rapido, fiz a entrada no país com minha habilitação, nem pediram o passaporte. Dias depois eu soube que não poderiam ter feito isso, mas estive na Argentina em 2011 e também usei apenas a habilitação! Enfim, fomos na Aduana fazer a entrada do carro e nos atenderam muito bem! Me ajudaram com dicas, quiseram saber como foi que atravessei o rio Tupiza com um Palio rsrs... e logo o carro já estava sendo revistado! Eles pedem pra retirar toda a bagagem e revistam cada buraco do carro! Todo o procedimento levou cerca de 1 hora, troquei os bolivianos que tínhamos por uma taxa de AR$1 = B$0,39 e quando eram 16 horas já estávamos rodando nas ótimas estradas do noroeste Argentino.

 

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Passamos direto por Humahuaca, a intenção era ir até Purmamarca e procurar algum lugar pra passar a virada depois deste dia conturbado! Pouco depois de Humahuaca passamos por um hotel muito bonito chamado Hotel Huacalera. Não pensei duas vezes e entrei rs, afinal merecíamos! Fomos muito bem atendidos pelo Sr. Gaston e conseguimos o último quarto do Hotel. Um hotel de luxo, incluímos a ceia de ano novo e gastamos cerca de 3 mil pesos. Em um hotel no Brasil gastaríamos muito mais, sem dúvidas! Recomendo http://www.hotelhuacalera.com/

 

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Dia 10 - De Humahuaca/AR a Salta/AR - 3590KM

Saímos do Hotel as 11 horas e fomos a Tilcara sacar dinheiro e abastecer. Que cidade fantástica! Muito bonita, mesmo sendo feriado encontramos alguns lugares abertos e compramos alguns presentes. Pagamos entre 19 e 21 pesos na Nafta Super. Na Argentina consegui sacar do débito normalmente! Seguimos estrada sentido Salta, estrada ótima e com vista fantástica!

 

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Chegando a Salta, logo percebe-se que é uma cidade bem grande! Há um condomínio fantástico na entrada da cidade. MUITO CALOR! Fomos direto ao centro da cidade tomar uma cerveja gelada enquanto procuravamos hotel! Ficamos em um hostel simples com ar condicionado, banheiro privativo e vaga na garagem por AR$600. Encontrei poucos hotéis funcionando no feriado, grande maioria deles tocávamos campainha e ninguém atendia. Encontrei 3 abertos próximos ao centro, e os 3 cobraram o mesmo valor! Ficamos no Hostel La casona de la linda na calle Cordoba. Esperamos o sol baixar, pois era impossível andar naquela situação e aí fomos conhecer a cidade a pé! Comemos uma lazanha sensacional em um restaurante em volta da praça por AR$250 e uma garrafa de cerveza Salta por AR$100. Aí parei pra pensar, quem disse que as coisas são baratas por aqui? Porra tudo é caro, não ví nada barato. A cotação em real era R$1 = AR$0,27, mas paga-se 100 por uma garrafa de cerveja(cerca de R$34).

 

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Dia 11 - de Salta a Posadas - 4450KM

 

Dia de deslocamento puxado! Antes de sairmos de Salta, encontrei um lava rápido e pude dar uma ducha no carro, que estava em um estado lastimável! Uma crosta de barro em cada centimetro do carro. Me cobraram absurdos AR$140 por uma ducha, lavagem externa apenas.... mas ta bom! Saindo de Salta, abastecemos e já passamos na conveniencia pra comprar alguns lanches e evitar parar pra comer, pois não queríamos chegar tarde a Posadas. Pagamos AR$40 em cada lanche de carne com queijo em um pão estranho, mas gostoso. Compramos agua e alguns petiscos e partimos. Estrada maravilhosa, alguns radares mas da pra ver de longe. Eu estava um pouco preocupado com postos de gasolina, pois em alguns dos relatos que lí dizem que há poucos pontos de abastecimento, mas acredito que isso tenha mudado... pois é um posto atras do outro! Pegamos a famosa ruta 16 e eu estava um pouco preocupado com os policiais corruptos, famosos na região. Pois não vimos sequer 1 policial no caminho até Corrientes! Pegamos aquela reta infinita, estrada boa com exceção de um trecho de pelo menos 100km, mais esburacada, recomendo rodar apenas de dia por alí. Foi aí que atropelei um passarinho... que Deus o tenha! Na verdade ele que me atropelou, eles ficam atravessando a pista bem próximo dos carros, um deles não conseguiu passar e acertou meu retrovisor!

 

Fomos direto parando apenas pra abastecer. Paramos um pouco em Corrientes na ponte que passa por cima do rio Paraná, muito bonito por sinal! Cidade muito agradável, não tinha nem onde parar o carro, no rio mal tinha espaço para os banhistas! Era fim de tarde e logo seguimos caminho a Posadas. Pegamos um pouco de transito nos quilometros seguintes.

 

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Perto de Posadas, em Puerto Valle fui parado em um posto policial, que pediu o documento do carro e minha habilitação apenas, mostrei e segui viagem. Chegamos em Posadas já era 9 da noite, comecei a pesquisar na internet endereço de hostels e fui parando. Alguns absurdamente caros, outros nao tinham vaga, até que encontrei um com vaga, AC e café da manhã por AR$450, liguei e tinham vaga. Infelizmente não me lembro o nome, mas pesquisei no google por hostels en Posadas e fui ligando um por um até encontrar vaga. Paramos na praça no centro da cidade para comer pizza e conhecer um pouco do local, paguei AR$120 por uma Quilmes 1LT e AR$225 por uma pizza caprichada! Muito bonito! Vale a pena ir com mais tempo! Fizemos este trecho em 14 horas.

 

Dia 12 - de Posadas a Puerto Iguazu - 4756KM

 

Tomamos o desayuno e saímos bem cedo! A intenção era chegar o mais cedo possível nas cataratas pra curtir o dia e no mesmo dia seguir o caminho de volta no Brasil. Mas não deu rs... a estrada até PI é muito boa, mas também é muito movimentada! Muitos trechos entre as cidades, outro trecho beirando o rio, muito bonito! Mas o pior foram as estradas de faixa única cheias de caminhões. Levamos cerca de 4:30 pra chegar a Puerto Iguazu! Já bem próximo, estava atrás de um caminhão em um trecho de faixa simples e ví que não vinha carros no outro sentido e fiz ultrapassagem em faixa dupla contínua. Assim que voltei pra faixa depois da ultrapassagem, ví uma blitz logo a frente... me pararam! Disseram que eu havia feito uma ultrapassagem perigosa e tal... eu nem neguei! rsrs disse que sim, que havia sido um erro. Pediram pra eu esperar, uns minutos depois um outro policial apareceu e perguntou se eu tinha a carta verde. Eu disse que sim e já ia pegando ela no porta-luvas quando ele disse pra eu ir, mas que não fizesse isso novamente! haha... segui viagem.

 

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Chegamos nas cataratas cerca de 10 da manhã, pagamos a entrada com AR$ mesmo pra gastar o pouco que sobrou. Fomos direto ao guichê do Iguazu Adventures comprar o passei do barco! Gastamos AR$500 os dois para o passei mais curto, o mais longo não tem muita graça na minha opinião! E fomos direto ao embarque do Macuco Travel, tem que andar pra cacete por sinal! Um calor absurdo, sol queimando nas costas! Mas vale demais a penas... o barco vai bem debaixo da queda, chega a doer as costas e a cabeça com o impacto da água. Agente perde o fôlego, é animal! E eles zoam bastante, fazem umas curvas a mil que joga agente na agua haha... Sensacional! Naquele calor, foi perfeito!

 

 

Almoçamos lá mesmo por AR$140 cada, una parrilla muy buena! Assim gastamos todos os pesos que nos restavam e não nos preocupamos com câmbio !

 

Saímos de lá cerca de 18h e de cara desistimos da idéia de seguir estrada! Saindo das cataratas, peguei a estrada para a fronteira e foi bem curioso... andei cerca de 1km e fui parado em uma blitz bem bizarra. Eles estavam parando todos os carros do Brasil! Uma polícial muito grossa veio até mim e pediu documento do carro e meu documento. Entreguei e ela me enrolou uns 10 min... depois voltou e disse que pra circular nas estradas da Argentina era obrigatório a carta verde e um monte de asneira que eu não entendi. Enquanto ela falava tirei a carta verde do porta luvas e ela, sem mesmo pegar a carta na mão, me entregou os docs e virou as costas! Foi bizarro... tomem cuidado, pois haviam vários carros brasileiros alí que pelo jeito não tinham a carta verde! Seguimos viagem, e como é bom estar de volta ao Brasil! Se tem uma coisa que aprendi nesta viagem foi a valorizar o país que vivemos. As condições que temos aqui, a estrutura, a qualidade de vida... são incomparáveis! A Argentina é sim um país muito bom, mas o Brasil é fantástico. Na fronteira, a aduana Argentina me disse algo sobre a cagada que fizeram na fronteira da Bolívia, como contei antes. Expliquei a ela o que ocorreu e ela disse que acontece com frequência, e me instruíu a andar com o RG na próxima vez para evitar problemas. Fomos muito bem atendidos e bem rapidamente já estávamos no Brasil!

 

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em 2011 eu estive em Foz do Iguaçu e fiquei em um camping sensacional, que é o Paudimar Falls! Não hesitei, voltei lá e ficamos em um quarto pra 4 pessoas por apenas R$70 com direito a piscina e café da manhã. Ficamos na piscina até as 11:30 da noite, um calor absurdo! Fizemos este trecho em cerca de 5h no total.

 

Dia 13 - de Foz do Iguaçu a SP - 5912KM

 

Saímos de Foz às 09, precisei arrumar um pneu do carro que não estava muito bom. Seguimos caminho de volta enfim nas boas estradas do Brasil! Até Maringá pega-se um bom trecho de faixa simples, mas estrada boa. Paramos pra almoçar por alí na estrada mesmo. Comemos uma vaca atolada SENSACIONAL, a melhor que já comi na vida! Voltei pra SP estufado de tanto que comí. Pegamos chuva o caminho inteiro literalmente, quando cheguei na castelo branco a chuva apertou. Parei pra abastecer no primeiro posto da Castelo e não havia energia elétrica lá! Eu estava com o combustível no final rsrs, segui até o próximo posto me cagando de medo de ficar sem combustível, mas por sorte eles tinham energia! Abasteci e fomos pra casa. Chegamos por volta das 22:30, exaustos mas a missão foi cumprida!

 

Foi uma experiência incrível, aprendi muito pelos lugares que passamos! A cultura é muito rica, e o ideal é abrir mão do conforto e da rotina mesmo... experimentar as comidas locais(mesmo passando mal depois), colaborar com o artesanato... esqueça noites bem dormidas, banhos bem tomados, mas garanto que valerá a pena! Nosso carro se manteve firme o caminho todo... e não foi fácil! A Bolívia é fantástica, mas é perigosa... as estradas são traiçoeiras, o carro sofreu demais. Pra terem uma idéia, tive que trocar eixo traseiro que empenou devido as pedras, rolamentos, pastilhas de freio que aquecem muito devido as descidas das montanhas, mesmo descendo engatado, 2 pneus que acabaram esgotados devido ao empenamento do eixo, higienização devido a agua do rio que entrou no carro, lavagem de motor e por baixo... enfim, o prejuízo foi grande! Mas valeu cada centavo.

 

Recomendo muito a viagem de carro, a liberdade é impagável!

 

Espero que este relato breve, com fotos e vídeos péssimos possa ajudar alguém, como os outros relatos me ajudaram.

 

Grande abraço e até o próximo!

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Já fiz uma viagem de carro destas na doideira de SP a Chapada Diamantina, tudo programado no dia anterior...kkk

 

Mas ir à Bolívia de carro não é para amadores kkk, parabéns pelo espírito aventureiro. Quem sabe eu me animo para fazer uma dessas!

 

É complicado abastecer na Bolívia? Já ouvi dizer que alguns postos não abastecem carro com placa estrangeira, mas que cholas vendem combustível em garrafa pet na estrada. Outra questão de que falam são as várias paradas de policiais a procura de irregularidades no carro. Conferem essas informações?

 

Narra o restante desta viagem aí, brother!

 

Abraços!

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Parabens Raphael. Pirei na sua viagem e no seu relato.

Essa atitude de encarar uma trip dessa sem muito planejamento é sensacional(apesar de você demostrar que já tinha uma boa noção do que estava por vir).

A único porém são as distâncias. Digamos que você deu umas exageradas... Hhhhh - mas nada que desabone.

Mais uma vez, parabéns pela coragem, pelo espírito aventureiro e por compartilhar conosco.

Ah, o mergulho a noite foi na Laguna colorada? Não consegui entender direito.

Abração

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Fala Rafael e Karla, tudo bom?
Duvida... vocês fizeram a carteira internacional de direção .. e fizeram os seguros viagem tipo SOAPEX, CARTA VERDE.. etc?
Caso não... tiveram problemas com a policia?

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Em 14/10/2017 em 22:58, riquao disse:

Parabens Raphael. Pirei na sua viagem e no seu relato.

Essa atitude de encarar uma trip dessa sem muito planejamento é sensacional(apesar de você demostrar que já tinha uma boa noção do que estava por vir).

A único porém são as distâncias. Digamos que você deu umas exageradas... Hhhhh - mas nada que desabone.

Mais uma vez, parabéns pela coragem, pelo espírito aventureiro e por compartilhar conosco.

Ah, o mergulho a noite foi na Laguna colorada? Não consegui entender direito.

Abração

Fala Riquao, valeu hahaha..

Sim com certeza abusamos nas distâncias, mas tínhamos pouco tempo! 

O mergulho foi de frente a laguna colorada, em uma vista estonteante, nas lagunas calientes! Da uma pesquisada ai que no google tem várias fotos.

Abraço!

 

Em 15/10/2017 em 01:10, Luciani Mazaloti Morillas disse:

Que aventura!!! Deixaram o carro onde para ir no salar de Uyuni?

Olá Luciani!

Sim uma aventura e tanto, e hoje bate uma saudade rsrs..

Deixamos o carro na rua mesmo, na frente do Hotel Le Ciel de Uyuni... falaram que não era perigoso, e correu tudo bem!

 

Em 15/10/2017 em 12:05, FeRodrigues disse:

Fala Rafael e Karla, tudo bom?
Duvida... vocês fizeram a carteira internacional de direção .. e fizeram os seguros viagem tipo SOAPEX, CARTA VERDE.. etc?
Caso não... tiveram problemas com a policia?

Olá Fe!

Não, usei apenas minha habilitação do Brasil. Fiz o carta verde apenas para os dias que eu passaria na Argentina, e sim foi pedido em todas as vezes que me pararam!

O carta verde na Argentina e no Chile é batata... vão pedir! 

Não cheguei a ter problemas, mas em um momento na Argentina eu ultrapassei em faixa dupla contínua e me pararam... me deu uma bronca e tal, mas me liberou! E fui parado duas ou três vezes em Puerto Iguazu, lá os policiais são bem ignorantes! Falaram dos pneus do carro, pediram todos os documentos,  e deixaram a carta verde por último na esperança de me pegarem... ai quando mostrei a carta nem falaram mais nada e liberaram.

Tenha cuidado na Argentina, na Bolívia foi bem tranquilo.

Abraço,

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Oi Raphael Boa tarde!! Estou planejando uma viagem e li seu relato, muito legal, parabéns. Estou planejando duas rotas: 1- Campo Grande, Corumbá, Santa Cruz de la Sierra, La Paz, Cusco, Machupichu e retornar até La Paz, Uyuni, e vir por Puerto Sucre, Paraguai, Ponta Porã, Campo Grande. Minha duvida é, será que esta estrada depois de Uyuni continua ruim até hoje? Porque vc desceu até Villazon/Ar e não foi para Puerto Sucre/Bo? O que te fez escolher esse caminho?

Minha outra rota é: Campo Grande, Corumbá, Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Uyuni, La Paz, Cusco, Machupichu, La Paz, Santa Cruz e Campo Grande. (tem as paradas que farei de uma cidade a outra, percorrendo em torno de 600km por dia, não mais que isso).

Muito obrigada

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Boa tarde Emisa!

Não tenho mais tanta informação, mas quando cheguei em Uyuni eu soube que o caminho de La paz até Uyuni é bem mais tranquilo do que saindo de Sucre! Mas até aí não sei dizer como é rsrs... fato é, a estrada estava em obras! Não digo que já deve estar tudo ótimo, mas com certeza já está melhor do que a 2 anos atras.

Fui por Villazon porque a intenção era ir até Salta mesmo! Puerto Sucre seria pra quem já está indo na direção do Paraguai. Eu sugiro fortemente ir pela Argentina, paisagem fantástica e estrada muito boa o trecho todo.

Recomendo pesquisar bastante os relatos mais recentes de quem viajou de carro pela Bolivia, pois por experiência própria... não é fácil!

Abs,

 

 

 

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Obrigada pelas informações!  Ja li e pesquisei muito. Queria voltar por uma estrada diferente. Até pensei em ir de Uyuni a San Pedro de Atacama, mas como nós já conhecemos, então desisti.

Depois de ler o seu relato, quanto ao retorno de Uyuni, desisti de voltar por ai. Acredito que em dois anos não devem ter melhorado a estrada. Vou no que é mais certo, apesar de ficar com um pé atras e não ter tanta confiança de andar pela Bolivia, vou encarar a ida e volta por ela. Abraços e obrigada!

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